Tysabri

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
natalizumab
Disponível em:
Biogen Netherlands B.V.
Código ATC:
L04AA23
DCI (Denominação Comum Internacional):
natalizumab
Grupo terapêutico:
Imunossupressores seletivos
Área terapêutica:
Esclerose múltipla
Indicações terapêuticas:
Tysabri is indicated as single disease modifying therapy in adults with highly active relapsing remitting multiple sclerosis for the following patient groups: , Patients with highly active disease activity despite a full and adequate course of treatment with at least one disease modifying therapy (DMT) (for exceptions and information about washout periods see sections 4. 4 e 5. 1), , or, Patients with rapidly evolving severe relapsing remitting multiple sclerosis defined by 2 or more disabling relapses in one year, and with 1 or more Gadolinium enhancing lesions on brain MRI or a significant increase in T2 lesion load as compared to a previous recent MRI.
Resumo do produto:
Revision: 40
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000603
Data de autorização:
2006-06-27
Código EMEA:
EMEA/H/C/000603

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B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Tysabri 300 mg concentrado para solução para perfusão

natalizumab

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Além deste folheto, receberá um cartão de advertência ao doente. Este contém importantes

informações de segurança que precisa de conhecer antes e durante o tratamento com Tysabri.

Conserve este folheto e o cartão de advertência ao doente. Pode ter necessidade de os ler

novamente. É importante que tenha o folheto e o cartão de advertência consigo durante o

tratamento e durante seis meses após a última dose deste medicamento, dado que é possível a

ocorrência de efeitos indesejáveis mesmo depois de ter parado o tratamento.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo efeitos indesejáveis possíveis não indicados

neste folheto, fale com o seu médico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1.

O que é Tysabri e para que é utilizado

2.

O que precisa de saber antes de receber Tysabri

3.

Como Tysabri é administrado

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

5.

Como conservar Tysabri

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Tysabri e para que é utilizado

Tysabri é utilizado para o tratamento da esclerose múltipla (EM). Contém a substância ativa

natalizumab. É designado por anticorpo monoclonal.

A EM causa inflamação no cérebro que provoca lesões nas células nervosas. Esta inflamação acontece

quando os glóbulos brancos entram no cérebro e na medula espinhal. Este medicamento impede a

passagem dos glóbulos brancos para o cérebro. Isto reduz os danos que a EM causa nos nervos.

Sintomas da esclerose múltipla

Os sintomas da EM variam de doente para doente, e no seu caso específico poderá sentir alguns ou

nenhuns desses sintomas.

Podem incluir:

problemas ao caminhar; sensação de dormência na face, braços ou pernas; problemas

de visão; cansaço; sensação de desequilíbrio ou de desvanecimento; problemas de bexiga ou de

intestinos; dificuldades de pensamento e de concentração; depressão; dor aguda ou crónica; problemas

sexuais; rigidez e espasmos musculares.

Quando os sintomas se agravam subitamente, chama-se surto (também conhecido como exacerbação

ou crise). Quando ocorre um surto, poderá sentir os sintomas repentinamente, no espaço de algumas

horas ou lentamente, progredindo no espaço de alguns dias. Gradualmente estes sintomas irão, de um

modo geral, melhorar (o que é designado por remissão).

Como Tysabri pode ajudar

Nos ensaios, este medicamento reduziu para cerca de metade o aumento da incapacidade causada pela

EM e diminuiu a quantidade de crises de EM em cerca de dois terços. É possível que durante o

tratamento com este medicamento não sinta qualquer melhoria, mas este poderá estar a contribuir para

que a sua EM não se agrave.

2.

O que precisa de saber antes de receber

Tysabri

Antes de começar o tratamento com este medicamento, é importante que discuta com o seu médico os

benefícios que pode esperar deste tratamento bem como os riscos que lhe estão associados.

Não lhe pode ser administrado Tysabri

Se tem

alergia

ao natalizumab ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados

na secção 6).

lhe tiver sido diagnosticada LMP

leucoencefalopatia multifocal progressiva

A LMP é

uma infeção pouco frequente do cérebro.

Se o

seu sistema imunitário

tiver um problema grave. Isto pode ser devido a doença (tal como

o VIH), ou a um medicamento que está a tomar ou que tomou no passado (ver mais abaixo).

Se estiver a tomar

medicamentos que afetem o sistema imunitário

, incluindo determinados

outros medicamentos utilizados para tratar a EM. Estes medicamentos não podem ser utilizados

com Tysabri.

tiver cancro

(a menos que se trate de um tipo de cancro de pele designado por carcinoma

das células basais).

Advertências e precauções

Deve discutir com o seu médico

se Tysabri é o tratamento mais adequado para si. Faça-o antes de

começar a tomar Tysabri, e quando tiver recebido Tysabri durante mais de dois anos.

Possível infeção cerebral (LMP)

Algumas pessoas a quem foi administrado este medicamento (menos de 1 em 100) apresentaram uma

infeção cerebral pouco frequente denominada LMP (

leucoencefalopatia multifocal progressiva

). A

LMP pode conduzir a incapacidade grave ou morte.

Antes de iniciar o tratamento,

todos os doentes realizarão análises ao sangue

orientadas pelo

médico para a infeção pelo vírus JC. O vírus JC é um vírus comum que normalmente não

provoca doença. No entanto, a LMP está ligada a um aumento do vírus JC no cérebro. A razão

deste aumento em alguns doentes tratados com Tysabri não é clara. Antes e durante o

tratamento, o seu médico irá analisar o seu sangue para verificar se tem anticorpos para o vírus

JC, que são um sinal de que foi infetado pelo vírus JC.

O seu médico providenciará uma

Ressonância Magnética (RM)

, que será repetida durante o

tratamento para excluir LMP.

Os sintomas de LMP

podem ser semelhantes aos de um surto de EM (ver secção 4,

Efeitos

indesejáveis possíveis

). Também pode ter LMP até 6 meses depois de parar o tratamento com

Tysabri.

Informe o seu médico, o mais rapidamente possível

, se notar que a sua EM está a agravar-se

ou se notar quaisquer sintomas novos, enquanto está em tratamento com Tysabri ou até 6 meses

após terminar o tratamento.

Informe o seu parceiro ou cuidadores

sobre aquilo a que devem estar atentos (ver também

secção 4,

Efeitos indesejáveis possíveis)

. Alguns sintomas poderão ser difíceis de identificar por

si póprio, como alterações de humor ou comportamentais, confusão, dificuldades de fala e

comunicação. Se tiver algum destes sintomas,

pode precisar de mais exames

. Mantenha-se

alerta para sintomas até 6 meses após parar o tratamento com Tysabri.

Guarde o cartão de advertência ao doente que o seu médico lhe deu. Inclui estas informações.

Mostre-o ao seu parceiro ou a quem lhe presta cuidados de saúde.

Três fatores podem aumentar o risco de LMP

com Tysabri. Se tiver dois ou mais destes fatores de

risco, o risco é ainda maior:

Se tiver anticorpos para o vírus JC no seu sangue.

Estes são um sinal de que o vírus está no

seu organismo. Fará análises antes e durante o tratamento com Tysabri.

Se for tratado durante um longo período de tempo

com Tysabri, especialmente se for

superior a dois anos.

Se tiver tomado um medicamento denominado imunossupressor

, que reduz a atividade do

seu sistema imunitário.

Uma outra condição

, denominada de NCG por JCV (

neuropatia de células granulares por vírus JC

também é causada pelo vírus JC e ocorreu em alguns doentes a receber Tysabri. Os sintomas de NCG

por JCV são semelhantes aos da LMP.

Para os doentes em menor risco de LMP

, o seu médico pode repetir o teste regularmente para

verificar:

Se continua a não ter anticorpos para o vírus JC no seu sangue.

Se está em tratamento há mais de 2 anos, ainda tem um nível baixo de anticorpos do vírus JC no

seu sangue.

Se alguém tiver LMP

A LMP pode ser tratada e o tratamento com Tysabri será interrompido. No entanto, algumas pessoas

sofrem uma reação ao ser-lhes removido Tysabri do organismo. Esta reação (designada por

IRIS

síndrome inflamatória de reconstituição da função imunitária) pode agravar o seu estado de saúde,

incluindo agravamento do funcionamento cerebral.

Atenção a outras infecções

Algumas infeções para além da LMP podem também ser graves e podem ser devidas a vírus, bactérias,

e outras causas.

Informe imediatamente um médico ou enfermeiro

se julgar ter uma infeção (ver também secção 4,

Efeitos indesejáveis possíveis

Alterações nas plaquetas

O natalizumab pode reduzir o número de plaquetas, as quais são responsáveis pela coagulação

sanguínea. Isto pode resultar numa doença chamada trombocitopenia (ver secção 4), na qual o seu

sangue poderá não coagular com a rapidez necessária para parar uma hemorragia. Pode levar a nódoas

negras, bem como a outros problemas mais graves, tais como sangramento excessivo. Deve falar

imediatamente com o seu médico caso tenha nódoas negras inexplicáveis, manchas vermelhas ou

roxas na pele (as chamadas petéquias), sangramento de cortes na pele que não para ou que tem

corrimento, sangramento prolongado das gengivas ou nariz, sangue na urina ou nas fezes ou

sangramento na parte branca dos olhos.

Crianças e adolescentes

Não dê este medicamento a crianças ou adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Outros medicamentos e Tysabri

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros

medicamentos.

Não lhe pode

ser administrado este medicamento se atualmente estiver a ser tratado com

medicamentos que afetam o seu

sistema imunitário

, incluindo alguns outros medicamentos

para tratar a sua EM.

Não poderá utilizar este medicamento se tiver tomado

anteriormente

alguns que afetem o seu

sistema imunitário.

Gravidez e amamentação

Se estiver grávida, não utilize este medicamento

, a menos que tenha discutido este assunto

com o seu médico. Informe o seu médico sem falta se ficar grávida, se pensar que pode estar

grávida ou se estiver a planear uma gravidez.

Não amamente enquanto estiver a utilizar

Tysabri

. O seu médico irá ajudá-la a decidir se

deve optar por parar de amamentar ou de utilizar o medicamento.

Se estiver grávida ou a amamentar, se pensar que pode estar grávida ou se está a planear ter um bebé,

aconselhe-se com o seu médico antes de tomar este medicamento. O risco para o bebé e o benefício

para a mãe serão tomados em consideração pelo seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

As tonturas são um efeito secundário muito frequente. Se se sentir afetado, não deve conduzir ou

utilizar máquinas.

Tysabri contém sódio

Cada frasco deste medicamento contém 2,3 mmol (ou 52 mg) de sódio. Após a diluição para

utilização, este medicamento contém 17,7 mmol (ou 406 mg) de sódio por dose. Tal deve ser

considerado se estiver num regime alimentar com sódio controlado.

3.

Como Tysabri é administrado

A perfusão intravenosa de Tysabri ser-lhe-á administrada por um médico com experiência no

tratamento de EM. O seu médico poderá transferi-lo diretamente de outro medicamento para a EM

para Tysabri se não existirem problemas causados pelo seu tratamento anterior.

O seu médico irá pedir

análises ao sangue

de modo a testar se tem anticorpos para o vírus JC e

outros possíveis problemas

O seu médico providenciará uma

RM

, que será repetida durante o tratamento.

Para mudar de alguns medicamentos para a EM

, o seu médico pode aconselhá-lo a esperar

algum tempo para garantir que a maior parte do medicamento anterior saiu do seu organismo.

Para adultos, a dose recomendada é de 300 mg, administrada uma vez de 4 em 4 semanas.

Tysabri tem de ser diluído antes de ser administrado. É administrado como soro numa veia (por

perfusão intravenosa), geralmente num braço. Isto demora cerca de 1 hora.

No fim deste folheto são disponibilizadas informações para médicos ou profissionais de saúde

sobre como preparar e administrar o medicamento.

Se parar de usar Tysabri

As administrações regulares com Tysabri são importantes, particularmente nos primeiros meses de

tratamento. É importante que continue a tomar o medicamento enquanto você e o seu médico julgarem

que está a ser benéfico. Os doentes que tenham recebido uma ou duas doses de Tysabri e que, em

seguida, tenham estado três ou mais meses sem fazerem o tratamento, apresentaram maiores

probabilidades de sofrerem uma reação alérgica quando recomeçaram o tratamento.

Verificação de reações alérgicas

Alguns doentes tiveram uma reação alérgica a este medicamento. O seu médico poderá verificar se

existem reações alérgicas durante a perfusão e durante 1 hora depois. Ver também a secção 4,

Efeitos

indesejáveis possíveis

Caso tenha falhado a dose de Tysabri

Se falhar a dose habitual de Tysabri, combine com o médico a maneira de a receber logo que possa.

Depois pode continuar a receber a sua dose de Tysabri de 4 em 4 semanas.

Tysabri funciona sempre?

Em alguns doentes que recebem Tysabri, as defesas naturais do organismo podem impedir o

medicamento de funcionar corretamente ao longo do tempo, à medida que o organismo desenvolve

anticorpos para o medicamento. O seu médico pode decidir se este medicamento não está a funcionar

adequadamente para si a partir de análises ao sangue e parar o tratamento, se necessário.

Caso ainda tenha dúvidas sobre Tysabri, fale com o seu médico. Utilize sempre este medicamento

exatamente como descrito neste folheto ou de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu

médico se tiver dúvidas.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Fale imediatamente com o seu médico ou enfermeiro

se notar algum dos seguintes.

Sinais de uma infeção do cérebro

Alterações na personalidade e no comportamento como confusão, delírio ou perda de

consciência

Ataques (convulsões)

Dor de cabeça

Náuseas/vómitos

Rigidez do pescoço

Sensibilidade extrema a luz intensa

Febre

Erupção na pele (em qualquer parte do corpo)

Estes sintomas podem ser causados por uma infeção do cérebro (

encefalite ou LMP

) ou da sua

membrana de cobertura (

meningite

Sinais de outras infeções graves

Uma febre inexplicada

Diarreia grave

Falta de ar

Tonturas prolongadas

Dor de cabeça

Perda de peso

Apatia

Visão alterada

Dor ou vermelhidão no(s) olho(s

)

Sinais de uma reação alérgica

Erupção na pele com comichão (

urticária

Inchaço da face, lábios ou língua

Dificuldade em respirar

Dor ou desconforto no peito

Subida ou descida da tensão arterial (o seu médico ou enfermeiro irão notar esta situação se

estiverem a controlar a sua tensão arterial)

Estes são mais prováveis durante ou pouco tempo após a perfusão.

Sinais de um possível problema hepático

Amarelecimento da pele ou do branco dos olhos

Urina escurecida

Teste de função hepática anormal

Fale imediatamente com um médico ou enfermeiro

se tiver algum dos efeitos indesejáveis

enumerados acima ou se julgar ter uma infeção.

Mostre o seu cartão de advertência ao doente

e este

folheto informativo a qualquer médico ou enfermeiro que o trate e não apenas ao seu neurologista

.

Outros efeitos indesejáveis

Muito frequentes

(podem afetar mais de 1 em 10 pessoas)

Infeção do trato urinário

Dor de garganta e nariz a pingar ou entupido

Dor de cabeça

Tonturas

Enjoo (

náuseas

Dor nas articulações

Cansaço

Tonturas, enjoo (

náuseas

), comichão e arrepios durante ou pouco depois da perfusão

Frequentes

(podem afetar até 1 em 10 pessoas)

Anemia (diminuição dos seus glóbulos vermelhos que pode tornar a sua pele pálida e fazê-lo

sentir falta de ar ou sem energia)

Alergia (

hipersensibilidade

Arrepios

Erupção na pele com comichão (irritação da pele/

urticária

Enjoo (

náuseas

Febre

Dificuldade em respirar (

dispneia

Vermelhidão no rosto ou no corpo (

rubor

Infeções por herpes

Desconforto à volta do local onde teve a sua perfusão. Pode ter dor, nódoa negra, vermelhidão,

comichão ou inchaço

Pouco frequentes

(podem afetar até 1 em 100 pessoas)

Alergia grave (reação anafilática).

Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP)

Doença inflamatória após a suspensão do medicamento

Inchaço facial

Um aumento do número de glóbulos brancos (

eosinofilia

Redução do número de plaquetas no sangue

Facilidade em fazer nódoas negras (púrpura)

Raros

(podem afetar até 1 em 1000 pessoas)

Infeção por herpes no olho

Anemia grave (diminuição dos seus glóbulos vermelhos que pode tornar a sua pele pálida e

fazê-lo sentir falta de ar ou sem energia)

Inchaço grave debaixo da pele

Níveis elevados de bilirrubina no sangue (

hiperbilirrubinemia

) que podem causar sintomas tais

como amarelamento dos seus olhos ou da pele, febre e cansaço

Desconhecidos

(a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

Infeções não habituais (as chamadas "

infeções oportunistas

")

Danos no seu fígado

Consulte o seu médico o mais rapidamente possível

se achar que tem uma infeção

.

Também encontrará estas informações no cartão de advertência ao doente que o seu médico lhe deu.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, fale com o seu médico. Isto inclui possíveis efeitos

indesejáveis não indicados neste folheto. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente

através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar efeitos

indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Tysabri

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na embalagem exterior. O

prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Frasco para injetáveis fechado:

Conservar no frigorífico.

Não congelar.

Manter o frasco para injetáveis dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Solução diluída:

Após a diluição, recomenda-se a utilização imediata. Se não for utilizada imediatamente, a solução

diluída tem de ser conservada a uma temperatura entre 2ºC a 8ºC e a perfusão administrada nas 8 horas

seguintes à diluição.

Não utilize este medicamento se notar a presença de partículas no líquido e/ou se o líquido no frasco

para injetáveis apresentar descoloração.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Tysabri

A substância ativa é o natalizumab. Cada frasco para injetáveis de 15 ml de concentrado contém

300 mg de natalizumab (20 mg por ml). Quando diluída, a solução para perfusão contém

aproximadamente 2,6 mg por ml de natalizumab.

Os outros componentes são:

Fosfato de sódio, monobásico, mono-hidratado

Fosfato de sódio, dibásico, hepta-hidratado

Cloreto de sódio (ver secção 2 “Tysabri contém sódio”)

Polissorbato 80 (E 433)

Água para preparações injetáveis

Qual o aspeto de Tysabri e conteúdo da embalagem

Tysabri é um líquido transparente, incolor a ligeiramente turvo.

Cada caixa contém um frasco para injetáveis de vidro.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Biogen Netherlands B.V.

Prins Mauritslaan 13

1171 LP Badhoevedorp

Países Baixos

Fabricante

FUJIFILM Diosynth Biotechnologies Denmark ApS

Biotek Allé 1

DK-3400 Hillerød

Dinamarca

Biogen Netherlands B.V.

Prins Mauritslaan 13

1171 LP Badhoevedorp

Países Baixos

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado:

België/Belgique/Belgien

Biogen Belgium N.V./S.A.

Tél/Tel: +32 2 219 12 18

Lietuva

Biogen Lithuania UAB

Tel: +370 5 259 6176

България

ТП ЕВОФАРМА

Teл.: +359 2 962 12 00

Luxembourg/Luxemburg

Biogen Belgium N.V./S.A.

Tél/Tel: + 352 2 219 12 18

Česká republika

Biogen (Czech Republic) s.r.o.

Tel: +420 255 706 200

Magyarország

Biogen Hungary Kft.

Tel.: +36 (1) 899 9883

Danmark

Biogen (Denmark) A/S

Tlf: +45 77 41 57 57

Malta

Pharma MT limited

Tel: +356 213 37008/9

Deutschland

Biogen GmbH

Tel: +49 (0) 89 99 6170

Nederland

Biogen Netherlands B.V.

Tel: +31 20 542 2000

Eesti

Biogen Estonia OÜ

Tel: +372 618 9551

Norge

Biogen Norway AS

Tlf: +47 23 40 01 00

Ελλάδα

Genesis Pharma SA

Τηλ: +30 210 8771500

Österreich

Biogen Austria GmbH

Tel: +43 1 484 46 13

España

Biogen Spain SL

Tel: +34 91 310 7110

Polska

Biogen Poland Sp. z o.o.

Tel.: +48 22 351 51 00

France

Biogen France SAS

Tél: +33 (0)1 41 37 95 95

Portugal

Biogen Portugal Sociedade Farmacêutica

Unipessoal, Lda

Tel: +351 21 318 8450

Hrvatska

Biogen Pharma d.o.o.

Tel: +358 (0) 1 775 73 22

România

Johnson & Johnson Romania S.R.L.

Tel: +40 21 207 18 00

Ireland

Biogen Idec (Ireland) Ltd.

Tel: +353 (0)1 463 7799

Slovenija

Biogen Pharma d.o.o.

Tel: +386 1 511 02 90

Ísland

Icepharma hf

Sími: +354 540 8000

Slovenská republika

Biogen Slovakia s.r.o.

Tel: +421 2 323 340 08

Italia

Biogen Italia s.r.l.

Tel: +39 02 584 9901

Suomi/Finland

Biogen Finland Oy

Puh/Tel: +358 207 401 200

Κύπρος

Genesis Pharma (Cyprus) Ltd

Τηλ: +357 22 76 57 15

Sverige

Biogen Sweden AB

Tel: +46 8 594 113 60

Latvija

Biogen Latvia SIA

Tel: +371 68 688 158

United Kingdom (Northern Ireland)

Biogen Idec (Ireland) Limited

Tel: +44 (0) 1628 50 1000

Este folheto foi revisto pela última vez em .

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu.

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Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Tysabri 300 mg concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de concentrado contém 20 mg de natalizumab.

Quando diluída (ver secção 6.6), a solução para perfusão contém aproximadamente 2,6 mg por ml de

natalizumab.

Natalizumab é um anticorpo recombinante humanizado da anti-α4-integrina, produzido numa

linhagem celular de murinos por meio de tecnologia ADN recombinante.

Excipiente com efeito conhecido

Cada frasco para injetáveis contém 2,3 mmol (ou 52 mg) de sódio (ver secção 4.4 para mais

informações).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão.

Solução incolor, transparente a ligeiramente opalescente.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tysabri é indicado como terapêutica única modificadora da doença em adultos com esclerose múltipla

surto-remissão (EMSR) muito ativa para os seguintes grupos de doentes:

Doentes com elevada atividade da doença apesar de um regime de tratamento completo e

adequado com, pelo menos, uma terapêutica modificadora da doença (TMD) (para obter

informação sobre as exceções e períodos de eliminação ver secções 4.4 e 5.1).

Doentes com EMSR grave em rápida evolução, definida por 2 ou mais surtos incapacitantes no

espaço de um ano e com 1 ou mais lesões captantes de gadolínio na Ressonância Magnética

(RM) crânioencefálica ou um aumento significativo da carga de lesões T2 comparativamente

com uma RM anterior recente.

4.2

Posologia e modo de administração

A terapêutica deve ser iniciada e supervisionada continuamente por médicos especialistas com

experiência no diagnóstico e tratamento de doenças do foro neurológico, em centros com acesso

atempado a RM.

Tem de se dar aos doentes tratados com este medicamento o cartão de advertência ao doente e

informá-los sobre os riscos do medicamento (consultar também o folheto informativo). Depois de

2 anos de tratamento, os doentes devem ser novamente informados acerca dos riscos, especialmente

acerca do risco aumentado de Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP), e devem ser

instruídos, juntamente com os seus prestadores de cuidados de saúde, sobre os sinais e sintomas

precoces de LMP.

Devem estar disponíveis recursos para o tratamento de reações de hipersensibilidade bem como o

acesso a imagens por RM.

É possível que alguns doentes tenham sido expostos a medicamentos imunossupressores (por exemplo

mitoxantrona, ciclofosfamida, azatioprina). Estes medicamentos têm o efeito potencial de provocar

uma reação de imunossupressão prolongada, mesmo depois de ter sido suspenso o tratamento. Por este

motivo, antes de iniciar o tratamento, o médico tem de confirmar se os doentes em questão não se

encontram imunocomprometidos (ver secção 4.4).

Posologia

Tysabri 300 mg é administrado sob a forma de perfusão intravenosa uma vez de 4 em 4 semanas.

A continuação da terapêutica tem de ser cuidadosamente reconsiderada em doentes que não

apresentem indícios de benefício com o tratamento passado 6 meses.

Os dados relativos à segurança e eficácia de natalizumab ao fim de 2 anos foram gerados a partir de

estudos controlados em dupla ocultação. Ao fim de 2 anos, a continuação do tratamento deve apenas

ser considerada após uma reavaliação do potencial benefício-risco. Os doentes devem voltar a ser

informados acerca dos fatores de risco de LMP, da duração provável do tratamento, da utilização de

imunossupressores antes de lhes ser administrado o medicamento e da presença de anticorpos antivírus

John Cunningham (JCV) (ver secção 4.4).

Readministração

Não foi estabelecida a eficácia da readministração (para questões de segurança, ver secção 4.4).

Populações especiais

Idosos

Este medicamento não é recomendado para utilização em doentes com idade superior a 65 anos devido

à falta de dados nesta população.

Compromisso renal e hepático

Não foram realizados estudos para examinar os efeitos do compromisso hepático ou renal.

O mecanismo de eliminação e os resultados da farmacocinética da população sugerem que não será

necessário qualquer ajuste da dose em doentes com compromisso hepático ou renal.

População pediátrica

A segurança e eficácia deste medicamento em crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade não

foram estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos nas secções 4.8 e 5.1.

Modo de administração

Este medicamento destina-se a utilização por via intravenosa.

Para instruções acerca da diluição do medicamento antes da administração (ver secção 6.6).

Após a diluição (ver secção 6.6), a perfusão deve ser administrada ao longo de, aproximadamente,

1 hora e os doentes devem ser mantidos em observação, relativamente a sinais e sintomas de reações

de hipersensibilidade durante a perfusão e durante 1 hora após a conclusão da perfusão.

Após as primeiras 12 doses intravenosas de Tysabri, os doentes devem continuar a ser observados

durante a perfusão. Se os doentes não tiverem experienciado quaisquer reações à perfusão, o tempo de

observação pós-dose poderá ser reduzido ou removido de acordo com o parecer clínico.

Os doentes que reiniciam o tratamento com natalizumab após uma pausa de tratamento ≥ 6 meses

devem ser observados durante a perfusão e durante 1 hora após a conclusão da perfusão para a deteção

de sinais e sintomas de reações de hipersensibilidade durante as primeiras 12 perfusões intravenosas

após reiniciar a terapêutica.

Tysabri 300 mg concentrado para solução para perfusão não pode ser administrado como injeção em

bólus.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP).

Os doentes que apresentam maior risco de manifestação de infeções oportunistas, incluindo doentes

imunocomprometidos (incluindo aqueles que estão atualmente a ser tratados com medicamentos

imunossupressores ou aqueles imunocomprometidos por terapêuticas anteriores) (ver secções 4.4 e

4.8).

Combinação com outras TMDs.

Neoplasias ativas conhecidas, exceto no caso de doentes com carcinoma das células basais cutâneas.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Rastreabilidade

De modo a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o número de lote do

medicamento administrado devem ser registados de forma clara.

Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP)

A utilização deste medicamento tem sido associada a um risco aumentado de LMP, uma infeção

oportunista causada pelo vírus JC, que pode ser fatal ou resultar em incapacidade grave. Devido a este

risco aumentado de desenvolver LMP, os benefícios e riscos do tratamento devem ser reconsiderados

individualmente pelo médico especialista e pelo doente; os doentes têm que ser monitorizados a

intervalos regulares durante o tratamento, e devem ser instruídos, juntamente com os seus cuidadores

sobre os sinais e sintomas precoces de LMP. O vírus JC também causa neuropatia de células

granulares (NCG) que foi notificada em doentes tratados com este medicamento. Os sintomas de NCG

causada por JCV são semelhantes aos sintomas de LMP (ou seja, síndrome cerebelar).

Os seguintes fatores de risco estão associados a um aumento do risco de LMP:

A presença de anticorpos anti-JCV.

Duração do tratamento, especialmente para além de 2 anos. Após 2 anos todos os doentes

devem voltar a ser informados sobre o risco de LMP com o medicamento.

Utilização de imunossupressores antes de receberem o medicamento.

Os doentes com resultado positivo para anticorpos anti-JCV têm um risco acrescido de desenvolver

LMP em comparação com os doentes com resultado negativo para anticorpos anti-JCV. Os doentes

que têm os três fatores de risco de LMP (isto é, apresentam um resultado positivo para anticorpos anti-

e

têm mais de 2 anos de tratamento com este medicamento

e

receberam anteriormente terapêutica

imunossupressora) têm um risco significativamente maior de sofrer LMP.

Em doentes tratados com natalizumab com anticorpos anti-JCV positivos que não utilizaram

imunossupressores anteriormente, o nível de resposta aos anticorpos anti-JCV (índice) está associado

ao nível de risco para LMP.

Em doentes com anticorpos anti-JCV positivos, a extensão do intervalo de dose de Tysabri (intervalo

posológico médio de aproximadamente 6 semanas) sugere estar associada a um menor risco de LMP

em comparação com a posologia aprovada. Caso seja utilizada a extensão do intervalo de dose,

recomenda-se precaução porque a eficácia da extensão do intervalo de dose não está estabelecida e o

perfil benefício-risco associado é atualmente desconhecido (ver secção 5.1,

Administração intravenosa

em Q6W

). Para mais informação consulte as Informações para o Médico e Orientações de Tratamento.

Nos doentes considerados de alto risco, este tratamento só deverá ser continuado se os benefícios

superarem os riscos. Para a estimativa do risco de LMP nos diferentes subgrupos de doentes, é

necessário consultar as Informações para o Médico e Orientações de Tratamento.

Teste de anticorpos anti-JCV

O teste aos anticorpos anti-JCV fornece informações de suporte para a estratificação do risco do

tratamento com este medicamento. Recomenda-se o teste de anticorpos anti-JCV no soro antes do

início da terapêutica ou em doentes a fazer tratamento com este medicamento e em relação aos quais

se desconhece o estado dos anticorpos. Os doentes negativos para anticorpos anti-JCV podem ainda

continuar em risco de LMP por outras razões, como uma nova infeção por JCV, uma situação de

anticorpos flutuantes ou um resultado de teste falso negativo. Deve repetir-se o teste a cada 6 meses

em doentes com resultados negativos para anticorpos anti-JCV. Recomenda-se a repetição do teste em

doentes com índice baixo sem história de utilização prévia de imunossupressores, a cada 6 meses,

assim que tiverem atingido o ponto de tratamento de 2 anos.

O teste (ELISA) de anticorpos anti-JCV não deve ser utilizado para diagnosticar a LMP. A utilização

de plasmaferese/troca de plasma (PLEX) ou de imunoglobulina para utilização intravenosa (IgIV)

pode afetar a interpretação adequada do teste de anticorpos anti-JCV no soro. Os doentes não devem

ser testados para anticorpos anti-JCV no período de 2 semanas após PLEX devido à remoção de

anticorpos do soro, ou no período de 6 meses após a IgIV (ou seja, 6 meses = 5x semivida para as

imunoglobulinas).

Para mais informações sobre os testes de anticorpos anti-JCV, por favor, consultar as Informações

para o Médico e Orientações de Tratamento.

Avaliação de LMP através de RM

Antes de iniciar o tratamento com este medicamento, deve estar disponível uma RM recente

(normalmente com 3 meses) como ponto de referência, que deve ser repetida, pelo menos, anualmente.

Para doentes em maior risco de LMP devem ser consideradas RMs mais frequentes (por exemplo, em

intervalos de 3 ou 6 meses) utilizando um protocolo resumido. Isto inclui:

Doentes com os três fatores de risco para LMP (ou seja, são positivos para anticorpos anti-JCV

,

receberam tratamento com este medicamento por um período superior a 2 anos,

e

terapêutica

anterior com imunossupressores),

Doentes com um índice elevado de anticorpos anti-JCV que receberam tratamento com este

medicamento por um período superior a 2 anos e sem história prévia de terapêutica

imunossupressora.

A evidência atual sugere que o risco de LMP é baixo, para um índice igual ou inferior a 0,9 e aumenta

substancialmente para valores superiores a 1,5 para doentes que foram tratados com este medicamento

por períodos superiores a 2 anos (para mais informação ver as Informações para o Médico e

Orientações de Tratamento).

Não foram efetuados estudos para avaliar a eficácia e a segurança de natalizumab em doentes

transferidos de TMDs com um efeito imunossupressor. Desconhece-se se os doentes que passam

destas terapêuticas para este tratamento apresentam um risco aumentado de LMP; desta forma, estes

doentes devem ser monitorizados mais frequentemente (ou seja, de forma semelhante aos doentes que

passam de imunossupressores para natalizumab).

A LMP deve ser considerada como um diagnóstico diferencial em qualquer doente com EM a tomar

Tysabri que apresente sintomas neurológicos e/ou novas lesões cerebrais na RM. Registaram-se casos

de LMP assintomática, com base na RM e DNA positivo para JCV no líquido cefalorraquidiano.

Os médicos devem consultar as Informações para o Médico e Orientações de Tratamento para mais

informação sobre a gestão de risco de LMP em doentes tratados com natalizumab.

Se se suspeitar de LMP ou NCG por JCV, tem de se suspender o tratamento até se excluir a

presença de LMP.

O clínico deve avaliar o doente de modo a determinar se os sintomas são indicativos de disfunção

neurológica e, se assim for, se estes sintomas são típicos de esclerose múltipla (EM) ou possivelmente

sugestivos de LMP ou NCG por JCV. Se existir qualquer dúvida, deve considerar-se o recurso a uma

avaliação mais profunda, incluindo exame para obtenção de imagens por RM, de preferência com

contraste, (para comparação com a RM inicial anterior ao tratamento), análise do líquido

cefalorraquidiano para deteção de ADN viral JC e repetição das avaliações neurológicas, conforme

descrito nas Informações para o Médico e Orientações de Tratamento (ver Orientações educacionais).

Assim que o clínico tiver excluído a hipótese de se tratar de LMP e/ou NCG por JCV (se necessário,

repetindo as investigações clínicas, por imagiologia e/ou laboratoriais, se continuar a existir suspeita

clínica), pode retomar-se a administração.

O médico deve estar particularmente atento a sintomas que possam sugerir LMP ou NCG por JCV que

o doente poderá não notar (por exemplo, sintomas cognitivos, psiquiátricos ou síndroma cerebelar). Os

doentes devem também ser aconselhados no sentido de avisarem o seu parceiro, ou cuidador, sobre o

seu tratamento, dado que estes poderão notar sintomas dos quais o doente não tem consciência.

Foi notificada LMP após a descontinuação deste medicamento em doentes que não apresentaram

resultados sugestivos de LMP no momento da descontinuação. Os doentes e os médicos devem

continuar a seguir o mesmo protocolo de monitorização e permanecer - alertas quanto a quaisquer

sinais ou sintomas que possam sugerir LMP, durante cerca de 6 meses após a descontinuação de

TYSABRI.

Se o doente desenvolver LMP, a administração de natalizumab tem de ser definitivamente suspensa.

Na sequência de reconstituição do sistema imunológico em doentes imunocomprometidos com LMP,

observou-se melhoria do estado.

Com base numa análise retrospetiva dos doentes tratados com natalizumab desde a sua aprovação, não

foi observada qualquer diferença na sobrevida de 2 anos após o diagnóstico de LMP entre os doentes

que receberam PLEX e aqueles que não receberam. Para outras considerações sobre a gestão da LMP,

ver as Informações para o Médico e Orientações de Tratamento.

LMP e IRIS (síndrome inflamatória de reconstituição da função imunitária)

A IRIS ocorre em quase todos os doentes com LMP tratados com este medicamento depois da retirada

ou remoção do medicamento. Pensa-se que a IRIS é o resultado da restauração da função imunitária

em doentes com LMP, o que pode levar a complicações neurológicas graves e pode ser fatal. Deverá

ser feita monitorização quanto ao desenvolvimento de IRIS, assim como deve ser instituído o

tratamento adequado da inflamação associada durante a recuperação da LMP (consultar Informações

para o Médico e Orientações de Tratamento para obter mais informações).

Infeções incluindo outras infeções oportunistas

Foram referidas outras infeções oportunistas com a utilização deste medicamento, principalmente em

doentes com doença de Crohn que se encontravam imunocomprometidos ou nos quais existia uma

comorbilidade significativa. No entanto, não é possível excluir atualmente um risco aumentado de

aparecimento de outras infeções oportunistas com a utilização do medicamento em doentes que não

apresentem este tipo de comorbilidades. Foram igualmente detetadas infeções oportunistas em doentes

com EM tratados em monoterapêutica com este medicamento (ver secção 4.8).

Este medicamento aumenta o risco de desenvolver encefalite e meningite causadas pelos vírus herpes

simplex e varicela zoster. Em doentes com esclerose múltipla a receber o tratamento, no contexto de

pós-comercialização, foram notificados casos graves, que colocam a vida em risco, e por vezes fatais

(ver secção 4.8). Se ocorrer encefalite ou meningite herpéticas, o medicamento deve ser suspenso e

deve ser administrado o tratamento adequado para a encefalite ou meningite herpéticas.

A necrose aguda da retina (NAR) é uma infeção viral fulminante rara da retina causada pela família do

vírus herpes (por ex. varicela zoster). A NAR foi observada em doentes tratados com este

medicamento, e pode potencialmente provocar cegueira. Os doentes que apresentem sintomas

oculares, tais como acuidade visual diminuída, vermelhidão e dor ocular devem ser encaminhados

para um rastreio da retina para NAR. Após o diagnóstico clínico de NAR, deve ser considerada a

interrupção deste medicamento nestes doentes.

Quando prescrevem este medicamento, os médicos devem estar cientes da possibilidade de ocorrência

de outras infeções oportunistas durante a terapêutica, devendo incluí-las no diagnóstico diferencial de

infeções que ocorrem em doentes tratados com natalizumab. Caso haja suspeita de uma infeção

oportunista, o tratamento deve ser suspenso até se excluir a presença dessas infeções através de outras

avaliações.

Se um doente que está a ser tratado com este medicamento desenvolver uma infeção oportunista, o

tratamento com o medicamento deve ser definitivamente suspenso.

Orientações educacionais

Todos os médicos que pretendam prescrever o medicamento têm que se familiarizar com as

Informações para o Médico e Orientações de Tratamento.

Os médicos devem abordar com o doente o tema dos benefícios e riscos que a terapêutica com

natalizumab pode proporcionar, fornecendo-lhe um cartão de Advertência ao Doente. Os doentes

devem ser instruídos para que, caso desenvolvam qualquer infeção, informem o seu médico que estão

a ser tratados com este medicamento.

Os médicos devem aconselhar os doentes acerca da importância de fazer as doses ininterruptamente,

particularmente nos primeiros meses do tratamento (ver hipersensibilidade).

Hipersensibilidade

Têm sido associadas a este medicamento reações de hipersensibilidade, incluindo reações sistémicas

graves (ver secção 4.8). Estas reações ocorreram, geralmente, durante a perfusão ou até 1 hora após a

conclusão da perfusão. O risco de hipersensibilidade era maior nas primeiras perfusões e em doentes

novamente expostos ao tratamento após uma breve exposição inicial (uma ou duas perfusões) e um

período alargado (três meses ou mais) sem tratamento. Contudo, o risco de reações de

hipersensibilidade deve ser considerado em cada perfusão administrada.

Os doentes devem ser mantidos em observação durante a perfusão e na hora seguinte à conclusão da

mesma (ver secção 4.8). Devem estar disponíveis recursos para o tratamento de reações de

hipersensibilidade.

Este medicamento deve ser descontinuado e deve ser iniciada a terapêutica apropriada aos primeiros

sintomas ou sinais de hipersensibilidade.

Os doentes que tiverem sofrido uma reação de hipersensibilidade têm de descontinuar definitivamente

o tratamento com natalizumab.

Tratamento concomitante com imunossupressores

A segurança e a eficácia deste medicamento em combinação com outras terapêuticas

imunossupressoras e antineoplásicas não foram totalmente estabelecidas. A utilização concomitante

destes produtos com este medicamento pode aumentar o risco de infeções, incluindo infeções

oportunistas, pelo que é contraindicado (ver secção 4.3).

Em ensaios clínicos de EM de fase 3 com natalizumab em perfusão intravenosa, o tratamento

concomitante de surtos com um regime de curta duração com corticosteroides não esteve associado a

um aumento da taxa de infeções. Pode recorrer-se a regimes curtos com corticosteroides em

combinação com este medicamento.

Tratamento anterior com terapêuticas imunossupressoras ou imunomoduladoras

Os doentes com uma história de tratamento com medicamentos imunossupressores apresentam um

risco aumentado de LMP.

Não foram efetuados estudos para avaliar a eficácia e a segurança deste medicamento em doentes

transferidos de TMDs com um efeito imunossupressor. Desconhece-se se os doentes que passam

destas terapêuticas para este medicamento apresentam um risco aumentado de LMP; desta forma, estes

doentes devem ser monitorizados mais frequentemente (ou seja, de forma semelhante aos doentes que

passam de imunossupressores para este medicamento, ver Avaliação de LMP através de RM).

Deve tomar-se especial cuidado com doentes que foram tratados previamente com imunossupressores,

de modo a dar tempo suficiente para a recuperação da função imunitária. Os médicos têm de avaliar

cada caso individualmente, de modo a determinar se existem indícios de um estado

imunocomprometido antes de iniciar o tratamento (ver secção 4.3).

Ao transferir doentes de outra TMD para este medicamento, a semivida e o mecanismo de ação da

outra terapêutica têm de ser considerados, de modo a evitar um efeito imunitário aditivo, minimizando

simultaneamente o risco de reativação da doença. Recomenda-se um hemograma completo (incluindo

linfócitos) antes de se iniciar o tratamento para assegurar que os efeitos imunitários da terapêutica

anterior (ou seja, citopenia) se resolveram.

Os doentes podem ser transferidos diretamente de interferão beta ou acetato de glatirâmero para

natalizumab desde que não existam sinais de anomalias importantes relacionadas com o tratamento,

por exemplo, neutropenia e linfopenia.

Ao passar do tratamento com fumarato de dimetilo, o período de eliminação deve ser suficiente para

recuperação da contagem linfocitária antes de se iniciar o tratamento.

Após a descontinuação de fingolimod, a contagem linfocitária regressa progressivamente ao intervalo

normal no período de 1 a 2 meses após interromper a terapêutica. O período de eliminação deve ser o

suficiente para recuperação da contagem linfocitária antes de se iniciar o tratamento.

A teriflunomida é eliminada lentamente do plasma. Sem um procedimento de eliminação acelerado, a

depuração da teriflunomida do plasma pode demorar entre vários meses até 2 anos. Recomenda-se um

procedimento de eliminação acelerado conforme definido no Resumo das Características do

Medicamento da Teriflunomida ou, alternativamente, o período de eliminação não deve ser inferior a

3,5 meses. É necessária precaução no que diz respeito a potenciais efeitos imunitários concomitantes

ao transferir doentes de teriflunomida para este medicamento.

O alemtuzumab tem efeitos imunossupressores profundos prolongados. Uma vez que se desconhece a

duração real destes efeitos, não se recomenda iniciar tratamento com este medicamento após

tratamento com alemtuzumab, a menos que os benefícios superem claramente os riscos para cada

doente.

Imunogenicidade

Exacerbações da doença ou acontecimentos relacionados com a perfusão podem indicar o

desenvolvimento de anticorpos contra o natalizumab. Em tais casos, a presença de anticorpos deve ser

avaliada. Caso estes permaneçam positivos num teste de confirmação após pelo menos 6 semanas, o

tratamento deve ser interrompido, visto que a presença de anticorpos persistentes está associada a uma

diminuição substancial da eficácia deste medicamento e a um aumento da incidência de reações de

hipersensibilidade (ver secção 4.8).

Visto que os doentes que tenham sido submetidos a uma breve exposição inicial a este medicamento e

estando durante um período alargado sem tratamento possuem um maior risco de desenvolver

anticorpos anti-natalizumab e/ou hipersensibilidade após administração de nova dose, deve ser

avaliada a presença de anticorpos e, caso estes permaneçam positivos num teste de confirmação após

pelo menos 6 semanas, o doente não deve receber mais tratamento com natalizumab (ver secção 5.1).

Efeitos hepáticos

Durante a fase de pós-comercialização (ver secção 4.8), foram notificadas reações adversas graves

espontâneas de lesões hepáticas. Estas lesões podem ocorrer em qualquer altura durante o tratamento,

mesmo após a primeira administração. Nalguns casos, a reação reincidiu aquando da reintrodução do

tratamento. Nalguns doentes com uma história médica de provas hepáticas anormais, verificou-se uma

exacerbação da prova hepática anormal, durante o tratamento. Os doentes devem ser monitorizados de

modo adequado, quanto a um compromisso da função hepática, e serem informados de que devem

contactar o seu médico em caso de sinais e sintomas que possam indicar a ocorrência de lesão do

fígado, como a icterícia e os vómitos. Nos casos de lesão significativa do fígado, a toma deste

medicamento deve ser interrompida.

Trombocitopenia

Foram notificados casos de trombocitopenia, incluindo púrpura trombocitopénica imune (PTI), com a

utilização de natalizumab. O atraso no diagnóstico e no tratamento da trombocitopenia pode resultar

em sequelas graves e potencialmente fatais. Os doentes devem ser instruídos para entrarem

imediatamente em contacto com o seu médico caso tenham sinais de hemorragia prolongada ou fora

do normal, petéquias, ou contusão espontânea. Caso seja identificada trombocitopenia, a

descontinuação de natalizumab deve ser considerada.

Interromper a terapêutica

Se for tomada uma decisão de interromper o tratamento com natalizumab, o médico precisa de estar

ciente de que natalizumab se mantém na corrente sanguínea, e possui efeitos farmacodinâmicos (por

exemplo aumento da contagem de linfócitos) durante cerca de 12 semanas após a última dose. O início

de outras terapêuticas durante este intervalo resultará numa exposição concomitante ao natalizumab.

No caso de medicamentos como os interferões e o acetato de glatirâmero, a exposição concomitante

com esta duração não esteve associada a riscos de segurança nos ensaios clínicos. Não se encontram

disponíveis dados de doentes com EM relativamente à exposição concomitante com medicamentos

imunossupressores. A utilização destes medicamentos pouco tempo depois da suspensão do tratamento

com natalizumab pode dar origem a um efeito cumulativo de imunossupressão. Isto deve ser

cuidadosamente considerado caso a caso, e poderá ser apropriado um período de eliminação do

natalizumab. Nos ensaios clínicos, o recurso a ciclos curtos de esteroides utilizados para o tratamento

de surtos não esteve associado a um aumento das infeções.

Teor de sódio

Antes da diluição, este medicamento contém 52 mg de sódio por frasco para injetáveis de

medicamento, equivalente a 2,6% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio

para um adulto.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Natalizumab é contraindicado em combinação com outras TMDs (ver secção 4.3).

Imunizações

Num estudo aberto aleatorizado de 60 doentes com surtos de EM não houve diferença significativa na

resposta imunitária humoral a um antigénio de repetição (toxoide tetânico) e foi observada apenas uma

resposta imunitária humoral ligeiramente mais lenta e reduzida a um neoantigénio (hemocianina da

lapa) em doentes tratados com este medicamento durante 6 meses em comparação com um grupo de

controlo não tratado. Não foram estudadas vacinas vivas.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

Se uma mulher engravidar enquanto está a tomar este medicamento, deve considerar-se a hipótese de

descontinuação. A avaliação do benefício-risco da utilização deste medicamento durante a gravidez

deve ter em consideração a condição clínica da doente e o possível regresso da atividade da doença

após a interrupção do medicamento.

Gravidez

Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver 5.3).

Dados de estudos clínicos, de um registo prospetivo de gravidez, dos casos pós-comercialização e da

literatura disponível não sugerem um efeito da exposição a natalizumab no desfecho da gravidez.

O registo prospetivo completo de gravidez com Tysabri continha 355 gravidezes com resultados

disponíveis. Ocorreram 316 nascimentos de nados-vivos, 29 dos quais foram notificados com

malformações. Dezasseis dos 29 foram classificadas como malformações graves. A taxa de

malformações corresponde à taxa de malformações notificadas em outros registos de gravidez em

doentes com EM. Não existe evidência de um padrão específico de malformações com este

medicamento.

Não há estudos adequados e bem-controlados de terapêutica com natalizumab em mulheres grávidas.

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EMA/173111/2020

EMEA/H/C/000603

Tysabri (natalizumab)

Um resumo sobre Tysabri e porque está autorizado na UE

O que é Tysabri e para que é utilizado?

Tysabri é um medicamento para o tratamento de adultos com esclerose múltipla (EM) que não seja

suficientemente controlada com outra terapia modificadora da doença ou cuja doença se encontre em

rápida evolução.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica em que uma inflamação destrói a bainha protetora que

envolve os nervos e provoca lesões nos próprios nervos.

Tysabri é utilizado na EM surto-remissão, um tipo de EM em que o doente tem ataques (surtos) entre

períodos de sintomas estáveis (remissões).

Contém a substância ativa natalizumab.

Como se utiliza Tysabri?

O tratamento com Tysabri deve ser iniciado e supervisionado por um médico especialista com

experiência no tratamento de doenças do sistema nervoso, com acesso a um scanner de IRM

(Imagiologia por Ressonância Magnética). Este scanner permitirá ao médico detetar a existência de

alterações no cérebro ou na espinal-medula associadas à EM ou da infeção cerebral designada

leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP), que tem sido associada a Tysabri e a outros

medicamentos para a EM.

Tysabri é administrado na forma de perfusão (administração gota a gota) numa veia durante 1 hora a

cada 4 semanas. Dado que a perfusão pode provocar uma reação alérgica, o doente deve ser

monitorizado durante a perfusão e durante 1 hora após a mesma. Se, após seis meses de tratamento,

não se observarem benefícios claros para o doente, o médico deverá reavaliar o tratamento.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Para mais informações sobre a utilização de Tysabri, consulte o Folheto Informativo ou contacte o seu

médico ou farmacêutico.

Tysabri

EMA/173111/2020

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Como funciona Tysabri?

A substância ativa de Tysabri, o natalizumab, é um anticorpo monoclonal que tem por alvo uma

proteína chamada «integrina α4β1», que se encontra nos glóbulos brancos envolvidos no processo

inflamatório. Ao ligar-se à integrina, pensa-se que o natalizumab impede os glóbulos brancos de

entrarem no cérebro e na medula espinal, reduzindo, desse modo, a inflamação e os danos resultantes

nos nervos. Isto ajuda a melhorar os sintomas da doença.

Quais os benefícios demonstrados por Tysabri durante os estudos?

Tysabri foi eficaz na redução do número de surtos e na progressão da incapacidade avaliada através da

EDSS (Escala Expandida do Estado de Incapacidade).

Num estudo que comparou Tysabri com um placebo (tratamento simulado), o número de crises de EM

diminuiu cerca de 68 % nos doentes tratados com Tysabri após um ano, comparativamente com os

doentes que receberam o placebo. Além disso, ao longo de 2 anos de tratamento com Tysabri, o risco

de progressão da incapacidade diminuiu 42 % comparativamente com o placebo.

Um segundo estudo mostrou que a associação de Tysabri ao tratamento com outro medicamento, o

interferão beta-1a, foi mais eficaz do que a associação do placebo, reduzindo o risco de progressão da

incapacidade e o número de surtos. Embora tenha demonstrado a eficácia de Tysabri, o estudo

também suscitou a preocupação de a associação com o interferão beta-1a aumentar o risco de LMP,

uma infeção cerebral grave.

Por último, um terceiro estudo, ainda em curso, mostrou que o número médio de crises de EM por ano

desceu de aproximadamente 2 para 0,2 nos doentes tratados com Tysabri (independentemente do

tratamento modificador da doença que tinham recebido anteriormente). A resposta manteve-se até

5 anos.

Quais são os riscos associados a Tysabri?

Tysabri pode aumentar o risco de infeções, incluindo a infeção cerebral LMP. A LMP é uma doença

muito grave que pode levar a incapacidade grave ou à morte. Quanto mais tempo o doente tiver

recebido Tysabri, maior é o risco de LMP, especialmente nos doentes tratados durante mais de 2 anos.

O risco também é maior para os doentes que tenham usado medicamentos que suprimam o sistema

imunitário antes do início do tratamento com Tysabri ou se o doente apresentar anticorpos contra o

vírus que causa LMP. Em caso de suspeita de LMP, o médico deve suspender o tratamento até se ter a

certeza de que o doente não tem esta infeção.

Os efeitos secundários mais frequentes associados a Tysabri (que podem afetar mais de 1 em cada

10 pessoas) são infeção do trato urinário, nasofaringite (inflamação do nariz e da garganta), dor de

cabeça, tonturas, náusea (sensação de enjoo), dor nas articulações e cansaço.

Cerca de 6 % dos doentes incluídos nos estudos desenvolveram anticorpos persistentes contra o

natalizumab, o que reduziu a eficácia do medicamento.

Tysabri é contraindicado em doentes com LMP e em doentes com risco de infeção, incluindo os doentes

com o sistema imunitário debilitado. É também contraindicado em associação com outros

medicamentos modificadores da doença e em doentes com cancro (exceto no caso de doentes com o

cancro da pele denominado carcinoma das células basais).

Para a lista completa dos efeitos secundários e das restrições de utilização relativamente a Tysabri,

consulte o Folheto Informativo.

Tysabri

EMA/173111/2020

Página 3/3

Porque está Tysabri autorizado na UE?

Os estudos mostraram que Tysabri é eficaz no tratamento da EM surto-remissão. No entanto, devido

ao seu perfil de segurança, só deve ser utilizado em doentes que necessitem realmente do

medicamento, quer por a doença não ser suficientemente controlada com pelo menos uma terapia

modificadora da doença, quer por a doença se encontrar em rápida evolução.

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios de Tysabri são superiores aos seus

riscos e o medicamento pode ser autorizado para utilização na UE.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

de Tysabri?

A empresa que comercializa Tysabri acordou com cada Estado-Membro as medidas que visam

melhorar a vigilância dos doentes, tais como registos e estudos de doentes que receberam Tysabri.

Também fornecerá a todos os médicos que prescrevam Tysabri um pacote informativo com

informações sobre a segurança de Tysabri, incluindo informações sobre os doentes que poderão correr

um risco superior ou inferior de LPM. Os doentes deverão receber estas informações quando iniciam o

tratamento com Tysabri, quando prolongam o tratamento por mais de 2 anos e quando interrompem o

tratamento, uma vez que o risco de LPM persiste durante 6 meses após interrupção do tratamento. O

pacote incluirá também informações sobre outros riscos deste medicamento para os doentes.

Os doentes tratados com Tysabri devem receber um cartão de alerta especial que contém o resumo

das principais informações de segurança sobre o medicamento. Os doentes devem ler atentamente

este cartão e transportá-lo consigo. Os doentes devem certificar-se de que o seu parceiro ou prestador

de cuidados, bem como outros médicos que lhes prestem assistência, conhecem o seu conteúdo.

No Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo foram igualmente incluídas

recomendações e precauções a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização

segura e eficaz de Tysabri.

Tal como para todos os medicamentos, os dados sobre a utilização de Tysabri são continuamente

monitorizados. Os efeitos secundários comunicados com Tysabri são cuidadosamente avaliados e são

tomadas quaisquer ações necessárias para proteger os doentes.

Outras informações sobre Tysabri

A 27 de junho de 2006, Tysabri recebeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para toda

a UE.

Mais informações sobre Tysabri podem ser encontradas no sítio da internet da Agência:

ema.europa.eu/medicines/human/EPAR/tysabri

Este resumo foi atualizado pela última vez em 04-2020.

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