Trileptal 150 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Oxcarbazepina
Disponível em:
Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.
Código ATC:
N03AF02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Oxcarbazepine
Dosagem:
150 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Oxcarbazepina 150 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 100 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
oxcarbazepine
Resumo do produto:
3127289 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038782 - 50093983 ; 3127487 - Blister 500 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038782 - 50094017 ; 3127081 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038782 - 50093991 ; 3127388 - Blister 200 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038782 - 50094009 ; 3127180 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10038782 - 50093975
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DK/H/0168/001
Data de autorização:
2000-03-16

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película

Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película

oxcarbazepina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém

informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários incluindopossíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Trileptal e para que é utilizado

2. O que precisa saber antes de tomar Trileptal

3. Como tomar Trileptal

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Trileptal

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Trileptal e para que é utilizado

O que é Trileptal

Trileptal contém a substância ativa oxcarbazepina.

Trileptal

pertence

grupo

medicamentos

denominados

anticonvulsivantes

antiepiléticos.

Para que é utilizado Trileptal

Os medicamentos tais como Trileptal são o tratamento habitual da epilepsia.

A epilepsia é uma alteração do cérebro que leva as pessoas a terem crises epiléticas repetidas e

convulsões recorrentes. As crises acontecem devido a uma falha temporária na atividade elétrica

do cérebro. Normalmente, as células cerebrais coordenam os movimentos corporais enviando

sinais através dos nervos para os músculos de uma forma organizada. Na epilepsia, as células

cerebrais enviam demasiados sinais de uma forma desordenada. O resultado pode ser a atividade

muscular descoordenada a que se chama crise epilética.

Trileptal é utilizado para tratar crises parciais com ou sem crises tónico-clónicas generalizadas

secundariamente.

As crises parciais envolvem uma área limitada do cérebro, mas podem alargar-se a todo o cérebro

e causar uma crise tónico-clónica generalizada. Existem dois tipos de crises parciais: simples e

complexas. Nas crises parciais simples o doente permanece consciente, enquanto nas crises

parciais complexas a consciência dos doentes é alterada.

Trileptal

atua

mantendo

controladas

células

nervosas

“sobre-excitáveis”

cérebro,

suprimindo ou reduzindo assim a frequência das crises.

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16-11-2018

INFARMED

Trileptal

pode

utilizado

monoterapia

associação

outros

medicamentos

antiepiléticos.

Normalmente, o médico irá receitar o medicamento que atua melhor em si ou na sua criança.

No entanto, na epilepsia mais grave, poderá ser necessária uma associação de dois ou mais

medicamentos para controlar as crises.

Trileptal destina-se a ser utilizado por adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos.

Contacte o seu médico se tiver alguma questão relacionada com o modo de acção de Trileptal ou

com a razão deste medicamento lhe ter sido prescrito.

2. O que precisa saber antes de tomar Trileptal

Siga as instruções do seu médico cuidadosamente, mesmo se não forem iguais às que constam

neste folheto.

Monitorização durante o seu tratamento com Trileptal

Antes e durante o seu tratamento com Trileptal, o seu médico poderá realizar análises ao sangue

para determinar a dose para si. O seu médico dirá quando realizar as análises.

Não tome Trileptal

- se tem alergia à oxcarbazepina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados

na secção 6) ou se tem alergia à eslicarbazepina.

Se isto se aplica a si, diga ao seu médico antes de tomar Trileptal. Se pensa que pode ser alérgico,

aconselhe-se com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Trileptal:

- se alguma vez mostrou uma sensibilidade invulgar (erupção na pele ou qualquer outro sinal de

alergia)

carbamazepina

qualquer

outro

tipo

medicamento.

alérgico/a

carbamazepina, as probabilidades de também poder ter uma reação alérgica à oxcarbazepina

(Trileptal) são de 1 em 4 (25%);

- se tem doença renal;

- se tem doença hepática grave;

- se toma diuréticos (medicamentos utilizados para ajudar os rins a

eliminar sal

e água,

aumentando a quantidade de urina produzida);

- se tem doença cardíaca, dificuldade em respirar e/ou inchaço dos pés ou pernas, devido a

retenção de líquidos;

- se o seu nível de sódio no sangue é baixo conforme demonstrado por testes sanguíneos (ver

secção 4 “Efeitos secundários possíveis”);

- se é uma mulher que toma um contracetivo hormonal (como por exemplo a pílula contracetiva),

Trileptal pode impedir o funcionamento desse contracetivo. Utilize um método de contraceção

(não hormonal) diferente ou adicional enquanto tomar Trileptal. Isto deverá ajudar a evitar uma

gravidez

indesejada.

Informe

médico

imediatamente

tiver

hemorragias

vaginais

irregulares ou perda de pequenas quantidades de sangue. Se tiver quaisquer dúvidas, consulte o

seu médico.

O risco de ocorrência de reações da pele graves associadas ao uso de carbamazepina, ou de outras

substâncias quimicamente relacionadas, em doentes de origem chinesa Han ou tailandesa pode

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INFARMED

ser predito através de uma análise ao sangue. O seu médico será capaz de o aconselhar sobre a

eventual necessidade de efetuar esta análise antes de iniciar o tratamento com oxcarbazepina.

Se desenvolver algum dos seguintes sintomas após iniciar Trileptal, informe o seu médico

imediatamente ou dirija-se ao serviço de emergência do hospital mais próximo:

- se tiver uma reação alérgica após iniciar Trileptal. Os sintomas incluem inchaço dos lábios,

pálpebras,

face,

garganta,

boca

problemas

respiratórios

súbitos,

febre

inchaço

(tumefação) das glândulas, erupção da pele ou formação de vesículas;

- se tiver sintomas de hepatite, tais como, icterícia (amarelecimento da pele ou da parte branca

dos olhos);

- se tiver um aumento da frequência de crises epiléticas. Isto é particularmente importante em

crianças, mas também pode ocorrer em adultos.- Se notar possíveis sintomas de problemas do

sangue como cansaço, dificuldade em respirar enquanto faz exercício, palidez, dor de cabeça,

calafrios, tonturas, infeções frequentes com febre, dor de garanta, úlceras na boca, hemorragias ou

contusões mais fáceis do que o normal, sangramento pelo nariz, manchas na pele e/ou nas

mucosas de coloração avermelhada ou arroxeadas, ou manchas inexplicadas na pele;

- Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepiléticos como Trileptal

teve pensamentos de autoagressão e suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos

deve contactar imediatamente o seu médico.

- se tiver um ritmo cardíaco acelerado ou muito lento.

Crianças e adolescentes

Em crianças, o seu médico poderá recomendar a monitorização da função tiroideia, antes e

durante o tratamento.

Outros medicamentos e Trileptal

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se

vier a tomar outros medicamentos.

Isto aplica-se especialmente a:

- Contracetivos hormonais, como por exemplo a pílula (ver Advertências e precauções);

Outros

medicamentos

antiepiléticos

medicamentos

indutores

enzimas,

tais

como

carbamazepina, fenobarbital, fenitoína ou lamotrigina e rifampicina;

- Medicamentos que reduzem o seu nível de sódio no sangue, tais como diuréticos (utilizados

para ajudar os rins a eliminar sal e água, aumentando a quantidade

de urina produzida),

desmopressina e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, tais como a indometacina;

- Lítio e inibidores da monoaminoxidase (medicamentos usados para tratar perturbações de

humor e alguns tipos de depressão);

- Medicamentos que atuam no sistema imunitário do organismo, tais como ciclosporina

tacrolimus.

Trileptal com alimentos e bebidas

Trileptal pode ser tomado com ou sem alimentos.

O álcool pode aumentar os efeitos sedativos de Trileptal. Evite o álcool tanto quanto possível e

aconselhe-se com o seu médico.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Gravidez

está grávida, se pensa

estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu

médico

farmacêutico antes de tomar este medicamento.

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É importante controlar as crises epiléticas durante a gravidez. No entanto, se tomar medicamentos

antiepiléticos durante a gravidez pode haver risco para o seu bebé. O seu médico informá-la-á

sobre os benefícios e potenciais riscos a considerar e ajudá-la-á a decidir se deve tomar Trileptal.

Não pare o tratamento com Trileptal durante a gravidez antes de consultar o seu médico.

Amamentação

Não deve amamentar enquanto está a tomar Trileptal. A substância ativa de Trileptal passa para o

leite materno. Isto pode provocar efeitos secundários nos bebés amamentados.

Enquanto estiver a amamentar e antes de tomar este medicamento aconselhe-se com o seu médico

ou farmacêutico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Trileptal pode fazer com que se sinta sonolento ou com tonturas, ou pode provocar visão

enevoada, visão dupla, alterações da coordenação muscular ou níveis diminuídos de consciência,

especialmente no início do tratamento ou com aumento da dose.

É importante que discuta com o seu médico se pode conduzir veículos ou utilizar máquinas

enquanto está a tomar este medicamento.

3. Como tomar Trileptal

Tomar Trileptal sempre de acordo com as indicações do médico, mesmo que sejam diferentes das

informações presentes neste folheto. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Quanto tomar

Dose para adultos

- A dose inicial habitual de Trileptal para adultos (incluindo doentes idosos) é de 600 mg por dia.

- Tome um comprimido de 300 mg duas vezes por dia ou dois comprimidos de 150 mg duas

vezes por dia.

- O seu médico pode aumentar a dose gradualmente até encontrar a melhor dose para si. Os

melhores resultados são normalmente obtidos com doses entre 600 e 2.400 mg por dia.

- Se estiver a tomar outro antiepilético, a dose é a mesma.

- Se tem uma doença renal (com compromisso da função renal), a dose inicial é metade da dose

inicial habitual.

- Se sofre de doença hepática grave, o seu médico poderá ajustar a sua dose.

Dose para crianças

Trileptal pode ser tomado por crianças com idade igual ou superior a 6 anos.

A posologia em crianças depende do seu peso.

- A dose inicial é 8 a 10 miligramas por quilograma de peso corporal por dia administrada em

duas doses divididas. Por exemplo, uma criança com 30 kg iniciaria o tratamento com um

comprimido de 150 mg duas vezes por dia.

- O seu médico pode aumentar a dose gradualmente até encontrar a melhor dose para si. Os

melhores resultados são normalmente obtidos com uma dose de 30 miligramas por quilograma de

peso corporal por dia. A dose máxima para uma criança é de 46 miligramas por quilograma de

peso corporal por dia.

Como tomar Trileptal

- Os comprimidos devem ser engolidos com um pouco de água.

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- Se necessário, os comprimidos podem ser partidos ao meio para facilitar a sua ingestão. Não

parta os comprimidos para tomar apenas metade da dose. A ranhura não foi desenhada para

dividir o comprimido em doses iguais.

- Para crianças muito novas que não conseguem engolir os comprimidos inteiros, ou para as quais

não é possível dar a dose necessária em comprimidos, Trileptal está disponível em suspensão

oral.

Quando e durante quanto tempo tenho de tomar o Trileptal

Tome Trileptal duas vezes por dia, todos os dias, aproximadamente na mesma altura do dia, a

menos que o seu médico lhe dê indicações diferentes. Tomar os comprimidos na mesma altura

todos os dias controlará melhor a epilepsia e também o ajudará a lembrar-se de quando tomar os

comprimidos.

O seu médico dir-lhe-á exatamente durante quanto tempo você ou a sua criança têm de tomar

Trileptal. A extensão do tratamento dependerá do tipo de crises que você ou a sua criança

apresentam. Para controlar as crises pode ser necessário manter o tratamento durante muitos anos.

Não altere a dose ou interrompa o tratamento sem consultar o seu médico.

Se tomar mais Trileptal do que deveria

Se tomou mais comprimidos do que o seu médico lhe prescreveu, dirija-se ao serviço de urgência

do hospital mais próximo ou contacte o seu médico imediatamente. Os sintomas de sobredosagem

com Trileptal podem incluir:

- sonolência, tonturas, problemas de coordenação e/ou movimentos involuntários dos olhos,

movimentos musculares descoordenados ou agravamento significativo de convulsões, dor de

cabeça, perda de consciência, coma,

- náuseas, vómitos, aumento de movimentos incontroláveis

- letargia (adormecimento), visão dupla, estreitamento da parte preta dos olhos, visão turva,

- fadiga,

- respiração lenta e superficial (depressão da frequência respiratória)

- batimento cardíaco irregular (prologamento do intervato QTc)

- tremores, dor de cabeça, coma, estado de consciência diminuída, movimentos incontroláveis da

boca, língua e membros,

- agressividade, agitação, confusão

- pressão arterial reduzida

- falta de ar

Caso se tenha esquecido de tomar Trileptal

Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a logo que se lembre. Contudo, se está quase na altura

da dose seguinte, não tome a dose esquecida. Retome apenas o seu esquema posológico habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar..

Se se esqueceu de tomar várias doses, contacte o seu médico.

Se parar de tomar Trileptal

Não pare o tratamento, a não ser que tal seja recomendado pelo seu médico.

Para prevenir um agravamento repentino das crises, não pare o tratamento abruptamente.

O tratamento deve ser interrompido gradualmente, de acordo com as indicações do médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

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4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes

não se manifestem em todas as pessoas.

Informe imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgência do hospital mais próximo se

ocorrer algum dos efeitos secundários mencionados a seguir:

Os seguintes sinais são muito raros podem afetar até 1 em 10.000 pessoas), mas são efeitos

secundários potencialmente graves que podem requerer tratamento médico urgente. O médico irá

também

decidir

Trileptal

imediatamente

interrompido

como

continuar

tratamento médico.

- Inchaço dos lábios, pálpebras, face, garganta ou boca, acompanhado de dificuldade em respirar,

falar ou engolir (sinais de reações anafiláticas e angioedema) ou outros sinais de reações de

hipersensibilidade tais como erupção da pele, febre e dor nos músculos e articulações;

- Formação grave de vesículas na pele e/ou membranas mucosas dos lábios, olhos, boca, vias

nasais ou genitais (sinais de reações alérgicas graves incluindo síndrome de Lyell, síndrome de

Stevens-Johnson e eritema multiforme);

- Cansaço, dificuldade em respirar enquanto faz exercício, palidez, dor de cabeça, calafrios,

tonturas, infeções frequentes com febre, dor de garganta, úlceras na boca, hemorragias ou

contusões mais fáceis do que o normal, sangramento pelo nariz, manchas na pele e/ou nas

mucosas de coloração avermelhada ou arroxeada, ou manchas inexplicadas na pele (sinais de uma

diminuição do número de plaquetas sanguíneas ou diminuição do número de células sanguíneas);

- Erupção vermelha da pele principalmente na face, que pode ser acompanhada de fadiga, febre,

náuseas ou perda de apetite (sinais de lúpus eritematoso sistémico);

Letargia

(adormecimento),

confusão,

contrações

musculares

súbitas

agravamento

significativo das convulsões (possíveis sintomas de pouco sódio no sangue) (ver Advertências e

precauções);

- Sintomas do tipo gripe com icterícia (amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos)

(sinais de hepatite);

- Dores graves na parte superior do estômago (abdómen), vómitos, perda de apetite (sinais de

inflamação no pâncreas);

- Aumento de peso, cansaço, perda de cabelo, fraqueza muscular, sensação de frio (sinais de

glândula tiroide hipoativa).

Informe o seu médico logo que possível se ocorrer algum dos efeitos secundários mencionados

anteriormente. Estes podem necessitar de cuidados médicos:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

tremor,

problemas

coordenação,

movimentos

involuntários

olhos,

ansiedade

nervosismo, depressão, alterações de humor, erupção da pele;

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

- batimento cardíaco irregular ou ritmo cardíaco muito rápido ou muito lento.

Outros efeitos secundários que podem ocorrer:

Estes efeitos secundários de Trileptal são normalmente ligeiros a moderados. A maioria destes

efeitos é transitória e habitualmente diminui ao longo do tempo.

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

- cansaço, dor de cabeça, tonturas, sonolência, náuseas, vómitos, visão dupla.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

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- fraqueza, perturbações da memória, alteração da concentração, apatia, agitação, confusão, visão

desfocada, perturbações da visão, prisão de ventre, diarreia, dor no estômago (abdominal), acne,

queda de cabelo, distúrbios de equilíbrio; peso aumentado.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

- erupção da pele com comichão. Enquanto toma Trileptal pode também ter níveis aumentados

das enzimas hepáticas.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

- pressão arterial elevada, alterações no discurso.

- têm sido notificados casos de alterações ósseas, incluindo osteopenia e osteoporose (perda de

densidade do osso) e fraturas. Consulte o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar

medicamentos antiepiléticos há muito tempo, se tiver historial de osteoporose ou se estiver a fazer

tratamento com esteroides.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente

INFARMED,

I.P.,

através

contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Trileptal

- Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

- Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

- Não utilize este medicamento se verificar que a embalagem está danificada ou mostra sinais de

adulteração.

- Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a

proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Trileptal

- A substância ativa é a oxcarbazepina.

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de oxcarbazepina.

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Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 300 mg de oxcarbazepina.

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 600 mg de oxcarbazepina.

- Os outros componentes são:

Núcleo

comprimido:

sílica

coloidal

anidra,

celulose

microcristalina,

hipromelose,

crospovidona, estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido:

- Comprimidos de 150 mg: hipromelose, macrogol 4000, óxido de ferro amarelo (E 172), óxido

de ferro vermelho (E 172), óxido de ferro preto (E 172), talco, dióxido de titânio (E 171).

- Comprimidos de 300 mg: hipromelose, macrogol 8000, óxido de ferro amarelo (E 172), talco,

dióxido de titânio (E 171).

- Ccomprimidos de 600 mg: hipromelose, macrogol 4000, óxido de ferro vermelho (E 172), óxido

de ferro preto (E 172), talco, dióxido de titânio (E 171).

Qual o aspeto de Trileptal e conteúdo da embalagem

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película são oblongos verdes acinzentados pálidos,

com ranhura em ambas as faces e com a gravação T/D numa face e C/G na outra face.

Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película são oblongos amarelos, com ranhura em

ambas as faces e com a gravação TE/TE numa face e CG/CG na outra face.

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película são oblongos rosa claros, com ranhura em

ambas as faces e com a gravação TF/TF numa face e CG/CG na outra face.

Trileptal comprimidos revestidos por película estão disponíveis em blisters de 30, 50, 100, 200 e

500 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Fabricante:

Novartis Pharma GmbH

Stella-Klein-Löw-Weg 17

1020 Wien

Áustria

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INFARMED

Novartis Pharma NV/ S.A.

Medialaan 40 bus1

1800 Vilvoorde

Bélgica

Novartis Healthcare A/S

Edvard Thomsens Vej 14

DK-2300 Copenhaga S

Dinamarca

Novartis Finland Oy

Metsänneidonkuja 10

02130 Espoo

Finlândia

Novartis Pharma GmbH

Roonstrasse 25,

D-90429, Nuremberga

Alemanha

Novartis (Hellas) S.A.C.I.

National road No. 1 (12th km)

Metamorphosis

14451 Atenas

Grécia

Novartis Pharmaceuticals (UK) Ltd

Wimblehurst Road

Horsham, West Sussex RH12 5AB

Reino Unido

Novartis Farma S.p.A.

Largo Umberto Boccioni 1,

21040 Origgio

Itália

Novartis Pharma B.V.

Raapopseweg 1

6824 DP Arnehm

Países Baixos

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

Novartis Farmacéutica S.A.

Ronda Santa María, 158

08210 Barberá del Vallés (Barcelona)

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INFARMED

Espanha

Novartis Sverige AB

Kemistvägen 1B, BOX 1150

18311 Täby

Suécia

Este medicamento está autorizado nos Estados Membros do EEE sob seguintes nomes:

Áustria

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> Filmtabletten

Bélgica

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> filmomhulde tabletten/comprimé

pelliculé/ Filmtabletten

Croácia

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> filmom oblozene tablete

Dinamarca

Trileptal

Finlândia

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> tabletti, kalvopäällysteinen

França

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg>, comprimé pelliculé

Alemanha

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> Filmtabletten

Grécia

Trileptal 150mg/

ΤΑΒ

<300mg/

ΤΑΒ

> <600mg/

ΤΑΒ

>

ικ

λυ

µµ

έν

a µe

ένι

κί

Islândia

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> filmuhúðuð tafla

Irlanda

Trileptal

Países Baixos

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> filmomhulde tabletten

Portugal

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> comprimidos revestidos por película

Espanha

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> comprimidos recubiertos con película

Suécia

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> filmdragerade tabletter

Reino Unido

Trileptal 150 mg <300 mg> <600 mg> film-coated tablets

Este folheto foi revisto pela última vez em:

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16-11-2018

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película

Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de oxcarbazepina.

Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 300 mg de oxcarbazepina.

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 600 mg de oxcarbazepina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Trileptal 150 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos oblongos, verdes acinzentados pálidos, ligeiramente biconvexos, com ranhura em

ambas as faces e com a gravação T/D numa face e C/G na outra face.

Trileptal 300 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos oblongos, amarelos, ligeiramente biconvexos com ranhura em ambas as faces e

com a gravação TE/TE numa face e CG/CG na outra face.

Trileptal 600 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos oblongos, rosa claros, ligeiramente biconvexos com ranhura em ambas as faces e

com a gravação TF/TF numa face e CG/CG na outra face.

A ranhura do comprimido destina-se unicamente a facilitar a sua divisão, de modo a ajudar a

deglutição, e não a divisão em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Trileptal está indicado no tratamento de crises epiléticas parciais com ou sem crises tónico-

clónicas generalizadas secundariamente.

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Trileptal está indicado para utilização em monoterapia ou terapia adjuvante em adultos e em

crianças com idade igual ou superior a 6 anos.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Em monoterapia e terapia adjuvante, o tratamento com Trileptal é iniciado com uma dose

clinicamente eficaz administrada em duas doses divididas. A dose pode ser aumentada

dependendo da resposta clínica do doente. Quando outros medicamentos antiepiléticos são

substituídos por Trileptal, a dose do(s) medicamento(s) antiepilético(s) concomitante(s) deve ser

gradualmente reduzida no início da terapia com Trileptal. Na terapia adjuvante, como a carga de

medicamento antiepilético total do doente é aumentada, poderá ser necessário reduzir a dose do(s)

medicamento(s) antiepilético(s) concomitante(s) e/ou aumentar mais lentamente a dose de

Trileptal (ver secção 4.5).

Monitorização do efeito terapêutico com o fármaco

O efeito terapêutico da oxcarbazepina é principalmente exercido através do metabolito ativo

derivado 10-monohidroxi (DMH) da oxcarbazepina (ver secção 5).

Não se justifica a monitorização por rotina dos níveis plasmáticos de oxcarbazepina ou DMH. No

entanto, pode ser útil em situações onde se espera uma alteração da depuração de DMH (ver

secção 4.4).

Em tais situações, a dose de Trileptal poderá ser ajustada (baseada nos níveis plasmáticos

medidos 2-4 horas após a dose) para manter um pico plasmático de DMH <35 mg/L.

Adultos

Monoterapia

Dose inicial recomendada

Trileptal deve ser iniciado com uma dose de 600 mg/dia (8-10 mg/kg/dia) administrada em

2 doses divididas.

Dose de manutenção

Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada num máximo de 600 mg/dia em intervalos

aproximadamente semanais a partir da dose inicial de forma a atingir a resposta clínica desejada.

São observados efeitos terapêuticos com doses entre 600 mg/dia e 2.400 mg/dia.

Ensaios controlados em monoterapia, em doentes não tratados com medicamentos antiepiléticos,

mostraram que 1.200 mg/dia é uma dose eficaz; no entanto, uma dose de 2.400 mg/dia mostrou

ser eficaz em doentes mais refratários que mudaram de outros medicamentos antiepiléticos para

Trileptal em monoterapia.

Dose máxima recomendada

Num ambiente hospitalar controlado foram alcançados aumentos de dose até 2.400 mg/dia

durante 48 horas.

Terapia adjuvante

Dose inicial recomendada

Trileptal deve ser iniciado com uma dose de 600 mg/dia (8-10 mg/kg/dia) administrada em

2 doses divididas.

Dose de manutenção

Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada num máximo de 600 mg/dia em intervalos

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

aproximadamente semanais a partir da dose inicial de forma a atingir a resposta clínica desejada.

São observadas respostas terapêuticas com doses entre 600 mg/dia e 2.400 mg/dia.

Dose máxima recomendada

Doses diárias de 600 a 2.400 mg/dia demonstraram ser eficazes num ensaio controlado em terapia

adjuvante, apesar da maioria dos doentes não tolerar a dose de 2.400 mg/dia sem redução dos

medicamentos antiepiléticos concomitantes, principalmente devido a efeitos adversos

relacionados com o SNC. Doses diárias acima de 2.400 mg/dia não foram estudadas

sistematicamente em ensaios clínicos.

Idosos (65 anos de idade ou mais)

Não são necessárias recomendações de dose especiais em doentes idosos porque as doses

terapêuticas são ajustadas individualmente. Os ajustes de dose são recomendados em doentes

idosos com compromisso renal (depuração da creatina inferior a 30ml/min) (ver informação

abaixo sobre dosagem com compromisso renal).

Recomenda-se a monitorização dos níveis de sódio em doentes em risco de hiponatremia (ver

secção 4.4).

Doentes com compromisso hepático

Não é necessário um ajuste posológico em doentes com compromisso hepático ligeiro a

moderado. Trileptal não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave, como tal,

deve haver precaução quando se estabelece a dose nos doentes com compromisso grave (ver

secção 5.2).

Doentes com compromisso renal

Em doentes com compromisso da função renal (depuração de creatinina inferior a 30 ml/min) a

terapia com Trileptal deve ser iniciada com metade da dose inicial habitual (300 mg/dia) e

aumentada, em intervalos pelo menos semanais, de forma a atingir a resposta clínica desejada

(ver secção 5.2).

A titulação da dose em doentes com compromisso renal pode necessitar de observação mais

cuidadosa.

População pediátrica

Dose inicial recomendada

Em monoterapia e terapia adjuvante, Trileptal deve ser iniciado com uma dose de 8-10 mg/kg/dia

administrada em 2 doses divididas.

Dose de manutenção

Em ensaios de terapia adjuvante, uma dose de manutenção de 30-46 mg/kg/dia atingida durante

duas semanas mostrou ser eficaz e bem tolerada em crianças. Os efeitos terapêuticos foram

observados com uma dose de manutenção média de aproximadamente 30 mg/kg/dia.

Dose máxima recomendada

Se clinicamente indicado, a dose poderá ser aumentada num máximo de 10 mg/kg/dia em

intervalos aproximadamente semanais a partir da dose inicial, até uma dose máxima de 46

mg/kg/dia, de forma a atingir a resposta clínica desejada (ver secção 5.2).

Trileptal é recomendado para utilização em crianças com idade igual ou superior a 6 anos. Os

perfis de segurança e eficácia foram avaliados em ensaios clínicos controlados envolvendo

aproximadamente 230 crianças com menos de 6 anos de idade (até 1 mês). Trileptal não está

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

recomendado em crianças com menos de 6 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia

não foram adequadamente demonstradas.

Todas as recomendações posológicas (adultos, idosos e crianças) acima indicadas baseiam-se nas

doses estudadas nos ensaios clínicos para todos os grupos etários. No entanto, podem ser

consideradas doses iniciais mais baixas quando apropriado.

Modo de administração

Os comprimidos são ranhurados e podem ser partidos em duas metades por forma a tornar mais

fácil para o doente engolir o medicamento. No entanto, o comprimido não pode ser dividido em

doses iguais. Para crianças, que não conseguem engolir comprimidos ou onde a dose requerida

não pode ser administrada utilizando comprimidos, está disponível Trileptal suspensão oral.

Trileptal pode ser tomado com ou sem alimentos.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, à eslicarbazepina ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Hipersensibilidade

No período de pós-comercialização foram recebidas notificações de reações de hipersensibilidade

tipo I (imediata) incluindo erupção cutânea, prurido, urticária, angioedema e anafilaxia. Foram

notificados casos de anafilaxia e angioedema envolvendo a laringe, glote, lábios e pálpebras, em

doentes, após a toma da primeira ou subsequentes doses de Trileptal. Se o doente desenvolver

estas reações durante o tratamento com Trileptal, o medicamento deve ser interrompido e deve

ser iniciado um tratamento alternativo.

Os doentes que tenham apresentado reações de hipersensibilidade à carbamazepina devem ser

informados de que aproximadamente 25-30% destes doentes podem apresentar reações de

hipersensibilidade (p. ex.: reações cutâneas graves) com Trileptal (ver secção 4.8).

Podem também ocorrer reações de hipersensibilidade, incluindo reações de hipersensibilidade

multiórgão, em doentes sem antecedentes de hipersensibilidade à carbamazepina. Essas reações

podem afetar a pele, fígado, sangue e sistema linfático ou outros órgãos, tanto individualmente

como em conjunto no contexto de uma reação sistémica (ver secção 4.8). Em geral, se ocorrerem

sinais e sintomas sugestivos de reações de hipersensibilidade, Trileptal deve ser imediatamente

interrompido.

Efeitos dermatológicos

Foram notificadas muito raramente, em associação com o uso de Trileptal, reações

dermatológicas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica

(síndrome de Lyell) e eritema multiforme. Os doentes com reações cutâneas graves podem

requerer hospitalização, uma vez que estas reações podem acarretar risco de vida e, muito

raramente, ser fatais. Os casos associados com Trileptal ocorreram tanto em crianças como em

adultos. O tempo médio para o início dos sintomas é de 19 dias. Foram notificados vários casos

isolados de recorrência de reações cutâneas graves quando se administrou novamente Trileptal.

Os doentes que desenvolverem reação cutânea com Trileptal devem ser rapidamente avaliados e o

tratamento com Trileptal deve ser rapidamente interrompido, a menos que a erupção cutânea não

esteja associada ao fármaco. No caso de interrupção do tratamento, deve ser considerada a

substituição de Trileptal por outros medicamentos antiepiléticos, de forma a evitar crises

epiléticas resultantes da interrupção do tratamento. Trileptal não deve ser reiniciado em doentes

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

que tenham interrompido o tratamento devido a reações de hipersensibilidade (ver secção 4.3).

Alelo HLA-B*1502 nas etnias chinesa Han, tailandesa e outras populações asiáticas

A presença do alelo HLA-B*1502 em indivíduos das etnias chinesa Han e tailandesa em

tratamento com carbamazepina está fortemente associada ao risco de desenvolvimento de reações

cutâneas graves como síndrome de Stevens-Johnson (SSJ)/ necrólise epidérmica tóxica (NET). A

estrutura química da oxcarbazepina é semelhante à da carbamazepina, pelo que é possível que os

doentes portadores do alelo HLA-B*1502 possam também estar em risco de desenvolver SSJ/

NET durante o tratamento com oxcarbazepina. Alguns dados sugerem que esta associação se

verifica para a oxcarbazepina. A prevalência de portadores do alelo HLA-B*1502 é de cerca de

10% nas populações chinesa Han e tailandesa. Sempre que possível, estes indivíduos deverão

realizar o teste para deteção daquele alelo antes de iniciarem o tratamento com carbamazepina ou

com qualquer substância ativa quimicamente relacionada. Se estes doentes forem portadores do

alelo HLA-B*1502, a utilização de oxcarbazepina pode ser ponderada se os benefícios forem

superiores aos riscos.

Devido à prevalência deste alelo noutras populações asiáticas (p. ex.: superior a 15% nas Filipinas

e Malásia), a genotipagem de doentes de populações de risco para a determinação do alelo

HLA-B*1502 pode ser ponderada.

A prevalência deste alelo é insignificante nas amostras estudadas de populações de ascendência

europeia, africana, hispânica, bem como em japoneses e coreanos (< 1%).

As frequências alélicas referem-se à percentagem de cromossomas na população que possui um

determinado alelo. Uma vez que cada pessoa possui duas cópias de cada cromossoma, mas

apenas uma cópia do alelo HLA-B*1502 poderá ser suficiente para aumentar o risco de SSJ, a

percentagem de doentes que poderá estar em risco é quase o dobro da frequência alélica.

Alelo HLA-A*3101 nas populações de ascendência europeia e japonesas

Alguns dados sugerem que o alelo HLA-A*3101 está associado a um risco aumentado de reações

cutâneas induzidas pela carbamazepina em indivíduos de ascendência europeia e em japoneses,

incluindo SSJ, NET, síndrome de erupção cutânea medicamentosa, com eosinofilia e sintomas

sistémicos (DRESS), ou reações menos graves como pustulose exantematosa generalizada aguda

(PEGA) ou erupção cutânea maculopapular.

A frequência do alelo HLA-A*3101 varia grandemente entre diferentes etnias. O alelo HLA-

A*3101 tem uma prevalência de 2% a 5% nas populações europeias e de cerca de 10% na

população japonesa.

A presença do alelo HLA-A*3101 pode aumentar o risco de reações cutâneas induzidas pela

carbamazepina (na sua maioria menos graves) entre 5,0% na população geral até 26,0% entre

indivíduos de ascendência europeia, enquanto a sua ausência pode reduzir esse risco entre 5,0% a

3,8%.

Alelo HLA-A*3101 - Outras ascendências

Estima-se que a frequência deste alelo seja inferior a 5% na maioria das populações Australiana,

Asiática, Africana e Norte Americana com algumas exceções entre 5% a 12%. A frequência

acima de 15% foi estimada em alguns grupos étnicos na América do Sul (Argentina e Brasil),

América do Norte (US Navajo e Sioux, e México Sonora Seri) e Sul da Índia (Tamil Nadu) e

entre 10% e 15% em outras etnias nativas nas mesmas regiões.

As frequências alélicas referem-se à percentagem de cromossomas na população que possui um

determinado alelo. Uma vez que cada pessoa possui duas cópias de cada cromossoma, mas

apenas uma cópia do alelo HLA-A*3101 poderá ser suficiente para aumentar o risco de SSJ, a

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

percentagem de doentes que poderá estar em risco é quase o dobro da frequência alélica.

Os dados existentes são insuficientes para suportar uma recomendação para deteção do alelo

HLA-A*3101 antes do início do tratamento com carbamazepina ou com compostos

quimicamente relacionados. Se a presença deste alelo já for conhecida em doentes de ascendência

europeia ou de origem japonesa, a utilização de carbamazepina ou de compostos quimicamente

relacionados pode ser ponderada se os benefícios forem superiores aos riscos.

Limitações do rastreio genético

O rastreio genético não deve substituir nunca a vigilância clínica e a gestão do doente

apropriadas. Muitos doentes Asiáticos positivos para HLA-B*1502 e tratados com Trileptal não

irão desenvolver SSJ/NET, e doentes negativos para HLA-B*1502 de qualquer etnia ainda

poderão desenvolver SSJ/NET. O mesmo é verdadeiro para HLA-A*3101 no que respeita o risco

de SSJ, NET, DRESS, PEGA ou erupção cutânea maculopapular. Não se estudou o

desenvolvimento destas reações adversas cutâneas graves e a sua morbilidade relacionada com

outros fatores possíveis como a dose de AED, adesão, medicação concomitante, co-morbilidades

e o nível de monitorização dermatológica.

Informação para os profissionais de saúde

Se o teste para a presença do alelo HLA-B*1502 for feito, é recomendada a genotipagem de

HLA-B*1502 de alta resolução. O teste é positivo se um ou dois alelos HLA-B*1502 forem

detetados, e negativo se nenhum alelo HLA-B*1502 for detetado. Semelhantemente, se o teste

para a presença do alelo HLA-A*3101 for efetuado, recomenda-se a realização da "genotipagem

de HLA-A*3101" de alta resolução. O teste é positivo se forem detetados um ou dois alelos, e

negativo se nenhum alelo HLA-A*3101 for detetado.

Risco de agravamento de crise epilética

O risco de agravamento de crise epilética foi notificado com Trileptal. O risco de agravamento de

crise epilética observa-se principalmente em crianças mas também pode ocorrer em adultos. No

caso de agravamento de crise epilética, Trileptal deve ser descontinuado.

Hiponatremia

Foram observados níveis séricos de sódio inferiores a 125 mmol/l, normalmente assintomáticos e

que não requerem um ajuste da terapia em até 2,7% dos doentes tratados com Trileptal. A

experiência dos ensaios clínicos mostra que os níveis séricos de sódio voltaram ao normal quando

a posologia de Trileptal foi reduzida, interrompida ou quando o doente foi tratado de forma

conservadora (p. ex.: restrição da ingestão de fluidos). Em doentes com problemas renais

pré-existentes associados a níveis de sódio baixos (p. ex.: síndrome semelhante a secreção

inapropriada de ADH) ou em doentes tratados concomitantemente com medicamentos que

baixem os níveis de sódio (p. ex.: diuréticos, desmopressina) assim como AINEs (p. ex.:

indometacina), os níveis séricos de sódio devem ser determinados antes do início da terapia.

Depois disso, os níveis séricos de sódio devem ser determinados após cerca de duas semanas e

depois em intervalos mensais durante os três primeiros meses da terapia, ou de acordo com a

necessidade clínica. Estes fatores de risco poderão aplicar-se especialmente aos doentes idosos.

Para doentes medicados com Trileptal, quando iniciam medicamentos que baixam os níveis de

sódio, deve ser seguida a mesma abordagem para as determinações do sódio. Em geral, se

ocorrerem sintomas clínicos sugestivos de hiponatremia durante a terapia com Trileptal (ver

secção 4.8) poderá ser considerada a determinação do sódio sérico. Outros doentes poderão ter a

avaliação dos níveis de sódio sérico incluída nas suas análises laboratoriais de rotina.

Todos os doentes com insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca secundária devem

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

determinar regularmente o peso para determinar a ocorrência de retenção de fluidos. Em caso de

retenção de fluidos ou agravamento do problema cardíaco, os níveis de sódio sérico devem ser

determinados. Se for observada hiponatremia, a restrição de água é uma importante

contramedida. Como a oxcarbazepina, muito raramente, induz insuficiência da condução

cardíaca, os doentes com distúrbios de condução pré-existentes (p. ex.: bloqueio

auriculoventricular, arritmia) devem ser cuidadosamente seguidos.

Hipotiroidismo

O hipotiroidismo é uma reação adversa (com frequência desconhecida, ver secção 4.8) da

oxcarbazepina. Considerando a importância das hormonas tiroideias no desenvolvimento das

crianças após o nascimento, recomenda-se a monitorização da função tiroideia nos grupos

pediátricos durante a terapia com Trileptal.

Função hepática

Foram notificados casos muito raros de hepatite que, na maioria dos casos, se resolveram

favoravelmente. Quando se suspeita de um efeito hepático, a função hepática deve ser avaliada e

deve ser considerada a interrupção de Trileptal. Recomenda-se precaução no tratamento de

doentes com compromisso hepático grave (ver secção 4.2 e 5.2).

Função renal

Em doentes com função renal comprometida (depuração da creatinina inferior a 30 ml/min)

recomenda-se precaução durante o tratamento com Trileptal especialmente no que se refere à

dose de carga e aumento da titulação da dose. Deve-se considerar a monitorização dos níveis

plasmáticos de DMH (ver secção 4.2 e 5.2).Efeitos hematológicos

Foram observados casos muito raros de agranulocitose, anemia aplástica e pancitopenia em

doentes tratados com Trileptal durante a experiência de pós-comercialização (ver secção 4.8). A

suspensão do medicamento deve ser considerada se se desenvolver alguma evidência significativa

de depressão da medula óssea.

Comportamento suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com

medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de ensaios

aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, controlados com placebo, mostrou também um

pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda conhecido o

mecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um

aumento do risco para a oxcarbazepina.

Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida,

devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os doentes (e os prestadores de

cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de

ideação e comportamento suicida.

Contracetivos hormonais

As doentes do sexo feminino em idade fértil devem ser advertidas de que a utilização simultânea

de Trileptal com contracetivos hormonais poderá tornar este tipo de contracetivos ineficaz (ver

secção 4.5). Recomenda-se a utilização de formas adicionais de contraceção não hormonais

durante a utilização de Trileptal.

Álcool

Deve-se ter cuidado se se tomar álcool durante a terapia com Trileptal devido a um possível efeito

sedativo aditivo.

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Interrupção

Tal como com todos os medicamentos antiepiléticos, Trileptal deve ser retirado gradualmente de

forma a minimizar o potencial de aumento da frequência de crises epiléticas.

Monitorização dos níveis plasmáticos

Apesar da correlação entre a dose e os níveis plasmáticos de oxcarbazepina, e entre os níveis

plasmáticos e os efeitos clínicos ou tolerabilidade ser algo ténue, a monitorização dos níveis

plasmáticos pode ser útil nas seguintes situações por forma a excluir a não adesão ou em

situações onde se espera uma alteração na depuração de DMH, incluindo;

- alterações na função renal (ver compromisso renal na secção 4.2).

- gravidez (ver secção 4.6 e 5).

- uso concomitante de medicamentos indutores de enzimas hepáticas (ver secção 4.5).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Indução enzimática

A oxcarbazepina e o seu metabolito farmacologicamente ativo (o derivado monohidroxi, DMH)

são fracos indutores in vitro e in vivo das enzimas CYP3A4 e CYP3A5 do citocromo P450,

responsáveis pelo metabolismo de um grande número de medicamentos, por exemplo,

imunossupressores (p. ex.: ciclosporina, tacrolimus), contracetivos orais (ver abaixo) e de alguns

outros medicamentos antiepiléticos (p. ex.: carbamazepina), o que resulta em concentrações

plasmáticas mais baixas destes medicamentos (ver a tabela abaixo que resume os resultados

obtidos com outros medicamentos antiepiléticos).

In vitro, a oxcarbazepina e o DMH são fracos indutores das UDP-glucoronil transferases (não são

conhecidos os efeitos em enzimas específicas desta família). Como tal, in vivo a oxcarbazepina e

o DMH podem ter um ligeiro efeito indutor no metabolismo dos medicamentos que são sobretudo

eliminados por conjugação através das UDP-glucoronil transferases. Quando se inicia o

tratamento com Trileptal ou se altera a dose, pode demorar 2 a 3 semanas até se alcançar o nível

de indução.

Em caso de interrupção do tratamento com Trileptal, pode ser necessária uma redução da dose da

medicação concomitante e esta deve ser decidida com base na monitorização clínica e/ou dos

níveis séricos. É provável que a indução diminua gradualmente após 2 a 3 semanas da

interrupção.

Contracetivos hormonais: Trileptal mostrou exercer influência nos dois componentes,

etinilestradiol (EE) e levonorgestrel (LNG), de um contracetivo oral. Os valores AUC médios de

EE e LNG diminuíram em 48-52% e 32-52%, respetivamente. Como tal, a administração

concomitante de Trileptal com os contracetivos hormonais pode tornar estes contracetivos

ineficazes (ver secção 4.4). Devem ser utilizados outros métodos contracetivos eficazes.

Inibição enzimática

A oxcarbazepina e o DMH inibem a CYP2C19. Como tal, podem surgir interações quando se

administram concomitantemente doses elevadas de Trileptal com medicamentos que são

sobretudo metabolizados pela CYP2C19 (p. ex.: fenitoína). Os níveis séricos de fenitoína

aumentaram acima de 40% quando Trileptal foi administrado em doses superiores a 1.200 mg/dia

(ver tabela abaixo que resume os resultados obtidos com outros anticonvulsivantes). Neste caso,

poderá ser necessária uma redução da dose da fenitoína administrada concomitantemente (ver

secção 4.2).

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Medicamentos antiepiléticos e indutores enzimáticos

Nos estudos clínicos foram avaliadas as potenciais interações entre Trileptal e outros

medicamentos antiepiléticos. O efeito destas interações nas AUC e Cmin. médias está resumido

na tabela seguinte.

Resumo das interações de medicamentos antiepiléticos com Trileptal

Medicamento

antiepilético

Influência de Trileptal nos

medicamentos antiepiléticos

Influência dos medicamentos

antiepiléticos no DMH

Administrado

concomitantemente

Concentração

Concentração

Carbamazepina

0 – 22% de diminuição

(30% de aumento de

carbamazepina-epóxido)

40% de diminuição

Clobazam

Não estudada

Sem influência

Felbamato

Não estudada

Sem influência

Lamotrigina

Sem influência

Sem influência

Fenobarbitona

14 – 15% de aumento

30 – 31% de diminuição

Fenitoína

0 – 40% de aumento

29 – 35% de diminuição

Ácido valpróico

Sem influência

0 – 18% de diminuição

Fortes indutores das enzimas do citocromo P450 e/ou UGT (i.e. rifampicina, carbamazepina,

fenitoína e fenobarbitona) demonstraram diminuir os níveis plasmáticos/séricos de DMH (29-

49 %) nos adultos; nas crianças dos 4 aos 12 anos de idade, a depuração do DMH aumentou

aproximadamente 35% quando administrado um dos três medicamentos antiepiléticos indutores

de enzimas comparados com a monoterapia. A terapêutica concomitante de Trileptal com a

lamotrigina foi associada a um risco aumentado de ocorrência de acontecimentos adversos

(náuseas, sonolência, tonturas e cefaleias). Quando um ou mais medicamentos antiepiléticos são

administrados concomitantemente com Trileptal, deve-se considerar um cuidadoso ajuste da dose

e/ou monitorização dos níveis séricos, caso a caso, especialmente nos doentes pediátricos tratados

concomitantemente com a lamotrigina.

Não foi observada autoindução com Trileptal.

Interações com outros medicamentos

A cimetidina, a eritromicina, a viloxazina, a varfarina e o dextropropoxifeno não tiveram efeito

na farmacocinética do DMH.

A interação entre a oxcarbazepina e os IMAO é teoricamente possível com base na relação

estrutural da oxcarbazepina e dos antidepressivos tricíclicos.

Nos ensaios clínicos foram incluídos doentes medicados com antidepressivos tricíclicos e não

foram observadas interações clinicamente significativas.

A associação de lítio e oxcarbazepina pode provocar neurotoxicidade aumentada.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar e medidas contracetivas

Trileptal pode resultar numa falha do efeito terapêutico dos medicamentos contracetivos orais

contendo etinilestradiol (EE) e levonorgestrel (LNG) (ver secção 4.4 e 4.5). Mulheres com

potencial para engravidar devem ser aconselhadas a utilizar contraceção altamente eficaz

(preferencialmente não-hormonal: p. ex.: implantes intrauterinos) durante o tratamento com

Trileptal.

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Gravidez

Risco relacionado com a epilepsia e com os medicamentos antiepiléticos em geral:

Na população tratada foi observado um aumento de malformações com a politerapia,

particularmente na politerapia incluindo valproato.

Além disso, um tratamento eficaz com antiepiléticos não deverá ser interrompido, uma vez que o

agravamento da doença é prejudicial tanto para a mãe como para o feto.

Risco relacionado com a oxcarbazepina:

Existe uma quantidade moderada de dados sobre mulheres grávidas (resultados de 300-1000

grávidas). No entanto, os dados da associação de oxcarbazepina a malformações congénitas são

limitados. Não existe um aumento nas taxas totais de malformações com Trileptal quando

comparadas com as taxas observadas na população geral (2-3%). Ainda assim, com esta

quantidade de dados, não se pode excluir completamente um risco teratogénico moderado.

A seguinte informação deve ser considerada:

- Se mulheres tratadas com Trileptal engravidarem, ou planearem engravidar, o uso deste

medicamento deve ser cuidadosamente reavaliado. Devem ser administradas as doses mínimas

eficazes e a monoterapia deverá ser utilizada sempre que possível pelo menos nos primeiros três

meses de gravidez;

- Durante a gravidez, o tratamento eficaz antiepilético com a oxcarbazepina não deve ser

interrompido, uma vez que o agravamento da doença é prejudicial tanto para a mãe como para o

feto.

Monitorização e prevenção

Alguns medicamentos antiepiléticos podem contribuir para a deficiência em ácido fólico, uma

possível causa de anomalia fetal. Recomenda-se um suplemento de ácido fólico antes e durante a

gravidez. Como não está provada a eficácia destes suplementos, deve ser realizado um

diagnóstico pré-natal específico, mesmo em mulheres com um tratamento suplementar de ácido

fólico.

Os dados relativos a um número limitado de mulheres indicam que os níveis plasmáticos do

metabolito ativo da oxcarbazepina, o derivado 10-monohidroxi (DMH), poderão diminuir

gradualmente durante a gravidez. É recomendado monitorizar a resposta clínica cuidadosamente

em mulheres que recebem tratamento com Trileptal durante a gravidez, para assegurar a

manutenção do controlo adequado das crises epiléticas. Deve considerar-se a determinação das

alterações nas concentrações plasmáticas de DMH. Se as doses forem aumentadas durante a

gravidez, os níveis plasmáticos de DMH pós-parto poderão também ter de ser considerados para

monitorização.

Em recém-nascidos:

Foram notificadas perturbações hemorrágicas no recém-nascido com medicamentos antiepiléticos

indutores hepáticos. Como precaução, deve ser administrada vitamina K1 como medida

preventiva nas últimas semanas de gravidez e ao recém-nascido.

Amamentação

A oxcarbazepina e o seu metabolito ativo (DMH) são excretados no leite materno humano. Foi

encontrada uma relação concentração no leite-plasma de 0,5 para ambos. Os efeitos no lactente

exposto a Trileptal por esta via são desconhecidos. Assim, Trileptal não deve ser usado durante a

amamentação.

Fertilidade

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Não existem dados humanos sobre fertilidade.

Em ratos, a oxcarbazepina não teve efeitos na fertilidade. Observaram-se efeitos nos parâmetros

reprodutivos em ratos fêmea para DMH em doses comparáveis às dos humanos (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Foram notificadas a reações adversas, tais como tonturas, sonolência, ataxia, diplopia, visão

desfocada, distúrbios visuais, hiponatremia e níveis diminuídos de consciência (para lista

completa de RAM ver secção 4.8), especialmente no início do tratamento ou em relação com o

ajuste de dose (mais frequentemente durante a fase de aumento da titulação). Os doentes devem

exercer a precaução devida quando conduzirem um veículo ou utilizarem máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Os efeitos indesejáveis notificados mais frequentemente são sonolência, cefaleias, tonturas,

diplopia, náuseas, vómitos e fadiga, ocorrendo em mais de 10% dos doentes.

O perfil de segurança é baseado nos acontecimentos adversos dos ensaios clínicos avaliados

como estando relacionados com Trileptal. Além disso, foram consideradas notificações

clinicamente significativas sobre experiências adversas dos programas de uso individualizado e

da experiência pós-comercialização.

As reações adversas (Tabela 1) são listadas por classes de sistemas de órgãos segundo a base de

dados MedDRA. Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas são

classificadas por frequência, com as mais frequentes em primeiro. Dentro de cada grupo de

frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Adicionalmente, é também fornecida a correspondente categoria de frequência por reação

adversa, utilizando a seguinte convenção (CIOMS III): muito frequentes (

1/10); frequentes

1/100 a < 1/10); pouco frequentes (

1/1.000 a < 1/100); raros (

1/10.000 a < 1/1.000); muito

raros (< 1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados existentes).

Tabela 1 Reações adversas

Doenças do sangue e do sistema linfático

Pouco frequentes

Muito raros

Desconhecido

Leucopenia.

Trombocitopenia.

Depressão da medula óssea, anemia aplástica,

agranulocitose, pancitopenia, neutropenia.

Doenças do sistema imunitário

Muito raros

Desconhecido

Hipersensibilidade.

Reações anafiláticas,

Doenças endócrinas

Frequentes

Peso aumentado

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Desconhecido

Hipotiroidismo

Doenças do metabolismo e da nutrição

Frequentes

Desconhecido

Hiponatremia†.

Síndrome semelhante a secreção inapropriada

de ADH com sinais e sintomas de letargia,

náuseas, tonturas, diminuição da osmolalidade

sérica (sangue), vómitos, cefaleia, estado

confusional ou outros sinais e sintomas

neurológicos.

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Agitação (p. ex.: nervosismo), labilidade

emotiva, estado confusional, depressão, apatia.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Frequentes

Desconhecido

Sonolência, cefaleias, tonturas.

Ataxia, tremor, nistagmo, alteração da atenção,

amnésia.

Alterações do discurso (incluindo disartria);

mais frequente durante o aumento da dose na

titulação de Trileptal.

Afeções oculares

Muito frequentes

Frequentes

Diplopia.

Visão desfocada, perturbação da visão.

Afeções do ouvido e do labirinto

Frequentes

Vertigens.

Cardiopatias

Muito raros

Bloqueio auriculoventricular, arritmia

Vasculopatias

Desconhecido

Hipertensão.

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Frequentes

Muito raros

Vómitos, náuseas.

Diarreia, dor abdominal, obstipação.

Pancreatite e/ou lipase e/ou aumento da

amilase.

Afeções hepatobiliares

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Muito raros

Hepatite.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes

Pouco frequentes

Muito raros

Desconhecido

Erupção cutânea, alopecia, acne.

Urticária.

Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise

epidérmica tóxica (síndrome de Lyell),

angioedema, eritema multiforme (ver secção

4.4).

Síndrome de erupção cutânea medicamentosa,

com eosinofilia e sintomas sistémicos

(DRESS)**. Pustulose exantematosa

generalizada aguda (PEGA)**

Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Muito raros

Desconhecido

Lúpus eritematoso sistémico.

Existem notificações de densidade mineral

óssea diminuída, osteopenia, osteoporose e

fraturas em doentes com terapêutica a longo

prazo com Trileptal. O mecanismo pelo qual

Trileptal afeta o metabolismo ósseo não foi

identificado.

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Muito frequentes

Frequentes

Fadiga.

Astenia.

Exames complementares de diagnóstico

Pouco frequentes

Desconhecido

Aumento das enzimas hepáticas, aumento da

fosfatase alcalina.

Diminuição da T4 (com significado clínico

pouco claro).

Complicações de intervenções relacionadas

com lesões e intoxicações

Desconhecido

Queda

Descrição de reações adversas selecionadas

Hipersensibilidade (incluindo hipersensibilidade multiórgão) caracterizada por situações, tais

como, erupção cutânea, febre. Podem ser afetados outros órgãos ou sistemas como o sangue e

sistema linfático (p. ex.: eosinofilia, trombocitopenia, leucopenia, linfadenopatia,

esplenomegalia), fígado (p. ex.: hepatite, testes da função hepática anormais), músculos e

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

articulações (p. ex.: tumefação da articulação, mialgia, artralgia), sistema nervoso (p. ex.:

encefalopatia hepática), rins (p. ex.: insuficiência renal, nefrite intersticial, proteinúria), pulmões

(p. ex.: edema pulmonar, asma, broncospasmo, doença intersticial do pulmão, dispneia),

angioedema.

† Foram frequentemente observados níveis séricos de sódio inferiores a 125 mmol/l em até 2,7 %

dos doentes tratados com Trileptal (ver secção 4.4). Na maioria dos casos, a hiponatremia é

assintomática e não requer ajustes da terapêutica.

Muito raramente, a hiponatremia é associada a sinais e sintomas como convulsões, encefalopatia,

níveis diminuídos de consciência, confusão (ver também Doenças do sistema nervoso, para mais

efeitos indesejáveis), perturbação da visão (p. ex.: visão turva), hipotiroidismo, vómitos e

náuseas. Os baixos níveis de sódio sérico geralmente ocorrem durante os primeiros 3 meses de

tratamento com Trileptal, embora alguns doentes tenham desenvolvido níveis de sódio sérico

<125 mmol/l mais de 1 ano após o início da terapêutica (ver secção 4.4).

** Reações adversas provenientes de notificações espontâneas e casos na literatura (frequência

desconhecida):

As reações adversas seguintes resultam da experiência pós-comercialização com Trileptal

baseadas em casos de notificação espontânea e de literatura. Devido a estas reações serem

notificadas de forma voluntária a partir de uma população de dimensão incerta, não é possível

estimar a sua frequência, sendo esta classificada como desconhecida.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante,

uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas

diretamente ao INFARMED, I.P.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Foram notificados casos de sobredosagem isolados. A dose máxima tomada foi de

aproximadamente 48.000 mg.

Sintomas

Condições de equilíbrio de eletrólitos e fluidos: hiponatremia

Afeções oculares: diplopia, miose, visão enevoada

Doenças gastrointestinais: náuseas, vómitos, hipercinésia,

Perturbações gerais e alterações no local de administração: fadiga

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Exames complementares de diagnóstico: diminuição da frequência respiratória, prolongamento

Doenças do sistema nervoso: entorpecimento e sonolência, tonturas, ataxia e nistagmo, tremor,

alterações na coordenação (coordenação anormal), convulsão, cefaleia, coma, perda de

consciência, discinésia.

Perturbações do foro psiquiátrico: agressão, agitação, estado confusional.

Vasculopatias: hipotensão.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: dispneia.

Abordagem

Não existe um antídoto específico. O tratamento sintomático e de suporte deve ser administrado

quando apropriado. Deve ser considerada a eliminação do medicamento por lavagem gástrica

e/ou inativação através da administração de carvão ativado.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.6. Sistema Nervoso Central. Antiepiléticos e anticonvulsivantes,

código ATC: N03A F 02

Efeitos farmacodinâmicos

A atividade farmacológica da oxcarbazepina é exercida principalmente através do metabolito

(DMH) (ver secção 5.2). Pensa-se que o mecanismo de ação da oxcarbazepina e do DMH se

baseia principalmente no bloqueio dos canais de sódio sensíveis à voltagem, resultando assim na

estabilização das membranas nervosas hiperexcitadas, inibição das descargas neuronais repetidas

e diminuição da propagação dos impulsos sinápticos. Para além disso, o aumento da condutância

de potássio e a modulação dos canais de cálcio ativados de alta voltagem podem também

contribuir para os efeitos anticonvulsivantes. Não foram encontradas interações significativas

com os locais recetores dos neurotransmissores cerebrais ou moduladores.

A oxcarbazepina e o seu metabolito ativo (DMH) são anticonvulsivantes potentes e eficazes em

animais. Protegeram os roedores contra crises tónico-clónicas generalizadas e, em menor

extensão, crises clónicas, e eliminaram ou reduziram a frequência de crises parciais cronicamente

recorrentes em macacos Rhesus com implantes de alumínio. Não foi observada tolerância (i.e.

atenuação da atividade anticonvulsiva) contra crises tónico-clónicas quando ratinhos e ratos

foram tratados diariamente durante 5 dias ou 4 semanas, respetivamente, com oxcarbazepina ou

DMH.

Foi realizado na Índia um estudo observacional após comercialização, prospetivo, aberto,

multicêntrico, não comparativo de 24 semanas. De entre uma população de estudo de 816

doentes, 256 doentes pediátricos (com 1 mês a 19 anos) com crises tónico-clónicas generalizadas

(quer secundárias ou primárias) foram tratados com oxcarbazepina em monoterapia. A dose

inicial de oxcarbazepina para todos os doentes > 6 anos foi 8-10 mg/kg/dia administrados em

duas doses divididas. Para os 27 doentes com idade de 1 mês a 6 anos, o intervalo de dose para a

dose inicial foi 4,62 - 27,27 mg/kg/dia e dose de manutenção 4,29 - 30,00 mg/kg/dia. O

parâmetro de avaliação primário - primary endpoint -foi a redução na frequência das crises desde

os valores iniciais - baseline - à semana 24. No grupo com idade de 1 mês a 6 anos (n=27) o

número de crises mudou de 1 [intervalo] [1-12] para 0 [0-2], no grupo com idade de 7 anos a 12

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

anos (n=77) a frequência mudou de 1 [1-22] para 0 [0-1] e no grupo com idade de 13-19 anos

(n=152), a frequência mudou de 1 [1-32] para 0 [0-3]. Não foram identificadas questões de

segurança específicas nos doentes pediátricos. Os dados do estudo para suporte ao benefício/risco

relativo a crianças com idade inferior a 6 são inconclusivos (ver secção 4.2).

Com base nos dados dos ensaios controlados e aleatorizados, a utilização de oxcarbazepina não é

recomendada em crianças abaixo dos 6 anos de idade uma vez que a segurança e eficácia não

foram adequadamente demonstradas (ver secção 4.2).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após a administração oral de Trileptal, a oxcarbazepina é completamente absorvida e

extensivamente metabolizada no seu metabolito farmacologicamente ativo (DMH).

Após a administração de uma dose única de 600 mg de Trileptal a voluntários saudáveis do sexo

masculino em jejum, o valor médio da Cmáx. do DMH foi de 34 µmol/l, com um tmáx. médio

correspondente de 4,5 horas.

Num estudo de equilíbrio de massa no homem, apenas 2% da radioatividade total no plasma se

deveu à oxcarbazepina inalterada, aproximadamente 70% deveu-se ao DMH e o restante foi

atribuível a metabolitos secundários menores que foram rapidamente eliminados.

Os alimentos não têm efeito na taxa e extensão de absorção da oxcarbazepina, logo, Trileptal

pode ser tomado com ou sem alimentos.

Distribuição

O volume de distribuição aparente do DMH é de 49 litros.

Aproximadamente 40% do DMH está ligado às proteínas séricas, principalmente à albumina. A

ligação é independente da concentração sérica no intervalo terapeuticamente relevante. A

oxcarbazepina e o DMH não se ligam à glicoproteína ácida alfa-1.

A oxcarbazepina e o seu metabolito ativo (DMH) atravessam a placenta. Num caso as

concentrações do DMH neonatais e maternas foram semelhantes.

Biotransformação

A oxcarbazepina é rapidamente reduzida pelas enzimas citosólicas do fígado em DMH, que é o

principal responsável pelo efeito farmacológico do Trileptal. O DMH é depois metabolizado por

conjugação com ácido glucorónico. Pequenas quantidades (4% da dose) são oxidadas no

metabolito farmacologicamente inativo (derivado 10, 11-dihidroxi, DHD).

Eliminação

A oxcarbazepina é depurada do organismo principalmente na forma de metabolitos que são

excretados predominantemente pelos rins. Mais de 95% da dose aparece na urina, com menos de

1% como oxcarbazepina inalterada. A excreção fecal representa menos de 4% da dose

administrada. Aproximadamente 80% da dose é excretada na urina quer como glucoronidos do

DMH (49%) quer como DMH inalterado (27%), enquanto o DHD inativo representa

aproximadamente 3% e os conjugados da oxcarbazepina representam 13% da dose.

A oxcarbazepina é rapidamente eliminada a partir do plasma com valores de semivida aparentes

entre 1,3 e 2,3 horas. Em contrapartida, a semivida plasmática aparente do DMH foi em média

9,3 ± 1,8 h.

Proporcionalidade da dose

As concentrações plasmáticas do DMH no estado de equilíbrio dinâmico são alcançadas em 2 – 3

dias nos doentes, quando o Trileptal é administrado duas vezes por dia. No estado de equilíbrio

dinâmico a farmacocinética do DMH é linear e mostra proporcionalidade de dose no intervalo de

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

doses de 300 a 2.400 mg/dia.

Populações especiais

Doentes com compromisso hepático

A farmacocinética e o metabolismo da oxcarbazepina e do DMH foram avaliados em voluntários

saudáveis e em indivíduos com compromisso hepático após uma dose oral única de 900 mg. O

compromisso hepático ligeiro a moderado não afetou a farmacocinética da oxcarbazepina e do

DMH. Trileptal não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave.

Doentes com compromisso renal

Existe uma correlação linear entre a depuração da creatinina e a depuração renal do DMH.

Quando o Trileptal é administrado numa dose única de 300 mg, em doentes com compromisso

renal (depuração da creatinina <30 ml/min), a semivida de eliminação do DMH é prolongada em

60-90% (16 a 19 horas) com uma duplicação da AUC em comparação com adultos com função

renal normal (10 horas).

Crianças

A farmacocinética de Trileptal foi avaliada em ensaios clínicos em doentes pediátricos que

tomam Trileptal em doses que variam entre 10-60 mg/kg/dia. A depuração do DMH ajustada para

o peso diminui com o aumento da idade e do peso quando estes se aproximam dos valores dos

adultos. A média da depuração ajustada para o peso em crianças com idades compreendidas entre

4 e 12 anos de idade é aproximadamente 40% superior quando comparada com a dos adultos.

Como tal, espera-se que a exposição ao DMH nestas crianças seja 2/3 da dos adultos quando

tratados com ajuste similar para o peso. Com o aumento do peso, em doentes com idade igual ou

superior a 13 anos, espera-se que a depuração do DMH ajustada para o peso alcance a dos

adultos.

Gravidez

Os dados relativos a um número limitado de mulheres indicam que os níveis plasmáticos de

DMH poderão diminuir gradualmente durante a gravidez (ver secção 4.6).

Idosos

Após a administração de doses únicas (300 mg) e múltiplas (600 mg/dia) de Trileptal em

voluntários idosos (60 – 82 anos de idade), os valores das concentrações plasmáticas máximas e

AUC do DMH foram 30% – 60% mais elevados do que em voluntários mais jovens (18 - 32 anos

de idade). As comparações das depurações da creatinina em voluntários jovens e idosos indicam

que a diferença se deve a reduções da depuração da creatinina relacionadas com a idade. Não são

necessárias recomendações de dose especiais porque as doses terapêuticas são ajustadas

individualmente.

Sexo

Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas com o sexo em crianças, adultos

ou idosos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os resultados pré-clínicos não indicam risco especial para os seres humanos com base nos

estudos de farmacologia de segurança e genotoxicidade com oxcarbazepina e do metabolito

farmacologicamente ativo, derivado monohidroxi (DMH).

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Foi evidenciada nefrotoxicidade em estudos de toxicidade de dose repetida no rato, mas não em

estudos no cão ou ratinho.

Imunotoxicidade

Testes de imunoestimulação em ratinhos mostraram que o DMH (e em menor extensão, a

oxcarbazepina) pode provocar hipersensibilidade retardada.

Mutagenicidade

Oxcarbazepina aumentou a frequência de mutações num teste de Ames in vitro na ausência de

ativação metabólica em uma de cinco estirpes bacterianas. Oxcarbazepina e DMH produziram

aumentos de aberrações cromossómicas e/ou poliploidia no ensaio do ovário do hamster Chinês

in vitro na ausência de ativação metabólica. DMH foi negativo no teste de Ames, e não se

verificou nenhuma atividade mutagénica ou clastogénica in vitro com oxcarbazepina ou DMH em

células V79 de hamster Chinês. Oxcarbazepina e DMH originaram resultados negativos para

efeitos clastogénicos e aneugénicos (formação de micronúcleos) num ensaio in vivo de medula

óssea de rato.

Toxicidade reprodutiva

Em ratos, a fertilidade em ambos os sexos não foi afetada por doses orais de oxcarbazepina até

150 mg/kg/dia, nas quais não existe margem de segurança. Observou-se a disrupção da ciclagem

estral e redução do número de corpos lúteos, implantes e embriões vivos em fêmeas para DMH

em doses comparáveis às dos humanos (ver secção 4.6).

Os estudos de toxicidade reprodutiva padrão em roedores e coelhos mostraram efeitos como

aumentos da incidência da mortalidade embrio-fetal e/ou algum atraso do crescimento pré-natal

e/ou pós-natal das crias com níveis de dose tóxicos para a mãe. Num dos oito estudos de

toxicidade embrio-fetal que foram realizados quer com oxcarbazepina quer com DMH, com uma

dose que também causou toxicidade materna, verificou-se um aumento das malformações fetais

do rato (ver secção 4.6).

Carcinogenicidade

Nos estudos de carcinogenicidade foram induzidos tumores no fígado (ratos e ratinhos), nos

testículos e nas células granulares do trato genital das fêmeas (ratos) dos animais tratados. A

ocorrência de tumores no fígado foi muito provavelmente uma consequência da indução das

enzimas microssomais hepáticas; um efeito indutor que, apesar de não poder ser excluído, é fraco

ou está ausente nos doentes tratados com Trileptal. Os tumores testiculares podem ter sido

induzidos por concentrações elevadas da hormona luteinizante. Devido à ausência de tal aumento

nos seres humanos, estes tumores não são considerados de significado clínico. No estudo de

carcinogenicidade com DMH em ratos foi notado um aumento relacionado com a dose da

incidência de tumores das células granulares do trato genital (cérvix e vagina) das fêmeas. Estes

efeitos ocorreram com níveis de exposição comparáveis aos antecipados para a exposição clínica.

O mecanismo para o desenvolvimento destes tumores não foi completamente elucidado mas pode

estar relacionado com o aumento dos níveis de estradiol específicos para o rato. A relevância

clínica destes tumores não é clara.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

sílica coloidal anidra;

celulose microcristalina;

hipromelose;

crospovidona;

estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido:

hipromelose;

talco;

dióxido de titânio (E171).

Apenas revestimento dos comprimidos de 150 mg:

macrogol 4000

óxido de ferro amarelo (E172)

óxido de ferro vermelho (E172)

óxido de ferro preto (E172)

Apenas revestimento dos comprimidos de 300 mg:

macrogol 8000

óxido de ferro amarelo (E172)

Apenas revestimento dos comprimidos de 600 mg:

macrogol 4000

óxido de ferro vermelho (E172)

óxido de ferro preto (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister com 10 comprimidos. Material do blister: PVC/PE/PVDC com proteção de folha de

alumínio.

Comprimidos 150 mg: embalagem blister de 30, 50, 100, 200 e/ou 500 comprimidos.

Comprimidos 300 mg: embalagem blister de 30, 50, 100, 200 e/ou 500 comprimidos.

Comprimidos 600 mg: embalagem blister de 30, 50, 100, 200 e/ou 500 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

APROVADO EM

16-11-2018

INFARMED

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 3127081 - 30 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127180 - 50 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127289 - 100 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127388 - 200 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127487 - 500 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127586 - 30 comprimidos, 300 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127685 - 50 comprimidos, 300 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127784 - 100 comprimidos, 300 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127883 - 200 comprimidos, 300 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3127982 - 500 comprimidos, 300 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3128089 - 30 comprimidos, 600 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3128188 - 50 comprimidos, 600 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3128287 - 100 comprimidos, 600 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3128386 - 200 comprimidos, 600 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

Nº de registo: 3128485 - 500 comprimidos, 600 mg, blisters de PVC/PE/PVDC/Alu;

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 16 de março de 2000

Data da última renovação: 26 de outubro de 2016

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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