Trigazel 20 mg Cápsula gastrorresistente

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Esomeprazol
Disponível em:
Mepha - Investigação, Desenvolvimento e Fabricação Farmacêutica, Lda.
Código ATC:
A02BC05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Esomeprazole
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula gastrorresistente
Composição:
Esomeprazol, magnésio di-hidratado 21.69 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
6.2.2.3 Inibidores da bomba de protões
Área terapêutica:
esomeprazole esomeprazole
Resumo do produto:
5245667 - Frasco 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 24 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10098772 - 50027107 ; 5245675 - Frasco 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 24 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10098772 - 50027123
Status de autorização:
Revogado (11 de Julho de 2013)
Número de autorização:
08/H/0433/001
Data de autorização:
2009-10-29

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Trigazel 20 mg e 40 mg cápsulas gastrorresistentes

Esomeprazol

Leia atentamente este folheto antes de tomar utilizar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Trigazel e para que é utilizado

2. Antes de tomar Trigazel

3. Como tomar Trigazel

4. Efeitos secundários possíveis

5. Conservação de Trigazel

6. Outras informações

1. O QUE É TRIGAZEL E PARA QUE É UTILIZADO

O nome do seu medicamento é Trigazel e apresenta-se sob a forma farmacêutica de

cápsulas gastrorresistentes.

Trigazel é um tipo de medicamento denominado “inibidor da bomba de protões”, que

reduz a produção de ácido no seu estômago.

Trigazel está aprovado para o tratamento das seguintes situações:

- Doença de refluxo gastro-esofágico - inflamação e dor no tubo digestivo causadas pelo

refluxo do conteúdo ácido do estômago (tratamento da esofagite de refluxo erosiva e

controlo a longo prazo para prevenção de recidivas após esofagite curada).

Os sintomas desta doença são azia e regurgitação, provocados pelo refluxo do conteúdo

ácido do estômago (tratamento sintomático da doença de refluxo gastro-esofágico).

- Úlceras - cicatrização e prevenção de úlceras causadas por medicamentos utilizados

para tratar a dor ou a inflamação (cicatrização de úlceras gástricas associadas à toma de

medicamentos

anti-inflamatórios

não-esteróides

prevenção

úlceras

gástricas

duodenais associadas à toma de medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides, nos

doentes em risco).

- Síndrome de Zollinger-Ellison (excesso de ácido no estômago causado pelo crescimento

do pâncreas).

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INFARMED

Siga as recomendações do seu médico. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico se

desejar mais informações ou aconselhamento.

2. ANTES DE TOMAR TRIGAZEL

Não tome Trigazel:

- Se é alérgico (hipersensível) a esomeprazol ou a qualquer outro ingrediente de Trigazel.

- Se é alérgico a quaisquer outros inibidores da bomba de protões.

- Se estiver a tomar medicamentos que contenham atazanavir.

Tome especial cuidado com Trigazel:

Se ocorrer alguma das seguintes situações:

- Se tiver dor ou dificuldade para engolir.

- Se começar a vomitar sangue ou comida.

- Se passou recentemente por alguma perda de peso não intencional.

- Se estiver a tomar outros medicamentos, incluindo aqueles que comprou sem receita

médica.

- Se tem problemas de fígado graves. Deve discutir a situação com o seu médico que

poderá desejar reduzir a dose.

- Se tem problemas de rins graves. Deve discutir a situação com o seu médico.

Tomar Trigazel com outros medicamentos

Diga

médico

estiver

tomar

seguintes

medicamentos

particular:

medicamentos utilizados no tratamento de infecções fúngicas (itraconazol, cetoconazol),

no tratamento da ansiedade (diazepam) e epilepsia (fenitoína), na prevenção da formação

de coágulos sanguíneos (varfarina ou outros derivados cumarínicos) e medicamentos para

acelerar o esvaziamento do estômago (cisapride) e no tratamento do HIV ( atazanavir).

Gravidez e aleitamento

Antes de tomar Trigazel informe o seu médico se estiver grávida ou pensa engravidar. Se

está grávida, apenas deve tomar Trigazel se o seu médico o recomendar.

Antes de tomar Trigazel informe o seu médico se estiver a amamentar. Não deve tomar

Trigazel se está a amamentar, a não ser que o seu médico o recomende.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não é esperado que Trigazel afecte a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Trigazel

Este medicamento contém 1,85 mg de sódio por cada cápsula de 20 mg ou 3,70 mg de

sódio por cada cápsula de 40 mg. Este facto deve ser levado em consideração por doentes

que estejam a fazer uma dieta pobre em sódio.

3. COMO TOMAR TRIGAZEL

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INFARMED

Tome Trigazel sempre de acordo com as instruções do seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O seu médico dir-lhe-á qual o número de

cápsulas que deve tomar e quando o deverá fazer. A dosagem das cápsulas e a duração do

tratamento dependerão do seu estado. As cápsulas devem ser engolidas inteiras com meio

copo de líquido. As cápsulas não devem ser mastigadas nem esmagadas.

Para os doentes com dificuldades de deglutição as cápsulas podem ser abertas e o seu

conteúdo disperso em meio copo de água não gaseificada. Não devem ser utilizados

outros líquidos dado que o revestimento gastrorresistente dos grânulos se pode dissolver.

Agitar e beber o líquido com os grânulos, imediatamente ou nos 30 minutos que se

seguem. Voltar a encher o copo com água até meio e beber. Os grânulos não devem ser

mastigados nem esmagados.

Doença de refluxo gastro-esofágico

Adultos e adolescentes com mais de 12 anos

A dose habitual para tratamento da inflamação e dor no tubo digestivo (esofagite de

refluxo erosiva) é Trigazel 40 mg, uma vez por dia, durante 4 semanas. O período total de

tratamento é geralmente de 4 a 8 semanas, dependendo da gravidade da doença e da

resposta ao tratamento.

Para impedir que a sua doença volte a aparecer, a dose habitual é Trigazel 20 mg, uma

vez por dia.

A dose habitual para o tratamento de sintomas, como por exemplo azia e regurgitação

(tratamento sintomático da doença de refluxo gastro-esofágico), é Trigazel 20 mg, uma

vez por dia. Se os sintomas não desaparecerem após 4 semanas, deverá falar com o seu

médico.

Quando os sintomas tiverem desaparecido, o seu médico poderá aconselhá-lo a tomar

Trigazel 20 mg, uma vez por dia, só quando necessário.

Nos doentes tratados com

AINEs em risco de desenvolverem úlceras gástricas ou

duodenais não é recomendado o controlo subsequente dos sintomas utilizando tratamento

de recurso.

Cicatrização de úlceras gástricas causadas por

medicamentos anti-inflamatórios

não

esteróides

A dose habitual é Trigazel 20 mg, uma vez por dia, durante 4 a 8 semanas.

Prevenção

úlceras

gástricas

duodenais

causadas

medicamentos

anti-

inflamatórios não esteróides, nos doentes em risco

A dose habitual é Trigazel 20 mg, uma vez por dia.

Tratamento do síndrome de Zollinger-Ellison

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29-10-2009

INFARMED

A dose inicial recomendada é Trigazel 40 mg duas vezes por dia. Esta dose deve ser

ajustada

individualmente

tratamento

deve

continuar

enquanto

clinicamente

indicado.

De acordo com os dados clínicos disponíveis pode obter-se um controlo na maioria dos

doentes com doses diárias de esomeprazol entre 80 e 160 mg. Com doses superiores a 80

mg dia, a dose deve ser dividida e administrada duas vezes ao dia.

Crianças com idade inferior a 12 anos

Trigazel não deve ser administrado em crianças com idade inferior a 12 anos.

Idosos

Não é necessário efectuar ajustes posológicos nos idosos.

Doentes com função renal ou hepática alteradas

Não é necessário efectuar ajustes posológicos em doentes com insuficiência renal.

Aconselha-se precaução no tratamento de insuficiência renal grave.

Não é necessário efectuar ajustes posológicos em doentes com insuficiência hepática

ligeira a moderada. Nos doentes com insuficiência hepática grave a dose máxima de 20

mg de Trigazel não deve ser excedida.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Trigazel é demasiado

forte ou demasiado fraco.

Se tomar mais Trigazel do que deveria

Se tomou um número de cápsulas superior ao recomendado, contacte imediatamente o

seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Trigazel

Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Se estiver próximo da

hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu e continue a tomar a

dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se

esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Trigazel pode causar efeitos secundários, no entanto estes

não se manifestam em todas as pessoas. Informe o seu médico se apresentar algum destes

sintomas:

A seguinte convenção de frequências foi utilizada para avaliar os efeitos secundários:

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INFARMED

frequentes

menos de 1 em 10, mas mais do que 1 em 100 pessoas tratadas

pouco

frequentes

menos de 1 em 100, mas mais do que 1 em 1000 pessoas tratadas

raros

menos de 1 em 1000, mas mais do que 1 em 10000 pessoas

tratadas

muito raros

menos de 1 em 10000 pessoas tratadas ou desconhecida

Efeitos secundários frequentes

Dores de cabeça, diarreia, gases, dores abdominais, náuseas / vómitos, prisão de ventre

(obstipação).

Efeitos secundários pouco frequentes

Edema periférico, dificuldades em

adormecer, sensação de formigueiro, sonolência,

vertigem, boca seca, aumento das enzimas do fígado (e que é detectado quando é

efectuado

análise

sangue),

reacções

cutâneas

(dermatite,

prurido,

inchaço,

urticária).

Efeitos secundários raros

Visão desfocada, reacções alérgicas graves (febre, inchaço, reacção/choque anafilático),

dores musculares e nas articulações, alterações no sangue (redução do número das células

sangue,

exemplo

leucopénia

trombocitopénia),

depressão,

agitação

(nervosismo), confusão, níveis baixos de sódio, alterações do paladar, tensão no peito,

inflamação

boca,

infecção

fungos

do tubo

digestivo,

inflamação

fígado

(incluindo icterícia, que pode causar coloração amarela da pele e olhos), queda de cabelo,

sensibilidade à luz solar, mal-estar geral e tendência para aumento da sudação.

Efeitos secundários muito raros

Perturbações cutâneas graves, outras alterações graves

no sangue (agranulocitose e

pancitopénia), agressividade, alucinações, alteração da função do fígado, encefalopatia

(uma doença do cérebro), fraqueza muscular, inflamação dos rins e desenvolvimento das

mamas nos homens.

Informe o seu médico ou farmacêutico se sentir algum destes sintomas ou qualquer

sintoma que não esteja descrito neste folheto.

5. CONSERVAÇÃO DE TRIGAZEL

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar acima de 25 ºC.

Não tome Trigazel após expirar o prazo de validade indicado na embalagem. A data de

validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

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6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Trigazel

substância

activa

esomeprazol.

Cada

cápsula

contém

esomeprazol (sob a forma de magnésio di-hidratado).

Os outros componentes são:

Conteúdo das cápsulas

Grânulos: carragenina, celulose microcristalina, manitol, hidróxido de sódio, bicarbonato

de sódio

Revestimento: Kollicoat IR, hidróxido de sódio, talco, dióxido de titânio (E171), sílica

coloidal hidratada

Revestimento gastrorresistente: copolímero do ácido metacrílico e acrilato de etilo (1:1),

citrato de trietilo, talco, dióxido de titânio (E171)

Cápsulas

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes

Cabeça: gelatina, água purificada, dióxido de titânio (E171), óxido de ferro amarelo

(E172)

Corpo: gelatina, água purificada, dióxido de titânio (E171).

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes

Cabeça: gelatina, água purificada, óxido de ferro vermelho (E172), dióxido de titânio

(E171), óxido de ferro amarelo (E172)

Corpo: gelatina, água purificada, dióxido de titânio (E171).

Tinta de impressão

Óxido de ferro negro (E172), propilenoglicol (E1520).

Qual o aspecto de Trigazel e conteúdo da embalagem

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes

Cápsulas duras de gelatina com corpo branco opaco e a impressão “20”, e com cabeça

amarela opaca e a impressão “ES”, contendo grânulos gastrorresistentes brancos ou quase

brancos.

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes

Cápsulas duras de gelatina com corpo branco opaco e a impressão “40”, e com cabeça

laranja opaca e a impressão “ES”, contendo grânulos gastrorresistentes brancos ou quase

brancos.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Mepha – Investigação, Desenvolvimento e Fabricação Farmacêutica, Lda.

Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2

2740-298 Porto Salvo

Portugal

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Fabricante

Sofarimex, Lda.

Av. das Indústrias, Alto de Colaride, Agualva

2735-213 Cacém

Portugal

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula gastrorresistente contém 20 mg ou 40 mg de esomeprazol (na forma de

magnésio di-hidratado).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes

Cápsulas duras de gelatina com corpo branco opaco e a impressão “20”, e com cabeça

amarela opaca e a impressão “ES”, contendo grânulos gastrorresistentes brancos ou quase

brancos.

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes

Cápsulas duras de gelatina com corpo branco opaco e a impressão “40”, e com cabeça

laranja opaca e a impressão “ES”, contendo grânulos gastrorresistentes brancos ou quase

brancos.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

As cápsulas gastrorresistentes de Trigazel estão indicadas para:

Doença de Refluxo Gastro-esofágico (DRGE)

- tratamento da esofagite de refluxo erosiva;

- controlo a longo prazo de doentes com esofagite já curada, para prevenção de recidivas;

- tratamento sintomático da doença de refluxo gastro-esofágico (DRGE).

Doentes com necessidade de tratamento contínuo com AINEs

Cicatrização de úlceras gástricas associadas à terapêutica com AINEs.

Prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas à terapêutica com AINEs nos

doentes em risco.

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Tratamento do síndrome de Zollinger-Ellison

4.2 Posologia e modo de administração

As cápsulas devem ser engolidas inteiras com líquido. As cápsulas não devem ser

mastigadas nem esmagadas. Para os doentes com dificuldades de deglutição, as cápsulas

podem ser abertas e o seu conteúdo disperso em meio copo de água não gaseificada. Não

devem

ser utilizados outros líquidos dado que o revestimento gastrorresistente dos

grânulos se pode dissolver. Agitar e beber o líquido com os grânulos, imediatamente ou

nos 30 minutos que se seguem. Voltar a encher o copo com água até meio e beber. Os

grânulos não devem ser mastigados nem esmagados.

Adultos e adolescentes com idade superior a 12 anos

Doença de Refluxo Gastro-esofágico (DRGE)

- Tratamento da esofagite de refluxo erosiva:

40 mg, uma vez por dia, durante 4 semanas.

Recomenda-se um tratamento adicional de 4 semanas nos doentes em que não se obteve

cura da esofagite ou que apresentam sintomas persistentes.

- Controlo a longo prazo de doentes que apresentam cura de esofagite para prevenção de

recidivas:

20 mg, uma vez por dia.

- Tratamento sintomático da doença de refluxo gastro-esofágico (DRGE):

20 mg, uma vez por dia, em doentes sem esofagite. Caso não se obtenha controlo da

sintomatologia após 4 semanas, o doente deve ser submetido a investigação adicional.

Após resolução da sintomatologia, pode obter-se o controlo subsequente dos sintomas

utilizando 20 mg, uma vez por dia. Em adultos, poderá ser utilizado um regime de

recurso (on demand) de 20 mg, uma vez por dia, quando necessário. Nos doentes tratados

AINEs

risco

desenvolverem

úlceras

gástricas

duodenais,

não

recomendado o controlo subsequente dos sintomas utilizando tratamento de recurso.

Adultos

Doentes com necessidade de tratamento contínuo com AINEs

- Cicatrização de úlceras gástricas associadas à terapêutica com AINEs:

A dose usual é de 20 mg, uma vez por dia. A duração do tratamento é de 4-8 semanas.

- Prevenção de úlceras gástricas e duodenais associadas à terapêutica com AINEs, nos

doentes em risco:

20 mg uma vez por dia.

Tratamento do síndrome de Zollinger-Ellison

A dose inicial recomendada de Trigazel é 40 mg duas vezes por dia. Esta dose deve ser

ajustada

individualmente

tratamento

deve

continuar

enquanto

clinicamente

indicado. Com base nos dados clínicos disponíveis, pode obter-se um controlo na maioria

dos doentes, com doses diárias de esomeprazol entre 80 e 160 mg. Com doses superiores

a 80 mg dia, a dose deve ser dividida e administrada duas vezes ao dia.

Crianças com idade inferior a 12 anos

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29-10-2009

INFARMED

Trigazel não deve ser utilizado em crianças com idade inferior a 12 anos, uma vez que

não existem dados disponíveis.

Insuficiência renal

Não é necessário efectuar ajustes posológicos em doentes com insuficiência renal. Dada a

experiência limitada existente em doentes com insuficiência renal grave, é necessário

tratar estes doentes com precaução (Ver Secção 5.2).

Insuficiência hepática

Não é necessário efectuar ajustes posológicos em doentes com insuficiência hepática

ligeira a moderada. Nos doentes com insuficiência hepática grave a dose máxima de 20

mg de Trigazel não deve ser excedida (Ver Secção 5.2).

Idosos

Não é necessário efectuar ajustes posológicos no idoso.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade conhecida ao esomeprazol, benzimidazoles substituídos ou quaisquer

outros componentes da formulação.

Tal como outros inibidores da bomba de protões, esomeprazol não deve ser administrado

com atazanavir (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Na presença de qualquer sintoma de alarme (por exemplo perda de peso significativa e

não intencional, vómitos recorrentes, disfagia, hematemese ou melenas) e em caso de

úlcera

gástrica

suspeita

confirmada,

deve

excluir-se

presença

neoplasias

malignas, uma vez que o tratamento com Trigazel pode aliviar os sintomas e retardar o

diagnóstico.

Os doentes submetidos a um tratamento prolongado (em particular os medicados durante

mais de um ano) devem ser mantidos sob vigilância regular.

Os doentes submetidos a um tratamento de manutenção deverão ser instruídos para

contactar o médico, no caso, de alteração dos seus sintomas. Quando se prescreve

esomeprazol, como terapêutica de manutenção, deverão ser consideradas as implicações

interacções

medicamentosas

outros

fármacos,

devido

variações

concentrações plasmáticas de esomeprazol (Ver secção 4.5).

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Efeitos de esomeprazol sobre a farmacocinética de outros fármacos

Produtos medicinais com absorção dependente do pH

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

A diminuição da acidez intragástrica registada durante o tratamento com esomeprazol

poderá aumentar ou reduzir a absorção de fármacos se o mecanismo de absorção for

influenciado pela acidez gástrica. À semelhança do que se verifica durante a utilização de

outros inibidores da secreção ácida ou antiácidos, durante o tratamento com esomeprazol

a absorção de cetoconazol e itraconazol pode diminuir.

A administração concomitante de omeprazol (40 mg uma vez por dia) e atazanavir 300

mg/ritonavir 100 mg em voluntários saudáveis resultou numa redução substancial na

exposição ao atazanavir (aproximadamente 75% de redução na AUC, Cmax e Cmin). O

aumento da dose de atazanavir para 400 mg, não compensou o impacto do omeprazol na

exposição

atazanavir.

Assim,

inibidores

bomba

protões,

incluindo

esomeprazol, não devem

administrados concomitantemente com atazanavir (ver

Secção 4.3).

Fármacos metabolizados pela CYP2C19

O esomeprazol inibe a CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol.

Assim, quando o esomeprazol é associado com fármacos metabolizados pela CYP2C19,

como o diazepam, citalopram, imipramina, clomipramina, fenitoína etc., pode verificar-se

um aumento das concentrações plasmáticas destes fármacos, requerendo uma redução da

posologia.

Esta

redução

dever

considerada,

especialmente

quando

prescreve

esomeprazol numa terapêutica de recurso. A administração concomitante de 30 mg de

esomeprazol reduziu em 45% a depuração de diazepam, substrato da CYP2C19. A

administração concomitante de 40 mg de esomeprazol induziu um aumento de 13% do

valor

níveis

plasmáticos

fenitoína

doentes

epilépticos.

Recomenda-se

monitorização das concentrações plasmáticas de fenitoína ao instituir ou suspender o

tratamento com esomeprazol. O omeprazol (40 mg uma vez por dia) resultou num

aumento na AUC e Cmax até 15% e 41%, respectivamente, de voriconazole (um

substrato da CYP2C19).

A administração concomitante de 40 mg de esomeprazol em doentes tratados com

varfarina num ensaio clínico mostrou que os tempos de coagulação estavam dentro dos

limites aceitáveis. No entanto, durante o período de comercialização, foram reportados

alguns casos isolados de elevação do INR com significado clínico durante o tratamento

concomitante. Recomenda-se a monitorização rigorosa no início e no final do tratamento

concomitante com varfarina ou outros derivados cumarínicos.

Em voluntários saudáveis, a administração concomitante de 40 mg de esomeprazol

induziu um aumento de 32% da área sob a curva da concentração plasmática vs. tempo

(AUC) e um prolongamento de 31% da semi-vida de eliminação (t½), mas não um

aumento

significativo

pico

níveis

plasmáticos

cisapride.

ligeiro

prolongamento do intervalo QTc, observado após administração de cisapride, não foi

mais prolongado quando foi administrado cisapride em combinação com esomeprazol

(ver também Secção 4.4).

Foi demonstrado que o esomeprazol não exerce efeitos clinicamente relevantes sobre a

farmacocinética da amoxicilina ou quinidina.

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

Os estudos que investigaram a administração concomitante de esomeprazol tanto com

naproxeno

como

rofecoxibe

não

identificaram

interacções

farmacocinéticas

clinicamente relevantes durante estudos a curto prazo.

Efeitos de outros fármacos sobre a farmacocinética de esomeprazol

O esomeprazol é metabolizado pela CYP2C19 e CYP3A4. A administração concomitante

de esomeprazol com um inibidor da CYP3A4, claritromicina (500 mg, 2xdia), resultou

numa duplicação da exposição (AUC) ao esomeprazol. A administração concomitante de

esomeprazol e um inibidor combinado da CYP2C19 e CYP3A4, pode resultar em mais

que uma duplicação da exposição ao esomeprazol. O voriconazole, inibidor da CPY2C19

e CYP3A4, aumentou a AUC1 de omeprazol em 280%. Um ajuste posológico de

esomeprazol não é normalmente necessário em nenhuma destas situações. Contudo,

deverá ser considerado um ajuste posológico em doentes com insuficiência hepática

grave e no caso de tratamento prolongado.

4.6 Gravidez e aleitamento

respeita

Trigazel,

dados

clínicos

sobre

gravidezes

expostas

são

insuficientes. Com a mistura racémica de omeprazol, dados relativos a um número

elevado de gravidezes expostas, provenientes de estudos epidemiológicos, indicam não

existirem quaisquer efeitos fetotóxicos ou de malformação. Os estudos em animais com

esomeprazol não indicam quaisquer efeitos nefastos directos ou indirectos no que respeita

ao desenvolvimento embrionário/fetal. Os estudos em animais com a mistura racémica

não indicam efeitos nefastos, directos ou indirectos, no que respeita a gravidez, parto ou

desenvolvimento

pós-natal.

prescrição

mulheres

grávidas

deverá

feita

cautelosamente.

Desconhece-se se o esomeprazol é excretado no leite materno humano. Não foram

realizados estudos em mulheres lactantes, pelo que Trigazel não deve ser utilizado

durante o período de aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram observados quaisquer efeitos.

4.8 Efeitos indesejáveis

programa

ensaios

clínicos

sobre

esomeprazol

durante

período

comercialização foram identificadas ou existem suspeitas das seguintes reacções adversas

ao fármaco. Foi demonstrado que nenhuma destas reacções depende da dose. As reacções

são classificadas segundo a frequência (frequentes >1/100, <1/10; pouco frequentes

>1/1.000, <1/100; raros >1/10.000, <1/1.000; muito raros <1/10.000).

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: leucopénia, trombocitopénia.

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

Muito raros: agranulocitose, pancitopénia.

Doenças do sistema imunitário

Raros:

reacções

hipersensibilidade,

exemplo,

febre,

angioedema

reacção

anafiláctica /choque.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes: edema periférico.

Raros: hiponatrémia.

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes: insónia.

Raros: agitação, confusão, depressão.

Muito raros: agressividade, alucinações.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes: cefaleias.

Pouco frequentes: tonturas, parestesia, sonolência.

Raros: alterações do paladar.

Afecções oculares

Raros: diplopia

Afecções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: vertigem

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Raros: broncospasmo.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: dor abdominal, obstipação, diarreia, flatulência, náuseas/vómitos.

Pouco frequentes: xerostomia.

Raros: estomatite, candidíase gastrointestinal.

Afecções hepatobiliares

Pouco frequentes: elevação das enzimas hepáticas.

Raros: hepatite com ou sem icterícia.

Muito raros: insuficiência hepática, encefalopatia em doentes com doença hepática pré-

existente.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes: dermatite, prurido, exantema, urticária.

Raros: alopécia, fotosensibilidade.

Muitos raros: eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise tóxica.

Afecções músculo-esqueléticas e dos tecidos conjuntivos

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

Raros: artralgias, mialgias.

Muito raros: fraqueza muscular.

Doenças renais e urinárias

Muito raros: nefrite intersticial.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Muito raros: ginecomastia.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raros: mal-estar geral, aumento da sudação.

4.9 Sobredosagem

Até à data a experiência com sobredosagem intencional é muito limitada. Os sintomas

descritos relacionados com doses de 280 mg foram sintomas gastrointestinais e astenia.

Não se verificaram casos com doses únicas de 80 mg de esomeprazol. Não se conhece

qualquer antídoto específico. O esomeprazol apresenta uma extensa ligação às proteínas

plasmáticas pelo que não é facilmente dialisável. À semelhança do que se verifica em

qualquer caso de sobredosagem, o tratamento deve ser sintomático e devem ser utilizadas

medidas gerais de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Classificação

farmacoterapêutica:

6.2.2.3

Inibidores

bomba

protões

(ATPase

H+/K+)

Código ATC: A02B C05

Esomeprazol é o isómero S de omeprazol, e reduz a secreção ácida gástrica através de um

mecanismo de acção altamente direccionado. É um inibidor específico da bomba de

protões da célula parietal. Os isómeros R e S têm acções farmacodinâmicas semelhantes.

Local e mecanismo de acção

Esomeprazol é uma base fraca, concentrando-se e convertendo-se na sua forma activa no

meio altamente ácido dos canalículos secretores da célula parietal, onde inibe a enzima

H+/K+-ATPase – a bomba de protões gástrica. Inibe a secreção ácida, tanto basal como

estimulada.

Efeito sobre a secreção ácida gástrica

Após administração oral de esomeprazol 20 mg e 40 mg, o início do efeito ocorre no

período de uma hora. Na sequência da administração repetida de esomeprazol 20 mg,

uma vez por dia, durante cinco dias, observou-se uma diminuição de 90% do pico médio

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

do débito ácido após estimulação com pentagastrina nas determinações efectuadas 6-7

horas após a administração, no dia cinco.

Após cinco dias de administração oral de 20 mg e 40 mg de esomeprazol em doentes com

DRGE sintomática, o pH intragástrico manteve-se acima de 4 durante um período médio

de 13 horas e 17 horas, respectivamente, no registo de 24 horas. As percentagens de

doentes em que o pH intragástrico se manteve acima de 4, durante um período mínimo de

8, 12 e 16 horas foram, respectivamente, de 76%, 54% e 24% com esomeprazol 20 mg.

As percentagens correspondentes registadas com esomeprazol 40 mg foram de 97%, 92%

e 56%.

Utilizando

como

parâmetro

substituto

concentração

plasmática,

demonstrada uma relação entre a inibição da secreção ácida e a exposição.

Efeitos terapêuticos sobre a inibição ácida

A cura da esofagite de refluxo com esomeprazol 40 mg ocorre em cerca de 78% dos

doentes após quatro semanas e em 93% após oito semanas.

Outros efeitos relacionados com a inibição ácida

Durante o tratamento com fármacos anti-secretores, observa-se um aumento dos níveis

séricos de gastrina em resposta a uma diminuição da secreção ácida.

Em doentes sujeitos a um tratamento prolongado com esomeprazol, verificou-se um

aumento do número de células ECL, possivelmente relacionado com o aumento dos

níveis séricos de gastrina.

No decurso de um tratamento a longo prazo com fármacos anti-secretores, foi referido

um ligeiro aumento da incidência de quistos glandulares gástricos. Estas alterações são

uma consequência fisiológica da marcada inibição da secreção ácida, são de carácter

benigno e parecem ser reversíveis.

Em dois estudos em que a ranitidina foi o fármaco de referência activo, o esomeprazol

mostrou um efeito melhor na cicatrização de úlceras gástricas em doentes submetidos à

terapêutica com AINEs, incluindo AINEs selectivos para a COX-2.

Em dois estudos utilizando placebo como referência, o esomeprazol mostrou um efeito

melhor

prevenção

úlceras

gástricas

duodenais

doentes

submetidos

terapêutica com AINEs (com idade > 60 anos e/ou com antecedentes de úlceras),

incluindo AINEs selectivos para a COX-2.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção e distribuição

O esomeprazol é ácido-lábil, sendo administrado por via oral sob a forma de grânulos

gastrorresistentes. A conversão in vivo no isómero R é negligenciável. A absorção de

esomeprazol é rápida, sendo os picos dos níveis plasmáticos atingidos cerca de 1-2 horas

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

após a administração. A biodisponibilidade absoluta é de 64% após administração de uma

única dose de 40 mg e aumenta até 89% após administrações repetidas uma vez por dia.

Para 20 mg de esomeprazol os valores correspondentes são, respectivamente, de 50% e

68%.

volume

distribuição

aparente

estado

equilíbrio,

indivíduos

saudáveis, é de aproximadamente 0,22 l/kg de peso corporal. O esomeprazol apresenta

uma ligação às proteínas plasmáticas de 97%.

A ingestão de alimentos retarda e diminui a absorção de esomeprazol, no entanto, estes

efeitos não têm influência significativa no efeito do esomeprazol na acidez intragástrica.

Metabolismo e excreção

O esomeprazol é completamente metabolizado pelo sistema citocromo P450 (CYP). A

maior parte do metabolismo do esomeprazol é dependente da CYP2C19 polimórfica,

responsável pela formação dos metabolitos hidroxi- e desmetil de esomeprazol. A parte

restante depende de outra isoforma específica, a CYP3A4, responsável pela formação da

sulfona de esomeprazol, o principal metabolito no plasma.

Os parâmetros abaixo mencionados reflectem, principalmente, a farmacocinética em

indivíduos com uma enzima CYP2C19 funcional, ou seja, metabolizadores extensos.

A depuração plasmática total é de aproximadamente 17 l/h após uma dose única e de

aproximadamente

após

administrações

repetidas.

semi-vida

eliminação

plasmática é de aproximadamente 1,3 horas após administrações repetidas, uma vez por

dia.

área

curva

concentração

plasmática

tempo

aumenta

administrações repetidas de esomeprazol. Este aumento é dependente da dose mas resulta

numa maior área sob a curva do que a esperada se o aumento fosse apenas proporcional à

dose. Esta dependência do tempo e da dose resulta de uma diminuição do metabolismo de

primeira passagem e depuração sistémica, provavelmente atribuída a uma inibição da

enzima CYP2C19 pelo esomeprazol e/ou o seu metabolito sulfona. O esomeprazol é

completamente eliminado do plasma entre as tomas, não se verificando tendência para

acumulação durante a administração de uma dose diária.

Os principais metabolitos do esomeprazol não exercem qualquer efeito sobre a secreção

ácida gástrica. Quase 80% de uma dose oral de esomeprazol é excretada na urina sob a

forma de metabolitos, sendo os restantes excretados nas fezes. Menos de 1% do fármaco

original é detectado na urina.

Populações de doentes especiais

Cerca de 1-2 % da população não possui uma enzima CYP2C19 funcional, sendo

denominados metabolizadores fracos. Nestes indivíduos, o metabolismo do esomeprazol

provavelmente

catalisado

sobretudo

pela

CYP3A4.

Após

administração

doses

repetidas de 40 mg de esomeprazol, uma vez por dia, a área média sob a curva de

concentração plasmática vs. tempo foi cerca de 100% maior nos fracos metabolizadores

do que em indivíduos com uma enzima CYP2C19 funcional (metabolizadores extensos).

Observou-se

aumento

pico

médio

concentrações

plasmáticas

aproximadamente 60%.

APROVADO EM

29-10-2009

INFARMED

Estes dados não têm implicações na posologia do esomeprazol.

O metabolismo de esomeprazol não é significativamente alterado em indivíduos idosos

(71- 80 anos de idade).

Após uma única dose de 40 mg de esomeprazol a área sob a curva da concentração

plasmática

tempo

aproximadamente

mais

elevada

mulheres

comparação com os homens. Não se verifica qualquer diferença entre ambos os sexos

após administrações repetidas uma vez por dia. Estes dados não têm implicações na

posologia do esomeprazol.

O metabolismo de esomeprazol em doentes com disfunção hepática ligeira a moderada

pode diminuir. A taxa metabólica é reduzida em doentes com disfunção hepática grave,

dando origem a uma duplicação da área sob a curva da concentração plasmática vs.

tempo de esomeprazol. Como tal, não devem ser administradas doses superiores a 20 mg

em doentes com insuficiência grave. O esomeprazol ou os seus principais metabolitos

não apresentam qualquer tendência para acumulação durante a administração uma vez

por dia.

Não foram realizados estudos em doentes com insuficiência renal. Dado que o rim é

responsável pela excreção dos metabolitos do esomeprazol, mas não pela eliminação do

composto original, não é previsível que o metabolismo de esomeprazol sofra qualquer

alteração em doentes com insuficiência renal.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os estudos pré-clínicos não revelaram qualquer perigo específico para o homem, e

acordo com estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e

toxicidade na reprodução.

estudos

carcinogenicidade

realizados

rato

mistura

racémica

demonstraram casos de hiperplasia das células ECL gástricas e carcinóides. Estes efeitos

gástricos observados no rato resultam de uma hipergastrinemia pronunciada e mantida,

secundária a uma diminuição da produção de ácido gástrico, e são observados no rato

após um tratamento a longo prazo com inibidores da secreção ácida gástrica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Conteúdo das cápsulas

Grânulos:

Carragenina

Celulose microcristalina

APROVADO EM

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Manitol

Hidróxido de sódio

Bicarbonato de sódio

Revestimento:

Kollicoat IR

Hidróxido de sódio

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Sílica coloidal hidratada

Revestimento gastrorresistente:

Copolímero do ácido metacrílico e acrilato de etilo (1:1)

Citrato de trietilo

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Cápsulas

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes – cabeça: gelatina, água purificada, dióxido

de titânio (E171), óxido de ferro amarelo (E172); corpo: gelatina, água purificada,

dióxido de titânio (E171).

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes – cabeça: gelatina, água purificada, óxido de

ferro vermelho (E172), dióxido de titânio (E171), óxido de ferro amarelo (E172); corpo:

gelatina, água purificada, dióxido de titânio (E171).

Tinta de impressão

Óxido de ferro negro (E172), propilenoglicol (E1520).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

9 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25 ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente/fecho

Frasco de polietileno de alta densidade com tampa de polipropileno

Trigazel apresenta-se em frascos de 14 e 56 cápsulas gastrorresistentes.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

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6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Mepha – Investigação, Desenvolvimento e Fabricação Farmacêutica, Lda.

Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2

2740-298 Porto Salvo

Portugal

8. NÚMERO (S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Trigazel, 20 mg cápsulas gastrorresistentes

xxxxxxx - 14 cápsulas gastrorresistentes, frasco

xxxxxxx - 56 cápsulas gastrorresistentes, frasco

Trigazel, 40 mg cápsulas gastrorresistentes

xxxxxxx - 14 cápsulas gastrorresistentes, frasco

xxxxxxx - 56 cápsulas gastrorresistentes, frasco

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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