Triatec 2.5 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ramipril
Disponível em:
Sanofi - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C09AA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ramipril
Dosagem:
2.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Ramipril 2.5 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.1 Inibidores da enzima de conversão da angiotensina
Área terapêutica:
ramipril
Resumo do produto:
2310092 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10028910 - 50017020 ; 2309995 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10028910 - 50017047
Status de autorização:
Revogado (05 de Abril de 2018)
Número de autorização:
DE/H/2625/002/MR
Data de autorização:
1995-08-11

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Triatec 2,5 mg comprimidos

Triatec 5 mg comprimidos

Triatec 10 mg comprimidos

Ramipril

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Triatec e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Triatec

3. Como tomar Triatec

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Triatec

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Triatec e para que é utilizado

Triatec contem uma substância ativa chamada ramipril. O ramipril pertence a um grupo

de medicamentos chamado “Inibidores da ECA” (Inibidores da Enzima de Conversão

da Angiotensina).

Triatec atua:

Promovendo a diminuição da produção pelo seu organismo de substâncias que

aumentam a sua pressão arterial

Promovendo o relaxamento e alargamento dos seus vasos sanguíneos

Tornando mais fácil ao seu coração bombear o sangue para todo o corpo

Triatec pode ser utilizado para:

Tratar a pressão arterial alta (hipertensão)

Reduzir o risco de que tenha um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC)

Reduzir o risco ou atrasar o agravamento de problemas renais (quer tenha ou não

diabetes)

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14-12-2016

INFARMED

Para tratar o seu coração quando este não consegue bombear sangue suficiente para o

resto do seu corpo (insuficiência cardíaca)

Tratamento a seguir a ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) quando complicado por

insuficiência cardíaca

2. O que precisa de saber antes de tomar Triatec

Não tome Triatec:

- Se tem alergia ao ramipril, outros medicamentos inibidores da ECA ou a qualquer

outro componente deste medicamento indicados na secção 6.

Os sinais de uma reação alérgica podem incluir erupção na pele, dificuldades em

engolir ou respirar, inchaço dos seus lábios, face, garganta ou língua.

- Se tiver tido alguma vez uma reação alérgica grave chamada de “angioedema”. Os

sinais incluem comichão, erupção na pele com comichão (urticária), marcas vermelhas

nas mãos, pés e garganta, inchaço da língua e garganta, inchaço à volta dos olhos e

lábios, dificuldade em respirar e engolir

- Se estiver a fazer diálise ou outro tipo de filtração sanguínea. Dependendo da máquina

que está a ser utilizada Triatec pode não ser adequado para si

- Se tiver problemas de rins na zona em que o aporte de sangue ao seu rim está reduzido

(estenose da artéria renal)

- Durante os últimos 6 meses de gravidez (ver secção “Gravidez e aleitamento”)

- Se a sua pressão arterial for anormalmente baixa ou instável. O seu médico terá de

fazer esta avaliação.

- Se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um medicamento

que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial

Não tome Triatec se alguma das situações acima mencionadas lhe é aplicável. Caso não

tenha a certeza, consulte o seu médico antes de tomar Triatec.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Triatec:

- Se tem problemas de coração, fígado ou rim

- Se perdeu uma quantidade elevada de sais ou de líquidos do seu organismo (caso se

tenha sentido enjoado (com vómitos), com diarreia, tenha transpirado mais do que o

habitual, esteja a fazer uma dieta pobre em sal, a tomar diuréticos (comprimidos ou

cápsulas que promovem a eliminação de água) durante um período longo ou caso tenha

feito diálise)

- Se vai fazer tratamento para reduzir a sua alergia às picadas de vespas ou abelhas

(dessensibilização)

- Se lhe vão dar algum tipo de anestésico. Pode ser-lhe administrado antes de uma

operação ou de qualquer tipo de intervenção feita no dentista. Pode necessitar de

interromper o seu tratamento com Triatec um dia antes; aconselhe-se com o seu médico

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14-12-2016

INFARMED

- Se tiver quantidades elevadas de potássio no seu sangue (demonstrado nos resultados

das análises ao sangue)

- Se estiver a tomar medicamentos ou tem condições que possam levar à diminuição dos

níveis de sódio no sangue. O seu médico poderá realizar exames de sangue regulares,

para a verificação dos níveis de sódio no sangue, especialmente se for idoso.

- Se estiver a tomar medicamentos denominados inibidores mTOR (por ex.

temsirolimus, everolimus, sirolimus) ou vildagliptina ou racecadotril, pois podem

aumentar o risco de angioedema, uma reacção alérgica grave

- Se tiver uma doença do colagénio vascular como por exemplo esclerodermia ou lúpus

eritematoso sistémico

- Tem de informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. A

administração de Triatec durante os primeiros 3 meses de gravidez não é recomendavel

e pode causar dados graves ao seu bebé depois dos 3 meses de gravidez (ver a secção

“Gravidez e aleitamento”).

- Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) (também conhecidos como

sartans - por exemplo valsartan, telmisartan, irbesartan), em particular se tiver

problemas nos rins relacionados com diabetes

- aliscireno

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

electrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título "Não tome Triatec".

Crianças e adolescentes

Triatec não é recomendado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

porque a segurança e eficácia do Triatec nas crianças ainda não foram estabelecidas.

Se alguma das situações mencionadas acima lhe é aplicável (ou caso tenha dúvidas se

lhe é ou não aplicável), fale com o seu médico antes de começar a tomar Triatec.

Outros medicamentos e Triatec

Informe por favor o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto deve-se ao facto de o Triatec

poder afetar a forma como alguns dos outros medicamentos funcionam. Da mesma

forma, alguns medicamentos podem afetar a forma como Triatec funciona.

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos medicamentos listados a seguir.

Eles podem fazer com que o Triatec não atue tão bem:

Medicamentos utilizados para aliviar a dor e a inflamação (ex. Medicamentos

Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) como o ibuprofeno ou a indometacina e a

aspirina)

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14-12-2016

INFARMED

Medicamentos utilizados para o tratamento da pressão arterial baixa, choque,

insuficiência cardíaca, asma ou alergias como por exemplo a efedrina, a noradrenalina

ou a adrenalina. O seu médico vai precisar de verificar a sua pressão arterial.

Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos listados a

seguir. Estes medicamentos podem aumentar as probabilidades de ter efeitos

secundários se os tomar conjuntamente com Triatec:

Medicamentos utilizados para aliviar a dor e a inflamação (ex. Medicamentos

Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) como o ibuprofeno ou a indometacina e a

aspirina)

Medicamentos para o cancro (quimioterapia)

Medicamentos, como por exemplo a ciclosporina, que impedem a rejeição de órgãos

após um transplante

Diuréticos (comprimidos ou cápsulas que promovem a eliminação de água) como por

exemplo a furosemida

Medicamentos que podem aumentar a quantidade de potássio no seu sangue, como

por exemplo a espironolactona, triamtereno, amilorida, sais de potássio, trimetoprim

sozinho ou em combinação com sulfametoxazol (para infeções) e heparina (para tornar

o sangue mais fluido)

Medicamentos esteróides como a prednisolona utilizados para tratar a inflamação

Alopurinol (utilizado para baixar o ácido úrico presente no seu sangue)

Procainamida (para problemas do ritmo cardíaco)

Temsirolimus (para o cancro)

Sirolimus, everolimus (para a prevenção da rejeição de um enxerto)

Vildagliptina (usada para o tratamento da diabetes tipo 2)

Racecadotril (usado contra a diarreia)

O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções se está

a tomar um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) ou aliscireno (ver

também informação sob os títulos "Não tome Triatec" e "Advertências e precauções".

Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos listados a

seguir. Estes medicamentos podem ser afetados pelo Triatec:

Medicamentos para a diabetes, como por exemplo os medicamentos orais que baixam

os níveis de glucose e a insulina. Triatec pode diminuir a quantidade de açúcar no seu

sangue. Verifique cuidadosamente a sua quantidade de açúcar no sangue enquanto

estiver a tomar Triatec

Lítio (para problemas de saúde mental). Triatec pode aumentar a quantidade de lítio

no seu sangue. Vai ser necessário que o médico verifique cuidadosamente a quantidade

de lítio presente no seu sangue

Se alguma das situações acima descritas lhe é aplicável (ou caso tenha dúvidas se lhe é

ou não aplicável), fale com o seu médico antes de começar a tomar Triatec.

Triatec com alimentos e álcool

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Tomar álcool com Triatec pode fazer com que se sinta tonto ou com cabeça leve. Se

estiver preocupado sobre que quantidade de álcool pode beber enquanto estiver a tomar

Triatec, aborde este assunto com o seu médico, dado que os medicamentos utilizados

para diminuir a pressão arterial e o álcool podem ter efeitos aditivos.

Triatec pode ser tomado com ou sem comida.

Gravidez e amamentação

Gravidez:

Tem de informar o seu médico se pensa estar (ou pode vir a estar) grávida.

Não deve tomar Triatec nas 12 primeiras semanas de gravidez e não deve de todo tomar

Triatec após a 13ª semana uma vez que a sua utilização durante a gravidez pode ser

prejudicial para o bebé. Diga imediatamente ao seu médico no caso de ficar grávida

enquanto está a tomar Triatec. A mudança para um tratamento alternativo conveniente

deve ser efectuada antes de uma gravidez planeada.

Amamentação:

Não deve tomar Triatec enquanto está a amamentar.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Enquanto estiver a tomar Triatec pode sentir tonturas. É mais provável que tal ocorra no

início do tratamento com Triatec ou quando começa a tomar uma dose mais elevada. Se

isto acontecer não utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

3. Como tomar Triatec

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Que quantidade tomar

Tratamento da pressão arterial elevada

A dose inicial habitual é de 1,25 mg ou 2,5 mg uma vez por dia

O seu médico ajustará a quantidade que vai tomar até a sua pressão arterial estar

controlada.

A dose máxima é de 10 mg uma vez por dia

Se já está a tomar diuréticos (comprimidos ou cápsulas que promovem a eliminação

de água), o seu médico pode interromper ou reduzir a quantidade de diurético que está a

tomar antes de iniciar o tratamento com Triatec

Reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou AVC

A dose inicial habitual é de 2,5 mg uma vez por dia

O seu médico pode depois decidir aumentar a dose que vai tomar

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14-12-2016

INFARMED

A dose habitual é de 10 mg uma vez por dia

Tratamento para reduzir ou atrasar o agravamento de problemas renais

Pode começar com uma dose de 1,25 mg ou 2,5 mg uma vez por dia

O seu médico ajustará a dose que está a tomar

A dose habitual é de 5 mg ou 10 mg uma vez por dia

Tratamento da insuficiência cardíaca

A dose inicial habitual é de 1,25 mg uma vez por dia

O seu médico ajustará a dose que está a tomar

A dose máxima é de 10 mg por dia. São preferíveis duas administrações por dia

Tratamento após ter sofrido um ataque cardíaco

A dose inicial habitual é de 1,25mg uma vez por dia até 2,5mg duas vezes por dia

O seu médico ajustará a dose que está a tomar

A dose habitual é de 10 mg por dia. São preferíveis duas administrações por dia

Idosos

O seu médico reduzirá a dose inicial e procederá a um ajuste mais lento do seu

tratamento.

Tomar este medicamento

Tome este medicamento pela boca, todos os dias à mesma hora

Engula os comprimidos inteiros com líquido.

Não esmague nem mastigue os comprimidos.

Se tomar mais Triatec do que deveria

Contacte imediatamente o seu médico, ou o serviço de urgência hospitalar que se

encontre mais perto. Não conduza até ao hospital, procure alguém para o levar ou então

chame uma ambulância. Leve a embalagem do medicamento consigo. Desta forma o

médico fica a saber o que tomou.

Caso se tenha esquecido de tomar Triatec

Caso se esqueça de tomar uma dose, tome a sua dose normal na vez seguinte que

estava prevista.

Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de

tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Tal como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

Pare de tomar Triatec e consulte o seu médico imediatamente, se detetar qualquer um

dos seguintes efeitos secundários graves – pode necessitar de tratamento médico

urgente:

Inchaço da face, lábios ou garganta dificultando a respiração e o engolir, bem como

comichão e erupção na pele. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica grave ao

Triatec

Reações na pele graves incluindo erupções na pele, úlceras na sua boca, agravamento

de uma doença de pele pré-existente, vermelhidão, bolhas ou descamação da pele (tal

como Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica ou eritema

multiforme).

Informe imediatamente o seu médico se sentir:

Um batimento cardíaco mais acelerado, descompassado ou com esforço (palpitações),

dor no peito, aperto no seu peito ou problemas mais graves incluindo ataque cardíaco e

Falta de ar ou tosse. Estes podem ser sinais de problemas nos pulmões.

Maior facilidade em fazer nódoas negras, sangramento durante mais tempo do que o

normal, qualquer sinal de sangramento (ex. sangramento das gengivas), manchas

púrpuras, manchas de pele ou maior facilidade do que o habitual em contrair infeções,

dor de garganta e febre, cansaço, desmaio, tonturas ou pele pálida. Estes podem ser

sinais de problemas ao nível do sangue ou da medula óssea.

Dor de estômago grave que pode irradiar para as suas costas. Este pode ser sinal de

uma pancreatite (inflamação do pâncreas)

Febre, arrepios, cansaço, perda de apetite, dor de estômago, mal estar, amarelecimento

da sua pele ou dos seus olhos (icterícia). Estes podem ser sinais de problemas no fígado

como por exemplo hepatite (inflamação do fígado) ou de lesão no fígado.

Outros efeitos secundários incluem:

Informe o seu médico se algum dos seguintes efeitos secundários se agravar ou durar

mais do que alguns dias.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)

Dor de cabeça ou sensação de cansaço

Sentir tonturas. É mais provável que tal ocorra quando inicia o tratamento com Triatec

ou quando começa a tomar uma dose mais elevada

Desmaio, hipotensão (pressão arterial anormalmente baixa), especialmente quando se

levanta ou senta de forma rápida

Tosse seca irritativa, inflamação dos seios perinasais (sinusite) ou bronquite, falta de

Dor de estômago ou intestino, diarreia, indigestão, sentir-se ou estar mal

Erupção na pele com ou sem altos na área afetada

Dor no peito

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14-12-2016

INFARMED

Dor ou cãibras nos músculos

Análises ao sangue que apresentem mais potássio que o normal

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)

Problemas de equilíbrio (vertigem)

Comichão e sensações pouco frequentes na pele como dormência, picadas,

repuxamento, sensação de queimaduras ou arrepios (parestesias)

Perda ou alteração do/no sabor das coisas

Problemas de sono

Sensação de depressão, ansiedade, mais nervosismo ou agitação do que o habitual

Nariz entupido, dificuldade em respirar ou agravamento da asma

Sensação de inchaço intestinal chamado “angioedema intestinal” que se apresenta com

sintomas tais como dor abdominal, vómitos e diarreia

Azia, prisão de ventre ou boca seca

Urinar mais do que o habitual durante o dia

Transpirar mais do que o habitual

Perda ou diminuição do apetite (anorexia)

Batimento cardíaco aumentado ou irregular

Inchaço dos braços e pernas. Este pode ser um sinal de que o seu organismo está a

reter mais água do que o habitual

Vermelhidão

Visão turva

Dor nas suas articulações

Febre

Incapacidade sexual nos homens, redução do desejo sexual nos homens e mulheres

Análises sanguíneas que apresentam aumento do número de um tipo de glóbulos

brancos (eosinofilia)

Análises sanguíneas que apresentam alterações no funcionamento do seu fígado,

pâncreas ou rins

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)

Sensação de tremor ou confusão

Língua vermelha e inchada

Flacidez ou descamação grave da pele, comichão, erupção granulosa

Problemas nas unhas (por exemplo queda ou separação de uma unha do seu leito)

Erupções na pele ou nódoas negras

Manchas na sua pele e extremidades frias

Olhos vermelhos ou com comichão, inchados e lacrimejantes

Alteração da audição e sensação de zumbido nos ouvidos

Sensação de fraqueza

Análises ao sangue que apresentem uma redução do número de glóbulos vermelhos,

glóbulos brancos ou plaquetas ou da quantidade de hemoglobina

Muito Raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)

Maior sensibilidade ao sol do que o habitual

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Outros efeitos secundários comunicados:

Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se agravar ou durar mais do

que alguns dias.

Dificuldades de concentração

Boca inchada

Análises ao sangue apresentando muito poucas células sanguíneas no seu sangue

Análises ao sangue apresentando menos sódio do que habitual no seu sangue

Urina concentrada (de cor escura), sentir vómitos ou vomitar, ter cãibras musculares,

confusão e convulsões devido a secreção inadequada de ADH (hormona antidiurética).

Se apresentar estes sintomas, contacte o seu médico o mais rapidamente possível

Mudança de cor dos dedos das mãos e dos pés quando estão frios e depois sensação de

picadas e dor quando você aquece (fenómeno de Raynaud)

Aumento do tamanho da mama nos homens

Dificuldade em reagir ou reações mais lentas

Sensação de ardor

Alteração no cheiro das coisas

Perda de cabelo

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também

poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos

contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Triatec

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não são necessárias precauções especiais de conservação.

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Triatec

A substância ativa é o ramipril.

Comprimidos a 2,5 mg: Cada comprimido contém 2,5 mg de ramipril.

Comprimidos a 5 mg: Cada comprimido contém 5 mg de ramipril.

Comprimidos a 10 mg: Cada comprimido contém 10 mg de ramipril.

Os outros componentes dos comprimidos são

Comprimidos a 2,5 mg

Hipromelose,

Amido de milho pré-gelificado

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

Óxido de ferro amarelo (E172)

Comprimidos a 5 mg

Hipromelose

Amido de milho pré-gelificado,

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

Óxido de ferro vermelho (E172)

Comprimidos a 10 mg

Hipromelose

Amido de milho pré-gelificado

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

Qual o aspeto de Triatec e conteúdo da embalagem

Comprimidos a 2,5 mg

Comprimido amarelo a amarelado, oblongo, de 8 x 4 mm com linha de quebra, com

gravação 2.5 e logotipo da empresa numa das faces e gravação HMR e 2.5 na outra

face. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Comprimidos a 5 mg

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Comprimido vermelho pálido, oblongo, de 8 x 4 mm com linha de quebra, com

gravação 5 e logotipo da empresa numa das faces e gravação HMP e 5 na outra face. O

comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Comprimidos de 10 mg

Comprimidos brancos ou quase brancos, oblongos, de 7 x 4,5 mm com linha de quebra,

e gravação HMO / HMO. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Triatec 2,5 mg comprimidos - embalagens de 7, 10, 14, 15, 18, 20, 28, 30, 45, 50, 60,

90, 98, 99, 100, 300, 320, 500 comprimidos em blister de PVC/Alumínio e em

embalagens de 500 comprimidos em frasco castanho de vidro com tampa.

Triatec 5 mg comprimidos - embalagem de 10, 14, 15, 18, 20, 21, 28, 30, 45, 50, 56, 90,

98, 99, 100, 300, 320, 500 comprimidos em blister de PVC/Alumínio e em embalagens

de 500 comprimidos em frasco castanho de vidro com tampa.

Triatec 10 mg comprimidos - embalagens de 7, 10, 14, 15, 18, 20, 28, 30, 45, 50, 56,

90, 98, 99, 100, 300, 320, 500 comprimidos em blister de PVC/Alumínio e frasco de

vidro âmbar com tampa e em embalagens de 28, 56 e 500 comprimidos em frasco

castanho de vidro com tampa.

Embalagens de titulação:

14 comprimidos de 2,5 mg, 14 comprimidos de 5 mg, 2 comprimidos de 10 mg em

blister

14 comprimidos de 2,5 mg, 14 comprimidos de 5 mg, 7 comprimidos de 10 mg em

blister

7 comprimidos de 2,5 mg, 21 comprimidos de 5 mg, 7 comprimidos de 10 mg em

blister

Algumas das apresentações podem não ser comercializadas.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

SANOFI - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Empreendimento Lagoas Park

Edifício 7 - 3º piso

2740-244 Porto Salvo

Fabricantes

Comprimidos de 2,5 mg e de 5 mg e 10 mg

Delpharm Dijon (Fab. Quétigny)

6, Boulevard de l'Europe Quétigny

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Comprimidos de 10 mg

Sanofi Aventis Deutschland GmbH

Brüningstrasse, 50 - Industriepark Höchst Frankfurt am Main

Comprimidos de 2,5 mg e de 5 mg e 10 mg

Sanofi S.P.A. (Fab. Scoppito)

Strada Statale 17, Km 22 Scoppito - L'Aquila

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria:

Tritace 1.25 mg Tabletten, Tritace 2.5 mg Tabletten, Tritace 5 mg Tabletten, Tritace 10

mg Tabletten

Bélgica:

Tritace 1.25 mg/tabletten/comprimés/Tabletten, Tritace 2.5

mg/tabletten/comprimés/Tabletten, Tritace 5 mg/tabletten/comprimés/Tabletten,Tritace

10 mg/tabletten/comprimés/Tabletten,

Bulgária:

Tritace 2.5 mg

таблетки

,, Tritace 5 mg

таблетки

, Tritace 10 mg

таблетки

Chipre:

Triatec 2.5 mg

δισκία

, Triatec 5 mg

δισκία

, Triatec 10 mg

δισκία

República Checa

Tritace 1.25 mg tablety, Tritace 2.5 mg tablety, Tritace 5 mg tablety, Tritace 10 mg

tablety

Dinamarca:

Triatec 1.25 mg tabletter, Triatec 2.5 mg tabletter, Triatec 5 mg tabletter

Estónia:

Cardace 2.5 mg tabletid, Cardace 5 mg tabletid, Cardace 10 mg tabletid,

Finlândia:

Cardace 2.5mg tabletit, Cardace 5mg tabletit, Cardace 10 mg tabletit

França:

Triatec 1.25 mg comprimés, Triatec 2.5 mg comprimés sécable, Triatec 5 mg

comprimés sécable, Triatec 10 mg comprimés sécable,

Ramipril Zentiva 2.5 mg comprimés sécables, Ramipril Zentiva 5 mg comprimés

sécables, Ramipril Zentiva 10 mg comprimés sécables

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Alemanha:

Delix 2.5 mg Tabletten, Delix 5 mg Tabletten, Delix Protect 10 mg Tabletten

Delix Protect Startset

Ramilich 2.5 mg Tabletten, Ramilich 5 mg Tabletten, Ramilich 10 mg Tabletten

Delix 1.25 mg Tabletten

Hungria:

Tritace Mite 1.25 mg tabletta

Tritace 2.5 mg tabletta, Tritace 5 mg tabletta, Tritace 10 mg tabletta,

Ramipril-Zentiva 2.5 mg tabletta

Ramipril-Zentiva 5 mg tabletta

Ramipril-Zentiva 10 mg tabletta

Irlanda:

Tritace 1.25 mg tabs, Tritace 2.5 mg tabs, Tritace 5 mg tabs, Tritace 10 mg tabs

Itália:

Triatec 1.25 mg compresse, Triatec 2.5 mg compresse, Triatec 5 mg compresse, Triatec

10 mg compresse

Ramipril Zentiva 2.5 mg compresse, Ramipril Zentiva 5 mg compresse, Ramipril

Zentiva 10 mg compresse,

Letónia:

Cardace 2.5 mg tabletes, Cardace 5 mg tabletes, cardace 10 mg tabletes

Lituânia.

Cardace 2.5 mg tabletes, Cardace 5 mg tabletes, cardace 10 mg tabletes

Luxemburgo:

Tritace 1.25 mg tabletten/comprimés/Tabletten, Tritace 2.5 mg

tabletten/comprimés/Tabletten, Tritace 5 mg tabletten/comprimés/Tabletten, Tritace 10

mg tabletten/comprimés/Tabletten

Noruega:

Triatec 2.5 mg tabletter, Triatec 5 mg tabletter, Triatec 10 mg tabletter,

Polónia:

Tritace 2.5 mg tabletki, Tritace 5 mg tabletki, Tritace 10 mg tabletki

Portugal:

Triatec 2.5 mg comprimidos, Triatec 5 mg comprimidos, Triatec 10 mg comprimidos

Roménia:

Tritace 2.5 mg comprimate, Tritace 5 mg comprimate, Tritace 10 mg comprimate

Zenra 2.5 mg comprimate, Zenra 5 mg comprimate, Zenra 10 mg comprimate

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

República Eslovaca:

Tritace 1.25 mg tablety, Tritace 2.5 mg tablety, Tritace 5 mg tablety, Tritace 10 mg

tablety

Eslovénia:

Tritace 1.25 mg tablete, Tritace 2.5 mg tablete, Tritace 5 mg tablete, Tritace 10 mg

tablete

Espanha :

Acovil 2.5 mg comprimidos, Acovil 5 mg comprimidos, Acovil 10 mg comprimidos,

Suécia:

Triatec 1.25 mg tabletter, Triatec 2.5 mg tabletter, Triatec 5 mg tabletter, Triatec 10 mg

tabletter

Reino Unido:

Tritace 1.25 mg tablets, Tritace 2.5 mg tablets, Tritace 5 mg tablets, Tritace 10 mg

tablets,

Tritace Titration pack tablets

Este folheto foi revisto pela última vez em

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14-12-2016

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Triatec 2,5 mg comprimidos

Triatec 5 mg comprimidos

Triatec 10 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Triatec 2,5 mg comprimidos

Cada comprimido contém: 2,5 mg de ramipril.

Triatec 5 mg comprimidos

Cada comprimido contém: 5 mg de ramipril.

Triatec10 mg comprimidos

Cada comprimido contém: 10 mg de ramipril.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos a 2,5 mg

Comprimido amarelo a amarelado, oblongo, com dimensões de 8 x 4 mm, com linha de

quebra, com gravação 2,5 e logotipo da empresa numa das faces e gravação HMR e 2.5 na

outra face. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Comprimidos a 5 mg

Comprimido vermelho pálido, oblongo, com dimensões de 8 x 4 mm, com linha de quebra,

com gravação 5 e logotipo da empresa numa das faces e gravação HMP e 5 na outra face. O

comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Comprimidos de 10 mg

Comprimidos brancos ou quase brancos, oblongos, com dimensões de 7 x 4,5 mm com linha

de quebra, e gravação HMO / HMO. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

- Tratamento da hipertensão.

- Prevenção cardiovascular: redução da morbilidade e mortalidade cardiovasculares em

doentes com:

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

- doença aterotrombótica cardiovascular clinicamente manifesta (história de doença cardíaca

coronária ou AVC, ou doença vascular periférica) ou

- diabetes associada a pelo menos um fator de risco cardiovascular (ver secção 5.1).

- Tratamento da doença renal:

- Nefropatia glomerular diabética incipiente conforme definido pela presença de

microalbuminuria;

- Nefropatia glomerular diabética clinicamente manifesta definida pela presença de

macroproteinúria em doentes com pelo menos um fator de risco cardiovascular (ver secção

5.1);

- Nefropatia glomerular não diabética clinicamente manifesta, definida pela presença de

macroproteinúria

3 g/dia (ver secção 5.1).

- Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática.

- Prevenção secundária na sequência de enfarte agudo do miocárdio: redução da mortalidade a

partir da fase aguda do enfarte do miocárdio em doentes com sinais clínicos de insuficiência

cardíaca com início há mais de 48 horas após um enfarte agudo do miocárdio.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

A administração de Triatec é recomendada em toma única diária, à mesma hora do dia.

Triatec pode ser tomado antes, com, ou após as refeições, porque a ingestão de alimentos não

altera a sua biodisponibilidade (ver secção 5.2).

Triatec tem de ser engolido com líquido. Não deve ser partido ou mastigado.

Adultos

Doentes tratados com diuréticos

Poderá ocorrer hipotensão na sequência do início da terapêutica com Triatec; esta ocorrência é

mais provável em doentes tratados concomitantemente com diuréticos. Consequentemente

recomenda-se alguma precaução uma vez que estes doentes podem ter depleção de volume

e/ou sal. Se possível, o diurético deve ser interrompido 2 a 3 dias antes do início da terapia

com Triatec (ver secção 4.4).

Em doentes hipertensos nos quais não seja efetuada a interrupção do diurético, a terapêutica

com Triatec deve ser iniciada com uma dose de 1,25 mg. Deve ser efetuada a monitorização

da função renal e do potássio sérico. A dose subsequente de Triatec deve ser ajustada de

acordo com a pressão arterial alvo.

Hipertensão

A dose deve ser individualizada de acordo com o perfil do doente (ver secção 4.4) e o

controlo da pressão arterial.

Triatec pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com outras classes de

medicamentos anti-hipertensores (ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1).

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14-12-2016

INFARMED

Dose inicial

Triatec deve ser iniciado de forma gradual, sendo a dose inicial diária recomendada de 2,5

Após a toma da dose inicial, os doentes com uma forte ativação do sistema

renina-angiotensina-aldosterona poderão sentir uma excessiva e súbita diminuição da pressão

arterial. A dose inicial recomendada neste tipo de doentes é de 1,25 mg, sendo que o início do

tratamento deverá decorrer sob supervisão médica (ver secção 4.4).

Titulação e dose de manutenção

A dose pode ser duplicada a cada duas a quatro semanas de forma a alcançar

progressivamente a pressão arterial alvo; a dose máxima permitida deTriatec é de 10 mg

diários. Geralmente a dose é administrada em toma única diária.

Prevenção cardiovascular

Dose inicial

A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de Triatec em toma única diária.

Titulação e dose de manutenção

Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada

gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose após uma ou duas semanas de tratamento

e – após outras duas a três semanas – incrementar a dose até à dose de manutenção alvo, de 10

mg de Triatec em toma única diária.

Consulte também a secção acima sobre posologia em doentes tratados com diuréticos.

Tratamento da doença renal

Em doentes com diabetes e microalbuminúria:

Dose inicial

A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Triatec em toma única diária.

Titulação e dose de manutenção

Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada

gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose única diária para 2,5 mg após duas

semanas e depois para 5 mg após duas semanas adicionais.

Em doentes com diabetes e pelo menos um fator de risco cardiovascular

Dose inicial

A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de Triatec em toma única diária.

Titulação e dose de manutenção

Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose é aumentada

subsequentemente.

Recomenda-se a duplicação da dose diária para 5 mg de Triatec após uma a duas semanas e

depois para 10 mg de Triatec após duas a três semanas adicionais. A dose diária alvo é de 10

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INFARMED

Em doentes com nefropatia não diabética definida por macroproteinúria

3 g/dia.

Dose inicial

A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Triatec em toma única diária.

Titulação e dose de manutenção

Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada

gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose única diária para 2,5 mg após duas

semanas e depois para 5 mg após duas semanas adicionais.

Insuficiência cardíaca sintomática

Dose inicial

Em doentes estabilizados sob o efeito de terapêutica diurética, a dose inicial recomendada é

de 1,25 mg diários.

Titulação e dose de manutenção

Triatec deve ser titulado pela duplicação da dose a cada uma a duas semanas, até uma dose

diária máxima de 10 mg. É preferível a administração em duas tomas diárias.

Prevenção secundária após enfarte agudo do miocárdio associado a insuficiência cardíaca

Dose inicial

Nas 48 horas subsequentes a um enfarte do miocárdio e num doente clínica e

hemodinamicamente estabilizado, a dose inicial é de 2,5 mg duas vezes por dia durante três

dias. Se a dose inicial de 2,5 mg não for tolerada, deve administrar-se uma dose de 1,25 mg

duas vezes por dia durante dois dias antes de proceder ao aumento da dose para 2,5 mg e 5 mg

duas vezes por dia. Se a dose não poder ser incrementada para 2,5 mg duas vezes por dia o

tratamento deve ser interrompido.

Consulte também a secção acima sobre posologia em doentes tratados com diuréticos.

Titulação e dose de manutenção

A dose diária é subsequentemente aumentada, procedendo-se à duplicação da dose em

intervalos de um a três dias até alcançar a dose de manutenção alvo de 5 mg duas vezes ao

dia. Sempre que possível a dose de manutenção é fracionada em 2 administrações diárias.

Caso a dose não possa ser aumentada para 2,5 mg duas vezes ao dia o tratamento deve ser

interrompido. Ainda não existe experiência suficiente no tratamento de doentes com

insuficiência cardíaca grave (NYHA IV) imediatamente após terem sofrido enfarte do

miocárdio. No caso de a decisão tomada ser a de tratar estes doentes, recomenda-se que a

terapêutica seja iniciada com 1,25 mg uma vez por dia e que seja tomada particular precaução

aquando de qualquer incremento de dose.

Populações especiais

Doentes com compromisso da função renal

A dose diária em doentes com compromisso da função renal deve basear-se na depuração da

creatinina (ver secção 5.2):

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

- se a depuração da creatinina é

60 ml/min, não é necessário proceder ao ajuste da dose

inicial (2,5 mg/dia); a dose máxima diária é de 10 mg;

- se a depuração da creatinina estiver entre 30-60 ml/min, não é necessário ajustar a dose

inicial (2,5 mg/dia); a dose máxima diária é de 5 mg;

- se a depuração da creatinina estiver entre 10-30 ml/min, a dose inicial é de 1,25 mg/dia e a

dose máxima diária é de 5 mg;

- em doentes hipertensos a fazer hemodiálise: o ramipril é ligeiramente dialisável; a dose

inicial é de 1,25 mg/dia e a dose máxima diária é de 5 mg; o medicamento deve ser

administrado algumas horas após se efetuar a hemodiálise.

Doentes com compromisso da função hepática (ver secção 5.2)

Em doentes com compromisso da função hepática, o tratamento com Triatec só pode ser

iniciado sob supervisão médica atenta, sendo a dose máxima diária de 2,5 mg de Triatec

Idosos

As doses iniciais devem ser mais baixas e a subsequente titulação da dose deve ser mais

gradual devido a uma maior probabilidade de ocorrência de efeitos indesejáveis,

especialmente em doentes muito idosos e fragilizados. Deve ponderar-se uma dose inicial

reduzida de 1,25 mg de ramipril.

População pediátrica

A segurança e eficácia de ramipril nas crianças ainda não foram estabelecidas. Os dados

atualmente disponíveis para o Triatec estão descritos nas secções 4.8, 5.1, 5.2 e 5.3 mas não

se podem fazer recomendações específicas para a posologia.

Modo de administração

Via oral.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1 ou a qualquer outro inibidor da ECA (Enzima de Conversão da Angiotensina).

- História de angioedema (hereditária, idiopática ou devido a angioedema prévio com

inibidores da ECA ou ARA).

- Tratamentos extracorporais que promovam o contacto do sangue com superfícies carregadas

negativamente (ver secção 4.5).

- Estenose bilateral significativa da artéria renal ou estenose da artéria renal no caso de um

único rim funcionante.

- Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6).

- O ramipril não pode ser utilizado em doentes com um quadro de estado de instabilidade

hipotensiva ou hemodinâmica.

- O uso concomitante de Triatec com medicamentos contendo aliscireno em doentes com

diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG < 60 ml/min/1,73m^2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Populações especiais

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INFARMED

Gravidez: inibidores da ECA tais como ramipril ou Antagonistas do Recetores da

Angiotensina II (ARA) não devem ser iniciados durante a gravidez. A menos que a terapia

continuada com inibidor da ECA/ARA seja considerada essencial, as doentes que planeiam

engravidar devem ter o seu tratamento alterado para anti-hipertensores alternativos que

possuam um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido. Quando a

gravidez for diagnosticada, o tratamento com inibidores da ECA/ARA deve ser

imediatamente interrompido e, se necessário, iniciada a terapêutica alternativa (ver secções

4.3 e 4.6).

Doentes com maior risco de hipotensão

- Doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente ativado

Os doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente ativado encontram-se

em risco de diminuição aguda e pronunciada da pressão arterial e deterioração da função renal

devido à inibição da ECA, especialmente quando lhes é administrado um inibidor da ECA ou

um diurético concomitantemente pela primeira vez ou é efetuado um primeiro incremento de

dose.

Uma ativação significativa do sistema renina-angiotensina-aldosterona deve ser antecipada,

sendo necessária vigilância médica, incluindo, monitorização da pressão arterial, por exemplo

- doentes com hipertensão grave

- doentes com insuficiência cardíaca congestiva descompensada

- doentes com impedimento do enchimento ou esvaziamento do ventrículo esquerdo

hemodinamicamente relevante (p. ex., estenose da válvula mitral ou aórtica).

- doentes com estenose unilateral da artéria renal com um segundo rim funcional

- doentes com depleção salina ou de fluidos estabelecida ou que a possam vir a

desenvolver (incluindo doentes que tomem diuréticos)

- doentes com cirrose hepática e/ou ascite

- doentes submetidos a uma cirurgia extensa ou durante a anestesia com agentes que

provoquem hipotensão.

Geralmente, é recomendável proceder à correção da desidratação, hipovolémia ou depleção

salina antes de iniciar o tratamento (em doentes com insuficiência cardíaca, contudo, tais

ações corretivas devem ser ponderadas cuidadosamente face ao risco de sobrecarga de

volume).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores

da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia e função renal

diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do SRAA através do uso

combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotansina II ou aliscireno,

é portanto, não recomendado (ver secções 4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só deverá

ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização frequente e

apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser

utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

- Insuficiência cardíaca transitória ou persistente após enfarte do miocárdio (EM).

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14-12-2016

INFARMED

- Doentes com risco de isquemia cardíaca ou cerebral em caso de hipotensão aguda

A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial.

Idosos

Ver secção 4.2.

Cirurgia

Recomenda-se, sempre que possível, que o tratamento com inibidores da enzima de conversão

da angiotensina, como é o caso do ramipril, seja suspenso um dia antes da cirurgia.

Monitorização da função renal

A função renal deve ser avaliada antes e durante o tratamento e a dose ajustada especialmente

durante as semanas iniciais do tratamento. É necessário efetuar uma monitorização

particularmente cuidadosa em doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2).

Existe um risco de compromisso da função renal, particularmente em doentes com

insuficiência cardíaca congestiva ou após um transplante renal.

Angioedema

Foi notificado angioedema em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o ramipril

(ver secção 4.8). Este risco pode ser aumentado em doentes a tomar medicações

concomitantes, como inibidores mTOR (alvo da rapamicina em mamíferos) (por exemplo

temsirolimus, everolimus, sirolimus), vildagliptina ou racecadotril.

Em caso de angioedema o Triatec deve ser interrompido.

A terapia de emergência deve ser instituída de imediato. Os doentes devem ser mantidos em

observação durante pelo menos 12 a 24 horas e ter alta médica após a resolução completa dos

sintomas.

Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o

Triatec (ver secção 4.8). Estes doentes apresentam dor abdominal (com ou sem náuseas ou

vómitos).

Reações anafiláticas durante a dessensibilização

A probabilidade e gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides ao veneno de insetos e

outros alérgenos são incrementadas sob inibição da ECA. Deve considerar-se uma interrupção

temporária do Triatec antes de iniciar o processo de dessensibilização.

Monitorização dos eletrólitos: Hipercaliemia

Foi observada hipercaliemia em alguns doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o

Triatec. Os doentes em risco de desenvolverem hipercaliemia incluem aqueles com

compromisso da função renal, idade (> 70 anos), diabetes mellitus não controlada, ou aqueles

que utilizam sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas

que aumentam a quantidade de potássio no plasma ou situações como a desidratação,

descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica. Se a utilização concomitante dos

agentes acima mencionados for considerada apropriada, recomenda-se a monitorização

regular do potássio sérico (ver secção 4.5).

Monitorização dos eletrólitos: Hiponatremia

A Síndrome da Secreção Inapropriada da Hormona Antidiurética (SSIHA) e subsequente

hiponatremia foram observados em alguns doentes tratados com ramipril. É recomendado que

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14-12-2016

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os níveis séricos de sódio sejam monitorizados regularmente em idosos e em outros doentes

com risco de hiponatremia.

Neutropenia/agranulocitose

Foram muito raramente notificados casos de neutropenia/agranulocitose, bem como de

trombocitopenia, anemia e depressão da medula óssea também foi reportada. Recomenda-se a

monitorização da contagem das células brancas sanguíneas de forma a permitir a deteção de

uma possível leucopenia. É aconselhável uma monitorização mais frequente na fase inicial do

tratamento e em doentes com compromisso da função renal, doentes com doença do colagénio

concomitante (p. ex. lúpus eritematoso ou esclerodermia), e os que estejam a ser tratados com

outros medicamentos que possam causar alterações no quadro sanguíneo (ver secções 4.5 e

4.8).

Diferenças étnicas

Os inibidores da ECA podem causar uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de

raça negra do que aos que não pertencentes a esta raça.

Como quaisquer outros inibidores da ECA, o ramipril pode ser menos eficaz na diminuição da

pressão arterial em indivíduos de raça negra do que em doentes que não pertença a esta raça,

possivelmente devido a uma maior prevalência de hipertensão associada a um nível de renina

baixo na população de hipertensos de raça negra.

Tosse

Foi notificada tosse relacionada com a utilização de inibidores da ECA. Caracteristicamente

esta tosse é não produtiva, persistente e desaparece após a interrupção da terapêutica. A tosse

induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial

da tosse.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio dos sistema renina-

angiotansina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA,

antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior

frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal

diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único

fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1).

Associações contraindicadas

Os tratamentos extracorporais que promovam o contacto do sangue com superfícies

carregadas negativamente, tais como a diálise ou a hemofiltração com certas membranas de

alto débito (ex. membranas de poliacrilnitrilo) e aferese de lipoproteína de baixa densidade

com sulfato de dextrano devido ao aumento do risco de reações anafilactóides graves (ver

secção 4.3). Se este tipo de tratamento for necessário, deve considerar-se a utilização de um

tipo diferente de membrana de diálise ou de uma classe diferente de fármaco anti-hipertensor.

Precauções de utilização

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INFARMED

Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que

aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da Angiotensina II, trimetoprim e

sua combinação com sulfametoxazol em dose fixa, tacrolimus, ciclosporina):

Pode ocorrer hipercaliemia, consequentemente é necessário efetuar uma monitorização

cuidadosa dos níveis de potássio séricos.

Fármcos anti-hipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão

arterial (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool,

baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o

risco de potenciação da hipotensão (ver secção 4.2 referente aos diuréticos).

Simpaticomiméticos vasopressores e outras substâncias (ex. isoproterenol, dobutamina,

dopamina, epinefrina) que possam reduzir o efeito anti-hipertensor do Triatec:

Recomenda-se a monitorização da pressão arterial.

Alopurinol, imunosupressores, corticosteroides, procainamida, citostáticos e outras

substâncias que possam alterar o hemograma: Existe uma maior probabilidade de reações

hematológicas (ver secção 4.4).

Sais de lítio: Os inibidores da ECA podem diminuir a excreção de lítio, tendo como

consequência o aumento da toxicidade do lítio. Os níveis séricos de lítio devem ser

monitorizados.

Fármacos antidiabéticos incluindo insulina: Podem ocorrer reações hipoglicémicas.

Recomenda-se a monitorização dos níveis de glicemia.

Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) e ácido acetilsalicílico: Deve ser antecipada a

redução do efeito anti-hipertensor do Triatec. Para além disso o tratamento concomitante com

um inibidor da ECA e AINEs pode causar um risco aumentado de deterioração da função

renal e um aumento na caliemia.

Inibidores mTOR ou vildagliptina: é possível um risco aumentado de angioedema em doentes

que tomam medicações concomitantes, tais como inibidores mTOR (por ex. temsirolimus,

everolimus, sirolimus) ou vildagliptina. Deve haver precaução na terapêutica inicial (ver

secção 4.4).

Racecadotril: tem sido notificado um aumento pontecial do risco de angioedema para o uso

concomitante de inibidores de ECA e inibidores de NEP tal como o racecadotril (ver secção

4.4).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez:

Não é recomendada a administração de Triatec durante o primeiro trimestre de gravidez (ver

secção 4.4) e está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver

secções 4.3).

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

As evidências epidemiológicas referentes ao risco de teratogenicidade na sequência da

exposição a inibidores da ECA durante o primeiro trimestre da gravidez não foram

conclusivas; no entanto não é de excluir um pequeno aumento deste risco. Caso a terapêutica

continuada com inibidores da ECA sejam considerada essencial, as doentes que planeiam

engravidar devem ter a sua terapêutica alterada para um tratamento anti-hipertensor

alternativo que tenha um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido.

Quando for diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da ECA deve ser

imediatamente interrompido e, caso seja apropriado, iniciada uma terapêutica alternativa.

A exposição a terapêutica com inibidor da ECA/Antagonistas do Recetores da Angiotensina II

(ARA) durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez é uma causa conhecida de

fetotoxicidade humana (diminuição da função renal, oligoidrâmnios, atraso da ossificação do

crânio) e de toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia). (Ver secção

5.3 "Dados de segurança pré-clínica"). Caso a exposição a inibidores da ECA tenha ocorrido a

partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a verificação da função renal e do

crânio por ultrassonografia. Os recém-nascidos cujas mães tenham tomado inibidores da ECA

devem ser observados cuidadosamente para despistar casos de hipotensão, oliguria e

hipercaliemia (ver também secções 4.3 e 4.4).

Amamentação

Uma vez que não existe suficiente informação disponível relativa à utilização de ramipril

durante o aleitamento (ver secção 5.2), a administração de Triatec não é recomendada, sendo

preferível a administração de tratamentos alternativos com um perfil de segurança melhor

estabelecido durante o aleitamento, especialmente, enquanto decorrer a amamentação de um

recém-nascido ou de um lactente prematuro.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Alguns efeitos adversos (por ex. sintomas de diminuição da pressão arterial como as tonturas)

podem diminuir a capacidade de concentração e de reação do doente e, consequentemente,

constituírem um risco nas situações em que estas capacidades são particularmente importantes

(por ex. conduzir ou utilizar máquinas).

Esta situação pode ocorrer especialmente no início do tratamento, ou quando se procede à

alteração a partir de outras preparações.

Durante várias horas após a administração da primeira dose ou dos aumentos subsequentes de

dose não é aconselhável conduzir ou utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

O perfil de segurança do ramipril inclui tosse seca persistente e reações devidas à ocorrência

de hipotensão. As reações adversas graves incluem angioedema, hipercaliemia, compromisso

da função renal ou hepática, pancreatite, reações cutâneas graves e

neutropenia/agranulocitose.

Lista tabelada de reações adversas

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

A frequência das reações adversas é definida utilizando a seguinte convenção:

Muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100 a <1/10); pouco frequentes (>1/1.000 a <1/100);

raros (>1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecidos (não pode ser calculado

a partir dos dados disponíveis).

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada

classe de frequência.

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito

raros

Desconhecidos

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

Eosinofilia

Diminuição

da contagem

de glóbulos

brancos

(incluindo

neutropenia

agranulocito

se),

Diminuição

da contagem

de glóbulos

vermelhos,

diminuição

hemoglobin

Diminuição

da contagem

de plaquetas

Insuficiência da

medula óssea,

pancitopenia,

anemia

hemolítica

Doenças do

sistema

imunitário

Reações

anafiláticas ou

anafilactóides,

aumento do

anticorpo

antinuclear

Doenças

endócrinas

Síndrome da

Secreção

Inapropriada da

Hormona

Antidiurética

(SSIHA)

Doenças do

metabolismo

e nutrição

Aumento da

concentração

de potássio no

sangue

Anorexia,

diminuição do

apetite

Diminuição do

sódio no sangue

Doenças do

foro

psiquiátrico

Humor

depressivo,

nervosismo,

inquietação,

Estado

confusional

Atenção

alterada

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14-12-2016

INFARMED

perturbações do

sono incluindo

sonolência

Doenças do

sistema

nervoso

Cefaleia,

tonturas

Vertigens,

parestesia,

ageusia,

disgeusia

Tremor,

perturbaçõe

s do

equilíbrio

Isquemia

cerebral

incluindo AVC

isquemico e

ataque

isquémico

transitório,

diminuição da

capacidade

psicomotora,

sensação de

queimadura,

parosmia

Afeções

oculares

Alterações da

visão incluindo

visão turva

Conjuntivite

Afeções do

ouvido e do

labirinto

Diminuição

da audição,

acufenos

Cardiopatias

Isquemia do

miocárdio

incluindo angina

de peito ou

enfarte do

miocárdio,

taquicardia,

arritmia,

palpitações,

edema

periférico

Vasculopatias

Hipotensão,

diminuição da

pressão arterial

ortostática,

síncope

Rubor

Estenose

vascular,

hipoperfusã

o, vasculite

Fenómeno de

Raynaud

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Tosse irritativa

não produtiva,

bronquite,

sinusite,

dispneia

Broncospasmo

incluindo

agravamento da

asma, congestão

nasal

Doenças

gastrointestin

Inflamação

gastrointestinal,

alterações

digestivas,

desconforto

abdominal,

Pancreatite

(foram

notificados

muito

excecionalmente

casos de

Glossite

Estomatite

aftosa

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

dispepsia,

diarreia,

náuseas,

vómitos

desfecho fatal

com a utilização

de inibidores da

ECA), aumento

das enzimas

pancreáticas,

angioedema do

intestino

delgado, dor da

região

abdominal

superior

incluindo

gastrite,

obstipação, boca

seca

Afeções

hepatobiliares

Aumento das

enzimas

hepáticas e/ou

aumento da

bilirrubina

conjugada

Icterícia

colestática,

lesões

hepatocelula

Insuficiência

hepática aguda,

hepatite

colestática ou

citolítica (o

desfecho fatal é

muito

excecional)

Afeções dos

tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea, em

particular

maculo-papular

Angioedema:

obstrução das

vias

respiratórias

decorrente de

angioedema,

pode muito

excecionalmente

ter um desfecho

fatal; prurido,

hiperhidrose

Dermatite

exfoliatva,

urticária,

onicólise

Reação de

fotossensib

ilidade

Necrólise

epidérmica

tóxica,

Síndrome de

Stevens-

Johnson,

eritema

multiforme,

psoríase pênfigo

agravada,

dermatite

psoriasiforme,

penfigóide ou

exantema

liquenóide ou

enantema

alopécia

Afeções

musculoesque

léticas e dos

tecidos

conjuntivos

Espasmos

musculares,

mialgia

Artralgia

Doenças

renais e

urinárias

Compromisso

da função renal

incluindo

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

insuficiência,

renal aguda,

aumento do

débito urinário,

agravamento de

uma proteinuria

pré-existente,

aumento da

ureia no sangue,

aumento da

creatinina

sanguínea

Doenças dos

órgãos

genitais e da

mama

Disfunção erétil

temporária,

diminuição da

líbido

Ginecomastia

Perturbações

gerais e

alterações no

local da

administração

Dor torácica,

fadiga

Pirexia

Astenia

População pediátrica

A segurança do ramipril foi monitorizada em 325 crianças e adolescentes com idade entre 2 e

16 anos, durante 2 ensaios clínicos. Enquanto que a natureza e gravidade dos acontecimentos

adversos são semelhantes às dos adultos, a frequência dos seguintes acontecimentos é superior

nas crianças:

Taquicardia, congestão nasal e rinite, “frequentes” (i.e.

1/100 a < 1/10) na população

pediátrica e “pouco frequentes” (i.e.

1/1000 a < 1/100) na população adulta.

Conjuntivite “frequentes” (i.e.

1/100 a < 1/10) na população pediátrica e “raros” (i.e.

1/10000 a < 1/1000) na população adulta.

Tremor e urticária “pouco frequentes” (i.e.

1/1000 a < 1/100) na população pediátrica e

“raros” (i.e.

1/10000 a < 1/1000) na população adulta.

O perfil de segurança geral do ramipril em doentes pediátricos não é significativamente

diferente do perfil de segurança nos adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do

medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de

reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Os sintomas associados à sobredose com inibidores da ECA podem incluir vasodilatação

periférica excessiva (com hipotensão marcada, choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e

insuficiência renal.

Tratamento

O doente deve ser cuidadosamente monitorizado e o tratamento deve ser sintomático e de

suporte. As medidas sugeridas incluem uma desintoxicação primária (lavagem gástrica,

administração de adsorventes) e medidas para restabelecer a estabilidade hemodinâmica,

incluindo a administração de um agonista alfa 1 adrenérgico ou de angiotensina II

(angiotensinamida).

O metabolito ativo do ramipril, o ramiprilato, tem uma taxa baixa de remoção da circulação

sistémica através de hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.1 Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores.

Modificadores do eixo da renina angiotensina. Inibidores da enzima de conversão da

angiotensina, código ATC: C09AA05

Mecanismo de ação

O ramiprilato, o metabolito ativo do pró-fármaco ramipril, inibe a enzima

dipeptidilcarboxipeptidase I (sinónimos: enzima de conversão da angiotensina; quininase II).

Esta enzima cataliza a conversão no plasma e tecidos da angiotensina I na substância

vasoconstritora ativa angiotensina II, bem como a degradação do vasodilatador ativo

bradicinina. A redução da formação da angiotensina II e a inibição da decomposição da

bradicinina provoca vasodilatação.

Como a angiotensina II também estimula a libertação de aldosterona, o ramiprilato origina

uma redução da secreção de aldosterona. A resposta média à monoterapia com inibidores da

ECA foi mais baixa nos doentes hipertensos (Afro-Caribenhos) de raça negra (geralmente

uma população hipertensa com níveis baixos de renina) comparativamente com os doentes

que não são de raça negra.

Efeitos farmacodinâmicos

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Propriedades anti-hipertensoras

A administração de ramipril provoca uma diminuição acentuada da resistência arterial

periférica.

Normalmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal e na taxa de

filtração glomerular. A administração de ramipril a doentes hipertensos provoca uma redução

da pressão arterial quer de pé quer na posição supina, sem aumento compensatório da

frequência cardíaca.

Na maioria dos doentes o efeito anti-hipertensor torna-se evidente 1 a 2 horas após a

administração de uma dose única por via oral. O pico do efeito observa-se 3 a 6 horas após a

ingestão de uma dose única, por via oral, mantendo-se normalmente durante pelo menos 24

horas.

Durante o tratamento continuado com ramipril o efeito anti-hipertensor máximo é atingido

normalmente após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensor se mantém

no tratamento a longo prazo por 2 anos.

Uma interrupção súbita da administração de ramipril não provoca um aumento compensatório

rápido e excessivo na pressão arterial.

Insuficiência cardíaca

Para além da terapêutica convencional com diuréticos e da utilização opcional de glicosideos

cardíacos, o ramipril demonstrou ser eficaz em doentes com pertencentes às classes funcionais

II-IV da classificação da New-York Heart Association. O fármaco demonstrou efeitos

benéficos na hemodinâmica cardíaca (diminuição das pressões de enchimento ventricular

direito e esquerdo, redução da resistência vascular periférica total, aumento do débito cardíaco

e melhoria do índice cardíaco). Reduziu também a ativação neuroendócrina.

Eficácia clínica e segurança

Prevenção cardiovascular/Nefroproteção:

Foi efetuado um estudo preventivo controlado por placebo (o estudo HOPE), no qual o

ramipril foi adicionado à terapêutica padrão em mais de 9.200 doentes. Foram incluídos neste

estudo os doentes com risco aumentado de doença cardiovascular subsequente quer a doença

cardio vascular aterotrombótica (história de doença cardíaca coronária, AVC ou doença

vascular periférica) quer a diabetes mellitus associada a pelo menos um fator de risco

adicional (microalbuminúria documentada, hipertensão, aumento do nível de colesterol total,

nível de colesterol das lipoproteínas de alta densidade ou tabagismo).

O estudo demonstrou que o ramipril diminui de forma estatisticamente significativa a

incidência de enfarte do miocárdio, morte associada a causas cardiovasculares e AVC,

isolados e combinados (acontecimentos primários combinados).

Estudo HOPE: Resultados prinicipais

Ramipril

Placebo

Risco relativo

(intervalo de

confiança 95%)

Valor -p

Todos os

doentes

N= 4.645

N= 4.652

Acontecimentos

primários

combinados

14,0

17,8

0,78 (0,70-0,86)

< 0,001

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Enfarte do

miocárdio

12,3

0,80 (0,70-0,90)

< 0,001

Morte devido a

causas

cardiovasculares

0,74 (0,64-0,87)

< 0,001

0,68 (0,56-0,84)

< 0,001

Objetivos

secundários

Morte associada

a qualquer causa

10,4

12,2

0,84 (0,75-0,95)

0,005

Necessidade de

revascularização

16,0

18,3

0,85 (0,77-0,94)

0,002

Hospitalização

devido a angina

instável

12,1

12,3

0,98 (0,87-1,10)

Hospitalização

devido a

insuficiência

cardíaca

0,88 (0,70-1,10)

0,25

Complicações

associadas a

diabetes

0,84 (0,72-0,98)

0,03

O estudo MICRO-HOPE, um subestudo pré-definido a partir do estudo HOPE, investigou o

efeito da adição de 10 mg de ramipril ao regime médico a decorrer versus o placebo em 3.577

doentes com pelo menos

55 anos de idade (sem limite superior de idade), com uma maioria

sofrendo de diabetes tipo 2 (e pelo menos um outro fator de risco CV), normotensos ou

hipertensos.

A análise primária demonstrou que 117 (6,5%) dos participantes a tomar ramipril e 149

(8,4%) dos participantes a tomar placebo desenvolveram nefropatia declarada, a qual

corresponde a um RRR de 24%; 95% IC [3-40], p=0,027.

O estudo REIN, em ensaio clínico multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação em grupo

paralelo, controlado por placebo, que se destinava a avaliar o efeito do tratamento com

ramipril na taxa de declínio da taxa de função glomerular (TFR) em 352 doentes normotensos

ou hipertensos (com idades entre os 18-70 anos) que sofriam de proteinuria ligeira (i.e. média

de excreção urinária proteica

1 e > 3 g/24 h) ou grave (

3 g/24 h) devido a nefropatia não

diabética crónica. Ambas as populações foram estratificadas prospetivamente.

A análise principal dos casos de doentes com proteinúria mais grave (estrato interrompido

prematuramente devido aos benefícios obtidos no grupo ao qual estava a ser administrado

ramipril) demonstrou que a taxa média de declínio da TFG por mês era inferior com a

utilização de ramipril comparativamente com a utilização de placebo; -0,54 (0,66) vs. -0,88

(1,03) ml/min/mês, p=0,038. A diferença intergrupos foi então de 0,34 [0,03-0,65] por mês, e

cerca de 4 ml/min/ano; 23,1% dos doentes no grupo ao qual era administrado ramipril

alcançou o objetivo combinado secundário correspondente à duplicação dos valores basais

séricos da concentração de creatinina e/ou doença renal em fase terminal (ESRD) (necessária

para dar início a um tratamento de diálise ou a um transplante renal) vs. 45,5% no grupo ao

qual foi administrado o placebo (p=0,02).

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Duplo bloqueio do sitema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET ("ONgoing Telmisartan alone

and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial") e VA NEPHRON-D ("The

Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes")) têm examinado o uso da associação de um

inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II.

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular ou

cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão-

alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e

nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais e/ou

cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de hipercaliemia,

insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com monoterapia. Dadas as suas

propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para

outros indutores da ECA e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem assim, ser

utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE ("Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and renal

Disease Endpoints") foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma

terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da angiotensina

II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença cardiovascular ou

ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado de resultados

adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram ambos numericamente

mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os

acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de interesse (hipercaliemia,

hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Prevenção secundária após enfarte agudo do miocárdio

O estudo AIRE incluiu mais de 2.000 doentes com sinais clínicos transitórios/persistentes de

insuficiência cardíaca após enfarte de miocárdio documentado. O tratamento com ramipril

iniciou-se 3 a 10 dias depois da ocorrência do enfarte agudo do miocárdio. O estudo

demonstrou que após um tempo médio de acompanhamento de 15 meses a mortalidade no

grupo de doentes tratados com ramipril foi de 16,9% e no grupo de doentes tratados com

placebo foi de 22,6 %. Isto traduz-se numa redução da mortalidade absoluta de 5,7% e numa

redução de risco relativo de 27% (IC 95% [11-40%]).

População pediátrica

Num estudo clínico aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo envolvendo 244

doentes pediátricos com hipertensão (73% hipertensão primária), com idade entre 6 e 16 anos,

os doentes receberam a dose baixa, dose média ou dose alta de ramipril para atingirem

concentrações plasmáticas de ramiprilato correspondentes ao limite de doses do adulto de

1,25 mg, 5 mg e 20 mg com base no peso corporal. Ao fim de 4 semanas, o ramipril não foi

eficaz na redução da pressão arterial sistólica mas a dose mais alta reduziu a pressão arterial

diastólica. Quer a dose média quer a dose alta de ramipril apresentaram uma redução

significativa na pressão arterial sistólica e diastólica nas crianças com hipertensão confirmada.

Este efeito não foi observado num estudo de aumento de dose a 4 semanas, aleatorizado, em

dupla ocultação, em 218 doentes pediátricos com idade entre 6 e 16 anos (75% hipertensão

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

primária), em que a pressão arterial quer sistólica quer distólica apresentaram uma ligeira

alteração mas não um retorno estatisticamente significativo à linha de base, nas três doses de

ramipril estudadas [dose baixa (0,625 mg – 2,5 mg), dose média (2,5 mg – 10 mg) ou dose

alta (5 mg – 20 mg)] com base no peso corporal. Na população pediátrica estudada o ramipril

não teve uma resposta de dose linear.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O ramipril é rapidamente absorvido a partir do trato gastrointestinal após administração oral;

as concentrações plasmáticas máximas são atingidas 1 hora após a administração oral. Tendo

como base a recuperação da urina, a extensão da absorção é de pelo menos 56% e não é

influenciada significativamente pela presença de comida no trato gastrointestinal. A

biodisponibilidade do metabolito ativo ramiprilato após a administração oral de 2,5 mg e 5

mg de ramipril é de 45%.

A concentração plasmática máxima do ramiprilato, o único metabolito ativo do ramipril é

atingida 2 a 4 horas após a administração oral de ramipril. As concentrações plasmáticas de

equilíbrio máximas do ramiprilato após uma toma única diária das doses habituais de ramipril

são alcançadas aproximadamente ao quarto dia de tratamento.

Distribuição

A ligação do ramipril às proteínas séricas é de cerca de 73% e a do ramiprilato é de cerca de

56%.

Biotransformação

O ramipril é metabolizado quase na sua totalidade em ramiprilato, e no seu éster

dicetopiperazina, no seu ácido dicetopiperazina, nos glucuronidos de ramipril e ramiprilato.

Eliminação

A excreção de metabolitos é principalmente efetuada por via renal. As concentrações

plasmáticas do ramiprilato diminuem de forma polifásica. Devido à sua forte ligação saturável

à ECA e à dissociação lenta desta enzima, o ramiprilato apresenta uma fase de eliminação

terminal prolongada em concentrações plasmáticas muito baixas.

Após a administração de múltiplas doses únicas diárias de ramipril, a semivida efetiva das

concentrações de ramiprilato foi de 13-17 horas para as doses de 5-10 mg e apresentou

tempos mais prolongados para as doses mais baixas de 1,25 mg-2,5 mg. Esta diferença está

relacionada com a saturação da capacidade de ligação da enzima ao ramiprilato.

Doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2)

A excreção renal de ramiprilato é reduzida em doentes com insuficiência renal e a excerção

renal do ramiprilato é proporcionalmente relacionada com a excreção da creatinina.

Isto provoca um aumento da concentração plasmática do ramiprilato, que diminui mais

lentamente comparativamente com doentes com uma função renal normal.

Doentes com compromisso de função hepática (ver secção 4.2)

Em doentes com compromisso da função hepática, o metabolismo do ramipril em ramiprilato

foi retardado devido à atividade reduzida das estearases hepáticas, e os níveis plasmáticos de

ramipril nestes doentes estavam aumentados. No entanto, a concentração plasmática máxima

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

do ramiprilato nestes doentes, não é diferente da observada em indivíduos com função

hepática normal.

Aleitamento:

Uma dose única oral de ramipril produz um nível que não é detetável, de ramipril ou do seu

metabolito, no leite materno. No entanto, o efeito de múltiplas doses não é conhecido.

População pediátrica:

O perfil farmacocinético do ramipril foi estudado em 30 doentes pediátricos hipertensos, com

idade entre 2 e 16 anos, com peso > 10 kg. Após doses de 0,05 a 0,2 mg/kg o ramipril foi

rápida e extensamente metabolizado em ramiprilato. As concentrações plasmáticas máximas

de ramiprilato são atingidas no prazo de 2-3 horas. A depuração do ramiprilato está altamente

correlacionada quer com o log do peso corporal (p<0,01) quer com a dose (p<0,001). A

depuração e o volume de distribuição aumentam com o aumento da idade das crianças para

cada grupo de dose. Nas crianças, a dose de 0,05 mg/kg atinge níveis de exposição

comparáveis aos dos adultos tratados com ramipril 5 mg. Nas crianças, a dose de 0,2 mg/kg

origina níveis de exposição superiores à dose máxima recomendada nos adultos de 10 mg por

dia.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A administração oral de ramipril mostrou não causar indicações de toxicidade aguda em

roedores e cães.

Foram efetuados estudos envolvendo a administração oral crónica em ratos, cães e macacos.

Detetaram-se indicações de desvios ao nível dos eletrólitos plasmáticos e do hemograma em 3

espécies.

Observou-se um alargamento pronunciado do sistema justoglomerular em ratos e macacos,

indicadores da atividade farmacodinâmica de ramipril, a partir de doses diárias de 250

mg/kg/d. Os ratos, cães e macacos toleraram doses diárias de 2, 2,5 e 8 mg/kg/d

respetivamente sem efeitos nefastos. Em ratos muito jovens observou-se um dano renal

irreversível após a administração de uma dose única de ramipril.

Os estudos de toxicidade reprodutiva efetuados no rato, coelho e macaco não evidenciaram

qualquer propriedade teratogénica.

Não se observou diminuição da fertilidade tanto nos ratos macho como fêmea.

A administração de ramipril a ratos fêmea durante os períodos fetal e de lactação produziu

danos renais irreversíveis (dilatação da pélvis renal) nas crias quando administrado em doses

iguais ou superiores a 50 mg/kg/peso corporal.

Os testes de mutagenicidade extensos utilizando vários sistemas de teste não forneceram

qualquer indicação de que o ramipril possua propriedades mutagénicas ou genotóxicas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Comprimido 2,5 mg

Hipromelose

Amido de milho pré-gelificado

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

Óxido de ferro amarelo (E172)

Comprimido 5 mg

Hipromelose

Amido de milho pré-gelificado

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

Óxido de ferro vermelho (E172)

Comprimido 10 mg

Hipromelose

Amido de milho pré-gelificado

Celulose microcristalina

Fumarato sódico de estearilo

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/Alumínio

Comprimido a 2,5 mg: embalagens de 7, 10, 14, 15, 18, 20, 28, 30, 45, 50, 60, 90, 98, 99, 100,

300, 320, 500 comprimidos

Comprimido a 5 mg: embalagens de 10, 14, 15, 18, 20, 21, 28, 30, 45, 50, 56, 90, 98, 99, 100,

300, 320, 500 comprimidos

Comprimido a 10 mg: embalagens de 7, 10, 14, 15, 18, 20, 28, 30, 45, 50, 56, 90, 98, 99, 100,

300, 320, 500 comprimidos

Frasco de vidro castanho tipo III (Ph Eur) com tampa de HDPE

Comprimidos a 2,5 mg: 500 comprimidos

Comprimidos a 5 mg: 500 comprimidos

Comprimidos a 10 mg: 28, 56, 500 comprimidos

Embalagem de titulação

14 comprimidos de 2,5 mg, 14 comprimidos de 5 mg, 2 comprimidos de 10 mg em blister

14 comprimidos de 2,5 mg, 14 comprimidos de 5 mg, 7 comprimidos de 10 mg em blister

APROVADO EM

14-12-2016

INFARMED

7 comprimidos de 2,5 mg, 21 comprimidos de 5 mg, 7 comprimidos de 10 mg em blister

6.6 Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sanofi - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Empreendimento Lagoas Park - Edifício 7 - 3º piso

2740-244 Porto Salvo

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2309995 - embalagem de 20 unidades de 2,5 mg comprimidos em blister

Nº de registo: 2310092 - embalagem de 60 unidades de 2,5 mg comprimidos em blister

Nº de registo: 2310191 - embalagem de 30 unidades de 5 mg comprimidos em blister

Nº de registo: 4809380 - embalagem de 28 unidades de 10 mg comprimidos em blister

Nº de registo: 4809588 - embalagem de 28 unidades de 10 mg comprimidos em frasco

Nº de registo: 4809489 - embalagem de 56 unidades de 10 mg comprimidos em blister

Nº de registo: 4809687 - embalagem de 56 unidades de 10 mg comprimidos em frasco

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Triatec 2,5 mg e 5 mg comprimidos:

Data da primeira autorização: 11 de agosto de 1995

Data da última renovação:

Triatec 10 mg comprimidos:

Data da primeira autorização: 30 de setembro de 2003

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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