Tranxene 15 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Clorazepato dipotássico
Disponível em:
Sanofi - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
N05BA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Clorazepate dipotassium
Dosagem:
15 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Clorazepato dipotássico 15 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 40 unidade(s)
Classe:
2.9.1 - Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
N/A
Área terapêutica:
potassium clorazepate
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Curta ou Média Duração
Resumo do produto:
Blister 20 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 4508081 CNPEM: 50079190 CHNM: 10013665 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 60 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5842596 CNPEM: 50079212 CHNM: 10013665 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 40 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 4508180 CNPEM: 50079204 CHNM: 10013665 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
6/104/73
Data de autorização:
1974-03-11

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Tranxene 5 mg cápsulas

Tranxene 10 mg cápsulas

Tranxene 15 mg cápsulas

Clorazepato dipotássico

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial

mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados

neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Tranxene e para que é utilizado

2. Antes de tomar Tranxene

3. Como tomar Tranxene

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Tranxene

6. Outras informações

1. O QUE É TRANXENE E PARA QUE É UTILIZADO

Este medicamento pertence ao Grupo farmacoterapêutico: 2.9.1. -Sistema Nervoso Central. Psicofármacos.

Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.

Indicações terapêuticas:

- Ansiedade

- Prevenção e tratamento do delirium tremens.

- Abstinência alcoólica.

O Tranxene não está indicado para situações que envolvam pânico.

As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave, incapacitante ou o indivíduo está sujeito a

angústia extrema.

2. ANTES DE TOMAR TRANXENE

Não tome Tranxene

- Se tem alergia (hipersensibilidade) às benzodiazepinas ou a qualquer outro componente de Tranxene.

- Insuficiência respiratória grave.

- Insuficiência hepática grave.

- Síndroma de apneia do sono.

- Miastenia gravis.

Crianças

Desaconselhada a utilização no tratamento da ansiedade, prevenção e tratamento

do delirium tremens e abstinência alcoólica na criança.

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

Tome especial cuidado com Tranxene

Tolerância

Pode ocorrer alguma diminuição de eficácia do efeito hipnótico das benzodiazepinas após o uso repetido ao

longo de poucas semanas.

Dependência

O uso de benzodiazepinas pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica destes fármacos.

O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento; é também maior nos doentes com

história de alcoolismo ou de toxicodependência e quando existe associação com outros fármacos:

psicotrópicos, ansiolíticos e hipnóticos.

Quando se desenvolve dependência a interrupção brusca pode ser acompanhada de síndroma de privação.

Isto pode manifestar-se através de cefaleias, mialgias, ansiedade extrema, tensão, inquietação, confusão e

irritabilidade. Em situações graves podem ocorrer os seguintes sintomas: tremores, sensação de irrealidade,

despersonalização, hiperacúsia, torpor e parestesias das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e

ao contacto físico, alucinações ou convulsões.

Pode ser conveniente avisar imediatamente o doente acerca da duração limitada do tratamento - não deve

exceder 4 a 12 semanas - e do modo preciso como o tratamento deve ser progressivamente diminuído

durante alguns dias a algumas semanas.

Insónia rebound e ansiedade: um síndroma transitório no qual os sintomas que levaram ao tratamento com

benzodiazepinas regressam mas de forma intensificada, podendo ocorrer aquando da descontinuação do

medicamento. Este facto pode ser acompanhado de outros sintomas como alterações de humor, ansiedade

ou distúrbios do sono e inquietação. Como o risco do sindroma de abstinência/rebound é maior após a

interrupção brusca do tratamento, é recomendado que a dosagem seja diminuída gradualmente.

Duração do tratamento

A duração do tratamento deve ser a mais curta possível (ver secção 3) dependendo da indicação, mas não

deve exceder as oito a doze semanas para a ansiedade, incluindo o tempo de diminuição gradual da dose. O

prolongamento da terapêutica para além deste período não deverá ocorrer sem que seja feita uma

reavaliação da situação.

Pode ser útil informar o doente ao iniciar o tratamento de que este terá uma duração limitada e explicar

exactamente como é que será feita a diminuição progressiva da dosagem. É também importante que o

doente esteja informado da possibilidade de ocorrer o fenómeno rebound durante a redução progressiva da

dose, e assim minimizar a ansiedade associada a este fenómeno.

Há indicações para as quais, no caso das benzodiazepinas de curta duração de acção, o síndroma de

privação poder manifestar-se durante o intervalo das tomas, especialmente quando a dosagem é alta.

Amnésia

As benzodiazepinas podem induzir amnésia anterógrada, particularmente quando o medicamento é

utilizado ao deitar e quando a duração do sono é curta (despertar cedo provocado por acontecimento

exterior). Isto ocorre mais frequentemente várias horas após a ingestão do fármaco. Para reduzir este risco

os doentes devem assegurar a possibilidade de fazer um sono ininterrupto de sete a oito horas (ver também

secção 4).

Pode ocorrer síndroma de abstinência com uma eventual alteração da terapêutica para benzodiazepinas de

acção de curta duração.

Reacções psiquiátricas e paradoxais

As reacções de inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusão, ataques de raiva, pesadelos,

alucinações, psicoses, comportamento inadequado e outros efeitos adversos comportamentais, estão

associadas ao tratamento com benzodiazepinas. Se isto ocorrer o tratamento deverá ser interrompido.

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12-08-2010

INFARMED

Estas reacções ocorrem mais frequentemente em crianças e idosos.

Grupos de doentes especiais

As benzodiazepinas não devem ser administradas a crianças sem uma avaliação cuidadosa da necessidade

de instituir a terapêutica, a duração do tratamento deve ser a mínima possível. A dosagem nos idosos deve

ser reduzida (ver secção 3). Uma dose mais baixa está também recomendada para os doentes com

insuficiência respiratória crónica devido ao risco de depressão respiratória (a exacerbação da hipoxia,

devido ao efeito sedativo, pode por si mesma causar ansiedade).

As benzodiazepinas não estão indicadas no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave uma

vez que pode desencadear encefalopatia.

As benzodiazepinas ansiolíticas não devem ser utilizadas para tratar estados depressivos e distúrbios

psicóticos (ver “Precauções”).

As benzodiazepinas não estão recomendadas no tratamento de primeira linha da doença psicótica.

As benzodiazepinas não devem ser usadas isoladamente no tratamento da depressão ou da ansiedade

associada à depressão (poderá desencadear o suicídio).

As benzodiazepinas devem ser usadas com extrema precaução em doentes com história de alcoolismo ou

toxicodependência.

-Álcool: não é aconselhável a absorção de bebidas alcóolicas durante toda a duração do tratamento.

Precauções

-Depressão: as benzodiazepinas actuam essencialmente sobre o componente de ansiedade da depressão.

Utilizadas em monoterapia não representam um tratamento da depressão e podem até disfarçar os seus

sinais. (Um estado depressivo pode justificar uma terapia antidepressiva).

-Interrupção do tratamento: a interrupção do tratamento pode conduzir ao desenvolvimento de sintomas de

abstinência. O doente deve ser avisado, sendo aconselhável a interrupção progressiva do tratamento com a

redução da posologia ao longo de algumas semanas, especialmente após terapia prolongada ou se se

suspeitar de dependência do medicamento.

- A associação de diversas benzodiazepinas não tem nenhuma utilidade e pode aumentar a dependência do

medicamento, quer a indicação seja ansiolítica ou hipnótica.

Ao tomar Tranxene com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Ter em atenção: a associação com os depressores do Sistema Nervoso Central. Pode ocorrer uma

intensificação do efeito depressor no caso de uso simultâneo com antipsicóticos (neurolépticos), hipnóticos,

ansiolíticos/sedativos, fármacos anti-depressivos, analgésicos narcóticos, antitússicos contendo derivados

da morfina (incluindo buprenorfina), fármacos anti-epilépticos, anestésicos, anti-histamínicos H1 sedativos,

barbitúricos, clonidina e substâncias relacionadas. O aumento da depressão central pode ter sérias

consequências, especialmente na condução de veículos ou manuseamento de máquinas.

No caso dos analgésicos narcóticos pode ocorrer a intensificação da euforia provocando um aumento da

dependência psíquica.

Sinergia aditiva com sedativos neuromusculares (medicamentos do tipo curare, relaxantes musculares).

O risco de desenvolvimento de síndroma de abstinência é aumentado pela associação com benzodiazepinas

prescritas como ansiolíticos ou hipnóticos.

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12-08-2010

INFARMED

As substâncias que inibem certos enzimas hepáticos (particularmente o citocromo P450) podem intensificar

a actividade das benzodiazepinas. Este efeito também se aplica às benzodiazepinas que são metabolizadas

apenas por conjugação ainda que em menor grau.

- Cisapride

Aumento transitório do efeito sedativo das benzodiazepinas devido a uma velocidade de absorção mais

rápida. A diminuição na vigilância pode tornar perigosa a condução de veículos e o manuseamento de

máquinas.

- Clozapina

O risco de colapso com paragem respiratória e/ou cardíaca é aumentado pela associação de clozapina e

benzodiazepinas.

Ao tomar Tranxene com alimentos e bebidas

Não é recomendada a ingestão concomitante de álcool. O efeito sedativo pode estar aumentado quando é

utilizado em simultâneo com o álcool. Este facto afecta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Gravidez

- Em humanos, o risco teratogénico, se existir, é provável que seja muito ligeiro. A partir de estudos

epidemiológicos foi sugerido um efeito teratogénico, mas não confirmado, para certas benzodiazepinas. Por

conseguinte, parece ser prudente evitar a prescrição destes medicamentos durante os primeiros três meses

de gravidez.

Se o fármaco for prescrito a uma mulher em idade fértil, esta deve ser avisada para contactar o seu médico

no sentido de descontinuar a terapêutica se tiver a intenção de engravidar ou se suspeitar poder estar

grávida.

Se por razões médicas, o fármaco for administrado durante a última fase da gravidez, ou durante o trabalho

de parto em doses elevadas, os efeitos no recém-nascido, tais como a hipotermia, hipotonia e depressão

respiratória moderada, podem ser esperados devido à acção farmacológica do fármaco.

Mais ainda, os recém-nascidos de mães que tomaram benzodiazepinas de modo crónico durante a última

fase da gravidez podem desenvolver dependência física e podem de algum modo estar em risco de

desenvolver sintomas de privação no período pós-natal.

Aleitamento

Como as benzodiazepinas são excretadas no leite materno, não devem ser administradas a mães a

amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Sedação, amnésia, dificuldades da concentração e alteração da função muscular podem afectar

negativamente a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Se a duração do sono for insuficiente, há

maior probabilidade da capacidade de reacção estar diminuída. As associações podem potenciar este efeito

sedativo (Ver secção 2, “Ao tomar Tranxene com outros medicamentos”).

3. COMO TOMAR TRANXENE

Tomar Tranxene sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico

se tiver dúvidas.

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12-08-2010

INFARMED

O tratamento deverá ser o mais curto possível. O doente deve ser avaliado regularmente e a necessidade de

continuar o tratamento deve ser avaliada, especialmente no caso do doente estar livre de sintomas. A

duração total do tratamento em geral não deve ultrapassar mais de 8-12 semanas, incluindo a redução

gradual da dose (ver secção 2, " Tome especial cuidado com Tranxene").

Em certos casos poderá ser necessário prolongar o tratamento para além do período indicado: se tal

acontecer, isto não deve ocorrer sem que tenha lugar uma reavaliação do doente por um especialista.

Duração do tratamento:

- Ansiedade reactiva, terapia adjuvante para a ansiedade em neuroses, ansiedade associada a distúrbios

somáticos graves ou dolorosos: 4 a 12 semanas, incluindo o período de diminuição da posologia.

- Ansiedade generalizada: tratamento a longo prazo, de acordo com a opinião do especialista.

- Ataques de ansiedade: tratamento a curto prazo.

- Prevenção e tratamento do delirium tremens: alguns dias.

- Abandono do alcoolismo: o tratamento tem um período de 3 a 6 semanas incluindo o período de

abandono.

Interrupção do tratamento: progressiva, com redução ao longo de várias semanas (ver secção 2, “

Tome especial cuidado com Tranxene”).

Dosagem:

O tratamento deve começar com a dose mínima recomendada. Não deverá ser excedida a dose máxima

recomendada.

Adultos: As cápsulas doseadas a 10 mg devem ser utilizadas apenas em adultos e nos casos mais graves.

A posologia diária habitual é de 5 a 30 mg; doses mais elevadas podem ser utilizadas dependendo da

necessidade clínica.

Idosos, pacientes com insuficiência renal: é recomendada uma dosagem reduzida; por exemplo, metade da

dosagem média pode ser suficiente.

O doente deve ser vigiado regularmente, no início do tratamento, a fim de diminuir a dose ou a frequência

de administração caso necessário, a fim de prevenir sobredosagem devido a acumulação do fármaco.

Se tomar mais Tranxene do que deveria

Tal como com outras benzodiazepinas, a sobredosagem não coloca a vida em risco excepto se utilizadas em

associação com outras substâncias depressoras do SNC (incluindo o álcool).

No tratamento destas situações deve ter-se em conta que múltiplos fármacos podem ter sido ingeridos.

O prognóstico é favorável, pelo menos na ausência de uma associação com outros agentes psicotrópicos e

enquanto o doente esteja a ser tratado.

Na sobredosagem com as benzodiazepinas por via oral, o vómito deve ser induzido (dentro de uma hora) se

o doente estiver consciente ou fazer uma lavagem gástrica com protecção das vias respiratórias se o doente

estiver inconsciente. Se não houver vantagem em esvaziar o estômago, deve ser dado carvão activado para

reduzir a absorção. Deve ser dada particular atenção às funções respiratória e cardíaca nos cuidados

intensivos.

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

A sobredosagem com benzodiazepinas manifesta-se em geral por depressão do SNC de grau variado,

podendo ir da sonolência ao coma, dependendo da dose ingerida. Em situações ligeiras os sintomas incluem

sonolência, confusão mental e letargia, em casos mais graves os sintomas podem incluir ataxia, hipotonia,

hipotensão, depressão respiratória, raramente coma e muito raramente morte. As funções respiratórias e

cardiovasculares devem ser cuidadosamente vigiadas numa unidade de cuidados intensivos. O resultado é

positivo.

O flumazenil pode ser utilizado como antídoto.

A administração de flumazenil pode ser útil no diagnóstico e/ou tratamento da sobredosagem intencional

ou acidental com benzodiazepinas.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Tranxene pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Estes estão relacionados com a dose administrada e a sensibilidade individual do doente.

A sonolência (particularmente em idosos), bradipsiquismo, confusão emocional, capacidade de reacção

diminuída (alerta reduzido), confusão, fadiga, cefaleias, tonturas, fraqueza muscular, ataxia, visão dupla.

Estes fenómenos ocorrem predominantemente no início da terapêutica e em geral desaparecem com a

continuação do tratamento. Outros efeitos adversos como problemas gastrointestinais, alterações da líbido

ou reacções cutâneas (erupção cutânea maculopapular e pruriginosa) foram referidos ocasionalmente.

Pode ocorrer um síndroma de reacção com exacerbação da ansiedade que motivou o tratamento.

Amnésia

Amnésia anterógrada pode ocorrer com dosagens terapêuticas, o risco aumenta nas dosagens mais elevadas.

Os efeitos amnésicos podem estar associados a comportamentos inadequados (ver secção 2, "

Tome especial cuidado com Tranxene").

Depressão

Uma depressão pré-existente pode ser revelada durante a utilização das benzodiazepinas.

Reacções psiquiátricas e paradoxais

Reacções de inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusões, ataques de raiva, pesadelos,

alucinações, psicoses, síndroma de confusão onírica, comportamento inadequado e outros efeitos adversos

de comportamento sabe-se estarem associadas à utilização das benzodiazepinas e das benzodiazepinas-like.

Podem mesmo ser severas com este fármaco. São mais comuns nas crianças e nos idosos.

Dependência

O uso (mesmo em doses terapêuticas) pode conduzir ao desenvolvimento de dependência física: a

interrupção da terapêutica pode dar origem ao síndrome de abstinência ou ao fenómeno rebound (ver

"Advertências e Precauções Especiais de Utilização"). Isto pode suceder mais rapidamente com

benzodiazepinas com uma semi-vida curta do que com benzodiazepinas com uma semi-vida longa (vários

dias). Pode ocorrer dependência psíquica. O uso abusivo das benzodiazepinas tem sido referido.

Se algum dos efeitos secundários se agravar, ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados

neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR TRANXENE

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

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12-08-2010

INFARMED

Não utilize Tranxene após o prazo de validade impresso no rótulo. O prazo de validade corresponde ao

último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como eliminar os medicamentos de já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o

ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Tranxene

A substância activa é Clorazepato dipotássico.

Tranxene 5 mg cápsulas

Cada cápsula contém 5 mg de Clorazepato dipotássico.

Tranxene 10 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de Clorazepato dipotássico.

Tranxene 15 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de Clorazepato dipotássico.

Os outros componentes são carbonato de potássio e talco.

Revestimento: Eritrosina (E127), Dióxido de titânio (E171), Gelatina.

Qual o aspecto de Tranxene e conteúdo da embalagem

Embalagens de 20, 40 e 60 cápsulas acondicionadas em blisters de Alu/Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Sanofi-Aventis - Produtos Farmacêuticos,S.A.

Empreendimento Lagoas Park - Edifício 7, 3º piso

2740-244 Porto Salvo

Portugal

Sofarimex - Indústria Química e Farmacêutica, Lda. (Fab.)

Avenida das Indústrias - Alto de Colaride - Agualva

2735-213 Cacém

Portugal

Sanofi Aventis, S.A. (Riells)

Carretera de la Batlloria a Hostalric km.

63, 09

17404 Riells i Viabrea Gerona

Espanha

Este folheto informativo foi aprovado pela última vez em

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12-08-2010

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tranxene 5 mg cápsulas

Tranxene 10 mg cápsulas

Tranxene 15 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

p. cáps.

Tranxene 5 mg cápsulas

Cada cápsula contém 5 mg de Clorazepato dipotássico (DCI).

Tranxene 10 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de Clorazepato dipotássico (DCI).

Tranxene 15 mg cápsulas

Cada cápsula contém 10 mg de Clorazepato dipotássico (DCI).

Lista completa de excipientes, ver 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Ansiedade

Prevenção e tratamento do delirium tremens.

Abstinência alcoólica

O Tranxene não está indicado para distúrbios que envolvem pânico.

As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave, incapacitante ou o

indivíduo está sujeito a angústia extrema.

4.2 Posologia e modo de administração

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

O tratamento deverá ser o mais curto possível. O doente deve ser avaliado regularmente

e a necessidade de continuar o tratamento deve ser avaliada, especialmente no caso do

doente estar livre de sintomas. A duração total do tratamento em geral não deve

ultrapassar mais de 8-12 semanas, incluindo a redução gradual da dose (ver secção 4.4).

Em certos casos poderá ser necessário prolongar o tratamento para além do período

indicado: se tal acontecer, isto não deve ocorrer sem que tenha lugar uma reavaliação

do doente por um especialista.

Duração do tratamento:

- Ansiedade reactiva, terapia adjuvante para a ansiedade em neuroses, ansiedade

associada a distúrbios somáticos graves ou dolorosos: 4 a 12 semanas, incluindo o

período de diminuição da posologia.

- Ansiedade generalizada: tratamento a longo prazo, de acordo com a opinião do

especialista.

- Ataques de ansiedade: tratamento a curto prazo.

- Prevenção e tratamento do delirium tremens: alguns dias.

- Abandono do alcoolismo: o tratamento tem um período de 3 a 6 semanas incluindo o

período de abandono.

Interrupção do tratamento: progressiva, com redução ao longo de várias semanas (ver

secção 4.4).

Dosagem:

O tratamento deve começar com a dose mínima recomendada. Não deverá ser excedida

a dose máxima recomendada.

Adultos: As cápsulas doseadas a 10 mg devem ser utilizadas apenas em adultos e nos

casos mais graves.

A posologia diária habitual é de 5 a 30 mg; doses mais elevadas podem ser utilizadas

dependendo da necessidade clínica.

Idosos, pacientes com insuficiência renal: é recomendada uma dosagem reduzida; por

exemplo, metade da dosagem média pode ser suficiente.

O doente deve ser vigiado regularmente, no início do tratamento, a fim de diminuir a

dose ou a frequência de administração caso necessário, a fim de prevenir sobredosagem

devido a acumulação do fármaco.

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

4.3 Contra-indicações

- Hipersensibilidade às benzodiazepinas ou a qualquer dos excipientes.

- Insuficiência respiratória grave.

- Insuficiência hepática grave.

- Síndroma de apneia do sono.

- Miastenia gravis.

- Crianças

Desaconselhada a utilização no tratamento da ansiedade, prevenção e tratamento do

delirium tremens e abstinência alcoólica na criança.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Advertências

Tolerância

Pode ocorrer alguma diminuição de eficácia do efeito hipnótico das benzodiazepinas

após o uso repetido ao longo de poucas semanas.

Dependência

O uso de benzodiazepinas pode levar ao desenvolvimento de dependência física e

psíquica destes fármacos. O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do

tratamento; é também maior nos doentes com história de alcoolismo ou de

toxicodependência e quando existe associação com outros fármacos: psicotrópicos,

ansiolíticos e hipnóticos.

Quando se desenvolve dependência a interrupção brusca pode ser acompanhada de

síndroma de privação. Isto pode manifestar-se através de cefaleias, mialgias, ansiedade

extrema, tensão, inquietação, confusão e irritabilidade. Em situações graves podem

ocorrer os seguintes sintomas: tremores, sensação de irrealidade, despersonalização,

hiperacúsia, torpor e parestesias das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e

ao contacto físico, alucinações ou convulsões.

Pode ser conveniente avisar imediatamente o doente acerca da duração limitada do

tratamento - não deve exceder 4 a 12 semanas - e do modo preciso como o tratamento

deve ser progressivamente diminuído durante alguns dias a algumas semanas.

Insónia rebound e ansiedade: um síndroma transitório no qual os sintomas que levaram

ao tratamento com benzodiazepinas regressam mas de forma intensificada, podendo

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

ocorrer aquando da descontinuação do medicamento. Este facto pode ser acompanhado

de outros sintomas como alterações de humor, ansiedade ou distúrbios do sono e

inquietação. Como o risco do sindroma de abstinência/rebound é maior após a

interrupção brusca do tratamento, é recomendado que a dosagem seja diminuída

gradualmente.

Duração do tratamento

A duração do tratamento deve ser a mais curta possível (ver secção 4.2,) dependendo da

indicação, mas não deve exceder as oito a doze semanas para a ansiedade, incluindo o

tempo de diminuição gradual da dose. O prolongamento da terapêutica para além deste

período não deverá ocorrer sem que seja feita uma reavaliação da situação.

Pode ser útil informar o doente ao iniciar o tratamento de que este terá uma duração

limitada e explicar exactamente como é que será feita a diminuição progressiva da

dosagem. É também importante que o doente esteja informado da possibilidade de

ocorrer o fenómeno rebound durante a redução progressiva da dose, e assim minimizar

a ansiedade associada a este fenómeno.

Há indicações para as quais, no caso das benzodiazepinas de curta duração de acção, o

síndroma de privação poder manifestar-se durante o intervalo das tomas, especialmente

quando a dosagem é alta.

Amnésia

As benzodiazepinas podem induzir amnésia anterógrada, particularmente quando o

medicamento é utilizado ao deitar e quando a duração do sono é curta (despertar cedo

provocado por acontecimento exterior). Isto ocorre mais frequentemente várias horas

após a ingestão do fármaco. Para reduzir este risco os doentes devem assegurar a

possibilidade de fazer um sono ininterrupto de sete a oito horas (ver também efeitos

indesejáveis).

Pode ocorrer síndroma de abstinência com uma eventual alteração da terapêutica para

benzodiazepinas de acção de curta duração.

Reacções psiquiátricas e paradoxais

As reacções de inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusão, ataques de

raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inadequado e outros efeitos

adversos comportamentais, estão associadas ao tratamento com benzodiazepinas. Se

isto ocorrer o tratamento deverá ser interrompido.

Estas reacções ocorrem mais frequentemente em crianças e idosos.

Grupos de doentes especiais

As benzodiazepinas não devem ser administradas a crianças sem uma avaliação

cuidadosa da necessidade de instituir a terapêutica, a duração do tratamento deve ser a

mínima possível. A dosagem nos idosos deve ser reduzida (ver secção 4.2). Uma dose

mais baixa está também recomendada para os doentes com insuficiência respiratória

APROVADO EM

12-08-2010

INFARMED

crónica devido ao risco de depressão respiratória (a exacerbação da hipoxia, devido ao

efeito sedativo, pode por si mesma causar ansiedade).

As benzodiazepinas não estão indicadas no tratamento de doentes com insuficiência

hepática grave uma vez que pode desencadear encefalopatia.

As benzodiazepinas ansiolíticas não devem ser utilizadas para tratar estados depressivos

e distúrbios psicóticos (ver Precauções).

As benzodiazepinas não estão recomendadas no tratamento de primeira linha da doença

psicótica.

As benzodiazepinas não devem ser usadas isoladamente no tratamento da depressão ou

da ansiedade associada à depressão (poderá desencadear o suicídio).

As benzodiazepinas devem ser usadas com extrema precaução em doentes com história

de alcoolismo ou toxicodependência.

- Álcool: não é aconselhável a absorção de bebidas alcoólicas durante toda a duração do

tratamento.

Precauções

- Depressão: as benzodiazepinas actuam essencialmente sobre o componente de

ansiedade da depressão. Utilizadas em monoterapia não representam um tratamento da

depressão e podem até disfarçar os seus sinais. (Um estado depressivo pode justificar

uma terapia antidepressiva).

- Interrupção do tratamento: a interrupção do tratamento pode conduzir ao

desenvolvimento de sintomas de abstinência. O doente deve ser avisado, sendo

aconselhável a interrupção progressiva do tratamento com a redução da posologia ao

longo de algumas semanas, especialmente após terapia prolongada ou se se suspeitar de

dependência do medicamento.

- A associação de diversas benzodiazepinas não tem nenhuma utilidade e pode

aumentar a dependência do medicamento, quer a indicação seja ansiolítica ou hipnótica.

4.5 Interacções medicamentosas e outras

Não é recomendada a ingestão concomitante de álcool. O efeito sedativo pode estar

aumentado quando é utilizado em simultâneo com o álcool. Este facto afecta a

capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Ter em atenção: a associação com os depressores do Sistema Nervoso Central. Pode

ocorrer uma intensificação do efeito depressor no caso de uso simultâneo com

antipsicóticos (neurolépticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, fármacos anti-

depressivos, analgésicos narcóticos, antitússicos contendo derivados da morfina

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(incluindo buprenorfina), fármacos anti-epilépticos, anestésicos, anti-histamínicos H1

sedativos, barbitúricos, clonidina e substâncias relacionadas. O aumento da depressão

central pode ter sérias consequências, especialmente na condução de veículos ou

manuseamento de máquinas.

No caso dos analgésicos narcóticos pode ocorrer a intensificação da euforia provocando

um aumento da dependência psíquica.

Sinergia aditiva com sedativos neuromusculares (medicamentos do tipo curare,

relaxantes musculares).

O risco de desenvolvimento de síndroma de abstinência é aumentado pela associação

com benzodiazepinas prescritas como ansiolíticos ou hipnóticos.

As substâncias que inibem certos enzimas hepáticos (particularmente o citocromo

P450) podem intensificar a actividade das benzodiazepinas. Este efeito também se

aplica às benzodiazepinas que são metabolizadas apenas por conjugação ainda que em

menor grau.

- Cisapride

Aumento transitório do efeito sedativo das benzodiazepinas devido a uma velocidade de

absorção mais rápida. A diminuição na vigilância pode tornar perigosa a condução de

veículos e o manuseamento de máquinas.

- Clozapina

O risco de colapso com paragem respiratória e/ou cardíaca é aumentado pela associação

de clozapina e benzodiazepinas.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

- Em humanos, o risco teratogénico, se existir, é provável que seja muito ligeiro. A

partir de estudos epidemiológicos foi sugerido um efeito teratogénico, mas não

confirmado, para certas benzodiazepinas. Por conseguinte, parece ser prudente evitar a

prescrição destes medicamentos durante os primeiros três meses de gravidez.

Se o fármaco for prescrito a uma mulher em idade fértil, esta deve ser avisada para

contactar o seu médico no sentido de descontinuar a terapêutica se tiver a intenção de

engravidar ou se suspeitar poder estar grávida.

Se por razões médicas, o fármaco for administrado durante a última fase da gravidez, ou

durante o trabalho de parto em doses elevadas, os efeitos no recém-nascido, tais como a

hipotermia, hipotonia e depressão respiratória moderada, podem ser esperados devido à

acção farmacológica do fármaco.

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Mais ainda, os recém-nascidos de mães que tomaram benzodiazepinas de modo crónico

durante a última fase da gravidez podem desenvolver dependência física e podem de

algum modo estar em risco de desenvolver sintomas de privação no período pós-natal.

Aleitamento

Como as benzodiazepinas são excretadas no leite materno, não devem ser administradas

a mães a amamentar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Sedação, amnésia, dificuldades da concentração e alteração da função muscular podem

afectar negativamente a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Se a duração

do sono for insuficiente, há maior probabilidade da capacidade de reacção estar

diminuída. As associações podem potenciar este efeito sedativo. (Ver secção 4.5).

4.8 Efeitos indesejáveis

Estes estão relacionados com a dose administrada e a sensibilidade individual do

doente.

A sonolência (particularmente em idosos), bradipsiquismo, confusão emocional,

capacidade de reacção diminuída (alerta reduzido), confusão, fadiga, cefaleias, tonturas,

fraqueza muscular, ataxia, visão dupla. Estes fenómenos ocorrem predominantemente

no início da terapêutica e em geral desaparecem com a continuação do tratamento.

Outros efeitos adversos como problemas gastrointestinais, alterações da líbido ou

reacções cutâneas (erupção cutânea maculopapular e pruriginosa) foram referidos

ocasionalmente.

Pode ocorrer um síndroma de reacção com exacerbação da ansiedade que motivou o

tratamento.

Amnésia

Amnésia anterógrada pode ocorrer com dosagens terapêuticas, o risco aumenta nas

dosagens mais elevadas. Os efeitos amnésicos podem estar associados a

comportamentos inadequados (ver secção 4.4).

Depressão

Uma depressão pré-existente pode ser revelada durante a utilização das

benzodiazepinas.

Reacções psiquiátricas e paradoxais

Reacções de inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusões, ataques de

raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, síndroma de confusão onírica, comportamento

inadequado e outros efeitos adversos de comportamento sabe-se estarem associadas à

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utilização das benzodiazepinas e das benzodiazepinas-like. Podem mesmo ser severas

com este fármaco. São mais comuns nas crianças e nos idosos.

Dependência

O uso (mesmo em doses terapêuticas) pode conduzir ao desenvolvimento de

dependência física: a interrupção da terapêutica pode dar origem ao síndrome de

abstinência ou ao fenómeno rebound (ver secção 4.4). Isto pode suceder mais

rapidamente com benzodiazepinas com uma semi-vida curta do que com

benzodiazepinas com uma semi-vida longa (vários dias). Pode ocorrer dependência

psíquica. O uso abusivo das benzodiazepinas tem sido referido.

4.9 Sobredosagem

Tal como com outras benzodiazepinas, a sobredosagem não coloca a vida em risco

excepto se utilizadas em associação com outras substâncias depressoras do SNC

(incluindo o álcool).

No tratamento destas situações deve ter-se em conta que múltiplos fármacos podem ter

sido ingeridos.

O prognóstico é favorável, pelo menos na ausência de uma associação com outros

agentes psicotrópicos e enquanto o doente esteja a ser tratado.

Na sobredosagem com as benzodiazepinas por via oral, o vómito deve ser induzido

(dentro de uma hora) se o doente estiver consciente ou fazer uma lavagem gástrica com

protecção das vias respiratórias se o doente estiver inconsciente. Se não houver

vantagem em esvaziar o estômago, deve ser dado carvão activado para reduzir a

absorção. Deve ser dada particular atenção às funções respiratória e cardíaca nos

cuidados intensivos.

A sobredosagem com benzodiazepinas manifesta-se em geral por depressão do SNC de

grau variado, podendo ir da sonolência ao coma, dependendo da dose ingerida. Em

situações ligeiras os sintomas incluem sonolência, confusão mental e letargia, em casos

mais graves os sintomas podem incluir ataxia, hipotonia, hipotensão, depressão

respiratória, raramente coma e muito raramente morte. As funções respiratórias e

cardiovasculares devem ser cuidadosamente vigiadas numa unidade de cuidados

intensivos. O resultado é positivo.

O flumazenil pode ser utilizado como antídoto.

A administração de flumazenil pode ser útil no diagnóstico e/ou tratamento da

sobredosagem intencional ou acidental com benzodiazepinas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

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5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.9.1. -Sistema Nervoso Central. Psicofármacos.

Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos.

Código ATC: N05B A05

O Tranxene é um ansiolítico que pertence à classe das benzodiazepinas. As suas

propriedades farmacológicas são as da classe das benzodiazepinas: ansiolítico, sedativo,

hipnótico, anticonvulsivo, relaxante muscular e amnésico.

Estes efeitos estão ligados a uma acção agonista específica sobre um receptor central

que faz parte do complexo "receptores macromoleculares GABA-OMEGA" (também

chamados BZD1 e BZD2) que regula a abertura dos canais do cloro.

Pode ser observada uma dependência medicamentosa em humanos e animais.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Após absorção oral, o clorazepato é rapidamente absorvido a partir do tracto

gastrintestinal.

Uma grande percentagem de clorazepato (cerca de 80%) é convertido em N-

desmetildiazepam, o principal metabolito activo.

O clorazepato inalterado e o seu metabolito aparecem rapidamente no sangue. O pico

plasmático é alcançado numa hora. O clorazepato e o N-desmetildiazepam são

metabolizados no fígado e são essencialmente eliminados na urina, onde podem ser

detectados como conjugados inactivos de oxazepam, N-desmetildiazepam e um

pequena porção de clorazepato.

Distribuição:

O volume de distribuição do desmetildiazepam é de cerca de 1l/kg.

A ligação às proteínas plasmáticas é superior a 97%.

Para esta classe de produtos não foi possível estabelecer uma relação concentração-

efeito devido ao seu metabolismo e ao desenvolvimento de tolerância.

As benzodiazepinas passam a barreira hemato-encefálica, a placenta e para o leite

materno.

Metabolismo e eliminação:

O principal metabolito do clorazepato é o desmetildiazepam, igualmente activo, e cuja

semi-vida é superior à da molécula original (entre 30 e 150 horas).

A hidroxilação desta molécula origina um outro metabolito activo, o oxazepam.

Por glucuroconjugação originam-se substâncias inactivas, hidrossolúveis, cuja

eliminação é feita por via urinária.

Populações de risco:

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- Idosos:

Nos indivíduos idosos o metabolismo hepático está diminuído e, consequentemente, a

clearance total, com aumento das concentrações de equilíbrio, da fracção livre e das

semi-vidas. Assim, é necessário diminuir as doses, pelo menos no início do tratamento.

- Insuficientes hepáticos:

Verifica-se um aumento da semi-vida com diminuição da clearance plasmática total.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de toxicidade reprodutiva não revelaram efeitos adversos sobre a fertilidade

nem teratogenicidade. Não são conhecidos estudos de mutagenicidade ou

carcinogenicidade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Carbonato de potássio; talco.

Revestimento: Eritrosina (E127), Dióxido de titânio (E171), Gelatina

6.2 Incompatibilidades

Não se conhecem.

6.3 Prazo de validade

36 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens com 20, 40 ou 60 cápsulas acondicionadas em blisters de Alu/Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não aplicável.

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