Trandolapril Mylan 0.5 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Trandolapril
Disponível em:
Mylan, Lda.
Código ATC:
C09AA10
DCI (Denominação Comum Internacional):
Trandolapril
Dosagem:
0.5 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Trandolapril 0.5 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.1 Inibidores da enzima de conversão da angiotensina
Área terapêutica:
trandolapril
Resumo do produto:
5222674 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10013409 - 50009192 ; 5222708 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10013409 - 50009206 ; 5222716 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10013409 - 50009184
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DK/H/1113/001/DC
Data de autorização:
2009-08-25

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Trandolapril Mylan 0,5 mg, 2 mg cápsulas

(Trandolapril)

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Trandolapril Mylan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Trandolapril Mylan

3. Como tomar Trandolapril Mylan

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Trandolapril Mylan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Trandolapril Mylan e para que é utilizado

O Trandolapril, princípio ativo de Trandolapril Mylan cápsulas, pertence a um grupo

medicamentos

conhecidos

como

inibidores

enzima

conversão

angiotensina (por vezes designados inibidores da ECA). Os inibidores da ECA atuam

dilatando os vasos sanguíneos, tornando assim mais fácil ao coração bombear o

sangue para todo o organismo. Este mecanismo ajuda a baixar a pressão arterial.

Trandolapril Mylan é usado para tratar a hipertensão (pressão arterial elevada). Pode

também ser prescrito para ajudar a proteger o coração após um ataque cardíaco.

2. O que precisa de saber antes de tomar Trandolapril Mylan

Não tome Trandolapril Mylan se:

- tem alergia ao trandolapril, a outros inibidores ECA (por exemplo perindopril ou

ramipril), ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção

- teve uma condição conhecida como angioedema (inchaço das mãos, face, lábios,

língua ou garganta com dificuldade em engolir ou respirar, possivelmente em

conjunto com uma erupção na pele com comichão como erupção urticariana ou

urticária) ou edema de Quincke (uma reação alérgica grave da pele), após tomar um

inibidor da ECA

- tem, ou um membro da sua família tem, antecedentes de angioedema

- está grávida de mais de 3 meses (é também aconselhável evitar tomar trandolapril

no início da gravidez - ver secção Gravidez).

- se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um

medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Trandolapril Mylan se:

- começou recentemente ou está a tomar diuréticos há grande período de tempo ou

se faz uma dieta restrita em sal, ou se tem ou teve vómitos ou diarreia graves ou

prolongados, ou se está desidratado. Está mais suscetível a sofrer uma queda da

pressão arterial (hipotensão), quando começar a tomar as cápsulas, que podem

fazê-lo sentir-se a desmaiar ou tonto.

- foi informado que tem um estreitamento dos vasos sanguíneos de um ou de ambos

os rins (estenose renal).

- tem um estreitamento de uma das válvulas do coração (estenose aórtica) ou uma

redução do fluxo de sangue do lado esquerdo do coração. Não deve tomar

Trandolapril Mylan. O seu médico irá alterar a sua medicação para algo mais

adequado para si.

- sofre de uma condição conhecida como doença vascular do colagénio (também

chamada por vezes doença do tecido conjuntivo, como por exemplo lúpus ou

esclerodermia). Nesta condição está mais suscetível a alterações no seu sangue que

podem levar ao desenvolvimento de infeções.

- é Afro-Caribenho. Trandolapril pode ser menos eficaz na redução da pressão

arterial ou trandolapril pode aumentar o risco de angioedema.

- sofre de diabetes mellitus. Trandolapril Mylan poderá causar uma grande descida

do seu nível de glucose no sangue.

- sofre de insuficiência cardíaca ou cirrose hepática com inchaço que também pode

ser em torno do seu estômago. Está mais suscetível de sofrer uma queda da pressão

arterial (hipotensão), quando começar a tomar as cápsulas, que podem fazê-lo

sentir-se a desmaiar ou tonto.

- tem problemas nos vasos sanguíneos do seu cérebro ou se teve um acidente

vascular cerebral, vai precisar de acompanhamento médico no início do tratamento e

quando a dose for alterada.

- está a fazer diálise renal com risco de desenvolver uma reação alérgica grave

(alguns tipos de membranas de diálise podem não ser adequadas). Pode ser

necessário um acompanhamento mais de perto pelo seu médico.

- está a tomar algum dos seguintes medicamentos, o risco de angioedema (inchaço

rápido sob a pele na zona ao redor da garganta) é acrescido:

sirolímus,

everolímus

outros

medicamentos

pertencem

classe

inibidores de mTOR (utilizados para evitar a rejeição de órgãos transplantados).

- tem outros problemas hepáticos ou renais incluindo se fez um transplante renal.

- tem mais de 70 anos de idade ou tem muito ácido no sangue (acidose metabólica).

Estas situações podem aumentar os níveis de potássio no seu sangue podendo

causar problemas no seu coração.

- está a ser tratado com medicamentos que reduzem a sua resposta imunitária.

- tiver de fazer aférese de LDL (que é uma remoção de colesterol do seu sangue com

auxílio de uma máquina).

- está a fazer um tratamento de dessensibilização para reduzir os efeitos de alergia a

picadas (como picadas de abelhas ou vespas).

- se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial

elevada:

- um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) (também conhecidos como

sartans – por exemplo valsartan, telmisartan, irbesartan), em particular se tiver

problemas nos rins relacionados com diabetes.

- aliscireno.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de

eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Trandolapril Mylan se”.

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou poderá vir a estar) grávida.

Trandolapril Mylan não é recomendado no início da gravidez, e não deve ser tomado

se estiver grávida de mais de 3 meses, uma vez que pode ser gravemente prejudicial

para o bebé se utilizado a partir desta altura (ver seção Gravidez).

Enquanto estiver a tomar Trandolapril Mylan

Se desenvolver qualquer um dos seguintes sintomas deve avisar imediatamente o

seu médico:

- Se se sentir tonto ou a desmaiar após a primeira toma. Algumas pessoas reagem à

sua primeira toma, ou quando a dose é aumentada, sentindo-se tontas, fracas, a

desmaiar ou enjoadas.

- Inchaço repentino dos lábios, língua, face, garganta ou pescoço, possivelmente

também das mãos e dos pés, pieira ou rouquidão. Esta condição é conhecida como

angioedema. Pode ocorrer em qualquer altura durante o tratamento.

- Dor de estômago, possivelmente com sensação de doença ou estar doente. Pode

ser um sintoma de angioedema no estômago (angioedema intestinal).

- Temperatura elevada, dor de garganta ou úlceras na boca (estes podem ser

sintomas de infeção causada pela redução de glóbulos brancos no sangue).

- Amarelecimento da pele e do branco dos olhos (icterícia) ou análises ao sangue que

evidenciam aumento das enzimas hepáticas. Estes podem ser sinais de doença

hepática.

- Uma tosse persistente.

Se tiver de ser submetido a uma operação ou lhe for dado um anestésico fale com o

seu médico, dentista ou equipa do hospital de que está a tomar Trandolapril Mylan,

porque tomar Trandolapril Mylan em simultâneo pode causar uma queda na sua

pressão arterial.

O seu médico poderá realizar análises ao sangue antes de iniciar o seu tratamento e

durante o tratamento para monitorizar o seu nível de potássio no sangue e a sua

função renal.

Outros medicamentos e Trandolapril Mylan

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos não

sujeitos a receita médica, produtos à base de plantas ou produtos naturais. Lembre-

se de informar o seu médico sobre o trandolapril se receber outro medicamento

durante ou logo a seguir ao seu tratamento com trandolapril. O seu médico pode

necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções. É especialmente

importante informar o seu médico se tomar:

- Outros medicamentos para o tratamento da pressão arterial elevada uma vez que

podem aumentar os efeitos do trandolapril.

- Diuréticos para reter o potássio como a espironolactona, amilorida e triamtereno ou

canrenoato de potássio, suplementos de potássio e outros medicamento que podem

aumentar o potássio no seu organismo (tal como a heparina e o cotrimoxazol,

também conhecido como trimetopril/sulfametoxazol).

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

- Diuréticos da ansa como a torsemida e a furosemida e diuréticos tiazídicos como a

clorotiazida e a bendroflumetiazida pois podem causar uma queda grave na pressão

arterial.

- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs – por exemplo ibuprofeno, diclofenac,

indometacina, ácido acetilsalicílico e inibidores da COX-2), uma vez que podem

diminuir os efeitos do trandolapril.

- Lítio, um medicamento usado para tratar condições de saúde mental, uma vez que

o trandolapril pode aumentar os níveis deste medicamento no seu organismo.

- Antidepressivos tricíclicos (por exemplo amitriptilina, dosulepina) uma vez que

estes medicamentos podem aumentar os efeitos do trandolapril.

Medicamentos

para

diabetes

(como

insulina,

glibenclamida

gliclazida).

Trandolapril Mylan pode causar uma grande diminuição dos níveis de glucose no seu

sangue.

- Antiácidos, para aliviar a indigestão; não tome dentro de 2 horas após a toma do

trandolapril. Isto deve-se ao facto dos antiácidos poderem parar a absorção e a

eficácia do trandolapril.

- Alopurinol (para a gota) ou procainamida (para as alterações do ritmo cardíaco),

uma vez que pode aumentar o risco de níveis baixos de glóbulos brancos no seu

organismo.

- Imunossupressores (por exemplo, ciclosporina), que reduzem a resposta imunitária

do organismo, medicamentos esteroides (por ex. prednisolona, hidrocortisona) ou

medicamentos para o cancro (citostáticos), uma vez que podem aumentar o risco de

níveis baixos de glóbulos brancos no seu organismo.

- Medicamentos contendo efedrina, noradrenalina (norepinefrina) ou adrenalina

(epinefrina), uma vez que reduzem os efeitos do trandolapril.

- Medicamentos contendo aurotiomalato de sódio (ouro) pois podem aumentar o

risco de efeitos secundários.

- Opiáceos (analgésicos fortes) como a metadona, codeína e morfina que podem

causar uma queda na sua pressão arterial.

- Antipsicóticos como a clorpromazina, tioridazina, flupentixol que podem causar

uma queda na sua pressão arterial.

- Se está a tomar um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) ou

aliscireno (ver também informações sob os títulos “Não tome Trandolapril Mylan se”

e “Advertências e precauções”).

- Medicamentos utilizados com maior frequência para evitar a rejeição de órgãos

transplantados (sirolímus, everolímus e outros medicamentos que pertencem à

classe dos inibidores do mTOR). Consulte a secção "Advertências e precauções".

Contacte o seu médico e informe se está tomar algum dos medicamentos acima

mencionados. Pode ser necessário efetuar um ajuste da dose.

Trandolapril Mylan com álcool

A ingestão de álcool potencia o efeito redutor da pressão arterial de Trandolapril

Mylan.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, pensa que está grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou poderá vir a estar) grávida. O seu

médico irá, normalmente, aconselhá-la a parar de tomar trandolapril antes de

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

engravidar ou assim que souber que está grávida e irá aconselhá-la a tomar outro

medicamento em vez de trandolapril. Trandolapril Mylan não é recomendado no

início da gravidez, e não deve ser tomado quando está grávida de mais de 3 meses,

uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta

altura.

Amamentação

Deverá informar o seu médico de que se encontra a amamentar ou que pretende a

iniciar a amamentação. Trandolapril não é recomendado para mães que estão a

amamentar, e o seu médico deve escolher outro tratamento para si se desejar

amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Trandolapril Mylan pode provocar, nalgumas pessoas, tonturas, sensação de desmaio

ou cansaço especialmente quando começam a tomar as cápsulas. Não conduza, não

utilize máquinas ou execute outras atividades que requeiram alerta durante algumas

horas após ter tomado a primeira dose ou ter aumentado a dose. Aguarde para

avaliar a forma como o medicamento o afeta.

Trandolapril Mylan contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Trandolapril Mylan contém amarelo sunset (E110)

Este medicamento pode causar reações alérgicas.

3. Como tomar Trandolapril Mylan

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Engula as

cápsulas inteiras, com um copo de água, sem as mastigar. Tome as cápsulas sempre

à mesma hora do dia.

O número de cápsulas de que necessita vai depender da situação para a qual está a

receber tratamento. Se já está a ser tratado com um medicamento diurético o seu

médico pode reduzir a dose do diurético ou mesmo interromper a sua administração

antes de iniciar o tratamento com Trandolapril Mylan.

Adultos:

Pressão arterial elevada (hipertensão):

A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez por dia. O seu médico aumentará

provavelmente a dose para 1 ou 2 mg uma vez por dia. A dose máxima é de 4 mg

por dia.

Doentes com insuficiência cardíaca e pressão arterial elevada:

O seu tratamento será iniciado no hospital. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg

uma vez por dia.

Tratamento após um ataque cardíaco:

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

O tratamento será de um modo geral iniciado no 3º dia após o ataque cardíaco,

normalmente com uma dose inicial de 0,5 mg uma vez por dia. O seu médico poderá

aumentar esta dose de forma gradual até ao máximo de 4 mg por dia.

Dose para adultos tratados previamente com diuréticos:

O tratamento com diuréticos deverá ser descontinuado pelo menos 72 horas (3 dias)

antes de iniciar o tratamento com Trandolapril Mylan e/ou o tratamento pode ser

iniciado com uma dose de 0,5 mg uma vez ao dia. Esta dose pode ser depois

ajustada quando o seu médico avaliar o efeito do tratamento.

Idosos:

Não é necessário proceder a um ajuste de dose se tiver uma função renal normal. O

seu médico avaliará a sua pressão arterial e a sua função renal durante o

tratamento.

Contudo é necessária precaução especial se estiver a ser tratado em simultâneo com

diuréticos ou se tiver insuficiência cardíaca, hepática ou renal.

Utilização em crianças e adolescentes:

Trandolapril Mylan não deve ser administrado a crianças.

Doentes com problemas de rins:

O seu médico procederá a um ajuste da sua dose dependendo dos resultados dos

testes laboratoriais (0,5 mg – 1 mg por dia). Doentes submetidos a diálise renal: 0,5

mg por dia.

Doentes com problemas de fígado:

A dose inicial é de 0,5 mg uma vez por dia. Depois o seu médico poderá proceder a

um ajuste de dose se for necessário.

Se tomar mais Trandolapril Mylan do que deveria

Contacte o seu médico, hospital ou farmácia, se tiver tomado mais Trandolapril

Mylan do que deveria.

Os sintomas de sobredosagem são uma redução muito marcada na pressão arterial,

choque,

pensamentos

mais

lentos

(letargia),

baixa

pulsação,

perturbações

equilíbrio salino e redução da função renal.

Caso se tenha esquecido de tomar Trandolapril Mylan

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu.

Se parar de tomar Trandolapril Mylan

É importante que continue a tomar as cápsulas até que o seu médico lhe diga para

parar. Não pare de tomar o medicamento só porque se sente melhor. Se parar de

tomar as suas cápsulas pode piorar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Pare de tomar Trandolapril Mylan imediatamente se tiver algum dos seguintes efeitos

dirija-se

hospital

procure

aconselhamento

junto

médico

imediatamente:

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):

- um aumento no número de infeções com febre, arrepios fortes, dores de garganta

ou úlceras na boca (esta situação pode indicar que tem baixos níveis de glóbulos

brancos no organismo).

- colapso repentino, dormência ou fraqueza nos braços ou pernas, dor de cabeça,

tonturas e confusão, distúrbios na visão, dificuldade em engolir, fala indistinta ou

confusa ou perda da fala (podem ser sinais de AVC ou mini AVC causado por um

coágulo sanguíneo ou hemorragia que afeta o aporte de sangue a parte do cérebro).

- sensação de peso ou de pressão no peito com dor no peito e um aumento de falta

de ar com exercício (podem ser sinais de problemas cardíacos tais como angina).

- dor súbita no peito que pode irradiar para o pescoço ou braços, com falta de ar e

sensação de frio (podem ser sinais de ataque cardíaco ou de outros problemas com o

seu coração).

- um batimento cardíaco irregular, rápido ou lento, que se for rápido pode sentir-se

com um aperto no peito (pode produzir uma atividade irregular quando observado no

aparelho de ECG).

- uma redução no batimento do coração, que pode causar cansaço, fraqueza e/ou

retenção de líquidos como inchaço das pernas e dos tornozelos, dificuldade em

respirar incluindo tosse seca ou com expetoração.

- vómitos com sangue (pode notar partículas semelhante a grãos de café).

- amarelecimento da pele ou da parte branca dos olhos, urina escura, fezes claras,

cansaço, febre, náuseas, fraqueza, sonolência e dor abdominal, com os resultados

dos testes a indicar anomalias da função hepática ou elevados níveis de bilirrubina

no sangue (podem ser sinais de problemas com o seu fígado ou um boqueio do canal

biliar).

- inchaço repentino dos lábios, língua, face, garganta ou pescoço o que pode levar a

dificuldade em engolir ou respirar ou um inchaço na pele acompanhado de comichão

e vermelhidão conhecido como urticária (estes são sinais de uma reação alérgica).

- produção reduzida ou ausência de urina, urina turva ou com sangue, dor ao urinar

ou dor lombar (podem ser sinais de problemas graves com os seus rins).

- anomalias genéticas incluindo problemas na pele e formação anormal de vasos

sanguíneos.

- cansaço, falta de ar, mãos e pés frios e pele pálida, dificuldades na cicatrização de

cortes (podem indicar que tem um número reduzido de glóbulos vermelhos no seu

organismo).

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis):

- fraqueza, hemorragias ou nódoas negras inexplicáveis ou anormais ou com mais

frequência do que o normal, potencialmente graves, infeções (pode significar uma

redução grave de todos os tipos de células do sangue).

- prisão de ventre persistente com inchaço do estômago e enjoos (pode indicar um

bloqueio no seu intestino).

- dor de estômago persistente que pode irradiar para as suas costas (pode indicar

problemas com o seu pâncreas).

- problemas na pele com bolhas e hemorragias nos lábios, olhos, boca, nariz e

órgãos genitais (síndrome de Stevens-Johnson) ou erupções na pele que surgem

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

zonas

avermelhadas

dolorosas,

depois

bolhas

grandes

terminam

descamação da pele. É acompanhado por febre e arrepios, dores musculares e

sensação de mal-estar geral (necrólise epidérmica tóxica).

Outros efeitos secundários incluem:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

- tonturas ou dores de cabeça.

- pressão arterial baixa.

- fraqueza geral.

- tosse que pode, ou não, produzir expetoração.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

- dificuldade em adormecer.

- redução ou falta de desejo sexual.

- sonolência.

- sensação de andar à roda ou perda de equilíbrio (pode ser conhecido como

vertigem).

- afrontamentos.

- falta de ar, dores de garganta, sintomas semelhantes a gripe ou constipação (pode

ter uma infeção, congestionamento nasal ou inflamação das vias respiratórias).

- sensação de mal-estar ou problemas intestinais como diarreia, prisão de ventre,

dor no estômago.

- comichão e erupção na pele.

- dores de costas, espasmos musculares ou dor nas mãos e pés.

- dificuldade em manter a ereção.

- sensação de mal-estar geral ou sentir-se mal ou não se sentir como habitualmente.

- dor de peito.

- retenção de líquidos, inchaço nas mãos, pés ou tornozelos.

- sensação de sentir o coração a bater no peito.

Raros (afetam até 1 em 1.000 pessoas):

- sensação de cabeça tonta ou tonturas quando se levanta de uma posição sentado

ou deitado (isto pode ser devido a uma queda brusca na pressão arterial).

- sensação desconfortável ou sensação de ardor ao urinar, aumento da frequência

com que urina (pode ter uma infeção nos rins, na bexiga ou nos canais que ligam

ambos).

- aumento da quantidade de urina.

- aumento dos níveis de gordura, como colesterol, no sangue (podendo aumentar o

risco de coágulos no sangue).

- as análises ao sangue podem mostrar um aumento dos níveis de glucose no

sangue, ácido úrico ou outro composto azotado, diminuição dos níveis de sódio ou

nível anormal de enzimas.

- aumento ou diminuição do apetite.

- inchaço, dor nas articulações, principalmente nos dedos dos pés devido a formação

de cristais (gota).

- nervosismo, agitação, ansiedade, depressão, perda de interesse ou entusiasmo, ou

ver, sentir ou ouvir coisas que não existem.

- desmaios, contrações musculares, formigueiro nas mãos e pés.

- enxaqueca com ou sem aura ou perda de paladar.

problemas

seus

olhos

como

pálpebras

inflamadas,

inchadas,

olhos

lacrimejantes, visão turva ou visão dupla.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

- zumbido constante nos ouvidos.

- pressão arterial alta.

- diminuição da temperatural corporal e da cor das suas mãos e pés ou veias

varicosas.

- sangramento nasal, irritação da garganta ou corrimento nasal.

- inchaço do revestimento do estômago.

- enjoos, indigestão, boca seca ou gases.

- transpiração excessiva.

- descamação de placas cinzentas na pele (psoríase) ou pele inflamada, inchada,

vermelha, com comichão, com líquido ou crosta (eczema).

- acne ou pele seca.

- fraqueza ou dores nos músculos, nas articulações ou ossos. As articulações podem

também estar rígidas e inchadas.

- cansaço.

- lesão.

- bloqueio ou lesão dos vasos sanguíneos que pode originar hemorragias ou, em

casos mais graves, danos nos tecidos envolventes.

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis):

- aumento dos níveis de potássio no sangue.

- problemas de equilíbrio.

- aumento da creatinina, ureia, fosfatase alcalina, lactatodesidrogenase no sangue.

- resultados de análises ao sangue anormais.

- perda de cabelo.

- febre.

- diminuição da quantidade de proteínas transportadoras de oxigénio no sangue

(hemoglobina) e hematócrito (proporção do espaço que os glóbulos vermelhos

ocupam no sangue).

Outros efeitos secundários foram reportados como resultado da toma de inibidores

da ECA além do trandolapril. Poderá ter estes efeitos secundários. A frequência com

que podem ocorrer não pode ser determinada com base nos dados existentes e

incluem:

- inchaço da camada de revestimento dos intestinos

- dificuldade em conhecer ou relembrar pessoas, em lembrar-se de quem é e que

horas são ou problemas de memória.

- dificuldades em respirar através do nariz com dor na sua face (podem ser sinais de

problemas de sinusite).

- inchaço na língua.

- aumento de glóbulos brancos no sangue ou aumento dos marcadores sanguíneos o

que pode indicar que o sistema imunitário pode estar a atacar o seu organismo.

- reação na pele semelhante a sarampo.

Comunicação dos efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através ao INFARMED, I.P. através dos

contactos abaixo.

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre

a segurança deste medicamento.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Trandolapril Mylan

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar na embalagem de origem.

Não conservar acima de 25ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem,

após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Trandolapril Mylan

- A substância ativa é o trandolapril.

- Uma cápsula contém 0,5 mg ou 2 mg de trandolapril.

- Os outros ingredientes são: lactose mono-hidratada (ver seção 2 “Trandolapril

Mylan contém lactose”), amido de milho pré-gelatinizado, celulose microcristalina,

dimeticone, estearato de magnésio, sílica coloidal anidra. O revestimento da cápsula

contém gelatina, dióxido de titânio (E171) e eritrosina (127). Adicionalmente esta

dosagem também contém:

0,5 mg: amarelo sunset (E110) (ver seção 2 "Trandolapril Mylan contém amarelo

sunset") e amarelo de quinoleína (E104).

2 mg: amarelo sunset (E110) (ver seção 2 "Trandolapril Mylan contém amarelo

sunset").

Qual o aspeto de Trandolapril Mylan e conteúdo da embalagem

Cada cápsula contém um pó branco.

0,5 mg: cápsula, oblonga, vermelho claro/amarelo.

2 mg: cápsula oblonga, vermelho claro/ vermelho claro.

Conteúdo:

0,5 mg, 2 mg:

14, 20, 28, 30, 50, 56, 84, 90 e 100 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Fabricantes

Pharmathen International S.A., Sapes Industrial Park, Block 5, 69300 Rodopi, Grécia

Gerard Laboratories, 35/36 Baldoyle Industrial Estate, Grange Road, Dublin 13,

Irlanda

Mylan S.A.S, ZAC des Gaulnes, 10, Boulevard de Lattre de Tassigny, 69330 Meyzieu,

França

Generics UK Ltd, Station Close, Potters Bar, Hertfordshire, EN6 1TL, Reino Unido

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Dinamarca

Trandolapril Mylan, harde kapsler 0,5 mg, 1 mg, 2 mg, 4 mg

República Checa Trandolapril Mylan 0.5 mg, 2 mg tvrda tobolka

França

Trandolapril Mylan 0.5 mg, 2 mg, 4 mg gélule

Itália

Trandolapril Mylan generics 0.5 mg, 2 mg

Polónia

TrandoGen 0.5 mg, 1 mg, 2 mg

Portugal

Trandolapril Mylan

Eslováquia

Trandolapril Mylan 2 mg, 4 mg

Reino Unido

Trandolapril 0.5mg, 1mg, 2mg, 4mg Capsules

Este folheto foi revisto pela última vez em Junho de 2017.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Trandolapril Mylan 0,5 mg cápsulas

Trandolapril Mylan 2 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula de 0,5 mg contém 0,5 mg de trandolapril.

Cada cápsula de 2 mg contém 2 mg de trandolapril.

Excipientes com efeito conhecido:

Cada cápsula contém 24 mg de lactose mono-hidratada.

Cada cápsula de 0,5 mg ou de 2 mg também contém 1,26 mg de amarelo Sunset

(E110).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula

Cada cápsula contém um pó branco.

0,5 mg: cápsulas vermelho claro/ amarelo

2 mg: cápsulas vermelho claro/ vermelho claro

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipertensão arterial ligeira ou moderada.

Disfunção ventricular esquerda após enfarte agudo do miocárdio.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos:

Hipertensão:

Para adultos, sem insuficiência renal ou hepática e sem insuficiência cardíaca

congestiva e que não estejam a tomar diuréticos, a dose inicial recomendada é de

0,5 mg, como dose única diária. Com uma dose de 0,5 mg, o efeito terapêutico

apenas será atingido numa minoria de doentes. A dosagem poderá ser duplicada em

intervalos de 2 a 4 semanas, de acordo com a resposta do doente, até a um máximo

de 4 mg como dose diária única.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

A dose de manutenção recomendada varia entre 1 a 2 mg em dose única diária. Se a

resposta do doente à dose de 4 mg de trandolapril for ainda insuficiente, deverá ser

considerada uma terapêutica de associação com diuréticos e bloqueadores dos canais

de cálcio.

Disfunção ventricular esquerda após enfarte agudo do miocárdio:

Após um enfarte agudo do miocárdio, o tratamento poderá ser iniciado a partir do 3º

dia, desde que as condições necessárias de tratamento tenham sido atingidas

(hemodinâmica estável e controlo de qualquer isquemia residual). A dose inicial

deverá ser baixa (ver secção 4.4), particularmente se o doente apresenta uma

tensão arterial normal ou baixa no início do tratamento. A dose inicial deverá ser de

0,5 mg por dia (24 horas). A dose poderá ser progressivamente aumentada até uma

dose diária máxima de 4 mg, em toma única. Esta titulação forçada poderá ser

temporariamente interrompida, em caso, por exemplo, de hipotensão sintomática.

O tratamento deverá ser iniciado no hospital, sob vigilância rigorosa, principalmente

da tensão arterial (ver secção 4.4.).

No caso de hipotensão, todos os tratamentos hipotensivos concomitantes (ver

secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1), (por exemplo, vasodilatadores, como nitratos e

diuréticos) devem ser cuidadosamente avaliados e, se possível, as suas doses

reduzidas. A dose de trandolapril deve ser reduzida apenas se as medidas anteriores

forem insuficientes ou impossíveis de serem implementadas.

Tratamento prévio com diurético

No caso de tratamento anterior com diurético, devem ser tomadas precauções

especiais:

Recomenda-se descontinuar o tratamento com o diurético pelo menos 72 horas

antes de iniciar o tratamento com trandolapril e/ou iniciar com uma dose de 0,5 mg

por dia. Neste caso, a dose deverá ser ajustada de acordo com a resposta do doente.

Caso seja necessário continuar o tratamento com o diurético, supervisão médica é

necessária.

Hipertensão renovascular

O tratamento inicial deve ser de 0,5 mg por dia. A dose deve ser ajustada de acordo

com a resposta da pressão arterial.

Insuficiência cardíaca

doentes

hipertensos

insuficiência

cardíaca

congestiva,

insuficiência renal associada, foi observada hipotensão sintomática após tratamento

com inibidores da ECA. Nestes doentes, a terapêutica deverá ser iniciada com uma

dose de 0,5 mg de trandolapril, uma vez por dia sob regular vigilância médica no

hospital.

Compromisso renal:

Em doentes com depuração de creatinina entre 30 ml/min e 70 ml/min, são

recomendadas as doses normais para os adultos e para os idosos. Doentes com

depuração de creatinina superior a 30 ml/min não necessitam de ajuste da dose

inicial.

Em doentes com depuração de creatinina de 0,2 – 0,5 ml/s (10 - 30 ml/min), o

tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 0,5 mg. Se necessário, a dose

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

pode ser aumentada para 1 mg por dia como dose única. Em doentes com depuração

de creatinina inferior a 0,2 ml/ s (10 ml/min) e em doentes submetidos a

hemodiálise a dose é de 0,5 mg em dose única diária. Para estes doentes é

necessária supervisão regular do potássio sérico e da creatinina sérica.

Compromisso hepático:

doentes

com função hepática fortemente

comprometida,

diminuição

depuração metabólica do fármaco original, trandolapril, e do metabolito ativo,

trandolaprilato, resulta num aumento marcado dos níveis plasmáticos de trandolapril

e em menor extensão, num aumento dos níveis de trandolaprilato. Por conseguinte,

o tratamento com trandolapril deverá ser iniciado com uma dose de 0,5 mg, uma vez

por dia sob vigilância médica regular e deverá ser ajustado de acordo com a resposta

terapêutica (ver secções 4.4 e 5.2).

População pediátrica:

O medicamento não deve ser administrado a crianças, uma vez que a experiência

com o tratamento de crianças é insuficiente.

Idosos:

Normalmente, não é necessário ajuste de dose. Estudos farmacocinéticos, realizados

em doentes hipertensos com mais de 65 anos com função renal normal para a idade,

indicam que não é necessário ajustar a dose. Como alguns doentes idosos podem,

contudo, ser especialmente sensíveis aos inibidores da ECA, recomenda-se utilizar

doses iniciais baixas e monitorizar a resposta da pressão arterial e a função renal.

necessária

precaução

doentes

idosos,

utilização

concomitante

diuréticos (ver secções 4.4, 4.5 e 5.1), com insuficiência cardíaca congestiva ou

insuficiência renal ou hepática. A dose deverá ser titulada de acordo com a resposta

da pressão arterial.

Modo de administração

Via oral.

Trandolapril Mylan pode ser tomado antes, durante ou depois de uma refeição.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa, a outros inibidores da ECA ou a qualquer um

dos excipientes mencionados na secção 6.1;

- Antecedentes de hipersensibilidade incluindo angioedema (por ex. edema de

Quincke) associado a uma administração prévia de um inibidor da ECA;

- Angioedema hereditário ou idiopático;

- Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6);

- O uso concomitante de Trandolapril Mylan com medicamentos contendo aliscireno é

contraindicado em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG

< 60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Risco de hipotensão e/ou insuficiência renal

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Em doentes com hipertensão arterial não complicada, foi raramente observada

hipotensão sintomática após a dose inicial e aquando de aumentos na dose de

trandolapril. Em certas condições pode ocorrer uma ativação marcada do sistema

renina-angiotensina-aldosterona especialmente em doentes com depleção grave de

líquidos e de sódio (dieta com baixo teor de sal, tratamento prolongado com

diuréticos, diálise, diarreia ou vómitos), estenose arterial renal, insuficiência cardíaca

cirrose

hepática

edema

e/ou

ascite.

supressão

sistema

renina-

angiotensina-aldosterona pelos inibidores da ECA pode provocar hipotensão arterial

grave e/ou insuficiência renal funcional, especialmente após a primeira dose, quando

a dose é aumentada e durante as 2 primeiras semanas de tratamento. A hipotensão

grave pode levar a desmaios e/ou lesões isquémicas em órgãos com perturbações

arteriais (por exemplo, enfarte agudo do miocárdio, enfarte cerebrovascular).

Nestes

doentes

risco,

incluindo

aqueles

angina

peito,

cardiopatia

isquémica ou perturbações cerebrovasculares, o tratamento com trandolapril deve

ser iniciado sob rigoroso controlo médico em doses baixas, com uma cuidadoso

ajuste das doses. No caso de administração anterior de um diurético, em certos

doentes especialmente se este tratamento tiver sido instituído recentemente, a

queda na pressão arterial no início do tratamento com trandolapril pode ser

excessiva. Recomenda-se descontinuar o tratamento com o diurético pelo menos 72

horas antes de iniciar o tratamento com trandolapril e iniciar com uma dose de 0,5

mg por dia (ver secção 4.5).

A depleção de sais e de líquidos deve ser corrigida antes de se iniciar o tratamento

com trandolapril.

doente

desenvolver

hipotensão

arterial

ou insuficiência renal

durante

tratamento, pode ser necessário efetuar uma redução da dose ou suspender o

tratamento com trandolapril e/ou com os diuréticos.

Um caso de hipotensão arterial que ocorra após a administração da dose inicial não

exclui a possibilidade de um tratamento posterior com trandolapril desde que a dose

seja corretamente ajustada.

Se ocorrer hipotensão sintomática recomenda-se colocar o doente em posição supina

e, se necessário, administrar soro fisiológico por perfusão intravenosa. Pode ser

necessário administrar uma solução intravenosa de atropina, caso exista bradicardia

associada.

Doentes com hipertensão renovascular

O tratamento da hipertensão renovascular é efetuado por revascularização.

Contudo, os inibidores da ECA podem ser úteis até a revascularização ser efetuada,

ou no caso de este procedimento não vir a ser efetuado. O risco de hipotensão

arterial grave e insuficiência renal está aumentado quando doentes com estenose

unilateral ou bilateral prévia da artéria renal, são tratados com um inibidor da ECA.

Os diuréticos podem aumentar ainda mais o risco. A perda da função renal pode

ocorrer somente com ligeiras alterações da creatinina sérica, mesmo em doentes

com estenose unilateral da artéria renal. Para estes doentes o tratamento deve ser

iniciado em meio hospitalar sob rigorosa vigilância médica com doses baixas e um

rigoroso ajuste de doses. O tratamento com diuréticos deve ser descontinuado e a

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

função renal e o potássio sérico monitorizados durante as primeiras semanas de

tratamento.

Avaliação da função renal

A avaliação do doente deve incluir a avaliação da função renal antes de se iniciar o

tratamento e durante o mesmo. Pode ocorrer proteinúria se se observar insuficiência

renal antes do início do tratamento ou ser forem utilizadas doses muito elevadas.

Doentes com insuficiência renal

No caso de ocorrer insuficiência renal, a dose deve ser reduzida se a depuração de

creatinina for ≤ 0,5 ml/s (≤ 30 ml/min) (ver secção 4.2). Em doentes com

insuficiência renal recomenda-se que a função renal e o potássio sérico sejam

cuidadosamente monitorizadas durante as primeiras semanas de tratamento e

subsequentemente se apropriado. Alguns doentes hipertensos sem patologia renal

previamente diagnosticada podem apresentar aumentos da creatinina sérica e do

azoto ureico sérico, quando o trandolapril é administrado em associação com

diuréticos. Pode ocorrer proteinúria.

Existe o risco de compromisso da função renal em doentes com insuficiência renal,

insuficiência cardíaca congestiva, estenose da artéria renal unilateral ou bilateral, em

rim único, bem como após transplante renal. Se detetado atempadamente, este

compromisso da função renal é reversível após a descontinuação do tratamento.

Adicionalmente, em doentes com insuficiência renal, deve considerar-se o risco de

hipercaliemia e o estado eletrolítico do doente verificado regularmente.

Transplante renal

Não existem dados disponíveis sobre a utilização do trandolapril em doentes

submetidos recentemente a transplante renal. Por este motivo o tratamento com

trandolapril não é recomendado.

Doentes com compromisso da função hepática

Recomenda-se uma monitorização médica regular e especial precaução nos doentes

com compromisso da função hepática, uma vez que trandolapril é um profármaco

metabolizada no fígado na sua fração ativa.

Falência hepática

Raramente, os inibidores da ECA foram associados a uma síndrome que se inicia com

icterícia colestática ou hepatite e que evolui para necrose hepática fulminante e

(algumas vezes) para morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Os

doentes tratados com inibidores da ECA que apresentem icterícia ou um aumento

marcado das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com o inibidor da

ECA e receber acompanhamento médico adequado.

Hipersensibilidade/Angioedema

Têm sido notificados casos de edema da face, lábios, língua, glote e/ou laringe, bem

como das extremidades em doentes tratados com inibidores da ECA, incluindo

trandolapril. O angioedema pode ocorrer particularmente durante as primeiras

semanas de tratamento. Frequentemente surge somente após um tratamento

prolongado com um inibidor da ECA.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Nestes casos, o tratamento com trandolapril deve ser imediatamente descontinuado

e o doente monitorizado até desaparecer o edema. Quando o edema é localizado e

inclui somente a face, de um modo geral desaparece sem tratamento embora os

anti-histamínicos sejam eficazes no alívio dos sintomas.

A associação do edema da face com o edema da glote pode ser potencialmente fatal.

O inchaço da língua, glote ou laringe pode causar obstrução respiratória. Deve ser

administrada rapidamente adrenalina subcutânea a 0,1% (0,3 – 0,5 ml) além de

serem tomadas outras medidas terapêuticas apropriadas. Deve tomar-se especial

cuidado em doentes com antecedentes de angioedema idiopático; e o trandolapril

está contraindicado em doentes em que o angioedema tenha sido uma reação

adversa a algum inibidor da ECA (ver secção 4.3).

Após uma reação deste tipo, o tratamento com um inibidor da ECA não deve ser

retomado. Os doentes que já apresentaram anteriormente edema de Quincke que

ocorreu não associado à administração de inibidores da ECA têm um risco acrescido

de apresentarem novo edema de Quincke se forem tratados com um inibidor da ECA

(ver secção 4.3).

Foi demonstrada uma associação entre os inibidores ECA e o aumento da taxa de

frequência de angioedema em indivíduos de raça negra comparativamente aos

caucasianos.

Foram

notificados

casos

angioedema

intestinal

doentes

tratados

inibidores da ECA. Estes doentes apresentavam dor abdominal (com ou sem náuseas

ou vómitos); nalguns casos não ocorreu edema anterior da face e os níveis de C-1

esterase estavam normais. O angioedema foi diagnosticado por procedimentos

incluindo

tomografia

computorizada

abdominal,

ecografia

cirurgia tendo

sintomas desaparecido após a descontinuação do inibidor da ECA. O angioedema

intestinal deve ser incluído no diagnóstico diferencial dos doentes tratados com

inibidores da ECA que apresentem dores abdominais (ver secção 4.8).

concomitante

inibidores

mTOR

(por

ex.,

sirolímus,

everolímus,

temsirolímus)

Nos doentes que tomam concomitantemente inibidores de mTOR (por ex., sirolímus,

everolímus, temsirolímus), a terapêutica pode aumentar o risco de angioedema (por

ex., inchaço das vias aéreas ou língua, com ou sem insuficiência respiratória) (ver

secção 4.5).

Diferenças étnicas

Tal como acontece com os outros inibidores da ECA, o trandolapril pode ser menos

eficaz na redução da pressão arterial em doentes de raça negra comparativamente

caucasianos. Esta situação

pode ser

provavelmente

devida

uma maior

incidência de baixas taxas de renina em doentes hipertensos de raça negra.

Tosse

Durante o tratamento com um inibidor da ECA, pode surgir uma tosse seca não

produtiva que desaparece com a descontinuação do tratamento. Se o tratamento

com um inibidor da ECA for considerado essencial, deve ser considerada uma

reavaliação do tratamento.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do

diagnóstico diferencial da tosse.

Hipercaliemia

Em doentes tratados com inibidores da ECA, incluindo o trandolapril (ver também

secção 4.5), foi observado um aumento das concentrações de potássio sérico. Os

fatores de risco para o desenvolvimento da hipercaliemia incluem insuficiência renal,

deterioração

função

renal,

idade

(>

anos),

diabetes

mellitus,

eventos

intercorrentes

particular

desidratação,

disfunção

ventricular

esquerda

após

enfarte agudo do miocárdio, acidose metabólica, e utilização concomitante de

diuréticos

poupadores

potássio

(por

exemplo,

espironolactona,

eplerenona,

triamtereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo

potássio; ou doentes que estão a tomar outros medicamentos associados a um

aumento do potássio sérico (por ex. heparina, cotrimoxazol também conhecido como

trimetoprim/sulfametoxazol). A utilização de suplementos de potássio, diuréticos

poupadores de potássio ou substitutos do sal contendo potássio particularmente em

doentes com compromisso da função renal, pode levar a um aumento significativo do

potássio sérico. A hipercaliemia pode causar arritmias graves, por vezes fatais. Se a

utilização concomitante de trandolapril e qualquer uma das substâncias acima

mencionadas for de todo a mais adequada, esta deve ser feita com precaução e com

uma monitorização frequente do potássio sérico (ver secção 4.5).

Cirurgia/Anestesia

Em doentes submetidos a uma grande cirurgia ou durante a anestesia com fármacos

potencialmente hipotensores, os inibidores da ECA, incluindo o trandolapril, podem

bloquear a formação secundária de angiotensina II para compensar a libertação de

renina que podem induzir uma hipotensão arterial possivelmente grave, a qual pode

ser corrigida com expansores do plasma. Se não for possível descontinuar o

tratamento com os inibidores da ECA, a terapêutica de volume deve ser administrada

com precaução.

Estenose aórtica / cardiomiopatia hipertrófica

Os inibidores da ECA não devem ser utilizados em doentes com estenose da aorta ou

obstrução do fluxo ventricular esquerdo.

Neutropenia/ agranulocitose e depressão da medula óssea

Em doentes a tomar inibidores da ECA foi observada neutropenia/ agranulocitose e

depressão da medula óssea. Estas reações são mais frequentes em doentes com

compromisso

renal,

especialmente

apresentam

doenças

vasculares

colagénio (por exemplo, lúpus eritematoso disseminado e esclerodermia) bem como

os submetidos a tratamento imunossupressor com fármacos que têm um elevado

risco potencial de leucopenia. A neutropenia é reversível após a descontinuação do

inibidor

ECA.

melhor

prevenção

seguir

rigorosamente

doses

recomendadas. Se um tratamento com um inibidor da ECA for de facto necessário

nestes doentes de risco, deve ser avaliada cuidadosamente a relação benefício/

risco. Deve ser considerada uma monitorização regular dos níveis de glóbulos

brancos e de proteínas na urina em doentes que apresentam doenças vasculares do

colagénio

(por

exemplo,

lúpus

eritematoso

disseminado

esclerodermia),

especialmente associadas a compromisso da função renal e terapêutica concomitante

particularmente

corticosteroides

antimetabólicos,

tratamento

alopurinol ou procainamida.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Proteinúria

A proteinúria pode ocorrer particularmente em doentes com compromisso da função

renal existente ou em doentes a tomar doses relativamente elevadas de inibidores

da ECA. O trandolapril só deve ser administrado após uma avaliação criteriosa da

relação benefício/ risco do tratamento de doentes com proteinúria clinicamente

relevante (superior a 1 g/dia).

Reações anafilactoides durante a dessensibilização contra animais

Raramente, os doentes tratados com inibidores da ECA durante a dessensibilização

contra venenos animais apresentaram reações anafilactoides que podem pôr em

risco a vida. Estas reações foram evitadas pela suspensão temporária da terapêutica

com o inibidor da ECA antes de cada dessensibilização.

Reações anafilactoides durante a aférese de LDL

Raramente, os doentes tratados com inibidores da ECA evidenciaram reações

anafilactoides que podem pôr em risco a vida durante a aférese de lipoproteínas de

baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrano. Estas reações são evitadas pela

suspensão temporária da administração do inibidor da ECA antes de cada aférese.

Reações anafilactoides durante a hemodiálise

Reações

anafilactoides,

tais

como

rubor

facial,

hipotensão

dispneia,

foram

reportadas em doentes submetidos a diálise com membranas de alto fluxo (por ex.

AN69®) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nestes doentes

deve ser considerada a utilização de um tipo diferente de membranas de diálise ou

de uma classe diferente de anti-hipertensores.

Doentes diabéticos

Em doentes diabéticos tratados com antidiabéticos orais ou insulina, o controlo

glicémico deve ser efetuado rigorosamente durante o primeiro mês de tratamento

com um inibidor da ECA (ver secção 4.5).

Gravidez

Os inibidores da ECA não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em

situações

manutenção

da terapêutica com inibidores

da ECA

seja

considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser

alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja

estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da

ECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

População pediátrica

A segurança e eficácia de trandolapril em crianças não foram estudadas.

Interações

Este medicamento NÃO É DE UM MODO GERAL RECOMENDADO em associação com

diuréticos poupadores de potássio, sais de potássio e lítio (ver secção 4.5).

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA)

Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores

angiotensina

aliscireno

aumenta

risco

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos

recetores da angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções

4.5 e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta

só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma

monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Contém lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Associações não recomendadas (ver secção 4.4)

Potássio ou diuréticos poupadores de potássio: amilorida, canrenoato de potássio,

esprironolactona, triamtereno, potássio (sais):

A administração concomitante de potássio ou de diuréticos poupadores de potássio

aumenta o risco de hipercaliemia, particularmente em caso de insuficiência renal,

diabetes mellitus e/ou disfunção ventricular esquerda após enfarte do miocárdio. No

estudo

aleatorizado,

controlado

placebo,

grupo

paralelo

Avaliação

Cardiológica do Trandolapril (TRAndolapril Cardiac Evaluation - TRACE) em doentes

sobreviveram

enfarte

agudo

miocárdio

disfunção

sistólica

ventricular esquerda residual, a hipercaliemia foi observada como um acontecimento

adverso em 5% (0,2% relacionado) e em 3% dos indivíduos (nenhum relacionado)

nos grupos de trandolapril e placebo, respetivamente. Oitenta (80%) indivíduos

neste estudo receberam diuréticos (ver secção 4.4). Caso esta associação seja

considerada necessária, é essencial efetuar a monitorização frequente do potássio

sérico.

Lítio:

O uso concomitante pode conduzir ao aumento das concentrações plasmáticas de

lítio, potencialmente até níveis tóxicos (reduz a excreção renal de lítio). A utilização

do trandolapril com o lítio não é recomendada, mas se a mesma for considerada

necessária, deve ser efetuada uma monitorização cuidadosa dos níveis séricos de

lítio

Anestésicos:

Os inibidores da ECA podem aumentar os efeitos hipotensores de certos agentes

anestésicos para inalação.

Associações que requerem precaução de utilização

Diuréticos tiazídicos e da ansa:

Os doentes submetidos a tratamento com diuréticos, especialmente os doentes que

iniciaram recentemente o tratamento ou doentes com depleção de volume e/ou de

sal, podem desenvolver uma queda brusca da pressão arterial e/ou falência pré-renal

após o início do tratamento com inibidores da ECA. O risco de episódios hipotensivos

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

pode ser reduzido pela descontinuação dos diuréticos, por um aumento prévio da

ingestão de sal e iniciando o tratamento com doses mais baixas do inibidor da ECA.

Futuros aumentos de dose devem ser efetuados com precaução. O trandolapril pode

atenuar a perda de potássio causada pelos diuréticos tiazídicos e da ansa.

Agentes anti-hipertensores:

A associação de trandolapril e outros anti-hipertensores pode potenciar a resposta

anti-hipertensiva dos inibidores da ECA. Fármacos bloqueadores adrenérgicos só

podem ser usados concomitantemente sob supervisão cuidadosa.

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema

renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da

ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a

maior

frequência

acontecimentos

adversos,

tais

como

hipotensão,

hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em

comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,

4.4 e 5.1).

Opiáceos/Agentes antipsicóticos:

Pode ocorrer hipotensão postural devida à sua administração concomitante.

Alopurinol,

procainamida,

citostáticos

imunossupressores,

corticosteroides

sistémicos:

Quando utilizados concomitantemente com inibidores da ECA, pode haver risco

aumentado de leucopenia.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides:

Como acontece com todos os anti-hipertensores, os anti-inflamatórios não esteroides

(como o ácido acetilsalicílico em regimes de dose anti-inflamatória, inibidores da

COX-2 e AINEs não seletivos), podem reduzir os efeitos anti-hipertensivos do

trandolapril. O uso concomitante de inibidores da ECA e de AINEs pode levar a um

aumento do risco de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência

renal aguda e um aumento do potássio sérico. Estes efeitos são, em princípio,

reversíveis e ocorrem, especialmente, em doentes com uma função renal pobre

preexistente. A associação deve ser administrada com precaução especialmente em

pessoas mais idosas. Os doentes devem ser adequadamente hidratados, devendo ser

tida em consideração a monitorização da função renal e da pressão arterial após o

início ou descontinuação do tratamento concomitante e depois periodicamente.

Simpaticomiméticos:

Os simpaticomiméticos podem reduzir o efeito hipotensor dos inibidores da ECA. O

doente deve ser acompanhado de perto para garantir que o efeito desejado é

atingido.

Antidiabéticos (insulina, sulfonamidas hipoglicémicas):

Como com todos os inibidores da ECA, o uso concomitante de medicamentos

antidiabéticos (insulina ou agentes hipoglicémicos orais) pode causar um aumento

dos níveis de glucose no sangue por diminuição do seu efeito, com maior risco de

hipoglicemia.

este

motivo,

níveis

glucose

sanguínea

devem

cuidadosamente

monitorizados

diabéticos

particularmente

início

tratamento ou quando se procede a um aumento da dose de um inibidor da ECA.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Antiácidos:

A administração concomitante pode levar a uma redução da biodisponibilidade dos

inibidores da ECA. Por este motivo, a administração de trandolapril e de antiácidos

deve ser feita com pelo menos 2 horas de intervalo.

Neurolépticos ou antidepressivos tricíclicos:

Há um aumento do risco de hipotensão ortostática, em associação com neurolépticos

ou antidepressivos tricíclicos, como acontece com todos os outros anti-hipertensivos.

Inibidores da mTOR (por ex., sirolímus, everolímus, temsirolímus)

Os doentes em terapêutica concomitante com inibidores da mTOR podem ter risco

acrescido de angioedema (consultar a secção 4.4).

Cotrimoxazol (trimetoprim/sulfametoxazol):

Os doentes que tomam concomitantemente cotrimoxazol

(trimetoprim/sulfametoxazol) podem ter risco acrescido de hipercaliemia (consultar

secção 4.4).

Ouro:

Foram notificadas raramente reações nitritoides (sintomas que incluem rubor facial,

náuseas, vómitos e hipotensão) em doentes em terapêutica concomitante com ouro

injetável (aurotiomalato de sódio) e inibidores da ECA.

Álcool:

O consumo de álcool aumenta o efeito hipotensor de trandolapril.

Utilização de membranas de hemodiálise de poliacrilonitrilo de alto fluxo:

Foram notificados casos de reações anafilactoides às membranas de poliacrilonitrilo

de alto fluxo utilizadas na hemodiálise, em doentes tratados com inibidores da ECA.

Assim como para outros anti-hipertensores desta classe terapêutica, esta associação

deverá ser evitada quando se prescreve inibidores da ECA a doentes a fazer diálise

renal.

Ausência de interações com outros medicamentos:

Em estudos realizados em voluntários saudáveis, não foram observadas interações

farmacocinéticas quando o trandolapril foi associado com a digoxina, furosemida,

nifedipina, glibenclamida, propanolol ou cimetidina. As propriedades anticoagulantes

da varfarina não foram afetadas pela administração concomitante de trandolapril.

Não foram observadas interações clínicas em doentes com disfunção ventricular

esquerda após enfarte agudo do miocárdio, quando o trandolapril foi administrado

associação

trombolíticos,

ácido

acetilsalicílico,

bloqueadores-beta,

antagonistas do cálcio, nitratos, anticoagulantes, diuréticos ou digoxina.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A administração de inibidores da ECA não é recomendada durante o primeiro

trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A administração de inibidores da ECA está

contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3

e 4.4).

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição

aos inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não é conclusiva;

contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. A não ser que a

manutenção do tratamento com inibidores da ECA seja considerada essencial, nas

doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas

anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja

estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da

ECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa.

A exposição aos inibidores da ECA durante o segundo e terceiro trimestres de

gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos

(diminuição da função renal, oligoidrâmnios, atraso na ossificação do crânio) e

toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver secção 5.3).

No caso da exposição ao inibidor da ECA ter ocorrido a partir do segundo trimestre

de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos

ossos do crânio. Lactentes cujas mães estiveram expostas a inibidores da ECA

devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver

secções 4.3 e 4.4).

Amamentação

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de trandolapril

durante

amamentação,

trandolapril

não

recomendado

são

preferíveis

terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o aleitamento esteja

estabelecido, particularmente em lactentes recém-nascidos ou pré-termo.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Tendo em conta as propriedades farmacológicas do trandolapril, não são esperados

efeitos especiais.

Devido às diferenças individuais nas reações aos inibidores da ECA, a capacidade de

conduzir ou utilizar máquinas pode estar reduzida devido aos efeitos secundários

observados, tais como tonturas e fadiga.

Isto pode ocorrer especialmente no início do tratamento ou após mudança de

medicação, após um aumento de dose ou durante a utilização concomitante com

álcool. Portanto, após a primeira dose ou após aumentos de dose subsequentes, não

é aconselhável conduzir ou operar máquinas durante várias horas.

4.8 Efeitos indesejáveis

A tabela seguinte apresenta reações adversas notificadas no contexto de ensaios

clínicos

hipertensão

(n=2.520)

pós-enfarte

miocárdio

(n=876)

experiência pós-comercialização com trandolapril.

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por

ordem decrescente de gravidade, quando a gravidade pode ser avaliada.

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Os efeitos indesejáveis estão listados abaixo utilizando a seguinte convenção sobre

frequência:

Muito frequentes (≥1/10)

Frequentes (≥1/100 a <1/10)

Pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100)

Raros (≥1/10.000 a <1/1.000)

Muito raros (<1/10.000),

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)

Infeções e infestações

Pouco frequentes

Raros

Infeção

trato

respiratório

superior.

Infeção

trato

urinário,

bronquite, faringite.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros

Desconhecido

Leucopenia, anemia, anomalia das

plaquetas,

alteração

leucócitos.

Agranulocitose,

pancitopenia,

contagem de plaquetas diminuída,

hemoglobina

diminuída,

hematócrito diminuído.

Doenças do sistema imunitário

Raros

Hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da nutrição

Raros

Desconhecido

Hiperglicemia,

hiponatremia,

hipercolesterolemia,

hiperlipidemia,

hiperuricemia,

gota,

anorexia,

aumento

apetite, anormalidade enzimática.

Hipercaliemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes

Raros

Insónia, diminuição da libido.

Alucinação,

depressão,

perturbações do sono, ansiedade,

agitação, apatia, nervosismo.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Desconhecido

Cefaleias, tonturas.

Sonolência.

Acidente

vascular

cerebral,

síncope,

mioclonia,

parestesia,

enxaqueca, enxaqueca sem aura,

disgeusia.

Acidente

isquémico

transitório,

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

hemorragia cerebral, perturbações

do equilíbrio.

Afeções oculares

Raros

Blefarite,

edema

conjuntival,

alteração da visão, doença ocular

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes

Raros

Vertigens

Zumbido

Doenças cardíacas

Pouco frequentes

Raros

Desconhecido

Palpitações

Enfarte do miocárdio, isquemia do

miocárdio,

angina

peito,

insuficiência cardíaca, taquicardia

ventricular,

taquicardia,

bradicardia

Bloqueio

auriculoventricular,

paragem

cardíaca,

arritmia,

eletrocardiograma anormal

Vasculopatias

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Hipotensão*

Afrontamentos

Hipertensão,

angiopatia,

hipotensão

ortostática,

doença

vascular periférica, veia varicosa

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Desconhecido

Tosse

Inflamação

trato

respiratório

superior,

congestão

trato

respiratório superior

Dispneia, epistaxe, inflamação da

faringe,

orofaríngea,

tosse

produtiva,

perturbação

respiratória, irritação da garganta,

rinorreia

Broncospasmo.

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Raros

Náuseas, diarreia, obstipação, dor

gastrointestinal,

perturbação

gastrointestinal

Hematemese,

gastrite,

vómitos,

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Desconhecido

abdominal,

dispepsia,

boca

seca, flatulência.

Íleo, pancreatite.

Afeções hepatobiliares

Raros

Muito raros

Desconhecido

Hepatite, hiperbilirrubinemia

Colestase

Icterícia, teste da função hepática

anormal,

transaminases

aumentadas

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes

Raros

Desconhecido

Prurido, erupção cutânea

Angioedema,

hiperidrose,

psoríase, eczema, acne, pele seca,

alterações da pele, urticária

Síndrome

Stevens-Johnson,

necrólise

epidérmica

tóxica,

alopécia

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

Pouco frequentes

Raros

costas,

espasmos

musculares,

dores

extremidades

Mialgia,

artralgia,

óssea,

osteoartrite

Doenças renais e urinárias

Raros

Desconhecido

Insuficiência

renal,

azotemia,

poliúria, polaquiúria.

Aumento

creatinina

sérica,

ureia

sangue

aumentada,

proteinúria

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Pouco frequentes

Disfunção erétil

Afeções congénitas, familiares e genéticas

Raros

Malformação

arterial

congénita,

ictiose

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Astenia

Mal-estar

geral,

peito,

edema

periférico,

sensação

indisposição

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Desconhecido

Edema, fadiga

Pirexia

Exames complementares de diagnóstico

Muito raros

Desconhecido

Gama-glutamiltransferase

aumentada,

lípase

aumentada,

imunoglubulina aumentada.

Ureia sérica aumentada, creatinina

sérica

aumentada,

contagem

plaquetas

diminuída,

testes

função

hepática

aumentados

(incluindo AST e ALT), fosfatase

alcalina

sangue

aumentada,

lactato desidrogenase no sangue

aumentada,

teste

laboratório

anormal

Complicações

intervenções

relacionadas

com lesões e intoxicações

Raros

Lesão

* De acordo com o estudo clinico TRACE (n=876), a hipotensão tem uma frequência

frequente

doentes

disfunção

ventricular

esquerda

após

enfarte

miocárdio. Contudo, tem uma frequência pouco frequente nos doentes provenientes

de ensaios clínicos de hipertensão (n=2.520).

Efeitos indesejáveis notificados para os inibidores da ECA como classe (frequência

não referida):

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Anemia hemolítica, eosinofilia e/ou ANA (anticorpos antinucleares) aumentados

Doenças do sistema nervoso

Estado confusional

Afeções oculares

Visão turva

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Sinusite, rinite, glossite

Doenças gastrointestinais:

Angioedema intestinal

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Eritema multiforme, eflorescências semelhantes a psoríase

Afeções congénitas, familiares e genéticas

Anemia

hemolítica

deficiência

congénita

(glucose-6-fosfato

desidrogenase)

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

As doses mais elevadas utilizadas em estudos clínicos são de 32 mg (administrada

como dose única a voluntários saudáveis) e de 16 mg (doses repetidas em doentes

hipertensos) respetivamente.

Os sintomas de sobredosagem são hipotensão grave, choque, estupor, bradicardia,

alterações eletrolíticas e insuficiência renal.

Tratamento

Após

ingestão

sobredosagem,

doente

deve

cuidadosamente

monitorizado, preferencialmente numa unidade de cuidados intensivos. Os eletrólitos

séricos e a creatinina sérica devem ser avaliados frequentemente. As medidas

terapêuticas dependem da gravidade dos sintomas. Caso a ingestão tenha sido

recente devem-se tomar medidas para eliminar o trandolapril (por exemplo, emese,

lavagem gástrica, administração de adsorventes e sulfato de sódio).

Em caso de hipotensão sintomática, o doente deverá ser colocado em posição de

choque e deve ser iniciado, assim que possível, tratamento com soro fisiológico ou

com outras formas de expansão do plasma. Pode ser considerado o tratamento com

angiotensina II num centro especializado. Reações vasovagais graves ou bradicardia

devem ser tratadas com atropina. Deve considerar-se recorrer ao tratamento com

pacemaker.

Não se sabe se o trandolaprilato pode ser eliminado do organismo por hemodiálise

num grau clinicamente significativo.

Não há antidoto específico para uma sobredosagem com trandolapril.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Grupo

farmacoterapêutico:

3.4.2.1

Inibidores

Enzima

Conversão

Angiotensina

Classificação ATC: C09A A10

Mecanismo de ação

O trandolapril é um pró-fármaco rapidamente hidrolisado por uma via não específica,

no metabolito ativo de longa duração, potente, trandolaprilato (outros metabolitos

são inativos) e atua como um inibidor da enzima de conversão da angiotensina

(inibidor da ECA) ativo por via oral, sem um grupo sulfidrilo. Adicionalmente à

inibição da ECA plasmática, o trandolapril evidenciou experimentalmente inibir

também a ECA tecidular (particularmente vascular, cardíaca e suprarrenal). A

relevância clínica da inibição tecidular da ECA não foi estabelecida no ser humano.

A enzima conversora da angiotensina é uma peptidil-peptidase, que catalisa a

transformação da angiotensina I na angiotensina vasoconstritora II e favorece o

metabolismo da bradiquinina em fragmentos inativos.

Baixas doses de trandolapril induzem uma inibição potente da ECA, a qual diminui a

produção de angiotensina II, reduz a secreção de aldosterona e aumenta a atividade

plasmática da renina por inibição de um mecanismo de regulação de feedback

negativo.

O trandolapril modula assim o sistema renina-angiotensina-aldosterona o qual

desempenha um papel significativo na regulação do volume e da pressão sanguínea.

A inibição da degradação da bradiquinina, da libertação das prostaglandinas e a

redução da atividade do sistema nervoso simpaticomimético são outros mecanismos

de ação que podem ser importantes para a atividade vasodilatadora dos inibidores

da ECA.

Efeitos farmacodinâmicos

As propriedades de trandolapril poderão explicar os resultados obtidos na regressão

da hipertrofia cardíaca com melhoria da função diastólica e melhoria da compliance

arterial

homem.

Adicionalmente

sido

observada

diminuição

hipertrofia vascular nos animais.

A redução na resistência periférica induzida pelo trandolapril não está associada a

retenção de líquidos ou sais nem a taquicardia.

A administração de trandolapril em doentes hipertensos origina uma redução na

pressão

arterial

sistólica

diastólica.

trandolapril

exerce

efeito

anti-

hipertensivo que é independente dos níveis plasmáticos de renina.

No homem o efeito anti-hipertensivo do trandolapril é evidente uma hora após a

administração e persiste durante pelo menos 24 horas, permitindo a administração

de uma dose única diária. O trandolapril não afeta o ritmo circadiano (24 horas) da

pressão arterial.

efeito

anti-hipertensivo

mantido

tratamento

longo

prazo

desenvolvimento de tolerância. Não se observa qualquer efeito “rebound” após a

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

descontinuação do tratamento. O tratamento com trandolapril garante uma melhoria

significativa da qualidade de vida do doente.

A associação com um diurético ou com um antagonista do cálcio potencia o efeito

anti-hipertensivo do trandolapril.

Eficácia e segurança clínicas

Foi realizado um estudo clínico multicêntrico, controlado com placebo em doentes

com disfunção ventricular esquerda após enfarte agudo do miocárdio. Um total de

1749 doentes foram aleatorizados para receber placebo ou trandolapril a partir do 3º

dia após o enfarte agudo do miocárdio tendo sido seguidos durante um período de

pelo menos 24 meses.

tratamento

trandolapril

resultou

numa

redução

taxa

mortalidade total, 25% de redução da taxa de mortalidade cardiovascular, 24% de

redução do risco de morte súbita, 29% de redução na incidência da insuficiência

cardíaca resistente ou grave e 14% de redução do enfarte de miocárdio recorrente.

Comparativamente ao placebo os doentes tratados com trandolapril evidenciaram

uma redução significativa dos sintomas de insuficiência cardíaca, edema periférico,

dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna e fadiga.

Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan

Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D

(“The

Veterans

Affairs

Nephropathy

Diabetes”))

têm

examinado

associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular

ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão

de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados

renais e/ou cardiovasculares e mortalidade,

enquanto foi

observado um

risco

aumentado

hipercaliemia,

insuficiência

renal

aguda

e/ou

hipotensão,

comparação

monoterapia.

Dadas

suas

propriedades

farmacodinâmicas

semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA

e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem

assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and

Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de

aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos

recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal

crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a

um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente

vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado

com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

acontecimentos

adversos

graves

interesse

(hipercaliemia,

hipotensão

disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com

aliscireno que no grupo tratado com placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Trandolapril

rapidamente

absorvido

após

administração

oral.

quantidade

absorvida corresponde a 40 a 60% da dose administrada e não é afetada pela

presença de alimentos. Cerca de 36% do trandolapril absorvido é metabolizado em

trandolaprilato. A biodisponibilidade do trandolaprilato é de cerca de 13% após a

administração oral do trandolapril.

Distribuição

O pico de concentração plasmática do trandolapril é atingido ao fim de cerca de 30

minutos após a administração. O trandolapril desaparece rapidamente do plasma

com um tempo de semivida inferior a 1 hora.

Biotransformação

O trandolapril é hidrolisado no seu metabolito ativo trandolaprilato, um inibidor

específico

(enzima

conversão

angiotensina).

quantidade

trandolaprilato formada não é modificada pelo consumo de alimentos. O pico de

concentração plasmática do trandolaprilato é atingido ao fim de cerca de 3-8 horas

após a administração.

No plasma, a taxa de ligação às proteínas é superior a 80%. É uma ligação saturável

e com uma grande afinidade à ECA. O trandolaprilato liga-se também de forma não

saturável à albumina.

Após

administrações

repetidas

doses

únicas

trandolaprilato,

estado

estacionário é atingido dentro de quatro dias, tanto em indivíduos saudáveis como

em indivíduos hipertensos jovens ou mais idosos bem como nos doentes com

insuficiência cardíaca. A semivida efetiva do trandolaprilato está compreendida entre

15 e 23 horas.

Eliminação

A excreção do trandolaprilato não metabolizado na urina corresponde a cerca de 9-

dose

administrada.

Após

administração

oral

produto

marcado

radioactivamente, 33% da radioatividade é detetada na urina e 66% nas fezes. A

depuração renal do trandolaprilato depende da dose administrada e varia de 0,5 a 4

litros por hora.

Insuficiência renal:

A depuração renal do trandolaprilato (cerca de 70 ml/min) é proporcional à

depuração

creatinina.

concentrações

plasmáticas

trandolaprilato

são

significativamente mais elevadas em doentes com uma depuração da creatinina ≤30

ml/min e em doentes sujeitos a hemodiálise. Nestes doentes recomenda-se proceder

a um ajuste de dose (ver 4.2).

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Após a administração de doses repetidas em doentes com insuficiência renal crónica,

o estado estacionário é igualmente atingido ao fim de 4 dias, independentemente do

grau da insuficiência renal.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos

toxicidade

oral

aguda

trandolapril

metabolito

ativo,

trandolaprilato, realizados em ratos e ratinhos mostraram que ambos os compostos

não são tóxicos para valores de DL50 superiores a 4.000 mg/kg.

Estudos de toxicidade oral de dose repetida foram avaliados em ratos e cães durante

18 e 12 meses respetivamente.

Nestes estudos, as principais observações foram a anemia (doses de 20 mg/Kg/dia e

superiores no rato estudo de 30 dias e de 25 mg/Kg/dia e superiores no cão no

estudo de 6 meses), irritação e ulceração gástrica (doses de 20 mg/kg/dia e

superiores em ratos no estudo de 30 dias e 125 mg/kg/dia em cães no estudo de 6

meses) e lesões renais (20 mg/kg/dia e superiores no em ratos no estudo de 30 dias

e 10 mg/kg/dia em cães em estudo de 30 dias). Foram também vistas lesões renais

nos estudos de 6 meses no rato e no cão (com doses de 0,25 e 25 mg/kg/dia

respetivamente); Estes efeitos foram reversíveis após suspensão do tratamento.

Efeitos em estudos não clínicos foram observados somente em casos de exposições

consideradas

suficientemente

excesso

relativamente

doses

máximas

recomendadas para o homem embora sem qualquer relevância do ponto de vista

clínico. Estas incluem anemia e irritação e ulceração gástrica.

Estudos de toxicidade reprodutiva evidenciaram um desenvolvimento renal afetado

com um aumento de incidência da dilatação renal pélvica, após doses de pelo menos

10 mg/kg/dia, embora o desenvolvimento normal das crias não tenha sido afetado.

O trandolapril não evidenciou ser mutagénico ou carcinogénico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Dimeticone

Celulose microcristalina

Lactose mono-hidratada

Amido de milho pré-gelatinizado

Sílica coloidal anidra

Estearato de magnésio

Invólucro da cápsula de 0,5 mg:

Gelatina

Dióxido de titânio (E171)

Eritrosina (E127)

Amarelo sunset (E110)

Amarelo de quinoleína (E104)

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

Invólucro da cápsula de 2 mg:

Gelatina

Dióxido de titânio (E171)

Eritrosina (E127)

Amarelo sunset (E110)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister (PVC/PE/PVDC/Al)

14, 20, 28, 30, 50, 56, 84, 90 e 100 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

0,5 mg:

Registo nº 5222674 no Infarmed, I.P.- Blister 14 unidades

Registo nº 5222708 no Infarmed, I.P.- Blister 28 unidades

Registo nº 5222716 no Infarmed, I.P.- Blister 56 unidades

2 mg:

Registo nº 5222724 no Infarmed, I.P.- Blister 14 unidades

Registo nº 5222732 no Infarmed, I.P.- Blister 28 unidades

Registo nº 5222740 no Infarmed, I.P.- Blister 56 unidades

APROVADO EM

26-07-2017

INFARMED

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data de autorização: 25-08-2009

Data de aprovação da última renovação: 15-11-2016

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Junho de 2017

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação