Tramadol Mylan 100 mg/2 ml Solução injetável

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Tramadol
Disponível em:
Mylan, Lda.
Código ATC:
N02AX02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Tramadol
Dosagem:
100 mg/2 ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável
Composição:
Tramadol, cloridrato 50 mg/ml
Via de administração:
Via intramuscular; Via intravenosa; Via subcutânea
Unidades em pacote:
Ampola - 5 unidade(s) - 2 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.12 Analgésicos estupefacientes
Área terapêutica:
tramadol tramadol tramadol
Resumo do produto:
2831188 - Ampola 5 unidade(s) 2 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Comercializado - 10012613 - 50016750
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
G25/95
Data de autorização:
1998-12-22

APROVADO EM

03-08-2019

INFARMED

TRAMADOL Mylan , 50mg, Cápsulas

TRAMADOL Mylan , 100mg/ml, Gotas orais, solução

TRAMADOL Mylan , 100mg/2ml, Solução injectável

Apresentação:

Embalagens de 20 Cápsulas

Embalagens de 30ml Gotas orais, solução

Embalagens de 5 Ampolas injectáveis

Composição:

1 Cápsula contém 50mg de Cloridrato de Tramadol

1ml de Gotas orais, solução contém 100mg de Cloridrato de Tramadol

1ml de Solução Injectável contém 50mg de Cloridrato de Tramadol

Forma farmacêutica:

Cápsulas para administração oral

Gotas orais, solução para administração oral

Solução injectável para administração intravenosa, intramuscular ou subcutânea

Tipo de actividade:

Analgésico estupefaciente

Nome do detentor da autorização de introdução no mercado:

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, nº 44C – 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Portugal

Indicações terapêuticas:

Dor de intensidade moderada a grave.

Contra-indicações:

O Tramadol não deve ser utilizado nas seguintes situações:

doentes com hipersensibilidade conhecida ao Tramadol, ou a qualquer dos excipientes;

intoxicação alcoólica aguda, intoxicação por analgésicos, hipnóticos, opiáceos ou

fármacos psicotrópicos.

doentes tratados com inibidores da monoamino oxidase ou que interromperam esta

terapêutica há menos de 14 dias.

doentes que sofram de epilepsia não controlada

O tramadol não deve ser usado como um substituto nos doentes dependentes de

opióides.

Efeitos secundários:

As reacções adversas mais frequentemente notificadas são náuseas e tonturas, as quais

ocorrem em mais de 10% dos doentes.

APROVADO EM

03-08-2019

INFARMED

Alterações no Sistema Imunitário:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): reacções alérgicas (ex: dispneia, broncoespasmo,

respiração ofegante, edema angioneurótico) e anafilaxia.

Doenças do metabolismo e da nutrição:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): Alterações no apetite

Desconhecido: níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia)

Alterações psiquiátricas:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): podem ocorrer efeitos adversos psiquiátricos após

administração do tramadol que variam individualmente em intensidade e natureza

(dependendo da personalidade e duração da medicação).

Incluem alterações no humor (normalmente excitação, ocasionalmente disforia),

alterações da actividade (normalmente supressão, ocasionalmente aumento) e alterações

na capacidade cognitiva e sensorial (ex: decisões comportamentais, alterações na

percepção), alucinações, confusão, alterações do sono e pesadelos.

A administração prolongada de Tramadol pode conduzir a dependência (ver secção

4.4). Os sintomas de abstinência similares aos que ocorrem durante a abstinência de

opiácios, incluem: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hiperquinésia, tremor e

sintomas gastrointestinais.

Alterações no Sistema Nervoso:

Muito frequentes (> 1/10): tonturas

Frequentes (> 1/100, < 1/10): cefaleias, sonolência, hipertonia.

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): ocorreram convulsões epileptiformes especialmente após

administração de doses elevadas de tramadol ou após tratamento com fármacos que

possam baixar o limiar convulsivo ou induzir convulsões cerebrais (ex: anti-depressivos

ou anti-psicóticos, ver ponto 4.5 "Interacções medicamentosas e outras formas de

interacção")

Pode também ocorrer ataxia.

Parestesias e tremor.

Muito raros: ( < 1/10.000): vertigens

Alterações da visão:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): visão turva

Alterações cardíacas:

Pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100): efeitos na regulação cardiovascular (palpitações,

taquicardia, hipotensão postural ou colapso cardiovascular). Estes efeitos adversos

podem ocorrer especialmente após administração intravenosa e em doentes fisicamente

cansados.

Raros (> 1/10000, < 1/1000): bradicardia, aumento da pressão sanguínea

Alterações vasculares:

Muito raros (< 1/10.000): rubor

Alterações respiratórias:

Foram também notificados agravamentos da asma, embora não tenha sido estabelecida

uma relação causal.

A depressão do centro respiratório em associação com a terapêutica com Tramadol é

rara, principalmente se as doses administradas não excederem o recomendado. No

entanto, recomenda-se cuidado especial nos doentes em risco de insuficiência

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03-08-2019

INFARMED

respiratória e nos casos de alcoolismo. Se as doses recomendadas forem

consideravelmente excedidas e outras substâncias depressoras centrais forem

administradas concomitantemente (ver secção 4.5 "Interacções medicamentosas e

outras formas de interacção) pode ocorrer depressão respiratória.

Alterações gastrointestinais:

Muito frequentes (> 1/10): vómitos, náuseas

Frequentes (> 1/100, < 1/10): obstipação, secura da boca

Pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100): esforço para vomitar, irritação gastrointestinal

(sensação de pressão no estômago, distensão abdominal)

Alterações hepato-biliares:

Em casos isolados foram notificados aumentos dos valores dos enzimas hepáticos em

relação temporal com a terapêutica com tramadol.

Alterações cutâneas e nos tecidos subcutâneos:

Frequentes (> 1/100, < 1/10): sudação

Pouco frequentes: (> 1/1.000, < 1/100): reacções dérmicas (ex: prurido, rash, urticária).

Alterações musculoesqueléticas, tecido conjuntivo e ossos:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): fraqueza motora

Alterações no sistema renal e urinário:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): alterações na micção (dificuldade na passagem da urina

e retenção urinária).

Alterações gerais:

Frequentes (> 1/100, < 1/10): fadiga

Interacções medicamentosas e outras:

O álcool pode potenciar os efeitos depressores do SNC do tramadol.

Doentes tratados com inibidores da monoamino-oxidase nos 14 dias antes da

administração do opióide petidina, sofreram interacções ao nível do sistema nervoso

central bem como dos centros respiratório e circulatório, que puseram em risco a vida.

Interações similares com inibidores da monoamino-oxidase e tramadol não podem ser

excluídas (ver 4.3)

O tramadol pode aumentar o potencial convulsivo dos inibidores selectivos da

recaptação da serotonina (SSRIs), dos antidepressivos tricíclicos (TCAs) anti-psicóticos

e de outros fármacos susceptíveis de baixar o limiar para convulsões cerebrais

acabando por causar convulsões. (ver secção 4.4).

Foram notificados casos isolados de síndrome serotonérgico com a terapêutica do

tramadol em combinação com outros agentes serotonérgicos tais como inibidores

selectivos da recaptação da serotonina (SSRIs). O síndrome serotonérgico pode

manifestar-se através de sintomas como confusão, agitação, febre, sudação, ataxia,

hiper reflexia, mioclonia e diarreia. A interrupção do agente serotonérgico produz uma

rápida melhoria.

A administração concomitante ou anterior de tramadol juntamente com carbamazepina

resulta numa marcada diminuição das concentrações séricas de tramadol o que pode

diminuir a eficácia analgésica e diminuir a duração de acção.

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03-08-2019

INFARMED

Deve ter-se especial cuidado no tratamento concomitante com tramadol e derivados

cumarínicos (ex: varfarina) devido a notificações de aumento de INR e equimoses em

alguns doentes.

A associação de agonistas/antagonistas mistos (ex: buprenorfina, nalbufina,

pentazocina) ao Tramadol não é aconselhável porque o efeito analgésico de um agonista

puro pode ficar teoricamente reduzido em tais circunstâncias.

Os fármacos dotados de conhecida acção inibitória sobre CYP3A4, como Ketoconazole

e eritromicina, podem inibir o metabolismo do Tramadol (N-desmetilação) e,

provavelmente também a biotransformação do metabolito activo O-desmetilado. O

significado clínico de uma interacção deste género ainda não foi investigado.

Não há qualquer interacção com os alimentos.

Precauções especiais de utilização:

Deve ter-se particular cuidado ao prescrever Tramadol nas seguintes situações:

Doentes opiáceo-dependentes.

Nível reduzido de consciência de origem incerta.

Perturbações no Centro ou Função respiratória.

Situações associadas a pressão intracraneana elevada, salvo se se recorreu a ventilação

assistida.

Crianças com idade inferior a 12 anos.

Tramadol deve ser utilizado com precaução nos doentes com hipersensibilidade aos

opiácios.

O tramadol tem um baixo potencial de causar dependência. Na utilização prolongada

pode ocorrer tolerância e dependência física e psíquica. Em doentes com tendência para

abuso de medicamentos ou dependência, o tratamento com tramadol deve ser restrito a

períodos curtos e deve decorrer sob estrita vigilância médica.

O Tramadol não é adequado para o tratamento do síndrome de privação aos opiáceos.

Apesar de ser um agonista dos opiáceos o tramadol não suprime os sintomas de

privação da morfina.

Se a dose parentérica recomendada for ultrapassada o que pode ocorrer ocasionalmente

no caso de anestesia geral, pode surgir depressão respiratória.

Foram relatados casos de convulsões em doentes em tratamento com tramadol nas

doses recomendadas. Este risco aumenta com aumentos da dose do Tramadol (tendo em

conta as doses recomendadas de acordo com a idade, função renal, hepática e

terapêutica concomitante). Este risco é mais significativo nos doentes com história

prévia de epilepsia, traumatismos cranianos, doenças metabólicas, abstinência alcoólica

ou de outras drogas e infecções do SNC. Os doentes com epilepsia ou susceptíveis a

convulsões só deverão ser tratados com tramadol depois de ponderados os benefícios

em função dos possíveis riscos.

Efeitos em grávidas, lactentes, crianças, idosos e doentes com patologias especiais:

O tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez uma vez que não existe uma

avaliação adequada da segurança do tramadol na grávida. O tramadol administrado

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antes ou durante o parto não afecta a contractibilidade uterina. No recém-nascido pode

induzir alterações na frequência respiratória, normalmente sem relevância clínica.

O tramadol não deve ser administrado durante a lactação uma vez que o tramadol e os

seus metabolitos foram detectados no leite materno. 0,1% da dose administrada à mãe

pode ser excretada no leite.

Efeito na capacidade de conduzir e manusear máquinas:

Mesmo quando utilizado correctamente, Tramadol influencia as capacidades mentais

pelo que os doentes tratados com este fármaco não devem conduzir nem manusear

máquinas. Este efeito pode ser potenciado pelo álcool, no início do tratamento quando

se altera o fármaco e em associação com outros depressores do SNC.

Excipientes:

As Gotas orais, solução contêm: sacarose, sorbato de potássio, propilenoglicol, etanol

A Solução Injectável contém: Acetato de sódio trihidratado e água para preparações

injectáveis.

Posologia usual:

Os períodos de tratamento devem ser curtos e intermitentes dado que pode ocorrer

dependência associada à terapêutica com o tramadol. Em caso de terapêutica

prolongada devem ser ponderados os benefícios face ao risco de dependência. O

esquema posológico do Cloridrato de Tramadol depende da intensidade da dor e da

sensibilidade individual do doente.

Adolescentes com idade superior a 12 anos e adultos:

Cápsulas:

1 a 2 cápsulas de Tramadol (equivalente a 50mg e a 100mg de Cloridrato de Tramadol).

Se 1 cápsula de Tramadol (equivalente a 50mg de Cloridrato de Tramadol) não

controlar a dor em 30 - 60 minutos, deve administrar-se uma outra cápsula de

Tramadol.

Gotas orais, solução:

0,5 a 1ml (20 a 40 gotas) de Gotas orais, solução de Tramadol (equivalente a 50 -

100mg de Cloridrato de Tramadol). Se ao fim de 30 - 60 minutos não tiver havido um

controlo da dor, pode administrar-se mais uma dose simples de 0,5ml (equivalente a 20

gotas).

Solução Injectável:

1 - 2ml de Solução Injectável de Tramadol (equivalente a 50 - 100mg de Cloridrato de

Tramadol). Se a dose de 1ml não controlar a dor em 30 - 60 minutos, pode administrar-

se mais uma dose simples de 1ml de Solução Injectável de Tramadol (equivalente a

50mg de Cloridrato de Tramadol).

Doentes com dor grave nos quais a experiência clínica apontar para doses analgésicas

superiores, deverão iniciar o tratamento com 100mg de Tramadol.

APROVADO EM

03-08-2019

INFARMED

Doentes idosos:

Nos doentes com idade superior a 75 anos pode verificar-se um prolongamento da

eliminação. Deve usar-se a clearance da creatinina como factor de ajuste da dose, sendo

que em geral, estes doentes não devem fazer mais de 300mg de dose total diária de

Tramadol. Os intervalos entre as doses devem ser prolongados em função das

necessidades dos doentes.

Doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática:

Em doentes com insuficiência grave da função renal e/ ou hepática a taxa de eliminação

do Tramadol está reduzida. O intervalo entre as doses de Tramadol deve ser aumentado

para 12 h nos casos em que a clearance da creatinina seja inferior a 30ml/min (50 –

100mg por dose). Em doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina

inferior a 10ml/min) a dose recomendada é de 50mg de 12 em 12 horas. Nos casos de

insuficiência hepática grave, o intervalo das administrações de Tramadol também não

deve ser inferior a 12h, sendo a dose unitária recomendada de 50mg.

As doses recomendadas são apenas uma orientação. Os doentes devem sempre receber

a dose mais baixa capaz de promover uma analgesia eficaz. O tratamento da dor crónica

deve ser feito através dum esquema posológico fixo.

Modo e via de administração:

Cápsulas: As cápsulas devem ser tomadas com água.

Gotas orais, solução: As gotas orais, solução devem ser tomadas com um pouco de água

ou açúcar.

Solução Injectável: A Solução Injectável deve ser administrada por via intravenosa,

intramuscular ou subcutânea. É também possível administrar a solução injectável de

tramadol por perfusão (diluída na solução de perfusão). A administração intravenosa

deve ser dada lentamente (50mg/minuto).

Momento mais favorável à administração:

Não se aplica.

Duração média do tratamento:

A definir pelo médico.

Omissão de uma ou mais doses:

Não se aplica.

Sobredosagem:

Os sintomas de sobredosagem com tramadol, incluem vómitos, miose, sedação,

convulsões, depressão respiratória e hipotensão com insuficiência circulatória e coma.

APROVADO EM

03-08-2019

INFARMED

Pode também ocorrer depressão respiratória. Estes sintomas são típicos dos analgésicos

opióides.

O tratamento da sobredosagem exige a manutenção das funções respiratória e

cardiovascular. A depressão respiratória pode ser revertida utilizando naloxona, embora

esta possa aumentar o risco de convulsões. No tratamento das convulsões associadas ao

Tramadol recomenda-se a administração intravenosa de Diazepam.

O tratamento duma sobredosagem aguda com tramadol, utilizando apenas hemodiálise

ou hemofiltração não é suficiente nem adequado devido à lenta eliminação do tramadol

do soro através destas vias. Através da hemodiálise ou hemofiltração só se consegue

eliminar 7% da dose de tramadol em circulação.

Se notar algum efeito indesejável não descrito neste folheto, deve comunicar ao seu

médico ou farmacêutico.

Verificar o prazo de validade na embalagem.

Precauções especiais de conservação:

Nenhumas.

Elaborado em:

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, nº 44C – 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Portugal

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03-07-2019

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

TRAMADOL Mylan , 100mg/2ml, Solução injectável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Princípio activo:

Cloridrato de Tramadol - 50mg/ml (100mg por ampola)

Excipientes ver 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Dor de intensidade moderada a grave.

4.2 POSOLOGIA E MODO DE ADMINISTRAÇÃO

Os períodos de tratamento devem ser curtos e intermitentes dado que pode ocorrer

dependência associada à terapêutica com tramadol. Em caso de terapêutica prolongada

devem ser ponderados os benefícios face ao risco de dependência.

O esquema posológico do Cloridrato de Tramadol, depende da intensidade da dor e da

sensibilidade individual do doente. Adolescentes com idade superior a 12 anos e

adultos: 1 a 2ml de Solução Injectável (equivalente a 50mg e 100mg de Cloridrato de

Tramadol respectivamente) por dose. Se 1ml de Tramadol Solução Injectável

(equivalente a 50mg de Cloridrato de Tramadol) não controlar a dor em 30 - 60

minutos, deve administrar-se uma outra dose simples de Solução Injectável de

Tramadol.

Doentes com dor grave nos quais a experiência clínica apontar para doses analgésicas

superiores, deverão iniciar o tratamento com 100mg de Tramadol.

APROVADO EM

03-07-2019

INFARMED

Dependendo da intensidade da dor, as doses terapêuticas de Tramadol promovem uma

analgesia de 4 - 8 horas em média. Normalmente, são suficientes doses até 400mg por

dia. Contudo, doses significativamente superiores são muitas vezes utilizadas em

perfusões intra-operatórias e na dor cancerosa.

Doentes idosos:

Nos doentes com idade superior a 75 anos pode verificar-se um prolongamento da

eliminação. Deve usar-se a clearance da creatinina como factor de ajuste da dose, sendo

que em geral, estes doentes não devem fazer mais de 300mg de dose total diária de

Tramadol. Os intervalos entre as doses devem ser prolongados em função das

necessidades dos doentes.

Doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática:

Em doentes com insuficiência grave da função renal e/ ou hepática a taxa de eliminação

do Tramadol está reduzida. O intervalo entre as doses de Tramadol deve ser aumentado

para 12 h nos casos em que a clearance da creatinina seja inferior a 30ml/min (50 –

100mg por dose). Em doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina

inferior a 10ml/min) a dose recomendada é de 50mg de 12 em 12 horas. Nos casos de

insuficiência hepática grave, o intervalo das administrações de Tramadol também não

deve ser inferior a 12h, sendo a dose unitária recomendada de 50mg.

A Solução destina-se à administração intravenosa, intramuscular ou subcutânea. É

também possível a administração da Solução Injectável de Tramadol por perfusão

(diluída na solução de perfusão). A solução intravenosa deve ser administrada

lentamente (50mg/minuto).

Importante:

As doses recomendadas são apenas uma orientação. Os doentes devem sempre receber

a dose mais baixa capaz de promover uma analgesia eficaz. O tratamento da dor crónica

deve ser feito através dum esquema posológico fixo.

4.3 CONTRA-INDICAÇÕES

O Tramadol não deve ser utilizado nas seguintes situações:

doentes com hipersensibilidade conhecida ao Tramadol, ou a qualquer dos excipientes;

intoxicação alcoólica aguda, intoxicação por analgésicos, hipnóticos, opiácios ou

fármacos psicotrópicos.

doentes tratados com inibidores da monoamino oxidase ou que interromperam esta

terapêutica há menos de 14 dias.

doentes que sofram de epilepsia não controlada

O tramadol não deve ser usado como um substituto nos doentes dependentes de

opióides.

4.4 ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE UTILIZAÇÃO

APROVADO EM

03-07-2019

INFARMED

Deve ter-se particular cuidado ao prescrever Tramadol nas seguintes situações:

Doentes opiácio-dependentes.

Nível reduzido de consciência de origem incerta

Choque

Perturbações no Centro ou Função respiratória

Situações associadas a pressão intracraneana elevada, salvo se se recorreu a ventilação

assistida.

Crianças com idade inferior a 12 anos.

Tramadol deve ser utilizado com precaução nos doentes com hipersensibilidade aos

opiácios. O tramadol tem um baixo potencial de causar dependência. Na utilização

prolongada pode ocorrer tolerância e dependência física e psíquica. Em doentes com

tendência para abuso de medicamentos ou dependência, o tratamento com tramadol

deve ser restrito a períodos curtos e deve decorrer sob estrita vigilância médica.

Tramadol não é adequado para o tratamento do síndrome de privação aos opiáceos.

Apesar de ser um agonista dos opiáceos o tramadol não suprime os sintomas de

privação da morfina.

Se a dose parentérica recomendada for ultrapassada o que pode ocorrer ocasionalmente

no caso de anestesia geral, pode surgir depressão respiratória.

Foram relatados casos de convulsões em doentes em tratamento com tramadol nas

doses recomendadas. Este risco aumenta com aumentos da dose do Tramadol (tendo em

conta as doses recomendadas de acordo com a idade, função renal, hepática e

terapêutica concomitante). Este risco é mais significativo nos doentes com história

prévia de epilepsia, traumatismos cranianos, doenças metabólicas, abstinência alcoólica

ou de outras drogas e infecções do SNC. Os doentes com epilepsia ou susceptíveis a

convulsões só deverão ser tratados com tramadol depois de ponderados os benefícios

em função dos possíveis riscos.

Segundo a experiência até ao momento para aplicação duma perfusão é possível diluir a

Solução Injectável de Tramadol nas soluções normalmente utilizadas para perfusões.

Contudo, a Solução Injectável de Tramadol é incompatível com soluções de Diclofenac,

Indometacina, Fenilbutazona, Diazepam, Flunitrazepam e Trinitrato de gliceril.

4.5 INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE

INTERACÇÃO

O álcool pode potenciar os efeitos depressores do SNC do tramadol.

Doentes tratados com inibidores da monoamino-oxidase nos 14 dias antes da

administração do opióide petidina, sofreram interacções ao nível do sistema nervoso

central bem como dos centros respiratório e circulatório, que puseram em risco a vida.

Interações similares com inibidores da monoamino-oxidase e tramadol não podem ser

excluídas (ver 4.3)

APROVADO EM

03-07-2019

INFARMED

O tramadol pode aumentar o potencial convulsivo dos inibidores selectivos da

recaptação da serotonina (SSRIs), dos antidepressivos tricíclicos (TCAs) anti-psicóticos

e de outros fármacos susceptíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais

acabando por causar convulsões. (ver secção 4.4).

Foram notificados casos isolados de síndrome serotonérgico com a terapêutica do

tramadol em combinação com outros agentes serotonérgicos tais como inibidores

selectivos da recaptação da serotonina (SSRIs). O síndrome serotonérgico pode

manifestar-se através de sintomas como confusão, agitação, febre, sudação, ataxia,

hiper reflexia, mioclonia e diarreia. A interrupção do agente serotonérgico produz uma

rápida melhoria.

A administração concomitante ou anterio de tramadol juntamente com carbamazepina

resulta numa marcada diminuição das concentrações séricas de tramadol o que pode

diminuir a eficácia analgésica e diminuir a duração de acção.

Deve ter-se especial cuidado no tratamento concomitante com tramadol e derivados

cumarínicos (ex: varfarina) devido a notificações de aumento de INR e equimoses em

alguns doentes.

A associação de agonistas/antagonistas mistos (ex: buprenorfina, nalbufina,

pentazocina) ao Tramadol não é aconselhável porque o efeito analgésico de um agonista

puro pode ficar teoricamente reduzido em tais circunstâncias.

Os fármacos dotados de conhecida acção inibitória sobre CYP3A4, como Ketoconazole

e eritromicina, podem inibir o metabolismo do Tramadol (N-desmetilação) e,

provavelmente também a biotransformação do metabolito activo O-desmetilado. O

significado clínico de uma interacção deste género ainda não foi investigado.

Não há qualquer interacção com os alimentos.

4.6 GRAVIDEZ E ALEITAMENTO

Gravidez:

O tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez uma vez que não existe uma

avaliação adequada da segurança do tramadol na grávida. O tramadol administrado

antes ou durante o parto não afecta a contractibilidade uterina. No recém-nascido pode

induzir alterações na frequência respiratória, normalmente sem relevância clínica.

Aleitamento:

O tramadol não deve ser administrado durante a lactação uma vez que o tramadol e os

seus metabolitos foram detectados no leite materno. 0,1% da dose administrada à mãe

pode ser excretada no leite.

4.7 EFEITOS SOBRE A CAPACIDADE DE CONDUZIR E UTILIZAR MÁQUINAS

Mesmo quando utilizado correctamente, Tramadol influência as capacidades mentais,

pelo que os doentes tratados com este fármaco não devem conduzir nem manusear

APROVADO EM

03-07-2019

INFARMED

máquinas. Este efeito pode ser potenciado pelo álcool, no início do tratamento quando

se altera o fármaco e em associação com outros depressores do SNC.

4.8 EFEITOS INDESEJÁVEIS

As reacções adversas mais frequentemente notificadas são náuseas e tonturas, as quais

ocorrem em mais de 10% dos doentes.

Alterações no Sistema Imunitário:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): reacções alérgicas (ex: dispneia, broncoespasmo,

respiração ofegante, edema angioneurótico) e anafilaxia.

Doenças do metabolismo e da nutrição:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): Alterações no apetite

Desconhecido: hipoglicemia

Alterações psiquiátricas:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): podem ocorrer efeitos adversos psiquiátricos após

administração do tramadol que variam individualmente em intensidade e natureza

(dependendo da personalidade e duração da medicação).

Incluem alterações no humor (normalmente excitação, ocasionalmente disforia),

alterações da actividade (normalmente supressão, ocasionalmente aumento) e alterações

na capacidade cognitiva e sensorial (ex: decisões comportamentais, alterações na

percepção), alucinações, confusão, alterações do sono e pesadelos.

A administração prolongada de Tramadol pode conduzir a dependência (ver secção

4.4). Os sintomas de abstinência similares aos que ocorrem durante a abstinência de

opiácios, incluem: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hiperquinésia, tremor e

sintomas gastrointestinais.

Alterações no Sistema Nervoso:

Muito frequentes (> 1/10): tonturas

Frequentes (> 1/100, < 1/10): cefaleias, sonolência, hipertonia.

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): ocorreram convulsões epileptiformes especialmente após

administração de doses elevadas de tramadol ou após tratamento com fármacos que

possam baixar o limiar convulsivo ou induzir convulsões cerebrais (ex: anti-depressivos

ou anti-psicóticos, ver ponto 4.5 "Interacções medicamentosas e outras formas de

interacção")

Pode também ocorrer ataxia.

Parestesias e tremor.

Muito raros: ( < 1/10.000): vertigens

Alterações da visão:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): visão turva

APROVADO EM

03-07-2019

INFARMED

Alterações cardíacas:

Pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100): efeitos na regulação cardiovascular (palpitações,

taquicardia, hipotensão postural ou colapso cardiovascular). Estes efeitos adversos

podem ocorrer especialmente após administração intravenosa e em doentes fisicamente

cansados.

Raros (> 1/10000, < 1/1000): bradicardia, aumento da pressão sanguínea

Alterações vasculares:

Muito raros (< 1/10.000): rubor

Alterações respiratórias:

Foram também notificados agravamentos da asma, embora não tenha sido estabelecida

uma relação causal.

A depressão do centro respiratório em associação com a terapêutica com Tramadol é

rara, principalmente se as doses administradas não excederem o recomendado. No

entanto, recomenda-se cuidado especial nos doentes em risco de insuficiência

respiratória e nos casos de alcoolismo. Se as doses recomendadas forem

consideravelmente excedidas e outras substâncias depressoras centrais forem

administradas concomitantemente (ver secção 4.5 "Interacções medicamentosas e

outras formas de interacção) pode ocorrer depressão respiratória.

Alterações gastrointestinais:

Muito frequentes (> 1/10): vómitos, náuseas

Frequentes (> 1/100, < 1/10): obstipação, secura da boca

Pouco frequentes (> 1/1.000, < 1/100): esforço para vomitar, irritação gastrointestinal

(sensação de pressão no estômago, distensão abdominal)

Alterações hepato-biliares:

Em casos isolados foram notificados aumentos dos valores dos enzimas hepáticos em

relação temporal com a terapêutica com tramadol.

Alterações cutâneas e nos tecidos subcutâneos:

Frequentes (> 1/100, < 1/10): sudação

Pouco frequentes: (> 1/1.000, < 1/100): reacções dérmicas (ex: prurido, rash, urticária).

Alterações musculoesqueléticas, tecido conjuntivo e ossos:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): fraqueza motora

Alterações no sistema renal e urinário:

Raros (> 1/10.000, < 1/1.000): alterações na micção (dificuldade na passagem da urina

e retenção urinária).

Alterações gerais:

Frequentes (> 1/100, < 1/10): fadiga

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03-07-2019

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4.9 SOBREDOSAGEM

Os sintomas de sobredosagem com tramadol, incluem vómitos, miose, sedação,

convulsões, depressão respiratória e hipotensão com insuficiência circulatória e coma.

Pode também ocorrer depressão respiratória. Estes sintomas são típicos dos analgésicos

opióides.

O tratamento da sobredosagem exige a manutenção das funções respiratória e

cardiovascular. A depressão respiratória pode ser revertida utilizando naloxona, embora

esta possa aumentar o risco de convulsões. No tratamento das convulsões associadas ao

Tramadol recomenda-se a administração intravenosa de Diazepam.

O tratamento duma sobredosagem aguda com tramadol, utilizando apenas hemodiálise

ou hemofiltração não é suficiente nem adequado devido à lenta eliminação do tramadol

do soro através destas vias. Através de hemodiálise ou hemofiltração só se consegue

eliminar 7% da dose de Tramadol em circulação.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS

Grupo fármacoterapêutico: 2.12 – Analgésicos estupefacientes

Código ATC: N02AX02

O Tramadol é um derivado ciclohexanol com propriedades agonistas opióides. O

Tramadol apresenta uma baixa afinidade para os receptores opióides, não havendo

preferência para nenhum tipo de específico de receptores opióides. O Tramadol

apresenta propriedades analgésicas e antitússicas.

A administração de doses analgésicas de Tramadol dentro de intervalos adequados

raramente está associada a depressão da função respiratória. A sua administração afecta

menos frequentemente a motilidade gastrointestinal que a morfina ou outros opióides.

5.2 PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS

A biodisponibilidade média absoluta do Tramadol é de 100% por via intramuscular.

A fase inicial de distribuição após injecção intravenosa ocorre através de dois processos

com diferentes tempos de semi-vida: t1/2 = 0,31 ± 0,17 horas e 1,7 +/- 0,4 horas

respectivamente.

As concentrações séricas determinadas 15 minutos após injecção I.V. de 100mg foram

613 +/- 221ng/ml e após 2 horas 409 +/- 79ng/ml.

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03-07-2019

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O Tramadol atravessa a barreira hemato-encefálica tão rapidamente que as injecções

intravenosas produzem transitóriamente altos picos de concentração no SNC.

O Tramadol atravessa a barreira placentária. É excretado no leite materno em

quantidades muito pequenas tanto na forma inalterada como na forma de metabolito M1

(Tramadol: cerca de 0,1%; M1 cerca de 0,02% - dose I.V.).

A semi-vida da fase terminal de eliminação (t1/2, b ), é de 6,0 +/- 1,5 horas nos jovens.

O Tramadol é biotransformado primeiramente por N- e O- desmetilação e por

glucuronidação dos produtos O-desmetilados. Foram identificados onze metabolitos no

homem. Dez não apresentam actividade analgésica, enquanto que o M1 (O-

desmetiltramadol) é o único metabolito activo, apresentando uma actividade analgésica

confirmada em animais de laboratório como sendo 2 a 4 vezes mais potente que o

fármaco principal. Alguns dos metabolitos farmacológicamente inactivos apresentam

uma variação de concentração inter-individual, o que não acontece com o metabolito

activo M1 e com o fármaco inalterado. O Tramadol e seus metabolitos são quase

exclusivamente eliminados por via urinária. A excreção biliar é irrelevante em termos

quantitativos.

A recuperação cumulativa renal do Tramadol inalterado, em jovens saudáveis é de 13,2

+/- 5,8% após administração I.V. As semi-vidas biológicas de eliminação dos

metabolitos são similares às do composto principal.

As variações da cinética do Tramadol em função da idade são pequenas e irrelevantes

relativamente ao uso terapêutico do fármaco.

O Tramadol como o seu metabolito farmacológicamente activo M1, são eliminados

tanto por via metabólica como renal. A semi-vida de eliminação terminal, t1/2, b , pode

ser prolongada em doentes com disfunção renal ou hepática. Contudo, o aumento de t

1/2 , b nestes doentes é muito pequena se o orgão de eliminação estiver intacto.

Em doentes com cirrose hepática, a t1/2, b média do Tramadol foi 13,3 +/- 4,9 horas e a

do M1 = 18,5 +/- 9,4 horas. Em doentes com insuficiência renal (Clearance da

Creatinina < 5ml/min), a t1/2, b do Tramadol foi de 11,0 +/- 3,2 horas e a do M1 = 16,9

+/- 3,0 horas. Os valores mais altos observados até ao momento foram: 22,3 horas

(Tramadol) e 36,0 horas (M1) em doentes com cirrose hepática e 19,5 horas (Tramadol)

e 43,2 horas (M1) em doentes com insuficiência renal.

5.3 DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICA

A) Toxicidade aguda:

Foram efectuados estudos de toxicidade aguda num grande número de espécies animais.

As DL50 obtidas foram as seguintes:

APROVADO EM

03-07-2019

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228mg/Kg (rato) e 500mg/Kg (coelho) após dose oral; 50mg/Kg (cão) e 95mg/Kg (rato)

após administração I.V.

75mg/Kg (cão, I.M.) e 286mg/Kg (rato, S.C.); 540mg/Kg (rato) após administração

rectal.

Os sinais de toxicidade manifestados, foram: aumento anormal da actividade motora,

ataxia, mais tarde diminuição da actividade expontânea, salivação, vómitos (cão)

midríase, exoftalmia, tremor, convulsões, cianose e dispneia, morte devido a paragem

respiratória.

B) Toxicidade crónica:

Estudos múltiplos com doses orais e parentais de Tramadol realizados durante 6 - 26

semanas em ratos e cães e um estudo de toxicidade oral no cão durante 12 meses,

revelaram uma ausência de alterações hematológicas, químicas ou histológicas

relacionadas com a dose. Os efeitos no SNC foram observados apenas com doses altas,

muito superiores às doses terapêuticas e incluiram aumento da actividade motora,

salivação, convulsões e diminuição do aumento de peso. Não se observaram sinais de

toxicidade em ratos e cães que receberam doses orais de 20mg/Kg e 10mg/Kg

respectivamente nem em cães que receberam doses rectais de 20mg/Kg.

O Tramadol apresentou uma boa tolerância local, após administração parentérica

simples ou múltipla.

C) Potencial mutagénico e carcinogénico

O potencial mutagénico do Tramadol não está suficientemente estudado. Apesar dos

resultados negativos obtidos nos testes "in vitro" e "in vivo", existem também

resultados dum teste em micronúcleos efectuado em ratos que sugere um efeito

mutagénico o qual não está ainda totalmente esclarecido.

Estudos a longo prazo do potencial carcinogénico do Tramadol, não estão disponíveis.

D) Toxicidade na reprodução

O Tramadol atravessa a barreira placentária. O potencial embriotóxico do Tramadol não

está suficientemente estudado, em particular as suas propriedades teratogénicas. A

administração oral de 50mg/Kg/dia a ratos e fêmeas, durante o período peri e pós-natal,

produziu um aumento da mortalidade neonatal nos ratos.

A fertilidade dos machos não foi afectada, enquanto que as fêmeas apresentaram uma

diminuição na taxa de gravidez com doses altas (superiores a 50mg/Kg/dia). Não existe

qualquer experiência do uso do Tramadol em grávidas ou mulheres a amamentar. A

concentração no leite materno é cerca de 0,1% da concentração plasmática.

APROVADO EM

03-07-2019

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6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1LISTA DE EXCIPIENTES

Acetato de sódio trihidratado, água para preparações injectáveis.

6.2 INCOMPATIBILIDADES

A Solução Injectável de Tramadol é incompatível com soluções para perfusão de

Diclofenac, Indometacina, Fenilbutazona, Diazepam, Flunitrazepam, piroxicam e

Trinitrato de gliceril.

6.3 PRAZO DE VALIDADE

3 anos

6.4 PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Nenhumas.

6.5 NATUREZA E CONTEÚDO DO RECIPIENTE

Embalagem contendo 5 ampolas de 2 ml de vidro transparente.

6.6 INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO E DE MANIPULAÇÃO

Não aplicável.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, nº 44C – 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Portugal

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Embalagens de 5 ampolas - Registo nº 2831188

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

03-07-2019

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Autorização de introdução no mercado: 22 de Dezembro 1998

Renovação da autorização de introdução no mercado: 29 de Agosto de 2002

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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