Tramadol Generis 100 mg/ml Solução Oral 100 mg/ml Gotas orais, solução

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Tramadol
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
N02AX02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Tramadol
Dosagem:
100 mg/ml
Forma farmacêutica:
Gotas orais, solução
Composição:
Tramadol, cloridrato 100 mg/ml
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco conta-gotas - 1 unidade(s) - 10 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.12 Analgésicos estupefacientes
Área terapêutica:
tramadol tramadol tramadol
Resumo do produto:
3759396 - Frasco conta gotas 1 unidade(s) 10 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Comercializado - 10021950 - 50016733 ; 5598990 - Frasco conta gotas 1 unidade(s) 30 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10016394 - 50016741
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
00/H/0091/004
Data de autorização:
2001-10-04

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Tramadol Generis 100mg / ml solução oral

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este

medicamento

receitado

apenas

para si.

Não

deve

dá-lo

outros.

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Tramadol Generis e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Tramadol Generis

3. Como tomar Tramadol Generis

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Tramadol Generis

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Tramadol Generis e para que é utilizado

O tramadol está indicado na prevenção e no tratamento da dor moderada ou grave, de

caráter agudo, subagudo ou crónico:

- dor do pós-operatório

- dor do trabalho de parto

- dor do enfarte agudo do miocárdio

- dor traumática

- dor oncológica.

2. O que precisa de saber antes de tomar Tramadol Generis

Não tome Tramadol Generis

- se tem alergia ao tramadol ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6)

tramadol

está

contraindicado

intoxicações

agudas

pelo

álcool,

hipnóticos, analgésicos e outros fármacos ativos sobre o S.N.C. (estupefacientes e/ou

psicotrópicos) e ainda em doentes que estejam a ser tratados com inibidores da MAO

ou que tomaram estes fármacos durante os últimos 14 dias.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Tramadol Generis.

Doentes com antecedentes de epilepsia devem ser cuidadosamente vigiados durante o

tratamento com tramadol. Tem-se referido a ocorrência de convulsões em doentes

tratados com

os níveis posológicos recomendados de tramadol. Este risco

pode

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

aumentar se as doses de tramadol excederem o limite superior diário recomendado

(400 mg). Além disso, o tramadol pode aumentar o risco de convulsões em doentes

medicados com outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões

cerebrais.

Tramadol Generis não deve ser utilizado no tratamento da síndrome de abstinência dos

opiáceos/estupefacientes. Tramadol Generis não é apropriado como terapêutica de

substituição em doentes dependentes de opióides. Embora seja um agonista dos

opióides, o tramadol não suprime os sintomas de privação da morfina.

O tramadol deve ser utilizado com especial cuidado em doentes com dependência de

opiáceos, em doentes com lesões cranianas, em estado de choque, com grau reduzido

da consciência de causa desconhecida, com perturbações do centro respiratório e da

função respiratória, e de pressão intracraniana aumentada.

Tramadol Generis não deve ser utilizado no tratamento do síndrome de abstinência dos

opiáceos/estupefacientes. Tramadol não é apropriado como terapêutica de substituição

em doentes dependentes de opióides. Embora seja um agonista dos opióides, o

tramadol não suprime os sintomas de privação da morfina.

O tramadol deve ser utilizado com especial cuidado em doentes com dependência de

opiáceos, em doentes com lesões cranianas, em estado de choque, com grau reduzido

da consciência de causa desconhecida, com perturbações do centro respiratório e da

função respiratória, e de pressão intracraniana aumentada.

Podem

desenvolver-se

tolerância,

dependência

psicológica

dependência

física,

especialmente após utilização prolongada. Por isso, em doentes com tendência para o

abuso ou para a dependência de medicamentos, o tratamento com tramadol só deve

ser realizado a curto prazo e sob estrita vigilância médica.

Não foi descrito nenhum caso de depressão do centro respiratório após a utilização de

tramadol por via oral ou retal. No entanto, este perigo não pode ser excluído se for

largamente

ultrapassada

posologia

recomendada

sejam

administrados

simultaneamente outros fármacos depressores do centro respiratório.

O tramadol deve ser utilizado com precaução nos doentes com hipersensibilidade aos

opiáceos, e com antecedentes de epilepsia.

O tramadol é transformado no fígado por uma enzima. Algumas pessoas têm uma

alteração desta enzima, o que as pode afetar de diferentes formas. Enquanto algumas

pessoas podem não ter alívio da dor suficiente, outras pessoas são mais suscetíveis a

apresentarem

efeitos

secundários

graves.

notar

algum

seguintes

efeitos

secundários, deve deixar de tomar este medicamento e procurar assistência médica

imediatamente: respiração lenta ou superficial, confusão, sonolência, contração das

pupilas, náuseas (enjoos) ou vómitos, obstipação (prisão de ventre), falta de apetite.

Crianças e adolescentes

Utilização em crianças com problemas respiratórios

O tramadol não é recomendado em crianças com problemas respiratórios, uma vez que

os sintomas de toxicidade do tramadol podem ser piores nestas crianças.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Os resultados obtidos em estudos com animais tratados com tramadol vieram a revelar

após a administração de doses muito elevadas, a ocorrência de efeitos sobre o

desenvolvimento dos órgãos, a ossificação e a mortalidade das crias recém-nascidas.

Não se observaram porém, quaisquer efeitos teratogénicos. O tramadol atravessa a

barreira placentária. Não existem provas concludentes de segurança do tramadol na

gravidez de seres humanos. Por isso, tramadol não deve ser administrado a mulheres

grávidas.

O tramadol administrado antes ou, no decurso do parto não afeta a contractilidade

uterina. No recém-nascido podem verificar-se alterações da frequência respiratória que,

geralmente, carecem de significado clínico. Durante o período de lactação, cerca de

0,1% da dose materna é excretada no leite. Não se recomenda a administração de

tramadol no período de amamentação. Após a administração de uma dose única de

tramadol não é geralmente necessário interromper a amamentação.

tramadol

deve

utilizado

prudência

doentes

apresentaram

hipersensibilidade prévia aos opiáceos, doentes com insuficiência renal ou hepática

graves, traumatismo craniano, diminuição do nível de consciência, aumento da pressão

intracraniana, doentes em choque ou em risco de convulsões.

. Em doentes com tendência para abuso medicamentoso ou dependência, o tratamento

com tramadol deve ser feito por períodos curtos e sob supervisão médica.

Outros medicamentos e Tramadol Generis

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O risco de efeitos secundários aumenta:

- se estiver a tomar medicamentos que possam causar convulsões, como certos

antidepressivos ou antipsicóticos. O risco de desenvolver uma crise convulsiva

pode aumentar se tomar Tramadol Generis ao mesmo tempo. O seu médico vai

indicar-lhe se Tramadol Generis é adequado ao seu caso.

- se estiver a tomar certos antidepressivos. Tramadol Generis pode interagir com estes

medicamentos e poderão surgir sintomas como contrações musculares involuntárias e

repetidas, incluindo dos músculos que controlam os movimentos dos olhos, agitação,

sudação excessiva, tremores, reflexos exagerados, tensão muscular aumentada ou

temperatura corporal acima de 38°C.

A utilização simultânea de tramadol e de substâncias dotadas de ação depressora do

sistema nervoso central, inclusive o álcool, poderá potenciar os respetivos efeitos sobre

o sistema nervoso central.

resultados

obtidos

estudos

farmacocinéticas

vieram

mostrar

administração simultânea ou anterior de cimetidina (inibidor enzimático) não provoca

interações

clinicamente

relevantes.

administração

conjunta

cimetidina

determina níveis iniciais mais baixos do tramadol e dos seus metabolitos, e mais

elevados e mantidos às 12 horas. Estas alterações nas concentrações séricas não

parecem ter importância clínica.

Pela possibilidade de potenciação dos efeitos noradrenérgicos, o tramadol não deve

ser administrado simultaneamente com os inibidores da M.A.O.

administração

conjunta

carbamazepina

determina

redução

concentração sérica de tramadol e dos seus metabolitos o que implica redução da

eficácia analgésica e da duração de ação.

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27-07-2018

INFARMED

A administração concomitante com ritonavir pode aumentar as concentrações séricas

de tramadol conduzindo a uma intoxicação por tramadol.

casos

raros,

registou-se

toxicidade

digoxina

durante

administração

concomitante desta com tramadol.

Outros

fármacos

dotados

conhecida

ação

inibitória

sobre

CYP3A4,

como

cetoconazol e eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N-desmetilação) e,

provavelmente, também a biotransformação, C2 do metabolito ativa O-desmetilado. O

significado clínico de uma interação deste género não foi ainda investigado.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Tramadol Generis não deve ser administrado durante a gravidez uma vez que não

existe uma avaliação adequada de estudos de segurança do tramadol na grávida.

Apesar dos estudos em animais não terem evidenciado a possibilidade de efeitos

mutagénicos, não estão disponíveis estudos no homem, pelo que não se recomenda a

administração de tramadol nos primeiros 3 meses de gravidez.

Após este período a utilização deste fármaco deve ser condicionada à indicação

médica expressa, com vigilância adequada e por curtos períodos.

Aleitamento

O tramadol é excretado no leite materno. Por este motivo, não deve tomar Tramadol

Generis mais do que uma vez durante a amamentação ou, em alternativa, se tomar

Tramadol generis mais do que uma vez, deve deixar de amamentar

Condução de veículos e utilização de máquinas

O tramadol pode influenciar a capacidade de condução de veículos e de utilização de

máquinas. O tramadol pode causar sonolência. Este efeito pode ser potenciado pela

toma de álcool, anti-histamínicos, e outros depressores do sistema nervoso central.

Os doentes devem ser avisados para não conduzir ou manusear máquinas perigosas

no caso de sofrerem destes sintomas.

Tramadol Generis contém sacarose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Tramadol Generis

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A posologia deve ser adaptada à intensidade da sua dor e à sua sensibilidade

individual à dor. Geralmente é utilizada a dose analgésica eficaz mais baixa.

A dose habitual de Tramadol Generis gotas é de 50-100 mg (10-20 gotas), de 6 em 6

ou de 8 em 8 horas, devendo ser ajustada à resposta e ser repetida se necessário.

Na maioria dos casos 400 mg/dia são suficientes.

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27-07-2018

INFARMED

Não se devem exceder doses diárias de 400 mg de fármaco, exceto em circunstâncias

clínicas especiais. No entanto doses de 800 mg/dia no pós-operatório, ou mesmo

superiores em casos de dor oncológica, são bem tolerados.

Adultos

A dose inicial é normalmente 50– 100 mg, duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Esta

dose pode ser aumentada até 150-200 mg duas vezes de acordo com a gravidade da

dor.

Se for necessário tratamento prolongado da dor com tramadol, devido à natureza e

gravidade da doença, deve ser feita uma reavaliação periódica do quadro clínico (se

necessário com pausas no tratamento) de modo a decidir-se pela necessidade ou não

de continuar a terapêutica com tramadol.

Doentes idosos

Em doentes idosos (com mais de 75 anos), a eliminação do tramadol do organismo

pode decorrer de forma mais lenta. Se for este o seu caso, o seu médico pode indicar-

lhe um aumento do intervalo entre as doses.

Doentes com doença do fígado ou dos rins grave (insuficiência) /doentes em diálise

Não deve tomar Tramadol Generis se tiver uma insuficiência grave dos rins ou do

fígado. Se a sua insuficiência for ligeira ou moderada, o seu médico pode indicar-lhe

um aumento do intervalo entre as doses.

Crianças:

Crianças com mais de 12 anos: seguir a dose de adultos.

Crianças com menos de 12 anos: seguir as indicações clínicas.

Não deve deixar de tomar este medicamento repentinamente, a menos que o seu

médico o tenha indicado. Se quiser parar de tomar o medicamento, fale primeiro com o

seu médico, em especial se o estiver a tomar há muito tempo. O seu médico irá

aconselhar-lhe quando e como parar, o que pode ser através de uma diminuição

gradual da dose para reduzir a probabilidade de desenvolver efeitos secundários

desnecessários (sintomas de abstinência).

Se tomar mais Tramadol Generis do que deveria

Uma intoxicação com tramadol poderá provocar os mesmos sintomas que se observam

com outros analgésicos de ação central (opiáceos). Pode surgir miose vómitos, colapso

cardiovascular, convulsões e depressão respiratória e hipotensão com insuficiência

circulatória com alterações da consciência (culminando em coma), que pode ir até à

paragem respiratória. Não se dispõe de experiência referente a doses tóxicas de

tramadol no homem. Os dados disponíveis referem-se unicamente à administração

acidental de uma dose total de 600 mg (300 mg por via subcutânea, e 300 mg p.o.),

que correspondem ao sêxtuplo da dose unitária recomendada. Neste caso surgiu

agitação, ansiedade, tremores e exagero dos reflexos. Os sintomas regrediram após

tratamento com o pentobarbital; a pressão arterial e o pulso permaneceram sem

alterações.

No rato a sobredosagem determina o aparecimento de convulsões, que são suprimidas

com benzodiazepinas.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Sendo o tramadol um agonista dos opiáceos, os efeitos do tipo opiáceo podem ser

eliminados pelos antagonistas da morfina, como a naloxona.

Tratamento

Devem

aplicar-se

medidas

gerais

tendentes

manter

desobstruídas

vias

respiratórias (aspiração), e a assegurar a manutenção da respiração e circulação de

acorda com a sintomatologia presente.

Esvaziamento gástrico provocando o vómito (doente consciente) ou lavagem gástrica.

Em caso de depressão respiratória utiliza-se como antídoto a naloxona. No âmbito de

ensaios com animais, a administração de naloxona não exerceu qualquer efeito sobre

as convulsões. Para estes casos recomenda-se a administração I.V. de diazepam.

Através

hemodiálise

hemofiltração

consegue

eliminar

soro

sanguíneo exíguas quantidades de tramadol. Por isso, o tratamento da intoxicação

aguda por tramadol exclusivamente por meio de hemodiálise ou de hemofiltração não é

apropriado para a desintoxicação do organismo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Com a administração de tramadol podem surgir:

Efeitos secundários muito frequentes (podem ocorrer em mais do que 1 em cada 10

pessoas):

- náuseas

- tonturas

Efeitos secundários frequentes (podem ocorrer até 1 em cada 10 pessoas):

- vómitos

- obstipação

- sudação

- secura da boca

- cefaleias

- sonolência.

Efeitos secundários raros (podem ocorrer até 1 em cada 1 000 pessoas):

- sintomas de abstinência nas doses terapêuticas

efeitos

sobre

regulação

cardiovascular

(palpitações,

taquicardia,

hipotensão

(postura, colapso cardiovascular)

Estes efeitos secundários podem ocorrer em especial aquando da administração

intravenosa e em doentes sujeitos a stress físico.

- ânsia de vomitar

- irritações gastrointestinais (sensação de pressão no estômago, enfartamento)

- reações cutâneas (prurido, exantema, urticária).

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27-07-2018

INFARMED

Efeitos secundários muito raros (podem ocorrer até 1 em cada 10 000 pessoas):

- fraqueza motora

- alterações do apetite

- perturbações da micção

- efeitos psíquicos: alterações do humor (geralmente estado eufórico ocasionalmente

disforia), alteração da atividade (normalmente diminuição, por vezes intensificação) e

alterações da capacidade cognitiva e sensorial (por exemplo, indefinição decisional,

distúrbios da perceção). A intensidade e natureza variam de indivíduo para indivíduo

consoante a personalidade e duração da medicação.

- reações alérgicas (por exemplo, dispneia, broncospasmo, respiração sibilante, edema

angioneurótico)

- choque anafilático

convulsões

epileptiformes

(estas

convulsões

surgiram

sobretudo

após

administração de altas doses de tramado) ou após a administração concomitante de

fármacos capazes de diminuir o limiar para convulsões epileptiformes ou que, por si só,

induzem convulsões (por exemplo, antidepressivos ou antipsicóticos).

- aumento da pressão arterial e/ou bradicardia

- agravamento da asma.

Efeitos secundários de frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada

a partir dos dados disponíveis):

- tonturas e sedação

- ação depressora da função respiratória

- após a administração de doses que se situem consideravelmente acima dos níveis

posológicos

recomendados,

quando

administração

simultânea

outras

substâncias com ação depressora central, poderá verificar-se diminuição da função

respiratória.

- dependência. Os sintomas próprios das reações de privação, semelhantes aos que

ocorrem durante uma terapêutica de privação de opiáceos, podem manifestar-se do

seguinte

modo: agitação, ansiedade, nervosismo, insónias, hipercinesia, tremor

sintomas gastrointestinais.

- aumentos dos valores das enzimas hepáticas numa relação temporal com utilização

de tramadol seguindo as instruções terapêuticas

- níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através de:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

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INFARMED

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a

segurança deste medicamento.

5. Como conservar Tramadol Generis

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após "VAL.:". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Tramadol Generis

A substância ativa é o cloridrato de tramadol.

Os outros componentes são: sacarose, polissorbato 20, sorbato de potássio, sacarina

sódica, aroma de hortelã-pimenta, anetol e água purificada.

Qual o aspeto de Tramadol Generis e conteúdo da embalagem

Tramadol Generis apresenta-se na forma de solução oral em frascos de 10 ml e 30 ml.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Fabricante

Farmalabor – Produtos Farmacêuticos, S.A.

Zona Industrial de Condeixa-a-Nova

3150-194 Condeixa-a-Nova

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tramadol Generis 100 mg/ml solução oral

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Por frasco com 10 ml e 30 ml, 1,0 g e 3,0 g de cloridrato de tramadol,

respetivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Gotas orais, solução.

Frascos de 10 ml e 30 ml.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

O tramadol está indicado na prevenção e no tratamento da dor moderada ou

grave, de caráter agudo, subagudo ou crónico:

-dor do pós-operatório

-dor do trabalho de parto

-dor do enfarte agudo do miocárdio

-dor traumática

-dor oncológica.

4.2 Posologia e modo de administração

A posologia deve ser adaptada à intensidade da dor e à sensibilidade do doente.

Deve geralmente ser escolhida a dose analgésica eficaz mais baixa. Não se

devem

exceder

doses

diárias

princípio

ativo,

exceto

circunstâncias clínicas especiais.

A dose habitual de Tramadol Generis gotas é de 50-100 mg (10-20 gotas), de 6

em 6 ou de 8 em 8 horas, devendo ser ajustada à resposta e ser repetida se

necessário.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Na maioria dos casos 400 mg/dia são suficientes. No entanto doses de 800

mg/dia no pós-operatório, ou mesmo superiores em casos de dor oncológica,

são bem tolerados.

Adultos

A dose inicial é normalmente 50-100 mg, duas vezes ao dia, de manhã e à noite.

Esta dose pode ser aumentada até 150-200 mg duas vezes de acordo com a

gravidade da dor.

necessário

tratamento

prolongado

tramadol,

devido

natureza e gravidade da doença, deve ser feita uma reavaliação periódica do

quadro clínico (se necessário com pausas no tratamento) de modo a decidir-se

pela necessidade ou não de continuar a terapêutica com tramadol.

Doentes idosos

Em doentes idosos até 75 anos, sem insuficiência hepática ou renal clinicamente

estabelecida, não é habitualmente necessário qualquer ajuste posológico. Em

doentes com mais de 75 anos o tempo de eliminação pode estar aumentado.

Deste modo, se necessário, os intervalos entre as doses devem ser prolongados

em função das necessidades do doente.

Doentes com insuficiência renal/diálise e disfunção hepática

Em doentes com insuficiência renal e/ou hepática, a eliminação do tramadol

encontra-se prolongada. Nestes doentes, o prolongamento do intervalo entre as

doses deverá ser criteriosamente considerado em função das necessidades do

doente.

Crianças:

Crianças com mais de 12 anos: seguir a dose de adultos

Crianças com menos de 12 anos: seguir as indicações clínicas

4.3 Contraindicações

Está contraindicado em caso de hipersensibilidade à substância ativa ou a

qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. O uso do tramadol

está contraindicado nas intoxicações agudas pelo álcool, hipnóticos, analgésicos

e outros fármacos ativos sobre o S.N.C. (estupefacientes e/ou psicotrópicos), e

ainda em doentes que estejam a ser tratados com inibidores da MAO ou que

tomaram estes fármacos durante os últimos 14 dias.

Em doentes com antecedentes de epilepsia devem ser cuidadosamente vigiados

durante o tratamento com tramadol. Tem-se referido a ocorrência de convulsões

em doentes tratados com os níveis posológicos recomendados de tramadol.

Este risco pode aumentar se as doses de tramadol excederem o limite superior

diário recomendado (400 mg). Além disso, o tramadol pode aumentar o risco de

convulsões

doentes

medicados

outros

fármacos

suscetíveis

diminuírem o limiar para convulsões cerebrais.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Tramadol

Generis,

não

deve

utilizado

tratamento

síndrome

abstinência dos opiáceos/estupefacientes. Tramadol não é apropriado como

terapêutica de substituição em doentes dependentes de opióides. Embora seja

um agonista dos opióides, o tramadol não suprime os sintomas de privação da

morfina.

Deve ser utilizado com especial cuidado em doentes com dependência de

opiáceos, em doentes com lesões cranianas, em estado de choque, com grau

reduzido da consciência de causa desconhecida, com perturbações do centro

respiratório e da função respiratória, e de pressão intracraniana aumentada.

Tramadol apresenta um baixo potencial de dependência. Podem desenvolver-se

tolerância, dependência psicológica e dependência física, especialmente após

utilização prolongada. Por isso, em doentes com tendência para o abuso ou para

a dependência de medicamentos, o tratamento com tramadol só deve ser

realizado a curto prazo e sob estrita vigilância médica.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Não foi descrito nenhum caso de depressão do centro respiratório após a

utilização de tramadol por via oral ou retal. No entanto, este perigo não pode ser

excluído se for largamente ultrapassada a posologia recomendada ou que sejam

administrados

simultaneamente

outros

fármacos

depressores

centro

respiratório.

Quando se ultrapassa largamente a posologia recomendada por via parentérica

(como por exemplo no decurso da anestesia) é preciso ter em atenção o perigo

de depressão respiratória.

tramadol

deve

utilizado

precaução

doentes

hipersensibilidade aos opiáceos, e com antecedentes de epilepsia.

Em caso de insuficiência renal ou hepática, não é necessário proceder a

modificações

dose

proposta

situações

administração

única.

entanto, em casos de utilização crónica, a duração de ação é prolongada pela

acumulação do produto ativo, pelo que são necessários ajustamentos, de acordo

com o grau de insuficiência renal ou hepática.

associação

agonistas/antagonistas

mistos

exemplo

buprenorfina,

nalbufina,

pentazocina)

tramadol

não

aconselhável

porque

efeito

analgésico de um agonista puro pode ficar teoricamente reduzida em tais

circunstâncias.

A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma

rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas.

Metabolismo via CYP2D6

O tramadol é metabolizado pela enzima hepática CYP2D6. Se o doente tiver

uma deficiência ou uma total ausência desta enzima, poderá não ser obtido um

efeito analgésico adequado. As estimativas indicam que até 7% da população

caucasiana pode ter esta deficiência. Contudo, se o doente for um metabolizador

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

ultrarrápido, existe o risco de desenvolver efeitos secundários de toxicidade

opioide, mesmo nas doses habitualmente prescritas.

sintomas

gerais

toxicidade

opioide

incluem

confusão,

sonolência,

respiração superficial, contração das pupilas, náuseas, vómitos, obstipação e

falta de apetite. Em casos graves, tal pode incluir sintomas de depressão

circulatória e respiratória, que podem constituir perigo de vida e, em casos muito

raros, ser fatais. As estimativas da prevalência de metabolizadores ultrarrápidos

em diferentes populações são resumidas a seguir:

População

Africana/Etíope

Afro-americana

Asiática

Caucasiana

Grega

Húngara

Norte da Europa

Prevalência (%)

3,4% a 6,5%

1,2% a 2%

3,6% a 6,5%

6,0%

1,9%

1% a 2%

Utilização pós-operatória em crianças

Na literatura publicada há relatos de casos em que o tramadol administrado a

crianças, no pós-operatório de uma amigdalectomia e/ou adenoidectomia para a

apneia obstrutiva do sono, levou a efeitos adversos raros, mas potencialmente

fatais.

Devem

tomadas

precauções

extremas

quando

tramadol

administrado a crianças para o alívio da dor pós-operatória, sendo necessária

uma monitorização cuidadosa para a deteção de sintomas de toxicidade opioide,

incluindo depressão respiratória.

Crianças com função respiratória comprometida

utilização

tramadol

não

recomendada

crianças

cuja

função

respiratória possa estar comprometida, incluindo distúrbios neuromusculares,

condições

cardíacas

respiratórias

graves,

infeções

trato

respiratório

superior ou pulmonares, politraumatismo ou procedimentos cirúrgicos extensos.

Estes fatores podem agravar os sintomas de toxicidade opioide.

Os resultados obtidos em estudos com animais tratados com tramadol, vieram a

revelar após a administração de doses muito elevadas, a ocorrência de efeitos

sobre o desenvolvimento dos órgãos, a ossificação e a mortalidade das crias

recém-nascidas. Não se observaram porém, quaisquer efeitos teratogénicos. O

tramadol atravessa a barreira placentária. Não existem provas concludentes de

segurança do tramadol na gravidez de seres humanos. Por isso, tramadol não

deve ser administrado a mulheres grávidas.

tramadol

administrado

antes

decurso

parto

não

afeta

contractilidade

uterina.

recém-nascido

podem

verificar-se

alterações

frequência respiratória que, geralmente, carecem de significado clínico. Durante

o período de lactação, cerca de 0,1% da dose materna é excretada no leite. Não

se recomenda a administração de tramadol no período de amamentação. Após a

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

administração de uma dose única de tramadol não é geralmente necessário

interromper a amamentação.

O tramadol deve ser utilizado com prudência em doentes que apresentaram

hipersensibilidade

prévia aos

opiáceos,

doentes

insuficiência

renal

hepática graves, traumatismo craniano, diminuição do nível de consciência,

aumento

pressão

intracraniana,

doentes

choque

risco

convulsões.

Podem

desenvolver-se

tolerância,

dependência

psicológica

dependência

física, especialmente após utilização prolongada. Em doentes com tendência

para abuso medicamentoso ou dependência, o tratamento com tramadol deve

ser feito por períodos curtos e sob supervisão médica. Em casos raros, o

tramadol pode causar sintomas de abstinência nas doses terapêuticas.

Tem-se referido a ocorrência frequente (mais de 10%) de náuseas e tonturas.

Podem verificar-se, ocasionalmente (1 -10%), vómitos, obstipação, sudação,

secura da boca, cefaleias e sonolência.

casos

raros

(<

podem

verificar-se

efeitos

sobre

regulação

cardiovascular

(palpitações,

taquicardia,

hipotensão

postura,

colapso

cardiovascular). Estes efeitos secundários podem ocorrer em especial quando

da administração intravenosa e em doentes sujeitos a stress físico. Além disso,

podem surgir ânsia de vomitar, irritações gastrointestinais (sensação de pressão

no estômago, enfartamento) e reações cutâneas (prurido, exantema, urticária).

Observa-se em casos muito raros (< 0,1 %) a ocorrência de fraqueza motora,

alterações do apetite e perturbações da micção. Após a administração de

tramadol

podem

ocorrer,

muito

raramente,

diversos

efeitos

secundários

psíquicos,

cuja

intensidade

natureza

variam

indivíduo

para

indivíduo

(consoante a personalidade e duração da medicação). Estes efeitos secundários

psíquicos

incluem

alterações

humor

(geralmente

estado

eufórico

ocasionalmente disforia), alteração da atividade (normalmente diminuição, por

vezes intensificação) e alterações da capacidade cognitiva e sensorial (por

exemplo, indefinição decisional, distúrbios da perceção).

Em casos muito raros foi também referida a ocorrência de reações alérgicas (por

exemplo, dispneia, broncospasmo, respiração sibilante, edema angioneurótico) e

choque anafilático.

Têm-se referido casos muito raros de convulsões epileptiformes. No entanto,

estas convulsões surgiram sobretudo após a administração de altas doses de

tramadol

após

administração

concomitante

fármacos

capazes

diminuir o limiar para convulsões epileptiformes ou que, por si só, induzem

convulsões (por exemplo, antidepressivos ou antipsicóticos).

Referiram-se muito raramente, aumento da pressão arterial e/ou bradicardia.

Foi também mencionado o agravamento da asma, embora não tenha sido

estabelecida qualquer relação causal.

Tem-se

referido

ação

depressora

função

respiratória.

Após

administração de doses que se situem consideravelmente acima dos níveis

posológicos recomendados, e quando da administração simultânea de outras

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

substâncias com ação depressora central, poderá verificar-se diminuição da

função respiratória.

Pode verificar-se dependência. Os sintomas próprios das reações de privação,

semelhantes aos que ocorrem durante uma terapêutica de privação de opiáceos,

podem

manifestar-se

seguinte

modo:

agitação,

ansiedade,

nervosismo,

insónias, hipercinesia, tremor e sintomas gastrointestinais.

Nalguns casos isolados foram notificados aumentos dos valores das enzimas

hepáticas

numa

relação

temporal

utilização

tramadol

seguindo

instruções terapêuticas.

Quando o doente não necessita mais da terapêutica com tramadol, pode ser

aconselhável

diminuir

dose

gradualmente

para

prevenir

sintomas

abstinência.

Este medicamento contém sacarose. Doentes com problemas hereditários raros

de intolerância à frutose, malabsorção de glucose-galactose ou insuficiência de

sacarase-isomaltase não devem tomar este medicamento

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

utilização

simultânea

tramadol

substâncias

dotadas

ação

depressora do sistema nervoso central, inclusive o álcool, poderá potenciar os

respetivos efeitos sobre o sistema nervoso central.

Os resultados obtidos em estudos farmacocinéticas vieram a mostrar que a

administração simultânea ou anterior de cimetidina (inibidor enzimático) não

provoca interações clinicamente relevantes. A administração conjunta com a

cimetidina

determina

níveis

iniciais

mais

baixos

tramadol

seus

metabolitos, e mais elevados e mantidos às 12 horas. Estas alterações nas

concentrações séricas não parecem ter importância clínica.

A administração conjunta com a carbamazepina determina uma redução da

concentração sérica de tramadol e dos seus metabolitos o que implica redução

da eficácia analgésica e da duração de ação.

A administração concomitante com ritonavir pode aumentar as concentrações

séricas de tramadol conduzindo a uma intoxicação por tramadol.

Em casos raros, registou-se toxicidade por digoxina durante a administração

concomitante desta com tramadol.

A administração de tramadol pode provocar convulsões e aumentar o potencial

convulsivante dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), dos

inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN),

antidepressivos

tricíclicos,

antipsicóticos

outros

fármacos

suscetíveis de diminuir o limiar convulsivante (como a bupropiona, a mirtazapina

ou o tetra-hidrocanabinol).

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

O uso concomitante de tramadol e fármacos serotoninérgicos, como inibidores

seletivos

recaptação

serotonina

(ISRSs),

inibidores

seletivos

recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN), inibidores da MAO (ver

secção

4.3),

antidepressivos

tricíclicos

mirtazapina,

pode

desencadear

síndrome

serotoninérgica.

provável

estar-se

presença

síndrome

serotoninérgica quando se observa uma das manifestações seguintes:

- clónus espontâneo

- clónus ocular ou induzido com agitação ou diaforese

- tremor e hiperreflexia

- hipertonia e temperatura corporal > 38ºC com clónus ocular ou induzido

A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma

rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas.

Outros fármacos dotados de conhecida ação inibitória sobre CYP3A4, como

cetoconazol

eritromicina,

(podem

inibir

metabolismo

tramadol

desmetilação) e, provavelmente, também a biotransformação, C2 do metabolito

ativo O-desmetilado. O significado clínico de uma interação deste género não foi

ainda investigado.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Não deve ser administrado durante a gravidez uma vez que não existe uma

avaliação adequada de estudos de segurança do tramadol na grávida.

Apesar dos estudos animais não terem evidenciado a possibilidade de efeitos

mutagénicos,

não

estão

disponíveis

estudos

homem,

pelo

não

recomenda a administração de tramadol nos primeiros 3 meses de gravidez.

Após este período a utilização deste fármaco deve ser condicionada à indicação

médica expressa, com vigilância adequada e por curtos períodos.

Amamentação

Aproximadamente 0,1% da dose materna de tramadol é excretada no leite

materno. No período pós-parto imediato, uma dose diária oral materna de até

400 mg corresponde a uma quantidade média de tramadol, ingerida pelos

lactentes, de 3% da dose materna ajustada ao peso. Por este motivo, o tramadol

não deve ser utilizado durante o aleitamento ou, em alternativa, a amamentação

deve ser descontinuada durante o tratamento com tramadol. A descontinuação

da amamentação não é geralmente necessária na sequência de uma dose única

de tramadol.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

tramadol

pode influenciar

capacidade

condução de

veículos

e de

utilização de máquinas. O tramadol pode causar sonolência. Este efeito pode ser

potenciado pela toma de álcool, anti-histamínicos, e outros depressores do

Sistema Nervoso Central.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Os doentes devem ser avisados para não conduzir ou manusear máquinas

perigosas no caso de sofrerem destes sintomas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Com a administração de tramadol podem surgir:

- náuseas e vómitos (maior incidência se a administração endovenosa for mais

rápida)

- obstipação, sudação e secura da boca

- palpitações e hipotensão

- tonturas, sonolência e sedação

- alterações do comportamento (raramente mais frequente, quando a dor é

pouco intensa)

- foi observada com frequência desconhecida hipoglicemia

casos

isolados

foram

observadas

convulsões

relacionadas

administração de tramadol.

Notificação de suspeitas de reações adversas

notificação

suspeitas

reações

adversas

após

autorização

medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da

relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde

que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através de:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

princípio,

intoxicação

pelo

tramadol

poderá

provocar

mesmos

sintomas que se observam com outros analgésicos de ação central (opiáceos).

Há que contar, nomeadamente, com miose, vómitos, colapso cardiovascular,

convulsões e depressão respiratória e hipotensão com insuficiência circulatória

com alterações da consciência (culminando em coma), que pode ir até à

paragem respiratória.

Não se dispõe de experiência referente a doses tóxicas de tramadol no homem.

Os dados disponíveis referem-se unicamente à administração acidental de uma

dose total de 600 mg (300 mg por via subcutânea, e 300 mg p.o.), que

correspondem ao sêxtuplo da dose unitária recomendada. Neste caso surgiu

agitação, ansiedade, tremores e exagero dos reflexos. Os sintomas regrediram

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

após tratamento com o pentobarbital; a pressão arterial e o pulso permaneceram

sem alterações.

No rato a sobredosagem determina o aparecimento de convulsões, que são

suprimidas com benzodiazepinas.

Sendo o tramadol um agonista dos opiáceos, os efeitos do tipo opiáceo podem

ser eliminados pelos antagonistas da morfina, como a naloxona.

Tratamento

Devem aplicar-se as medidas gerais tendentes a manter desobstruídas as vias

respiratórias

(aspiração),

assegurar

manutenção

respiração

circulação de acorda com a sintomatologia presente.

Esvaziamento gástrico provocando o vómito (doente consciente) ou lavagem

gástrica. Utiliza-se como antídoto a naloxona em caso de depressão respiratória.

No âmbito de ensaios com animais, a administração de naloxona não exerceu

qualquer

efeito

sobre

convulsões.

Para

estes

casos

recomenda-se

administração I.V. de diazepam.

Através de hemodiálise ou de hemofiltração só se consegue eliminar do soro

sanguíneo

exíguas

quantidades

tramadol.

isso,

tratamento

intoxicação aguda por tramadol exclusivamente por meio de hemodiálise ou de

hemofiltração não é apropriado para a desintoxicação do organismo.

5. Propriedades farmacológicas

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.12 Analgésicos e estupefacientes

Código ATC: N02AX02 TRAMADOL

tramadol

analgésico

ação

central

propriedades

opióides

agonistas. O tramadol consiste em dois enantiómeros, o isómero (+) é o mais

ativo, apresentando uma atividade preferencial nos m-recetores. O isómero (-)

potencia o efeito analgésico do isómero (+) e é ativo como inibidor do afluxo de

noradrenalina e serotonina, modificando a transmissão dos impulsos da dor. A

duração da analgesia com tramadol é de 3 a 6 horas com um alívio máximo da

dor às 1-4 horas após administração.

O tramadol apresenta também uma ação antitússica. Nas doses recomendadas,

os efeitos do tramadol administrado por via oral nos sistemas respiratório e

cardiovascular parecem ser clinicamente insignificantes.

A potência do tramadol é referida como sendo 1/10 a 1/6 da morfina.

O tramadol liga-se estereoespecificamente e com baixa afinidade aos recetores

opióides

, d e k, sendo que a maior afinidade é representada pelo recetor

inibição

recaptação

noradrenalina e

estimulação

da libertação

serotonina fazem parte dos mecanismos envolvidos na atividade antinociceptiva

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

do cloridrato de tramadol. Contrariamente ao que se verifica com a morfina, a

administração

doses

analgésicas

tramadol

dentro

intervalos

terapêuticos não desenvolve qualquer ação depressora da função respiratória.

Dependendo da espécie, a DL 50 após administração endovenosa é de 17 a 42

vezes superior à dose média terapêutica humana, (1 -2 mg/kg), indicando uma

ampla margem de segurança. Os sintomas de intoxicação variam com a espécie

estudada, sendo dose dependente, verificando-se o aparecimento de: ataxia,

irritabilidade,

redução

atividade

espontânea,

salivação,

vómitos

(cão),

midríase, exoftalmia, tremores, convulsões, cianose discreta e dispneia.

No homem a administração reiterada, a longo prazo, por via oral, retal e

parentérica de doses próximas ou superiores à dose terapêutica diária, não deu

mostras de provocar qualquer efeito tóxico.

Estudos de toxicidade crónica no rato, no coelho e no cão não evidenciaram

qualquer tipo de ação estimuladora ou indutora de neoplasia. As estruturas

químicas do cloridrato de tramadol e dos seus metabolitos identificáveis não

mostram qualquer semelhança estrutural com nenhum conhecido composto

carcinogénico.

estudos

toxicologia

reprodução

não

mostraram

qualquer

efeito

teratogénico

embriotóxico.

fertilidade

masculina

feminina

desenvolvimento peri e pós-natal da primeira geração não foram afetados.

testes

mutagenicidade

tramadol

não

induziu

qualquer

tipo

mutações, exceção feita à resposta positiva no ensaio do linfoma do rato Lokus

TK com base nos resultados das investigações particularmente detalhadas 'in

vivo' (teste do micronúcleo em 3 espécies, teste do cromossoma aberrante no

hamster

teste

letalidade

dominante

administrações

únicas

reiteradas), e os resultados negativos no teste de Ames com várias estirpes de

salmonela permitem excluir, com toda a probabilidade, a potencial mutagénico.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

biodisponibilidade

média

absoluta

aproximadamente

70%,

independentemente da administração concomitante de alimentos.

diferença

entre

tramadol

absorvido

tramadol

não

metabolizado

disponível é provavelmente devida a um baixo efeito de primeira passagem. O

efeito de primeira passagem após administração oral é no máximo 30%.

Após a administração oral, o pico sérico é atingido aos 45 minutos. A absorção

não é influenciada pela ingestão dos alimentos.

O tramadol possui uma elevada afinidade tecidual (Vd, = 203±40l). A taxa de

ligação às proteínas do plasma é de cerca de 20%.

Após administração duma dose única Tramadol Generis cápsulas de libertação

imediata, administradas numa dose total de 200mg de cloridrato de tramadol

atinge um pico de concentração Cmax 640 ± 143 ng/ml ao fim de 2,0 horas.

O tramadol atravessa as barreiras hemato-encefálica e placentária. Quantidades

muito

pequenas

substância

derivado

O-desmetilado

são

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

encontradas

leite

materno

0,02%

dose

administrada,

respetivamente).

semivida

eliminação

t1/2b

aproximadamente

horas,

independentemente do modo de administração. Em doentes com idade superior

a 75 anos, pode ser prolongada por um fator de 1,4.

Nos humanos, o tramadol é metabolizado principalmente através de N e O-

desmetilação e conjugação dos produtos obtidos por O-desmetilação com ácido

glucurónico. Apenas o O-desmetil-tramadol é farmacologicamente ativo. Existem

diferenças

quantitativas

interindividuais

consideráveis

entre

outros

metabolitos.

Até ao momento foram encontrados onze metabolitos na urina. As experiências

em animais mostraram que o O-desmetil-tramadol é 2 a 4 vezes mais potente

que a substância inicial. A sua semivida t1/2b (6 voluntários sãos) é de 7,9 horas

(intervalo 5,4 - 9,6 h) e é aproximadamente a do tramadol.

O tramadol e os seus metabolitos são quase completamente excretados pela via

renal. A excreção renal cumulativa é de 90% da radioatividade total da dose

administrada. Nos casos de insuficiência hepática e renal, a semivida pode ser

ligeiramente prolongada. Nos doentes com cirrose, foram observadas semividas

de eliminação de 13,3 ± 4,9 h (tramadol) e 18,5 ± 9,4 h (O-desmetil-tramadol) e

num caso extremo 22,3 h e 36 h respetivamente. Em doentes com insuficiência

renal (clearance da creatinina < 5 ml/min) os valores foram 11 ± 3,2 h e 16,9 ±

3h e num caso extremo 19,5 h e 43,2 h, respetivamente.

O tramadol tem um perfil farmacocinético linear dentro do limite das doses

terapêuticas.

A relação entre as concentrações séricas e o efeito analgésico é dependente da

dose, mas varia consideravelmente em casos isolados. Uma concentração

sérica de 100-300 ng/ml é normalmente eficaz.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos do tramadol em ratos e coelhos não revelaram efeitos teratogénicos.

Contudo, foi observada embriotoxicidade sob a forma de atraso na ossificação.

A fertilidade, performance reprodutiva e desenvolvimento das crias não foram

afetados.

Os dados pré-clínicos não revelaram qualquer risco especial para os humanos

com base nos estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade

com dose repetida, potencial genotóxico ou carcinogénico.

Após administrações repetidas de tramadol por via oral e parentérica, durante 6

a 26 semanas, a ratos e cães, e durante 12 meses, a cães, por via oral, as

análises

hematológicas,

clínica-químicas

exames

histológicos

não

mostraram alterações atribuíveis à substância administrada. Sintomas nervosos

centrais só ocorreram após a administração de doses elevadas que se situavam

consideravelmente acima dos níveis posológicos terapêuticas: agitação motora,

salivação, convulsões, menor aumento ponderal.

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Os ratos e cães toleraram sem qualquer reação adversa a administração oral de

doses de respetivamente 20 mg/Kg e 10 mg/kg de peso corporal; os cães

toleraram sem sintomas adversos a administração retal de doses de 20 mg/kg

de peso corporal.

A partir de 50 mg/Kg/dia, a administração de tramadol veio a causar nos ratos

efeitos tóxicas nas mães e deu origem a um aumento da taxa de mortalidade

neonatal. Nas crias observaram-se atrasos do desenvolvimento na forma de

perturbações da ossificação e atraso na abertura da vagina e dos olhos.

A fertilidade dos machos não foi afetada. Após a administração de doses mais

elevadas (a partir de 50 mg/kg/dia), as fêmeas apresentavam uma menor taxa

de gravidez. Nos coelhos observaram-se a partir de doses de 125 mg/kg efeitos

tóxicos nas mães, bem como anomalias esqueléticas na descendência.

Nalguns sistemas experimentais in vitro houve evidência de efeitos mutagénicos.

Experiências in vivo não apontaram para quaisquer efeitos mutagénicos. Com

base nos conhecimentos até agora reunidos, o tramadol pode ser considerado

como substância desprovida de efeitos mutagénicos.

Realizaram-se em ratos e ratinhos estudos para avaliar o potencial carcinogéneo

do cloridrato de tramadol. O estudo realizado em ratos não forneceu evidência

de um aumento, devido à substância ativa, da incidência de tumores. No âmbito

do estudo em ratinhos observaram-se uma maior incidência de adenomas de

hepatócitos nos machos (aumento dose-dependente, não-significativo, a partir

de 15 mg/Kg) e um aumento do número de tumores pulmonares nas fêmeas de

todos os grupos de dosagem (aumento significativo, mas não dose-dependente).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Sacarose, polissorbato 20, sorbato de potássio, sacarina sódica, aroma hortelã-

pimenta, anetol, água purificada.

6.2 Incompatibilidades

Não se conhecem, contudo devera ver interações medicamentosas e outras.

6.3 Prazo de validade

5 anos

6.4 Precauções particulares de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

27-07-2018

INFARMED

Frasco de vidro tipo III com capacidade para 10 ml, com conta-gotas de plástico.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de

acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

3759396 – frasco de 10 ml.

5598990 – frasco de 30 ml.

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO /RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 4 de outubro de 2001

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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