Topiramato Vitalion 200 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Cinfa Portugal,Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
200 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 200 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5454772 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Condições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10017770 - 50016644 ; 5454764 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Condições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10017770 - 50016644
Status de autorização:
Revogado (13 de Setembro de 2016)
Número de autorização:
11/H/0158/004
Data de autorização:
2012-03-29

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Topiramato Vitalion 25 comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 50 comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 100 comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 200 comprimidos revestidos por película

Topiramato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato Vitalion e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Vitalion

3. Como tomar Topiramato Vitalion

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato Vitalion

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Topiramato Vitalion e para que é utilizado

Topiramato Vitalion pertence a um grupo de medicamentos denominado “medicamentos

antiepiléticos”.

É utilizado em:

- Monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade superior a 6

anos.

- No tratamento de convulsões em adultos e crianças, de idade igual ou superior a 2 anos,

juntamente com outros medicamentos.

- Para prevenir enxaquecas em adultos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Vitalion

Não tome Topiramato Vitalion

- Se tem alergia ao topiramato ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

- Na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou poderá ficar, mas não está a utilizar

contraceção eficaz (para mais informações, ver secção “Gravidez e aleitamento”).

Se não tem certeza se as situações acima se aplicam a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato Vitalion.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Vitalion se:

- Tem problemas nos rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise.

- Tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica).

- Tem problemas de fígado.

- Tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma.

- Tem problemas de crescimento.

- Está a efetuar uma dieta altamente calórica (dieta cetogénica).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Vitalion.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o seu

médico.

Deve

igual

modo

falar

primeiro

médico

antes

tomar

qualquer

medicamento contendo topiramato, que lhe seja dado em alternativa ao Topiramato

Vitalion.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato Vitalion, por isso o seu peso deve ser

verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se estiver a perder

demasiado peso ou se a criança não estiver a ganhar peso suficiente, consulte o seu

médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepiléticos como

Topiramato

Vitalion,

apresentaram

pensamentos

autoagressão

suicídio.

qualquer momento tiver estes pensamentos deve consultar imediatamente o seu médico.

Outros medicamentos e Topiramato Vitalion

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou

se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica, vitaminas ou medicamento à base de plantas. Topiramato Vitalion e alguns

medicamentos podem interagir entre si. Por vezes, a dose de Topiramato Vitalion ou de

outro medicamento que está a tomar, poderá ter de ser ajustada.

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

Outros

medicamentos

podem

comprometer

reduzir

pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do sistema

nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos).

- Pílulas contracetivas. Topiramato Vitalion pode diminuir a eficácia da sua pílula.

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29-03-2012

INFARMED

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual enquanto

estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato Vitalion.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao seu

médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Vitalion.

Outros

medicamentos

deverá

referir

médico

farmacêutico

incluem:

medicamentos

antiepiléticos,

risperidona,

lítio,

hidroclorotiazida,

metformina,

pioglitazona, gliburide, amitriptilina, propranolol, diltiazem, venlafaxina, flunarizina.

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Vitalion.

Topiramato Vitalion com alimentos, bebidas e álcool

Pode tomar Topiramato Vitalion com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato Vitalion beba uma grande quantidade de fluidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato Vitalion. Deve evitar beber álcool

enquanto estiver a tomar Topiramato Vitalion.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. O seu médico decidirá se

pode tomar Topiramato Vitalion. Tal como outros medicamentos antiepiléticos, existe um

risco de causar dano ao feto se Topiramato Vitalion é tomado durante a gravidez.

Certifique-se que está bem informada acerca dos riscos e benefícios de tomar Topiramato

Vitalion para a epilepsia durante a gravidez.

Não deve tomar Topiramato Vitalion para a prevenção da enxaqueca se está grávida ou

pode estar grávida e não está a utilizar contraceção eficaz.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato Vitalion devem dizer ao

seu médico assim que notarem algo fora do normal com a criança.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante

tratamento

Topiramato

Vitalion

pode

ocorrer

tonturas,

cansaço

problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem consultar o seu

médico primeiro.

Topiramato Vitalion contém lactose mono-hidratada. Se foi informado pelo seu médico

que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Topiramato Vitalion

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

- O seu médico irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa de

Topiramato

Vitalion

depois

aumentada

lentamente,

até

atingir

dose

mais

adequada.

- Topiramato Vitalion comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os

comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

- Topiramato Vitalion pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição. Enquanto

estiver a tomar Topiramato Vitalion beba muitos líquidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato Vitalion do que deveria

- Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

- Pode sentir sonolência ou cansaço ou ter movimentos anormais do corpo, dificuldade

em manter-se em pé e andar, sentir-se tonto devido a uma tensão arterial baixa, ou ter um

batimento cardíaco anormal ou ataques.

Sinais e sintomas de sobredosagem podem incluir convulsões, sonolência, perturbações

fala,

visão

dupla,

défice

intelectual,

coordenação

anormal,

entorpecimento

consciência, hipotensão, dor abdominal, agitação, tonturas e depressão.

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em associação com

Topiramato Vitalion.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Vitalion

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que se lembrar.

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e o

tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou mais doses,

contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato Vitalion

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha indicado. Os

seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta medicação, a dose deve

diminuir gradualmente durante alguns dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, consulte o seu médico ou

farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

A frequência dos efeitos secundários possíveis listados abaixo é definida da seguinte

forma:

- Muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

- Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

- Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

- Raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

- Muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

- Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Efeitos secundários muito frequentes incluem:

- Perda de peso.

- Sensação de formigueiro nos braços e pernas.

- Sonolência.

- Tonturas.

- Diarreia.

- Náuseas.

- Corrimento nasal, nariz entupido e dor de garganta.

- Cansaço.

- Depressão.

Efeitos secundários frequentes incluem:

- Variações de humor ou comportamento, incluindo raiva, nervosismo e tristeza.

- Aumento de peso.

- Diminuição ou perda de apetite.

- Número reduzido das células vermelhas.

Alterações

pensamento

grau

alerta,

como

confusão,

problemas

concentração, memória ou pensamento lento.

- Discurso pouco claro.

- Descoordenação ou problemas na marcha.

- Tremor involuntário dos braços, mãos e pés.

- Reduzido sentido do tato ou sensação.

- Movimento involuntário dos olhos.

- Sentido do gosto alterado.

- Perturbações visuais, visão turva, visão dupla.

- Som agudo e constante no ouvido.

- Dor de ouvidos.

- Falta de ar.

- Sangrar do nariz.

- Vómitos.

- Prisão de ventre.

- Dor de estômago.

- Indigestão.

- Boca seca

- Formigueiro ou entorpecimento da boca.

- Pedras nos rins.

- Vontade de urinar com frequência.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

- Dor ao urinar.

- Queda de cabelo.

- Erupção na pele e/ ou comichão.

- Dor na articulação.

- Espasmos, contrações ou fraqueza muscular.

- Dor no peito.

- Febre.

- Perda de força.

- Sensação geral de mal-estar.

- Reação alérgica.

Efeitos secundários pouco frequentes incluem:

- Cristais na urina.

- Contagem de células sanguíneas anormal, incluindo diminuição do número de glóbulos

brancos ou de plaquetas ou aumento do número de eosinófilos.

- Batimento cardíaco anormal ou diminuição do batimento cardíaco.

- Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas.

- Aumento das convulsões.

- Problemas na comunicação verbal.

- Salivação excessiva.

- Inquietação ou aumento da atividade física e mental.

- Perda de consciência.

- Desmaio.

- Movimentos lentos ou diminuídos.

- Alterações ou má qualidade do sono.

- Compromisso ou sentido do olfato alterado.

- Problemas ao escrever à mão.

- Sensação de movimentos por baixo da pele.

- Problemas nos olhos tais como, olho seco, sensibilidade à luz, contrações involuntárias,

lacrimejo e diminuição da visão.

- Diminuição ou perda da audição.

- Rouquidão.

- Inflamação do pâncreas.

- Gases.

- Azia.

- Falta de sensibilidade ao toque na boca.

- Hemorragia nas gengivas.

- Sensação de enfartamento ou inchaço.

- Dor ou sensação de queimadura na boca.

- Mau hálito.

- Incontinência urinária e/ou fecal.

- Urgência na micção.

- Dor na zona dos rins e/ou bexiga causada por pedras nos rins.

- Diminuição ou perda de transpiração.

- Descoloração da pele.

- Inchaço na pele localizado.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

- Inchaço da face.

- Inchaço das articulações.

- Rigidez musculosquelética.

- Aumento dos níveis de acidez no sangue.

- Diminuição dos níveis de potássio no sangue.

- Aumento do apetite.

- Aumento da sede e ingestão anormal de grandes quantidades de líquidos.

- Pressão arterial baixa ou diminuição da pressão arterial quando se levanta.

- Afrontamentos.

- Doença do tipo gripal.

- Arrefecimento das extremidades (p. ex. mãos e face).

- Dificuldades na aprendizagem.

- Distúrbios na função sexual (disfunção eréctil, perda da libido).

- Alucinações.

- Diminuição da comunicação verbal.

Efeitos secundários raros incluem:

- Sensibilidade cutânea aumentada.

- Sentido do olfato comprometido.

- Glaucoma, definido como uma obstrução na drenagem de líquido no olho causando

aumento da pressão ocular, dor e diminuição da visão.

- Acidose tubular renal.

- Reação grave da pele, tal como Síndrome de Steven-Johnson, uma dermatose fatal em

que a camada superior da pele se separa da camada inferior e eritema multiforme, uma

condição que se caracteriza pela presença de manchas vermelhas com relevo que podem

formar bolhas.

- Odor.

- Inchaço nos tecidos perto do olho.

- Síndrome de Raynaud. Uma perturbação que afeta os vasos sanguíneos dos dedos das

mãos e pés e orelhas e que causam dor e sensibilidade ao frio.

- Calcificação dos tecidos (calcinose).

Efeitos secundários de frequência desconhecida:

- Maculopatia é uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua visão.

- Inchaço da conjuntiva do olho.

- Necrose tóxica epidérmica, que é a forma mais severa do Síndrome de Steven-Johnson

(ver pouco frequentes).

População pediátrica

Efeitos indesejáveis notificados em ensaios clínicos, com maior frequência (

2 vezes),

em crianças comparativamente com os adultos:

- Diminuição do apetite,

- Aumento do apetite,

- Níveis aumentados de ácido com níveis aumentados de cloro no sangue (acidose

hiperclorémica),

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29-03-2012

INFARMED

- Baixos níveis de potássio no sangue (hipocaliemia),

- Comportamento anormal,

- Agressão,

- Apatia,

- Dificuldade em adormecer (insónia inicial),

- Pensamentos sobre o suicidio (ideação suicida),

- Alteração da atenção,

- Letargia,

- Problemas com o padrão do sono (doença do ritmo circadiano do sono),

- Sono de má qualidade,

- Aumento da secreção de lágrimas (aumento da lacrimação),

- Batimento lento do coração (bradicardia sinusal),

- Mal-estar,

- Alterações na marcha.

Efeitos indesejáveis notificados em ensaios clínicos em crianças e não nos adultos:

- Aumento da contagem dos eosinófilos no sangue (eosinofilia),

Agitação

acompanhada

aumento

atividade

motora

incluindo

espasmos

musculares, tremores e contração muscular súbita (hiperatividade psicomotora),

- Vertigens,

- Vómitos,

- Aumento da temperatura corporal (hipertermia),

- Febre (pirexia),

- Dificuldade de aprendizagem.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Topiramato Vitalion

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não

utilize

este

medicamento

após

prazo

validade

impresso

blister/frasco/embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último

dia do mês indicado.

Blister: Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Frasco: Mantenha o recipiente bem fechado para proteger da humidade.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Qual a composição de Topiramato Vitalion

substância

ativa

topiramato.

Cada

comprimido

revestido

película

Topiramato Vitalion contém 25, 50, 100, 200 mg de topiramato.

- Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, amido pré-

gelificado, carboximetilamido sódico (Tipo A), sílica coloidal anidra e estearato de

magnésio;

Película de revestimento:

Topiramato 25 mg (Opadry YS-1-7706G branco): hipromelose, macrogol, polissorbato

80 e dióxido de titânio (E171).

Topiramato

(Opadry

YS-1-6382G

amarelo

claro):

hipromelose,

macrogol,

polissorbato 80, dióxido de titânio (E171) e óxido de ferro amarelo (E172).

Topiramato

(Opadry

YS-1-6370G

amarelo):

dióxido

titânio

(E171),

hipromelose, macrogol, polissorbato 80, óxido de ferro amarelo (E172).

Topiramato 200 mg (Opadry YS-1-1456G rosa): hipromelose, macrogol, polissorbato 80,

dióxido de titânio (E171) e óxido de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Topiramato Vitalion e conteúdo da embalagem

Topiramato Vitalion 25 mg apresenta-se na forma de comprimido branco e redondo.

Topiramato Vitalion 50 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo claro, redondo

e biconvexo.

Topiramato Vitalion 100 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo, redondo e

biconvexo.

Topiramato Vitalion 200 mg apresenta-se na forma de comprimido rosa e oblongo.

Topiramato Vitalion é acondicionado em blisters de Alu-Alu ou frascos de HDPE

contendo 20 ou 60 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Vitalion, Lda.

Rua Elias Garcia, n.º28 – Venda Nova

2700-327 Amadora

Fabricante

Laboratórios Cinfa, S.A.

Olaz-Chipi, 10 – Polígono Industrial Areta

31620 Huarte – Pamplona

Espanha

Este folheto foi revisto pela última vez em:

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Vitalion 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Vitalion 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Topiramato Vitalion está disponível em comprimidos revestidos por película contendo 25

mg, 50 mg, 100 mg ou 200 mg de topiramato.

Excipientes(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido de 25 mg contém 33,375 mg de lactose mono-hidratada.

Cada comprimido de 50 mg contém 66,75 mg de lactose mono-hidratada.

Cada comprimido de 100 mg contém 133,5 mg de lactose mono-hidratada.

Cada comprimido de 200 mg contém 267 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Topiramato Vitalion 25 mg apresenta-se na forma de comprimido branco e redondo.

Topiramato Vitalion 50 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo claro, redondo

e biconvexo.

Topiramato Vitalion 100 mg apresenta-se na forma de comprimido amarelo, redondo e

biconvexo.

Topiramato Vitalion 200 mg apresenta-se na forma de comprimido rosa e oblongo.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6 anos,

crises

parciais

generalização

secundária

crises

tónico-clónicas

primárias generalizadas.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes e

adultos com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-

clónicas primárias generalizadas e para o tratamento de crises associadas ao síndrome de

Lennox-Gastault.

O topiramato é indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos após avaliação

cuidadosa de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é indicado

para tratamento agudo.

4.2 Posologia e modo de administração

Generalidades

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma

titulação, até ser alcançada uma dose eficaz. A posologia e a taxa de titulação devem ser

efetuadas de acordo com o resultado clínico.

Topiramato Vitalion está disponível em comprimidos revestidos por película.

Não se recomenda o fracionamento dos comprimidos revestidos por película.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para otimizar a

terapêutica com Topiramato Vitalion. Em ocasiões raras, a associação de topiramato à

fenitoína pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um resultado clínico

favorável. A associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina em terapêutica

adjuvante com Topiramato Vitalion pode necessitar de ajuste da dose de Topiramato

Vitalion.

Topiramato Vitalion pode ser tomado independentemente das refeições.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, fármacos antiepiléticos

incluindo

topiramato

devem

descontinuados

gradualmente

para

minimizar

potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios clínicos, as

dosagens diárias foram diminuídas em intervalos semanais de 50-100 mg em adultos com

epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato com doses até 100 mg/dia para a

profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em pediatria, o topiramato foi gradualmente

descontinuado durante um período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia em epilepsia

Generalidades

Quando

suspende

administração

concomitante

antiepiléticos

forma

possibilitar a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que

poderão ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam

interrupção

abrupta

antiepiléticos

administrados

concomitantemente,

recomendado

redução

gradual,

aproximadamente

terço

antiepilético

administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam.

clinicamente

indicado,

pode

necessária

diminuição

posologia de Topiramato Vitalion.

Adultos

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A titulação

deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana. A dose pode

ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2 semanas, administrados em

duas

tomas.

doente

não

tolerar

regime

titulação,

podem

efetuados

incrementos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia a 200 mg/dia, administrada em duas tomas. A dose máxima diária recomendada é

de 500 mg/dia, também administrada em duas tomas. Alguns doentes com formas

refractárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato, em monoterapia. Estas

recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na ausência

de doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo resultado

clínico. O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser iniciado com 0,5 a 1

mg/kg

dia,

administrados

noite,

durante

primeira

semana.

Esta

dose

pode

aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas tomas, com intervalos de 1 ou 2

semanas. Se a criança não é capaz de tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados

aumentos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de idade

superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2 mg/kg/dia

em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização secundária,

crises

primárias

generalizadas

tónico-clónicas

crises

associadas

síndrome

Lennox-Gastault)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25-50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25-50 mg/dia,

em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada em duas

tomas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose única diária.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg foi a dose eficaz mais

baixa. A dose diária habitual é de 200-400 mg, dividida em duas tomas.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na

ausência de doença renal subjacente (ver secção 4.4).

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato Vitalion (topiramato) como terapêutica

adjuvante é de aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomas. A titulação

deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, com base na variação de 1 a 3 mg/kg/dia)

administrados

noite,

durante

primeira

semana.

dose

deve

aumentada

semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia, (administrados em

duas tomas diárias), para obter uma resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da enxaqueca é

de 100 mg/dia, divididos em duas tomas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg,

administrados à noite, durante 1 semana. A dose deve ser então aumentada em 25 mg

diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não suportar o regime de titulação,

podem ser considerados intervalos maiores entre os ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter benefícios em

alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao aumento da incidência de

efeitos indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato Vitalion (topiramato) não é recomendado no tratamento ou prevenção da

enxaqueca em crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato Vitalion em populações especiais

de doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso renal

(CLcr

60 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do topiramato estão

diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem necessitar de mais

tempo para atingir o estado estacionário em cada dose.

Uma vez que o topiramato é removido do plasma por hemodiálise, deve ser administrado

em doentes com insuficiência renal em estadio final, nos dias em que a hemodiálise é

efetuada, uma dose suplementar de Topiramato Vitalion igual ou aproximadamente igual

a metade da dose habitualmente administrada de Topiramato Vitalion.

A dose suplementar deve ser administrada em doses divididas no início e no fim do

procedimento de hemodiálise. Esta dose suplementar pode variar de acordo com o tipo de

equipamento de diálise utilizado.

Compromisso hepático

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

hepático moderado a grave, uma vez que a depuração do topiramato está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal esteja

intacta.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Na profilaxia da enxaqueca durante a gravidez e em mulheres em idade fértil se não

estiverem a utilizar métodos contracetivos eficazes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

situações

descontinuação

rápida

topiramato

seja

clinicamente

necessária, é recomendado uma monitorização adequada (ver secção 4.2 para mais

informações).

Assim como com outros fármacos antiepiléticos, alguns doentes podem ter um aumento

na frequência das crises ou de início de novos tipos de crises com topiramato.

Este fenómeno pode ser a consequência de uma sobredosagem, de uma diminuição das

concentrações plasmáticas de antiepiléticos em utilização concomitante, da progressão da

doença ou um efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante. A

hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada hidratação,

antes e durante atividades como o exercício

físico ou a exposição a temperaturas

elevadas, pode reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas relacionada com o

calor (ver secção 4.8).

Oligohidrose

Foram notificados casos de oligohidrose (diminuição da sudorese) em doentes tratados

com topiramato. A diminuição da sudorese e o aumento da temperatura corporal podem

ocorrer especialmente em crianças jovens expostas a temperaturas ambientais elevadas.

Perturbações do humor/Depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão durante

o tratamento com topiramato.

Suicídio/Ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com

medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de

ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou também

pequeno

aumento

risco

ideação

comportamento

suicida.

Não

ainda

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

conhecido o mecanismo que explica esse risco e os dados disponíveis não excluem a

possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências de

0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com uma

incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%; 8 dos 4045

doentes tratados).

Como

tal,

doentes

devem

monitorizados

quanto

sinais

ideação

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem ser

aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento

suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o risco

de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados, tais

como, cólica renal, dor lombar ou dor nos flancos, pode ser superior.

Os fatores de risco para nefrolitíase incluem a formação prévia de cálculos, antecedentes

familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de risco permite prever

de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento com topiramato. Além

disso, os doentes em tratamento com outros medicamentos associados ao risco de

nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior risco.

Função hepática diminuída

Em doentes com alteração da função hepática, recomenda-se precaução na administração

de topiramato, pois pode estar reduzida a depuração deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado

foi notificado em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem início agudo de

diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. As descobertas oculares incluem miopia,

edema

câmara

anterior,

hiperemia

ocular

(vermelhidão)

aumento

pressão

intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Este síndrome pode estar associado

com derrame supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino e íris, com

glaucoma secundário de ângulo fechado. Os sintomas ocorrem tipicamente dentro de um

mês do início da terapêutica com topiramato. Em contraste com o glaucoma primário do

ângulo fechado, que é raro em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma

secundário do ângulo fechado associado a topiramato foi notificado em doentes em idade

pediátrica, bem como em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e de

acordo com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular.

Estas medidas geralmente resultam na diminuição da pressão intraocular.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com um

historial de distúrbios visuais.

Acidose metabólica

A acidose metabólica hiperclorémica, “non-anion gap” (isto é, redução do bicarbonato

sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose respiratória), está

associada ao tratamento com topiramato. Esta redução do bicarbonato sérico devesse ao

efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica renal. Geralmente, a redução de

bicarbonato ocorre no início do tratamento, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer

altura do tratamento. Estas reduções de bicarbonato são ligeiras a moderadas (com

reduções médias de 4 mmol/l para doses de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em

adultos, e de aproximadamente 6 mg/Kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente, os

doentes apresentaram redução para valores inferiores a 10 mmol/l. Situações clínicas ou

terapêuticas

predisponham

acidose,

(tais

como,

doenças

renais,

alterações

respiratórias severas, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica, ou alguns

medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada pelo

topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

acidose

metabólica

crónica,

doentes

pediátricos,

pode

reduzir

taxas

crescimento.

efeito

topiramato

sequelas

ósseas

não

estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo a medição

níveis

plasmáticos

bicarbonato,

recomendada

durante

tratamento

topiramato. Se estiverem presentes sinais ou sintomas indicativos de acidose metabólica

(p. ex. respiração de Kussmaul, dispneia, anorexia, náuseas, vómitos, cansaço excessivo,

taquicardia ou arritmia), é recomendada a medição dos níveis plasmáticos de bicarbonato.

Se a acidose metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a

redução

dose ou

interrupção

do tratamento

topiramato (através

diminuição gradual da dose).

topiramato

deve

utilizado

precaução

doentes

cujas

condições

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Comprometimento da função cognitiva

O comprometimento cognitivo na epilepsia é multifatorial e pode dever-se à etiologia

subjacente, devido à epilepsia ou devido ao tratamento antiepilético. Na

literatura,

encontram-se notificações de alteração da função cognitiva em adultos tratados com

topiramato, em que foi necessária a redução da dose ou descontinuação do tratamento.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

No entanto, estudos relativos a alterações cognitivas em crianças tratadas com topiramato

são insuficientes e o seu efeito precisa de ser esclarecido.

Suplementação alimentar

Alguns doentes podem ter diminuição de peso durante o tratamento com o topiramato.

É recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam monitorizados

para a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um suplemento alimentar

aumento

ingestão

alimentos

doentes

percam

peso,

durante

administração do topiramato.

Intolerância à lactose

Topiramato

Vitalion

contém

lactose

mono-hidratada.

Doentes

problemas

hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de

glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato Vitalion sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato Vitalion a outros medicamentos antiepiléticos (fenitoína,

carbamazepina,

ácido

valpróico,

fenobarbital,

primidona)

não

afeta

suas

concentrações plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em que a

associação

Topiramato

Vitalion

fenitoína

pode

provocar

elevação

concentrações plasmáticas desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma duma

enzima polimórfica específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer doente em

tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade, deve proceder-

se à monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição do

topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas desta, para doses

topiramato

mg/dia.

Para

além

disso,

não

houve

alteração

concentrações plasmáticas de topiramato durante e após a interrupção do tratamento com

lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que são

metabolizadas por esta enzima (por exemplo:

diazepam,

imipramina,

moclobemida,

proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato Vitalion

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação ou interrupção do tratamento com fenitoína ou carbamazepina, à terapêutica

Topiramato

Vitalion,

pode

requerer

ajuste

posológico

deste

último.

Estas

alterações

devem

efetuadas

avaliação

efeito

clínico.

associação

interrupção

do tratamento

ácido

valpróico

não

produz

alterações

clinicamente

significativas nas concentrações plasmáticas de Topiramato Vitalion pelo que, neste caso,

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

não é necessário proceder ao ajuste posológico de Topiramato Vitalion. Os resultados

destas interações estão resumidos no quadro seguinte:

FAE coadministrado

Concentração do FAE

Concentração

Topiramato Vitalion

Fenitoína

Carbamazepina (CBZ)

Ácido Valpróico

Lamotrigina

Fenobarbital

Primidona

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração

15%)

= Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

= Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina

sérica

diminui

devido

administração

concomitante

Topiramato

Vitalion. Não foi estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona

ou retira Topiramato Vitalion a doentes em que foi instituída uma terapêutica com

digoxina, deve prestar-se especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de Topiramato Vitalion e álcool ou outros medicamentos

depressores

Sistema

Nervoso

Central

não

avaliada

estudos

clínicos.

recomendado que Topiramato Vitalion não seja utilizado concomitantemente com álcool

ou outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de Hipericão, uma

diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O potencial

de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos orais

Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e 35

etinilestradiol

(EE)

Topiramato

Vitalion

doses

mg/dia

administrado na ausência de outros fármacos, não foi associado a alterações significativas

de exposição (AUC) de qualquer componente do contracetivo oral. Num outro estudo, a

exposição de etinilestradiol diminuiu de forma estatisticamente significativa, para doses

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

de 200, 400 e 800 mg/dia de topiramato (18%, 21% e 30%, respetivamente), quando

administrado como terapêutica adjuvante a doentes epiléticos a tomar ácido valpróico.

Em ambos os estudos, Topiramato Vitalion (em doses de 50-200 mg/dia em voluntários

saudáveis e 200-800 mg/dia em doentes epiléticos), não afetou a significativamente a

exposição da NET. Apesar de existir uma diminuição da exposição ao EE, dependente da

dose, para doses entre 200-800 mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou alteração

dependente da dose significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em

voluntários saudáveis). O significado clínico das alterações não é conhecido.

A possibilidade de diminuição da eficácia do contracetivo e do aumento da hemorragia

de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar contracetivos orais

em associação com Topiramato Vitalion. As doentes a tomar contracetivos, contendo

estrogénio devem comunicar ao médico quaisquer alterações nos respetivos padrões

hemorrágicos.

eficácia

contracetivos

pode

diminuir

mesmo

ausência

alteração dos padrões hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na exposição

sistémica de litío durante a administração concomitante de topiramato 200 mg/dia. Em

doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o

tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao lítio,

após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio devem ser

monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários

saudáveis

dose

múltipla

doentes

bipolares,

obtiveram

resultados

semelhantes.

Quando

administrada

concomitantemente

topiramato

doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da

risperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400

mg/dia, respetivamente), quando esta foi administrada em doses que variaram entre 1 e 6

mg/dia. Contudo, diferenças na AUC da fração ativa total entre o tratamento com

risperidona

isolada

associação

topiramato

não

foram

estatisticamente

significativas. Na fração antipsicótica ativa total (risperidona e 9-hidroxirisperidona)

foram observadas alterações mínimas da farmacocinética, não tendo sido observadas

alterações

para

9-hidroxirisperidona

isolada.

Não

foram

observadas

alterações

significativas

exposição

sistémica

fração

ativa

total

risperidona

topiramato. Quando topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com risperidona

(1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos adversos do que

antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato (250- 400 mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

adicionado ao tratamento com risperidona foram: sonolência (27% e 12%), parestesia

(22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

estudo

interação

fármaco-fármaco

voluntários

saudáveis

avaliou

farmacocinética no estado estacionário da HCTZ (25 mg/dia) e do topiramato (96 mg de

12/12h), quando administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados do estudo

indicam que a Cmáx de topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29%, quando a

HCTZ foi adicionada ao topiramato. É desconhecido o significado clínico desta alteração.

A adição de HCTZ ao tratamento com topiramato pode exigir um ajuste da dose de

topiramato.

farmacocinética

estado

estacionário

HCTZ

não

significativamente alterada com a administração do topiramato. Resultados laboratoriais

indicaram uma redução do potássio sérico após a administração de topiramato e HCTZ.

Esta

redução

mais

acentuada

quando

administração

topiramato

HCTZ

concomitante.

Metformina

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis, para

avaliar a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato no

plasma, quando a metformina era administrada isoladamente e concomitantemente com

topiramato. Os resultados deste estudo mostraram que a média da Cmáx e da AUC 0- 12h

da metformina aumentaram em 18% e 25% respetivamente, enquanto a CL/F média

reduziu 20%, quando a metformina e o topiramato eram administrados simultaneamente.

O topiramato não afetou a Tmáx da metformina. Não é claro o significado clínico do

efeito do topiramato na farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do

topiramato oral parece ser reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-

se a extensão do efeito na depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da

metformina na farmacocinética do topiramato.

Quando Topiramato Vitalion é associado ou retirado em doentes a receberem tratamento

com metformina deverá haver precaução em relação à monitorização de rotina, para o

controlo adequado da diabetes.

Pioglitazona

estudo

interação

fármaco-fármaco

voluntários

saudáveis

avaliou

farmacocinética

estado

estacionário

topiramato

pioglitazona,

quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15% da

pioglitazona,

alteração

Cmáx,ss.

Este

resultado

não

estatisticamente

significativo.

outro

lado,

observada

diminuição

hidroximetabolito de 13% e 16% na Cmáx,ss e AUC

,ss, respetivamente, assim como

uma diminuição de 60% na Cmáx e AUC

,ss do ceto-metabolito ativo. É desconhecido o

significado clínico destes resultados. Quando Topiramato Vitalion é administrado em

simultâneo

pioglitazona

vice-versa,

deve

dar-se

especial

atenção

monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Gliburide

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburide (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia),

quando

administrados

isolados

concomitantemente.

Observou-se

diminuição de 25% na AUC24 de gliburide, quando administrado com topiramato. A

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburide (M1) e 3 cishidroxi-

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

gliburide

(M2),

reduziu

respetivamente.

farmacocinética

estado

estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante de gliburide.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com o gliburide ou vice-versa, deve

dar-se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor para

nefrolitíase,

Topiramato

Vitalion

pode

aumentar

o risco

nefrolitíase.

Durante

tratamento com Topiramato Vitalion devem ser evitadas estas substâncias, dado que

podem criar um ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos renais.

Ácido valpróico

administração

concomitante

topiramato

ácido

valpróico

está

associada

hiperamoniemia com ou sem encefalopatia em doentes que toleraram estes medicamentos

quando

administrados

isoladamente.

maioria

casos,

sinais

sintomas

desaparecem com a descontinuação dos dois medicamentos. Esta reação adversa não é

devido

interação

farmacocinética.

Não

estabelecida

associação

hiperamoniemia com a terapêutica do topiramato em monoterapia ou concomitante com

outro antiepilético.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos para avaliar o potencial farmacocinético da interação

medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações na Cmáx ou na

AUC,

como

resultado

interações,

estão

resumidas

abaixo.

segunda

coluna

(concentração do medicamento concomitante) descreve o que acontece à concentração do

medicamento concomitante que se encontra na primeira coluna, com o topiramato. A

terceira

coluna

(concentração

topiramato)

descreve

como

coadministração

fármaco da primeira coluna irá modificar a concentração do topiramato.

Resumo

Resultados

Outros

Estudos

Farmacocinéticos

sobre

Interações

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração

concomitante

medicamento

Concentração do topiramato

Amitriptilina

Aumento de 20% na Cmáx e

metabolito

nortriptilina

Dihidroergotamina

(Oral e subcutâneo)

Haloperidol

Aumento de 31% na AUC do

metabolito reduzido

Propranolol

Aumento de 17% na Cmáx

para o 4-OH propranolol (TPM

Aumento

Cmáx,

aumento

9%-17%

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

50 mg de12/12h)

propranolol

de12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano

(Oral e subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC do

diltiazem e diminuição de18% da

DEA, e

para o DEM*

Aumento de 20% na AUC

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de12/12h)

Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC relativamente à

monoterapia.

= Sem efeitos na Cmáx e na AUC (

15% de alteração) do composto precursor

NE = Não Estudado

*DEA = des acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

Flunarizina aumento de 14% na AUC em indivíduos que tomam apenas flunarizina. Um

aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação durante o estabelecimento

do estado estacionário.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos. Em ratos, o topiramato atravessa

a barreira placentária.

Não existem estudos adequados e bem controlados sobre a utilização de Topiramato

Vitalion em mulheres grávidas.

Dados epidemiológicos sugerem que poderá haver uma associação entre a utilização de

Topiramato

Vitalion

durante

gravidez

malformações

congénitas

(ex:

defeitos

craniofaciais,

como

exemplo

fissuras

lábio/palato,

hipospádias

anomalias

envolvendo vários sistemas). Tal tem sido notificado com topiramato em monoterapia e

topiramato

incluído

regimes

politerapêuticos.

Estes

dados

devem

interpretados

precaução,

necessário

mais

informação

para

identificar um aumento dos riscos de malformações.

Para além disso, estes dados e outros estudos sugerem também que, comparado com a

monoterapia,

o tratamento

fármacos

antiepiléticos

politerapia

poderá

estar

associado a um maior risco de malformações congénitas.

É recomendado que as mulheres em risco de engravidar deverão utilizar um método

contracetivo adequado.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um

número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no leite

materno. Uma vez que existem inúmeros medicamentos excretados no leite materno,

deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção do aleitamento ou do tratamento com

topiramato, tendo em consideração a importância do medicamento para a mãe (ver secção

4.4).

Indicação na Epilepsia

Durante a gravidez, o topiramato deve ser prescrito após a mulher ser informada dos

riscos conhecidos da epilepsia não controlada na gravidez e dos potenciais riscos do

medicamento para o feto.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não estão a

utilizar um método contracetivo eficaz (ver secção 4.3 e 4.5 Interações com contracetivos

orais).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Topiramato atua sobre o Sistema Nervoso Central e pode provocar sonolência, tonturas

ou outros sintomas relacionados. Pode causar também perturbações visuais e/ou visão

turva. Estas reações adversas podem ser potencialmente perigosos em doentes que

conduzam

veículos

utilizem

máquinas,

particularmente

até

estabelecida

experiência individual do doente com o medicamento.

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos clínicos

com 4.111 doentes (3.182 com topiramato e 929 com placebo) que participaram em 20

estudos em dupla ocultação e 2.847 doentes que participaram em 34 estudos abertos para

topiramato

como

terapêutica

adjuvante

crises

primárias

generalizadas

tónico

clónicas, crises parciais, crises associadas ao síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia

para

epilepsia

nova

diagnosticada

recentemente

para

profilaxia

enxaqueca. A maioria das reações adversas medicamentosas foram ligeiras a moderadas

respeito

gravidade.

Estas

reações

adversas

medicamentosas,

identificadas nos ensaios clínicos e na fase de pós-comercialização (indicado por**),

encontram-se descritas na tabela 1 abaixo de acordo com a sua incidência. As frequências

atribuídas estão organizadas da seguinte forma:

Muito frequentes

1/10

Frequentes

1/100 e <1/10

Pouco frequentes

1/1.000 e <1/100

Raros

1/10.000 e <1/1.000

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

As reações adversas medicamentosas (RAMs) mais comuns (com uma incidência >5% e

maior que as observadas com placebo em pelo menos uma indicação em estudos em

dupla ocultação com topiramato): anorexia, diminuição do apetite, bradifrenia, depressão,

alterações

linguagem,

insónia,

alteração

coordenação,

alteração

atenção,

tonturas,

disartria,

disgeusia,

hipoestesia,

letargia,

alterações

memória,

nistagno,

parestesia,

sonolência,

tremor,

diplopia,

visão

turva,

diarreia,

náuseas,

fadiga,

irritabilidade e perda de peso.

População pediátrica

As reações adversas medicamentosas mais frequentes (

2 vezes mais) nas crianças do

que nos adultos em estudos em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite,

- Aumento do apetite,

- Acidose hiperclorémica,

- Hipocaliemia,

- Comportamento anormal,

- Agressão,

- Apatia,

- Insónia inicial,

- Ideação suicida,

- Alteração da atenção,

- Letargia,

- Doença do ritmo circadiano do sono,

- Sono de má qualidade,

- Aumento da lacrimação,

- Bradicardia sinusal,

- Mal-estar,

- Alterações na marcha.

Entre as reações adversas medicamentosas que apenas foram descritas em crianças e em

estudos em dupla ocultação descrevem-se:

- Eosinofilia,

- Hiperatividade psicomotora,

- Vertigens,

- Vómitos,

- Hipertermia,

- Pirexia,

- Dificuldade de aprendizagem.

Tabela 1: Reações Adversas Medicamentosas do Topiramato

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Classes

sistemas

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco Frequentes

Raros

Muito

Raros

Exames

complementar

diagnóstico

Diminuiçã

o de peso.

Aumento

peso*.

Presença

cristais

urina,

teste

marcha

em linha reta com

resultados

anómalos,

contagem

glóbulos

brancos

diminuída.

Diminuição

bicarbonato

no sangue.

Cardiopatias

Bradicardia,

bradicardia

sinusal,

palpitações.

Doenças

sangue

sistema

linfático

Anemia.

Leucopenia,

trombocitopenia,

linfadenopatia,

eosinofilia.

Neutropenia*

Doenças

sistema

nervoso

Parestesia,

sonolência

, tonturas.

Distúrbios

atenção,

alterações

memória,

amnésia,

alterações

cognitivas,

perturbações

mentais,

perturbações

capacidades

psicomotoras,

convulsões,

alteração

coordenação,

tremor,

letargia,

hipoestesia,

nistagmo,

disgeusia,

perturbação do

equilíbrio,

Nível reduzido de

consciência,

convulsões

grande

mal,

defeito do campo

visual,

crises

complexas

parciais, distúrbio

discurso,

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

ptialismo,

hipersonia, afasia,

discurso

repetitivo,

hipocinésia,

discinésia,

tonturas posturais,

qualidade

sono, sensação de

Apraxia,

alteração

ritmo

circadiano do

sono,

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

acinésia,

não

resposta

estímulo.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

disartria,

tremor

intencional,

sedação.

queimadura,

perda

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,disastesi

hipogeusia,

estupor,

descordenação,

aura, ageusia,

disgrafia, disfasia,

neuropatia

periférica,

présíncope,

distonia, sensação

de formigueiro.

Afeções

oculares

Visão

turva,

diplopia,

perturbações

visuais.

Acuidade

visual

reduzida,

escotoma,

miopia*, sensação

anormal no olho*,

olho

seco,

fotofobia,

blefarospasmo,

aumento

lacrimação,

fotopsia,

midriase,

presbiopia.

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

distúrbio

acomodação,

alteração

perceção

visual

profundidade,

escotoma

cintilante,

edema

pálpebra*,

cegueira

noturna,

ambliopia.

Glauc

ângul

fecha

do*,

macul

opatia

distúr

bio do

movi

mento

ocular

Afeções

ouvido e do

labirinto

Vertigem,

zumbido,

de ouvidos.

Surdez, surdez

unilateral, surdez

neurossensorial,

desconforto no

ouvido,

alteração

na audição.

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Dispneia,

epistaxis,

congestão

nasal,

rinorreia.

Dispneia

esforço,

hipersecreção

seio

paranasal

disfonia.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Doenças

gastrointestinai

Náuseas

Diarreia.

Vómitos,

obstipação, dor

abdominal

superior,

dispepsia,

abdominal,

boca

seca,

desconforto

gástrico,

parestesia oral,

gastrite,

desconforto

abdominal,

Pancreatite,

flatulência,

doença do refluxo

gastroesofágico,

abdomial

inferior,

hipoestesia

oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar,

oral,

hálito,

glossodinia.

Doenças renais

e urinárias

Nefrolitíase,

polaciúria,

disúria.

Cálculos renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

urgência

micção, cólicas

renais, dor renal.

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular

renal*.

Afeções dos

tecidos

cutâneos

subcutâneos

Alopecia,

erupção

cutânea,

prurido.

Anidrose,

hipoestesia

facial, urticária,

eritema, prurido

generalisado,

erupção macular,

descoloração da

pele, dermatite

alérgica,

inflamação

face.

Síndrome

Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor

pele

anormal,

edema

periorbital*,

urticária

localizada

Necro

lise

tóxica

Epidé

rmica.

Afeções

musculosquelé

ticas

e dos tecidos

conjuntivos

Artralgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular,

fraqueza

Inchaço da

articulação*,

rigidez muscular,

dor lateral, fadiga

muscular.

Desconforto

no membro*.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

muscular, dor

músculos-

quelética

peito.

Doenças

metabolismo e

da nutrição

Anorexia,

diminuição

apetite.

Acidose

metabólica,

hipocaliémia,

aumento

apetite, polidipsia.

Acidose

hipercloremic

Infeções e

infestações

Nasofarin

gite*.

Vasculopatias

Hipotensão,

hipotensão

ortostática, rubor,

afrontamento

Fenómeno de

Raynaud

Perturbações

gerais

alterações

local

administração

Fadiga.

Pirexia, astenia,

irritabilidade,

alterações

marcha,

sentir-

se anormal, mal-

estar

Hipertermia,

sede, doença do

tipo gripal*,

arrefecimento

extremidades,

sensação

embriaguez,

sensação

agitação.

Edema

face

calcinose

Circunstâncias

sociais

Dificuldade na

aprendizagem

Doenças do

sistema

imunitário

Hipersensibilida

Edema

alérgico*

edema

conjunti

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Disfunção

eréctil,

Disfunção

sexual

Perturbações

foro

psiquiátrico

Depressã

Bradifrenia,

insónia,

distúrbio

expressão,

ansiedade,

estado

Ideação

suicida,

tentativa suicida,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

Mania,

anorgasmia,

perturbação

pânico

perturbaçõe

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

confusional,

desorientação,

agressão,

alterações

humor, agitação,

flutuações

humor,

humor

depressivo,

cólera,

comportamento

anormal.

auditiva,

alucinação,

visual,

apatia,

perda

discurso

espontâneo,

perturbações

sono,

labilidade

afetiva,

diminuição

libido,

instabilidade

motora,

choro,

disfemia,

euforia,

paranoia,

perseverança,

ataques

pânico,

estado

lacrimoso,

distúrbio

leitura,

insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal,

perda

libido,

ausência

interesse

atividades

vida

diária,

insónia

intermédia,

distratibilidade,

despertar

muito

cedo, reação de

pânico,

exaltado.

excitação

sexual,

sensação de

desespero*,

orgasmo

anormal,

hipomania,

sensação

orgástica

diminuída.

* identificada como uma RAM durante os relatórios espontâneos de pós-comercialização.

A sua frequência foi calculada através de dados dos ensaios clínicos.

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Foram

notificados

casos

sobredosagem

topiramato.

sinais

sintomas

incluíram: convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia, défice

intelectual, letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação,

tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos,

foram

notificadas

mortes

após

sobredosagens

politerapia

envolvendo

topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção 4.4).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve esvaziar-

se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O carvão ativado

mostrou absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um tratamento de suporte

apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise demonstrou ser um meio

eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.6.

Sistema

nervoso

central.

Antiepiléticos

anticonvulsivantes,

Código ATC: N03AX11

topiramato

classificado

como

monossacárido

sulfamato-substituído.

desconhecido

mecanismo

preciso

pelo

qual

topiramato

exerce

efeito

anticonvulsivante

profilaxia

enxaqueca.

estudos

eletrofisiológicos

bioquímicos em culturas de neurónios identificaram três propriedades farmacológicas,

que podem contribuir para a eficácia anticonvulsivante do topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada dos

neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente, o que é

sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O topiramato aumenta

a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo

-aminobutirato (GABA) e

aumenta

capacidade

GABA

induzir

fluxo

iões

cloreto

para

dentro

neurónios,

sugerindo

o topiramato

potência

atividade

deste

neurotransmissor

inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista das benzodiazepinas, nem

o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando o

topiramato dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

Como o perfil antiepilético do topiramato difere acentuadamente do das benzodiazepinas,

pode

modular

subtipo

recetor

GABAA

insensível

benzodiazepinas.

topiramato antagoniza a capacidade do kainato em ativar os recetores do aminoácido

excitatório

(glutamato),

subtipo

kainato/AMPA

(ácido

amino-3-hidroxi5-

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

metilisoxazole4-ácido propiónico), mas não teve efeito aparente na atividade de N-

metilo-D-aspartato

(NMDA)

recetores

subtipo

NMDA.

Estes

efeitos

topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1

M a 200

M, com

um mínimo de atividade de 1

M a 10

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da

anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes da

atividade antiepilética do topiramato.

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes de

crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em modelos de

epilepsia

roedores,

qual

inclui

crises

tónicas

ausência

crises

rato

espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos por

inflamação da amígdala ou por isquémia global. O topiramato é apenas fracamente eficaz

bloqueio

crises

clónicas

induzidas

pelo

antagonista

recetor

GABAA,

pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo do

topiramato e carbamazepina ou fenobarbital, demonstraram atividade anticonvulsivante

sinérgica, enquanto a associação com a fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante

aditiva.

ensaios

clínicos

terapêutica

adjuvante,

controlados,

não

demonstrada nenhuma correlação entre os níveis plasmáticos de topiramato e a sua

eficácia clínica. Em seres humanos, não se demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

resultados

dois

estudos

(CAPSS-326

TOPMAT-ABS001)

sobre

crises

ausência mostraram que o tratamento com topiramato não reduziu a frequência destas

crises.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

As formulações dos comprimidos revestidos por película e cápsulas são bioequivalentes.

perfil

farmacocinético

topiramato

comparação

outros

fármacos

antiepiléticos

demonstra

longa

semivida

plasmática,

farmacocinética

linear,

depuração

predominantemente

renal,

ausência

ligação

significativa

proteínas

plasmáticas e ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e pode

ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária monitorização

das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos, não houve nenhuma

relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a eficácia ou acontecimentos

adversos.

Absorção

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral de

100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de concentração

plasmática máxima (Cmáx) de 1,5

g/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção duma

dose de 100 mg por via oral de C14-topiramato foi de pelo menos 81%. A ingestão de

alimentos não exerce um efeito clinicamente significativo sobre a biodisponibilidade do

topiramato.

Distribuição

Geralmente 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se uma

baixa

capacidade

ligação

do topiramato

eritrócitos

são

saturáveis

para

concentrações

plasmáticas

superiores

g/ml.

volume

distribuição

varia

inversamente com a dose. O volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 - 0,55

l/kg para uma dose única de 100 a 1200 mg. Foi detetado um efeito do sexo no volume de

distribuição, com valores para o sexo feminino de cerca de 50% dos do sexo masculino.

Este aspeto é atribuído à maior percentagem

de gordura em

mulheres, e não tem

consequências clínicas.

Biotransformação

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis. O

topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica antiepilética

concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras dos fármacos.

Foram isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação,

caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de seres humanos. Cada

metabolito

representa

menos

radioatividade

total

excretada

após

administração de C14–topiramato. Foram testados dois metabolitos, que retiveram a

maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se que possuíam pouca ou nenhuma

atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de C14

topiramato foi excretada na forma intacta na urina, em quatro dias. Após a administração

de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da depuração renal foi de

aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente.

Existe evidência de reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por

estudos em ratos em que o topiramato foi administrado em associação com o probenecide

e observou-se um aumento significativo na depuração renal. Em geral, no ser humano, a

depuração plasmática é de aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

topiramato

exibe

baixa

variabilidade

interindividual

concentrações

plasmáticas e, consequentemente, tem uma farmacocinética previsível. A farmacocinética

do topiramato é linear, com uma depuração plasmática permanecendo constante, e um

aumento da área sob a curva da concentração plasmática proporcional à dose, para doses

orais únicas compreendidas entre 100 e 400mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

função

renal

normal

podem

necessitar

dias

até

atingirem

concentrações

plasmáticas no estado estacionário. A média da Cmáx após a administração por via oral

de doses múltiplas de 100 mg, duas vezes por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76

g/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes

por dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente 21 horas.

A administração simultânea de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg, duas

vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento proporcional à

dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

A depuração plasmática e renal do topiramato sofre uma redução nos doentes com

compromisso renal (CLcr

60 ml/min), e a depuração plasmática encontra-se reduzida

nos doentes renais em estádio terminal. Como resultado, são esperadas concentrações

plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para uma dose determinada em doentes

com compromisso renal, comparativamente a doentes com

função renal

normal. O

topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise.

A depuração plasmática do topiramato está reduzida nos doentes com compromisso

hepático moderado a grave.

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência de

doença renal subjacente.

População Pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

farmacocinética

topiramato

crianças,

como

adultos,

terapêutica

adjuvante, é linear, com depuração independente da dose, e as concentrações plasmáticas

no estado estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No entanto, as crianças

têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais curta.

Consequentemente, em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato para a

mesma dose em mg/kg deve ser mais baixa comparativamente aos adultos. Como nos

adultos,

fármacos

antiepiléticos

indutores

enzimas

hepáticas

diminuem

concentrações plasmáticas no estado estacionário.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em doses

tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade, nos ratos

machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

estudos

pré-clínicos,

topiramato

demonstrou

teratogénico

espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto

sofreram

redução

dose

mg/kg/dia,

juntamente

toxicidade materna. Os números de malformações fetais em ratinhos aumentaram em

todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionada com a dose

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

(redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foi observada em doses até 20

mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos dedos) com

doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade materna relacionada

dose

observada

doses

partir

mg/kg/dia,

toxicidade

embrionária/fetal (aumento de letalidade) a partir de 35 mg/kg/dia, e efeitos teratogénicos

(malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120 mg/kg/dia.

efeitos

teratogénicos

observados

ratos

coelhos

foram

semelhantes

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações

seres

humanos.

efeitos

crescimento

foram

igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os recém-

nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e o

aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300 mg/kg/dia,

durante o período de desenvolvimento correspondente à primeira infância, infância e

adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais adultos (diminuição no

consumo

alimentos

diminuição

ganho

peso

corporal,

hipertrofia

hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no crescimento dos ossos

longos

(tíbia)

densidade

mineral

ossos

(fémur),

pré-desmame

desenvolvimento

reprodutivo,

desenvolvimento neurológico

(incluindo

avaliações

memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não revelou

potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina

Amido pré-gelificado

Carboximetilamido sódico (Tipo A)

Sílica coloidal anidra

Estearato de magnésio

Película de revestimento:

Topiramato 25 mg (Opadry YS-1-7706G branco):

Hipromelose

Macrogol

Polissorbato 80

Dióxido de titânio (E171)

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

Topiramato 50 mg (Opadry YS-1-6382G amarelo claro):

Hipromelose

Macrogol

Polissorbato 80

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Topiramato 100 mg (Opadry YS-1-6370G amarelo):

Dióxido de titânio (E171)

Hipromelose

Macrogol

Óxido de ferro amarelo (E172)

Polissorbato 80

Topiramato 200 mg (Opadry YS-1-1456G rosa):

Hipromelose

Macrogol

Polissorbato 80

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

30 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Blister: Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Frasco: Mantenha o recipiente bem fechado para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Topiramato Vitalion apresenta-se sob a forma de blisters de Alu-Alu ou frascos de HDPE

contendo 20 ou 60 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

APROVADO EM

29-03-2012

INFARMED

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Vitalion, Lda.

Rua Elias Garcia, n.º28 – Venda Nova

2700-327 Amadora

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 25 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 25 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 25 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 25 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 50 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 50 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 50 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 50 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 100 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 100 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 100 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 100 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 200 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 20 comprimidos, 200 mg, frasco HDPE

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 200 mg, blister Alu-Alu

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX - 60 comprimidos, 200 mg, frasco HDPE

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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