Topiramato Stada 50 mg Comprimidos 50 mg Comprimido revestido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Stada, Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
50 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido
Composição:
Topiramato 50 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5694484 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10050471 - 50016601 ; 5694583 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10050471 - 50016598
Status de autorização:
Revogado (07 de Dezembro de 2017)
Número de autorização:
04/H/0107/002
Data de autorização:
2005-12-21

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Topiramato Stada 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 200 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato Stada e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Stada

3. Como tomar Topiramato Stada

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato Stada

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Topiramato Stada e para que é utilizado

Topiramato Stada pertence a um grupo de medicamentos denominado “medicamentos

antiepiléticos”. É utilizado em:

- monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade superior a 6

anos;

- no tratamento de convulsões em adultos e crianças, de idade igual ou superior a 2

anos, juntamente com outros medicamentos;

- para prevenir enxaquecas em adultos.

O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Stada

Não tome Topiramato Stada

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- se tem alergia (hipersensibilidade) ao topiramato ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6);

- na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou poderá ficar mas não está a utilizar

contraceção eficaz (para mais informações, ver secção “Gravidez, amamentação e

fertilidade”).

Se não tem certeza se as situações acima se aplicam a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato Stada.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Stada se:

- tem problemas de rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

- tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

- tem problemas de fígado;

- tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma;

- tem problemas de crescimento;

- está a efetuar uma dieta rica em gorduras (dieta cetogénica);

- está grávida ou pode engravidar (ver secção “Gravidez, amamentação e fertilidade”

para mais informações).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Stada.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o seu

médico.

Deve de igual modo falar primeiro com o seu médico antes de tomar qualquer

medicamento contendo topiramato que lhe seja dado em alternativa ao Topiramato

Stada.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato Stada, por isso, o seu peso deve ser

verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se ao tomar este

medicamento estiver a perder demasiado peso ou se a criança não estiver a ganhar peso

suficiente, consulte o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com medicamentos

antiepiléticos como o Topiramato Stada, apresentaram pensamentos de autoagressão e

suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve consultar imediatamente

o seu médico.

Outros medicamentos e Topiramato Stada

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou

se vier a tomar outros medicamentos. Topiramato Stada e alguns medicamentos podem

interagir entre si. Por vezes, a dose de Topiramato Stada ou de outro medicamento que

está a tomar, poderá ter de ser ajustada.

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

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outros medicamentos que podem comprometer ou reduzir o seu pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do sistema

nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato Stada pode diminuir a eficácia da sua pílula.

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual enquanto

estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato Stada.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao seu

médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Stada.

Outros medicamentos que deverá informar o seu médico ou farmacêutico incluem

medicamentos antiepiléticos, risperidona, lítio, hidroclorotiazida, metformina,

pioglitazona, gliburida, amitriptilina, propanolol, diltiazem, venlafaxina, flunarizina,

hipericão (Hypericum perforatum) (uma preparação à base de plantas usada para tratar a

depressão).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Stada.

Topiramato Stada com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato Stada com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato Stada beba uma grande quantidade de líquidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato Stada. Deve evitar beber álcool

enquanto estiver a tomar Topiramato Stada.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico antes de tomar este medicamento.

O seu médico decidirá se pode tomar Topiramato Stada. Tal como outros medicamentos

antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao feto se Topiramato Stada for tomado

durante a gravidez.

Certifique-se que está bem informada acerca dos riscos e benefícios de tomar

Topiramato Stada para a epilepsia durante a gravidez.

Não deve tomar Topiramato Stada para a prevenção da enxaqueca se está grávida ou

pode estar grávida e não está a utilizar contraceção eficaz.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato Stada devem dizer ao seu

médico, o mais rapidamente possível, se notarem algo fora do normal com a criança.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

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Durante o tratamento com Topiramato Stada podem ocorrer tonturas, cansaço e

problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem consultar o

seu médico primeiro.

Topiramato Stada contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Como tomar Topiramato Stada

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa de

Topiramato Stada que depois é aumentada lentamente, até atingir a dose mais adequada

para si.

Os comprimidos de Topiramato Stada devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os

comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato Stada pode ser tomado antes, durante ou após a refeição. Enquanto estiver

a tomar Topiramato Stada beba muitos líquidos durante o dia para prevenir pedras nos

rins.

Se tomar mais Topiramato Stada do que deveria

Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

Pode sentir sonolência, cansaço ou ficar menos alerta; sentir falta de coordenação; ter

dificuldade em falar ou em concentrar-se; ter visão dupla ou turva; sentir-se tonto

devido a uma tensão arterial baixa; sentir-se depressivo ou agitado; ou ter dor

abdominal ou convulsões (ataques).

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em associação com

Topiramato Stada.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Stada

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que se lembrar.

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e o

tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou mais

doses, contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar uma dose

que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato Stada

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha indicado. Os

seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta medicação, a dose deve

diminuir gradualmente durante alguns dias.

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INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir os

seguintes efeitos secundários:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

- Depressão (aparecimento ou agravamento)

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Convulsões (ataques)

- Ansiedade, irritabilidade, alterações de humor, confusão, desorientação

- Problemas em concentrar-se, raciocínio lento, perda de memória, problemas de

memória (aparecimento, alteração súbita ou aumento da gravidade)

- Cálculo(s) nos rins, urinar frequentemente ou dor ao urinar

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- Aumento do nível de acidez no sangue (pode originar dificuldade em respirar que

inclui falta de ar, perda do apetite, náuseas, vómitos, cansaço excessivo e batimento

cardíaco rápido ou irregular)

- Diminuição ou perda da transpiração

- Ter pensamentos de autoagressão grave, tentativa de autoagressão

Raros (podem afetar até 1 em cada 1,000 pessoas)

- Glaucoma – bloqueio de líquido no olho originando um aumento da pressão no olho,

dor ou diminuição da visão

Podem ocorrer outros efeitos secundários; caso se tornem graves, fale com o seu médico

ou farmacêutico:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

- Corrimento nasal, nariz entupido ou dor de garganta

- Formigueiro, dor e/ou entorpecimento de várias partes do corpo

- Sonolência, cansaço

- Tonturas

- Náuseas, diarreia

- Perda de peso

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Anemia (baixa contagem de células sanguíneas)

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- Reação alérgica (tal como erupção na pele, vermelhidão, comichão, inchaço da face,

urticária)

- Perda de apetite, diminuição do apetite

- Agressão, agitação, fúria

- Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

- Problemas na fala ou alterações da fala, fala arrastada

- Descoordenação, falta de coordenação, sensação de instabilidade ao andar

- Diminuição da capacidade de realizar tarefas rotineiras

- Diminuição, perda ou falta de paladar

- Tremor ou agitação involuntária; movimento rápido e involuntário dos olhos

- Perturbações visuais, tal como visão dupla, visão turva, diminuição da visão,

dificuldade em focar

- Sensação de rotação (vertigens), som agudo e constante no ouvido, dor de ouvidos

- Falta de ar

- Tosse

- Sangrar do nariz

- Febre, indisposição, fraqueza

- Vómitos, obstipação, dor ou desconforto abdominal, indigestão, infeção no estômago

ou intestinos

- Boca seca

- Queda de cabelo

- Comichão

- Dor ou inchaço nas articulações, espasmos ou contrações musculares, dor ou fraqueza

muscular, dor no peito

- Aumento de peso

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- Diminuição das plaquetas (células sanguíneas que ajudam a parar uma hemorragia),

diminuição dos glóbulos brancos no sangue que ajudam a proteger contra uma infeção,

diminuição do nível de potássio no sangue

- Aumento das enzimas do fígado, aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos

brancos) no sangue

- Glândulas do pescoço, axilas e virilhas inchadas

- Aumento do apetite

- Humor exaltado

- Ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, perturbação mental grave (psicose)

- Não sentir ou não demonstrar emoção, desconfiança fora do normal, ataque de pânico

- Problemas de leitura, alterações da fala, problemas em escrever à mão

- Inquietação, hiperatividade

- Raciocínio lento, diminuição do estado de vigília e de alerta

- Movimentos corporais reduzidos ou lentos, movimentos musculares involuntários

anormais e repetitivos

- Desmaio

- Sensação anormal ao toque; sentido do tato comprometido

- Olfato comprometido, ausência ou distorção do olfato

- Sentimento invulgar ou sensação que pode preceder uma enxaqueca ou um certo tipo

de convulsão

- Olho seco, sensibilidade dos olhos à luz, espasmos da pálpebra, olhos lacrimejantes

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- Diminuição ou perda de audição, perda de audição num ouvido

- Batimento cardíaco lento ou irregular, sentir o batimento do coração no peito

- Pressão arterial baixa, pressão arterial baixa ao levantar-se (consequentemente,

algumas pessoas a tomar Topiramato Stada podem sentir-se fracas, com tonturas, ou

desmaiar quando se levantam ou sentam repentinamente)

- Rubor, sentir-se quente

- Pancreatite (inflamação no pâncreas)

- Libertação excessiva de gases, azia, enfartamento ou inchaço abdominal

- Sangramento das gengivas, aumento da saliva, babar-se, mau hálito

- Excessiva ingestão de líquidos, sede

- Alteração da cor da pele

- Rigidez muscular, dor lateral

- Sangue na urina, incontinência (falta de controlo) de urina, desejo urgente de urinar,

dor no flanco ou nos rins

- Dificuldade em ter ou manter uma ereção, disfunção sexual

- Sintomas gripais

- Dedos das mãos e dos pés frios

- Sentir-se bêbedo

- Incapacidade de aprender

Raros (podem afetar até 1 em cada 1,000 pessoas)

- Exaltação fora do normal

- Perda de consciência

- Cegueira em um dos olhos, cegueira temporária, cegueira noturna

- Olho preguiçoso

- Inchaço nos olhos e à volta dos olhos

- Entorpecimento, formigueiro e alteração da cor (branco, azul e depois vermelho) nos

dedos das mãos e dos pés quando expostos ao frio

- Inflamação do fígado, insuficiência hepática

- Síndrome de Stevens-Johnson, uma condição potencialmente fatal que pode apresentar

feridas em vários locais das mucosas (tal como boca, nariz, e olhos), erupção na pele, e

bolhas

- Odor anormal da pele

- Desconforto nos braços ou pernas

- Alterações nos rins

Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua visão.

- Necrólise epidérmica tóxica, uma condição fatal relacionada com, e mais grave que o

Síndrome de Stevens-Johnson, caracterizada por bolhas generalizadas e descamação das

camadas externas da pele (ver efeitos secundários raros).

Crianças e adolescentes

Os efeitos secundários em crianças são geralmente semelhantes aos observados nos

adultos. No entanto, alguns efeitos secundários são observados mais frequentemente em

crianças e/ou podem ser mais graves em crianças do que nos adultos. Os efeitos

secundários que podem ser mais graves incluem diminuição ou perda da transpiração e

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07-04-2017

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aumento do nível de acidez no sangue. Os efeitos secundários que podem ocorrer mais

frequentemente em crianças incluem doenças do aparelho respiratório superior.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da Internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Topiramato Stada

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Topiramato Stada

- A substância ativa é o topiramato. Cada comprimido revestido por película de

Topiramato Stada contém 25 mg, 50 mg, 100 mg ou 200 mg de topiramato.

- Os outros componentes são

- lactose mono-hidratada

- amido pré-gelificado

- amido parcialmente pré-gelificado

- celulose microcristalina

- carboximetilamido sódico

- estearato de magnésio

- hipromelose

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- polisorbato 80

- talco

- dióxido de titânio (E 171)

- óxido de ferro amarelo (E 172), para o Topiramato Stada 50 mg e 100 mg

- óxido de ferro vermelho (E172)

Qual o aspeto de Topiramato Stada e conteúdo da embalagem

Topiramato Stada encontra-se disponível na forma de comprimidos revestidos contendo

20 e 60 comprimidos a 25 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg:

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Topiramato Stada 25 mg:

comprimidos revestidos, brancos, redondos, com

gravação TO numa das faces e 25 na outra.

Topiramato Stada 50 mg:

comprimidos revestidos amarelo claro, redondos, com

gravação TO numa das faces e 50 na outra.

Topiramato Stada 100 mg:

comprimidos revestidos amarelos, redondos, com

gravação TO numa das faces e 100 na outra.

Topiramato Stada 200 mg:

comprimidos revestidos, salmão, redondos, com gravação

TO numa das faces e 200 na outra.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricantes

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Stada, Lda.

Quinta da Fonte - Edifício D. Amélia, Piso 1, Ala B

2770-229 Paço de Arcos

Portugal

Fabricantes

Teva Operations Poland Sp. z.o.o. (Fab. Krakow)

ul. Mogilska, 80

31-546 Cracóvia

Polónia

Pliva Hrvatska d.o.o. (Fab. Zagreb)

Prilaz Baruna Filipovica

25 10000 Zagreb

Croácia

Este folheto foi revisto pela última vez em

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07-04-2017

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Stada 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Stada 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

um comprimido contém 25 mg de topiramato.

um comprimido contém 50 mg de topiramato.

um comprimido contém 100 mg de topiramato.

um comprimido contém 200 mg de topiramato.

Excipientes com efeito conhecido:

Topiramato Stada, 25 mg, Comprimido revestido por película

Cada comprimido contém 23 mg de lactose.

Topiramato Stada, 50 mg, Comprimido revestido por película

Cada comprimido contém 46 mg de lactose.

Topiramato Stada, 100 mg, Comprimido revestido por película

Cada comprimido contém 92 mg de lactose.

Topiramato Stada, 200 mg, Comprimido revestido por película

Cada comprimido contém 184 mg de lactose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Topiramato Stada 25 mg:

comprimidos revestidos, brancos, redondos, com gravação TO

numa das faces e 25 na outra.

Topiramato Stada 50 mg:

comprimidos revestidos amarelo claro, redondos, com gravação

TO numa das faces e 50 na outra.

Topiramato Stada 100 mg:

comprimidos revestidos amarelos, redondos, com gravação TO

numa das faces e 100 na outra.

Topiramato Stada 200 mg:

comprimidos revestidos, salmão, redondos, com gravação TO

numa das faces e 200 na outra.

APROVADO EM

07-04-2017

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4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6 anos, com

crises parciais com ou sem generalização secundária e crises tónico-clónicas primárias

generalizadas.

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes e adultos

com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-clónicas primárias

generalizadas e para o tratamento de crises associadas à síndrome de Lennox-Gastaut.

O topiramato é indicado para a profilaxia da enxaqueca em adultos, após avaliação cuidadosa

de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é indicado para tratamento

agudo.

4.2. Posologia e modo de administração

Generalidades

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma titulação,

até ser alcançada uma dose eficaz. A dose e a taxa de titulação devem ser efetuadas de acordo

com o resultado clínico.

Topiramato Stada está disponível em comprimidos revestidos por película e cápsulas. Não se

recomenda o fracionamento dos comprimidos revestidos por película. As cápsulas destinam-

se a ser administradas a doentes que não possam engolir os comprimidos, por exemplo

crianças e idosos.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para otimizar a

terapêutica com Topiramato Stada. Em ocasiões raras, a associação de topiramato à fenitoína

pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um resultado clínico favorável. A

associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina em terapêutica adjuvante com

Topiramato Stada pode necessitar de ajuste da dose de Topiramato Stada.

Topiramato Stada pode ser tomado independentemente das refeições.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, fármacos antiepiléticos

incluindo o topiramato devem ser interrompidos gradualmente para minimizar o potencial de

convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios clínicos, as dosagens diárias foram

diminuídas em intervalos semanais de 50-100 mg em adultos com epilepsia e 25-50 mg em

adultos a receber topiramato com doses até 100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em

ensaios clínicos em pediatria, o topiramato foi gradualmente descontinuado durante um

período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia em epilepsia

Generalidades

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Quando se suspende a administração concomitante de medicamentos antiepiléticos de forma a

possibilitar a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que poderão

ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam uma

interrupção abrupta dos antiepiléticos administrados concomitantemente, é recomendada uma

redução gradual, de aproximadamente um terço do antiepilético administrado em simultâneo,

de duas em duas semanas.

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na posologia de

Topiramato Stada.

Adultos

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A titulação deve

ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana. A dosagem pode ser

aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2 semanas, administrados em duas

doses divididas. Se o doente não tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados

incrementos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100 mg/dia a

200 mg/dia, administrada em duas doses divididas. A dose máxima diária recomendada é de

500 mg/dia, também administrada em duas doses divididas. Alguns doentes com formas

refratárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato, em monoterapia. Estas

recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na ausência de

doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo resultado clínico.

O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser iniciado com 0,5 a 1 mg/kg dia,

administrados à noite, durante a primeira semana. Esta dosagem pode ser aumentada em 0,5 a

1 mg/kg/dia, administrada em duas doses divididas, com intervalos de 1 ou 2 semanas. Se a

criança não é capaz de tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados aumentos menores

ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de idade superior

a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2 mg/kg/dia em crianças

entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização secundária,

crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas ao síndrome de Lennox-

Gastaut)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25 - 50 mg, administrados à noite, durante uma semana.

Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi estudada

sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 - 50 mg/dia, em

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada em duas doses

divididas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose única diária.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg foi a dose eficaz mais

baixa. A dose diária habitual é de 200 - 400 mg, em duas doses divididas.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na ausência

de doença renal subjacente (ver secção 4.4).

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato Stada como terapêutica adjuvante é de

aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, em duas doses divididas. A titulação deve ser iniciada com

25 mg (ou menos, com base na variação de 1 a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a

primeira semana. A dosagem deve ser aumentada semanalmente ou quinzenalmente, com

aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia (administrados em duas doses divididas), para obter uma

resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da enxaqueca é de

100 mg/dia, administrados em duas doses divididas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg,

administrados à noite, durante 1 semana. A dosagem deve ser então aumentada em 25 mg

diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não suportar o regime de titulação,

podem ser considerados intervalos maiores entre os ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os doentes

tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter benefícios em alguns

doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao aumento da incidência de efeitos

indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato Stada não é recomendado no tratamento ou prevenção da enxaqueca em crianças

devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato Stada em populações especiais de

doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso renal

(CLcr

70 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do topiramato estão

diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem necessitar de mais tempo

para atingir o estado estacionário em cada dose. É recomendada metade da dose inicial

habitualmente administrada e metade da dose de manutenção (ver secção 5.2).

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Em doentes com insuficiência renal em estadio final, uma vez que o topiramato é removido

do plasma por hemodiálise, deve ser administrado, nos dias em que a hemodiálise é efetuada,

uma dose suplementar de Topiramato Stada igual ou aproximadamente igual a metade da

dose habitualmente administrada de Topiramato Stada. A dose suplementar deve ser

administrada em doses divididas no início e no fim do procedimento de hemodiálise. Esta

dose suplementar pode variar de acordo com o tipo de equipamento de diálise utilizado (ver

secção 5.2).

Compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático moderado a grave, o topiramato deve ser

administrado com precaução uma vez que a depuração do topiramato está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal esteja intacta.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Na profilaxia da enxaqueca em mulheres durante a gravidez e em idade fértil se não estiverem

a utilizar métodos contracetivos eficazes.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Nas situações em que a interrupção rápida de topiramato seja clinicamente necessária, é

recomendada uma monitorização adequada (ver secção 4.2 para mais informações).

Assim como com outros fármacos antiepiléticos, alguns doentes podem ter um aumento na

frequência das crises ou de início de novos tipos de crises com topiramato. Este fenómeno

pode ser a consequência de uma sobredosagem, de uma diminuição das concentrações

plasmáticas de antiepiléticos em utilização concomitante, da progressão da doença ou um

efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante. A

hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada hidratação, antes e

durante atividades como o exercício físico ou a exposição a temperaturas elevadas, pode

reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas relacionadas com o calor (ver secção

4.8).

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da transpiração) tem sido notificada em associação com o uso de

topiramato. A diminuição da transpiração e a hipertermia (aumento da temperatura corporal)

podem ocorrer especialmente em crianças expostas a uma temperatura ambiente elevada.

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Perturbações do humor/depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão durante o

tratamento com topiramato.

Suicídio/ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com

medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de ensaios

aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou também um pequeno

aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo

que explica esse risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do

risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio (ARS)

(ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências de 0,5% em

doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com uma incidência quase

três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%; 8 dos 4045 doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento

suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais adequado. Os doentes (e

os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o

médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o risco de

formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados, tais como, cólica

renal, dor renal (lombar) ou dor nos flancos, pode ser superior.

Os fatores de risco para nefrolitíase incluem a formação prévia de cálculos, antecedentes

familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de risco permite prever de

forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento com topiramato. Além disso, os

doentes em tratamento com outros medicamentos associados ao risco de nefrolitíase podem

estar sujeitos a um maior risco.

Função renal diminuída

Em doentes com alteração da função renal (CLcr

70 ml/min), o topiramato deve ser

administrado com precaução uma vez que a depuração plasmática e renal estão diminuídas.

Para recomendações específicas de posologia em doentes com função renal diminuída, ver

secção 4.2, Compromisso renal.

Função hepática diminuída

Em doentes com alteração da função hepática, recomenda-se precaução na administração de

topiramato, pois pode estar reduzida a depuração deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado foi

notificada em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem início agudo de

diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. Os resultados oculares incluem miopia, edema

da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão intraocular. A

midríase pode estar ou não presente. Esta síndrome pode estar associada com derrame

supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino e íris, com glaucoma secundário

de ângulo fechado. Os sintomas ocorrem tipicamente dentro de um mês do início da

terapêutica com topiramato. Em contraste com o glaucoma primário de ângulo fechado, que é

raro em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma secundário de ângulo

fechado associado ao topiramato foi notificado em doentes pediátricos, bem como em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e de acordo

com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular. Estas

medidas geralmente resultam na diminuição da pressão intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar origem a

sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com antecedentes

de perturbações visuais.

Acidose metabólica

A acidose metabólica hiperclorémica, “non-anion gap” (isto é, redução do bicarbonato sérico

abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose respiratória), está associada

ao tratamento com topiramato. Esta redução do bicarbonato sérico deve-se ao efeito inibitório

do topiramato na anidrase carbónica renal. Geralmente, a redução de bicarbonato ocorre no

início do tratamento, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer altura do tratamento. Estas

reduções de bicarbonato são ligeiras a moderadas (com reduções médias de 4 mmol/l para

doses de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em adultos, e de aproximadamente 6 mg/Kg/dia,

em doentes pediátricos). Raramente, os doentes apresentaram redução para valores inferiores

a 10 mmol/l. Situações clínicas ou terapêuticas que predisponham a acidose, (tais como,

doenças renais, alterações respiratórias graves, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta

cetogénica ou alguns medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato

provocada pelo topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de crescimento.

O efeito do topiramato nas sequelas ósseas não foi estudado sistematicamente em populações

pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato. Se estão

presentes sinais ou sintomas (por ex. respiração de Kussmaul, dispneia, anorexia, náuseas,

vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos de acidose metabólica, é

recomendada a determinação de bicarbonato no soro. Se a acidose metabólica se desenvolver

e persistir, deve ser tida em consideração a redução da dose ou a interrupção do tratamento

com topiramato (através de uma diminuição gradual da dose).

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou tratamentos

sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Alteração da função cognitiva

A alteração cognitiva na epilepsia é multifatorial e pode ser devida à etiologia subjacente,

devida à epilepsia ou devida ao tratamento antiepilético. Têm sido notificadas na literatura,

alterações da função cognitiva nos adultos a fazer terapêutica com topiramato que requereram

redução da dose ou interrupção do tratamento. Contudo, os resultados cognitivos de estudos

efetuados em crianças tratadas com topiramato foram insuficientes e o seu efeito a esse

respeito necessita ainda de ser elucidado.

Suplementação alimentar

Alguns doentes podem ter diminuição de peso durante o tratamento com o topiramato. É

recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam monitorizados para a

perda de peso. Deve ser considerada a administração de um suplemento alimentar ou aumento

da ingestão de alimentos em doentes que percam peso, durante a administração do topiramato.

Intolerância à lactose

Topiramato Stada contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento

<A completar com as informações específicas do medicamento>

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato Stada sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato Stada a outros medicamentos antiepiléticos (fenitoína,

carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital ou primidona) não afeta as suas concentrações

plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em que a associação de

Topiramato Stada à fenitoína pode provocar uma elevação das concentrações plasmáticas

desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma duma enzima polimórfica específica

(CYP2C19). Consequentemente, em qualquer doente em tratamento com fenitoína que

apresente sinais ou sintomas clínicos de toxicidade, deve proceder-se à monitorização dos

níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição do

topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas no estado estacionário

desta, para doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso, não houve alteração

das concentrações plasmáticas no estado estacionário de topiramato durante e após a

interrupção do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

O topiramato inibe a enzima CYP2C19 e pode interferir com outras substâncias que são

metabolizadas por esta enzima (por exemplo: diazepam, imipramina, moclobemida,

proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato Stada

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação ou interrupção do tratamento com fenitoína ou carbamazepina, à terapêutica com

Topiramato Stada, pode requerer o ajuste posológico deste último. Estas alterações devem ser

efetuadas por avaliação do efeito clínico. A associação ou interrupção do tratamento com

ácido valpróico não produz alterações clinicamente significativas nas concentrações

plasmáticas de Topiramato Stada pelo que, neste caso, não é necessário proceder ao ajuste

posológico de Topiramato Stada. Os resultados destas interações estão resumidos no quadro

seguinte:

FAE coadministrado Concentração do FAE Concentração de Topiramato

Stada

Fenitoína

Carbamazepina (CBZ)

Ácido valpróico

Lamotrigina

Fenobarbital

Primidona

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração

15%)

= Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

= Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da digoxina

sérica diminuiu 12% devido à administração concomitante de topiramato. Não foi

estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona ou retira Topiramato

Stada a doentes em que foi instituída uma terapêutica com digoxina, deve prestar-se especial

atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de topiramato e álcool ou outros medicamentos depressores do

Sistema Nervoso Central não foi avaliada em estudos clínicos. É recomendado que

Topiramato Stada não seja utilizado concomitantemente com álcool ou outros medicamentos

depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de hipericão, uma

diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O potencial de

interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos orais

Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e 35

g de

etinilestradiol (EE) e topiramato em doses de 50 a 200 mg/dia administrado na ausência de

outros fármacos, não foi associado a alterações estatisticamente significativas de exposição

média (AUC) de qualquer componente do contracetivo oral. Num outro estudo, a exposição

de etinilestradiol diminuiu de forma estatisticamente significativa, para doses de 200, 400 e

800 mg/dia de topiramato (18%, 21% e 30%, respetivamente), quando administrado como

terapêutica adjuvante a doentes epiléticos a tomar ácido valpróico. Em ambos os estudos, o

topiramato (em doses de 50-200 mg/dia em voluntários saudáveis e 200-800 mg/dia em

doentes epiléticos), não afetou significativamente a exposição da NET. Apesar de existir uma

diminuição da exposição ao EE, dependente da dose, para doses entre 200-800 mg/dia (em

doentes epiléticos), não se registou alteração dependente da dose significativa na exposição ao

EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em voluntários saudáveis). O significado clínico das

alterações não é conhecido.

A possibilidade de diminuição da eficácia do contracetivo e do aumento da hemorragia de

privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar contracetivos orais em

associação com Topiramato Stada. As doentes a tomar contracetivos, contendo estrogénio

devem comunicar ao médico quaisquer alterações nos respetivos padrões hemorrágicos. A

eficácia dos contracetivos pode diminuir mesmo na ausência de alteração dos padrões

hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na exposição

sistémica de lítio durante a administração concomitante de topiramato 200 mg/dia. Em

doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o

tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao lítio,

após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio devem ser

monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses crescentes

de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da risperidona (16% e

33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400 mg/dia, respetivamente),

quando esta foi administrada em doses que variaram entre 1 e 6 mg/dia. Contudo, diferenças

na AUC da fração ativa total entre o tratamento com risperidona isolada e em associação com

topiramato não foram estatisticamente significativas. Na fração antipsicótica ativa total

(risperidona e 9-hidroxirisperidona) foram observadas alterações mínimas da farmacocinética,

não tendo sido observadas alterações para a 9-hidroxirisperidona isolada. Não foram

observadas alterações significativas na exposição sistémica da fração ativa total da

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

risperidona ou do topiramato. Quando o topiramato foi adicionado ao tratamento já existente

com risperidona (1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos

adversos do que antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato (250-400

mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando o topiramato foi

adicionado ao tratamento com risperidona foram: sonolência (27% e 12%), parestesia (22% e

0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a farmacocinética

no estado estacionário da HCTZ (25 mg/24h) e do topiramato (96 mg de 12/12h), quando

administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados do estudo indicam que a Cmáx de

topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29%, quando a HCTZ foi adicionada ao

topiramato. É desconhecido o significado clínico desta alteração. A adição de HCTZ ao

tratamento com topiramato pode exigir um ajuste da dose de topiramato. A farmacocinética

do estado estacionário da HCTZ não foi significativamente alterada com a administração

concomitante de topiramato. Resultados laboratoriais indicaram uma redução do potássio

sérico após a administração de topiramato e HCTZ. Esta redução é mais acentuada quando a

administração de topiramato e HCTZ é concomitante.

Metformina

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis, para avaliar

a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato no plasma, quando a

metformina era administrada isoladamente e concomitantemente com topiramato. Os

resultados deste estudo mostraram que a média da Cmáx e da AUC 0-12h da metformina

aumentaram em 18% e 25% respetivamente, enquanto que a CL/F média reduziu 20%,

quando a metformina e o topiramato eram administrados simultaneamente. O topiramato não

afetou a Tmáx da metformina. Não é claro o significado clínico do efeito do topiramato na

farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do topiramato oral parece ser

reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-se a extensão do efeito na

depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da metformina na farmacocinética

do topiramato.

Quando Topiramato Stada é associado ou retirado em doentes a receberem tratamento com

metformina deverá haver precaução em relação à monitorização de rotina, para o controlo

adequado da diabetes.

Pioglitazona

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a farmacocinética

no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando administrados isolados ou

concomitantemente. Foi observada uma redução de 15% da AUC

,ss da pioglitazona, sem

alteração da Cmáx,ss. Este resultado não foi estatisticamente significativo. Por outro lado, foi

observada uma diminuição do hidroxi-metabolito de 13% e 16% na Cmáx,ss e AUC

,ss,

respetivamente, assim como uma diminuição de 60% na Cmáx e AUC

,ss do ceto-metabolito

ativo. É desconhecido o significado clínico destes resultados. Quando Topiramato Stada é

administrado em simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial atenção à

monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Gliburida

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário da gliburida (5 mg/dia) e do topiramato (150 mg/dia),

quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma diminuição de 25%

na AUC24 da gliburida, quando administrada com topiramato. A exposição sistémica dos

metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburida (M1) e 3-cis-hidroxi-gliburida (M2), reduziu 13%

e 15% respetivamente. A farmacocinética no estado estacionário do topiramato não foi

afetada pela administração concomitante da gliburida.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com a gliburida ou vice-versa, deve dar-

se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor para

nefrolitíase, Topiramato Stada pode aumentar o risco de nefrolitíase. Durante o tratamento

com Topiramato Stada devem ser evitadas estas substâncias, dado que podem criar um

ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos renais.

Ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamonemia com ou sem encefalopatia em doentes que toleraram estes medicamentos

quando administrados isoladamente. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas desaparecem

com a interrupção dos dois medicamentos. Esta reação adversa não é devida a uma interação

farmacocinética. Não foi estabelecida a associação da hiperamonemia com a terapêutica do

topiramato em monoterapia ou concomitante com outro antiepilético.

A hipotermia, definida como uma descida não intencional da temperatura corporal a <35ºC

foi notificada em associação com a utilização concomitante de topiramato e ácido valpróico

(AVP) ambos em conjugação com hiperamonemia e na ausência de hiperamonemia. Este

acontecimento adverso pode ocorrer após o início do tratamento com topiramato ou após o

aumento da dose diária de topiramato, em doentes que utilizam concomitantemente

topiramato e ácido valpróico.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos clínicos para avaliar o potencial farmacocinético da interação

medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações na Cmáx ou na

AUC, como resultado de interações, estão resumidas abaixo. A segunda coluna (concentração

do medicamento concomitante) descreve o que acontece à concentração do medicamento

concomitante que se encontra na primeira coluna, com o topiramato. A terceira coluna

(concentração do topiramato) descreve como a administração concomitante do fármaco da

primeira coluna irá modificar a concentração do topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração concomitante

do medicamentoa

Concentração do

topiramatoa

Amitriptilina

aumento de 20% na Cmáx

e AUC no metabolito da

nortriptilina

Dihidroergotamina

(oral e subcutâneo)

Haloperidol

aumento de 31% na AUC

do metabolito reduzido

Propranolol

aumento de 17% na Cmáx

para o 4-OH propranolol

(TPM 50 mg de 12/12h)

Aumento de 9% e 16% na

Cmáx,

aumento de 9%-17% na

AUC (40 e 80 mg

propranolol de 12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano (oral e

subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC

do diltiazem e diminuição de

18% da DEA, e

para o

DEM*

Aumento de 20% na AUC

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de 12/12h)b

a Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC

relativamente à monoterapia.

= Sem efeitos na Cmáx e na AUC (

15% de alteração) do composto precursor

NE = Não estudado

*DEA = des-acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

b Flunarizina: aumento de 14% na AUC em indivíduos que tomam apenas

flunarizina. Um aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação

durante o estabelecimento do estado estacionário.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

O topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos. Em ratos, o topiramato atravessa a

barreira placentária.

Dados obtidos a partir de registos de gravidez no Reino Unido e no grupo de Medicamentos

Antiepiléticos Norte Americanos (NAAED) indicam que os lactentes expostos ao topiramato

em monoterapia durante o primeiro trimestre de gravidez apresentam risco aumentado de

malformações congénitas (ex. defeitos craniofaciais, como por exemplo fissuras no

lábio/palato, hipospadias e anomalias envolvendo vários sistemas corporais). Os dados dos

registos de gravidez obtidos a partir do NAAED com topiramato em monoterapia

demonstraram uma incidência de malformações congénitas maiores aproximadamente 3 vezes

superior, quando comparado com um grupo de referência que não esteja a tomar fármacos

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

antiepiléticos. Adicionalmente, houve uma maior prevalência de baixo peso no recém-nascido

aquando do nascimento (<2500 gramas) após tratamento com topiramato comparativamente

com o grupo de referência.

Para além disso, os dados obtidos a partir destes registos e de outros estudos indicam que,

comparativamente com a monoterapia, o tratamento com fármacos antiepiléticos em

politerapia está associado a um maior risco de acontecimentos teratogénicos.

É recomendado que as mulheres em risco de engravidar utilizem um método contracetivo

adequado e considerem opções terapêuticas alternativas.

Estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número limitado de

observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no leite materno. Uma

vez que existem inúmeros medicamentos excretados no leite materno, deve ser tomada uma

decisão quanto à interrupção do aleitamento ou do tratamento com topiramato, tendo em

consideração a importância do medicamento para a mãe (ver secção 4.4).

Indicação na epilepsia

Durante a gravidez, o topiramato deve ser prescrito após a mulher ser informada dos riscos

conhecidos da epilepsia não controlada na gravidez e dos potenciais riscos do medicamento

para o feto.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não estão a

utilizar um método contracetivo eficaz (ver secções 4.3 e 4.5).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Topiramato Stada sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são

reduzidos ou moderados. O topiramato atua sobre o Sistema Nervoso Central e pode provocar

sonolência, tonturas ou outros sintomas relacionados. Pode causar também perturbações

visuais e/ou visão turva. Estas reações adversas podem ser potencialmente perigosas em

doentes que conduzam veículos ou utilizem máquinas, particularmente até ser estabelecida a

experiência individual do doente com o medicamento.

4.8. Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos clínicos com

4.111 doentes (3.182 com topiramato e 929 com placebo) que participaram em 20 estudos em

dupla ocultação e 2.847 doentes que participaram em 34 estudos abertos, respetivamente, para

o topiramato como terapêutica adjuvante nas crises primárias generalizadas tónico-clónicas,

crises parciais, crises associadas à síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia para uma

epilepsia nova ou diagnosticada recentemente ou para a profilaxia da enxaqueca. A maioria

das reações adversas medicamentosas foi ligeira a moderada no que diz respeito à sua

gravidade. Estas reações adversas medicamentosas, identificadas nos ensaios clínicos e na

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

fase de pós-comercialização (indicado por **), encontram-se descritas na tabela 1 abaixo de

acordo com a sua incidência. As frequências atribuídas estão organizadas da seguinte forma:

Muito frequentes

1/10

Frequentes

1/100 e <1/10

Pouco frequentes

1/1.000 e <1/100

Raros

1/10.000 e <1/1.000

Muito raros < 1/10 000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

As reações adversas medicamentosas (RAMs) mais frequentes (com uma incidência > 5% e

maior que as observadas com placebo em pelo menos uma indicação em estudos controlados

em dupla ocultação com topiramato) incluem: anorexia, diminuição do apetite, bradifrenia,

depressão, alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação, alteração da atenção,

tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações de memória, nistagmo,

parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia, náuseas, fadiga, irritabilidade e

perda de peso.

Tabela 1: Reações Adversas Medicamentosas do topiramato

Classes de

sistemas de órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Infeções e

infestações

Nasofaringite*

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Anemia

Leucopenia,

trombocitopenia,

linfadenopatia

eosinofilia

Neutropenia*

Doenças do

sistema imunitário

Hipersensibilidade

Edema

alérgico*,

Edema

conjuntival*

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Anorexia,

diminuição do

apetite

Acidose

metabólica,

hipocaliemia,

aumento do

apetite,

polidipsia

Acidose

hiperclorémica

Perturbações do

foro psiquiátrico

Depressão

Bradifrenia,

insónia,

perturbação na

expressividade da

linguagem,

ansiedade, estado

confusional,

Ideação suicida,

tentativa de

suicídio,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

Mania,

perturbação de

pânico,

sensação de

desespero*,

hipomania

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

desorientação,

agressão,

alterações no

humor, agitação,

flutuações de

humor, humor

depressivo, fúria,

comportamento

anormal

auditiva,

alucinação

visual, apatia,

perda de

discurso

espontâneo,

perturbações do

sono, labilidade

afetiva,

diminuição da

líbido,

inquietação,

choro, disfemia,

euforia,

paranoia,

perseverança,

ataques de

pânico, estado

lacrimoso,

distúrbio na

leitura, insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal, perda

da libido,

ausência de

interesse nas

atividades da

vida diária,

insónia

intermédia,

distratibilidade,

acordar muito

cedo, reação de

pânico,

exaltação

Doenças do

sistema nervoso

Parestesia,

sonolência,

tonturas

Distúrbios na

atenção,

comprometimento

da memória,

amnésia,

perturbações

cognitivas,

perturbações

mentais,

perturbações das

Nível reduzido

de consciência,

convulsões

grande mal,

defeito do

campo visual,

crises complexas

parciais,

distúrbio do

discurso,

Apraxia,

alteração do

ritmo

circadiano do

sono,

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

capacidades

psicomotoras,

convulsões,

alteração na

coordenação,

tremor, letargia,

hipoestesia,

nistagmo,

disgeusia,

perturbação do

equilíbrio,

disartria, tremor

intencional,

sedação

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

ptialismo,

hipersonia,

afasia, discurso

repetitivo,

hipocinesia,

discinesia,

tonturas

posturais, má

qualidade do

sono, sensação

de queimadura,

perda de

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia,

hipogeusia,

estupor,

descoordenação,

aura, ageusia,

disgrafia,

disfasia,

neuropatia

periférica, pré-

síncope,

distonia,

sensação de

formigueiro

acinesia, não

resposta ao

estímulo

Afeções oculares

Visão turva,

diplopia,

perturbações

visuais

Acuidade visual

reduzida,

escotoma,

miopia*,

sensação

anormal no

olho*, olho

seco, fotofobia,

blefarospasmo,

aumento da

lacrimação,

fotopsia,

midríase,

presbiopia

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

distúrbio na

acomodação,

alteração da

perceção

visual de

profundidade,

escotoma

cintilante,

edema da

pálpebra*,

Glaucoma de

ângulo

fechado*,

maculopatia*

distúrbios do

movimento

ocular*

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

cegueira

noturna,

ambliopia

Afeções do ouvido

e do labirinto

Vertigem,

zumbido, dor de

ouvidos

Surdez, surdez

unilateral,

surdez

neurossensorial,

desconforto no

ouvido,

alteração na

audição

Cardiopatias

Bradicardia,

bradicardia

sinusal,

palpitações

Vasculopatias

Hipotensão,

hipotensão

ortostática,

rubor,

afrontamento

Fenómeno de

Raynaud

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Dispneia, epistaxis,

congestão nasal,

rinorreia, tosse*

Dispneia de

esforço,

hipersecreção do

seio paranasal

disfonia,

Doenças

gastrointestinais

Náuseas,

diarreia

Vómitos,

obstipação, dor

abdominal

superior, dispepsia,

dor abdominal,

xerostomia,

desconforto

gástrico, parestesia

oral, gastrite,

desconforto

abdominal

Pancreatite,

flatulência,

doença do

refluxo

gastroesofágico,

dor abdominal

inferior,

hipoestesia oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar, dor oral,

mau hálito,

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

glossodinia

Afeções

hepatobiliares

Hepatite,

falência

hepática

Afeções dos

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Alopécia, erupção

cutânea, prurido

Anidrose,

hipoestesia

facial, urticária,

eritema, prurido

generalizado,

erupção

macular,

descoloração da

pele, dermatite

alérgica,

inflamação da

face

Síndrome de

Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor da pele

anormal,

edema

periorbital*,

urticária

localizada

Necrólise

epidérmica

tóxica*

Afeções

musculosqueléticas

e dos tecidos

conjuntivos

Artralgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular, fraqueza

muscular, dor

torácica

musculoesquelética

Inchaço da

articulação*,

rigidez

muscular, dor do

flanco, fadiga

muscular

Desconforto

no membro*

Doenças renais e

urinárias

Nefrolitíase,

polaciúria, disúria

Cálculos renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

urgência de

micção, cólicas

renais, dor renal

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular renal*

Doenças dos

órgãos genitais e

da mama

Disfunção erétil,

disfunção sexual

Perturbações

gerais e alterações

no local de

administração

Fadiga

Pirexia, astenia,

irritabilidade,

alterações na

marcha, sentir-se

anormal, mal-estar

Hipertermia,

sede, doença do

tipo gripal*,

lentidão,

arrefecimento

extremidades,

sensação de

Edema da face

calcinose

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

embriaguez,

sensação de

agitação

Exames

complementares de

diagnóstico

Diminuição de

peso

Aumento de peso*

Presença de

cristais na urina,

teste de marcha

em linha reta

com resultados

anómalos,

contagem de

glóbulos

brancos

diminuída,

aumento das

enzimas

hepáticas

Diminuição de

bicarbonato no

sangue

Circunstâncias

sociais

Dificuldade na

aprendizagem

* identificada como uma RAM durante as notificações espontâneas de pós-comercialização. A sua frequência

foi calculada através de dados dos ensaios clínicos.

População pediátrica

As reações adversas notificadas mais frequentemente (

2 vezes mais) em crianças do que em

adultos em estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite

- Aumento do apetite

- Acidose hiperclorémica

- Hipocaliemia

- Comportamento anormal

- Agressão

- Apatia

- Insónia inicial

- Ideação suicida

- Alteração da atenção

- Letargia

- Alteração do ritmo circadiano do sono

- Má qualidade do sono

- Aumento do lacrimejo

- Bradicardia sinusal

- Mal-estar

- Alterações na marcha.

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

As reações adversas que foram notificadas em crianças mas não em adultos em estudos

controlados e em dupla ocultação incluem:

- Eosinofilia

- Hiperatividade psicomotora

- Vertigens

- Vómitos

- Hipertermia

- Pirexia

- Dificuldade de aprendizagem.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do

medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de

reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9. Sobredosagem

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas incluíram:

convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia, défice intelectual,

letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação, tonturas e

depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos, mas foram

notificadas mortes após sobredosagens com politerapia envolvendo topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção 4.4).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve esvaziar-se o

estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O carvão ativado mostrou

absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um tratamento de suporte apropriado e o

doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise demonstrou ser um meio eficaz para a remoção

do topiramato do organismo.

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.6. Sistema nervoso central. Antiepiléticos e anticonvulsivantes.

Código ATC: N03AX11

O topiramato é classificado como um monossacárido sulfamato-substituído. É desconhecido o

mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito anticonvulsivante e na

profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e bioquímicos em culturas de

neurónios identificaram três propriedades farmacológicas, que podem contribuir para a

eficácia anticonvulsivante do topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada dos

neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente, o que é

sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O topiramato aumenta a

frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo

-aminobutirato (GABA) e

aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões cloreto para dentro dos neurónios,

sugerindo que o topiramato potencia a atividade deste neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenilo, um antagonista das benzodiazepinas, nem o

topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando o topiramato

dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

Como o perfil antiepilético do topiramato difere acentuadamente do das benzodiazepinas,

pode modular um subtipo do recetor GABAA insensível às benzodiazepinas. O topiramato

antagoniza a capacidade do cainato em ativar os recetores do aminoácido excitatório

(glutamato), do subtipo cainato/AMPA (ácido

-amino-3-hidroxi-5-metil-4-

isoxazolpropiónico), mas não teve efeito aparente na atividade de N-metilo-D-aspartato

(NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes efeitos do topiramato estavam dependentes

da concentração num intervalo de 1

M a 200

M, com um mínimo de atividade de 1

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da

anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes da atividade

antiepilética do topiramato.

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes de crises

máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em modelos de epilepsia de

roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no rato espontaneamente epilético

(SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos por inflamação da amígdala ou por

isquémia global. O topiramato é apenas fracamente eficaz no bloqueio das crises clónicas

induzidas pelo antagonista do recetor GABAA, pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo do

topiramato e carbamazepina ou fenobarbital, demonstraram atividade anticonvulsivante

sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante

aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante, bem controlados, não foi demonstrada

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

uma correlação entre os níveis plasmáticos de topiramato e a sua eficácia clínica. Em seres

humanos, não se demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

Foram realizados dois pequenos ensaios de braço único com crianças entre os 4 e 11 anos de

idade (CAPSS-326 e TOPAMAT-ABS-001). Um dos estudos incluiu 5 crianças e o outro

incluiu 12 crianças antes de ter terminado precocemente devido a falta de resposta

terapêutica. As doses usadas nestes estudos foram até aproximadamente 12 mg/kg no estudo

TOPAMAT-ABS-001 e um máximo inferior a 9 mg/kg/dia ou 400 mg/dia no estudo CAPSS-

326. Estes estudos não fornecem evidência suficiente para retirar conclusões relativamente à

eficácia ou segurança na população pediátrica.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

As formulações dos comprimidos revestidos por película e cápsulas são bioequivalentes.

O perfil farmacocinético do topiramato em comparação com outros fármacos antiepiléticos

demonstra uma longa semivida plasmática, farmacocinética linear, depuração

predominantemente renal, ausência de ligação significativa às proteínas plasmáticas e

ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e pode ser

administrado independentemente das refeições, não sendo necessária monitorização das

concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos, não houve nenhuma relação

consistente entre as concentrações plasmáticas e a eficácia ou acontecimentos adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral de 100

mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de concentração

plasmática máxima (Cmáx) de 1,5

g/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção duma dose de

100 mg por via oral de 14C-topiramato foi de pelo menos 81%. Não houve um efeito

clinicamente significativo dos alimentos sobre a biodisponibilidade do topiramato.

Distribuição

Geralmente 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se uma baixa

capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são saturáveis para concentrações

plasmáticas superiores a 4

g/ml. O volume de distribuição varia inversamente com a dose. O

volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 - 0,55 l/kg para uma dose única no

intervalo de 100 a 1200 mg. Foi detetado um efeito do sexo no volume de distribuição, com

valores para o sexo feminino de cerca de 50% dos do sexo masculino. Este aspeto foi

atribuído à maior percentagem de gordura em mulheres, e não tem consequências clínicas.

Metabolismo

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis. O

topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica antiepilética

concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras dos fármacos. Foram

isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação,

caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de seres humanos. Cada

metabolito representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a administração de

14C–topiramato. Foram testados dois metabolitos, que retiveram a maior parte da estrutura do

topiramato, e verificou-se que possuíam pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de 14C-

topiramato foi excretada na forma inalterada na urina, em quatro dias. Após a administração

de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da depuração renal foi de

aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente. Existe evidência de reabsorção

tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por estudos em ratos em que o topiramato

foi administrado em associação com a probenecida e observou-se um aumento significativo

na depuração renal do topiramato. Em geral, no ser humano, a depuração plasmática é de

aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

O topiramato exibe uma baixa variabilidade interindividual nas concentrações plasmáticas e,

consequentemente, tem uma farmacocinética previsível. A farmacocinética do topiramato é

linear, com uma depuração plasmática permanecendo constante, e um aumento da área sob a

curva da concentração plasmática proporcional à dose, para doses orais únicas compreendidas

entre 100 e 400 mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com função renal normal podem

necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações plasmáticas no estado estacionário. A

média da Cmáx após a administração por via oral de doses múltiplas de 100 mg, duas vezes

por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76

g/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes por

dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente 21 horas.

A administração concomitante de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg, duas

vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento proporcional à dose

nas concentrações plasmáticas do topiramato.

A depuração plasmática e renal do topiramato está reduzida nos doentes com compromisso da

função renal moderado e grave (CLcr

70 ml/min). Como resultado, são esperadas

concentrações plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para uma dose determinada

em doentes com compromisso renal, comparativamente aos doentes com função renal normal.

Para além disso, doentes com compromisso renal necessitarão de mais tempo para atingir a

concentração no estado estacionário, para cada dose. Em doentes com compromisso renal

moderado a grave é recomendada metade da dose inicial habitualmente administrada e

metade da dose de manutenção.

O topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise. Um período

prolongado de hemodiálise pode causar uma descida da concentração de topiramato para

níveis que requerem a manutenção de um efeito anticonvulsivo. Para evitar descidas

repentinas nas concentrações plasmáticas de topiramato durante a hemodiálise, pode ser

necessária uma dose suplementar de topiramato. O ajuste atual deve ter em consideração 1) a

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

duração do período de diálise, 2) a taxa de depuração do sistema de diálise que está a ser

utilizado, e 3) a taxa de depuração renal efetiva de topiramato nos doentes sujeitos a diálise.

A depuração plasmática do topiramato reduz em média 26% nos doentes com compromisso

hepático moderado a grave. Assim, o topiramato deve ser administrado com precaução nos

doentes com compromisso hepático.

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência de

doença renal subjacente.

População pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, em terapêutica adjuvante, é

linear, com depuração independente da dose, e as concentrações plasmáticas no estado

estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No entanto, as crianças têm uma maior

depuração e uma semivida de eliminação mais curta. Consequentemente, em crianças, as

concentrações plasmáticas do topiramato para a mesma dose em mg/kg podem ser mais

baixas comparativamente aos adultos. Como nos adultos, os fármacos antiepiléticos indutores

das enzimas hepáticas diminuem as concentrações plasmáticas no estado estacionário.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em doses tão

baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade, nos ratos machos ou

fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies estudadas

(ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do esqueleto sofreram

uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com toxicidade materna. Os números

totais de malformações fetais em ratinhos aumentaram em todos os grupos tratados com o

fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionadas com a dose

(redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foram observadas em doses até 20

mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos dedos) com

doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade materna relacionada com

a dose foi observada em doses abaixo de 10 mg/kg/dia, com toxicidade embrionária/fetal

(aumento de letalidade) em doses abaixo de 35 mg/kg/dia, e efeitos teratogénicos

(malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120 mg/kg/dia.

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos verificados

com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a malformações nos

seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente evidenciados por pesos mais

baixos à nascença e durante o aleitamento para os recém-nascidos de ratos-fêmea que

receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e o aleitamento. Em ratos, o topiramato

atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300 mg/kg/dia,

durante o período de desenvolvimento correspondente à primeira infância, infância e

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais adultos (diminuição no

consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso corporal, hipertrofia hepatocelular

centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no crescimento dos ossos longos (tíbia) ou na

densidade mineral dos ossos (fémur), pré-desmame e desenvolvimento reprodutivo,

desenvolvimento neurológico (incluindo avaliações da memória e aprendizagem), no ato

sexual e fertilidade ou nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não revelou

potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo

Lactose mono-hidratada

Amido pré-gelificado

Amido parcialmente pré-gelificado

Celulose microcristalina

Carboximetilamido sódico

Estearato de magnésio

Revestimento

Topiramato Stada 25 mg:

hipromelose, polisorbato 80, talco, dióxido de titânio (E 171).

Topiramato Stada 50 mg:

hipromelose, polisorbato 80, talco, dióxido de titânio (E 171),

óxido de ferro amarelo (E 172).

Topiramato Stada 100 mg:

hipromelose, polisorbato 80, talco, dióxido de titânio (E 171),

óxido de ferro amarelo (E 172).

Topiramato Stada 200 mg:

hipromelose, polisorbato 80, talco, dióxido de titânio (E 171),

óxido de ferro vermelho (E 172).

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Não são necessárias precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

07-04-2017

INFARMED

Blister de OPA/Alu/PVC//Alu contendo comprimidos doseados a 25, 50, 100 ou 200 mg de

topiramato.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Stada, Lda.

Quinta da Fonte, Rua Vitor Câmara, 2 - Edifício D. Amélia, Piso 1, Ala B

2770-229 Paço de Arcos

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

25 mg - Embalagem de 20 comprimidos: 5694286

25 mg - Embalagem de 60 comprimidos: 5694385

50 mg - Embalagem de 20 comprimidos: 5694484

50 mg - Embalagem de 60 comprimidos: 5694583

100 mg - Embalagem de 20 comprimidos: 5694682

100 mg - Embalagem de 60 comprimidos: 5694781

200 mg - Embalagem de 20 comprimidos: 5694880

200 mg - Embalagem de 60 comprimidos: 5694989

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

21 de Dezembro de 2005

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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