Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Ranbaxy Portugal - Comércio e Des. de Produtos Farmacêuticos, Unip., Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
100 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 100 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5211206 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais. - Não comercializado - 10052294 - 50016628 ; 5226907 - Frasco 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita precauções especiais. - Não comercializado - 10052294 - 50016610
Status de autorização:
Revogado (12 de Maio de 2014)
Número de autorização:
UK/H/5414/03/MR
Data de autorização:
2009-07-03

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Topiramato Ranbaxy e para que é utilizado

2. Antes de tomar Topiramato Ranbaxy

3. Como tomar Topiramato Ranbaxy

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato Ranbaxy

6. Outras informações

1. O QUE É TOPIRAMATO RANBAXY E PARA QUE É UTILIZADO

O topiramato pertence ao grupo de fármacos designados de antiepiléticos.

O Topiramato Ranbaxy é utilizado:

monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade superior a 6

anos.

terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões para adultos e crianças, de idade

igual ou superior a 2 anos.

para prevenir enxaquecas em adultos após avaliação cuidadosa de outros tratamentos

alternativos possíveis. O Topiramato Ranbaxy não é uma opção para tratar um episódio

isolado de enxaqueca.

2. ANTES DE TOMAR TOPIRAMATO RANBAXY

Não tome Topiramato Ranbaxy

- Se tem alergia (hipersensibilidade) ao topiramato ou a qualquer outro componente de

Topiramato Ranbaxy (listado abaixo na secção 6).

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01-02-2012

INFARMED

- Para prevenção da enxaqueca se está grávida ou se é uma mulher em idade fértil e não

utiliza um método contracetivo eficaz (ver secção “gravidez e aleitamento” para mais

informações).

Se não tem a certeza se as situações acima se aplicam a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato.

Tome especial cuidado com Topiramato Ranbaxy

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato se:

tem problemas nos rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

tem problemas de fígado;

sofrer de problemas nos olhos, especialmente glaucoma.

tem problemas de crescimento;

está a efetuar uma dieta altamente calórica (dieta cetogénica).

Existem relatos de comprometimento da função cognitiva (alterações no raciocínio) em

adultos em terapêutica com topiramato. Neste caso, o seu médico pode interromper ou

diminuir a dose do medicamento.

Enquanto tomar este medicamento, poderá sentir:

respiração

profunda

difícil,

dificuldade

respirar,

perda

apetite,

náuseas,

vómitos, cansaço excessivo, alterações do ritmo ou do batimento cardíaco. Estes sintomas

podem ser causados por acidose metabólica. O seu médico irá monitorizar os seus níveis

séricos de bicarbonato.

diminuição da transpiração e aumento da temperatura corporal. Isto pode ocorrer

especialmente em crianças expostas a ambientes com elevadas temperaturas. Informe o

seu médico o mais rapidamente possível.

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o seu

médico.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato, por isso, o seu peso deve ser verificado

regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se estiver a perder demasiado

peso ou se a criança não estiver a ganhar peso suficiente, consulte o seu médico.

Um pequeno número de pessoas em tratamento com antiepiléticos como o Topiramato,

teve

pensamentos

autoagressão

suicídio.

qualquer

momento

tiver

estes

pensamentos consulte imediatamente o seu médico.

Ao tomar Topiramato Ranbaxy com outros medicamentos

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01-02-2012

INFARMED

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica, vitaminas ou

medicamento à base de plantas. Topiramato e alguns medicamentos podem interagir entre

si. Por vezes, a dose de Topiramato ou de outro medicamento que está a tomar, poderá ter

de ser ajustada.

Especialmente diga ao seu médico ou farmacêutico se está a tomar:

outros

medicamentos

podem

comprometer

reduzir

pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do sistema

nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato pode diminuir a eficácia da sua pílula.

Deverá falar com o seu médico se houver alterações no padrão hemorrágico enquanto

estiver a tomar a pílula e o Topiramato.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao seu

médico ou farmacêutico antes de tomar topiramato

Outros medicamentos que deverá

informar o seu

médico ou farmacêutico

incluem

medicamentos

antiepiléticos,

risperidona,

lítio,

hidroclorotiazida,

metformina,

pioglitazona, gliburide, amitriptilina, propranolol, diltiazem, venlafaxina, flunarizina.

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato.

Ao tomar Topiramato Ranbaxy com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato Ranbaxy com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato beba uma grande quantidade de fluidos durante o dia para prevenir pedras

nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato. Deve evitar beber álcool enquanto estiver a

tomar Topiramato.

Gravidez e aleitamento

Informe com o seu médico antes de tomar topiramato se está grávida, ou pensa que pode

estar grávida ou se tem intenções de engravidar ou se está a amamentar. O seu médico

decidirá se deve continuar a tomar Topiramato.

Tal como outros medicamentos antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao feto se

Topiramato é tomado durante a gravidez.

Certifique-se que está bem informada acerca dos riscos e benefícios de tomar Topiramato

para a epilepsia durante a gravidez.

Não tome topiramato para o tratamento preventivo da enxaqueca durante a gravidez ou se

está em idade fértil e não utiliza um método contracetivo eficaz.

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01-02-2012

INFARMED

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato devem dizer ao seu médico

assim que notarem algo fora do normal com a criança.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento com Topiramato pode ocorrer tonturas, cansaço e problemas na

visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem consultar primeiro o seu

médico.

Informações importantes sobre alguns componentes de Topiramato Ranbaxy

O Topiramato Ranbaxy contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. COMO TOMAR TOPIRAMATO RANBAXY

Tomar Topiramato Ranbaxy sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o

seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tome Topiramato exatamente como o seu médico lhe indicou. O seu médico irá

normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa de Topiramato que

depois é aumentada lentamente, até atingir a dose mais adequada.

Topiramato comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os comprimidos

uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição. Enquanto estiver a

tomar Topiramato, beba muitos líquidos durante o dia para prevenir pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato Ranbaxy do que deveria

Contacte imediatamente o seu médico. Leve a embalagem do medicamento consigo.

Os sinais e sintomas de uma sobredosagem podem incluir convulsões, sonolência,

distúrbios

fala,

visão

dupla,

dificuldade

raciocínio,

coordenação

anormal,

diminuição do estado de consciência, diminuição da pressão arterial, dores abdominais,

agitação, tonturas e depressão.

Pode ocorrer a sobredosagem se tomar Topiramato com outros medicamentos.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Ranbaxy

Se se esqueceu de uma dose tome logo que se lembrar. Mas se é quase hora da próxima

dose, não tome a dose esquecida e continue a tomar como habitualmente. Se se esqueceu

de duas ou mais doses, contacte o seu médico.

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INFARMED

Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar a dose que

se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato Ranbaxy

Não pare de tomar subitamente o medicamento sem que tenha falado com o seu médico.

Se parar de tomar subitamente o medicamento os sintomas podem voltar. Se o seu

médico decidir parar com esta medicação, a dose será reduzida gradualmente em poucos

dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale como seu médico ou

farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A frequência dos efeitos secundários possíveis listados abaixo é definida da seguinte

forma:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Efeitos secundários muito frequentes incluem:

Perda de peso

Sensação de formigueiro nos braços e pernas

Sonolência

Tonturas

Diarreia

Náuseas

Corrimento nasal, nariz entupido e dor de garganta

Cansaço

Depressão

Efeitos secundários frequentes incluem:

Variações de humor ou comportamento, incluindo raiva, nervosismo e tristeza

Aumento de peso

Diminuição ou perda de apetite

Número reduzido das células vermelhas

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Alterações

pensamento

grau

alerta,

como

confusão,

problemas

concentração, memória ou pensamento lento

Discurso pouco claro

Descoordenação ou problemas na marcha

Tremor involuntário dos braços, mãos e pés

Reduzido sentido do tato ou sensação

Movimento involuntário dos olhos

Sentido do gosto alterado

Perturbações visuais, visão turva, visão dupla

Som agudo e constante no ouvido

Dor de ouvidos

Falta de ar

Sangrar do nariz

Vómitos

Prisão de ventre

Dor de estômago

Indigestão

Boca seca

Formigueiro ou entorpecimento da boca

Pedras nos rins

Vontade de urinar com frequência

Dor ao urinar

Queda de cabelo

Erupção na pele e/ ou comichão

Dor na articulação

Espasmos, contrações ou fraqueza muscular

Dor no peito

Febre

Perda de força

Sensação geral de mal-estar

Reação alérgica

sentir-se estranho

Efeitos secundários pouco frequentes incluem:

Cristais na urina

Contagem de células sanguíneas anormal, incluindo diminuição do número de glóbulos

brancos ou de plaquetas ou aumento do número de eosinófilos

Batimento cardíaco anormal ou diminuição do batimento cardíaco

Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas

Aumento das convulsões

Problemas na comunicação verbal

Salivação excessiva (Ptialismo)

Inquietação ou aumento da atividade física e mental

Perda de consciência

Desmaio

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01-02-2012

INFARMED

Movimentos lentos ou diminuídos

Alterações ou má qualidade do sono.

Compromisso ou sentido do olfato alterado

Problemas ao escrever à mão

Sensação de movimentos por baixo da pele

Problemas nos olhos tais como, olho seco, sensibilidade à luz, contrações involuntárias,

lacrimejo e diminuição da visão

Diminuição ou perda da audição

Rouquidão

Inflamação do pâncreas

Gases

Azia

Falta de sensibilidade ao toque na boca

Hemorragia nas gengivas

Sensação de enfartamento ou inchaço

Dor ou sensação de queimadura na boca

Mau hálito

Incontinência urinária e/ou fecal

Urgência na micção

Dor na zona dos rins e/ou bexiga causada por pedras nos rins

Diminuição ou perda de transpiração

Descoloração da pele

Inchaço na pele localizado

Inchaço da face

Inchaço das articulações

Rigidez músculosquelética

Aumento dos níveis de acidez no sangue

Diminuição dos níveis de potássio no sangue

Aumento do apetite

Aumento da sede e ingestão anormal de grandes quantidades de líquidos

Pressão arterial baixa ou diminuição da pressão arterial quando se levanta

Afrontamentos

Doença do tipo gripal

Arrefecimento das extremidades (p. ex. mãos e face)

Dificuldades na aprendizagem

Distúrbios na função sexual (disfunção eréctil, perda da líbido)

Alucinações

Diminuição da comunicação verbal

Pensamentos suicidas

Efeitos secundários raros incluem:

Sensibilidade cutânea aumentada

Sentido do olfato comprometido

Glaucoma, definido como uma obstrução na drenagem de líquido no olho causando

aumento da pressão ocular, dor e diminuição da visão

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Acidose tubular renal

Reatividade grave da pele, tal como Síndrome de Steven-Johnson, uma dermatose fatal

em que a camada superior da pele se separa da camada inferior, e eritema multiforme,

uma condição que se caracteriza pela presença de manchas vermelhas com relevo que

podem formar bolhas.

Odor

Inchaço nos tecidos perto do olho

Síndrome de Raynaud. Uma perturbação que afeta os vasos sanguíneos dos dedos das

mãos e pés e orelhas e que causam dor e sensibilidade ao frio.

Calcificação dos tecidos (calcinose)

Efeitos secundários de frequência desconhecida:

Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua visão.

Inchaço da conjuntiva do olho.

Necrose tóxica epidérmica, que é a forma mais severa do Síndrome de Steven-Johnson

(ver pouco frequentes).

Crianças e adolescentes

Os efeitos secundários notificados com maior frequência (

2vezes) em crianças do que

nos adultos em estudos controlados em dupla ocultação incluem:

Diminuição do apetite

Aumento do apetite

Acidose hiperclorémica (aumento dos níveis de ácido no sangue)

Hipocaliémia (baixos níveis de potássio sanguíneo)

Comportamento anormal

Agressão

Apatia (tristeza)

Insónia inicial (problemas em adormecer)

Ideação suicida

Alteração da atenção

Letargia (sensação de cansaço)

Doença do ritmo circadiano do sono (um grupo de distúrbios do sono que afetam o

tempos de dormir)

Sono de má qualidade

Aumento da lacrimação (problemas nos olhos como aumento da produção de lágrimas)

Bradicardia sinusal (diminuição do batimento cardíaco)

Mal-estar

Alterações na marcha (problemas ao andar)

Entre os efeitos secundários que apenas foram descritos em crianças e em estudos em

dupla ocultação descrevem-se:

Eosinofilia (contagem de sangue anormal, aumento de eosinófilos)

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01-02-2012

INFARMED

Hiperatividade psicomotora (agitação ou aumento da atividade física e mental)

Vertigens (tonturas)

Vómitos (estar doente)

Hipertermia (aumento excessivo da temperatura corporal)

Pirexia (febre ou temperatura alta)

Dificuldade de aprendizagem.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR TOPIRAMATO RANBAXY

Manter fora do alcance e da vista da criança.

Não utilize Topiramato Ranbaxy após o prazo de validade impresso no frasco e na

embalagem exterior, VAL.: O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não tome os comprimidos se não têm o aspeto descrito em baixo.

Manter o frasco bem fechado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Topiramato Ranbaxy

A substância ativa é o Topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 25 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 50 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 200 mg de topiramato.

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido

Lactose

mono-hidratada,

amido

pré-gelificado,

celulose

microcristalina,

carboximetilamido sódico (Tipo A), estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido

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INFARMED

Hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 400, polissorbato 80 e óxido de ferro

amarelo (172) (50 mg, 100 mg), óxido de ferro vermelho (E172) (200 mg).

Qual o aspeto de Topiramato Ranbaxy e conteúdo da embalagem

Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimidos revestidos por película são comprimidos

brancos, revestidos por película, circulares com a gravação “TP1” de um lado e lisos do

outro lado.

Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimidos revestidos por película são comprimidos

amarelos, revestidos por película, circulares com a gravação “TP2” de um lado e lisos do

outro lado.

Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimidos revestidos por película são comprimidos

amarelos, revestidos por película, circulares com a gravação “TP3” de um lado e lisos do

outro lado.

Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimidos revestidos por película são comprimidos cor

de pêssego, revestidos por película, circulares com a gravação “TP4” de um lado e lisos

do outro lado.

Topiramato Ranbaxy está disponível em frasco HPDE contendo 20,28,30,50,60, 100,

120, 200 comprimidos.

Titular de Autorização de Introdução no Mercado

Ranbaxy

Portugal

Comércio

Desenvolvimento

Produtos

Farmacêuticos,

Unipessoal Lda.

Rua do Campo Alegre 1306, 3º Andar, Sala 301/302

Porto

Fabricantes

Ranbaxy Ireland Limited

Spafield, Cork Road, Cashel, Co. Tipperary

Irlanda

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Dinamarca

Topiramat Ranbaxy

Alemanha

Topiramato Basics 25 mg Filmtabletten

Topiramato Basics 50 mg Filmtabletten

Topiramato Basics 100 mg Filmtabletten

Topiramato Basics 200 mg Filmtabletten

Lituânia

Ropimate 25 mg tablet

Ropimate 50 mg tablet

Ropimate 100 mg tablet

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Ropimate 200 mg tablet

Polónia

Topiran

Reino Unido

Topiramate 25 mg film-coated Tablets

Topiramate 50 mg film-coated Tablets

Topiramate 100 mg film-coated Tablets

Topiramate 200 mg film-coated Tablets

Grécia

Topiramate/

Νειάδας

Portugal

Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimidos revestidos por película

Hungria

Toprazopan 25 mg filmtabletta

Toprazopan 50 mg filmtabletta

Toprazopan 100 mg filmtabletta

Toprazopan 200 mg filmtabletta

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimidos revestidos por película

Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 25 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 50 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de topiramato.

Cada comprimido revestido por película contém 200 mg de topiramato

Excipientes:

Cada comprimido revestido por película de 25 mg contém também 5,0 mg de lactose

(mono-hidratada).

Cada comprimido revestido por película de 50 mg contém também 10,0 mg de

lactose (como lactose mono-hidratada).

Cada comprimido revestido por película de 100 mg contém também 20,0 mg de

lactose (como lactose mono-hidratada).

Cada comprimido revestido por película de 200 mg contém também 40,0 mg de

lactose (como lactose mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

25 mg comprimido revestido por película:

Comprimido revestido por película, branco, circular com a gravação “TP1” de um lado

e liso do outro lado.

50 mg comprimido revestido por película:

Comprimido revestido por película, amarelo, circular com a gravação “TP2” de um

lado e liso do outro lado.

100 mg comprimido revestido por película:

Comprimido revestido por película, amarelo, circular com a gravação “TP3” de um

lado e liso do outro lado.

200 mg comprimido revestido por película:

Comprimido revestido por película, cor de pêssego, circular com a gravação “TP4” de

um lado e liso do outro lado.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças com mais de 6 anos com

crises

parcias

e/ou

crises

generalizadas

secundárias

crises

generalizadas

primárias tónicas-clónicas

Como terapêutica adjuvante em crianças de idade igual e superior a 2 anos,

adolescentes

adultos,

crises

parciais

crises

secundárias

generalização ou terapêutica adjuvante em crises generalizadas tónico-clónicas e

tratamento de crises associadas ao síndrome de Lennox-Gastault.

O topiramato está indicado em adultos para a profilaxia da enxaqueca após uma

cuidadosa avaliação das opções alternativas. O topiramato não é adequado para o

tratamento de tratamento agudo. A iniciação do tratamento com Topiramato deverá

restrita

a tratamento

cuidados

especializados

deverá

gerido

supervisão especializada ou deverão ser partilhados os cuidados prestados.

4.2 Posologia e modo de administração

Generalidades:

É recomendado que a terapia seja iniciada com uma dose inicial baixa seguida de

titulação até à dose efetiva ótima. A dose e a taxa de titulação deve ser ajustada

através da resposta clínica.

O topiramato está disponível em comprimidos revestidos por película. Não é

recomendada a quebra de comprimidos revestidos por película.

Não é necessária a monitorização das concentrações plasmáticas do topiramato para

otimizar a terapêutica com topiramato. Em raras ocasiões, a adição de topiramato à

fenitoina poderá exigir um ajuste da dose da fenitoina para obter um resultado

clínico ótimo. A adição ou o abandono de fenitoina e carbamazepina à terapêutica

adjuvante com topiramato poderá exigir um ajuste na dose de topiramato.

O Topiramato Ranbaxy pode ser tomado independentemente das refeições.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, fármacos antiepiléticos

incluindo o topiramato devem ser descontinuados gradualmente para minimizar o

potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios clínicos, as

dosagens diárias foram diminuídas com intervalos semanais de 50-100 mg em

adultos com epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato com doses até

100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em pediatria, o

topiramato foi gradualmente descontinuado durante um período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia na epilepsia

Generalidades:

Quando se suspende a administração simultânea de antiepiléticos para se conseguir

a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que poderão

ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam uma

interrupção

abrupta

antiepiléticos

administrados

concomitantemente,

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

recomendado uma redução gradual, de aproximadamente um terço do antiepilético

administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na

posologia de topiramato.

Adultos:

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A

titulação deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana.

A posologia pode ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de uma ou

duas semanas, administrados em duas tomas. Se o doente não tolerar a titulação,

podem

efetuados incrementos

menores

intervalos

maiores

entre

cada

aumento de dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia

mg/dia,

administrada

duas

tomas.

dose

máxima

diária

recomendada é de 500 mg/dia, também administrada em duas tomas. Alguns

doentes com formas refractárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato

em monoterapia. Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos

incluindo idosos, na ausência de doença renal subjacente.

População pediátrica (Crianças com idade igual ou superior a 6 anos):

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo

resultado clínico. O tratamento de crianças com idade superior a 6 anos deve ser

iniciado com 0,5 a1 mg/Kg dia, administrados à noite, durante a primeira semana.

Esta dose pode ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas tomas,

com intervalos de uma ou duas semanas. Se a criança não é capaz de tolerar o

regime de titulação, podem ser efetuados incrementos menores ou intervalos

maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de

idade superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é,

2.0 mg/kg/dia em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização

secundária, crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas ao

síndrome de Lennox-Gastault)

Adultos:

A terapêutica deve ser iniciada com 25-50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 -50

mg/dia, em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada

em duas tomas.

Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose única diária.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg foi a dose eficaz

mais baixa. A dose diária habitual é de 200-400 mg, dividida em duas tomas.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos, incluindo idosos, na

ausência de doença renal. (ver secção 4.4.).

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos):

A dose total diária recomendada de topiramato como terapia adjuvante é de

aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomas. A titulação deve ser

iniciada com 25 mg (ou menos, baseada num intervalo de 1 a 3 mg /kg/dia 1 a 3

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. A posologia deve ser

aumentada semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia,

(administrados em duas tomas diárias), para obter uma resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da

enxaqueca é de 100 mg/dia, divididos em duas tomas. A titulação deve ser iniciada

com 25 mg, administrados à noite, durante 1 semana. A dose deve ser então

aumentada em 25 mg diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não

suportar o regime de titulação, podem ser considerados intervalos maiores entre os

ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter

benefícios em alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao

aumento da incidência de efeitos indesejáveis.

População pediátrica

O topiramato não é recomendado no tratamento ou prevenção da enxaqueca em

crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato em populações especiais de

doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

renal (CLcr ≤ 60 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do

topiramato estão diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem

necessitar de mais tempo para atingir o estado estacionário em cada dose.

Uma vez que o topiramato é removido do plasma por hemodiálise, deve ser

administrado em doentes com insuficiência renal em estadio final, nos dias em que a

hemodiálise

efetuada,

dose

suplementar

topiramato

igual

aproximadamente

igual

metade

dose

habitualmente

administrada

topiramato. A dose suplementar deve ser administrada em doses divididas no início e

no fim do procedimento de hemodiálise. Esta dose suplementar pode variar de

acordo com o tipo de equipamento de diálise utilizado.

Compromisso hepático

topiramato

deve

administrado

precaução

doentes

compromissohepático moderado a grave, uma vez que a depuração do topiramato

está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal

esteja intacta.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

O tratamento com topiramato para a profilaxia da enxaqueca é contraindicado na

gravidez, e em mulheres em idade fértil se não utilizarem um método contracetivo

eficaz.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Nas situações em que a descontinuação rápida de topiramato seja clinicamente

necessária, é recomendado uma monitorização adequada (ver secção 4.2 para mais

informações).

Assim como com outros fármacos antiepiléticos, alguns doentes podem ter um

aumento na frequência das crises ou de início de novos tipos de crises com

topiramato. Este fenómeno pode ser a consequência de uma sobredosagem, de uma

diminuição

concentrações

plasmáticas

antiepiléticos

utilização

concomitante, da progressão da doença ou um efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante.

A hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada

hidratação antes e durante atividades como o exercício físico ou a exposição a

temperaturas elevadas pode reduzir o risco de efeitos adversos relacionadas com o

calor (ver secção 4.8).

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da sudação) tem sido descrita em associação ao uso de

topiramato. A dimunuição da sudação e o aumento da temperatura corporal pode

ocorrer especialmente em crianças expostas a ambientes com altas temperaturas.

Perturbações de humor/Depressão:

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão

durante o tratamento com topiramato.

Suicídio/Tentativa de suícidio:

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados

com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-

análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo,

mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento

suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo que explica esse risco e dados

disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências

de 0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com

uma incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%;

8 dos 4045 doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem

ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e

comportamento suicida.

Nefrolitíase:

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o

risco de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados,

tais como, cólica renal, dor lombar ou dor nos flancos, pode ser superior.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

fatores

risco

para nefrolitíase incluem

formação

prévia

cálculos,

antecedentes familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. No entanto, nenhum destes

fatores de risco permite prever de forma fidedigna a formação de cálculos durante o

tratamento com topiramato. Além disso, os doentes em tratamento com outros

medicamentos associados ao risco de nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior

risco.

Função hepática diminuída:

doentes

função

hepática

diminuida,

recomenda-se

precaução

administração de topiramato, pois pode estar reduzida a eliminação deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado:

Um síndroma consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo

fechado foi descrito em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem início

agudo de diminuição da acuidade visual e / ou dor ocular. Os achados oftalmológicos

incluem miopia, edema da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão), e

aumento da pressão intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Este

síndroma pode estar associado com derrame supraciliar, resultando no deslocamento

anterior do cristalino e irís, com glaucoma secundário do ângulo fechado. Os

sintomas ocorrem tipicamente dentro de um mês do início da terapêutica. Em

contraste com o glaucoma primário do ângulo fechado, que é raro em doentes com

menos de 40 anos de idade, o glaucoma secundário do ângulo fechado associado a

topiramato foi descrito em crianças e adultos. O tratamento inclui interruppção de

topiramato, tão rapidamente quanto possível e de acordo com a opinião do médico, e

medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular. Estas medidas geralmente

resultam na diminuição da pressão intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com

um historial de distúrbios visuais.

Acidose metabólica:

acidose

metabólica

hiperclorémica,

“non-anion

gao”

(isto

redução

bicarbonato sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose

respiratória),

está

associada

ao tratamento com topiramato. Esta

redução

bicarbonato sérico deve-se ao efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica

renal. Geralmente, a redução de bicarbonato ocorre no início do tratamento,

podendo, no entanto, ocorrer em qualquer altura do tratamento. Estas reduções de

bicarbonato são ligeirasa moderadas (com reduções médias de 4 mmol/L para doses

de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em adultos, e de aproximadamente 6

mg/Kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente os doentes apresentaram redução

para

valores

inferiores

mmol/L.

Situações

clínicas

terapêuticas

predisponham para a acidose, (tais como, doenças renais, alterações respiratórias

severas, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica, ou certos fármacos),

podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada pelo topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de

crescimento.O

efeito

topiramato

sequelas

ósseas

não

estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato.

Se existirem sinais ou sintomas (ex. respiração profunda de Kussmaul’s, dispneia,

anorexia, náusea, vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos

de acidose metabólica, é recomendada a medição dos níveis séricos de bicarbonato.

Se a acidose metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a

redução da dose ou a interrupção do tratamento com topiramato (através de uma

diminuição gradual da dose).

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Suplementação alimentar

Alguns

doentes

podem ter

diminuição

peso

durante

tratamento

topiramato. É recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam

monitorizados para a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um

suplemento alimentar ou aumento da ingestão de alimentos em doentes que percam

peso, durante a administração do topiramato.

Intolerância à lactose

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

Comprometimento da função cognitiva

O comprometimento cognitivo na epilepsia é multifatorial e pode ser devido à

etiologia subjacente, devido à epilepsia ou devido ao tratamento antiepilético. Há

relatos na literatura de comprometimento da função cognitiva em adultos em

tratamento com topiramato, que exigia redução da dose ou descontinuação do

tratamento. No entanto, estudos sobre resultados cognitivos em crianças tratadas

com topiramato são insuficientes e os seus efeitos a este respeito ainda precisa ser

elucidado.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos do topiramato sobre os outros antiepiléticos:

associação

topiramato

outros

medicamentos

antiepiléticos

(fenitoína,

carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, ou primidona) não afeta as suas

concentrações plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em

que a associação de topiramato à fenitoína pode provocar uma elevação das

concentrações plasmáticas desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma

duma enzima polimórfica específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer

doente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade,

deve proceder-se à monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição

do topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas desta,

para doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso, não houve

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

alteração das concentrações plasmáticas de topiramato durante e após a interrupção

do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que

são

metabolizadas

esta

enzima

(por

exemplo:

diazepam,

imipramina,

moclobemida, proguanilo, omeprazol).

Efeitos dos outros fármacos antiepiléticos sobre topiramato

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática de topiramato. A

associação

interrupção

tratamento

fenitoína

carbamazepina,

terapêutica com topiramato, pode requerer o ajuste posológico deste último. Estas

alterações devem ser efetuadas por avaliação do efeito clínico.

associação

interrupção

tratamento

ácido

valpróico

não

produz

alterações clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de topiramato

pelo que, neste caso, não é necessário proceder ao ajuste posológico de Topiramato

Ranbaxy.

Os resultados destas interações estão resumidos no quadro seguinte:

coadministrado

Concentração do FAE

Concentração de Topiramato

Fenitoína

↔**

Carbamazepina

(CBZ)

Ácido Valpróico

Lamotrigina

Fenobarbital

Primidona

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração ≤15%)

= Aumento das concentrações plasmáticas em alguns doentes

= Redução da concentração plasmática

= Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas:

Digoxina:

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina sérica decresceu 12% com a administração concomitante de topiramato . A

relevância clínica desta observação não foi estabelecida. Quando se adiciona ou

retira topiramato a doentes em que foi instituída uma terapêutica com digoxina,

deve prestar-se especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do SNC:

administração

concomitante

topiramato

álcool

outros

fármacos

depressores do SNC não foi avaliada em estudos clínicos. Recomenda-se que

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

topiramato não seja utilizado concomitantemente com álcool ou outros fármacos

depressores do SNC.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de Hipericão,

uma diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O

potencial de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos Orais:

Num estudo de interação farmacocinética em voluntários saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral (produto de associação) constituído por 1 mg

de noretindrona e 35 mcg etinilestradiol e topiramato em doses de 50 a 200 mg/dia,

não

foram

observadas

alterações

estatisticamente

significativas

noretindrona ou etinilestradiol. Num outro estudo, o efeito na AUC do etinilestradiol

diminuiu de forma estatisticamente significativa, para doses de 200, 400 e 800

mg/dia de topiramato (18%, 21% e 30%, respetivamente), quando administrado

como terapêutica adjuvante a doentes a tomar ácido valpróico. Em ambos os

estudos, o topiramato ( em doses de 50-200 mg/dia, em voluntários saudáveis e

200-800 mg/dia em doentes epiléticos), não afetou afetou significativamente a

exposição da NET. Apesar de existir uma diminuição da exposição ao EE, dependente

da dose, para doses entre 200-800 mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou

alteração dependente da dose significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-

200 mg/dia (em voluntários saudáveis). O significado clínico das alterações não é

conhecido.

possibilidade

diminuição

eficácia

contracetivo

aumento

hemorragia de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar

contracetivos

orais

associação

Topiramato.

doentes

tomar

contracetivos, contendo estrogénio devem comunicar ao médico quaisquer alterações

nos respetivos padrões hemorrágicos. A eficácia dos contracetivos pode diminuir

mesmo na ausência de alteração dos padrões hemorrágicos.

Lítio:

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na

exposição sistémica de litío durante a administração concomitante de topiramato 200

mg/dia. Em doentes com doença bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada

durante o tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao

lítio, após o tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio

devem ser monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona:

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica

darisperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e

400 mg/dia respetivamente). Não foram observadas alterações significativas na

exposição sistémica da fração ativa total da risperidona ou do topiramato. Quando o

topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com risperidona (1-6 mg/dia)

foram notificados mais frequentemente acontecimentos adversos do que antes da

introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato (250-400 mg/dia). Os

acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

adicionado

tratamento

risperidona

foram:

sonolência

(27%

12%),

parestesia (22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida:

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis, avaliou a a

farmacocinética no

estado

estacionário

hidroclorotiazida

(25 mg/dia)

topiramato

vezes

dia),

quando

administrados

isolada

concomitantemente. Os resultados do estudo indicam que a ACmáx de topiramato

aumentou 27% e a AUC aumentou 29%, quando a hidroclorotiazida foi adicionada ao

topiramato.

significado

clínico

desta

alteração

não

conhecido.

Quando

hidroclorotiazida é adicionada ao tratamento com topiramato um ajuste da dose de

topiramato

pode

necessária.

farmacocinética

estado

estacionário

hidroclorotiazida

não

significativamente

alterada

administração

concomitante de topiramato. Resultados laboratoriais indicam uma redução do

potássio sérico após a administração de topiramato ou hidroclorotiazida, esta

redução é mais acentuada quando a administração de topiramato e hidroclorotiazida

é concomitante.

Metformina:

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis,

para

avaliar

farmacocinética

estado

estacionário

metformina

topiramato no plasma, quando a metformina foi administrada isoladamente e quando

a metformina e o topiramato foram administrados simultaneamente. Os resultados

deste estudo mostraram que a média da Cmáx e da AUC0-12h da metformina

aumentou em 18% e 25% respetivamente, enquanto que a CL/F média reduzia

20%, quando a metformina e o topiramato eram administrados simultaneamente. O

topiramato não afetou a Tmáx da metformina. Não é claro o significado clínico do

efeito do topiramato na farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do

topiramato oral parece ser reduzida quando administrado com a metformina.

Desconhece-se a extensão do efeito na depuração.Não é claro o significado clínico do

efeito da metformina na farmacocinética do topiramato. Quando topiramato é

associado ou retirado em doentes a receberem tratamento com metformina deverá

haver precaução em relação à monitorização de rotina para o controlo adequado da

diabetes.

Pioglitazona:

estudo

interação

fármaco-fármaco

voluntários

saudáveisavaliou

farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15%

da AUCτss da pioglitazona, sem alteração da Cmax,ss. Este resultado não foi

estatisticamente significativo. Por outro lado, foi observada uma diminuição do

hidroximetabolito de 13% e 16% na Cmax,ss e AUCτss respetivamente, assim como

uma diminuição de 60% na Cmax,ss e AUCτss do ceto-metabolito ativo. Não se

conhece o significado clínico destes resultados. Quando o topiramato é administrado

em simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial atenção à

monitorização de rotina para adequado controlo da diabetes.

Gliburide:

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburide (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia), quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma

diminuição de 25% na AUC24 de gliburide, quando administrado com topiramato.. A

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburide (M1) e 3-cis-

hidroxi-gliburide(M2), reduziu 13% e 15% respetivamente. A farmacocinética no

estado estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante

de gliburide.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com glibenclamida ou viceversa,

deve dar-se especial atenção à monitorização de rotina para adequado controlo da

diabetes.

Outras formas de interação:

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que predispõem para

nefrolitíase, topiramato pode aumentar o risco de nefrolitíase. Durante o tratamento

com topiramato devem ser evitadas estas substâncias, dado que podem criar um

ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos renais.

Ácido valpróico:

A administração concomitante de topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamoniémia com ou sem encefalopatia. Na maioria dos casos, os sintomas e os

sinais diminuem com a descontinuação de uma das substâncias. Esta reação adversa

não é devida a uma interação farmacocinética. A associação da hiperamoniémia com

monoterapia

topiramato

tratamento

concomitante

outro

antiepilépico, não foi estabelecida.

Estudos adicionais de interaccão farmacocinética:

Foram

efetuados

ensaios

clinicos

para

estudar

potencial

interação

medicamentosa entre topiramato e outros medicamentos.. As alteracões na Cmáx ou

na AUC, como resultado de interações, estão resumidas no quadro a seguir. A

segunda coluna (concentração do medicamento concomitante) descreve o que

acontece à concentração do fármaco concomitante que se encontra na primeira

coluna, com o topiramato. A terceira coluna (concentração de topiramato) descreve

como

coadministração

fármaco

mencionada

primeira

coluna

afeta

concentração do topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

Medicamentosas

Fármaco

concomitante

Concentração

concomitante

medicamentoa

Concentração do topiramatoa

Amitriptilina

↔ 20% de aumento na Cmáx e

AUC do metabolito nortriptilina

Não estudado

Dihidroergotamina

(oral e subcutâneo)

Haloperidol

↔ 31% de aumento na AUC do

metabolito reduzido

Não estudado

Propanolol

↔ 17% de aumento na Cmáx

para

4-OH

propanolol

(TPM

50mg q12h)

9% e 16% de aumento na

Cmáx,

aumento na AUC (40 e 80 mg

propanolol

q12h,

respetivamente)

Sumatriptano (oral e

Não estudado

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

redução

diltiazem, 18% de redução na

DEA e ↔ para DEM*

20% de aumento na AUC

Venlafaxina

Flunarizina

16% de aumento na AUC (TPM

50 mg q12h)b

aValores

relativamente

alteração

média

Cmax

relativamente à monoterapia.

↔ = Sem efeito sobre a Cmáx e AUC ( alteração ≤ 15%) do composto precusor

* DEA= des acetilo diltiazem, DEM=N-dimetilo diltiazem

b Flunarizina aumento de 14% na AUC em individuos que tomam da bflunarizina nos

doentes que tomaram apenas flunarizina. O aumento da exposição pode ser devido à

acumulação estabelecida no estado estacionário.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez:

Topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos. Em ratos, o topiramato

atravessa a barreira placentária

Não existem estudos adequados e bem controlados sobre a utilização de topiramato

em mulheres grávidas.

Dados epidemiológicos sugerem que poderá haver uma associação entre a utilização

topiramato

durante

gravidez

malformações

congénitas

(ex:

defeitos

craniofaciais, como por exemplo fissuras no lábio/palato, hipospádias e anomalias

envolvendo

vários

sistemas).

sido

notificado

topiramato

monoterapia e com topiramato incluído em regimes politerapêuticos. Estes dados

devem ser interpretados com precaução, uma vez que é necessário ter mais

informação para identificar um aumento dos riscos de malformações.

Para além disso, estes dados e outros estudos sugerem também que, comparado

com a monoterapia, o tratamento com fármacos antiepiléticos em politerapia poderá

estar associado a um maior risco de malformações congénitas.

É recomendado que as mulheres em risco de engravidar deverão utilizar um método

contracetivo adequado.

Amamentação:

Estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no

leite materno. Uma vez que existem inúmeros medicamentos excretados no leite

materno, deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção do aleitamento ou do

tratamento com topiramato, tendo em consideração a importância do medicamento

para a mãe (ver Secção 4.4).

Indicação na Epilepsia

Durante a gravidez, o topiramato deve ser prescrito após a mulher ser informada dos

riscos conhecidos da epilepsia não controlada na gravidez e dos potenciais riscos do

medicamento para o feto.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não

estão a utilizar um método contracetivo eficaz (ver secção 4.3 e 4.5 Interações com

contracetivos orais).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Topiramato atua sobre o Sistema Nervoso Central e pode provocar sonolência,

tonturas ou outros sintomas relacionados. Pode causar também perturbações visuais

e/ou visão turva. Estas reações adversas podem ser potencialmente perigosos em

doentes que conduzam veículos ou utilizem máquinas, particularmente até ser

estabelecida a experiência individual do doente com o medicamento.

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos

clínicos com 4.111 doentes (3.182 com topiramato e 929 com placebo) que

participaram em 20 estudos em dupla ocultação e 2.847 doentes que participaram

em 34 estudos abertos para o topiramato como terapêutica adjuvante nas crises

primárias

generalizadas

tónico-clónicas,

crises

parciais,

crises

associadas

síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia para uma epilepsia nova ou diagnosticada

recentemente ou para a profilaxia da enxaqueca.

A maioria das reações adversas medicamentosas foram de intensidade ligeira a

moderada

respeito

gravidade.

Estas

reações

adversas

medicamentosas, identificadas nos ensaios clínicos e na fase de pós-comercialização

(indicado por *), encontram-se descritas na tabela 1 abaixo de acordo com a sua

incidência. As frequências atribuídas estão organizadas da seguinte forma:

Muito frequentes ≥ 1/10

Frequentes ≥ 1/100 e <1/10

Pouco frequentes ≥ 1/1000 e <1/100

Raros ≥ 1/10 000 e <1/1000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis .

As reações adversas medicamentosas (RAMs) mais comuns (com uma incidência >

5% e maior que as observadas com placebo em pelo menos uma indicação em

estudos em dupla ocultação com topiramato): anorexia, diminuição do apetite,

bradifrenia, depressão, alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação,

alteração da atenção, tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações

de memória, nistagno, parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia,

náuseas, fadiga, irritabilidade e perda de peso.

População pediátrica

As reações adversas medicamentosas mais frequentes (≥ 2 vezes mais) nas crianças

do que nos adultos em estudos em dupla ocultação incluem:

Diminuição do apetite

Aumento do apetite

Acidose hiperclorémica

Hipocaliémia

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Comportamento anormal

Agressão

Apatia

Insónia inicial

Ideação suicida

Alteração da atenção

Letargia

Doença do ritmo circadiano do sono

Sono de má qualidade

Aumento da lacrimação

Bradicardia sinusal

Mal-estar

Alterações na marcha.

Entre as reações adversas medicamentosas que apenas foram descritas em crianças

e em estudos em dupla ocultação descrevem-se:

Eosinofilia

Hiperactividade psicomotora

Vertigens

Vómitos

Hipertermia

Pirexia

Dificuldade de aprendizagem.

Infeções e infestações

Muito frequentes: Nasofaringite*

Doenças do sangue e do sistema linfático

Frequentes: Anemia

Pouco frequentes: Leucopénia, trombocitopénia, linfadenopatia, eosinofilia

Raros: Neutropénia*

Doenças do sistema imunitário

Frequentes: Hipersensibilidade

Desconhecidas: Edema alérgico*, Edema conjuntivo *

Doenças do metabolismo e da nutrição

Frequentes: Anorexia, diminuição do apetite

Pouco frequentes: Acidose metabólica, hipocaliémia, aumento do apetite, polidipsia

Raros: Acidose hiperclorémica

Perturbações do foro psiquiátrico

Muito frequentes: Depressão

Frequentes:

Bradifrenia,

insónia,

distúrbio

expressão,

ansiedade,

estado

confusional, desorientação, agressão, alterações no humor, agitação, flutuações de

humor, humor depressivo, cólera, comportamento anormal,

Pouco

frequentes:

Ideação

suicida,

tentativa

suicidio,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

auditiva,

alucinação

visual,

apatia,

perda

discurso

espontâneo,

perturbações

sono,

labilidade

afetiva,

diminuição

líbido,

instabilidade motora, choro, disfemia, euforia, paranoia, perseverança, ataques de

pânico, estado lacrimoso, distúrbio na leitura, insónia inicial, embotamento afetivo,

pensamento anormal, perda da libido, ausência de interesse nas atividades da vida

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

diária, insónia intermédia, distratibilidade, despertar muito cedo, reação de pânico,

exaltado

Raros: Mania, anorgasmia, perturbação de pânico perturbações na excitação sexual,

sensação

desespero*,

orgasmo

anormal,

hipomania,

sensação

orgásmica

diminuída

Doenças do sistema nervoso

Muito frequente: parestesia, sonolência, tonturas

Frequentes: Distúrbios na atenção, alterações de memória, amnésia, alterações

cognitivas,

perturbações

mentais,

perturbações

capacidades

psicomotoras,

convulsões,

alteração

na coordenação, tremor,

letargia, hipoestesia, nistagmo,

disgeusia, perturbação do equilíbrio, disartria, tremor intencional, sedação

Pouco frequentes: Nível reduzido de consciência, convulsões grande mal, defeito do

campo

visual,

crises

complexas

parciais,

distúrbio

discurso,

hiperatividade

psicomotora, síncope, perturbações sensoriais, ptialismo, hipersonia, afasia, discurso

repetitivo,

hipocinésia,

discinésia,

tonturas

posturais,

qualidade

sono,

sensação

queimadura,

perda

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia, hipogeusia, estupor, descordenação, aura, ageusia, disgrafia, disfasia,

neuropatia periférica, pré-síncope, distonia, sensação de formigueiro

Raros: Apraxia, alteração do ritmo circadiano do sono, hiperestesia, hiposmia,

anosmia, tremor essencial, acinésia, não resposta ao estímulo

Afeções oculares

Frequentes: Visão turva, diplopia, perturbações visuais

Pouco frequentes: Acuidade visual reduzida, escotoma, miopia*, sensação anormal

no olho*, olho seco, fotofobia, blefarospasmo, aumento da lacrimação, fotopsia,

midriase, presbiopia

Raros: Cegueira unilateral, cegueira passageira, glaucoma, distúrbio na acomodação,

alteração da perceção visual de profundidade, escotoma cintilante, edema da

pálpebra*, cegueira noturna, ambliopia

Desconhecidos:

Glaucoma

ângulo

fechado*,

maculopatia*,

distúrbios

movimento ocular*

Afeções do ouvido e do labirinto

Frequentes: Vertigem, zumbido, dor de ouvidos

Pouco frequentes: Surdez, surdez unilateral, surdez neurossensorial, desconforto no

ouvido, alteração na audição

Cardiopatias

Pouco frequentes: Bradicardia, bradicardia sinusal palpitações

Vasculopatias

Pouco frequentes: Hipotensão, hipotensão ortostática, rubor, afrontamento

Raros: Fenómeno de Raynaud

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Frequentes: Dispneia, epistaxis, congestão nasal, rinorreia

Pouco frequentes: Dispneia, epistaxis, congestão nasal, rinorreia

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes: Náuseas diarreia

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Frequentes: Vómitos, obstipação, dor abdominal superior, dispepsia, dor abdominal,

boca seca, desconforto gástrico, parestesia oral, gastrite, desconforto abdominal

Pouco frequentes: Pancreatite, flatulência, doença do refluxo gastroesofágico, dor

abdomial

inferior,

hipoestesia

oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto epigástrico, sensibilidade abdominal, hipersecreção salivar, dor oral,

mau hálito, glossodinia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes: Alopécia, erupção cutânea, prurido

Pouco

frequentes:

Anidrose,

hipoestesia

facial,

urticária,

eritema,

prurido

generalisado, erupção macular, descoloração da pele, dermatite alérgica, inflamação

da face

Raros: Sindrome de Stevens-Johnson*, eritema multiforme* odor da pele anormal,

edema periorbital*, urticária localizada

Desconhecidas: Necrolise tóxica epidérmica *

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes:

Artrálgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular,

fraqueza muscular, dor musculoesquelética do peito

Pouco frequentes: Inchaço da articulação*, rigidez muscular, dor lateral, fadiga

muscular

Raros: Desconforto no membro*

Doenças renais e urinárias

Frequentes: Nefrolitíase, polaciúria, disúria

Pouco frequentes: Cálculos renais, incontinência urinária, hematúria, incontinência,

urgência de micção, cólicas renais, dor renal

Raros: Cálculos ureterais, acidose tubular renal*

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Pouco frequentes: Disfunção eréctil, Disfunção sexual

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes: Fadiga

Frequentes: Pirexia, astenia, irritabilidade, alterações na marcha, sentir-se anormal,

mal-estar

Pouco frequentes: Hipertermia, sede, doença do tipo gripal*, arrefecimento das

extremidades, sensação de embriaguez, sensação de agitação

Raros: Edema da face calcinose

Exames complementares de diagnóstico:

Muito frequentes: perda de peso

Frequentes: aumento de peso*

Pouco frequentes: presença de cristais na urina, teste de marcha em linha reta com

resultados anómalos, contagem de glóbulos brancos diminuída

Raras: Diminuição de bicarbonato no sangue

Circunstâncias sociais

Pouco frequentes: Dificuldade na aprendizagem

* Identificado como reação adversa em relatos de pós-comercialização. A sua

frequência foi calculada com base nos resultados dos ensaios clínicos.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas

incluem convulsões, sonolência, perturbações da fala, visão turva, diplopia, défice

intelectual,

letargia,

coordenação

anormal,

torpor,

hipotensão,

abdominal,

agitação, tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram graves na

maioria dos casos, mas foram relatadas mortes após sobredosagens com politerapia

incluindo

topiramato.

sobredosagem

topiramato

pode

causar

acidose

metabólica grave (ver secção 4.4.).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve

esvaziar-se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O

carvão ativado mostrou absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um

tratamento de suporte apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise

demonstrou ser um meio eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

Sistema

Nervoso

Central.

Antiepiléticos

anticonvulsivantes

Codigo ATC: N03A X11

topiramato

classificado

como

monossacárido

sulfamato-substituído.

desconhecido o mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito

anticonvulsivante e na profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e

bioquímicos

culturas

neurónios

identificaram

três

propriedades

farmacológicas,

podem

contribuir

para

atividade

anticonvulsivante

topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada

dos neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente,

o que é sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O

topiramato aumenta a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo γ-

aminobutirato (GABA), e aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões

cloreto nos neurónios, tal indica que o topiramato potencia a atividade deste

neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista das benzodiazepinas,

nem o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando

o topiramato dos barbitúricos que modulam a atividade os recetores GABAA.

Como

perfil

antiepilético

topiramato

difere

acentuadamente

benzodiazepinas,

pode

modular

subtipo

recetor

GABAA

insensível

benzodiazepinas. O topiramato antagoniza a capacidade do kainato em ativar os

recetores do aminoácido excitatório (glutamato) do subtipo kainato/AMPA (α-amino

3-hidroxi5-metilisoxazole4-ácido

propiónico),

não

teve

efeito

aparente

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

atividade de N-metil-D-aspartato (NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes

efeitos do topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1 µM

a 200 µM, com um mínimo de atividade de 1 µM a 10 µM.

Alem disto, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor

da anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes

da atividade antiepilética do topiramato.

Em estudos animais o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes

de crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e e eficaz em

modelos de epilepsia de roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no

rato espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos

por inflamação da amígdala ou por isquémia global. O topiramato é apenas

fracamente eficaz no bloqueio das crises clónicas induzidas pelo antagonista do

recetor GABAA, pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo

topiramato

carbamazepina

fenobarbital,

mostraram

atividade

anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou

atividade anticonvulsivante aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante,

controlados,

não

demonstrada

nenhuma

correlação

entre

níveis

plasmáticos de topiramato e a sua eficácia clínica. Em seres humanos, não se

demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

Os resultados de dois estudos sobre as crises de ausência (CAPSS-326 e TOPMAT-

ABS001) demonstraram que o tratamento com topiramato não reduz a frequência

das crises de ausência.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

perfil

farmacocinético

topiramato

comparacão

outros

fármacos

antiepiléticos

mostra

longa

semivida

plasmática,

farmacocinética

linear,

depuracão predominantemente renal, baixa ligacão às proteínas plasmáticas e

ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e

pode ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária

monitorização das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos,

não houve nenhuma relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a

eficácia ou acontecimentos adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral

de100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de

concentração plasmática máxima (Cmáx) de 1,5 µg/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção

duma dose de 100 mg de C14-topiramato foi de pelo menos 81%. A ingestão de

alimentos não exerce um efeito clinicamente significativo sobre a biodisponibilidade

do topiramato.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

Distribuição

Geralmente 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas.

Observou-se uma baixa capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são

saturáveis para concentrações plasmáticas superiores a 4 mcg/ml. O volume de

distribuição

varia

inversamente

dose.

volume

médio

aparente

distribuição foi de 0,80 - 0,55 l/kg para uma dose única de 100 a 1200 mg. Detetou-

se um efeito do sexo no volume de distribuição, com valores para o sexo feminino de

cerca de 50% dos do sexo masculino. Este aspeto é atribuído à maior percentagem

de gordura em mulheres, e não tem consequências clínicas.

Metabolismo

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis.

O topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica

antiepilética concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras

de fármacos. Seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação

foram isolados, caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de

seres humanos. Cada metabolito representa menos de 3% da radioatividade total

excretada após a administração de C14–topiramato. Testaram-se dois metabolitos,

que retiveram a maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se que possuíam

pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de

C14 –topiramato foi excretada na forma intacta na urina, em quatro dias. Após a

administração de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da

depuração renal foi de aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente.

Existe evidência de reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por

estudos em ratos em que o topiramato foi administrado em associação com o

probenecide

observou-se

aumento

significativo

depuração

renal

topiramato.

geral,

humano,

depuração

plasmática

aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

topiramato

exibe

baixa

variabilidade

interindividual

concentrações

plasmáticas

consequentemente,

farmacocinética

previsível.

farmacocinética

topiramato

linear,

depuração

plasmática

permanecendo constante, e um aumento da área sob a curva da concentração

plasmática proporcional à dose, para doses orais únicas compreendidas entre 100 e

400 mg em voluntários saudáveis. Os doentes com função renal normal podem

necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações plasmáticas no estado

estacionário. A Cmáx média após a administração por via oral de doses múltiplas de

100 mg, duas vezes ao dia, em voluntários saudáveis, foi de 6,76 mcg/ml. Após a

administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes por

dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente 21 horas.

A administração concomitante de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg,

duas

vezes

dia,

fenitoína

carbamazepina

mostra

aumento

proporcional à dose nas concentrações plasmáticas de topiramato.

A depuração plasmática e renal de topiramato sofre uma redução nos doentes com

insuficiência renal (CLcr ≤ 60 ml/min), e a depuração plasmática encontra-se

reduzida nos doentes renais em estadio terminal. Como resultado, são esperadas

concentrações plasmáticas mais elevadas de topiramato no estado estacionário para

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

uma dose determinada em doentes com insuficiência renal, comparativamente a

doentes com função renal normal. O topiramato é removido eficazmente a partir do

plasma por hemodiálise.

A depuração plasmática do topiramato está reduzida nos doentes com insuficiência

hepática moderada a grave.

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência

de doença renal subjacente.

População pediátrica (Farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, a receberem

terapêutica adjuvante é linear com clearance independente da dose e concentrações

plasmáticas

estado

estacionário

aumentam

proporcionalmente

dose.

entanto, as crianças têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais

curta.

Consequentemente, em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato para a

mesma dose em mg/kg deve ser mais baixa comparativamente aos adultos

Como nos adultos, os fármacos antiepiléticos indutores das enzimas hepáticas

diminuem as concentrações plasmáticas do topiramato no estado estacionário.

5.3 Dados de seguranças pré-clinica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em

doses tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade,

nos ratos machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto sofreram uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com

toxicidade materna. Os números de malformações fetais em ratinhos aumentaram

em todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionada com a

dose (redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foi observada em doses

até 20 mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos

dedos) com doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade

materna relacionada com a dose foi observada em doses a partir de 10 mg/kg/dia,

com toxicidade embrionária/fetal (aumento de letalidade) a partir de 35 mg/kg/dia,

e efeitos teratogénicos (malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120

mg/kg/dia.

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações nos seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os

recém-nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a

gestação e o aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300

mg/kg/dia,

durante

período

desenvolvimento

correspondente

primeira

infância, infância e adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais

adultos (diminuição no consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

corporal, hipertrofia hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no

crescimento dos ossos longos (tíbia) ou na densidade mineral dos ossos (fémur),

pré-desmame

desenvolvimento

reprodutivo,

desenvolvimento

neurológico

(incluindo avaliações da memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou

nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não

revelou potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina

Amido pregelatinizado

Carboximetilamido sódico (Tipo A)

Estearato de magnésio

Revestimento:

Hipromelose

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 400

Polissorbato 80

Óxido de ferro amarelo (Comprimidos de 50 mg e 100 mg)

Óxido de ferro vermelho E172 (Comprimidos de 200 mg)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco HDPE.

Frasco HDPE: frasco, de polietileno de alta densidade branco opaco com tampa de

segurança para crianças e com selagem linear induzida.

Embalagens: 60 comprimidos revestidos por película.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

APROVADO EM

01-02-2012

INFARMED

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ranbaxy

Portugal

Comércio

Desenvolvimento

Produtos

Farmacêuticos,

Unipessoal Lda.

Rua do Campo Alegre 1306, 3º Andar, Sala 301/302

Porto

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

5226865 – Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimido revestido por película - Frasco

20 unidades

5211164 - Topiramato Ranbaxy 25 mg Comprimido revestido por película - Frasco 60

unidades

5226873 - Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimido revestido por película - Frasco 20

unidades

5211172- Topiramato Ranbaxy 50 mg Comprimido revestido por película - Frasco 60

unidades

5226907 - Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimido revestido por película - Frasco

20 unidades

5211206 - Topiramato Ranbaxy 100 mg Comprimido revestido por película - Frasco

60 unidades

5226915 - Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimido revestido por película - Frasco

20 unidades

5211214 - Topiramato Ranbaxy 200 mg Comprimido revestido por película - Frasco

60 unidades

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÂO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 03 de julho de 2009

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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