Topiramato Pharmakern 200 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Pharmakern Portugal - Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
200 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 200 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5058235 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017770 - ; 5058243 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017770 -
Status de autorização:
Revogado (26 de Novembro de 2012)
Número de autorização:
UK/H/0956/004/DC
Data de autorização:
2007-10-10

APROVADO EM

18-03-2009

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Topiramato Pharmakern 200 mg comprimidos revestidos por película

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Topiramato Pharmakern e para que é utilizado

2. Antes de tomar Topiramato Pharmakern

3. Como tomar Topiramato Pharmakern

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato Pharmakern

6. Outras informações

1. O que é Topiramato Pharmakern e para que é utilizado

Topiramato pertence a um grupo de medicamentos usados para tratar a epilepsia. O

topiramato afecta compostos químicos do cérebro que estão envolvidos no envio de

sinais para os nervos.

2. Antes de tomar Topiramato Pharmakern

Não tome Topiramato Pharmakern:

- Se tem alergia (hipersensibilidade) ao topiramato;

- Se tem alergia a qualquer dos outros ingredientes de Topiramato Pharmakern (ver

secção 6. Outras informações);

Tome especial cuidado com Topiramato Pharmakern

Deve informar o seu médico se alguma das seguintes condições se aplicar a si:

- foi-lhe prescrito topiramato para a epilepsia e está grávida, a tentar engravidar ou

a amamentar;

- ver secção “Gravidez e aleitamento” para mais informações;

- se tem ou já teve uma doença dos rins ou do fígado;

- se já teve cálculos renais ou existem antecedentes de cálculos renais na sua

família. Se assim for, deve ingerir bastantes líquidos e evitar alimentos ricos em

gorduras e baixo conteúdo em carbohidratos uma vez que estes podem aumentar o

risco de vir a ter um cálculo renal;

- se subitamente apresentar uma diminuição da acuidade visual (miopia) e/ou dor

ocular. Contacte imediatamente o seu médico pois este medicamento pode causar

glaucoma súbito numa minoria de doentes.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepilépticos como

o Topiramato Pharmakern teve pensamentos de auto-agressão e suicídio. Se a

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qualquer momento tiver estes pensamentos deve contactar imediatamente o seu

médico.

Pode apresentar perda de peso (ou ausência de aumento de peso) durante o

tratamento com Topiramato. È por isso normal que o seu médico faça uma

monitorização regular do seu peso ou peso da criança e, se necessário, aconselhe

uma alteração da dieta.

Os testes sanguíneos apresentaram, por vezes, um ligeiro aumento da acidez devido

a uma redução dos níveis sanguíneos de bicarbonato, em doentes a tomarem

topiramato. Se necessário o seu médico irá monitorizar este parâmetro e pode

ajustar a dose de topiramato.

O tratamento com topiramato pode fazer com que transpire menos, originando um

aumento da temperatura corporal, especialmente durante o exercício ou quando a

temperatura está mais elevada. Isto verifica-se especialmente em crianças. É

importante que beba muita água enquanto está a tomar este medicamento, de

forma a evitar ou reduzir quaisquer efeitos secundários relacionados com o aumento

da temperatura corporal.

Tomar Topiramato Pharmakern com outros medicamentos:

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos na

medida em que estes podem interagir com Topiramato Pharmakern. O seu médico

pode ter necessidade de ajustar a dose do topiramato ou do outro medicamento:

fenitoína

carbamazepina

(para

epilepsia),

podem

reduzir

efeito

topiramato e o topiramato pode aumentar o efeito da fenitoína;

- digoxina (para a insuficiência cardíaca), o topiramato pode reduzir o seu efeito;

- hidroclorotiazida (para a pressão arterial elevada), pode aumentar o efeito do

topiramato;

- metformina (para a diabetes), pode alterar a eficácia do topiramato;

- pioglitazona (para a diabetes), o topiramato pode reduzir o seu efeito;

- amitriptilina (para a depressão), o topiramato pode aumentar o seu efeito;

- haloperidol (para a doença mental), o topiramato pode aumentar o seu efeito;

- diltiazem (para a pressão arterial elevada), o topiramato pode reduzir o seu efeito

e o diltiazem pode aumentar o efeito do topiramato;

- glibenclamida (para a diabetes), o topiramato pode reduzir o seu efeito;

- lítio (para a depressão), o topiramato pode alterar o seu efeito.

Por favor informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica.

Tomar Topiramato Pharmakern com contraceptivos orais

Se está a tomar ou planeia começar a tomar contraceptivos orais (a “pílula”), é

importante que converse sobre este assunto com o seu médico na medida em que:

- o topiramato pode reduzir a eficácia da “pílula”. Deve informar rapidamente o seu

médico caso detecte quaisquer alterações no seu padrão menstrual, tais como

aumento das hemorragias de privação ou perdas de pequenos volumes de sangue.

Pode querer considerar outras formas de contracepção.

preferível

escolher um

contraceptivo

oral

contínuo

semana

descanso).

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Tomar Topiramato Pharmakern com alimentos e bebidas

É recomendável não ingerir álcool durante a administração de topiramato na medida

em que este pode aumentar os efeitos secundários.

importante

ingira

muita

água

enquanto

está

tomar

Topiramato,

especialmente se pratica exercício ou se está uma temperatura elevada.

Gravidez e aleitamento

Não deve amamentar durante o tratamento com topiramato sem ter primeiro

discutido esta questão com o seu médico.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Este medicamento pode fazê-lo sentir com tonturas ou sonolência e afectar a sua

concentração. Deve falar com o seu médico antes de conduzir ou utilizar máquinas.

Informações importantes sobre alguns dos ingredientes de Topiramato Pharmakern

Este medicamento contém lactose. Se o seu médico lhe disse que tem intolerância a

alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Topiramato Pharmakern

Tome Topiramato Pharmakern sempre de acordo com as instruções do médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Geral:

- se tem uma doença do fígado ou rins, o seu médico pode prescrever uma dose

mais baixa;

- se faz hemodiálise o seu médico pode aumentar a dose de topiramato nos dias da

hemodiálise. Fale com o seu médico se tiver quaisquer dúvidas e siga sempre

cuidadosamente as instruções do seu médico.

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com um copo de água. Não mastigue,

esmague

parta

comprimidos.

comprimidos

são

normalmente

administrados duas vezes ao dia (por exemplo de manhã e ao deitar), e podem ser

tomados antes, durante ou após as refeições.

Se tomar mais Topiramato Pharmakern do que deveria pode sentir-se com tonturas,

agitado, deprimido ou sonolento e ter dores de cabeça ou visão enevoada ou dupla,

discurso arrastado, problemas de coordenação ou dor no estômago. Deve contactar

o seu médico imediatamente ou dirigir-se ao serviço de urgências mais próximo. Não

se esqueça de levar consigo a embalagem e quaisquer comprimidos que ainda tenha.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Pharmakern:

Tome a dose esquecida assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da próxima

toma não tome a dose esquecida, tome apenas a próxima dose à hora prevista. Não

tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

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Se parar de tomar Topiramato Pharmakern:

Pode ter mais crises. É importante que continue a tomar os comprimidos até que o

seu médico lhe diga para parar. Se o seu médico decidir interromper o tratamento

com topiramato, ele irá, habitualmente fazê-lo de forma gradual ao longo de

algumas semanas. É importante que siga as instruções do seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

Topiramato

Pharmakern

pode

causar

efeitos

secundários. No entanto, estes não se manifestam em todas as pessoas.

Se detectar o aparecimento de erupção cutânea, prurido, aparecimento de bolhas ou

outros efeitos na pele, olhos, boca ou genitais, ou se tiver temperatura elevada,

deve parar de tomar os comprimidos e contactar imediatamente o seu médico.

Os doentes a tomar topiramato podem ter pensamentos de auto-agressividade ou

suicidas. Se, em qualquer altura, surgirem este tipo de pensamentos, contacte

imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências mais próximo.

Foram descritos os seguintes efeitos secundários:

Muito frequentes (com a probabilidade de afectarem mais de 1 em cada 10 pessoas):

- tonturas

- cansaço

- nervosismo

- dores de cabeça

- náuseas (sensação de doença)

-perda de peso

- problemas de memória e lentidão de

raciocínio

- confusão

- depressão

- anorexia

- ansiedade

- problemas de concentração

- picadas e formigueiro

- alterações do discurso

ataxia

(problemas

controlar

músculos)

- visão anormal ou duplicada

Frequentes (com a probabilidade de afectarem menos de 1 em cada 10 pessoas):

- dor óssea

- reacções alérgicas

- insónia (dificuldades em dormir)

- acidose metabólica (aumento da acidez

no organismo)

- hemorragia nasal

- hemorragias de pequenos vasos da pele

(púrpura)

- redução do número de algumas células

sanguíneas

(leucopenia,

anemia

trombocitopénia)

- apatia

- falta de energia

alterações

humor

incluindo

sensação de euforia

- problemas de raciocínio

- perda de desejo sexual

- alterações do pensamento

- dor de estômago

- obstipação

- queda de cabelo

- incontinência

cálculos

renais

(que

podem

apresentar como sangue na urina ou dor

lombar ou da área genital)

- tremores;

- marcha anormal

movimento

involuntário

olhos

(nistagmo)

- alterações do paladar

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- sensação de agitação ou agressividade

- problemas de coordenação

- alterações no ciclo menstrual

- impotência.

Pouco frequentes (com a probabilidade de afectarem menos de 1 em cada 100

pessoas):

- distúrbios de personalidade (alteração

pensamentos,

sentimentos

comportamento)

- alucinações

- dificuldades respiratórias

- diarreia

- vómitos

- boca seca

- prurido

- inflamação do couro cabeludo

- torpor

- redução da mobilidade (hipocinésia)

Raros (com a probabilidade de afectarem menos de 1 em cada 1.000 pessoas):

- perda aguda da acuidade visual

- glaucoma (aumento da pressão ocular)

- dor ocular

- aumento das enzimas hepáticas

neutropenia

(uma

redução

neutrófilos - um tipo de células brancas

do sangue).

Ocorreu raramente o aparecimento súbito de visão enevoada e/ou dor e vermelhidão

ocular, quer em adultos quer em crianças, tipicamente durante o primeiro mês do

início do tratamento com topiramato. Isto pode indicar o aumento da pressão dentro

do olho (glaucoma). Caso desenvolva quaisquer sintomas oculares, principalmente

nas primeiras semanas de tratamento, deve informar imediatamente o seu médico.

Se o seu médico concluir que se trata de um aumento da pressão ocular, ele

aconselhá-lo-á como deve interromper a administração de topiramato e pode ainda

aconselhar tratamento específico dos olhos. Pode também necessitar revisitar o seu

médico especialista para assegurar o controlo da epilepsia.

Pode sofrer perda de peso contínua e significativa durante o tratamento com

topiramato. É por isso normal que o seu médico queira monitorizar o peso com

alguma regularidade e, se necessário, aconselhe uma alteração da dieta.

Os testes sanguíneos mostraram, por vezes, um ligeiro aumento da acidez. Se

necessário o seu médico irá monitorizar este parâmetro e pode ajustar a dose de

topiramato.

Foram descritas muito raramente hepatite e insuficiência hepática, assim com

convulsões, após a interrupção do tratamento com topiramato.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Topiramato Pharmakern

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Topiramato Pharmakern após o prazo de validade impresso no blister ou

no frasco e na embalagem exterior. O prazo de validade refere-se ao último dia do

mês indicado.

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Blisters: Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Frascos de HDPE Manter o frasco bem fechado para proteger da humidade.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não

necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição de Topiramato Pharmakern

- A substância activa é o topiramato (cada comprimido revestido por película contém

200 mg de topiramato).

- Os outros ingredientes do núcleo do comprimido são celulose microcristalina, amido

glicolato de sódio (tipo A), amido de milho pré-gelatinizado, lactose anidra, aroma

anisado, sacarina sódica e estearato de magnésio.

O revestimento dos comprimidos doseados a 200 mg é Opadry AMB 80W64830 cor

de rosa que contém álcool polivinílico, dióxido de titânio (E171), talco, óxido de ferro

amarelo (E172), óxido de ferro negro (E172), óxido de ferro vermelho (E172),

lecitina e goma xântica.

Qual o aspecto de Topiramato Pharmakern e conteúdo da embalagem

Este medicamento apresenta-se na forma de comprimidos revestidos.

Os são cor de rosa, redondos, revestidos, com a impressão “TI” “200” numa das

faces e “>” na outra face.

Topiramato

Pharmakern

está

disponível

blisters

frascos

HDPE,

embalagens de 20, 28, 50, 56, 60, 84, 90, 100 e 200 comprimidos revestidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da autorização de introdução no mercado:

PharmaKern Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.

Edifício Atlas II, Av. José Gomes Ferreira, N.º 11, 3º, SL 31. Miraflores

1495-139 Algés

Portugal

Fabricante

Juta Pharma GmbH (Fab. Flensburg)

Gutenbergstrasse, 13 - D-24941 – Flensburg

Alemanha

Bluepharma Indústria Farmacêutica S.A.

S. Martinho do Bispo

3045-016 Coimbra

Portugal

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INFARMED

Este medicamento foi autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Este folheto foi revisto em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Pharmakern 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Topiramato Pharmakern 200 mg comprimidos revestidos

Cada comprimido revestido contém 200 mg de topiramato.

Excipientes: 82,00 mg de lactose anidra/comprimido.

Para lista completa dos excipientes ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Topiramato Pharmakern 200 mg comprimidos revestidos

Comprimidos cor-de-rosa, redondos, revestidos, com a marcação “TI” “200” numa

das faces e “>” na outra face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Adultos e adolescentes com idade igual e superior a 12 anos: terapêutica adjuvante

para doentes epilépticos com crises parciais e/ou crises generalizadas tónico-

clónicas.

Adultos e adolescentes com idade igual e superior a 12 anos: monoterapia em

doentes epilépticos com crises parciais e/ou crises generalizadas tónico-clónicas.

4.2 Posologia e modo de administração

Para o controlo ideal da epilepsia, quer em adultos quer em adolescentes com idade

igual ou superior a 12 anos, recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma

dose baixa, seguida de um ajuste posológico até ser alcançada uma dose eficaz, de

forma a evitar efeitos indesejáveis dependentes da dose.

Não é necessária a determinação dos níveis plasmáticos para optimização da

terapêutica com topiramato.

Para doses não praticáveis com este medicamento estão disponíveis outras doses,

outras formas farmacêuticas e outros produtos.

Modo de administração

Os comprimidos não devem ser divididos/partidos.

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O Topiramato pode ser tomado acompanhado ou não de alimentos e com quantidade

suficiente de líquido.

Monoterapia em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos:

A titulação deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma

semana. A posologia pode ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1

a 2 semanas, administrados em duas tomas. Se o doente não conseguir tolerar o

regime de titulação podem ser efectuados incrementos menores ou intervalos

maiores entre cada aumento de dose. A titulação da dose deve ser orientada pelos

resultados clínicos.

A dose inicialmente recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é

de 100 mg/dia e a dose diária máxima recomendada é de 400 mg.

Quando

suspende

administração

simultânea

anti-epilépticos

para

conseguir a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que

poderão ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspectos de segurança

exijam

interrupção

abrupta

anti-epilépticos

administrados

concomitantemente, recomenda-se uma redução gradual, de aproximadamente um

terço do anti-epiléptico administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

Quando se suspendem indutores enzimáticos, os níveis de topiramato aumentam. Se

for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na posologia de

topiramato.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo os idosos,

na ausência de doença renal subjacente (ver secção 4.4).

Terapêutica adjuvante em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12

anos:

A titulação deve ser iniciada com 25 mg a 50 mg de topiramato, administrados à

noite, durante uma semana. Posteriormente, a dose diária total deve ser aumentada,

com incrementos de 25 mg a 50 mg, em intervalos de uma a duas semanas, sendo a

dose administrada em 2 tomas. Se o doente não conseguir tolerar o regime de

titulação devem ser usados incrementos menores ou intervalos maiores entre cada

aumento de dose. A titulação da dose deve ser orientada pelos resultados clínicos.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg por dia foi a dose

eficaz mais baixa estudada. Assim, esta é considerada a dose eficaz mínima. A dose

diária habitual é de 200 mg a 400 mg, dividida em 2 tomas. Alguns doentes

alcançam eficácia máxima com uma dose diária única. Alguns doentes podem

necessitar de uma dose diária máxima de 800 mg.

Doentes com insuficiência hepática e/ou renal:

Em doentes com disfunção renal moderada (clearance da creatinina de 30-69

ml/min.) ou grave (clearance da creatinina <30 ml/min.) recomenda-se iniciar o

tratamento com metade da dose habitual e efectuar a titulação com incrementos

menores e com maior espaçamento que o usual. Como com todos os doentes o

esquema de titulação deve ser orientado pelos resultados clínicos, sabendo-se que

pode ser necessário mais tempo para alcançar o estado estacionário após cada

alteração da dose em doentes com insuficiência renal. Em doentes com insuficiência

renal moderada ou grave podem ser necessários 10 a 15 dias para alcançar

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concentrações de estado estacionário, comparativamente com 4 a 8 dias em doentes

com função renal normal.

Em doentes com insuficiência hepática o topiramato deve ser usado com precaução

na medida em que a depuração do topiramato pode estar diminuída.

Doentes submetidos a hemodiálise:

Uma vez que o topiramato é removido do plasma por hemodiálise, nos dias de

hemodiálise deve ser administrada uma dose suplementar de topiramato, igual a

aproximadamente metade da dose diária. A dose suplementar deve ser administrada

em tomas repartidas, no início e final da sessão de hemodiálise. A dose suplementar

pode ser diferente com base nas características da forma de diálise e equipamento

usado. Como noutros doentes a titulação da dose é orientada pelos resultados

clínicos (por exemplo controlo das convulsões, evitar de efeitos secundários).

Suspensão:

Os medicamentos anti-epilépticos, incluindo o topiramato, devem ser retirados

gradualmente, de forma a minimizar o potencial de aumento da frequência das crises

convulsivas. Em ensaios clínicos, as doses foram reduzidas em 50-100 mg/dia a

intervalos semanais. Em alguns doentes a redução da dose foi acelerada sem

complicações.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade ao topiramato ou a qualquer dos excipientes do medicamento.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Ideação/ comportamento suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados

com medicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-

análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepilépticos, contra placebo,

mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento

suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco e os dados

disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento

suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os

doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a

contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento suicida.

Perturbações do humor/ Depressão

Foi observado, durante o tratamento com topiramato, um aumento da incidência de

perturbações do humor (incluindo agressão), reacções psicóticas e depressão (ver

secção 4.8). Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de depressão e

referidos para tratamento apropriado se necessário.

Insuficiência renal

A principal via de eliminação do topiramato e dos seus metabolitos é a via renal. É

necessária precaução em doentes com insuficiência renal moderada ou grave. Pode

ocorrer acumulação devido a redução da eliminação e pode ser necessário um

intervalo de tempo superior ao habitual para alcançar o estado estacionário. A

titulação da dose deve fazer-se mais lentamente que o habitual (ver secção 4.2).

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INFARMED

Utilização em crianças

Existe apenas informação limitada sobre a utilização deste medicamento em crianças

com menos de 12 anos de idade.

Hidratação

É importante uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato. A

hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). O tratamento com

topiramato pode reduzir a transpiração, principalmente em doentes pediátricos.

Actividades como o exercício ou a exposição a temperaturas elevadas durante a

utilização de topiramato podem aumentar o risco de efeitos adversos relacionados

com o calor (ver secção 4.8).

Nefrolitíase

Existe um risco aumentado de formação de cálculos renais e sinais e sintomas

associados, tais como cólica renal, dor lombar ou dor nos flancos, especialmente em

doentes com predisposição para nefrolitíase.

Os factores de risco para nefrolitíase incluem a formação prévia de cálculos,

antecedentes familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes factores de

risco permite prever de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento

com topiramato. Os doentes em tratamento com outros medicamentos associados ao

risco de nefrolitíase (acetazolamida, triantereno, vitamina C>2g/dia), podem estar

sujeitos a um maior risco. Durante a utilização de topiramato deve ser evitada a

utilização de agentes deste tipo e de dietas cetogénicas uma vez que estes podem

originar um ambiente fisiológico que aumenta o risco de formação de cálculos renais.

Redução da função hepática

Em doentes com alteração da função hepática o topiramato deve ser administrado

com precaução na medida em que a depuração do topiramato pode estar reduzida.

Miopatia aguda e sindroma secundário do ângulo fechado

Foi descrito, em doentes tratados com topiramato, glaucoma secundário do ângulo

fechado com miopia aguda (ver também secção 4.8). O tratamento inclui a

interrupção do topiramato tão rapidamente quanto possível e de acordo com a

opinião do médico e medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular.

Acidose metabólica

A acidose metabólica hiperclorémica (isto é, redução do bicarbonato sérico abaixo do

intervalo de referência normal na ausência de alcalose respiratória) está associada

ao tratamento com topiramato. Esta redução do bicarbonato sérico é devida ao efeito

inibitório do topiramato na anidrase carbónica renal. Geralmente, a redução do

bicarbonato ocorre no início do tratamento, embora possa ocorrer em qualquer

altura durante o mesmo. Estas reduções de bicarbonato ocorrem frequentemente

mas são, normalmente, ligeiras a moderadas (redução média de 4 mmol/L a doses

de 100 mg/dia ou superiores de topiramato em adultos e de aproximadamente 6

mg/kg/dia

doentes

pediátricos).

Raramente

doentes

experimentaram

reduções para valores inferiores a 10 mmol/L. Condições clínicas ou terapêuticas que

predisponham para a acidose (tais como doença renal, alterações respiratórias

graves,

estados

epilépticos,

diarreia,

cirurgia,

dieta

cetogénica

alguns

medicamentos) podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonado provocada

pelo topiramato.

A acidose metabólica crónica potencia o risco de formação de cálculos renais.

APROVADO EM

18-03-2009

INFARMED

A acidose metabólica crónica em doentes pediátricos pode causar osteomalacia

(raquitismo)

reduzir

taxas

crescimento.

efeito

topiramato

crescimento

sequelas

ósseas

não

estudado

sistematicamente

populações pediátricas ou adultas.

Recomenda-se

determinação

níveis

séricos

bicarbonato

durante

tratamento com topiramato, especialmente em doentes com condições ou terapias

que predisponham a acidose metabólica. Se a acidose metabólica se desenvolver ou

persistir, deve ser considerada a redução da dose ou a interrupção do tratamento

com topiramato (através da redução gradual da dose).

Perda de peso

Em ensaios clínicos com topiramato, efectuados em crianças em crescimento, foi

observada perda de peso ou ausência de aumento de peso. É recomendada a

monitorização do peso durante o tratamento com topiramato. Em doentes que

percam peso durante o tratamento deve ser considerada nutrição suplementar.

Lactose

Este

medicamento

contém

lactose

monohidratada.

Doentes

problemas

hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase Lapp ou

malabsorção glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Efeitos do topiramato sobre outros medicamentos anti-epilépticos

A associação de topiramato a carbamazepina, ácido valproico ou lamotrigina tem

pouco ou nenhum efeito nas suas concentrações plasmáticas em estado estacionário.

Em doentes ocasionais o tratamento com topiramato e fenitoína pode resultar num

aumento das concentrações plasmáticas da fenitoína. Assim, as concentrações

plasmáticas de fenitoína devem ser monitorizadas em doentes com sintomas de

toxicidade à fenitoina.

Efeitos de outros medicamentos anti-epilépticos sobre o topiramato

tratamento

simultâneo

fenitoína

carbamazepina

concentrações

plasmáticas

topiramato

diminuem,

provavelmente

devido

indução

metabolismo.

associação

interrupção

tratamento

fenitoína

carbamazepina à terapêutica com topiramato podem fazer com que se torne

necessário o ajuste da dose deste último. Este ajuste deve ser feito por titulação de

acordo com o efeito clínico.

A associação ou interrupção do tratamento com ácido valproico ou lamotrigina não

produz

alterações clinicamente

significativas

concentrações

plasmáticas

topiramato.

Foram

descritos

casos

raros

encefalopatia

hiperamonémia

doentes

tratados

topiramato

recebiam

também

valproato ou outra medicação anti-epiléptica.

Outras interacções medicamentosas

Digoxina: A AUC de uma dose simples de digoxina pode ser reduzida em 12% devido

à administração concomitante de topiramato. Quando os doentes são tratados

simultaneamente

digoxina

topiramato

digoxina

sérica

deve

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cuidadosamente monitorizada. A digoxina sérica deve também ser cuidadosamente

monitorizada após interrupção do tratamento com topiramato.

Contraceptivos:

estudo

interacção

farmacocinética,

voluntários

saudáveis, a monoterapia com topiramato, em doses de 50mg/dia a 200mg/dia, não

afectou a exposição (AUC) a contraceptivos orais de associação (contendo 1 mg de

noretisterona e 35 microgramas de etinilestradiol). No entanto, num outro estudo, a

exposição ao etinilestradiol foi significativamente reduzida por doses de topiramato

de 200, 400 e 800 mg/dia (em 18%, 21% e 30% respectivamente) quando

administrado como terapêutica adjuvante a doentes a tomarem ácido valproico,

enquanto a exposição è noretisterona não foi afectada. Não é conhecido o significado

clínico das alterações observadas. O risco de redução da eficácia dos contraceptivos

e de aumento da hemorragia de privação deve ser considerado em doentes a

tomarem contraceptivos contendo estrogénios em simultâneo com topiramato.

doentes

que tomam

contraceptivos

orais

contendo

estrogénios

devem

aconselhadas a notificar ao seu médico assistente quaisquer alterações dos seus

padrões hemorrágicos.

Hidroclorotiazida

(HCTZ):

HCTZ

aumenta

exposição

topiramato

aproximadamente 30%. É desconhecido o significado clínico desta alteração mas a

adição de HCTZ ao tratamento com topiramato pode originar a necessidade de ajuste

dose

topiramato.

farmacocinética da

HCTZ não

significativamente

influenciada pela administração concomitante de topiramato. Os resultados da clínica

laboratorial

indicam

redução

potássio

sérico

após

administração

topiramato ou de HCTZ, a qual foi mais acentuada quando a HCTZ e o topiramato

foram administrados em associação.

Metformina: Um estudo de interacção fármaco-fármaco, conduzido em voluntários

saudáveis,

avaliou

farmacocinética

estado

estacionário

metformina duas vezes ao dia e de 100 mg de topiramato duas vezes ao dia, no

plasma, quando a metformina foi administrada isoladamente e quando a metformina

e o topiramato foram administrados em simultâneo. Os resultados deste estudo

indicaram que a Cmáx média e AUC0-12h média da metformina aumentaram em

18% e 25%, respectivamente, enquanto a CL/F média diminuiu 20% quando a

metformina foi co-administrada com topiramato. Não é claro o significado clínico do

efeito do topiramato na farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do

topiramato oral parece ser reduzida quando administrado com metformina. Não é

conhecida a extensão da alteração na depuração. Não é conhecido o significado

clínico

do efeito da

metformina

farmacocinética

topiramato.

Quando

topiramato é adicionado ou retirado em doentes a receberem metformina, deve ser

dada atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da diabetes.

Interacção com álcool: Os efeitos no sistema nervoso central podem aumentar na

utilização concomitante com

álcool.

Recomenda-se não utilizar

topiramato

associação com álcool ou outros depressores do SNC.

Pioglitazona: A farmacocinética do topiramato em estado estacionário não foi

significativamente influenciada pela administração concomitante de pioglitazona. O

topiramato origina um declínio de 15% na exposição à pioglitazona e na exposição

aos metabolitos activos (mas menos potentes) hidroxi e ceto da pioglitazona, em

60%,

respectivamente.

Não

conhecido

significado

clínico

destas

descobertas. Quando o topiramato é adicionado à terapia com pioglitazona ou

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quando a pioglitazona é adicionada ou interrompida num doente em tratamento com

topiramato, deve ser dada especial atenção à monitorização de rotina dos doentes

para adequado controlo da diabetes.

Diltiazem: O topiramato, numa dose de 150 mg/dia, reduziu a exposição ao

diltiazem e ao metabolito des acetil diltiazem, em 25% e 18%, respectivamente,

não

alterou

exposição

metabolito

N-Demetildiltiazem.

efeito

topiramato pode ser mais pronunciado com doses elevadas. O tratamento com

diltiazem aumentou a exposição ao topiramato em 20%. O efeito do diltiazem pode

ser superior quando o topiramato é usado em associação com outros AEDs.

Glibenclamida (Gliburide): O tratamento concomitante com topiramato, quando

titulado lentamente ao longo de 5 semanas e mantido a 150mg/dia durante 1

semana, resultou numa redução de 25% da AUC24 do gliburide e numa redução

modesta na exposição sistémica aos metabolitos activos, 4-trans-hidroxi-gliburide

(M1) e 3-cis-hidroxigliburide (M2). Não pode ser excluído que o efeito do topiramato

é mais pronunciado com doses elevadas. A farmacocinética do topiramato em estado

estacionário não foi afectada pela administração concomitante de gliburide. Quando

o topiramato é adicionado à terapia com gliburide ou o gliburide é adicionado à

terapia com topiramato, deve ser dada especial atenção à monitorização de rotina

dos doentes para o controlo adequado da diabetes.

Lítio: Em voluntários saudáveis foi observada redução (18% para a AUC) na

exposição sistémica ao lítio durante a administração concomitante de 200 mg/dia de

topiramato. Em doentes com doença bipolar a farmacocinética do lítio não foi

afectada durante o tratamento com topiramato, em doses de 200 mg/dia; no

entanto, foi observado um aumento na exposição sistémica (26% para a AUC) após

doses de topiramato até 600 mg/dia. Os níveis de lítio devem ser monitorizados

quando co-administrado com topiramato.

Estudos de interacção medicamentosa farmacocinética adicionais: O topiramato não

altera a exposição à amitriptilina. No entanto o topiramato aumenta a exposição ao

metabolito

activo

amitriptilina,

nortriptilina,

20%.

Não

conhecida

relevância clínica deste facto.

O topiramato não altera a exposição ao haloperidol. No entanto, o topiramato

aumenta a exposição ao metabolito reduzido activo do haloperidol, em 31%. Não é

conhecida a relevância clínica deste facto.

Não existem interacções farmacocinéticas entre o topiramato e o propranolol,

dihidroergotamina ou pizotifeno.

O topiramato não afecta a farmacocinética do sumatriptano (oral ou subcutâneo).

Interacções potenciais que não foram estudadas:

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode influenciar outras substâncias activas

que são

metabolizadas

através

desta

enzima,

como

diazepam,

imipramina,

moclobemida, proguanil, omeprazol. Estas não foram, no entanto, estudadas.

A administração simultânea de inibidores da anidrase carbónica (ex. sultiame,

zonisamida) e topiramato não foi analisada em estudos clínicos. A associação destes

medicamentos pode aumentar os efeitos secundários devido à inibição da anidrase

carbónica.

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4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Foi observado um aumento da frequência de malformações (malformações da

extremidade distal e crânio-faciais, insuficiência cardíaca) consequente à utilização

de certos tipos de medicamentos anti-epilépticos durante o primeiro trimestre de

gravidez.

O tratamento de associação parece aumentar o risco de malformações, pelo que é

importante que seja utilizada monoterapia sempre que possível.

O topiramato demonstrou efeitos teratogénicos nas espécies estudadas (ratinhos,

ratos e coelhos). Nos ratos o topiramato atravessa a barreira placentária.

As mulheres em idade fértil ou com possibilidade de engravidar devem receber

aconselhamento médico especializado. Recomenda-se que as mulheres em idade

fértil utilizem um método contraceptivo adequado.

A necessidade de tratamento anti-epiléptico deve ser revista quando a mulher

planeia engravidar.

Indicação epilepsia:

Não existem estudos da utilização de topiramato em mulheres grávidas. No entanto,

o topiramato deve ser usado durante a gravidez apenas quando os potenciais

benefícios ultrapassem os potenciais riscos.

experiência

pós-comercialização,

foram

descritos

casos

de hipoespádia em

crianças do sexo masculino expostas ao topiramato in útero, quer em regime de

monoterapia quer como terapêutica adjuvante, com outros medicamentos anti-

epilépticos. Não foi estabelecido se existe uma relação causal com o topiramato. No

entanto, se a profilaxia das crises convulsivas for alterada ou descontinuada, isto

pode trazer um risco considerável para a mãe e para o feto, que provavelmente é

mais

grave

risco

malformação.

Assim,

durante

gravidez,

medicamentos anti-epilépticos devem ser prescritos tendo em consideração o que foi

dito acima.

Aleitamento

O topiramato é excretado no leite humano. Observações limitadas sugerem uma

relação plasma leite de 1:1. Tendo em conta os potenciais efeitos adversos para o

lactente, se for necessário para a mãe a continuação do tratamento, recomenda-se a

interrupção da amamentação.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O topiramato tem grande influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas. O topiramato actua sobre o sistema nervoso central e pode provocar

sonolência, tonturas e outros sintomas relacionados, podendo desta forma reduzir a

atenção

necessária

para

actividades

motoras.

Este

facto

deve

tido

consideração por exemplo na condução de veículos e utilização de máquinas.

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4.8 Efeitos indesejáveis

O perfil de efeitos indesejáveis do topiramato é baseado em dados de 1800 sujeitos

provenientes de ensaios clínicos.

Muito frequentes:

1/10

Frequentes:

1/100, <1/10

Pouco frequentes:

>

/1.000, <1/100

Raros:

1/10.000, <1/1.000

Muito raros:

<1/10.000

Não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Classe orgão

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Perturbações

gerais

alterações

local

administração

Tonturas,

fadiga,

sonolência,

nervosismo,

cefaleias,

náuseas

Dor esquelética,

reacção

alérgica,

insónia

Doenças

metabolismo

da nutrição

Perda de peso

Acidose

metabólica

Doenças

sangue

sistema linfático

Anemia,

epistaxe,

púrpura,

leucopénia,

trombocitopénia

Neutropenia

Perturbações do

foro psiquiátrico

Dificuldades

memória,

anorexia,

confusão

lentidão

psicomotora,

depressão,

distúrbios

concentração,

ansiedade

Apatia, astenia,

euforia,

fragilidade

emocional,

agitação,

problemas

cognitivos,

redução

libido, reacções

agressivas,

psicose

sintomas

psicóticos.

Alucinações,

distúrbios

personalidade,

ideação

suicida,

tentativa

suicídio

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Dispneia

Doenças

gastrointestinais

Obstipação, dor

abdominal

Diarreia,

vómitos e boca

seca

Afecções

tecidos cutâneos

e subcutâneas

Alopecia

Foliculite

prurido

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Doenças

renais

e urinárias

Incontinência

urinária,

nefrolitíase

Doenças

sistema nervoso

Ataxia,

parestesia,

perturbações

discurso,

afasia

Tremor,

ordenação

anormal,

marcha

anormal,

nistagmo,

alteração

paladar

Hipocinésia,

torpor

Afecções

hepatobiliares

Aumento das

enzimas

hepáticas

Afecções

oculares

Diplopia, visão

anormal

Miopatia

aguda

glaucoma

secundário

ângulo

fechado,

ocular

Doenças

órgãos

genitais

e da mama

Alterações

menstruais,

impotência

doentes

tratados

topiramato

terapia

adjuvante,

descrito

aproximadamente 1 caso de acontecimento trombo-embólico por 100 doentes ano.

Destes, a maioria foi tratada por mais de meio ano e apresentava mais de um factor

de risco. Não foi possível estabelecer a relação com o topiramato.

Uma vez que o topiramato tem sido mais frequentemente co-administrado com

outros agentes anti-epilépticos é difícil determinar quais os agentes, se é que alguns,

que estão associados com os efeitos adversos.

Qualitativamente

tipos

efeitos

adversos

observados

ensaios

monoterapia foram geralmente semelhantes aos observados nos ensaios de terapia

de associação. À excepção de parestesia e fadiga estes efeitos adversos foram

descritos com uma taxa de incidência semelhante ou inferior nos ensaios de

monoterapia.

ensaios

clínicos

dupla

ocultação

efeitos

adversos

clinicamente relevantes que ocorreram com uma incidência maior ou igual a 10%

nos doentes adultos tratados com topiramato incluíram: parestesia, cefaleias, fadiga,

tonturas, sonolência, redução de peso, náuseas e anorexia.

Da utilização comercial foram descritos, em doentes tratados com topiramato, casos

raros de aumento das enzimas hepáticos, acidose metabólica e casos isolados de

hepatite e insuficiência hepática, assim como convulsões após a interrupção do

topiramato (mesmo em doentes sem antecedentes de epilepsia). Os dados dos

ensaios clínicos indicam que o topiramato tem sido associado com uma redução

média de 4 mmol/L nos níveis de bicarbonato sérico (ver também secção 4.4). Foi

raramente descrita, durante a utilização de topiramato, oligohidrose, por vezes com

sintomas associados de febre e rubor. A maioria destes casos ocorreu em crianças.

APROVADO EM

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Foram também descritas pouco frequentemente tentativas de suicídio (ver secção

4.4).

Foram também recebidas notificações de casos isolados de reacções bolhosas da

pele e mucosas (incluindo eritema multiforme, pênfigo, sindroma de Stevens-

Johnson e necrólise epidérmica tóxica). A maioria destes casos ocorreram em

doentes a tomar outros medicamentos também associados com reacções bolhosas

da pele e mucosas.

Tem havido casos raros de miopatia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado

em doentes tratados com topiramato (ver também secção 4.4). Os sintomas

incluíram a redução da acuidade visual e/ou dor ocular, tipicamente no intervalo de 1

mês do início do tratamento com topiramato. Foram afectados doentes pediátricos,

assim como adultos.

Da utilização pós comercialização foram notificados casos muito raros de cegueira

temporária. No entanto não foi estabelecida uma relação causal com o tratamento.

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

Encontram-se

descritos

casos

sobredosagem

topiramato.

sinais

sintomas incluem sonolência, cefaleias, alterações do discurso, visão enevoada,

diplopia, perturbação da actividade mental, letargia, coordenação anormal, torpor,

hipotensão,

abdominal,

agitação,

tonturas,

depressão

convulsões.

consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos, mas encontram-se

descritos casos fatais após sobredosagem com vários medicamentos incluindo o

topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode originar acidose metabólica grave (ver secção

4.4).

Um doente que ingeriu uma dose calculada entre 96 e 110 g de topiramato foi

admitido no hospital em coma, que durou 20-24 horas, após o que recuperou

completamente após 3 a 4 dias.

Tratamento

O tratamento deve ser de suporte adequado. A substância activa não absorvida deve

ser removida do tracto gastrointestinal por lavagem ou com carvão activado, caso

seja considerado necessário do ponto de vista clínico. A hemodiálise revelou-se um

meio eficaz de remoção do topiramato do organismo. O doente deve ser bem

hidratado.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.6.

Medicamentos

sistema

nervoso

central.

Antiepilépticos e anticonvulsivantes

Código ATC: N03AX11

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O topiramato é classificado como um monossacárido sulfamato-substituído. Foram

identificadas três propriedades farmacológicas do topiramato que podem contribuir

para a sua actividade anticonvulsivante.

O topiramato reduz a frequência com que os potenciais de acção são gerados quando

os neurónios são submetidos a uma despolarização prolongada, indicativa de um

bloqueio dos canais de sódio estado-dependente.

O topiramato potencia a actividade do GABA nalguns tipos de receptores GABA. O

topiramato antagoniza de uma forma ligeira a capacidade do kainato em activar os

receptores do aminoácido excitatório (glutamato) do subtipo kainato/AMPA mas não

tem efeito aparente na actividade do N-metil-D-aspartato (NMDA) nos receptores do

subtipo NMDA.

Adicionalmente, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este

efeito não é considerado um componente principal da actividade antiepiléptica do

topiramato.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O topiramato é rapidamente absorvido. Após a administração oral de 400 mg, a

Cmáx é alcançada após cerca de 2 horas. O topiramato tem uma farmacocinética

linear com um aumento da concentração plasmática proporcional à dose, no

intervalo de doses testado de 200-800 mg/dia.

Não existem dados de administração intravenosa. Com base na radioactividade

recuperada na urina, a extensão média de absorção de uma dose de 100 mg de 14C

topiramato

pelo

menos,

81%.

base

dados

urina

biodisponibilidade pode ser estimada em aproximadamente 50%. Os alimentos não

têm um efeito clínico significativo sobre o topiramato. A variabilidade da cinética é de

25-35%. A concentração plasmática máxima (Cmáx) em voluntários saudáveis,

observada

após

doses

repetidas

duas

vezes

dia,

aproximadamente 7 µg.

Distribuição

O volume de distribuição aparente médio foi determinado como sendo de 0,55-0,8

L/kg. Há um efeito do género no volume de distribuição, em que o volume de

distribuição nas fêmeas é aproximadamente 50% do observado nos machos. O

topiramato liga-se aos eritrócitos mas a ligação está provavelmente saturada a 3-10

µg/ml. A taxa de ligação às proteínas plasmáticas é de 13-17%. Não existe

informação relativa à distribuição no líquido cefalorraquidiano.

Metabolismo

topiramato

moderadamente

metabolizado

(aproximadamente

20%)

voluntários

saudáveis.

Após

administração

simultânea

anti-epilépticos

conhecido efeito indutor enzimático, o metabolismo pode aumentar até 50%. Seis

metabolitos foram isolados, caracterizados e identificados do plasma, urina e fezes

de humanos.

Eliminação

APROVADO EM

18-03-2009

INFARMED

A depuração renal é de aproximadamente 18 ml/min. Isto é muito menos que o

esperado, o que indica uma reabsorção tubular de topiramato. No geral a depuração

plasmática é de aproximadamente 20 a 30 ml/min. após administração oral. A mais

importante via de eliminação do topiramato e seus metabolitos é através dos rins.

Após administração de doses repetidas de 50 mg e 100 mg de topiramato duas

vezes ao dia, a semi-vida média foi de cerca de 21 horas. Doentes com função renal

normal podem levar 4 a 8 dias para alcançar concentrações plasmáticas de estado

estacionário, enquanto doentes com insuficiência renal moderada a grave podem

necessitar de 10-15 dias de tratamento. A depuração plasmática e renal do

topiramato estão reduzidas em doentes com insuficiência renal.

Grupos especiais de doentes

Insuficientes renais:

Comparativamente com doentes com função renal normal (clearance da creatinina

>70

mg/min.)

clearance

topiramato

inferior

doentes

insuficiência renal moderada (clearance da creatinina 30-69 ml/min.) e 54% inferior

em doentes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina <30 ml/min).

Nalguns doentes com insuficiência renal grave a redução da clearance pode ser

superior. Em geral recomenda-se metade da dose diária usual em doentes com

insuficiência renal moderada a grave.

Insuficientes hepáticos:

A clearance plasmática do topiramato é reduzida em 20-30% em doentes com

insuficiência hepática moderada a grave.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de toxicidade geral foi identificada toxicidade induzida pelo topiramato,

sendo os órgãos alvo o estômago, rins, bexiga e sangue (anemia). A toxicidade foi

evidente com exposições sistémicas dos animais abaixo do esperado em doentes a

receberem a terapêutica recomendada. A relevância clínica destas descobertas é

desconhecida, mas as mesmas não podem ser excluídas.

Estudos de toxicidade reprodutiva mostraram que o topiramato foi teratogénico nas

espécies estudadas (ratinho, rato e coelho), a níveis de exposição sistémica abaixo

dos esperados nos doentes a receberem a terapêutica recomendada. É desconhecido

o risco para o Homem mas o mesmo não pode ser excluído.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Excipientes

Núcleo do comprimido

Celulose microcristalina

Amido glicolato de sódio (Tipo A)

Amido de milho pré-gelatinizado

Lactose anidra

Sacarina sódica

Estearato de magnésio

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18-03-2009

INFARMED

Aroma anisado

Revestimento

Opadry AMB 80W64830 cor-de-rosa contendo

Álcool polivinílico

Dióxido de titânio (E171)

Talco

Lecitina

Óxido de ferro vermelho (E172)

Goma xântica

Óxido de ferro amarelo (E172)

Óxido de ferro negro (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Blisters: Conservar na embalagem original

Frascos de HDPE: Manter o recipiente bem fechado.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/Aclar 3000/alumínio.

Frascos de HDPE com tampa de PP contendo um exsicante (sílica gel).

Apresentações: 20, 28, 50, 56, 60, 84, 90, 100 e 200 comprimidos revestidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PharmaKern Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.

Edifício Atlas II, Av. José Gomes Ferreira, N.º 11, 3º, SL 31. Miraflores

1495-139 Algés

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

5058235: 20 comprimidos revestidos por película

5058243: 60 comprimidos revestidos por película

APROVADO EM

18-03-2009

INFARMED

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10 Outubro 2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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