Topiramato Mylan 100 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Mylan, Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
100 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 100 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Classe:
2.6 - Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
topiramate
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5040639 CNPEM: 50016628 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: Topiramato | A101 | Oral | 100 mg | [21-60] unidades; Blister 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5040621 CNPEM: 50016610 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5040647 CNPEM: 50016610 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: N/A; Frasco 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5040662 CNPEM: 50016610 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5040654 CNPEM: 50016628 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: N/A; Frasco 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5040670 CNPEM: 50016628 CHNM: 10052294 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
06/H/0317/003
Data de autorização:
2007-06-28

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Topiramato Mylan 25, 50, 100 e 200 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato

Leia

atentamente

este

folheto

antes

tomar

medicamento

pois

contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato Mylan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Mylan

3. Como tomar Topiramato Mylan

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Topiramato Mylan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Topiramato Mylan e para é utilizado

Topiramato

Mylan

pertence

grupo

medicamentos

denominado

“medicamentos antiepiléticos”. É utilizado em:

monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade

superior a 6 anos.

terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões para adultos e crianças, de

idade igual ou superior a 2 anos.

para prevenir enxaquecas em adultos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Mylan

Não tome Topiramato Mylan

se tem alergia ao topiramato ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou se é uma mulher em idade fértil, a

menos que esteja a utilizar contraceção eficaz (para mais informações, ver secção

“Gravidez, amamentação e fertilidade”). Deve falar com o seu médico acerca de qual

o melhor tipo de contraceção a utilizar enquanto estiver a tomar Topiramato Mylan.

Se não tem a certeza se a situação acima se aplica a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato Mylan.

Advertências e precauções

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06-10-2019

INFARMED

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Mylan se:

tem problemas nos rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

tem problemas de fígado;

tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma;

tem problemas de crescimento;

está a efetuar uma dieta altamente calórica (dieta cetogénica).

está a tomar Topiramato Mylan para tratar epilepsia e está grávida ou é uma

mulher em idade fértil (ver a secção “Gravidez, amamentação e fertilidade” para

mais informações)

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Mylan.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o

seu médico.

Deve de igual modo falar primeiro com o seu médico antes de tomar qualquer

medicamento contendo topiramato que não o Topiramato Mylan.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato Mylan, por isso, o seu peso deve ser

verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se estiver a

perder demasiado peso ou se a criança não estiver a ganhar peso suficiente, consulte

o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepiléticos como

Topiramato Mylan, apresentaram pensamentos de autoagressão e suicídio. Se a

qualquer momento tiver estes pensamentos deve consultar imediatamente o seu

médico.

Outros medicamentos e Topiramato Mylan

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. Topiramato Mylan e alguns

medicamentos podem interagir entre si. Por vezes, a dose de Topiramato Mylan ou

de outro medicamento que está a tomar, poderá ter de ser ajustada.

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

outros medicamentos que podem comprometer ou reduzir o seu pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do

sistema nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato Mylan pode diminuir a eficácia da sua pílula. Deve

falar com o seu médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção a utilizar

enquanto estiver a tomar Topiramato Mylan.

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual enquanto

estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato Mylan.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Mylan.

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INFARMED

Outros medicamentos que deverá informar o seu médico ou farmacêutico incluem

medicamentos

antiepiléticos,

risperidona,

lítio,

hidroclorotiazida,

metformina,

pioglitazona, gliburide, amitriptilina, propranolol, diltiazem, venlafaxina, flunarizina,

Hipericão (Hypericum perforatum) (uma preparação à base de plantas usada para

tratar a depressão).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Mylan.

Topiramato Mylan com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato Mylan com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato Mylan beba uma grande quantidade de fluidos durante o dia para

prevenir pedras nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato Mylan. Deve evitar

beber álcool enquanto estiver a tomar Topiramato Mylan.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Prevenção da enxaqueca:

Topiramato Mylan pode prejudicar um bebé por nascer. Não deve utilizar Topiramato

Mylan se está grávida. Não deve usar Topiramato Mylan para a prevenção da

enxaqueca se é uma mulher em idade fértil a menos que esteja a usar contraceção

eficaz. Fale com o seu médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção e se

Topiramato Mylan é adequado para si. Deve ser realizado um teste de gravidez antes

de iniciar o tratamento com Topiramato Mylan.

Tratamento da epilepsia:

Se é uma mulher em idade fértil deve falar com o seu médico acerca de outros

tratamentos possíveis em vez de Topiramato Mylan. Se a decisão for a de utilizar

Topiramato Mylan, deve utilizar contraceção eficaz. Fale com o seu médico acerca de

qual o melhor tipo de contraceção a utilizar enquanto estiver a tomar Topiramato

Mylan. Deve ser realizado um teste de gravidez antes de iniciar o tratamento com

Topiramato Mylan.

Fale com o seu médico se desejar engravidar.

Tal como outros medicamentos antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao feto

se Topiramato Mylan for tomado durante a gravidez. Certifique-se que está bem

informada acerca dos riscos e benefícios de tomar Topiramato Mylan para a epilepsia

durante a gravidez.

- Se tomar Topiramato Mylan durante a gravidez, o seu bebé tem um maior risco de

ter defeitos à nascença particularmente lábio leporino (fenda no lábio superior) e

fenda palatina (fenda no céu da boca). Os recém-nascidos rapazes podem também

ter uma malformação no pénis (hipospadia). Estes defeitos podem desenvolver-se

numa fase inicial da gravidez, até mesmo antes de saber que está grávida.

- Se tomar Topiramato Mylan durante a gravidez, o seu bebé pode ser mais pequeno

à nascença do que o esperado. Fale com o seu médico se tem dúvidas acerca deste

risco durante a gravidez.

- Podem existir outros medicamentos para tratar a sua condição que tenham um

risco inferior de defeitos à nascença.

- Informe imediatamente o seu médico se ficar grávida enquanto está a tomar

Topiramato Mylan. Você e o seu médico devem decidir se vai continuar a tomar

Topiramato Mylan enquanto estiver grávida.

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06-10-2019

INFARMED

Amamentação

A substância ativa de Topiramato Mylan (topiramato) passa para o leite materno.

Foram observados efeitos em bebés amamentados por mães tratadas, incluindo

diarreia, sonolência, irritabilidade e um fraco aumento de peso. Assim, o seu médico

vai discutir consigo sobre se não vai amamentar ou se não vai continuar o

tratamento com Topiramato Mylan. O seu médico vai ter em atenção a importância

do medicamento para a mãe e o risco para o bebé.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato Mylan devem dizer ao

seu médico assim que notarem algo fora do normal com a criança.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento com Topiramato Mylan pode ocorrer tonturas, cansaço e

problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem consultar

o seu médico primeiro.

Topiramato Mylan contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Topiramato Mylan

Tome Topiramato Mylan sempre de acordo com as indicações do seu médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa de

Topiramato Mylan que depois é aumentada lentamente, até atingir a dose mais

adequada.

Topiramato Mylan comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os

comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato Mylan pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição. Enquanto

estiver a tomar Topiramato Mylan, beba muitos líquidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato Mylan do que deveria

Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

Pode sentir sonolência, cansaço ou ficar menos alerta; sentir falta de coordenação;

ter dificuldade em falar ou em concentrar-se; ter visão dupla ou turva; sentir-se

tonto devido a uma tensão arterial baixa; sentir-se depressivo ou agitado; ou ter dor

abdominal ou convulsões (ataques).

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em associação

com Topiramato Mylan.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Mylan

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que se

lembrar.

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INFARMED

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e o

tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou mais

doses, contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar uma

dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato Mylan

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha indicado.

Os seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta medicação, a

dose deve diminuir gradualmente durante alguns dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, consulte o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos Topiramato Mylan pode causar efeitos indesejáveis, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir os

seguintes efeitos indesejáveis:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir os

seguintes efeitos indesejáveis:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

- Depressão (aparecimento ou agravamento)

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Convulsões (ataques)

- Ansiedade, irritabilidade, alteração de humor, confusão, desorientação

- Problemas em concentrar-se, raciocínio lento, perda de memória, problemas de

memória (aparecimento, alteração súbita ou aumento da gravidade)

- Cálculo(s) nos rins, urinar frequentemente ou dor ao urinar

Pouco frequentes (podem afetar 1 em cada 100 pessoas)

- Aumento do nível de acidez no sangue (pode originar dificuldade em respirar que

inclui falta

perda

apetite, náuseas,

vómitos,

cansaço

excessivo,

batimento cardíaco rápido ou irregular)

- Diminuição ou perda da transpiração

- Ter pensamentos de autoagressão grave, tentativa de autoagressão

Raros (podem afetar 1 em cada 1,000 pessoas)

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INFARMED

- Glaucoma – bloqueio de líquido no olho originando um aumento da pressão no

olho, dor, ou diminuição da visão

Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

- Inflamação ocular (uveíte) que pode ter como sintomas vermelhidão ocular, dor,

sensibilidade à luz, corrimento ocular, pequenas manchas na visão ou visão turva

Podem ocorrer outros efeitos indesejáveis; caso se tornarem graves, fale com o seu

médico ou farmacêutico:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

- Corrimento nasal, nariz entupido, ou dor de garganta

- Formigueiro, dor e/ou entorpecimento de várias partes do corpo

- Sonolência, cansaço

- Tonturas

- Náuseas, diarreia

- Perda de peso

Frequentes (podem afetar 1 em cada 10 pessoas)

- Anemia (baixa contagem de células sanguíneas)

- Reação alérgica (tal como erupção na pele, vermelhidão, comichão, inchaço da

face, urticária)

- Perda de apetite, diminuição do apetite

- Agressão, agitação, raiva

- Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

- Problemas na fala ou alterações da fala, fala arrastada

- Descoordenação, falta de coordenação, sensação de instabilidade ao andar

- Diminuição da capacidade de realizar tarefas rotineiras

- Diminuição, perda ou falta de paladar

- Tremor ou agitação involuntária; movimento rápido e involuntário dos olhos

- Perturbações visuais, tal como visão dupla, visão turva, diminuição da visão,

dificuldade em focar

- Sensação de rotação (vertigens), som agudo e constante no ouvido, dor de ouvidos

- Falta de ar

- Sangrar do nariz

- Febre, indisposição, fraqueza

Vómitos,

obstipação,

desconforto

abdominal,

indigestão,

infeção

estômago

ou intestinos

- Boca seca

- Queda de cabelo

- Comichão

- Dor ou inchaço nas articulações, espasmos ou contrações musculares, dor ou

fraqueza

muscular, dor no peito

- Aumento de peso

Pouco frequentes (podem afetar 1 em cada 100 pessoas)

Diminuição

plaquetas

(células

sanguíneas

ajudam

parar

hemorragia), diminuição dos glóbulos brancos no sangue que ajudam a proteger

contra uma infeção, diminuição do nível de potássio no sangue

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- Aumento das enzimas do fígado, aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos

brancos) no sangue

- Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas

- Aumento do apetite

- Humor exaltado

- Ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, perturbação mental grave (psicose)

- Não sentir ou não demonstrar emoção, desconfiança fora do normal, ataque de

pânico

- Problemas de leitura, alterações da fala, problemas em escrever à mão

- Inquietação, hiperatividade, raciocínio lento, diminuição do estado de vigília e de

alerta

- Movimentos corporais reduzidos ou lentos, movimentos musculardes involuntários

anormais e repetitivos

- Desmaio

- Sensação anormal ao toque; sentido do tato comprometido

- Olfato comprometido, ausência ou distorção do olfato

- Sentimento invulgar ou sensação que pode preceder uma enxaqueca ou um certo

tipo de convulsão

- Olho seco, sensibilidade dos olhos à luz, espasmos da pálpebra, olhos lacrimejantes

- Diminuição ou perda de audição, perda de audição num ouvido

- Batimento cardíaco lento ou irregular, sentir o batimento do coração no peito

Pressão

sanguínea

baixa,

pressão

sanguínea

baixa

levantar-se

(consequentemente, algumas pessoas a tomar Topiramato Mylan podem sentir-se

fracas, com tonturas, ou desmaiar quando se levantam ou sentam repentinamente)

- Rubor, sentir-se quente

- Pancreatite (inflamação no pâncreas)

- Passagem excessiva de gás, azia, enfartamento ou inchaço abdominal

- Sangramento das gengivas, aumento da saliva, babar-se, mau hálito

- Excessiva ingestão de líquidos, sede

- Descoloração da pele

- Rigidez muscular, dor lateral

- Sangue na urina, incontinência (falta de controlo) de urina, desejo urgente de

urinar, dor no flanco ou nos rins

- Dificuldade em ter ou manter uma ereção, disfunção sexual

- Sintomas gripais

- Dedos das mãos e dos pés frios

- Sentir-se bêbedo

- Incapacidade de aprender

Raros (podem afetar 1 em cada 1,000 pessoas)

- Perda de consciência

- Cegueira em um dos olhos, cegueira temporária, cegueira noturna

- Olho preguiçoso

- Inchaço nos olhos e à volta dos olhos

- Entorpecimento, formigueiro e alteração da cor (branco, azul e depois vermelho)

nos dedos das mãos e dos pés quando expostos ao frio

- Inflamação do fígado, insuficiência hepática

- Síndrome de Stevens Johnson, uma condição potencialmente fatal que pode

apresentar

feridas em vários locais das mucosas (tal como boca, nariz, e olhos), erupção na

pele, e bolhas

- Odor anormal da pele

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INFARMED

- Desconforto nos braços ou pernas

- Alterações nos rins

- Aumento do nível de acidez no sangue

Desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

- Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua visão.

- Necrose tóxica epidérmica, uma condição fatal relacionada com, e mais grave que o

Síndrome de Steven-Johnson, caracterizada por bolhas generalizadas e descamação

das camadas externas da pele (ver efeitos indesejáveis raros).

Crianças e adolescentes

Os efeitos indesejáveis em crianças são geralmente semelhantes aos observados nos

adultos.

entanto,

alguns

efeitos

indesejáveis

são

observados

mais

frequentemente em crianças e/ou podem ser mais graves em crianças do que nos

adultos. Os efeitos indesejáveis que podem ser mais graves incluem diminuição ou

perda

transpiração

aumento

do nível

acidez no

sangue.

efeitos

indesejáveis que podem ocorrer mais frequentemente em crianças incluem doenças

do aparelho respiratório superior.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

indesejáveis,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio

internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Topiramato Mylan

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize Topiramato Mylan após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não

utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Topiramato Mylan

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

A substância ativa é o topiramato.

Cada comprimido revestido de Topiramato Mylan contém 25, 50, 100, 200 mg de

topiramato.

- Os outros componentes de Topiramato Mylan estão indicados abaixo.

Os outros componentes são:

Núcleo: lactose mono-hidratada, carboximetilamido sódico; copolividona, estearato

de magnésio e sílica coloidal anidra.

Revestimento:

Dosagem de 25 mg: Dióxido de titânio (E171), Polidextrose, Hipromelose 2910 (3

cps), Hipromelose 2910 (6 cps), Hipromelose 2910 (50 cps), Citrato de trietilo,

Macrogol 8000

Dosagem de 50 mg, 100 mg e 200 mg: Álcool polivinílico parcialmente hidrolisado,

Dióxido de titânio (E171), Macrogol 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo (E172)

(apenas na dosagem de 50 mg e de 100 mg), Óxido de ferro vermelho (E172)

(apenas na dosagem de 50 mg e de 200 mg)

Qual o aspeto de Topiramato Mylan e conteúdo da embalagem

O Topiramato Mylan apresenta-se na forma de comprimidos revestidos por película,

estando disponível em embalagens de 20 ou 60 comprimidos.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Fabricante

Generis, Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em setembro de 2019

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Mylan 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Mylan 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Mylan 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Mylan 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 25 mg, 50 mg, 100 mg ou 200 mg de

topiramato.

Excipientes com efeito conhecido:

Contém lactose mono-hidratada – 47.960 mg, 95.920 mg, 191.840 e 124.505 mg

respetivamente para as dosagens de 25 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película (Comprimido)

Topiramato Mylan 25 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos brancos, redondos, marcados com “T” num dos lados e “25” no

outro lado.

Topiramato Mylan 50 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos cor-de-laranja, redondos, marcados com “T” num dos lados e

“50” no outro lado.

Topiramato Mylan 100 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos amarelos, redondos, marcados com “T” num dos lados e “100”

no outro lado.

Topiramato Mylan 200 mg comprimidos revestidos por película

Comprimidos revestidos cor-de-rosa, redondos, marcados com “T” num dos lados e

“200” no outro lado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6 anos,

com crises parciais com ou sem generalização secundária e crises tónico-clónicas

primárias generalizadas.

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes e

adultos com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-

clónicas primárias generalizadas e para o tratamento de crises associadas ao síndrome de

Lennox-Gastault.

O topiramato é indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos após avaliação

cuidadosa de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é indicado

para tratamento agudo.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma

titulação, até ser alcançada uma dose eficaz. A posologia e a taxa de titulação devem ser

efetuadas de acordo com o resultado clínico.

Topiramato Mylan está disponível em comprimidos revestidos por película. Não se

recomenda o fracionamento dos comprimidos.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para otimizar a

terapêutica com Topiramato Mylan. Em ocasiões raras, a associação de topiramato à

fenitoína pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um resultado clínico

favorável. A associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina em terapêutica

adjuvante com Topiramato Mylan pode necessitar de ajuste da dose de Topiramato

Mylan.

Topiramato Mylan pode ser tomado independentemente das refeições.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, fármacos antiepiléticos

incluindo o topiramato devem ser descontinuados gradualmente para minimizar o

potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios clínicos, as

dosagens diárias foram diminuídas com intervalos semanais de 50-100 mg em adultos

com epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato com doses até 100 mg/dia

para a profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em pediatria, o topiramato foi

gradualmente descontinuado durante um período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia em epilepsia

Generalidades

Quando se suspende a administração concomitante de antiepiléticos de forma a

possibilitar a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

poderão ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam

uma interrupção abrupta dos antiepiléticos administrados concomitantemente, é

recomendado uma redução gradual, de aproximadamente um terço do antiepilético

administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na

posologia de Topiramato Mylan.

Adultos

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A titulação

deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana. A dose pode

ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2 semanas, administrados em

duas tomas. Se o doente não tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados

incrementos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia a 200 mg/dia, administrada em duas tomas. A dose máxima diária recomendada é

de 500 mg/dia, também administrada em duas tomas. Alguns doentes com formas

refratárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato, em monoterapia. Estas

recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na ausência

de doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo resultado

clínico. O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser iniciado com 0,5 a 1

mg/kg dia, administrados à noite, durante a primeira semana. Esta dose pode ser

aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas tomas, com intervalos de 1 ou 2

semanas. Se a criança não é capaz de tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados

aumentos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de idade

superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2 mg/kg/dia

em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização secundária,

crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas ao síndrome de

Lennox-Gastault)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25 - 50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 -50 mg/dia,

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada em duas

tomas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose única diária.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg foi a dose eficaz mais

baixa. A dose diária habitual é de 200 - 400 mg, dividida em duas tomas.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na

ausência de doença renal subjacente. (ver secção 4.4).

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato Mylan (topiramato) como terapêutica

adjuvante é de aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomas. A titulação

deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, com base na variação de 1 a 3 mg/kg/dia)

administrados à noite, durante a primeira semana. A dose deve ser aumentada

semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia, (administrados em

duas tomas diárias), para obter uma resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da enxaqueca é

de 100 mg/dia, divididos em duas tomas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg,

administrados à noite, durante 1 semana. A dose deve ser então aumentada em 25 mg

diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não suportar o regime de titulação,

podem ser considerados intervalos maiores entre os ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter benefícios em

alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao aumento da incidência de

efeitos indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato Mylan (topiramato) não é recomendado no tratamento ou prevenção da

enxaqueca em crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato Mylan em populações especiais de

doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso renal

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(CLcr

70 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do topiramato está

diminuída. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem necessitar de mais

tempo para atingir o estado estacionário em cada dose. É recomendado metade da dose

inicial habitualmente administrada e metade da dose de manutenção (ver secção 5.2).

Em doentes com insuficiência renal em estadio final, uma vez que o topiramato é

removido do plasma por hemodiálise, deve ser administrado em doentes com

insuficiência renal em estadio final, nos dias em que a hemodiálise é efetuada, uma

dose suplementar de Topiramato Mylan igual ou aproximadamente igual a metade da

dose habitualmente administrada deTopiramato Mylan. A dose suplementar deve ser

administrada em doses divididas no início e no fim do procedimento de hemodiálise. Esta

dose suplementar pode variar de acordo com o tipo de equipamento de diálise utilizado

(ver secção 5.2).

Compromisso hepático

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

hepático moderado a grave, uma vez que a depuração do topiramato está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal esteja

intacta.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Na profilaxia da enxaqueca em mulheres em idade fértil se não estiverem a utilizar

métodos contracetivos eficazes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Nas situações em que a descontinuação rápida de topiramato seja clinicamente

necessária, é recomendado uma monitorização adequada (ver secção 4.2 para mais

informações).

Assim como com outros fármacos antiepiléticos, alguns doentes podem ter um aumento

na frequência das crises ou de início de novos tipos de crises com topiramato. Este

fenómeno pode ser a consequência de uma sobredosagem, de uma diminuição das

concentrações plasmáticas de antiepiléticos em utilização concomitante, da progressão da

doença ou um efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante. A

hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada hidratação,

APROVADO EM

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antes e durante atividades como o exercício físico ou a exposição a temperaturas

elevadas, pode reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas relacionada com o

calor (ver secção 4.8).

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da transpiração) tem sido notificada em associação com o uso

de topiramato. A diminuição da transpiração e a hipertermia (aumento da temperatura

corporal) podem ocorrer especialmente em crianças expostas a uma temperatura ambiente

elevada.

Perturbações do humor/Depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão durante

o tratamento com topiramato.

Suicídio/Ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com

medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de

ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou também

um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda

conhecido o mecanismo que explica esse risco e os dados disponíveis não excluem a

possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências de

0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com uma

incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%; 8 dos 4045

doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem ser

aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento

suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o risco

de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados, tais

como, cólica renal, dor lombar ou dor nos flancos, pode ser superior.

Os fatores de risco para nefrolitíase incluem a formação prévia de cálculos, antecedentes

familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de risco permite prever

de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento com topiramato. Além

disso, os doentes em tratamento com outros medicamentos associados ao risco de

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nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior risco.

Função renal diminuída

Em doentes com alteração da função renal (CLcr

70 ml/min), o topiramato deve ser

administrado com precaução uma vez que a depuração plasmática e renal estão

diminuídas. Para recomendações específicas de posologia em doentes com função renal

diminuída, ver secção 4.2, Compromisso renal.

Função hepática diminuída

Em doentes com alteração da função hepática, recomenda-se precaução na administração

de topiramato, pois pode estar reduzida a depuração deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado

foi notificado em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem início agudo de

diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. As descobertas oculares incluem miopia,

edema da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão

intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Este síndrome pode estar associado

com derrame supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino e íris, com

glaucoma secundário de ângulo fechado. Os sintomas ocorrem tipicamente dentro de um

mês do início da terapêutica com topiramato. Em contraste com o glaucoma primário do

ângulo fechado, que é raro em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma

secundário do ângulo fechado associado a topiramato foi notificado em doentes em idade

pediátrica, bem como em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e de

acordo com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular.

Estas medidas geralmente resultam na diminuição da pressão intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com um

historial de distúrbios visuais.

Acidose metabólica

A acidose metabólica hiperclorémica, “non-anion gap” (isto é, redução do bicarbonato

sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose respiratória), está

associada ao tratamento com topiramato. Esta redução do bicarbonato sérico deve-se ao

efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica renal. Geralmente, a redução de

bicarbonato ocorre no início do tratamento, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer

altura do tratamento. Estas reduções de bicarbonato são ligeiras a moderadas (com

reduções médias de 4 mmol/l para doses de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em

adultos, e de aproximadamente 6 mg/Kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente, os

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06-10-2019

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doentes apresentaram redução para valores inferiores a 10 mmol/l. Situações clínicas ou

terapêuticas que predisponham a acidose, (tais como, doenças renais, alterações

respiratórias severas, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica, ou alguns

medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada pelo

topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de

crescimento. O efeito do topiramato nas sequelas ósseas não foi estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato. Se

estão presentes sinais ou sintomas (por ex. respiração de Kussmaul, dispneia, anorexia,

náuseas, vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos de acidose

metabólica, é recomendada a determinação de bicarbonato no soro. Se a acidose

metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a redução da dose ou

a interrupção do tratamento com topiramato (através de uma diminuição gradual da

dose).

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Alteração da função cognitiva

A alteração cognitiva na epilepsia é multifatorial e pode ser devida à etiologia subjacente,

devida à epilepsia ou devida ao tratamento antiepilético. Têm sido notificadas na

literatura, alterações da função cognitiva nos adultos a fazer terapêutica com topiramato

que requereram redução da dose ou descontinuação do tratamento. Contudo, os

resultados cognitivos de estudos efetuados em crianças tratadas com topiramato foram

insuficientes e o seu efeito a esse respeito necessita ainda de ser elucidado.

Mulheres em idade fértil

O topiramato pode causar danos fetais e restrições no crescimento fetal (pequenos para a

idade gestacional e baixo peso à nascença) quando é administrado a uma mulher grávida.

Os dados do registo de gravidez do Grupo de Medicamentos Antiepiléticos Norte

Americanos acerca do topiramato em monoterapia demonstraram uma prevalência de

malformações congénitas major aproximadamente 3 vezes superior (4,3%) quando

comparado com um grupo de referência que não tomava MAEs (1,4%). Adicionalmente,

dados de outros estudos indicam que, quando comparado com a monoterapia, existe um

risco aumentado de efeitos teratogénicos associado à utilização de MAEs em politerapia.

Antes de iniciar o tratamento com topiramato numa mulher em idade fértil, deve ser feito

um teste de gravidez e aconselhadas medidas contracetivas altamente eficazes (ver

APROVADO EM

06-10-2019

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secção 4.5). O doente deve ser plenamente informado acerca dos riscos relacionados com

o uso de topiramato durante a gravidez (ver secção 4.3 e 4.6).

Suplementação alimentar

Alguns doentes podem ter diminuição de peso durante o tratamento com o topiramato. É

recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam monitorizados para

a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um suplemento alimentar ou

aumento da ingestão de alimentos em doentes que percam peso, durante a administração

do topiramato.

Intolerância à lactose

Topiramato Mylan contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose não

devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato Mylan sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato Mylan a outros medicamentos antiepiléticos (fenitoína,

carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, ou primidona) não afeta as suas

concentrações plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em que a

associação de Topiramato Mylan à fenitoína pode provocar uma elevação das

concentrações plasmáticas desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma duma

enzima polimórfica específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer doente em

tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade, deve proceder-

se à monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição do

topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas desta, para doses

de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso, não houve alteração das

concentrações plasmáticas de topiramato durante e após a interrupção do tratamento com

lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que são

metabolizadas por esta enzima (por exemplo: diazepam, imipramina, moclobemida,

proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato Mylan

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação ou interrupção do tratamento com fenitoína ou carbamazepina, à terapêutica

com Topiramato Mylan, pode requerer o ajuste posológico deste último. Estas alterações

devem ser efetuadas por avaliação do efeito clínico. A associação ou interrupção do

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tratamento com ácido valpróico não produz alterações clinicamente significativas nas

concentrações plasmáticas de Topiramato Mylan pelo que, neste caso, não é necessário

proceder ao ajuste posológico de Topiramato Mylan. Os resultados destas interações

estão resumidos no quadro seguinte:

FAE coadministrado Concentração do FAE Concentração de

Topiramato

Fenitoína «** ¯

Carbamazepina (CBZ) « ¯

Ácido Valpróico « «

Lamotrigina « «

Fenobarbital « NE

Primidona « NE

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração

15%)

** = Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

= Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina sérica diminui 12% devido à administração concomitante de Topiramato Mylan.

Não foi estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona ou retira

Topiramato Mylan a doentes em que foi instituída uma terapêutica com digoxina, deve

prestar-se especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de Topiramato Mylan e álcool ou outros medicamentos

depressores do Sistema Nervoso Central não foi avaliada em estudos clínicos. É

recomendado que Topiramato Mylan não seja utilizado concomitantemente com álcool

ou outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de Hipericão, uma

diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O potencial

de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos orais

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06-10-2019

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Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e 35

g de etinilestradiol (EE) e Topiramato Mylan em doses de 50 a 200 mg/dia administrado

na ausência de outros fármacos, não foi associado a alterações significativas de exposição

(AUC) de qualquer componente do contracetivo oral. Num outro estudo, a exposição de

etinilestradiol diminuiu de forma estatisticamente significativa, para doses de 200, 400 e

800 mg/dia de topiramato (18%, 21% e 30%, respetivamente), quando administrado

como terapêutica adjuvante a doentes epiléticos a tomar ácido valpróico. Em ambos os

estudos, Topiramato Mylan (em doses de 50-200 mg/dia em voluntários saudáveis e 200-

800 mg/dia em doentes epiléticos), não afetou a significativamente a exposição da NET.

Apesar de existir uma diminuição da exposição ao EE, dependente da dose, para doses

entre 200-800 mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou alteração dependente da

dose significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em voluntários

saudáveis). O significado clínico das alterações não é conhecido.

A possibilidade de diminuição da eficácia do contracetivo e do aumento da hemorragia

de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar contracetivos orais

em associação com Topiramato Mylan. As doentes a tomar contracetivos, contendo

estrogénio devem comunicar ao médico quaisquer alterações nos respetivos padrões

hemorrágicos. A eficácia dos contracetivos pode diminuir mesmo na ausência de

alteração dos padrões hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na exposição

sistémica de litío durante a administração concomitante de topiramato 200 mg/dia. Em

doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o

tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao lítio,

após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio devem ser

monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da

risperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400

mg/dia, respetivamente), quando esta foi administrada em doses que variaram entre 1 e 6

mg/dia. Contudo, diferenças na AUC da fração ativa total entre o tratamento com

risperidona isolada e em associação com topiramato não foram estatisticamente

significativas. Na fração antipsicótica ativa total (risperidona e 9-hidroxirisperidona)

foram observadas alterações mínimas da farmacocinética, não tendo sido observadas

alterações para a 9-hidroxirisperidona isolada. Não foram observadas alterações

significativas na exposição sistémica da fração ativa total da risperidona ou do

topiramato. Quando topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com risperidona

APROVADO EM

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(1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos adversos do que

antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato (250-400 mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

adicionado ao tratamento com risperidona foram: sonolência (27% e 12%), parestesia

(22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário da HCTZ (25 mg/dia) e do topiramato (96 mg de

12/12h), quando administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados do estudo

indicam que a Cmáx de topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29%, quando a

HCTZ foi adicionada ao topiramato. É desconhecido o significado clínico desta alteração.

A adição de HCTZ ao tratamento com topiramato pode exigir um ajuste da dose de

topiramato. A farmacocinética do estado estacionário da HCTZ não foi

significativamente alterada com a administração do topiramato. Resultados laboratoriais

indicaram uma redução do potássio sérico após a administração de topiramato e HCTZ.

Esta redução é mais acentuada quando a administração de topiramato e HCTZ é

concomitante.

Metformina

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis, para

avaliar a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato no

plasma, quando a metformina era administrada isoladamente e concomitantemente com

topiramato. Os resultados deste estudo mostraram que a média da Cmáx e da AUC 0-12h

da metformina aumentaram em 18% e 25% respetivamente, enquanto que a CL/F média

reduziu 20%, quando a metformina e o topiramato eram administrados simultaneamente.

O topiramato não afetou a Tmáx da metformina. Não é claro o significado clínico do

efeito do topiramato na farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do

topiramato oral parece ser reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-

se a extensão do efeito na depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da

metformina na farmacocinética do topiramato.

Quando Topiramato Mylan é associado ou retirado em doentes a receberem tratamento

com metformina deverá haver precaução em relação à monitorização de rotina, para o

controlo adequado da diabetes.

Pioglitazona

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15% da

,ss da pioglitazona, sem alteração da Cmáx,ss. Este resultado não foi

estatisticamente significativo. Por outro lado, foi observada uma diminuição do hidroxi-

metabolito de 13% e 16% na Cmáx,ss e AUC

,ss, respetivamente, assim como uma

diminuição de 60% na Cmáx e AUC

,ss do ceto-metabolito ativo. É desconhecido o

significado clínico destes resultados. Quando Topiramato Mylan é administrado em

APROVADO EM

06-10-2019

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simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial atenção à

monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Gliburide

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburide (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia), quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma

diminuição de 25% na AUC24 de gliburide, quando administrado com topiramato. A

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburide (M1) e 3-cis-

hidroxi-gliburide (M2), reduziu 13% e 15% respetivamente. A farmacocinética no estado

estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante de gliburide.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com o gliburide ou vice-versa, deve

dar-se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor para

nefrolitíase, Topiramato Mylan pode aumentar o risco de nefrolitíase. Durante o

tratamento com Topiramato Mylan devem ser evitadas estas substâncias, dado que podem

criar um ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos renais.

Ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamoniémia com ou sem encefalopatia em doentes que toleraram estes medicamentos

quando administrados isoladamente. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas

desaparecem com a descontinuação dos dois medicamentos. Esta reação adversa não é

devido a uma interação farmacocinética. Não foi estabelecida a associação da

hiperamoniémia com a terapêutica do topiramato em monoterapia ou concomitante com

outro antiepilético.

A hipotermia, definida como uma descida não intencional da temperatura corporal a

<35ºC foi notificada em associação com a utilização concomitante de topiramato e ácido

valpróico (AVP) ambos em conjugação com hiperamoniémia e na ausência de

hiperamoniémia. Este acontecimento adverso pode ocorrer após o início do tratamento

com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato, em doentes que utilizam

concomitantemente topiramato e ácido valpróico.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos para avaliar o potencial farmacocinético da interação

medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações na Cmáx ou na

AUC, como resultado de interações, estão resumidas abaixo. A segunda coluna

APROVADO EM

06-10-2019

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(concentração do medicamento concomitante) descreve o que acontece à concentração do

medicamento concomitante que se encontra na primeira coluna, com o topiramato. A

terceira coluna (concentração do topiramato) descreve como a coadministrarão do

fármaco da primeira coluna irá modificar a concentração do topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração concomitante

do medicamento (a)

Concentração do

topiramato (a)

Amitriptilina

aumento de 20% na Cmáx

e AUC no metabolito da

nortriptilina

Dihidroergotamina

(Oral e Subcutâneo)

Haloperidol

aumento de 31% na AUC

do metabolito reduzido

Propranolol

aumento de 17% na Cmáx

para o 4-OH propranolol

(TPM 50 mg de12/12h)

aumento de 9% e 16% na

Cmáx,

aumento de 9%-17% na

AUC (40 e 80 mg

propranolol de12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano (Oral e

Subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC

do diltiazem e diminuição

de18% da DEA, e

para o

DEM*

20% inaumento na AUC

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de12/12h)b

(a) Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC

relativamente à monoterapia.

= Sem efeitos na Cmáx e na AUC (

15% de alteração) do composto precursor

NE = Não Estudado

*DEA = des acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

b Flunarizina aumento de 14% na AUC em indivíduos que tomam apenas

flunarizina. Um aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação

durante o estabelecimento do estado estacionário.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Risco relacionado com o topiramato

O topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos (ver secção 5.3). Em ratos, o

topiramato atravessa a barreira placentária.

Em humanos, o topiramato atravessa a placenta e foram notificadas concentrações

similares no cordão umbilical e no sangue materno.

Dados clínicos obtidos a partir de registos de gravidez indicam que os lactentes expostos

ao topiramato em monoterapia apresentam:

um risco aumentado de malformações congénitas (particularmente, fissuras no

lábio/palato, hipospadias e anomalias envolvendo vários sistemas corporais), após

exposição durante o primeiro trimestre da gravidez. Os dados dos registos de gravidez

obtidos a partir do grupo de Medicamentos Antiepiléticos Norte Americanos com

topiramato em monoterapia demonstraram uma prevalência de malformações congénitas

maiores aproximadamente 3 vezes superior (4,3%), quando comparado com um grupo de

referência que não esteja a tomar medicamentos antiepiléticos (MAEs) (1,4%).

Adicionalmente, dados de outros estudos indicam que, quando comparado com a

monoterapia, existe um risco aumentado de efeitos teratogénicos associados à utilização

de MAEs em politerapia. O risco foi notificado como sendo dependente da dose; foram

observados efeitos em todas as doses. Em mulheres tratadas com topiramato que tiveram

um filho com malformações congénitas, parece haver um risco aumentado de

malformações em gravidezes subsequentes quando expostas ao topiramato.

uma prevalência maior de baixo peso no recém-nascido aquando do nascimento (<2500

gramas), comparativamente com o grupo de referência.

um aumento da prevalência de ser pequeno para a idade gestacional (PIG; definido

como peso aquando do nascimento abaixo do percentil 10 corrigido para a idade

gestacional, estratificado por sexo). As consequências a longo prazo dos resultados de

PIG não podem ser determinadas.

Indicação na Epilepsia

Durante a gravidez, o topiramato deve ser prescrito após a mulher ser informada dos

riscos conhecidos da epilepsia não controlada na gravidez e dos potenciais riscos do

medicamento para o feto.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não estão a

utilizar um método contracetivo eficaz (ver secção 4.3 e 4.5 Interações com contracetivos

orais).

Amamentação

Os estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no leite

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

materno. Os efeitos observados em recém-nascidos/lactentes amamentados por mães

tratadas incluem diarreia, sonolência, irritabilidade e ganho de peso inadequado.

Consequentemente, deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção do aleitamento ou

do tratamento com topiramato, tendo em consideração a importância do medicamento

para a mãe (ver secção 4.4).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Topamax sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquina são reduzidos

ou moderados.

Topiramato atua sobre o Sistema Nervoso Central e pode provocar sonolência, tonturas

ou outros sintomas relacionados. Pode causar também perturbações visuais e/ou visão

turva. Estas reações adversas podem ser potencialmente perigosas em doentes que

conduzam veículos ou utilizem máquinas, particularmente até ser estabelecida a

experiência individual do doente com o medicamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos clínicos

com 4.111 doentes (3.182 com topiramato e 929 com placebo) que participaram em 20

estudos em dupla ocultação e 2.847 doentes que participaram em 34 estudos abertos para

o topiramato como terapêutica adjuvante nas crises primárias generalizadas tónico-

clónicas, crises parciais, crises associadas ao síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia

para uma epilepsia nova ou diagnosticada recentemente ou para a profilaxia da

enxaqueca. A maioria das reações adversas medicamentosas foram ligeiras a moderadas

no que diz respeito à sua gravidade. Estas reações adversas medicamentosas,

identificadas nos ensaios clínicos e na fase de pós-comercialização (indicado por **),

encontram-se descritas na tabela 1 abaixo de acordo com a sua incidência. As frequências

atribuídas estão organizadas da seguinte forma:

Muito frequentes

1/10

Frequentes

1/100 e <1/10

Pouco frequentes

1/1000 e <1/100

Raros

1/10 000 e <1/1000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

As reações adversas medicamentosas (RAMs) mais comuns (com uma incidência > 5% e

maior que as observadas com placebo em pelo menos uma indicação em estudos em

dupla ocultação com topiramato): anorexia, diminuição do apetite, bradifrenia, depressão,

alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação, alteração da atenção,

tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações de memória, nistagno,

parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia, náuseas, fadiga,

irritabilidade e perda de peso.

Tabela 1: Reações Adversas Medicamentosas do Topiramato

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Classes de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

Frequentes

Raros

Muito Raros

Desconh

Exames

complementar

es de

diagnóstico

Diminuição

de Peso

Aumento

de peso*

Presença de

cristais na

urina, teste de

marcha em

linha reta com

resultados

anómalos,

contagem de

glóbulos

brancos

diminuída

Aumento das

enzimas

hepáticas

Diminuição

Bicarbonato

no sangue

Afeções

hepatobiliares

Hepatite,

falência

hepática

Cardiopatias

Bradicardia,

bradicardia

sinusal

palpitações

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

Anemia

Leucopénia,

trombocitopéni

linfadenopatia,

eosinofilia

Neutropénia

Doenças do

sistema

nervoso

parestesia,

sonolência,

tonturas

Distúrbios

atenção,

alterações

memória,

amnésia,

alterações

cognitivas,

perturbaçõ

mentais,

perturbaçõ

es das

capacidad

Nível reduzido

de consciência,

convulsões

grande mal,

defeito do

campo visual,

crises

complexas

parciais,

distúrbio do

discurso,

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

Apraxia,

alteração do

ritmo

circadiano

do sono,

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

acinésia,

não resposta

ao estímulo

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

psicomoto

ras,

convulsõe

alteração

coordenaç

ão, tremor,

letargia,

hipoestesi

nistagmo,

disgeusia,

perturbaçã

o do

equilíbrio,

disartria,

tremor

intenciona

l, sedação

ptialismo,

hipersonia,

afasia, discurso

repetitivo,

hipocinésia,

discinésia,

tonturas

posturais, má

qualidade do

sono, sensação

de queimadura,

perda de

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia,

hipogeusia,

estupor,

descordenação,

aura, ageusia,

disgrafia,

disfasia,

neuropatia

periférica, pré-

síncope,

distonia,

sensação de

formigueiro

Afeções

oculares

Visão

turva,

diplopia,

perturbaçõ

es visuais

Acuidade

visual

reduzida,

escotoma,

miopia*,

sensação

anormal no

olho*, olho

seco,

fotofobia,

blefarospasmo,

aumento da

lacrimação,

fotopsia,

midriase,

presbiopia

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

distúrbio na

acomodação

, alteração

da perceção

visual de

profundidad

e, escotoma

cintilante,

edema da

pálpebra*,

cegueira

Glaucoma de

ângulo

fechado*,

maculopatia*,

distúrbios do

movimento

ocular*

Uveíte**

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

noturna,

ambliopia

Afeções do

ouvido e do

labirinto

Vertigem,

zumbido,

dor de

ouvidos

Surdez, surdez

unilateral,

surdez

neurossensoria

l, desconforto

no ouvido,

alteração na

audição

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Dispneia,

epistaxis,

congestão

nasal,

rinorreia

Dispneia de

esforço,

hipersecreção

do seio

paranasal

disfonia

Tosse

Doenças

gastrointestina

Náuseas

diarreia,

Vómitos,

obstipação

, dor

abdominal

superior,

dispepsia,

abdominal

, boca

seca,

desconfort

o gástrico,

parestesia

oral,

gastrite,

desconfort

abdominal

Pancreatite,

flatulência,

doença do

refluxo

gastroesofágic

o, dor

abdomial

inferior,

hipoestesia

oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar,dor

oral, mau

hálito,

glossodinia

Doenças

renais e

urinárias

Nefrolitías

polaciúria,

disúria

Cálculos

renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular

renal*

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

urgência de

micção, cólicas

renais, dor

renal

Afeções dos

tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Alopécia,

erupção

cutânea,

prurido

Anidrose,

hipoestesia

facial,

urticária,

eritema,

prurido

generalizado,

erupção

macular,

descoloração

da pele,

dermatite

alérgica,

inflamação da

face

Sindrome

de Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor da pele

anormal,

edema

periorbital*,

urticária

localizada

Necrolise tóxica

epidérmica *

Afeções

musculosquelé

ticas e dos

tecidos

conjuntivos

Artrálgia,

espasmos

musculare

s, mialgia,

fasciculaç

muscular,

fraqueza

muscular,

musculoes

quelética

do peito

Inchaço da

articulação*,

rigidez

muscular, dor

lateral, fadiga

muscular

Desconforto

membro*

Doenças do

metabolismo e

da nutrição

Anorexia,

diminuiçã

o do

apetite

Acidose

metabólica,

hipocaliémia,

aumento do

apetite,

polidipsia

Acidose

hiperclorém

Infeções e

infestações

Nasofaringit

Vasculopatias

Hipotensão,

hipotensão

ortostática,

rubor,

afrontamento

Fenómeno

de Raynaud

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Fadiga

Pirexia,

astenia,

irritabilida

alterações

na marcha,

sentir-se

anormal,

mal-estar

Hipertermia,

sede, doença

do tipo gripal*,

arrefecimento

extremidades,

sensação de

embriaguez,

sensação de

agitação

Edema da

face

calcinose

Circunstâncias

sociais

Dificuldade na

aprendizagem

Doenças do

sistema

imunitário

Hipersensi

bilidade

Edema

alérgico*,

Edema

conjuntivo *

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Disfunção

eréctil,

Disfunção

sexual

Perturbações

do foro

psiquiátrico

Depressão

Bradifreni

a, insónia,

distúrbio

expressão,

ansiedade,

estado

confusiona

desorienta

ção,

agressão,

alterações

no humor,

agitação,

flutuações

de humor,

humor

depressivo

, cólera,

comporta

mento

anormal,

Ideação

suicida,

tentativa

suicida,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

auditiva,

alucinação,

visual, apatia,

perda de

discurso

espontâneo,

perturbações

do sono,

labilidade

afetiva,

diminuição da

líbido,

instabilidade

motora, choro,

disfemia,

euforia,

paranoia,

Mania,

perturbação

de pânico

sensação de

desespero*,

, hipomania,

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

perseverança,

ataques de

pânico, estado

lacrimoso,

distúrbio na

leitura, insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal, perda

da libido,

ausência de

interesse nas

atividades da

vida diária,

insónia

intermédia,

distratibilidade

, despertar

muito cedo,

reação de

pânico,

exaltado

* identificada como uma RAM durante os relatórios espontâneos de pós-comercialização. A

sua frequência foi calculada através de dados dos ensaios clínicos.

Malformações congénitas e restrições no crescimento fetal (ver secção 4.4 e secção 4.6).

População pediátrica

As reações adversas notificadas mais frequentemente (

2 vezes mais) em crianças do

que em adultos em estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite

- Aumento do apetite

- Acidose hiperclorémica

- Hipocaliemia

- Comportamento anormal

- Agressão

- Apatia

- Insónia inicial

- Ideação suicida

- Alteração da atenção

- Letargia

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

- Alteração do ritmo circadiano do sono

- Má qualidade do sono

- Aumento do lacrimejo

- Bradicardia sinusal

- Mal-estar

- Alterações na marcha.

As reações adversas que foram notificadas em crianças mas não em adultos em estudos

controlados e em dupla ocultação incluem:

- Eosinofilia

- Hiperatividade psicomotora

- Vertigens

- Vómitos

- Hipertermia

- Pirexia

- Dificuldade de aprendizagem.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas

incluíram: convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia, défice

intelectual, letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação,

tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos,

mas foram notificadas mortes após sobredosagens com politerapia envolvendo

topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção 4.4).

Tratamento

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve esvaziar-

se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O carvão ativado

mostrou absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um tratamento de suporte

apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise demonstrou ser um meio

eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.6. Sistema nervoso central. Antiepiléticos e

anticonvulsivantes

Código ATC: N03AX11

O topiramato é classificado como um monossacárido sulfamato-substituído. É

desconhecido o mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito

anticonvulsivante e na profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e

bioquímicos em culturas de neurónios identificaram três propriedades farmacológicas,

que podem contribuir para a eficácia anticonvulsivante do topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada dos

neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente, o que é

sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O topiramato aumenta

a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo ¡-aminobutirato (GABA) e

aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões cloreto para dentro dos

neurónios, sugerindo que o topiramato potência a atividade deste neurotransmissor

inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista das benzodiazepinas, nem

o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando o

topiramato dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

Como o perfil antiepilético do topiramato difere acentuadamente do das benzodiazepinas,

pode modular um subtipo do recetor GABAA insensível às benzodiazepinas. O

topiramato antagoniza a capacidade do kainato em ativar os recetores do aminoácido

excitatório (glutamato), do subtipo kainato/AMPA (ácido

-amino3-hidroxi5-

metilisoxazole4-ácido propiónico), mas não teve efeito aparente na atividade de N-

metilo-D-aspartato (NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes efeitos do

topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1

M a 200

M, com

um mínimo de atividade de 1

M a 10

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da

anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes da

atividade antiepilética do topiramato.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes de

crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em modelos de

epilepsia de roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no rato

espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos por

inflamação da amígdala ou por isquémia global. O topiramato é apenas fracamente eficaz

no bloqueio das crises clónicas induzidas pelo antagonista do recetor GABAA,

pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo do

topiramato e carbamazepina ou fenobarbital, demonstraram atividade anticonvulsivante

sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante

aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante, bem controlados, não foi

demonstrada nenhuma correlação entre os níveis plasmáticos de topiramato e a sua

eficácia clínica. Em seres humanos, não se demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

Foram realizados dois pequenos ensaios de braço único com crianças entre os 4 e 11 anos

de idade (CAPSS-326 e TOPAMAT-ABS001). Um dos estudos incluiu 5 crianças e o

outro incluiu 12 crianças antes de ter terminado precocemente devido a falta de resposta

terapêutica. As doses usadas nestes estudos foram até aproximadamente 12 mg/kg no

estudo TOPAMAT-ABS001 e um máximo inferior a 9 mg/kg/dia ou 400 mg/dia no

estudo CAPSS-326. Estes estudos não fornecem evidência suficiente para retirar

conclusões relativamente à eficácia ou segurança na população pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

As formulações dos comprimidos e cápsulas são bioequivalentes.

O perfil farmacocinético de topiramato em comparação com outros fármacos

antiepiléticos demonstra uma longa semivida plasmática, farmacocinética linear,

depuração predominantemente renal, ausência de ligação significativa às proteínas

plasmáticas e ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e pode

ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária monitorização

das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos, não houve nenhuma

relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a eficácia ou acontecimentos

adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral de

100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de concentração

plasmática máxima (Cmáx) de 1,5

g/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção duma

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

dose de 100 mg por via oral de C14-topiramato foi de pelo menos 81%. A ingestão de

alimentos não exerce um efeito clinicamente significativo sobre a biodisponibilidade do

topiramato.

Distribuição

Geralmente 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se uma

baixa capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são saturáveis para

concentrações plasmáticas superiores a 4

g/ml. O volume de distribuição varia

inversamente com a dose. O volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 - 0,55

l/kg para uma dose única de 100 a 1200 mg. Foi detetado um efeito do sexo no volume de

distribuição, com valores para o sexo feminino de cerca de 50% dos do sexo masculino.

Este aspeto é atribuído à maior percentagem de gordura em mulheres, e não tem

consequências clínicas.

Biotransformação

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis. O

topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica antiepilética

concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras dos fármacos.

Foram isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação,

caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de seres humanos. Cada

metabolito representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a

administração de C14–topiramato. Foram testados dois metabolitos, que retiveram a

maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se que possuíam pouca ou nenhuma

atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de C14

topiramato foi excretada na forma intacta na urina, em quatro dias. Após a administração

de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da depuração renal foi de

aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente. Existe evidência de

reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por estudos em ratos em que

o topiramato foi administrado em associação com o probenecide e observou-se um

aumento significativo na depuração renal. Em geral, no ser humano, a depuração

plasmática é de aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

O topiramato exibe uma baixa variabilidade interindividual nas concentrações

plasmáticas e, consequentemente, tem uma farmacocinética previsível. A farmacocinética

do topiramato é linear, com uma depuração plasmática permanecendo constante, e um

aumento da área sob a curva da concentração plasmática proporcional à dose, para doses

orais únicas compreendidas entre 100 e 400mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com

função renal normal podem necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações

plasmáticas no estado estacionário. A média da Cmáx após a administração por via oral

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

de doses múltiplas de 100 mg, duas vezes por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76

g/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes

por dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente 21 horas.

A administração simultânea de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg, duas

vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento proporcional à

dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

A depuração plasmática e renal do topiramato sofre uma redução nos doentes com

compromisso renal (CLcr

60 ml/min).. Como resultado, são esperadas concentrações

plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para uma dose determinada em doentes

com compromisso renal, comparativamente a doentes com função renal normal.

Para além disso, doentes com compromisso renal necessitarão de mais tempo para atingir

a concentração no estado estacionário, para cada dose. Em doentes com compromisso

renal moderado a grave, é recomendada metade da dose inicial habitualmente

administrada e metade da dose de manutenção.

O topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise. Um período

prolongado de hemodiálise pode causar uma descida da concentração de topiramato para

níveis que requerem a manutenção de um efeito anticonvulsivo. Para evitar descidas

repentinas nas concentrações plasmáticas de topiramato durante a hemodiálise, pode ser

necessária uma dose suplementar de topiramato. O ajuste habitual deve ter em

consideração 1) a duração do período de diálise, 2) a taxa de depuração do sistema de

diálise que está a ser utilizado, e 3) a taxa de depuração renal efetiva de topiramato nos

doentes sujeitos a diálise.

A depuração plasmática do topiramato reduz em média 26% nos doentes com

compromisso hepático moderado a grave. Assim, topiramato deve ser administrado com

precaução nos doentes com compromisso hepático.

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência de

doença renal subjacente.

População Pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, em terapêutica

adjuvante, é linear, com depuração independente da dose, e as concentrações plasmáticas

no estado estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No entanto, as crianças

têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais curta. Consequentemente,

em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato para a mesma dose em mg/kg

deve ser mais baixa comparativamente aos adultos. Como nos adultos, os fármacos

antiepiléticos indutores das enzimas hepáticas diminuem as concentrações plasmáticas no

estado estacionário.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em doses

tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade, nos ratos

machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto sofreram uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com

toxicidade materna. Os números de malformações fetais em ratinhos aumentaram em

todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionada com a dose

(redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foi observada em doses até 20

mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos dedos) com

doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade materna relacionada

com a dose foi observada em doses a partir de 10 mg/kg/dia, com toxicidade

embrionária/fetal (aumento de letalidade) a partir de 35 mg/kg/dia, e efeitos teratogénicos

(malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120 mg/kg/dia.

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações nos seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os recém-

nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e o

aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300 mg/kg/dia,

durante o período de desenvolvimento correspondente à primeira infância, infância e

adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais adultos (diminuição no

consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso corporal, hipertrofia

hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no crescimento dos ossos

longos (tíbia) ou na densidade mineral dos ossos (fémur), pré-desmame e

desenvolvimento reprodutivo, desenvolvimento neurológico (incluindo avaliações da

memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não revelou

potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo: lactose mono-hidratada, carboximetilamido sódico; copolividona, estearato de

magnésio e sílica coloidal anidra.

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Revestimento:

Dosagem de 25 mg: Dióxido de titânio (E171), Polidextrose, Hipromelose 2910 (3 cps),

Hipromelose 2910 (6 cps), Hipromelose 2910 (50 cps), Citrato de trietilo, Macrogol 8000

Dosagem de 50 mg, 100 mg e 200 mg: Álcool polivinílico parcialmente hidrolisado,

Dióxido de titânio (E171), Macrogol 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo (E172) (apenas

na dosagem de 50 mg e de 100 mg), Óxido de ferro vermelho (E172) (apenas na dosagem

de 50 mg e de 200 mg)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

Após abertura inicial do frasco HDPE: 3 meses

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de Alu/ Alu.

Blister de PVC/PVDC - Alu.

Frasco de HPDE com tampa de polipropileno.

Embalagens de 20 e 60 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Mylan, Lda.

Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Topiramato Mylan 25 mg Comprimidos revestidos por película

Nº registo: 5040506 – 20 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, blister Alu/Alu

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

Nº registo: 5040514 – 60 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040464 – 20 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040472 – 60 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040522 – 20 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco HDPE

Nº registo: 5040530 – 60 Comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco HDPE

Topiramato Mylan 50 mg Comprimidos revestidos por película

Nº registo: 5040563 – 20 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040571 – 60 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040548 – 20 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040555 – 60 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040605 – 20 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco HDPE

Nº registo: 5040613 – 60 Comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco HDPE

Topiramato Mylan 100 mg Comprimidos revestidos por película

Nº registo: 5040647 – 20 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040654 – 60 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040621 – 20 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040639 – 60 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040662 – 20 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco HDPE

Nº registo: 5040670 – 60 Comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco HDPE

Topiramato Mylan 200 mg Comprimidos revestidos por película

Nº registo: 5040720 – 20 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040738 – 60 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister Alu/Alu

Nº registo: 5040704 – 20 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040712 – 60 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Nº registo: 5040746 – 20 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco HDPE

Nº registo: 5040753 – 60 Comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco HDPE

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

28 de junho de 2007

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

APROVADO EM

06-10-2019

INFARMED

09/2019

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