Topiramato ITF 200 mg Comprimido revestido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
ITF Farma - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
200 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido
Composição:
Topiramato 200 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5094867 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017770 - 50016652 ; 5094875 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017770 - 50016644 ; 5094966 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017770 - 50016652 ; 5094974 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017770 - 50016644
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
07/H/0248/004
Data de autorização:
2008-03-14

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Topiramato ITF 25, 50, 100 e 200 mg comprimidos revestidos

Topiramato

Leia com atenção este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tive quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato ITF e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato ITF

3. Como tomar Topiramato ITF

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato ITF

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Topiramato ITF e para que é utilizado

Topiramato ITF pertence a um grupo de medicamentos denominado “medicamentos

antiepiléticos”. É utilizado em:

monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade

superior a 6 anos.

terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões para adultos e crianças, de

idade igual ou superior a 2 anos.

para prevenir enxaquecas em adultos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato ITF

Não tome Topiramato ITF

se tem alergia (hipersensibilidade) ao topiramato ou a qualquer outro componente

Topiramato ITF (indicados na secção 6).

na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou poderá ficar mas não está a utilizar

contraceção eficaz (para mais informações, ver secção “gravidez e aleitamento”).

Se não tem a certeza se a situação acima se aplica a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato ITF .

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato ITF se:

tem problemas nos rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

tem problemas de fígado;

tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma;

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29-05-2013

INFARMED

tem problemas de crescimento;

está a efetuar uma dieta altamente calórica (dieta cetogénica);

está grávida ou pode engravidar(ver a secção “Gravidez, amamentação e fertilidade”

para mais informações)

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato ITF.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o

seu médico.

Deve de igual modo falar primeiro com o seu médico antes de tomar qualquer

medicamento contendo topiramato que não o Topiramato ITF.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato ITF, por isso, o seu peso deve ser

verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se estiver a

perder demasiado peso ou se a criança não estiver a ganhar peso suficiente, consulte

o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepiléticos como

Topiramato ITF, apresentaram pensamentos de autoagressão e suicídio. Se a

qualquer momento tiver estes pensamentos deve consultar imediatamente o seu

médico.

Outros medicamentos e Topiramato ITF

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Topiramato ITF e alguns

medicamentos podem interagir entre si. Por vezes, a dose de Topiramato ITF ou de

outro medicamento que está a tomar, poderá ter de ser ajustada.

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

outros medicamentos que podem comprometer ou reduzir o seu pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do

sistema nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato ITF pode diminuir a eficácia da sua pílula.

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual enquanto

estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato ITF .

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato ITF .

Outros medicamentos que deverá informar o seu médico ou farmacêutico incluem

medicamentos

antiepiléticos,

risperidona,

lítio,

hidroclorotiazida,

metformina,

pioglitazona, gliburide, amitriptilina, propranolol, diltiazem, venlafaxina, flunarizina,

Hipericão (Hypericum perforatum) (uma preparação à base de plantas usada para

tratar a depressão).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato ITF .

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29-05-2013

INFARMED

Topiramato ITF com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato ITF com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato ITF beba uma grande quantidade de fluidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato ITF. Deve evitar beber álcool

enquanto estiver a tomar Topiramato ITF.

Gravidez e amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

médico

decidirá

pode

tomar

Topiramato

ITF.

como

outros

medicamentos antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao feto se Topiramato

ITF é tomado durante a gravidez.

Certifique-se que está bem informada acerca dos riscos e benefícios de tomar

Topiramato ITF para a epilepsia durante a gravidez.

Não deve tomar Topiramato ITF para a prevenção da enxaqueca se está grávida ou

pode estar grávida e não está a utilizar contraceção eficaz.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato ITF devem dizer ao

seu médico assim que notarem algo fora do normal com a criança.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento com Topiramato ITF pode ocorrer tonturas, cansaço e

problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem consultar

o seu médico primeiro.

Topiramato

contém

lactose.

informado

pelo

médico

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Topiramato ITF

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. O seu médico

irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa de Topiramato

ITF que depois é aumentada lentamente, até atingir a dose mais adequada.

Topiramato ITF comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os

comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato ITF pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição. Enquanto

estiver a tomar Topiramato ITF, beba muitos líquidos durante o dia para prevenir

pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato ITF do que deveria

Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

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Pode sentir sonolência, cansaço ou ficar menos alerta; sentir falta de coordenação;

ter dificuldade em falar ou em concentrar-se; ter visão dupla ou turva; sentir-se

tonto devido a uma tensão arterial baixa; sentir-se depressivo ou agitado; ou ter dor

abdominal ou convulsões (ataques)..

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em associação

com Topiramato ITF.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato ITF

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que se

lembrar.

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e o

tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou mais

doses, contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar uma

dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato ITF

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha indicado.

Os seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta medicação, a

dose deve diminuir gradualmente durante alguns dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

A frequência dos efeitos secundários possíveis listados abaixo é definida da seguinte

forma:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir os

seguintes efeitos secundários:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

- Depressão (aparecimento ou agravamento)

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Convulsões (ataques)

- Ansiedade, irritabilidade, alteração de humor, confusão, desorientação

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INFARMED

- Problemas em concentrar-se, raciocínio lento, perda de memória, problemas de

memória (aparecimento, alteração súbita ou aumento da gravidade)

- Cálculo(s) nos rins, urinar frequentemente ou dor ao urinar

Pouco frequentes (podem afetar 1 em cada 100 pessoas)

- Aumento do nível de acidez no sangue (pode originar dificuldade em respirar que

inclui falta

perda

apetite, náuseas,

vómitos,

cansaço

excessivo,

batimento cardíaco rápido ou irregular)

- Diminuição ou perda da transpiração

- Ter pensamentos de autoagressão grave, tentativa de autoagressão

Raros (podem afetar 1 em cada 1,000 pessoas)

- Glaucoma – bloqueio de líquido no olho originando um aumento da pressão no

olho, dor, ou diminuição da visão

Podem ocorrer outros efeitos secundários; caso se tornarem graves, fale com o seu

médico ou farmacêutico:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

- Corrimento nasal, nariz entupido, ou dor de garganta

- Formigueiro, dor e/ou entorpecimento de várias partes do corpo

- Sonolência, cansaço

- Tonturas

- Náuseas, diarreia

- Perda de peso

Frequentes (podem afetar 1 em cada 10 pessoas)

- Anemia (baixa contagem de células sanguíneas)

- Reação alérgica (tal como erupção na pele, vermelhidão, comichão, inchaço da

face, urticária)

- Perda de apetite, diminuição do apetite

- Agressão, agitação, raiva

- Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

- Problemas na fala ou alterações da fala, fala arrastada

- Descoordenação, falta de coordenação, sensação de instabilidade ao andar

- Diminuição da capacidade de realizar tarefas rotineiras

- Diminuição, perda ou falta de paladar

- Tremor ou agitação involuntária; movimento rápido e involuntário dos olhos

- Perturbações visuais, tal como visão dupla, visão turva, diminuição da visão,

dificuldade em focar

- Sensação de rotação (vertigens), som agudo e constante no ouvido, dor de ouvidos

- Falta de ar

- Sangrar do nariz

- Febre, indisposição, fraqueza

Vómitos,

obstipação,

desconforto

abdominal,

indigestão,

infeção

estômago

ou intestinos

- Boca seca

- Queda de cabelo

- Comichão

- Dor ou inchaço nas articulações, espasmos ou contrações musculares, dor ou

fraqueza

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INFARMED

muscular, dor no peito

- Aumento de peso

Pouco frequentes (podem afetar 1 em cada 100 pessoas)

Diminuição

plaquetas

(células

sanguíneas

ajudam

parar

hemorragia), diminuição dos glóbulos brancos no sangue que ajudam a proteger

contra uma infeção, diminuição do nível de potássio no sangue

- Aumento das enzimas do fígado, aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos

brancos) no sangue

- Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas

- Aumento do apetite

- Humor exaltado

- Ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, perturbação mental grave (psicose)

- Não sentir ou não demonstrar emoção, desconfiança fora do normal, ataque de

pânico

- Problemas de leitura, alterações da fala, problemas em escrever à mão

- Inquietação, hiperatividade- Raciocínio lento, diminuição do estado de vigília e de

alerta

- Movimentos corporais reduzidos ou lentos, movimentos musculares involuntários

anormais e repetitivos

- Desmaio

- Sensação anormal ao toque; sentido do tato comprometido

- Olfato comprometido, ausência ou distorção do olfato

- Sentimento invulgar ou sensação que pode preceder uma enxaqueca ou um certo

tipo de convulsão

- Olho seco, sensibilidade dos olhos à luz, espasmos da pálpebra, olhos lacrimejantes

- Diminuição ou perda de audição, perda de audição num ouvido

- Batimento cardíaco lento ou irregular, sentir o batimento do coração no peito

Pressão

sanguínea

baixa,

pressão

sanguínea

baixa

levantar-se

(consequentemente, algumas pessoas a tomar Topiramato ITF podem sentir-se

fracas, com tonturas, ou desmaiar quando se levantam ou sentam repentinamente)

- Rubor, sentir-se quente

- Pancreatite (inflamação no pâncreas)

- Passagem excessiva de gás, azia, enfartamento ou inchaço abdominal

- Sangramento das gengivas, aumento da saliva, babar-se, mau hálito

- Excessiva ingestão de líquidos, sede

- Descoloração da pele

- Rigidez muscular, dor lateral

- Sangue na urina, incontinência (falta de controlo) de urina, desejo urgente de

urinar, dor no flanco ou nos rins

- Dificuldade em ter ou manter uma ereção, disfunção sexual

- Sintomas gripais

- Dedos das mãos e dos pés frios

- Sentir-se bêbedo

- Incapacidade de aprender

Raros (podem afetar 1 em cada 1,000 pessoas)

- Perda de consciência

- Cegueira em um dos olhos, cegueira temporária, cegueira noturna

- Olho preguiçoso

- Inchaço nos olhos e à volta dos olhos

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INFARMED

- Entorpecimento, formigueiro e alteração da cor (branco, azul e depois vermelho)

nos dedos das mãos e dos pés quando expostos ao frio

- Inflamação do fígado, insuficiência hepática

- Síndrome de Stevens Johnson, uma condição potencialmente fatal que pode

apresentar

feridas em vários locais das mucosas (tal como boca, nariz, e olhos), erupção na

pele, e bolhas

- Odor anormal da pele

- Desconforto nos braços ou pernas

- Alterações nos rins

- Aumento do nível de acidez no sangue

Desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

- Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua visão.

- Necrose tóxica epidérmica, uma condição fatal relacionada com, e mais grave que o

Síndrome de Steven-Johnson, caracterizada por bolhas generalizadas e descamação

das camadas externas da pele (ver efeitos secundários raros).

Crianças e adolescentes

Os efeitos secundários em crianças são geralmente semelhantes aos observados nos

adultos. No entanto, alguns efeitos secundários são observados mais frequentemente

em crianças e/ou podem ser mais graves em crianças do que nos adultos. Os efeitos

secundários

podem

mais

graves

incluem

diminuição

perda

transpiração e aumento do nível de acidez no sangue. Os efeitos secundários que

podem ocorrer mais frequentemente em crianças incluem doenças do aparelho

respiratório superior.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Topiramato ITF

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Conservar na embalagem de origem.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Topiramato ITF

A substância ativa é o topiramato.

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INFARMED

Cada comprimido revestido de Topiramato ITF contém 25, 50, 100, 200 mg de

topiramato.

- Os outros componentes são:

Núcleo:

Lactose

mono-hidratada

amido

milho,

celulose

microcristalina,

crospovidona, estearato de magnésio, sílica coloidal anidra.

Revestimento: copolímero metacrilado de butilo básico, laurilsulfato de sódio, ácido

esteárico, talco, dióxido de titânio (E171), estearato de magnésio, óxido de ferro

amarelo (E172) (dosagem de 50 mg e 100 mg), óxido de ferro vermelho (E172)

(dosagem de 200 mg) e água purificada.

Qual o aspeto de Topiramato ITF e conteúdo da embalagem

O Topiramato ITF apresenta-se na forma de comprimidos revestidos, estando

disponível em embalagens de 20 ou 60 comprimidos.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no mercado

ITF Farma, Produtos Farmacêuticos, Lda

Rua Consiglieri Pedroso, n.º 123

Queluz de Baixo

2730-056 Barcarena

Fabricante

Sofarimex - Indústria Química e Farmacêutica, SA

Av. Das Indústrias – alto do Colaride

2735-213 Cacém

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato ITF 25 mg comprimidos revestidos

Topiramato ITF 50 mg comprimidos revestidos

Topiramato ITF 100 mg comprimidos revestidos

Topiramato ITF 200 mg comprimidos revestidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido contém 25 mg, 50 mg, 100 mg ou 200 mg de

topiramato.

Contém lactose mono-hidratada – 17.935 mg, 35.87 mg, 71.74 mg e 143.48 mg

respetivamente para as dosagens de 25 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido (Comprimido)

25 mg: Comprimido redondo e branco

50 mg: Comprimido redondo e amarelo claro

100 mg: Comprimido redondo e amarelo

200 mg: Comprimido redondo e vermelho

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6

anos, com crises parciais com ou sem generalização secundária e crises tónico-

clónicas primárias generalizadas.

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes

e adultos com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-

clónicas primárias generalizadas e para o tratamento de crises associadas ao

síndrome de Lennox-Gastault.

O topiramato é indicado para a profilaxia da enxaqueca, em adultos após avaliação

cuidadosa de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é

indicado para tratamento agudo.

4.2. Posologia e modo de administração

Generalidades

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma

titulação, até ser alcançada uma dose eficaz. A posologia e a taxa de titulação devem

ser efetuadas de acordo com o resultado clínico.

Topiramato ITF está disponível em comprimidos revestidos. Não se recomenda o

fracionamento dos comprimidos.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para

otimizar a terapêutica com Topiramato ITF. Em ocasiões raras, a associação de

topiramato à fenitoína pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um

resultado clínico favorável. A associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina

em terapêutica adjuvante com Topiramato ITF pode necessitar de ajuste da dose de

Topiramato ITF.

Topiramato ITF pode ser tomado independentemente das refeições.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, fármacos antiepiléticos

incluindo o topiramato devem ser descontinuados gradualmente para minimizar o

potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios clínicos, as

dosagens diárias foram diminuídas com intervalos semanais de 50-100 mg em

adultos com epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato com doses até

100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em pediatria, o

topiramato foi gradualmente descontinuado durante um período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia em epilepsia

Generalidades

Quando se suspende a administração concomitante de antiepiléticos de forma a

possibilitar a monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que

poderão ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança

exijam

interrupção

abrupta

antiepiléticos

administrados

concomitantemente, é recomendado uma redução gradual, de aproximadamente um

terço do antiepilético administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na

posologia de Topiramato ITF.

Adultos

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A

titulação deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana.

A dose pode ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2 semanas,

administrados em duas tomas. Se o doente não tolerar o regime de titulação, podem

ser efetuados incrementos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de

dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia

mg/dia,

administrada

duas

tomas.

dose

máxima

diária

recomendada é de 500 mg/dia, também administrada em duas tomas. Alguns

doentes com formas refratárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato,

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29-05-2013

INFARMED

em monoterapia. Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos

incluindo idosos, na ausência de doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo

resultado clínico. O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser

iniciado com 0,5 a 1 mg/kg dia, administrados à noite, durante a primeira semana.

Esta dose pode ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas tomas,

com intervalos de 1 ou 2 semanas. Se a criança não é capaz de tolerar o regime de

titulação, podem ser efetuados aumentos menores ou intervalos maiores entre cada

aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de

idade superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2

mg/kg/dia em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização

secundária, crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas ao

síndrome de Lennox-Gastault)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25 - 50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 -50

mg/dia, em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada

em duas tomas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose

única diária.

Em ensaios clínicos como terapêutica adjuvante, a dose de 200 mg foi a dose eficaz

mais baixa. A dose diária habitual é de 200 - 400 mg, dividida em duas tomas.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na

ausência de doença renal subjacente. (ver secção 4.4).

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato ITF (topiramato) como terapêutica

adjuvante é de aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomas. A

titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, com base na variação de 1 a 3

mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. A dose deve ser

aumentada semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia,

(administrados em duas tomas diárias), para obter uma resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da

enxaqueca é de 100 mg/dia, divididos em duas tomas. A titulação deve ser iniciada

com 25 mg, administrados à noite, durante 1 semana. A dose deve ser então

aumentada em 25 mg diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não

suportar o regime de titulação, podem ser considerados intervalos maiores entre os

ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter

benefícios em alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao

aumento da incidência de efeitos indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato ITF (topiramato) não é recomendado no tratamento ou prevenção da

enxaqueca em crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato ITF em populações especiais de

doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

renal (CLcr ≤ 70 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do

topiramato estão diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem

necessitar de mais tempo para atingir o estado estacionário em cada dose. É

recomendado metade da dose inicial habitualmente administrada e metade da dose

de manutenção (ver secção 5.2).

Em doentes com insuficiência renal em estadio final, uma vez que o topiramato é

removido do plasma por hemodiálise, deve ser administrado, nos dias em que a

hemodiálise

efetuada,

dose

suplementar

Topiramato

igual

aproximadamente

igual

metade

dose

habitualmente

administrada

topiramato.

A dose suplementar deve ser administrada em doses divididas no início e no fim do

procedimento de hemodiálise. Esta dose suplementar pode variar de acordo com o

tipo de equipamento de diálise utilizado (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

hepático moderado a grave, uma vez que a depuração do topiramato está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal

esteja intacta.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Na profilaxia da enxaqueca em mulheres em idade fértil se não estiverem a utilizar

métodos contracetivos eficazes.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Nas situações em que a descontinuação rápida de topiramato seja clinicamente

necessária, é recomendado uma monitorização adequada (ver secção 4.2 para mais

informações).

Assim como com outros fármacos antiepiléticos, alguns doentes podem ter um

aumento na frequência das crises ou de início de novos tipos de crises com

topiramato. Este fenómeno pode ser a consequência de uma sobredosagem, de uma

diminuição

concentrações

plasmáticas

antiepiléticos

utilização

concomitante, da progressão da doença ou um efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante.

A hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada

hidratação, antes e durante atividades como o exercício físico ou a exposição a

temperaturas elevadas, pode reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas

relacionada com o calor (ver secção 4.8).

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da transpiração) tem sido notificada em associação com o

uso de topiramato. A diminuição da transpiração e a hipertermia (aumento da

temperatura corporal) podem ocorrer especialmente em crianças expostas a uma

temperatura ambiente elevada.

Perturbações do humor/Depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão

durante o tratamento com topiramato.

Suicídio/Ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados

com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-

análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo,

mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento

suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo que explica esse risco e os dados

disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências

de 0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com

uma incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%;

8 dos 4045 doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e

comportamento suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o

risco de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados,

tais como, cólica renal, dor lombar ou dor nos flancos, pode ser superior.

fatores

risco

para nefrolitíase incluem

formação

prévia

cálculos,

antecedentes familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de

risco permite prever de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento

com topiramato. Além disso, os doentes em tratamento com outros medicamentos

associados ao risco de nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior risco.

Função renal diminuída

Em doentes com função renal diminuída (CLCR £ 70 ml/min), recomenda-se

precaução da administração de topiramato, uma vez que a depuração renal e

plasmática

topiramato

está

diminuída.

Para

recomendações

posologia

específicas para doentes com função renal diminuída, ver secção 4.2, Compromisso

renal.

Função hepática diminuída

doentes

alteração

função

hepática,

recomenda-se

precaução

administração de topiramato, pois a depuração do topiramato pode estar reduzida..

Miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo fechado

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário do ângulo

fechado foi notificado em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem

início agudo de diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. As descobertas

oculares incluem miopia, edema da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão)

e aumento da pressão intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Esta

síndrome pode estar associada com derrame supraciliar resultando no deslocamento

anterior do cristalino e íris, com glaucoma secundário de ângulo fechado. Os

sintomas ocorrem tipicamente dentro de um mês do início da terapêutica com

topiramato. Em contraste com o glaucoma primário do ângulo fechado, que é raro

em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma secundário do ângulo

fechado associado a topiramato foi notificado em doentes em idade pediátrica, bem

como em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e

de acordo com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão

intraocular.

Estas

medidas

geralmente

resultam

diminuição

pressão

intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com

um historial de distúrbios visuais.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Acidose metabólica

acidose

metabólica

hiperclorémica,

“non-anion

gap”

(isto

redução

bicarbonato sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose

respiratória),

está

associada

ao tratamento com topiramato. Esta

redução

bicarbonato sérico deve-se ao efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica

renal. Geralmente, a redução de bicarbonato ocorre no início do tratamento,

podendo, no entanto, ocorrer em qualquer altura do tratamento. Estas reduções de

bicarbonato são geralmente ligeiras a moderadas (com reduções médias de 4 mmol/l

para

doses

mg/dia

mais

topiramato,

adultos,

aproximadamente 6 mg/kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente, os doentes

apresentaram redução para valores inferiores a 10 mmol/l. Situações clínicas ou

terapêuticas que predisponham a acidose, (tais como, doenças renais, alterações

respiratórias graves, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica, ou alguns

medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada

pelo topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de

crescimento.

efeito

topiramato

sequelas

ósseas

não

estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato.

Se estão presentes sinais ou sintomas (por ex. respiração de Kussmaul, dispneia,

anorexia, náuseas, vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos

de acidose metabólica, é recomendada a determinação de bicarbonato no soro. Se a

acidose metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a

redução da dose ou a interrupção do tratamento com topiramato (através de uma

diminuição gradual da dose).

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Alteração da função cognitiva

A alteração cognitiva na epilepsia é multifatorial e pode ser devida à etiologia

subjacente, devida à epilepsia ou devida ao tratamento antiepilético. Têm sido

notificadas

literatura,

alterações

função

cognitiva

adultos

fazer

terapêutica com topiramato que requereram redução da dose ou descontinuação do

tratamento. Contudo, os resultados cognitivos de estudos efetuados em crianças

tratadas com topiramato foram insuficientes e o seu efeito a esse respeito necessita

ainda de ser elucidado.

Suplementação alimentar

Alguns

doentes

podem ter

diminuição

peso

durante

tratamento

topiramato. Recomenda-se que os doentes em tratamento com o topiramato sejam

monitorizados para a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

suplemento alimentar ou aumento da ingestão de alimentos em doentes que percam

peso, durante a administração do topiramato.

Intolerância à lactose

Topiramato ITF contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato ITF sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato ITF a outros medicamentos antiepiléticos (fenitoína,

carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, ou primidona) não afeta as suas

concentrações plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em

que a associação de Topiramato ITF à fenitoína pode provocar uma elevação das

concentrações plasmáticas desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma

duma enzima polimórfica específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer

doente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade,

deve proceder-se à monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição

do topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas desta,

para doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso, não houve

alteração das concentrações plasmáticas em fase estacionária de topiramato durante

ou após a interrupção do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que

são

metabolizadas

esta

enzima

(por

exemplo:

diazepam,

imipramina,

moclobemida, proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato ITF

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação

interrupção

tratamento

fenitoína

carbamazepina,

terapêutica com Topiramato ITF, pode requerer o ajuste posológico deste último.

Estas alterações devem ser efetuadas por avaliação do efeito clínico. A associação ou

interrupção do tratamento com ácido valpróico não produz alterações clinicamente

significativas nas concentrações plasmáticas de Topiramato ITF pelo que, neste caso,

não é necessário proceder ao ajuste posológico de Topiramato ITF. Os resultados

destas interações estão resumidos no quadro seguinte:

FAE coadministrado Concentração do FAE Concentração de

Topiramato

Fenitoína «** ¯

Carbamazepina (CBZ) « ¯

Ácido Valpróico « «

Lamotrigina « «

Fenobarbital « NE

Primidona « NE

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração ≤ 15%)

= Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

NE = Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina sérica diminui 12% devido à administração concomitante de Topiramato

ITF. Não foi estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona

ou retira Topiramato ITF a doentes em que foi instituída uma terapêutica com

digoxina, deve prestar-se especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de Topiramato ITF e álcool ou outros medicamentos

depressores do Sistema Nervoso Central não foi avaliada em estudos clínicos.

Recomenda-se que Topiramato ITF não seja utilizado concomitantemente com álcool

ou outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode

observada

administração

concomitante

topiramato

Hipericão, uma diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de

eficácia. O potencial de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos orais

Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e

35 µg de etinilestradiol (EE) e Topiramato ITF em doses de 50 a 200 mg/dia

administrado na ausência de outros fármacos, não foi associado a alterações

significativas de exposição (AUC) de qualquer componente do contracetivo oral. Num

outro estudo, a exposição de etinilestradiol diminuiu de forma estatisticamente

significativa, para doses de 200, 400 e 800 mg/dia de topiramato (18%, 21% e

30%, respetivamente), quando administrado como terapêutica adjuvante a doentes

epiléticos a tomar ácido valpróico. Em ambos os estudos, Topiramato (em doses de

50-200 mg/dia em voluntários saudáveis e 200-800 mg/dia em doentes epiléticos),

não

afetou

significativamente

exposição

NET.

Apesar

existir uma

diminuição da exposição ao EE, dependente da dose, para doses entre 200-800

mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou alteração dependente da dose

significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em voluntários

saudáveis). O significado clínico das alterações não é conhecido.

possibilidade

diminuição

eficácia

contracetivo

aumento

hemorragia de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar

contracetivos

orais

associação

Topiramato

ITF.

doentes

tomar

contracetivos, contendo estrogénio devem comunicar ao médico quaisquer alterações

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

nos respetivos padrões hemorrágicos. A eficácia dos contracetivos pode diminuir

mesmo na ausência de alteração dos padrões hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na

exposição sistémica de lítio durante a administração concomitante de topiramato 200

mg/dia. Em doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi

afetada durante o tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao

lítio, após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio

devem ser monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da

risperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400

mg/dia, respetivamente), quando esta foi administrada em doses que variaram entre

1 e 6 mg/dia. Contudo, diferenças na AUC da fração ativa total entre o tratamento

com risperidona isolada e em associação com topiramato não foram estatisticamente

significativas. Na fração antipsicótica ativa total (risperidona e 9-hidroxirisperidona)

foram observadas alterações mínimas da farmacocinética, não tendo sido observadas

alterações para a 9-hidroxirisperidona isolada. Não foram observadas alterações

significativas na exposição sistémica da fração ativa total da risperidona ou do

topiramato. Quando topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com

risperidona (1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos

adversos do que antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato

(250-400 mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

adicionado

tratamento

risperidona

foram:

sonolência

(27%

12%),

parestesia (22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário da HCTZ (25 mg/dia) e do topiramato (96 mg

de 12/12h), quando administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados do

estudo indicam que a Cmáx de topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29%,

quando a HCTZ foi adicionada ao topiramato. É desconhecido o significado clínico

desta alteração. A adição de HCTZ ao tratamento com topiramato pode exigir um

ajuste da dose de topiramato. A farmacocinética do estado estacionário da HCTZ não

foi significativamente alterada com a administração do topiramato. Resultados

laboratoriais indicaram uma redução do potássio sérico após a administração de

topiramato e HCTZ. Esta redução é mais acentuada quando a administração de

topiramato e HCTZ é concomitante.

Metformina

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis,

para avaliar a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

plasma,

quando

metformina

administrada

isoladamente

concomitantemente com topiramato. Os resultados deste estudo mostraram que a

média da Cmáx e da AUC 0-12h da metformina aumentaram em 18% e 25%

respetivamente, enquanto que a CL/F média reduziu 20%, quando a metformina e o

topiramato eram administrados simultaneamente. O topiramato não afetou a Tmáx

da metformina. Não é claro o significado clínico do efeito do topiramato na

farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do topiramato oral parece

ser reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-se a extensão do

efeito na depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da metformina na

farmacocinética do topiramato.

Quando Topiramato ITF é associado ou retirado em doentes a receberem tratamento

com metformina deverá haver precaução em relação à monitorização de rotina, para

o controlo adequado da diabetes.

Pioglitazona

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15%

da AUCτ,ss da pioglitazona, sem alteração da Cmáx,ss. Este resultado não foi

estatisticamente significativo. Por outro lado, foi observada uma diminuição de 13%

e 16% na Cmáx,ss e AUCτ,ss, respetivamente, do hidroxi-metabolito assim como

diminuição

Cmáx

AUCτ,ss

ceto-metabolito

ativo.

desconhecido o significado clínico destes resultados. Quando Topiramato ITF é

administrado em simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial

atenção à monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Gliburide

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburide (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia), quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma

diminuição de 25% na AUC24 de gliburide, quando administrado com topiramato. A

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburide (M1) e 3-cis-

hidroxi-gliburide(M2), reduziu 13% e 15% respetivamente. A farmacocinética no

estado estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante

de gliburide.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com o gliburide ou vice-versa,

deve dar-se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da

diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor

para nefrolitíase, Topiramato ITF pode aumentar o risco de nefrolitíase. Durante o

tratamento com Topiramato ITF devem ser evitadas estas substâncias, dado que

podem criar um ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos

renais.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamoniémia

encefalopatia

doentes

toleraram

estes

medicamentos quando administrados isoladamente. Na maioria dos casos, os sinais

e sintomas desaparecem com a descontinuação dos dois medicamentos. Esta reação

adversa não é devido a uma interação farmacocinética. Não foi estabelecida a

associação da hiperamoniémia com a terapêutica do topiramato em monoterapia ou

concomitante com outro antiepilético.

A hipotermia, definida como uma descida não intencional da temperatura corporal a

<35ºC foi notificada em associação com a utilização concomitante de topiramato e

ácido valpróico (AVP) ambos em conjugação com hiperamoniémia e na ausência de

hiperamoniémia.

Este

acontecimento

adverso

pode

ocorrer

após

início

tratamento com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato, em

doentes que utilizam concomitantemente topiramato e ácido valpróico.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos para avaliar o potencial farmacocinético da interação

medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações na Cmáx

ou na AUC, como resultado de interações, estão resumidas abaixo. A segunda coluna

(concentração

medicamento

concomitante)

descreve

acontece

concentração do medicamento concomitante que se encontra na primeira coluna,

com o topiramato. A terceira coluna (concentração do topiramato) descreve como a

coadministração do fármaco da primeira coluna irá modificar a concentração do

topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração concomitante

do medicamentoa

Concentração

topiramatoa

Amitriptilina

aumento

Cmáx e AUC no metabolito

da nortriptilina

Dihidroergotamina

(Oral e Subcutâneo)

Haloperidol

↔ aumento de 31% na AUC

do metabolito reduzido

Propranolol

aumento

Cmáx

para

4-OH

propranolol

(TPM

de12/12h)

aumento de 9% e 16%

na Cmáx,

aumento de 9%-17% na

propranolol

de12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano (Oral e

Subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC

do diltiazem e diminuição

de18% da DEA, e ↔ para o

Aumento de 20% na AUC

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

DEM*

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de12/12h)b

a Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC

relativamente à monoterapia.

↔ = Sem efeitos na Cmáx e na AUC (≤ 15% de alteração) do composto

precursor

NE = Não Estudado

*DEA = des acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

b Aumento de 14% na AUC da Flunarizina em indivíduos que tomam apenas

flunarizina. Um aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação

durante o estabelecimento do estado estacionário.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos. Em ratos, o topiramato

atravessa a barreira placentária.

Dados obtidos a partir de registos de gravidez no Reino Unido e no grupo de

Medicamentos Antiepiléticos Norte Americanos (NAAED) indicam que os lactentes

expostos ao topiramato em monoterapia durante o primeiro trimestre de gravidez

apresentam risco aumentado de malformações congénitas (ex. defeitos craniofaciais,

como por exemplo fissuras no lábio/palato, hipospádias e anomalias envolvendo

vários sistemas corporais). Os dados dos registos de gravidez obtidos a partir do

NAAED

topiramato

monoterapia

demonstraram

incidência

malformações

congénitas

maiores

aproximadamente

vezes

superior,

quando

comparado

grupo

referência

não

esteja

tomar

fármacos

antiepiléticos. Adicionalmente, houve uma maior prevalência de baixo peso no

recém-nascido aquando do nascimento (<2500 gramas) após tratamento com

topiramato comparativamente com o grupo de referência.

Para além disso, os dados obtidos a partir destes registos e de outros estudos

indicam que, comparativamente com a monoterapia, o tratamento com fármacos

antiepiléticos em politerapia está associado a um maior risco de acontecimentos

teratogénicos.

É recomendado que as mulheres em risco de engravidar utilizem um método

contracetivo adequado e considerem opções terapêuticas alternativas.

Estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no

leite materno. Uma vez que existem inúmeros medicamentos excretados no leite

materno, deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção do aleitamento ou do

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

tratamento com topiramato, tendo em consideração a importância do medicamento

para a mãe (ver Secção 4.4).

Indicação na Epilepsia

Durante a gravidez, o topiramato deve ser prescrito após a mulher ser informada dos

riscos conhecidos da epilepsia não controlada na gravidez e dos potenciais riscos do

medicamento para o feto.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não

estão a utilizar um método contracetivo eficaz (ver secção 4.3 e 4.5 Interações com

contracetivos orais).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Topiramato sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquina são

reduzidos ou moderados.

Topiramato atua sobre o Sistema Nervoso Central e pode provocar sonolência,

tonturas ou outros sintomas relacionados. Pode causar também perturbações visuais

e/ou visão turva. Estas reações adversas podem ser potencialmente perigosas em

doentes que conduzam veículos ou utilizem máquinas, particularmente até ser

estabelecida a experiência individual do doente com o medicamento.

4.8. Efeitos Indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos

clínicos com 4.111 doentes (3.182 com topiramato e 929 com placebo) que

participaram em 20 estudos em dupla ocultação e 2.847 doentes que participaram

em 34 estudos abertos para o topiramato como terapêutica adjuvante nas crises

primárias

generalizadas

tónico-clónicas,

crises

parciais,

crises

associadas

síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia para uma epilepsia nova ou diagnosticada

recentemente ou para a profilaxia da enxaqueca. A maioria das reações adversas

medicamentosas foram ligeiras a moderadas no que diz respeito à sua gravidade.

Estas reações adversas medicamentosas, identificadas nos ensaios clínicos e na fase

de pós-comercialização (indicado por **), encontram-se descritas na tabela 1 abaixo

de acordo com a sua incidência. As frequências atribuídas estão organizadas da

seguinte forma:

Muito frequentes ≥ 1/10

Frequentes ≥ 1/100 e <1/10

Pouco frequentes ≥ 1/1000 e <1/100

Raros ≥ 1/10 000 e <1/1000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis .

As reações adversas medicamentosas (RAMs) mais comuns (com uma incidência >

5% e maior que as observadas com placebo em pelo menos uma indicação em

estudos em dupla ocultação com topiramato): anorexia, diminuição do apetite,

bradifrenia, depressão, alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação,

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

alteração da atenção, tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações

de memória, nistagmo, parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia,

náuseas, fadiga, irritabilidade e perda de peso.

Tabela 1: Reações Adversas Medicamentosas do Topiramato

Classes

sistemas de órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

Frequentes

Raros

Muito Raros

Exames

complementares

de diagnóstico

Diminuição de

Peso

Aumento de peso*

Presença

cristais na urina,

teste de marcha

linha

reta

resultados

anómalos,

contagem

glóbulos brancos

diminuída,

aumento

enzimas

hepáticos

Diminuição de

Bicarbonato

no sangue

Afeções

hepatobiliares

Hepatite,

falência

hepática

Cardiopatias

Bradicardia,

bradicardia

sinusal

palpitações

Doenças

sangue

sistema linfático

Anemia

Leucopénia,

trombocitopénia,

linfadenopatia,

eosinofilia

Neutropénia*

Doenças

sistema nervoso

parestesia,

sonolência,

tonturas

Distúrbios

atenção,

alterações

memória, amnésia,

alterações

cognitivas,

perturbações

mentais,

perturbações

capacidades

psicomotoras,

convulsões,

alteração

coordenação,

tremor,

letargia,

hipoestesia,

nistagmo,

disgeusia,

perturbação

Nível

reduzido

consciência,

convulsões

grande

mal,

defeito

campo

visual,

crises complexas

parciais,

distúrbio

discurso,

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

ptialismo,

hipersonia,

afasia,

discurso

repetitivo,

Apraxia,

alteração

ritmo

circadiano

sono,

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

acinésia,

não

resposta

estímulo

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

equilíbrio,

disartria,

tremor

intencional,

sedação

hipocinésia,

discinésia,

tonturas

posturais,

qualidade

sono,

sensação

queimadura,

perda

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia,

hipogeusia,

estupor,

descordenação,

aura,

ageusia,

disgrafia,

disfasia,

neuropatia

periférica,

pré-

síncope,

distonia,

sensação

formigueiro

Afeções oculares

Visão

turva,

diplopia,

perturbações

visuais

Acuidade

visual

reduzida,

escotoma,

miopia*,

sensação

anormal

olho*,

olho

seco,

fotofobia,

blefarospasmo,

aumento

lacrimação,

fotopsia,

midriase,

presbiopia

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

distúrbio

acomodação,

alteração

perceção

visual

profundidade,

escotoma

cintilante,

edema

pálpebra*,

cegueira

noturna,

ambliopia

Glaucoma

ângulo

fechado*,

maculopatia*,

distúrbios

movimento

ocular*

Afeções do ouvido

e do labirinto

Vertigem,

zumbido,

ouvidos

Surdez,

surdez

unilateral,

surdez

neurossensorial,

desconforto

ouvido,

alteração

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

audição

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Dispneia, epistaxis,

congestão

nasal,

rinorreia

Dispneia

esforço,

hipersecreção

seio

paranasal

disfonia ,

Tosse

Doenças

gastrointestinais

Náuseas

diarreia,

Vómitos,

obstipação,

abdominal

superior,

dispepsia,

abdominal,

boca

seca,

desconforto

gástrico,

parestesia

oral,

gastrite,

desconforto

abdominal,

Pancreatite,

flatulência,

doença

refluxo

gastroesofágico,

abdominal

inferior,

hipoestesia oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar, dor oral,

hálito,

glossodinia

Doenças hepáticas

Hepatite,

insuficiência

hepática

Doenças

renais

urinárias

Nefrolitíase,

polaciúria, disúria

Cálculos

renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

urgência

micção,

cólicas

renais, dor renal

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular renal*

Afeções

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Alopécia,

erupção

cutânea, prurido

Anidrose,

hipoestesia

facial,

urticária,

eritema, prurido

generalizado,

erupção

macular,

descoloração da

pele,

dermatite

Sindrome

Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor

pele

anormal,

edema

periorbital*,

Necrolise

tóxica

epidérmica *

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

alérgica, inchaço

da face

urticária

localizada

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

Artralgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular, fraqueza

muscular,

musculoesquelética

do peito

Inchaço

articulação*,

rigidez

muscular,

lateral,

fadiga

muscular

Desconforto

no membro*

Doenças

metabolismo e da

nutrição

Anorexia,

diminuição

apetite

Acidose

metabólica,

hipocaliémia,

aumento

apetite,

polidipsia

Acidose

hiperclorémica

Infeções

infestações

Nasofaringite*

Vasculopatias

Hipotensão,

hipotensão

ortostática,

rubor,

afrontamento

Fenómeno

Raynaud

Perturbações

gerais e alterações

local

administração

Fadiga

Pirexia,

astenia,

irritabilidade,

alterações

marcha,

sentir-se

anormal, mal-estar

Hipertermia,

sede, doença do

tipo

gripal*,

lentidão,

arrefecimento

extremidades,

sensação

embriaguez,

sensação

agitação

Edema

face calcinose

Circunstâncias

sociais

Dificuldade

aprendizagem

Doenças

sistema imunitário

Hipersensibilidade

Edema

alérgico*,

Edema

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

conjuntivo *

Doenças

órgãos

genitais

da mama

Disfunção erétil,

Disfunção sexual

Perturbações

foro psiquiátrico

Depressão

Bradifrenia,

insónia,

distúrbio

expressão,

ansiedade,

estado

confusional,

desorientação,

agressão,

alterações

humor,

agitação,

flutuações

humor,

humor

depressivo, cólera,

comportamento

anormal,

Ideação suicida,

tentativa

suicida,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

auditiva,

alucinação,

visual,

apatia,

perda

discurso

espontâneo,

perturbações do

sono,

labilidade

afetiva,

diminuição

líbido,

instabilidade

motora,

choro,

disfemia,

euforia,

paranoia,

perseverança,

ataques

pânico,

estado

lacrimoso,

distúrbio

leitura,

insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal,

perda

da libido, apatia,

insónia

intermédia,

distratibilidade,

despertar muito

cedo, reação de

pânico, exaltado

Mania,

perturbação

pânico,

sensação

desespero*,

hipomania.

* identificada como uma RAM durante os relatórios espontâneos de pós-comercialização. A sua frequência foi

calculada através de dados dos ensaios clínicos.

População pediátrica

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

As reações adversas notificadas mais frequentemente (≥ 2 vezes mais) em crianças

do que em adultos em estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite

- Aumento do apetite

- Acidose hiperclorémica

- Hipocaliemia

- Comportamento anormal

- Agressão

- Apatia

- Insónia inicial

- Ideação suicida

- Alteração da atenção

- Letargia

- Alteração do ritmo circadiano do sono

- Má qualidade do sono

- Aumento do lacrimejo

- Bradicardia sinusal

- Mal-estar

- Alterações na marcha.

As reações adversas que foram notificadas em crianças mas não em adultos em

estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Eosinofilia

- Hiperatividade psicomotora

- Vertigens

- Vómitos

- Hipertermia

- Pirexia

- Dificuldade de aprendizagem.

4.9. Sobredosagem

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas

incluíram: convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia,

défice

intelectual,

letargia,

coordenação

anormal,

estupor,

hipotensão,

abdominal, agitação, tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram

graves na maioria dos casos, mas foram notificadas mortes após sobredosagens com

politerapia envolvendo topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção

4.4).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve

esvaziar-se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O

carvão ativado mostrou adsorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

tratamento de suporte apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise

demonstrou ser um meio eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.6.

Sistema

nervoso

central.

Antiepiléticos

anticonvulsivantes

Código ATC: N03AX11

topiramato

classificado

como

monossacárido

sulfamato-substituído.

desconhecido o mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito

anticonvulsivante e na profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e

bioquímicos

culturas

neurónios

identificaram

três

propriedades

farmacológicas,

podem

contribuir

para

eficácia

anticonvulsivante

topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada

dos neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente,

o que é sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O

topiramato aumenta a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo ¡-

aminobutirato (GABA) e aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões

cloreto para dentro dos neurónios, sugerindo que o topiramato potência a atividade

deste neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista das benzodiazepinas,

nem o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando

o topiramato dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

Como

perfil

antiepilético

topiramato

difere

acentuadamente

benzodiazepinas,

pode

modular

subtipo

recetor

GABAA

insensível

benzodiazepinas. O topiramato antagoniza a capacidade do kainato em ativar os

recetores do aminoácido excitatório (glutamato), do subtipo kainato/AMPA (ácido α-

amino3-hidroxi5-metilisoxazole4-ácido propiónico), mas não teve efeito aparente na

atividade de N-metilo-D-aspartato (NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes

efeitos do topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1 µM

a 200 µM, com um mínimo de atividade de 1 µM a 10 µM.

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor

da anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes

da atividade antiepilética do topiramato.

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes

de crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em

modelos de epilepsia de roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no

rato espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos

por inflamação da amígdala ou por isquémia global. O topiramato é apenas

fracamente eficaz no bloqueio das crises clónicas induzidas pelo antagonista do

recetor GABAA, pentilenetetrazol.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo

topiramato

carbamazepina

fenobarbital,

demonstraram

atividade

anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou

atividade anticonvulsivante aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante,

controlados,

não

demonstrada

nenhuma

correlação

entre

níveis

plasmáticos de topiramato e a sua eficácia clínica. Em seres humanos, não se

demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

Foram realizados dois pequenos ensaios de braço único com crianças entre os 4 e 11

anos de idade (CAPSS-326 e TOPAMAT-ABS001). Um dos estudos incluiu 5 crianças

e o outro incluiu 12 crianças antes de ter terminado precocemente devido a falta de

resposta terapêutica. As doses usadas nestes estudos foram até aproximadamente

12 mg/kg no estudo TOPAMAT-ABS001 e um máximo inferior a 9 mg/kg/dia ou 400

mg/dia no estudo CAPSS-326. Estes estudos não fornecem evidência suficiente para

retirar conclusões relativamente à eficácia ou segurança na população pediátrica.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

As formulações dos comprimidos e cápsulas são bioequivalentes.

perfil

farmacocinético

topiramato

comparação

outros

fármacos

antiepiléticos demonstra uma longa semivida plasmática, farmacocinética linear,

depuração predominantemente renal, ausência de ligação significativa às proteínas

plasmáticas e ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e

pode ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária

monitorização das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos,

não houve nenhuma relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a

eficácia ou acontecimentos adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral

de 100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de

concentração plasmática máxima (Cmáx) de 1,5 µg/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção

duma dose de 100 mg por via oral de C14-topiramato foi de pelo menos 81%. A

ingestão de alimentos não exerce um efeito clinicamente significativo sobre a

biodisponibilidade do topiramato.

Distribuição

Geralmente 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se

uma baixa capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são saturáveis

para concentrações plasmáticas superiores a 4 µg/ml. O volume de distribuição varia

inversamente com a dose. O volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 -

0,55 l/kg para uma dose única de 100 a 1200 mg. Foi detetado um efeito do sexo no

volume de distribuição, com valores para o sexo feminino de cerca de 50% dos do

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

sexo masculino. Este aspeto é atribuído à maior percentagem de gordura em

mulheres, e não tem consequências clínicas.

Metabolismo

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis.

O topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica

antiepilética concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras

dos fármacos. Foram isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e

glucuronidação, caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de

seres humanos. Cada metabolito representa menos de 3% da radioatividade total

excretada

após

administração

C14–topiramato.

Foram

testados

dois

metabolitos, que retiveram a maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se

que possuíam pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de

C14 topiramato foi excretada na forma intacta na urina, em quatro dias. Após a

administração de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da

depuração renal foi de aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente.

Existe evidência de reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por

estudos em ratos em que o topiramato foi administrado em associação com o

probenecide e observou-se um aumento significativo na depuração renal. Em geral,

no ser humano, a depuração plasmática é de aproximadamente 20 a 30 ml/min,

após a administração oral.

topiramato

exibe

baixa

variabilidade

interindividual

concentrações

plasmáticas

consequentemente,

farmacocinética

previsível.

farmacocinética

topiramato

linear,

depuração

plasmática

permanecendo constante, e um aumento da área sob a curva da concentração

plasmática proporcional à dose, para doses orais únicas compreendidas entre 100 e

400mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com função renal normal podem

necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações plasmáticas no estado

estacionário. A média da Cmáx após a administração por via oral de doses múltiplas

de 100 mg, duas vezes por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76 µg/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas

vezes por dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente

21 horas.

A administração simultânea de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg,

duas vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento

proporcional à dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

A depuração plasmática e renal do topiramato sofre uma redução nos doentes com

compromisso

renal

(CLcr

ml/min).

Como

resultado,

são

esperadas

concentrações plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para uma dose

determinada em doentes com compromisso renal, comparativamente a doentes com

função renal normal. Para além disso, doentes com compromisso renal necessitarão

de mais tempo para atingir a concentração no estado estacinário, para cada dose.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Em doentes com compromisso renal moderado a grave, é recomendada metade da

dose inicial habitualmente administrada e metade da dose de manutenção.

O topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise. Um

período prolongado de hemodiálise pode causar uma descida da concentração de

topiramato para níveis que requerem a manutenção de um efeito anticonvulsivo.

Para

evitar

descidas

repentinas

concentrações

plasmáticas

topiramato

durante a hemodiálise, pode ser necessária uma dose suplementar de topiramato. O

ajuste habitual deve ter em consideração 1) a duração do período de diálise, 2) a

taxa de depuração do sistema de diálise que está a ser utilizado, e 3) a taxa de

depuração renal efetiva de topiramato nos doentes sujeitos a diálise.

A depuração plasmática do topiramato reduz em média 26% nos doentes com

compromisso hepático moderado a grave. Assim, topiramato deve ser administrado

com precaução nos doentes com compromisso hepático.

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência

de doença renal subjacente.

População Pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, em terapêutica

adjuvante, é linear, com depuração independente da dose, e as concentrações

plasmáticas no estado estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No

entanto, as crianças têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais

curta. Consequentemente, em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato

para a mesma dose em mg/kg deve ser mais baixa comparativamente aos adultos.

Como nos adultos, os fármacos antiepiléticos indutores das enzimas hepáticas

diminuem as concentrações plasmáticas no estado estacionário.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em

doses tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade,

nos ratos machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto sofreram uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com

toxicidade materna. Os números de malformações fetais em ratinhos aumentaram

em todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionada com a

dose (redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foi observada em doses

até 20 mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos

dedos) com doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade

materna relacionada com a dose foi observada em doses a partir de 10 mg/kg/dia,

com toxicidade embrionária/fetal (aumento de letalidade) a partir de 35 mg/kg/dia,

e efeitos teratogénicos (malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120

mg/kg/dia.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações nos seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os

recém-nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a

gestação e o aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300

mg/kg/dia,

durante

período

desenvolvimento

correspondente

primeira

infância, infância e adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais

adultos (diminuição no consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso

corporal, hipertrofia hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no

crescimento dos ossos longos (tíbia) ou na densidade mineral dos ossos (fémur),

pré-desmame

desenvolvimento

reprodutivo,

desenvolvimento

neurológico

(incluindo avaliações da memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou

nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não

revelou potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo:

Lactose

mono-hidratada

amido

milho,

celulose

microcristalina,

crospovidona, estearato de magnésio, sílicacoloidal anidra.

Revestimento: Copolímero básico de metacrilado de butilo, laurilsulfato de sódio,

ácido esteárico, talco, dióxido de titânio (E171), estearato de magnésio, óxido de

ferro amarelo (E172) (dosagem de 50 mg e 100 mg), óxido de ferro vermelho

(E172) (dosagem de 200 mg) e água purificada.

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Conservar na embalagem de origem.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de Alu/Alu

Blister de PVC/PE/PVDC – Alu

Embalagem de 20 e 60 comprimidos.

APROVADO EM

29-05-2013

INFARMED

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ITF Farma, Produtos Farmacêuticos, Lda

Rua Consiglieri Pedroso, n.º 123

Queluz de Baixo

2730-056 Barcarena

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º registo: - 5094909 – 20 comprimidos revestidos, 25 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094917 – 60 comprimidos revestidos, 25 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094800 – 20 comprimidos revestidos, 25 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094818 – 60 comprimidos revestidos, 25 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094925 – 20 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094933 – 60 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094826 – 20 comprimidos revestidos, 50 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094834 – 60 comprimidos revestidos, 50 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094941 – 20 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094958 – 60 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094842 – 20 comprimidos revestidos, 100 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094859 – 60 comprimidos revestidos, 100 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094966 – 20 comprimidos revestidos, 200 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094974 – 60 comprimidos revestidos, 200 mg, blister Alu/Alu

N.º registo: - 5094867 – 20 comprimidos revestidos, 200 mg, blister PVC/PE/PVDC-

N.º registo: - 5094875 – 60 comprimidos revestidos, 200 mg, blister PVC/PE/PVDC-

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

14 março 2008

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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