Topiramato Generis Phar 25 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
25 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 25 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5848593 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017763 - 50016571 ; 5848692 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017763 - 50016580 ; 5848890 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017763 - 50016580 ; 5848791 - Frasco 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017763 - 50016571
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
05/H/0306/001
Data de autorização:
2006-06-09

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Folheto informativo: informação para o utilizador

Topiramato Generis Phar 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 200 mg comprimidos revestidos por película

topiramato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este

medicamento, pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos

sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis

não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato Generis Phar e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Generis Phar

3. Como tomar Topiramato Generis Phar

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Topiramato Generis Phar

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Topiramato Generis Phar e para que é utilizado

Topiramato Generis Phar pertence a um grupo de medicamentos denominado

“medicamentos antiepiléticos”. É utilizado em:

- monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade

superior a 6 anos.

- no tratamento de convulsões em adultos e crianças, de idade igual ou superior

a 2 anos, juntamente com outros medicamentos.

- para prevenir enxaquecas em adultos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Generis Phar

Não tome Topiramato Generis Phar

se tem alergia ao topiramato ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

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INFARMED

na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou se é uma mulher em idade fértil,

a menos que esteja a utilizar contraceção eficaz (para mais informações, ver

secção “Gravidez e aleitamento”). Deve falar com o seu médico acerca de qual o

melhor tipo de contraceção a utilizar enquanto estiver a tomar Topiramato

Generis Phar.

Se não tem certeza se as situações acima se aplicam a si, consulte o seu

médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Generis Phar.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Generis

Phar se:

tem problemas de rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

tem problemas de fígado;

tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma;

tem problemas de crescimento;

está a efetuar uma dieta rica em gorduras (dieta cetogénica);

está grávida ou pode engravidar (ver secção “Gravidez e amamentação” para

mais informações).

está a tomar Topiramato Generis Phar para tratar epilepsia e está grávida ou é

uma mulher em idade fértil (ver a secção “Gravidez e amamentação” para mais

informações)

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Generis

Phar.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro

o seu médico.

Deve de igual modo falar primeiro com o seu médico antes de tomar qualquer

medicamento contendo topiramato, que lhe seja dado em alternativa ao

Topiramato Generis Phar.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato Generis Phar, por isso o seu peso

deve ser verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento.

Se ao tomar este medicamento estiver a perder demasiado peso ou se a criança

não estiver a ganhar peso suficiente, consulte o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com medicamentos

antiepiléticos como Topiramato Generis Phar, apresentaram pensamentos de

autoagressão e suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve

consultar imediatamente o seu médico.

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Em casos raros, Topiramato Generis Phar pode causar níveis elevados de

amónia no sangue (observados nas análises sanguíneas) o que pode provocar

alteração do funcionamento do cérebro especialmente se também estiver a

tomar um medicamento chamado ácido valpróico ou valproato de sódio. Já que

esta pode ser uma condição grave, informe imediatamente o seu médico se

ocorrerem os seguintes sintomas (ver também secção 4 "Efeitos indesejáveis

possíveis"):

- dificuldade em pensar, relembrar informação ou resolver problemas

- estar menos alerta ou atento

- sentir-se muito sonolento e com pouca energia

O risco de desenvolver estes sintomas pode aumentar com doses mais altas de

Topiramato Generis Phar.

Outros medicamentos e Topiramato Generis Phar

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Topiramato Generis

Phar e alguns medicamentos podem interagir entre si. Por vezes, a dose de

Topiramato Generis Phar ou de outro medicamento que está a tomar, poderá ter

de ser ajustada.

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

outros medicamentos que podem comprometer ou reduzir o seu pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do

sistema nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato Generis Phar pode diminuir a eficácia da sua

pílula. Deve falar com o seu médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção

a utilizar enquando estiver a tomar Topiramato Generis Phar.

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual

enquanto estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato Generis Phar.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa

lista ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Generis Phar.

Outros medicamentos que deverá informar o seu médico ou farmacêutico

incluem medicamentos antiepiléticos, risperidona, lítio, hidroclorotiazida,

metformina, pioglitazona, gliburida, amitriptilina, propranolol, diltiazem,

venlafaxina, flunarizina, Hipericão (Hypericum perforatum) (uma preparação à

base de plantas usada para tratar a depressão).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Generis

Phar.

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INFARMED

Topiramato Generis Phar com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato Generis Phar com ou sem alimentos. Durante o

tratamento com Topiramato Generis Phar beba uma grande quantidade de

fluidos durante o dia para prevenir pedras nos rins enquanto estiver a tomar

Topiramato Generis Phar. Deve evitar beber álcool enquanto estiver a tomar

Topiramato Generis Phar.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

O seu médico irá discutir consigo a utilização de contracetivos, bem como se a

utilização de Topiramato Generis Phar é adequada para si.

Prevenção da enxaqueca:Topiramato Generis Phar pode prejudicar um bebé por

nascer. Não deve utilizar Topiramato Generis Phar se está grávida. Não deve

usar Topiramato Generis Phar para a prevenção da enxaqueca se é uma mulher

em idade fértil a menos que esteja a usar contraceção eficaz. Fale com o seu

médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção e se Topiramato Generis

Phar é adequado para si. Deve ser realizado um teste de gravidez antes de

iniciar o tratamento com Topiramato Generis Phar.

Tratamento da epilepsia:

Se é uma mulher em idade fértil deve falar com o seu médico acerca de outros

tratamentos

possíveis em vez de Topiramato Generis Phar. Se a decisão for a de utilizar

Topiramato Generis Phar, deve utilizar contraceção eficaz. Fale com o seu

médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção a utilizar enquando estiver

a tomar Topiramato Generis Phar. Deve ser realizado um teste de gravidez

antes de iniciar o tratamento com Topiramato Generis Phar. Fale com o seu

médico se desejar engravidar.

Tal como outros medicamentos antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao

feto se Topiramato Generis Phar for tomado durante a gravidez. Certifique-se

que está bem informada acerca dos riscos e benefícios de tomar Topiramato

Generis Phar para a epilepsia durante a gravidez.

- Se tomar Topiramato Generis Phar durante a gravidez, o seu bebé tem um

maior risco de ter defeitos à nascença particularmente lábio leporino (fenda no

lábio superior) e fenda palatina (fenda no céu da boca). Os recém-nascidos

rapazes podem também ter uma malformação no pénis

(hipospadia). Estes defeitos podem desenvolver-se numa fase inicial da

gravidez, até mesmo

antes de saber que está grávida.

- Se tomar Topiramato Generis Phar durante a gravidez, o seu bebé pode ser

mais pequeno à nascença do que o esperado. Fale com o seu médico se tem

dúvidas acerca deste risco durante a gravidez.

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- Podem existir outros medicamentos para tratar a sua condição que tenham um

risco inferior

de defeitos à nascença.

- Informe imediatamente o seu médico se ficar grávida enquanto está a tomar

Topiramato Generis Phar. Você e o seu médico devem decidir se vai continuar a

tomar Topiramato Generis Phar enquanto estiver grávida.

Amamentação

A substância ativa de Topiramato Generis Phar (topiramato) passa para o leite

materno. Foram observados efeitos em bebés amamentados por mães tratadas,

incluindo diarreia, sonolência, irritabilidade e um fraco aumento de peso. Assim,

o seu médico vai discutir consigo sobre se não vai amamentar ou se não vai

continuar o tratamento com Topiramato Generis Phar. O seu médico vai ter em

atenção a importância do medicamento para a mãe e o risco para o bebé.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato Generis Phar

devem dizer ao seu médico o mais rapidamente possível, assim que notarem

algo fora do normal com a criança.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento com Topiramato Generis Phar podem ocorrer tonturas,

cansaço e problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas

sem consultar o seu médico primeiro.

Topiramato Generis Phar contém sódio.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por

comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Topiramato Generis Phar

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com

o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais

baixa de Topiramato Generis Phar que depois é aumentada lentamente, até

atingir a dose mais adequada para si.

Topiramato Generis Phar comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite

mastigar os comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato Generis Phar pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição.

Enquanto estiver a tomar Topiramato Generis Phar beba muitos líquidos durante

o dia para prevenir pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato Generis Phar do que deveria

Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

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INFARMED

Pode sentir sonolência, cansaço ou ficar menos alerta; sentir falta de

coordenação; ter dificuldade em falar ou em concentrar-se; ter visão dupla ou

turva; sentir-se tonto devido a uma tensão arterial baixa; sentir-se depressivo ou

agitado; ou ter dor abdominal ou convulsões (ataques).

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em

associação com Topiramato Generis Phar.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Generis Phar

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que

se lembrar.

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e

o tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou

mais doses, contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de

tomar.

Se parar de tomar Topiramato Generis Phar

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha

indicado. Os seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta

medicação, a dose deve diminuir gradualmente durante alguns dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos

indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir

os seguintes efeitos indesejáveis:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

Depressão (aparecimento ou agravamento)

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Convulsões (ataques)

Ansiedade, irritabilidade, alterações de humor, confusão, desorientação

Problemas em concentrar-se, raciocínio lento, perda de memória, problemas de

memória (aparecimento, alteração súbita ou aumento da gravidade)

Cálculo(s) nos rins, urinar frequentemente ou dor ao urinar

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

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Aumento do nível de acidez no sangue (pode originar dificuldade em respirar

que inclui falta de ar, perda do apetite, náuseas, vómitos, cansaço excessivo, e

batimento cardíaco rápido ou irregular)

Diminuição ou perda da transpiração (particularmente, em crianças jovens que

estão expostas a altas temperaturas)

Ter pensamentos de autoagressão grave, tentativa de autoagressão

Perda de parte do campo de visão

Raros (podem afetar até 1 em cada 1 000 pessoas)

Glaucoma – bloqueio de líquido no olho originando um aumento da pressão no

olho, dor, ou diminuição da visão

Dificuldade em pensar, relembrar informação ou resolver problemas, estar

menos alerta ou atento, sentir-se muito sonolento e com pouca energia - estes

sintomas podem ser um sinal de níveis elevados de amónia no sangue

(hiperamonemia) que pode provocar uma alteração no funcionamento do

cérebro (encefalopatia hiperamonémica).

Desconhecidos (não pode ser calculada a partir dos dados disponíneis):

Inflamação ocular (uveíte) que pode ter como sintomas vermelhidão ocular, dor,

sensibilidade à luz, corrimento ocular, pequenas manchas na visão ou visão

turva

Podem ocorrer outros efeitos indesejáveis; caso se tornarem graves, fale com o

seu médico ou farmacêutico:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

Corrimento nasal, nariz entupido, ou dor de garganta

Formigueiro, dor e/ou entorpecimento de várias partes do corpo

Sonolência, cansaço

Tonturas

Náuseas, diarreia

Perda de peso

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Anemia (baixa contagem de células sanguíneas)

Reação alérgica (tal como erupção na pele, vermelhidão, comichão, inchaço da

face, urticária)

Perda de apetite, diminuição do apetite

Agressão, agitação, fúria, comportamento anormal

Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

Problemas na fala ou alterações da fala, fala arrastada

Descoordenação, falta de coordenação, sensação de instabilidade ao andar

Diminuição da capacidade de realizar tarefas rotineiras

Diminuição, perda ou falta de paladar

Tremor ou agitação involuntária; movimento rápido e involuntário dos olhos

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INFARMED

Perturbações visuais, tal como visão dupla, visão turva, diminuição da visão,

dificuldade em focar

Sensação de rotação (vertigens), som agudo e constante no ouvido, dor de

ouvidos

Falta de ar

Tosse

Sangrar do nariz

Febre, indisposição, fraqueza

Vómitos, obstipação, dor ou desconforto abdominal, indigestão, infeção no

estômago ou intestinos

Boca seca

Queda de cabelo

Comichão

Dor ou inchaço nas articulações, espasmos ou contrações musculares, dor ou

fraqueza muscular, dor no peito

Aumento de peso

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

Diminuição das plaquetas (células sanguíneas que ajudam a parar uma

hemorragia), diminuição dos glóbulos brancos no sangue que ajudam a proteger

contra uma infeção, diminuição do nível de potássio no sangue

Aumento das enzimas do fígado, aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos

brancos) no sangue

Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas

Aumento do apetite

Humor exaltado

Ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, perturbação mental grave (psicose)

Não sentir ou não demonstrar emoção, desconfiança fora do normal, ataque de

pânico

Problemas de leitura, alterações da fala, problemas em escrever à mão

Inquietação, hiperatividade

Raciocínio lento, diminuição do estado de vigília e de alerta

Movimentos corporais reduzidos ou lentos, movimentos musculares involuntários

anormais e repetitivos

Desmaio

Sensação anormal ao toque; sentido do tato comprometido

Olfato comprometido, ausência ou distorção do olfato

Sentimento invulgar ou sensação que pode preceder uma enxaqueca ou um

certo tipo de convulsão

Olho seco, sensibilidade dos olhos à luz, espasmos da pálpebra, olhos

lacrimejantes

Diminuição ou perda de audição, perda de audição num ouvido

Batimento cardíaco lento ou irregular, sentir o batimento do coração no peito

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INFARMED

Pressão arterial baixa, pressão arterial baixa ao levantar-se (consequentemente,

algumas pessoas a tomar Topiramato Generis Phar podem sentir-se fracas, com

tonturas, ou desmaiar quando se levantam ou sentam repentinamente)

Rubor, sentir-se quente

Pancreatite (inflamação no pâncreas)

Libertação excessiva de gases, azia, enfartamento ou inchaço abdominal

Sangramento das gengivas, aumento da saliva, babar-se, mau hálito

Excessiva ingestão de líquidos, sede

Alteração da cor da pele

Rigidez muscular, dor lateral

Sangue na urina, incontinência (falta de controlo) de urina, desejo urgente de

urinar, dor no flanco ou nos rins

Dificuldade em ter ou manter uma ereção, disfunção sexual

Sintomas gripais

Dedos das mãos e dos pés frios

Sentir-se bêbedo

Incapacidade de aprender

Raros (podem afetar 1 em cada 1,000 pessoas)

Exaltação fora do normal

Perda de consciência

Cegueira em um dos olhos, cegueira temporária, cegueira noturna

Olho preguiçoso

Inchaço nos olhos e à volta dos olhos

Entorpecimento, formigueiro e alteração da cor (branco, azul e depois vermelho)

nos dedos das mãos e dos pés quando expostos ao frio

Inflamação do fígado, insuficiência hepática

Síndrome de Steven-Johnson, uma condição potencialmente fatal que pode

apresentar feridas em vários locais das mucosas (tal como boca, nariz, e olhos),

erupção na pele, e bolhas

Odor anormal da pele

Desconforto nos braços ou pernas

Alterações nos rins

Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados

disponíveis)

Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é

mais nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da

sua visão

Necrólise Epidérmica Tóxica, uma condição fatal relacionada com, e mais grave

que o Síndrome de Steven-Johnson, caracterizada por bolhas generalizadas e

descamação das camadas externas da pele (ver efeitos indesejáveis raros)

Crianças

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INFARMED

Os efeitos indesejáveis em crianças são geralmente semelhantes aos

observados nos adultos, embora os seguintes efeitos indesejáveis possam ser

mais frequentes em crianças do que em adultos.

Problemas de concentração

Aumento do nível ácido no sangue

Ter pensamentos de autoagressão graves

Cansaço

Diminuição ou aumento do apetite

Agressão, comportamento anormal

Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

Sensação de instabilidade ao andar

Sensação de mau estar

Diminuição do nível de potássio no sangue

Não sentir ou não demonstrar emoção

Olhos lacrimejantes

Batimento cardíaco rápido ou irregular

Outros efeitos indesejáveis que podem ocorrer em crianças são:

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Sensação de rotação (vertigens)

Vómitos

Febre

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

Aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) no sangue

Hiperatividade

Sentir-se quente

Incapacidade de aprender

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis

não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou

enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao

INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos

indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança

deste medicamento.

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Topiramato Generis Phar

Blister

- 25/50/200 mg: Não necessita de precauções especiais de conservação.

- 100 mg: Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Frasco

25/50/100/200 mg: Não necessita de quaisquer precauções especiais de

conservação.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não

utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Topiramato Generis Phar

A substância ativa é o topiramato.

Cada comprimido revestido por película de Topiramato Generis Phar contém 25,

50, 100 ou 200 mg de topiramato.

Os outros componentes são:

Núcleo: Celulose microcristalina, manitol, carboximetilamido sódico (tipo A),

amido pré-gelificado, crospovidona, povidona, estearato de magnésio, cera de

carnaúba.

Revestimento: Opadry II OY-LS-28908 branco (dosagem de 25 mg e 50 mg),

Opadry 02H2229 amarelo (dosagem de 50 mg), Opadry 02H23314 laranja

(dosagem de 100 mg), Opadry II 39F24041 rosa (dosagem de 200 mg).

Qual o aspeto de Topiramato Generis Phar e conteúdo da embalagem

Topiramato Generis Phar apresenta-se na forma de comprimidos revestidos por

película, estando disponível em embalagens de 20 ou 60 comprimidos.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricantes

Pharmathen International, S.A.

Industrial Park Sapes

Rodopi Prefecture, block nº 5

Rodopi 69300

Grécia

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Generis Phar 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Generis Phar 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido contém 25 mg de topiramato.

Um comprimido contém 50 mg de topiramato.

Um comprimido contém 100 mg de topiramato.

Um comprimido contém 200 mg de topiramato.

Excipientes com efeito conhecido:

Topiramato Generis Phar 25 mg comprimidos revestidos por película contém 0,42 mg de

sódio (sob a forma de carboximetilamido sódico)

Topiramato Generis Phar 50 mg comprimidos revestidos por película contém 0,84 mg de

sódio (sob a forma de carboximetilamido sódico)

Topiramato Generis Phar 100 mg comprimidos revestidos por película contém 1,68 mg

de sódio (sob a forma de carboximetilamido sódico)

Topiramato Generis Phar 200 mg comprimidos revestidos por película contém 3,36 mg

de sódio (sob a forma de carboximetilamido sódico)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6 anos,

com crises parciais com ou sem generalização secundária e crises tónico-clónicas

primárias generalizadas.

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes e

adultos com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-

clónicas primárias generalizadas e para o tratamento de crises associadas à síndrome de

Lennox-Gastaut.

O topiramato é indicado em adultos para a profilaxia da enxaqueca, após avaliação

cuidadosa de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é indicado

para tratamento agudo.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma

titulação, até ser alcançada uma dose eficaz. A dose e a taxa de titulação devem ser

efetuadas de acordo com o resultado clínico.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para otimizar a

terapêutica com Topiramato Generis Phar. Em ocasiões raras, a associação de topiramato

à fenitoína pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um resultado clínico

favorável. A associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina em terapêutica

adjuvante com Topiramato Generis Phar pode necessitar de ajuste da dose de Topiramato

Generis Phar.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, medicamentos

antiepiléticos (MAEs) incluindo o topiramato devem ser interrompidos gradualmente

para minimizar o potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em ensaios

clínicos, as dosagens diárias foram diminuídas em intervalos semanais de 50-100 mg em

adultos com epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato com doses até 100

mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em pediatria, o topiramato foi

gradualmente descontinuado durante um período de 2 a 8 semanas.

Monoterapia na epilepsia

Generalidades

Quando se suspende a administração concomitante de MAEs de forma a possibilitar a

monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que poderão ocorrer no

controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam uma interrupção

abrupta dos antiepiléticos administrados concomitantemente, é recomendada uma

redução gradual, de aproximadamente um terço do antiepilético administrado em

simultâneo, de duas em duas semanas.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na

posologia de Topiramato Generis Phar (topiramato).

Adultos

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A titulação

deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana. A dosagem

pode ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2 semanas,

administrados em duas doses divididas. Se o doente não tolerar o regime de titulação,

podem ser efetuados incrementos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de

dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia a 200 mg/dia, administrada em duas doses divididas. A dose máxima diária

recomendada é de 500 mg/dia, também administrada em duas doses divididas. Alguns

doentes com formas refractárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de topiramato, em

monoterapia. Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo

idosos, na ausência de doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo resultado

clínico. O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser iniciado com 0,5 a 1

mg/kg dia, administrados à noite, durante a primeira semana. Esta dosagem pode ser

aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas doses divididas, com intervalos

de 1 ou 2 semanas. Se a criança não é capaz de tolerar o regime de titulação, podem ser

efetuados aumentos menores ou intervalos maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de idade

superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2 mg/kg/dia

em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização secundária,

crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas ao síndrome de

Lennox-Gastaut)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25 - 50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 -50 mg/dia,

em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada em duas

doses divididas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma dose única

diária.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na

ausência de doença renal subjacente. (ver secção 4.4).

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato Generis Phar (topiramato) como

terapêutica adjuvante é de aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas doses

divididas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, com base na variação de 1

a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. A dosagem deve ser

aumentada semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de 1 a 3 mg/kg/dia,

(administrados em duas doses divididas diárias), para obter uma resposta clínica ótima.

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da enxaqueca é

de 100 mg/dia, divididos em duas doses divididas. A titulação deve ser iniciada com 25

mg, administrados à noite, durante 1 semana. A dosagem deve ser então aumentada em

25 mg diários, com intervalos de uma semana. Se o doente não suportar o regime de

titulação, podem ser considerados intervalos maiores entre os ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter benefícios em

alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao aumento da incidência de

efeitos indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato Generis Phar (topiramato) não é recomendado no tratamento ou prevenção da

enxaqueca em crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato Generis Phar em populações

especiais de doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso renal

(CLcr

70 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do topiramato estão

diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem necessitar de mais

tempo para atingir o estado estacionário em cada dose. É recomendada metade da dose

inicial habitualmente administrada e metade da dose de manutenção (ver secção 5.2).

Em doentes com insuficiência renal em estadio final, uma vez que o topiramato é

removido do plasma por hemodiálise, deve ser administrado, nos dias em que a

hemodiálise é efetuada, uma dose suplementar de Topiramato Generis Phar igual ou

aproximadamente igual a metade da dose habitualmente administrada de Topiramato

Generis Phar. A dose suplementar deve ser administrada em doses divididas no início e

no fim do procedimento de hemodiálise. Esta dose suplementar pode variar de acordo

com o tipo de equipamento de diálise utilizado (ver secção 5.2).

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático moderado a grave, o topiramato deve ser

administrado com precaução uma vez que a depuração do topiramato está diminuída.

Idosos

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal esteja

intacta.

Modo de administração

Topiramato Generis Phar está disponível em comprimidos revestidos por película e

cápsulas, para administração oral. Não se recomenda o fracionamento dos comprimidos.

As cápsulas destinam-se a ser administradas a doentes que não possam engolir os

comprimidos, por exemplo crianças e idosos.

Topiramato Generis Phar pode ser tomado independentemente das refeições.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Na profilaxia da enxaqueca em mulheres durante a gravidez e em idade fértil se não

estiverem a utilizar métodos contracetivos altamente eficazes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Nas situações em que a interrupção rápida de topiramato seja clinicamente necessária, é

recomendada uma monitorização adequada (ver secção 4.2).

Assim como com outros MAEs, alguns doentes podem ter um aumento na frequência das

crises ou de início de novos tipos de crises com topiramato. Este fenómeno pode ser a

consequência de uma sobredosagem, de uma diminuição das concentrações plasmáticas

de MAEs em utilização concomitante, da progressão da doença ou um efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante. A

hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada hidratação,

antes e durante atividades como o exercício físico ou a exposição a temperaturas

elevadas, pode reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas relacionadas com o

calor (ver secção 4.8).

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da transpiração) tem sido notificada em associação com o uso

de topiramato. A diminuição da transpiração e a hipertermia (aumento da temperatura

corporal) podem ocorrer especialmente em crianças expostas a uma temperatura ambiente

elevada.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Perturbações do humor/Depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão durante

o tratamento com topiramato.

Suicídio/Ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com

MAEs, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de

medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou também um pequeno aumento do

risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo que

explica esse risco e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do

risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências de

0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8652 doentes tratados) e com uma

incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%; 8 dos 4045

doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem ser

aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e comportamento

suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o risco

de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados, tais

como, cólica renal, dor renal (lombar) ou dor nos flancos, pode ser superior.

Os fatores de risco para nefrolitíase incluem a formação prévia de cálculos, antecedentes

familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de risco permite prever

de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento com topiramato. Além

disso, os doentes em tratamento com outros medicamentos associados ao risco de

nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior risco.

Função renal diminuída

Em doentes com alteração da função renal (CLcr

70 ml/min), o topiramato deve ser

administrado com precaução uma vez que a depuração plasmática e renal estão

diminuídas. Para recomendações específicas de posologia em doentes com função renal

diminuída, ver secção 4.2.

Função hepática diminuída

Em doentes com alteração da função hepática, recomenda-se precaução na administração

de topiramato, pois pode estar reduzida a depuração deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado

foi notificada em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem início agudo de

diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. Os resultados oculares incluem miopia,

edema da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão

intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Esta síndrome pode estar associada

com derrame supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino e íris, com

glaucoma secundário de ângulo fechado. Os sintomas ocorrem tipicamente dentro de um

mês do início da terapêutica com topiramato. Em contraste com o glaucoma primário do

ângulo fechado, que é raro em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma

secundário de ângulo fechado associado ao topiramato foi notificado em doentes

pediátricos, bem como em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e de

acordo com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão intraocular.

Estas medidas geralmente resultam na diminuição da pressão intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com

antecedentes de perturbações visuais.

Defeitos no campo visual

Têm sido notificados defeitos no campo visual em doentes a receber topiramato,

independente da pressão intraocular elevada. Em ensaios clínicos, a maioria destes

eventos foram reversíveis após a interrupção do topiramato. Se ocorrerem defeitos no

campo visual em qualquer momento durante o tratamento com topiramato, deve

considerar-se a suspensão do medicamento.

Acidose metabólica

A acidose metabólica hiperclorémica, “non-anion gap” (isto é, redução do bicarbonato

sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose respiratória), está

associada ao tratamento com topiramato. Esta redução do bicarbonato sérico deve-se ao

efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica renal. Geralmente, a redução de

bicarbonato ocorre no início do tratamento, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer

altura do tratamento. Estas reduções de bicarbonato são ligeiras a moderadas (com

reduções médias de 4 mmol/l para doses de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em

adultos, e de aproximadamente 6 mg/Kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente, os

doentes apresentaram redução para valores inferiores a 10 mmol/l. Situações clínicas ou

terapêuticas que predisponham a acidose, (tais como, doenças renais, alterações

respiratórias severas, estados epiléticos, diarreia, cirurgia, dieta cetogénica, ou alguns

medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada pelo

topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de

crescimento. O efeito do topiramato nas sequelas ósseas não foi estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato. Se

estão presentes sinais ou sintomas (por ex. respiração de Kussmaul, dispneia, anorexia,

náuseas, vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos de acidose

metabólica, é recomendada a determinação de bicarbonato no soro. Se a acidose

metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a redução da dose ou

a interrupção do tratamento com topiramato (através de uma diminuição gradual da

dose).

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Alteração da função cognitiva

A alteração cognitiva na epilepsia é multifatorial e pode ser devida à etiologia subjacente,

devida à epilepsia ou devida ao tratamento antiepilético. Têm sido notificadas na

literatura, alterações da função cognitiva nos adultos a fazer terapêutica com topiramato

que requereram redução da dose ou interrupção do tratamento.

Contudo, os resultados cognitivos de estudos efetuados em crianças tratadas com

topiramato foram insuficientes e o seu efeito a esse respeito necessita ainda de ser

elucidado.

Hiperamonemia e encefalopatia

Foi reportada hiperamonemia com ou sem encefalopatia com o tratamento com

topiramato (ver secção 4.8). O risco de hiperamonemia com topiramato parece estar

relacionado com a dose. A hiperamonemia foi reportada mais frequentemente quando o

topiramato é usado concomitantemente com ácido valpróico (ver secção 4.5).

Recomenda-se que se considere encefalopatia hiperamonémica e que se meçam os níveis

de amónia em doentes que desenvolvem letargia inexplicável ou alterações no estado

mental associadas ao topiramato em monoterapia ou terapia adjuvante.

Suplementação alimentar

Alguns doentes podem ter diminuição de peso durante o tratamento com o topiramato. É

recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam monitorizados para

a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um suplemento alimentar ou

aumento da ingestão de alimentos em doentes que percam peso, durante a administração

do topiramato.

Mulheres em idade fértil

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

O topiramato pode causar danos fetais e restrições no crescimento fetal (pequenos para a

idade gestacional e baixo peso à nascença) quando é administrado a uma mulher grávida.

Os dados do registo de gravidez do Grupo de Medicamentos Antiepiléticos Norte

Americanos acerca do topiramato em monoterapia demonstraram uma prevalência de

malformações congénitas major aproximadamente 3 vezes superior (4,3%) quando

comparado com um grupo de referência que não tomava MAEs (1,4%). Adicionalmente,

dados de outros estudos indicam que, quando comparado com a monoterapia, existe um

risco aumentado de efeitos teratogénicos associado à utilização de MAEs em politerapia.

Antes de iniciar o tratamento com topiramato numa mulher em idade fértil, deve ser feito

um teste de gravidez e aconselhadas medidas contracetivas altamente eficazes (ver secção

4.5). O doente deve ser plenamente informado acerca dos riscos relacionados com o uso

de topiramato durante a gravidez (ver secção 4.3 e 4.6).

Excipientes

Topiramato Generis Phar contém sódio.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou

seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato Generis Phar sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato Generis Phar a outros MAEs (fenitoína, carbamazepina,

ácido valpróico, fenobarbital, ou primidona) não afeta as suas concentrações plasmáticas

no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em que a associação de Topiramato

Generis Phar à fenitoína pode provocar uma elevação das concentrações plasmáticas

desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma duma enzima polimórfica

específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer doente em tratamento com

fenitoína que apresente sinais ou sintomas clínicos de toxicidade, deve proceder-se à

monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição do

topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas no estado

estacionário desta, para doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso, não

houve alteração das concentrações plasmáticas no estado estacionário de topiramato

durante e após a interrupção do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que são

metabolizadas por esta enzima (por exemplo: diazepam, imipramina, moclobemida,

proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato Generis Phar

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação ou interrupção do tratamento com fenitoína ou carbamazepina, à terapêutica

com Topiramato Generis Phar, pode requerer o ajuste posológico deste último. Estas

alterações devem ser efetuadas por avaliação do efeito clínico. A associação ou

interrupção do tratamento com ácido valpróico não produz alterações clinicamente

significativas nas concentrações plasmáticas de Topiramato Generis Phar pelo que, neste

caso, não é necessário proceder ao ajuste posológico de Topiramato Generis Phar. Os

resultados destas interações estão resumidos no quadro seguinte:

FAE coadministrado Concentração do FAE Concentração de topiramato

Fenitoína «** ¯

Carbamazepina (CBZ) « ¯

Ácido Valpróico « «

Lamotrigina « «

Fenobarbital « NE

Primidona « NE

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração

15%)

** = Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

= Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina sérica diminui 12% devido à administração concomitante de topiramato. Não foi

estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona ou retira

topiramato a doentes em que foi instituída uma terapêutica com digoxina, deve prestar-se

especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de topiramato e álcool ou outros medicamentos

depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) não foi avaliada em estudos clínicos. É

recomendado que Topiramato Generis Phar não seja utilizado concomitantemente com

álcool ou outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de Hipericão, uma

diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O potencial

de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Contracetivos orais

Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e 35

g de etinilestradiol (EE) e topiramato em doses de 50 a 200 mg/dia administrado na

ausência de outros fármacos, não foi associado a alterações estatisticamente significativas

de exposição média (AUC) de qualquer componente do contracetivo oral. Num outro

estudo, a exposição de etinilestradiol diminuiu de forma estatisticamente significativa,

para doses de 200, 400 e 800 mg/dia de topiramato (18%, 21% e 30%, respetivamente),

quando administrado como terapêutica adjuvante a doentes epiléticos a tomar ácido

valpróico. Em ambos os estudos, topiramato (em doses de 50-200 mg/dia em voluntários

saudáveis e 200-800 mg/dia em doentes epiléticos), não afetou significativamente a

exposição da NET. Apesar de existir uma diminuição da exposição ao EE, dependente da

dose, para doses entre 200-800 mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou alteração

dependente da dose significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em

voluntários saudáveis). O significado clínico das alterações não é conhecido.

A possibilidade de diminuição da eficácia do contracetivo e do aumento da hemorragia

de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar contracetivos orais

em associação com topiramato. As doentes a tomar contracetivos, contendo estrogénio

devem comunicar ao médico quaisquer alterações nos respetivos padrões hemorrágicos.

A eficácia dos contracetivos pode diminuir mesmo na ausência de alteração dos padrões

hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na exposição

sistémica de lítio durante a administração concomitante de topiramato 200 mg/dia. Em

doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o

tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao lítio,

após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio devem ser

monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da

risperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400

mg/dia, respetivamente), quando esta foi administrada em doses que variaram entre 1 e 6

mg/dia. Contudo, diferenças na AUC da fração ativa total entre o tratamento com

risperidona isolada e em associação com topiramato não foram estatisticamente

significativas. Na fração antipsicótica ativa total (risperidona e 9-hidroxirisperidona)

foram observadas alterações mínimas da farmacocinética, não tendo sido observadas

alterações para a 9-hidroxirisperidona isolada. Não foram observadas alterações

significativas na exposição sistémica da fração ativa total da risperidona ou do

topiramato. Quando topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com risperidona

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

(1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos adversos do que

antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato (250-400 mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

adicionado ao tratamento com risperidona foram: sonolência (27% e 12%), parestesia

(22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário da HCTZ (25 mg cada 24h) e do topiramato (96

mg cada 12h), quando administrados isolada ou concomitantemente. Os resultados do

estudo indicam que a Cmáx de topiramato aumentou 27% e a AUC aumentou 29%,

quando a HCTZ foi adicionada ao topiramato. É desconhecido o significado clínico desta

alteração. A adição de HCTZ ao tratamento com topiramato pode exigir um ajuste da

dose de topiramato. A farmacocinética do estado estacionário da HCTZ não foi

significativamente alterada com a administração concomitante de topiramato. Resultados

laboratoriais indicaram uma redução do potássio sérico após a administração de

topiramato e HCTZ. Esta redução é mais acentuada quando a administração de

topiramato e HCTZ é concomitante.

Metformina

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis, para

avaliar a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato no

plasma, quando a metformina era administrada isoladamente e concomitantemente com

topiramato. Os resultados deste estudo mostraram que a média da Cmáx e da AUC 0-12h

da metformina aumentaram em 18% e 25% respetivamente, enquanto que a CL/F média

reduziu 20%, quando a metformina e o topiramato eram administrados simultaneamente.

O topiramato não afetou a Tmáx da metformina. Não é claro o significado clínico do

efeito do topiramato na farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do

topiramato oral parece ser reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-

se a extensão do efeito na depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da

metformina na farmacocinética do topiramato.

Quando Topiramato Generis Phar é associado ou retirado em doentes a receberem

tratamento com metformina, deverá haver precaução em relação à monitorização de

rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Pioglitazona

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15% da

,ss da pioglitazona, sem alteração da Cmáx,ss. Este resultado não foi

estatisticamente significativo. Por outro lado, foi observada uma diminuição do hidroxi-

metabolito de 13% e 16% na Cmáx,ss e AUC

,ss, respetivamente, assim como uma

diminuição de 60% na Cmáx e AUC

,ss do ceto-metabolito ativo. É desconhecido o

significado clínico destes resultados. Quando Topiramato Generis Phar é administrado

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

em simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial atenção à

monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Gliburida

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburida (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia), quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma

diminuição de 25% na AUC24 de gliburida, quando administrado com topiramato. A

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburida (M1) e 3-cis-

hidroxi-gliburida (M2), reduziu 13% e 15% respetivamente. A farmacocinética no estado

estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante de gliburida.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com o gliburida ou vice-versa, deve

dar-se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor para

nefrolitíase, Topiramato Generis Phar pode aumentar o risco de nefrolitíase. Durante o

tratamento com Topiramato Generis Phar devem ser evitadas estas substâncias, dado que

podem criar um ambiente fisiológico que aumente o risco de formação de cálculos renais.

Ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamonemia com ou sem encefalopatia em doentes que toleraram estes medicamentos

quando administrados isoladamente. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas

desaparecem com a interrupção dos dois medicamentos (ver secção 4.4 e secção 4.8).

Esta reação adversa não é devida a uma interação farmacocinética.

A hipotermia, definida como uma descida não intencional da temperatura corporal a

<35ºC foi notificada em associação com a utilização concomitante de topiramato e ácido

valpróico (AVP) ambos em conjugação com hiperamonemia e na ausência de

hiperamonemia. Este acontecimento adverso pode ocorrer após o início do tratamento

com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato, em doentes que utilizam

concomitantemente topiramato e ácido valpróico.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos clínicos para avaliar o potencial farmacocinético da

interação medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações na

Cmáx ou na AUC, como resultado de interações, estão resumidas abaixo. A segunda

coluna (concentração do medicamento concomitante) descreve o que acontece à

concentração do medicamento concomitante que se encontra na primeira coluna, com o

topiramato. A terceira coluna (concentração do topiramato) descreve como a

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

administração concomitante do fármaco da primeira coluna irá modificar a concentração

do topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração concomitante

do medicamentoa

Concentração do

topiramato

Amitriptilina

aumento de 20% na Cmáx

e AUC no metabolito da

nortriptilina

Dihidroergotamina

(Oral e Subcutâneo)

Haloperidol

aumento de 31% na AUC

do metabolito reduzido

Propranolol

aumento de 17% na Cmáx

para o 4-OH propranolol

(TPM 50 mg de12/12h)

aumento de 9% e 16% na

Cmáx,

aumento de 9%-17% na

AUC (40 e 80 mg

propranolol de12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano (Oral e

Subcutâneo)

Pizotifeno

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC

do diltiazem e diminuição

de18% da DEA, e

para o

DEM*

20% increase in AUC

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de12/12h)b

a = Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC

relativamente à monoterapia.

= Sem efeitos na Cmáx e na AUC (

15% de alteração) do composto precursor

NE = Não Estudado

*DEA = des acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

b = Flunarizina aumento de 14% na AUC em indivíduos que tomam apenas

flunarizina. Um aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação

durante o estabelecimento do estado estacionário.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Risco relacionado com a epilepsia e RAMs em geral

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Deve ser dado aconselhamento especializado a mulheres em idade fértil. A necessidade

de tratamento com MAEs deve ser revista quando uma mulher está a planear engravidar.

Em mulheres em tratamento para a epilepsia, deve ser evitada a interrupção súbita da

terapêutica com MAEs, pois pode levar a convulsões que podem ter consequências

graves para a mulher e para o feto.

Sempre que possível, deve ser dada preferência à monoterapia pois a terapêutica com

múltiplos MAEs poderá estar associada a um risco mais elevado de malformações

congénitas do que com a monoterapia, dependendo dos antiepiléticos associados.

Risco relacionado com o topiramato

O topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos (ver secção 5.3). Em ratos, o

topiramato atravessa a barreira placentária.

Em humanos, o topiramato atravessa a placenta e foram notificadas concentrações

similares no

cordão umbilical e no sangue materno.

Dados clínicos obtidos a partir de registos de gravidez indicam que os lactentes expostos

ao topiramato em monoterapia apresentam:

- um risco aumentado de malformações congénitas (particularmente, fissuras no

lábio/palato, hipospadias e anomalias envolvendo vários sistemas corporais), após

exposição durante o primeiro trimestre da gravidez. Os dados dos registos de gravidez

obtidos a partir do grupo de Medicamentos Antiepiléticos Norte Americanos com

topiramato em monoterapia demonstraram uma prevalência de malformações congénitas

maiores aproximadamente 3 vezes superior (4,3%), quando comparado com um grupo de

referência que não esteja a tomar MAEs (1,4%). Adicionalmente, dados de outros estudos

indicam que, quando comparado com a monoterapia, existe um risco aumentado de

efeitos teratogénicos associados à utilização de MAEs em politerapia. O risco foi

notificado como sendo dependente da dose; foram observados efeitos em todas as doses.

Em mulheres tratadas com topiramato que tiveram um filho com malformações

congénitas, parece haver um risco aumentado de malformações em gravidezes

subsequentes quando expostas ao topiramato.

- Uma prevalência maior de baixo peso no recém-nascido aquando do nascimento (<2500

gramas),comparativamente com o grupo de referência.

- Um aumento da prevalência de ser pequeno para a idade gestacional (PIG; definido

como peso aquando do nascimento abaixo do percentil 10 corrigido para a idade

gestacional, estratificado por sexo). As consequências a longo prazo dos resultados de

PIG não podem ser determinadas.

Indicação na epilepsia

É recomendado que as mulheres com potencial para engravidar, considerem opções

terapêuticas alternativas. Se topiramato for utilizado em mulheres em idade fértil,

recomenda-se a utilização de contraceção altamente eficaz (ver secção 4.5), e que a

mulher esteja devidamente informada dos riscos conhecidos da epilepsia não controlada

na gravidez e dos potenciais riscos do medicamento para o feto. Se uma mulher estiver a

planear engravidar, recomenda-se uma consulta pré-concecional a fim de reavaliar o

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

tratamento, e de forma a considerar outras opções terapêuticas. Em caso de administração

durante o primeiro trimestre deve ser realizada uma monitorização pré-natal cuidadosa.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não estão a

utilizar um método contracetivo altamente eficaz (ver secções 4.3 e 4.5).

Amamentação

Os estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção do

topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no leite

materno. Os efeitos observados em recém-nascidos/lactentes amamentados por mães

tratadas incluem diarreia, sonolência, irritabilidade e ganho de peso inadequado.

Consequentemente, deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção do aleitamento ou

do tratamento com topiramato, tendo em consideração a importância do medicamento

para a mãe (ver secção 4.4).

Fertilidade

Os estudos em animais não mostraram compromisso da fertilidade pelo topiramato (ver

secção 5.3). O efeito do topiramato na fertilidade humana não foi estabelecido.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Topiramato Generis Phar sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são reduzidos ou moderados. O topiramato atua sobre o Sistema Nervoso

Central e pode provocar sonolência, tonturas ou outros sintomas relacionados. Pode

causar também perturbações visuais e/ou visão turva. Estas reações adversas podem ser

potencialmente perigosas em doentes que conduzam veículos ou utilizem máquinas,

particularmente até ser estabelecida a experiência individual do doente com o

medicamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos clínicos

com 4111 doentes (3182 com topiramato e 929 com placebo) que participaram em 20

estudos em dupla ocultação e 2847 doentes que participaram em 34 estudos abertos,

respetivamente, para o topiramato como terapêutica adjuvante nas crises primárias

generalizadas tónico-clónicas, crises parciais, crises associadas á síndrome de Lennox-

Gastaut, monoterapia para uma epilepsia nova ou diagnosticada recentemente ou para a

profilaxia da enxaqueca. A maioria das reações adversas foi ligeira a moderada no que

diz respeito à sua gravidade. Estas reações adversas, identificadas nos ensaios clínicos e

na fase de pós-comercialização (indicado por **), encontram-se descritas na tabela 1

abaixo de acordo com a sua incidência. As frequências atribuídas estão organizadas da

seguinte forma:

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Muito frequentes

1/10

Frequentes

1/100, <1/10

Pouco frequentes

1/1000, <1/100

Raros

1/10000, <1/1000

Muito raros

<1/10000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

As reações adversas mais frequentes (com uma incidência > 5% e maior que as

observadas com placebo em pelo menos uma indicação em estudos controlados em dupla

ocultação com topiramato) incluem: anorexia, diminuição do apetite, bradifrenia,

depressão, alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação, alteração da

atenção, tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações de memória,

nistagmo, parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia, náuseas, fadiga,

irritabilidade e perda de peso.

Tabela 1: Reações Adversas do Topiramato

Classes de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

Frequentes

Raros

Muito

Raros

Desconheci

Infeções e

infestações

Nasofarin

gite*

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

Anemia

Leucopenia,

Trombocitopeni

Linfadenopatia

eosinofilia

Neutropenia

Doenças do

sietema

imunitário

Hipersensib

ilidade

Edema

alérgico*

Doenças do

metabolism

o e da

nutrição

Anorexia,

diminuição

do apetite

Acidose

metabólica,

hipocaliemia,

aumento do

apetite,

polidipsia

Acidose

hiperclorém

ica,

hiperamone

mia*,

encefalopati

hiperamoné

mica*

Perturbaçõe

s do

foro

psiquiátrico

Depressão

Bradifrenia,

insónia,

perturbação

expressivida

de da

Ideação suicida,

tentativa de

suicídio,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

Mania,

perturbação

de pânico,

sensação de

desespero*,

hipomania

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

linguagem,

ansiedade,

estado

confusional,

desorientaçã

o, agressão,

alterações

no humor,

agitação,

flutuações

de humor,

humor

depressivo,

fúria,

comportame

nto anormal

alucinação

auditiva,

alucinação

visual, apatia,

perda de

discurso

espontâneo,

perturbações do

sono, labilidade

afetiva,

diminuição da

líbido,

inquietação,

choro, disfemia,

euforia,

paranoia,

perseverança,

ataques de

pânico, estado

lacrimoso,

distúrbio na

leitura, insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal, perda

da libido,

ausência de

interesse nas

atividades da

vida diária,

insónia

intermédia,

distratibilidade,

acordar muito

cedo, reação de

pânico,

exaltação

Doenças do

sistema

nervoso

Parestesia,

sonolência

, tonturas

Distúrbios

na atenção,

comprometi

mento da

memória,

Nível reduzido

de consciência,

convulsões

grande mal,

defeito do

Apraxia,

alteração do

ritmo

circadiano

do sono,

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

amnésia,

perturbaçõe

s cognitivas,

perturbaçõe

s mentais,

perturbaçõe

s das

capacidades

psicomotora

convulsões,

alteração na

coordenaçã

o, tremor,

letargia,

hipoestesia,

nistagmo,

disgeusia,

perturbação

equilíbrio,

disartria,

tremor

intencional,

sedação

campo visual,

crises

complexas

parciais,

distúrbio do

discurso,

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

ptialismo,

hipersonia,

afasia, discurso

repetitivo,

hipocinesia,

discinesia,

tonturas

posturais, má

qualidade do

sono, sensação

de queimadura,

perda de

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia,

hipogeusia,

estupor,

descoordenação,

aura, ageusia,

disgrafia,

disfasia,

neuropatia

periférica, pré-

síncope,

distonia,

sensação de

formigueiro

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

acinesia,

não resposta

ao estímulo

Afeções

oculares

Visão turva,

diplopia,

perturbaçõe

s visuais

Acuidade visual

reduzida,

escotoma,

miopia*,

sensação

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

Glaucoma

de ângulo

fechado*,

maculopat

ia*,

Uveíte**

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

anormal no

olho*, olho

seco, fotofobia,

blefarospasmo,

aumento da

lacrimação,

fotopsia,

midríase,

presbiopia

distúrbio na

acomodação

, alteração

da perceção

visual de

profundidad

e, escotoma

cintilante,

edema da

pálpebra*,

cegueira

noturna,

ambliopia

distúrbios

moviment

o ocular*,

edema

conjuntiva

Afeções do

ouvido e do

labirinto

Vertigem,

zumbido,

dor de

ouvidos

Surdez, surdez

unilateral,

surdez

neurossensorial,

desconforto no

ouvido,

alteração na

audição

Cardiopatia

Bradicardia,

bradicardia

sinusal,

palpitações

Vasculopati

Hipotensão,

hipotensão

ortostática,

rubor,

afrontamento

Fenómeno

de Raynaud

Doenças

respiratória

s, torácicas

e do

mediastino

Dispneia,

epistaxis,

congestão

nasal,

rinorreia,

tosse*

Dispneia de

esforço,

hipersecreção do

seio paranasal,

disfonia,

Doenças

gastrointest

inais

Náuseas

diarreia,

Vómitos,

obstipação,

abdominal

superior,

dispepsia,

Pancreatite,

flatulência,

doença do

refluxo

gastroesofágico,

dor abdominal

inferior,

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

abdominal,

xerostomia,

desconforto

gástrico,

parestesia

oral,

gastrite,

desconforto

abdominal

hipoestesia oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar, dor oral,

mau hálito,

glossodinia

Afeções

hepatobiliar

Hepatite,

falência

hepática

Afeções

dos tecidos

cutâneos e

subcutâneo

Alopécia,

erupção

cutânea,

prurido

Anidrose,

hipoestesia

facial, urticária,

eritema, prurido

generalizado,

erupção

macular,

descoloração da

pele, dermatite

alérgica,

inflamação da

face

Síndrome

de Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor da pele

anormal,

edema

periorbital*,

urticária

localizada

Necrólise

epidérmic

a tóxica*

Afeções

musculosqu

eléticas e

dos tecidos

conjuntivos

Artralgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular,

fraqueza

muscular,

dor torácica

musculoesq

uelética

Inchaço da

articulação*,

rigidez

muscular, dor do

flanco, fadiga

muscular

Desconforto

membro*

Doenças

renais e

urinária

Nefrolitíase,

polaciúria,

disúria

Cálculos renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular

renal*

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

urgência de

micção, cólicas

renais, dor renal

Doenças

dos órgãos

genitais e

da mama

Disfunção

eréctil,

Disfunção

sexual

Perturbaçõe

s gerais e

alterações

no local de

administraç

Fadiga

Pirexia,

astenia,

irritabilidad

e, alterações

na marcha,

sentir-se

anormal,

mal-estar

Hipertermia,

sede, doença do

tipo gripal*,

lentidão,

arrefecimento

extremidades,

sensação de

embriaguez,

sensação de

agitação

Edema da

face

calcinose

Exames

complemen

tares de

diagnóstico

Diminuiçã

o de Peso

Aumento de

peso*

Presença de

cristais na urina,

teste de marcha

em linha reta

com resultados

anómalos,

contagem de

glóbulos

brancos

diminuída,

aumento das

enzimas

hepáticas

Diminuição

Bicarbonato

no sangue

Circunstânc

ias sociais

Dificuldade na

aprendizagem

* identificada como uma reação adversa durante as notificações espontâneas de pós-

comercialização. A sua frequência foi calculada com base na incidência em ensaios

clínicos ou foi calculada se o evento não ocorreu nos ensaios clínicos.

Malformações congénitas e restrições no crescimento fetal (ver secção 4.4 e secção 4.6).

População pediátrica

As reações adversas notificadas mais frequentemente (

2 vezes mais) em crianças do

que em adultos em estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

- Aumento do apetite

- Acidose hiperclorémica

- Hipocaliemia

- Comportamento anormal

- Agressão

- Apatia

- Insónia inicial

- Ideação suicida

- Alteração da atenção

- Letargia

- Alteração do ritmo circadiano do sono

- Má qualidade do sono

- Aumento do lacrimejo

- Bradicardia sinusal

- Mal-estar

- Alterações na marcha.

As reações adversas que foram notificadas em crianças mas não em adultos em estudos

controlados e em dupla ocultação incluem:

- Eosinofilia

- Hiperatividade psicomotora

- Vertigens

- Vómitos

- Hipertermia

- Pirexia

- Dificuldade de aprendizagem.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas

incluíram: convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia, défice

intelectual, letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação,

tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos,

mas foram notificadas mortes após sobredosagens com politerapia envolvendo

topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção 4.4).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve esvaziar-

se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O carvão ativado

mostrou absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um tratamento de suporte

apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise demonstrou ser um meio

eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.6. Sistema nervoso central. Antiepiléticos e

anticonvulsivantes

Código ATC: N03AX11

O topiramato é classificado como um monossacárido sulfamato-substituído. É

desconhecido o mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito

anticonvulsivante e na profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e

bioquímicos em culturas de neurónios identificaram três propriedades farmacológicas,

que podem contribuir para a eficácia anticonvulsivante do topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada dos

neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente, o que é

sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O topiramato aumenta

a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo ¡-aminobutirato (GABA) e

aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões cloreto para dentro dos

neurónios, sugerindo que o topiramato potência a atividade deste neurotransmissor

inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenilo, um antagonista das benzodiazepinas, nem

o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando o

topiramato dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Como o perfil antiepilético do topiramato difere acentuadamente do das benzodiazepinas,

pode modular um subtipo do recetor GABAA insensível às benzodiazepinas. O

topiramato antagoniza a capacidade do cainato em ativar os recetores do aminoácido

excitatório (glutamato), do subtipo cainato/AMPA (ácido

-amino-3-hidroxi-5-

metilisoxazol-4-ácido propiónico), mas não teve efeito aparente na atividade de N-

metilo-D-aspartato (NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes efeitos do

topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1

M a 200

M, com

um mínimo de atividade de 1

M a 10

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da

anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes da

atividade antiepilética do topiramato.

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes de

crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em modelos de

epilepsia de roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no rato

espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos por

inflamação da amígdala ou por isquémia global. O topiramato é apenas fracamente eficaz

no bloqueio das crises clónicas induzidas pelo antagonista do recetor GABAA,

pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo do

topiramato e carbamazepina ou fenobarbital, demonstraram atividade anticonvulsivante

sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante

aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante, bem controlados, não foi

demonstrada uma correlação entre os níveis plasmáticos de topiramato e a sua eficácia

clínica. Em seres humanos, não se demonstrou qualquer evidência de tolerância.

Crises de ausência

Foram realizados dois pequenos ensaios de braço único com crianças entre os 4 e 11 anos

de idade (CAPSS-326 e TOPAMAT-ABS-001). Um dos estudos incluiu 5 crianças e o

outro incluiu 12 crianças antes de ter terminado precocemente devido a falta de resposta

terapêutica. As doses usadas nestes estudos foram até aproximadamente 12 mg/kg no

estudo TOPAMAT-ABS-001 e um máximo inferior a 9 mg/kg/dia ou 400 mg/dia no

estudo CAPSS-326. Estes estudos não fornecem evidência suficiente para retirar

conclusões relativamente à eficácia ou segurança na população pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

As formulações dos comprimidos revestidos por película e cápsulas são bioequivalentes.

O perfil farmacocinético de topiramato em comparação com outros MAEs demonstra

uma longa semivida plasmática, farmacocinética linear, depuração predominantemente

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

renal, ausência de ligação significativa às proteínas plasmáticas e ausência de metabolitos

ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e pode

ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária monitorização

das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos, não houve nenhuma

relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a eficácia ou acontecimentos

adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral de

100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de concentração

plasmática máxima (Cmáx) de 1,5

g/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção duma

dose de 100 mg por via oral de 14C-topiramato foi de pelo menos 81%. Não houve um

efeito clinicamente significativo dos alimentos sobre a biodisponibilidade do topiramato.

Distribuição

Geralmente, 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se uma

baixa capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são saturáveis para

concentrações plasmáticas superiores a 4

g/ml. O volume de distribuição varia

inversamente com a dose. O volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 - 0,55

l/kg para uma dose única no intervalo de 100 a 1200 mg. Foi detetado um efeito do sexo

no volume de distribuição, com valores para o sexo feminino de cerca de 50% dos do

sexo masculino. Este aspeto foi atribuído à maior percentagem de gordura em mulheres, e

não tem consequências clínicas.

Biotransformação

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis. O

topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica antiepilética

concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras dos fármacos.

Foram isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glucuronidação,

caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de seres humanos. Cada

metabolito representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a

administração de 14C–topiramato. Foram testados dois metabolitos, que retiveram a

maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se que possuíam pouca ou nenhuma

atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de 14C-

topiramato foi excretada na forma inalterada na urina, em quatro dias. Após a

administração de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da depuração

renal foi de aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente. Existe evidência

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

de reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por estudos em ratos em

que o topiramato foi administrado em associação com a probenecida e observou-se um

aumento significativo na depuração renal do topiramato. Em geral, no ser humano, a

depuração plasmática é de aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

Linearidade/Não-linearidade

O topiramato exibe uma baixa variabilidade interindividual nas concentrações

plasmáticas e, consequentemente, tem uma farmacocinética previsível. A farmacocinética

do topiramato é linear, com uma depuração plasmática permanecendo constante, e um

aumento da área sob a curva da concentração plasmática proporcional à dose, para doses

orais únicas compreendidas entre 100 e 400mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com

função renal normal podem necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações

plasmáticas no estado estacionário. A média da Cmáx após a administração por via oral

de doses múltiplas de 100 mg, duas vezes por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76

g/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes

por dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente 21 horas.

Uso concomitante com outros MAEs

A administração concomitante de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg, duas

vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento proporcional à

dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

Compromisso renal

A depuração plasmática e renal do topiramato está reduzida nos doentes com

insuficiência da função renal moderada e grave (CLcr

70 ml/min). Como resultado, são

esperadas concentrações plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para uma dose

determinada em doentes com compromisso renal, comparativamente aos doentes com

função renal normal. Para além disso, doentes com compromisso renal necessitarão de

mais tempo para atingir a concentração no estado estacionário, para cada dose. Em

doentes com compromisso renal moderado a grave, é recomendada metade da dose

inicial habitualmente administrada e metade da dose de manutenção.

O topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise. Um período

prolongado de hemodiálise pode causar uma descida da concentração de topiramato para

níveis que requerem a manutenção de um efeito anticonvulsivo. Para evitar descidas

repentinas nas concentrações plasmáticas de topiramato durante a hemodiálise, pode ser

necessária uma dose suplementar de topiramato. O ajuste atual deve ter em consideração

1) a duração do período de diálise, 2) a taxa de depuração do sistema de diálise que está a

ser utilizado, e 3) a taxa de depuração renal efetiva de topiramato nos doentes sujeitos a

diálise.

Afeção hepática

A depuração plasmática do topiramato reduz em média 26% nos doentes com

compromisso hepático moderado a grave. Assim, topiramato deve ser administrado com

precaução nos doentes com compromisso hepático.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Idosos

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência de

doença renal subjacente.

População Pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, em terapêutica

adjuvante, é linear, com depuração independente da dose, e as concentrações plasmáticas

no estado estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No entanto, as crianças

têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais curta. Consequentemente,

em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato para a mesma dose em mg/kg

podem ser mais baixas comparativamente aos adultos. Como nos adultos, os MAEs

indutores das enzimas hepáticas diminuem as concentrações plasmáticas no estado

estacionário.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em doses

tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade, nos ratos

machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto sofreram uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com

toxicidade materna. Os números totais de malformações fetais em ratinhos aumentaram

em todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionadas com a dose

(redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foram observadas em doses até 20

mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores e dos dedos) com

doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a toxicidade materna relacionada

com a dose foi observada em doses abaixo de 10 mg/kg/dia, com toxicidade

embrionária/fetal (aumento de letalidade) em doses abaixo de 35 mg/kg/dia, e efeitos

teratogénicos (malformações nas costelas e vértebras) com doses de 120 mg/kg/dia.

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações nos seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os recém-

nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e o

aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300 mg/kg/dia,

durante o período de desenvolvimento correspondente à primeira infância, infância e

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais adultos (diminuição no

consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso corporal, hipertrofia

hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no crescimento dos ossos

longos (tíbia) ou na densidade mineral dos ossos (fémur), pré-desmame e

desenvolvimento reprodutivo, desenvolvimento neurológico (incluindo avaliações da

memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não revelou

potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Celulose microcristalina,

manitol,

carboximetilamido sódico (tipo A),

amido pré-gelificado,

crospovidona,

povidona,

estearato de magnésio,

cera de carnaúba.

Revestimento:

Opadry II OY-LS-28908 branco (dosagem de 25 mg e 50 mg), Opadry 02H2229 amarelo

(dosagem de 50 mg),

Opadry 02H23314 laranja (dosagem de 100 mg),

Opadry II 39F24041 rosa (dosagem de 200 mg).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Blister PVC/PE/PVDC/Alu

- 25/50/200 mg: Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

- 100 mg: Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Frasco HDPE

25/50/100/200 mg: Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Topiramato Generis Phar apresenta-se em blisters de PVC/ Alumínio acondicionados em

caixas de 20 ou 60 comprimidos ou em frascos, de polietileno de elevada densidade com

uma tampa à prova de abertura por crianças, de 20 ou 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e outras informações

Não existem requisitos especiais.

Instruções para abrir o frasco

O frasco possui uma tampa à prova de abertura por crianças e deve ser aberto do seguinte

modo: empurrar para baixo a tampa plástica de rosca, enquanto se roda no sentido

contrário dos ponteiros do relógio.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Topiramato Generis Phar 25 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5848593 - 20 comprimidos revestidos por película, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Nº de registo: 5848692 - 60 comprimidos revestidos por película, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Topiramato Generis Phar 25 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5848791- 20 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Nº de registo: 5848890 - 60 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

APROVADO EM

20-09-2019

INFARMED

Topiramato Generis Phar 50 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5848999 - 20 comprimidos revestidos por película, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Nº de registo: 5849096 - 60 comprimidos revestidos por película, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Topiramato Generis Phar 50 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5849195 - 20 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Nº de registo: 5849294 - 60 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Topiramato Generis Phar 100 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5849393 - 20 comprimidos revestidos por película, blister

(PVC/PE/PVDC/Alu)

Nº de registo: 5849492 - 60 comprimidos revestidos por película, blister

(PVC/PE/PVDC/Alu)

Topiramato Generis Phar 100 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5849591 - 20 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Nº de registo: 5849690 - 60 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Topiramato Generis Phar 200 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5849799 - 20 comprimidos revestidos por película, blister

(PVC/PE/PVDC/Alu)

Nº de registo: 5849898 - 60 comprimidos revestidos por película, blister

(PVC/PE/PVDC/Alu)

Topiramato Generis Phar 200 mg Comprimido revestido por película

Nº de registo: 5849997 - 20 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

Nº de registo: 5850094 - 60 comprimidos revestidos por película, frasco de HDPE

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 09 de junho de 2006

Data da última renovação: 15 de novembro de 2013

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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