Topiramato Aurobindo 100 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Topiramato
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
N03AX11
DCI (Denominação Comum Internacional):
Topiramate
Dosagem:
100 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Topiramato 100 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Frasco - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.6 Antiepilépticos e anticonvulsivantes
Área terapêutica:
topiramate
Resumo do produto:
5281241 - Frasco 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10052294 - 50016610 ; 5281258 - Frasco 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10052294 - 50016628 ; 5281266 - Frasco 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10052294 - 50052268 ; 5281274 - Frasco 500 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10052294 - 50049860
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
10/H/0041/003
Data de autorização:
2010-03-24

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento,

pois contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais

de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Topiramato Aurobindo e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Aurobindo

3. Como tomar Topiramato Aurobindo

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Topiramato Aurobindo

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Topiramato Aurobindo e para que é utilizado

Topiramato Aurobindo pertence a um grupo de medicamentos denominado

“medicamentos antiepiléticos”. É utilizado em:

- monoterapia no tratamento de convulsões em adultos e crianças com idade

superior a 6 anos.

- no tratamento de convulsões em adultos e crianças, de idade igual ou superior a 2

anos, juntamente com outros medicamentos.

- para prevenir enxaquecas em adultos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Topiramato Aurobindo

Não tome Topiramato Aurobindo

- se tem alergia ao topiramato ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

- na prevenção da enxaqueca, se está grávida ou seficar é uma mulher em idade

fértil, a menos que esteja a utilizar contraceção eficaz (para mais informações,

ver secção “Gravidez e aleitamento”). Deve falar com o seu médico acerca de

qual o melhor tipo de contraceção a utilizar enquanto estiver a tomar Topiramato

Aurobindo.

Se não tem certeza se as situações acima se aplicam a si, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar Topiramato Aurobindo.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Aurobindo se:

- tem problemas de rins, especialmente pedras nos rins ou se faz diálise;

- tem historial de alterações sanguíneas e de fluido corporal (acidose metabólica);

- tem problemas de fígado;

- tem problemas nos olhos, especialmente glaucoma;

- tem problemas de crescimento;

- está a efetuar uma dieta rica em gorduras (dieta cetogénica);

- está a tomar Topiramato Aurobindo para tratar epilepsia e está grávida ou é uma

mulher em idade fértil (ver secção “Gravidez e amamentação” para mais

informações).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Aurobindo.

É importante que não pare de tomar o seu medicamento sem consultar primeiro o

seu médico.

Deve de igual modo falar primeiro com o seu médico antes de tomar qualquer

medicamento contendo topiramato, que lhe seja dado em alternativa ao

Topiramato Aurobindo.

Pode vir a perder peso ao tomar Topiramato Aurobindo, por isso o seu peso deve ser

verificado regularmente enquanto estiver a tomar este medicamento. Se ao

tomar este medicamento estiver a perder demasiado peso ou se a criança não

estiver a ganhar peso suficiente, consulte o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com medicamentos

antiepiléticos como Topiramato Aurobindo, apresentaram pensamentos de

autoagressão e suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve

consultar imediatamente o seu médico.

Em casos raros, Topiramato Aurobindo pode causar níveis elevados de amónia no

sangue (observados nas análises sanguíneas) o que pode provocar alteração do

funcionamento do cérebro especialmente se também estiver a tomar um

medicamento chamado ácido valpróico ou valproato de sódio. Já que esta pode

ser uma condição grave, informe imediatamente o seu médico se ocorrerem os

seguintes sintomas (ver também secção 4 "Efeitos secundários possíveis"):

- dificuldade em pensar, relembrar informação ou resolver problemas;

- estar menos alerta ou atento;

- sentir-se muito sonolento e com pouca energia.

O risco de desenvolver estes sintomas pode aumentar com doses mais altas de

Topiramato Aurobindo.

Outros medicamentos e Topiramato Aurobindo

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Topiramato Aurobindo e

alguns medicamentos podem interagir entre si. Por vezes, a dose de Topiramato

Aurobindo ou de outro medicamento que está a tomar, poderá ter de ser

ajustada.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Diga ao seu médico ou farmacêutico se está especialmente a tomar:

outros medicamentos que podem comprometer ou reduzir o seu pensamento,

concentração ou coordenação muscular (isto é, medicamentos depressores do

sistema nervoso central, tais como relaxantes musculares e sedativos);

pílulas contracetivas. Topiramato Aurobindo pode diminuir a eficácia da sua pílula.

Deve falar com o seu médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção a

utilizar enquanto estiver a tomar Topiramato Aurobindo.

Consulte o seu médico caso tenha alterações na sua hemorragia menstrual enquanto

estiver a tomar a pílula contracetiva e Topiramato Aurobindo.

Guarde consigo uma lista de todos os medicamentos que toma. Mostre essa lista ao

seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Aurobindo.

Outros medicamentos que deverá informar o seu médico ou farmacêutico incluem

medicamentos antiepiléticos, risperidona, lítio, hidroclorotiazida, metformina,

pioglitazona, gliburida, amitriptilina, propranolol, diltiazem, venlafaxina,

flunarizina, H

hipericão (Hypericum perforatum) (uma preparação à base de plantas usada para

tratar a depressão).

Se não tem a certeza se algum dos pontos acima mencionados se aplica a si,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Topiramato Aurobindo.

Topiramato Aurobindo com alimentos e bebidas

Pode tomar Topiramato Aurobindo com ou sem alimentos. Durante o tratamento com

Topiramato Aurobindo beba uma grande quantidade de fluidos durante o dia para

prevenir pedras nos rins enquanto estiver a tomar Topiramato Aurobindo. Deve

evitar beber álcool enquanto estiver a tomar Topiramato Aurobindo.

Gravidez e amamentação

O seu médico irá discutir consigo a utilização de contracetivos, bem como se a

utilização de Topiramato Aurobindo é adequada para si. Tal como outros

medicamentos antiepiléticos, existe um risco de causar dano ao feto se

Topiramato Aurobindo é tomado durante a gravidez. Certifique-se que está bem

informada acerca dos riscos e benefícios de tomar Topiramato Aurobindo para a

epilepsia durante a gravidez.

Prevenção da enxaqueca:

Topiramato Aurobindo pode prejudicar um bebé por nascer. Não deve utilizar

Topiramato Aurobindo se está grávida. Não deve usar Topiramato Aurobindo para

a prevenção da enxaqueca se é uma mulher em idade fértil a menos que esteja

a usar contraceção eficaz. Fale com o seu médico acerca de qual o melhor tipo de

contraceção e se Topiramato Aurobindo é adequado para si. Deve ser realizado

um teste de gravidez antes de iniciar o tratamento com Topiramato Aurobindo.

Tratamento da epilepsia:

Se é uma mulher em idade fértil deve falar com o seu médico acerca de outros

tratamentos possíveis em vez de Topiramato aurobindo. Se a decisão for a de

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

utilizar Topiramato Aurobindo, deve utilizar contraceção eficaz. Fale com o seu

médico acerca de qual o melhor tipo de contraceção a utilizar enquanto estiver a

tomar Topiramato Aurobindo. Deve ser realizado um teste de gravidez antes de

iniciar o tratamento com Topiramato Aurobindo.

Fale com o seu médico se desejar engravidar.

- Se tomar Topiramato Aurobindo durante a gravidez, o seu bebé tem um maior

risco de ter defeitos à nascença particularmente lábio leporino (fenda no lábio

superior) e fenda palatina (fenda no céu da boca). Os recém-nascidos rapazes

podem também ter uma malformação no pénis (hipospadia). Estes defeitos

podem desenvolver-se numa fase inicial da gravidez, até mesmo antes de saber

que está grávida.

- Se tomar Topiramato Aurobindo durante a gravidez, o seu bebé pode ser mais

pequeno à nascença do que o esperado. Fale com o seu médico se tem dúvidas

acerca deste risco durante a gravidez.

- Podem existir outros medicamentos para tratar a sua condição que tenham um

risco inferior de defeitos à nascença.

- Informe imediatamente o seu médico se ficar grávida enquanto está a tomar

Topiramato Aurobindo. Você e o seu médico devem decidir se vai continuar a

tomar Topiramato Aurobindo enquanto estiver grávida.

Amamentação

A substância ativa de Topiramato Aurobindo (topiramato) passa para o leite

materno. Foram observados efeitos em bebés amamentados por mães tratadas,

incluindo diarreia, sonolência, irritabilidade e um fraco aumento de peso. Assim,

o seu médico vai discutir consigo sobre se não vai amamentar ou se não vai

continuar o tratamento com Topiramato Aurobindo. O seu médico vai ter em

atenção a importância do medicamento para a mãe e o risco para o bebé.

As mães que amamentam enquanto estão a tomar Topiramato Aurobindo devem

dizer ao seu médico, o mais rapidamente possível, assim que notarem algo fora

do normal com a criança.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento com Topiramato Aurobindo podem ocorrer tonturas, cansaço e

problemas na visão. Não conduza ou utilize ferramentas ou máquinas sem

consultar o seu médico primeiro.

Topiramato Aurobindo contém lactose mono-hidratada.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Topiramato Aurobindo

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico irá normalmente iniciar o seu tratamento com uma dose mais baixa

de Topiramato Aurobindo que depois é aumentada lentamente, até atingir a dose

mais adequada para si.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Topiramato Aurobindo comprimidos devem ser engolidos inteiros. Evite mastigar os

comprimidos uma vez que podem ter um sabor amargo.

Topiramato Aurobindo pode ser tomado antes, durante, ou após a refeição.

Enquanto estiver a tomar Topiramato Aurobindo beba muitos líquidos durante o

dia para prevenir pedras nos rins.

Se tomar mais Topiramato Aurobindo do que deveria

Consulte o seu médico imediatamente. Leve consigo a embalagem.

Pode sentir sonolência, cansaço ou ficar menos alerta; sentir falta de coordenação;

ter dificuldade em falar ou em concentrar-se; ter visão dupla ou turva; sentir-se

tonto devido a uma tensão arterial baixa; sentir-se depressivo ou agitado; ou ter

dor abdominal ou convulsões (ataques).

Pode ocorrer sobredosagem se estiver a tomar outros medicamentos em associação

com Topiramato Aurobindo.

Caso se tenha esquecido de tomar Topiramato Aurobindo

Se verificou que se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose assim que se

lembrar.

Contudo, se está quase na hora da próxima dose, essa dose deve ser omitida e o

tratamento deverá continuar como habitualmente. Se foram omitidas duas ou

mais doses, contacte o seu médico.

Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar uma

dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Topiramato Aurobindo

Não pare de tomar este medicamento a não ser que o seu médico o tenha indicado.

Os seus sintomas podem voltar. Se o seu médico decidir parar esta medicação, a

dose deve diminuir gradualmente durante alguns dias.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Fale com o seu médico, ou procure assistência médica imediatamente se sentir os

seguintes efeitos secundários:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

- Depressão (aparecimento ou agravamento)

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Convulsões (ataques)

- Ansiedade, irritabilidade, alterações de humor, confusão, desorientação

- Problemas em concentrar-se, raciocínio lento, perda de memória, problemas de

memória (aparecimento, alteração súbita ou aumento da gravidade)

- Cálculo(s) nos rins, urinar frequentemente ou dor ao urinar

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- Aumento do nível de acidez no sangue (pode originar dificuldade em respirar que

inclui falta de ar, perda do apetite, náuseas, vómitos, cansaço excessivo, e

batimento cardíaco rápido ou irregular)

- Diminuição ou perda da transpiração (particularmente, em crianças jovens que

estão expostas a altas temperaturas)

- Ter pensamentos de autoagressão grave, tentativa de autoagressão

- Perda de parte do campo de visão

Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

- Glaucoma – bloqueio de líquido no olho originando um aumento da pressão no

olho, dor, ou diminuição da visão

- Dificuldade em pensar, relembrar informação ou resolver problemas, estar menos

alerta ou atento, sentir-se muito sonolento e com pouca energia - estes sintomas

podem ser um sinal de níveis elevados de amónia no sangue (hiperamonemia)

que pode provocar uma alteração no funcionamento do cérebro (encefalopatia

hiperamonémica).

Podem ocorrer outros efeitos secundários; caso se tornarem graves, fale com o seu

médico ou farmacêutico:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

- Corrimento nasal, nariz entupido, ou dor de garganta

- Formigueiro, dor e/ou entorpecimento de várias partes do corpo

- Sonolência, cansaço

- Tonturas

- Náuseas, diarreia

- Perda de peso

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Anemia (baixa contagem de células sanguíneas)

- Reação alérgica (tal como erupção na pele, vermelhidão, comichão, inchaço da

face, urticária)

- Perda de apetite, diminuição do apetite

- Agressão, agitação, fúria, comportamento anormal

- Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

- Problemas na fala ou alterações da fala, fala arrastada

- Descoordenação, falta de coordenação, sensação de instabilidade ao andar

- Diminuição da capacidade de realizar tarefas rotineiras

- Diminuição, perda ou falta de paladar

- Tremor ou agitação involuntária; movimento rápido e involuntário dos olhos

- Perturbações visuais, tal como visão dupla, visão turva, diminuição da visão,

dificuldade em focar

- Sensação de rotação (vertigens), som agudo e constante no ouvido, dor de ouvidos

- Falta de ar

- Tosse

- Sangrar do nariz

- Febre, indisposição, fraqueza

- Vómitos, obstipação, dor ou desconforto abdominal, indigestão, infeção no

estômago ou intestinos

- Boca seca

- Queda de cabelo

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

- Comichão

- Dor ou inchaço nas articulações, espasmos ou contrações musculares, dor ou

fraqueza muscular, dor no peito

- Aumento de peso

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- Diminuição das plaquetas (células sanguíneas que ajudam a parar uma

hemorragia), diminuição dos glóbulos brancos no sangue que ajudam a proteger

contra uma infeção, diminuição do nível de potássio no sangue

- Aumento das enzimas do fígado, aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos

brancos) no sangue

- Glândulas do pescoço, axilas e virilhas, inchadas

- Aumento do apetite

- Humor exaltado

- Ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, perturbação mental grave (psicose)

- Não sentir ou não demonstrar emoção, desconfiança fora do normal, ataque de

pânico

- Problemas de leitura, alterações da fala, problemas em escrever à mão

- Inquietação, hiperatividade

- Raciocínio lento, diminuição do estado de vigília e de alerta

- Movimentos corporais reduzidos ou lentos, movimentos musculares involuntários

anormais e repetitivos

- Desmaio

- Sensação anormal ao toque; sentido do tato comprometido

- Olfato comprometido, ausência ou distorção do olfato

- Sentimento invulgar ou sensação que pode preceder uma enxaqueca ou um certo

tipo de convulsão

- Olho seco, sensibilidade dos olhos à luz, espasmos da pálpebra, olhos lacrimejantes

- Diminuição ou perda de audição, perda de audição num ouvido

- Batimento cardíaco lento ou irregular, sentir o batimento do coração no peito

- Pressão arterial baixa, pressão arterial baixa ao levantar-se (consequentemente,

algumas pessoas a tomar Topiramato Aurobindo podem sentir-se fracas, com

tonturas, ou desmaiar quando se levantam ou sentam repentinamente)

- Rubor, sentir-se quente

- Pancreatite (inflamação no pâncreas)

- Libertação excessiva de gases, azia, enfartamento ou inchaço abdominal

- Sangramento das gengivas, aumento da saliva, babar-se, mau hálito

- Excessiva ingestão de líquidos, sede

- Alteração da cor da pele

- Rigidez muscular, dor lateral

- Sangue na urina, incontinência (falta de controlo) de urina, desejo urgente de

urinar, dor no flanco ou nos rins

- Dificuldade em ter ou manter uma ereção, disfunção sexual

- Sintomas gripais

- Dedos das mãos e dos pés frios

- Sentir-se bêbedo

- Incapacidade de aprender

Raros (podem afetar 1 em cada 1.000 pessoas)

- Exaltação fora do normal

- Perda de consciência

- Cegueira em um dos olhos, cegueira temporária, cegueira noturna

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

- Olho preguiçoso

- Inchaço nos olhos e à volta dos olhos

- Entorpecimento, formigueiro e alteração da cor (branco, azul e depois vermelho)

nos dedos das mãos e dos pés quando expostos ao frio

- Inflamação do fígado, insuficiência hepática

- Síndrome de Steven-Johnson, uma condição potencialmente fatal que pode

apresentar feridas em vários locais das mucosas (tal como boca, nariz e olhos),

erupção na pele, e bolhas

- Odor anormal da pele

- Desconforto nos braços ou pernas

- Alterações nos rins

Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- Maculopatia, uma doença da mácula, pequeno ponto na retina onde a visão é mais

nítida. Deve consultar o seu médico se notar alteração ou diminuição da sua

visão

- Necrólise Epidérmica Tóxica, uma condição fatal relacionada com, e mais grave que

o Síndrome de Steven-Johnson, caracterizada por bolhas generalizadas e

descamação das camadas externas da pele (ver efeitos secundários raros)

Crianças

Os efeitos secundários em crianças são geralmente semelhantes aos observados nos

adultos, embora os seguintes efeitos secundários possam ser mais frequentes em

crianças do que em adultos.

- Problemas de concentração

- Aumento do nível ácido no sangue

- Ter pensamentos de autoagressão graves

- Cansaço

- Diminuição ou aumento do apetite

- Agressão, comportamento anormal

- Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir

- Sensação de instabilidade ao andar

- Sensação de mau estar

- Diminuição do nível de potássio no sangue

- Não sentir ou não demonstrar emoção

- Olhos lacrimejantes

- Batimento cardíaco rápido ou irregular

Outros efeitos secundários que podem ocorrer em crianças são:

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- Sensação de rotação (vertigens)

- Vómitos

- Febre

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- Aumento dos eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) no sangue

- Hiperatividade

- Sentir-se quente

- Incapacidade de aprender

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar

a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Topiramato Aurobindo

Conservar a temperatura inferior a 25 ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não

utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Topiramato Aurobindo

- A substância ativa é o topiramato.

- Cada comprimido revestido por película de Topiramato Aurobindo contém 25, 50,

100 ou 200 mg de topiramato.

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido: Celulose microcristalina 101, lactose mono-hidratada, amido

pré-gelificado, carboximetilamido sódico (tipo A), estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido:

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Opadry branco 15B58810: hipromelose 2910 (3 cps), hipromelose 2910 (6 cps),

dióxido de titânio (E 171), macrogol 400, polissorbato 80.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Opadry amarelo 15B52000: hipromelose 2910 (3 cps), hipromelose 2910 (6 cps),

dióxido de titânio (E 171), macrogol 400, polissorbato 80, óxido de ferro amarelo

(E 172).

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Opadry amarelo 15B52070: hipromelose 2910 (3 cps), hipromelose 2910 (6 cps),

dióxido de titânio (E 171), macrogol 400, polissorbato 80, óxido de ferro amarelo

(E 172).

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Opadry rosa YS-1-1456G: hipromelose 2910 (3 cps), hipromelose 2910 (6 cps),

dióxido de titânio (E 171), macrogol 400, polissorbato 80, óxido de ferro

vermelho (E 172).

Qual o aspeto de Topiramato Aurobindo e conteúdo da embalagem

Comprimido revestido por película.

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película branco, redondo, biconvexo gravado com “E”

numa das faces e com '22' na outra face.

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo claro, redondo, biconvexo gravado com

“E” numa das faces e com '33' na outra face.

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo escuro, redondo, biconvexo de bordo

biselado gravado com “E” numa das faces e com '23' na outra face.

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película cor-de-rosa, redondo, biconvexo de bordo

biselado gravado com “E” numa das faces e com '24' na outra face.

Topiramato Aurobindo está disponível em frascos de polietileno de alta densidade

(HDPE) em embalagens de 20, 60, 100 e 500 comprimidos revestidos por

película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Aurobindo Pharma (Portugal), Unipessoal Lda.

Av. do Forte, nº 3 - Parque Suécia, Edifício. IV, 2º

2794-038 Carnaxide

Portugal

Fabricante

APL Swift Services (Malta) Ltd.

HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far,

BBG 3000 - Birzebbugia,

Malta

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido contém 25 mg de topiramato.

Um comprimido contém 50 mg de topiramato.

Um comprimido contém 100 mg de topiramato.

Um comprimido contém 200 mg de topiramato.

Excipientes com efeito conhecido:

Comprimido de 25 mg contém 21,15 mg de lactose mono-hidratada.

Comprimido de 50 mg contém 42,3 mg de lactose mono-hidratada.

Comprimido de 100 mg contém 84,6 mg de lactose mono-hidratada.

Comprimido de 200 mg contém 61,7 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película branco, redondo, biconvexo gravado com “E”

numa das faces e com "22" na outra face.

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo claro, redondo, biconvexo gravado com

“E” numa das faces e com "33" na outra face.

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película amarelo escuro, redondo, biconvexo de bordo

biselado gravado com “E” numa das faces e com "23" na outra face.

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido

revestido

película

cor-de-rosa,

redondo,

biconvexo

bordo

biselado gravado com “E” numa das faces e com "24" na outra face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Em monoterapia em doentes adultos, adolescentes e crianças de idade superior a 6

anos, com crises parciais com ou sem generalização secundária e crises tónico-

clónicas primárias generalizadas.

Terapêutica adjuvante em crianças de idade igual ou superior a 2 anos, adolescentes

e adultos com crises parciais com ou sem generalização secundária ou crises tónico-

clónicas

primárias

generalizadas

para

tratamento

crises

associadas

síndrome de Lennox-Gastaut.

O topiramato é indicado em adultos para a profilaxia da enxaqueca, após avaliação

cuidadosa de possíveis opções alternativas de tratamento. O topiramato não é

indicado para tratamento agudo.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com uma dose baixa seguida de uma

titulação, até ser alcançada uma dose eficaz. A dose e a taxa de titulação devem ser

efetuadas de acordo com o resultado clínico.

Não é necessário monitorizar as concentrações plasmáticas de topiramato para

otimizar a terapêutica com Topiramato Aurobindo. Em ocasiões raras, a associação

de topiramato à fenitoína pode exigir um ajuste da dose de fenitoína para obter um

resultado clínico favorável. A associação ou interrupção de fenitoína e carbamazepina

em terapêutica adjuvante com Topiramato Aurobindo pode necessitar de ajuste da

dose de Topiramato Aurobindo.

Em doentes com ou sem historial de convulsões ou epilepsia, medicamentos

antiepiléticos (MAEs) incluindo o topiramato devem ser interrompidos gradualmente

para minimizar o potencial de convulsões ou aumento da frequência destas. Em

ensaios clínicos, as dosagens diárias foram diminuídas em intervalos semanais de

50-100 mg em adultos com epilepsia e 25-50 mg em adultos a receber topiramato

com doses até 100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em ensaios clínicos em

pediatria, o topiramato foi gradualmente descontinuado durante um período de 2 a 8

semanas.

Monoterapia na epilepsia

Generalidades

Quando se suspende a administração concomitante de MAEs de forma a possibilitar a

monoterapia com topiramato, deverão ser considerados os efeitos que poderão

ocorrer no controlo das convulsões. A menos que aspetos de segurança exijam uma

interrupção

abrupta

antiepiléticos

administrados

concomitantemente,

recomendada uma redução gradual, de aproximadamente um terço do antiepilético

administrado em simultâneo, de duas em duas semanas.

Quando se suspendem medicamentos indutores enzimáticos, os níveis de topiramato

aumentam. Se for clinicamente indicado, pode ser necessária uma diminuição na

posologia de Topiramato Aurobindo (topiramato).

Adultos

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Quer a dose, quer a titulação devem ser avaliadas através da resposta clínica. A

titulação deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante uma semana.

A dosagem pode ser aumentada em 25 ou 50 mg/dia, com intervalos de 1 ou 2

semanas, administrados em duas doses divididas. Se o doente não tolerar o regime

de titulação, podem ser efetuados incrementos menores ou intervalos maiores entre

cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para monoterapia com topiramato, em adultos, é de 100

mg/dia a 200 mg/dia, administrada em duas doses divididas. A dose máxima diária

recomendada é de 500 mg/dia, também administrada em duas doses divididas.

Alguns doentes com formas refractárias de epilepsia toleraram 1000 mg/dia de

topiramato, em monoterapia. Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos

os adultos incluindo idosos, na ausência de doença renal subjacente.

População pediátrica (crianças com idade superior a 6 anos)

Quer a dose, quer a taxa de titulação em crianças devem ser avaliadas pelo

resultado clínico. O tratamento de crianças de idade superior a 6 anos deve ser

iniciado com 0,5 a 1 mg/kg dia, administrados à noite, durante a primeira semana.

Esta dosagem pode ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia, administrada em duas

doses divididas, com intervalos de 1 ou 2 semanas. Se a criança não é capaz de

tolerar o regime de titulação, podem ser efetuados aumentos menores ou intervalos

maiores entre cada aumento de dose.

A dose inicial recomendada para a monoterapia com topiramato em crianças de

idade superior a 6 anos, é de 100 mg/dia dependendo do resultado clínico, (isto é, 2

mg/kg/dia em crianças entre os 6 e os 16 anos de idade).

Terapêutica adjuvante da epilepsia (crises parciais com ou sem generalização

secundária, crises primárias generalizadas tónico-clónicas ou crises associadas a

síndrome de Lennox-Gastaut)

Adultos

A terapêutica deve ser iniciada com 25 - 50 mg, administrados à noite, durante uma

semana. Embora esteja descrita, a utilização de doses iniciais mais baixas não foi

estudada sistematicamente. Posteriormente, a dose deve ser aumentada de 25 -50

mg/dia, em intervalos de tempo semanais ou quinzenais, sendo a dose administrada

em duas doses divididas. Alguns doentes podem ser tratados com eficácia com uma

dose única diária.

Estas recomendações posológicas aplicam-se a todos os adultos incluindo idosos, na

ausência de doença renal subjacente. (ver secção 4.4).

População pediátrica (crianças de idade igual ou superior a 2 anos)

A dose total diária recomendada de Topiramato Aurobindo (topiramato) como

terapêutica adjuvante é de aproximadamente 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas

doses divididas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, com base na

variação de 1 a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. A

dosagem deve ser aumentada semanalmente ou quinzenalmente, com aumentos de

1 a 3 mg/kg/dia, (administrados em duas doses divididas diárias), para obter uma

resposta clínica ótima.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Doses diárias até 30 mg/kg/dia foram estudadas e foram geralmente bem toleradas.

Enxaqueca

Adultos

A dose total diária de topiramato recomendada para tratamento profilático da

enxaqueca é de 100 mg/dia, divididos em duas doses divididas. A titulação deve ser

iniciada com 25 mg, administrados à noite, durante 1 semana. A dosagem deve ser

então aumentada em 25 mg diários, com intervalos de uma semana. Se o doente

não suportar o regime de titulação, podem ser considerados intervalos maiores entre

os ajustes de dose.

Alguns doentes podem sentir melhorias com uma dose diária total de 50 mg/dia. Os

doentes tomaram uma dose total diária até 200 mg/dia. Esta dose pode ter

benefícios em alguns doentes, no entanto, é aconselhada precaução devido ao

aumento da incidência de efeitos indesejáveis.

População pediátrica

Topiramato Aurobindo (topiramato) não é recomendado no tratamento ou prevenção

da enxaqueca em crianças devido a dados insuficientes sobre segurança e eficácia.

Recomendações gerais de posologia para Topiramato Aurobindo em populações

especiais de doentes

Compromisso renal

O topiramato deve ser administrado com precaução em doentes com compromisso

renal (CLcr ≤ 70 ml/min), uma vez que a depuração plasmática e renal do

topiramato estão diminuídas. Indivíduos com compromisso renal conhecido podem

necessitar de mais tempo para atingir o estado estacionário em cada dose. É

recomendada metade da dose inicial habitualmente administrada e metade da dose

de manutenção (ver secção 5.2).

Em doentes com insuficiência renal em estadio final, uma vez que o topiramato é

removido do plasma por hemodiálise, deve ser administrado, nos dias em que a

hemodiálise é efetuada, uma dose suplementar de Topiramato Aurobindo igual ou

aproximadamente

igual

metade

dose

habitualmente

administrada

Topiramato

Aurobindo.

dose

suplementar

deve

administrada

doses

divididas no início e no fim do procedimento de hemodiálise. Esta dose suplementar

pode variar de acordo com o tipo de equipamento de diálise utilizado (ver secção

5.2).

Compromisso hepático

Em doentes com compromisso hepático moderado a grave, o topiramato deve ser

administrado

precaução

depuração

topiramato

está

diminuída.

Idosos

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Não é necessário ajuste de dose em doentes idosos desde que a sua função renal

esteja intacta.

Modo de administração

Topiramato Aurobindo está disponível em comprimidos revestidos por película e

cápsulas,

para

administração

oral.

Não

recomenda

fracionamento

comprimidos. As cápsulas destinam-se a ser administradas a doentes que não

possam engolir os comprimidos, por exemplo crianças e idosos.

Topiramato Aurobindo pode ser tomado independentemente das refeições.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

Na profilaxia da enxaqueca em mulheres durante a gravidez e em idade fértil se não

estiverem a utilizar métodos contracetivos altamente eficazes.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

situações

interrupção

rápida

topiramato

seja

clinicamente

necessária, é recomendada uma monitorização adequada (ver secção 4.2).

Assim como com outros MAEs, alguns doentes podem ter um aumento na frequência

das crises ou de início de novos tipos de crises com topiramato. Este fenómeno pode

ser a consequência de uma sobredosagem, de uma diminuição das concentrações

plasmáticas de MAEs em utilização concomitante, da progressão da doença ou um

efeito paradoxal.

Uma adequada hidratação durante o tratamento com topiramato é muito importante.

A hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase (ver abaixo). Uma adequada

hidratação, antes e durante atividades como o exercício físico ou a exposição a

temperaturas elevadas, pode reduzir o risco de acontecimentos de reações adversas

relacionadas com o calor (ver secção 4.8).

Mulheres em idade fértil

O topiramato pode causar danos fetais e restrições no crescimento fetal (pequenos

para a idade gestacional e baixo peso à nascença) quando é administrado a uma

mulher grávida. Os dados do registo de gravidez do Grupo de Medicamentos

Antiepiléticos

Norte

Americanos

acerca

topiramato

monoterapia

demonstraram

prevalência

malformações

congénitas

major

aproximadamente 3 vezes superior (4,3%) quando comparado com um grupo de

referência que não tomava MAEs (1,4%). Adicionalmente, dados de outros estudos

indicam que, quando

comparado com a monoterapia, existe um risco aumentado de efeitos teratogénicos

associado à utilização de MAEs em politerapia.

Antes de iniciar o tratamento com topiramato numa mulher em idade fértil, deve ser

feito um teste de gravidez e aconselhadas medidas contracetivas altamente eficazes

(ver secção 4.5). O doente deve ser plenamente informado acerca dos riscos

relacionados com o uso de topiramato durante a gravidez (ver secção 4.3 e 4.6).

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Oligohidrose

A oligohidrose (diminuição da transpiração) tem sido notificada em associação com o

uso de topiramato. A diminuição da transpiração e a hipertermia (aumento da

temperatura corporal) podem ocorrer especialmente em crianças expostas a uma

temperatura ambiente elevada.

Perturbações do humor/Depressão

Foi observado um aumento de incidência de perturbações do humor e depressão

durante o tratamento com topiramato.

Suicídio/Ideação suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados

MAEs,

várias

indicações

terapêuticas.

meta-análise

ensaios

aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, contra placebo, mostrou também um

pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda

conhecido o mecanismo que explica esse risco e os dados disponíveis não excluem a

possibilidade de um aumento do risco para o topiramato.

Em ensaios clínicos em dupla ocultação, os acontecimentos relacionados com suicídio

(ARS) (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequências

de 0,5% em doentes tratados com topiramato (46 de 8.652 doentes tratados) e com

uma incidência quase três vezes superior aos doentes tratados com placebo (0,2%;

8 dos 4.045 doentes tratados).

Como tal, os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e

comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento mais

adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde aos doentes) devem

ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação e

comportamento suicida.

Nefrolitíase

Em alguns doentes, especialmente naqueles com predisposição para nefrolitíase, o

risco de formação de cálculos renais e de ocorrência de sinais e sintomas associados,

tais como, cólica renal, dor renal (lombar) ou dor nos flancos, pode ser superior.

fatores

risco

para nefrolitíase incluem

formação

prévia

cálculos,

antecedentes familiares de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum destes fatores de

risco permite prever de forma fidedigna a formação de cálculos durante o tratamento

com topiramato. Além disso, os doentes em tratamento com outros medicamentos

associados ao risco de nefrolitíase podem estar sujeitos a um maior risco.

Função renal diminuída

Em doentes com alteração da função renal (CLcr ≤ 70 ml/min), o topiramato deve

ser administrado com precaução uma vez que a depuração plasmática e renal estão

diminuídas. Para recomendações específicas de posologia em doentes com função

renal diminuída, ver secção 4.2.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Função hepática diminuída

doentes

alteração

função

hepática,

recomenda-se

precaução

administração de topiramato, pois pode estar reduzida a depuração deste fármaco.

Miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado

Uma síndrome consistindo em miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo

fechado foi notificada em doentes tratados com topiramato. Os sintomas incluem

início agudo de diminuição da acuidade visual e/ou dor ocular. Os resultados oculares

incluem miopia, edema da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e

aumento da pressão intraocular. A midríase pode estar ou não presente. Esta

síndrome pode estar associada com derrame supraciliar resultando no deslocamento

anterior do cristalino e íris, com glaucoma secundário de ângulo fechado. Os

sintomas ocorrem tipicamente dentro de um mês do início da terapêutica com

topiramato. Em contraste com o glaucoma primário do ângulo fechado, que é raro

em indivíduos com menos de 40 anos de idade, o glaucoma secundário de ângulo

fechado associado ao topiramato foi notificado em doentes pediátricos, bem como

em adultos.

O tratamento inclui a interrupção de topiramato, tão rapidamente quanto possível e

de acordo com a opinião do médico, e medidas adequadas para reduzir a pressão

intraocular.

Estas

medidas

geralmente

resultam

diminuição

pressão

intraocular.

Uma pressão intraocular elevada de qualquer etiologia, se não for tratada, pode dar

origem a sequelas graves incluindo uma perda permanente da visão.

Deve ser efetuada uma avaliação do tratamento com topiramato em doentes com

antecedentes de perturbações visuais.

Defeitos no campo visual

Têm sido notificados defeitos no campo visual em doentes a receber topiramato,

independente da pressão intraocular elevada. Em ensaios clínicos, a maioria destes

eventos foram reversíveis após a interrupção do topiramato. Se ocorrerem defeitos

no campo visual em qualquer momento durante o tratamento com topiramato, deve

considerar-se a suspensão do medicamento.

Acidose metabólica

acidose

metabólica

hiperclorémica,

“non-anion

gap”

(isto

redução

bicarbonato sérico abaixo dos níveis normais de referência, na ausência de alcalose

respiratória),

está

associada

ao tratamento com topiramato. Esta

redução

bicarbonato sérico deve-se ao efeito inibitório do topiramato na anidrase carbónica

renal. Geralmente, a redução de bicarbonato ocorre no início do tratamento,

podendo, no entanto, ocorrer em qualquer altura do tratamento. Estas reduções de

bicarbonato são ligeiras a moderadas (com reduções médias de 4 mmol/l para doses

de 100 mg/dia ou mais de topiramato, em adultos, e de aproximadamente 6

mg/kg/dia, em doentes pediátricos). Raramente, os doentes apresentaram redução

para

valores

inferiores

mmol/l.

Situações

clínicas

terapêuticas

predisponham

acidose,

(tais

como,

doenças

renais,

alterações

respiratórias

severas,

estados

epiléticos,

diarreia,

cirurgia,

dieta

cetogénica,

alguns

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

medicamentos), podem ter um efeito aditivo à redução de bicarbonato provocada

pelo topiramato.

A acidose metabólica crónica aumenta o risco de formação de cálculos renais e pode

potencialmente levar a osteopenia.

A acidose metabólica crónica, em doentes pediátricos, pode reduzir as taxas de

crescimento.

efeito

topiramato

sequelas

ósseas

não

estudado

sistematicamente em populações pediátricas ou adultas.

De acordo com a situação clínica inicial, uma avaliação adequada, incluindo níveis

plasmáticos de bicarbonato, é recomendada durante o tratamento com topiramato.

Se estão presentes sinais ou sintomas (por ex. respiração de Kussmaul, dispneia,

anorexia, náuseas, vómitos, cansaço excessivo, taquicardia ou arritmia), indicativos

de acidose metabólica, é recomendada a determinação de bicarbonato no soro. Se a

acidose metabólica se desenvolver e persistir, deve ser tida em consideração a

redução da dose ou a interrupção do tratamento com topiramato (através de uma

diminuição gradual da dose).

O topiramato deve ser utilizado com precaução em doentes cujas condições ou

tratamentos sejam um fator de risco para o aparecimento de acidose metabólica.

Alteração da função cognitiva

A alteração cognitiva na epilepsia é multifatorial e pode ser devida à etiologia

subjacente, devida à epilepsia ou devida ao tratamento antiepilético. Têm sido

notificadas

literatura,

alterações

função

cognitiva

adultos

fazer

terapêutica com topiramato que requereram redução da dose ou interrupção do

tratamento.

Contudo, os resultados cognitivos de estudos efetuados em crianças tratadas com

topiramato foram insuficientes e o seu efeito a esse respeito necessita ainda de ser

elucidado.

Hiperamonemia e encefalopatia

Foi reportada hiperamonemia com ou sem encefalopatia com o tratamento com

topiramato (ver secção 4.8). O risco de hiperamonemia com topiramato parece estar

relacionado com a dose. A hiperamonemia foi reportada mais frequentemente

quando o topiramato é usado concomitantemente com ácido valpróico (ver secção

4.5).

Recomenda-se que se considere encefalopatia hiperamonémica e que se meçam os

níveis de amónia em doentes que desenvolvem letargia inexplicável ou alterações no

estado mental associadas ao topiramato em monoterapia ou terapia adjuvante.

Suplementação alimentar

Alguns

doentes

podem ter

diminuição

peso

durante

tratamento

topiramato. É recomendado que os doentes em tratamento com o topiramato sejam

monitorizados para a perda de peso. Deve ser considerada a administração de um

suplemento alimentar ou aumento da ingestão de alimentos em doentes que percam

peso, durante a administração do topiramato.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Excipientes

Este

medicamento

contém

lactose

mono-hidratada.

Doentes

problemas

hereditários

raros

de intolerância

galactose,

deficiência

total

lactase

malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de Topiramato Aurobindo sobre outros medicamentos antiepiléticos

A associação de Topiramato Aurobindo a outros MAEs (fenitoína, carbamazepina,

ácido

valpróico,

fenobarbital

primidona)

não

afeta

suas

concentrações

plasmáticas no estado estacionário, exceto em doentes ocasionais em que a

associação de Topiramato Aurobindo à fenitoína pode provocar uma elevação das

concentrações plasmáticas desta. Isto deve-se possivelmente à inibição da isoforma

duma enzima polimórfica específica (CYP2C19). Consequentemente, em qualquer

doente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas clínicos de

toxicidade, deve proceder-se à monitorização dos níveis de fenitoína.

Um estudo de interação farmacocinética com doentes epiléticos indicou que a adição

do topiramato à lamotrigina não teve efeito nas concentrações plasmáticas no estado

estacionário desta, para doses de topiramato de 100 a 400 mg/dia. Para além disso,

não houve alteração das concentrações plasmáticas no estado estacionário de

topiramato durante e após a interrupção do tratamento com lamotrigina (dose média

de 327 mg/dia).

O topiramato inibe a enzima CYP 2C19 e pode interferir com outras substâncias que

são

metabolizadas

esta

enzima

(por

exemplo:

diazepam,

imipramina,

moclobemida, proguanilo, omeprazol).

Efeitos de outros medicamentos antiepiléticos sobre Topiramato Aurobindo

A fenitoína e a carbamazepina reduzem a concentração plasmática do topiramato. A

associação

interrupção

tratamento

fenitoína

carbamazepina,

terapêutica com Topiramato Aurobindo, pode requerer o ajuste posológico deste

último. Estas alterações devem ser efetuadas por avaliação do efeito clínico. A

associação ou interrupção do tratamento com ácido valpróico não produz alterações

clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de Topiramato Aurobindo

pelo que, neste caso, não é necessário proceder ao ajuste posológico de Topiramato

Aurobindo. Os resultados destas interações estão resumidos no quadro seguinte:

FAE coadministrado Concentração do FAE Concentração de topiramato

Fenitoína «** ¯

Carbamazepina (CBZ) « ¯

Ácido Valpróico « «

Lamotrigina « «

Fenobarbital « NE

Primidona « NE

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

= Sem efeito sobre a concentração plasmática (alteração ≤ 15%)

** = Aumento das concentrações plasmáticas em casos isolados

= Redução das concentrações plasmáticas

NE = Não estudado

= Fármaco antiepilético

Outras interações medicamentosas

Digoxina

Num estudo de dose única, a área sob a curva (AUC) da concentração plasmática da

digoxina sérica diminui 12% devido à administração concomitante de topiramato.

Não foi estabelecida a relevância clínica desta observação. Quando se adiciona ou

retira topiramato a doentes em que foi instituída uma terapêutica com digoxina,

deve prestar-se especial atenção à monitorização da digoxina sérica.

Depressores do Sistema Nervoso Central

A administração concomitante de topiramato e álcool ou outros medicamentos

depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) não foi avaliada em estudos clínicos.

É recomendado que Topiramato Aurobindo não seja utilizado concomitantemente

com álcool ou outros medicamentos depressores do Sistema Nervoso Central.

Hipericão (Hypericum perforatum)

Pode ser observada com a administração concomitante de topiramato e de Hipericão,

uma diminuição das concentrações plasmáticas resultando numa perda de eficácia. O

potencial de interação não foi avaliado em estudos clínicos.

Contracetivos orais

Num estudo de interação farmacocinética, em voluntárias saudáveis, a administração

concomitante de um contracetivo oral, constituído por 1 mg de noretindrona (NET) e

etinilestradiol

(EE)

topiramato

doses

mg/dia

administrado na ausência de outros fármacos, não foi associado a alterações

estatisticamente significativas de exposição média (AUC) de qualquer componente do

contracetivo oral. Num outro estudo, a exposição de etinilestradiol diminuiu de forma

estatisticamente significativa, para doses de 200, 400 e 800 mg/dia de topiramato

(18%,

30%,

respetivamente),

quando

administrado

como

terapêutica

adjuvante a doentes epiléticos a tomar ácido valpróico. Em ambos os estudos,

topiramato (em doses de 50-200 mg/dia em voluntários saudáveis e 200-800 mg/dia

em doentes epiléticos), não afetou significativamente a exposição da NET. Apesar de

existir uma diminuição da exposição ao EE, dependente da dose, para doses entre

200-800 mg/dia (em doentes epiléticos), não se registou alteração dependente da

dose significativa na exposição ao EE, para doses entre 50-200 mg/dia (em

voluntários saudáveis). O significado clínico das alterações não é conhecido.

possibilidade

diminuição

eficácia

contracetivo

aumento

hemorragia de privação devem ser tidas em consideração, para doentes a tomar

contracetivos

orais

associação

topiramato.

doentes

tomar

contracetivos, contendo estrogénio devem comunicar ao médico quaisquer alterações

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

nos respetivos padrões hemorrágicos. A eficácia dos contracetivos pode diminuir

mesmo na ausência de alteração dos padrões hemorrágicos.

Lítio

Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (de 18% da AUC) na

exposição sistémica de lítio durante a administração concomitante de topiramato 200

mg/dia. Em doentes com perturbação bipolar, a farmacocinética do lítio não foi

afetada durante o tratamento com topiramato 200 mg/dia.

No entanto, foi observado um aumento (de 26% da AUC) na exposição sistémica ao

lítio, após tratamento com topiramato em doses até 600 mg/dia. Os níveis de lítio

devem ser monitorizados quando coadministrado com topiramato.

Risperidona

Estudos de interação fármaco-fármaco, conduzidos em condições de dose única em

voluntários saudáveis e dose múltipla em doentes bipolares, obtiveram resultados

semelhantes. Quando administrada concomitantemente com topiramato em doses

crescentes de 100, 250 e 400 mg/dia, houve uma redução da exposição sistémica da

risperidona (16% e 33% da AUC em estado estacionário para as doses de 250 e 400

mg/dia, respetivamente), quando esta foi administrada em doses que variaram entre

1 e 6 mg/dia. Contudo, diferenças na AUC da fração ativa total entre o tratamento

com risperidona isolada e em associação com topiramato não foram estatisticamente

significativas. Na fração antipsicótica ativa total (risperidona e 9-hidroxirisperidona)

foram observadas alterações mínimas da farmacocinética, não tendo sido observadas

alterações para a 9-hidroxirisperidona isolada. Não foram observadas alterações

significativas na exposição sistémica da fração ativa total da risperidona ou do

topiramato. Quando topiramato foi adicionado ao tratamento já existente com

risperidona (1-6 mg/dia) foram notificados mais frequentemente acontecimentos

adversos do que antes da introdução (90% e 54% respetivamente) do topiramato

(250-400 mg/dia).

Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados, quando topiramato foi

adicionado

tratamento

risperidona

foram:

sonolência

(27%

12%),

parestesia (22% e 0%) e náuseas (18% e 9%, respetivamente).

Hidroclorotiazida (HCTZ)

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário da HCTZ (25 mg cada 24 h) e do topiramato

(96 mg cada 12 h), quando administrados isolada ou concomitantemente. Os

resultados do estudo indicam que a Cmáx de topiramato aumentou 27% e a AUC

aumentou 29%, quando a HCTZ foi adicionada ao topiramato. É desconhecido o

significado clínico desta alteração. A adição de HCTZ ao tratamento com topiramato

pode

exigir

ajuste

dose

topiramato.

farmacocinética

estado

estacionário da HCTZ não foi significativamente alterada com a administração

concomitante de topiramato. Resultados laboratoriais indicaram uma redução do

potássio sérico após a administração de topiramato e HCTZ. Esta redução é mais

acentuada quando a administração de topiramato e HCTZ é concomitante.

Metformina

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Foi realizado um estudo de interação fármaco-fármaco, em voluntários saudáveis,

para avaliar a farmacocinética no estado estacionário da metformina e do topiramato

plasma,

quando

metformina

administrada

isoladamente

concomitantemente com topiramato. Os resultados deste estudo mostraram que a

média da Cmáx e da AUC0-12h da metformina aumentaram em 18% e 25%

respetivamente, enquanto que a CL/F média reduziu 20%, quando a metformina e o

topiramato eram administrados simultaneamente. O topiramato não afetou a Tmáx

da metformina. Não é claro o significado clínico do efeito do topiramato na

farmacocinética da metformina. A depuração plasmática do topiramato oral parece

ser reduzida quando administrada com a metformina. Desconhece-se a extensão do

efeito na depuração. Desconhece-se o significado clínico do efeito da metformina na

farmacocinética do topiramato.

Quando Topiramato Aurobindo é associado ou retirado em doentes a receberem

tratamento com metformina, deverá haver precaução em relação à monitorização de

rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Pioglitazona

Um estudo de interação fármaco-fármaco em voluntários saudáveis avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do topiramato e da pioglitazona, quando

administrados isolados ou concomitantemente. Foi observada uma redução de 15%

da AUCτ,ss da pioglitazona, sem alteração da Cmáx,ss. Este resultado não foi

estatisticamente significativo. Por outro lado, foi observada uma diminuição do

hidroxi-metabolito de 13% e 16% na Cmáx,ss e AUCτ,ss, respetivamente, assim

como uma diminuição de 60% na Cmáx e AUCτ,ss do ceto-metabolito ativo. É

desconhecido o significado clínico destes resultados. Quando Topiramato Aurobindo é

administrado em simultâneo com a pioglitazona ou vice-versa, deve dar-se especial

atenção à monitorização de rotina, para o controlo adequado da diabetes.

Gliburida

Um estudo de interação fármaco-fármaco em doentes com diabetes tipo II avaliou a

farmacocinética no estado estacionário do gliburida (5 mg/dia) e do topiramato (150

mg/dia), quando administrados isolados ou concomitantemente. Observou-se uma

diminuição de 25% na AUC24 de gliburida, quando administrado com topiramato. A

exposição sistémica dos metabolitos ativos, 4-trans-hidroxigliburida (M1) e 3-cis-

hidroxi-gliburida (M2), reduziu 13% e 15% respetivamente. A farmacocinética no

estado estacionário do topiramato não foi afetada pela administração concomitante

de gliburida.

Quando o topiramato é administrado em simultâneo com o gliburida ou vice-versa,

deve dar-se especial atenção à monitorização de rotina para o controlo adequado da

diabetes.

Outras formas de interação

Substâncias que predispõem para nefrolitíase

Quando utilizado concomitantemente com outras substâncias que possam predispor

para nefrolitíase, Topiramato Aurobindo pode aumentar o risco de nefrolitíase.

Durante

tratamento

Topiramato

Aurobindo

devem

evitadas

estas

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

substâncias, dado que podem criar um ambiente fisiológico que aumente o risco de

formação de cálculos renais.

Ácido valpróico

A administração concomitante do topiramato e ácido valpróico está associada a

hiperamonemia

encefalopatia

doentes

toleraram

estes

medicamentos quando administrados isoladamente. Na maioria dos casos, os sinais

e sintomas desaparecem com a interrupção dos dois medicamentos (ver secção 4.4

e secção 4.8). Esta reação adversa não é devida a uma interação farmacocinética.

A hipotermia, definida como uma descida não intencional da temperatura corporal a

<35 ºC foi notificada em associação com a utilização concomitante de topiramato e

ácido valpróico (AVP) ambos em conjugação com hiperamonemia e na ausência de

hiperamonemia.

Este

acontecimento

adverso

pode

ocorrer

após

início

tratamento com topiramato ou após o aumento da dose diária de topiramato, em

doentes que utilizam concomitantemente topiramato e ácido valpróico.

Outros estudos farmacocinéticos sobre interações medicamentosas

Têm sido conduzidos estudos clínicos para avaliar o potencial farmacocinético da

interação medicamentosa entre o topiramato e outros medicamentos. As alterações

na Cmáx ou na AUC, como resultado de interações, estão resumidas abaixo. A

segunda coluna (concentração do medicamento concomitante) descreve o que

acontece à concentração do medicamento concomitante que se encontra na primeira

coluna, com o topiramato. A terceira coluna (concentração do topiramato) descreve

como a administração concomitante do fármaco da primeira coluna irá modificar a

concentração do topiramato.

Resumo dos Resultados de Outros Estudos Farmacocinéticos sobre Interações

Medicamentosas

Medicamento

concomitante

Concentração concomitante

do medicamentoa

Concentração

topiramato

Amitriptilina

aumento

Cmáx e AUC no metabolito

da nortriptilina

Dihidroergotamina

(Oral e Subcutâneo)

Haloperidol

↔ aumento de 31% na AUC

do metabolito reduzido

Propranolol

aumento

Cmáx

para

4-OH

propranolol (TPM 50 mg de

12/12h)

aumento de 9% e 16%

na Cmáx,

aumento de 9%-17% na

propranolol

12/12h,

respetivamente)

Sumatriptano (Oral e

Subcutâneo)

Pizotifeno

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Diltiazem

Diminuição de 25% na AUC

do diltiazem e diminuição

de 18% da DEA, e ↔ para o

DEM*

Aumento de 20% na AUC

Venlafaxina

Flunarizina

Aumento de 16% na AUC

(TPM 50 mg de 12/12 h)b

a = Valores em % relativamente à alteração na média da Cmáx ou da AUC

relativamente à monoterapia.

↔ = Sem efeitos na Cmáx e na AUC (≤ 15% de alteração) do composto

precursor

NE = Não Estudado

*DEA = des acetilo diltiazem, DEM = N-dimetilo diltiazem

b = Flunarizina aumento de 14% na AUC em indivíduos que tomam apenas

flunarizina. Um aumento na exposição pode estar associado a uma acumulação

durante o estabelecimento do estado estacionário.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Risco relacionado com a epilepsia e RAMs em geral

Deve

dado

aconselhamento

especializado

mulheres

idade

fértil.

necessidade de tratamento com MAEs deve ser revista quando uma mulher está a

planear engravidar. Em mulheres em tratamento para a epilepsia, deve ser evitada a

interrupção súbita da terapêutica com MAEs, pois pode levar a convulsões que

podem

consequências

graves

para

mulher

para

feto.

Sempre que possível, deve ser dada preferência à monoterapia pois a terapêutica

múltiplos

MAEs

poderá

estar

associada

risco

mais

elevado

malformações congénitas do que com a monoterapia, dependendo dos antiepiléticos

associados.

Risco relacionado com o topiramato

O topiramato é teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos (ver secção 5.3). Em ratos,

o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em humanos, o topiramato atravessa a placenta e foram notificadas concentrações

similares no cordão umbilical e no sangue materno.

Dados clínicos obtidos a partir de registos de gravidez indicam que os lactentes

expostos ao topiramato em monoterapia apresentam:

- um risco aumentado de malformações congénitas (particularmente, fissuras no

lábio/palato, hipospadias e anomalias envolvendo vários sistemas corporais), após

exposição durante o primeiro trimestre da gravidez. Os dados dos registos de

gravidez obtidos a partir do grupo de Medicamentos Antiepiléticos Norte Americanos

com topiramato em monoterapia demonstraram uma prevalência de malformações

congénitas maiores aproximadamente 3 vezes superior (4,3%), quando comparado

com um grupo de referência que não esteja a tomar MAEs (1,4%). Adicionalmente,

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

dados de outros estudos indicam que, quando comparado com a monoterapia, existe

um risco aumentado de efeitos teratogénicos associados à utilização de MAEs em

politerapia. O risco foi notificado como sendo de pendente da dose; foram

observados efeitos em todas as doses. Em mulheres tratadas com topiramato que

tiveram um filho com malformações congénitas, parece haver um risco aumentado

de malformações em gravidezes subsequentes quando expostas ao topiramato.

- Uma prevalência maior de baixo peso no recém-nascido aquando do nascimento

(<2500 gramas), comparativamente com o grupo de referência.

- Um aumento da prevalência de ser pequeno para a idade gestacional (PIG; definido

como peso aquando do nascimento abaixo do percentil 10 corrigido para a idade

gestacional, estratificado por sexo). As consequências a longo prazo dos resultados

de PIG não pode ser determinado.

Indicação na epilepsia

É recomendado que as mulheres com potencial para engravidar, considerem opções

terapêuticas alternativas. Se topiramato for utilizado em mulheres em idade fértil,

recomenda-se a utilização de contraceção altamente eficaz (ver secção 4.5), e que a

mulher esteja devidamente informada dos riscos conhecidos da epilepsia não

controlada na gravidez e dos potenciais riscos do medicamento para o feto. Se uma

mulher estiver a planear engravidar, recomenda-se uma consulta pré-concecional a

fim de reavaliar o tratamento, e de forma a considerar outras opções terapêuticas.

Em caso de administração durante o primeiro trimestre deve ser realizada uma

monitorização pré-natal cuidadosa.

Indicação na profilaxia da enxaqueca

O topiramato é contraindicado na gravidez e em mulheres em idade fértil que não

estão a utilizar um método contracetivo altamente eficaz (ver secções 4.3 e 4.5).

Amamentação

Os estudos em animais demonstraram a excreção do topiramato no leite. A excreção

do topiramato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. Um número

limitado de observações em doentes sugere uma excreção extensa do topiramato no

leite materno. Os efeitos observados em recém-nascidos/lactentes amamentados por

mães

tratadas

incluem

diarreia,

sonolência,

irritabilidade

ganho

peso

inadequado. Consequentemente, deve ser tomada uma decisão quanto à interrupção

aleitamento

do tratamento

com topiramato,

tendo

em consideração

importância do medicamento para a mãe (ver secção 4.4).

Fertilidade

Os estudos em animais não mostraram compromisso da fertilidade pelo topiramato

(ver secção 5.3). O efeito do topiramato na fertilidade humana não foi estabelecido.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Topiramato Aurobindo sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são reduzidos ou moderados. O topiramato atua sobre o Sistema Nervoso

Central e pode provocar sonolência, tonturas ou outros sintomas relacionados. Pode

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

causar também perturbações visuais e/ou visão turva. Estas reações adversas

podem ser potencialmente perigosas em doentes que conduzam veículos ou utilizem

máquinas, particularmente até ser estabelecida a experiência individual do doente

com o medicamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

A segurança do topiramato foi avaliada através de uma base de dados de estudos

clínicos

4111

doentes

(3182

topiramato

placebo)

participaram em 20 estudos em dupla ocultação e 2847 doentes que participaram

em 34 estudos abertos, respetivamente, para o topiramato como terapêutica

adjuvante nas crises primárias generalizadas tónico-clónicas, crises parciais, crises

associadas á síndrome de Lennox-Gastaut, monoterapia para uma epilepsia nova ou

diagnosticada recentemente ou para a profilaxia da enxaqueca. A maioria das

reações adversas foi ligeira a moderada no que diz respeito à sua gravidade. Estas

reações adversas, identificadas nos ensaios clínicos e na fase de pós-comercialização

(indicado por **), encontram-se descritas na tabela 1 abaixo de acordo com a sua

incidência. As frequências atribuídas estão organizadas da seguinte forma:

Muito frequentes ≥ 1/10

Frequentes ≥ 1/100 e <1/10

Pouco frequentes ≥ 1/1000 e <1/100

Raros ≥ 1/10000 e <1/1000

Desconhecido não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.

As reações adversas mais frequentes (com uma incidência > 5% e maior que as

observadas com placebo em pelo menos uma indicação em estudos controlados em

dupla

ocultação

topiramato)

incluem:

anorexia,

diminuição

apetite,

bradifrenia, depressão, alterações na linguagem, insónia, alteração na coordenação,

alteração da atenção, tonturas, disartria, disgeusia, hipoestesia, letargia, alterações

de memória, nistagmo, parestesia, sonolência, tremor, diplopia, visão turva, diarreia,

náuseas, fadiga, irritabilidade e perda de peso.

Tabela 1: Reações Adversas do Topiramato

Classes

sistemas

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

Frequentes

Raros

Muito Rar

Infeções

infestações

Nasofaringite*

Doenças

sangue

sistema linfático

Anemia

Leucopenia,

Trombocitopeni

Linfadenopatia

eosinofilia

Neutropenia*

Doenças

sistema imunitário

Hipersensibilid

Edema

alérgico*

Doenças

metabolismo e da

nutrição

Anorexia,

diminuição

apetite

Acidose

metabólica,

hipocaliemia,

aumento

apetite,

Acidose

hiperclorémic

hiperamonemi

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

polidipsia

encefalopatia

hiperamonémi

Perturbações do

foro psiquiátrico

Depressão

Bradifrenia,

insónia,

perturbação

expressividade

da linguagem,

ansiedade,

estado

confusional,

desorientação,

agressão,

alterações

humor,

agitação,

flutuações

humor, humor

depressivo,

fúria,

comportament

o anormal

Ideação suicida,

tentativa

suicídio,

alucinação,

distúrbio

psicótico,

alucinação

auditiva,

alucinação

visual,

apatia,

perda

discurso

espontâneo,

perturbações do

sono, labilidade

afetiva,

diminuição

líbido,

inquietação,

choro, disfemia,

euforia,

paranoia,

perseverança,

ataques

pânico,

estado

lacrimoso,

distúrbio

leitura,

insónia

inicial,

embotamento

afetivo,

pensamento

anormal,

perda

libido,

ausência

interesse

atividades

vida

diária,

insónia

intermédia,

distratibilidade,

acordar

muito

cedo, reação de

pânico,

exaltação

Mania,

perturbação

pânico,

sensação

desespero*,

hipomania

Doenças do

sistema nervoso

Parestesia,

sonolência,

tonturas

Distúrbios

atenção,

comprometime

Nível

reduzido

consciência,

convulsões

Apraxia,

alteração

ritmo

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

memória,

amnésia,

perturbações

cognitivas,

perturbações

mentais,

perturbações

capacidades

psicomotoras,

convulsões,

alteração

coordenação,

tremor,

letargia,

hipoestesia,

nistagmo,

disgeusia,

perturbação

equilíbrio,

disartria,

tremor

intencional,

sedação

grande

mal,

defeito

campo

visual,

crises

complexas

parciais,

distúrbio

discurso,

hiperatividade

psicomotora,

síncope,

perturbações

sensoriais,

ptialismo,

hipersonia,

afasia,

discurso

repetitivo,

hipocinesia,

discinesia,

tonturas

posturais,

qualidade

sono,

sensação

de queimadura,

perda

sensações,

parosmia,

síndroma

cerebelar,

disastesia,

hipogeusia,

estupor,

descoordenação

, aura, ageusia,

disgrafia,

disfasia,

neuropatia

periférica,

pré-

síncope,

distonia,

sensação

formigueiro

circadiano

sono,

hiperestesia,

hiposmia,

anosmia,

tremor

essencial,

acinesia,

não

resposta

estímulo

Afeções oculares

Visão

turva,

diplopia,

perturbações

visuais

Acuidade visual

reduzida,

escotoma,

miopia*,

sensação

anormal

olho*,

olho

seco,

fotofobia,

blefarospasmo,

aumento

Cegueira

unilateral,

cegueira

passageira,

glaucoma,

distúrbio

acomodação,

alteração

perceção

visual

Glaucom

âng

fechado*,

maculopat

*, distúrb

moviment

ocular*,

edema

conjuntiva

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

lacrimação,

fotopsia,

midríase,

presbiopia

profundidade,

escotoma

cintilante,

edema

pálpebra*,

cegueira

noturna,

ambliopia

Afeções do

ouvido e do

labirinto

Vertigem,

zumbido,

de ouvidos

Surdez,

surdez

unilateral,

surdez

neurossensorial,

desconforto

ouvido,

alteração

audição

Cardiopatias

Bradicardia,

bradicardia

sinusal,

palpitações

Vasculopatias

Hipotensão,

hipotensão

ortostática,

rubor,

afrontamento

Fenómeno

Raynaud

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Dispneia,

epistaxis,

congestão

nasal,

rinorreia,

tosse*

Dispneia

esforço,

hipersecreção

seio

paranasal,

disfonia,

Doenças

gastrointestinais

Náuseas

diarreia,

Vómitos,

obstipação,

dor abdominal

superior,

dispepsia,

abdominal,

xerostomia,

desconforto

gástrico,

parestesia

oral,

gastrite,

desconforto

abdominal

Pancreatite,

flatulência,

doença

refluxo

gastroesofágico,

abdominal

inferior,

hipoestesia oral,

hemorragia

gengival,

distensão

abdominal,

desconforto

epigástrico,

sensibilidade

abdominal,

hipersecreção

salivar,

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

oral,

hálito,

glossodinia

Afeções

hepatobiliares

Hepatite,

falência

hepática

Afeções

tecidos

cutâneos

e subcutâneos

Alopecia,

erupção

cutânea,

prurido

Anidrose,

hipoestesia

facial, urticária,

eritema, prurido

generalizado,

erupção

macular,

descoloração da

pele,

dermatite

alérgica,

inflamação

face

Síndrome

Stevens-

Johnson*,

eritema

multiforme*

odor

pele

anormal,

edema

periorbital*,

urticária

localizada

Necrólise

epidérmi

tóxica*

Afeções

musculosquelética

tecidos

conjuntivos

Artralgia,

espasmos

musculares,

mialgia,

fasciculação

muscular,

fraqueza

muscular,

torácica

musculoesquel

ética

Inchaço

articulação*,

rigidez

muscular,

flanco,

fadiga muscular

Desconforto

no membro*

Doenças renais e

urinária

Nefrolitíase,

polaciúria,

disúria

Cálculos renais,

incontinência

urinária,

hematúria,

incontinência,

urgência

micção,

cólicas

renais,

renal

Cálculos

ureterais,

acidose

tubular renal*

Doenças

órgãos genitais e

da mama

Disfunção

eréctil,

Disfunção

sexual

Perturbações

gerais

alterações

local

administração

Fadiga

Pirexia,

astenia,

irritabilidade,

alterações

marcha,

sentir-se

anormal, mal-

estar

Hipertermia,

sede, doença do

tipo

gripal*,

lentidão,

arrefecimento

extremidades,

sensação

embriaguez,

Edema

face calcinose

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

sensação

agitação

Exames

complementares

de diagnóstico

Diminuição de

Peso

Aumento

peso*

Presença

cristais

urina, teste de

marcha

linha

reta

resultados

anómalos,

contagem

glóbulos

brancos

diminuída,

aumento

enzimas

hepáticas

Diminuição de

Bicarbonato

no sangue

Circunstâncias

sociais

Dificuldade

aprendizagem

* identificada como uma reação adversa durante as notificações espontâneas de pós-comercializaçã

A sua frequência foi calculada com base na incidência em ensaios clínicos ou foi calculada se o even

não ocorreu nos ensaios clínicos.

Malformações congénitas e restrições no crescimento fetal (ver secção 4.4 e secção

4.6).

População pediátrica

As reações adversas notificadas mais frequentemente (≥ 2 vezes mais) em crianças

do que em adultos em estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Diminuição do apetite

- Aumento do apetite

- Acidose hiperclorémica

- Hipocaliemia

- Comportamento anormal

- Agressão

- Apatia

- Insónia inicial

- Ideação suicida

- Alteração da atenção

- Letargia

- Alteração do ritmo circadiano do sono

- Má qualidade do sono

- Aumento do lacrimejo

- Bradicardia sinusal

- Mal-estar

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

- Alterações na marcha.

As reações adversas que foram notificadas em crianças, mas não em adultos em

estudos controlados e em dupla ocultação incluem:

- Eosinofilia

- Hiperatividade psicomotora

- Vertigens

- Vómitos

- Hipertermia

- Pirexia

- Dificuldade de aprendizagem.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 7373

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

Foram notificados casos de sobredosagem com topiramato. Os sinais e sintomas

incluíram: convulsões, sonolência, perturbações do discurso, visão turva, diplopia,

défice

intelectual,

letargia,

coordenação

anormal,

estupor,

hipotensão,

abdominal, agitação, tonturas e depressão. As consequências clínicas não foram

graves na maioria dos casos, mas foram notificadas mortes após sobredosagens com

politerapia envolvendo topiramato.

A sobredosagem com topiramato pode causar acidose metabólica grave (ver secção

4.4).

Tratamento

Em caso de sobredosagem aguda do topiramato, se a ingestão for recente, deve

esvaziar-se o estômago imediatamente por lavagem ou por indução de emese. O

carvão ativado mostrou absorver o topiramato in vitro. Deve ser efetuado um

tratamento de suporte apropriado e o doente deve ser bem hidratado. A hemodiálise

demonstrou ser um meio eficaz para a remoção do topiramato do organismo.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

2.6.

Sistema

nervoso

central.

Antiepiléticos

anticonvulsivantes

Código ATC: N03AX11

topiramato

classificado

como

monossacárido

sulfamato-substituído.

desconhecido o mecanismo preciso pelo qual o topiramato exerce o seu efeito

anticonvulsivante e na profilaxia da enxaqueca. Os estudos eletrofisiológicos e

bioquímicos

culturas

neurónios

identificaram

três

propriedades

farmacológicas,

podem

contribuir

para

eficácia

anticonvulsivante

topiramato.

Os potenciais de ação eliciados repetidamente por uma despolarização prolongada

dos neurónios foram bloqueados pelo topiramato de uma forma tempo-dependente,

o que é sugestivo de um bloqueio dos canais de sódio estado-dependente. O

topiramato aumenta a frequência com que os recetores GABAA são ativados pelo ¡-

aminobutirato (GABA) e aumenta a capacidade do GABA induzir o fluxo de iões

cloreto para dentro dos neurónios, sugerindo que o topiramato potência a atividade

deste neurotransmissor inibitório.

Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenilo, um antagonista das benzodiazepinas,

nem o topiramato aumentou a duração do tempo de abertura do canal, diferenciando

o topiramato dos barbitúricos que modulam os recetores GABAA.

Como

perfil

antiepilético

topiramato

difere

acentuadamente

benzodiazepinas,

pode

modular

subtipo

recetor

GABAA

insensível

benzodiazepinas. O topiramato antagoniza a capacidade do cainato em ativar os

recetores do aminoácido excitatório (glutamato), do subtipo cainato/AMPA (ácido α-

amino-3-hidroxi-5-metilisoxazol-4-ácido propiónico), mas não teve efeito aparente

na atividade de N-metilo-D-aspartato (NMDA) nos recetores do subtipo NMDA. Estes

efeitos do topiramato estavam dependentes da concentração num intervalo de 1 µM

a 200 µM, com um mínimo de atividade de 1 µM a 10 µM.

Além disso, o topiramato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbónica. Este efeito

farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor

da anidrase carbónica, e supõe-se que não constitui um dos principais componentes

da atividade antiepilética do topiramato.

Em estudos animais, o topiramato apresenta atividade anticonvulsivante nos testes

de crises máximas por eletrochoques (MES) em ratos e ratinhos e é eficaz em

modelos de epilepsia de roedores, o qual inclui crises tónicas e ausência de crises no

rato espontaneamente epilético (SER) e crises tónicas e clónicas induzidas nos ratos

por inflamação da amígdala ou por isquemia global. O topiramato é apenas

fracamente eficaz no bloqueio das crises clónicas induzidas pelo antagonista do

recetor GABAA, pentilenetetrazol.

Estudos realizados em ratinhos em que foi efetuada a administração em simultâneo

topiramato

carbamazepina

fenobarbital,

demonstraram

atividade

anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com a fenitoína mostrou

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

atividade anticonvulsivante aditiva. Em ensaios clínicos na terapêutica adjuvante,

bem controlados, não foi demonstrada uma correlação entre os níveis plasmáticos de

topiramato e a sua eficácia clínica. Em seres humanos, não se demonstrou qualquer

evidência de tolerância.

Crises de ausência

Foram realizados dois pequenos ensaios de braço único com crianças entre os 4 e 11

anos de idade (CAPSS-326 e TOPAMAT-ABS-001). Um dos estudos incluiu 5 crianças

e o outro incluiu 12 crianças antes de ter terminado precocemente devido a falta de

resposta terapêutica. As doses usadas nestes estudos foram até aproximadamente

12 mg/kg no estudo TOPAMAT-ABS-001 e um máximo inferior a 9 mg/kg/dia ou 400

mg/dia no estudo CAPSS-326. Estes estudos não fornecem evidência suficiente para

retirar conclusões relativamente à eficácia ou segurança na população pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

formulações

comprimidos

revestidos

película

cápsulas

são

bioequivalentes.

O perfil farmacocinético de topiramato em comparação com outros MAEs demonstra

longa

semivida

plasmática,

farmacocinética

linear,

depuração

predominantemente renal, ausência de ligação significativa às proteínas plasmáticas

e ausência de metabolitos ativos clinicamente relevantes.

O topiramato não é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos e

pode ser administrado independentemente das refeições, não sendo necessária

monitorização das concentrações plasmáticas do topiramato. Em ensaios clínicos,

não houve nenhuma relação consistente entre as concentrações plasmáticas e a

eficácia ou acontecimentos adversos.

Absorção

O topiramato é bem absorvido, e de forma rápida. Após a administração por via oral

de 100 mg de topiramato em voluntários saudáveis, atingiu-se uma média de

concentração plasmática máxima (Cmáx) de 1,5 µg/ml em 2 a 3 horas (Tmáx).

Com base na radioatividade recuperada na urina, a extensão média da absorção

duma dose de 100 mg por via oral de 14C-topiramato foi de pelo menos 81%. Não

houve um efeito clinicamente significativo dos alimentos sobre a biodisponibilidade

do topiramato.

Distribuição

Geralmente, 13-17% de topiramato liga-se às proteínas plasmáticas. Observou-se

uma baixa capacidade de ligação do topiramato nos eritrócitos que são saturáveis

para concentrações plasmáticas superiores a 4 µg/ml. O volume de distribuição varia

inversamente com a dose. O volume médio aparente de distribuição foi de 0,80 -

0,55 l/kg para uma dose única no intervalo de 100 a 1200 mg. Foi detetado um

efeito do sexo no volume de distribuição, com valores para o sexo feminino de cerca

de 50% dos do sexo masculino. Este aspeto foi atribuído à maior percentagem de

gordura em mulheres, e não tem consequências clínicas.

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Biotransformação

O topiramato não é extensamente metabolizado (~ 20%) nos voluntários saudáveis.

O topiramato é metabolizado até 50% em doentes a receberem uma terapêutica

antiepilética concomitante com indutores conhecidos das enzimas metabolizadoras

dos fármacos. Foram isolados seis metabolitos, formados por hidroxilação, hidrólise e

glucuronidação, caracterizados e identificados a partir do plasma, urina e fezes de

seres humanos. Cada metabolito representa menos de 3% da radioatividade total

excretada

após

administração

14C–topiramato.

Foram

testados

dois

metabolitos, que retiveram a maior parte da estrutura do topiramato, e verificou-se

que possuíam pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.

Eliminação

Em seres humanos, a principal via de eliminação do topiramato inalterado e dos seus

metabolitos é a renal (pelo menos 81% da dose). Aproximadamente 66% da dose de

14C-topiramato foi excretada na forma inalterada na urina, em quatro dias. Após a

administração de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas vezes ao dia, a média da

depuração renal foi de aproximadamente 18 ml/min e 17 ml/min, respetivamente.

Existe evidência de reabsorção tubular renal do topiramato. Este facto é apoiado por

estudos em ratos em que o topiramato foi administrado em associação com a

probenecida

observou-se

aumento

significativo

depuração

renal

topiramato.

geral,

humano,

depuração

plasmática

aproximadamente 20 a 30 ml/min, após a administração oral.

Linearidade/Não-linearidade

topiramato

exibe

baixa

variabilidade

interindividual

concentrações

plasmáticas

consequentemente,

farmacocinética

previsível.

farmacocinética

topiramato

linear,

depuração

plasmática

permanecendo constante, e um aumento da área sob a curva da concentração

plasmática proporcional à dose, para doses orais únicas compreendidas entre 100 e

400 mg em indivíduos saudáveis. Os doentes com função renal normal podem

necessitar de 4 a 8 dias até atingirem concentrações plasmáticas no estado

estacionário. A média da Cmáx após a administração por via oral de doses múltiplas

de 100 mg, duas vezes por dia, em indivíduos saudáveis, foi de 6,76 µg/ml.

Após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg de topiramato, duas

vezes por dia, a semivida de eliminação plasmática média foi de aproximadamente

21 horas.

Uso concomitante com outros MAEs

A administração concomitante de doses múltiplas de topiramato, 100 mg a 400 mg,

duas vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina demonstra um aumento

proporcional à dose nas concentrações plasmáticas do topiramato.

Compromisso renal

A depuração plasmática e renal do topiramato está reduzida nos doentes com

insuficiência da função renal moderada e grave (CLcr ≤ 70 ml/min). Como resultado,

são esperadas concentrações plasmáticas mais elevadas no estado estacionário para

uma dose determinada em doentes com compromisso renal, comparativamente aos

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

doentes com função renal normal. Para além disso, doentes com compromisso renal

necessitarão de mais tempo para atingir a concentração no estado estacionário, para

cada dose. Em doentes com compromisso renal moderado a grave, é recomendada

metade

dose

inicial

habitualmente

administrada

metade

dose

manutenção.

O topiramato é removido eficazmente a partir do plasma por hemodiálise. Um

período prolongado de hemodiálise pode causar uma descida da concentração de

topiramato para níveis que requerem a manutenção de um efeito anticonvulsivo.

Para

evitar

descidas

repentinas

concentrações

plasmáticas

topiramato

durante a hemodiálise, pode ser necessária uma dose suplementar de topiramato. O

ajuste atual deve ter em consideração 1) a duração do período de diálise, 2) a taxa

de depuração do sistema de diálise que está a ser utilizado, e 3) a taxa de depuração

renal efetiva de topiramato nos doentes sujeitos a diálise.

Afeção hepática

A depuração plasmática do topiramato reduz em média 26% nos doentes com

compromisso hepático moderado a grave. Assim, topiramato deve ser administrado

com precaução nos doentes com compromisso hepático.

Idosos

A depuração plasmática do topiramato mantém-se inalterada nos idosos, na ausência

de doença renal subjacente.

População Pediátrica (farmacocinética em crianças até 12 anos de idade)

A farmacocinética do topiramato em crianças, como nos adultos, em terapêutica

adjuvante, é linear, com depuração independente da dose, e as concentrações

plasmáticas no estado estacionário aumentando proporcionalmente à dose. No

entanto, as crianças têm uma maior depuração e uma semivida de eliminação mais

curta. Consequentemente, em crianças, as concentrações plasmáticas do topiramato

para a mesma dose em mg/kg podem ser mais baixas comparativamente aos

adultos. Como nos adultos, os MAEs indutores das enzimas hepáticas diminuem as

concentrações plasmáticas no estado estacionário.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos não clínicos de fertilidade, apesar da toxicidade materna e paterna em

doses tão baixas como 8 mg/kg/dia, não se observou nenhum efeito na fertilidade,

nos ratos machos ou fêmeas, com doses até 100 mg/dia.

Em estudos pré-clínicos, o topiramato demonstrou ser teratogénico nas espécies

estudadas (ratinho, ratos e coelhos). No ratinho, o peso dos fetos e a ossificação do

esqueleto sofreram uma redução com a dose de 500 mg/kg/dia, juntamente com

toxicidade

materna.

números

totais

malformações

fetais

ratinhos

aumentaram

todos

grupos

tratados

fármaco

(20,

mg/kg/dia).

Em ratos, a toxicidade materna e toxicidade embrionária/fetal relacionadas com a

dose (redução no peso fetal e/ou ossificação do esqueleto) foram observadas em

doses até 20 mg/kg/dia, com efeitos teratogénicos (defeitos nos membros inferiores

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

e dos dedos) com doses igual ou superiores a 400 mg/kg/dia. Em coelhos, a

toxicidade materna relacionada com a dose foi observada em doses abaixo de 10

mg/kg/dia, com toxicidade embrionária/fetal (aumento de letalidade) em doses

abaixo de 35 mg/kg/dia, e efeitos teratogénicos (malformações nas costelas e

vértebras) com doses de 120 mg/kg/dia.

Os efeitos teratogénicos observados nos ratos e coelhos foram semelhantes aos

verificados com os inibidores da anidrase carbónica, não tendo estado associados a

malformações nos seres humanos. Os efeitos no crescimento foram igualmente

evidenciados por pesos mais baixos à nascença e durante o aleitamento para os

recém-nascidos de ratos-fêmea que receberam 20 ou 100 mg/kg/dia durante a

gestação e o aleitamento. Em ratos, o topiramato atravessa a barreira placentária.

Em ratos juvenis, a administração oral diária do topiramato em doses até 300

mg/kg/dia,

durante

período

desenvolvimento

correspondente

primeira

infância, infância e adolescência resultou em toxicidades semelhantes às dos animais

adultos (diminuição no consumo de alimentos com diminuição no ganho do peso

corporal, hipertrofia hepatocelular centrolobular). Não surgiram efeitos relevantes no

crescimento dos ossos longos (tíbia) ou na densidade mineral dos ossos (fémur),

pré-desmame

desenvolvimento

reprodutivo,

desenvolvimento

neurológico

(incluindo avaliações da memória e aprendizagem), no ato sexual e fertilidade ou

nos parâmetros de histerotomia.

Numa bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topiramato não

revelou potencial genotóxico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Celulose microcristalina 101

Lactose mono-hidratada

Amido pré-gelificado

Carboximetilamido sódico (tipo A)

Estearato de magnésio

Revestimento do comprimido:

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

Opadry branco 15B58810:

Hipromelose 2910 (3 cps)

Hipromelose 2910 (6 cps)

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 400

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Polissorbato 80

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

Opadry amarelo 15B52000:

Hipromelose 2910 (3 cps)

Hipromelose 2910 (6 cps)

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 400

Polissorbato 80

Óxido de ferro amarelo (E 172)

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

Opadry amarelo 15B52070:

Hipromelose 2910 (3 cps)

Hipromelose 2910 (6 cps)

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 400

Polissorbato 80

Óxido de ferro amarelo (E 172)

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

Opadry rosa YS-1-1456G:

Hipromelose 2910 (3 cps)

Hipromelose 2910 (6 cps)

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 400

Polissorbato 80

Óxido de ferro vermelho (E 172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Topiramato Aurobindo está disponível em frascos de polietileno de alta densidade

(HDPE), tampa branca opaca de polipropileno inviolável em embalagens de 20, 60,

100 e 500 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e outras informações

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Aurobindo Pharma (Portugal), Unipessoal Lda.

Av. do Forte, nº 3 - Parque Suécia, Edifício. IV, 2º

2794-038 Carnaxide

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Topiramato Aurobindo 25 mg comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5281142 – 20 comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco de

HPDE

N.º de registo: 5281159 – 60 comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco de

HPDE

N.º de registo: 5281167 – 100 comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281175 – 500 comprimidos revestidos por película, 25 mg, frasco

de HPDE

Topiramato Aurobindo 50 mg comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5281209 – 20 comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco de

HPDE

N.º de registo: 5281217 – 60 comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco de

HPDE

N.º de registo: 5281225 – 100 comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281233 – 500 comprimidos revestidos por película, 50 mg, frasco

de HPDE

Topiramato Aurobindo 100 mg comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5281241 – 20 comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281258 – 60 comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281266 – 100 comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281274 – 500 comprimidos revestidos por película, 100 mg, frasco

de HPDE

Topiramato Aurobindo 200 mg comprimidos revestidos por película

N.º de registo: 5281308 – 20 comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281316 – 60 comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco

de HPDE

N.º de registo: 5281324 – 100 comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco

de HPDE

APROVADO EM

09-02-2018

INFARMED

N.º de registo: 5281332 – 500 comprimidos revestidos por película, 200 mg, frasco

de HPDE

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 de março de 2010

Data da última renovação: 19 de dezembro de 2017

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação