Tibolona Teva 2.5 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Tibolona
Disponível em:
Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
G03CX01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Tibolone
Dosagem:
2.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Tibolona 2.5 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
8.5.1.1 Tratamento de substituição
Área terapêutica:
tibolone
Resumo do produto:
5048954 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10056809 - 50011774 ; 5048962 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10056809 - 50039458
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
UK/H/0952/001/MR
Data de autorização:
2007-08-23

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Tibolona Teva 2,5 mg Comprimidos

{tibolona}

Leia atentamente este folheto antes de utilizar o medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é a Tibolona Teva e para que é utilizada

2. Antes de utilizar Tibolona Teva

3. Como tomar Tibolona Teva

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Tibolona Teva

6. Outras Informações

1. O QUE É A TIBOLONA TEVA E PARA QUE É UTILIZADA

Tibolona

Teva

pertence

grupo

medicamentos,

derivados

estrogéneo,

denominados terapêutica hormonal de substituição (THS).

A Tibolona Teva pode aliviar os sintomas da menopausa (alteração de vida) quando esta

ocorre naturalmente ou como resultado de cirurgia em mulheres em pós-menopausa. A

experiência de tratamento em mulheres com idade superior a 65 anos é limitada. Também

pode ser utilizada como prevenção da osteoporose (adelgaçamento dos ossos), se tiver

elevado risco de fracturas futuras ou se não poder tomar outros medicamentos para este

fim.

Durante

menopausa

após

remoção

ovários)

produção

hormonas

estrogénicas femininas é consideralvelmente reduzida.

A redução dos estrogénios causa queixas tais como afrontamentos, suores nocturnos,

irritabilidade e secura vaginal. Teva pode aliviar essas queixas e após poucas semanas

deverá sentir uma melhoria.

A redução de estrogénios pode causar osteoporose (adelgaçamento dos ossos). À medida

que envelhece os seus ossos tornam-se mais frágeis e partem-se mais facilmente. A

Tibolona Teva pode ser utilizada para prevenir a osteoporose se não poder tomar outros

medicamentos para este fim. Deve discutir com o seu médico os riscos e benefícios da

tibolona e de outras alternativas terapêuticas.

2. ANTES DE TOMAR TIBOLONA TEVA

Não tome Tibolona Teva se:

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

- Tem alergia (hipersensibilidade) à tibolona ou a qualquer outro dos componentes de

Tibolona Teva.

- Está grávida ou pretende engravidar.

- Tem, ou teve, cancro da mama.

tem,

teve

outro tipo

tumor

(particularmente

tipo

“hormona-

dependente”

-Alguma vez teve perturbações da circulação sanguínea, tais como coágulos de sangue

nas veias das pernas ou dos pulmões.

- Alguma vez teve alguma doença do coração, tais como angina de peito e ataque

cardíaco.

- Se tem hemorragia vaginal não habitual.

- Se tem uma doença hereditária denominada Porfiria.

- Se tem doença hepática grave ou historial de doença hepática até os valores de função

hepática voltarem ao normal.

- Tem crescimento anormal da linha do útero (endometriose).

- Tem historial de AVC.

Tome especial cuidado com Tibolona Teva

A Tibolona Teva não a protegerá de uma possível gravidez.

para

além

benefícios

também

alguns

riscos,

quais

devem

considerados quando estiver a decidir o início da toma ou a continuação da terapêutica

com tibolona.

Avaliação médica

Antes do tratamento com Tibolona Teva, o seu médico deve perguntar-lhe sobre a sua

história médica e a da sua família.

O seu médico pode decidir examinar o seu peito pela flacidez do peito ou dor e ou

comichão vaginal, secreção ou sapinhos e ou o seu abdómen, e pode fazer um exame

interno.

Uma vez iniciada a THS, deve visitar o seu médico para avaliações regulares (pelo menos

uma vez por ano). Nestas avaliações, o seu médico deverá discutir consigo os benefícios

e os riscos de continuar a tomar a THS. Se o seu médico, a qualquer altura durante estas

avaliações, descobrir alguns dos sintomas descritos na secção “Não tome Tibolona”,

problemas

hepáticos,

aumento

pressão

sanguínea

dores

cabeça

tipo

enxaqueca, este pode suspender-lhe a toma de Tibolona Teva.

Certifique-se para:

- Realizar regularmente o rastreio do peito e os testes da amostra cervical.

- Avaliar regularmente o seu peito para qualquer alteração, tais como, depressões na pele,

alterações no mamilo ou para qualquer deformação que possa ver ou sentir.

O seu médico pode precisar de lhe fazer uma monitorização mais apertada se tem, ou

teve, qualquer uma das seguintes situações:

- Fibrose uterina ou endometriose

- Coágulos de sangue ou factores de risco que conduzam a estes

- Familiares que tenham tido coágulos de sangue

- Familiares chegados (mãe, irmã, avó) que tenham tido cancro da mama

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

- Pressão arterial elevada

- Doença hepática

- Níveis elevados de colesterol

- Diabetes

- Pedra na vesícula

- Doença rara denominada lúpus eritematoso

- Epilepsia

- Asma

- Enxaquecas

- Otosclerose (perturbação do ouvido)

Se qualquer situação acima mencionada se aplica a si:

Informou o seu médico? Se não, fale com o seu médico assim que possível antes de

tomar Tibolona Teva. O seu médico pode querer fazer alguns testes, ou aconselhá-lo

sobre a terapêutica com Tibolona Teva.

Efeitos no seu coração ou circulação

Doença cardíaca

A THS não é recomendada para mulheres que têm doença cardíaca, ou que tenham tido a

doença recentemente. Se alguma vez teve doença cardíaca, informe o seu médico para

saber se deve estar a tomar THS.

A THS não irá ajudar a evitar a doença cardíaca.

Se tiver:

Uma dor no peito que se estende pelo braço ou pescoço. Consulte o seu médico tão breve

quanto possível e não tome mais qualquer THS até que o seu médico a informe que pode.

Esta dor pode ser um sinal de doença cardíaca.

Alguns estudos mostraram que o uso de THS aumenta ligeiramente o risco de AVC. O

aumento do risco, em valores absolutos, é de 2,3 AVC por 1000 mulheres tratadas por

ano. Se já teve um AVC, fale com o seu médico para perceber se os beneficios do

tratamento compensam a possibilidade de aumento do risco .

Compare:

Observando mulheres nos seus 50 anos, não utilizadores de THS, durante um período de

5 anos, estima-se que em média 3 em 1000 mulheres poderão ter um AVC.

Para mulheres nos seus 50 anos, utilizadoras de THS, o algarismo deverá ser 4 em 1000

mulheres.

Observando mulheres nos seus 60 anos, não utilizadoras de THS, durante um período de

5 anos, estima-se que em média 11em 1000 mulheres poderão ter um AVC.

Para mulheres nos seus 60 anos, utilizadores da THS, o algarismo deverá ser 15 em 1000

mulheres.

Se tiver:

Enxaquecas de causa desconhecida - tipo dores de cabeça, com ou sem alteração da

visão. Consulte o seu médico assim que possível e não tome mais qualquer THS até que o

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

seu médico a informe que pode. Estas dores de cabeça podem ser um sinal de alarme

recente de AVC.

Coágulos sanguíneos

A THS pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos nas veias (também denominado

trombose venose profunda, ou TVP), principalmente durante o primeiro ano de toma da

medicação.

Estes coágulos de sangue não são sempre graves, mas se um dos coágulos percorrer até

aos pulmões, pode causar dor no peito, dificuldade respiratória, colapso ou mesmo morte.

Esta situação é denominada embolismo pulmonar ou EP.

A TVP e a EP são exemplos da situação denominada tromboembolismo venoso ou TEV.

É mais provável que tenha um coágulo sanguíneo:

- Se tem excesso de peso grave

- Se já teve um coágulo de sangue anterior

- Se algum dos seus familiares tiver tido coágulos sanguíneos

- Se já teve um ou mais abortos

- Se tem qualquer problema de coagulação do sangue que necessita de tratamento com

um medicamento tal como a varfarina

- Se está à muito tempo sem andar devido a uma cirurgia maior, lesões ou doença

- Se tem uma situação rara denominada lúpus sistémico eritematoso (LSE)

- Se alguma destas situações se aplica a si, fale com o seu médico para saber se pode

tomar a THS

Compare:

Observando mulheres nos seus 50 anos, não utilizadores de THS, durante um período de

5 anos, estima-se que em média 3 em 1000 mulheres poderão ter um coágulo sanguíneo.

Para mulheres nos seus 50 anos, utilizadoras de THS, o algarismo deverá ser 7 em 1000

mulheres.

Observando mulheres nos seus 60 anos, não utilizadoras de THS, durante um período de

5 anos, estima-se que em média 8 em 1000 mulheres poderão ter um AVC.

Para mulheres nos seus 60 anos, utilizadores da THS, o algarismo deverá ser 17 em 1000

mulheres.

Se tiver:

- Inchaço doloroso nas suas pernas

- Dor no peito súbita

- Dificuldade respiratória

Consulte o seu médico assim que possível e não tome mais qualquer THS até que o seu

médico a informe que pode. Estas situações podem ser sinais de coágulo sanguíneo.

Se vai fazer uma cirurgia, certifique-se se o seu médico está informado acerca disso. Pode

precisar de parar de tomar THS cerca de 4 a 6 semanas antes da operação, para reduzir o

risco de coágulo sanguíneo. O seu médico irá informá-la quando é que deverá reiniciar a

toma da THS.

Efeitos no seu risco de desenvolvimento de cancro

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Cancro da mama

As mulheres que têm cancro da mama, ou que tiveram cancro da mama no passado, não

devem tomar THS ou tibolona.

A toma de THS aumenta ligeiramente o risco de cancro da mama; tendo assim uma

menopausa mais tardia.

O risco para as mulheres pós-menopáusicas a utilizar a THS apenas com estrogénios

durante 5 anos, é aproximadamente o mesmo que para as mulheres que continuam a ter o

período durante esse tempo e não utilizam a THS. O risco para a mulher que toma THS

de estrogénios em associação com progestagénios é superior ao da THS apenas com

estrogénios ou tibolona (mas a THS de estrogénios em associação com progestagénios é

benéfica para o endométrio (ver “Cancro endometrial” a baixo).

Para todos os tipos de THS, o risco extra de cancro da mama aumenta com a duração do

tratamento, mas volta ao normal dentro de 5 anos após a descontinuação do tratamento de

THS.

O risco de cancro da mama também é elevado:

- Se tem um familiar próximo (mãe, irmã ou avó) que teve cancro da mama

- Se tem excesso de peso grave

Compare:

Observando as mulheres com 50 anos, não utilizadores da THS, a média é de 32 em 1000

mulheres poderão ser diagnosticadas com cancro da mama até que atinjam os 65 anos de

idade.

Para as mulheres com 50 anos e que iniciaram a terapêutica com THS apenas com

estrogénios acerca de cinco anos, o algarismo deverá ser 33 e 34 em 1000 mulheres (isto

é 1-2 casos extra).

Se tomarem a THS apenas com estrogénios durante 10 anos, o algarismo deverá ser 38

em 1000 mulheres (isto é 6 casos extra).

Para as mulheres que começaram a tomar a THS de estrogénios em associação com

progestagénios aos 50 anos de idade acerca de 5 anos, o algarismo deverá ser 38 em 1000

(isto é 6 casos extra).

Se tomarem a THS de estrogénios em associação com progestagénios durante 10 anos, o

algarismo deverá ser 51 em 1000 mulheres (isto é 19 casos extras).

Se se aperceber de quaisquer alterações no seu peito, tais como:

- Depressões na pele

- Alterações no mamilo

- Qualquer deformação que possa ver ou sentir

Marque uma consulta com o seu médico tão breve quanto possível.

Cancro Endometrial (Cancro da linha do útero)

A toma de THS apenas com estrogénios por um longo período de tempo pode aumentar o

risco de cancro da linha do útero (o endómetrio). A toma de progestagénio bem como de

estrogénio ajuda a diminuir o risco extra.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Se ainda tem o seu útero, o seu médico pode prescrever um progestagénio, bem como um

estrogénio. Se assim for, estes podem ser prescritos separadamente, ou como THS

combinada ou a tibolona.

Se removeu o seu útero (histerectomia) o seu médico analisará consigo quando é que

pode tomar de forma segura o estrogénio sem progestagénio.

Se removeu o seu útero devido a endometriose, qualquer saída do endométrio pode ter

risco. Assim o seu médico pode prescrever THS que inclui um progestagénio, bem como

um estrogénio.

Dado que a tibolona é ligeiramente diferente da maioria da THS (ver secção “O que é

Tibolona Teva e para que é utilizada”), não necessita de tomar o progestagénio separado

quando estiver a tomar tibolona.

Existem casos reportados de aumento do crescimento das células ou cancro da linha de

útero em mulheres a tomar tibolona. O risco de cancro da linha do útero aumenta com a

duração do tratamento.

Se começar com hemorragia ou spotting, é normalmente algo com que não tem que se

preocupar, particularmente durante os primeiros meses da toma da THS.

Mas se a hemorragia ou spotting:

- Permanece para além dos primeiros meses

- Se inicia após algum tempo da THS

- Permanece após a descontinuação da THS

Marque uma consulta para falar com o seu médico. Poderá ser um sinal que o seu

endométrio se tornou mais denso.

Cancro ovárico

Cancro ovárico (cancro dos ovários) é muito raro, mas muito grave. Pode ser difícil de

diagnosticar porque não existem muitas vezes sinais óbvios da doença.

Alguns estudos indicaram que a toma de THS apenas com estrogénios para além de 5

anos pode aumentar o risco de cancro ovárico. Desconhece-se ainda quando é que outro

tipo de THS aumenta o risco de igual modo.

Demência

A THS não irá evitar a perda de memória. Num estudo de mulheres que iniciaram a THS

combinada após os 65 anos de idade, observou-se um pequeno aumento do risco de

demência.

Utilizar Tibolona Teva com outros medicamentos

Alguns medicamentos podem interferir com Tibolona Teva.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo os medicamentos sem receita médica.

Isto é particularmente importante se o outro medicamento for:

Medicamentos

utilizados

para

tratamento

epilepsia

(ataques)

tais

como

barbitúricos, carbamazepina ou fenítoina

- Rifampicina, usada no tratamento da tuberculose.

- Medicamentos utilizados para o tratamento de coágulos sanguíneos (trombose) como

por exemplo a varfarina/ anticoagulante/ comprimidos fluidificadores do sangue

- Preparações naturais contendo hipericão

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Gravidez e Aleitamento

A Tibolona Teva está contra-indicada durante a gravidez e o aleitamento. Se a gravidez

ocorrer

durante

tratamento

tibolona,

tratamento

deverá

interrompido

imediatamente.

Consulte o seu médico ou farmacêutico para aconselhamento antes de tomar qualquer

medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se conhecem quaisquer efeitos da tibolona sobre o estado de alerta e a concentração.

Informações importantes sobre alguns componentes de Tibolona Teva

O comprimido contem uma pequena quantidade de lactose. Se foi informado que tem

intolerância

alguns

açúcares,

deve

contactar ao

médico

antes

tomar

este

medicamento.

3. COMO UTILIZAR TIBOLONA TEVA

Tome Tibolona Teva sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual é de um comprimido por dia.

Tibolona Teva deve ser deglutida sem mastigar com um pouco de água.

Não deve tomar Tibolona durante pelo menos 12 meses após o seu ultimo período

menstrual natural.

Se removeu o seu útero e os ovários ou está a ser tratada com fármacos conhecidos por

análogos

hormona

libertação

gonadotrofina,

para

situações

tais

como

endometriose, pode começar a tomar Tibolona Teva imediatamente.

Se nunca utilizou a THS anteriormente, pode começar a tomar Tibolona Teva a partir de

agora.

Se estiver a fazer a mudança de outro tipo de THS – existem muitos tipos diferentes de

THS,

tais

como,

comprimidos,

pensos

geles.

maioria

contém

estrogénio

estrogénio e progestagénio. Algumas mulheres têm o período e outras não (THS sem-

período).

Se estiver a fazer a mudança de outro tipo de THS e ainda tiver o período, comece a

tomar Tibolona Teva tão breve quanto o fim do período.

Se estiver a fazer a mudança a partir da THS sem- período pode começar a tomar

Tibolona Teva a partir de agora.

Se estiver a fazer tratamento para a endometriose, também pode começar a tomar

Tibolona Teva a partir de agora

Uso em crianças

Tibolona não deve ser tomado por crianças

Se tomar mais Tibolona Teva do que deveria

É importante que não tome demasiados comprimidos. Contacte o departamento de

Emergência

Acidentes

hospital

mais

próximo

médico

para

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

aconselhamento, se tiver deglutido demasiados comprimidos ou se pensar que uma

criança

tenha

deglutido

algum.

Sintomas

sobredosagem

podem

incluir

náuseas,

vómitos e hemorragia vaginal em mulheres e raparigas jovens.

Leve consigo este folheto e quaisquer comprimidos que ainda tenha para mostrar ao

médico.

Caso se tenha esquecido de tomar Tibolona Teva

Se se esqueceu de tomar um comprimido, pode tomá-lo assim que se lembrar, a menos

que já tenham passado mais do que 12 horas. Se está atrasada por mais de 12 horas, deve

omitir a dose esquecida.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Tibolona Teva

Não pare de tomar Tibolona Teva porque se sente melhor. É importante que tome o

medicamento durante o tempo que o seu médico indicou. Caso contrário, o problema

pode voltar outra vez.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais medicamentos, a Tibolona Teva, pode causar efeitos secundários em

algumas pessoas.

Pare de tomar os comprimidos e informe o seu médico imediatamente se ficar com a pele

amarela (icterícia) ou desenvolver sintomas de coágulo sanguíneo os quais

são os

seguintes:

- Tossir sangue

- Dor de cabeça grave e súbita

- Fraqueza ou adormecimento dos braços e pernas

- Descoloração da pele súbita

- Perturbação na fala

- Dor não habitual ou inchaço nos braços e pernas

- Dor ou sensação de peso no peito

- Respiração curta súbita

- Tonturas ou desmaios

- Se os valores dos seus testes hepáticos forem anormais ou desenvolver icterícia, o seu

médico pode parar o seu tratamento

- Alterações da visão súbitas

Se experimentar quaisquer dos seguintes efeitos informe o seu médico imediatamente:

Efeitos frequentes (mais do que 1 em 100 mas menos do que 1 em 10) relatados para a

Tibolona incluem:

- Aumento de peso, dor de estômago, aumento do crescimento dos pêlos corporais,

hemorragia vaginal ou spotting não habitual, comichão vaginal, corrimento ou sapinhos e

dor ou rigidez mamária.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Efeitos pouco frequentes (mais do que 1 em 1000 mas menos do que 1 em 100) relatados

para a Tibolona incluem:

- Perda de memória

Outros sintomas reportados incluem:

- Tonturas, dores de cabeça, enxaquecas, inchaço dos tornozelos, perturbações da visão

(incluindo visão turva), problemas de pele como manchas, rash ou comichão, sentir-se

doente, sentir-se deprimido e dores musculares e articulações.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR TIBOLONA TEVA

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Tibolona Teva após o prazo de validade impresso no blister e cartonagem a

seguir à sigla Exp. O prazo de validade refere-se ao último dia do mês indicado.

Conservar na embalagem de origem.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Tibolona Teva

A substância activa é a Tibolona

Cada comprimido contem 2,5 mg de Tibolona.

Os outros componentes são: lactose monohidratada, amido pregelatinizado, ascorbilo,

palmitato

(E304),

citrato

sódio,

laurilsulfato

sódio,

croscarmelose

sódio,

estearato de magnésio.

Qual o aspecto de Tibolona Teva e conteúdo da embalagem

Os comprimidos da Tibolona Teva 2,5 mg são brancos a quase brancos, redondos,

achatados e com os bordos biselados. Numa das faces têm gravado "TIB" e no reverso

“2,5”.

A Tibolona Teva 2,5 mg está disponível em embalagens de 28, 30, 60, 84 e 100

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Fabricante: Norton Waterford T/A Ivax Pharmaceuticals Ireland, Unit 301, Industrial

Park, Waterford, Ireland.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 1, Piso 3

2740 – 264 Porto Salvo

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tibolona Teva 2,5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 2,5 mg de tibolona.

Excipiente: 86mg de lactose monohidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos.

Comprimidos brancos a quase brancos, redondos, achatados e com os bordos biselados.

Numa das faces têm gravado "TIB" e no reverso “2,5”.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento dos sintomas de deficiência de estrogénios em mulheres na pós-menopausa,

pelo menos um ano após a menopausa.

Prevenção da osteoporose em mulheres pós-menopáusicas com elevado risco de futuras

fracturas,

quando

outros

tratamentos

para

esta

indicação

são

considerados

contra-

indicados (ou seja, em caso de intolerância ou contra-indicação).

A experiência em mulheres com idade superior a 65 anos é limitada.

4.2 Posologia e modo de administração

Adultos e idosos

A dosagem é de 1 comprimido diário sem interrupção. Não é necessário proceder ao

ajuste da dose nos idosos. Os comprimidos devem ser engolidos com um pouco de água,

ou outra bebida, sem mastigar, de preferência à mesma hora do dia.

Para o início e continuação do tratamento dos sintomas pós-menopáusicos, deverá ser

utilizada a dose efectiva mais baixa no menor período de tempo possível (ver também a

secção 4.4). Não deve ser adicionado ao tratamento da tibolona um progestagénio

separado.

A Tibolona está contra-indicada em doentes com função hepática danificada (Ver

secção 4.3).

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Inicio da terapêutica com Tibolona

- As mulheres em pós-menopausa natural devem iniciar o tratamento com Tibolona Teva

após, pelo menos, 12 meses da última menstruação natural.

- As mulheres em pós-menopausa cirúrgica podem começar o tratamento com Tibolona

Teva imediatamente.

Mudança da THS sequencial ou de associação contínua

Se a mudança for a partir de uma THS sequencial, o tratamento com Tibolona Teva deve

ser iniciado assim que terminar a hemorragia de privação. Se a mudança for a partir de

uma THS combinada contínua, o tratamento pode ser iniciado a qualquer altura.

Qualquer hemorragia vaginal irregular ou inesperada, quer esteja ou não a fazer THS,

para a qual não exista uma causa óbvia deverá ser

investigada antes de

iniciar o

tratamento com Tibolona Teva (ver secção 4.3).

Esquecimento de comprimidos

Um comprimido esquecido deve ser tomado logo que se lembre, a não ser que já tenham

passado mais de 12 horas. Se isso acontecer, deverá ignorar esta toma e tomar o próximo

comprimido à hora habitual. O esquecimento de uma dose aumenta a probabilidade de

ocorrer uma hemorragia vaginal ou spotting.

Crianças

Não aplicável.

4.3 Contra-indicações

- Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer outros dos excipientes.

- Presença, antecedentes ou suspeita de neoplasia da mama;

- Presença ou suspeita de tumores malignos estrogeno-dependentes (por ex. neoplasia do

endométrio);

- Tromboembolismo venoso prévio ou actual de origem idiopática (trombose venosa

profunda, embolismo pulmonar);

- Qualquer doença tromboembólica arterial (angina, enfarte do miocárdio, acidente

vascular cerebral ou AIT);

- Hemorragia vaginal não diagnosticada.

- Hiperplasia endometrial não tratada.

- Doença hepática aguda, ou história de doença hepática, até que os valores da função

hepática retornem aos valores normais;

- Porfiria.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

A THS deve ser apenas iniciada para o tratamento de sintomas pós-menopáusicos que

afectam negativamente a qualidade de vida. Em todos os casos, deve ser tida em

consideração a avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios do medicamento pelo menos

anualmente e a THS deve apenas ser continuada se os benefícios se sobrepuserem aos

riscos.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Exame médico/follow-up

Antes de iniciar ou reiniciar o tratamento com tibolona, deve ser efectuado um exame

clínico completo, incluindo a história clínica pessoal e familiar, exame ginecológico

completo e da mama. A avaliação médica deve ter em conta tanto o que foi dito

anteriormente, bem como as contra-indicações, advertências e precauções especiais de

utilização. Durante o tratamento, são recomendados, exames periódicos de avaliação

física geral (incluindo exame da mama e do útero) com características e frequência

adaptadas a cada mulher individualmente. As mulheres que realizem a THS, devem ser

advertidas de que qualquer alteração mamária deverá ser comunicada ao seu médico (ver

secção “cancro da mama”). O exame da mama, incluindo a mamografia, devem ser

realizados com regularidade, para cada mulher, de acordo com as práticas clínicas e de

diagnóstico correntes tendo em conta as necessidades clínicas individuais.

Situações que necessitam de supervisão:

Se alguma das situações a seguir referidas já ocorreram anteriormente e/ou sofreram

agravamento durante uma gravidez ou um tratamento hormonal anterior, a doente deverá

ser estreitamente vigiada. Deverá ter-se em conta a possibilidade de recorrência ou

agravamento de alguma das situações a seguir referidas, durante o tratamento com

Tibolona Teva, nomeadamente:

- Leiomioma (fibrose uterina) ou endometriose

- História de doença tromboembólica ou existência de factores de risco (ver abaixo)

- Factores de risco para tumores malignos estrogeno-dependentes, como por exemplo

hereditariedade em 1º grau para cancro da mama

- Hipertensão

- Doenças hepáticas (por exemplo adenoma hepático)

- Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular

- Colelitíase

- Enxaquecas ou cefaleias (severas)

- Lúpus eritematoso sistémico

- História de hiperplasia do endométrio (ver abaixo)

- Epilepsia

- Asma

- Otosclerose

Razões para a interrupção imediata da terapêutica:

A terapêutica deverá ser imediatamente interrompida no caso de ser detectada alguma

contra-indicação ou nas seguintes situações:

- Icterícia ou deterioração da função hepática

- Aumento significativo da pressão arterial

- Ocorrência de um novo tipo de enxaqueca ou dor de cabeça grave

- Qualquer outra situação descrita na secção 4.3.

Hiperplasia do endométrio e cancro

A segurança da Tibolona ao nível do endométrio é actualmente incerta.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Dois grandes estudos observacionais de base populacional realizados no Reino Unido, o

Million

Women Study (MWS) e o estudo da General Practice

Research Database

(GPRD), demonstraram um risco acrescido de cancro do endométrio em

mulheres

utilizadoras de tibolona quando comparadas com utilizadoras de THS combinada ou não

utilizadoras de THS (ver secção 4.8). Este risco aumenta com a duração do tratamento.

risco

hiperplasia

endométrio

carcinoma

está

aumentado

quando

estrogénios são administrados isolados por períodos de tempo prolongados. A adição de

um progestagéneo à THS de estrogénios isolados, por um período de pelo menos 12 dias

em cada ciclo, em mulheres não histerectomizadas, reduz este risco. (ver secção 4.8).

Durante os primeiros meses do tratamento podem ocorrer hemorragias vaginais e spotting

(ver secção 5.1).

mulheres

deverão

aconselhadas

informar

médico

ocorrer

qualquer

hemorragia vaginal ou spotting se se mantiver presente após 6 meses de tratamento, se se

inicia para além desse tempo, ou se se mantiverem mesmo após a descontinuação do

tratamento.

Nestes

casos

mulher

deverá

conduzida

para

investigação

ginecológica, que poderá incluir biópsia do endométrio, de forma a excluir a hipótese de

malignidade endometrial.

Cancro da mama

O estudo aleatório e controlado por placebo, o “Women’s Health Initiative Study (WHI)”

e estudos epidemiológicos, incluindo o “Million Women Study (MWS)”, reportaram um

risco aumentado de cancro da mama em mulheres a fazerem Terapêutica Hormonal de

Substituição

(THS)

estrogénios,

terapêutica

combinada

estrogénios

progestagénios ou tibolona, durante vários anos (ver secção 4.8). Para toda a THS, o

aumento do risco torna-se aparente com a utilização prolongada, mas retorna aos valores

basais dentro de alguns anos (cerca de 5 anos), após a interrupção da terapêutica.

No estudo Million Women Study (MWS), o risco relativo de cancro da mama com

estrogénios

équinos

conjugados

(CEE)

estradiol

(E2)

superior

quando

adicionado um progestagénio, de forma sequencial ou contínua independentemente do

tipo de estrogénio. Não houve evidência de uma diferença no risco entre diferentes vias

de administração. O risco de cancro de mama associado à tibolona foi menor que o

associado à THS combinada de estrogénios com progestagénios, mas foi superior ao risco

associado à terapêutica com estrogénios isoladamente.

No estudo WHI, o uso prolongado de uma terapêutica combinada de estrogénios equinos

conjugados e acetato de medroxiprogesterona (CEE+MPA) foi associado ao cancro da

mama onde a dimensão nodular e a frequência do aparecimento de metástases foi

superior ao placebo.

- A HRT, em especial no tratamento combinado de estrogéneos-progestagéneos, aumenta

a densidade em imagens mamográficas, as quais podem afectar negativamente a detecção

radiológica do cancro da mama.

Tromboembolismo venoso

quer

seja

estrogénios

isolados,

associação

(estrogénios

progestagénios)

está

associada

elevado

risco

relativo

desenvolvimento

tromboembolismo venoso, isto é trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Num estudo controlado e aleatório e em estudos epidemiológicos ficou demonstrado que

risco

para

mulheres

utilizadoras

duas

três

vezes

superior

comparativamente

mulheres

não

utilizadoras

deste

tipo

terapêutica.

estimado

mulheres

não

utilizadoras

THS,

número

casos

tromboembolismo venoso, que poderão ocorrer após um período de 5 anos, seria cerca de

3 em cada 1000 mulheres, na faixa etária dos 50 aos 59 anos e de 8 em cada 1000

mulheres, na faixa etária dos 60 aos 69 anos. Foi estimado que em mulheres saudáveis

utilizadoras de THS durante 5 anos, o número de casos adicionais de tromboembolismo

venoso após 5 anos, situar-se-ia entre 2 a 6 (melhor estimativa=4) por cada 1000

mulheres com idades compreendidas entre os 50 e 59 anos e entre 5 e 15 (melhor

estimativa=9) por cada 1000 mulheres com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos.

A ocorrência de tromboembolismo venoso é superior no primeiro ano de utilização da

THS. Desconhece-se a tibolona apresenta o mesmo grau de risco.

- Na generalidade os factores de risco conhecidos para a ocorrência de tromboembolismo

venoso, incluem a história pessoal e familiar, obesidade severa (IMC > 30 Kg/m2) e

Lúpus Eritematoso Sistémico (LES). Não existe consenso acerca do envolvimento das

veias varicosas no tromboembolismo venoso.

- Doentes com história de tromboembolismo venoso ou patologia trombofílica conhecida

apresentam um risco acrescido de tromboembolismo venoso. A THS pode aumentar este

risco.

forte

história

familiar

pessoal

tromboembolismo

aborto

espontâneo ou recorrente, deverá ser investigada de forma a excluir uma predisposição

para trombofilia. Até que seja efectuada uma avaliação dos factores trombofílicos ou

iniciado o tratamento com anticoagulantes, a utilização da THS nestas mulheres deve ser

considerada uma contra-indicação. As mulheres que tenham iniciado o tratamento com

anticoagulantes requerem uma avaliação cuidadosa do risco-benefício da utilização da

THS.

- O risco de tromboembolismo venoso pode estar temporariamente aumentado com a

imobilização prolongada, trauma ou cirurgia major. Devem ser tomadas todas as medidas

de profilaxia do tromboembolismo venoso, para todos os doentes em pós-operatório.

Quando está prevista imobilização prolongada devido a cirurgia electiva, particularmente

abdominal ou ortopédica dos membros inferiores, deve ser considerada a interrupção da

terapêutica hormonal de substituição (THS), se possível, 4 a 6 semanas antes da cirurgia.

O tratamento não deverá ser retomado até que a doente tenha recuperado totalmente a

mobilidade.

- Se o tromboembolismo venoso se desenvolver após o início da terapêutica hormonal de

substituição (THS), a terapêutica deverá ser interrompida. As mulheres devem informar

imediatamente

médico,

quando

surge

eventual

sintoma

tromboembolismo

venoso (ex. dispneia, dor súbita no peito, dor numa perna).

Doença arterial coronária

- Os estudos controlados aleatórios não evidenciam, benefícios do foro cardiovascular na

utilização

prolongada

terapêutica

conjugada

estrogénios

acetato

medroxiprogesterona (MPA). Dois ensaios clínicos de larga escala (WHI e HERS – Heart

and Estrogen/Progestin Replacement Study) evidenciaram um possível aumento do risco

de morbilidade cardiovascular no primeiro ano de terapêutica, sem evidência de nenhum

benefício. Para outros medicamentos de THS, existem somente dados limitados de

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

estudos controlados, aleatórios, relativamente aos efeitos na morbilidade e mortalidade

cardiovascular. A possibilidade da extrapolação destes dados a outros produtos de THS,

ou à tibolona é incerta.

- No ensaio clínico aleatório em larga escala (estudo WHI), verificou-se, como efeito

secundário, um risco acrescido de AVC isquémico em mulheres saudáveis, durante o

tratamento continuado com uma terapêutica conjugada de estrogénios e acetato de

medroxiprogesterona (MPA). Em mulheres não utilizadoras de THS, estima-se que o

número de casos de AVC que ocorrem num período de 5 anos, seja cerca de 3 para 1000

em mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos e de 11 para 1000 em

mulheres com idades compreendidas entre os 60 e os 69 anos. Estima-se que em

mulheres que utilizam estrogénios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (MPA)

durante 5 anos, o número de casos adicionais esteja compreendido entre 0 e 3 (melhor

estimativa=1) por 1000 utilizadoras com idades entre os 50 e os 59 anos e entre 1 e 9

(melhor estimativa=4) por 1000 utilizadoras com idades entre os 60 e os 69 anos.

Desconhece-se até que ponto o aumento deste risco pode estar associado a outros

medicamentos utilizados em THS ou à tibolona.

- Resultados preliminares de um estudo aleatório controlado por placebo e duplamente

cego (estudo LIFT, N= 4538) sobre a eficácia de doses baixas (1,25 mg) de tibolona

(N=2267) para o tratamento da osteoporose em mulheres idosas (idade média de 68

anos), demonstraram um risco aumentado de AVC comparado com o placebo após uma

média de 2,75 anos de seguimento. A incidência de AVC observada em placebo e

tibolona

foi de 1,8 e 4,1 em

1000

mulheres-anos respectivamente, a diferença de

aproximadamente 11,5 casos extra por 1000 mulheres durante um período de 5 anos,

correspondem a um risco relativo de 2,3 (p=0,02).

Cancro dos ovários

- Em alguns estudos epidemiológicos, a utilização prolongada de THS com estrogénios

isolados (durante pelo menos 5 a 10 anos), em mulheres histerectomizadas, tem sido

associado a um aumento do risco de cancro dos ovários. Não está determinado de que

forma a utilização prolongada de THS combinada ou a tibolona, podem conferir um risco

diferente, da terapêutica constituída só por estrogénios.

Outras condições

- O uso de estrogénios pode causar retenção de fluídos, pelo que doentes com disfunção

cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente vigiadas.

- Mulheres com hipertrigliceridemia pré-existente, deverão ser estreitamente vigiadas

durante a substituição estrogénica ou a THS, uma vez que foram reportados alguns casos

raros de grande aumento dos triglicéridos plasmáticos associado a pancreatite.

- O tratamento com tibolona resulta numa ligeira diminuição da globulina de ligação à

tiróide (TBG) e a T4 total. Os níveis de T3 total não são alterados. A tibolona diminui o

nível da globulina de ligação às hormonas sexuais (SHBG), ao passo que os níveis da

globulina de ligação aos corticosteróides e o cortisol circulante não são afectados.

- Tibolona Teva não se destina a ser utilizado como contraceptivo.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

- Não existe uma evidência conclusiva para a melhoria da função cognitiva. Existe

alguma evidência do ensaio WHI do risco elevado de provável demência em mulheres

que mantiveram a terapêutica combinada de estrogénios conjugados (CEE) com acetato

de medroxiprogesterona (MPA) depois dos 65 anos. É desconhecida a aplicabilidade

destas evidências a mulheres mais jovens em pós-menopausa ou a outros medicamentos

de THS, ou à tibolona.

- Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A informação respeitante às interacções entre a Tibolona e outros medicamentos é

limitada.

efeito

indução

inibição

metabolismo

Tibolona

não

está

devidamente estudado. Devido à contribuição de diferentes metabolitos com efeitos

farmacológicos diversos, os efeitos de uma interacção são difíceis de prever. Contudo, as

seguintes interacções potenciais devem ser consideradas numa base teórica:

Enzimas que induzem compostos tais como, barbitúricos, carbamazepina, hidantoínas e

rifampicina podem aumentar o metabolismo da tibolona e assim afectar o seu efeito

terapêutico.

Preparações naturais contendo Hipericão (Hyperuricum Perforatum) podem induzir o

metabolismo de estrogéneos e progestagéneos. Clínicamente verifica-se que o aumento

do metabolismo de estrogéneos e progestagéneos pode levar à diminuição de efeitos e

alterações no perfil da hemorragia uterina.

Uma vez que a tibolona pode aumentar a actividade fibrinolítica (níveis de fibrinogénio

baixos, antitrombina III elevada, valores da actividade fibrinolítica e plasminogénica) a

tibolona

pode

aumentar

actividade

fibrinolítica,

pode

potenciar

efeito

anticoagulantes, tais como a varfarina. Portanto, a utilização concomitante de tibolona

com a

varfarina deve ser

monitorizada, especialmente no

início ou

interrupção do

tratamento com tibolona, e a dose de varfarina deve ser ajustada adequadamente.

estudo

vivo

mostrou

tratamento

simultâneo

tibolona

afecta

moderadamente a farmacocinética do midazolam como substrato do CYP3A4. Com base

neste facto, são esperadas interacções com outros fármacos que sejam substratos do

CYP3A4.

Dados in vitro sugerem que a tibolona e os seus metabolitos podem inibir a isoenzima

2C9 do CYP450. É necessária precaução nos casos em que a Tibolona é combinada com

outros medicamentos metabolizados pelo CYP2C9, especialmente aqueles com estreita

margem terapêutica como a varfarina, fenitoina e a tolbutamida.

4.6 Gravidez e aleitamento

Tibolona Teva está contra-indicada durante a gravidez e aleitamento (ver secção 4.3). Se

ocorrer uma gravidez durante a medicação com Tibolona Teva, o tratamento deve ser

interrompido imediatamente.

Não existem dados clínicos adequados sobre a utilização da tibolona em mulheres

durante

gravidez.

estudos

efectuados

animais

demonstraram

toxicidade

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

reprodutiva (ver secção 5.3). O risco potencial para humanos é desconhecido. A Tibolona

está contra-indicada durante o aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Desconhecem-se

quaisquer

efeitos

Tibolona

Teva

sobre

estado

alerta

concentração.

4.8 Efeitos indesejáveis

Experiência de Ensaios Clínicos

Esta secção descreve os efeitos indesejáveis registados em 16 estudos controlados por

placebo, com 1463 mulheres a receber doses terapêuticas de tibolona e 855 mulheres a

receber placebo. Nestes estudos, a duração do tratamento variou de 2 a 24 meses.

A Tabela 1 mostra os efeitos indesejáveis que, estatisticamente e significativamente,

ocorreram com maior frequência durante o tratamento com tibolona do que com o

placebo.

A frequência de ocorrência está assim defenida: frequente (

1/100 to <1/10), pouco

frequente (

1/1000 to

1/100).

Tabela 1 – Efeitos indesejáveis da Tibolona

Classe

sistemas

órgãos

Frequente

Pouco

Frequente

0,1%,

Doenças gastrointestinais

Dor abdominal

Doenças do metabolismo e

da nutrição

Aumento de peso

Doenças dos órgãos genitais

e da mama

Hemorragia

vaginal

spotting

Leucorreia

Dor na mama

Prurido genital

Monolíase genital

Vaginite

Afecções

tecidos

cutâneos e subcutâneas

Hipertricose

Doenças do sistema nervoso

Amnésia

Durante o uso após comercialização, foram observados estes efeitos indesejáveis assim

como outros efeitos indesejáveis, tais como tonturas, rash, prurido, dermatose seborreica,

cefaleias,

enxaqueca,

perturbações

visuais

(incluindo

visão

distorcida),

mal-estar

gastrointestinal, depressão, edema, efeitos no sistema musculo-esquelético tais como

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

artralgia ou mialgia e alterações da função hepática. Todavia, durante os ensaios clínicos,

estes ultimos efeitos não ocorreram, de forma estatisticamente significativa, com maior

frequência durante o tratamento com Tibolona relativamente ao placebo.

Cancro da mama

De acordo com os dados de vários estudos epidemiológicos e de um estudo clínico

aleatório e controlado por placebo, o “Women’s Health Initiative” (WHI), o risco total de

cancro da mama aumenta com o número de anos de utilização do tratamento com THS ou

utilizadores de THS recentes.

Para a THS contendo apenas estrogénios, as estimativas do risco relativo (RR) efectuadas

com base na reanálise dos dados originais de 51 estudos epidemiológicos (nos quais mais

de 80% de THS em utilização era THS contendo apenas estrogénios) e com base no

estudo epidemiológico Million Women Study (MWS) são semelhantes, nomeadamente

1,35 (95% IC: 1,21-1,49) e 1,30 (95% IC: 1,21-1,40), respectivamente.

Para a THS estro-progestativa combinada, vários estudos epidemiológicos reportaram um

risco total de cancro da mama superior comparativamente ao risco de THS contendo

apenas estrogénios. O MWS reportou que, em comparação com mulheres que nunca

usaram

THS,

vários

tipos

estro-progestativa

combinada

estaria

associado a um risco de cancro da mama superior (RR= 2,00, 95% IC:1,88-2,12) em

relação à THS contendo apenas estrogénios (RR= 1,30, 95% IC:1,21-1,40) ou à utilização

de tibolona (RR= 1,45; 95% IC: 1,25-1,68).

O ensaio WHI estimatimou um de risco de 1,24 (95%CI 1.01 – 1.54) após 5.6 anos de

uso combinado de estrogéneos-progestagéneos na THS (CEE + MPA) por comparação

com o placebo.

O MWS estimou, a partir da incidência média conhecida de cancro da mama nos países

desenvolvidos, que:

1. Para mulheres não utilizadoras da THS, a melhor estimativa do risco de cancro da

mama é de cerca de 32 em cada 1000, com idades compreendidas entre os 50 e os 64

anos de idade.

2. Por cada 1000 utilizadoras de THS habituais ou recentes, estima-se que o número total

de casos adicionais durante o período correspondente se situe entre

Para utilizadoras de THS contendo só estrogénios

- Entre 0 e 3 (melhor estimativa=1,5) durante 5 anos de utilização,

- Entre 3 e 7 (melhor estimativa=5) durante 10 anos de utilização

Para utilizadoras de THS combinada de estrogénios e progestagénios

- Entre 5 e 7 (melhor estimativa=6) durante 5 anos de utilização

- Entre 18 e 20 (melhor estimativa=19) durante 10 anos de utilização

O ensaio WHI estimou após 5,6 anos de acompanhamento clínico de mulheres com

idades compreendidas entre 50 e 79 anos, cerca de 8 casos adicionais de cancro da mama

invasivo

devidos

estro-progestativa

combinada

(EEC+MPA)

10.000

mulheres-ano.

De acordo com os cálculos efectuados a partir dos dados do ensaio, estima-se que:

1. Para 1000 mulheres no grupo placebo, sejam diagnosticados cerca de 16 casos de

cancro da mama invasivo em 5 anos.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

2. Para 1000 mulheres no grupo de THS estro-progestativa combinada (EEC+MPA), o

número de casos adicionais se situe entre 0 e 9 (melhor estimativa = 4) durante 5 anos de

utilização.

O número de casos adicionais de cancro da mama é muito semelhante entre as mulheres

utilizadoras da THS independentemente da idade de início do tratamento (entre os 45 e os

65 anos) (ver secção 4.4).

Cancro do endométrio

Foram reportados casos de hiperplasia endometrial e cancro do endométrio em doentes

tratadas com tibolona.

O MWS estimou um aumento de risco de cancro endometrial em mulheres que tenham

utilizado a tibolona comparativamente a mulheres que nunca utilizaram a THS (RR

aproximadamente 1,8, 95% IC 1,4 – 2,3). O risco aumenta com o aumento da duração da

utilização do tratamento.

O estudo GPRD estimou um aumento do risco do cancro endometrial em mulheres que

utilizam a tibolona compradas com aquelas que utilizam a THS sequencial combinada

(RR aproximadamente 1,5, 95% IC, 1,0 – 2,3).

Outras

reacções

adversas

reportadas

tratamento

associações

estrogénios/progestagénios:

- Neoplasmas estrogénio-dependentes benignos e malignos;

- Tromboembolismo venoso, ex. trombose venosa pélvica ou trombose venosa profunda e

embolismo pulmonar, mais frequente entre as utilizadoras de THS do que entre as não

utilizadoras. Para mais informação, ver secção 4.3 Contra-indicações e 4.4 Advertências

e precauções especiais de utilização;

- Enfarte do miocárdio e AVC;

- Doença da vesícula biliar;

- Doenças da pele e subcutâneas: cloasma, eritema multiforme, eritema nodosum, púrpura

vascular.

- Demência provável (ver secção 4.4)

O estudo-LIFT estimou um risco aumentado de AVC do dobro de 2,3 em mulheres

(média de idade de 68 anos) utilizadoras de 1,25 mg de tibolona comparado com o

placebo (RR 2,3, p=0,02). O aumento do risco absoluto é de 2,3 por 1000 mulheres

tratadas por ano. Ver secção 4.4.

4.9 Sobredosagem

toxicidade

aguda

tibolona

animais

muito

reduzida,

pelo

que,

não

são

previsíveis sintomas de toxicidade aquando da toma simultânea de muitos comprimidos.

entanto,

casos

sobredosagem

aguda

podem

ocorrer

náuseas,

vómitos

hemorragia vaginal, alguns dias depois.

Não existem antídotos específicos. Pode administrar-se o tratamento sintomático se

necessário.

O estudo LIFT tem estimado um aumento de 2,3 vezes no risco de AVC em mulheres

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

(idade média 68 anos) a usar 1,25 mg de tibolona comparativamente ao grupo a usar

placebo (RR 2,3; p=0,02). O risco absoluto aumenta em 2,3 AVC’s por cada 1000

mulheres tratadas por ano. Ver secção 4.4. Advertências e precauções especiais de

utilização.

4.9 Sobredosagem

A toxicidade aguda da tibolona em animais é muito baixa. Assim, não se esperam

sintomas tóxicos se forem ingeridos vários comprimidos ou cápsulas simultaneamente.

Em caso de sobredosagem aguda podem ocorrer náuseas, vómitos e hemorragias

vaginais. Não é conhecido um antídoto específico. Pode ser administrado um

tratamento sintomático, se necessário.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.5.1.1. – Tratamento de substituição

Código ATC: G03D C05

Após administração oral, a tibolona é rapidamente metabolizada em três compostos, os

quais contribuem para os efeitos farmacológicos da tibolona. Dois destes metabolitos (3

– OH – tibolona, 3

– OH – tibolona) tem predominantemente actividade estrogénica ao

passo que o terceiro metabolito (

4-isómero da tibolona) e o composto afim tem

actividades predominantemente progestagénica e androgénica.

A tibolona substitui a perda de produção de estrogénios nas mulheres pós-menopausicas e

alivia os sintomas menopausicos. A tibolona evita a perda óssea após a menopausa ou

ovarioctomia.

Estudos

in-vitro

sugerem

tibolona

está

sujeita

metabolismo

local

tecido-

selectivo, com o

4-isómero principalmente formado no tecido endometrial. Na mama, a

tibolona inibe a enzima sulfatase reduzindo os níveis do metabolito 3– OH – tibolona

produzido neste tecido. Desconhece-se a relevância clínica destes estudos (ver secção

4.8).

Informação de ensaios clínicos da tibolona:

- Alívio dos sintomas da deficiência de estrogénios

- A melhoria dos sintomas ocorre geralmente dentro de poucas semanas

- Efeitos no endométrio e nos testes padrão de hemorragia

Existem casos reportados de hiperplasia endometrial e cancro endometrial em doentes

tratados com tibolona.

Observou-se amnorreia (sem hemorragia ou spotting) em 88,4% de mulheres durante 10-

12 meses de tratamento com a tibolona. A hemorragia e/ou spotting apareceram em

32,6% das mulheres durante os três primeiros meses de tratamento e em 11,6% durante

os 10-12 meses de tratamento.

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

Prevenção da osteoporose

- A deficiência em estrogénios na menopausa está associada a um aumento do turnover

ósseo e a um declínio da massa óssea.

- A protecção parece ser mais efectiva quanto maior a duração do tratamento. Após

descontinuação da THS, a perda de massa óssea é semelhante à perda de massa óssea das

mulheres não tratadas com THS. Após 2 anos de tratamento com tibolona, o aumento da

densidade mineral óssea (DMO) na espinha lombar foi 2,6 + 3,8%. A percentagem de

mulheres que manteve ou ganhou DMO na zona lombar durante o tratamento foi 76%. O

segundo estudo confirmou estes resultados.

- A tibolona também teve um efeito na DMO ilíaca. Em um estudo, o aumento após 2

anos foi de 0,7 + 3,9% no pescoço femoral e 1,7 + 3,0% no total ilíaco. A percentagem de

mulheres que manteve ou ganhou DMO na região ilíaca durante o tratamento foi 72,5%.

Um segundo estudo demonstrou que o aumento após 2 anos foi de 1,3 + 5,1 % no

pescoço

femoral

ilíaco

total.

percentagem

mulheres

mantiveram ou ganharam DMO na região ilíaca durante o tratamento foi de 84,7%.

Efeitos na Mama

Dados de ensaios clínicos sugerem que a densidade mamográfica não aumentou em

mulheres tratadas com tibolona comparativamente ao placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Após administração oral, a tibolona é rápida e largamente absorvida.

O consumo de alimentos não tem efeitos significativos na extensão da absorção. Devido à

rápida metabolização, os níveis plasmáticos da tibolona são muito baixos. Os níveis

plasmáticos do

4-isómero da tibolona também são muito baixos. Portanto, alguns dos

parâmetros

farmacocinéticos

podem

não

determinados.

picos

níveis

plasmáticos dos metabolitos 3

-OH e 3

-OH são mais elevados

não ocorre

acumulação.

Tabela 2: Parâmetros farmacocinéticos da Tibolona

Tibolona

Metabolito

Metabolito

4-isómero

(ng/ml)

1,37

1.72

14,23

14,15

3,43

3,75

0,47

0,43

média

1,88

1,08

1,19

1,21

1,15

1,37

1,35

1,64

1,65

5,78

7,71

5,87

0,23

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

(ng/ml)

0-24

(ng/ml.h)

53,23

44,73

16,23

9,20

DU- Dose única; DM- Dose múltipla

A excreção da tibolona ocorre maioritariamente na forma comjugada (principalmente

sulfatada) dos metabolitos. Apenas uma pequena quantidade de composto administrado é

excretada na urina, a maior parte é eliminada através das fezes.

Os parâmetros farmacocinéticos da tibolona e dos seus metabolitos demonstraram ser

independentes da função renal.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A tibolona não é genotóxica. A toxicidade por dose repetida e carcinogénese, resultantes

dos estudos efectuados em animais, estão em conformidade com os efeitos esperados

para uma dose elevada de esteróides como o estrogéneo. Para além disso, verificou-se um

efeito

carcinogénico

tecidos

não

hormono-dependentes

murganho

(tumores

hepáticos) e rato (tumores na bexiga). A relevância desta evidencia para o Homem é

incerta.

Em estudos animais, a tibolona teve actividade anti-fertilidade e embriotóxica devido às

suas propriedades hormonais.

Tibolona

não

teratogénica

ratos

ratazanas.

Indicou

potencialmente

teratogénica em coelhos a doses perto de ser abortivas (ver secção 4.6).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose monohidratada

Amido de milho pré-gelificado

Ascorbilo, palmitato (E304)

Citrato de sódio tribásico di-hidratado

Laurilsulfato de sódio

Croscarmelose sódica

Estearato de magnésio

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos

APROVADO EM

23-08-2007

INFARMED

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de folha de Alumínio/ PVC-PVdC em embalagens de 28, 30, 60, 84 e 100

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Instruções de utilização e manipulação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 1,Piso 3

2740-264 Porto Salvo

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÂO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação