Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Terbinafina
Disponível em:
Ratiopharm - Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
D01BA02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Terbinafine
Dosagem:
250 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Terbinafina, cloridrato 281.30 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Classe:
1.2 - Antifúngicos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
terbinafine
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 14 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5588108 CNPEM: 50010921 CHNM: 10008337 Grupo Homogéneo: Terbinafina | A101 | Oral | 250 mg | [1-20] unidades; Blister 28 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5588116 CNPEM: 50010930 CHNM: 10008337 Grupo Homogéneo: Terbinafina | A101 | Oral | 250 mg | [21-60] unidades; Blister 14 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5336581 CNPEM: 50010921 CHNM: 10008337 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 28 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5336680 CNPEM: 50010930 CHNM: 10008337 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 56 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5336789 CNPEM: 50040286 CHNM: 10008337 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/6131/001/MR
Data de autorização:
2005-02-23

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

Folheto Informativo: Informação para o utilizador

Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos

cloridrato de terbinafina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

-Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

O que é Terbinafina ratiopharm 250 mg e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Como tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Terbinafina ratiopharm 250 mg e para que é utilizado

Terbinafina ratiopharm 250 mg é um antifúngico de largo espectro que tem um efeito

fungicida.

Terbinafina ratiopharm 250 mg é utilizado para o tratamento de infeções provocadas

por fungos

da pele, tais como pé de atleta (causado por Tinea pedis), erupções na pele nas virilhas

(causadas por Tinea cruris) e tinha (causada por Tinea corporis)

das unhas

2. O que precisa de saber antes de tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Não tome Terbinafina ratiopharm 250 mg se

tem alergia à terbinafina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados

na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg.

Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250mg se

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desenvolver uma erupção na pele durante o tratamento com Terbinafina ratiopharm 250

mg, deve imediatamente informar o seu médico, que poderá decidir sobre as medidas

adicionais que possam ser necessárias. Em casos muito raros, Terbinafina ratiopharm

250 mg pode causar reações na pele graves com formação de bolhas e descamação da

pele (síndroma de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica)

tem uma função renal reduzida

tem psoríase (uma doença crónica da pele)

tem lúpus eritematoso cutâneo ou sistémico, uma doença autoimune.

Em casos muito raros, Terbinafina ratiopharm 250 mg pode provocar determinados

distúrbios do sangue (neutropenia, trombocitopenia, agranulocitose e pancitopenia, que

são reduções do número dos diferentes tipos de células do sangue).

Crianças

Terbinafina ratiopharm 250 mg não está recomendado para utilização em crianças.

Fígado

Deve consultar o seu médico se tiver problemas de fígado. Após 4-6 semanas de

tratamento, o seu médico deverá avaliar o funcionamento do seu fígado. Podem ocorrer

um ou mais dos seguintes sintomas, tais como, náuseas persistentes e inexplicáveis,

apetite reduzido, cansaço, vómitos, dores no lado superior direito do estômago, ou

icterícia, urina escura, fezes claras, diarreia ou comichão (devido a produtos biliares que

se depositam na pele).

Terbinafina ratiopharm 250 mg não é recomendado para doentes com doença hepática

crónica ou ativa.

Outros medicamentos e Terbinafina ratiopharm 250 mg

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar/utilizar, tiver tomado/utilizado

recentemente ou se vier a tomar/utilizar outros medicamentos.

Existem alguns medicamentos que podem interagir com Terbinafina 250 mg:

rifampicina (um antibiótico)

cimetidina (um medicamento para úlceras do estômago)

medicamentos utilizados para tratar infeções provocadas por fungos (ex. fluconazol,

cetoconazol)

medicamentos para a depressão (chamados antidepressivos tricíclicos (ex. desipramina),

inibidores seletivos da recaptação da serotonina [ISRS] e inibidores da monoamino-

oxidase [inibidor da MAO])

medicamentos para o tratamento de perturbações do ritmo cardíaco e/ou perturbações

cardiovasculares [(antiarrítmicos incluindo classe 1A, 1B, 1C e amiodarona),

betabloqueantes]

varfarina (um medicamento utilizado para diluir o sangue)

ciclosporina (um medicamento utilizado para controlar o sistema imunitário do seu

organismo para impedir a rejeição de órgãos transplantados)

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contracetivos orais («a pílula»), podendo ocorrer períodos irregulares ou hemorragia de

disrupção

cafeína

Terbinafina ratiopharm 250 mg com alimentos e bebidas

Pode tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg com alimentos e bebidas.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Não deve tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg se estiver grávida, a menos que tal seja

estritamente necessário e apenas após consultar o seu médico.

Amamentação

Não deve tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg se estiver a amamentar, uma vez que a

terbinafina é excretada no leite humano.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Algumas pessoas notificaram que se sentem tontas ou zonzas enquanto tomam

Terbinafina 250 mg. Caso se sinta assim, não conduza nem utilize máquinas.

3. Como tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Utilização em Adultos

A dose habitual é de 1 comprimido de Terbinafina ratiopharm 250 mg (= 250 mg de

terbinafina) uma vez por dia.

A duração do tratamento depende do local da infeção.

Durações de tratamento recomendadas:

Infeções na pele

Pé de atleta (Tinea pedis interdigital, tipo plantar/mocassim):

2 a 6

semanas

Infeções da virilha (Tinea cruris):

2 - 4

semanas

Infeções do corpo (Tinea corporis):

4 semanas

Infeções nas unhas

Na maioria dos doentes, a duração do tratamento situa-se entre 6 semanas a 3 meses.

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Infeção fúngica nas unhas das mãos:

menos de 3 meses

Infeção fúngica nas unhas dos pés:

3 meses (se necessário: até 6 meses)

Doentes com comprometimento da função hepática

Terbinafina ratiopharm 250 mg não é recomendado para doentes com doença hepática

crónica ou ativa (ver secção 2 «Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250

mg»).

Doentes com comprometimento da função renal

A utilização de Terbinafina ratiopharm 250 mg não foi adequadamente estudada em

doentes com compromisso renal e, consequentemente, não é recomendada nesta

população (ver secção 2 «Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250 mg

»).

Utilização em idosos

Não existe qualquer evidência que sugira que os doentes idosos necessitam de

posologias diferentes ou que apresentem efeitos secundários diferentes dos verificados

em doentes mais jovens. Neste grupo etário, deve ser considerada a possibilidade de

comprometimento das funções renal ou hepática (ver secção 2 «Tome especial cuidado

com Terbinafina ratiopharm 250 mg »).

Fale com o seu médico ou farmacêutico se sentir que o efeito de Terbinafina ratiopharm

250 mg é demasiado forte ou demasiado fraco.

Se tomar mais Terbinafina ratiopharm 250 mg do que deveria

Contacte o seu médico, um serviço de urgência ou uma farmácia se tomar mais

Terbinafina ratiopharm 250 mg do que o indicado neste folheto ou mais do que o seu

médico prescreveu.

Os sintomas de sobredosagem podem ser dores de cabeça, náuseas, dores de estômago e

tonturas.

Caso se tenha esquecido de tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Continue a tomar os comprimidos como habitualmente.

Se parar de tomar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Só deverá interromper o tratamento após consultar o seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

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4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Pare de tomar este medicamento e contacte o seu médico imediatamente se notar algum

dos sintomas seguintes:

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 utilizadores):

diminuição da função renal ou insuficiência renal incluindo em casos isolados

amarelecimento da pele ou da zona branca dos olhos (icterícia), inflamação do fígado

(hepatite) e bloqueio do fluxo biliar (colestase). Os sintomas incluem comichão,

sensação constante de mal-estar, perda de apetite, cansaço, vómitos, fadiga, dores no

lado superior direito do estômago, urina escura ou diarreia e fezes claras (ver secção 2

«Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250 mg »).

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 utilizadores):

uma reação alérgica com inchaço da face, lábios, língua ou garganta, dificuldade em

respirar ou engolir ou reações na pele tais como erupções na pele ou manchas com

relevo, irregulares, claras ou vermelhas, com comichão intensa (urticária)

reações na pele tais como uma forma grave de erupções na pele (eritema multiforme)

com rubor, febre, bolhas ou úlceras (síndroma de Stevens-Johnson), erupções na pele

graves que incluem vermelhidão, descamação e inchaço da pele, semelhantes a

queimaduras graves (necrólise epidérmica tóxica) e casos isolados de sensibilidade à

luz solar ou à luz artificial (ex. solários).

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

dor ou fraqueza muscular inexplicável ou urina escura (vermelho-castanho) (possíveis

sinais de rutura muscular)

dor intensa na parte superior do estômago que se prolonga até às costas (possíveis sinais

de inflamação do pâncreas), que se pode manifestar pelo aparecimento de pontos com

relevo vermelhos ou roxos na pele, podendo também afetar outras partes do corpo

sintomas tais como erupções na pele, febre, comichão, cansaço ou aparecimento de

pontos arroxeados sob a superfície da pele (sinais de inflamação dos vasos sanguíneos).

Outros efeitos secundários possíveis

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 utilizadores):

problemas de estômago, tais como sentir-se enfartado, redução ou falta de apetite,

indigestão, sensação de inchaço e mal-estar (náuseas), dores de estômago e diarreia

formas não graves de reações na pele [erupções na pele, urticária (vermelhidão da pele

com comichão)]

dores nos músculos e nas articulações.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 utilizadores):

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dores de cabeça.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 utilizadores):

perturbações do paladar, incluindo perda temporária do sentido do paladar, em casos

isolados, perturbação prolongada do paladar – por vezes levando a uma diminuição da

ingestão de alimentos e a uma significativa perda de peso.

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 utilizadores):

sensação geral de mal-estar

aumento das enzimas do fígado.

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 utilizadores):

reduções do número de alguns tipos de células do sangue. Poderá notar uma maior

facilidade em sangrar ou formar nódoas negras do que o normal ou pode contrair

infeções mais facilmente, podendo estas serem mais graves do que o habitual (ver

secção 2 «Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250 mg »)

tonturas

sensação de andar à roda (vertigens)

dormência e formigueiro (“sensação de picadas de agulhas e alfinetes”)

diminuição da sensibilidade ao tato

aparecimento ou agravamento de uma condição denominada lúpus (uma doença

prolongada com sintomas que incluem erupções na pele e dores nos músculos e

articulações, ver secção 2 «Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250 mg

erupções na pele do tipo psoríase ou agravamento de qualquer forma de psoríase (ver

secção 2 «Tome especial cuidado com Terbinafina ratiopharm 250 mg »)

queda de cabelo (alopécia)

hemorragia de disrupção e/ou menstruação irregular

sensação de cansaço.

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

baixo número de células sanguíneas vermelhas (anemia)

distúrbios psiquiátricos (ansiedade, depressão)

perda do sentido de olfato

distúrbios ou perda da audição, entorpecimento, zumbidos ou campainhas nos ouvidos

(tinnitus)

sensibilidade à luz

sintomas do tipo gripe, febre

aumento de uma enzima muscular denominada creatina fosfoquinase no sangue (pode

ser identificada numa análise sanguínea)

redução do peso corporal.

Alguns efeitos secundários podem necessitar de tratamento.

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Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Terbinafina ratiopharm 250 mg

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior

e na embalagem «blister» após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Manter o blister dentro da embalagem exterior.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Terbinafina ratiopharm 250 mg

A substância ativa é o cloridrato de terbinafina.

Cada comprimido contém 250 mg de terbinafina (sob a forma de cloridrato).

Os outros componentes são Celulose microcristalina, Hipromelose, Carboximetilamido

sódico, Sílica coloidal hidratada, Estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Terbinafina ratiopharm 250 mg e conteúdo da embalagem

Os comprimidos são brancos a esbranquiçados, biconvexos em forma de cápsula

ranhurados numa das faces e gravação "T" de cada lado da ranhura.

Os comprimidos estão disponíveis em embalagens «blister» de 14, 28, 30, 42, 50, 56 e

98 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

ratiopharm - Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2

2740 - 245 Porto Salvo

Portugal

Fabricante

Merckle GmbH

Ludwig-Merckle-Strasse 3

89143 Blaubeuren

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Alemanha

Teva Operations Poland Sp. z.o.o.,

80 Mogilska Str.

31-546 Kraków

Polónia

Pharmachemie B.V.

Swensweg 5, P.O.Box 552,

2003 RN Haarlem

Holanda

Teva Pharmaceutical Works Private Ltd.,

Pallagi Street 13, H-4042,

Debrecen,

Hungria

Teva UK Ltd.,

Brampton Road, Hampden Park,

Eastbourne,

East Sussex, BN22 9AG

Reino Unido

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob os seguintes nomes:

Alemanha:

Terbinafin-ratiopharm 250 mg Tabletten

Finlândia:

Terbinafin ratiopharm 250 mg tabletit

Noruega:

Terbinafin ratiopharm 250 mg tabletter

Portugal:

Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos

Reino Unido:

Terbinafine 250 mg tablets

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.NOME DO MEDICAMENTO

Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 250 mg de terbinafina (sob a forma de cloridrato).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3.FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

Comprimidos brancos a esbranquiçados, em forma de cápsula, biconvexos, ranhurados

numa das faces e gravação "T" de cada lado da ranhura.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

1.O tratamento de infecções fúngicas sensíveis à terbinafina tais como Tinea corporis,

Tinea cruris e Tinea pedis (causadas por Dermatófitos, ver secção 5.1) é considerado

adequado devido ao local, gravidade ou extensão da infecção.

2.O tratamento de onicomicoses (infecções fúngicas das unhas sensíveis à terbinafina)

causadas por dermatófitos.

N.B. Os comprimidos de terbinafina administrados por via oral não são eficazes contra

Pityriasis versicolor.

Devem ser tidas em consideração as orientações oficiais sobre a utilização adequada de

agentes antifúngicos.

4.2Posologia e modo de administração

A duração do tratamento varia de acordo com a indicação e a gravidade da infecção.

Adultos:

250 mg uma vez por dia.

Infecções cutâneas

As durações prováveis do tratamento são as seguintes:

Pé de atleta (Tinea pedis interdigital, tipo plantar/mocassim): 2 a 6 semanas

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Tinha do corpo (Tinea corporis): 4 semanas

Tinha das virilhas (Tinea cruris): 2 a 4 semanas

Onicomicoses

Na maioria dos doentes, a duração do tratamento situa-se entre 6 semanas a 3 meses.

Podem prever-se períodos de tratamento inferiores a 3 meses em doentes com infeções

das unhas das mãos, infeções das unhas dos pés que não a do dedo grande, ou em

doentes mais jovens. No tratamento de infeções das unhas dos pés, 3 meses são

habitualmente suficientes embora alguns doentes possam necessitar de tratamentos

iguais ou superiores a 6 meses. Um fraco crescimento das unhas durante as primeiras

semanas de tratamento pode permitir a identificação dos doentes que necessitam de uma

terapêutica mais prolongada.

O desaparecimento total dos sinais e sintomas de infeção pode não ocorrer antes de

terem passado várias semanas após a cura micológica.

Informação adicional sobre populações especiais

Insuficiência hepática

Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos não é recomendado para doentes com

doença hepática crónica ou ativa (ver secção 4.4).

Insuficiência renal

A utilização de Terbinafina ratiopharm 250 mg comprimidos não foi adequadamente

estudada em doentes com insuficiência renal e, consequentemente, não é recomendada

nesta população (ver secção 4.4 e secção 5.2).

Idosos

Não existe qualquer evidência que sugira que os doentes idosos necessitam de

posologias diferentes ou que apresentem efeitos secundários diferentes dos verificados

em doentes mais jovens. Aquando da prescrição de Terbinafina ratiopharm 250 mg

comprimidos neste grupo etário, deve ser considerada a possibilidade de

comprometimento pré-existente das funções renal ou hepática (ver secção 4.4).

Crianças

Uma revisão da experiência de segurança com terbinafina oral em crianças, que inclui

314 doentes envolvidos no estudo de Vigilância Após Introdução no Mercado da

terbinafina, demonstrou que o perfil de eventos adversos em crianças é semelhante ao

que é observado em adultos. Não foram identificados indícios de quaisquer reações

novas, não habituais ou mais graves do que as observadas na população adulta. No

entanto, visto que os dados ainda são reduzidos, a respetiva utilização não é

recomendada.

Modo de administração

Via oral

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4.3Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

Função hepática

A terbinafina não é recomendada para doentes com doença hepática crónica ou ativa.

Antes de prescrever terbinafina, dever-se-ão efetuar testes da função hepática.

Pode ocorrer hepatotoxicidade em doentes com ou sem doença hepática preexistente,

assim, recomenda-se monitorização periódica (após 4-6 semanas de tratamento) dos

valores dos testes à função hepática. Terbinafina deverá ser imediatamente

descontinuada em caso de elevação dos valores dos testes à função hepática.

Foram notificados casos muito raros de insuficiência hepática grave (alguns com

resultado fatal ou que implicaram transplante hepático) em doentes tratados com

terbinafina. Na maioria dos casos de insuficiência hepática, os doentes apresentavam

doenças sistémicas graves subjacentes e não foi possível determinar com certeza uma

relação causal com a administração de terbinafina (ver secção 4.8).

Os doentes a quem for prescrito terbinafina devem ser instruídos a notificar

imediatamente quaisquer sinais e sintomas de prurido, náuseas persistentes sem

justificação, redução do apetite, fadiga, , vómitos, dor no quadrante superior direito do

abdómen, ou icterícia, urina escura, ou fezes pálidas. Os doentes que apresentem estes

sintomas devem descontinuar a terbinafina oral e a função hepática do doente deve ser

imediatamente avaliada.

Estudos farmacocinéticos de dose única efetuados em doentes com doença hepática pré-

existente demonstraram que a depuração de terbinafina poderá ser reduzida em cerca de

50%.

Efeitos dermatológicos

Foram notificadas, muito raramente, reações cutâneas graves (por exemplo síndroma de

Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica) em doentes que tomavam terbinafina.

Caso ocorram erupções cutâneas progressivas, o tratamento com terbinafina deve ser

interrompido.

Efeitos hematológicos

Foram notificados casos muito raros de doenças do sangue (neutropenia,

agranulocitose, trombocitopenia, pancitopenia) em doentes tratados com terbinafina. A

etiologia de quaisquer doenças do sangue que ocorram em doentes tratados com

terbinafina deve ser avaliada e deve ser tida em consideração uma possível alteração do

regime terapêutico, incluindo a descontinuação do tratamento com terbinafina.

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Função renal

Em doentes com insuficiência renal (depuração da creatinina inferior a 50 ml/min ou

creatinina sérica superior a 300

mol/l) a utilização de terbinafina não foi

adequadamente estudada e, consequentemente, não é recomendada (ver secção 5.2).

A terbinafina deve ser utilizada com precaução em doentes com psoríase pré-existente

ou lúpus eritematoso dado que foram reportados casos muito raros de lúpus eritematoso

e exacerbação da psoríase.

4.5Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de outros medicamentos sobre a terbinafina

A depuração plasmática da terbinafina pode ser acelerada por fármacos que induzam o

metabolismo e pode ser inibida por fármacos que inibam o citocromo P450. Quando for

necessária a coadministração de tais agentes, pode ser necessário ajustar a posologia de

terbinafina em conformidade.

Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito ou a concentração plasmática da

terbinafina:

A cimetidina diminuiu a depuração da terbinafina em 33 %.

O fluconazol aumentou a Cmáx e a AUC da terbinafina em 52% e 69%,

respetivamente, devido à inibição de ambas as enzimas CYP2C9 e CYP3A4. Pode

ocorrer um aumento semelhante na exposição quando outros medicamentos que inibem

a CYP2C9 e a CYP3A4 tais como o cetoconazol e a amiodarona são

concomitantemente administrados com terbinafina.

Os seguintes medicamentos podem diminuir o efeito ou a concentração plasmática da

terbinafina:

A rifampicina aumentou a depuração da terbinafina em 100 %.

Efeitos da terbinafina sobre outros medicamentos

Segundo os resultados de estudos realizados in vitro e em voluntários saudáveis,

terbinafina apresenta um potencial desprezível para inibir ou potenciar a depuração da

maioria dos fármacos metabolizados por via do sistema do citocromo P450 (por

exemplo, terfenadina, triazolam, tolbutamida ou contraceptivos orais) com exceção dos

que são metabolizados através da CYP2D6 (ver a seguir).

A terbinafina não interfere com a depuração da antipirina nem da digoxina.

Foram notificados alguns casos de menstruação irregular em doentes que tomavam

terbinafina concomitantemente com contraceptivos orais, embora a incidência destes

APROVADO EM

18-12-2013

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distúrbios permaneça dentro do quadro de incidências de doentes a tomar

contraceptivos orais em monoterapia.

A terbinafina pode aumentar o efeito ou a concentração plasmática dos seguintes

medicamentos

Cafeína

A terbinafina diminuiu a depuração da cafeína administrada por via intravenosa em 19

Compostos predominantemente metabolizados pela CYP2D6

Estudos in vitro e in vivo demonstraram que a terbinafina inibe o metabolismo mediado

pela CYP2D6. Este resultado pode ter relevância clínica para compostos

predominantemente metabolizados pela CYP2D6, por exemplo determinados membros

dos seguintes grupos farmacológicos, antidepressivos tricíclicos (ADTs),

betabloqueantes, inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRSs),

antiarrítmicos (incluindo os da classe 1A, 1B e 1C) e inibidores da monoamino-oxidase

(IMAOs) de Tipo B, especialmente se também tiverem uma janela terapêutica estreita

(ver secção 4.4).

A terbinafina diminuiu a depuração da desipramina em 82 %.

A terbinafina pode diminuir o efeito ou a concentração plasmática dos seguintes

medicamentos:

A terbinafina aumentou a depuração da ciclosporina em 15 %.

Foram notificados casos raros de alterações no INR e/ou no tempo de protrombina em

doentes submetidos a receber terbinafina concomitantemente com varfarina.

4.6Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez:

Dado que a experiência clínica em mulheres grávidas é bastante limitada, a terbinafina

não deve ser utilizada durante a gravidez exceto se a condição clínica da mulher

necessitar de tratamento com terbinafina por via oral e os potenciais benefícios para a

mãe ultrapassarem os potenciais riscos para o feto.

Amamentação

A terbinafina é excretada no leite materno; as mulheres a receberem tratamento oral

com terbinafina não devem, assim, amamentar.

Fertilidade

Estudos de toxicidade fetal e de fertilidade efetuados em animais não sugerem efeitos

adversos.

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4.7.Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos da terbinafina sobre a capacidade de conduzir e de

utilizar máquinas. Os doentes que sintam tonturas como um efeito indesejável devem

evitar conduzir veículos ou utilizar máquinas.

4.8.Efeitos indesejáveis

As seguintes reações adversas foram observadas nos ensaios clínicos ou após a

introdução no mercado.

As reações adversas (Tabela 1) são ordenadas por classe de frequência, as reações mais

frequentes em primeiro lugar, usando a seguinte convenção:

muito frequentes (> 1/10); frequentes (> 1/100 a < 1/10);pouco frequentes (> 1/1.000 a

< 1/100); raros (> 1/10.000 a < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000); desconhecido (não

pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raros:

Neutropenia, agranulocitose,

trombocitopenia, pancitopenia

Desconhecido:

Anemia

Doenças do sistema imunitário

Muito raros:

Reações anafilactoides, angioedema, lúpus

eritematoso cutâneo e sistémico

Desconhecido:

Reações anafiláticas, reação do tipo

doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes

Diminuição do apetite

Perturbações do foro psiquiátrico

Desconhecido:

Ansiedade, depressão

Doenças do sistema nervoso

Frequentes:

Cefaleias

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

Pouco frequentes:

Hipogeusia **, ageusia**

Muito Raros:

Tonturas, parestesias, hipoestesia

Desconhecido:

Anosmia

Afecções do ouvido e do labirinto

Muito raros:

Vertigens

Desconhecido:

Hipoacusia, alterações da audição,

acufenos

Vasculopatias

Desconhecido:

Vasculite

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes:

Distensão abdominal, dispepsia, náuseas,

dor abdominal, diarreia, sensação de

enfartamento, perda de apetite

Desconhecidos:

Pancreatite

Afecções hepatobiliares

Raros:

Casos de insuficiência hepática grave

Caso se desenvolva disfunção hepática, o

tratamento com terbinafina deverá ser

interrompido (ver também secção 4.4)

Aumento das enzimas hepáticas

Desconhecidos:

Hepatite, icterícia, colestase

Afecções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Muito frequentes:

Formas não graves de reações cutâneas

(exantema, urticária)

Muito raros:

Reações cutâneas graves: Eritema

multiforme, síndrome de Stevens-Johnson,

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

necrólise epidérmica tóxica, pustulose

exantematosa generalizada aguda (AGEP).

Erupções psoríaseformes ou exacerbação

da psoríase. Caso ocorra alguma erupção

cutânea, o tratamento com terbinafina

deve ser interrompido.

Alopecia

Desconhecido:

Reação de fotossensibilidade,

fotodermatose, reação alérgica de

fotossensibilidade e erupção polimórfica

ligeira

Afecções musculoesqueléticas e dos

tecidos conjuntivos

Muito frequentes

Artralgia, mialgia

Desconhecido:

Rabdomiólise

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Muito raros

Menstruação irregular

Hemorragia de disrupção (LLT)

Perturbações gerais e alterações no local

de administração

Raros

Mal-estar

Muito raros:

Fadiga

Desconhecido:

Doença tipo gripe, pirexia

Exames complementares de diagnóstico

Desconhecido:

Aumento da creatinina fosfoquinase

sanguínea, aumento do peso ***

* Ansiedade e sintomas depressivos secundários à disgeusia.

**Hipogeusia, incluindo ageusia, podendo frequentemente haver recuperação dentro de

várias semanas após a descontinuação do medicamento. Foram notificados casos

isolados de hipogeusia prolongada.

*** Redução do peso secundário à hipogeusia.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Foram notificados alguns casos de sobredosagem (até 5 g), que deram origem a

cefaleias, náuseas, dor no quadrante superior do abdómen e tonturas.

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

Tratamento da sobredosagem

O tratamento recomendado da sobredosagem consiste na eliminação do medicamento,

principalmente pela administração de carvão ativado e administração de terapêutica

sintomática de suporte, se necessário.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.2 - Medicamentos anti-infeciosos. Antifúngicos

Código ATC: D01B A 02

A terbinafina é uma alilamina que possui um largo espectro de actividade antifúngica.

Em baixas concentrações, a terbinafina é fungicida contra dermatófitos, bolores e

determinados fungos dimórficos. A actividade sobre as leveduras é fungicida ou

fungistática consoante as espécies.

A terbinafina interfere especificamente com a biossíntese dos esteróis fúngicos numa

fase inicial. Isso leva a uma deficiência em ergosterol e a uma acumulação intracelular

de esqualeno, que tem como consequência a morte da célula fúngica. A terbinafina atua

por inibição da esqualeno epoxidase na membrana celular do fungo. A enzima

esqualeno epoxidase não se encontra ligada ao sistema do citocromo P450.

Quando administrada oralmente, a substância ativa concentra-se na pele em níveis

associados com a actividade fungicida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Após administração oral, a terbinafina é bem absorvida (> 70 %) e a biodisponibilidade

absoluta da terbinafina a partir de terbinafina como consequência do metabolismo de

primeira passagem, é aproximadamente de 50 %. Uma dose oral única de 250 mg de

terbinafina originou concentrações plasmáticas máximas médias de 1,30

g/ml no

período de 1,5 horas após a administração. Em equilíbrio dinâmico, comparativamente

a uma dose única, a concentração máxima de terbinafina foi, em média, 25 % superior e

a AUC plasmática aumentou 2,3 vezes. A partir do aumento na AUC plasmática, pode

calcular-se uma semivida eficaz de ~30 horas. A biodisponibilidade da terbinafina é

moderadamente afectada pelos alimentos (aumento na AUC inferior a 20 %) mas não o

suficiente para obrigar a ajustes posológicos. A terbinafina liga-se intensamente às

proteínas plasmáticas.

A terbinafina difunde-se rapidamente através da derme e concentra-se no estrato córneo

lipofílico.

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

A terbinafina é igualmente segregada no sebo, atingindo, dessa forma, concentrações

elevadas nos folículos capilares, no pêlo e nas zonas da pele ricas em glândulas

sebáceas. Existem igualmente indícios de que a terbinafina se distribui na placa das

unhas ao longo das primeiras semanas após o início do tratamento. A terbinafina é

rápida e extensivamente metabolizada por, pelo menos, sete isoenzimas CYP, sendo as

principais contribuições das CYP 2C9, CYP 1A2, CYP 3A4, CYP 2C8 e CYP 2C19.

A biotransformação produz metabolitos sem atividade antifúngica, que são excretados

principalmente na urina.

Não foram observadas alterações farmacocinéticas dependentes da idade clinicamente

relevantes mas a taxa de eliminação pode estar reduzida em doentes com compromisso

hepático ou renal, originando níveis mais elevados de terbinafina no sangue.

Estudos farmacocinéticos de dose única em doentes com compromisso renal (depuração

da creatinina < 50 ml/min) ou com doença hepática preexistente demonstraram que a

depuração da terbinafina pode estar reduzida em cerca de 50 %.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de longo prazo (até 1 ano) em ratos e cães, não foram observados efeitos

tóxicos acentuados em nenhuma das espécies, para doses orais até cerca de 100 mg/kg

por dia. Para doses orais elevadas, o fígado e possivelmente também os rins foram

identificados como órgãos alvo potenciais.

Num estudo de carcinogenicidade oral com a duração de dois anos em ratinhos, não

foram identificadas quaisquer neoplasias nem outros resultados anormais atribuíveis ao

tratamento, para doses até 130 (machos) e 156 (fêmeas) mg/kg por dia. Num estudo de

carcinogenicidade oral com a duração de dois anos em ratos, foi observado um aumento

da incidência de tumores hepáticos em indivíduos do sexo masculino, para o nível

posológico mais elevado de 69 mg/kg/dia. As alterações que podem estar associadas à

proliferação peroxissomal demonstraram ser específicas para as espécies dado que não

foram observadas no estudo de carcinogenicidade em ratos, cães ou macacos.

Durante estudos com doses elevadas em macacos, foram observadas irregularidades

refrativas na retina para as doses mais elevadas (nível de efeito não tóxico de 50

mg/kg). Estas irregularidades foram associadas à presença de um metabolito da

terbinafina no tecido ocular e desapareceram após a descontinuação da substância ativa.

Não estavam associadas a alterações histológicas.

Uma bateria padrão de ensaios de genotoxicidade in vitro e in vivo não revelou

qualquer evidência de potencial mutagénico ou clastogénico.

Em estudos com ratos e coelhos, não foram observados efeitos indesejáveis sobre a

fertilidade nem sobre quaisquer outros parâmetros reprodutivos.

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

6. PROPRIEDADES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista de excipientes

Celulose microcristalina

Hipromelose

Carboximetilamido sódico

Sílica coloidal hidratada

Estearato de magnésio.

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Manter o blister dentro da embalagem exterior.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens «blister» PVC/Alumínio ou PVC/PVDC/Alumínio: 14, 28, 30, 42, 50, 56 e

98 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ratiopharm - Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2

2740 - 245 Porto Salvo

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

18-12-2013

INFARMED

Nº de registo: 5336581 – 14 compridos, 250 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5336680– 28 compridos, 250 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5336789– 56 compridos, 250 mg, blister de PVC/Alu

Nº de registo: 5588108 – 14 compridos, 250 mg, blister de PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 5588116 – 28 comprimidos, 250 mg, blister de PVC/PVDC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 23-02-2005

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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