Tazmeglin 30 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Pioglitazona
Disponível em:
Specifar, S.A.
Código ATC:
A10BG03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Pioglitazone
Dosagem:
30 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Pioglitazona, cloridrato 33.069 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
8.4.2 Outros antidiabéticos
Área terapêutica:
pioglitazone
Resumo do produto:
5426143 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10016120 - 50021486 ; 5426150 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10016120 - 50021451
Status de autorização:
Revogado (20 de Maio de 2013)
Número de autorização:
DK/H/2007/002/DC
Data de autorização:
2011-11-30

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Tazmeglin 15 mg comprimidos

Tazmeglin 30 mg comprimidos

Tazmeglin 45 mg comprimidos

Pioglitazona

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Tazmeglin e para que é utilizado

2. Antes de tomar Tazmeglin

3. Como tomar Tazmeglin

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Tazmeglin

6. Outras informações

1. O QUE É TAZMEGLIN E PARA QUE É UTILIZADO

Tazmeglin

contém

pioglitazona.É

medicamento

anti-diabético

usado

para

tratamento da diabetes mellitus tipo 2 (não-insulino dependente). Esta é a diabetes que se

desenvolve normalmente na fase adulta.

Tazmeglin ajuda a controlar o nível de açúcar no seu sangue quando sofrer de diabetes

tipo 2, ajudando o seu organismo a fazer uma melhor utilização da insulina que produz. O

seu médico irá verificar se Tazmeglin está a ter efeito três a seis meses após ter começado

a tomá-lo.

Tazmeglin pode também ser utilizado em combinação com insulina.

2. ANTES DE TOMAR TAZMEGLIN

Não tome Tazmeglin

se tem alergia (hipersensibilidade) à pioglitazona ou a qualquer outro componente de

Tazmeglin.

se tiver insuficiência cardíaca ou se já tiver tido insuficiência cardíaca.

se tiver doença no fígado.

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INFARMED

se já tiver tido cetoacidose diabética (complicação da diabetes que provoca uma rápida

perda de peso, náuseas e vómitos).

se tiver ou já tiver tido cancro da bexiga.

se tiver sangue na urina que o seu médico não tenha verificado.

Tome especial cuidado com Tazmeglin

Antes de começar a tomar este medicamento o seu médico deverá ser informado

- se retém água (retenção de liquidos) ou se tem insuficiência cardíaca, em particular se

tiver mais de 75 anos.

- se tiver um tipo especial de doença ocular provocada pela diabetes chamado edema

macular (edema na parte posterior do olho).

quistos

ovários

(síndrome

ovário

poliquístico).

maior

probabilidade de engravidar, porque pode ovular enquanto toma Tazmeglin. Se esta

situação se aplica a si, utilize contracepção adequada para evitar uma gravidez não

planeada.

- se tiver algum problema de fígado ou coração. Antes de tomar Tazmeglin deverá

realizar análises ao sangue para saber se o seu fígado está a funcionar bem e esta análise

deve

realizada

periodicamente.

Alguns

doentes

longa

história

diabetes

mellitus tipo 2 e doença cardíaca ou que já tiveram um acidente vascular que foram

tratados com Tazmeglin e insulina, desenvolveram insuficiência cardíaca. Informe o seu

médico o mais rapidamente possível se tiver sinais de insuficiência cardíaca, tais como

uma falta de ar pouco habitual, um aumento rápido de peso ou inchaço localizado

(edema).

Se toma Tazmeglin com outros medicamentos para a diabetes, é mais provável que o

nível de acúçar do sangue desça para níveis abaixo do normal (hipoglicémia).

Poderá também ter uma redução de glóbulos vermelhos (anemia).

Fracturas ósseas

Verificou-se um maior número de fracturas ósseas nas mulheres (mas não nos homens) a

tomar pioglitazona. O seu médico terá isto em atenção quando tratar da sua diabetes.

Crianças

A utilização em crianças com idade inferior a 18 anos não é recomendada.

Ao tomar Tazmeglin com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Habitualmente pode continuar a tomar outros medicamentos enquanto estiver a fazer

tratamento com Tazmeglin. Contudo, alguns medicamentos poderão interferir com a

quantidade de açúcar no sangue:

- gemfibrozil (utilizado para baixar o colesterol)

- rifampicina (utilizado para tratamento da tuberculose e de outras infecções)

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INFARMED

Avise o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar um destes medicamentos. O seu

açúcar no sangue deve ser verificado, e a dose de Tazmeglin pode ter que ser alterada.

Ao tomar Tazmeglin com alimentos e bebidas

Pode tomar os comprimidos durante ou após as refeições. Deve engolir os comprimidos

com um copo de água.

Gravidez e aleitamento

Informe o seu médico

- se está, poderá estar ou se pensa ficar grávida.

- se está amamentar ou se pensa amamentar o seu bebé.

O seu médico irá aconselhá-la a descontinuar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A pioglitazona não afectará a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, mas tenha

cuidado se tiver alterações na sua visão.

Informações importantes sobre alguns componentes de Tazmeglin

Este medicamento contém lactose mono-hidratada. Se o seu médico lhe tiver dito que tem

intolerância

alguns

tipos

açúcar,

consulte

médico

antes

tomar

comprimidos de Tazmeglin.

3. COMO TOMAR TAZMEGLIN

Tome sempre Tazmeglin tal como o seu médico lhe recomendou. Consulte o seu médico,

caso ainda tenha alguma dúvida. A dose inicial é de um comprimido de 15 mg ou 30 mg

pioglitazona,

dia.

dose

máxima

recomendada

pioglitazona por dia.

Se sentir que o efeito de Tazmeglin é demasiado fraco, fale com o seu médico.

Quando Tazmeglin é tomado juntamente com outros medicamentos utilizados para o

tratamento da diabetes (tais como, insulina, cloropropamida, glibenclamida, gliclazida,

tolbutamida) o seu médico informá-lo-á se precisa de tomar uma dose mais pequena dos

seus medicamentos.

O seu médico pedir-lhe-á para fazer uma análise ao sangue periodicamente durante o

tratamento com Tazmeglin. Isto é para verificar se o seu

fígado está a

funcionar

normalmente.

Se estiver a fazer uma dieta para diabéticos, deve continuar enquanto estiver a tomar

Tazmeglin.

O seu peso deve ser verificado a intervalos regulares: se aumentar de peso, informe o seu

médico.

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INFARMED

Se tomar mais Tazmeglin do que deveria

Se tomar acidentalmente demasiados comprimidos, ou se outra pessoa ou uma criança

tomar o seu medicamento, fale imediatamente com o seu médico ou farmacêutico. O seu

açúcar no sangue poderá descer abaixo do nível normal. Recomenda-se por isso que

tenha consigo pacotes de açúcar, rebuçados, biscoitos ou sumos de fruta para que este

aumente novamente.

Caso se tenha esquecido de tomar Tazmeglin

Tome Tazmeglin diariamente conforme receitado. Contudo, no caso de se esquecer de

uma dose, continue a tomar a dose seguinte como normalmente. Não tome uma dose a

dobrar para compensar a dose que se esqueceu.

Se parar de tomar Tazmeglin

Tazmeglin deve ser tomado todos os dias para funcionar adequadamente. Se parar de

tomar Tazmeglin, o açucar no seu sangue pode subir. Fale com o seu médico antes de

parar de tomar este medicamento.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, Tazmeglin pode causar efeitos secundários, no entanto

estes não se manifestam em todas as pessoas.

Em particular, os doentes têm sentido os seguintes efeitos secundários graves:

Insuficiência cardíaca tem sido frequentemente sentida (1 a 10 doentes em 100) em

doentes a tomar pioglitazona em combinação com insulina. Os sintomas incluem uma

invulgar dificuldade em respirar ou um rápido aumento de peso ou um inchaço localizado

(edema). Se apresentar algum destes sintomas, especialmente se tiver mais de 65 anos,

fale imediatamente com o seu médico.

Cancro da bexiga tem sido pouco frequentemente observado (1 a 10 doentes em 1000)

em doentes a tomar pioglitazona. Os sinais e sintomas incluem sangue na urina, dor ao

urinar ou uma necessidade urgente em urinar. Se sentir algum destes sintomas, fale com o

seu médico assim que possível.

Inchaço localizado (edema) tem também sido muito frequentemente sentido em doentes a

tomar pioglitazona em combinação com insulina. Se sentir este efeito secundário, fale

com o seu médico assim que possível.

Fracturas ósseas têm sido frequentemente comunicadas (1 a 10 doentes em 100) em

mulheres que tomam pioglitazona. Se sentir este efeito secundário, fale com o seu médico

assim que possível.

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INFARMED

Visão turva devido a um inchaço (ou líquido) na parte de trás do olho (frequência

desconhecida) também tem sido comunicada em doentes a tomar pioglitazona. Se tiver

este sintoma pela primeira vez, informe o seu médico assim que possível. Igualmente, se

já apresentar visão turva e o sinstoma se agravar, informe o seu médico assim que

possível.

Os outros efeitos secundários que foram sentidos por alguns doentes que tomaram

pioglitazona são:

frequentes (afecta 1 a 10 doentes em 100)

infecção respiratória

perturbações da visão

aumento de peso

entorpecimento (adormecimento dos membros)

pouco frequentes (afecta 1 a 10 doentes em 1.000)

inflamação dos seios paranasais (sinusite)

- dificuldade em dormir (insónia)

desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- aumento das enzimas do fígado

Os outros efeitos secundários que foram sentidos por alguns dos doentes que tomaram

Pioglitazona com outros antidiabéticos orais são:

muito frequentes (afecta mais do que 1 doente em 10)

- diminuição do açúcar no sangue (hipoglicemia)

frequentes (afecta 1 a 10 doentes em 100)

dor de cabeça

tonturas

dor nas articulações

impotência

dor nas costas

dificuldade em respirar

uma redução pequena na contagem dos glóbulos vermelhos

flatulência (gases intestinais)

pouco frequentes (afecta 1 a 10 doentes em 1.000)

açúcar na urina, proteínas na urina

- aumento das enzimas

vertigens

sudação

fadiga

- aumento do apetite

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30-11-2011

INFARMED

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR TAZMEGLIN

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Tazmeglin após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no

blister após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Tazmeglin

- A substância activa é a pioglitazona.

Cada comprimido contém 15 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

Cada comprimido contém 30 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

Cada comprimido contém 45 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

outros

componentes

são

lactose

mono-hidratada,

carmelose

cálcica,

hidroxipropilcelulose e estearato de magnésio.

Qual o aspecto de Tazmeglin e conteúdo da embalagem

Tazmeglin 15 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com "15" gravado num

dos lados e um diâmetro de aproximadamente 5,5 mm.

Tazmeglin 30 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com uma linha de quebra

num dos lados, "30" gravado no outro lado e um diâmetro de aproximadamente 7,0 mm.

Os comprimidos podem ser divididos em metades iguais.

Tazmeglin 45 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com "45" gravado num

dos lados e um diâmetro de aproximadamente 8,0 mm.

Os comprimidos são fornecidos em blisters de PA/Alumínio/PVC /Alumínio, embalagens

comprimidos.

blisters

são

posteriormente

acondicionadas em embalagens de cartão.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

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30-11-2011

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Specifar S.A.

1, 28 Octovriou str., Ag. Varvara

123 51 Athens

Grécia

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Dinamarca: Tazmeglin 15 mg, 30 mg & 45 mg tabletter

Itália: Tazmeglin

Portugal: Tazmeglin

Espanha: Tazmeglin 15 mg, 30 mg & 45 mg comprimidos EFG

Este folheto foi aprovado pela última vez em

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30-11-2011

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Tazmeglin 15 mg comprimidos

Tazmeglin 30 mg comprimidos

Tazmeglin 45 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 15 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

Excipientes: Cada comprimido contém 36,866 mg de lactose mono-hidratada (ver secção

4.4).

Cada comprimido contém 30 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

Excipientes: Cada comprimido contém 73,731 mg de lactose mono-hidratada (ver secção

4.4).

Cada comprimido contém 45 mg de pioglitazona (sob a forma de cloridrato).

Excipientes: Cada comprimido contém 110,596

mg de

lactose mono-hidratada (ver

secção 4.4).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Tazmeglin 15 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com "15" gravado num

dos lados e um diâmetro de aproximadamente 5,5 mm.

Tazmeglin 30 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com uma linha de quebra

num dos lados, "30" gravado no outro lado e um diâmetro de aproximadamente 7,0 mm.

Os comprimidos podem ser divididos em metades iguais.

Tazmeglin 45 mg comprimidos são brancos, redondos, planos, com "45" gravado num

dos lados e um diâmetro de aproximadamente 8,0 mm.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

A pioglitazona está indicada no tratamento da diabetes mellitus tipo 2:

Em monoterapia

em doentes adultos (particularmente doentes com excesso de peso) inadequadamente

controlados através de dieta e exercício, para os quais a metformina não é adequada

devido a contra-indicações ou a intolerância.

A pioglitazona também está indicada em combinação com insulina no tratamento de

doentes adultos com diabetes tipo 2, com controlo insuficiente da glicemia com insulina e

para os quais a metformina não é adequada devido a contra-indicações ou a intolerância

(ver secção 4.4).

Após o início da terapêutica com pioglitazona, os doentes deverão ser revistos após 3 a 6

meses para avaliar a adequabilidade da resposta ao tratamento (por exemplo: redução de

HbA1C). Em doentes que não revelam uma resposta adequada, a pioglitazona deve ser

descontinuada. Com base nos potenciais riscos associados à terapêutica prolongada, os

prescritores devem confirmar que o benefício da pioglitazona é mantido através de

avaliações de rotina subsequentes (ver secção 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O tratamento com pioglitazona pode ser iniciado em doses de 15 mg ou de 30 mg uma

vez por dia. A dose pode ser aumentada progressivamente até 45 mg uma vez por dia.

Na combinação com insulina, a dose de insulina pode ser mantida após início da

terapêutica com pioglitazona. Se os doentes relatarem hipoglicemia, a dose de insulina

deverá ser diminuída.

População especial

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste de dose em doentes idosos (ver secção 5.2). Os médicos

devem

iniciar o tratamento com a dose

mais

baixa disponível e

aumentar a dose

progressivamente, principalmente quando a pioglitazona é usada em combinação com

insulina (ver secção 4.4 Retenção de líquidos e insuficiência cardíaca).

Compromisso Renal

Não é necessário qualquer ajuste de dose em doentes com função renal comprometida

(depuração

creatinina > 4 ml/min

(ver

secção

5.2).

Como

não

encontram

disponíveis informações de doentes dialisados, a pioglitazona não deve ser utilizada

nesses doentes.

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30-11-2011

INFARMED

Compromisso Hepático

A pioglitazona não deve ser utilizada em doentes com compromisso hepático (ver secção

4.3 e 4.4).

População pediátrica

A segurança e a eficácia de pioglitazona em crianças e em adolescentes com menos de

18 anos não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis.

Modo de administração

Os comprimidos de pioglitazona são tomados oralmente uma vez ao dia com ou sem

alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos com um copo de água.

4.3 Contra-indicações

A pioglitazona está contra-indicada em doentes com:

hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes

insuficiência cardíaca ou história de insuficiência cardíaca (NYHA graus I a IV)

compromisso hepático

cetoacidose diabética

cancro da bexiga ou história prévia de cancro da bexiga

hematúria macroscópica não investigada.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Retenção de líquidos e insuficiência cardíaca

A pioglitazona pode causar retenção de líquidos o que pode exacerbar ou precipitar uma

insuficiência cardíaca. No tratamento de doentes que têm pelo menos um factor de risco

para desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva (i.e enfarte de miocárdio

anterior ou doença arterial coronária sintomática ou os idosos), o médico deverá iniciar

com a dose mais baixa disponível e aumentar depois a dose gradualmente. Os doentes

devem ser observados para pesquisa de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca,

aumento de peso ou edema; principalmente aqueles com uma reserva cardíaca reduzida.

Ocorreram casos de insuficiência cardíaca notificados pós-comercialização quando a

pioglitazona foi utilizada em combinação com a insulina ou em doentes com história de

insuficiência

cardíaca; os doentes devem ser observados para pesquisa de sinais e

sintomas de insuficiência cardíaca, aumento de peso e edema quando a pioglitazona for

utilizada em combinação com insulina. Uma vez que a insulina e a pioglitazona estão

ambas

associadas

retenção

fluidos,

administração

concomitante

pode

aumentar o risco de edema. A pioglitazona deve ser interrompida se ocorrer qualquer

deterioração da função cardíaca.

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30-11-2011

INFARMED

Foi efectuado um ensaio para avaliar as consequências cardiovasculares com pioglitazona

em doentes com menos de 75 anos com diabetes mellitus tipo 2 e doença macrovascular

grave pré-existente. Foram adicionados às terapêuticas antidiabética e cardiovascular

existentes pioglitazona ou placebo durante 3,5 anos. Este ensaio mostrou um aumento nas

notificações

insuficiência

cardíaca,

acarretar

contudo,

aumento

mortalidade.

Idosos

A combinação com insulina deve ser considerada com precaução nos idosos devido ao

risco aumentado de insuficiência cardíaca grave.

Tendo em conta os riscos associados à idade (principalmente cancro da bexiga, fracturas

e insuficiência cardíaca), o balanço dos benefícios e dos riscos deve ser cuidadosamente

considerado tanto antes como durante o tratamento nos idosos.

Cancro da bexiga

Foram notificados casos de cancro da bexiga com maior frequência na meta-análise dos

ensaios clínicos controlados com pioglitazona (19 casos em 12.506 doentes, 0,15%) do

que nos grupos controlo (7 casos em 10.212 doentes, 0,07%) Taxa de Risco (TR)=2,64

(95% Intervao de Confiança (IC) 1,11-6,31, P=0,029). Após a exclusão de doentes cuja

exposição ao fármaco em estudo, aquando do diagnóstico de cancro da bexiga, foi

inferior a um ano, o número de casos ocorridos foi de 7 (0,06%) com pioglitazona e 2

(0,02%) nos grupos controlo. Os dados epidemiológicos disponíveis também sugerem um

pequeno aumento do risco de cancro da bexiga em doentes diabéticos tratados com

pioglitazona, em particular em doentes tratados há mais tempo e com as maiores doses

cumulativas. Não pode ser excluído um possível risco após o tratamento de curto prazo.

Os factores de risco para o cancro da bexiga devem ser avaliados antes de iniciar o

tratamento com pioglitazona (os riscos incluem idade, história de tabagismo, exposição a

alguns agentes ocupacionais ou de quimioterapia, p.ex ciclofosfamida ou tratamento

prévio

radiação

região

pélvica).

Toda

hematúria

macroscópica

deve

investigada antes de começar o tratamento com pioglitazona.

doentes

devem

aconselhados

consultar

rapidamente

médico

desenvolverem hematúria macroscópica ou outros sintomas, como disúria ou urgência em

urinar, durante o tratamento.

Monitorização da função hepática

Durante

experiência

pós-comercialização

foram

notificados

casos

muito

raros

disfunção hepato-celular (ver secção 4.8). Recomenda-se assim, que os doentes tratados

com pioglitazona façam uma monitorização periódica das enzimas hepáticas. As enzimas

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30-11-2011

INFARMED

hepáticas devem ser verificadas antes do início da terapêutica com pioglitazona em todos

os doentes. A terapêutica com pioglitazona não deve ser iniciada em doentes com os

níveis enzimáticos de base aumentados (ALT > 2,5 X o limite superior normal) ou com

qualquer evidência de doença hepática.

No seguimento do início da terapêutica com pioglitazona, recomenda-se, que as enzimas

hepáticas sejam monitorizadas periodicamente de acordo com a avaliação clínica. Se os

níveis de ALT aumentarem para 3 X o limite superior do normal durante a terapêutica

com pioglitazona, os níveis das enzimas hepáticas devem ser reavaliados o mais depressa

possível.

níveis

permanecerem

> 3 X

limite

superior

normal,

terapêutica

deve

descontinuada.

qualquer

doente

desenvolver

sintomas

sugiram disfunção hepática, os quais podem incluir náuseas inexplicadas, vómitos, dor

abdominal,

fadiga,

anorexia

e/ou

urina

escura,

enzimas

hepáticas

devem

verificadas. A decisão de continuar ou não a terapêutica do doente com pioglitazona deve

ser guiada pela avaliação clínica resultante dos resultados laboratoriais. Se for observada

icterícia, o medicamento deve ser descontinuado.

Aumento de peso

Em ensaios clínicos com pioglitazona houve evidência de aumento de peso, dependente

da dose, que pode dever-se a uma acumulação de gordura e nalguns casos estar associado

retenção

fluidos.

Nalguns

casos,

aumento

peso

pode

sintoma

insuficiência cardíaca, devendo por isso o peso ser vigiado regularmente. Parte do

tratamento da diabetes é um controlo da dieta. Os doentes devem ser aconselhados a

cumprir rigorosamente uma dieta com controlo calórico.

Hematologia

Durante

tratamento

pioglitazona

verificou-se

pequena

redução

hemoglobina

média

redução

relativa)

hematócrito

(4,1%

redução

relativa),

consistente

hemodiluição.

Verificaram-se

alterações

semelhantes

doentes

tratados

metformina

(hemoglobina

3–4%

hematócrito

3,6–4,1%

reduções relativas) e duma forma menos extensa nos doentes tratados com sulfonilureia e

insulina (hemoglobina 1–2% e hematócrito 1–3,2% de reduções relativas), em ensaios

comparativos e controlados, com pioglitazona.

Hipoglicemia

Como consequência de um aumento de sensibilidade à insulina, os doentes a tomarem

pioglitazona em terapêutica oral dupla ou tripla com uma sulfonilureia ou em terapêutica

oral dupla com insulina, poderão correr risco de hipoglicemia dose-dependente, pelo que

poderá ser necessário uma redução da dose de sulfonilureia ou de insulina.

Afecções oculares

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Em relatórios de pós-comercialização, foram notificados novos casos ou agravamento de

casos

edema

macular

diabético

diminuição

acuidade

visual,

tiazolidinedionas, incluindo a pioglitazona. Muitos destes doentes notificaram edema

periférico concomitante. Não ficou claro se existe ou não uma relação directa entre a

pioglitazona e o edema macular, mas os prescritores devem estar atentos à possibilidade

da ocorrência de edema macular se os doentes notificarem perturbações na acuidade

visual; recomenda-se uma avaliação apropriada realizada por oftalmologista.

Outros

Numa análise efectuada às reacções adversas notificadas de fracturas ósseas ocorridas em

ensaios

clínicos,

randomizados,

controlados,

duplamente

cegos,

mais

8.100 doentes com pioglitazona e 7.400 doentes com comparador em tratamento até

3,5 anos, observou-se um aumento da incidência de fracturas ósseas nas mulheres.

Observaram-se

fracturas

2,6%

mulheres

tomarem

pioglitazona,

comparativamente com 1,7% de mulheres tratadas com comparador. Não se observou um

aumento nos índices de fracturas em homens tratados com pioglitazona (1,3%) versus o

comparador (1,5%).

A incidência de fracturas calculada foi de 1,9 fracturas por cada 100 doentes ano em

mulheres tratadas com pioglitazona e 1,1 fracturas por cada 100 doentes ano em mulheres

tratadas com comparador. O excesso de risco de fracturas observado para as mulheres a

tomarem pioglitazona neste conjunto de dados, é por isso de 0,8 fracturas por 100 doentes

ano de utilização.

No estudo de 3,5 anos sobre risco cardiovascular, PROactive, 44/870 (5,1%; 1,0 fracturas

por 100 doentes ano) de doentes do sexo feminino tratadas com pioglitazona tiveram

fracturas, comparativamente com 23/905 (2,5%; 0,5 fracturas por 100 doentes ano) de

doentes do sexo feminino tratadas com comparador. Não se observou um aumento das

taxas de fracturas em homens tratados com pioglitazona (1,7%) versus comparador

(2,1%).

O risco de fracturas deve ser tido em conta no acompanhamento a longo prazo de

mulheres tratadas com pioglitazona.

Como consequência da acção aumentada da insulina, o tratamento com pioglitazona em

doentes

síndroma

ovário

poliquístico

pode

resultar

reaparecimento

ovulação. Estas doentes podem estar em risco de engravidar. As doentes devem ser

avisadas do risco de engravidar e se uma doente pretender engravidar ou ficar grávida o

tratamento deve ser descontinuado (ver secção 4.6).

A pioglitazona deverá ser utilizada com precaução durante a administração concomitante

de inibidores (p.ex. gemfibrozil) ou indutores (p.ex. rifampicina) do citocromo P450 2C8.

O controlo glicémico deverá ser cuidadosamente monitorizado. Deverá ser considerado o

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

ajuste de dose de pioglitazona dentro do regime posológico recomendado ou alterações

ao tratamento da diabetes (ver secção 4.5).

Os comprimidos de Tazmeglin contêm lactose mono-hidratada e por isso não devem ser

administrados

doentes

problemas

hereditários

intolerância

galactose,

deficiência de lactase de Lapp ou má absorção de glucose-galactase.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Os estudos de interacção demonstraram que a pioglitazona não possui efeitos relevantes

quer sobre a farmacocinética quer sobre a farmacodinâmica da digoxina, varfarina,

femprocumom e metformina.

A administração conjunta de pioglitazona com as sulfonilureias não parece afectar a

farmacocinética da sulfonilureia. Os estudos efectuados no ser humano não sugerem

indução do citocromo indutível principal P450, 1A, 2C8/9 e 3A4. Os estudos in vitro não

demonstraram uma inibição de qualquer subtipo do citocromo P450. Não se prevêem

interacções

substâncias

metabolizadas

estas

enzimas,

exemplo

contraceptivos orais; ciclosporina; bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da

HMGCoA reductase.

administração

concomitante

pioglitazona

gemfibrozil

inibidor

citocromo P450 2C8) originou um aumento de três vezes na AUC da pioglitazona. Dado

que existe um potencial aumento do risco de acontecimentos adversos dose-dependentes,

poderá ser necessária uma diminuição da dose de pioglitazona quando gemfibrozil for

administrado concomitantemente. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do

controlo

glicemia

(ver

secção

4.4).

co-administração

pioglitazona

rifampicina (um indutor do citocromo P450 2C8) originou uma diminuição de 54% na

AUC da pioglitazona. A dose de pioglitazona poderá ter que ser aumentada quando a

rifampicina

administrada

concomitantemente.

Deverá

considerada

monitorização cuidadosa do controlo da glicemia (ver secção 4.4).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados adequados em relação ao uso de pioglitazona em mulheres grávidas.

Estudos em animais demonstraram a existência de toxicidade reprodutiva (ver secção

5.3). Desconhecem-se os potenciais riscos para os humanos, uma vez que a pioglitazona

não deve ser usada durante a gravidez.

Amamentação

Demonstrou-se que a pioglitazona se encontra presente no leite de ratos fêmeas em fase

de aleitamento. Não se sabe se a pioglitazona é excretada no leite humano. A pioglitazona

não deve, por isso, ser administrada a mulheres que se encontram a amamentar.

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Fertilidade

estudos

fertilidade

animais

não

houve

efeito

índice

ejaculação,

fecundação ou na fertilidade.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Tazmeglin não tem ou tem um efeito negligenciável sobre a capacidade de conduzir ou

utilizar

máquinas. Contudo, os doentes que relataram distúrbios

visuais devem ser

cuidadosos quando conduzem ou utilizam máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reacções adversas notificadas em número superior ao placebo (

>

0,5%) e em mais do

que um caso isolado em doentes que receberam pioglitazona em estudos duplamente

cegos estão listadas abaixo, por termo preferencial MedDRA, por classe de sistema de

orgãos e frequência absoluta. As frequências são definidas como: muito frequentes

.1/10); frequentes (

1/100 a <1/10); pouco frequentes (

1/1.000 a

<

1/100); raros (

1/10.000 a <1/1.000); muito raros (

<

1/10.000); desconhecida (não pode ser calculada a

partir

dados

disponíveis).

reacções

adversas

são

apresentadas

ordem

decrescente de incidência e de gravidade.

Frequência das reacções adversas da pioglitazona por tratamento

Combinação

Reacção

Adversa

Mono-

terapia

metformin

sulfo-

nilureia

metformina

sulfo-

nilureia

insulina

Infecções

Infestações

infecção

aparelho

respiratório

superior

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

bronquite

frequente

sinusite

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

Doenças

sangue

sistema linfático

anemia

frequentes

Doenças

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Frequência das reacções adversas da pioglitazona por tratamento

Combinação

Reacção

Adversa

Mono-

terapia

metformin

sulfo-

nilureia

metformina

sulfo-

nilureia

insulina

metabolismo

da nutrição

hipoglicemia

pouco

frequentes

muito

frequentes

frequentes

aumento

apetite

pouco

frequentes

Doenças

sistema nervoso

hipoestesia

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

cefaleia

frequentes

pouco

frequentes

tontura

frequentes

insónia

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

Afecções

oculares

disturbios

visuais

frequentes

frequentes

pouco

frequentes

edema macular

desconhec

i-da

desconheci

desconhec

i-da

desconheci-

desconheci-

Afecções

ouvido

labirinto

vertigo

pouco

frequentes

Cardiopatias

insuficiência

cardíaca

frequentes

Neoplasias

benignas

malignas

não

especificadas

(incl.

quistos

polipos)

cancro da bexiga

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

pouco

frequentes

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Frequência das reacções adversas da pioglitazona por tratamento

Combinação

Reacção

Adversa

Mono-

terapia

metformin

sulfo-

nilureia

metformina

sulfo-

nilureia

insulina

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

dispneia

frequentes

Doenças

gastrointestinais

flatulência

pouco

frequentes

frequentes

Afecções

tecidos

cutâneos

e subcutâneos

sudação

pouco

frequentes

Afecções

musculoesqueléti

cas e dos tecidos

comjuntivos

fractura óssea

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

artralgias

frequentes

frequentes

frequentes

lombalgia

frequentes

Doenças renais e

urinárias

hematúria

frequentes

glicosuria

pouco

frequentes

proteinuria

pouco

frequentes

Doenças

õrgãos genitais e

da mama

disfunção eréctil

frequentes

Perturbações

gerais

alterações

local

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Frequência das reacções adversas da pioglitazona por tratamento

Combinação

Reacção

Adversa

Mono-

terapia

metformin

sulfo-

nilureia

metformina

sulfo-

nilureia

insulina

administração

edema

muito

frequentes

fadiga

pouco

frequentes

Exames

complementares

de diagnóstico

aumento

peso

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

frequentes

aumento

creatinina

fosfoquinase

sangue

frequentes

desidrogenase

láctica

aumentada

pouco

frequentes

alanina

aminotransferase

aumentada

desconhec

i-da

desconheci

desconhec

i-da

desconheci-

desconheci-

Foram

notificadas

afecções

oculares

principalmente

princípio

tratamento,

relacionadas com alterações na glicemia devido a alteração temporária na turgescência e

índice

refracção

cristalino

como

verifica

outros

agentes

hipoglicemiantes.

Foi notificado edema em 6–9% dos doentes tratados com pioglitazona por mais de um

ano,

ensaios

clínicos

controlados.

percentagens

edema

grupos

comparadores (sulfonilureia, metformina) foram 2–5%. As notificações de edema foram

geralmente

ligeiras

moderadas

habitualmente

não

obrigaram

suspender

tratamento.

Em ensaios clínicos controlados a incidência de ocorrências de insuficiência cardíaca em

doentes tratados com pioglitazona foi a mesma que nos grupos de doentes tratados com

placebo, metformina e sulfonilureia, mas aumentou quando utilizada em terapêutica de

combinação com insulina. Num ensaio em doentes com doença macrovascular grave pré-

existente, a incidência de

insuficiência cardíaca grave

foi 1,6%

mais elevada com

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

pioglitazona do que com placebo, quando se adicionou a terapêutica que incluía insulina.

No entanto, isto não levou a um aumento da mortalidade neste ensaio. Foi notificada

muito

raramente

insuficiência

cardíaca

pioglitazona

comercializada,

mais

frequententemente quando a pioglitazona foi utilizada em combinação com insulina ou

em doentes com história de insuficiência cardíaca.

Foi efectuada uma análise dos efeitos adversos notificados de fracturas ósseas ocorridos

em ensaios clínicos, randomizados, controlados com comparador, duplamente cegos, em

mais de 8.100 doentes nos grupos tratados com pioglitazona e 7.400 doentes nos grupos

tratados com comparador até 3,5 anos. Observou-se uma taxa de fracturas mais elevada

mulheres a tomarem pioglitazona (2,6%) versus o comparador (1,7%). Não se

observou um aumento das taxas de fracturas em homens tratados com pioglitazona

(1,3%) versus o comparador (1,5%). No estudo de 3,5 anos, PROactive, 44/870 (5,1%) de

doentes do sexo feminino tratadas com pioglitazona tiveram fracturas, comparativamente

com 23/905 (2,5%) de doentes do sexo feminino tratadas com comparador. Não se

observou um aumento das taxas de fracturas em homens tratados com pioglitazona

(1,7%) versus comparador (2,1%).

Em ensaios clínicos controlados com comparador activo, a média de aumento de peso

com pioglitazona administrada como monoterapia foi de 2-3 kg durante um ano. Isto é

semelhante ao verificado no grupo do comparador activo, sulfonilureia. Em ensaios

clínicos de combinação a pioglitazona adicionada à metformina resultou numa média de

aumento de peso de 1,5 kg, durante um ano e adicionada à sulfonilureia de 2,8 kg. Nos

grupos comparadores a adição de sulfonilureia à metformina resultou numa média de

aumento de peso de 1,3 kg e a adição de metformina à sulfonilureia numa média de perda

de peso de 1,0 kg.

Em ensaios clínicos com pioglitazona, a incidência de elevações da ALT três vezes

superiores ao limite máximo do normal foi igual ao placebo mas inferior ao verificado

nos grupos comparadores com metformina e com sulfonilureia. Os níveis médios de

enzimas

hepáticas diminuíram com o tratamento com pioglitazona. Casos raros de

elevação

enzimas

hepáticas

disfunção

hepatocelular

ocorreram

pós-

comercialização. Embora em casos muito raros tenham sido notificados resultados fatais,

não foi estabelecida uma relação causal.

4.9 Sobredosagem

Em estudos clínicos, existem doentes que tomaram doses mais elevadas de pioglitazona

do que a dose mais alta recomendada de 45 mg por dia. A dose mais alta notificada de

120 mg/dia durante quatro dias, seguida por 180 mg/dia durante sete dias, não esteve

associada a quaisquer sintomas.

Pode ocorrer hipoglicemia em combinação com as sulfonilureias ou insulina. Devem ser

tomadas medidas sintomáticas ou de suporte geral em caso de sobredosagem.

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.4.2. Hormonas e medicamentos usados no tratamento das

doenças

endócrinas.

Insulinas,

antidiabéticos

orais

glucagom.

Antidiabéticos

orais;

Código ATC: A10BG03.

Os efeitos da pioglitazona podem ser mediados por uma redução da resistência à insulina.

A pioglitazona parece actuar através da activação de receptores nucleares específicos

(gama

receptor

activado

pelo

proliferador

peroxissoma)

conduzindo

sensibilidade

aumentada

insulina

parte

células

hepáticas,

adiposas

músculo-esquelético em animais. Foi demonstrado que o tratamento com pioglitazona

reduz a produção hepática de glicose e aumenta a eliminação periférica de glicose no

caso de resistência à insulina.

O controlo glicémico pós-prandial e em jejum melhora em doentes com diabetes mellitus

tipo 2. O controlo glicémico melhorado está associado a uma redução nas concentrações

de insulina plasmática pós-prandial e em jejum. Um ensaio clínico com pioglitazona

versus gliclazida em monoterapia, foi alargado até dois anos, de modo a avaliar o tempo

até à falência do tratamento (definido pelo aparecimento de HbA

8,0% após os

primeiros seis meses de tratamento). A análise Kaplan-Meier mostrou um menor período

tempo

até

falência

tratamento

doentes

tratados

gliclazida,

comparativamente com pioglitazona. Aos dois anos, o controlo da glicemia (definido

como

<

8,0%)

manteve-se

doentes

tratados

pioglitazona,

comparativamente com 50% de doentes tratados com gliclazida. Num ensaio clínico de

terapêutica

combinação,

duração

dois

anos

comparou

pioglitazona com a gliclazida como adjuvante da metformina, o controlo da glicemia

medido como alteração média do valor basal de HbA

, foi semelhante entre os grupos de

tratamento após um ano. A taxa de deterioração de HbA

durante o segundo ano, foi

menor com pioglitazona do que com gliclazida.

ensaio

clínico

controlado

placebo,

doentes

controlo

glicemia

inadequado apesar dum período de optimização de três meses com insulina, foram

randomizados para pioglitazona ou placebo durante 12 meses. Os doentes a tomarem

pioglitazona tiveram uma redução média da HbA

de 0,45% comparativamente com os

que continuaram a tomar unicamente insulina e uma redução na dose de insulina no

grupo tratado com pioglitazona.

A análise HOMA mostra que a pioglitazona melhora a função da célula beta, assim como

aumenta

sensibilidade

insulina.

Ensaios

clínicos

dois

anos

duração

demonstraram a manutenção deste efeito.

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Em ensaios clínicos de um ano de duração, a pioglitazona provocou de modo consistente,

redução

estatisticamente

significativa

relação

albumina/creatinina

comparativamente com o valor basal.

O efeito de pioglitazona (45 mg monoterapia vs. placebo) foi estudado num pequeno

estudo de 18 semanas em diabéticos tipo 2. À pioglitazona foi associada um aumento de

peso

significativo.

gordura

visceral

diminuiu

significativamente,

enquanto

gordura extra-abdominal

aumentou. Alterações

similares

na distribuição da gordura

corporal com pioglitazona foram acompanhadas de uma melhoria de sensibilidade para a

insulina.

maioria

ensaios

clínicos,

foram

observadas

reduções

total

triglicéridos no plasma e de ácidos gordos livres e aumento nos níveis de colesterol HDL

quando comparadas com placebo, com um aumento pequeno, mas não clinicamente

significativo dos níveis de colesterol LDL.

Em ensaios clínicos até dois anos de duração, a pioglitazona reduziu os triglicéridos e os

ácidos

gordos

livres

totais

plasma

aumentou

níveis

colesterol

HDL,

comparativamente ao placebo, metformina ou gliclazida. A pioglitazona não provocou

aumentos estatisticamente significativos nos níveis de colesterol LDL, comparativamente

ao placebo, enquanto se observaram reduções com metformina e gliclazida. Num ensaio

de 20 semanas, a pioglitazona, para além de reduzir os triglicéridos em jejum, reduziu a

hipertrigliceridemia

pós-prandial

através

efeito

quer

sobre

triglicéridos

absorvidos quer sobre os triglicéridos sintetizados hepaticamente. Estes efeitos foram

independentes dos efeitos da pioglitazona sobre a glicémia e foram do ponto de vista

estatistico, significativamente diferentes da glibenclamida.

No ensaio cardiovascular PROactive, 5.238 doentes com diabetes

mellitus tipo 2 e

doença macrovascular grave pré-existente, foram randomizados para pioglitazona ou

placebo em adição a terapêutica antidiabética e cardiovascular existente durante 3,5 anos.

A população do estudo tinha uma média de 62 anos; a duração média da diabetes era

9,5 anos.

Aproximadamente

terço

doentes

estavam

receber

insulina

combinação com metformina e/ou uma sulfonilureia. A fim de serem doentes elegíveis

tinham que ter uma ou mais das seguintes condições: enfarte do miocárdio, acidente

vascular

cerebral,

intervenção

cardíaca

percutânea

enxerto

bypass

arterial

coronário,

síndrome

coronário

agudo,

doença

arterial

coronária

doença

arterial

obstrutiva periférica. Quase metade dos doentes tinham tido anteriormente um enfarte do

miocárdio

aproximadamente

tinham

tido

acidente

vascular

cerebral.

Aproximadamente metade da população do ensaio tinha, pelo menos, duas histórias

cardiovasculares como critério de entrada. Quase todos os indivíduos (95%) estavam a

receber medicação cardiovascular (bloqueadores beta, inibidores de ECA, antagonistas da

angiotensina II, bloqueadores do canal de cálcio, nitratos, diuréticos, aspirina, estatinas,

fibratos).

Apesar do ensaio ter falhado no que diz respeito ao objectivo primário, que era o

conjunto de mortalidade por qualquer causa, enfarte de miocárdio não fatal, acidente

vascular cerebral, síndrome coronário agudo, amputação major dos membros inferiores,

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

revascularização coronária e revascularização dos membros inferiores, os resultados

sugerem que não existem preocupações cardiovasculares a longo prazo, no que diz

respeito ao uso de pioglitazona. No entanto, aumentaram as incidências de edema,

aumento de peso e insuficiência cardíaca. Não se observou aumento na mortalidade

devido a insuficiência cardíaca.

População Pediátrica

Agência

Europeia

Medicamentos

dispensou

obrigação

submissão

resultados dos estudos com pioglitazona em todos os sub-grupos da população pediátrica

da Diabetes Mellitus Tipo 2. Ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após

administração

oral,

pioglitazona

rapidamente

absorvida,

pico

concentrações plasmáticas da pioglitazona inalterada é geralmente obtido 2 horas após

administração. Foram observados aumentos proporcionais da concentração plasmática

com doses entre 2 e 60 mg. O estado de equilíbrio é atingido após 4 a 7 dias. A dosagem

repetida não resulta em acumulação do composto ou metabolitos. A absorção não é

influenciada pela ingestão de alimentos. A biodisponibilidade absoluta é superior a 80%.

Distribuição

O volume de distribuição estimado em seres humanos é de 0,25 l/kg.

pioglitazona

todos

seus

metabolitos

activos

estão

extensamente

ligados

proteínas plasmáticas (> 99%).

Biotransformação

A pioglitazona sofre uma extensa metabolização no fígado por hidroxilação dos grupos

metilenoalifáticos. Esta metabolização faz-se predominantemente através do citocromo

P450 2C8 embora outras isoformas possam estar envolvidas em menor grau. Três dos

seis metabolitos identificados são activos (M-II, M-III e M-IV). Quando a actividade,

concentrações e ligação às proteínas são tomadas em consideração, a pioglitazona e o

metabolito M-III contribuem igualmente para a eficácia. Nesta base a contribuição do M-

IV para a eficácia é aproximadamente três vezes a da pioglitazona, enquanto a eficácia

relativa do M-II é mínima.

Os estudos in vitro não demonstraram qualquer evidência de inibição por parte da

pioglitazona de qualquer subtipo do citocromo P450. Não há qualquer indução das

principais isoenzimas indutíveis do P450 no ser humano, 1A, 2C8/9 e 3A4.

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

Os estudos de interacção demonstraram que a pioglitazona não tem nenhum efeito

relevante quer na

farmacocinética quer

farmacodinâmica da digoxina,

varfarina,

femprocumom,

metformina.

administração

concomitante

pioglitazona

gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) ou com rifampicina (um indutor do

citocromo

P450

2C8)

originou

aumento

diminuição,

respectivamente,

concentrações de pioglitazona no plasma (ver secção 4.5).

Eliminação

Após administração oral de pioglitazona marcada radioactivamente no ser humano, esta

foi recuperada principalmente nas fezes (55%) e, em menor quantidade, na urina (45%).

animais,

apenas

possível

detectar

pequena

quantidade

pioglitazona

inalterada quer na urina quer nas fezes. A semi-vida média de eliminação plasmática da

pioglitazona inalterada no ser humano é de 5 a 6 horas e para o respectivo total de

metabolitos activos 16 a 23 horas.

Idosos

A farmacocinética no estado de equilíbrio é semelhante nos doentes com 65 anos ou mais

de idade e nos indivíduos jovens.

Doentes com compromisso renal

Em doentes com compromisso renal, as concentrações plasmáticas de pioglitazona e dos

respectivos metabolitos são mais baixas do que as observadas nos indivíduos com função

renal normal, mas a depuração oral do fármaco original é semelhante. Deste modo, a

concentração de pioglitazona livre (não ligada) mantém-se inalterada.

Doentes com compromisso hepático

A concentração plasmática total de pioglitazona mantém-se inalterada, mas com um

volume

distribuição

aumentado.

depuração

intrínseca

portanto,

reduzida,

associada a uma fracção superior de pioglitazona não ligada.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em estudos toxicológicos, a expansão do volume plasmático com hemodiluição, anemia

e hipertrofia cardíaca excêntrica reversível foi consistentemente aparente após doses

repetidas em ratinhos, ratos, cães e macacos. Além disso, observou-se um aumento da

deposição e infiltração de gordura. Estes resultados foram observados em várias espécies

em concentrações plasmáticas

a 4 vezes a exposição clínica. A restrição do crescimento

fetal foi aparente em estudos em animais com pioglitazona. Este facto foi atribuído à

acção da pioglitazona ao diminuir a hiperinsulinémia materna e ao aumento da resistência

insulina

ocorre

durante

gravidez,

reduzindo

assim

disponibilidade

substratos metabólicos no crescimento fetal. Não é clara a relevância de tal mecanismo

nos humanos (ver secção 4.6).

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

A pioglitazona não teve potencial genotóxico num número exaustivo de ensaios de

genotoxicidade

vitro

vivo.

Parece

havido

incidência

superior

hiperplasia (machos e fêmeas) e tumores (machos) do epitélio da bexiga em ratos tratados

com pioglitazona durante um período máximo de 2 anos.

A formação e presença de cálculos renais com subsequente irritação e hiperplasia foi

documentada como sendo o mecanismo de base para a resposta tumorigénica observada

no rato macho. Um estudo mecanicista de 24 meses em ratos machos demonstrou que a

administração

pioglitazona

resultou

aumento

incidência

alterações

hiperplásicas na bexiga. A acidificação da dieta diminuiu significativamente a incidência

de tumores, mas não a eliminou. A presença de microcristais exacerbou a resposta

hiperplásica,

não tendo

sido,

contudo,

considerada

causa

primária

alterações

hiperplásicas. A relevância para o ser humano destes resultados tumorigénicos no rato

macho não pode ser excluída.

Não se verificou qualquer resposta tumorigénica em ratinhos de ambos os sexos. Não foi

observada hiperplasia da bexiga em cães ou macacos tratados com pioglitazona durante

um período máximo de 12 meses.

Num modelo animal com polipose adenomatosa familiar (FAP), o tratamento com outras

duas tiazolidinedionas, aumentou a multiplicidade de tumores no cólon. Desconhece-se a

relevância destes resultados.

Avaliação do Risco Ambiental: não é esperado nenhum impacto ambiental do uso clínico

da pioglitazona.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose mono-hidratada

Carmelose cálcica

Hidroxipropilcelulose

Estearato de magnésio.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

APROVADO EM

30-11-2011

INFARMED

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PA/Alu/PVC/Alu, embalagens de 14, 28, 30, 50, 56, 90 e 98 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Preauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Specifar S.A.

1, 28 Octovriou str., Ag. Varvara,

123 51 Athens

Grécia

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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