Tarivid 400 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ofloxacina
Disponível em:
Sanofi-Aventis - Produtos Farmacêuticos, S.A
Código ATC:
J01MA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ofloxacin
Dosagem:
400 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Ofloxacina 400 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 8 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.1.10 Quinolonas
Área terapêutica:
ofloxacin ofloxacin
Resumo do produto:
3588886 - Blister 8 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: ambiente de 25°C - Não comercializado - 10031211 - ; 2403798 - Blister 8 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: ambiente de 25°C - Não comercializado - 10031211 -
Status de autorização:
Revogado (04 de Maio de 2011)
Número de autorização:
6/3/92
Data de autorização:
1996-04-27

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-

lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Neste folheto:

1. O que é Tarivid 400 e para que é utilizado

2. Antes de tomar Tarivid 400

3. Como tomar Tarivid 400

4. Efeitos secundários possíveis

5. Conservação de Tarivid 400

6. Outras informações

TARIVID 400

1 comprimido revestido contém 400 mg de ofloxacina

- A substância activa é a ofloxacina

- Os outros ingredientes são: lactose, amido de milho, glicolato de sódio, hipromelose,

carmelose sódica, estearato de magnésio; o revestimento contém hipromelose, macrogol,

polissorbato 80, dióxido de titânio (E 171), e óxido amarelo de ferro (E 172).

O Titular da Autorização de Introdução no Mercado é a

Sanofi-Aventis - Produtos Farmacêuticos,S.A.

Empreendimento Lagoas Park - Edifício 7, 3ºAndar

2740-244 Porto Salvo

1. O QUE É TARIVID 400 E PARA QUE É UTILIZADO

Classificação farmacoterapêutica: Grupo 1.10 Antibacterianos - Quinolonas

Comprimidos

revestidos,

ranhura

central,

contendo

cada

ofloxacina, em embalagens com 8 comprimidos.

O Tarivid está indicado no tratamento das seguintes infecções bacterianas, quando estas sejam

devidas a agentes sensíveis à ofloxacina:

Infecções

urinárias

não

complicadas

(ex.cistite)

provocadas

E.coli

Klebsiella

pneumoniae

- Infecções urinárias não complicadas provocadas por outros agentes

- Infecções urinárias complicadas

- Uretrite e cervicite aguda gonocócica não complicadas

- Uretrite e cervicite aguda não gonocócica provocada por Chlamidia trachomatis

- Doença inflamatória pélvica aguda

- Prostatite por E.coli

- Infecções do tracto respiratório superior – otite média aguda, otite externa, sinusite, faringite e

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laringite

Pneumonia

adquirida

comunidade

provocada

Streptococcus

pneumoniae

Haemophilus influenza

- Exacerbações agudas da brônquite crónica provocadas por Streptococcus pneumoniae ou

Haemophilus influenza

- Infecções da pele não complicadas provocadas por Staphylococcus aureus, Streptococcus

pyogenes ou Proteus mirabilis.

- Profilaxia de gastroenterites infecciosas (diarreia do viajante)

- Infecções da cavidade abdominal incluindo as da pequena bacia;

- - Infecções dos ossos e articulações;

Prevenção

infecções

(profilaxia

infecções,

também

descontaminação

selectiva do intestino) em doentes com redução significativa das resistências (por

exemplo, em estado neutropénico).

O TARIVID é bactericida. As seguintes estirpes podem considerar-se sensíveis à

substância:

Aeromonas hydrophila

Branhamella catarrhalis

Brucella spp

Chlamydia trachomatis

Citrobacter

Clostridium perfringens

Enterobacter

Escherichia coli

Haemophilus ducreyi

Haemophilus influenzae and parainfluenzae

Helicobacter coli

Helicobacter jejuni

Klebsiella oxytoca

Legionella

Moraxella morganii

Mycoplasma hominis

Neisseria gonorrhoeae

Neisseria meningitidis

Plesiomonas

Proteus indol +

Proteus mirabilis, Proteus vulgaris

Salmonella

Serratia

Shigella

Staphylococcus aureus methi-S

Staphylococcus coagulase negative

Yersinia enterolytica

Estirpes de sensibilidade parcial

Acinetobacter

Cocos anaeróbios Gram positivos

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Bacteroides fragilis

Chlamydia psittaci

Gardnerella vaginalis

Mycobacterium tuberculosis

Mycobacterium leprae

Pseudomonas aeruginosa

Streptococcus pneumoniae

Streptococcus spp

Estirpes resistentes

Acinetobacter baumannii

Clostridium difficile

Enterococos

Listeria monocytogenes

Staphylococci methi-R

Nocardia.

2. ANTES DE TOMAR TARIVID 400

Não tome Tarivid 400:

- se tem hipersensibilidade à ofloxacina ou a qualquer outro ingrediente de Tarivid;

- se sofrer de epilepsia;

- se tiver problemas tendinosos (por ex. tendinites) relacionados com a administração de

antibióticos da classe das fluoroquinolonas;

- se estiver grávida ou a amamentar uma criança

O Tarivid destina-se só a adultos e não deve ser dado a crianças ou adolescentes em fase de

crescimento, pois poderia lesar a cartilagem dos ossos em crescimento.

Tome especial cuidado com Tarivid 400:

- Se tiver diarreia, particularmente se for severa, persistente e/ou com perda de sangue, durante

após

tratamento

ofloxacina,

pode

sintomática

colite

pseudo-

membranosa. Se se suspeitar de colite pseudo-membranosa o Tarivid deve ser interrompido

imediatamente.

Deverá

iniciada

terapêutica

antibióticos

específicos

mais

rapidamente possível (i.e. vancomicina via oral, teicoplanina via oral ou metronidazol). Nesta

situação clínica, os produtos inibidores da peristáltise estão contra-indicados.

- Como para as outras quinolonas, o Tarivid deve ser usado com extrema precaução em doentes

com predisposição para convulsões. Estes doentes podem ser doentes com lesões pré-existentes

do Sistema Nervoso Central, em tratamento concomitante com o fenbufen e medicamentos anti-

inflamatórios não esteróides similares ou com medicamentos que baixem o limiar convulsivo

cerebral, tais como a teofilina. (Ver secção: Tomar Tarivid com outros medicamentos)

- As tendinites, raramente observadas com quinolonas, podem ocasionalmente conduzir à

ruptura, envolvendo particularmente o tendão de Aquiles. Os doentes idosos tem uma maior

predisposição

para

tendinites.

risco

ruptura

tendão

pode

aumentar

pela

administração de corticosteróides. Se se suspeitar de tendinite, o tratamento com Tarivid deve

interrompido

imediatamente.

Deverá

iniciado

tratamento

apropriado

(p.ex.

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imobilização) para o tendão afectado.

A ofloxacina deve ser administrada com precaução em doentes com insuficiência hepática e/ou

renal, sendo necessário proceder-se ao ajuste posológicos nestes doentes (Ver secção 3. Como

tomar Tarivid)

- Devido ao risco de fotosensibilização, a exposição à luz solar forte e às radiações UV devem

ser evitadas durante o tratamento com Tarivid.

- Como com outros antibióticos, a utilização de Tarivid, particularmente se prolongada, pode

provocar o sobrecrescimento de organismos não sensíveis. É essencial uma avaliação repetida

do estado do doente. Se ocorrer uma infecção secundária durante a terapêutica, devem ser

tomadas medidas apropriadas.

- Este medicamento contém lactose, pelo que não deve ser administrado a indivíduos com

tolerância a esta substância.

Gravidez

Tarivid é contra-indicado durante a gravidez. (Ver secção 2. Antes de tomar Tarivid).

Aleitamento

Uma vez que a ofloxacina é excretada no leite materno, o aleitamento ou o tratamento

devem ser interrompidos devido ao risco para o bébé. (Ver secção 2. Antes de tomar

Tarivid).

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Alguns efeitos indesejáveis (p.ex. tonturas/vertigens, sonolência e perturbações visuais)

podem perturbar a capacidade de concentração e de reacção do doente, e como tal podem

constituir um risco em situações onde essas capacidades tenham especial importância

(p.ex. conduzir um carro ou utlizar máquinas).

Tomar Tarivid com outros medicamentos:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.

Antiácidos

Antiácidos contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato

de alumínio, zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Tarivid e assim

a sua eficácia terapêutica. O Tarivid deverá ser administrado aproximadamente 2 horas

separado da administração de antiácidos.

Teofilina, fenbufen ou anti-inflamatórios não esteróides similares

Pode ocorrer um abaixamento pronunciado do limiar cerebral convulsivo quando as

quinolonas

são

administradas

simultaneamente

teofilina,

medicamentos

anti-

inflamatórios não esteróides, ou outros agentes que diminuam o limiar convulsivo.

Antagonistas da Vitamina K

Os testes de coagulação devem ser monitorizados em doentes tratados com antagonistas

da vitamina K devido a um possível aumento do efeito dos derivados da cumarina

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Glibenclamida

A ofloxacina pode causar um ligeiro aumento das concentrações séricas da glibenclamida

administrada simultaneamente; como tal é recomendável que os doentes medicados

simultaneamente com ofloxacina e glibenclamida sejam estreitamente monitorizados.

Probenecida, cimetidina, furosemida, ou metotrexato.

Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração

uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são

administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção

tubular (tais como probenecida, cimetidina, furosemida ou metotrexato).

A ofloxacina pode interferir com a resposta imunológica à vacina viva para a febre tifóide,

pelo que se recomenda a interrupção do tratamento com este fármaco 24 horas antes da

administração da vacina.

3. COMO TOMAR TARIVID 400

Tomar Tarivid sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

Quando não for indicado de outro modo é a seguinte a posologia recomendada:

Diagnóstico

Posologia

Duração do tratamento

Infecções urinárias não

complicadas (ex.cistite)

provocadas por E.coli e Klebsiella

pneumoniae

200 mg 2xdia

3 dias

Infecções urinárias não

complicadas provocadas por outros

agentes

200 mg 2xdia

7 dias

Infecções urinárias complicadas

200 mg 2xdia

10 dias

Uretrite e cervicite aguda

gonocócica não complicadas

400 mg

Toma única

Uretrite e cervicite aguda não

gonocócica provocada por

Chlamidia trachomatis

300 mg 2xdia

7 dias

Doença inflamatória pélvica aguda

400 mg 2xdia

14 dias*

Prostatite por E.coli

300 mg 2xdia

6 semanas

Infecções do tracto respiratório

superior

300 a 800 mg

(dividido em 2

ou 3 doses)

3 a 58 dias**

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Pneumonia adquirida na

comunidade

400 mg 2xdia

10 dias

Infecções da pele não complicadas

400 mg 2xdia

10 dias

Exacerbações agudas da brônquite

crónica

400 mg 2x/dia

10 dias

Diarreia do viajante

300 mg 1x/dia

Começar 24 horas antes da

chegada e continuar até 48

horas após a partida da

região endémica.***

* pode ser associado ao esquema terapêutico metronidazol 500 mg 2xdia

**consoante a gravidade da patologia (otite média aguda-200 mg; 2xdia durante 10 dias. Otite

invasiva externa provocada por pseudomonas aeruginosa – 400 mg; 2xdia durante 30 a 58 dias

na doença moderada a grave, respectivamente)

*** durante o período máximo de 3 semanas

Nas Infecções dos ossos e articulações a posologia recomendada é de 400 mg/dia e nas

Infecções da cavidade abdominal é de 400 mg/dia.

No caso de ser necessário, pode aumentar-se a dose diária até 600 ou 800 mg/dia na presença de

agentes patogéneos de sensibilidade variada, em infecções graves ou se a resposta à terapêutica

for insuficiente. O mesmo se aplica às infecções complicadas: nestes casos, o Tarivid deve-se

administrar em duas doses diárias.

Na prevenção de infecções em doentes com redução da resistência a infecções, recomenda-se a

administração de 400 a 600 mg/dia.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Nos doentes com insuficiência renal, como determinado pela clearance de creatinina ou pela sua

concentração

sérica,

primeira

dose

Tarivid

será

habitual,

seguindo-se

dose

manutenção seguinte:

Clearance da creatinina

Creatinina sérica

Dose de manutenção

50-20 ml/min.

1,5-5 mg/dl

100-200 mg/24 h

< 20 ml/min.

> 5 mg/dl

100 mg/24 h

Nos doentes submetidos a hemodiálise ou diálise peritoneal a dose inicial é de 200 mg, seguida

de 100 mg/ 24 horas como dose de manutenção.

Para as posologias acima mencionadas, devem utilizar-se os comprimidos de Tarivid 200.

Posologia na insuficiência hepática

A excreção de ofloxacina pode-se reduzir em doentes com perturbações graves da função

hepática (p.ex. cirrose hepática com ascite). Uma dose máxima diária de 400 mg de ofloxacina

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não deve portanto ser excedida.

Tipo e duração do tratamento

O Tarivid deve ser administrado sem mastigar, com um pouco de líquido, em jejum ou durante

as refeições.

Os doentes em tratamento com Tarivid não devem expor-se desnecessariamente à luz solar forte

e evitarem raios UV (solários, lâmpadas de UV).

A duração do tratamento depende da sensibilidade do agente causal e do quadro clínico. Deve

ser feito o isolamento cultural do agente etiológico/patológico Assim, tal como sucede com

outros medicamentos antibacterianos, o tratamento com Tarivid deve continuar pelo menos 3

dias depois da melhoria da sintomatologia clínica e da normalização da temperatura. Na maioria

dos casos de infecções agudas é suficiente um tratamento de 7 a 10 dias.

Até se dispor de maior experiência a duração do tratamento não deve ultrapassar 2 meses.

È necessário o controlo analítico da urina em doentes com esquemas posológicos que incluam

doses superiores à recomendada, para pesquisa da cristalúria.

Se tomar mais Tarivid do que deveria:

São de esperar sintomas relacionados com o SNC como confusão, tonturas, alterações da

consciência e eventuais convulsões assim como sinais gastrointestinais como náusea e erosões

da mucosa.

No caso de sobredosagem, deverá ser implementada uma lavagem gástrica e um tratamento

sintomático apropriado. Não existe um antídoto específico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como os demais medicamentos, Tarivid 400 pode ter efeitos secundários.

Os efeitos indesejáveis descritos nesta secção, têm como base dados de ensaios clínicos e a

experiência pós-marketing.

As frequências são definidas segundo a seguinte convenção: muito frequentes (>1/10),

frequentes (>1/100, = 1/10), pouco frequentes (>1/1000, =1/100), raros (>1/10000, =1/1000),

muito raros (=1/10000), incluindo comunicações isoladas.

Reacções anafiláticas/óides, recações mucocutâneas

Pouco frequentes: prurido, rash, ardor nos olhos, tosse irritante, catarro nasal

Raros: reacções anafiláticas/óides tais como urticária, angioedema, dispneia/broncoespasmo,

rubor, suor, erupção pustular

Muito

raros:

choque

anafilático/óide,

eritema

multiforme,

necrose

epidérmica

tóxica,

fotosensibilização, erupção cutânea, púrpura vascular, vasculite que em casos excepcionais

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pode originar necrose da pele.

Comunicações isoladas: Síndroma Stevens-Johnson, dispneia grave

Afecções gastrointestinais, Doenças do metabolismo e nutrição

Pouco frequentes: dor abdominal, diarreia, naúseas, vómitos

Raros: anorexia, enterocolite que pode ser hemorrágica em casos isolados

Muito raros: Colite pseudomembranosa

Comunicações isoladas: hipoglicémia em diabéticos medicados com agentes hipoglicemiantes

Neurológicas

Pouco frequentes: agitação, tonturas/vertigens, cefaleias, transtornos do sono/insónia

Raros: reacções psicóticas (por ex. alucinação), ansiedade, confusão, pesadelos, depressão,

sonolência, distúrbios sensoriais periféricos tais como parestesia, alterações do paladar e do

olfacto, distúrbios visuais.

Muito raros: distúrbios auditivos tais como zumbido ou perda de audição, convulsões, sintomas

extra-piramidais ou outros distúrbios de coordenação muscular, hipoestesia.

Comunicações isoladas: reacções psicóticas e depressão com comportamento que pode pôr em

perigo o próprio doente.

Cardiovascular

Raros: hipotensão, taquicardia

Durante a infusão de Tarivid, pode ocorrer baixa da pressão arterial e taquicardia. A baixa de

pressão arterial pode, em casos muito raros, ser grave. Nestes casos deve suspender-se a

perfusão de Tarivid de imediato.

Afecções musculoesqueléticas

Raros: tendinite

Muito raros: artralgia, mialgia, ruptura de tendão (por ex. tendão de alquiles); como com outras

quinolonas este efeito indesejável pode ocorrer dentro de 48 horas após o inicio do tratamento e

ser bilateral.

Comunicações

isoladas:

rabdomiólise

e/ou

miopatia,

fraqueza

muscular

pode

especial importância em doentes com miastenia gravis.

Afeccções hepatobiliares

Raros: aumento das enzimas hepáticas (ALT, AST, LDH, gama-GT e/ou fosfatase alcalina) e

/ou bilirrubina

Muito raros: hepatite, que pode ser grave

Doenças renais e urinárias:

Raros: aumento da creatinina sérica

Muito raros: insuficiência renal aguda

Comunicações isoladas: nefrite intersticial aguda

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Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raros: anemia hemolítica, leucopénia, eosinofília, trombocitopénia

Comunicações isoladas: agranulocitose, pancitopenia, depressão da medula óssea

Outros

Pouco frequentes: desenvolvimento de microorganismos resistentes e sobrecrescimento de

fungos

Comunicações isoladas: pneumonite alérgica, ataques de porfíria em doentes com porfíria.

m porfíria

Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou

farmacêutico.

5. CONSERVAÇÃO DE TARIVID 400

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Não utilize Tarivid 400 após expirar o prazo de validade indicado na embalagem.

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Este folheto foi revisto pela última vez em Setembro de 2005.

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1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

TARIVID, 400 mg, comprimido revestido por película.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 400 mg de ofloxacina como substância activa.

Excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

O Tarivid está indicado no tratamento das seguintes infecções bacterianas quando estas sejam devidas a

agentes sensíveis à ofloxacina:

- Infecções urinárias não complicadas (ex.cistite) provocadas por E.coli e Klebsiella pneumoniae

- Infecções urinárias não complicadas provocadas por outros agentes

- Infecções urinárias complicadas

- Uretrite e cervicite aguda gonocócica não complicadas

- Uretrite e cervicite aguda não gonocócica provocada por Chlamidia trachomatis

- Doença inflamatória pélvica aguda

- Prostatite por E.coli

- Infecções do tracto respiratório superior – otite média aguda, otite externa, sinusite, faringite e laringite

- Pneumonia adquirida na comunidade provocada por Streptococcus pneumoniae ou Haemophilus

influenza

- Exacerbações agudas da brônquite crónica provocadas por Streptococcus pneumoniae ou Haemophilus

influenza

- Infecções da pele não complicadas provocadas por Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes ou

Proteus mirabilis.

- Profilaxia de gastroenterites infecciosas (diarreia do viajante)

- Infecções da cavidade abdominal incluindo as da pequena bacia;

- - Infecções dos ossos e articulações;

- Prevenção de infecções (profilaxia de infecções, também por descontaminação selectiva do

intestino) em doentes com redução significativa das resistências (por exemplo, em estado

neutropénico).

4.2. Posologia e modo de administração

A ofloxacina não deve ser utilizada antes do 18 anos de idade, uma vez que a sua eficácia e segurança

ainda não foi estabelecida.

Quando não for indicado de outro modo é a seguinte a posologia recomendada:

Diagnóstico

Posologia

Duração do tratamento

Infecções urinárias não complicadas

(ex.cistite) provocadas por E.coli e

Klebsiella pneumoniae

200 mg 2xdia

3 dias

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Diagnóstico

Posologia

Duração do tratamento

Infecções urinárias não complicadas

provocadas por outros agentes

200 mg 2xdia

7 dias

Infecções urinárias complicadas

200 mg 2xdia

10 dias

Uretrite e cervicite aguda gonocócica

não complicadas

400 mg

Toma única

Uretrite e cervicite aguda não

gonocócica provocada por Chlamidia

trachomatis

300 mg 2xdia

7 dias

Doença inflamatória pélvica aguda

400 mg 2xdia

14 dias*

Prostatite por E.coli

300 mg 2xdia

6 semanas

Infecções do tracto respiratório

superior

300 a 800 mg

(dividido em 2 ou

3 doses)

3 a 58 dias**

Pneumonia adquirida na comunidade

400 mg 2xdia

10 dias

Infecções da pele não complicadas

400 mg 2xdia

10 dias

Exacerbações agudas da brônquite

crónica

400 mg 2x/dia

10 dias

Diarreia do viajante

300 mg 1x/dia

Começar 24 horas antes da chegada e

continuar até 48 horas após a partida da

região endémica.***

* pode ser associado ao esquema terapêutico metronidazol 500 mg 2xdia

**consoante a gravidade da patologia (otite média aguda-200 mg; 2xdia durante 10 dias. Otite invasiva

externa provocada por Pseudomonas aeruginosa – 400 mg; 2xdia durante 30 a 58 dias na doença

moderada a grave, respectivamente)

*** durante o período máximo de 3 semanas

Nas Infecções dos ossos e articulações a posologia recomendada é de 400 mg/dia e nas Infecções da

cavidade abdominal é de 400 mg/dia.

No caso de ser necessário, pode aumentar-se a dose diária até 600 ou 800 mg/dia na presença de agentes

patogéneos de sensibilidade variada, em infecções graves ou se a resposta à terapêutica for insuficiente. O

mesmo se aplica às infecções complicadas: nestes casos, o Tarivid deve-se administrar em duas doses

diárias.

Na prevenção de infecções em doentes com redução da resistência a infecções, recomenda-se a

administração de 400 a 600 mg/dia.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Nos doentes com insuficiência renal, como determinado pela clearance de creatinina ou pela sua

concentração sérica, a primeira dose de Tarivid será a habitual, seguindo-se a dose de manutenção

seguinte:

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Clearance da creatinina

Creatinina sérica

Dose de manutenção

50-20 ml/min

1,5-5 mg/dl

100-200 mg/24 h

< 20 ml/min

> 5 mg/dl

100 mg/24 h

Nos doentes submetidos a hemodiálise ou diálise peritoneal a dose inicial é de 200 mg, seguida de 100

mg/ 24 horas como dose de manutenção.

Para as posologias acima mencionadas, devem utilizar-se os comprimidos de Tarivid 200.

Posologia na insuficiência hepática

A excreção de ofloxacina pode-se reduzir em doentes com perturbações graves da função hepática (p.ex.

cirrose hepática com ascite). Uma dose máxima diária de 400 mg de ofloxacina não deve portanto ser

excedida.

TIPO E DURAÇÃO DE TRATAMENTO

O Tarivid deve ser administrado sem mastigar, com um pouco de líquido, em jejum ou durante as

refeições.

A duração do tratamento depende da sensibilidade do agente causal e do quadro clínico. Deve ser feito o

isolamento cultural do agente etiológico/patológico Assim, tal como sucede com outros medicamentos

antibacterianos, o tratamento com Tarivid deve continuar pelo menos 3 dias depois da melhoria da

sintomatologia clínica e da normalização da temperatura. Na maioria dos casos de infecções agudas é

suficiente um tratamento de 7 a 10 dias.

Nas infecções a estreptococos beta-hemolíticos, p. ex.: amigdalite purulenta ou erisipela, a

duração do tratamento é de 10 dias no mínimo, para evitar complicações tardias como febre

reumática ou glomerulonefrite.

Nas salmoneloses a duração do tratamento é de 7 a 8 dias, em Shigelloses 3 a 5 dias e em

infecções intestinais por E.coli de 3 dias em média.

Nas infecções não complicadas das vias urinárias inferiores basta um tratamento durante 3 dias.

Até se dispor de maior experiência a duração do tratamento não deve ultrapassar 2 meses.

È necessário o controlo analítico da urina em doentes com esquemas posológicos que incluam

doses superiores à recomendada, para pesquisa da cristalúria.

4.3. Contra-indicações

O Tarivid não deve ser utilizado:

- Em doentes com hipersensibilidade à ofloxacina, outras quinolonas, ou a qualquer dos

excipientes;

- Em doentes com epilepsia;

- Em doentes com história de distúrbios tendinosos relacionados com a administração de

fluoroquinolonas;

- Em crianças ou adolescentes em fase de crescimento*;

- Durante a gravidez*;

- Em mulheres a amamentar*;

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* uma vez que, de acordo com os estudos em animais, não poder ser inteiramente excluído o

risco de danos na placa de cartilagem em organismos em crescimento.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Doença associada com o Clostridium difficile

A diarreia, particularmente se for severa, persistente e/ou com perda de sangue, durante ou após o

tratamento com a ofloxacina, pode ser sintomática de uma colite pseudo-membranosa. Se se suspeitar de

colite pseudo-membranosa o Tarivid deve ser interrompido imediatamente. Deverá ser iniciada uma

terapêutica

antibióticos

específicos

mais

rapidamente

possível

(i.e.

vancomicina

oral,

teicoplanina via oral ou metronidazol). Nesta situação clínica, os produtos inibidores da peristáltise estão

contra-indicados.

Doentes predispostos a convulsões

Como para as outras quinolonas, a ofloxacina deve ser usada com extrema precaução em doentes com

predisposição para convulsões.

Estes doentes podem ser doentes com lesões pré-existentes do Sistema Nervoso Central, em tratamento

concomitante com o fenbufen e medicamentos anti-inflamatórios não esteróides similares ou com

medicamentos

baixem

limiar

convulsivo

cerebral,

tais

como

teofilina.

(Ver

secção

4.5:

Interacções)

Tendinites

tendinites,

raramente

observadas

quinolonas,

podem

ocasionalmente

conduzir

ruptura,

envolvendo particularmente o tendão de Aquiles. Os doentes idosos tem uma maior predisposição para

tendinites. O risco de ruptura do tendão pode aumentar pela co-administração de corticosteróides. Se se

suspeitar de tendinite, o tratamento com Tarivid deve ser interrompido imediatamente.

Deverá ser iniciado tratamento apropriado (p.ex. imobilização) para o tendão afectado.

Doentes com perturbação da função renal e/ou hepática

A ofloxacina deve ser administrada com precaução em doentes com insuficiência hepática e/ou renal,

sendo necessário proceder-se ao ajuste posológicos nestes doentes (ver 4.2 Posologia e modo de

administração).

Prevenção da fotosensibilização

Devido ao risco de fotosensibilização, a exposição à luz solar forte e às radiações UV devem ser evitadas

durante o tratamento com Tarivid.

Infecções secundárias

Como com outros antibióticos, a utilização da ofloxacina, particularmente se prolongada, pode provocar

o sobrecrescimento de organismos não sensíveis. É essencial uma avaliação repetida do estado do doente.

Se ocorrer uma infecção secundária durante a terapêutica, devem ser tomadas medidas apropriadas.

Este medicamento contém lactose, pelo que não deve ser administrado a indivíduos com intolerância a

esta substância.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Antiácidos

Antiácios contendo hidróxidos de alumínio (incluindo sucralfato) e de magnésio, fosfato de alumínio,

zinco, ferro, podem reduzir a absorção dos comprimidos de Tarivid e assim a sua eficácia terapêutica. O

Tarivid deverá ser administrado aproximadamente 2 horas separado da administração de antiácidos.

Teofilina, fenbufen ou anti-inflamatórios não esteróides similares

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Não foram encontradas interacções farmacocinéticas entre a ofloxacina e a teofilina num ensaio clínico.

entanto, pode

ocorrer um abaixamento pronunciado do limiar cerebral convulsivo quando as

quinolonas são administradas simultaneamente com teofilina, medicamentos anti-inflamatórios não

esteróides, ou outros agentes que diminuam o limiar convulsivo.

Antagonistas da Vitamina K

Os testes de coagulação devem ser monitorizados em doentes tratados com antagonistas da vitamina K

devido a um possível aumento do efeito dos derivados da cumarina

Glibenclamida

A ofloxacina pode causar um ligeiro aumento das concentrações séricas da glibenclamida administrada

simultaneamente; como tal é recomendável que os doentes medicados simultaneamente com ofloxacina e

glibenclamida sejam estreitamente monitorizados.

Probenecida, cimetidina, furosemida, ou metotrexato.

Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma

perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas

concomitantemente

outros

medicamentos

sofrem

também

secreção

tubular

(tais

como

probenecida, cimetidina, furosemida ou metotrexato).

A ofloxacina pode inibir o crescimento do Mycobacterium tuberculosis e, como tal, pode dar resultados

falsos-negativos no diagnóstico bacteriológico da tuberculose.

A determinação de opiáceos ou porfirinas na urina pode dar resultados falsos-positivos durante o

tratamento com a ofloxacina.

A ofloxacina pode interferir com a resposta imunológica à vacina viva para a febre tifóide, pelo que se

recomenda a interrupção do tratamento com este fármaco 24 horas antes da administração da vacina.

4.6. Gravidez e aleitamento

Tarivid é contra-indicado durante a gravidez. (Ver secção 4.3 Contra-Indicações).

Uma vez que a ofloxacina é excretada no leite materno, o aleitamento n ou o tratamento devem

ser interrompidos devido ao risco para o bébé. (Ver secção 4.3 Contra-Indicações).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Alguns efeitos indesejáveis (p.ex. tonturas/vertigens, sonolência e perturbações visuais) podem perturbar

a capacidade de concentração e de reacção do doente, e como tal podem constituir um risco em situações

onde essas capacidades tenham especial importância (p.ex. conduzir um carro ou utilizar máquinas).

4.8. Efeitos indesejáveis

Os efeitos indesejáveis descritos nesta secção, têm como base dados de ensaios clínicos e a experiência

pós-marketing.

As frequências são definidas segundo a seguinte convenção: muito frequentes (>1/10), frequentes

(>1/100, = 1/10), pouco frequentes (>1/1000, =1/100), raros (>1/10000, =1/1000), muito raros

(=1/10000), incluindo comunicações isoladas.

Reacções anafiláticas/óides, recações mucocutâneas

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Pouco frequentes: prurido, rash, ardor nos olhos, tosse irritante, catarro nasal

Raros: reacções anafiláticas/óides tais como urticária, angioedema, dispneia/broncoespasmo, rubor, suor,

erupção pustular

Muito raros: choque anafilático/óide, eritema multiforme, necrose epidérmica tóxica, fotosensibilização,

erupção cutânea, púrpura vascular, vasculite que em casos excepcionais pode originar necrose da pele.

Comunicações isoladas: Síndroma Stevens-Johnson, dispneia grave

Afecções gastrointestinais, Doenças do metabolismo e nutrição

Pouco frequentes: dor abdominal, diarreia, naúseas, vómitos

Raros: anorexia, enterocolite que pode ser hemorrágica em casos isolados

Muito raros: Colite pseudomembranosa

Comunicações isoladas: hipoglicémia em diabéticos medicados com agentes hipoglicemiantes

Neurológicas

Pouco frequentes: agitação, tonturas/vertigens, cefaleias, transtornos do sono/insónia

Raros: reacções psicóticas (por ex. alucinação), ansiedade, confusão, pesadelos, depressão, sonolência,

distúrbios sensoriais periféricos tais como parestesia, alterações do paladar e do olfacto, distúrbios

visuais.

Muito raros: distúrbios auditivos tais como zumbido ou perda de audição, convulsões, sintomas extra-

piramidais ou outros distúrbios de coordenação muscular, hipoestesia.

Comunicações isoladas: reacções psicóticas e depressão com comportamento que pode pôr em perigo o

próprio doente.

Cardiovascular

Raros: hipotensão, taquicardia

Durante a infusão de Tarivid, pode ocorrer baixa da pressão arterial e taquicardia. A baixa de pressão

arterial pode, em casos muito raros, ser grave. Nestes casos deve suspender-se a perfusão de Tarivid de

imediato.

Afecções musculoesqueléticas

Raros: tendinite

Muito raros: artralgia, mialgia, ruptura de tendão (por ex. tendão de alquiles),; como com outras

quinolonas este efeito indesejável pode ocorrer dentro de 48 horas após o inicio do tratamento e ser

bilateral.

Comunicações

isoladas: rabdomiólise

e/ou

miopatia,

fraqueza muscular

pode

ser de

especial

importância em doentes com miastenia gravis.

Afeccções hepatobiliares

Raros: aumento das enzimas hepáticas (ALT, AST, LDH, gama-GT e/ou fosfatase alcalina) e /ou

bilirrubina

Muito raros: hepatite, que pode ser grave

Doenças renais e urinárias:

Raros: aumento da creatinina sérica

Muito raros: insuficiência renal aguda

Comunicações isoladas: nefrite intersticial aguda

Doenças do sangue e do sistema linfático

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Muito raros: anemia hemolítica, leucopénia, eosinofília, trombocitopénia

Comunicações isoladas: agranulocitose, pancitopenia, depressão da medula óssea

Outros

Pouco frequentes: desenvolvimento de microorganismos resistentes e sobrecrescimento de fungos

Comunicações isoladas: pneumonite alérgica, ataques de porfíria em doentes com porfíria.

4.9. Sobredosagem

São de esperar sintomas relacionados com o SNC como confusão, tonturas, alterações da

consciência e eventuais convulsões assim como sinais gastrointestinais como náusea e erosões

da mucosa.

No caso de sobredosagem, deverá ser implementada uma lavagem gástrica e um tratamento

sintomático apropriado. Não existe um antídoto específico.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.10 - Quinolonas;

Código ATC: JO1M AO1

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Antibiótico bactericida de síntese, pertencendo à família das fluoroquinolonas.

O modo principal de acção das quinolonas é a inibição específica da DNA girase da bactéria. Esta enzima

é necessária para a replicação, transcripção, reparação e recombinação do DNA. A sua inibição conduz a

uma expansão e desestabilização do DNA bacteriano e como tal a morte da célula.

Parece que certas quinolonas, incluindo a ofloxacina, apresentam uma segunda acção na célula bacteriana

não RNA-dependente, a qual potencia a eficácia bactericida. A natureza desta segunda acção ainda não

foi clarificada.

Estirpes sensíveis

Aeromonas hydrophila

Branhamella catarrhalis

Brucella spp

Chlamydia trachomatis

Citrobacter

Clostridium perfringens

Enterobacter

Escherichia coli

Haemophilus ducreyi

Haemophilus influenzae and parainfluenzae

Helicobacter coli

Helicobacter jejuni

Klebsiella oxytoca

Legionella

Moraxella morganii

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Mycoplasma hominis

Neisseria gonorrhoeae

Neisseria meningitidis

Plesiomonas

Proteus indol +

Proteus mirabilis, Proteus vulgaris

Salmonella

Serratia

Shigella

Staphylococcus aureus methi-S

Staphylococcus coagulase negative

Yersinia enterolytica

Estirpes de sensibilidade parcial

Para estas estirpes, a sensibilidade à ofloxacina depende da epidemiologia e nível de

resistência do país em causa.

Acinetobacter

Cocos anaeróbios Gram positivos

Bacteroides fragilis

Chlamydia psittaci

Gardnerella vaginalis

Mycobacterium tuberculosis

Mycobacterium leprae

Pseudomonas aeruginosa

Streptococcus pneumoniae

Streptococcus spp

Estirpes resistentes

Acinetobacter baumannii

Clostridium difficile

Enterococci

Listeria monocytogenes

Staphylococci methi-R

Nocardia.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

No indivíduo com funções renais normais:

Absorção

Após administração oral de ofloxacina no indivíduo em jejum, a absorção é importante e rápida,

aparecendo o pico sérico ao fim de uma hora em média.

Distribuição

A concentração sérica máxima, após uma toma única de 200 mg é compreendida entre 2,5 e 3

µg/ml.

A semi-vida sérica de eliminação é de 7 horas, e é independente da dose.

Após administrações repetidas, a concentração sérica não é notavelmente aumentada (factor

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

multiplicativo da ordem de 1,5), o que traduz uma fraca acumulação plasmática do produto.

A taxa de ligação às proteínas plasmáticas é cerca de 25%.

O volume aparente de distribuição é elevado: cerca de 2 l/Kg.

Metabolismo e Eliminação:

A biotransformação é inferior a 5%.

A excreção é essencialmente renal (80% a 90% da dose administrada são encontrados na urina sob forma

intacta). Os dois principais metabolitos encontrados na urina são o N-desmetil-ofloxacina e o N-óxido da

ofloxacina. Na bilis a ofloxacina encontra-se na forma glucurono-conjugado.

No indivíduo idoso:

Após uma toma única de 200 mg, a semi-vida é prolongada sem modificação importante da

concentração sérica máxima.

No indivíduo insuficiente renal:

A semi-vida é prolongada e as clearances total e renal são diminuídas em função do grau de

afecção renal (clearance da creatinina).

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade aguda

Os valores de DL50 após administração oral de ofloxacina foram superiores a 5000 mg/Kg

de peso corporal em ratinhos, 3590 mg/Kg de peso corporal em ratos e entre 500 e 1000

mg/Kg de peso corporal em macacos.

Os

valores

da

DL50

após

administração

intravenosa

da

ofloxacina

foram

de

aproximadamente 210 mg/Kg de peso corporal nos ratinhos e aproximadamente 270

mg/Kg de peso corporal em ratos.

Toxicidade sub-aguda e crónica

Nos estudos de toxicidade sub-aguda da ofloxacina via oral, os macacos toleraram doses

diárias de 60 mg/Kg sem apresentarem sinais de toxicidade sistémica. Com uma dose

diária

de

180

mg/Kg

de

peso

corporal,

2

dos

6

animais

desenvolveram

diarreia

e

subsequentemente morreram.

A administração diária de 200 mg/Kg de peso corporal a cães provocou alterações do

tracto intestinal e danos renais e hepáticos. Foram encontradas alterações degenerativas

idade - e dose – dependentes nas cartilagens articulares. Um tratamento diário durante 14

dias em cães adultos com 40 e 80 mg de ofloxacina por Kg de peso corporal não provocou

nenhuma

alteração

nas

cartilagens.

Desenvolveram-se

alterações

degenerativas

nas

articulações de cães com 7 meses de idade, aos quais tinham sido administradas doses de

50 e 200 mg/Kg de peso corporal, enquanto que os cães com 3 a 4 meses apresentaram

lesões nas cartilagens após administração diária de 20 mg/Kg de peso corporal; não foram

observadas alterações em cães jovens, aos quais foram administradas doses de 12.5 mg/Kg

de peso corporal.

Foram efectuadas experiências em ratos e cães para determinar a toxicidade sub-aguda

utilizando a ofloxacina:

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Os ratos desenvolveram convulsões após administração de 200 mg diárias de ofloxacina

por Kg de peso corporal, mas após administração de 20 e 63 mg/Kg de peso corporal não

foram observadas. Nos testes os animais jovens desenvolveram alterações morfológicas

dose-independentes. No entanto, em ratos adultos, a morfologia testicular permaneceu

inalterada.

Os cães toleraram sem sintomas clínicos uma dose diária IV de 4 mg/Kg de peso corporal.

Após administração diária de 10 e 25 mg/Kg de peso corporal, ocorreu de imediato pós-

injecção e dose-dependente uma vermelhidão na mucosa visível e intumescência da pele

na região da cabeça, apontando para libertação de histamina. Este é um fenómeno típico

em cães. Não ocorreram alterações patológicas em orgãos, e em particular, não ocorreram

alterações nas articulações nem nos testículos.

Em estudos de toxicidade crónica com ofloxacina administrada por via oral a ratos, uma

dose de 270 mg/Kg de peso corporal foi seguida por um aumento da SGOT e da fosfatase

alcalina no soro, e alterações morfológicas na cartilagem. Foram observadas alterações

semelhantes

à

osteocondrose

com

doses

diárias

tão

baixas

como

90

mg/kg

de

peso

corporal. Não foram observados danos histologicamente demonstráveis nos orgãos do rato

com doses diárias de 10 e 30 mg/Kg de peso corporal.

Os macacos toleraram doses orais de ofloxacina de 90 mg/Kg de peso corporal durante 90

dias e 40 mg/Kg de peso corporal durante um ano. No entanto, ocorreram casos isolados

de diarreia.

Em estudos específicos, a ofloxacina não demonstrou oto – ou nefrotoxicidade. Não

existem indicações de efeitos cataractogénicos ou co-cataractogénicos.

Toxicidade de reprodução

A ofloxacina não afecta a fertilidade, ou o desenvolvimento perinatal e posnatal, e não é

teratogénica.

Mutagenicidade

Vários testes

in vivo e

in vitro de

indução de mutações genéticas e cromossómicas

apresentaram resultados negativos.

Potencial neoplásico

Não foram efectuadas experiências animais sobre a carcinogenicidade a longo prazo.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista de excipientes

Núcleo:

Lactose anidra, Amido de milho, Glicolato de sódio e amido, Hipromelose, Carmelose sódica, Estearato

de magnésio.

Revestimento

Hipromelose 5 mPa.sHipromelose 3 mPa.s

Macrogol 400

Macrogol 6000

APROVADO EM

24-08-2006

INFARMED

Polisorbato 80

Dióxido de titâneo E 171

Óxido amarelo de ferro E 172

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem com 8 comprimidos revestidos, em blister PVC/alumínio.

6.6. Instruções de utilização e de manipulação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sanofi-Aventis - Produtos Farmacêuticos,S.A.

Empreendimento Lagoas Park - Edifício 7, 3ºAndar

2740-244 Porto Salvo

8. NÚMERO DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

3588886 – Embalagem de 8 comprimidos

2403798 – Embalagem de 8 comprimidos

9.

DATA

DA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

DA

AUTORIZAÇÃO

DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da Autorização de Introdução no Mercado: 27-04-1996.

Data da Renovação da Autorização de Introdução no mercado: 16-04-2005.

1O. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Setembro de 2005

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