Synza 7.5 mg Comprimido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Olanzapina
Disponível em:
Synthon, B.V.
Código ATC:
N05AH03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Olanzapine
Dosagem:
7.5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido
Composição:
Olanzapina, benzoato 10.43 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 7 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.2 Antipsicóticos
Área terapêutica:
olanzapine olanzapine olanzapine
Resumo do produto:
5276761 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50047000 ; 5276779 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50046977 ; 5276803 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50046977 ; 5276811 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50046977 ; 5276829 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018795 ; 5276837 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018795 ; 5276845 - Blister 35 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018795 ; 5276852 - Blister 40 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50047531 ; 5276860 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018787 ; 5276878 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018787 ; 5276902 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018787 ; 5276910 - Blister 70 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50047540 ; 5276928 - Blister 80 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50047540 ; 5276936 - Blister 90 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018809 ; 5276944 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50018809 ; 5276951 - Blister 200 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10047450 - 50047558
Status de autorização:
Revogado (29 de Janeiro de 2015)
Número de autorização:
NL/H/0967/003/DC
Data de autorização:
2008-07-25

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Synza 2,5 mg, comprimidos

Synza 5 mg, comprimidos

Synza 7,5 mg, comprimidos

Synza 10 mg, comprimidos

olanzapina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

O que é Synza e para que é utilizado

Antes de tomar Synza

Como tomar Synza

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Synza

Outras informações

1. O que é Synza e para que é utilizado

Synza pertence a um grupo de medicamentos denominados antipsicóticos.

Synza é utilizado no tratamento de uma doença com sintomas tais como ouvir, ver ou sentir coisas que

não existem, ilusões, suspeitas invulgares e retraimento emocional e social. As pessoas com esta

doença podem também sentir-se deprimidas, ansiosas ou tensas.

Synza é utilizado para tratar uma situação com sintomas tais como, sentir-se “eufórico”, ter uma

energia excessiva, necessidade de dormir muito menos do que o habitual, falar muito depressa com

ideias muito rápidas e algumas vezes irritabilidade grave. É também um estabilizador do humor que

previne episódios seguintes dos incapacitantes altos e baixos (depressões) extremos de humor

associados a esta situação.

2. Antes de tomar Synza

Não tome Synza

Se é alérgico (hipersensibilidade) à olanzapina ou a qualquer outro componente de Synza.

Uma reação alérgica pode ser reconhecida como um exantema, comichão, face ou

lábios

inchados

ou falta de ar. Se isto acontecer consigo, informe o seu médico.

Se lhe tiver sido previamente diagnosticado glaucoma de ângulo estreito.

Tome especial cuidado com Synza

Fármacos deste tipo, podem causar movimentos alterados, principalmente da face ou da língua. Se isto

acontecer após ter-lhe sido administrado Synza, fale com o seu médico.

Muito raramente, os fármacos deste tipo provocam uma combinação de febre, respiração ofegante,

sudação, rigidez muscular e entorpecimento ou sonolência. No caso de isso acontecer, contacte o

médico imediatamente.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Não se recomenda o uso de Synza em doentes idosos com demência, dado que podem ocorrer efeitos

secundários graves.

Se você ou alguém na sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue, uma vez que

este tipo de medicamentos estão associados à formação de coágulos sanguíneos.

Caso sofra de algumas das doenças que se seguem, fale com o seu médico o mais rapidamente

possível:

Diabetes

Doença cardíaca

Doença do fígado ou rins

Doença de Parkinson

Epilepsia

Problemas da próstata

Bloqueio intestinal (ileus paralítico )

Distúrbios sanguíneos

Acidente vascular cerebral (AVC) ou “mini” AVC

Se sofre de demência, o seu médico deverá ser informado por si ou pela pessoa que o acompanha, se

alguma vez sofreu um AVC ou um “mini” AVC.

Se tiver mais de 65 anos de idade, como precaução de rotina, a sua pressão arterial deve ser

monitorizada pelo seu médico.

Ao tomar Synza com outros medicamentos:

Tome apenas outros medicamentos enquanto estiver a tomar Synza, se o seu médico lhe disser que o

pode fazer. Pode sentir-se sonolento se Synza for tomado em combinação com antidepressivos ou

medicamentos para a ansiedade ou para o ajudar a dormer (tranquilizantes).

Deve informar o seu médico se estiver a tomar fluvoxamina (um antidepressivo), ou ciprofloxacina

(um antibiótico), uma vez que pode ser necessário alterar a sua dose de Synza.

favor

informe

médico

estiver

tomar

tiver

tomado

recentemente

outros

medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica. Especialmente diga ao seu médico se está

a tomar medicamentos para a Doença de Parkinson.

Ao tomar Synza com alimentos e bebidas

Não interessa se os toma com ou sem alimentos.

Não tome qualquer bebida com álcool enquanto estiver a tomar Synza, visto que Synza e álcool em

simultâneo podem fazer com que se sinta sonolento.

Gravidez e Aleitamento

Informe o mais rapidamente possível o seu médico no caso de estar grávida ou se pensar estar

grávida. Não deve tomar este medicamento se estiver grávida, a não ser que já tenha discutido este

assunto com o seu médico. Não deve tomar este medicamento se estiver a amamentar, dado que

pequenas quantidades de Synza podem passar para o leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Existe um risco de se sentir sonolento quando tomar Synza. Se isto se verificar, não conduza nem

trabalhe com quaisquer ferramentas ou máquinas. Informe o seu médico.

3. Como tomar Synza

Tome Synza sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico

se tiver dúvidas.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

O seu médico informa-lo-á da quantidade de comprimidos de Synza que deve tomar e durante quanto

tempo os deve continuar a tomar. A dose diária de Synza é entre 5 e 20 mg. Consulte o seu médico se

os seus sintomas voltarem, mas não pare de tomar Synza a não ser que o seu médico lhe diga que o

pode fazer.

Deve tomar os seus comprimidos de Synza uma vez por dia, seguindo as indicações do seu médico.

Tente tomar os seus comprimidos à mesma hora todos os dias. Não interessa se os toma com ou sem

alimentos. Os comprimidos de Synza são para administração oral. Deve engolir os comprimidos de

Synza inteiros com água.

Se tomar mais Synza do que deveria

Os doentes que tomarem mais Synza do que deveriam podem ter os seguintes sintomas: batimentos

rápidos

coração,

agitação/agressividade,

problemas

fala,

movimentos

involuntários

(especialmente da face ou da língua) e redução do nível de consciência. Outros sintomas podem ser:

confusão mental, convulsões (epilepsia), coma, uma combinação de febre, respiração rápida, suores,

rigidez muscular e sedação ou sonolência, diminuição da frequência respiratória, aspiração, pressão

arterial alta ou baixa, alterações anormais do ritmo cardíaco. Contacte o seu médico ou o hospital

imediatamente. Mostre ao médico a sua embalagem de comprimidos.

Caso se tenha esquecido de tomar Synza

Tome os comprimidos assim que se lembrar. Não tome duas doses num dia.

Se parar de tomar Synza

Não pare de tomar os seus comprimidos só porque se sente melhor. É importante que continue a

tomar

Synza durante o tempo que o seu médico lhe indicou.

Se parar abruptamente de tomar Synza, podem ocorrer sintomas como sudação, dificuldade em

dormir, tremor, ansiedade ou náuseas e vómitos. O seu médico pode sugerir-lhe que vá diminuendo

gradualmente a dose antes de parar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre

a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Synza pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Efeitos secundários muito frequentes: (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

Aumento de peso

Sonolência

Aumento dos níveis de prolactina no sangue

Efeitos secundários frequentes: (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

Alterações dos níveis de algumas células sanguíneas e gorduras em circulação

Aumento de açúcar no sangue e na urina

Aumento do apetite

Tonturas

Agitação

Tremor

Rigidez ou espasmos musculares (incluindo movimentos oculares)

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16-01-2012

INFARMED

Problemas no discurso

Movimentos involuntários (especialmente da face ou da língua)

Prisão de ventre

Secura de boca

Exantema

Falta de forças

Fadiga extrema

Retenção de fluidos, causando inchaço das mãos, dos tornozelos ou dos pés

Algumas pessoas podem sentir-se tontas ou desmaiar (com diminuição da frequência cardíaca) na fase

inicial do tratamento, especialmente quando se levantam após estarem sentadas ou deitadas.

Habitualmente estes sintomas são passageiros, mas no caso de não passarem, informe seu médico.

Disfunções sexuais tais como diminuição da libido em homens e mulheres ou disfunção eréctil

nos homens.

Efeitos secundários pouco frequentes: (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

Abrandamento do ritmo cardíaco

Sensibilidade à luz

Incontinência urinária

Alopécia

Ausência ou diminuição dos períodos menstruais

Alterações mamárias em homens e mulheres, tais como produção anormal de leite ou crescimento

anormal.

Outros efeitos secundários possíveis: a frequência não pôde ser estimada a partir dos dados

disponíveis

Reação alérgica (p.ex. inchaço da boca e da garganta, comichão, exantema)

Início ou agravamento da diabetes, ocasionalmente associado com cetoacidose (cetonas no sangue e

na urina) ou coma

Diminuição da temperatura normal do corpo

Convulsões, normalmente associadas a uma história clínica de convulsões (epilepsia)

Combinação de febre, respiração acelerada, sudação, rigidez muscular e sonolência ou tonturas

Espasmos do músculo ocular, provocando movimentos giratórios do olho

Ritmo cardíaco anormal

Morte súbita e inexplicável

Coágulos sanguíneos, que se apresentam, por exemplo, sob a forma de trombose venosa profunda das

pernas ou coágulos no pulmão

Inflamação do pâncreas, provocando uma forte dor de estômago, febre e náusea.

Doença do fígado, visível sob a forma de amarelecimento da pele e dos olhos

Doença muscular que se apresenta sob a forma de dores fortes ou de intensidade moderada

inexplicáveis

Dificuldade em urinar

Ereção prolongada e/ou dolorosa

Enquanto estiverem a tomar olanzapina, os doentes idosos com demência estão sujeitos à ocorrência

de acidente vascular cerebral, pneumonia, incontinência urinária, quedas, fadiga extrema, alucinações

visuais, febre, vermelhidão da pele e problemas na marcha. Foram notificados alguns casos fatais

neste grupo específico de doentes.

Em doentes com a doença de Parkinson, Synza pode agravar os sintomas.

Raramente mulheres que tomam medicamentos deste tipo durante muito tempo, começaram a ter

secreção de leite e ausência do período menstrual ou períodos irregulares. Avise o seu médico se estes

sintomas persistirem. Muito raramente bebés nascidos de mães que tomaram Synza no ultimo período

da gravidez (terceiro trimestre) poderão ter tremores, ficar sonolentos ou com tonturas.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Raramente podem ocorrer convulsões. Na maioria dos casos foi notificada uma história clínica de

convulsões (epilepsia).

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, por favor informe o seu médico.

5. Como conservar Synza

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Synza após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade

corresponde ao último dia do mês indicado.

Synza deve ser conservado na sua embalagem de origem para proteger da humidade.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a

proteger o ambiente.

6. Outras informações

Qual a composição de Synza

A substância ativa é a olanzapina. Cada comprimido revestido de Synza contém benzoato de

olanzapina equivalente a.2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg ou 10 mg de olanzapina.

Os outros componentes são hidrogenofosfato

cálcio

(E341),

celulose

microcristalina

(E460),

estearato de magnésio (E470), amidoglicolato de sódio (tipo A).

Qual o aspeto de Synza e conteúdo da embalagem

Os comprimidos revestidos de Synza são comprimidos amarelos claros, redondos, biconvexos.

Os comprimidos de 2,5 mg são comprimidos marcado com “OPN” e “2,5” numa das faces e “bza” na

face oposta.

Os comprimidos de 5 mg são comprimidos marcado com “OPN” e “5” numa das faces e “bza” na face

oposta.

Os comprimidos de 7,5 mg são comprimidos marcado com “OPN” e “7,5” numa das faces e “bza” na

face oposta.

Os comprimidos de 10 mg são comprimidos marcado com “OPN” e “10” numa das faces e “bza” na

face oposta.

Os comprimidos de Synza estão disponíveis em embalagens contendo 7, 10, 14, 20, 28, 30, 35, 40,

50, 56, 60, 70, 80, 90, 100 ou 200 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Synthon BV,

Microweg 22,

6545 CM Nijmegen,

Holanda

Fabricante:

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Synthon BV,

Synthon Hispania S.L.

Microweg 22,

Castelló, 1

6545 CM Nijmegen

Polígono Las Salinas

Holanda

08830 Sant Boi de Llobregat

Espanha.

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE)

sob as seguintes denominações:

Espanha

Synza 2,5/5/7,5/10 mg comprimidos EFG

Hungria

Synza 2,5/5/7,5/10 mg tabletta

Noruega

Synza 2,5/5/7,5/10 mg tabletter

Países baixos Synza 2,5/5/7,5/10 mg tabletten

PolóniaSynza 2,5/5/7,5/10 mg tabletka

Portugal

Synza 2,5/5/7,5/10 mg comprimidos

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

1. NOME DO MEDICAMENTO

Synza7,5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada

comprimido

contém

benzoato

olanzapina

equivalente

olanzapina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido

Comprimidos amarelos claros, redondos, biconvexos, marcado com “OPN” e “7.5”

numa das faces e “bza” na face oposta.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Adultos

A olanzapina está indicada para o tratamento da esquizofrenia.

A olanzapina é eficaz na manutenção da melhoria clínica, durante uma terapêutica

continuação,

doentes

tenham

mostrado

resposta

inicial

tratamento.

A olanzapina está indicada no tratamento do episódio maníaco moderado a grave.

Nos doentes cujo episódio maníaco respondeu ao tratamento com olanzapina, a

olanzapina está indicada para a prevenção das recorrências nos doentes com

perturbação bipolar. (ver secção 5.1)

4.2 Posologia e modo de administração

Adultos

Esquizofrenia: A dose inicial recomendada para a olanzapina é de 10 mg/dia.

Episódios maníacos: A dose inicial é 15 mg numa dose única diária em monoterapia

ou 10 mg por dia em terapêutica combinada (ver secção 5.1).

Prevenção das recorrências na perturbação bipolar: A dose inicial recomendada é de

10 mg/dia. Em doentes medicados com olanzapina para o tratamento de um

episódio maníaco, o tratamento deve ser continuado na mesma dose para prevenção

das recorrências. Se um novo episódio maníaco, misto ou depressivo surgir, o

tratamento

olanzapina

deverá

continuado

(com

ajuste

dose

necessário),

terapêutica

suplementar

para

sintomas

humor

como

clinicamente indicado.

Durante o tratamento para a esquizofrenia, episódio maníaco ou prevenção das

recorrências na perturbação bipolar, a dose diária pode posteriormente ser ajustada

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

com base na situação clínica individual no intervalo de 5-20 mg por dia. Um aumento

para uma dose superior à dose inicial recomendada só é aconselhado após uma

reavaliação clínica apropriada e deve ocorrer geralmente em intervalos não inferiores

a 24 horas. A olanzapina pode ser administrada independentemente das refeições,

dado que a absorção não é afetada pelos alimentos. Deve ser considerada uma

redução gradual da dose quando se descontinuar a olanzapina.

População pediátrica

Não se recomenda a administração de olanzapina a crianças e adolescentes com

idade inferior a 18 anos, devido à inexistência de dados sobre a segurança e eficácia.

Foi notificada uma maior amplitude do aumento de peso e das alterações dos lípidos

e da prolactina em estudos de curto prazo com adolescentes relativamente a estudos

com doentes adultos (ver secções 4.4, 4.8, 5.1 e 5.2).

Idosos

Uma dose inicial mais baixa (5 mg/dia) não é indicada por rotina, mas deve ser

considerada nos doentes com 65 anos e mais, sempre que os fatores clínicos o

justifiquem (ver secção 4.4).

Disfunção renal e/ou hepática

Uma dose inicial mais baixa (5 mg) deve ser considerada para estes doentes. Nos

casos de insuficiência hepática moderada (cirrose, classe A ou B de Child-Pugh), a

dose inicial deverá ser 5 mg e apenas aumentada com precaução.

Sexo

A dose inicial e o intervalo da dose não necessitam por rotina de ser alterados para

as doentes do sexo feminino relativamente aos doentes do sexo masculino.

Fumadores

A dose inicial e o intervalo da dose não necessitam por rotina de ser alterados para

não fumadores relativamente a fumadores.

Quando está presente mais do que um fator, que possa resultar num metabolismo

mais lento (sexo feminino, idade geriátrica, condição de não-fumador) deverá

considerar-se a diminuição da dose inicial. O aumento da dose, quando indicado,

deve ser moderado nestes doentes.

(Ver secção 4.5 e secção 5.2).

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes. Doentes com

risco conhecido de glaucoma de ângulo fechado.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Durante o tratamento antipsicótico, a melhoria da situação clínica do doente pode

levar de alguns dias a algumas semanas. Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados durante este período.

Demência associada a psicose e/ou alterações do comportamento

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

A olanzapina não está aprovada para o tratamento da demência associada a psicose

e/ou alterações do comportamento, não sendo recomendada a sua utilização neste

grupo de doentes, devido ao aumento da mortalidade e do risco de acidentes

vasculares cerebrais. Em ensaios clínicos controlados com placebo (6 - 12 semanas

de duração) em doentes idosos (média de 78 anos de idade) com demência

associada a psicose e/ou alterações do comportamento, verificou-se um aumento

para o dobro da incidência de morte em doentes tratados com olanzapina em

comparação com doentes tratados com placebo (3,5% vs.1,5%, respetivamente). O

aumento do número de mortes não estava associado com a dose de olanzapina

(dose média diária de 4,4 mg) nem com a duração do tratamento. Os fatores de

risco que podem predispor esta população de doentes a um aumento da taxa de

mortalidade incluem idade> 65 anos, disfagia, sedação, má nutrição, desidratação e

situações clínicas pulmonares (p.ex. pneumonia com ou sem aspiração), ou uso

concomitante de benzodiazepinas. No entanto, o número de casos de morte foi maior

nos doentes tratados com olanzapina do que nos doentes tratados com placebo,

independentemente destes fatores de risco.

mesmos

ensaios

clínicos,

foram

notificados

acontecimentos

adversos

cerebrovasculares

(AACV,

p.ex.

acidente

vascular

cerebral,

acidente isquémico

transitório), incluindo casos fatais. A ocorrência de AACV foi 3 vezes maior nos

doentes tratados com olanzapina comparativamente com os doentes tratados com

placebo

(1,3%

0,4%,

respetivamente).

Todos

doentes

tratados

olanzapina

placebo

sofreram

acontecimento

cerebrovascular

apresentavam fatores de risco preexistentes. A idade> 75 anos e as demências de

tipo vascular/mista foram identificadas como fatores de risco de AACV em associação

com o tratamento com olanzapina. A eficácia da olanzapina não ficou demonstrada

nestes ensaios.

Doença de Parkinson

Não se recomenda o uso da olanzapina no tratamento da psicose associada a

agonista da dopamina em doentes com doença de Parkinson. Em ensaios clínicos, o

agravamento da sintomatologia parkinsónica e alucinações foram notificados muito

frequentemente e mais frequentemente do que com placebo (ver secção 4.8) e a

olanzapina não foi mais eficaz do que o placebo no tratamento dos sintomas

psicóticos. Nestes ensaios, era necessário que os doentes estivessem estabilizados

inicialmente na dose efetiva mais baixa da medicação anti-Parkinsónica (agonista da

dopamina)

permanecessem

mesma

medicação

anti-Parkinsónica

dosagens durante todo o estudo. A dose inicial de olanzapina foi de 2,5 mg/dia e

titulada até um máximo de 15 mg/dia, com base no critério

do investigador.

Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN)

A SMN é uma condição associada à medicação antipsicótica que pode ser fatal.

Foram também referidos casos raros, relatados como SMN associados à olanzapina.

As manifestações clínicas da SMN são a hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental

alterado e evidência de instabilidade autonómica (pulso ou pressão arterial irregular,

taquicardia, diaforese e disritmia cardíaca). Outros sinais adicionais podem incluir

elevação da creatinina fosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e falência renal

aguda.

doente

desenvolver

sinais

sintomas

indicativos

apresentar febre elevada sem justificação e sem manifestações clínicas adicionais,

todos

medicamentos

antipsicóticos,

incluindo

olanzapina,

deverão

descontinuados.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Hiperglicemia e diabetes

Muito raramente foi notificada hiperglicémia e/ou desenvolvimento ou exacerbação

de diabetes associada a cetoacidose ou coma, incluindo alguns casos fatais (ver

secção 4.8). Nalguns casos foi notificado previamente um aumento do peso corporal

o qual pode ser um fator de predisposição, de acordo com as normas orientadoras

para

antipsicóticos

utilizados.

doentes

tratados

qualquer

agente

antipsicótico, incluindo olanzapina, devem ser vigiados para detetar sinais e sintomas

de hipoglicemia (tais como polidipsia, poliúria, polifagia e fraqueza) e igualmente se

devem controlar de maneira regular os doentes com diabetes mellitus ou com fatores

de risco de sofrer de diabetes mellitus para detetar um agravamento do controlo de

glucose. O peso deve ser vigiado regularmente.

Alterações lipídicas

Em ensaios clínicos controlados com placebo, observaram-se alterações lipídicas

indesejáveis em doentes tratados com olanzapina (ver secção 4.8). As alterações

lipídicas devem ser tratadas de modo clinicamente adequado particularmente em

doentes com dislipidémia e em doentes com fatores de risco de desenvolvimento de

doenças lipídicas. Os doentes tratados com qualquer agente antipsicótico, incluindo

olanzapina, devem vigiar os níveis lipídicos regularmente de acordo com as normas

de tratamento antipsicóticas utilizadas.

Atividade anticolinérgica

Embora a olanzapina tenha demonstrado uma atividade anticolinérgica in vitro, a

experiência durante os ensaios clínicos revelou uma baixa incidência de efeitos

relacionados. Contudo, como a experiência clínica com olanzapina em doentes com

doença concomitante é limitada, devem ser tomadas precauções quando for prescrita

a doentes com hipertrofia prostática ou íleus paralíticus e situações com ele

relacionadas.

Função hepática

Foram observadas frequentemente, especialmente na fase inicial do tratamento,

elevações assintomáticas transitórias das transaminases hepáticas, ALT e AST.

Devem tomar-se precauções em doentes com ALT e/ou AST elevadas, em doentes

com sinais e sintomas de disfunção hepática, em doentes com condições pré-

existentes associadas a uma reserva funcional hepática limitada e em doentes que

estejam a ser tratados com medicamentos potencialmente hepatotóxicos. Nas

ocasiões

seja

diagnosticada

hepatite

(incluindo

lesões

hepáticas

hepatocelulares, colestáticas ou mistas), o tratamento com olanzapina deve ser

interrompido.

Neutropenia

Devem tomar-se precauções em doentes que, por qualquer razão, tenham contagens

baixas de leucócitos e/ou neutrófilos, em doentes a tomar medicação que se sabe

poder provocar neutropenia, em doentes com história de depressão/toxicidade da

medula óssea induzida por fármacos, em doentes com depressão da medula óssea

causada por doença concomitante, rádio ou quimioterapia e em doentes com

condições

hipereosinofilia

doença

mieloproliferativa.

notificada

neutropénia

frequência

quando

administrou

olanzapina

valproato

concomitantemente (ver secção 4.8).

Interrupção do tratamento

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Foram muito raramente notificados (<0,01%), sintomas agudos, tais como sudação,

insónia,

tremor,

ansiedade,

náuseas

vómitos

quando

interrompeu

abruptamente a olanzapina.

Intervalo QT

ensaios

clínicos,

foram

pouco

frequentes

(0,1%

prolongamentos

clinicamente significativos do intervalo QT corrigido (correção Fridericia QT [QTcF]

≥500 milésimos de segundo [msec] em qualquer altura após o início em doentes

com um intervalo inicial QTcF <500 msec) em doentes tratados com olanzapina, sem

diferenças

significativas

relativamente

acontecimentos

cardíacos

associados,

comparativamente com placebo. Contudo, tal como com outros antipsicóticos,

devem tomar-se precauções quando a olanzapina é prescrita com medicamentos

conhecidos por aumentar o intervalo QTc, especialmente nos idosos, em doentes

com síndrome de QT longo congénito, insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia

cardíaca, hipocaliémia ou hipomagnesiémia.

Tromboembolismo

Foi notificada muito raramente (< 0,01%) uma relação temporal entre o tratamento

com olanzapina e o tromboembolismo venoso. Não foi confirmada uma relação de

causalidade entre a ocorrência de tromboembolismo venoso e o tratamento com

olanzapina.

entanto,

dado

doentes

esquizofrénicos

apresentam

frequentemente

fatores

risco

para

tromboembolismo

venoso,

deverão

tomadas medidas para identificar e prevenir todos os possíveis fatores de risco de

tromboembolismo venoso (TEV) (p.ex. imobilização dos doentes).

Atividade do SNC

Devido aos efeitos primários no sistema nervoso central da olanzapina, aconselha-se

precaução quando for administrada em combinação com outros medicamentos que

atuem a nível central e com álcool. Como exibe in vitro antagonismo à dopamina, a

olanzapina

pode

antagonizar

efeitos

diretos

indiretos

agonistas

dopamina.

Convulsões

A olanzapina deve ser utilizada com precaução em doentes que têm na sua história

clínica episódios de convulsões ou estão sujeitos a fatores que podem diminuir o

limiar convulsivo. Raramente tem sido notificada a ocorrência de convulsões em

doentes tratados com olanzapina. Na maioria destes casos foi notificada uma história

prévia de convulsões ou de fatores de risco.

Discinésia tardia

Em estudos comparativos com a duração de um ano ou menos, a olanzapina foi

associada

baixa

incidência,

estatisticamente

significativa,

discinésia

emergente do tratamento. Contudo, o risco de discinésia tardia aumenta com a

exposição a longo prazo e, por isso, se aparecerem num doente a ser tratado com

olanzapina sinais ou sintomas de discinésia tardia, deve considerar-se a redução ou a

descontinuação

dose.

Estes

sintomas

podem

surgir

agravar-se

temporariamente mesmo após a descontinuação do tratamento.

Hipotensão postural

A hipotensão postural não foi observada com frequência nos ensaios clínicos com

olanzapina em idosos. Tal como com qualquer outro antipsicótico, recomenda-se que

a pressão arterial seja monitorizada em doentes com mais de 65 anos de idade.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Morte súbita cardíaca

Em relatos de pós-comercialização com olanzapina, foi notificada morte súbita

cardíaca em doentes tratados com olanzapina. Num estudo de coorte, prospetivo,

observacional, o risco de presumível morte súbita cardíaca em doentes tratados com

olanzapina foi aproximadamente duas vezes o risco em doentes que não utilizavam

antipsicóticos. Neste estudo, o risco da olanzapina foi comparável ao risco de

antipsicóticos atípicos incluídos numa análise conjunta.

População pediátrica

A olanzapina não está indicada para tratamento de crianças e adolescentes. Estudos

com doentes com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos mostraram

diversas reações adversas, incluindo aumento de peso, alterações dos parâmetros

metabólicos e aumento dos níveis de prolactina. Os resultados a longo prazo

associados

estes

acontecimentos

não

foram

estudados

continuam

desconhecidos (ver secções 4.8 e 5.1).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

População pediátrica

Só foram efetuados estudos de interação em adultos.

Interações potenciais que afetam a olanzapina

Uma vez que a olanzapina é metabolizada pelo CYP1A2, as substâncias que

especificamente

podem

induzir

inibir

esta

isoenzima

podem

afetar

farmacocinética da olanzapina.

Indução do CYP1A2

O tabaco e a carbamazepina podem induzir o metabolismo da olanzapina, o que

pode produzir uma redução das concentrações de olanzapina. Apenas foi observado

um aumento ligeiro a moderado da depuração da olanzapina. As consequências

clínicas, parecem ser limitadas, mas recomenda-se uma monitorização clínica e

poderá, se necessário, considerar-se um aumento da dose de olanzapina. (Ver a

Secção 4.2).

Inibição do CYP1A2

Fluvoxamina, um inibidor específico do CYP1A2, demonstrou inibir significativamente

o metabolismo da olanzapina. O aumento médio da Cmax da olanzapina após

administração da fluvoxamina foi de 54% em mulheres não-fumadoras e 77% em

homens fumadores. O aumento médio da AUC da olanzapina foi de 52% e 108%

respetivamente. Uma dose inicial mais baixa deve ser considerada em doentes que

estejam a tomar fluvoxamina ou quaisquer outros inibidores do CYP1A2, tal como

ciprofloxacina.

iniciar-se

tratamento

inibidor

CYP1A2

deve

considerar-se a diminuição da dose de olanzapina.

Diminuição da biodisponibilidade

O carvão ativado reduz a biodisponibilidade oral da olanzapina em 50 a 60% e deve

ser tomado pelo menos 2 horas antes ou depois da olanzapina.

Não se verificou um efeito significativo na farmacocinética da olanzapina com

fluoxetina (inibidor do CYP2D6), doses únicas de antiácidos (alumínio, magnésio) ou

cimetidina.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Potencial da olanzapina interferir com outros medicamentos

A olanzapina pode antagonizar os efeitos dos agonistas dopaminérgicos diretos e

indiretos. A olanzapina não inibe as principais isoenzimas do CYP450 in vitro (ex.

1A2, 2D6, 2C9, 2C19, 3A4). Assim, não se espera nenhuma interação especial, tal

como comprovado nos estudos in vivo, onde não se encontrou uma inibição do

metabolismo

seguintes

substâncias

ativas:

antidepressivos

tricíclicos

(representando

maioritariamente

CYP2D6),

varfarina

(CYP2C9),

teofilina

(CYP1A2) ou diazepam (CYP3A4 e 2C19).

A olanzapina não mostrou interação quando coadministrada com lítio ou biperideno.

A monitorização terapêutica dos níveis de valproato no plasma não indicou que fosse

necessário um ajuste de dose após a introdução concomitante da olanzapina.

Atividade Geral sobre o SNC

Aconselha-se

precaução

doentes

consomen

álcool

tomam

medicamentos que possam causar depressão do SNC.

Não se recomenda a administração concomitante de olanzapina e de medicamentos

antipankinsónicos em doentes com doença de Parkinson e demência (ver secção

4.4).

Intervalo QTc

Aconselha-se

precaução

administração

concomitante

olanzapina

medicamentos conhecidos por aumentar o intervalo QTc (ver secção 4.4)

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. As

doentes devem ser alertadas para comunicarem ao seu médico se ficarem grávidas

ou se pretenderem vir a engravidar, durante o tratamento com olanzapina. No

entanto, dado que a experiência no Homem é limitada a olanzapina apenas deve ser

usada na gravidez se os potenciais benefícios justificarem os potenciais riscos para o

feto.

Foram muito raramente recebidos relatórios espontâneos sobre tremor, hipertonia,

letargia e sonolência em crianças nascidas de mães que utilizaram a olanzapina

durante o terceiro trimestre.

Amamentação

Num estudo efetuado em mulheres saudáveis a amamentar, a olanzapina foi

excretada no leite materno. A exposição média por criança (mg/kg) no estado

estacionário foi de 1,8% da dose de olanzapina administrada à mãe (mg/kg). As

doentes devem ser avisadas para não amamentarem a criança, no caso de estarem

a tomar olanzapina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Devido ao facto da olanzapina poder causar sonolência e vertigem, os doentes

devem ser advertidos quando operarem com máquinas, incluindo veículos a motor.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

Adultos

As reações adversas mais frequentes (observadas em ≥ 1% dos doentes) associadas

com o uso da olanzapina em ensaios clínicos foram sonolência, aumento de peso,

eosinofilia colesterol, glucose e triglicéridos (ver secção 4.4), glucosúria, aumento do

apetite, vertigens, acatísia, parkinsonismo (ver secção 4.4), discinésia, hipotensão

ortostática, efeitos anticolinérgicos, elevações transitórias e assintomáticas das

transaminases hepáticas (ver secção 4.4), exantema, astenia, fadiga e edema.

A tabela que se segue indica as reações adversas e investigações laboratoriais

observadas em relatórios espontâneos e em ensaios clínicos. Para cada grupo de

frequência,

reações

adversas

são

apresentadas

ordem

decrescente

gravidade. As frequências indicadas têm a seguinte definição: Muito frequentes (≥

10%), frequentes (≥ 1% e < 10%), pouco frequentes (≥ 0.1% e < 1%), raros (≥

0.01% e < 0.1%), muito raros (< 0.01%), desconhecidos (não puderam ser

estimada a partir dos dados disponíveis).

Muito frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Desconhecidos

Doenças do sangue e do sistema linfático

Eosinofilia

Leucopenia

Neutropenia

Trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário

Reações alérgicas

Doenças do metabolismo e da nutrição

Aumento de peso1

Elevação dos níveis

de colesterol2,3

Elevação dos níveis

de glucose4

Elevação dos níveis

de triglicéridos2,5

Glucosuria

Aumento

apetite

Desenvolvimento ou

exacerbação

diabetes

ocasionalmente

relacionada

cetoacidose

coma,

incluindo

alguns casos fatais

(ver secção 4.4).

Hipotermia

Doenças do sistema nervoso

Sonolência

Vertigens

Acatísia6

Parkinsonismo6

Discinésia6

maioria

relatos

convulsões foi uma

história

prévia

convulsões

fatores de risco para

ocorrência

convulsões.

Síndrome

Maligna

Neurolépticos

(ver secção 4.4)

Distonia

(incluindo

movimento

ocular

giratório)

Discinésia tardia

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Sintomas

descontinuação7

Cardiopatias

Bradicardia

Prolongamento

intervalo QTC (ver

secção 4.4)

Taquicardia

ventricular/fibrilação

e morte súbita (ver

secção 4.4)

Vasculopatias

Hipotensão

ortostática

Tromboembolismo

(incluindo

embolia

pulmonar,

trombose das veias

profundas)

Doenças gastrointestinais

Efeitos

anticolinérgicos

ligeiros

transitórios

incluindo

obstipação e boca

seca

Pancreatite

Afeções hepatobiliares

Elevação

transitória

assintomática

transaminases

hepáticas

(ALT,

AST),

especialmente

início

tratamento

(ver

secção 4.4)

Hepatite

(incluindo

lesões

hepaticas

hepatocelulares,

colestásticas

mistas)

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Exantema

Reação

fotosensibilidade

Alopécia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Rabdomiólise

Afeções renais e urinárias

Incontinência

urinária

Hesitação urinária

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Priapismo

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Astenia

Fadiga

Edema

Exames complementares de diagnóstico

Elevação dos níveis

prolactina

plasma8

Elevação

creatina

fosfoquinase

Aumento

fosfatase alcalina

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Aumento

bilirrubina total

1 Observou-se um aumento de peso clinicamente significativo em todos os níveis

basais de Índice de Massa Corporal (IMC). Após um tratamento de curta duração

(duração mediana 47 dias), foi muito frequente um aumento de peso ≥ 7% do peso

corporal basal (22,2%) e ≥ 15% foi frequente (4,2%) e ≥ 25% foi pouco frequente

(0,8%). Foi muito frequente doentes aumentarem ≥ 7%, ≥15% e ≥ 25% do peso

corporal basal com a exposição a longo-prazo (pelo menos 48 semanas), (64,4%,

31,7% e 12,3% respetivamente).

2 Aumentos médios dos valores lipídicos em jejum (colesterol total, colesterol LDL e

triglicéridos), foram superiores em doentes sem evidência de desregulação dos

lípidos no início.

3 Observado em níveis iniciais normais em jejum (<5,17 mmol/l) que aumentaram

para elevados (≥ 6,2 mmol/l). Foram muito frequentes alterações nos níveis de

colesterol total em jejum a partir de valores próximos do limite no início (≥ 5,17 - <

6,2 mmol/l) até valores elevados (≥ 6,2 mmol/l).

4 Observado para níveis basais normais em jejum (< 5,56 mmol/l) que aumentaram

para elevados (≥ 7 mmol/l). Foram muito frequentes alterações nos níveis de

glucose em jejum a partir de valores próximos do limite no início (≥ 5,56 - < 7

mmol/l) até valores elevados (≥ 7 mmol/l).

5 Observado em níveis basais normais em jejum (<1,69 mmol/l) que aumentaram

para elevados (≥ 2,26 mmol/l). Foram muito frequentes alterações nos valores dos

triglicéridos em jejum a partir de valores próximos do limite no início (≥ 1,69 mmol/l

- < 2,26 mmol/l) até valores elevados (≥ 2,26 mmol/l).

6 Em ensaios clínicos, a incidência de parkinsonismo e distonia em doentes tratados

olanzapina

numericamente

mais

elevada,

não

significativamente

diferente estatisticamente da do placebo. Os doentes tratados com olanzapina

tiveram uma menor incidência de parkinsonismo, acatísia e distonia em comparação

com doses tituladas de haloperidol. Na ausência de informação detalhada de história

individual pré-existente de distúrbios nos movimentos extrapiramidais agudos e

tardios, não se pode concluir presentemente que a olanzapina produza menos

discinésia tardia e/ou outros syndromes extrapiramidais tardios.

Foram

notificados

sintomas

agudos,

tais

como

sudação,

insónia,

tremor,

ansiedade, náuseas ou vómitos quando se interrompeu abruptamente a olanzapina.

8 Em estudos clínicos até 12 semanas, as concentrações de prolactina no plasma

excederam o limite máximo da escala normal em aproximadamente 30% dos

doentes tratados com olanzapina, com valores normais da prolactina no início do

estudo. Na maioria destes doentes, os aumentos foram, de um modo geral, ligeiros e

ficaram duas vezes abaixo do limite máximo da escala normal. Em doentes com

esquizofrenia, as alterações dos níveis médios de prolactina diminuíram com a

continuação do tratamento, enquanto que foram observados aumentos médios em

doentes com outros diagnósticos. As alterações médias foram modestas. De um

modo geral, nos doentes tratados com olanzapina, foram pouco frequentes as

manifestações clínicas menstruais e da mama, potencialmente associadas (p. ex.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

amenorrreia, aumento mamário, galactorreia nas mulheres e ginecomastia/aumento

mamário

homens).

Foram

frequentemente

observadas

reações

adversas

potencialmente associadas, relacionadas com a função sexual (p. ex. disfunção

eréctil nos homens e diminuição da libido em ambos os sexos).

Exposição a longo prazo (pelo menos 48 semanas)

A proporção de doentes que tiveram alterações adversas, clinicamente significativas

no ganho de peso, glucose, colesterol total/LDL/HDL ou triglicéridos aumentaram

com o tempo. Em doentes que completaram 9-12 meses de terapêutica, a taxa de

aumento de glucose média no sangue diminuiu após aproximadamente 6 meses.

Informação adicional sobre populações especiais

Em ensaios clínicos em doentes idosos com demência, o tratamento com olanzapina

foi associado a um aumento do número de casos de morte e de acontecimentos

adversos cerebrovasculares em comparação com placebo (ver secção 4.4). Os

efeitos adversos muito frequentes associados com o uso da olanzapina neste grupo

de doentes, foram perturbações na marcha e quedas. Foram frequentemente

observados

pneumonia,

aumento

temperatura

corporal,

letargia,

eritema,

alucinações visuais e incontinência urinária.

Em ensaios clínicos em doentes com psicose induzida por um fármaco (agonista da

dopamina),

associada

doença

Parkinson,

agravamento

sintomatologia parkinsónica e alucinações foram notificados muito frequentemente e

com maior frequência do que com placebo.

único

ensaio

clínico

doentes

mania

bipolar,

terapêutica

combinação de valproato com olanzapina resultou numa incidência de neutropenia

de 4,1%; um fator potencial poderá ter sido os níveis elevados de valproato no

plasma. A olanzapina administrada com lítio ou valproato resultou num aumento dos

níveis (>10%) de tremores, secura de boca, aumento de apetite e aumento de peso.

Alterações

discurso

também

foram

frequentemente

notificadas.

Durante

tratamento com olanzapina em combinação com lítio ou divalproato, ocorreu um

aumento ≥7% do peso corporal de base em 17, 4% dos doentes durante o

tratamento agudo (até 6 semanas). O tratamento com olanzapina a longo prazo (até

12 semanas) para a prevenção das recorrências em doentes com perturbação bipolar

foi associado com um aumento ≥7% do peso corporal de base em 39,9% dos

doentes.

População pediátrica

A olanzapina não é indicada para tratamento de crianças e adolescentes com menos

de 18 anos. Embora não tenham sido realizados estudos clínicos para comparação de

adolesentes e adultos, os dados dos ensaios com adolescentes foram comparados

com os dos ensaios com adultos.

A tabela que se segue resume as reações adversas notificadas com maior frequência

por doentes adolescentes (13-17 anos) do que por doentes adultos, bem como as

reações adversas identificadas apenas em ensaios clínicos de curto prazo com

doentes adolescentes. Um aumento de peso clinicamente significativo (≥ 7%) parece

ocorrer com maior frequência na população adolescente. Comparando com adultos

com exposições comparáveis. A magnitude do ganho de peso e a proporção dos

doentes adolescentes que tiveram um aumento de peso clinicamente significativo

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

foram superiors com a exposição a longo prazo (pelo menos 24 semanas) do que

com a exposição a curto prazo.

Para cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem

decrescente de gravidade. As frequências indicadas têm a seguinte definição: Muito

frequentes (≥ 10%), frequentes (≥ 1% e < 10%)

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes: Aumento de peso9, elevação dos níveis dos triglicéridos10,

aumento de apetite

Frequentes: Aumento dos níveis de colesterol11

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes: sedação (incluindo hipersónia, letargia, sonolência.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: Secura de boca.

Afeções hepatobiliares

Muito frequentes: elevações das transaminases hepáticas (ALT e AST; ver secção

4.4).

Exames complementares de diagnóstico

Muito frequentes: diminuição da bilirrubina total, elevação da GGT, elevação dos

níveis de prolactina no plasma12

9 Após um tratamento de curta duração (duração mediana 22 dias) um aumento de

peso > 7% do peso corporal basal (kg) foi muito frequente (40,6%), ≥ 15% do peso

corporal basal foi frequente (7,1%) e ≥ 25% foi frequente (2,5%). Com uma

exposição a longo prazo (pelo menos 24 semanas), 89,4% aumentaram ≥ 7%,

55,3% aumentaram ≥ 15% e 29,1% aumentaram ≥ 25% do seu peso corporal

basal.

Observado

níveis

basais

normais

jejum

(<

1,016

mmol/l)

aumentaram

para

elevados

(≥ 1,467 6mmol/l)

alterações nos

valores

triglicéridos em jejum a partir de valores próximos do limite no início (≥ 1,016

mmol/l - < 1,467 mmol/l) até valores elevados (≥ 1,467 mmol/l).

11 Foram frequentes as alterações de níveis iniciais normais de colesterol em jejum

(< 4,39 mmol/l) para elevados (≥ 5,17 mmol/l). Foram muito frequentes alterações

nos níveis de colesterol total em jejum a partir de valores próximos do limite no

início (≥ 4,39 - < 5,17 mmol/l) até valores elevados (≥ 5,17 mmol/l).

Foram

notificados

níveis

elevados

prolactina

47,4%

doentes

adolescentes

4.9 Sobredosagem

Sinais e sintomas

Entre os sintomas mais comuns da sobredosagem (com uma incidência> 10%)

incluem-se: taquicardia, agitação/agressividade, disartria, sintomas extrapiramidais

diversos e redução do nível de consciência indo desde a sedação até ao coma.

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Outras consequências da sobredosagem clinicamente significativas são: delírio,

convulsões,

coma,

possível

síndrome

maligno

neurolépticos,

depressão

respiratória, aspiração, hipertensão ou hipotensão, arritmias cardíacas (< 2% dos

casos de sobredosagem) e paragem cardiorrespiratória. Foram notificados casos

fatais de sobredosagens agudas tão baixas como 450 mg, mas também foram

notificados casos de sobrevivência com sobredosagens agudas de aproximadamente

2 g de olanzapina oral.

Tratamento da sobredosagem

Não existe um antídoto específico para a olanzapina. Não se recomenda a indução do

vómito. Para o tratamento da sobredosagem podem utilizar-se procedimentos

padronizados

(ex.

lavagem

gástrica,

administração

carvão

ativado).

administração

concomitante

carvão

ativado

demonstrou

reduzir

biodisponibilidade oral da olanzapina em 50 a 60%.

Deve ser instituído um tratamento sintomático e monitorização das funções vitais de

acordo

situação

clínica,

tratamento

hipotensão

colapso

circulatório e suporte da função respiratória. Não se deve administrar epinefrina,

dopamina ou outros agentes simpaticomiméticos com atividade beta-agonista, dado

que a estimulação beta pode piorar a hipotensão. É necessária uma monitorização

cardiovascular para detetar possíveis arritmias. Deve manter-se uma vigilância e

monitorização clínica apertada até que o doente recupere.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Fármacoterapêutico: Antipsicótico

Classificação ATC: N05A H03.

A olanzapina é um agente antipsicótico, antimaníaco e estabilizador do humor que

demonstra um perfil farmacológico alargado através de vários tipos de recetores.

Em estudos pré-clínicos, a olanzapina exibiu uma gama de afinidades aos recetores

(Ki;<100 nM) para: a serotonina 5-HT2A/C, 5-HT3, 5-HT6; dopamina D1, D2, D3,

D4, D5; recetores colinérgicos muscarínicos m1-m5; α1 adrenérgicos e recetores

histamínicos H1. Estudos de comportamento em animais com olanzapina, indicaram

que o antagonismo aos recetores 5HT, dopamina e colinérgicos, é consistente com o

perfil de ligação aos recetores. A olanzapina demonstrou uma maior afinidade in vitro

para os recetores da serotonina 5HT2 do que para os recetores da dopamina D2 e

maior para a atividade nos modelos in vivo para os 5HT2 do que para os D2. Estudos

eletrofisiológicos demonstraram que a olanzapina reduziu seletivamente a ativação

dos neurónios dopaminérgicos mesolímbicos (A10) enquanto teve pouco efeito nas

vias estriadas (A9) envolvidas na função motora. A olanzapina reduziu o reflexo

condicionado de, um teste indicativo de atividade antipsicótica, em doses abaixo das

que produzem catalépsia, um efeito indicativo de efeitos secundários motores. Ao

contrário de outros agentes antipsicóticos, a olanzapina aumenta a resposta num

teste “ansiolítico”.

Num estudo de dose oral única (10 mg) por tomografia de Emissão Positrão (PET)

em voluntários saudáveis, a olanzapina produziu uma ocupação mais elevada dos

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

recetores 5-HT2A do que dos dopamina D2. Além disso, um estudo de imagem por

tomografia computadorizada de emissão de fotões por feixe único (SPECT) em

doentes esquizofrénicos, revelou que os doentes que respondiam à olanzapina

tinham uma ocupação estriatal dos D2 mais baixa do que alguns outros doentes que

respondiam aos antipsicóticos e à risperidona, embora comparável aos doentes que

respondiam à clozapina.

dois

dois

ensaios

controlados

placebo

dois

três

ensaios

comparativos, com mais de 2.900 doentes esquizofrénicos, apresentando quer

sintomas positivos como negativos, a olanzapina foi estatisticamente associada a

melhorias

significativamente

maiores

tanto

sintomas

negativos

como

positivos.

Num estudo internacional multicêntrico, com dupla ocultação, comparativo, sobre a

esquizofrenia, perturbações esquizoafectivas e relacionadas, que incluíram 1.481

doentes com diferentes graus de sintomas depressivos associados (linha de base

média de 16,6 na Escala de Avaliação da Depressão de Montgomery-Asberg), uma

análise secundária prospetiva da linha de base até ao ponto final da classificação de

alteração

humor,

demonstrou

melhoria

estatisticamente

significativa

(p=0,001) a favor da olanzapina (-6,0) versus o haloperidol (-3,1).

Em doentes com um episódio maníaco ou episódio misto de distúrbio bipolar, a

olanzapina

demonstrou

eficácia

superior

placebo

valproato

semisódico

(divalproato) na redução dos sintomas maníacos durante 3 semanas. A olanzapina

também demonstrou resultados de eficácia comparável ao haloperidol em termos de

proporção de doentes em remissão sintomática de mania e depressão às 6 e às 12

semanas. Num estudo de coterapêutica em doentes tratados com lítio ou valproato

durante um mínimo de 2 semanas, a adição de olanzapina 10 mg (coterapêutica com

lítio ou valproato) resultou muma maior redução dos sintomas de mania do que em

monoterapia com lítio ou valproato após

semanas.

Num estudo de 12 meses de prevenção de recorrências com doentes em episódio

maníaco que obtiveram remissão com olanzapina e depois foram randomizados para

olanzapina ou placebo, a olanzapina demonstrou superioridade estatisticamente

significativa sobre o placebo no ponto de avaliação primário da recorrência bipolar.A

olanzapina também mostrou ter vantagem estatisticamente significativa sobre o

placebo em termos de prevenção, quer das recorrências para a mania quer para a

depressão.

Num segundo estudo de 12 meses de prevenção da recorrência do episódio maníaco,

doentes que obtiveram remissão com a combinação de olanzapina e lítio e foram

randomizados

para

olanzapina

lítio

isoladamente,

olanzapina

estatisticamente não inferior ao lítio no ponto de avaliação primário da recorrência

bipolar (olanzapina 30%, lítio 38,3%, p=0.055).

Num estudo de coterapêutica de 18 meses com doentes em episódio maníaco ou

misto estabilizados com olanzapina e um estabilizador do humor (lítio ou valproato),

a coterapêutica a longo prazo de olanzapina com lítio ou valproato não teve

significado estatístico superior em relação ao lítio ou ao valproato isoladamente, no

retardamento

recorrência

bipolar,

definida

acordo

critérios

sindromáticos (diagnósticos).

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

População pediátrica

A experiência com adolescentes (entre os 13 e os 17 anos de idade) está limitada

aos dados de eficácia a curto prazo no tratamento da esquizofrenia (6 semanas) e da

mania associada à perturbação bipolar I (3 semanas), com a participação de menos

de 200 adolescentes. A olanzapina foi utilizada em dose flexível, a partir de 2,5

mg/dia e aumentando até 20 mg/dia. Durante o tratamento com olanzapina, os

adolescentes registaram um aumento de peso significativamente maior do que os

adultos. A magnitude

das alterações no colesterol total em jejum, colesterol LDL, triglicéridos e prolactina

(ver secções 4.4 e 4.8) foi maior nos adolescentes do que nos adultos. Não há dados

sobre a manutenção do efeito, e existem dados limitados sobre a segurança a longo

prazo (ver secções 4.4 e 4.8).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

olanzapina

absorvida

após

administração

oral,

atingindo

picos

concentração no plasma entre 5 a 8 horas. A absorção não é afetada pelos

alimentos. A biodisponibilidade oral absoluta relativa à administração intravenosa

não foi determinada.

A olanzapina é metabolizada no fígado, pelas vias conjugativa e oxidativa. O

principal metabolito circulante é o 10-N-glucuronido, o qual não ultrapassa a barreira

hematoencefálica. Os citocromos P450-CYP1A2 e P450-CYP2D6, contribuem para a

formação

metabolitos

N-desmetil

hidroximetil,

ambos

exibindo

significativamente menos atividade farmacológica in vivo do que a olanzapina em

estudos animais. A atividade farmacológica predominante é a da olanzapina. Após

administração oral, a semivida média de eliminação terminal da olanzapina em

indivíduos saudáveis variou na base da idade e do género.

Em indivíduos idosos (65 anos ou mais) saudáveis versus indivíduos não idosos, a

semivida média de eliminação da olanzapina foi prolongada (51,8 versus 33,8 h) e a

depuração foi reduzida (17,5 versus 18,2 l/h). A variabilidade farmacocinética

observada nos idosos está dentro do intervalo da observada nos não idosos. Em 44

doentes com esquizofrenia, idade > 65 anos, as doses de 5 a 20 mg/dia não foram

associadas com qualquer perfil característico de efeitos adversos.

Em indivíduos do género feminino versus indivíduos do género masculino a semivida

média de eliminação foi algo prolongada (36,7 versus 32,3 h) e a depuração foi

reduzida (18,9 versus 27,3 l/h). Contudo, a olanzapina (5-20 mg) demonstrou um

perfil de segurança comparável tanto nos doentes femininos (n=467) como nos

masculinos (n=869).

Em doentes com insuficiência renal (depuração da creatinina < 10 ml/min) versus

indivíduos saudáveis, não houve diferença significativa na semivida de eliminação

média (37,7 versus 32,4 h) ou depuração (21,2 versus 25,0 l/h). Um estudo de

equilíbrio de massa demonstrou que aproximadamente 57 % da olanzapina marcada

radioactivamente, apareceu na urina, principalmente como metabolitos.

Em indivíduos fumadores com disfunção hepática ligeira, a semivida de eliminação

média (39,3 h) foi prolongada e a depuração (18,0 l/h) foi reduzida de modo análogo

a indivíduos não fumadores saudáveis (48,8 h e 14,1 l/h, respetivamente).

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Em indivíduos não fumadores versus indivíduos fumadores (masculinos e femininos)

a semivida de eliminação média foi prolongada (38,6 versus 30,4 h) e a depuração

foi reduzida (18,6 versus 27,7 l/h).

A depuração da olanzapina do plasma é inferior nos idosos versus indivíduos jovens,

em mulheres versus homens e em não fumadores versus fumadores. Contudo, a

importância do impacto da idade, género ou do tabaco na depuração e semivida da

olanzapina é pequena em comparação com a variabilidade geral entre indivíduos.

Num estudo com indivíduos caucasianos, japoneses e chineses, não houve diferenças

nos parâmetros farmacocinéticos entre as três populações.

A ligação às proteínas plasmáticas da olanzapina foi de 93 % sobre o intervalo de

concentração

até

cerca

1000

ng/ml.

olanzapina

liga-se

predominantemente à albumina e à α1- glicoproteína ácida.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade aguda (dose única)

Sinais de toxicidade oral observados em roedores foram uma característica dos

compostos

neurolépticos

potentes:

hipoactividade,

coma,

tremores,

convulsões

clónicas, salivação e diminuição do aumento de peso. As doses letais médias foram

de aproximadamente 210 mg/kg (ratinho) e 175 mg/kg (rato). Os cães toleraram

doses únicas orais até 100 mg/kg sem mortalidade. Os sinais clínicos incluíam,

sedação, ataxia, tremores, aumento da frequência cardíaca, respiração forçada,

miose e anorexia. Nos macacos, doses orais únicas até 100 mg/kg deram origem a

prostração e em doses mais altas a semi-inconsciência.

Toxicidade - dose repetida

Em estudos, até 3 meses de duração nos ratinhos, e até 1 ano em ratos e cães, os

efeitos predominantes foram depressão do SNC, efeitos anticolinérgicos e distúrbios

hematológicos

periféricos.

Desenvolveu-se

tolerância

depressão

SNC.

parâmetros de crescimento diminuíram, em doses altas. Os efeitos reversíveis

consistentes com a elevação da prolactina nos ratos, incluíram diminuição do peso

dos ovários e útero e alterações morfológicas no epitélio vaginal e na glândula

mamária.

Toxicidade

hematológica:

foram

encontrados

para

cada

espécie

efeitos

parâmetros

hematológicos,

incluindo

reduções

leucócitos

circulação

relacionados com a dose nos ratinhos, e reduções não específicas nos leucócitos em

circulação em ratos; contudo, não se encontrou prova de citoxicidade na medula

óssea. Desenvolveu-se neutropénia reversível, trombocitopénia ou anemia em alguns

cães tratados com 8 ou 10 mg/kg/dia (exposição total à olanzapina [AUC] é 12 a 15

vezes maior do que a do homem com uma dose de 12 mg). Em cães citopénicos,

não se verificaram efeitos adversos nas células progenitoras e proliferativas da

medula óssea.

Toxicidade reprodutiva

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

olanzapina

não

apresenta

efeitos

teratogénicos.

predisposição

para

acasalamento dos ratos machos foi afetada pela sedação. Os ciclos de cio foram

afetados com doses de 1,1 mg/kg (3 vezes a dose máxima no homem) e os

parâmetros da reprodução foram influenciados em ratos que tomaram 3 mg/kg (9

vezes a dose máxima no homem). Nos descendentes dos ratos que receberam

olanzapina,

foram

observados

atrasos

desenvolvimento

fetal

diminuições

transitórias nos níveis de atividade da descendência.

Mutagenicidade

A olanzapina não demonstrou atividade mutagénica ou clastogénica numa gama

completa de testes padrão, os quais incluíram testes de mutação bacteriana e testes

in vitro e in vivo em mamíferos.

Carcinogenicidade

Concluiu-se, baseado no resultado dos estudos em ratinhos e ratos que a olanzapina

não é

carcinogénica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Hidrogenofosfato de cálcio (E341)

Celulose microcristalina (E460)

Estearato de magnésio (E470)

Carboximetilamido sódico (tipo A)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem blister de folha de alumínio/alumínio contendo 7, 10, 14, 20, 28, 30, 35,

40, 50, 56, 60, 70, 80, 90, 100 ou 200 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

16-01-2012

INFARMED

Synthon B.V., Microweg 22, 6545 CM Nijmegen, Holanda

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 25 julho 2008

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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