Synglarin 5 mg Comprimido para mastigar

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Montelucaste
Disponível em:
Laboratórios Químico-Farmacêuticos Chibret, Lda.
Código ATC:
R03DC03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Montelukast
Dosagem:
5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido para mastigar
Composição:
Montelucaste sódico 5.2 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
5.1.3.2 Antagonistas dos leucotrienos
Área terapêutica:
montelukast
Resumo do produto:
4915484 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915583 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915682 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915781 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915880 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915989 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4916086 - Blister 98 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4916185 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4916284 - Blister 200 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 - ; 4915385 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10026011 -
Status de autorização:
Revogado (26 de Fevereiro de 2009)
Número de autorização:
FI/H/0215/002
Data de autorização:
2004-02-11

APROVADO EM

02-08-2005

INFARMED

SYNGLARIN

10 mg comprimidos revestidos por película

SYNGLARIN

5 mg comprimidos para mastigar

SYNGLARIN

4 mg comprimidos para mastigar

montelucaste (como sal sódico)

Leia atentamente este folheto antes de iniciar o tratamento com este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o voltar a ler.

Caso tenha dúvidas, consulte o médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si ou para o seu filho. Não deve dá-lo a outras

pessoas, mesmo que apresentem os mesmos sintomas, pois o medicamento pode ser-

lhes prejudicial.

Neste folheto:

1. O que é SYNGLARIN e para que é utilizado

2. Antes de tomar SYNGLARIN

3. Efeitos secundários possíveis

4. Como tomar SYNGLARIN

5. Conservação de SYNGLARIN

SYNGLARIN (montelucaste sódico, MSD) contém montelucaste sódico como substância

activa, apresentando-se como comprimidos revestidos por película de 10 mg de montelucaste

e comprimidos para mastigar de 5 mg e 4 mg de montelucaste. Contém ainda, na sua

composição, os seguintes ingredientes não activos:

1

O núcleo do comprimido de 10 mg revestido por película contém:

celulose microcristalina

lactose monohidratada

croscarmelose sódica

hidroxipropilcelulose

estearato de magnésio.

O revestimento por película contém:

hidroxipropilmetilcelulose

hidroxipropilcelulose

dióxido de titânio (E171)

óxidos vermelho e amarelo de ferro (E172)

cera de carnaúba.

2

Os comprimidos para mastigar de 5 mg e 4 mg contêm:

manitol

celulose microcristalina

hidroxipropilcelulose

óxido vermelho de ferro (E172)

croscarmelose sódica

aroma de cereja

aspartamo

estearato de magnésio.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

02-08-2005

INFARMED

Laboratórios Químico-Farmacêuticos Chibret, Lda.

Quinta da Fonte, Edifício Vasco da Gama (19)

P.O. Box 214

Porto Salvo

2770-192 Paço de Arcos

FABRICANTE

Merck Sharp & Dohme Ltd., Shotton Lane NE23 9 JU Northumberland, Cramlington, Reino

Unido

Merck Sharp & Dohme BV, Waarderweg 39- Postbus 5812003 PC Haarlem, Holanda

1. O QUE É SYNGLARIN E PARA QUE É UTILIZADO

SYNGLARIN é um medicamento do grupo dos antagonistas dos receptores dos leucotrienos,

que bloqueia as substâncias denominadas leucotrienos. Os leucotrienos provocam sintomas de

alergia. O bloqueio

leucotrienos

melhora

os sintomas de alergia sazonal (também

conhecida por febre dos fenos ou rinite alérgica sazonal).

O médico receitou SYNGLARIN para aliviar os sintomas de alergia sazonal.

O que são alergias sazonais?

1

As alergias sazonais são uma resposta alérgica causada normalmente por pólens que

existem no ar, provenientes de árvores, relva e ervas.

2

Os sintomas diurnos e nocturnos de alergias sazonais podem incluir habitualmente:

irritação, comichão e corrimento nasal

espirros

olhos lacrimejantes, inchados, vermelhos e com comichão

dificuldade em adormecer devido aos sintomas nasais

2. ANTES DE TOMAR SYNGLARIN

Fale com o médico sobre quaisquer problemas de saúde actuais ou passados (seus ou do seu

filho) e também sobre as alergias.

Não tomar SYNGLARIN:

1

se for alérgico ao montelucaste ou a algum dos outros componentes deste medicamento.

Tenha especial precaução com SYNGLARIN:

Qualquer doente com alergias sazonais que esteja a tomar medicamentos para a asma deverá

consultar o seu médico no caso de desenvolver um conjunto de sintomas que incluam um

estado semelhante a gripe, sensação de dormência e picadas nos braços ou pernas, e/ou

exantema (erupção cutânea).

Este medicamento não deve ser usado no tratamento de ataques de asma.

Tomar SYNGLARIN com alimentos:

APROVADO EM

02-08-2005

INFARMED

SYNGLARIN 10 mg, comprimidos revestidos por película, pode ser tomado com ou sem

alimentos

Se pretende que o seu filho tome SYNGLARIN 5 mg, comprimidos para mastigar próximo do

horário das refeições, faça-o 1 hora antes ou 2 horas após a refeição.

Se pretende que o seu filho tome SYNGLARIN 4 mg, comprimidos para mastigar próximo do

horário das refeições, faça-o 1 hora antes ou 2 horas após a refeição.

Uso nas crianças:

SYNGLARIN 5 mg, comprimidos para mastigar, é usado para crianças entre os 6 e os 14

anos. SYNGLARIN 4 mg, comprimidos para mastigar, é usado para crianças entre os 2 e os 5

anos. A segurança e eficácia de SYNGLARIN em crianças de idade inferior a 2 anos ainda

não foram estabelecidas.

Uso durante a gravidez e a aleitamento

2

Gravidez

As mulheres grávidas ou as que pretendam engravidar devem consultar o seu médico antes de

tomar SYNGLARIN.

3

Aleitamento

Não

sabe

SYNGLARIN

aparece

leite

materno,

isso,

antes

tomar

SYNGLARIN deve consultar o seu médico caso pretenda ou já esteja a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Não é provável que SYNGLARIN afecte a sua capacidade de conduzir ou trabalhar com

máquinas. Contudo, pode variar a forma como cada indivíduo reage à medicação. Alguns

efeitos secundários que foram relatados muito raramente com SYNGLARIN, podem afectar a

capacidade de alguns doentes para conduzir ou trabalhar com máquinas..

Informação

importante

sobre

ingredientes

de

SYNGLARIN,

comprimidos

para

mastigar:

SYNGLARIN 5 mg e 4 mg, comprimidos para mastigar, contêm aspartamo, uma fonte de

fenilalanina. Se o seu filho sofre de fenilcetonúria, deve ter em consideração que cada

comprimido para mastigar de 5 mg contém uma quantidade equivalente a 0,842 mg de

fenilalanina e cada comprimido para mastigar de 4 mg contém uma quantidade equivalente a

0,674 mg de fenilalanina.

SYNGLARIN 10 mg comprimidos revestidos por película, contém lactose. Se o seu médico

disse que tem uma

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes

de tomar este

medicamento.

Tomar SYNGLARIN com outros medicamentos:

Geralmente,

SYNGLARIN

não

interfere

outros

medicamentos

tomados

simultaneamente. Contudo, alguns medicamentos podem afectar a forma de actuação de

APROVADO EM

02-08-2005

INFARMED

SYNGLARIN, ou SYNGLARIN pode afectar a forma de actuação de outros medicamentos.

O médico deve ser informado sobre todos os medicamentos que estão ou venham a ser

tomados simultaneamente, incluindo aqueles que são adquiridos sem receita médica. Em

especial informe o seu médico se está a tomar, ou se o seu filho está a tomar, fenobarbital,

fenitoína ou rifampicina.

3. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais medicamentos, SYNGLARIN pode ter efeitos secundários. SYNGLARIN é

geralmente bem tolerado.

Em estudos realizados em doentes com alergias sazonais, não foram relatados frequentemente

efeitos secundários que se pensa estar relacionados com montelucaste.

Em estudos realizados em doentes com asma, os efeitos secundários mais frequentemente

relatados que se pensa estar relacionados com montelucaste foram dores abdominais, dores de

cabeça e sede. Estas foram normalmente ligeiras e ocorreram tanto nos doentes tratados com

montelucaste

como

receberam

placebo

(comprimido

medicamento).

Adicionalmente, foram referidos muito raramente os seguintes efeitos: reacções alérgicas

incluindo exantema, inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, que podem provocar

dificuldades a respirar ou engolir; comichão e urticária; cansaço, agitação, irritabilidade,

tonturas, sonolência, alucinações, sonhos anómalos

incluindo pesadelos

e sono agitado,

convulsões; mal-estar, dores musculares ou nas articulações, cãibras musculares, boca seca,

náuseas, vómitos, má digestão, diarreia; aumento da tendência hemorrágica, nódoas negras,

palpitações; e inchaço.

Informe o médico ou farmacêutico se algum dos sintomas já conhecidos continuar ou piorar

ou se houver sintomas não descritos neste folheto.

Poderá obter mais informações através do médico ou farmacêutico, que têm informções mais

detalhadas sobre SYNGLARIN e a sua doença.

4. COMO TOMAR SYNGLARIN

Tomar SYNGLARIN uma vez por dia, de acordo com as instruções do médico.

SYNGLARIN não deve ser usado em conjunto com outros medicamentos que contenham a

mesma substância activa, o montelucaste.

Posologia para adultos com idade igual ou superior a 15 anos: Um comprimido de 10 mg

tomado diariamente. SYNGLARIN 10 mg pode ser tomado com ou sem alimentos.

Posologia para crianças dos 6 aos 14 anos de idade: Um comprimido para mastigar de 5 mg

tomado diariamente. Se pretende que o seu filho tome SYNGLARIN próximo do horário das

refeições, faça-o 1 hora antes ou 2 horas após a refeição.

Posologia para crianças dos 2 aos 5 anos de idade: Um comprimido para mastigar de 4 mg

tomado diariamente. Se pretende que o seu filho tome SYNGLARIN próximo do horário das

refeições, faça-o 1 hora antes ou 2 horas após a refeição.

Se tomar mais SYNGLARIN do que deveria:

APROVADO EM

02-08-2005

INFARMED

Contacte o médico imediatamente.

Caso se tenha esquecido de tomar SYNGLARIN:

Tente que SYNGLARIN seja tomado conforme receitado. No entanto, se falhar a dose de um

dia, mantenha o esquema habitual de um comprimido por dia. Não tomar dose a dobrar para

compensar a dose que foi esquecida.

5. CONSERVAÇÃO DE SYNGLARIN

Guarde todos os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças.

Conservar na embalagem de origem.

Não usar o medicamento depois da data inscrita na embalagem com "VAL". Os dois

primeiros algarismos indicam o mês, os quatro últimos algarismos indicam o ano.

DATA DA ÚLTIMA REVISÃO: Agosto 2005

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

SYNGLARIN

5 mg comprimido para mastigar

2.COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido para mastigar contém montelucaste sódico, equivalente a 5 mg de

montelucaste. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido para mastigar.

Cor de rosa, redondo, biconvexo, diâmetro de 9,5 mm, com 275 gravado numa face.

4.INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1Indicações terapêuticas

Alívio dos sintomas de rinite alérgica sazonal.

4.2Posologia e modo de administração

Para administração por via oral.

A posologia diária em doentes pediátricos dos 6 aos 14 anos de idade é de um comprimido

para mastigar de 5 mg tomado diariamente. Se tomado com alimentos, SYNGLARIN deverá

ser administrado uma hora antes ou duas horas depois dos alimentos. Não são necessários

acertos posológicos neste grupo etário. Pode ser considerada a utilização em crianças dos 2

aos 14 anos para o tratamento da rinite alérgica sazonal, com base na demonstração de

eficácia neste grupo etário, apesar de não ter sido demonstrada eficácia nos ensaios clínicos.

A eficácia pode ser extrapolada a partir dos dados clínicos em adultos (ver secção 5.1).

Recomendações gerais. SYNGLARIN contém montelucaste, a mesma substância activa do

SINGULAIR. SYNGLARIN não deve ser usado concomitantemente com outros

medicamentos contendo a mesma substância activa, o montelucaste. SYNGLARIN deve ser

tomado uma vez por dia durante o período de duração do tratamento prescrito. No caso da

rinite alérgica, o horário da administração pode ser individualizado para satisfazer as

necessidades dos doentes.

Não é necessário qualquer ajuste posológico nos doentes com insuficiência renal ou

insuficiência hepática ligeira a moderada. Não existem dados sobre doentes com insuficiência

hepática grave. A posologia é igual para doentes do sexo masculino e do sexo feminino.

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

Estão disponíveis comprimidos de 10 mg para adultos com idade igual ou superior a 15 anos.

Estão disponíveis comprimidos de 5 mg para doentes pediátricos dos 6 aos 14 anos de idade.

Os comprimidos para mastigar de 4 mg são usados em doentes pediátricos dos 2 aos 5 anos de

idade.

Não foram estabelecidas a segurança e eficácia na população pediátrica com idade inferior a 2

anos.

4.3Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer dos excipientes.

4.4Advertências e precauções especiais de utilização

O montelucaste administrado por via oral não se destina ao tratamento da asma aguda (ver o

RCM do SINGULAIR).

Em doentes asmáticos tratados com medicamentos anti-asmáticos incluindo antagonistas dos

receptores dos leucotrienos foram relatados casos raros de eosinofilia sistémica, por vezes

com sinais clínicos de vasculite consistente com a síndrome de Churg-Strauss. Estes casos

foram geralmente associados, embora nem sempre, a redução ou interrupção da terapêutica

com corticosteróides orais em doentes com asma. Não pode ser excluída, nem comprovada, a

possibilidade dos antagonistas receptores dos leucotrienos estarem associados ao

aparecimento da síndrome de Churg-Strauss. Os médicos devem estar atentos à ocorrência de

eosinofilia, exantema vasculítico, agravamento dos sintomas pulmonares, complicações

cardíacas e/ou neuropatia nos seu doentes tratados com montelucaste. Os doentes que

desenvolverem estes sintomas devem ser reanalisados e os seus esquemas de tratamento

avaliados.

Para obter informações sobre a farmacocinética do montelucaste em doentes com

insuficiência hepática grave (pontuação >9 na escala de Child-Pugh), ver secção 5.2.

SYNGLARIN contém aspartamo, uma fonte de fenilalanina. Os doentes com fenilcetonúria

devem ter em consideração que cada comprimido para mastigar de 5 mg contém uma

quantidade equivalente a 0,842 mg de fenilalanina.

4.5Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

O montelucaste pode ser administrado com outras terapêuticas comummente usadas no

tratamento da rinite alérgica. Em estudos de interacção medicamentosa, as posologias clínicas

recomendadas de montelucaste, não tiveram efeitos clinicamente importantes na

farmacocinética dos seguintes fármacos: teofilina, prednisona, prednisolona, contraceptivos

orais (etinil-estradiol/noretindrona 35/1), terfenadina, digoxina e varfarina.

A área sob a curva de concentração plasmática (AUC) de montelucaste foi diminuída

aproximadamente 40% em indivíduos sob co-administração de fenobarbital. Dado que o

montelucaste é metabolisado pelo CYP 3A4, dever-se-á ter precaução, particularmente nas

crianças, quando montelucaste for co-administrado com indutores do CYP3A4, tais como

fenitoína, fenobarbital e rifampicina.

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

Estudos in vitro demonstraram que o montelucaste é um potente inibidor do CYP 2C8. No

entanto, resultados de um estudo clínico sobre interacções medicamentosas com montelucaste

e rosiglitazona (um substrato específico representativo dos fármacos primariamente

metabolizados pelo CYP2C8) demonstraram que o montelucaste não inibe o CYP2C8 in vivo.

Consequentemente, não se prevê que o montelucaste altere de forma marcante o metabolismo

de fármacos metabolizados por esta enzima (por ex., paclitaxel, rosiglitazona e repaglinida).

4.6Gravidez e aleitamento

Utilização Durante a Gravidez

Os estudos em animais não indicam quaisquer efeitos nefastos no que respeita à gravidez ou

ao desenvolvimento embrionário/fetal.

Os dados limitados disponíveis nas bases de dados sobre gravidez não sugerem a existência

de uma relação de causalidade entre SYNGLARIN e malformações (i.e., defeitos nos

membros) que foram raramente relatados durante a experiência de comercialização a nível

mundial.

SYNGLARIN não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente

necessário.

Utilização durante o aleitamento

Estudos em ratos demonstraram que o montelucaste é excretado no leite (ver secção 5.3). Não

se sabe se o montelucaste é excretado no leite humano.

SYNGLARIN só pode ser usado em mães a amamentar se for considerado claramente

necessário.

4.7Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não se espera que o montelucaste afecte a capacidade dos doentes para conduzir veículos ou

utilizar máquinas. Contudo, em casos muito raros, foi relatada sonolência.

4.8Efeitos indesejáveis

O montelucaste foi avaliado em doentes com rinite alérgica sazonal (2.199 doentes adultos

com idade igual ou superior a 15 anos e 280 doentes pediátricos dos 2 aos 14 anos de idade).

Nos estudos clínicos de 2 semanas controlados com placebo, não se observaram quaisquer

reacções adversas relacionadas com o fármaco relatadas como frequentes (>1/100, >1/10) em

doentes tratados com montelucaste e de incidência superior à registada nos doentes tratados

com placebo. Num estudo clínico de 4 semanas controlado com placebo, o perfil de segurança

foi consistente com o observado nos estudos de 2 semanas.

Em doentes com asma, o montelucaste foi avaliado em estudos clínicos do modo a seguir

descrito:

- comprimidos de 10 mg revestidos por película, em aproximadamente 4.000 doentes

asmáticos adultos com idade igual ou superior a 15 anos

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

- comprimidos para mastigar de 5 mg, em aproximadamente 1.255 doentes asmáticos

pediátricos dos 6 aos 14 anos de idade, e

- comprimidos para mastigar de 4 mg, em 573 doentes asmáticos pediátricos dos 2 aos 5 anos

de idade.

Foram frequentemente relatadas (>1/100, <1/10) em estudos clínicos controlados com

placebo as seguintes reacções adversas relacionadas com o fármaco em doentes asmáticos

tratados com montelucaste, e com uma incidência superior à dos doentes tratados com

placebo:

DOENTES COM ASMA

Sistema do

Organismo

Doentes Adultos

15 ou mais anos de

idade

(dois estudos de 12

semanas; n=795)

Doentes

Pediátricos

6 a 14 anos de

idade

(um estudo de 8

semanas; n=201)

(um estudo de 56

semanas; n=120)

Doentes

Pediátricos

2 a 5 anos de

idade

(um estudo de 12

semanas; n=461)

Doenças do sistema

nervoso

cefaleias

cefaleias

Doenças

gastrointestinais

dor abdominal

Perturbações gerais

sede

O perfil de segurança não se alterou com o tratamento prolongado da asma durante um

período igual ou superior a 1 ano.

Experiência pós-comercialização

Foram muito raramente relatadas (<1/10.000) as seguintes reacções adversas na utilização

pós-comercialização, incluindo relatos isolados:

Doenças do sangue e do sistema linfático: aumento da tendência para hemorragia

Doenças do sistema imunitário: reacções de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e um

relato isolado de infiltração eosinofílica hepática

Perturbações do foro psiquiátrico: anomalias do sonho, incluindo pesadelos, alucinações,

insónia, irritabilidade, agitação

Doenças do sistema nervoso: tonturas, sonolência, convulsões

Cardiopatias: palpitações

Doenças gastrointestinais: diarreia, xerostomia, dispepsia, náuseas, vómitos

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: angioedema, contusões, urticária, prurido,

exantema

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos: artralgia, mialgia incluindo cãibras

musculares

Corpo em geral: astenia/fadiga, mal-estar

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

Foram relatados casos muito raros de Síndrome de Churg-Strauss (CSS) durante o tratamento

com montelucaste em doentes asmáticos. No entanto, não foi estabelecida relação de

causalidade com o montelucaste (ver Secção 4.4).

4.9Sobredosagem

Não está disponível informação específica sobre o tratamento da sobredosagem de

montelucaste. Em estudos na asma crónica, montelucaste foi administrado a doentes adultos

em doses até 200 mg/dia, até 22 semanas, e em estudos de curto prazo, até 900 mg/dia, por

períodos aproximados de uma semana, sem experiências adversas de importância clínica.

Houve relatos de sobredosagem aguda na experiência pós-comercialização e nos estudos

clínicos com montelucaste. Estes incluem relatos em adultos e crianças com uma dose de

1000 mg (aproximadamente 61 mg/kg numa criança de 42 meses). Os resultados clínicos e

laboratoriais observados foram consistentes com o perfil de segurança em adultos e em

doentes pediátricos. Não ocorreram experiências adversas na maioria dos relatos de

sobredosagem. As experiências adversas que ocorreram mais frequentemente foram

consistentes com o perfil de segurança do montelucaste e incluíram dor abdominal,

sonolência, sede, cefaleias, vómitos e hiperactividade psicomotora.

Não se sabe se montelucaste é removível por hemodiálise ou diálise peritoneal.

5.PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antagonistas dos receptores dos leucotrienos

Código ATC: RO3D C03

Os cisteinil-leucotrienos (LTC4, LTD4, LTE4) são potentes agentes inflamatórios

eicosanóides, libertados por várias células, incluindo os mastócitos e os eosinófilos. Estes

mediadores ligam-se a receptores dos cisteínil-leucotrienos (CysLT). O receptor CysLT tipo-1

(CysLT1) encontra-se nas vias respiratórias humanas (incluindo as células do músculo liso

das vias respiratórias e os macrófagos das vias respiratórias) e noutras células pró-

inflamatórias (incluindo os eosinófilos e algumas células germinais mielóides). Os CysLTs

têm sido correlacionados com a patofisiologia da asma e da rinite alérgica. Na asma, os

efeitos mediados pelos leucotrienos incluem broncoconstrição, secreção de muco,

permeabilidade vascular e mobilização de eosinófilos. Na rinite alérgica, os CysLTs são

libertados da mucosa nasal após exposição ao alergeno durante as fases precoce e tardia das

reacções, e estão associados a sintomas de rinite alérgica. A estimulação intranasal com

CysLTs demonstrou aumentar a resistência das vias respiratórias nasais e os sintomas de

obstrução nasal.

O montelucaste é um composto activo por via oral que se liga com alta afinidade e

selectividade ao receptor CysLT1. Nos ensaios clínicos, o montelucaste inibiu a

broncoconstrição induzida pelo LTD4 inalado. O tratamento com montelucaste inibiu quer a

fase precoce quer a fase tardia da broncoconstrição devida a estimulação por antigénio. O

montelucaste, em comparação com o placebo, diminuiu os eosinófilos do sangue periférico

em doentes adultos e pediátricos.

APROVADO EM

27-11-2006

INFARMED

A administração de comprimidos de 10 mg de montelucaste uma vez por dia à noite a 1189

doentes de idade igual ou superior a 15 anos com rinite alérgica sazonal, resultou numa

melhoria estatisticamente significativa do parâmetro primário, a pontuação de sintomas nasais

diurnos, e dos seu componentes individuais (congestionamento nasal, rinorreia, prurido nasal

e espirros); da pontuação de sintomas nocturnos, e dos seus componentes individuais

(congestionamento nasal ao despertar, dificuldade em adormecer e despertares nocturnos); da

pontuação de sintomas combinados (composto pelas pontuações dos sintomas diurnos e

nocturnos); e das avaliações gerais da rinite alérgica por doentes e médicos, em comparação

com o placebo. Num outro estudo de 4 semanas, em que se administraram os comprimidos de

10 mg de montelucaste uma vez por dia, de manhã, a 445 doentes com idade igual ou superior

a 15 anos com rinite alérgica sazonal, a eficácia durante as 2 semanas iniciais foi

significativamente diferente da eficácia do placebo e foi consistente com o efeito observado

em estudos que utilizaram a administração nocturna. Além disso, o efeito durante o período

de quatro semanas foi consistente com os resultados obtidos nas 2 semanas.

A eficácia do montelucaste na rinite alérgica sazonal não foi investigada em ensaios clínicos

pediátricos distintos. A segurança foi demonstrada num ensaio pediátrico. Crianças dos 2 aos

14 anos de idade com diagnóstico estabelecido de rinite alérgica sazonal, receberam uma dose

diária de 4 mg (dos 2 aos 5 anos de idade) ou de 5 mg (dos 6 aos 14 anos de idade) de

montelucaste. Quando administrado nas doses recomendadas, o perfil farmacocinético do

montelucaste foi comparável nas populações pediátrica e adulta. Assim, uma vez que as

evoluções da rinite alérgica sazonal e do perfil farmacocinético são semelhantes nos doentes

adultos e pediátricos, os dados de eficácia em do montelucaste em adultos pode ser

extrapolado para a população pediátrica.

Nos doentes com rinite sazonal alérgica de idade igual ou superior a 15 anos que tomaram

montelucaste, registou-se uma diminuição mediana de 13 % no número de eosinófilos do

sangue periférico, em comparação com o placebo, durante os períodos de tratamento em dupla

ocultação.

5.2Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O montelucaste é rapidamente absorvido após administração oral. Para o comprimido

revestido de 10 mg, a média das concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) é conseguida em

3 horas (Tmáx) após administração a adultos em jejum. A biodisponibilidade oral é em média

de 64%. A biodisponibilidade oral e o Cmáx não são influenciados por uma refeição comum.

A segurança e eficácia foram demonstradas em estudos clínicos em que o comprimido

revestido de 10 mg foi administrado independentemente do horário de refeições.

Para o comprimido para mastigar de 5 mg, o Cmáx é atingido 2 horas após a administração a

adultos em jejum. A biodisponibilidade oral é, em média, de 73% e desce para 63% com uma

refeição comum.

Após administração do comprimido para mastigar de 4 mg a doentes pediátricos dos 2 aos 5

anos de idade em jejum, a Cmáx é atingida 2 horas após a administração. A Cmáx média é 66

% superior, enquanto que a Cmin média é inferior à dos adultos a tomar o comprimido de 10

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Distribuição

Mais de 99% do montelucaste liga-se às proteínas plasmáticas. O volume de distribuição do

montelucaste é de 8 a 11 litros, no estado de equilíbrio. Estudos feitos em ratos com

montelucaste radiomarcado, indicam que uma percentagem mínima do fármaco atravessa a

barreira hemato-encefálica. Por outro lado, às 24 horas após a dose, eram mínimas as

concentrações de material radiomarcado em todos os outros tecidos.

Biotransformação

O montelucaste é largamente metabolizado. Em estudos com doses terapêuticas, as

concentrações plasmáticas de metabolitos do montelucaste são indetectáveis na fase de

equilíbrio, quer em adultos, quer em crianças.

Estudos in vitro, usando microssomas de fígado humano, indicam que os citocromos P450

3A4, 2A6 e 2C9 estão envolvidos no metabolismo do montelucaste. Com base em ulteriores

resultados in vitro, obtidos com microssomas de fígado humano, conclui-se que

concentrações plasmáticas terapêuticas de montelucaste não inibem os citocromos P450 3A4,

2C9, 1A2, 2A6, 2C19 ou 2D6. A contribuição dos metabolitos para o efeito terapêutico do

montelucaste é mínima.

Eliminação

A depuração plasmática do montelucaste é, em média, de 45 ml/min, em adultos saudáveis.

Após uma dose de montelucaste radiomarcado, 86% da radioactividade é recuperada nas fezes

recolhidas durante 5 dias e <0,2% é recuperada na urina. Combinados com estimativas da

biodisponibilidade oral, estes dados indicam que o montelucaste e os seus metabolitos são

quase exclusivamente excretados por via biliar.

Características nos Doentes

Não são necessários ajustes posológicos para os idosos, ou para os doentes com insuficiência

hepática ligeira a moderada. Não foram realizados estudos em doentes com insuficiência

renal. Dado que o montelucaste e os seus metabolitos são eliminados pela via biliar, não se

prevê que sejam necessários acertos posológicos em doentes com insuficiência renal. Não há

dados sobre a farmacocinética do montelucaste em doentes com insuficiência hepática grave

(pontuação >9 na escala de Child-Pugh).

Foi observada uma diminuição na concentração de teofilina plasmática com doses elevadas de

montelucaste (20 e 60 vezes a dose recomendada para adultos). Este efeito não foi observado

com doses recomendadas de 10 mg uma vez por dia.

5.3Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de toxicidade animal, foram observadas ligeiras alterações de TGP (ALT),

glicose, fósforo e triglicéridos, de natureza transitória. Os sinais de toxicidade animal foram:

aumento de excreção de saliva, sintomas gastro-intestinais, fezes moles e desequilíbrio iónico.

Estes fenómenos ocorreram com doses >17 vezes a exposição sistémica verificada com a

dose clínica. Em macacos, os efeitos adversos apareceram com doses de 150 mg/Kg/dia (>

232 vezes a exposição sistémica verificada com a dose clínica). Em estudos com animais,

montelucaste não afectou a fertilidade nem a capacidade reprodutora com uma exposição

sistémica que excedeu 24 vezes a exposição sistémica clínica. Verificou-se uma ligeira

redução no peso corporal das crias no estudo de fertilidade efectuado em ratos fêmea com

doses de 200 mg/kg/dia (>69 vezes a exposição sistémica clínica). Em estudos com coelhos,

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verificou-se uma maior incidência de ossificação incompleta, em comparação com os

controlos dos outros animais, com uma dose sistémica >24 vezes a exposição sistémica

clínica vista com doses clínicas. Não foram verificadas anomalias em ratos. Foi demonstrado

que o montelucaste atravessa a barreira placentária e é excretado no leite mamário de animais.

Não ocorreram mortes após uma administração oral única de montelucaste sódico em doses

até 5000 mg/kg em ratinhos e ratos (15.000 mg/m2 e 30.000 mg/m2 em ratinhos e ratos,

respectivamente), que corresponde à dose máxima testada. Esta dose é equivalente a 25.000

vezes a dose diária recomendada no homem adulto (com base num peso de 50 kg do doente

adulto).

Foi determinado que o montelucaste não é fototóxico em ratinhos usando UVA, UVB ou

espectro de luz visível com doses até 500 mg/kg/dia (aproximadamente >200 vezes com base

na exposição sistémica).

O montelucaste não foi nem mutagénico nos testes in vitro e in vivo, nem tumorigénico em

várias espécies de roedores.

6.INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.Lista dos excipientes

Manitol

Celulose microcristalina

Hidroxipropilcelulose

Óxido vermelho de ferro (E172)

Croscarmelose sódica

Aroma de cereja

Aspartamo

Estearato de magnésio.

6.2Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3Prazo de validade

2 anos.

6.4Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem.

6.5Natureza e conteúdo do recipiente

Embalado em blister de poliamida/PVC/alumínio em:

Embalagens de: 7, 10, 14, 20, 28, 50, 56, 98, 100 e 200 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

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6.6Instruções de utilização e manipulação

Não existem requisitos especiais.

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Químico-Farmacêuticos Chibret, Lda.

Quinta da Fonte

Edifício Vasco da Gama (19)

P.O. Box 214

Porto Salvo

2770-192 Paço de Arcos

8.NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

4915385 – Embalagem de 7 comprimidos

4915484 – Embalagem de 10 comprimidos

4915583 – Embalagem de 14 comprimidos

4915682 – Embalagem de 20 comprimidos

4915781 – Embalagem de 28 comprimidos

4915880 – Embalagem de 50 comprimidos

4915989 – Embalagem de 56 comprimidos

4916086 – Embalagem de 98 comprimidos

4916185 – Embalagem de 100 comprimidos

4916284 – Embalagem de 200 comprimidos

9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

11 de Fevereiro de 2004

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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