Supremase 2 mg/ml Solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Fluconazol
Disponível em:
Pentafarma - Sociedade Técnico-Medicinal, S. A.
Código ATC:
J02AC01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Fluconazole
Dosagem:
2 mg/ml
Forma farmacêutica:
Solução para perfusão
Composição:
Fluconazol 2 mg/ml
Via de administração:
Via intravenosa
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s) - 100 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
1.2 Antifúngicos
Área terapêutica:
fluconazole fluconazole
Resumo do produto:
2914695 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) 100 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não congelar - Não comercializado - 10021701 - ; 2914596 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) 50 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não congelar - Não comercializado - 10021690 -
Status de autorização:
Revogado (09 de Junho de 2008)
Número de autorização:
6/153/95
Data de autorização:
1999-05-10

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Supremase 2 mg/ml Solução para perfusão

Fluconazol

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este

medicamento

receitado

para

Não

deve

dá-lo

outros;

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos

sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários

não

mencionados

neste

folheto,

informe

médico

farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Supremasee para que é utilizado

2. Antes de utilizar Supremase

3. Como utilizar Supremase

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Supremase

6. Outras informações

1. O QUE É SUPREMASE E PARA QUE É UTILIZADO

Supremase é uma solução para perfusão por via intravenosa que contém como

princípio activo o fluconazol a 2 mg/ml.

Cada embalagem contém 50 ml de solução, equivalente a 100 mg de fluconazol

ou 100 ml de solução, equivalente a 200 mg de fluconazol.

Pertence ao grupo dos medicamentos anti-infecciosos – antifúngicos.

Supremase é indicado no tratamento de:

Candidíase muco-cutânea, nomeadamente a orofaríngea e a esofágica. Podem

tratados

tanto

hospedeiros

normais

como

doentes

imunocomprometidos.

Candidíase sistémica incluindo candidemia, candidíase disseminada e outras

formas de candidíase invasiva. Estas formas incluem infecções peritoneais, do

endocárdio, oculares, pulmonares e do aparelho urinário.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Os doentes oncológicos, hospitalizados em unidades de cuidados intensivos,

medicados com terapêutica citotóxica ou imunossupressora, ou com outros

factores predisponentes à candidíase podem ser tratados com fluconazol.

Criptococose, incluindo a meningite criptocócica e infecções de outra localização

(p.e.: pulmonar, cutânea). Podem ser tratados hospedeiros normais, doentes

SIDA,

transplantados

orgãos

outras

causas

imunossupressão.

Coccidiomicoses, Blastomicose ou Histoplasmose: o fluconazol tem sido usado

sucesso

nestas

indicações,

deverá

considerado

como

medicamento alternativo.

Supremase é indicado na profilaxia de:

Infecções por Candida e Criptococus em doentes imunocomprometidos ou

sujeitos a tratamento imunossupressor (transplantados de órgãos, sujeitos a

quimio ou radioterapia).

2. ANTES DE UTILIZAR SUPREMASE

Não utilize Supremase:

Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância activa ou a qualquer outro

componente de Supremase.

Se tem hipersensibilidade aos derivados tiazolados semelhantes ao fluconazol.

Se estiver a tomar fluconazol em doses múltiplas iguais ou superiores a 400 mg

por dia, não deve tomar terfenadina.

se estiver a tomar cisapride ou astemizole

Tome especial cuidado com Supremase:

Embora apenas raramente tenham sido descritos efeitos hepáticos graves com o

fluconazol, a sua possibilidade deve ser considerada e, o tratamento deve ser

interrompido caso se desenvolvam sinais e sintomas consistentes de doença

hepática.

Deve ter-se em atenção a possibilidade de ocorrerem alterações dérmicas

descamativas

especialmente

doentes

imunocomprometidos.

desenvolvimento

erupções

cutâneas

deve

vigiado

tratamento

interrompido no caso de progredir.

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13-09-2007

INFARMED

Muito raramente, foram referidos casos de síndrome de Stevens-Johnson e

necrólise epidérmica tóxica em doentes medicados com fluconazol. Contudo, a

relação causal definitiva não pode ser estabelecida com segurança por a maioria

dos doentes estarem medicados com vários fármacos.

eficácia

segurança

fluconazol

crianças

ainda

não

está

suficientementeesclarecida.

entanto,

fluconazol

sido

utilizado,

inclusivamente em recém-nascidos, sem que se verificassem efeitos adversos

com incidência e gravidade diferentes dos do adulto.

Se tiver insuficiência renal, a posologia de fluconazol deve ser adaptada ao grau

da insuficiência renal.

Devem ter-se precauções com os doentes com patologia cardíaca, uma vez que

encontram

descritos

casos

arritmias

cardíacas

incluindo

torsade

pointes.

Existe possibilidade, embora rara de ocorrência de reacções anafiláticas.

Não pode ser administrado fluconazol a doentes com patologias hereditárias de

intolerância à galactose e má-absorção de glucose-galactose.

Utilizar Supremase com outros medicamentos:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado

recentemente

outros

medicamentos,

incluindo

medicamentos

obtidos

receita médica.

Anticoagulantes cumarínicos (varfarina, acenocumarol):

Aquando da administração concomitante de fluconazol com anticoagulantes

cumarínicos (como a varfarina ou o acenocumarol) ocorre aumento do tempo de

protrombina com risco de hemorragia, pelo que se deve vigiar este parâmetro.

Antidiabéticos orais:

A administração de fluconazol concomitante com sulfonilureias (tolbutamida,

glibenclamida, clorpropamida ou glipizide) requer controlo dos níveis sanguíneos

de glucose (devido ao risco de hipoglicémia, isto é baixa de açúcar no sangue)

e, se necessário, ajustamento da dosagem do antidiabético.

Inibidores da protease:

Administração conjunta de fluconazol com inibidores da transcriptase reversa

(indinavir, ritonavir) não necessita de ajuste terapêutico.

Inibidores da transcriptase reversa, não nucleósidos:

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INFARMED

A administração conjunta de fluconazol com efavirenze (400 mg/dia) ou com

delavirdine (300 mg t.i.d) não necessita de ajustes posológicos.

Inibidores da transcriptase reversa, nucleósidos:

Em caso de administração concomitante de fluconazol e zidovudina os doentes

devem ser cuidadosamente controlados relativamente às reacções adversas da

zidovudina. Contudo os doentes medicados com fluconazol e didanosina devem

ser monitorizados (assim como os que fazem zidovudina).

Rifampicina e Rifabutina:

Quando o fluconazol e a rifampicina são utilizados em simultâneo, pode ser

necessário aumentar a dose de fluconazol. A administração conjunta resulta

num aumento da concentração sanguínea de rifampicina relativamente à sua

administração isolada.

A administração da rifabutina e fluconazol aumenta a concentração da rifabutina.

Foram descritos casos de uveíte em doentes a fazer fluconazol e rifabutina.

Fenitoína:

A co-administração de fenitoína e fluconazol aumenta, os níveis sanguíneos da

fenitoína; neste caso dever-se-ão controlar os níveis de fenitoína e ajustar a sua

dose à manutenção dos níveis terapêuticos.

Diuréticos tiazídicos:

A utilização simultânea de hidroclorotiazida e fluconazol origina um aumento dos

níveis plasmáticos de fluconazol. No entanto, este aumento não implica ajuste

posológico nos doentes que efectuem terapêutica com diuréticos.

Ciclosporina, Tacrolimus e Sirolimus:

Qualquer associação de fluconazol com ciclosporina ou tacrolimus deve ser

cuidadosamente

controlada,

especialmente

pacientes

insuficiência

renal.

Embora não tenham sido efectuados estudos de interacção entre o Fluconazol e

o sirolimus, existiria a possibilidade de uma interacção semelhante à descrita

com o tacrolimus. Portanto, estes doentes devem ser também cuidadosamente

monitorizados.

Amitriptilina e Nortriptilina:

A administração conjunta de fluconazol e amitriptilina origina um aumento da

concentração do antidepressivo triciclíco, pelo que a administração simultânea

dos dois fármacos deve ser feita com cuidado. A administração conjunta de

fluconazol

nortriptilina

também

resultou

aumento

níveis

antidepressivo.

Carbamazepina:

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INFARMED

administração

conjunta

fluconazol

carbamazepina

deve

implicar

controlo dos níveis plasmáticos da carbamazepina.

Anfotericina B:

administração

concomitante

fluconazol

anfotericina

ratinhos

normais ou imunocomprometidos, com infecções por fungos, resultou em efeitos

de eficácia microbiológica variáveis.

Astemizol e Terfenadina:

A administração concomitante de cetoconazol com terfenadina e astemizol, pode

causar

efeitos

cardiovasculares

potencialmente

graves:

prolongamento

intervalo QT, taquicárdia ventricular, torsades de pointes ou fibrilhação auricular,

palpitações,

paragem

cardíaca,

hipotensão,

síncope

morte.

Efeitos

farmacocinéticos

cardíacos

semelhantes

cetoconazol

foram

observados

itraconazol

quando

administrado

conjuntamente

terfenadina e o astemizol.

Embora até ao momento se desconheçam casos de efeitos adversos graves

devidos à interacção do fluconazol com os antihistamínicos referidos, esta

associação é de evitar, uma vez que ocorreram casos graves com o cetoconazol

e itraconazol, estruturalmente relacionados com o fluconazol

Cisapride:

A administração conjunta de fluconazol e cisapride está contra-indicada.

Flucitosina:

Contra o Cryptococcus neoformans a combinação de fluconazol e flucitosina

podem ter um efeito sinérgico, aditivo ou indiferente.

Teofilina:

A administração conjunta de fluconazol e teofilina aumenta a concentração da

teofilina, pelo que se devem controlar os níveis plasmáticos do fármaco.

Inibidores da enzima HMG-CoA reductase: o risco de miopatia está aumentado

quando o Fluconazol é administrado com estes fármacos. Estas combinações

podem precisar de uma diminuição da dose do inibidor da HMG-CoA reductase

sendo necessária uma cuidadosa monitorização dos doentes para descartar

uma possível toxicidade muscular. A terapêutica com os inibidores da HMG-CoA

reductase deverá ser interrompida em caso de um aumento significativo dos

níveis da enzima CK ou do aparecimento de sinais compatíveis com miopatia ou

rabdomiólise.

Outros:

A cimetidina diminui a concentração de fluconazol , no entanto a alteração não é

considerada de significado clínico.

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13-09-2007

INFARMED

Podem

surgir

interacções

outros

fármacos

nomeadamente

alfentanil,

benzodiazepinas,

antagonistas

canais

cálcio,

celecoxib,

losartan,

trimetrexato e prednisona.

O fluconazol aumenta as concentrações de alfentanil, midazolam, triazolan,

celecoxib e trimetrexato e inibe a conversão do losartan no seu metabolito

activo.

Foram descritos vários casos de aumento das concentrações de felodipina,

isradipina e nifedipina quando administrados conjuntamente com itraconazol

pelo que seria possível uma interacção semelhante com o Fluconazol.

descrita

crise

addisoniana

doente

antecedentes

transplante hepático e sob terapêutica com prednisona após a interrupção do

tratamento prolongado (3 meses) com fluconazol.

Gravidez e aleitamento:

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Gravidez:

Não existem, até ao momento, estudos adequados e devidamente controlados,

sobre os efeitos da terapêutica com fluconazol, durante a gravidez. O fluconazol

só deverá ser utilizado na mulher grávida quando, os potenciais benefícios

justifiquem o risco para o feto.

Aleitamento:

O fluconazol encontra-se no leite materno em concentrações semelhantes às

concentrações plasmáticas. Por esta razão não se recomenda a sua utilização

no período de amamentação.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Não

foram

observados

efeitos

sobre

capacidade

conduzir ou

utilizar

máquinas, mas deverá ser tido em conta que poderão ocorrer tonturas ou

convulsões como efeitos indesejáveis.

Informações importantes sobre alguns componentes de Supremase:

Este medicamento contém 3,54 mg de sódio/ml de solução. Esta informação

deve ser tida em consideração em doentes com ingestão controlada de sódio.

3. COMO UTILIZAR Supremase

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Utilizar Supremase sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o

seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Supremase pode ser administrada através do sistema de perfusão já existente,

com uma das seguintes soluções:

soro fisiológico

dextrose a 20%

solução de Ringer

solução de cloreto de potássio em dextrose

bicarbonato de sódio a 8,4%

solução de Hartman

Não se recomenda a mistura de SUPREMASE 2 mg/ml solução para perfusão

com outros fármacos antes da sua administração.

As doses diárias recomendadas são idênticas para a administração oral ou

intravenosa e variam consoante o tipo e gravidade da infecção, o agente causal,

a função renal do paciente e a resposta à terapêutica.

A duração do tratamento depende da resposta do doente e deve continuar até a

infecção estar tratada com base nos parâmetros clínicos e laboratoriais. Se a

descontinuação

tratamento

prematura

podem

ocorrer

fenómenos

recorrência.

Doentes

SIDA

meningite

criptocócica

candidíase

orofaríngea geralmente necessitam de terapêutica de manutenção.

No adulto

Candidíase orofaríngea e esofágica

A dose usual em doentes adultos é de 200 mg no 1º dia de tratamento e, em

seguida 100 ou 200 mg por dia. Dependendo da resposta do doente, a dose

diária pode ser aumentada até 400 mg.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é de, pelo

menos, 2 semanas no caso da candidíase orofaríngea e um mínimo de 3

semanas e, pelo menos 2 semanas após resolução dos sintomas, na candidíase

esofágica.

dosagem

óptima

manutenção,

candidíase

orofaríngea

não

está

estabelecida, no entanto têm sido utilizadas, com bons resultados, doses de 50

a 100 mg por dia, podendo, se necessário, ser aumentadas até 200 mg por dia.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Candidíase sistémica (incluindo a candidemia, candidíase disseminada e outras

infecções invasivas por Candida)

A dose usual em doentes adultos é de 400 mg no 1º dia de tratamento e, em

seguida, 200 mg por dia, podendo a dose diária ser aumentada até 400 mg.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é, no mínimo,

4 semanas e, pelo menos, 2 semanas após resolução dos sintomas.

Alguns

autores

recomendam

doses

400-800

mg/dia

candidíases

invasivas.

Num número limitado de doentes com peritonite e infecções urinárias a Candida

foram utilizadas doses diárias de 50 a 200 mg de Fluconazol.

Criptococoses

A dose usual, na terapêutica da meningite criptocócica, em doentes adultos é de

400 mg no 1º dia de tratamento e, em seguida 200 mg/dia.

Dependendo da resposta do doente, a dose diária pode ser aumentada até 400

Em pacientes com infecção por VIH usaram-se doses de 800 a 1000 mg/dia.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é, no mínimo,

até 10 a 12 semanas após as culturas do líquido céfalo-raquidiano (LCR) serem

negativas.

Coccidiomicoses

Para tratamento da coccidiomicose meningea a dose recomendada é de 200-

mg/dia.

doentes

SIDA

usaram-se

doses

400-800

Concomitantemente usou-se, apenas em alguns doentes, anfotericina B intra-

cisternal, intra-ventricular ou intra-tecal.

Blastomicose ou Histoplasmose

A dose usual para tratamento da blastomicose e da histoplasmose é de 400-800

mg/dia.

Profilaxia de infecções fúngicas

Para a profilaxia primária da meningite criptocócica em pacientes com infecção

VIH e células T-CD4+<50 mm

recomendam-se dosagens de 100-200 mg uma

vez por dia.

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13-09-2007

INFARMED

Para a profilaxia secundária da criptococose em adultos ou adolescentes com

infecção VIH recomendam-se dosagens de 200 mg uma vez por dia.

Na terapêutica crónica de manutenção contra a recidiva da candidíase muco-

cutânea

(orofaríngea,

esofágica,

genital)

adultos

adolescentes

infecção VIH que têm infecções graves ou frequentes a Candida recomendam-

se dosagens de 100-200 mg/dia.

Para

profilaxia

meningite

coccidiomicótica

indivíduos

adultos

adolescentes com infecção VIH recomendam-se doses de 400 mg/dia.

Em indivíduos com infecção VIH recomenda-se a manutenção da terapêutica ao

longo da vida como profilaxia de infecções fúngicas.

Para

transplantados

medula

óssea

recomenda-se

profilaxia

infecções fúngicas com 400 mg /dia.

profilaxia

doentes

neutropenia

grave

esperada

(contagem

neutrófilos < 50/mm

) recomendam-se doses de 400 mg/dia, iniciando-se alguns

dias antes do aparecimento da neutropenia e mantendo-se por 7 dias após a

contagem de neutrófilos ter aumentado para mais de 1000/mm

Na criança

O fluconazol não deve ser usado em crianças e adolescentes com idade inferior

a 16 anos, excepto em casos em que não exista alternativa terapêutica, uma vez

que a sua eficácia e segurança não foram suficientemente demonstradas.

Deve ser administrado em toma única.

Recomendam-se

doses

diárias

Fluconazol

mg/kg,

não

recomendando doses superiores a 400 mg/dia. As doses de 3, 6 e 12 mg/kg

correspondem às doses no adulto de 100, 200 e 400 mg respectivamente.

Para o tratamento da candidíase orofaríngea e esofágica recomenda-se a dose

de 6 mg /kg no 1º dia, seguido de 3 mg/kg uma vez ao dia.

As doses para a candidíase esofágica podem ser aumentadas se necessário

para 12 mg/kg/dia.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é de, pelo

menos, 2 semanas no caso da candidíase orofaríngea e um mínimo de 3

semanas e, pelo menos 2 semanas após resolução dos sintomas, na candidíase

esofágica.

Para

tratamento

candidíase

sistémica

crianças,

podem

administrados 6-12 mg/kg/dia de Fluconazol.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Meningite criptocócica:

A dose inicial é de 12 mg/kg no 1º dia seguido de 6 mg/kg uma vez ao dia. Se

necessário a dose pode ser aumentada para 12 mg/kg/dia.

O fluconazol pode ser administrado durante 10-12 semanas após cultura de LCR

negativa.

Para a profilaxia primária da criptococose em crianças com infecções VIH

recomendam-se doses orais de 3-6 mg/kg uma vez ao dia.

Na terapêutica crónica de manutenção contra a recidiva da candidíase muco-

cutânea (orofaringe, esofágica) ou da criptococose em crianças com infecção

VIH recomendam-se doses de 3-6 mg/kg uma vez ao dia.

Para

profilaxia

coccidiomicose

crianças

infecções

recomendam-se doses de 6 mg/kg uma vez ao dia.

Nos idosos

Na ausência de insuficiência renal a posologia habitual recomendada será

adoptada. Nos doentes com depuração renal da creatinina < 50 mL/min a dose

deve ser ajustada de acordo com o item seguinte.

Na Insuficiência Renal

Em doentes com função renal diminuída, a dosagem de Fluconazol deve ser

adaptada ao grau de insuficiência renal e, deve ser baseada na depuração da

creatinina, medida ou estimada.

alterações

aconselhadas

encontram-se

tabela

seguinte.

entanto,

outros

ajustamentos

posologia

podem

necessários,

dependendo

condição do doente.

Depuração

creatinina (mL/min)

% da dose

diária usual

> 50

100 %

< 50

50 %

Nos doentes submetidos, regularmente, a diálise a administração de Fluconazol

(100% da dose usual) deve ser feita após cada período de diálise.

O fluconazol na forma de solução para perfusão intravenosa (I.V.) deve ser

administrado uma vez por dia a uma velocidade não superior a 200 mg/h.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Se tomar mais Supremase do que deveria:

Em caso de sobredosagem o tratamento é sintomático. A diurese forçada

aumenta a taxa de eliminação. A eliminação do fluconazol pode ser facilitada por

hemodiálise. Três horas de diálise diminuem os níveis plasmáticos em cerca de

50%.

Se parar de utilizar Supremase:

No caso de omitir uma dose deve continuar o tratamento reajustando o horário

de acordo com a última administração. Nunca deve administrar duas doses em

simultâneo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Supremase pode causar efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

O fluconazol, é geralmente bem tolerado. No entanto, foram descritos alguns

casos de hepatotoxicidade grave, principalmente em doentes com situação

clínica subjacente grave.

reacções

adversas

mais

frequentes

são

náuseas,

vómitos

erupções

cutâneas.

Efeitos

tracto

gastrointestinal:

podem

ocorrer,

gravidade

ligeira

moderada, náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia. Podem ainda ocorrer,

mais raramente, flatulência, boca seca, soluços, ardor epigástrico e anorexia.

Efeitos dermatológicos: pode ocorrer erupção cutânea, acompanhado ou não de

eosinofilia

prurido.

doentes

SIDA

verificaram-se

alguns

casos,

embora raros, de alterações dérmicas exfoliativas e síndroma de Stevens-

Johnson.

Pode surgir alopécia que é reversível com a suspensão do fármaco.

Efeitos hepáticos: pode ocorrer aumento ligeiro e transitório das concentrações

séricas de AST, ALT, fosfatase alcalina, Gama GT e bilirrubina total nos doentes

em tratamento com fluconazol. Aumentos superiores das transaminases (> 8

vezes

limite

superior

normal)

foram

registados

doentes

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INFARMED

medicados

fluconazol,

obrigando

suspensão

fármaco.

Qualquer

doente que apresente alterações da função hepàtica deverá ser monitorizado

apertadamente. Raramente, foram reportadas reacções hepáticas graves (p.e.:

necrose,

hepatite,

colestase,

insuficiência

hepática

fulminante)

doentes

medicados com fluconazol. Não foi demonstrada uma relação clara entre a dose

diária, duração da terapêutica, idade do doente ou sexo e os efeitos hepáticos.

Efeitos no sistema nervoso: podem ocorrer tonturas e cefaleias nos doentes em

tratamento com fluconazol. Podem ainda ocorrer, mais raramente, sonolência,

delírio/coma, alterações psiquiátricas, disestesias, parestesia das extremidades

e fadiga.

Efeitos

hematológicos:

raramente,

ocorreu

eosinofilia,

anemia,

leucopenia,

neutropenia e trombocitopenia.

Efeitos endócrinos: nas doses habituais o fluconazol não evidencia efeitos

inibitórios na síntese de tetosterona ou dos esteróides.

Outros

efeitos

adversos:

raramente,

foram

referidas

reacções

como

febre,

edema,

oligúria,

derrame

pleural,

hipotensão,

artralgia/mialgia,

hipocaliemia.

Foram referidas também insuficiência supra-renal e icterícia, maioritariamente

em pacientes com SIDA. Foram também referidos como efeitos indesejáveis a

obstipação,

dispepsia

outros

menos

comuns

como

colestase,

icterícia,

aumento da bilirrubina total, tremor, convulsões, vertigem, hipercolesterolemia,

hipertrigliceridemia e anafilaxia.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários

não

mencionados

neste

folheto,

informe

médico

farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR SUPREMASE

Não conservar acima de 25ºC. Não congelar. Conservar na embalagem de

origem.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Supremase após o prazo de validade indicado na embalagem. O

prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

medicamentos

não

devem

eliminados

canalização

lixo

doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de

que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Supremase

A substância activa é o fluconazol na dosagem de 2 mg/ml.

Os outros ingredientes são o cloreto de sódio e a água para preparações

injectáveis.

Qual o aspecto de Supremase e conteúdo da embalagem

Frasco

para

injectáveis.

Estão

disponíveis

embalagens

frasco

para

injectáveis de 50 ml doseado a 2 mg/ml e embalagens com 1 frasco para

injectáveis de 100 ml doseado 2 mg/ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

PENTAFARMA – Sociedade Tecnico-Medicinal, S.A.

Rua Professor Henrique de Barros

Edifício Sagres, 5º.A

2685 – 338 Prior Velho - Portugal

Tel. 21 041 41 00

Fax. 21 041 41 06

E-mail: pentafarma@mail.telepac.pt

B. Braun Medical, S.A.

Carretera de Terrassa 121

E-08191 Rubi – Barcelona - Espanha

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INFARMED

1. NOME DO MEDICAMENTO

Supremase 2 mg/ml Solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco de 50 ml de solução para perfusão contém 100 mg de fluconazol e

cada frasco de 100 ml de solução para perfusão contém 200 mg de fluconazol.

Sódio (sob a forma de cloreto de sódio) 3,54 mg/ml

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução para perfusão.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Supremase é indicado no tratamento de:

Candidíase muco-cutânea nomeadamente a orofaríngea e a esofágica. Podem

tratados

tanto

hospedeiros

normais

como

doentes

imunocomprometidos.

Candidíase sistémica incluindo candidemia, candidíase disseminada e outras

formas de candidíase invasiva. Estas formas incluem infecções peritoneais, do

endocárdio, oculares, pulmonares e do aparelho urinário.

Os doentes oncológicos, hospitalizados em unidades de cuidados intensivos,

medicados com terapêutica citotóxica ou imunossupressora, ou com outros

factores predisponentes à candidíase, podem ser tratados com fluconazol.

Criptococose, incluindo a meningite criptocócica e infecções de outra localização

(ex. pulmonar, cutânea). Podem ser tratados hospedeiros normais, doentes com

SIDA, transplantados de orgãos ou com outras causas de imunossupressão.

Coccidiomicose, Blastomicose ou Histoplasmose: o fluconazol tem sido usado

sucesso

nestas

indicações,

deverá

considerado

como

medicamento alternativo.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Supremase é indicado na profilaxia de:

Infecções por Candida e Criptoccoccus em doentes imunocomprometidos ou

sujeitos a tratamento imunossupressor (transplantados de orgãos, sujeitos a

quimio ou radioterapia).

4.2. Posologia e modo de administração

Como o fluconazol é rápida e completamente absorvido a partir do tracto

gastrointestinal, a via intravenosa (I.V.) é geralmente reservada aos doentes que

não toleram a administração oral.

fluconazol

forma

solução

para

perfusão

I.V.

deve

administrado uma vez por dia, a uma velocidade não superior a 200 mg/h.

doses

diárias

recomendadas

são

idênticas

para

duas

vias

administração e variam consoante o tipo e gravidade da infecção, o agente

causal, a função renal do paciente e a resposta à terapêutica.

A duração do tratamento depende da resposta do doente e deve continuar até a

infecção estar tratada, com base nos parâmetros clínicos e laboratoriais. Se a

descontinuação

tratamento

prematura

podem

ocorrer

fenómenos

recorrência.

Doentes

SIDA

meningite

criptocócica

candidíase

orofaríngea geralmente necessitam de terapêutica de manutenção.

No adulto

Candidíase orofaríngea e esofágica

A dose usual em doentes adultos é de 200 mg no 1º dia de tratamento e, em

seguida 100 ou 200 mg por dia. Dependendo da resposta do doente, a dose

diária pode ser aumentada até 400 mg.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é de, pelo

menos, 2 semanas no caso da candidíase orofaríngea e um mínimo de 3

semanas e, pelo menos 2 semanas após resolução dos sintomas, na candidíase

esofágica.

dosagem

óptima

manutenção,

candidíase

orofaríngea

não

está

estabelecida, no entanto têm sido utilizadas, com bons resultados, doses de 50

a 100 mg por dia, podendo, se necessário, ser aumentadas até 200 mg por dia.

Candidíase sistémica (incluindo a candidémia, a candidíase disseminada e

outras infecções invasivas por Candida)

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

A dose usual em doentes adultos é de 400 mg no 1º dia de tratamento e, em

seguida, 200 mg por dia, podendo a dose diária ser aumentada até 400 mg.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é, no mínimo,

4 semanas e, pelo menos, 2 semanas após resolução dos sintomas.

Alguns

autores

recomendam

doses

400-800

mg/dia

candidíases

invasivas.

Num número limitado de doentes com peritonite e infecções urinárias a Candida

foram utilizadas doses diárias de 50 a 200 mg de fluconazol.

Criptococoses

A dose usual, na terapêutica da meningite criptocócica, em doentes adultos é de

400 mg no 1º dia de tratamento e, em seguida 200 mg/dia. Dependendo da

resposta do doente, a dose diária pode ser aumentada até 400 mg.

Em pacientes com infecção por VIH usaram-se doses de 800 a 1000 mg/dia.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é, no mínimo,

até 10 a 12 semanas após as culturas do líquido cefalo-raquidiano (LCR) serem

negativas.

Coccidiomicoses

Para tratamento da coccidiomicose meningea a dose recomendada é de 200-

mg/dia.

doentes

SIDA

usaram-se

doses

de 400-800

mg/dia.

Concomitantemente usou-se, apenas em alguns doentes, anfotericina B intra-

cisternal, intra-ventricular ou intra-tecal.

Blastomicose ou Histoplasmose

A dose usual para tratamento da blastomicose e da histoplasmose é de 400-800

mg/dia.

Profilaxia de infecções fúngicas

Para a profilaxia primária da meningite criptocócica em pacientes com infecção

VIH e células T-CD4+ < 50 mm3 recomendam-se dosagens de 100-200 mg uma

vez por dia.

Para a profilaxia secundária da criptococose em adultos ou adolescentes com

infecção VIH recomendam-se dosagens de 200 mg uma vez por dia.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Na terapêutica crónica de manutenção contra a recidiva da candidíase muco-

cutânea (orofaríngea, esofágica ou genital) em adultos ou adolescentes com

infecção VIH que têm infecções graves ou frequentes a Candida, recomendam-

se dosagens de 100-200 mg/dia.

Para

profilaxia

meningite

coccidiomicótica

indivíduos

adultos

adolescentes com infecção VIH recomendam-se doses de 400 mg/dia.

Em indivíduos com infecção VIH recomenda-se a manutenção da terapêutica ao

longo da vida como profilaxia de infecções fúngicas.

Para

transplantados

medula

óssea

recomenda-se

profilaxia

infecções fúngicas com 400 mg/dia.

profilaxia

doentes

neutropenia

grave

esperada

(contagem

neutrófilos < 50/mm3) recomendam-se doses de 400 mg/dia, iniciando-se alguns

dias antes do aparecimento da neutropenia mantendo-se por 7 dias, após a

contagem de neutrófilos ter aumentado para mais de 1000/mm3.

Na criança

O fluconazol não deve ser usado em crianças e adolescentes com idade inferior

a 16 anos, excepto em casos em que não exista alternativa terapêutica, uma vez

que a sua eficácia e segurança não foram suficientemente demonstradas.

Deve ser administrado em toma única.

Recomendam-se

doses

diárias

fluconazol

mg/kg,

não

recomendando doses superiores a 400 mg/dia. As doses de 3, 6 e 12 mg/kg

correspondem às doses no adulto de 100, 200 e 400 mg respectivamente.

Para o tratamento da candidíase orofaríngea e esofágica recomenda-se a dose

de 6 mg /kg no 1º dia, seguido de 3 mg/kg uma vez ao dia.

As doses para a candidíase esofágica podem ser aumentadas se necessário

para 12 mg/kg/dia.

A duração do tratamento recomendada para este tipo de infecções é de, pelo

menos, 2 semanas no caso da candidíase orofaríngea e um mínimo de 3

semanas e, pelo menos 2 semanas após resolução dos sintomas, na candidíase

esofágica.

Para

tratamento

candidíase

sistémica

crianças,

podem

administrados 6-12 mg/kg/dia de Fluconazol.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Meningite criptocócica: a dose inicial é de 12 mg/kg no 1º dia seguido de 6

mg/kg uma vez ao dia. Se necessário a dose pode ser aumentada para 12

mg/kg/dia.

O fluconazol deve ser administrado durante 10-12 semanas após cultura de LCR

negativa.

Para a profilaxia primária da criptococose em crianças com infecções VIH

recomendam-se doses de 3-6 mg/kg uma vez ao dia.

Na terapêutica crónica de manutenção contra a recidiva da candidíase muco-

cutânea (orofaringe, esofágica) ou da criptococose em crianças com infecção

VIH recomendam-se doses de 3-6 mg/kg uma vez ao dia.

Para

profilaxia

coccidiomicose

crianças

infecções

recomendam-se doses de 6 mg/kg uma vez ao dia.

No idoso

Na ausência de insuficiência renal a posologia habitual recomendada será

adoptada. Nos doentes com clearance da creatinina < 50 mL/min a dose deve

ser ajustada de acordo com o item seguinte.

Na Insuficiência Renal

Em doentes com função renal diminuída, a dosagem de Fluconazol deve ser

adaptada ao grau de insuficiência renal e, deve ser baseada na depuração da

creatinina, medida ou estimada.

alterações

aconselhadas

encontram-se

tabela

seguinte.

entanto,

outros

ajustamentos

posologia

podem

necessários,

dependendo

condição do doente.

Depuração

creatinina (mL/min)

% da dose

diária usual

> 50

100 %

< 50

50 %

Nos doentes submetidos, regularmente, a diálise a administração de fluconazol

(100% da dose usual) deve ser feita após cada período de diálise.

4.3. Contra-indicações

Hipersensibilidade ao fluconazol ou a compostos azólicos relacionados.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

A co-administração de terfenadina está contra-indicada em doentes medicados

com fluconazol em doses múltiplas iguais ou superiores a 400 mg por dia (ver

Interacções medicamentosas e outras). A co-administração do fluconazol em

doses inferiores a 400 mg/dia com terfenadina deverá ser cuidadosamente

monitorizada.

A co-administração de cisapride ou astemizole com fluconazol também está

contra-indicada.

4.4. Advertências e precauções especiais de administração

Embora apenas raramente tenham sido descritos efeitos hepáticos graves com o

fluconazol, a sua possibilidade deve ser considerada e, o tratamento deve ser

interrompido caso se desenvolvam sinais e sintomas consistentes de doença

hepática.

Deve ter-se em atenção a possibilidade de ocorrerem alterações dérmicas

descamativas,

potencialmente

fatais

doentes

imunocomprometidos.

Portanto, nestes doentes o desenvolvimento de erupções cutâneas deve ser

vigiado e o tratamento interrompido no caso de progredir.

Embora, muito raramente, foram referidos casos de síndrome de Stevens-

Johnson e necrólise epidérmica tóxica em doentes medicados com fluconazol.

Contudo, a relação causal definitiva não pode ser estabelecida com segurança

por a maioria dos doentes estarem medicados com vários fármacos.

eficácia

segurança

fluconazol

crianças

ainda

não

está

suficientemente

esclarecida.

entanto,

fluconazol

sido

utilizado,

inclusivamente em recém-nascidos, sem que se verificassem efeitos adversos

com incidência e gravidade diferentes dos adultos.

doentes

insuficiência

renal,

posologia

fluconazol

deve

adaptada ao grau de insuficiência renal.

Uma vez que Supremase solução para perfusão é apresentado sob a forma de

uma solução salina diluída, há que ter em atenção a taxa de administração de

fluidos, nos doentes em que esteja indicada a restrição de sódio ou de líquidos.

Devem ter-se precauções com os doentes com patologia cardíaca, uma vez que

se encontram descritos casos de torsade de pointes. A co-administração de

cisapride ou de astemizol com fluconazol está contra-indicada.

Existe possibilidade, embora rara de ocorrência de reacções anafiláticas.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Não pode ser administrado fluconazol a doentes com patologias hereditárias de

intolerância à galactose e má-absorção de glucose-galactose.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

maior

parte

interacções

ocorre

interferência

actividade

microssomal hepática alterando o metabolismo e as concentrações plasmáticas

do Fluconazol, do fármaco que com ele interage ou de ambos.

Das interacções publicadas, as que apresentam significado clínico ocorrem

normalmente após doses cumulativas elevadas de Fluconazol.

Anticoagulantes cumarínicos (varfarina, acenocumarol):

O fluconazol, quando administrado simultaneamente com a varfarina, origina

aumento do tempo de protrombina, com consequente aumento do risco de

hemorragia.

administração

concomitante

fluconazol

acenocumarol

resultou no aumento de tempo de protrombina e, hemorragia intracraneana, em

pelo menos 1 doente.

Deste

modo,

dever-se-á

monitorizar

tempo

protrombina,

aquando

administração concomitante de fluconazol com anticoagulantes cumarínicos.

Antidiabéticos orais:

A administração de fluconazol a indivíduos a receberem concomitantemente

sulfonilureias (tolbutamida, glibenclamida, clorpropamida ou glipizide) resultou

no aumento das concentrações plasmáticas e redução do metabolismo dos

antidiabéticos orais. A administração de fluconazol concomitante com estes anti-

diabéticos orais requer monitorização sanguínea da glucose e, se necessário,

ajustamento da dosagem do agente antidiabético.

Inibidores da protease:

A administração conjunta de fluconazol com inibidores da transcriptase reversa

(indinavir, ritonavir) não necessita de ajuste terapêutico.

Inibidores da transcriptase reversa, não nucleósidos:

A administração conjunta de fluconazol com efavirenze (400 mg/dia) ou com

delavirdine (300 mg t.i.d) não necessita de ajustes posológicos.

Inibidores da transcriptase reversa, nucleósidos:

O fluconazol parece interferir com o metabolismo a depuração da zidovudina.

Embora se desconheça a importância clínica desta interacção, os doentes

medicados com os dois fármacos devem ser monitorizados de forma apertada

relativamente às reacções adversas da zidovudina.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

A utilização simultânea de fluconazol e didanosina não originou alterações

significativas

parâmetros

farmacocinéticos

didanosina.

Contudo

doentes

medicados

fluconazol

didanosina

devem

monitorizados

(assim como os que fazem zidovudina).

Rifampicina e Rifabutina:

A rifampicina acelera o metabolismo do fluconazol pelo que, quando os dois

fármacos são utilizados em simultâneo, pode ser necessário aumentar a dose de

fluconazol. A administração conjunta resulta num aumento da concentração

sérica da rifampicina relativamente à sua administração isolada.

co-administração

rifabutina

fluconazol

aumenta

concentração

rifabutina

principal

metabolito,

pelo

doentes

devem

cuidadosamente

monitorizados

quando

recebem

dois

fármacos

simultâneo.

Foram descritos casos de uveíte em doentes a fazer fluconazol e rifabutina.

Fenitoína:

A co-administração de fenitoína e fluconazol aumenta os níveis plasmáticos e a

área sob a curva (AUC) da fenitoína. Assim, dever-se-ão monitorizar os níveis

de fenitoína e, caso necessário, ajustar a sua dose à manutenção dos níveis

terapêuticos.

Diuréticos tiazídicos:

Em voluntários saudáveis, a receberem hidroclorotiazida em simultâneo com

fluconazol, observou-se aumento das taxas plasmáticas e da AUC do fluconazol.

No entanto, devido à ausência de significado clínico, a terapêutica com os dois

fármacos em simultâneo aparentemente não necessita ajustes posológicos.

Ciclosporina, Tacrolimus e Sirolimus:

A administração conjunta de fluconazol com ciclosporina resulta num aumento

das taxas circulantes de ciclosporina especialmente nos transplantados renais.

Qualquer associação de fluconazol com ciclosporina deve ser cuidadosamente

monitorizada, especialmente em pacientes com insuficiência renal para evitar a

toxicidade.

A administração simultânea de fluconazol com tacrolimus resultou num aumento

da concentração de tacrolimus e em nefrotoxicidade.

Embora não tenham sido efectuados estudos de interacção entre o Fluconazol e

o sirolimus, existiria a possibilidade de uma interacção semelhante à descrita

com o tacrolimus. Portanto, estes doentes devem ser também cuidadosamente

monitorizados.

Amitriptilina e Nortriptilina:

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

A administração conjunta de fluconazol e amitriptilina origina um aumento da

concentração do antidepressivo triciclíco, pelo que a administração simultânea

dos dois fármacos deve ser feita com cuidado. A administração conjunta de

fluconazol

nortriptilina

também

resultou

aumento

níveis

antidepressivo.

Carbamazepina:

A administração conjunta de fluconazol e carbamazepina origina um aumento da

concentração do anticonvulsivante pelo que se devem monitorizar os níveis

séricos da carbamazepina.

Anfotericina B:

administração

concomitante

fluconazol

anfotericina

ratinhos

normais ou imunocomprometidos, com infecções por fungos, resultou em efeitos

microbiológicos variáveis:

1 - efeito aditivo da acção antifúngica dos dois fármacos (ratinhos com infecção

sistémica por Candida albicans),

2 - sem alteração (ratinhos com infecção por Cryptococcus neoformans),

3 - antagonismo na acção antifúngica (ratinhos com infecção sistémica por

Aspergillus fumigatus).

Astemizol e Terfenadina:

A administração concomitante de cetoconazol com terfenadina e astemizol, pode

causar

efeitos

cardiovasculares

potencialmente

graves:

prolongamento

intervalo QT, taquicardia ventricular, torsades de pointes ou fibrilhação auricular,

palpitações,

paragem

cardíaca,

hipotensão,

síncope

morte.

Efeitos

farmacocinéticos

cardíacos

semelhantes

cetoconazol

foram

observados

itraconazol

quando

administrado

conjuntamente

terfenadina e o astemizol. Embora, até ao momento, se desconheçam casos de

efeitos

adversos

graves

devidos

interacção

fluconazol

antihistamínicos referidos, esta associação é de evitar, uma vez que ocorreram

casos graves com o cetoconazol e itraconazol, estruturalmente relacionados

com o fluconazol.

Cisapride:

A administração conjunta de fluconazol e cisapride condiciona aumento dos

níveis

séricos

cisapride

raramente

pode

estar

associada

reacções

adversas cardíacas incluindo torsades de pointes. A administração conjunta de

fluconazol e cisapride está contra-indicada.

Flucitosina:

A associação de fluconazol e flucitosina contra o Cryptococcus neoformans

podem ter um efeito sinérgico, aditivo ou indiferente.

Teofilina:

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

A administração conjunta de fluconazol e teofilina aumenta a concentração desta

última, pelo que se deve monitorizar a teofilinémia.

Inibidores da enzima HMG-CoA reductase:

O risco de miopatia está aumentado quando o Fluconazol é administrado com

estes fármacos. Estas combinações podem precisar de uma diminuição da dose

inibidor

HMG-CoA

reductase

sendo

necessária

cuidadosa

monitorização dos doentes para descartar uma possível toxicidade muscular. A

terapêutica com os inibidores da HMG-CoA reductase deverá ser interrompida

caso

aumento

significativo

níveis

enzima

aparecimento de sinais compatíveis com miopatia ou rabdomiólise.

Outros:

A cimetidina diminui a concentração de fluconazol, no entanto a alteração não é

considerada de significado clínico.

Podem

surgir

interacções

outros

fármacos

nomeadamente

alfentanil,

benzodiazepinas,

antagonistas

canais

cálcio,

celecoxib,

losartan,

trimetrexato e prednisona.

O fluconazol aumenta as concentrações de alfentanil, midazolam, triazolan,

celecoxib e trimetrexato e inibe a conversão do losartan no seu metabolito

activo.

Foram descritos vários casos de aumento das concentrações de felodipina,

isradipina e nifedipina quando administrados conjuntamente com itraconazol

pelo que seria possível uma interacção semelhante com o Fluconazol.

descrita

crise

addisoniana

doente

antecedentes

transplante hepático e sob terapêutica com prednisona após a interrupção do

tratamento prolongado (3 meses) com fluconazol.

4.6. Gravidez e aleitamento

Gravidez:

Não existem até ao momento estudos adequados e devidamente controlados,

sobre os efeitos da terapêutica com fluconazol, durante a gravidez. O fluconazol

só deverá ser utilizado na mulher grávida quando os potenciais benefícios

justifiquem o risco para o feto.

Aleitamento:

O fluconazol encontra-se no leite materno em concentrações semelhantes às

concentrações plasmáticas. Por esta razão não se recomenda a sua utilização

no período de amamentação.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não

foram

observados

efeitos

sobre

capacidade

conduzir

utilizar

máquinas, mas deverá ser tido em conta que poderão ocorrer tonturas ou

convulsões, como efeitos indesejáveis.

4.8. Efeitos indesejáveis

O fluconazol é geralmente bem tolerado. No entanto, foram descritos alguns

casos de hepatotoxicidade grave, principalmente em doentes com situação

clínica subjacente grave.

reacções

adversas

mais

frequentes

são

náuseas,

vómitos

erupções

cutâneas.

Efeitos

tracto

gastrointestinal:

verificaram-se,

gravidade

ligeira

moderada, náuseas, vómitos, dor abdominal e diarreia em 1,5-8,5% dos doentes

tratados.

Raramente ocorreu: flatulência, boca seca, soluços, ardor epigástrico e anorexia.

Efeitos dermatológicos: verificou-se erupção cutânea, acompanhada ou não de

eosinofilia e prurido, em aproximadamente 5% dos doentes. Nos doentes com

SIDA estão descritos casos, embora raros, de alterações dérmicas esfoliativas e

síndroma de Stevens-Johnson, que pode ser fatal.

Pode surgir alopécia (20 % dos pacientes com doses de 100-800 mg/dia) que é

reversível com a suspensão do fármaco.

Efeitos hepáticos: observou-se aumento ligeiro e transitório das concentrações

séricas

(1%),

(1,2%),

fosfatase

alcalina (1,2%), Gama

bilirrubina total (0,3%) nos doentes em tratamento com fluconazol. Aumentos

superiores das transaminases (> 8 vezes o limite superior do normal) foram

registados

doentes

medicados

fluconazol,

obrigando

suspensão do fármaco. Qualquer doente que apresente alterações da função

hepática deverá ser monitorizado apertadamente. Raramente, foram reportadas

reacções hepáticas graves (p.e.: necrose, hepatite, colestase, ou insuficiência

hepática

fulminante)

doentes

medicados

fluconazol.

Não

demonstrada uma relação clara entre a dose diária, duração da terapêutica,

idade do doente ou sexo e os efeitos hepáticos.

Efeitos

sistema

nervoso:

registaram-se

tonturas e

cefaleias (1,8%)

doentes

tratamento

fluconazol.

Raramente,

ocorreu

sonolência,

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

delírio/coma, alterações psiquiátricas, disestesias, parestesia das extremidades

e fadiga.

Efeitos

hematológicos:

raramente,

ocorreu

eosinofilia,

anemia,

leucopenia,

neutropenia e trombocitopenia.

Efeitos endócrinos: nas doses habituais o fluconazol não evidencia efeitos

inibitórios na síntese de tetosterona ou dos esteróides.

Outros

efeitos

adversos:

raramente,

foram

referidas

reacções

como

febre,

edema,

oligúria,

derrame

pleural,

hipotensão,

artralgia/mialgia,

hipocaliemia.

Foram referidas também insuficiência supra-renal e icterícia, maioritariamente

em pacientes com SIDA. Foram também referidos como efeitos indesejáveis a

obstipação,

dispepsia

outros

menos

comuns

como

colestase,

icterícia,

aumento da bilirrubina total, tremor, convulsões, vertigem, hipercolesterolemia,

hipertrigliceridemia e anafilaxia.

4.9. Sobredosagem

Em caso de sobredosagem o tratamento é sintomático. A diurese forçada

aumenta a taxa de eliminação. A eliminação do fluconazol pode ser facilitada por

hemodiálise. Três horas de diálise diminuem os níveis plasmáticos em cerca de

50 %.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.2 - Medicamentos anti-infecciosos. Antifúngicos.

Código ATC: J02A C01

O Fluconazol é um agente antifúngico, sintético, eficaz e bem tolerado, por via

oral e parental, com a vantagem de necessitar apenas de 1 administração diária,

no tratamento das micoses superficiais como sistémicas.

O fluconazol é, geralmente, fungistático, exercendo a sua actividade através da

alteração das membranas celulares, determinando maior permeabilidade da

membrana, saída de elementos essenciais (p.e.: aminoácidos e potássio) e

deficiente captação de moléculas precursoras (ex. purinas e pirimidinas).

O Fluconazol inibe a biossíntese do ergosterol de origem fúngica, sendo mais

específico sobre a síntese de esteróides dos fungos do que sobre a síntese de

esteróides dos mamíferos.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

O fluconazol é activo sobre vários fungos incluindo leveduras e dermatófitos. É

eficaz contra infecções por fungos, tanto em células normais como em células

imunocomprometidas.

A actividade in vivo do fluconazol parece ser muito mais marcada do que

deixavam prever os testes in vitro.

In vivo, o fluconazol tem um amplo espectro de actividade contra:

Candida albicans

Candida parapsilosis

Candida tropicalis

Candida glabrata

Cryptococcus neoformans

Paracoccidioides brasiliensis

Histoplasma capsulatum

Coccidioides immitis

Blastomyces dermatitidis

In vitro, o fluconazol é activo contra várias estirpes de candida, incluindo C.

albicans,

tropicalis,

parapsilosis,

Kefyr

(anteriormente

pseudotropicalis), C. lusitaniae e C. dubliniensis. Apresenta actividade variável

contra

glabrata.

activo

sobre

algumas

estirpes

Cryptococcus

neoformans,

Histoplasma

capsulatum,

Coccidioides

immitis

Blastomyces

dermatitidis.

Revelou-se

ainda

eficaz

tratamento

infecções

dermatófitos

designadamente dos géneros Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton.

Nos modelos animais de dermatomicoses o fluconazol foi eficaz no tratamento

da pitiríase versicolor (Pityrosporum orbiculare ou P.ovale).

Espécies habitualmente resistentes: Candida krusei, Aspergillus fumigatus e

Mallassezia pachydermatidis.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do fluconazol é similar quer seja administrado por via oral ou

endovenosa.

Para doses entre 50 a 400 mg a farmacocinética é linear.

Distribuição

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Devido à sua elevada hidrossolubilidade, o fluconazol distribui-se largamente

pelos tecidos e fluidos orgânicos após administração oral ou I.V. Nos adultos,

com função renal normal as concentrações de fluconazol alcançadas na saliva,

expectoração, unhas, no exsudado de vesículas purulentas (pele) e secreções

vaginais, são similares às concentrações plasmáticas.

ligação

proteínas

baixa

(cerca

11%),

circulando

organismo

principalmente de forma livre.

O volume de distribuição é de ± 0,8 L/Kg, que corresponde à agua corporal total.

Não se sabe se o fluconazol atravessa a barreira placentária em humanos. No

rato, as concentrações encontradas no líquido amniótico, placenta, feto e fígado

fetal, são aproximadamente iguais às concentrações maternas.

O Fluconazol encontra-se no leite materno em concentrações semelhantes às

concentrações plasmáticas.

Ao contrário de outros derivados azóis (itraconazol, cetoconazol) o fluconazol

distribui-se rapidamente no líquido cefalo-raquidiano, onde atinge concentrações

de 50 a 94 % (70 a 90 %

mesmo com

meningites não inflamadas) das

concentrações

plasmáticas,

independentemente

grau

inflamação

meníngea.

Eliminação

A semi-vida de eliminação média, em adultos saudáveis, é de 27-37 horas. Em

crianças dos 9 meses aos 15 anos a semi-vida plasmática é de 15-25 horas. Em

recém

nascidos

prematuros,

estudos

são

limitados

estudo,

administração I.V. de fluconazol a cada 72 horas, condicionou uma diminuição

progressiva da semi-vida ao longo do tempo- em média 88 horas após a 1ª dose

e 55 horas após a 5ª dose (dia 13)-. O Fluconazol é eliminado essencialmente

por via renal e 80 % da dose administrada é encontrada na urina na forma não

metabolizada.

O Fluconazol não é muito metabolizado (apenas 11 % da dose administrada é

encontrada na urina sob a forma de metabolitos). Não foram demonstrados

metabolitos do fluconazol em circulação.

A depuração do Fluconazol é proporcional à depuração da creatinina o que

impõe uma redução da posologia quando existir insuficiência renal.

A dose de fluconazol deve ser reduzida para 50% em pacientes com depuração

da creatinina < 50 mL/min.

O fluconazol é removível por hemodiálise ou diálise peritoneal.

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os testes de mutagenicidade, com ou sem inactivação metabólica, em 4 estirpes

de Salmonella typhimurium e no sistema L5178Y de linfoma de ratinho, não

evidenciaram qualquer potencial mutagénico do fluconazol. Adicionalmente, não

ocorreram alterações cromossómicas, in vivo, em células de medula óssea,

após administração de fluconazol, ou in vitro, em linfócitos humanos expostos a

concentrações de 1000 µg/mL, de fluconazol.

estudos

efectuados

ratos

ratinhos,

quais

administrado

fluconazol em doses de 2,5-10 mg/Kg (2 a 7 vezes superiores às utilizadas em

humanos)

durante

meses,

não

revelaram

potencial

carcinogénio

fluconazol.

entanto,

registou-se

aumento

incidência

adenomas

hepatocelulares em ratos macho a receberem fluconazol, 5 a 10 mg/kg, por via

oral, diariamente.

O fluconazol não alterou a fertilidade em ratos macho e fêmea tratados com

doses de 5, 10 ou 20 mg/Kg por via oral ou com doses de 5, 25 ou 75 mg/Kg por

via parentérica, embora o início do parto tivesse sido ligeiramente retardado com

a dose oral de 20 mg/Kg. Num estudo efectuado em ratos com administrações

I.V. de 5, 20 e 40 mg/Kg foram observados distocia e prolongamento do parto

em algumas fêmeas que receberam 20 mg/Kg (aproximadamente 5-15 vezes a

dose recomendada no ser humano) e 40 mg/Kg, embora tal não tenha sido

observado com a administração da dose de 5 mg/Kg. As alterações do parto

traduziram-se

ligeiro

aumento

nado-mortos

diminuição

sobrevivência neonatal. Os efeitos no parto são consistentes com a diminuição

estrogénica

específica

espécies

associada

administração

doses

elevadas de Fluconazol. Tal alteração hormonal não foi observada em mulheres

tratadas com Fluconazol.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Solução para perfusão a 100 mg/ 50 ml:

Cloreto de sódio a 0,9% (450 mg) e água para preparações injectáveis (q.b.p.

50,0 ml)

Solução para perfusão a 200 mg/ 100 ml:

Cloreto de sódio a 0,9% (900 mg) e água para preparações injectáveis (q.b.p.

100,0 ml)

6.2. Incompatibilidades

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Não se recomenda a mistura de Supremase com outros fármacos antes da sua

administração.

Supremase é compatível com as soluções descritas em 6.6. Instruções de

utilização e manipulação.

6.3. PRAZO DE VALIDADE

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC. Não congelar. Conservar na embalagem de

origem.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Supremase apresenta-se em frasco para injectáveis de vidro. Estão disponíveis

embalagens com 1 frasco para injectáveis de 50 ml doseado a 2 mg/ml e

embalagens com 1 frasco para injectáveis de 100 ml doseado 2 mg/ml.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Supremase pode ser administrada através do sistema de perfusão já existente,

com uma das seguintes soluções:

soro fisiológico

dextrose a 20%

solução de Ringer

solução de cloreto de potássio em dextrose

bicarbonato de sódio a 8,4%

solução de Hartman

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PENTAFARMA- Sociedade Tecnico-Medicinal, S.A.

Rua Professor Henrique de Barros

Edifício Sagres, 5º. A

2685-338 Prior Velho

Portugal

APROVADO EM

13-09-2007

INFARMED

Tel. 21 041 41 00

Fax. 21 041 41 06

E-mail: pentafarma@mail.telepac.pt

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Número de registo: 2914596 - 1 unidade de 50 ml de solução para perfusão, 2

mg/ml, frasco para injectáveis de vidro

Número de registo: 2914695 - 1 unidade de 100 ml de solução para perfusão, 2

mg/ml, frasco para injectáveis de vidro

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 10.Maio.1999

Data da última renovação: 10.Maio.2004

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO:

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