Subutex 2 mg Comprimido sublingual

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Buprenorfina
Disponível em:
Indivior Europe Limited
Código ATC:
N07BC01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Buprenorphine
Dosagem:
2 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido sublingual
Composição:
Buprenorfina, cloridrato 2.15 mg
Via de administração:
Via sublingual
Unidades em pacote:
Blister - 7 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM especial
Grupo terapêutico:
2.13.3 Medicamentos para tratamento da dependência de drogas
Área terapêutica:
buprenorphine
Resumo do produto:
3067188 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10011696 - 50023713 ; 3067287 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10011696 - 50023721
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
FR/H/0147/002
Data de autorização:
1999-12-23

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Subutex 2 mg comprimidos sublinguais

Cloridrato de buprenorfina

Leia com atenção todo este folheto antes de tomar este medicamento pois contém informação importante

para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale como seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Subutex e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Subutex

3. Como tomar Subutex

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Subutex

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Subutex e para que é utilizado

Medicamento utilizado na dependência de opiáceos.

Subutex é utilizado para tratar a dependência de opiáceos (narcóticos). Subutex faz parte de um programa

de tratamento médico, social e psicológico para doentes que aceitaram receber tratamento para a sua

dependência de opiáceos.

O tratamento com Subutex comprimidos sublinguais destina-se a ser utilizado por adultos e adolescentes a

partir dos 15 anos de idade.

2. O que precisa de saber antes de tomar Subutex

Não tome Subutex:

- se tem alergia à buprenorfina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6)

- se tem menos de 15 anos de idade

- se tem problemas respiratórios graves

- se tem problemas graves de fígado

- se está intoxicado com álcool ou sofre de delirium tremens (tremores, sudorese, ansiedade, confusão

mental ou alucinações causadas pelo álcool)

- se está a tomar metadona

- se está a tomar analgésicos opiáceos (nível III)

- se está a tomar naltrexona

- se está a tomar nalmefeno

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Subutex.

Informe o seu médico, se tiver:

- asma ou outros problemas respiratórios

- qualquer doença do fígado, como hepatite

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

- tensão arterial baixa

- sofrido recentemente uma lesão cerebral ou uma doença cerebral

- alterações urinárias (especialmente associadas ao aumento do volume da próstata nos homens)

- alguma doença renal

- problemas de tiroide

- doença adrenocortical (por ex., doença de Addison)

- disfunção do trato biliar.

Aspetos importantes a ter em consideração:

Utilização indevida, abuso e desvio

Este medicamento pode ser um recurso para pessoas que usam abusivamente de medicamentos sujeitos a

prescrição médica, devendo ser mantido num local seguro para evitar a sua apropriação por furto. Não dê

este medicamento a outra pessoa. Pode causar-lhe a morte ou prejudicá-la de outra forma.

Problemas respiratórios

Algumas pessoas faleceram devido a paragem respiratória (dificuldade em respirar) por terem utilizado este

medicamento de uma forma indevida ou por o terem tomado juntamente com outros depressores do

Sistema Nervoso Central, como o álcool, benzodiazepinas (tranquilizantes) ou outros opiáceos.

Dependência

Este medicamento pode causar dependência farmacológica.

Sintomas de abstinência

Este medicamento pode causar sintomas de abstinência se o tomar menos de seis horas após ter utilizado

um opiáceo de ação rápida (por ex., morfina, heroína ou substâncias relacionadas) ou menos de 24 horas

após ter utilizado um opiáceo de longa duração, como a metadona.

Subutex pode também causar sintomas de abstinência se a sua administração for abruptamente

interrompida.

Lesões no fígado

Foram notificados casos de lesões no fígado depois da administração de Subutex, especialmente devido a

utilização indevida, por injeção e em doses elevadas. Isto também pode dever-se a condições específicas,

como infeções virais (vírus da hepatite B ou hepatite C), abuso de álcool, anorexia ou pela utilização de

outros medicamentos com a capacidade de causarem danos no fígado (ver secção 4).

Poderão ser realizadas análises sanguíneas regulares pelo seu médico para monitorizar a condição do seu

fígado.

Informe o seu médico se tiver quaisquer problemas no fígado antes de iniciar o tratamento com Subutex.

Sonolência

Este medicamento pode causar sonolência, a qual pode ser potenciada pelo consumo de álcool ou

medicamentos para a ansiedade.

Diagnóstico de condições médicas não relacionadas

Este medicamento pode mascarar os sintomas de dor que poderão ajudar no diagnóstico de algumas

doenças. Não se esqueça de informar o seu médico de que toma este medicamento.

Pressão arterial

Este medicamento pode provocar uma descida súbita da pressão arterial, provocando-lhe tonturas quando

se levanta muito rapidamente após estar sentado ou deitado.

Recomenda-se a prescrição e a dispensa por um curto período de tempo, especialmente no início do

tratamento.

Outros medicamentos e Subutex

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar

outros medicamentos.

Não tome Subutex se está a tomar:

- Metadona

- Analgésicos opiáceos (nível III)

- Naltrexona

- Nalmefeno

Algumas associações com Subutex não são recomendadas:

- Tramadol, codeína, di-hidrocodeína (analgésicos de nível II),

- Etilmorfina,

- Álcool ou medicamentos que contêm álcool.

Alguns medicamentos podem aumentar os efeitos indesejáveis de Subutex e podem, por vezes, causar

reações muito graves. Não tome outros medicamentos em conjunto com Subutex sem primeiro falar com o

seu médico, especialmente:

Benzodiazepinas (utilizadas para tratar a ansiedade ou perturbações do sono), como diazepam,

temazepam, alprazolam. Se o seu médico prescrever benzodiazepinas, ele irá prescrever a dose correta para

si. Tomar uma dose incorreta de benzodiazepinas pode provocar a morte devido a insuficiência respiratória

(incapacidade de respirar). Não deve tomar mais do que a dose prescrita nem tomar benzodiazepinas não

prescritas.

Outros medicamentos que possam causar sonolência utilizados para tratar condições como a ansiedade,

insónias, convulsões, dor. Este tipo de medicamentos irá reduzir os seus níveis de alerta dificultando a

condução e utilização de máquinas. Podem também causar depressão do sistema nervoso central, o que é

muito grave e a sua utilização deve ser cuidadosamente monitorizada. Eis uma lista de exemplos deste tipo

de medicamentos:

- outros opiáceos, alguns analgésicos e antitússicos

- antidepressivos (utilizados para tratar a depressão), como a isocarboxazida e valproato

- antagonistas dos recetores H1 sedativos (utilizados para tratar reações alérgicas) como a difenidramina e

clorofenamina

- barbitúricos (utilizados para provocar o sono ou a sedação) como o fenobarbital ou hidrato de cloral

Clonidina (utilizada para tratar a pressão arterial elevada)

Antirretrovirais (utilizados para tratar a SIDA), como o ritonavir, nelfinavir, inidinavir

Alguns agentes antifúngicos (utilizados para tratar infeções fúngicas), como o cetoconazol, itraconazol,

voriconazol ou posaconazol e certos antibióticos (macrólidos)

Alguns medicamentos podem diminuir os efeitos do Subutex e devem ser utilizados com precaução quando

administrados concomitantemente com Subutex. Estes incluem:

Medicamentos utilizados para tratar a epilepsia (como a carbamazepina, fenobarbital e a fenitoína),

Medicamentos utilizados para tratar a tuberculose (rifampicina).

O uso concomitante dos medicamentos acima mencionados com Subutex deve ser cuidadosamente

monitorizado e, em alguns casos, o seu médico pode ter necessidade de ajustar a dose.

Deve informar o seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que estiver a tomar ou tiver

tomado recentemente, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Subutex com alimentos e bebidas

O álcool pode aumentar a sonolência e aumentar o risco de insuficiência respiratória se ingerido

concomitantemente com Subutex. Não beba bebidas alcoólicas nem tome medicamentos que contenham

álcool durante o tratamento com Subutex.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Não engula nem ingira alimentos ou bebidas enquanto o comprimido não estiver completamente

dissolvido.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. A buprenorfina pode ser utilizada durante a gravidez.

Quando administrado durante a gravidez, especialmente no final da gravidez, medicamentos como o

Subutex podem causar sintomas de abstinência de fármacos no seu bebé recém-nascido. Estes sintomas

podem ocorrer vários dias após o nascimento.

Antes de amamentar o seu bebé, consulte o seu médico: ele irá avaliar os fatores de risco individuais e dizer

se pode amamentar o seu bebé enquanto estiver a tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Subutex pode causar sonolência, tonturas e dificuldade de raciocínio.

Isto poderá acontecer com mais frequência nas primeiras semanas do tratamento ou quando a sua posologia

estiver a ser alterada, mas poderá acontecer também se beber álcool ou tomar outros fármacos sedativos

durante a utilização de Subutex. Não conduza, nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas, nem efetue

atividades perigosas até saber de que forma este medicamento o afeta.

Consulte o seu médico ou farmacêutico.

Informações importantes sobre alguns componentes de Subutex

Os atletas deverão ser alertados que este medicamento, devido à sua substância ativa, pode causar uma

reação positiva nos testes antidoping.

Subutex contém lactose.

Devido à presença de lactose, este medicamento não deverá ser utilizado em caso de galactosemia,

síndrome de malabsorção de glucose e galactose ou deficiência de lactase (doença metabólica rara).

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este

medicamento.

3. Como tomar Subutex

Terapêutica de iniciação

A dose recomendada para a iniciação do tratamento para adultos e adolescentes a partir dos 15 anos de

idade varia entre 2 e 4 mg de Subutex. Uma dose adicional entre 2 e 4 mg pode ser administrada no

primeiro dia de tratamento dependendo das necessidades do doente.

Antes de tomar a sua primeira dose de Subutex, devem ser evidentes sinais de abstinência. O seu médico

determinará a melhor altura para tomar a sua primeira dose de Subutex.

Iniciar o tratamento com Subutex enquanto dependente de heroína

Se é dependente de heroína ou outro opiáceo de ação rápida, a sua primeira dose de Subutex deve ser

administrada quando surgirem sinais de abstinência, mas não menos de 6 horas após a última utilização de

opiáceos.

Iniciar o tratamento com Subutex enquanto dependente de metadona

Se estiver a tomar metadona ou um opiáceo de ação prolongada, a dose de metadona deve ser reduzida para

um máximo de 30 mg/dia antes de se iniciar a terapêutica com Subutex. A primeira dose de Subutex deve

ser administrada quando surgirem sinais de abstinência, mas não antes de ter decorrido um período de 24

horas após a última utilização da metadona.

Tomar Subutex

A via sublingual é a única via de administração eficaz para este medicamento.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Tome a dose uma vez por dia colocando o comprimido debaixo da sua língua. Mantenha o comprimido

debaixo da sua língua até dissolver completamente. Isto pode demorar 5-10 minutos.

Não mastigue ou engula os comprimidos, pois o medicamento não funcionará e poderá ter sintomas de

abstinência. Não consuma quaisquer alimentos ou bebidas enquanto o comprimido não estiver

completamente dissolvido.

Ajuste posológico e terapêutica de manutenção

Durante os dias seguintes ao início do tratamento, o seu médico poderá aumentar a dose de Subutex a

administrar consoante as suas necessidades. Se tiver a impressão de que os efeitos do Subutex são

demasiado fortes ou demasiado fracos, fale com o seu médico ou farmacêutico.

A dose diária máxima de Subutex é de 24 mg.

Após um período de tratamento eficaz, poderá falar com o seu médico de modo a reduzir gradualmente a

dose para uma dose de manutenção mais baixa.

Interrupção do tratamento A duração do tratamento será determinada individualmente pelo seu médico.

Após um período de tratamento eficaz, o médico poderá reduzir gradualmente a dose para uma dose de

manutenção mais baixa. Dependendo da sua condição, a dose de Subutex poderá continuar a ser reduzida

sob cuidadosa supervisão médica, até à sua eventual suspensão.

Nunca altere o tratamento ou pare o tratamento sem o prévio consentimento do seu médico.

A efetividade deste tratamento depende:

- da dose;

- da associação com o tratamento médico, psicológico e social.

Fale com o seu médico se tiver a impressão de que Subutex é demasiado forte ou demasiado fraco.

Se tomar mais Subutex do que deveria

Em caso de sobredosagem com buprenorfina deve dirigir-se ou ser encaminhado imediatamente para um

serviço de urgência ou hospital para receber tratamento.

Informe imediatamente o seu médico.

Caso se tenha esquecido de tomar Subutex

Informe imediatamente o seu médico caso se esqueça de tomar uma dose. Não tome uma dose a dobrar

para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Subutex

Não altere de forma alguma nem suspenda o tratamento sem a prévia concordância do médico responsável

pelo seu tratamento. A suspensão súbita do tratamento pode provocar sintomas de abstinência.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Como retirar o comprimido do blister:

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

1 – Retire apenas um alvéolo do blister, rasgando-o

pelo picotado.

2 – Começando pelo canto com o selo levantado,

remova a folha para trás na direção da seta, de

forma a retirar comprimido.

Não utilize os comprimidos de alvéolos do blister danificados

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Informe imediatamente o seu médico ou contacte os serviços de urgência se detetar:

Inchaço da face, lábios, língua ou garganta que possa causar dificuldade de deglutição ou a respirar,

urticária/erupção da pele grave. Estes sintomas podem ser o início de uma reação alérgica potencialmente

fatal.

Informe também imediatamente o seu médico se detetar:

Fadiga intensa, prurido acompanhado de amarelecimento da pele ou dos olhos. Estes podem ser sintomas

de danos no fígado.

Têm-se registado os seguintes efeitos indesejáveis com a buprenorfina, utilizando a seguinte convenção:

muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

frequentes (podem afetar 1 a 10 em cada 100 pessoas)

pouco frequentes (podem afetar 1 a 10 em cada 1.000 pessoas)

raros (podem afetar 1 a 10 em cada 10.000 pessoas)

muito raros (podem afetar menos do que 1 em cada 10.000 pessoas)

desconhecidos (não é possível fazer uma estimativa a partir dos dados disponíveis)

Efeitos indesejáveismuito frequentes:

- Infeção,

- Insónia (incapacidade de dormir),

- Cefaleias (dor de cabeça),

- Náuseas,

- Dor abdominal,

- Sudorese,

- Síndrome de abstinência de fármacos.

Efeitos indesejáveis frequentes:

- Faringite (inflamação da faringe),

- Agitação,

- Ansiedade,

- Nervosismo,

- Enxaqueca,

- Parestesia (formigueiro e dormência),

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

- Sonolência,

- Desmaio,

- Vertigens,

- Hipercinésia (hiperatividade),

- Queda da pressão arterial ao mudar da posição de sentado ou deitado para a posição de pé,

- Dispneia (dificuldade em respirar),

- Obstipação,

- Vómitos,

- Espasmos musculares,

- Dismenorreia (dores menstruais),

- Corrimento vaginal branco,

- Fadiga.

Efeitos indesejáveis raros:

- Alucinações,

- Depressão respiratória (dificuldade respiratória grave).

Frequência desconhecida:

- Síndrome de abstinência de fármacos neonatal,

- Reações de hipersensibilidade, como erupção da pele, urticária, prurido,

- Reações de hipersensibilidade graves, como broncospasmos (constrição súbita dos músculos dos

brônquios), depressão respiratória, inchaço da face, lábios, língua e/ou da garganta e que podem ser sinais

de reações alérgicas potencialmente fatais,

- Problemas no fígado acompanhado, ou não, de icterícia.

Os opiáceos podem ainda causar os seguintes efeitos indesejáveis: convulsões, miose (contração da pupila),

alterações ao nível da consciência.

Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados

neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto,

fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao

INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente)

ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Subutex

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Não utilize Subutex após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após EXP. O prazo de

validade corresponde ao último dia do mês indicado.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico

como pode deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Subutex

- A substância ativa é o cloridrato de buprenorfina. Cada comprimido contém 2 mg de buprenorfina na

forma de cloridrato de buprenorfina.

- Os outros componentes são a lactose mono-hidratada, manitol, amido de milho, povidona K30, ácido

cítrico, citrato de sódio e estearato de magnésio.

Qual o aspecto de Subutex e conteúdo da embalagem

Comprimidos sublinguais de cor branca, ovais, acondicionados em dose unitária em blisters de 7 e 28

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

INDIVIOR EUROPE LIMITED

27 Windsor Place,

Dublin 2,

Irlanda

Fabricante

Reckitt Benckiser Healthcare (UK) Ltd.

Dansom Lane,

Hull HU 8 - 7DS

Reino Unido

Indivior Europe Limited

27 Windsor Place

Dublin 2

Irlanda

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Subutex 2 mg comprimidos sublinguais.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém cloridrato de buprenorfina equivalente a 2 mg de buprenorfina base.

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido contém lactose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido sublingual.

Comprimidos de cor branca a creme, ovais achatados com rebordo biselado, com a impressão de

"2" de um lado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento de substituição da dependência de opiáceos, no contexto multidisciplinar de um

tratamento médico, social e psicológico.

O tratamento destina-se a ser utilizado em adultos e adolescentes a partir dos 15 anos de idade

que tenham concordado ser submetidos a tratamento da toxicodependência.

4.2 Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser efetuado sob a supervisão de um médico experiente no tratamento da

dependência/toxicodependência de opiáceos.

É recomendada a prescrição de buprenorfina como parte de um tratamento abrangente na

dependência de opiáceos. O resultado do tratamento depende da posologia prescrita assim como

do conjunto de medidas médicas, psicológicas, sociais e educacionais tomadas na monitorização

do doente.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Precauções a ter antes da indução

Antes de se iniciar o tratamento, deve-se ter em consideração o tipo de dependência de opiáceos

(ou seja, opiáceos de ação prolongada ou rápida), o tempo que decorreu desde a última utilização

de opiáceos e o grau de dependência de opiáceos. Para evitar a precipitação de abstinência, deve

iniciar-se a indução com buprenorfina quando são evidentes sinais claros e objetivos de

abstinência (por exemplo, demonstrado por uma classificação na Escala Clínica de Abstinência

de Opiáceos validada COWS (Clinical Opioid Withdrawal Scale) que indique uma abstinência

ligeira a moderada). Para os doentes dependentes de heroína ou opiáceos de ação rápida, a

primeira dose de buprenorfina deve ser administrada quando surgem sinais de abstinência, mas

não antes de ter decorrido um período de pelo menos 6 horas após a última utilização de opiáceos.

Para doentes que se encontram a receber metadona, a dose de metadona deve ser reduzida para

um máximo de 30 mg/dia antes de se iniciar a terapêutica com buprenorfina. Deve ter-se em

consideração a semivida longa da metadona aquando do início da terapêutica com buprenorfina.

A primeira dose de buprenorfina deve ser administrada apenas quando surgirem sinais de

abstinência, mas não antes de ter decorrido um período de 24 horas após a última utilização da

metadona pelo doente. A buprenorfina pode precipitar sintomas de abstinência em doentes com

dependência de metadona.

Posologia

Terapêutica de iniciação (indução)

A dose inicial recomendada para adultos e adolescentes a partir dos 15 anos de idade varia entre

2 e 4 mg, administrada numa dose diária única. Uma dose adicional entre 2 e 4 mg pode ser

administrada no primeiro dia de tratamento dependendo das necessidades do doente.

Durante o período inicial do tratamento, recomenda-se uma supervisão diária da dosagem para

assegurar uma colocação sublingual correta do comprimido e para observar a resposta do doente

ao tratamento, como orientação para a titulação eficaz da dose de acordo com o efeito clínico.

Ajuste posológico e terapêutica de manutenção

No seguimento da indução do tratamento no dia um , o doente deve ser estabilizado para uma

dose de manutenção, durante os dias seguintes através de um ajuste progressivo da dose de

acordo com o efeito clínico do doente individual. A titulação da dose pode variar entre intervalos

2-8 mg de buprenorfina de acordo com a reavaliação do estado clínico e psicológico do doente, e

não deve exceder uma dose diária máxima de 24 mg de buprenorfina.

Recomenda-se a dispensa diária de buprenorfina, particularmente durante a fase inicial do

tratamento. Em seguida, após estabilização, pode dar-se ao doente uma quantidade de

medicamento suficiente para vários dias de tratamento. Contudo, recomenda-se que a quantidade

de medicamento dispensada se limite, no máximo, a 7 dias.

Menos do que a dose diária

Após atingir uma estabilização satisfatória do doente, a frequência da dosagem pode ser reduzida

para um tratamento em dias alternados, com uma dose diária equivalente a duas vezes a dose

titulada individualmente. Por exemplo, um doente estabilizado com uma dose diária de 8 mg de

buprenorfina poderá receber uma dose de 16 mg de buprenorfina em dias alternados e não receber

o fármaco nos dias intermédios. Nalguns doentes, após atingir-se uma estabilização satisfatória, a

frequência de dosagem pode ser reduzida para 3 vezes por semana (por exemplo, à segunda-feira,

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

quarta-feira e sexta-feira). A dose administrada à segunda-feira e à quarta-feira deve ser

equivalente a duas vezes a dose diária titulada individualmente, enquanto que a dose administrada

à sexta-feira deve ser equivalente a três vezes a dose diária titulada individualmente, não sendo

administrado fármaco nos dias intermédios. Contudo, a dose administrada em dias alternados não

deverá exceder 24 mg de buprenorfina. Este tipo de regime poderá não ser adequado a doentes

que requerem uma dose diária titulada >8 mg de buprenorfina/dia.

Redução da posologia e interrupção do tratamento (redução médica gradual)

Quando a avaliação clínica e a vontade do doente leve a considerar a interrupção do tratamento,

esta deve ser alcançada com precaução. A decisão de interromper o tratamento com buprenorfina

após um período de manutenção ou breve estabilização deve ser realizada como parte de um

plano de tratamento abrangente. De modo a evitar os sintomas de abstinência e a potencial

recaída para o consumo de drogas ilícitas, a dose de buprenorfina pode ser reduzida

progressivamente ao longo do tempo em casos favoráveis até o tratamento poder ser

interrompido. Após um período satisfatório de estabilização, e se o doente concordar, a dose de

buprenorfina pode ser gradualmente reduzida; em alguns casos favoráveis, o tratamento pode ser

interrompido. A disponibilidade dos comprimidos sublinguais nas doses de 0,4 mg, 2 mg e 8 mg,

respetivamente, permite efetuar uma titulação decrescente da dose. Os doentes devem ser

mantidos sob vigilância após a suspensão do tratamento com buprenorfina devido ao potencial de

recaídas.

Populações especiais

Idosos

A eficácia e segurança de buprenorfina em doentes idosos com idade superior a 65 anos ainda não

foram estabelecidas.

Não pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Compromisso hepático

Recomenda-se a realização de provas basais hepáticas e a documentação do estado da hepatite

viral antes de iniciar a terapêutica.

Os efeitos do compromisso hepático na farmacocinética da buprenorfina foram avaliados num

estudo pós-comercialização. A buprenorfina é amplamente metabolizada no fígado, e os níveis

plasmáticos detetados para a buprenorfina foram mais elevados em doentes com compromisso

hepático. A exposição sistémica é marginalmente aumentada em indivíduos com compromisso

hepático ligeiro e não é necessário ajuste de dose. Após a administração de uma dose única de 2

mg, a exposição sistémica global é significativamente maior em indivíduos com compromisso

hepático moderado (1,6 vezes) e grave (2,8 vezes) em comparação com indivíduos saudáveis. Os

doentes devem ser monitorizados para os sinais e para os sintomas de toxicidade ou

sobredosagem causados pelo aumento dos níveis de buprenorfina. Os comprimidos sublinguais de

Subutex devem ser administrados com precaução em doentes com compromisso hepático

moderado e deve ser considerada a redução das doses de iniciação e manutenção. Tendo em conta

a exposição mais acentuada em doentes graves e o potencial para uma maior acumulação após a

administração de doses repetidas, Subutex não deve ser utilizado em doentes com compromisso

hepático grave (Ver secções 4.3 e 5.2).

Os doentes positivos para hepatite viral, submetidos a medicação concomitante (ver secção 4.5)

e/ou com disfunção hepática preexistente encontram-se em risco de desenvolver lesão hepática

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

acelerada. Recomenda-se a realização de provas basais hepáticas e a documentação do estado da

hepatite viral antes de iniciar a terapêutica. Recomenda-se proceder à monitorização regular da

função hepática (ver secção 4.4).

Compromisso renal

Normalmente, não é necessário alterar a dose de buprenorfina em doentes com compromisso

renal. Recomenda-se precaução quando o fármaco for administrado em doentes com

compromisso renal grave (depuração de creatinina <30 ml/min.) (ver secções 4.4 e 5.2).

População pediátrica

A segurança e a eficácia de buprenorfina em crianças com menos de 15 anos de idade ainda não

foram estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Devido à falta de dados em adolescentes (15-17 anos), os doentes nesta faixa etária devem ser

monitorizados com maior atenção durante o tratamento.

Modo de administração

A via de administração é sublingual: Os médicos devem advertir os doentes de que a via

sublingual é a única via de administração eficaz e segura deste medicamento. O comprimido deve

ser colocado sob a língua até se dissolver completamente, o que geralmente ocorre dentro de 5 a

10 minutos. Os doentes não devem engolir ou ingerir quaisquer alimentos ou bebidas enquanto o

comprimido não estiver completamente dissolvido.

Uma dose é composta por múltiplos Subutex de diferentes dosagens, que podem ser tomados

simultaneamente ou em duas doses fracionadas; a segunda fração da dose deve ser tomada

imediatamente após a dissolução da primeira fração da dose. Para obter instruções específicas de

dosagem durante a terapia de indução, de estabilização e de manutenção, consultar, por favor, as

secções acima intituladas "Terapêutica de iniciação (indução)" e "Ajuste posológico e terapêutica

de manutenção".

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos um excipientes mencionados na secção

6.1.

Crianças com idade inferior a 15 anos

Insuficiência respiratória grave

Insuficiência hepática grave

Alcoolismo agudo ou delirium tremens

Associação com Metadona, Analgésicos Opiáceos de Nível III, Naltrexona, Nalmefeno (ver

secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Este medicamento encontra-se apenas recomendado para o tratamento de toxicodependência de

opiáceos.

Utilização em adolescentes: Devido à falta de dados em adolescentes (idade 15-17), os doentes

nesta faixa etária devem ser monitorizados com maior atenção durante o tratamento.

Recomenda-se ainda que o tratamento seja prescrito por um médico que assegure um

acompanhamento abrangente dos doentes com dependência de opiáceos.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Utilização indevida, abuso e desvio

A buprenorfina pode ser utilizada de forma indevida ou ser alvo de uso abusivo de maneira

semelhante a outros opiáceos, lícita ou ilicitamente. Alguns riscos decorrentes da utilização

indevida e do uso abusivo incluem sobredosagem, disseminação de infeções virais ou localizadas

e sistémicas transmitidas através do sangue, depressão respiratória e lesão hepática. A utilização

indevida de buprenorfina por parte de outra pessoa que não o doente pretendido acarreta um risco

adicional de dar origem a novos toxicodependentes utilizando a buprenorfina como droga

principal de abuso e pode ocorrer se o fármaco for distribuído para utilização ilícita diretamente

pelo doente em questão ou se o fármaco for obtido através de furto.

Em casos de utilização indevida de medicamentos intravenosos, foram notificadas reações locais,

por vezes sépticas (abscesso, celulite) e hepatite aguda potencialmente grave e outras infeções

agudas, como pneumonia e endocardite.

Um tratamento subótimo com buprenorfina pode induzir uma utilização indevida por parte do

doente, conduzindo a uma sobredosagem ou à interrupção do tratamento. Um doente que está

submedicado com buprenorfina pode continuar a responder a sintomas de abstinência

descontrolados ao automedicar-se com opiáceos, álcool ou outros sedativos-hipnóticos, tais como

as benzodiazepinas.

Para minimizar o risco de utilização indevida, uso abusivo e desvio, os médicos devem tomar

precauções apropriadas aquando da prescrição e da dispensa de buprenorfina, tais como evitar

prescrever múltiplas receitas numa fase precoce do tratamento e efetuar consultas de

acompanhamento do doente sempre que for necessário proceder a uma monitorização clínica e de

acordo com as necessidades do doente.

Depressão Respiratória

Registaram-se alguns casos de morte devido a depressão respiratória, em particular quando a

buprenorfina foi utilizada em associação com benzodiazepinas (ver secção 4.5) ou quando a

buprenorfina não foi administrada de acordo com o Resumo das Características do Medicamento.

Foram também referidos casos de morte associados à administração concomitante de

buprenorfina e outras substâncias depressoras, como o álcool ou outros opiáceos. Se a

buprenorfina for administrada em indivíduos não dependentes de opiáceos, que não tolerem os

efeitos dos opiáceos, pode verificar-se uma situação de depressão respiratória potencialmente

fatal.

Este medicamento deve ser utilizado com precaução em doentes com asma ou insuficiência

respiratória (por ex., doença pulmonar obstrutiva crónica, cor pulmonale, diminuição da reserva

respiratória, hipoxia, hipercapnia, depressão respiratória preexistente ou cifoscoliose (curvatura

anormal da coluna vertebral que poderá dar origem a dispneia)).

Os doentes com os fatores de risco físicos e/ou farmacológicos acima mencionados, deverão ser

monitorizados e deve ser considerada uma redução da dose.

A buprenorfina pode causar casos de depressão respiratória grave, possivelmente fatal, se for

acidental ou deliberadamente ingerida por crianças e indivíduos não dependentes. Os doentes têm

de ser avisados de que devem conservar a embalagem blister em segurança, de que nunca a

devem abrir antecipadamente, de que devem mantê-la fora do alcance das crianças e outros

membros da família e, por último, de que nunca devem tomar este medicamento à frente das

crianças. Em caso de ingestão acidental ou suspeita de ingestão, deve contactar de imediato os

serviços de urgência.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Depressão do SNC

A buprenorfina pode causar sonolência, particularmente quando utilizada em conjunto com álcool

ou outros depressores do sistema nervoso central (nomeadamente benzodiazepinas,

tranquilizantes, sedativos ou hipnóticos) (ver secções 4.5 e 4.7).

Dependência

Os estudos realizados em animais, bem como a experiência clínica, demonstraram que a

buprenorfina, um agonista parcial do recetor µ-opiáceo, em administração crónica pode produzir

dependência embora num nível inferior ao de um agonista total (por ex., morfina).

A suspensão abrupta do tratamento pode resultar numa síndrome de abstinência cuja evolução

pode ser tardia.

Hepatite e acontecimentos hepáticos

Foram notificados casos graves de lesão hepática aguda num contexto de utilização indevida,

especialmente por via intravenosa (ver secção 4.8). Estas lesões hepáticas foram observadas

principalmente nas doses elevadas e possivelmente devidas a toxicidade mitocondrial. Em muitos

casos, a presença de disfunções mitocondriais preexistentes (doenças genéticas, alterações das

enzimas hepáticas, infeção pelo vírus da hepatite B ou hepatite C, abuso de álcool, anorexia,

utilização concomitante de outros medicamentos potencialmente hepatotóxicos) e a utilização

contínua de drogas injetáveis poderão ter um papel causal ou contributivo. Os doentes positivos

para hepatite viral, submetidos a medicação concomitante (ver secção 4.5) e/ou com disfunção

hepática preexistente encontram-se em maior risco de desenvolver lesão hepática e, estes fatores

subjacentes devem ser tomados em consideração antes da prescrição de buprenorfina e durante o

tratamento (ver secção 4.2). Sempre que se suspeite de um evento hepático, torna-se necessária

uma avaliação biológica e etiológica adicional. Dependendo dos resultados obtidos, o tratamento

com o medicamento pode ser cuidadosamente interrompido de forma a evitar a síndrome de

abstinência e o retorno ao uso de drogas ilícitas. Na eventualidade de se prosseguir o tratamento,

deve monitorizar-se cuidadosamente a função hepática.

Precipitação da síndrome de abstinência de opiáceos

Ao iniciar o tratamento com buprenorfina, o médico deverá estar ciente do perfil agonista parcial

da buprenorfina e saber que esta pode precipitar abstinência em doentes com dependência de

opiáceos, em particular quando administrada menos de 6 horas após a última utilização de

heroína ou outro opiáceo de ação rápida, ou quando administrada menos de 24 horas após a

última dose de metadona (de acordo com a semivida longa da metadona). Os doentes devem ser

monitorizados cuidadosamente durante o período de substituição do tratamento com metadona

para buprenorfina, uma vez que foram registados sintomas de abstinência. Para evitar precipitar a

abstinência, deve ser efetuada a indução com buprenorfina quando existirem sinais evidentes de

abstinência moderada (ver secção 4.2).

Os sintomas de abstinência poderão também estar associados a uma posologia subótima.

Reações alérgicas

Foram notificados casos de hipersensibilidade aguda e crónica à buprenorfina, tanto em ensaios

clínicos, como na experiência pós-comercialização. Os sinais e sintomas mais frequentes incluem

erupções cutâneas, urticária e prurido. Têm-se registado casos de broncospasmo, angiodema e

choques anafiláticos. Antecedente de hipersensibilidade à buprenorfina é uma contraindicação no

uso de buprenorfina.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

Subutex contém lactose mono-hidratada. Os doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não

devem tomar este medicamento.

Compromisso Hepático

Os efeitos do compromisso hepático na farmacocinética da buprenorfina foram avaliados num

estudo pós-comercialização de dose única. Uma vez que a buprenorfina é amplamente

metabolizada, os níveis plasmáticos detetados para a buprenorfina foram mais elevados em

doentes com compromisso hepático moderado e grave. Os doentes devem ser monitorizados para

os sinais e para os sintomas de toxicidade ou sobredosagem causados pelo aumento dos níveis de

buprenorfina. Os comprimidos sublinguais de Subutex devem ser administrados com precaução

em doentes com compromisso hepático moderado. A buprenorfina está contraindicada em

doentes com insuficiência hepática grave (ver secções 4.3 e 5.2).

Compromisso Renal

A eliminação renal pode ser prolongada, uma vez que 30% da dose administrada é eliminada pela

via renal. Os metabolitos da buprenorfina acumulam-se em doentes com falência renal.

Recomenda-se precaução quando administrada em doentes com compromisso renal grave

(depuração da creatinina <30ml/min.) (ver secções 4.2 e 5.2).

Advertências gerais da classe dos opiáceos

Os opiáceos podem provocar hipotensão ortostática.

Os opiáceos podem aumentar a pressão do líquido cefalorraquidiano o que, por sua vez, pode

causar convulsões. Assim como com outros opiáceos, recomenda-se precaução em doentes que

estejam a utilizar buprenorfina tendo ferimentos na cabeça, lesões intracranianas e aumento da

pressão intracraniana ou historial de convulsões.

A miose induzida por opiáceos, as alterações no nível da consciência ou as alterações na perceção

da dor que ocorrem como sintoma de uma doença podem interferir na avaliação do doente ou

dificultar o diagnóstico ou a evolução clínica de uma doença concomitante.

Os opiáceos devem ser usados com precaução em doentes com mixedema, hipotiroidismo ou

insuficiência córtico-suprarrenal (por ex., doença de Addison).

Os opiáceos devem ser usados com precaução em doentes com hipotensão, hipertrofia da próstata

ou estenose uretral.

Foi demonstrado que os opiáceos aumentam a pressão intracoledoquiana, devendo ser usados

com precaução em doentes com disfunção do trato biliar.

Os opiáceos devem ser administrados com precaução em doentes idosos ou debilitados.

Os atletas devem ser informados de que este medicamento pode provocar uma reação positiva em

“testes antidoping”.

As seguintes associações não são recomendadas com buprenorfina: analgésicos de nível II,

etilmorfina e álcool (ver secção 4.5).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Associações contraindicadas (ver secção 4.3)

- Metadona: Diminuição do efeito da metadona pelo bloqueio competitivo dos receptores, com

risco de causar síndrome de abstinência.

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

- Analgésicos opiáceos de Nível III: em doentes a utilizar analgésicos de nível III, pode ocorrer

uma diminuição do efeito analgésico dos morfínomiméticos, pelo bloqueio competitivo dos

receptores, com risco de causar síndrome de abstinência.

- Naltrexona e Nalmefeno: A naltrexona e o nalmefeno são antagonistas opiáceos que podem

bloquear os efeitos farmacológicos da buprenorfina. A sua administração concomitante durante o

tratamento com buprenorfina é contraindicada devido à interação potencialmente perigosa que

pode precipitar o aparecimento repentino de sintomas prolongados e intensos de abstinência de

opiáceos.

Associações não recomendadas

- Analgésicos de Nível II (tramadol, codeína e dihidrocodeína): diminuição do efeito analgésico

dos morfínomiméticos, pelo bloqueio competitivo dos recetores, com risco de causar síndrome de

abstinência.

- Etilmorfina: em doentes a utilizar etilmorfina, pode ocorrer uma diminuição do efeito analgésico

dos morfínomiméticos, pelo bloqueio competitivo dos recetores, com risco de causar síndrome de

abstinência.

- Álcool: O álcool potencia o efeito sedativo da buprenorfina, tornando perigosa a condução de

veículos ou a utilização de máquinas.

Evite a administração de Subutexem conjunto com bebidas alcoólicas ou com medicamentos

contendo álcool.

A buprenorfina deve ser utilizada com precaução quando administrada concomitantemente com:

- Benzodiazepinas: A associação com benzodiazepinas pode provocar a morte devido a depressão

respiratória de etiologia central. Assim, os doentes deverão ser cuidadosamente monitorizados e

esta associação deve ser evitada em caso de risco de uma utilização indevida (ver secções 4.4 e

4.8). Antes da prescrição desta associação, deve ser efetuada uma avaliação médica adequada da

relação benefício/risco. Os doentes deverão ser avisados de que é extremamente perigoso

autoadministrar benzodiazepinas não prescritas enquanto estiverem a tomar este medicamento e

deverão ser aconselhados a utilizar benzodiazepinas concomitantemente com este medicamento

apenas se for prescrito (ver secção 4.4).

- Outros fármacos depressores do sistema nervoso central: outros derivados dos opiáceos

(analgésicos e antitússicos), determinados antidepressivos, antagonistas dos recetores H1

sedativos, benzodiazepinas, ansiolíticos não benzodiazepínicos, neurolépticos, clonidina e

substâncias relacionadas: Esta associação aumenta a depressão do sistema nervoso central. O

reduzido grau de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e a utilização de máquinas.

Adicionalmente, para os barbitúricos, aumento do risco de depressão respiratória.

- Inibidores do CYP3A4: Um estudo de interação da buprenorfina com cetoconazol (um inibidor

potente do CYP3A4) resultou num aumento das Cmax e AUC (área sob a curva) da buprenorfina

(aproximadamente 50 % e 70 % respetivamente) e, numa extensão menor, da norbuprenorfina. Os

doentes tratados com buprenorfina devem ser cuidadosamente monitorizados, e pode ser

necessária uma redução da dose se associada com inibidores potentes do CYP3A4 (por. ex.,

inibidores da protease como o ritonavir, nelfinavir ou indinavir ou antifúngicos azólicos como o

cetoconazol, itraconazol, voriconazol ou posaconazol).

- Indutores do CYP3A4: Num estudo clínico realizado em voluntários saudáveis, a associação de

buprenorfina com rifampicina ou rifabutina demonstra uma redução de 70% e 35%,

respetivamente, nos níveis plasmáticos de buprenorfina e o aparecimento dos sintomas de

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

abstinência em 50% dos 12 voluntários. Portanto, recomenda-se que os doentes tratados com

buprenorfina sejam cuidadosamente monitorizados se forem administrados concomitantemente

com estes indutores (por ex. fenobarbital, carbamazepina, fenitoína, rifampicina) e a dose de

buprenorfina ou do indutor do CYP3A4 poderá ter de ser ajustada em conformidade.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Tendo em consideração os dados disponíveis e o benefício materno/fetal, a buprenorfina pode ser

utilizada durante a gravidez. No entanto, o ajuste diário da dose pode ser necessário por forma a

manter a eficácia do tratamento. A utilização crónica de buprenorfina pela mãe no final da

gravidez, em qualquer dose, pode provocar síndrome de abstinência (choro agudo, má

alimentação, sono anormal, irritabilidade, tremor neonatal, hipertonia, mioclonia ou convulsões)

no recém-nascido. Esta síndrome é geralmente prolongada durante várias horas até alguns dias

após o nascimento. Foram também registados casos de distúrbios respiratórios em recém-

nascidos. Deste modo, se a mãe for tratada até ao final da gravidez, deve ser considerado o

acompanhamento neonatal durante os primeiros dias após o nascimento.

Amamentação

Uma quantidade muito pequena de buprenorfina e dos seus metabolitos passa para o leite

materno. Estas quantidades não são suficientes para prevenir a síndrome de abstinência, a qual

pode estar retardada em lactentes. Após avaliação dos factores individuais, pode ser considerada a

amamentação em doentes tratados com buprenorfina.

Fertilidade

Num estudo efetuado com doses farmacológicas administradas a ratinhos, observou-se, nos

animais tratados, uma atrofia e uma mineralização tubular dos testículos.

Não foram observados quaisquer efeitos adversos sobre a fertilidade em estudos efetuados em

ratos. No entanto, foram verificadas dificuldades no parto (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A buprenorfina exerce uma influência ligeira a moderada sobre a capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas quando administrada em doentes dependentes de opiáceos. Este medicamento

pode causar sonolência, tonturas ou dificuldade de raciocínio, particularmente durante a indução

do tratamento e o ajuste posológico. Quando tomado em conjunto com álcool ou depressores do

sistema nervoso central, o seu efeito pode ser mais pronunciado (ver secções 4.4 e 4.5).

Recomenda-se precaução aos doentes durante a condução ou utilização de máquinas perigosas,

uma vez que a buprenorfina pode afetar a sua capacidade de efetuar tais atividades.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Os efeitos indesejáveis mais frequentes relacionados com o tratamento, registados durante os

ensaios clínicos piloto, foram aqueles que estão relacionados com os sintomas de abstinência (por

ex., insónia, cefaleia, náuseas e hiperidrose).

Lista dos efeitos indesejáveis

APROVADO EM

10-05-2019

INFARMED

A tabela 1 resume os efeitos indesejáveis que foram notificados com uma maior incidência em

doentes tratados com buprenorfina (n=103) durante um ensaio clínico piloto versus placebo

(n=107).

A frequência dos possíveis efeitos adversos indesejáveis enumerados abaixo é definida utilizando

a seguinte convenção: Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100 a <1/10), Pouco frequentes

1/1.000 a <1/100), Raros (

1/10.000 a <1/1.000), Muito raros (<1/10.000).

A tabela 1 incluiu também as reações adversas mais frequentes notificadas através da base de dados de

segurança da Indivior Europe Limited para todos os outros casos clínicos e durante experiência de pós-

comercialização. A frequência de ocorrência é desconhecida se a reação adversa ao medicamento não foi

identificada pelo ensaio clínico piloto.

Tabela 1: Efeitos adversos observados num estudo clínico piloto e/ou durante a experiência de pós-

comercialização apresentados por classes de sistemas

Classe de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequ

entes

Raros

Muito

raros

Desconhecidos

Infeções e

infestações

Infeção

Faringite

Perturbações do

foro

psiquiátrico

Insónia

Agitação

Ansiedade

Nervosismo

Alucinaçõe

Doenças do

sistema nervoso

Cefaleia

Enxaqueca

Parestesia

Sonolência

Síncope

Vertigem

Hipercinésia

Vasculopatias

Hipotensão

ortostática

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Dispneia

Depressão

respiratória

Doenças

gastrointestinais

Náuseas

abdominal

Obstipação

Vómitos

Afeções dos

tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Hiperidrose

Afeções

musculosqueléti

cas e dos

tecidos

conjuntivos

Espasmos

musculares

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Dismenorreia

Leucorreia

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação