Streptase 1500000 U.I. Pó para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Estreptoquinase
Disponível em:
CSL Behring GmbH
Código ATC:
B01AD01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Estreptoquinase
Dosagem:
1500000 U.I.
Forma farmacêutica:
Pó para solução para perfusão
Composição:
Estreptoquinase 1500000 U.I.
Via de administração:
Via intra-arterial; Via intravenosa
Unidades em pacote:
Frasco para injectáveis - 1 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
4.3.2 Fibrinolíticos (ou trombolíticos)
Área terapêutica:
streptokinase
Resumo do produto:
8724203 - Frasco para injetáveis 1 unidade(s) - Tipo de embalagem: ReconstituídaPrazo de validade: 24 Hora(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Não congelarTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não congelar - Não comercializado - 10063846 -
Status de autorização:
Revogado (16 de Junho de 2014)
Número de autorização:
6/57/87
Data de autorização:
1989-09-14

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Streptase 1500000 U.I. Pó para solução para perfusão

Estreptoquinase

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento,

pois contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Streptase e para que é utilizado

2. o que precisa de saber antes de utilizar Streptase

3. Como utilizar Streptase

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Streptase

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Streptase e para que é utilizado

Streptase 1500000 U.I. é um medicamento usado nas seguintes situações:

Administração sistémica

- enfarte transmural agudo do miocárdio (ocorrido há menos de 12 horas), com

elevação persistente do segmento ST ou bloqueio recente do feixe-ramo esquerdo,

- tromboses venosas profundas (ocorridas há menos de 14 dias),

- embolismo pulmonar agudo e extenso,

- tromboses agudas e subagudas das artérias periféricas,

- doenças arteriais oclusivas crónicas (com menos de 6 semanas),

- oclusão das artérias ou veias centrais da retina (oclusões arteriais ocorridas há

menos de 6 a 8 horas, oclusões venosas ocorridas há menos de 10 dias).

Administração local

- enfarte agudo do miocárdio para reabertura dos vasos coronários (ocorrido há

menos de 12 horas),

- tromboses agudas, subagudas e crónicas assim como embolismo das veias e

artérias periféricas.

Nota: não é possível fazer afirmações acerca do resultado da terapêutica nos casos

em que a administração é efetuada fora dos prazos acima indicados.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Streptase

Não utilize Streptase

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

alergiaà

estreptoquinase

(substância

ativa)

qualquer

outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Dado o aumento do risco de hemorragia sob terapêutica trombolítica, Streptase

1500000 U.I. não deve ser administrado nas seguintes situações:

- hemorragias internas existentes ou recentes

- todas as formas de coagulação sanguínea reduzida, em particular fibrinólise

espontânea e coagulopatias extensas

- acidentes vasculares cerebrais recentes, cirurgia intracraniana ou intraespinal

- neoplasia intracraniana

- traumatismo craniano recente

- malformação ou aneurisma arterio-venoso (expansão de uma artéria)

- neoplasia conhecida com risco de hemorragia

- pancreatite aguda

- hipertensão incontrolável com valores sistólicos acima de 200 mm Hg e/ou valores

diastólicos

acima

retinopatia

hipertensiva

grau

III/IV

(alterações no fundo do olho devido a pressão arterial elevada)

- implantação recente de uma prótese num vaso sanguíneo

tratamento

simultâneo

anticoagulantes

orais

(fármacos

inibem

coagulação) (INR>1,3)

- lesões hepáticas ou renais graves

endocardite

(inflamação

membrana

interna

coração)

pericardite

(inflamação da cavidade que contém o coração). Casos isolados de pericardite, mal

diagnosticados

como

enfarte

agudo

miocárdio

tratados

Streptase

resultaram em efusões pericárdicas incluindo tamponamento (sobrecarga de líquido

na cavidade que contém o coração)

- conhecida tendência para hemorragias

- grandes cirurgias recentes (6º ao 10º dia após a cirurgia, dependendo da

gravidade da intervenção cirúrgica)

- intervenções invasivas, como por ex., biópsia orgânica recente (remoção de uma

amostra

tecido

órgão),

massagem

cardíaca

externa

prolongada

(traumatismo).

Administração local

Também

possível

efeito

sistémico

após

administração

local.

Assim,

contraindicações acima mencionadas, também devem ser tomadas em consideração

em caso de administração local.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Streptase.

Avaliação individual do benefício-risco

Nos casos seguintes, o risco da terapêutica em caso de eventos tromboembólicos

com risco de vida, em particular hemorragias, deve ser avaliado face ao benefício

esperado:

hemorragia gastrintestinal grave recente, ex. úlcera péptica ativa

risco de hemorragia local grave, ex. em caso de aortografia pela via lombar

traumatismo recente e reanimação cardiopulmonar

procedimentos invasivos, ex. intubação recente

punção de vasos não compressíveis, injeções intramusculares

parto recente, aborto

doenças do trato urogenital com tendência para hemorragia potencial ou existente

(cateterismo da bexiga)

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doença trombótica séptica

degeneração aterosclerótica grave, doenças vasculares cerebrais

doenças pulmonares com cavitação (p.ex. tuberculose aberta)

valvulopatias mitrais ou fibrilhação auricular

Administração local

Também

possível

efeito

sistémico

após

administração

local.

Assim,

advertências

especiais

acima

mencionadas,

também

devem

tomadas

consideração em caso de administração local.

Anticorpos anti-estreptoquinase

Dado o aumento provável de resistência à terapêutica devido a anticorpos anti-

estreptoquinase, a repetição do tratamento com Streptase ou produtos contendo

estreptoquinase pode não ser eficaz se for administrado mais do que 5 dias,

particularmente entre 5 dias e 12 meses, após o tratamento inicial.

Do mesmo modo, pode haver uma redução do efeito terapêutico em doentes com

infeções estreptocócicas recentes, tais como faringite estreptocócica (inflamação

bacteriana

garganta),

febre

reumática

aguda

glomerulonefrite

aguda

(inflamação do rim).

Taxa de perfusão e profilaxia com corticosteróides

No início da terapêutica, observa-se frequentemente uma diminuição da pressão

arterial, taquicardia ou bradicardia (em casos individuais pode mesmo ocorrer

choque). Deste modo, no início da terapêutica, a perfusão deve ser realizada

lentamente.

Para

além

disso,

podem

administrados

corticosteróides

profilaticamente.

Pré-tratamento com heparina ou derivados cumarínicos

doente

estiver

medicado

heparina,

deve-se

neutralizá-la

pela

administração de sulfato de protamina antes de iniciar a terapêutica trombolítica. O

tempo de trombina não deve ser superior a duas vezes o valor de controlo normal

antes de se iniciar a terapêutica trombolítica. Em doentes previamente tratados com

derivados cumarínicos, a INR (Relação Normalizada Internacional) deve ser inferior a

1,3 antes de se iniciar a perfusão de estreptoquinase.

Tratamento simultâneo com ácido acetilsalicílico

Observou-se uma potenciação mútua, positiva, do efeito do ácido acetilsalicílico e da

estreptoquinase na esperança de vida de doentes com suspeita de enfarte do

miocárdio.

administração

ácido

acetilsalicílico

deve

começar

antes

terapêutica com estreptoquinase e continuar durante, pelo menos, um mês.

Punção arterial

Se for necessária uma punção arterial durante a terapêutica intravenosa, é preferível

fazê-la nos vasos dos membros superiores. Após a punção, deve-se fazer pressão

durante pelo menos 30 minutos, aplicar um penso compressivo e verificar o local da

punção frequentemente para detetar eventuais sinais de hemorragia.

Outros medicamentos e Streptase

Informe o seu médico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier

a tomar outros medicamentos.

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INFARMED

O tratamento simultâneo ou prévio com anticoagulantes (fármacos que inibem a

coagulação, ex. heparina) ou substâncias que atuam sobre a função ou formação

plaquetária (p.ex., inibidores da agregação plaquetária, dextranos), pode aumentar o

perigo de hemorragia.

Antes de iniciar uma lise (tratamento para a dissolução do coágulo) sistémica

prolongada

tromboses

venosas

profundas

oclusões

arteriais

estreptoquinase deve esperar-se que desapareçam os efeitos das substâncias que

atuam sobre a formação ou função das plaquetas. Ver também “Tome especial

cuidado com Streptase”.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Devido a risco de lesões fetais, Streptase só deve ser administrado durante a

gravidez após uma cuidadosa consideração do benefício-risco. Durante as primeiras

18 semanas de gravidez, o uso de estreptoquinase deve ser limitado apenas a

indicações vitais.

Não existe informação disponível relativamente à utilização de Streptase durante o

aleitamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não aplicável.

Este medicamento contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para

injetáveis, ou seja, é praticamente isento de sódio.

3. Como utilizar Streptase

Utilize

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Posologia

Nota: Quando é necessária uma terapêutica trombolítica e está presente uma

elevada concentração de anticorpos contra a estreptoquinase ou foi recentemente

administrada uma terapêutica com estreptoquinase (mais de 5 dias e menos de um

ano previamente), devem utilizar-se fibrinolíticos homólogos (Ver também “Tome

especial cuidado com Streptase”).

Enfarte transmural agudo do miocárdio com elevação persistente do segmento ST ou

bloqueio recente do feixe-ramo esquerdo

Administração sistémica

Na lise de curta duração para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio,

administram-se 1500000 U.I. de Streptase dentro de 60 minutos.

Administração local

No enfarte agudo do miocárdio, os doentes recebem um bólus intra-coronário de

20000 U.I. de Streptase, em média, e uma dose de manutenção de 2000 U.I. a 4000

U.I. por minuto ao longo de 30 a 90 minutos.

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23-05-2012

INFARMED

Tromboses agudas, subagudas e crónicas/embolismo das veias e artérias periféricas

e doenças arteriais oclusivas crónicas

Administração sistémica

Na trombólise de curta duração, os adultos com embolismo/oclusões venosas e

arteriais periféricas recebem uma dose inicial de 250000 U.I. de Streptase dentro de

30 minutos, seguida de uma dose de manutenção de 1500000 U.I. por hora ao longo

de, no máximo, seis horas. A perfusão de seis horas de Streptase pode ser repetida

no dia seguinte, em função do sucesso terapêutico da lise. Contudo, a repetição do

tratamento não deve, em caso algum, ser efetuada mais de 5 dias após a primeira

perfusão.

Como alternativa à lise de curta duração, uma lise a longo prazo pode ser

considerada para o tratamento de oclusões periféricas. Uma dose inicial de 250000

U.I. de Streptase é dada dentro de 30 minutos, seguida de uma dose de manutenção

de 100000 U.I. por hora. A duração do tratamento depende da extensão e

localização da oclusão. Em oclusões periféricas, a duração máxima do tratamento é

de 5 dias.

Administração local

Os doentes com tromboses e embolias periféricas agudas, subagudas e crónicas

recebem 1000 U.I. a 2000 U.I. de Streptase com intervalos de 3 a 5 minutos. A

duração da administração depende da extensão e da localização da oclusão e dura

até 3 horas com uma dose total máxima de 120000 U.I. de Streptase.

Uma angioplastia transluminal percutânea pode ser realizada simultaneamente, se

necessário.

Oclusões das artérias ou veias centrais da retina

Administração sistémica

Em caso de tromboses dos vasos centrais da retina, a lise das oclusões arteriais deve

ser limitada a um máximo de 24 horas; nas oclusões venosas, o máximo é de 72

horas. Se está indicada a continuação da trombólise devido a oclusões trombóticas

extensas, um intervalo de aproximadamente um dia deve ser respeitado seguido

pela administração de um fibrinolítico homólogo.

Posologia para recém-nascidos, bebés e crianças

Não existe experiência suficiente com Streptase em crianças. Deverá avaliar-se o

benefício do tratamento em função dos riscos potenciais que poderão agravar uma

situação com risco de vida.

Controlo da terapêutica

Administração sistémica

No caso de lise de curta duração durante 6 horas, deve ser administrada heparina

durante ou após a perfusão de Streptase quando o tempo de trombina (TT) ou o

tempo parcial de tromboplastina (aPTT) alcançarem menos de 2 ou 1,5 vezes o valor

de controlo normal, respetivamente. Os TT e aPTT devem ser prolongados para 2 a 4

e 1,5 a 2,5 vezes o valor normal, respetivamente, a fim de assegurar uma proteção

suficiente contra uma retrombose.

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23-05-2012

INFARMED

Se a perfusão de Streptase não for repetida, a terapêutica com heparina é instituída

simultaneamente com a administração de anticoagulantes orais (ver tratamento de

"follow-up").

A lise de longa duração é controlada com o tempo de trombina. Deve ter-se como

objetivo um prolongamento do tempo de trombina de 2 a 4 vezes, que é o

considerado como dando uma proteção anticoagulante suficiente. Portanto, uma

administração simultânea de heparina pode-se tornar necessária a partir da 16ª hora

de tratamento. Se o tempo de trombina após 16 horas estiver ainda prolongado para

mais de 4 vezes o valor de controlo normal, a dose de manutenção de Streptase tem

de ser duplicada durante várias horas até que o tempo de trombina baixe.

Administração local

Como é habitual nas angiografias, a heparina é administrada -se necessário- antes

da angiografia como uma salvaguarda contra tromboses induzidas pelo cateter. O

sucesso da terapêutica pode ser determinado pela angiografia. Com um fluxo

sanguíneo suficiente durante mais de 15 minutos, a terapêutica é habitualmente

considerada bem sucedida e pode ser terminada.

Tratamento de "follow-up"

Após cada terapêutica com estreptoquinase, pode ser instituído um tratamento de

"follow-up" com anticoagulantes ou inibidores da agregação plaquetária, como

prevenção de retrombose. Com a terapêutica por heparina, em particular, deve-se

considerar como um risco aumentado de hemorragia. A terapêutica com heparina é

controlada individualmente com o tempo de trombina ou aPTT. O objetivo deve ser o

de alcançar um prolongamento de 2 a 4 vezes do tempo de trombina e de 1,5 a 2,5

vezes o de aPTT. Para a profilaxia a longo prazo, podem ser administrados

anticoagulantes orais como, por exemplo, derivados cumarínicos ou inibidores da

agregação plaquetária.

Modo de administração

Streptase administra-se por via intravenosa ou intra-arterial.

A duração da terapêutica depende da natureza e extensão da oclusão do vaso e

difere em função da indicação (ver secção 4.2, do RCM).

Streptase apresenta-se sob a forma de um liofilizado branco. Após a reconstituição

com soro fisiológico, obtém-se uma solução límpida, incolor ou amarelada.

Com o fim de assegurar que o conteúdo do frasco se dissolva rápida e totalmente,

devem injetar-se 5 ml de soro fisiológico no frasco que contém o Streptase e

eliminar o vácuo residual separando a agulha da seringa.

Para administração com uma bomba de perfusão, pode utilizar-se soro fisiológico,

solução de lactato de Ringer, solução de glucose ou levulose a 5% como solventes.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro.

APROVADO EM

23-05-2012

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4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

As reações adversas apresentadas em seguida baseiam-se na experiência obtida nos

ensaios clínicos e após comercialização. As reações adversas são apresentadas por

ordem decrescente de gravidade dentro das seguintes classes de frequência:

Muito frequentes ≥ 1/10

Frequentes ≥ 1/100 e <1/10

Pouco frequentes ≥ 1/1.000 e <1/100

Raras ≥ 1/10.000 e <1/1.000

Muito raras < 1/10.000 (incluindo casos isolados)

Doenças do sangue

Frequentes: hemorragias no local da injeção e equimoses (pequenas hemorragias na

pele). Hemorragias gastrointestinais ou urogenitais, epistaxe (hemorragia nasal).

Pouco frequentes: hemorragias cerebrais, suas complicações e possível desfecho

fatal, hemorragias retinianas, hemorragias graves (também com desfecho fatal)

incluindo hemorragias hepáticas, hemorragias retroperitoneais (na parte de trás do

abdómen), rotura do baço. Raramente são necessárias transfusões sanguíneas.

Muito raras: durante o tratamento trombolítico (dissolução do coágulo) do enfarte

agudo do miocárdio, podem ocorrer hemorragias no pericárdio (saco que envolve o

coração), incluindo rotura do miocárdio (rotura do músculo cardíaco).

Nas complicações hemorrágicas graves, a terapêutica com Streptase é interrompida

e deverá ser administrado um inibidor das proteinases, p.ex. a aprotinina, nas doses

seguir

indicadas:

inicialmente,

500000

U.I.Q

(unidades

inativadoras

quininogenina) até 1000000 U.I.Q, seguidas de 50000 U.I.Q por hora em perfusão

intravenosa gota a gota até paragem da hemorragia. Adicionalmente é recomendada

a combinação com antifibrinolíticos sintéticos. Se necessário, pode proceder-se à

administração de fatores da coagulação. Tem sido referido que a administração

adicional de antifibrinolíticos sintéticos é eficaz em casos isolados de episódios

hemorrágicos.

Doenças do sistema imunitário

Muito frequentes: desenvolvimento de anticorpos anti-estreptoquinase (ver também

“Tome especial cuidado com Streptase 1500000 U.I.”).

Frequentes: reações alérgicas-anafiláticas com exantema, rubor (vermelhidão da

pele com sensação de calor), prurido, urticária, edema angioneurótico, dispneia,

broncospasmo (constrição das vias respiratórias) ou hipotensão.

Muito raras: reações alérgicas tardias, tais como doença do soro, artrite (inflamação

das articulações com dor, inchaço e limitação de movimentos), vasculite (inflamação

da parede de um vaso sanguíneo), nefrite (inflamação dos rins) e sintomas neuro-

alérgicos (relativos aos nervos) (polineuropatia – doença que afeta vários nervos,

p.ex. síndrome de Guillain Barré), reações alérgicas graves, até choque, incluindo

paragem respiratória.

Reações alérgicas ligeiras ou moderadas podem ser tratadas com a administração

concomitante de um antihistamínico e/ou terapêutica corticosteróide. Se ocorrer uma

reação alérgica/anafilática grave, a perfusão de Streptase deve ser imediatamente

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

interrompida

instituído

tratamento

apropriado.

Devem

seguir-se

recomendações clínicas habituais para o tratamento do choque. A terapêutica para a

lise deve continuar com fibrinolíticos homólogos.

Doenças do sistema nervoso

Raras: sintomas neurológicos (ex: tonturas, confusão, paralisia, hemiparesia –

paralisia do lado esquerdo ou direito do corpo, agitação ou convulsões) no contexto

de hemorragias cerebrais ou alterações cardiovasculares (relativas ao coração e à

circulação sanguínea) com hipoperfusão (diminuição do fluxo sanguíneo) do cérebro.

Cardiopatias e vasculopatias

Frequentes: no início da terapêutica, hipotensão, taquicardia ou bradicardia (ver

também “Tome especial cuidado com Streptase 1500000 U.I.” sob o título Taxa de

perfusão e profilaxia com corticosteróides).

Muito raras: embolismo por colesterol.

No âmbito da terapêutica fibrinolítica (dissolução do coágulo) com Streptase em

doentes com enfarte do miocárdio, os seguintes efeitos têm sido notificados como

complicações do enfarte do miocárdio e/ou sintomas de reperfusão (reabertura de

vasos sanguíneos obstruídos):

Muito frequentes: hipotensão, alterações do ritmo e da frequência cardíaca, angina

de peito.

Frequentes: isquemia recorrente (depleção de sangue), insuficiência cardíaca, re-

enfarte (repetição do enfarte), choque cardiogénico (desencadeado pela insuficiência

cardíaca), pericardite, edema pulmonar.

Pouco frequentes: paragem cardíaca (com paragem respiratória), insuficiência mitral

(válvula do coração), efusão pericárdica (acumulação de líquido seropurulento no

saco que envolve o coração), tamponamento cardíaco (introdução de líquido no saco

que envolve o coração), rotura do miocárdio, embolismo pulmonar ou periférico.

Estas complicações cardiovasculares estão associadas a risco de vida e podem levar

à morte.

Durante a lise local das artérias periféricas, não pode excluir-se a embolização distal

(fora do coração).

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raras: edema pulmonar não cardiogénico (não desencadeado pela insuficiência

cardíaca) após terapêutica trombolítica intra-coronária em doentes com um enfarte

do miocárdio extenso.

Doenças gastrintestinais

Frequentes: náuseas, diarreia, dor epigástrica (na parte superior do abdómen) e

vómitos.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes: cefaleias e dores lombares, dores musculares, arrepios e/ou febre assim

como astenia/mal-estar.

Achados laboratoriais

Frequentes: elevações transitórias das transaminases séricas (parâmetros da função

hepática), assim como da bilirrubina.

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

5. Como conservar Streptase

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Para a embalagem fechada: Conservar a temperatura entre +2ºC a +25ºC. Não

congelar.

Para a embalagem reconstituída: Conservar a temperatura entre +2ºC a +8ºC. Não

congelar.

Após a reconstituição com soro fisiológico, demonstrou-se uma estabilidade físico-

química durante 24 horas entre +2ºC e +8ºC. Do ponto de vista microbiológico e

dado que Streptase não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser

imediatamente utilizado. Caso não seja imediatamente utilizado, a sua conservação

não deve exceder 24 horas entre +2ºC e +8ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na

embalagem exterior, após "VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Streptase

- A substância ativa é a estreptoquinase pura estabilizada, derivada do filtrado de

culturas de estreptococos beta-hemolíticos do grupo C de Lancefield.

outros

componentes

são:

albumina

humana,

L-glutamato

sódio

monohidratado,

di-hidrogenofosfato

sódio

di-hidratado

hidrogenofosfato

dissódico di-hidratado.

Qual o aspeto de Streptase e conteúdo da embalagem

Streptase apresenta-se sob a forma farmacêutica de pó para solução para perfusão,

branco, acondicionado em frasco para injectáveis de 6 ml, em vidro tipo I incolor.

Embalagem

frasco

para

injectáveis,

contendo

1500000

U.I.

estreptoquinase.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

CSL Behring GmbH

Emil-von-Behring-Str. 76

35041 Marburg

Alemanha

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Para quaisquer informações sobre este medicamento queira contatar o representante

local do Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

CSL Behring Lda

Avenida 5 de Outubro, 198 - 3º Esq.

1050-064 Lisboa

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Streptase 1500000 U.I. Pó para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injectáveis de pó para solução para perfusão, contém 1500000 U.I.

estreptoquinase

pura

estabilizada,

derivada

filtrado

culturas

estreptococos beta-hemolíticos do grupo C de Lancefield.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para solução para perfusão.

Pó branco.

Após a reconstituição, a solução apresenta-se límpida, incolor a amarelada.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Administração sistémica

- enfarte transmural agudo do miocárdio (ocorrido há menos de 12 horas), com

elevação persistente do segmento ST ou bloqueio recente do feixe-ramo esquerdo,

- tromboses venosas profundas (ocorridas há menos de 14 dias),

- embolismo pulmonar agudo extenso,

- tromboses agudas e subagudas das artérias periféricas,

- doenças arteriais oclusivas crónicas (com menos de 6 semanas),

- oclusão das artérias ou veias centrais da retina (oclusões arteriais ocorridas há

menos de 6 a 8 horas, oclusões venosas ocorridas há menos de 10 dias).

Administração local

- enfarte agudo do miocárdio para reabertura dos vasos coronários (ocorrido há

menos de 12 horas),

- tromboses agudas, subagudas e crónicas assim como embolismo das veias e

artérias periféricas.

Nota: não é possível fazer afirmações acerca do resultado da terapêutica nos casos

em que a administração é efetuada fora dos prazos acima indicados.

4.2 Posologia e modo de administração

Medicamento sujeito a receita médica restrita destinado ao uso exclusivo hospitalar,

devido às suas características farmacológicas, à sua novidade, ou por razões de

saúde pública

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Posologia

Nota: Quando é necessária uma terapêutica trombolítica e está presente uma

elevada concentração de anticorpos contra a estreptoquinase ou foi recentemente

administrada uma terapêutica com estreptoquinase (mais de 5 dias e menos de um

ano previamente), devem utilizar-se fibrinolíticos homólogos (ver também secção

4.4).

Enfarte transmural agudo do miocárdio com elevação persistente do segmento ST ou

bloqueio recente do feixe-ramo esquerdo

Administração sistémica

Na lise de curta duração para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio,

administram-se 1500000 U.I. de Streptase dentro de 60 minutos.

Administração local

No enfarte agudo do miocárdio, os doentes recebem um bólus intracoronário de

20000 U.I. de Streptase, em média, e uma dose de manutenção de 2000 U.I. a 4000

U.I. por minuto ao longo de 30 a 90 minutos.

Tromboses agudas, subagudas e crónicas/embolismo das veias e artérias periféricas

e doenças arteriais oclusivas crónicas

Administração sistémica

Na trombólise de curta duração, os adultos com embolismo/oclusões venosas e

arteriais periféricas recebem uma dose inicial de 250000 U.I. de Streptase dentro de

30 minutos, seguida de uma dose de manutenção de 1500000 U.I. por hora ao longo

de, no máximo, seis horas. A perfusão de seis horas de Streptase pode ser repetida

no dia seguinte, em função do sucesso terapêutico da lise. Contudo, a repetição do

tratamento não deve, em caso algum, ser efetuada mais de 5 dias após a primeira

perfusão.

Como alternativa à lise de curta duração, uma lise a longo prazo pode ser

considerada para o tratamento de oclusões periféricas. Uma dose inicial de 250000

U.I. de Streptase é dada dentro de 30 minutos, seguida de uma dose de manutenção

de 100000 U.I. por hora. A duração do tratamento depende da extensão e

localização da oclusão. Em oclusões periféricas, a duração máxima do tratamento é

de 5 dias.

Administração local

Os doentes com tromboses e embolias periféricas agudas, subagudas e crónicas

recebem 1000 U.I. a 2000 U.I. de Streptase com intervalos de 3 a 5 minutos. A

duração da administração depende da extensão e da localização da oclusão e dura

até 3 horas com uma dose total máxima de 120000 U.I. de Streptase.

Uma angioplastia transluminal percutânea pode ser realizada simultaneamente, se

necessário.

Oclusões das artérias ou veias centrais da retina

Administração sistémica

Em caso de tromboses dos vasos centrais da retina, a lise das oclusões arteriais deve

ser limitada a um máximo de 24 horas; nas oclusões venosas, o máximo é de 72

horas. Se está indicada a continuação da trombólise devido a oclusões trombóticas

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INFARMED

extensas, um intervalo de aproximadamente um dia deve ser respeitado seguido

pela administração de um trombolítico homólogo.

Posologia para recém-nascidos, bebés e crianças

Não existe experiência suficiente com Streptase em crianças. Deverá avaliar-se o

benefício do tratamento em função dos riscos potenciais que poderão agravar uma

situação com risco de vida.

Controlo da terapêutica

Administração sistémica

No caso de lise de curta duração durante 6 horas, deve ser administrada heparina

durante ou após a perfusão de Streptase quando o tempo de trombina (TT) ou o

tempo parcial de tromboplastina (aPTT) alcançarem menos de 2 ou 1,5 vezes o valor

de controlo normal, respetivamente. Os TT e aPTT devem ser prolongados para 2 a 4

e 1,5 a 2,5 vezes o valor normal, respetivamente, a fim de assegurar uma proteção

suficiente contra uma retrombose.

Se a perfusão de Streptase não for repetida, a terapêutica com heparina é instituída

simultaneamente com a administração de anticoagulantes orais (ver tratamento de

"follow-up").

A lise de longa duração é controlada com o tempo de trombina. Deve ter-se como

objetivo um prolongamento do tempo de trombina de 2 a 4 vezes, que é o

considerado como dando uma proteção anticoagulante suficiente. Portanto, uma

administração simultânea de heparina pode-se tornar necessária a partir da 16ª hora

de tratamento. Se o tempo de trombina após 16 horas estiver ainda prolongado para

mais de 4 vezes o valor de controlo normal, a dose de manutenção de Streptase tem

de ser duplicada durante várias horas até que o tempo de trombina baixe.

Administração local

Como é habitual nas angiografias, a heparina é administrada -se necessário- antes

da angiografia como uma salvaguarda contra tromboses induzidas pelo catéter. O

sucesso da terapêutica pode ser determinado pela angiografia. Com um fluxo

sanguíneo suficiente durante mais de 15 minutos, a terapêutica é habitualmente

considerada bem sucedida e pode ser terminada.

Tratamento de "follow-up"

Após cada terapêutica com estreptoquinase, pode ser instituído um tratamento de

"follow-up"

anticoagulantes

inibidores

agregação

plaquetária

como

prevenção de retrombose. Com a terapêutica por heparina, em particular, deve-se

considerar como um risco aumentado de hemorragia. A terapêutica com heparina é

controlada individualmente com o tempo de trombina ou aPTT. O objetivo deve ser o

de alcançar um prolongamento de 2 a 4 vezes do tempo de trombina e de 1,5 a 2,5

vezes o de aPTT. Para a profilaxia a longo prazo, podem ser administrados

anticoagulantes orais como, por exemplo, derivados de cumarínicos ou inibidores da

agregação plaquetária.

Modo de administração

Streptase administra-se por via intravenosa ou intra-arterial.

APROVADO EM

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A duração da terapêutica depende da natureza e extensão da oclusão do vaso e

difere em função da indicação (ver secção 4.2).

Streptase apresenta-se sob a forma de um liofilizado branco. Após a reconstituição

com soro fisiológico, obtém-se uma solução límpida, incolor ou amarelada.

Com o fim de assegurar que o conteúdo do frasco se dissolva rápida e totalmente,

devem injetar-se 5 ml de soro fisiológico no frasco que contém o Streptase e

eliminar o vácuo residual separando a agulha da seringa.

Para administração com uma bomba de perfusão podem utilizar-se soro fisiológico,

solução de lactato de Ringer, solução de glucose ou levulose a 5% como solventes.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

Dado o aumento do risco de hemorragia sob terapêutica trombolítica, Streptase não

deve ser administrado nas seguintes situações:

hemorragias internas existentes ou recentes

todas

formas

coagulação

sanguínea

reduzida,

particular

fibrinólise

espontânea e coagulopatias extensas

acidentes vasculares cerebrais recentes, cirurgia intracraniana ou intraespinal

neoplasia intracraniana

traumatismo craniano recente

malformação ou aneurisma arterio-venoso

neoplasia conhecida com risco de hemorragia

pancreatite aguda

hipertensão incontrolável com valores sistólicos acima de 200 mm Hg e/ou valores

diastólicos acima de 100 mm Hg ou retinopatia hipertensiva de grau III/IV.

implantação recente de uma prótese num vaso sanguíneo

tratamento simultâneo com anticoagulantes orais (INR>1,3)

lesões hepáticas ou renais graves

endocardite ou pericardite. Casos isolados de pericardite, mal diagnosticados como

enfarte agudo do miocárdio e tratados com Streptase resultaram em efusões

pericárdicas incluindo tamponamento.

diátese hemorrágica diagnosticada

grandes cirurgias recentes (6º ao 10º dia após a cirurgia, dependendo da gravidade

da intervenção cirúrgica

intervenções invasivas, como por ex., biópsia orgânica recente, massagem cardíaca

externa prolongada (traumatismo)

Administração local

Também é possível um efeito sistémico após administração local. Assim, as contra-

indicações acima mencionadas, também devem ser tomadas em consideração em

caso de administração local.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Avaliação individual do benefício-risco

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Nos casos seguintes, o risco da terapêutica em caso de eventos tromboembólicos

com risco de vida, em particular hemorragias, deve ser avaliado face ao benefício

esperado:

hemorragia gastrintestinal grave recente, ex. úlcera péptica ativa

risco de hemorragia local grave, ex. em caso de aortografia pela via lombar

traumatismo recente e reanimação cardiopulmonar

procedimentos invasivos, ex. intubação recente

punção de vasos não compressíveis, injeções intramusculares

parto recente, aborto

doenças do trato urogenital com tendência para hemorragia potencial ou existente

(cateterismo da bexiga)

doença trombótica séptica

degeneração aterosclerótica grave, doenças vasculares cerebrais

doenças pulmonares com cavitação (p.ex. tuberculose aberta)

valvulopatias mitrais ou fibrilhação auricular

Administração local

Também

possível

efeito

sistémico

após

administração

local.

Assim,

advertências

especiais

acima

mencionadas,

também

devem

tomadas

consideração em caso de administração local.

Anticorpos anti-estreptoquinase

Dado o aumento provável de resistência à terapêutica devido a anticorpos anti-

estreptoquinase, a repetição do tratamento com Streptase ou produtos contendo

estreptoquinase pode não ser eficaz se for administrado mais do que 5 dias,

particularmente entre 5 dias e 12 meses, após o tratamento inicial.

Do mesmo modo, pode haver uma redução do efeito terapêutico em doentes com

infeções estreptocócicas recentes, tais como faringite estreptocócica, febre reumática

aguda e glomerulonefrite aguda.

Taxa de perfusão e profilaxia com corticosteróides

No início da terapêutica, observa-se frequentemente uma diminuição da pressão

arterial, taquicardia ou bradicardia (em casos individuais pode mesmo ocorrer

choque). Deste modo, no início da terapêutica, a perfusão deve ser realizada

lentamente.

Para

além

disso,

podem

administrados

corticosteróides

profilaticamente.

Pré-tratamento com heparina ou derivados cumarínicos

doente

estiver

medicado

heparina,

deve-se

neutralizá-la

pela

administração de sulfato de protamina antes de iniciar a terapêutica trombolítica. O

tempo de trombina não deve ser superior a duas vezes o valor de controlo normal

antes de se iniciar a terapêutica trombolítica. Em doentes previamente tratados com

derivados cumarínicos, a INR (Relação Normalizada Internacional) deve ser inferior a

1,3 antes de se iniciar a perfusão de estreptoquinase.

Tratamento simultâneo com ácido acetilsalicílico

Observou-se uma potenciação mútua, positiva, do efeito do ácido acetilsalicílico e da

estreptoquinase na esperança de vida de doentes com suspeita de enfarte do

miocárdio.

administração

ácido

acetilsalicílico

deve

começar

antes

terapêutica com estreptoquinase e continuar durante, pelo menos, um mês.

APROVADO EM

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Punção arterial

Se for necessária uma punção arterial durante a terapêutica intravenosa, é preferível

fazê-la nos vasos dos membros superiores. Após a punção, deve-se fazer pressão

durante pelo menos 30 minutos, aplicar um penso compressivo e verificar o local da

punção frequentemente para detetar eventuais sinais de hemorragia.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Tratamento simultâneo ou prévio com anticoagulantes (fármacos que inibem a

coagulação, ex. heparina) ou substâncias que atuam sobre a função ou formação

plaquetária (p.ex., inibidores da agregação plaquetária, dextranos) pode aumentar o

perigo de hemorragia.

Antes de iniciar uma lise sistémica prolongada de tromboses venosas profundas e de

oclusões arteriais com estreptoquinase deve esperar-se que desapareçam os efeitos

das substâncias que atuam sobre a formação ou função das plaquetas. Ver também

secção 4.4.

4.6 Fertilidade, gravidez e o aleitamento

Devido a risco de lesões fetais, Streptase só deve ser administrado durante a

gravidez após uma cuidadosa consideração do benefício-risco. Durante as primeiras

18 semanas de gravidez, o uso de estreptoquinase deve ser limitado apenas a

indicações vitais.

Não existe informação disponível relativamente à utilização de Streptase durante o

aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não aplicável.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas apresentadas em seguida baseiam-se na experiência obtida nos

ensaios clínicos e após comercialização. As reações adversas são apresentadas por

ordem decrescente de gravidade dentro das seguintes classes de frequência:

Muito frequentes ≥ 1/10

Frequentes ≥ 1/100 e <1/10

Pouco frequentes ≥ 1/1.000 e <1/100

Raras ≥ 1/10.000 e <1/1.000

Muito raras < 1/10.000 (incluindo casos isolados)

Doenças do sangue

Frequentes:

hemorragias

local

injeção

equimoses.

Hemorragias

gastrointestinais ou urogenitais, epistaxe.

Pouco frequentes: hemorragias cerebrais, suas complicações e possível desfecho

fatal, hemorragias retinianas, hemorragias graves (também com desfecho fatal)

incluindo hemorragias hepáticas, hemorragias retroperitoneais, rotura do baço.

Raramente são necessárias transfusões sanguíneas.

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Muito raras: durante o tratamento trombolítico do enfarte agudo do miocárdio,

podem ocorrer hemorragias no pericárdio, incluindo rotura do miocárdio.

Nas complicações hemorrágicas graves, a terapêutica com Streptase é interrompida

e deverá ser administrado um inibidor das proteinases, p.ex. a aprotinina, nas doses

seguir

indicadas:

inicialmente,

500000

U.I.Q

(unidades

inativadoras

quininogenina) até 1000000 U.I.Q, seguidas de 50000 U.I.Q por hora em perfusão

intravenosa gota a gota até paragem da hemorragia. Adicionalmente é recomendada

a combinação com antifibrinolíticos sintéticos. Se necessário, pode proceder-se à

administração de fatores da coagulação. Tem sido referido que a administração

adicional de antifibrinolíticos sintéticos é eficaz em casos isolados de episódios

hemorrágicos.

Doenças do sistema imunitário

Muito frequentes: desenvolvimento de anticorpos anti-estreptoquinase (ver também

secção 4.4).

Frequentes: reações alérgicas-anafiláticas com exantema, rubor, prurido, urticária,

edema angioneurótico, dispneia, broncospasmo ou hipotensão.

Muito raras: reações alérgicas tardias, tais como doença do soro, artrite, vasculite,

nefrite e sintomas neuro-alérgicos (polineuropatia, p.ex. síndrome de Guillain Barré),

reacções alérgicas graves, até choque incluindo paragem respiratória.

Reações alérgicas ligeiras ou moderadas podem ser tratadas com a administração

concomitante de um antihistamínico e/ou terapêutica corticosteróide. Se ocorrer uma

reação alérgica/anafilática grave, a perfusão de Streptase deve ser imediatamente

interrompida

instituído

tratamento

apropriado.

Devem

seguir-se

recomendações clínicas habituais para o tratamento do choque. A terapêutica para a

lise deve continuar com fibrinolíticos homólogos.

Doenças do sistema nervoso

Raras:

sintomas

neurológicos

(ex:

tonturas,

confusão,

paralisia,

hemiparesia,

agitação

convulsões)

contexto

hemorragias

cerebrais

alterações

cardiovasculares com hipoperfusão do cérebro.

Cardiopatias e vasculopatias

Frequentes: no início da terapêutica, hipotensão, taquicardia ou bradicardia (ver

também secção 4.4 sob o título Taxa de perfusão e profilaxia com corticosteróides).

Muito raras: embolismo por colesterol.

No âmbito da terapêutica fibrinolítica com Streptase em doentes com enfarte do

miocárdio, os seguintes efeitos têm sido notificados como complicações do enfarte do

miocárdio e/ou sintomas de reperfusão.

Muito frequentes: hipotensão, alterações do ritmo e da frequência cardíaca, angina

de peito.

Frequentes:

isquemia

recorrente,

insuficiência

cardíaca,

re-enfarte,

choque

cardiogénico, pericardite, edema pulmonar.

Pouco

frequentes:

paragem

cardíaca

(com

paragem

respiratória),

insuficiência

mitral, efusão pericárdica, tamponamento cardíaco, rotura do miocárdio, embolismo

pulmonar ou periférico.

Estas complicações cardiovasculares estão associadas a risco de vida e podem levar

à morte.

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Durante a lise local das artérias periféricas, não pode excluir-se a embolização distal.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raras: edema pulmonar não cardiogénico após terapêutica trombolítica intra-

coronária em doentes com um enfarte do miocárdio extenso.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: náuseas, diarreia, dor epigástrica e vómitos.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes: cefaleias e dores lombares, dores musculares, arrepios e/ou febre assim

como astenia/mal-estar.

Achados laboratoriais

Frequentes:

elevações

transitórias

transaminases

séricas,

assim

como

bilirrubina.

4.9 Sobredosagem

Não aplicável. Ver também secção 5.1.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Grupo 4.3.2 Sangue. Anticoagulantes e antitrombóticos.

Fibrinolíticos (ou trombolíticos), código ATC: B01AD01

A ativação do sistema fibrinolítico endógeno inicia-se com a formação de um

complexo estreptoquinase-plasminogénio.

Este complexo possui propriedades de ativação e converte o plasminogénio na

plasmina

proteolítica

fibrinolítica

ativa.

Quanto

maior

quantidade

plasminogénio ligado neste complexo, menos plasminogénio fica disponível para ser

convertido na sua forma enzimaticamente ativa. Consequentemente, doses elevadas

de estreptoquinase estão associadas a um menor risco de hemorragias e vice-versa.

Após administração intravenosa ou intra-arterial e neutralização do título individual

de anticorpos anti-estreptoquinase, a estreptoquinase fica imediatamente disponível

sistemicamente ou localmente para ativação do sistema fibrinolítico.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Devido ao alto grau de afinidade e reação rápida entre a estreptoquinase e os

anticorpos anti-estreptoquinase, possivelmente presentes no sangue dos doentes,

quantidades baixas de estreptoquinase são eliminadas do sangue com uma semivida

de 18 minutos. A semi-vida de eliminação da estreptoquinase baseada na formação

do ativador, é de cerca de 80 minutos.

A maior parte da estreptoquinase é degradada em peptidos e eliminada pelos

intestinos e pelos rins.

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos extensos em diferentes espécies de animais de laboratório mostraram que

doses humanas múltiplas não têm um efeito tóxico agudo.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Albumina humana,

Glutamato de sódio,

Di-hidrogenofosfato de sódio di-hidratado,

Hidrogenofosfato dissódico di-hidratado.

6.2 Incompatibilidades

Não conhecidas.

Para uma diluição adicional da solução reconstituída recomenda-se a utilização de

soluções de perfusão especiais. Ver também secção 4.2.

6.3 Prazo de validade

Embalagem fechada: 3 anos

Após a reconstituição com soro fisiológico, demonstrou-se uma estabilidade físico-

química durante 24 horas entre +2ºC e +8ºC. Do ponto de vista microbiológico e

dado que Streptase não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser

imediatamente utilizado. Caso não seja imediatamente utilizado, a sua conservação

não deve exceder 24 horas entre +2ºC e +8ºC.

Streptase não deve ser utilizado após expirado o prazo de validade indicado no

frasco para injectáveis e na embalagem exterior.

6.4 Precauções especiais de conservação

Para a embalagem fechada: Conservar a temperatura entre +2ºC e +25ºC. Não

congelar.

Para a embalagem reconstituída: Conservar a temperatura entre +2ºC e +8ºC. Não

congelar.

Ver também a secção 6.3.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco para injectáveis de 6 ml, de vidro tubular transparente, incolor (Tipo I, F.

Eur.) com tampa de borracha isenta de látex, selo de alumínio e cápsula de plástico

de abertura fácil.

Embalagem com um frasco para injectáveis com 1500000 U.I. de estreptoquinase.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

APROVADO EM

23-05-2012

INFARMED

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

CSL Behring GmbH

Emil-von-Behring-Str. 76

35041 Marburg

Alemanha

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 8724203 - 6 ml de pó para solução para perfusão, 1500000 U.I.,

frasco para injectáveis de vidro Tipo I incolor.

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 14 de setembro de 1989

Data da última renovação: 20 de maio de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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