Sortis 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Atorvastatina
Disponível em:
Laboratórios Pfizer, Lda.
Código ATC:
C10AA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Atorvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Atorvastatina cálcica 21.69 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
atorvastatin
Resumo do produto:
3235785 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: ambiente de 25°C - Não comercializado - 10038978 -
Status de autorização:
Revogado (29 de Outubro de 2009)
Número de autorização:
402/AB/97
Data de autorização:
2000-07-20

APROVADO EM

19-07-2004

INFARMED

PARTE IB.2

Projecto de Folheto Informativo

APROVADO EM

19-07-2004

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO

SORTIS

20 mg

Comprimidos Revestidos por película

Atorvastatina

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

Conserve este folheto; pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si; não o deve dar a outros, pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Neste folheto:

O que é o SORTIS e para que é utilizado.

Antes de tomar SORTIS.

Como tomar SORTIS.

Efeitos secundários possíveis.

Conservação de SORTIS.

Outras informações.

Denominação do medicamento:

SORTIS

20 mg comprimidos revestidos por película.

Composição:

A substância activa do

SORTIS

é atorvastatina. Cada comprimido revestido por película de

SORTIS

contém 20 mg de atorvastaina.

Nome do Medicamento

SORTIS

Composição Qualitativa e Quantitativa

Os cComprimidos revestidos por película contém também os seguintes componentes:endo o equivalente

10mg

atorvastatina.

carbonato

cálcio,

celulose

microscristalina,

lactose

mono-hidratada,

croscarmelose

sódica,

polissorbato

hidroxipropilcelulose,

estearato

magnésio,

hidroxipropilmetilcelulose, polietilenoglicol, dióxido de titânio, talco, emulsão de simeticone, dióxido de

silício, cera de candelila.

Forma Farmacêutica e Apresentação

APROVADO EM

19-07-2004

INFARMED

Comprimidos revestidos. Embalagens de 14 e 28 comprimidos.

Categoria Fármaco-Terapêutica (F.N.M.)

V-6 Antidislipémicos.

Nome do Titular de Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Pfizer, Lda., Lagoas Park, Edifício 10, 2740-244, Porto Salvo, Portugal

1.

O QUE É SORTIS E PARA QUE É UTILIZADO

Indicações Terapêuticas

O SORTIS pertence a um grupo de medicamentos destinados a regular a concentração de lípidos.

Os comprimidos revestidos por película contêm 20 mg de atorvastatina. SORTIS está acondicionado em

embalagens de 28 comprimidos de 20 mg.

Sortis está indicado como meio auxiliar da dieta na redução de níveis elevados de colesterol total,

colesterol LDL, apolipoproteína B e triglicéridos, quando a resposta à dieta e às outras medidas não

farmacológicas se mostrou inadequada em pacientes com:

níveis sanguíneos elevados de colestesterol (hipercolesterolémia);

níveis sanguíneos simultaneamente elevados de colesterol e triglicéridos (hiperlipidémia mista);

níveis sanguíneos geneticamente elevados de colesterol (hipercolesterolémia familiar heterozigótica);

níveis sanguíneos geneticamente elevados de colesterol (hipercolesterolémia familiar homozigótica),

devendo ser administrado juntamente com outras terapêuticas de redução de lípidos ou quando essas

terapêuticas não estão disponíveis.

2.

ANTES DE TOMAR SORTIS

Contra-Indicações

Sortis está contra-indicadoNão tome SORTIS se:

Se é alérgico aos seus componentes.

Se sofre de doença hepática, ou quando os níveis das transaminases aumentam e se mantêm elevados

por motivos indeterminados.

Se sofre de doenças dos músculos esqueléticos (miopatia).

Se está grávida ou pode ficar grávida.

Se está a amamentar.

Tome especial cuidado com SORTIS

Se sofre ou já sofreu de alguma doença hepática, insuficiência renal, hipotiroidismo, antecedentes

pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias, antecedentes de toxicidade muscular devida

a estatinas e fibratos, e/ ou consome quantidades consideráveis de bebidas alcoólicas, informe o seu

médico.

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19-07-2004

INFARMED

Se tem dores musculares, cãibras ou fraqueza muscular, especialmente se acompanhadas de mal-estar ou

febre, informe o seu médico.

Se estes sintomas ocorrerem durante o tratamento com atorvastatina, recomenda-se a determinação dos

níveis de CPK.

Se ocorrer um aumento significativo dos níveis de CPK ou em caso de se suspeitar ou diagnosticar

rabdomiólise, o tratamento com SORTIS deverá ser interrompido

Recomenda-se a realização de estudos da função hepática antes de iniciar o tratamento e, durante o

tratamento, a intervalos regulares. Se os níveis das transaminases aumentarem para mais de 3 vezes os

valores normais e se mantiverem elevados durante bastante tempo, é aconselhável reduzir a dose ou

interromper o tratamento.

A atorvastatina, tal como os outros inibidores da HMG-CoA redutase, pode afectar, raramente, o músculo

esquelético e originar, cãibras musculares (mialgia não complicada), inflamação muscular (miosite) e

doença muscular (miopatia), que poderão progredir para rabdomiólise. Nalguns pacientes tratados com

Sortis, registaram-se ocasionalmente cãibras musculares (mialgia não complicada). Nos pacientes com

sinais ou sintomas de doença muscular (miopatia), o aumento da creatina fosfoquinase (CPK) deverá ser

controlado. Se o nível de CPK se mantiver elevado durante bastante tempo, é aconselhável reduzir a dose

ou interromper o tratamento.

Se tem dores, flacidez ou fraqueza musculares, informe o seu médico

Os dados clínicos não mostraram evidência de efeitos perniciosos da atorvastatina no cristalino do olho

humano.

Gravidez e aleitamento

Se está grávida, a pensar em engravidar, se engravidou durante o tratamento, ou se está a amamentar,

informe imediatamente o seu médico. Sortis está contra-indicado na gravidez e na lactação. As mulheres

em idade fértil só poderão tomar Sortis se usarem métodos contraceptivos adequados.

Crianças

Deverá, aApenas ser efectuado por médicos especialistas, já que a experiência terapêutica em crianças é

ainda muito limitada.

Idosos

A eficácia e segurança em pacientes idosos com doses de Sortis até 80 mg/dia são similares às

observadas nos pacientes jovens.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Não há evidência de efeitos negativos sobre a capacidade de reacção.

Tomar SORTIS com outros medicamentos:

Interacções Medicamentosas

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INFARMED

Os medicamentos podem interagir entre si ou com outras substâncias não medicamentosas, originando

reacções inesperadas e podendo, em alguns casos, provocar uma diminuição ou aumento de efeito

esperado.

Registaram-se interacções

entre

inibidores

da HMG-CoA e outros medicamentos,

designadamente

ciclosporina,

gemfibrozil

outros

derivados

ácido

fíbrico,

antibióticos

macrólidos

incluindo

eritromicina, antifúngicos de tipo azólico incluindo itraconazole, ou niacina. As suas manifestações são,

entre outras, dores musculares e aumento dos níveis de creatina fosfoquinase (CPK). Observou-se

raramente desintegração das células dos músculos esqueléticos (rabdomiólise) com insuficiência renal.

Portanto, só deverá tomar estes medicamentos em simultâneo com Sortis segundo as indicações do seu

médico (ver "Precauções Especiais de Utilização").

A administração simultânea de Sortis e eritromicina aumenta a concentração plasmática de atorvastatina.

A administração simultânea de Sortis e digoxina, bem como de Sortis e contraceptivos orais, aumenta

moderadamente as concentrações plasmáticas destes medicamentos. Na selecção das doses, o seu médico

deverá tomar em conta esses efeitos.

A administração simultânea de Sortis e colestipol potencia o efeito de redução de lípidos.

A administração simultânea de Sortis e antiácidos (contendo magnésio ou alumínio) reduz a concentração

plasmática de atorvastatina, mas não diminui o efeito de redução de lípidos.

A administração simultânea

de Sortis

varfarina deve ser cuidadosamente vigiada pelo médico,

sobretudo no início do tratamento.

Em administração simultânea, não se observaram nos ensaios clínicos interacções entre Sortis, cimetidina

ou fenazona.

Nos estudos clínicos, não se observaram interacções clinicamente significativas quando se administrou

Sortis em simultâneo com anti-hipertensivos ou com hipoglicémicos.

Repare que estas informações também se aplicam aos medicamentos tomados pouco tempo antes de

iniciar o tratamento com Sortis.

Estes factos serão considerados pelo seu médico quando seleccionar as doses. Siga sempre as suas

instruções.

3.

COMO TOMAR SORTIS

No início do tratamento, o seu médico irá receitar-lhe uma dieta pobre em colesterol: enquanto tomar

Sortis, deverá manter essa dieta.

A dose inicial de Sortis é de 10mg, uma vez ao dia. Posteriormente, o médico poderá aumentá-la para

atingir o nível de colesterol desejado. O ajustamento individualizado da dose deverá efectuar-se a

intervalos mínimos de 4 semanas. A dose máxima diária é de 80mg.

Níveis sanguíneos elevados de colesterol (hipercolesterolémia) ou níveis sanguíneos simultaneamente

elevados de colesterol e triglicéridos (hiperlipidémia mista): Os pacientes, na sua maioria, respondem

bem a 10mg de atorvastatina uma vez ao dia. O benefício terapêutico é evidente em 2 semanas e,

geralmente, o efeito terapêutico máximo é atingido às 4 semanas. Este efeito mantêm-se durante o

tratamento prolongado.

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INFARMED

Níveis sanguíneos geneticamente elevados de colesterol (hipercolesterolémia familiar heterozigótica):

A dose inicial é de 10mg de atorvastatina, uma vez ao dia. O seu médico determinará a dose que deve

tomar. Os ajustamentos da dose serão feitos pelo médico a intervalos de 4 semanas até atingir a dose

diária de 40mg. Depois, a atorvastatina poderá ser combinada com uma resina de troca iónica para a

ligação de ácidos biliares, ou a dose de atorvastatina poderá ser aumentada até à dose máxima de 80mg

diários.

Níveis sanguíneos geneticamente elevados de colesterol (hipercolesterolémia familiar homozigótica):

Nos pacientes com hipercolesterolémia familiar a dose pode variar entre 10 e 80mg diários. Sortis deve

ser administrado em adjunção a outras terapêuticas de redução dos lípidos como, por exemplo, aferese

das LDL, ou quando essas terapêuticas não estão disponíveis.

Posologia no insuficiente renal e no idoso: Como a doença renal não afecta o tratamento com Sortis,

não é necessário ajustar a dose no paciente com insuficiência renal. Nos ensaios clínicos, demonstrou-se

que não é necessário ajustar a dose no idoso.

Posologia em crianças: A experiência em pediatria limita-se a um pequeno número de pacientes dos 4

aos 7 anos de idade com dislipidémias graves, como hipercolesterolémia familiar homozigótica. Nesta

população, a dose inicial recomendada é de 10mg, podendo ser aumentada para 80mg diários em função

da resposta e da tolerabilidade. O tratamento só deve ser administrado por médicos especialistas.

Momento mais favorável à administração

Sortis pode ser tomado com um pouco de líquido em qualquer momento do dia, independentemente das

refeições.

Duração Média do tratamento

Sortis destina-se a tratamento prolongado.

Se tomar mais SORTIS do que deveria

Se tomou, acidentalmente, medicação a mais, informe imediatamente o seu médico ou chame o serviço

de emergência. Recomenda-se o tratamento sintomático e a instituição de medidas de suporte, se

necessário. Não se prevê que a hemodiálise aumente significativamente a depuração de atorvastatina

devido à sua extensa ligação às proteínas plasmáticas.

Não existe nenhum tratamento específico para a sobredose de Sortis.

Caso se tenha esquecido de tomar SORTIS

Quando se esquecer de tomar uma dose, tome-a imediatamente desde que não sejam horas de tomar a

dose seguinte. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo.

Lista de Excipientes

Sortis Comprimidos contém lactose.

Posologia Usual

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Modo de Administração: Administrar por via oral.

Sobredosagem

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Sortis é, geralmente, bem tolerado. Os efeitos secundários são, habitualmente, leves e passageiros.

Os efeitos secundários mais frequentes (registados em mais de 1% dos pacientes) são: obstipação,

flatulência, indigestão, dores abdominais, dores de cabeça, náuseas, dores musculares (mialgia), astenia,

diarreia e insónia.

Tal como acontece com outros inibidores da HMG-CoA redutase, observaram-se aumentos nos níveis das

transaminases

pacientes

medicados

Sortis.

Estas

variações

foram

geralmente

ligeiras

transitórias, e não obrigaram à interrupção do tratamento. Ocasionalmente, também se detectaram

aumentos nos níveis de creatina fosfoquinase (CPK). Esses aumentos foram raramente acompanhados de

dores, flacidez ou fraqueza musculares.

Também se descreveram os seguintes efeitos secundários raros, apesar de não se ter provado em todos os

casos uma relação directa com o tratamento: inflamações musculares (miosite), doenças musculares

(miopatia),

rabdomiólise,

entorpecimento

formigueiro

dedos

mãos

pés

(parestesia/neuropatia),

pancreatite,

hepatite,

icterícia,

perda

apetite,

vómitos,

perda

cabelo,

comichão, erupções cutâneas, impotência, aumento ou redução da glicose sanguínea, dores torácicas,

tonturas, trombocitopenia e reacções alérgicas, designada-mente edema angioneurótico.

Se tem estes ou outros efeitos secundários, informe o seu médico. Ele decidirá o que deve fazer. Se os

valores das transaminases ultrapassarem mais de 3 vezes o nível normal, ou se os valores de creatina

fosfoquinase (CPK) aumentarem e se mantiverem elevados, o seu médico ou irá reduzir a dose, ou

interromper o tratamento com Sortis.

Aconselhamentos ao Utente

Se observar efeitos secundários não descritos neste folheto, informe imediatamente o seu médico ou

farmacêutico.

Verifique o prazo de validade inscrito na embalagem e, se já expirou, não tome o medicamento.

Guarde o medicamento fora do alcance das crianças.

5.

CONSERVAÇÃO DE SORTIS

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não são necessárias precauções especiais de conservação.

Verifique o prazo de validade inscrito na embalagem e, se já expirou, não tome o medicamento.

Precauções Particulares de Conservação

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INFARMED

Conserve o medicamento à temperatura ambiente.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular de Autorização de

Introdução no Mercado.

Data de Elaboração/Última Revisão doEste Ffolheto foi aprovado em: Janeiro de 2004

20/07/2000*

* Data de aprovação pelo INFAMED

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Sortis

20 mg Comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 21,69 mg de atorvastatina cálcica (2:1) 3

O, equivalente a 20 mg de atorvastatina.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película para administração por via oral.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Sortis está indicado como adjuvante da dieta na redução de níveis elevados de colesterol

total, colesterol LDL, apolipoproteína B e triglicéridos nos doentes com hipercolestero

lémia

primária

incluindo

hipercolesterolémia

familiar

(variante

heterozigótica)

hiperlipidémia combinada (mista) (correspondente aos Tipos IIa e IIb da Classificação de

Fredrickson),

quando

resposta

dieta

outras

medidas

não

farmacológicas

inadequada.

Sortis também está indicado na redução do colesterol total e colesterol LDL nos doentes

com hipercolesterolémia familiar homozigótica em adjunção a outras terapêuticas de

redução de lípidos (por ex., aferese das LDL), ou quando essas terapêuticas não estão

disponíveis.

4.2.

Posologia e Modo de Administração

O doente deve seguir uma dieta-padrão de redução dos lípidos antes de receber Sortis e

mantê-la durante o tratamento com Sortis. A dose inicial habitual é de 10 mg em toma

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diária única. As doses devem ser individualizadas de acordo com os níveis basais de C-

LDL, o objectivo terapêutico e a resposta do doente. O ajustamento posológico deve ser

feito a intervalos mínimos de 4 semanas. A dose máxima é de 80 mg em toma diária única.

A dose pode ser administrada em qualquer momento do dia, com ou sem alimentos.

Hipercolesterolémia Primária e Hiperlipidémia Combinada (mista)

A maioria dos doentes é controlada com Sortis 10 mg em toma diária única. A resposta

terapêutica é evidente dentro de 2 semanas, e a resposta máxima obtém-se habitualmente

em 4 semanas. A resposta mantém-se durante o tratamento crónico.

As seguintes directivas de tratamento podem ajudar a definir os objectivos terapêuticos.

Sociedade Europeia de Aterosclerose

Objectivos Terapêuticos para Controlo dos Lípidos

População de Doentes

Objectivo Terapêutico

mg/dl

mmol

Sem factores de risco e sem DC

Um factor de risco e sem DC

Dois ou vários factores de risco, DC,

DVP, ou hipercolesterolémia familiar

C-LDL

C-LDL

C-LDL

155-175

135-155

115-135

4,0 - 4,5

3,5 - 4,0

3,0 - 3,5

DC = Doença Coronária; DVP = Doença Vascular Periférica.

Adaptado de: Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases (1992) 2:113-156.

Hipercolesterolémia Familiar Heterozigótica

Os doentes deverão iniciar o tratamento diário com Sortis 10 mg. As doses deverão ser

individualizadas e ajustadas cada 4 semanas até 40 mg diários. Posteriormente, ou se

aumenta a posologia para a dose máxima de 80 mg diários, ou se combina um sequestrante

de ácidos biliares com Sortis 40 mg.

Hipercolesterolémia Familiar Homozigótica

Num estudo de uso compassivo envolvendo 64 doentes, 46 doentes forneceram informação

confirmada sobre receptores LDL. Nestes 46 doentes, a redução média observada no C-

LDL foi de 21%, aproximadamente. Sortis foi administrado a doses até 80 mg/dia.

A posologia de Sortis em doentes com hipercolesterolémia familiar homozigótica varia

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entre 10 e 80 mg diários. Sortis deve ser administrado em adjunção a outras terapêuticas

hipolipemiantes (por exemplo, aferese das LDL), ou quando essas terapêuticas não estão

disponíveis.

Posologia em Doentes com Insuficiência Renal

A doença renal não afecta as concentrações plasmáticas nem os efeitos lipídicos de Sortis:

não é necessário, portanto, ajustar a dose.

Utilização no Idoso

A eficácia e a segurança nos doentes com mais de 70 anos medicados com as doses

recomendadas são similares às observadas na população geral.

Utilização em Crianças

O uso pediátrico só deve ser efectuado por especialistas. A experiência em pediatria limita-

se a um pequeno número de doentes (4 a 7 anos de idade) com dislipidémias graves,

designadamente hipercolesterolémia familiar homozigótica. A dose inicial recomendad

nesta população é de 10 mg. A dose poderá ser aumentada para 80 mg diários em função

resposta

tolerabilidade.

dados

segurança

desenvolvimento

nesta

população ainda não foram avaliados.

4.3. Contra-indicações

Sortis

está

contra-indicado

doentes

hipersensibilidade

qualquer

componentes

medicamento,

doença

hepática

activa ou

caso

elevações

persistentes e inexplicáveis das transaminases séricas mais de 3 vezes o limite superior da

normalidade, na miopatia, na gravidez, durante o aleitamento e nas mulheres em idade

fértil que não usam métodos contraceptivos adequados.

4.4.

Advertências e Precauções Especiais de Utilização

Efeitos Hepáticos

Recomenda-se a realização de estudos da função hepática antes do início do tratamento e

posteriormente com periodicidade. Nos doentes que desenvolvam sinais ou sintomas

sugestivos de lesão do fígado deverão ser efectuados estudos da função hepática. Os

doentes

níveis

aumentados

transaminases

deverão

vigiados

até

desaparecimento

anomalia

anomalias.

Quando

persistir

aumento

transaminases mais de 3 vezes o limite superior da normalidade, recomenda-se a redução

da dose ou a retirada de Sortis.

Sortis

deve

utilizado

precaução

doentes

consomem

quantidades

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INFARMED

consideráveis de álcool e/ou que têm uma história de doença hepática.

Efeitos no Músculo Esquelético

Descreveu-se mialgia não complicada, tal como cãibras musculares, em doentes tratados

com Sortis. O tratamento com Sortis deve ser interrompido quando se registarem níveis

muito elevados de creatina fosfoquinase CPK, ou em caso de diagnóstico ou suspeição de

miopatia. Nos doentes que desenvolvem sinais ou sintomas sugestivos de miopatia, os

níveis de CPK devem ser determinados. Quando persistirem aumentos significativos de

CPK (> 10 vezes o limite superior da normalidade), recomenda-se a redução da dose ou a

retirada de Sortis. (Ver 4.5. Interacções medicamentosas e outras Formas de Interacção).

Antes de iniciar o tratamento:

atorvastatina

deverá

prescrita

precaução

doentes

factores

predisponentes para a rabdomiólise. Recomenda-se a determinação dos níveis de creatina

fosfoquinase (CPK) antes de iniciar o tratamento com estatinas, em doentes em que se

verifique alguma das seguintes situações:

Insuficiência renal

Hipotiroidismo

Antecedentes pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias

Antecedentes de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

Antecedentes de doença hepática e/ou hábitos de grande consumo de álcool

idosos

(idade

>

anos),

deverá

considerada

necessidade

determinação dos níveis de CPK, de acordo com a presença de outros factores

predisponentes para a rabdomiólise.

Nestas situações, o risco do tratamento deverá ser ponderado relativamente ao potencial

benefício, pelo que se recomenda monitorização clínica.

Se antes do tratamento, os níveis de CPK se encontrarem significativamente elevados (> 5

vezes o Limite Superior Normal), então o tratamento não deverá ser iniciado.

Determinação da Creatina Fosfoquinase

Os valores de creatina fosfoquinase (CPK) não deverão ser determinados após exercício

físico intenso ou na presença de uma outra causa plausível de elevação da CPK, uma vez

que estas situações dificultam a interpretação dos resultados. Se os níveis de CPK se

encontrarem significativamente elevados (> 5 vezes o Limite Superior Normal) antes do

tratamento, a determinação deverá ser repetida após 5 a 7 dias para confirmação dos

resultados.

Durante o tratamento:

Os doentes deverão ser alertados para reportarem de imediato dores musculares, cãibras ou

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INFARMED

fraqueza, especialmente quando acompanhada de mal-estar ou febre.

Se estes sintomas ocorrerem durante o tratamento com atorvastatina, deverão ser determinados

os níveis de CPK destes doentes. Caso estes níveis se encontrem significativamente elevados

(> 5 vezes o Limite Superior Normal), o tratamento deverá ser interrompido.

Se os sintomas musculares forem intensos e causarem desconforto diário, mesmo que os níveis

de CPK se encontrem elevados

5 vezes o Limite Superior Normal, a descontinuação

do tratamento deverá ser considerada.

Se os sintomas desaparecerem e os valores de CPK voltarem ao normal, poderá

considerar-se a re-administração da atorvastatina ou a introdução de uma estatina

alternativa, na dosagem mais baixa e com estreita monitorização.

O tratamento com atorvastatina deve ser interrompido caso ocorra uma elevação

clinicamente significativa dos níveis de CPK (> 10 vezes o Limite Superior Normal),

ou em caso de diagnóstico ou suspeita de rabdomiólise.

risco

rabdomiólise

aumentado

quando

atorvastatina

administrada

concomitantemente

determinados

fármacos,

nomeadamente

ciclosporina,

eritromicina,

claritromicina,

itraconazol,

ketoconazol,

niacina,

gemfibrozil,

outros

derivados do ácido fíbrico (Ver 4.5. Interacções Medicamentosas e outras Formas de

Interacção e 4.8 Efeitos indesejáveis).

4.5. Interacções Medicamentosas e outras Formas de Interacção

O risco de miopatia durante o tratamento com outros fármacos desta classe terapêutica

aumenta com a administração concomitante de ciclosporina, derivados do ácido fíbrico,

antibióticos macrólidos, antifúngicos azólicos, ou niacina e, em casos raros, resultou em

rabdomiólise com disfunção renal secundária a mioglobinúria.

A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4.

Os inibidores do citocromo P450 3A4 (por exemplo, ciclosporina, antibióticos macrólidos

incluindo eritromicina, e antifúngicos azólicos incluindo itraconazole) podem interferir no

metabolismo da atorvastatina. Como consequência deve ser evitado o uso concomitante

desta substância com inibidores do CYP 3A4.

Eritromicina: Em indivíduos sãos, a administração concomitante de Sortis e eritromicina

(500 mg, quatro vezes ao dia), um conhecido inibidor do citocromo P450 3A4, foi

associada a concentrações plasmáticas mais elevadas de atorvastatina.

Indutores do citocromo P450 3A4: Os efeitos dos indutores do citocromo P450 3A4 (por

exemplo, rifampicina ou fenitoína) sobre Sortis ainda não são conhecidos. A possível

interacção

outros

substratos

desta

isozima

não

conhecida,

deveria

considerada com outros fármacos com estreito índice terapêutico como, por exemplo,

agentes antiarrítmicos da Classe III, incluindo amiodarona.

Outras terapêuticas concomitantes:

Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: o risco de o tratamento com atorvastatina induzir

APROVADO EM

19-07-2004

INFARMED

miopatia pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico. De acordo

com os resultados de estudos in vitro a via metabólica da atorvastatina por glucoronidação

é inibida pelo gemfibrozil. Este facto pode conduzir a aumentos dos níveis plasmáticos da

atorvastatina (ver secção 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização).

Digoxina: A administração concomitante de doses repetidas de Sortis e digoxina aumentou

as concentrações plasmáticas de digoxina em estado de equilíbrio quase 20%. Os doentes

medicados com digoxina deverão ser adequadamente vigiados.

Contraceptivos orais: A administração concomitante de Sortis e contraceptivos orais

aumentou

concentrações

noretindrona

etinilestradiol.

aumento

destas

concentrações deverá ser ponderado na selecção da dose do contraceptivo oral.

Colestipol: As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos activos

foram mais baixas (quase 25%) quando se administrou concomitantemente colestipol e

Sortis. Contudo, quando Sortis e colestipol foram administrados em concomitância, os

efeitos lipídicos excederam os efeitos observados com qualquer um dos fármacos em

administração isolada.

Antiácidos: A administração concomitante de Sortis e antiácidos em suspensão oral

contendo hidróxidos de magnésio e alumínio reduziu as concentrações plasmáticas da

atorvastatina e dos seus metabolitos activos em cerca de 35%: contudo, a redução do C-

LDL não se alterou.

Varfarina: A administração concomitante de Sortis e varfarina causou uma pequena

redução no tempo de protrombina durante os primeiros dias de dosagem, que normalizou

dentro de 15 dias de tratamento com Sortis. Contudo, os doentes medicados com varfarina

devem ser rigorosamente vigiados quando se adiciona Sortis ao seu tratamento.

Fenazona: A administração concomitante de doses repetidas de Sortis e fenazona teve

poucos ou mesmo nenhuns efeitos detectáveis na depuração de fenazona.

Cimetidina: Realizou-se um estudo de interacção com cimetidina e Sortis, nno se tendo

observado interacções.

Outros:

Nos estudos clínicos, quando se administrou Sortis com agentes anti-hipertensivos ou

hipoglicémicos, não se observaram interacções clinicamente significativas.

4.6.

Gravidez e aleitamento

Sortis está contra-indicado durante a gravidez e o aleitamento. As mulheres em idade fértil

devem usar métodos contraceptivos adequados. A segurança da atorvastatina durante a

gravidez e a lactação ainda não foi comprovada.

Nos estudos realizados em animais, há evidência de os inibidores da HMG-CoA redutase

poderem afectar o desenvolvimento dos embriões ou fetos. O desenvolvimento das crias de

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19-07-2004

INFARMED

ratos sofreu atrasos e a sobrevida pós-natal diminuiu com a exposição das progenitoras a

atorvastatina a doses superiores a 20 mg/kg/dia (a exposição sistémica clínica).

No rato, as concentrações de atorvastatina e dos seus metabolitos activos no plasma são

similares às detectadas no leite. Não se sabe se o fármaco ou os seus metabolitos são

excretados no leite humano.

4.7. Efeitos sobre a Capacidade de Conduzir e Utilizar de Máquinas

Não

existe

nenhum

padrão

efeitos

secundários

registados,

sugestivos

afectar

negativamente a capacidade dos doentes medicados com Sortis para conduzir e utilizar

máquinas perigosas.

4.8 Efeitos Indesejáveis

Sortis é geralmente bem tolerado. Menos de 2% dos doentes abandonou os ensaios clínicos

por efeitos secundários atribuídos a Sortis.

Os efeitos secundários mais frequentes (

1%) associados ao tratamento com Sortis nos

doentes incluídos nos estudos clínicos controlados consistiram em obstipação, flatulência,

dispepsia, dor abdominal, cefaleias, náuseas, mialgia, astenia, diarreia e insónia.

Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, registaram-se aumentos das

transaminases

séricas

doentes

medicados

Sortis.

Estas

variações

foram,

geralmente, ligeiras e transitórias, e não obrigaram à interrupção do tratamento. Em 0,8%

dos doentes tratados com Sortis, ocorreram aumentos clinicamente importantes (> 3 vezes

o limite superior da normalidade) nas transaminases séricas. Estes aumentos mostraram ter

relação com a dose e foram reversíveis em todos os doentes.

Registaram-se aumentos nos níveis de creatina fosfoquinase (CPK) mais de 3 vezes o

limite superior da normalidade em 2,5% dos doentes medicados com Sortis, tal como com

outros inibidores da HMG-CoA redutase em ensaios clínicos. Observaram-se níveis mais

de 10 vezes o limite superior da normalidade em 0,4% dos doentes tratados com Sortis (ver

secção

Advertências

e

Precauções

Especiais

de

Utilização,

Efeitos

no

músculo

esquelético).

Descreveram-se

seguintes

efeitos

secundários,

embora

todos

tenham

sido,

necessariamente, associados ao tratamento com Sortis: alterações musculares (mialgia,

artralgia, miopatia, miosite, rabdomiólise), parestesia, neuropatia periférica, pancreatite,

hepatite, icterícia colestática, anorexia, vómitos, alopécia, prurido, erupções cutâneas,

impotência,

hiperglicemia,

hipoglicemia,

dores

torácicas,

tonturas,

trombocitopenia

reacções alérgicas, designadamente edema angioneurótico.

4.9 Sobredosagem

Não existe nenhum tratamento específico para a sobredose de Sortis. Na sua ocorrência,

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recomenda-se o tratamento sintomático do doente e a instituição de medidas de suporte,

caso seja necessário. É aconselhável efectuar estudos da função hepática e vigiar os níveis

séricos de CPK. Devido à extensa ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, não se

prevê que a hemodiálise aumente de modo significativo a depuração de atorvastatina.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Categoria Fármaco-Terapêutico (F.N.M): V-6 Antidislipémicos.

Código ATC: C10A A05.

5.1. Propriedades Farmacodinâmicas

A atorvastatina é um inibidor selectivo, competitivo, da HMG-CoA redutase, uma enzima

de limitação de taxas que é responsável pela conversão da 3-hidroxi-3-metil-glutaril

coenzima A em mevalonato, um percursor de esteróis, incluindo o colesterol. No fígado, os

triglicéridos e o colesterol são incorporados nas VLDL e libertados no plasma para

suprimento dos tecidos periféricos. A lipoproteína de baixa densidade (LDL) forma-se a

partir da VLDL e é principalmente catabolisada pelo receptor LDL de alta afinidade.

A atorvastatina reduz os níveis plasmáticos de colesterol e lipoproteínas, inibindo a HMG-

CoA redutase e a síntese do colesterol no fígado, e aumenta o número de receptores LDL

hepáticos nas superfícies celulares para promover a captação e o catabolismo das LDL.

A atorvastatina reduz a produção de LDL e o número de partículas LDL. A atorvastatina

induz um aumento acentuado e sustentado na actividade dos receptores LDL em conjunção

com uma alteração benéfica na qualidade das partículas LDL circulantes. A atorvastatina

foi eficaz a reduzir o C-LDL em doentes com hipercolesterolémia familiar homozigótica,

uma população que, de uma forma geral, não respondeu a agentes hipolipemiantes.

Num estudo de dose-resposta, a atorvastatina demonstrou reduzir o CT (30% - 46%), o C-

LDL (41% - 61%), a apolipoproteína B (34% - 50%) e os triglicéridos (14% - 33%) e

simultaneamente induzir aumentos variáveis no C-HDL e na apolipoproteína A. Estes

resultados são consistentes em doentes com hipercolesterolémia familiar heterozigótica,

nas formas não familiares de hipercolesterolémia e na hiperlipidémia mista, incluindo os

doentes com diabetes mellitus não insulino-dependente.

Demonstrou-se que as reduções em CT, C-LDL e apoliproteína B reduzem o risco de

eventos cardiovasculares e a mortalidade cardiovascular. Os estudos de mortalidade e

morbilidade com atorvastatina ainda não foram completados.

APROVADO EM

19-07-2004

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5.2.

Propriedades Farmacocinéticas

Farmacocinética e metabolismo

Absorção:

atorvastatina

rapidamente

absorvida

após

administração

oral:

concentrações plasmáticas máximas ocorrem dentro de 1 a 2 horas. O grau de absorção

aumenta em proporção com a dose de atorvastatina. A biodisponibilidade dos comprimidos

de atorvastatina é de 95% a 99% comparada com a das soluções. A biodisponibilidade

absoluta da atorvastatina é cerca de 12%, e a disponibilidade sistémica da actividade de

inibição da HMG-CoA aproximadamente 30%. A reduzida disponibilidade sistémica é

atribuída à depuração pré-sistémica na mucosa gastro-intestinal e/ou ao metabolismo de

primeira passagem hepática.

Distribuição: O volume médio de distribuição da atorvastatina é de cerca de 381 litros. A

atorvastatina (

98%) liga-se às proteínas plasmáticas.

Metabolismo: A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 em derivados orto

e para-hidroxilados e em vários produtos de oxidação beta. Para além de outras vias estes

produtos são ainda metabolizados por glucoronidação. In vitro, a inibição da HMG-CoA

redutase pelos metabolitos orto e para-hidroxilados é equivalente à da atorvastatina. Cerca

de 70% da actividade de inibição da HMG-CoA redutase circulante é atribuída aos

metabolitos activos.

Excreção:

atorvastatina

maioritariamente

eliminada

bílis

após

metabolismo

hepático ou extra-hepático. O fármaco, contudo, não parece sofrer recirculação entero-

hepática significativa. A semi-vida de eliminação da atorvastatina no plasma humano é de

cerca de 14 horas. A semi-vida da actividade de inibição da HMG-CoA redutase é

aproximadamente de 20 - 30 horas, graHas ao contributo dos metabolitos activos.

Populações especiais

Idosos: As concentrações plasmáticas da atorvastatina e dos seus metabolitos activos são

mais elevadas nos idosos sãos que nos adultos jovens, mas os efeitos lipídicos são

comparáveis aos observados em populações de doentes mais jovens.

Crianças: Não existem dados sobre a farmacocinética numa população pediátrica.

Sexo: As concentrações de atorvastatina e dos seus metabolitos activos nas mulheres são

diferentes (cerca de 20% mais elevadas para Cmax e 10% mais baixas para AUC) das

registadas nos homens. Estas divergências não tiveram significado clínico, resultando em

diferenças não clinicamente significativas nos efeitos lipídicos entre homens e mulheres.

Insuficiência renal: A doença renal não afecta as concentrações plasmáticas nem os

efeitos lipídicos da atorvastatina e dos seus metabolitos activos.

Insuficiência

hepática:

concentrações

plasmáticas

atorvastatina

seus

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metabolitos activos aumentaram acentuadamente (cerca de 16 vezes em Cmax e 11 vezes

em AUC) nos doentes com hepatopatia alcoólica crónica (Childs-Pugh B).

5.3. Dados de Segurança Pré-clínica

A atorvastatina não foi carcinogénica no rato. A dose máxima utilizada era 63 vezes

superior à dose humana mais elevada (80 mg/dia) com base no peso corporal, expressa em

mg/kg, e 8 a 16 vezes superior com base nos valores de AUC (0-24), conforme foi

determinado pela actividade de inibição total. Num estudo de 2 anos no ratinho, as

incidências de adenoma hepatocelular nos machos e de carcinomas hepatocelulares nas

fêmeas aumentaram com a dose máxima utilizada, que era 250 vezes superior à dose

humana mais elevada com base no peso corporal, expressa em mg/kg. A exposição

sistémica foi 6 a 11 vezes mais elevada com base em AUC(0-24). A atorvastatina não

demonstrou nenhum potencial mutagénico ou clastogénico em quatro ensaios in vitro com

ou sem activação metabólica e num ensaio in vivo. Nos estudos realizados em animais, a

atorvastatina não teve efeitos sobre a fertilidade dos machos ou das fêmeas a doses até,

respectivamente, 175 e 225 mg/kg/dia, e não foi teratogénica.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista de Excipientes

Os comprimidos revestidos por película contêm os seguintes excipientes:

Carbonato de cálcio

Celulose microscristalina

Lactose mono-hidratada

Croscarmelose sódica

Polissorbato 80

Hidroxipropilcelulose

Estearato de magnésio

Opadry White YS-1-7040

Hidroxipropilmetilcelulose

Polietilenoglicol

Dióxido de titânio

Talco

Emulsão de Simeticone, USP

Dimeticone

Dióxido de silício

Cera de candelila

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6.2.

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3.

Prazo de validade

3 anos.

6.4.

Precauções Especiais de Conservação

Não são necessárias precauções especiais de conservação.

6.5.

Natureza e Conteúdo do Recipiente

Fitas contentoras tipo folha/folha formadas por alvéolos unitários de poliamida/folha de

alumínio/cloreto

polivinilo

protecção

revestida,

termo-selada,

papel/poliéster/folha de alumínio/vinilo ou protecção revestida, termo-selada, de folha de

alumínio/vinilo.

Sortis 20mg é apresentado em embalagens de 28 comprimidos revestidos por película.

6.6. Instruções de Utilização e Manipulação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

LABORATÓRIOS PFIZER, Lda

Laboratórios Pfizer, Lda.,

Lagoas Park, Edifício 10

2740-244, Porto Salvo, Portugal

APROVADO EM

19-07-2004

INFARMED

8. NÚMEROS DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sortis de 20mg em embalagem de 28 comprimidos: 3235785

9.

DATA

DA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO

DA

AUTORIZAÇÃO

DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO:

20 de Julho de 2000

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO:

Janeiro de 2004

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