Sinvastatina Zentiva 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Zentiva Portugal, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Classe:
3.7 - Antidislipidémicos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
simvastatin
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 4028882 CNPEM: 50018469 CHNM: 10017140 Grupo Homogéneo: Sinvastatina | A101 | Oral | 40 mg | [21-60] unidades; Blister 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 4028585 CNPEM: 50028421 CHNM: 10017140 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 30 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 4028684 CNPEM: 50018477 CHNM: 10017140 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 50 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 4028783 CNPEM: 50018469 CHNM: 10017140 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
01/H/0031/002
Data de autorização:
2002-06-26

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sinvastatina Zentiva 20 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Zentiva 40 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Zentiva e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Zentiva

3. Como tomar Sinvastatina Zentiva

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Zentiva

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Zentiva e para que é utilizada

Sinvastatina Zentiva contém a substância ativa sinvastatina. Sinvastatina Zentiva é um

medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol total, colesterol “mau”

(colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas triglicéridos no sangue.

Adicionalmente, a Sinvastatina Zentiva aumenta os valores de colesterol “bom”

(colesterol das HDL). Sinvastatina Zentiva é um membro de uma classe de

medicamentos denominada estatinas.

O colesterol é uma das várias substâncias gordas encontradas na corrente sanguínea. O

seu colesterol total é constituído principalmente pelo colesterol das LDL e HDL.

O colesterol das LDL é frequentemente chamado de colesterol “mau” porque se pode

acumular nas paredes das suas artérias formando placas. Eventualmente esta formação

de placas pode levar a um estreitamento das artérias. Este estreitamento pode diminuir

ou bloquear o fluxo de sangue para órgãos vitais tais como o coração e o cérebro. Este

bloqueio de fluxo de sangue pode resultar num ataque cardíaco ou num acidente

vascular cerebral (AVC).

O colesterol das HDL é frequentemente chamado de colesterol “bom” porque ajuda a

que o colesterol “mau” não se acumule nas artérias e protege contra doenças cardíacas.

Os triglicéridos são outra forma de gordura no seu sangue que pode aumentar o risco de

doença cardíaca.

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11-05-2018

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Enquanto estiver a tomar este medicamento, deve manter uma dieta recomendada para

redução de colesterol.

Sinvastatina Zentiva é indicada, adicionalmente à dieta para redução de colesterol, se

tiver:

um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou valores

elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista)

uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

doença cardíaca coronária ou em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, historial

de acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina

Zentiva pode prolongar a sua vida através da redução do risco de problemas cardíacos,

independentemente do nível de colesterol no seu sangue.

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-lhe a

melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Zentiva

Não tome Sinvastatina Zentiva:

se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6: Conteúdo da embalagem e outras informações)

se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado

se está grávida ou a amamentar

se está a tomar medicamentos com uma ou mais das seguintes substâncias ativas:

- itraconazol, cetoconazol, posaconazol ou voriconazol (utilizados para tratar infeções

fúngicas)

- eritromicina, claritromicina ou telitromicina (utilizados para tratar infeções)

- inibidores da protease do VIH, tais como indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (

inibidores da protease do VIH utilizados para tratar as infeções por VIH)

- boceprevir ou telaprevir (utilizados para tratar infeções pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (utilizado para tratar a depressão)

- cobicistato

- gemfibrozil (utilizado para baixar o colesterol)

- ciclosporina (utilizado em doentes submetidos a transplante de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma situação na

qual o revestimento do útero cresce fora do útero).

se está a tomar ou tiver tomado, nos últimos 7 dias, um medicamento chamado ácido

fusídico (medicamento para infeção bacteriana) por via oral ou por injeção. A

associação de ácido fusídico e Sinvastatina Zentiva pode levar a problemas musculares

graves (rabdomiólise).

Não tome mais de 40 mg de Sinvastatina Zentiva se estiver a tomar lomitapida

(utilizado para tratar uma doença genética grave e rara relacionada com o colesterol).

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Pergunte ao seu médico se não tem a certeza se o seu medicamento está referido na lista

anterior.

Advertências e precauções

Informe o seu médico:

- sobre todos os seus problemas de saúde, incluindo alergias.

- se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

- se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Zentiva pode não ser indicado para si.

- se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar de parar de tomar os comprimidos

de Sinvastatina Zentiva por um curto período de tempo.

- se for de origem asiática, uma vez que se pode aplicar a si uma posologia diferente.

Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Zentiva, e se tiver quaisquer sintomas de

problemas de fígado enquanto estiver a tomar Sinvastatina Zentiva, o seu médico deve

fazer análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar

adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Zentiva.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá acompanhá-lo de perto se

tem diabetes ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes

se tem níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão

arterial elevada.

Informe o seu médico se tiver uma doença pulmonar grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares.

Isto deve-se ao facto de em raras situações, os problemas musculares poderem ser

graves,

incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins; e em muito

raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Zentiva, particularmente com a dose de 80 mg. O risco de destruição muscular também

é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se

aplicar a si:

- consome grandes quantidades de álcool

- tem problemas nos rins

- tem problemas na tiroide

- tem 65 anos de idade ou mais

- é do sexo feminino

- alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos para

baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos

- tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário.

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Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar e

tratar este problema.

Crianças e adolescentes

A segurança e eficácia de Sinvastatina Zentiva foram estudadas em rapazes com idade

entre os 10 e 17 anos e em raparigas que iniciaram o seu período menstrual

(menstruação) pelo menos um ano antes (ver secção 3: Como tomar Sinvastatina

Zentiva). Sinvastatina Zentiva não foi estudado em crianças com idade inferior a

10 anos. Para mais informações, fale com o seu médico.

Outros medicamentos e Sinvastatina Zentiva

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar

outros medicamentos com algumas das seguintes substâncias ativas. Tomar Sinvastatina

Zentiva com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá aumentar o risco de

problemas musculares (alguns destes foram já referidos na secção anterior “Não tome

Sinvastatina Zentiva”):

se necessitar de tomar ácido fusídico por via oral para tratar uma infeção bacteriana, terá

de interromper temporariamente a utilização deste medicamento. O seu médico

informá-lo-á quando é seguro reiniciar a toma de Sinvastatina Zentiva. Tomar

Sinvastatina Zentiva com ácido fusídico pode levar raramente a fraqueza muscular,

sensibilidade ou dor (rabdomiólise). Consultar informação adicional sobre rabdomiólise

na secção 4.

- ciclosporina (frequentemente utilizado em doentes com transplante de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma situação na

qual o revestimento do útero cresce fora do útero)

- medicamentos com uma substância ativa como o itraconazol, o cetoconazol, o

fluconazol, o posaconazol ou o voriconazol (utilizados para tratar infeções fúngicas)

- fibratos com uma substância ativa como o gemfibrozil e bezafibrato (utilizados para

baixar o colesterol)

- eritromicina, claritromicina ou telitromicina (utilizados para tratar infeções

bacterianas) inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e

saquinavir (utilizados para tratar a SIDA)

- medicamentos antivirais para a hepatite C como boceprevir, telaprevir, elbasvir ou

grazoprevir (utilizados para tratar a infeção pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (utilizado para tratar a depressão)

- medicamentos com a substância ativa cobicistato

- amiodarona (utilizada para tratar o batimento irregular do coração)

- verapamilo, diltiazem ou amlodipina (utilizados para tratar a pressão arterial elevada, a

angina de peito ou outras doenças do coração)

- lomitapida (utilizado para tratar uma condição genética grave e rara relacionada com o

colesterol)

- colquicina (utilizada para tratar a gota).

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico se

estiver a tomar ou tiver tomado recentemente quaisquer outros medicamentos, incluindo

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medicamentos obtidos sem receita médica. Em particular, informe o seu médico se

estiver a tomar medicamentos com alguma das seguintes substâncias ativas:

- medicamentos com uma substância ativa que previna os coágulos no sangue, como por

exemplo a varfarina, fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes)

- fenofibrato (também utilizado para baixar o colesterol)

- niacina (também utilizado para baixar o colesterol)

- rifampicina (utilizado para tratar a tuberculose).

Também deverá informar o médico que lhe prescreva um novo medicamento que está a

tomar Sinvastatina Zentiva.

Sinvastatina Zentiva com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Zentiva. O consumo de

sumo de toranja deverá ser evitado.

Gravidez e amamentação

Não tome Sinvastatina Zentiva se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que está

grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Zentiva, pare

imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina Zentiva se

está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento passa para o leite

materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Zentiva interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas.

No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas sentem tonturas

após tomarem Sinvastatina Zentiva.

Sinvastatina Zentiva contém lactose.

Os comprimidos de Sinvastatina Zentiva contêm um açúcar chamado lactose. Se foi

informado pelo seu médico que tem alguma intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Zentiva

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com a sua situação, o

seu tratamento atual e o seu risco individual.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Zentiva, deverá fazer uma dieta para reduzir o

colesterol.

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Posologia:

A dose recomendada é Sinvastatina Zentiva 20 mg ou 40 mg, tomado por via oral, uma

vez por dia.

Adultos:

A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu médico

poderá ajustar a sua dose após, no mínimo, 4 semanas, até um máximo de 80 mg por

dia. Não tome mais de 80 mg por dia.

O seu médico poderá prescrever-lhe doses mais baixas, em particular se estiver a tomar

alguns dos medicamentos acima mencionados ou se tiver determinados problemas nos

rins.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes adultos com níveis de colesterol

muito elevados e com elevado risco de complicações cardíacas, os quais não atingiram o

objetivo de colesterol com doses mais baixas.

Utilização em crianças e adolescentes:

Para crianças (10-17 anos de idade), a dose inicial recomendada é de 10 mg por dia à

noite. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.

Modo de administração:

Tome Sinvastatina Zentiva à noite. Poderá tomá-lo com ou sem alimentos. Tome

Sinvastatina Zentiva até o seu médico mandar parar.

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Zentiva juntamente com outro medicamento

para baixar o colesterol, o qual contenha um sequestrante dos ácidos biliares, deve

tomar Sinvastatina Zentiva pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas depois de tomar o

sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Zentiva do que deveria

Por favor, contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Zentiva

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Zentiva dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Zentiva

Fale com o seu médico ou farmacêutico porque o seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

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4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Sinvastatina Zentiva pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

É utilizada a seguinte terminologia para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido comunicados:

Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas)

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento e

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo.

- dor, sensibilidade ou fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes

problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise)

que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

- reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

- inchaço da face, língua e garganta, que pode causar dificuldade em respirar

(angiedema)

- dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca

- erupção da pele com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

- dor ou inflamação das articulações (polimialgia reumática)

- inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

- nódoas negras pouco habituais, erupções e inchaço na pele (dermatomiosite), erupção

na pele com comichão, sensibilidade da pele ao sol, febre, afrontamento

- dificuldade em respirar (dispneia) e mal-estar geral

- quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção da pele, distúrbios nas articulações e

efeitos nas células do sangue)

- inflamação do fígado com os seguintes sintomas: amarelecimento da pele e dos olhos,

comichão, urina escura ou fezes descoradas, sensação de cansaço ou fraqueza, perda de

apetite; insuficiência hepática (muito rara)

- inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foi notificado o seguinte efeito secundário grave muito raro:

- uma reação alérgica grave que pode causar dificuldade em respirar ou tonturas

(anafilaxia)

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

- número baixo de glóbulos vermelhos (anemia)

- dormência ou fraqueza nos braços e pernas

- dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

- perturbações digestivas (dor abdominal, prisão de ventre, gases intestinais, indigestão,

diarreia, náuseas, vómitos)

- erupção da pele, comichão, perda de cabelo

- fraqueza

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- perturbação do sono (muito raro)

- memória fraca (muito raro), perda de memória, confusão

Os seguintes efeitos secundários foram também comunicados mas a frequência não

pode ser calculada a partir da informação disponível (frequência desconhecida):

- disfunção eréctil

- depressão

- inflamação dos pulmões originando problemas respiratórios incluindo tosse persistente

e/ou falta de ar ou febre

- problemas nos tendões, por vezes complicados por rutura do tendão.

Possíveis efeitos secundários adicionais comunicados com algumas estatinas:

- distúrbios do sono, incluindo pesadelos

- disfunção sexual

- diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso e pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

- dor, sensibilidade ou fraqueza muscular constante e que podem não desaparecer após

parar de tomar Sinvastatina Zentiva (frequência desconhecida).

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatinaquinase).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale como o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 71 403 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 73

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web(/infarmed/submissaoramE-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sinvastatina Zentiva

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

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Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem, após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Zentiva

A substância ativa é a sinvastatina (20 mg ou 40 mg)

Os outros componentes são:

Lactose anidra; celulose microcristalina; amido de milho pré-gelificado; butil-

hidroxianisol (E320); estearato de magnésio; talco

Revestimento: hidroxipropilcelulose; hipromelose; talco e dióxido de titânio (E 171).

Qual o aspeto de Sinvastatina Zentiva e conteúdo da embalagem

Os comprimidos revestidos por película de Sinvastatina Zentiva 20 mg são brancos,

oblongos, biconvexos, com ranhura de quebra num dos lados, com gravação "SVT" no

lado sem ranhura de quebra e "20" no lado com ranhura de quebra. Os comprimidos

podem ser divididos em doses iguais.

Os comprimidos revestidos por película de Sinvastatina Zentiva 40 mg são brancos,

oblongos, biconvexos, com ranhura de quebra num dos lados. Os comprimidos contêm

gravação "SVT" no lado sem ranhura de quebra e "40" no lado com ranhura de quebra.

Os comprimidos podem ser divididos em doses iguais.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Zentiva Portugal, Lda

Miraflores Premium I

Alameda Fernão Lopes, 16 A - 8º piso A

1495-190 Algés

Fabricante

Sanofi-Aventis Sp. z.o.o.

35-233 Lubelska Street, 52

Polónia

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Zentiva 20 mg comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Zentiva 40 mg comprimidos revestidos por película.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 20 mg de sinvastatina.

Cada comprimido contém 40 mg de sinvastatina.

Excipientes com efeito conhecido:

Lactose: 149 mg e 298 mg, nas dosagens de 20 mg e 40 mg, respectivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Sinvastatina Zentiva 20 mg: comprimidos revestidos por película brancos, oblongos, biconvexos,

com ranhura de quebra num dos lados. Os comprimidos contêm gravação "SVT" no lado sem

ranhura de quebra e "20" no lado com ranhura de quebra. Os comprimidos podem ser divididos em

doses iguais.

Sinvastatina Zentiva 40 mg: comprimidos revestidos por película brancos, oblongos, biconvexos,

com ranhura de quebra num dos lados. Os comprimidos contêm gravação "SVT" no lado sem

ranhura de quebra e "40" no lado com ranhura de quebra. Os comprimidos podem ser divididos em

doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante da dieta,

sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex. exercício físico,

perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo) como adjuvante da dieta e outros

tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença cardiovascular

aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de colesterol normais ou

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aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de risco e de outras terapêuticas

cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à noite. Os

ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não inferiores a 4 semanas, até

um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à noite. A dose de 80 mg é apenas

recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave e em risco elevado de complicações

cardiovasculares que não atingiram os seus objetivos de tratamento com doses mais baixas e

quando é esperado que os benefícios ultrapassem os potenciais riscos (ver secções 4.4 e 5.1).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e deverá continuar

com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Zentiva. A dose inicial habitual é de 10-20

mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que necessitem de uma grande redução de

C-LDL (mais de 45 %) podem iniciar a terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada

à noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente

especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia inicial recomendada é de 40

mg/dia de Sinvastatina Zentiva tomado à noite. Sinvastatina Zentiva deve ser usado como

adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p. ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou

só por si, quando não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Em doentes a tomar lomitapida concomitantemente com Sinvastatina Zentiva, a dose de

Sinvastatina Zentiva não pode exceder 40 mg/dia (ver secções 4.3, 4.4 e 4.5).

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Zentiva é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos doentes

em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com ou sem

hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo com a dieta e o

exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma

anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Zentiva é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos ácidos biliares.

A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a administração de um sequestrante dos

ácidos biliares.

Nos doentes a tomar Sinvastatina Zentiva concomitantemente com fibratos, exceto o gemfibrozil

(ver secção 4.3) ou o fenofibrato, a dose de Sinvastatina Zentiva não deve exceder 10 mg/dia. Em

doentes a tomar amiodarona, amlodipina, verapamilo, diltiazem ou medicamentos que contenham

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elbasvir ou grazoprevir concomitantemente com Sinvastatina Zentiva, a dose de Sinvastatina

Zentiva não deverá exceder 20 mg/dia. (Ver secções 4.4 e 4.5).

Doentes com compromisso renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com compromisso renal

moderado. Nos doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min), as

posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e, se necessário,

instituídas com precaução.

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

Para crianças e adolescentes (rapazes em estadio Tanner II ou superior e raparigas com pelo menos

um ano pós-menarca, 10-17 anos de idade) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitualmente recomendada é de 10 mg, uma vez por dia, à noite. Antes do início do

tratamento com a sinvastatina as crianças e adolescentes deverão iniciar uma dieta padronizada

para a redução do colesterol; esta dieta deverá ser mantida durante o tratamento com a sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é de 10-40 mg/dia; a dose máxima recomendada é 40 mg/dia.

As doses devem ser individualizadas de acordo com o objetivo terapêutico recomendado de acordo

com as recomendações para o tratamento pediátrico (ver secções 4.4 e 5.1). Os ajustes deverão ser

feitos em intervalos de pelo menos 4 semanas.

A experiência de Sinvastatina Zentiva em crianças na pré-puberdade é limitada.

Modo de administração

Sinvastatina Zentiva destina-se a administração oral. Sinvastatina Zentiva pode ser administrado

como uma dose única à noite.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases séricas

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC

em aproximadamente 5 vezes ou mais) (p. ex. itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol,

inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato) (ver secções 4.4 e

4.5)

Administração concomitante de gemfibrozil, ciclosporina ou danazol (ver secções 4.4 e 4.5)

Administração concomitante de lomitapida com doses > 40 mg de Sinvastatina Zentiva, em doentes

com HFHo (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

APROVADO EM

11-05-2018

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Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca, ocasionalmente,

miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza musculares com elevações de

creatinaquinase (CK) acima de dez vezes o limite superior da normalidade (LSN). Por vezes a

miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária a

mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado

pelos elevados níveis de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de miopatia/rabdomiólise

depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, com 41.413 doentes tratados com

sinvastatina, dos quais 24.747 (aproximadamente 60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos,

a incidência de miopatia foi, aproximadamente, de 0,03 %, 0,08 % e 0,61 % com 20, 40 e 80

mg/dia, respetivamente. Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo

sido excluídos alguns medicamentos com interação.

Num ensaio clínico em que doentes com antecedentes de enfarte do miocárdio foram tratados com

80 mg/dia de sinvastatina (tempo médio de acompanhamento 6,7 anos), a incidência de miopatia

foi aproximadamente 1,0 % em comparação com 0,02 % de doentes a tomar 20 mg/dia.

Aproximadamente metade desses casos de miopatia ocorreram durante o primeiro ano de

tratamento. A incidência de miopatia durante cada ano subsequente de tratamento foi

aproximadamente 0,1 %. (Ver secções 4.8 e 5.1.)

O risco de miopatia é maior em doentes a tomar sinvastatina 80 mg, em comparação com outras

terapêuticas com base em estatinas com eficácia semelhante na redução do C-LDL. Como tal, a

dose de 80 mg de sinvastatina só deve ser utilizada em doentes com hipercolesterolemia grave e em

risco elevado de complicações cardiovasculares que não tenham atingido os seus objetivos

terapêuticos com doses inferiores e quando é esperado que os benefícios superem os potenciais

riscos. Em doentes a tomar sinvastatina 80 mg que necessitem ser tratados com um medicamento

que tenha interação medicamentosa, deve ser utilizada uma dose mais baixa de sinvastatina ou um

regime alternativo com base em estatinas que tenha um menor potencial de interações

medicamentosas (ver abaixo Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações

medicamentosas e secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Num ensaio clínico em que doentes com risco elevado de doença cardiovascular foram tratados

com sinvastatina 40 mg/dia (período de acompanhamento mediano de 3,9 anos), a incidência de

miopatia foi de aproximadamente 0,05% em doentes de etnia não-chinesa (n= 7367) em

comparação com 0,24% em doentes de etnia chinesa (n= 5468). Apesar de a única população

asiática avaliada neste ensaio clínico ter sido de etnia chinesa, deve ter-se precaução quando se

prescreve sinvastatina a doentes de origem asiática e deve ser empregue a menor dose necessária.

Função reduzida de proteínas transportadoras

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a exposição

sistémica à forma ácida da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função reduzida

pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos (p.ex., ciclosporina) ou

em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C do SLCO1B1.

APROVADO EM

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INFARMED

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a proteína

OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica à forma ácida da sinvastatina e um

aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é, em geral, de

cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do estudo SEARCH, os portadores

homozigóticos do alelo C (também chamados de CC) tratados com 80 mg de sinvastatina têm um

risco de miopatia de 15% dentro de um ano, enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do

alelo C (TC) é de 1,5%. O risco correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais

comum (TT) (ver secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve

ser considerada como parte da avaliação de risco-benefício antes de prescrever 80 mg de

sinvastatina, e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do genótipo CC. No

entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não possa ainda ocorrer miopatia.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após exercício físico vigoroso ou na presença de

qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que isto torna difícil a

interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>

5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina esteja a ser

aumentada, devem ser alertados sobre o risco de miopatia e aconselhados a relatar de imediato

qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores predisponentes

para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início do tratamento, para

estabelecer um valor de referência inicial, nas seguintes situações:

Idosos (idade

65 anos)

Sexo feminino

Compromisso renal

Hipotiroidismo não controlado

Antecedente pessoal ou familiar de afeções musculares hereditárias

Antecedentes prévios de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao possível

benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido anteriormente uma

perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o tratamento com um fármaco diferente

dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o tratamento não

deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento coma estatina, os níveis de CK

devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), na ausência

de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser interrompido. Se os sintomas musculares

forem graves e causarem desconforto diário, ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá

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ser considerada a interrupção do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra

razão, o tratamento deve ser interrompido.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM – immune-

mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas estatinas. A IMNM é

caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e elevação da creatinaquinase sérica,

que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas (ver secção 4.8).

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada a

reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais baixa e com

uma monitorização cuidadosa.

Uma maior taxa de miopatia foi observada em doentes titulados para a dose de 80 mg (ver secção

5.1). São recomendadas medições periódicas da CK pois poderão ser úteis para identificar casos

subclínicos de miopatia. Contudo, não existe garantia de que tal monitorização previna a miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns dias antes de

uma grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver também

secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização concomitante

de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o itraconazol, cetoconazol,

posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH

(p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona, medicamentos contendo cobicistato), assim

como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol. A toma destes medicamentos é contraindicada (ver

secção 4.3).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de amiodarona,

amlodipina, verapamilo ou diltiazem com certas doses de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.5). O

risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração concomitante de

ácido fusídico com estatinas (ver secção 4.5). Para doentes com HFHo, este risco pode estar

aumentado pela utilização concomitante de lomitapida com sinvastatina.

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização concomitante de

sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH

(p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina, nefazodona e

medicamentos contendo cobicistato está contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento

com inibidores potentes do CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5

vezes ou mais) for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida (e

considerada a utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Além disso, deve existir

precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

fluconazol, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante

de sumo de toranja e de sinvastatina.

A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada (ver secção 4.3). Devido ao risco

aumentado de miopatia e rabdomiólise, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes a tomar sinvastatina com outros fibratos, exceto fenofibrato. (Ver secções 4.2 e 4.5). É

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recomendada precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que cada um destes

fármacos pode causar miopatia quando administrado isoladamente.

A sinvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações sistémicas de ácido

fusídico ou até 7 dias após terminar o tratamento com ácido fusídico. Em doentes nos quais o uso

sistémico de ácido fusídico seja considerado essencial, o tratamento com estatinas deve ser

interrompido durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico. Foram notificados

casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a fazer a associação de ácido

fusídico e estatinas (ver secção 4.5). O doente deve ser aconselhado a procurar aconselhamento

médico imediatamente se apresentar quaisquer sintomas de fraqueza dor ou sensibilidade muscular.

A terapêutica com estatina pode ser reintroduzida sete dias após a última dose de ácido fusídico.

Em circunstâncias excecionais, quando é necessário um tratamento prolongado de ácido fusídico

sistémico, p. ex. para o tratamento de infeções graves, a necessidade de administração

concomitante de sinvastatina e ácido fusídico só deve ser considerada numa base caso a caso e sob

supervisão médica rigorosa.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg por dia com

amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem. Em doentes com HFHo, o uso combinado de

sinvastatina em doses superiores a 40 mg por dia com lomitapida tem de ser evitado. (Ver secções

4.2, 4.3 e 4.5).

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no CYP3A4

concomitantemente com sinvastatina, particularmente com doses altas de sinvastatina, podem ter

um risco aumentado de miopatia. Quando a sinvastatina é administrada concomitantemente com

um inibidor moderado do CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 2-5

vezes), poderá ser necessário um ajuste posológico. Para alguns inibidores moderados do CYP3A4,

p. ex. diltiazem, recomenda-se uma dose máxima de sinvastatina de 20 mg (ver secção 4.2).

A sinvastatina é um substrato do transportador de efluxo da Proteína Resistente ao Cancro da

Mama (BCRP). A administração concomitante de medicamentos inibidores da BCRP (ex.: elbasvir

e grazoprevir) pode levar ao aumento das concentrações plasmáticas de sinvastatina e a risco

aumentado de miopatia, por isso, dependendo da dose prescrita, deve ser considerado um ajuste de

dose de sinvastatina. A administração concomitante de elbasvir e grazoprevir com sinvastatina não

foi estudada, no entanto, a dose de sinvastatina não deve exceder os 20 mg por dia em doentes a

fazer tratamento concomitante com medicamentos que contêm elbasvir ou grazoprevir (ver

secção 4.5).

Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração concomitante de

inibidores da redutase da HMG-CoA e doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido

nicotínico). Qualquer um destes medicamentos pode causar miopatia quando administrado

isoladamente.

Num ensaio clínico (período de acompanhamento mediano de 3,9 anos) envolvendo doentes com

risco elevado de doença cardiovascular e com níveis de C-LDL bem controlado com sinvastatina

40 mg/dia com ou sem ezetimiba 10 mg, não houve um benefício incremental nos resultados

cardiovasculares com a adição de doses modificadoras de lípidos (

1 g/dia) de niacina (ácido

nicotínico). Como tal, os médicos que considerem a utilização da associação terapêutica de

sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico), ou

medicamentos contendo niacina, devem ponderar cuidadosamente os potenciais benefícios e riscos

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11-05-2018

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e proceder a uma cuidadosa monitorização dos doentes para despiste de quaisquer sinais e sintomas

de dor, sensibilidade ou fraqueza musculares, em particular durante os primeiros meses após início

da terapêutica e ao aumentar a dose de cada um dos medicamentos.

Adicionalmente, neste ensaio, a incidência de miopatia foi de aproximadamente 0,24% para

doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina 40 mg ou ezetimiba/sinvastatina 10/40 mg em

comparação com 1,24% para doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina 40 mg ou

ezetimiba/sinvastatina 10/40 mg administrada concomitantemente com ácido nicotínico /laropiprant

2000 mg/40 mg de libertação modificada. Embora a única população asiática avaliada neste ensaio

clínico tenha sido de etnia chinesa, uma vez que a incidência de miopatia é superior em doentes de

etnia chinesa do que em não-chinesa, a administração concomitante de sinvastatina com doses

modificadoras de lípidos (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico) não é recomendada em doentes de

origem asiática.

O acipimox é estruturalmente relacionado com a niacina. Apesar de o acipimox não ter sido

estudado, o risco de efeitos tóxicos musculares poderá ser semelhante ao da niacina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da terapêutica, e

posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma dose de 80 mg devem

fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após a titulação para a dose de 80 mg

e periodicamente (p. ex. semestralmente) no primeiro ano de tratamento. Deverá ser dada atenção

especial aos doentes que registem aumentos dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes,

os doseamentos deverão ser repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os

níveis das transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa. Note-se que a ALT

pode ter origem muscular. Portanto, uma elevação da ALT e da CK pode indicar miopatia (ver

acima Miopatia/Rabdomiólise).

Foram notificados, em pós-comercialização, casos raros de insuficiência hepática fatal e não fatal

em doentes a tomar estatinas, incluindo a sinvastatina. Se durante o tratamento com a sinvastatina

ocorrerem lesões graves no fígado com sintomas clínicos e/ou hiperbilirrubinemia ou icterícia,

interrompa imediatamente a terapêutica. Se não for identificada uma etiologia alternativa, não

reinicie a Sinvastatina Zentiva.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades substanciais

de álcool.

Tal como acontece com outros fármacos hipolipemiantes, têm sido referidas elevações moderadas

das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram geralmente

transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi necessária a interrupção do

tratamento.

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem elevar a glicemia

e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes, podem induzir um nível

de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é adequado. Este risco é, no entanto,

suplantado pela redução do risco vascular com estatinas e, portanto, não deve ser uma condição

para interromper a terapêutica com estatinas. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a

6,9 mmol/l, IMC>30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto

clínica como bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas, incluindo

sinvastatina, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em geral

(fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença pulmonar

intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

População pediátrica

Foi avaliada a segurança e eficácia da sinvastatina, num ensaio clínico controlado, em doentes entre

10-17 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, rapazes adolescentes no

estadio Tanner II e superior, assim como em raparigas pelo menos com um ano pós-menarca. O

perfil de acontecimentos adversos foi, em geral, semelhante entre doentes tratados com sinvastatina

e doentes que receberam placebo. Não foram estudadas doses superiores a 40 mg nesta população.

Neste estudo controlado, limitado, não foi detetado qualquer efeito no crescimento ou maturação

sexual dos rapazes ou raparigas adolescentes, nem qualquer efeito na duração do ciclo menstrual

das raparigas. (Ver secções 4.2, 4.8 e 5.1). As adolescentes do sexo feminino devem ser

aconselhadas sobre os métodos contracetivos apropriados durante a terapêutica com sinvastatina

(ver secções 4.3 e 4.6). Em doentes com idade <18 anos, a eficácia e segurança não foi estudada

para períodos de tratamento > 48 semanas de duração e os efeitos a longo prazo na maturação

física, intelectual e sexual são desconhecidos. A sinvastatina não foi estudada em doentes menores

de 10 anos de idade nem em crianças pré-puberdade e raparigas pré-menarca.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, com deficiência na lactase ou com malabsorção de glucose-galactose não devem tomar

este medicamento.

Excipientes:

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

APROVADO EM

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INFARMED

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando administrados

isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração concomitante

com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num

aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interações farmacocinéticas e secções

4.3 e 4.4). Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada medicamento.

Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros

fibratos. Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração concomitante

de sinvastatina e doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são resumidas no

quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações Medicamentosas Associadas com o Risco Aumentado de Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4,

p. ex.:

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Voriconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH

(p. ex. nelfinavir)

Boceprevir

Telaprevir

Nefazodona

Cobicistato

Ciclosporina

Danazol

Gemfibrozil

Contraindicados com sinvastatina

Outros fibratos (exceto o

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por

Ácido fusídico

Não recomendado com sinvastatina

Niacina (ácido nicotínico)

1 g/dia)

Não recomendado com sinvastatina,

em doentes de origem asiática

Amiodarona

Amlodipina

Verapamilo

Diltiazem

Elbasvir

Grazoprevir

Não exceder 20 mg de sinvastatina por

Lomitapida

Não exceder 40 mg de sinvastatina por

dia em doentes com HFHo

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11-05-2018

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Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeitos de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem inibidores do CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do citocromo P450

3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do aumento da concentração de

atividade plasmática inibitória da redutase da HMG-CoA durante a terapêutica com sinvastatina.

Estes inibidores incluem itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH (p. ex. nelfinavir), boceprevir,

telaprevir, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato. A administração concomitante de

itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição à forma ácida da sinvastatina

(o metabolito beta-hidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na

exposição à forma ácida de sinvastatina.

Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol,

posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex. nelfinavir), boceprevir, telaprevir,

eritromicina, claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato, assim

como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol (ver secção 4.3). Se o tratamento com inibidores

potentes do CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser interrompida (e considerada a utilização de

uma estatina alternativa) durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: fluconazol, verapamilo ou

diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

Foram notificados casos raros de rabdomiólise associado à administração concomitante de

sinvastatina e fluconazol (ver secção 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de ciclosporina

com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com ciclosporina (ver secções 4.3 e

4.4). Apesar de o mecanismo não ser totalmente compreendido, a ciclosporina demonstrou

aumentar a AUC dos inibidores da redutase da HMG-CoA. O aumento na AUC da forma ácida de

sinvastatina deve-se possivelmente, em parte, à inibição do CYP3A4 e/ou OATP1B1.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de danazol

com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com danazol (ver secções 4.3 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC da forma ácida da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente devido

à inibição da via metabólica de glucuronidação e/ou OATP1B1 (ver secções 4.3 e 4.4). É

contraindicada a administração concomitante com gemfibrozil.

Ácido fusídico

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração concomitante

de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo desta interação (seja farmacodinâmico,

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

farmacocinético ou ambos) é ainda desconhecido. Foram notificados casos de rabdomiólise

(incluindo alguns casos fatais) em doentes medicados com esta associação. A administração

concomitante desta associação pode originar o aumento das concentrações plasmáticas de ambos os

fármacos. Se for necessário o tratamento com ácido fusídico, o tratamento com sinvastatina deverá

ser suspenso durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico. Ver também a

secção 4.4.

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona com sinvastatina (ver secção 4.4). Num ensaio clínico, foi notificada miopatia em 6 %

dos doentes a tomar sinvastatina 80 mg e amiodarona. Consequentemente, a dose de sinvastatina

não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amiodarona.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de verapamilo

com 40 mg ou 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo farmacocinético, a

administração concomitante de sinvastatina com verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da

exposição à forma ácida da sinvastatina, possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente verapamilo.

Diltiazem

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de diltiazem

com 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo farmacocinético, a administração

concomitante de diltiazem com sinvastatina causou um aumento de 2,7 vezes na exposição à forma

ácida de sinvastatina, possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem.

Amlodipina

Os doentes tratados com amlodipina concomitantemente com sinvastatina têm um risco aumentado

de miopatia. Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de amlodipina com

sinvastatina causou um aumento de 1,6 vezes na exposição à forma ácida de sinvastatina.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente amlodipina.

Lomitapida

O risco de miopatia e rabdomiólise pode ser aumentado pela administração concomitante de

lomitapida com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.4). Assim, em doentes com HFHo, a dose de

sinvastatina não pode exceder 40 mg por dia em doentes a receber terapêutica concomitante com

lomitapida.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no CYP3A4

concomitantemente com sinvastatina, particularmente com altas doses de sinvastatina, podem ter

um risco aumentado de miopatia (ver secção 4.4).

Inibidores da proteína transportadora OATP1B1

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

A sinvastatina na sua forma ácida é um substrato da proteína transportadora OATP1B1. A

administração concomitante de medicamentos que são inibidores da proteína transportadora

OATP1B1 pode levar a concentrações plasmáticas aumentadas da forma ácida da sinvastatina e a

um risco aumentado de miopatia (ver secções 4.3 e 4.4).

Inibidores da Proteína Resistente ao Cancro da Mama (BCRP)

A administração concomitante de medicamentos inibidores da BCRP, incluindo medicamentos que

contenham elbasvir ou grazoprevir, pode levar ao aumento das concentrações plasmáticas de

sinvastatina e a risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.4).

Niacina (ácido nicotínico)

Casos raros de miopatia/rabdomiólise têm sido associados à administração concomitante de

sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Num

estudo farmacocinético, a administração concomitante de uma dose única de 2 g de ácido nicotínico

de libertação prolongada com 20 mg de sinvastatina resultou num aumento moderado da AUC da

sinvastatina e da sua forma ácida assim como na Cmax das concentrações plasmáticas da forma

ácida de sinvastatina.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes quantidades

(mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num aumento de 7 vezes na

exposição à forma ácida da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de sumo de toranja de manhã e de

sinvastatina à noite, resultou também num aumento de 1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão

de sumo de toranja durante o tratamento com sinvastatina.

Colquicina

Existem notificações de miopatia e rabdomiólise com a administração concomitante de colquicina e

sinvastatina, em doentes com compromisso renal. É recomendada a monitorização clínica diligente

dos doentes que tomem esta associação.

Rifampicina

Sendo a rifampicina um potente indutor do CYP3A4, os doentes a fazer terapêutica prolongada

com rifampicina (p. ex: tratamento da tuberculose) podem apresentar perda de eficácia da

sinvastatina. Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, a área sob a curva da

concentração plasmática (AUC) para a forma ácida de sinvastatina diminuiu em cerca de 93% com

a administração concomitante de rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que a

sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas pelo citocromo

P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciaram ligeiramente o efeito dos

anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Quociente Normalizado

Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo efetuado em

voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram notificados casos muito raros

de aumento do INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

deverá ser determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de

protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado

a intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo

procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a alterações do

tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Zentiva está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios clínicos

controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidas notificações raras de

anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da HMG-CoA. Contudo,

numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas prospetivamente, expostas durante o

primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da

redutase da HMG-CoA, a incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na

população em geral. Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um

aumento igual ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-nascidos de

doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da

redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral, o tratamento materno com

sinvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do

colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos

hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo

associado a hipercolesterolemia primária. Por estas razões, a Sinvastatina Zentiva não deve ser

usada em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O tratamento

com sinvastatina deve ser suspenso durante o período da gravidez ou até que se determine que a

mulher não está grávida. (Ver secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, são excretados no leite humano. Uma

vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido ao potencial de reações

adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Zentiva não deverão amamentar os seus

filhos (ver secção 4.3).

Fertilidade

Não há dados de ensaios clínicos disponíveis sobre os efeitos de sinvastatina na fertilidade humana.

Sinvastatina não teve efeitos sobre a fertilidade de ratos fêmea e macho (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

APROVADO EM

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INFARMED

Os efeitos de Sinvastatina Zentiva sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou

desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve ser tomado em

consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências das seguintes reações adversas, que foram notificadas durante os estudos clínicos

e/ou em fase pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação das suas taxas de

incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo, controlados com placebo, que

incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com 20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o

HPS, apenas foram registados eventos adversos graves assim como mialgia, aumentos das

transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os eventos adversos abaixo

mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do

placebo nestes ensaios, e se houve eventos semelhantes com razoável nexo de causalidade

notificados espontaneamente, estes eventos adversos são classificados como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de sinvastatina (n =

10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança foram comparáveis entre doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com placebo durante os 5 anos de duração

média do estudo. As percentagens de interrupção devidas a efeitos indesejáveis foram comparáveis

(4,8 % nos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos doentes que

receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com 40 mg de

sinvastatina. O aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu

em 0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 0,09 % (n

= 9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências das reações adversas são classificadas do seguinte modo: Muito frequentes (> 1/10),

Frequentes (

1/100, < 1/10), Pouco frequentes (

1/1.000, < 1/100), Raros (

1/10.000, < 1/1.000),

Muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do sistema imunitário:

Muito raros: anafilaxia

Doenças do foro psiquiátrico:

Muito raros: insónia

Desconhecido: depressão

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Muito raros: defeito de memória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Desconhecido: doença pulmonar intersticial (ver secção 4.4)

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos, pancreatite

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Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Muito raros: insuficiência hepática fatal e não fatal

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopecia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia* (incluindo miosite), rabdomiólise com ou sem insuficiência renal aguda (ver

secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

*Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com sinvastatina 80

mg/dia quando comparado com doentes tratados com 20 mg/dia (1,0% vs. 0,02%, respetivamente)

(ver secções 4.4 e 4.5).

Desconhecido: tendinopatia, por vezes complicada por rutura; miopatia necrosante imunomediada

(IMNM)**

** Foram notificados casos muito raros de uma miopatia necrosante imunomediada (IMNM -

imune-mediated necrotizing myopathy), uma miopatia autoimune, durante ou após o tratamento

com algumas estatinas. A IMNM caracteriza-se por: fraqueza muscular proximal e elevação da

creatinaquinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas; biópsia

muscular demonstrativa de miopatia necrosante sem inflamação significativa; melhoria com

fármacos imunossupressores (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Desconhecido: disfunção eréctil

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu algumas das

seguintes manifestações: angiedema, síndrome do tipo lúpus, polimialgia reumática,

dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de sedimentação aumentada,

artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, afrontamento, dispneia e mal-estar geral.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver secção 4.4

Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK (ver secção

4.4).

Foram notificados aumentos nos valores de HbA1c e na glicemia em jejum com estatinas,

incluindo a sinvastatina.

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência cognitiva (p. ex., perda de

memória, esquecimento, amnésia, defeito de memória, confusão) associados à utilização de

estatinas. Estes efeitos cognitivos foram notificados em todas as estatinas, incluindo a sinvastatina.

As notificações são geralmente não graves e reversíveis após a interrupção da estatina, com tempos

variáveis de aparecimento de sintomas (de 1 dia a anos) e resolução dos sintomas (média de 3

semanas).

Adicionalmente, foram notificados os seguintes efeitos adversos com algumas estatinas:

APROVADO EM

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Distúrbios do sono, incluindo pesadelos

Disfunção sexual

Diabetes mellitus: a frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia

em jejum

5,6 mmol/l [100,8 mg/dl], IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, antecedentes de

hipertensão).

População pediátrica

Num estudo de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes entre os 10-17 anos de idade

(rapazes no estadio Tanner II ou superior e raparigas pelo menos com um ano pós-menarca) com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n = 175), o perfil de segurança e tolerabilidade do

grupo tratado com sinvastatina foi em geral semelhante ao do grupo que recebeu placebo. Os

efeitos a longo prazo na maturação física, intelectual e sexual são desconhecidos. Não existem

dados disponíveis suficientes após um ano de tratamento. (Ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante,

uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento.

Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas

diretamente ao INFARMED I.P.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 73

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi de 3,6 g.

Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico em caso de

sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7- Aparelho Cardiovascular. Antidislipidémicos. Inibidor da redutase

da HMG-CoA

Código ATC: C10A A01

Mecanismo de ação

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado na forma do

beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade significativa na inibição da redutase

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11-05-2018

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da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi 3-metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de

HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As LDL são

formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolizadas predominantemente

pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina

pode envolver a diminuição da concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do

recetor das LDL, conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-

LDL. A apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG

plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL

estão reduzidos.

Eficácia e segurança clínicas

Risco Elevado de Doença Cardíaca Coronária (DCC) ou Doença Cardíaca Coronária existente

No estudo HPS (Heart Protection Study), os efeitos da terapêutica com sinvastatina foram avaliados

em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem hiperlipidemia e com doença

cardíaca coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes mellitus. Neste estudo, 10.269

doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e 10.267 doentes receberam placebo durante

um período médio de 5 anos. No início do estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-

LDL inferiores a 116 mg/dl; 5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135

mg/dl; e 8.680 doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os doentes

tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam placebo; p = 0,0003)

devido a uma diminuição de 18 % da taxa de morte por doença cardíaca coronária (587 [5,7 %]

versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2 %). A redução das mortes por

causas não-vasculares não foi estatisticamente significativa. A sinvastatina reduziu também em

cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de

avaliação final composto por enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença cardíaca

coronária). A sinvastatina reduziu em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos

de revascularização coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária

transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de revascularização periféricos

e outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p < 0,0001) o risco de AVC,

atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de

doentes com diabetes, sinvastatina reduziu em cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de

desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização

periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A

redução proporcional da taxa de acontecimentos foi semelhante em cada subgrupo de doentes

estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral

ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no

estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis iniciais de

colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na mortalidade total,

da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença cardíaca coronária e com um

colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste estudo multicêntrico, de distribuição

APROVADO EM

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aleatória, em dupla ocultação e controlado por placebo, os doentes com angina ou enfarte do

miocárdio (EM) prévio foram tratados com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de

sinvastatina (n = 2.221) ou com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos reduziu o

risco de morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença cardíaca

coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). A sinvastatina reduziu

também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major (morte por doença

coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital). Além disso, a sinvastatina

reduziu significativamente o risco de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente

vascular cerebral e acidente isquémico transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não

cardiovascular, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

O Study of the Effectiveness of Additional Reductions in Cholesterol and Homocysteine

(SEARCH) avaliou o efeito do tratamento com sinvastatina 80 mg versus 20 mg (acompanhamento

mediano de 6,7 anos) relativamente aos Eventos Vasculares Major (EVM; definidos como Doença

Cardíaca Coronária fatal, Enfarte do Miocárdio não-fatal, procedimento de revascularização

coronário, acidente vascular cerebral fatal ou não-fatal ou procedimento de revascularização

periférico) em 12.064 doentes com antecedentes de enfarte de miocárdio. Não houve diferença

significativa na incidência de eventos vasculares major entre os dois grupos; sinvastatina 20 mg

(n=1553; 25,7%) vs. sinvastatina 80 mg (n=1477; 24,5%); RR 0,94; IC 95%: 0,88 a 1,01. A

diferença absoluta no C-LDL entre os dois grupos durante o decurso do estudo foi de 0,35 ±0,01

mmol/l. Os perfis de segurança foram idênticos entre os dois grupos de tratamento exceto a

incidência de miopatia que foi de cerca de 1,0% para os doentes a tomar sinvastatina 80 mg em

comparação com 0,02% nos doentes a tomar sinvastatina 20 mg. Aproximadamente metade destes

casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano do tratamento. A incidência da miopatia durante

cada ano de tratamento subsequente foi de aproximadamente 0,1%.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina diários em

doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram, respetivamente, de 30, 38,

41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de

sinvastatina, as reduções médias nos triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2

%) e os aumentos médios do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

População pediátrica

Num estudo controlado com placebo, em dupla ocultação, 175 doentes (99 rapazes em estadio

Tanner II e superior e 76 raparigas com pelo menos um ano pós-menarca), dos 10 aos 17 anos de

idade (idade média 14,1 anos) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HFHe), foram

distribuídos aleatoriamente para braços de tratamento com sinvastatina ou placebo durante 24

semanas (estudo basal). A inclusão no estudo teve como critérios um valor inicial de C-LDL entre

160 e 400 mg/dl e pelo menos um familiar com o nível de C-LDL > 189 mg/dl. A posologia de

sinvastatina (uma vez por dia à noite) foi de 10 mg durante as primeiras 8 semanas, 20 mg nas 8

semanas seguintes e 40 mg a partir daí. Numa extensão do estudo de 24 semanas, 144 doentes

foram selecionados a continuar a terapêutica e receberem sinvastatina 40 mg ou placebo.

A sinvastatina reduziu significativamente os níveis plasmáticos de C-LDL, TG e Apo B. Os

resultados obtidos na extensão às 48 semanas foram comparáveis aos observados no estudo basal.

Após 24 semanas de tratamento, o valor médio atingido de C-LDL foi de 124,9 mg/dl (intervalo:

64,0-289,0 mg/dl) no grupo de sinvastatina > 40 mg comparado com 207,8 mg/dl (intervalo: 128,0-

334,0 mg/dl) no grupo placebo.

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com doses crescentes desde 10, 20 até 40 mg

diários em intervalos de 8 semanas), a sinvastatina diminuiu a média de C-LDL em 36,8%

(placebo: 1,1 % de aumento sobre o valor inicial), Apo B em 32,4 % (placebo: 0,5 %) e os níveis

médios de TG em 7,9 % (placebo: 3,2 %) e aumentou os níveis médios de C-HDL em 8,3 %

(placebo: 3,6 %). Não são conhecidos os benefícios a longo prazo de sinvastatina em eventos

cardiovasculares em crianças com HFHe.

A segurança e eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em crianças com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo da terapêutica com

sinvastatina desde a infância para a redução da morbilidade e mortalidade na idade adulta não foi

estabelecida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no correspondente

beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA. A hidrólise ocorre

principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito baixa.

As propriedades farmacocinéticas foram avaliadas em adultos. Não estão disponíveis dados

farmacocinéticos em crianças e adolescentes.

Absorção

No ser humano, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de primeira

passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático. O fígado é o

principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do beta-hidroxiácido para a circulação

sistémica após a administração de uma dose oral de sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A

concentração plasmática máxima dos inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após

a administração da sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais metabolitos da

sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e quatro metabolitos ativos

adicionais. Após a administração oral de uma dose de sinvastatina radioativa ao ser humano, 13 %

da radioatividade foi excretada na urina e 60 % nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade

recuperada nas fezes representa os equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis,

assim como medicamento não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-

hidroxiácido, a sua semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas

0,3 % da dose IV, como inibidores.

A sinvastatina na sua forma ácida é absorvida ativamente para os hepatócitos pelo transportador

OATP1B1.

A sinvastatina é um substrato do transportador de efluxo da BCRP.

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

Populações Especiais

Polimorfismo SLCO1B1

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína OATP1B1. A

exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina na sua forma ácida, é de 120%

em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores homozigóticos (CC) do alelo

C em comparação com os doentes com o genótipo mais comum (TT). O alelo C tem uma

frequência de 18% na população europeia. Em doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o

risco de uma exposição aumentada à forma ácida da sinvastatina, o que pode levar a um aumento

do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia, toxicidade

de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros riscos para o doente para

além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo farmacológico. Nas doses máximas

toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não produziu malformações fetais e não teve efeitos na

fertilidade, na função reprodutora ou no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Lactose anidra,

Celulose microcristalina,

Amido de milho pré-gelificado,

Butil-hidroxinasol (E320),

Estearato de magnésio,

Talco.

Revestimento:

Hidroxipropilcelulose,

Hipromelose,

Talco,

Dióxido de titânio (E 171).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PE/PVDC/Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais para a eliminação.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Zentiva Portugal, Lda

Miraflores Premium I

Alameda Fernão Lopes, 16 A - 8º piso A

1495-190 Algés

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Zentiva 20 mg comprimidos revestidos por película

Registo nº 4028189 no INFARMED, I.P. – 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028288 no INFARMED, I.P. – 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028387 no INFARMED, I.P. – 50 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028486 no INFARMED, I.P. – 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Sinvastatina Zentiva 40 mg comprimidos revestidos por película

Registo nº 4028585 no INFARMED, I.P. – 20 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028684 no INFARMED, I.P. – 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028783 no INFARMED, I.P. – 50 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

Registo nº 4028882 no INFARMED, I.P. – 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PE/PVDC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 26 de junho de 2002

APROVADO EM

11-05-2018

INFARMED

Data da última renovação: 25 de novembro de 2016

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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