Sinvastatina Tecnimede 10 mg Comprimido revestido

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido
Composição:
Sinvastatina 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
4738290 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018426 ; 4738399 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018400 ; 4738498 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018418
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
03/H/0039/001
Data de autorização:
2003-07-17

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Sinvastatina Tecnimede 10

mg comprimidos revestidos

Leia

com atenção todo

este folheto antes de

começar a

tomar este medicamento

pois

contém informação importante para si

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler

novamente

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico

farmacêutico

ou enfermeiro

Este

medicamento

receitado

apenas

para

Não

deve

dá-lo

outros

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos

sinais de

doença

- Se

tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis

efeitos secundários não

indicados

neste folheto, informe o seu médico

farmacêutico

ou enfermeiro

O que contém

este folheto:

1. O que é Sinvastatina Tecnimede e para que é utilizado

O que precisa de saber a

ntes de tomar Sinvastatina Tecnimede

3. Como tomar Sinvastatina Tecnimede

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Tecnimede

Conteúdo da embalagem e o

utras informações

O que é Sinvastatina Tecnimede e para que é utilizado

Sinvastatina Tecnimede contém como princípio ativo a sinvastatina e pertence ao grupo

farmacoterapêutico dos antidislipidémicos.

Sinvastatina Tecnimede está indicado nas seguintes situações:

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução

mortalidade

morbilidade

cardiovasculares

doentes

doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de risco

e outras terapêuticas cardioprotetoras.

O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Tecnimede

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Não tome Sinvastatina Tecnimede:

- Se tiver alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

este medicamento (indicados na secção 6);

- Se houver doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das

transaminases séricas

- Se estiver grávida ou a amamentar

- Se se encontrar com terapêutica concomitante com inibidores potentes do CYP3A4 (ex.

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona)

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Sinvastatina

Tecnimede.

Miopatia/Rabdomiólise

sinvastatina,

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA

provoca

ocasionalmente

miopatia

manifesta

como

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de 10 vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com

ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos que

interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03% com 20 mg, 0,08% com 40 mg e

de 0,4% com 80 mg.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que isto

torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (

>

5xLSN), deverão ser reavaliados 5 a 7 dias para confirmar

os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

- Idosos (idade >70 anos)

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente

perturbação

muscular

fibrato

estatina,

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução. Se

os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5x LSN), o tratamento

não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina, os

níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados

>

LSN),

ausência

exercício

físico

vigoroso,

tratamento

deverá

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam

5x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deverá

ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada a

reintrodução da estatina ou a introdução de uma outra estatina alternativa, na dosagem

mais baixa, desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante uns dias

antes de cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosa

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH,

nefazodona), assim como com gemfibrozil e ciclosporina.

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de sinvastatina. Ocorre também um

ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com sinvastatina 80 mg.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Consequentemente,

respeito

inibidores

CYP3A4,

utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada. Se o

tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem de ser interrompida durante o tratamento.

Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a sinvastatina com alguns

inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil, diltiazem. Deve ser

evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

dose

sinvastatina

não

deve

exceder

doentes

tomar

concomitantemente ciclosporina, gemfibrozil ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de

niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve ser evitada,

exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados desta

associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina por dia

a outros fibratos (exceto fenofibrato), niacina ou ciclosporina devem ser cuidadosamente

ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações.

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg por

dia com amiodarona ou verapamil, exceto se for provável que o benefício clínico supera

o risco aumentado de miopatia.

Efeitos

epáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para >3xLSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se

sejam

efetuados

testes

função

hepática

antes

início

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos

imediato,

depois

realizados

mais

frequentemente.

níveis

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3xLSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sinvastatina Tecnimede:

- se tem insuficiência respiratória grave.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

O medicamento deverá ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações moderadas

das transaminases séricas (<3xLSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente

transitórias,

não

foram

acompanhadas

quaisquer

sintomas

não

necessária a interrupção do tratamento.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes

ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se em

níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial

elevada.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante.

Podem

necessários

testes

medicamentos

adicionais

para

diagnosticar e tratar este problema.

Outros medicamentos e

Sinvastatina Tecnimede

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente

se vier a tomar

outros medicamentos.

Interações farmacodinâmicas

Interações

fármacos

hipolipemiantes

podem

causar

miopatia

quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (

1g/dia). Além disso, existe uma

interação

farmacocinética

gemfibrozil

resulta

aumento

níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver abaixo Interações farmacocinéticas e

ver secções 2 e 3).

Quando

sinvastatina

fenofibrato

são

administrados

concomitantemente,

não

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento.

Não

estão

disponíveis

dados

adequados

farmacovigilância

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP 3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os

inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de

miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante

terapêutica

sinvastatina.

Estes

inibidores

incluem

itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de mais

de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido ativo).

A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP 3A4: ciclosporina, verapamil,

diltiazem.

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina,

particularmente

doses

mais

elevadas

sinvastatina.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10

mg/dia em doentes a

tomar

concomitante

ciclosporina.

Apesar

mecanismo

não

totalmente

compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da sinvastatina, possivelmente

devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação.

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina. Num ensaio clínico em

curso, foi relatada

miopatia em 6% dos doentes a tomar 80

mg de sinvastatina e

amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40

mg ou 80

mg de sinvastatina e verapamil.

Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com verapamil resultou

num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido,

em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amiodarona ou verapamil,

exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de 1%

em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em doentes a

tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de diltiazem. Num

estudo

farmacocinética,

administração

concomitante

diltiazem

causou

aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à

inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 40 mg

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, exceto se for provável que o

benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito

anticoagulantes

cumarínicos;

tempo

protrombina

registado

como

Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo

efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento de INR.

Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser

determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de

protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser

monitorizado

intervalos

geralmente

recomendados

para

doentes

tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina

não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que

não tomam anticoagulantes.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que a

sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas pelo

citocromo P450 3A4.

Sinvastatina Tecnimede com alimentos

bebidas

e álcool

O fármaco deverá ser usado com precaução nos doentes que consomem quantidades

substanciais de álcool.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de sumo

de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de 1,9

vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com

sinvastatina.

administração

concomitante

sinvastatina

alimentos

não

altera

perfil

plasmático da mesma.

Gravidez

amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Sinvastatina Tecnimede está contraindicado na gravidez.

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA.

Contudo,

numa

análise

aproximadamente

gestações,

seguidas

prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a Sinvastatina Tecnimede ou a

outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar Sinvastatina Tecnimede ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população

em geral, o tratamento materno com Sinvastatina Tecnimede pode reduzir os níveis fetais

de mevalonato, que é um p

cursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez

deverá

muito

pouco

impacto

risco

longo

prazo

associado

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina Tecnimede não deve ser

usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O

tratamento com Sinvastatina Tecnimede deve ser suspenso durante o período da gravidez

ou até que se determine que a mulher não está grávida.

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido ao

potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Tecnimede

não deverão amamentar os seus filhos.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Os efeitos de Sinvastatina Tecnimede sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve

ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

Sinvastatina Tecnimede contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Como tomar Sinvastatina Tecnimede

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico

. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tome o medicamento sempre à mesma hora: obterá um melhor efeito e evitará o

esquecimento de alguma dose.

O intervalo posológico é de 5-80

mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite.

ajustes

posológicos,

necessários,

devem

feitos

intervalos

não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave

e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e deverá

continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Tecnimede. A dose

habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução de C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a terapêutica

com 20-40 mg/ dia em toma única administrada à noite. Os ajustes posológicos, se

necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é de

40 mg/dia de Sinvastatina Tecnimede tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina Tecnimede

deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-

aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Tecnimede é de 20

mg a 40

mg/dia, em toma única à

noite, nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca

coronária com ou sem hiperlipidemia). A terapia farmacológica poderá ser iniciada em

simultâneo com dieta e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica

oncomitante

Sinvastatina Tecnimede é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos

biliares.

administração

deve

ocorrer

horas

antes

horas

após

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, outros fibratos (exceto fenofibrato) ou

doses

hipolipemiantes

g/dia)

niacina

concomitantemente

Sinvastatina

Tecnimede, a dose de Sinvastatina Tecnimede não deve exceder os 10

mg/dia. Em

doentes

tomar

amiodarona

verapamil

concomitantemente

Sinvastatina

Tecnimede, a dose de Sinvastatina Tecnimede não deverá exceder 20

mg/dia.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina

<

ml/min.)

posologias

acima

mg/dia

deverão

cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Utilização em

crianças e adolescentes

eficácia

segurança

utilização

crianças

não

foram

estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Tecnimede não é recomendada para uso pediátrico.

Via e modo de administração

Via oral. Deve ser preferencialmente tomado numa toma única e à noite.

Se tomar mais Sinvastatina Tecnimede do que deveria:

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6

g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas sintomáticas

e de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Tecnimede:

Retome a administração do medicamento logo que seja possível; no entanto, não tome

uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

farmacêutico

ou enfermeiro

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos,

este medicamento

pode causar efeitos secundários,

embora

estes não se manifest

m em todas as pessoas.

As frequências dos seguintes efeitos adversos, que foram relatados durante os estudos

clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação das suas

taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo, controlados

com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com, 20.536 e 4.444

doentes. Para o HPS, os únicos acontecimentos adversos graves registados foram mialgia,

aumentos das transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os

acontecimentos

adversos

abaixo

mencionados.

taxas

incidência

sobre

sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

acontecimentos

semelhantes

razoável

nexo

causalidade

relatados

espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados como “raros”.

No estudo HPS que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de sinvastatina (n=10.269)

ou com placebo (n=10.267) os perfis de segurança foram comparáveis entre doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com placebo durante os 5 anos de

duração média do estudo. As percentagens de interrupção devidas a efeitos colaterais

foram

comparáveis

(4,8%

doentes

tratados

sinvastatina,

comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A incidência de miopatia foi

<0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O aumento de transaminases

(>3xLSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em 0,21% (n=21) dos doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 0,09% (n=9) dos doentes que

receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10), Pouco frequentes (

1/1000, <1/100),

Raras (

1/10.000, <1/1000), Muito raras (<1/10.000) incluindo

notificações

isolad

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica.

Doenças gastrointestinais:

Raros:

bstipação, dor abdominal,

flatulência,

dispepsia, diarreia,

náuseas,

vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite / icterícia.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros:

xantema, prurido, alopécia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise, mialgia, cãibras musculares

Frequência desconhecida: fraqueza muscular constante.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Notificou-se

raramente,

aparente

síndrome

hipersensibilidade

incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopenia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Outros efeitos secundários possíveis:

Distúrbios do sono, incluindo

insónias e

pesadelos

Perda de memória

Disfunção sexual

Depressão

Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

Diabetes. É mais provável ter diabetes e tiver níveis elevados de açúcar e gorduras

no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se

tem diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros:

aumentos

transaminases

séricas

(ALT,

AST,

-glutamil

transpeptidase)

aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Como conservar Sinvastatina Tecnimede

Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

Manter

este medicamento

fora da vista

e do alcance

das crianças.

Não

utilize

este medicamento

após o

prazo de

validade

impresso

embalagem

exterior, após

"

."

. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer

medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como

deitar fora

os medicamentos que já não

utiliza

. Estas medidas

ajudar

a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Tecnimede

A substância ativa é a sinvastatina.

Os outros componentes são: lactose

mono-hidratada

, ácido ascórbico, ácido cítrico

mono-hidratado,

amido

pré-gelificado,

butil-hidroxianisol

(E320),

celulose

microcristalina, dióxido de titânio (E171), estearato de magnésio, hidroxipropilcelulose,

hipromelose, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172) e talco.

Qual o aspeto de Sinvastatina Tecnimede e conteúdo da embalagem

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Sinvastatina Tecnimede apresenta-se na forma de comprimidos revestidos, doseados a

sinvastatina.

Encontra-se

disponível

embalagens

comprimidos revestidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

TECNIMEDE - Sociedade T

cnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, nº 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Fabricante

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora

Este folheto foi

revisto

pela última vez em

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Tecnimede 10 mg comprimidos revestidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 10 mg de sinvastatina como substância ativa.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Lactose mono-hidratada - 70,7 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido.

Comprimidos revestidos de cor rosa (pêssego) e biconvexos.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento

hipercolesterolemia

primária

dislipidemia

mista,

como

adjuvante da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não

farmacológicos (ex. exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não

forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis

de colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores

de risco e outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única

à noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Tecnimede.

A dose habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes

que necessitem de uma grande redução de C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/ dia em toma única administrada à noite. Os ajustes

posológicos,

necessários,

devem

efetuados

forma

anteriormente

especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada

é de 40 mg/dia de Sinvastatina Tecnimede tomado à noite, ou de 80 mg/dia,

divididos por 3 administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite.

Sinvastatina Tecnimede deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos

hipolipemiantes (p.ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando

não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Tecnimede é de 20 mg a 40 mg/dia, em toma única

à noite, nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca

coronária com ou sem hiperlipidemia). A terapia farmacológica poderá ser iniciada

em simultâneo com dieta e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários,

devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Tecnimede é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes

dos ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, outros fibratos (exceto fenofibrato) ou

doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina concomitantemente com Sinvastatina

Tecnimede, a dose de Sinvastatina Tecnimede não deve exceder os 10 mg/dia. Em

doentes a tomar amiodarona ou verapamil concomitantemente com Sinvastatina

Tecnimede, a dose de Sinvastatina Tecnimede não deverá exceder 20 mg/dia (ver

secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

Não

deverá

necessária

modificação

posologia

doentes

insuficiência renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração

creatinina

<

30 ml/min.)

posologias

acima

10 mg/dia

deverão

cuidadosamente consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

eficácia

segurança

utilização

crianças

não

foram

estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Tecnimede não é recomendada para uso pediátrico.

4.3 Contraindicações

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Hipersensibilidade

substância

ativa

qualquer

excipientes

mencionados na secção 6.1;

Doença

hepática

ativa

elevações

persistentes

explicação

transaminases séricas;

- Gravidez e aleitamento (ver também secção 4.6);

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina

e nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

sinvastatina,

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA

provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de 10 vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido

muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados

níveis de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos

que interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03% com 20 mg, 0,08% com

40 mg e de 0,4% com 80 mg.

Função reduzida das proteínas de transporte

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função

reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos

(por exemplo ciclosporina) ou em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C

do SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica da sinvastatina

e um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é,

em geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do

estudo SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC)

tratados com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um

ano, enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%.

O risco correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT)

(ver secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve

ser considerada como parte da avaliação de risco-benefício, antes de prescrever 80

mg de sinvastatina e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do

genótipo CC. No entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não

possa ainda ocorrer miopatia.

Miopatia necrosante imunomediada

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM -

imune-mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do

tratamento com estatinas.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez

que isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK

estiverem significativamente elevados (

>

5xLSN), deverão ser reavaliados 5 a 7 dias

para confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja

aumentada,

devem

avisados

sobre

risco

miopatia

aconselhados

relatar

imediato

qualquer

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares que ocorram sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do

início da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal,

nas seguintes situações:

- Idosos (idade > 70 anos)

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação

ao possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver

tido anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina,

o tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com

precaução. Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5x

LSN), o tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

ocorrer

dor,

fraqueza

cãibras

musculares

durante

tratamento

sinvastatina, os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem

significativamente elevados (

>

5x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o

tratamento deverá ser interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e

causarem desconforto diário, ainda que os níveis de CK sejam

5x LSN, deverá ser

considerada a descontinuação do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por

qualquer outra razão, o tratamento deverá ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser

considerada a reintrodução da estatina ou a introdução de uma outra estatina

alternativa, na dosagem mais baixa, desde que seja efetuada uma monitorização

cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante uns

dias antes de cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosa

(ver também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante

sinvastatina

inibidores

potentes

CYP3A4

(tais

como

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com gemfibrozil e ciclosporina (ver

secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante

outros

fibratos,

doses

hipolipemiantes

1 g/dia)

niacina

pelo

concomitante de amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de sinvastatina

(ver secções 4.2 e 4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o

diltiazem é usado com sinvastatina 80 mg.

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver

secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem de

ser interrompida durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução

quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a

ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, gemfibrozil ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de

niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve ser evitada,

exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados desta

associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina

por dia a outros fibratos (exceto fenofibrato), niacina ou ciclosporina devem ser

cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações

(ver secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer

destes

medicamentos

administrados

isoladamente

pode

causar

miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a

20 mg por dia com amiodarona ou verapamil, exceto se for provável que o benefício

clínico supera o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados

com sinvastatina, aumentos persistentes (para >3xLSN) das transaminases séricas.

Quando

administração

sinvastatina

interrompida

ou suspensa

nestes

doentes, os níveis de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para

os níveis anteriores ao tratamento.

Recomenda-se que sejam efetuados testes de função hepática antes do início da

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com

uma dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3

meses

após

titulação

para

dose

periodicamente

(por

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

semestralmente) no primeiro ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial

aos doentes que registem aumentos dos níveis das transaminases séricas, e, nestes

doentes, os doseamentos deverão ser repetidos de imediato, e depois realizados

mais frequentemente. Se os níveis das transaminases séricas mostrarem aumentos

progressivos,

especialmente

aumentarem

para

mais

3xLSN

forem

persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deverá ser usado com precaução em doentes que consumam

quantidades substanciais de álcool.

como

outros

agentes

hipolipemiantes,

têm

sido

referidas

elevações

moderadas das transaminases séricas (<3xLSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento

com sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de

quaisquer sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram

notificados

casos

raros

doença

pulmonar

intersticial

algumas

estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum ente 5,6 a 6,9 mmol/L,

IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados

tanto clínica como bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

Interações

fármacos

hipolipemiantes

podem causar miopatia

quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver abaixo Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4). Quando a sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não

há evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

medicamento.

Não

estão

disponíveis

dados

adequados

farmacovigilância

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP 3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem o itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH

e nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento

de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-

hidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao

ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina

itraconazol,

cetoconazol,

inibidores

protease

VIH,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina

nefazodona.

tratamento

itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica

com sinvastatina deverá ser interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de

precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes

do CYP 3A4: ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver

secções 4.2 e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder

10 mg/dia em doentes a tomar concomitante ciclosporina. Apesar do mecanismo não

totalmente

compreendido,

ciclosporina

aumenta

ácido

sinvastatina, possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4).

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4).

Num ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80

mg de sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamil. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamil

resultou

aumento

vezes

exposição

ácido

sinvastatina,

possivelmente

devido,

parte,

inibição

CYP3A4.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente amiodarona ou verapamil, exceto se for

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1% em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem

(ver

secção

4.4).

estudo

farmacocinética,

administração

concomitante de diltiazem causou um aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido

da sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a

dose de sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente

diltiazem,

exceto

provável

benefício

clínico

ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento

de 1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o

tratamento com sinvastatina.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em

doentes

hipercolesterolémicos,

20-40 mg/dia

sinvastatina,

potenciou

modestamente o efeito dos anticoagulantes cumarínicos; o tempo de protrombina

registado como Razão Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial

de 1,7 para 1,8 no estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo

efetuado nos doentes. Foram notificados casos muito raros de aumento de INR.

Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá

ser determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária

durante a fase inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração

significativa

no tempo

protrombina.

Assim

que se

registar um tempo

protrombina

estável,

este

poderá

monitorizado

intervalos

geralmente

recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere

a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo

procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a

alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

sinvastatina

afete

concentrações

plasmáticas

outras

substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Tecnimede está contraindicado na gravidez (ver secção 4.3).

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados

ensaios

clínicos

controlados

sinvastatina

mulheres

grávidas.

Foram

recebidos relatos raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a

inibidores da redutase da HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente

200 gestações, seguidas prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a

Sinvastatina Tecnimede ou a outro fármaco estreitamente relacionado com um

inibidor

redutase

HMG-CoA,

incidência

anomalias

congénitas

comparável à observada na população em geral. Este número de gestações foi

estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual ou superior a 2,5 vezes de

anomalias congénitas em relação incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos

recém-nascidos de doentes a tomar Sinvastatina Tecnimede ou outro fármaco

estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da

observada

população

geral,

tratamento

materno

Sinvastatina

Tecnimede pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, que é um percursor da

biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão

episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco

impacto no risco a longo prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas

razões, Sinvastatina Tecnimede não deve ser usado em mulheres grávidas, a tentar

engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina

Tecnimede deve ser suspenso durante o período da gravidez ou até que se

determine que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e

devido

potencial

reações

adversas

graves,

mulheres

tomam

Sinvastatina Tecnimede não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Tecnimede sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram notificadas raramente

tonturas na experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes efeitos adversos, que foram notificados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a

longo

prazo,

controlados

placebo,

incluem

estudos

respetivamente com, 20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os

únicos acontecimentos adversos graves notificados foram mialgia, aumentos das

transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram notificados todos os acontecimentos

adversos abaixo mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram

menores ou semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos

semelhantes com razoável nexo de causalidade relatados espontaneamente, estes

acontecimentos adversos são classificados como “raros”.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

No estudo HPS (ver secção 5.1) que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n=10.269) ou com placebo (n=10.267) os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados

com placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de

interrupção devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que

receberam placebo). A incidência de miopatia foi <0,1% em doentes tratados com

40 mg de sinvastatina. O aumento de transaminases (>3xLSN, confirmada por

repetição do teste) ocorreu em 0,21% (n=21) dos doentes tratados com 40 mg de

sinvastatina, em comparação com 0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo:

Muito frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10), Pouco frequentes (

1/1000,

<1/100),

Raras

1/10.000,

<1/1000),

Muito

raras

(<1/10.000)

incluindo

notificações isoladas.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica.

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite / icterícia.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: exantema, prurido, alopécia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise, (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

Frequência desconhecida: miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4).

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Notificou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas

seguintes

manifestações:

angioedema,

síndrome

tipo

lúpus,

polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopenia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação

aumentada,

artrite

artralgia,

urticária,

fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia e mal-estar.

Efeitos de classe:

Distúrbios do sono, incluindo insónia e pesadelos

Perda de memória

Disfunção sexual

Depressão

Casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de

longa duração (ver secção 4.4)

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de

risco (glicemia em jejum ≥5,6 mmol/L, IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados,

história de hipertensão).

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase)

(ver secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos

níveis séricos de CK (ver secção 4.4).

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima

tomada foi de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe

tratamento específico em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar

medidas genéricas sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos

código ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no

fígado na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa

inibição

redutase

HMG-CoA

(redutase

3-hidroxi-3-

metilglutaril-CoA). Esta enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato,

um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL.

As LDL são formadas a partir de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolisadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-HDL e reduz

os TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C- total/C-HDL e

de C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus.

Neste

estudo,

10.269

doentes

foram

tratados

mg/dia

sinvastatina e 10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5

anos. No início do estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL

inferiores

mg/dl;

5.063

doentes

apresentavam

valores

entre

116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680 doentes (42 %) apresentavam valores superiores a

135 mg/dl.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo,

reduziu significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9%]

para os doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7%] para os doentes que

receberam placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18% das mortes por

doença coronária (587 [5,7%] versus 707 [6,9%]; p = 0,0005; redução do risco

absoluto de 1,2%). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi

estatisticamente significativa. A sinvastatina reduziu também em cerca de 27% (p

<0,0001) o risco de acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de

avaliação final composto por enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença

coronária). A sinvastatina reduziu em cerca de 30% (p <0,0001) a necessidade de

procedimentos

revascularização

coronária

(incluindo

bypass

artérias

coronárias e angioplastia coronária transluminosa percutânea) e em 16% (p =

0,006) os procedimentos de revascularização periféricos e outros não coronários. A

sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p <0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma

redução de 30% do AVC isquémico (p <0,0001). Além disso, no subgrupo de

doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu em cerca de 21% (p = 0,0293) o risco

de desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de

revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros

inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de acontecimentos

foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os que não

tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial

periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada

no estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham

níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n =

2.221) ou com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos reduziu o

risco de morte em 30% (redução do risco absoluto de 3,3%). O risco de morte por

doença coronária foi reduzido em 42% (redução do risco absoluto de 3,5%). A

sinvastatina reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos

coronários major (morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal

confirmado em hospital). Além disso, a sinvastatina reduziu significativamente o

risco de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular

cerebral e acidente isquémico transitório) em 28%. Em relação à mortalidade não

cardiovascular, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-

LDC foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47%. Nos estudos realizados em

doentes com hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as

reduções médias nos triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33% (placebo:

2%) e os aumentos médios do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 %

(placebo: 3%).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-

CoA. A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é

muito baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral

de sinvastatina foi inferior a 5% da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não

ocorreu acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é >95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13% da radioatividade foi excretada na urina e

60% nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes

representa os equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim

como medicamento não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito

beta-hidroxiácido, a sua semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada

uma média de apenas 0,3% da dose IV, como inibidores.

sinvastatina

captada

ativamente

para

hepatócitos

pelo

transportador

OATP1B1.

Populações especiais

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina ácida,

é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores

homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população europeia. Em

doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição aumentada à

sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção

4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo

estudos

convencionais

realizados

animais

relativamente

farmacodinamia, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade,

não existem outros riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em

consideração o mecanismo farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no

coelho, a sinvastatina não produziu malformações fetais e não teve efeitos na

fertilidade, na função reprodutora ou no desenvolvimento neonatal.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Lactose mono-hidratada, ácido ascórbico, ácido cítrico mono-hidratado, amido pré-

gelificado, butil-hidroxianisol (E320), celulose microcristalina, dióxido de titânio

(E171), estearato de magnésio, hidroxipropilcelulose, hipromelose, óxido de ferro

amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172) e talco.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

comprimidos

revestidos

sinvastatina

são

acondicionados

blister

PVC/Alumínio. Cada embalagem contém 20, 30 ou 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

TECNIMEDE - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, nº 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Tecnimede 10 mg comprimido revestido

Nº de registo: 4738290 - 20 comprimidos revestidos, 10 mg, blister PVC/Alumínio.

Nº de registo: 4738399 - 30 comprimidos revestidos, 10 mg, blister PVC/Alumínio

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Nº de registo: 4738498 - 60 comprimidos revestidos, 10 mg, blister PVC/Alumínio

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO:

Data da primeira autorização: 17 de julho de 2003

Data da última renovação: 20 de maio de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO:

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação