Sinvastatina Sandoz 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Sandoz Farmacêutica, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
5999685 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Comercializado - 10017140 - 50018469 ; 5749080 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017140 - 50028421 ; 5749189 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017140 - 50018469 ; 5749684 - Recipiente para comprimidos 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017140 - 50028421 ; 5749783 - Recipiente para comprimidos 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10017140 - 50018469
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/2045/005
Data de autorização:
2006-03-01

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Folheto informativo: informação para o doente

Sinvastatina Sandoz 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Sandoz 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Sandoz 40 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Sinvastatina Sandoz e para que é utilizada

O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Sandoz

Como tomar Sinvastatina Sandoz

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Sinvastatina Sandoz

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Sinvastatina Sandoz e para que é utilizada

Sinvastatina Sandoz é um medicamento para baixar os níveis de colesterol total,

colesterol “mau” (colesterol LDL), e substâncias gordas chamadas triglicéridos no

sangue.

Adicionalmente, Sinvastatina Sandoz aumenta os valores de colesterol “bom”

(colesterol HDL). Sinvastatina Sandoz é um membro de uma classe de fármacos

denominados estatinas.

O colesterol é uma das várias substâncias gordas encontradas na corrente sanguínea.

O seu colesterol total é composto principalmente de colesterol LDL e HDL.

O colesterol LDL é frequentemente chamado colesterol "mau" porque pode acumular-

se nas paredes das suas artérias, formando placas. Eventualmente, esta acumulação de

placas pode levar a um estreitamento das artérias. Este estreitamento pode retardar ou

bloquear o fluxo de sangue aos órgãos vitais, tais como o coração e cérebro. Este

bloqueio do fluxo de sangue pode resultar num ataque cardíaco ou acidente vascular

cerebral.

O colesterol HDL é frequentemente chamado colesterol "bom" porque ajuda a evitar

que o mau colesterol se acumule nas artérias e protege contra doenças cardíacas.

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28-04-2017

INFARMED

Os triglicéridos são uma outra forma de gordura no sangue que pode aumentar o risco

de doença cardíaca.

Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter uma dieta para redução de

colesterol.

Sinvastatina Sandoz é utilizada adicionalmente à sua dieta de redução do colesterol se

tem:

um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou

valores elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista)

uma doença hereditária (hipercolesterolémia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

doença coronária ou está em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, história de

acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina

Sandoz pode prolongar a sua vida através da redução do risco de ataque cardíaco ou

de outras complicações cardiovasculares, independentemente do nível de colesterol no

seu sangue.

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu

médico poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao

sangue. Visite o seu médico regularmente, controle o seu colesterol e discuta os seus

objetivos com o seu médico.

O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Sandoz

Não tome Sinvastatina Sandoz:

se tiver alergia à sinvastatina ou a qualquer dos outros componentes deste

medicamento (indicados na secção 6)

se tiver problemas no fígado

se estiver grávida ou a amamentar;

se estiver a tomar medicamento(s) com um ou mais de um dos seguintes ingredientes

ativos:

itraconazol, cetoconazol, posaconazol ou voriconazol (usados para tratar infeções

fúngicas)

eritromicina, claritromicina ou telitromicina (usados para tratar infeções)

inibidores da protease do VIH , tais como indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(utilizados para infeções por VIH)

boceprevir ou telaprevir (usados para tratar a infeção pelo vírus da hepatite C)

nefazodona (usada para tratar a depressão)

cobicistat

gemfibrozil (usado para baixar o colesterol)

ciclosporina (utilizado em doentes de transplante de órgãos)

danazol (uma hormona sintética utilizada para tratar a endometriose, uma condição

em que o revestimento do útero cresce fora do útero)

Não tome mais de 40 mg de Sinvastatina Sandoz se estiver a tomar lomitapida

(utilizada para tratar uma condição genética grave e rara relacionada com o

colesterol).

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Pergunte ao seu médico se não tem certeza se o seu medicamento está listado acima.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sinvastatina Sandoz:

sobre todas as suas condições médicas, incluindo alergias.

se consome grandes quantidades de álcool.

se já teve alguma doença hepática. Sinvastatina Sandoz pode não ser adequado para

se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias, um medicamento chamado

ácido fusídico (usado para tratar infeções bacterianas) por via oral ou injetável. A

associação de ácido fusídico e Sinvastatina Sandoz pode conduzir a problemas

musculares graves (rabdomiólise).

se vai ser submetido a uma cirurgia. Você pode precisar de parar de tomar os

comprimidos de Sinvastatina Sandoz por um curto período de tempo.

Se for asiático, pois pode ser aplicável uma dose diferente para si.

Antes de começar a tomar Sinvastatina Sandoz e se tiver algum sintoma de problemas

hepáticos enquanto toma Sinvastatina Sandoz, o seu médico deve fazer análises ao

sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Sandoz.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá monitorizá-lo

cuidadosamente se tiver diabetes ou se estiver em risco de desenvolver diabetes. Se

tiver níveis elevados de açúcar e gordura no sangue, tem peso a mais e tiver tensão

arterial elevada, é provável que esteja em risco de desenvolver diabetes.

Informe o seu médico se tiver uma doença pulmonar grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares. Isto deve-se ao facto de, em raras situações, os problemas musculares

poderem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em

lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar

e tratar este problema.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Sandoz, particularmente a dose de 80 mg. O risco de destruição muscular é maior em

certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se aplicar a si:

consome grandes quantidades de álcool

tem problemas nos rins

tem problemas na tiroide

tem mais de 65 anos de idade

é do sexo feminino

alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos para

baixar o colesterol chamados “estatinas” ou “fibratos”

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tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário.

Outros medicamentos e Sinvastatina Sandoz

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou vier a

tomar outros medicamentos.

É particularmente importante informar o seu médico se estiver a tomar

medicamentos(s) com qualquer um dos seguintes ingredientes ativos. Tomar

Sinvastatina Sandoz com qualquer um destes medicamentos pode aumentar o risco de

problemas musculares (alguns deles já foram listados na seção acima "Não tome

Sinvastatina Sandoz ").

ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante

de órgãos)

danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma condição em

que o revestimento do útero cresce fora do útero)

medicamentos com um ingrediente ativo como o itraconazol, cetaconazol, fluconazol

ou posaconazol ou voriconazol (usados para tratar infeções fúngicas)

fibratos com um ingrediente ativo como o gemfibrozil e bezafibrato (usados para

baixar o colesterol)

eritromicina, claritromicina ou telitromicina (utilizados no tratamento de infeções

bacterianas).

inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(utilizados para tratar infeções por VIH)

boceprevir ou telaprevir (usado para tratar a infecção pelo vírus da hepatite C)

nefazodona (usada para tratar a depressão)

medicamentos com a substância ativa cobicistatamiodarona (medicamento usado para

tratar o batimento irregular do coração)

verapamil, diltiazem ou amlodipina (medicamentos usados para tratar a pressão

arterial elevada, dor no peito associada a doenças do coração, ou outras doenças

cardíacas)

lomitapida (utilizada para tratar uma condição genética grave e rara relacionada com o

colesterol)

colquicina (usado para tratar a gota).

Se precisar de tomar ácido fusídico oral para o tratamento de uma infeção bacteriana,

será necessário interromper temporariamente a utilização deste medicamento. O seu

médico vai dizer-lhe quando é seguro reiniciar o tratamento com Sinvastatina Sandoz.

Tomar Sinvastatina Sandoz com ácido fusídico pode, raramente, levar a fraqueza,

sensibilidade ou dor muscular (rabdomiólise). Consulte mais informações sobre

rabdomiólise na secção 4.

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico

se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente quaisquer outros medicamentos,

incluindo medicamentos sem receita médica. Em particular, informe o seu médico se

estiver a tomar algum medicamento com qualquer um dos seguintes ingredientes

ativos:

medicamentos com um ingrediente ativo que previne os coágulos no sangue, tal como

a varfarina, fenprocumon ou acenocumarol (anticoagulantes)

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fenofibrato (também usado para baixar o colesterol)

niacina (também usado para baixar o colesterol)

rifampicina (usado para tratar a tuberculose).

Deverá também informar qualquer médico que lhe esteja a prescrever um novo

medicamento que está a tomar Sinvastatina Sandoz.

Sinvastatina Sandoz com alimentos, bebidas e álcool

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Sandoz . O consumo

de toranja deverá ser evitado.

Informe o seu médico se costuma ingerir quantidades elevadas de álcool.

Crianças e adolescentes

A segurança e eficácia de sinvastatina foram estudadas em rapazes com 10-17 anos de

idade e em raparigas que iniciaram o seu período menstrual (menstruação) pelo menos

um ano antes (ver secção 3: “Como tomar Sinvastatina Sandoz ”). Sinvastatina

Sandoz não foi estudada em crianças com menos de 10 anos de idade.

Para mais informações, contacte o seu médico.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Sinvastatina Sandoz se estiver grávida, a tentar engravidar ou pensa que

pode estar grávida. Se engravidar enquanto estiver a tomar Sinvastatina Sandoz, pare

imediatamente o tratamento e contacte o seu médico.

Não tome Sinvastatina Sandoz se está a amamentar, uma vez que se desconhece se o

medicamento passa para o leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Sandoz interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas. No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas

sentem tonturas após tomarem Sinvastatina Sandoz comprimidos revestidos por

película.

Sinvastatina Sandoz contém lactose

Se o seu médico lhe tiver dito que tem uma intolerância a alguns açúcares, contacte o

seu médico antes de tomar este medicamento.

Como tomar Sinvastatina Sandoz

O seu médico irá determinar a dosagem de comprimidos adequada para si,

dependendo de sua condição, tratamento atual e estado de risco pessoal.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

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28-04-2017

INFARMED

Deve continuar com uma dieta para baixar o colesterol enquanto estiver a tomar

Sinvastatina Sandoz.

A dose recomendada é um comprimido por via oral, uma vez por dia.

Adultos:

A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu médico

pode ajustar a dose, após pelo menos 4 semanas, até um máximo de 80 mg por dia.

Não tome mais do que 80 mg por dia.

O seu médico pode prescrever doses mais baixas, principalmente se estiver a tomar

certos medicamentos listados acima ou tiver certas doenças renais.

A dose de 80 mg é recomendada apenas para doentes adultos com níveis muito

elevados de colesterol e com risco elevado de problemas de doença cardíaca que não

tenham atingido o seu objetivo de redução de colesterol em doses mais baixas.

Utilização em crianças e adolescentes:

Em crianças (10-17 anos de idade), a dose inicial habitual recomendada é de 10 mg

por dia, à noite. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.

Modo e duração da administração:

Tome o medicamento à noite. Pode tomá-lo com ou sem alimentos. Continue a tomar

o medicamento a não ser que o seu médico lhe diga para parar.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Se o seu médico receitou Sinvastatina Sandoz, juntamente com outro medicamento

para baixar o colesterol contendo qualquer sequestrador de ácidos biliares, deve tomar

Sinvastatina Sandoz pelo menos 2 horas antes ou 4 horas depois de tomar o

sequestrador de ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Sandoz do que deveria

Contacte o seu médico o mais rápido possível. Em caso de sobredosagem o seu

médico deverá prestar tratamento sintomático e de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Sandoz

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar,

continue com o tratamento com a dose prescrita.

Se parar de tomar Sinvastatina Sandoz

Fale com o seu médico ou farmacêutico, porque o seu colesterol pode subir

novamente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

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Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Pare de tomar este medicamento e informe o seu médico imediatamente ou dirija-se

ao serviço de urgência do hospital mais próximo se algum dos seguintes efeitos

secundários graves ocorrer:

dor, sensibilidade, fraqueza ou cãibras musculares. Em casos raros estes problemas

musculares podem ser graves, incluindo degradação do músculo resultando em danos

nos rins; e em casos muito raros ocorreram mortes.

reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

inchaço da face, língua e garganta que pode causar dificuldade em respirar

dor muscular grave habitualmente nos ombros e quadris

erupção na pele com fraqueza dos músculos dos membros e do pescoço

dor ou inflamação das articulações (polimialgia reumática)

inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

nódoas negras anormais, erupções na pele e inchaço (dermatomiosite), urticária,

sensibilidade da pele ao sol, febre, rubor (vermelhidão)

falta de ar (dispneia) e sensação de mal-estar

quadro de doença do tipo lúpus (incluindo erupção na pele, distúrbio nas articulações

e efeitos nas células sanguíneas)

inflamação do fígado com os seguintes sinais: amarelecimento da pele e olhos,

comichão, urina de cor escura ou fezes de cor pálida, sensação de cansaço ou

fraqueza, perda de apetite e, muito raramente, insuficiência hepática

inflamação do pâncreas frequentemente com dor abdominal grave.

Os seguintes efeitos secundários foram também relatados:

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

baixa contagem de glóbulos vermelhos (anemia)

dormência ou fraqueza dos braços e pernas

dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

distúrbios digestivos (dor abdominal, obstipação, flatulência, indigestão, diarreia,

náuseas, vómitos)

erupção na pele, comichão, queda de cabelo

fraqueza

elevações da função hepática e de uma enzima muscular (creatina quinase) em

algumas análises sanguíneas laboratoriais

perda de memória, confusão.

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

distúrbios do sono

memória fraca.

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada de acordo com os dados

disponíveis):

disfunção erétil

depressão

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inflamação dos pulmões causando problemas em respirar incluindo tosse persistente

e/ou falta de ar ou febre

problemas nos tendões, por vezes complicada por rutura

fraqueza muscular constante.

Efeitos secundários adicionais comunicados com algumas estatinas:

distúrbios do sono, incluindo pesadelos

dificuldades sexuais

diabetes. Isto é mais provável acontecer se tiver níveis elevados de açúcar no sangue,

se tiver peso a mais ou se tiver tensão arterial elevada. O seu médico irá monitorizá-lo

enquanto estiver a tomar este medicamento.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao Infarmed I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Sinvastatina Sandoz

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister, no

recipiente para comprimidos e na cartonagem após “VAL.”. O prazo de validade

corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Manter os blisters na cartonagem exterior para proteger da luz.

Conservar no recipiente original para proteger da luz.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

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Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Sandoz:

- A substância ativa é a sinvastatina. Um comprimido revestido por película contém

10 mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

- Os outros componentes são:

Núcleo dos comprimidos de 10 mg: amido pré-gelatinizado, lactose mono-hidratada,

celulose microcristalina, butil-hidroxianisol (E320), ácido ascórbico (E300), ácido

cítrico mono-hidratado (E330), estearato de magnésio.

Núcleo dos comprimidos de 20 mg e 40 mg: amido pré-gelatinizado, lactose mono-

hidratada, celulose microcristalina, butil-hidroxianisol (E320), ácido cítrico mono-

hidratado (E330), estearato de magnésio

Revestimento dos comprimidos de 10 mg e 20 mg: hipromelose, talco, dióxido de

titânio (E171), óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172).

Revestimento dos comprimidos de 40 mg: hipromelose, talco, dióxido de titânio

(E171), óxido de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Sinvastatina Sandoz e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Sandoz 10 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película ovais, revestidos a rosa pálido, ranhurados, convexos,

gravados com “SIM 10” numa das faces, os quais estão disponíveis nas seguintes

embalagens:

Blister (Alumínio/PVC):

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 49, 50, 50x1, 60, 84, 90, 98 e 100

comprimidos revestidos por película.

Recipiente para comprimidos em polietileno com tampa de rosca:

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 50, 84, 90, 100, 120 e 250 comprimidos

revestidos por película.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Sinvastatina Sandoz 20 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película ovais, revestidos de cor laranja biconvexos, com ranhura em

ambas as faces e gravados com “20” numa das faces, os quais estão disponíveis nas

seguintes embalagens:

Blister (Alumínio/PVC)

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 49, 50, 50x1, 60, 84, 90, 98 e 100

comprimidos revestidos por película.

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INFARMED

Recipiente para comprimidos me polietileno com tampa de rosca

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 50, 84, 90, 100, 120 e 250 comprimidos

revestidos por película.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Sinvastatina Sandoz 40 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película ovais, de revestimento vermelho-acastanhado, biconvexos,

com ranhura em ambas as faces e gravados com “40” numa das faces, os quais estão

disponíveis nas seguintes embalagens:

Blister (Alumínio/PVC)

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 49, 50, 50x1, 60, 84, 90, 98 e 100

comprimidos revestidos por película.

Recipientes para comprimidos de polietileno com tampa de rosca

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 50, 84, 90, 100, 120 e 250 comprimidos

revestidos por película.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Nem todos os tamanhos ou tipos de embalagem poderão estar comercializados.

Titular de autorização de Introdução no Mercado e Fabricante:

Titular de autorização de Introdução no mercado:

Sandoz Farmacêutica Lda.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

Fabricantes:

Salutas Pharma GmbH

Otto-von-Guericke-Allee 1,

39179 Barleben,

Alemanha

Salutas Pharma GmbH

Dieselstrasse 5,

70839 Gerlingen,

Alemanha

Lek S.A.

Ul. Domaniewska 50 C,

02-672 Warszawa,

Polónia

Lek Pharmaceuticals d.d.

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28-04-2017

INFARMED

Verovškova 57,

SI- 1526 Ljubljana,

Eslovénia

S.C. Sandoz S.R.L.

Targu Mures,

Roménia

Lek S.A.

16, Podlipie Str.,

95-010 Strykow,

Polónia

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Sandoz 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Sandoz 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Sandoz 40 mg comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

Excipiente(s) com efeito conhecido: Lactose

Sinvastatina Sandoz 10 mg comprimidos revestidos por película: 90,4 mg de lactose por

comprimido revestido por película

Sinvastatina Sandoz 20 mg comprimidos revestidos por película: 58,2 mg de lactose por

comprimido revestido por película

Sinvastatina Sandoz 40 mg comprimidos revestidos por película: 116,4 mg de lactose por

comprimido revestido por película

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

10 mg: comprimidos revestidos por película ovais, rosa pálido, ranhurados, convexos,

gravados com “SIM 10” numa das faces.

20 mg: comprimidos revestidos por película ovais, laranja, biconvexos, com ranhura em

ambas as faces e gravados com “20” numa das faces.

40 mg: comprimidos revestidos por película ovais, vermelho-acastanhados, biconvexos,

com ranhura em ambas as faces e gravados com “40” numa das faces.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo) como adjuvante da

dieta e outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não

forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de risco

e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

Posologia e modo de administração

Posologia

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg apenas é recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave

e em risco elevado de complicações cardiovasculares que não atingiram o seu objetivo

terapêutico com doses mais baixas e quando é esperado que os benefícios superem os

riscos potenciais (ver secções 4.4 e 5.1).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e deverá

continuar com esta dieta durante o tratamento com sinvastatina. A dose inicial habitual é

de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que necessitem de uma

grande redução do C-LDL (mais de 45 %) podem iniciar a terapêutica com 20-40 mg/dia

em dose única administrada à noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia inicial

recomendada é de 40 mg/dia de sinvastatina tomado à noite. Sinvastatina deve ser usada

como um adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-aférese) neste

grupo de doentes ou quando não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Em doentes a tomar lomitapida concomitantemente com sinvastatina, a dose de

sinvastatina não deve exceder 40 mg/dia (ver secções 4.3, 4.4 e 4.5).

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de sinvastatina é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos doentes

em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com ou sem

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hiperlipidemia). A terapêutica medicamentosa poderá ser iniciada em simultâneo com a

dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados da

forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos ácidos

biliares. A administração deve ocorrer

2 horas antes ou > 4 horas após a administração

de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar fibratos, exceto gemfibrozil (ver secção 4.3) ou fenofibrato

concomitantemente com sinvastatina, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg/dia.

Em doentes a tomar amiodarona, amlodipina, verapamilo, ou diltiazem

concomitantemente com sinvastatina, a dose de sinvastatina não deverá exceder 20

mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5.).

Doentes com compromisso renal

Não é necessário alterar a posologia em doentes com compromisso renal moderado.

Em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min), as

posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e, se

necessário, instituídas com precaução.

Idosos

Não é necessário ajuste posológico.

População pediátrica

Para crianças e adolescentes (rapazes no Estadio Tanner II e superior e raparigas com

pelo menos um ano pós-menarca, 10-17 anos de idade) com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica, a dose inicial habitualmente recomendada é de 10 mg uma vez por dia à

noite. As crianças e adolescentes devem fazer numa dieta padronizada para a redução do

colesterol antes do início do tratamento com sinvastatina, esta dieta deve ser continuada

durante o tratamento com sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é de 10-40 mg/dia, a dose máxima recomendada é

de 40 mg/dia. As doses devem ser individualizadas de acordo com o objetivo terapêutico

recomendado, tal como recomendado pelas recomendações de tratamento pediátrico (ver

secções 4.4 e 5.1). Os ajustes devem ser feitos em intervalos de 4 semanas ou mais.

A experiência da sinvastatina em crianças pré-púberes é limitada.

Modo de administração

Sinvastatina Sandoz destina-se à administração por via oral. Sinvastatina Sandoz pode ser

administrado numa dose única à noite.

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Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações persistentes não explicadas dos valores das

transaminases séricas

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (agentes que aumentam

a AUC aproximadamente 5 vezes ou mais) (por exemplo, itraconazol, cetoconazol,

posaconazol, voriconazol, inibidores da protease VIH (por. ex. nelfinavir), boceprevir,

telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona e medicamentos que

contenham cobicistat) (ver secções 4.4 e 4.5)

Administração concomitante de gemfibrozil, ciclosporina, ou danazol (ver secções 4.4 e

4.5).

Em doentes com HFHo, administração concomitante de lomitapida com doses> 40 mg de

sinvastatina (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5).

Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares com elevações de creatinaquinase (CK) mais de dez vezes superiores ao

limite superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de

rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo

ocorrido muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos

elevados níveis de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como com outros inibidores da redutase HMG-CoA, o risco de miopatia/rabdomiólise

depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos em que foram tratados 41.413

doentes com sinvastatina, dos quais 24.747 (aproximadamente 60%) foram envolvidos

em estudos com um acompanhamento médio de pelo menos 4 anos, a incidência de

miopatia foi aproximadamente de 0,03%, 0,08% e 0,61% em 20, 40 e 80 mg/dia

respetivamente. Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram

excluídos alguns dos fármacos que interagem.

Num ensaio clínico em que doentes com história de enfarte do miocárdio foram tratados

com sinvastatina 80 mg/dia (acompanhamento médio de 6,7 anos), a incidência de

miopatia foi de aproximadamente 1,0% em comparação com 0,02% para os doentes a

tomar 20 mg/dia. Cerca de metade destes casos de miopatia ocorreu durante o primeiro

ano de tratamento. A incidência de miopatia durante cada ano subsequente de tratamento

era de aproximadamente 0,1%. (ver secções 4.8 e 5.1.)

O risco de miopatia é maior em doentes a tomar sinvastatina 80 mg, em comparação com

outras terapêuticas com base em estatinas com eficácia semelhante na redução do C-

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LDL. Como tal, a dose 80 mg de sinvastatina só deve ser utilizada em doentes com

hipercolesterolemia grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares que não

tenham atingido os seus objetivos terapêuticos com as doses inferiores e quando é

esperado que os benefícios superem os potenciais riscos. Em doentes a tomar sinvastatina

80 mg que necessitem ser tratados com um medicamento que tenha interação

medicamentosa, deve ser utilizada uma dose mais baixa de sinvastatina ou um regime

alternativo com base em estatinas que tenha um menor potencial de interações

medicamentosas (ver abaixo Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas

interações medicamentosas e secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Num ensaio clínico no qual os doentes com risco elevado de doença cardiovascular foram

tratados com sinvastatina 40 mg / dia (média de acompanhamento 3,9 anos), a incidência

de miopatia foi de aproximadamente 0,05% para doentes de etnia chinesa (n = 7367) em

comparação com 0,24% para doentes de etnia chinesa (n = 5468). Embora a única

população asiática avaliada neste ensaio clínico ter sido de etnia chinesa, deve ser usada

precaução quando se prescreve sinvastatina a doentes Asiáticos e deve ser utilizada a

menor dose necessária.

Função reduzida das proteínas de transporte

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica ao ácido de simvastatina e aumentar o risco de miopatia e

rabdomiólise. A função reduzida pode ocorrer como resultado da inibição por por

medicamentos que interagem (por exemplo ciclosporina) ou em doentes que são

portadores do genótipo c.521T>C SLCO1B1.

Os doentes portadores do gene SLCO1B1 alelo (c.521T> C), o qual codifica uma

proteína OATP1B1 menos ativa, têm um aumento da exposição sistémica ao ácido da

simvastatina e um risco aumentado de miopatia. O risco de uma miopatia relacionada

com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é, em geral, de cerca de 1% sem o teste

genético. Com base nos resultados do estudo SEARCH, os portadores do alelo C

homozigótico

(também designados de CC) tratados com 80 mg de sinvastatina têm um risco de 15%

de ter miopatia no intervalo de de um ano; enquanto que o risco nos portadores do alelo

C heterozigótico (TC) é de 1,5%. O risco correspondente é de 0,3% nos doentes com o

genótipo mais comum (TT) (ver secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a

presença do alelo C deve ser considerada como parte da avaliação de risco-benefício,

antes da prescrição de 80 mg de sinvastatina em doentes individuais e as doses elevadas

devem ser evitadas nos portadores do genótipo CC. No entanto, a ausência deste gene na

genotipagem não exclui que possa ainda ocorrer miopatia.

Medição da creatina quinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que isto

torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

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significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

Idosos (idade

65 anos)

Género feminino

Compromisso renal

Hipotiroidismo não controlado

História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução. Se

os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o tratamento

não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com uma estatina, os

níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados

(> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a suspensão do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve

ser suspenso.

Foram notificados casos muito raros de uma miopatia necrosante imunomediada (IMNM

- imune-mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e

elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento

com estatinas.

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Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada a

reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

Tem sido observada uma taxa mais elevada de miopatia em doentes titulados para a dose

de 80 mg (ver secção 5.1). São recomendadas medições periódicas de CK, pois podem

ser úteis para identificar os casos subclínicos de miopatia. No entanto, não há qualquer

garantia de que tal monitorização irá prevenir miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina,

telitromicina, inibidores da protease do VIH [por ex., nelfinavir], boceprevir, telaprevir,

nefazodona, medicamentos que contenham cobicistat), assim como com gemfibrozil,

ciclosporina e danazol. A utilização destes medicamentos é contraindicada (ver secção

4.3).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem com certas doses de sinvastatina (ver

secções 4.2 e 4.5). Nos doentes com HFHo, este risco pode ser aumentado pela

utilização concomitante de lomitapida com sinvastatina.

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol,

inibidores da protease do VIH (por ex., nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos que contenham cobicistat está

contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com inibidores potentes do

CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida (e considerada a

utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de

precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do

CYP3A4: fluconazol, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a

ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada (ver secção 4.3). Devido ao

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise, a dose de sinvastatina não deve exceder 10

mg por dia em doentes a tomar sinvastatina com outros fibratos, exceto fenofibrato (ver

secções 4.2 e 4.5). Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina,

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uma vez que qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar

miopatia.

Sinvastatina Sandoz não deve ser coadministrada com formulações sistémicas de ácido

fusídico ou durante os 7 dias após a interrupção do tratamento com ácido fusídico. Nos

doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémica é considerada essencial, o

tratamento com estatinas deverá ser interrompido durante toda a duração do tratamento

com ácido fusídico. Houve notificações de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais)

em doentes tratados com ácido fusídico e estatinas em associação (ver secção 4.5). O

doente deve ser aconselhado a consultar imediatamente o médico se sentir quaisquer

sintomas de fraqueza muscular, dor ou sensibilidade.

A terapêutica com estatinas pode ser novamente introduzida sete dias após a última dose

de ácido fusídico.

Em circunstâncias excecionais, em que é necessário tratamento prolongado com ácido

fusídico sistémico, por exemplo, para o tratamento de infeções graves, a necessidade de

coadministração de Sinvastatina Sandoz e ácido fusídico deve apenas ser considerada

caso a caso e sob estreita médica supervisão.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg por

dia com amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem. Em doentes com HFHo, o uso

combinado de sinvastatina em doses superiores a 40 mg por dia com lomitapida deve ser

evitada (ver secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no CYP3A4

concomitantemente com sinvastatina, particularmente com doses altas de sinvastatina,

podem ter um risco aumentado de miopatia. Ao coadministrar simvastatina com um

inibidor moderado do CYP3A4 (fármacos que podem aumentar a AUC aproximadamente

2 - 5 vezes), pode ser necessário um ajuste posológico de simvastatina. Para

determinados inibidores moderados do CYP3A4 por exemplo diltiazem, é recomendada a

dose máxima de 20 mg de sinvastatina (ver secção 4.2).

Casos raros de miopatia/rabdomiólise têm sido associados à administração concomitante

de inibidores da redutase de HMG-CoA e doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina

(ácido nicotínico), qualquer dos quais pode causar miopatia quando administrados

isoladamente.

Num ensaio clínico (período de acompanhamento mediano de 3,9 anos) envolvendo

doentes com risco elevado de doença cardiovascular e com níveis de C-LDL bem

controlado com sinvastatina 40 mg/dia com ou sem ezetimiba 10 mg, não houve um

benefício incremental nos resultados cardiovasculares com a adição de doses

modificadoras dos lípidos (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Como tal, os médicos

que consideram a terapêutica combinada com sinvastatina e doses hipolipemiantes (

/ dia) de niacina (ácido nicotínico) ou produtos que contêm niacina devem considerar

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cuidadosamente os benefícios e riscos potenciais e devem monitorizar cuidadosamente os

doentes para quaisquer sinais e sintomas de dor muscular, sensibilidade ou fraqueza,

particularmente durante os meses iniciais da terapêutica e quando a dose de qualquer um

destes medicamentos é aumentada.

Adicionalmente, neste ensaio, a incidência de miopatia foi de aproximadamente 0,24%

para doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina 40 mg ou ezetimiba/sinvastatina 10/40

mg em comparação com 1,24% para doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina 40 mg

ou ezetimiba/sinvastatina 10/40 mg administrada concomitantemente com ácido

nicotínico/laropiprant 2000 mg/40 mg de libertação modificada. Embora a única

população asiática avaliada neste ensaio clínico tenha sido de etnia chinesa, uma vez que

a incidência de miopatia é superior em doentes de etnia chinesa do que em não-chinesa, a

administração concomitante de sinvastatina com doses modificadoras dos lípidos (

g/dia) de niacina (ácido nicotínico) não é recomendada em doentes de origem asiática.

O acipimox é estruturalmente relacionado com a niacina. Apesar de o acipimox não ter

sido estudado, o risco de efeitos tóxicos musculares poderá ser semelhante ao da niacina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após a

titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, as medições deverão ser repetidas

de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das transaminases

séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem para mais de 3 x

LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa. Note-se que a ALT pode ter

origem muscular. Portanto, uma elevação da ALT e da CK pode indicar miopatia (ver

acima Miopatia/Rabdomiólise).

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência hepática fatal e

não fatal em doentes a tomar estatinas, incluindo a sinvastatina. Se durante o tratamento

com o sinvastatina, ocorrerem lesões graves no fígado com sintomas clínicos e/ou

hiperbilirrubinemia ou icterícia, interrompa imediatamente a terapêutica. Se não for

identificada uma etiologia alternativa, não reinicie a sinvastatina.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

APROVADO EM

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INFARMED

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Diabetes mellitus

Alguma evidência sugere que as estatinas como classe aumentam a glicemia e, em alguns

doentes com risco elevado de desenvolvimento de diabetes, podem originar níveis de

hiperglicemia, cujo tratamento convencional da diabetes seja apropriado. No entanto, este

risco é compensado pela redução do risco vascular verificado com as estatinas e como tal

não deve ser motivo para interrupção do tratamento. Os doentes em risco (glicemia em

jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L, IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão)

devem ser monitorizados quer clinica quer laboratorialmente, de acordo com as normas

de orientação terapêutica.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados podem incluir dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde

em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de

doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatinas deve ser interrompida.

População pediátrica

A segurança e eficácia da sinvastatina em doentes com 10-17 anos de idade com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica foi avaliada num ensaio clínico controlado em

rapazes adolescentes no Estadio Tanner II e superior e em raparigas com pelo menos um

ano pós-menarca. Os doentes tratados com sinvastatina tiveram um perfil de experiências

adversas geralmente similar aos doentes tratados com placebo. Doses superiores a 40 mg

não foram estudadas nesta população. Neste estudo controlado limitado não houve

qualquer efeito detetável no crescimento ou maturação sexual nos rapazes ou raparigas

adolescentes, ou qualquer efeito na duração do ciclo menstrual em raparigas (ver secções

4.2, 4.8 e 5.1). As adolescentes do sexo feminino devem ser aconselhadas a tomar

medidas contracetivas adequadas durante a terapêutica com sinvastatina (ver secções 4.3

e 4.6). Em doentes com idade < 18 anos, a eficácia e segurança não foram estudadas para

períodos de tratamento com duração > 48 semanas e são desconhecidos os efeitos a longo

prazo na maturação física, intelectual e sexual. A sinvastatina não foi estudada em

doentes com menos de 10 anos de idade nem em crianças pré-púberes e em raparigas pré-

menarca.

Excipientes

APROVADO EM

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INFARMED

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp ou má absorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética com

gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir

Interações farmacocinéticas e secções 4.3 e 4.4). Quando sinvastatina e fenofibrato são

administrados concomitantemente, não há evidência de que o risco de miopatia exceda a

soma dos riscos individuais de cada medicamento. Não estão disponíveis dados

adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros fibratos. Foram associados

casos raros de miopatia/rabdomiólise com sinvastatina administrada concomitantemente

com doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações para a interação dos medicamentos que interferem com a sinvastatina

estão sumarizadas na tabela abaixo (ver mais detalhes durante o texto; ver também

secções 4.2, 4.3 e 4.4)

Interações medicamentosas relacionadas com o risco aumentado de

miopatia/rabdomiólise

Medicamentos que interagem

Recomendação

Inibidores potentes do CYP3A4, p.ex.:

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Voriconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH (ex.

nelfinavir)

Boceprevir

Telaprevir

Nefazodona

Contraindicado com sinvastatina

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INFARMED

Cobicistat

Ciclosporina

Danazol

Gemfibrozil

Outros fibratos (exceto fenofibratos)

Não exceder 10 mg de sinvastatina

diariamente

Ácido fusídico

Não recomendado com sinvastatina

Niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia)

Não recomendado com sinvastatina para

doentes de origem asiática

Amiodarona

Verapamilo

Diltiazem

Amlodipina

Não exceder 20 mg de sinvastatina

diariamente

Lomitapida

Nos doentes com HFHo, não exceder 40

mg de sinvastatina por dia

Sumo de toranja

Evitar tomar sumo de toranja em

simultâneo com sinvastatina.

Efeitos de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem inibidores do CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol, cetoconazol,

posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH (por ex., nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona e medicamentos

que contenham cobicistat. A administração concomitante de itraconazol resultou num

aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-

hidróxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao

ácido da sinvastatina.

Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH (por ex.,

nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina, nefazodona

e medicamentos que contenham cobicistat, assim como com gemfibrozil, ciclosporina e

danazol (ver secção 4.3). Se o tratamento com inibidores potentes do CYP3A4 (fármacos

que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for inevitável, a terapêutica

com sinvastatina deverá ser interrompida (e considerada a utilização de uma estatina

alternativa) durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: fluconazol, verapamilo

ou diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

APROVADO EM

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INFARMED

Foram notificados casos raros de rabdomiólise associados à administração concomitante

de sinvastatina e fluconazol (ver secção 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com

ciclosporina (ver secções 4.3 e 4.4). Apesar de o mecanismo não ser totalmente

compreendido, foi demonstrado que a ciclosporina aumenta a AUC dos inibidores da

redutase da HMG-CoA. O aumento da AUC do ácido da sinvastatina é possivelmente

devido, em parte, à inibição do CYP3A4 e/ou OATP1B1.

Danazol

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

danazol com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com danazol (ver

secções 4.3 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucuronidação e/ou OATP1B1 (ver secções 4.3 e

4.4). É contraindicada a administração concomitante com gemfibrozil.

Ácido fusídico

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo desta interação (se

é farmacodinâmico, farmacocinético ou ambos) ainda é desconhecido. Foram notificados

casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes medicados com esta

associação.

Se o tratamento com ácido fusídico sistémico for necessário, o tratamento com

sinvastatina deverá ser interrompido durante o período de duração do tratamento com

ácido fusídico. Ver também secção 4.4.

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona com sinvastatina (ver secção 4.4). Num ensaio clínico foi relatada miopatia

em 6 % dos doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e amiodarona. Consequentemente, a

dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente amiodarona.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise é aumentado pela administração concomitante de

verapamilo e sinvastatina 40 mg ou 80 mg (ver secção 4.4). Num estudo farmacocinético,

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

a administração concomitante com verapamilo resultou num aumento 2,3 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina, presumivelmente devido em parte à inibição do

CYP3A4. A dose de sinvastatina não deve, portanto, exceder 20 mg por dia em doentes a

receber medicação concomitante com verapamilo.

Diltiazem

O risco de miopatia e rabdomiólise é aumentado pela administração concomitante de

diltiazem com sinvastatina 80 mg (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a

administração concomitante de diltiazem causou um aumento de 2,7 vezes na exposição

ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a

tomar concomitantemente diltiazem.

Amlodipina

Os doentes com amlodipina tratados concomitantemente com sinvastatina têm um risco

acrescido de miopatia. Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de

amlodipina causou um aumento de 1,6 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A

dose de sinvastatina não deve, portanto, exceder 20 mg por dia em doentes a receber

medicação concomitante com amlodipina.

Lomitapida

O risco de miopatia e rabdomiólise pode ser aumentado pela administração concomitante

de lomitapida com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.4). Assim, em doentes com HFHo, a

dose de sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente lomitapida.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no CYP3A4

concomitantemente com sinvastatina, particularmente com altas doses de sinvastatina,

podem ter um risco aumentado de miopatia (ver secção 4.4).

Inibidores da proteína de transporte OATP1B1

O ácido de simvastatina é um substrato da proteína de transporte OATP1B1. A

administração concomitante de medicamentos que sejam inibidores da proteína de

transporte OATP1B1 pode levar a um aumento das concentrações plasmáticas de ácido

de simvastatina e um risco aumentado de miopatia (ver secções 4.3 e 4.4).

Niacina (ácido nicotínico)

Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise à administração

concomitantemente de sinvastatina com doses hipolipemiantes (

1g/dia) de niacina

(ácido nicotínico). Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de uma

dose única de ácido nicotínico de libertação prolongada 2 g com sinvastatina 20 mg

resultou num aumento modesto na AUC da sinvastatina e no ácido da sinvastatina e na

Cmax de concentrações plasmáticas do ácido da sinvastatina.

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de sumo

de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de 1,9

vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com

sinvastatina.

Colquicina

Foram notificados casos de miopatia e rabdomiólise com a administração concomitante

de colquicina e sinvastatina em doentes com compromisso renal. Recomenda-se a

monitorização clínica destes doentes a tomar esta combinação.

Rifampicina

Dado que a rifampicina é um indutor potente do CYP3A4, pode ocorrer falta de eficácia

da sinvastatina em doentes sob terapêutica a longo prazo de rifampicina (por ex., para o

tratamento da tuberculose). Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, a área

sob a curva da concentração plasmática (AUC) do ácido da sinvastatina diminuiu em

93% com a administração concomitante de rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Deste modo, não se

espera que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas das substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo

efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a

sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso se

altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo

procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a

alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina está contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a Sinvastatina ou a outro fármaco

estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a incidência de

anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral. Este número de

gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual ou superior a 2,5

vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar Sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado com

um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral, o

tratamento materno com Sinvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, que é

um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e uma

suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito

pouco impacto no risco a longo prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas

razões, a Sinvastatina não deve ser usada em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou

com suspeita de estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina deve ser suspenso

durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver

secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido ao

potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina não deverão

amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

Fertilidade

Não estão disponíveis dados de ensaios clínicos sobre os efeitos da sinvastatina na

fertilidade humana. Sinvastatina não teve efeito sobre a fertilidade de ratos machos e

fêmeas (ver secção 5.3).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos

ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve ser

tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente, com 20.536

e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos adversos graves

registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram

registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se as taxas de

incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo nestes

ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de causalidade

relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados como

“raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 doentes tratados com 40 mg/dia de

Sinvastatina (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos doentes tratados com 40 mg de

Sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina. O

aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina, em comparação com

0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências dos acontecimentos adversos estão classificadas de acordo com o

seguinte:

Muito frequentes (

1/10), frequentes (

1/100, <1/10), pouco frequentes (

1/1.000,

<1/100), raros (

1/10.000, <1/1.000), muito raros (<1/10.000) , desconhecido (não pode

ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: Anemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Muito raros: Insónia

Desconhecido: Depressão

Doenças do sistema nervoso

Raros: Cefaleias, parestesia, tonturas,

neuropatia periférica

Muito raros: Compromisso da memória *

Doenças respiratórias, torácicas e do

mediastino

Desconhecido: Doença pulmonar

intersticial (ver secção 4.4).

Doenças gastrointestinais

Raros: Prisão de ventre, dor abdominal,

flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas,

vómitos, pancreatite

Afeções hepatobiliares

Raros: Hepatite/icterícia

Muito raros: Insuficiência hepática fatal e

não fatal

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Raros: Exantema, prurido, alopecia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Raros: Miopatia** (incluindo miosite),

rabdomiólise com ou sem insuficiência

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

renal aguda (ver secção 4.4), mialgia,

cãibras musculares

Desconhecido: Tendinopatia, por vezes

complicada por rutura, miopatia necrosante

imunomediada ( ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Desconhecido: Disfunção erétil

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Raros: Astenia, síndrome de

hipersensibilidade ***

Exames complementares de diagnóstico

Raros: Aumentos das transaminases séricas

(alanina aminotransferase, aspartato

aminotransferase, gama-glutamil

transpeptidase) (ver secção 4.4 Efeitos

hepáticos), fosfatase alcalina elevada e

aumento dos níveis séricos de CK (ver

secção 4.4)****

* Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência cognitiva (p.

ex., perda de memória, esquecimento, amnésia, comprometimento da memória, confusão)

associados à utilização de estatinas, incluindo sinvastatina.. As notificações são

geralmente não graves e reversíveis após a interrupção da estatina, com tempos variáveis

de aparecimento de sintomas (de 1 dia a anos) e resolução dos sintomas (média de 3

semanas).

** Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com 80

mg/dia de sinvastatina quando comparado com doentes tratados com 20 mg/dia (1,0% vs

0,02%, respetivamente) (ver secção 4.4 e 4.5).

*** Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndrome do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

**** Foram notificados aumentos nos valores de HbA1c e na glicemia em jejum com

estatinas, incluindo a sinvastatina.

Foram notificados adicionalmente os seguintes acontecimentos adversos com algumas

estatinas:

Distúrbios do sono, incluindo pesadelos

Disfunção sexual

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicose em jejum

5,6 mmol/l, IMC> 30kg/m2, triglicéridos aumentados, antecedentes

de hipertensão).

População pediátrica

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Num estudo de 48 semanas que envolveu crianças e adolescentes (rapazes no Estadio

Tanner II e superior e raparigas com, pelo menos, um ano pós-menarca) com 10-17 anos

de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n = 175), o perfil de segurança

e tolerabilidade do grupo tratado com sinvastatina foi geralmente similar ao perfil do

grupo tratado com placebo. Os efeitos a longo prazo na maturação física, intelectual e

sexual são desconhecidos. Não estão disponíveis atualmente dados suficientes após um

ano de tratamento (ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao Infarmed I.P. através dos contactos abaixo.

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a

segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt.

Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas sintomáticas

e de suporte.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Inibidores da redutase da HMG-CoA, código ATC: C10A

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado na

forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade significativa na

inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA). Esta

enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e limitante

da velocidade de biossíntese do colesterol.

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolisadas

predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de redução

das LDL pela Sinvastatina pode envolver a diminuição da concentração do colesterol das

VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL, conduzindo a uma diminuição da

produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A apolipoproteína B também diminui

substancialmente durante o tratamento com Sinvastatina. Além disso, a Sinvastatina

aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG plasmáticos. Como resultado destas

alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Eficácia e segurança clínicas

Risco elevado de doença coronária (DC) ou doença coronária existente

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

Sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem hiperlipidémia

e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes mellitus. Neste estudo,

10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de Sinvastatina e 10.267 doentes

receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do estudo, 6.793

doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl; 5.063 doentes (25

%) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680 doentes (42 %)

apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de Sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença coronária

(587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2 %). A

redução das mortes por causas não vasculares não foi estatisticamente significativa.

Sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de acontecimentos

coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por enfarte do

miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). Sinvastatina reduziu em cerca de 30

% (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização coronária (incluindo

bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária transluminosa percutânea) e em 16

% (p = 0,006) os procedimentos de revascularização periféricos e outros não coronários.

Sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma

redução de 30 % do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes

com diabetes, Sinvastatina reduziu em cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de

desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de

revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros

inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de acontecimentos, foi

semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os que não tinham doença

coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e

mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou

APROVADO EM

28-04-2017

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ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das

LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com Sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste estudo

multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por placebo, os

doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados com dieta, com

o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de Sinvastatina (n = 2.221) ou com placebo (n

= 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos. A sinvastatina reduziu o risco de morte

em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença coronária foi

reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). Sinvastatina reduziu também em

34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major (morte por doença

coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital). Além disso, a

sinvastatina reduziu significativamente o risco de acontecimentos cerebrovasculares

fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico transitório) em 28 %.

Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve diferença estatisticamente

significativa entre os grupos.

O Study of the Effectiveness of Additional Reductions in Cholesterol and Homocysteine

(SEARCH) avaliou o efeito do tratamento com sinvastatina 80 mg versus 20 mg

(acompanhamento mediano de 6,7 anos) relativamente aos Eventos Vasculares Major

(EVM; definidos como Doença Coronária fatal, Enfarte do Miocárdio não-fatal,

procedimento de revascularização coronário, acidente vascular cerebral fatal ou não fatal

ou procedimento de revascularização periférico) em 12.064 doentes com antecedentes de

enfarte de miocárdio. Não houve diferença significativa na incidência de eventos

vasculares major entre os dois grupos; sinvastatina 20 mg (n=1553; 25,7%) vs

sinvastatina 80 mg (n=1477; 24,5%); RR 0,94; IC 95%: 0,88 a 1,01. A diferença absoluta

no C-LDL entre os dois grupos durante o decurso do estudo foi de 0,35 ±0,01 mmol/l. Os

perfis de segurança foram idênticos entre os dois grupos de tratamento exceto a

incidência de miopatia que foi de cerca de 1,0% para os doentes a tomar sinvastatina 80

mg em comparação com 0,02% nos doentes a tomar sinvastatina 20 mg.

Aproximadamente metade destes casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano do

tratamento. A incidência da miopatia durante cada ano de tratamento subsequente foi de

aproximadamente 0,1%.

Hipercolesterolemia primária e hiperlipidemia mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg de

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC

foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47%. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33% (placebo: 2%) e os aumentos médios do

C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16% (placebo: 3%).

APROVADO EM

28-04-2017

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População pediátrica

Num estudo em dupla ocultação controlado por placebo, 175 doentes (99 rapazes Estadio

Tanner II e superior e 76 raparigas com pelo menos um ano pós menarca) com 10-17

anos de idade (média de 14,1 anos) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica

(HPhe) foram aleatorizados com sinvastatina ou placebo durante 24 semanas (estudo de

base). A inclusão no estudo exigiu um nível basal de C-LDL entre 160 e 400 mg/dl e

com, pelo menos, um dos progenitores com um nível de C-LDL > 189 mg/dl. A

posologia de sinvastatina (uma vez por dia à noite) foi de 10 mg para as primeiras 8

semanas, 20 mg para as 8 semanas posteriores e 40 mg depois. Numa extensão de 24

semanas, 144 doentes foram eleitos para continuar a terapêutica e receberam 40 mg de

sinvastatina ou placebo.

A sinvastatina diminuiu significativamente os níveis plasmáticos de C-LDL, TG e Apo B.

Os resultados da extensão às 48 semanas foram comparáveis aos observados no estudo de

base. Após 24 semanas de tratamento, o valor médio alcançado de C-LDL foi de 124,9

mg/dl (intervalo: 64,0-289,0 mg/dl) no grupo de 40 mg de sinvastatina comparado com

207,8 mg/dl (intervalo: 128,0-334,0 mg/dl) no grupo placebo.

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com aumentos de posologia de 10, 20

e até 40 mg por dia em intervalos de 8 semanas), sinvastatina diminuiu a média de C-

LDL em 36,8 % (placebo: aumento de 1,1 % do nível basal), Apo B em 32,4 % (placebo:

0,5 %), níveis médios de TG em 7,9 % (placebo: 3,2 %) e níveis médios aumentados de

C-HDL em 8,3 % (placebo: 3,6 %). Os benefícios a longo prazo de sinvastatina nos

episódios cardiovasculares em crianças com HFhe são desconhecidos.

A segurança e eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em

crianças com hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo da

terapêutica com sinvastatina na infância para reduzir a morbilidade e mortalidade na

maioridade não foi estabelecida.

Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxi-ácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito

baixa.

As propriedades farmacocinéticas foram avaliadas em adultos. Não estão disponíveis

dados farmacocinéticos em crianças e adolescentes.

Absorção

No homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de primeira

passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático. O fígado

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do beta-hidroxiácido para a

circulação sistémica após a administração de uma dose oral de sinvastatina foi inferior a 5

% da dose. A concentração plasmática máxima dos inibidores ativos é atingida

aproximadamente 1-2 horas após a administração da sinvastatina. A ingestão

concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é >95%.

Eliminação

A sinvastatina é captada ativamente para os hepatócitos pelo transportador OATP1B1.

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e quatro

metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de sinvastatina

radioativa ao Homem, 13 % da radioatividade foi excretada na urina e 60 % nas fezes, no

período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os equivalentes de

medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento não absorvido.

Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua semivida média foi

de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3 % da dose IV, como

inibidores.

Populações especiais

Polimorfismo SLCO1B1

Portadores do alelo c.521T>C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina ácida, é

de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores

homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população europeia. Em doentes

com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição aumentada à sinvastatina

ácida, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4).

Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinâmica,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido de 10 mg:

Amido pré-gelatinizado

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina

Butil – hidroxianisol (E320)

Ácido ascórbico (E300)

Ácido cítrico mono-hidratado (E330)

Estearato de magnésio.

Núcleo do comprimido de 20 mg e 40 mg:

Amido pré-gelatinizado

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina

Butil – hidroxianisol (E320)

Ácido cítrico monohidratado (E330)

Estearato de magnésio.

Revestimento:

Hipromelose

Talco

Dióxido de titânio (E171).

Adicionalmente para Sinvastatina Sandoz 10 mg/20 mg Comprimidos revestidos por

película:

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Adicionalmente para Sinvastatina 40 mg Comprimidos revestidos por película:

Óxido de ferro vermelho (E172)

Incompatibilidades

Não aplicável

Prazo de validade

Blisters

10mg, 20mg e 40mg

3 anos

Recipientes para comprimidos

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

10 mg

2 anos

20mg, 40mg

3 anos

Precauções especiais de conservação

Blister

Não conservar acima de 30ºC. Manter os blisters na embalagem exterior para proteger da

luz.

Recipiente para comprimidos

Não conservar acima de 30ºC. Conservar no recipiente original para proteger da luz.

Natureza e conteúdo do recipiente

10 mg, 20 mg, 40 mg:

Blister (Alumínio/PVC)

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 49, 50, 50x1, 60, 84, 90, 98 e 100

comprimidos revestidos por película.

Recipiente para comprimidos em polietileno com tampa de rosca

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 50, 84, 90, 100, 120 e 250 comprimidos

revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

(DE/H/2047)

10 mg, 20 mg, 40 mg:

Blister (Alumínio/PVC)

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 49, 50, 50x1, 60, 84, 90, 98 e 100

comprimidos revestidos por película.

Recipiente para comprimidos em polietileno com tampa de rosca

Tamanhos de embalagem: 10, 20, 28, 30, 40, 50, 84, 90, 100 e 250 comprimidos

revestidos por película.

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais para a eliminação.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

Sandoz Farmacêutica Lda.

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Números de Autorização de Introdução no Mercado

N.º de registo: 5749387 - 50 comprimidos revestidos por película, 10 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

N.º de registo: 5749288 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

N.º de registo: 5749585 - 50 comprimidos revestidos por película, 20 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

N.º de registo: 5749486 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

N.º de registo: 5749783 – 50 comprimidos revestidos por película, 40 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

N.º de registo: 5749684 – 20 comprimidos revestidos por película, 40 mg, frasco para

comprimidos em polietileno

10 mg:

N.º de registo: 5999487 – 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5748785 - 50 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5748686 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

Alumínio/PVC

20 mg:

N.º de registo: 5999586 – 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5748983 - 50 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5748884 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

Alumínio/PVC

40 mg:

APROVADO EM

28-04-2017

INFARMED

N.º de registo: 5999685 – 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5749189 – 50 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

Alumínio/PVC

N.º de registo: 5749080 – 20 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

Alumínio/PVC

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:1 de março de 2006

Data da renovação: 16 de julho de 2010

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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