Sinvastatina Quimedical 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Quimedical - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 20 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
5427372 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10006699 - 50018450 ; 5427406 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10006699 - 50018434 ; 5427414 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10006699 - 50018442
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
11/H/0184/002
Data de autorização:
2011-11-30

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sinvastatina Quimedical 10 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Quimedical 20 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Quimedical 40 mg Comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Quimedical e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Quimedical

3. Como tomar Sinvastatina Quimedical

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Quimedical

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Quimedical e para que é utilizado

Sinvastatina

Quimedical

contém

substância

ativa

sinvastatina.

Sinvastatina

Quimedical é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol total,

colesterol “mau” (colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas triglicéridos no

sangue. Adicionalmente, o Sinvastatina Quimedical aumenta os valores de colesterol

“bom” (colesterol das HDL). Sinvastatina Quimedical é um membro de uma classe de

medicamentos denominada estatinas.

colesterol

várias

substâncias

gordas

encontradas

corrente

sanguínea. O seu colesterol total é constituído principalmente pelo colesterol das LDL

e HDL.

O colesterol das LDL é frequentemente chamado de colesterol “mau” porque se pode

acumular nas paredes das suas artérias formando placas. Eventualmente esta

formação de placas pode levar a um estreitamento das artérias. Este estreitamento

pode diminuir ou bloquear o fluxo de sangue para órgãos vitais tais como o coração

e o cérebro. Este bloqueio de fluxo de sangue pode resultar num ataque cardíaco ou

num acidente vascular cerebral (AVC).

O colesterol das HDL é frequentemente chamado de colesterol “bom” porque ajuda a

que o colesterol “mau” não se acumule nas artérias e protege contra doenças

cardíacas.

Os triglicéridos são outra forma de gordura no seu sangue que pode aumentar o

risco de doença cardíaca.

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Enquanto estiver a tomar este medicamento, deve manter uma dieta recomendada

para redução de colesterol.

Sinvastatina

Quimedical

indicado,

adicionalmente

dieta

para

redução

colesterol, se tiver:

um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou

valores elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista)

uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento

valor

colesterol

sangue.

Pode

também

receber

outros

tratamentos.

doença cardíaca coronária ou em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes,

historial de acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos).

Sinvastatina Quimedical pode prolongar a sua vida através da redução do risco de

problemas cardíacos, independentemente do nível de colesterol no seu sangue.

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu

médico poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise

ao sangue. Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa

indicar-lhe a melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Quimedical

Não tome Sinvastatina Quimedical:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6: Conteúdo da embalagem e outras

informações)

- se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado

- se está grávida ou a amamentar

- se está a tomar medicamentos com uma ou mais das seguintes substâncias ativas:

- itraconazol, cetoconazol, posaconazol ou voriconazol (utilizados para tratar infeções

fúngicas)

- eritromicina, claritromicina ou telitromicina (utilizados para tratar infeções)

- inibidores da protease do VIH, tais como indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(inibidores da protease do VIH utilizados para tratar as infeções por VIH)

- boceprevir ou telaprevir (utilizados para tratar infeções pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (utilizado para tratar a depressão)

- cobicistato

- gemfibrozil (utilizado para baixar o colesterol)

- ciclosporina (utilizado em doentes submetidos a transplante de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma situação

na qual o revestimento do útero cresce fora do útero).

- se está a tomar ou tiver tomado, nos últimos 7 dias, um medicamento chamado

ácido fusídico (medicamento para infeção bacteriana) por via oral ou por injeção. A

associação de ácido fusídico e Sinvastatina Quimedical pode levar a problemas

musculares graves (rabdomiólise).

Não tome mais de 40 mg de Sinvastatina Quimedical se estiver a tomar lomitapida

(utilizado

para

tratar

doença

genética

grave

rara

relacionada

colesterol).

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16-03-2018

INFARMED

Pergunte ao seu médico se não tem a certeza se o seu medicamento está referido na

lista anterior.

Advertências e precauções

Informe o seu médico:

- sobre todos os seus problemas de saúde, incluindo alergias.

- se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

- se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Quimedical pode não ser indicado

para si.

- se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar de parar de tomar os

comprimidos de Sinvastatina Quimedical por um curto período de tempo.

- se for de origem asiática, uma vez que se pode aplicar a si uma posologia

diferente.

Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Quimedical, e se tiver quaisquer

sintomas de problemas de fígado enquanto estiver a tomar Sinvastatina Quimedical,

o seu médico deve fazer análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a

funcionar adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Quimedical.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá acompanhá-lo de perto

se tem diabetes ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter

diabetes se tem níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou

pressão arterial elevada.

Informe o seu médico se tiver uma doença pulmonar grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares.

Isto deve-se ao facto de em raras situações, os problemas musculares poderem ser

graves,

incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins; e em

muito raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Quimedical, particularmente com a dose de 80 mg. O risco de destruição muscular

também é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes

situações se aplicar a si:

consome grandes quantidades de álcool

tem problemas nos rins

tem problemas na tiroide

tem 65 anos de idade ou mais

é do sexo feminino

alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos

para baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos

tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário.

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Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante.

Podem

necessários

testes

medicamentos

adicionais

para

diagnosticar e tratar este problema.

Crianças e adolescentes

A segurança e eficácia de Sinvastatina Quimedical foram estudadas em rapazes com

idade entre os 10 e 17 anos e em raparigas que iniciaram o seu período menstrual

(menstruação) pelo menos um ano antes (ver secção 3: Como tomar Sinvastatina

Quimedical). Sinvastatina Quimedical não foi estudado em crianças com idade

inferior a 10 anos. Para mais informações, fale com o seu médico.

Outros medicamentos e Sinvastatina Quimedical

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a

tomar outros medicamentos com algumas das seguintes substâncias ativas. Tomar

Sinvastatina Quimedical com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá

aumentar o risco de problemas musculares (alguns destes foram já referidos na

secção anterior “Não tome Sinvastatina Quimedical”):

- se necessitar de tomar ácido fusídico por via oral para tratar uma infeção

bacteriana, terá de interromper temporariamente a utilização deste medicamento. O

médico

informá-lo-á

quando

seguro

reiniciar

toma

Sinvastatina

Quimedical. Tomar Sinvastatina Quimedical com ácido fusídico pode levar raramente

a fraqueza muscular, sensibilidade ou dor (rabdomiólise). Consultar informação

adicional sobre rabdomiólise na secção 4.

- ciclosporina (frequentemente utilizado em doentes com transplante de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma situação

na qual o revestimento do útero cresce fora do útero)

- medicamentos com uma substância ativa como o itraconazol, o cetoconazol, o

fluconazol, o posaconazol ou o voriconazol (utilizados para tratar infeções fúngicas)

- fibratos com uma substância ativa como o gemfibrozil e bezafibrato (utilizados para

baixar o colesterol)

eritromicina,

claritromicina

telitromicina

(utilizados

para

tratar

infeções

bacterianas) inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e

saquinavir (utilizados para tratar a SIDA)

- medicamentos antivirais para a hepatite C como boceprevir, telaprevir, elbasvir ou

grazoprevir (utilizados para tratar a infeção pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (utilizado para tratar a depressão)

- medicamentos com a substância ativa cobicistato

- amiodarona (utilizada para tratar o batimento irregular do coração)

- verapamilo, diltiazem ou amlodipina (utilizados para tratar a pressão arterial

elevada, a angina de peito ou outras doenças do coração)

- lomitapida (utilizado para tratar uma condição genética grave e rara relacionada

com o colesterol)

- colquicina (utilizada para tratar a gota).

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico

se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente quaisquer outros medicamentos,

incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Em particular, informe o seu

médico se estiver a tomar medicamentos com alguma das seguintes substâncias

ativas:

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medicamentos com uma substância ativa que previna os coágulos no sangue, como

por exemplo a varfarina, fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes)

fenofibrato (também utilizado para baixar o colesterol)

niacina (também utilizado para baixar o colesterol)

rifampicina (utilizado para tratar a tuberculose).

Também deverá informar o médico que lhe prescreva um novo medicamento que

está a tomar Sinvastatina Quimedical.

Sinvastatina Quimedical com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo

utiliza

certos

medicamentos,

incluindo

Sinvastatina

Quimedical.

consumo de sumo de toranja deverá ser evitado.

Gravidez e amamentação

Não tome Sinvastatina Quimedical se está grávida, planeia engravidar ou suspeita

que está grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Quimedical,

pare imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina

Quimedical se está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento

passa para o leite materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Quimedical interfira com a sua capacidade de

conduzir ou utilizar máquinas.

No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas sentem

tonturas após tomarem Sinvastatina Quimedical.

Sinvastatina Quimedical contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Quimedical

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com a sua situação,

o seu tratamento atual e o seu risco individual.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Quimedical, deverá fazer uma dieta para

reduzir o colesterol.

Posologia:

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A dose recomendada é Sinvastatina Quimedical 20 mg ou 40 mg, tomado por via

oral, uma vez por dia.

Adultos:

A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu médico

poderá ajustar a sua dose após, no mínimo, 4 semanas, até um máximo de 80 mg

por dia. Não tome mais de 80 mg por dia.

O seu médico poderá prescrever-lhe doses mais baixas, em particular se estiver a

tomar alguns dos medicamentos acima mencionados ou se tiver determinados

problemas nos rins.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes adultos com níveis de

colesterol muito elevados e com elevado risco de complicações cardíacas, os quais

não atingiram o objetivo de colesterol com doses mais baixas.

Utilização em crianças e adolescentes:

Para crianças (10-17 anos de idade), a dose inicial recomendada é de 10 mg por dia

à noite. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.

Modo de administração:

Tome Sinvastatina Quimedical à noite. Poderá tomá-lo com ou sem alimentos. Tome

Sinvastatina Quimedical até o seu médico mandar parar.

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Quimedical juntamente com outro

medicamento para baixar o colesterol, o qual contenha um sequestrante dos ácidos

biliares, deve tomar Sinvastatina Quimedical pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas

depois de tomar o sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Quimedical do que deveria

Por favor, contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Quimedical

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Volte a tomar os comprimidos de Sinvastatina Quimedical dentro do horário previsto

no dia seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Quimedical

Fale com o seu médico ou farmacêutico porque o seu colesterol pode aumentar de

novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

É utilizada a seguinte terminologia para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido comunicados:

Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas)

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo.

dor, sensibilidade ou fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes

problemas

musculares

podem

graves,

incluindo

destruição

muscular

(rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram

mortes.

reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

inchaço da face, língua e garganta, que podem causar dificuldade em respirar

dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca

erupção da pele com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

dor ou inflamação das articulações (polimialgia reumática)

inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

nódoas negras pouco habituais, erupções e inchaço na pele (dermatomiosite),

erupção na pele com comichão, sensibilidade da pele ao sol, febre, afrontamento

dificuldade em respirar (dispneia) e mal-estar geral

quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção da pele, distúrbios nas articulações e

efeitos nas células do sangue)

inflamação do fígado com os seguintes sintomas: amarelecimento da pele e dos

olhos,

comichão,

urina

escura

fezes

descoradas,

sensação

cansaço

fraqueza, perda de apetite; insuficiência hepática (muito rara)

inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

número baixo de glóbulos vermelhos (anemia)

dormência ou fraqueza nos braços e pernas

dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

perturbações

digestivas

(dor

abdominal,

prisão

ventre,

gases

intestinais,

indigestão, diarreia, náuseas, vómitos)

erupção da pele, comichão, perda de cabelo

fraqueza

perturbação do sono (muito raro)

memória fraca (muito raro), perda de memória, confusão

Os seguintes efeitos secundários foram também comunicados mas a frequência não

pode ser calculada a partir da informação disponível (frequência desconhecida):

disfunção eréctil

depressão

inflamação

pulmões

originando

problemas

respiratórios

incluindo

tosse

persistente e/ou falta de ar ou febre

problemas nos tendões, por vezes complicados por rutura do tendão.

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Possíveis efeitos secundários adicionais comunicados com algumas estatinas:

distúrbios do sono, incluindo pesadelos

disfunção sexual

diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras

no sangue, excesso de peso e pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se

tem diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

dor, sensibilidade ou fraqueza muscular constante e que podem não desaparecer

após parar de tomar Sinvastatina Quimedical (frequência desconhecida).

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatinaquinase).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale como o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 71 403 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sinvastatina Quimedical

Conservar a temperatura inferior a 25°C.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem,

após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Quimedical

A substância ativa é a sinvastatina (20 mg ou 40 mg)

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INFARMED

Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, amido pré-gelificado, celulose

microcristalina,

butil-hidroxianisol

(E320),

ácido

ascórbico,

ácido

cítrico

mono-

hidrato, estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido: hipromelose, hidroxipropilcelulose, talco, dióxido de

titânio (E171);

Sinvastatina Quimedical 10 mg também contém: óxido de ferro amarelo (E172) e

óxido de ferro vermelho (E172);

Sinvastatina Quimedical 20 mg também contém: óxido de ferro amarelo (E172);

Sinvastatina Quimedical 40 mg também contém: óxido de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Sinvastatina Quimedical e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Quimedical 10 mg são comprimidos revestidos por película cor de

pêssego, forma oval, com ranhura num dos lados.

Sinvastatina Quimedical 20 mg são comprimidos revestidos por película cor amarela,

forma oval, com ranhura num dos lados.

Sinvastatina Quimedical 40 mg são comprimidos revestidos por película cor rosa-

escuro, forma oval, com ranhura num dos lados.

Apresentações: 20, 30 e 60 comprimidos revestidos por película acondicionados em

blisters de PVC/PVDC-Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Quimedical - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Estrada Nacional 117-2 - Edifícios Azevedos - Alfragide

2724-503 Amadora

Fabricante:

Sofarimex - Indústria Química e Farmacêutica, S.A.

Avenida das Indústrias - Alto de Colaride - Agualva

2735-213 Cacém

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Quimedical 10 mg comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Quimedical 20 mg comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Quimedical 40 mg comprimidos revestidos por película.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 10 mg de sinvastatina.

Cada comprimido contém 20 mg de sinvastatina.

Cada comprimido contém 40 mg de sinvastatina.

Excipientes com efeito conhecido:

70,726 mg de lactose monohidratada por comprimido de 10 mg.

141,452 mg de lactose monohidratada por comprimido de 20 mg.

282,904 mg de lactose monohidratada por comprimido de 40 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

10 mg: comprimido revestido por película cor de pêssego, forma oval e ranhurado numa

das faces.

20 mg: comprimido revestido por película cor amarela, forma oval e ranhurado numa das

faces.

40 mg: comprimido revestido por película cor rosa-escuro, forma oval e ranhurado numa

das faces.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento

hipercolesterolemia

primária

dislipidemia

mista,

como

adjuvante da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não

farmacológicos (p. ex. exercício físico, perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo) como adjuvante da

dieta

outros

tratamentos

hipolipemiantes

LDL-aferese)

tais

tratamentos não forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis

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16-03-2018

INFARMED

de colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores

de risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única

à noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares que não atingiram os

seus objetivos de tratamento com doses mais baixas e quando é esperado que os

benefícios ultrapassem os potenciais riscos (ver secções 4.4 e 5.1).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Quimedical.

A dose inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os

doentes que necessitem de uma grande redução de C-LDL (mais de 45 %) podem

iniciar a terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os

ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente

especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia inicial

recomendada

mg/dia

Sinvastatina

Quimedical

tomado

noite.

Sinvastatina Quimedical deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos

hipolipemiantes (p. ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando

não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Em doentes a tomar lomitapida concomitantemente com Sinvastatina Quimedical, a

dose de Sinvastatina Quimedical não pode exceder 40 mg/dia (ver secções 4.3, 4.4 e

4.5).

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Quimedical é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à

noite, nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca

coronária com ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser

iniciada em simultâneo com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se

necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Quimedical é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes

dos ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar Sinvastatina Quimedical concomitantemente com fibratos,

exceto o gemfibrozil (ver secção 4.3) ou o fenofibrato, a dose de Sinvastatina

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INFARMED

Quimedical

não

deve

exceder

10 mg/dia.

doentes

tomar

amiodarona,

amlodipina, verapamilo, diltiazem ou medicamentos que contenham elbasvir ou

grazoprevir concomitantemente com Sinvastatina Quimedical, a dose de Sinvastatina

Quimedical não deverá exceder 20 mg/dia. (Ver secções 4.4 e 4.5).

Doentes com compromisso renal

Não

deverá

necessária

modificação

posologia

doentes

compromisso

renal

moderado.

doentes

compromisso

renal

grave

(depuração da creatinina < 30 ml/min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão

ser cuidadosamente consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

Para crianças e adolescentes (rapazes em estadio Tanner II ou superior e raparigas

pelo

menos

pós-menarca,

10-17

anos

idade)

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica,

dose

inicial

habitualmente

recomendada é de 10 mg, uma vez por dia, à noite. Antes do início do tratamento

com a sinvastatina as crianças e adolescentes deverão iniciar uma dieta padronizada

para a redução do colesterol; esta dieta deverá ser mantida durante o tratamento

com a sinvastatina.

intervalo

posológico

recomendado

10-40

mg/dia;

dose

máxima

recomendada é 40 mg/dia. As doses devem ser individualizadas de acordo com o

objetivo

terapêutico

recomendado

acordo

recomendações

para

tratamento pediátrico (ver secções 4.4 e 5.1). Os ajustes deverão ser feitos em

intervalos de pelo menos 4 semanas.

A experiência de Sinvastatina Quimedical em crianças na pré-puberdade é limitada.

Modo de administração

Sinvastatina Quimedical destina-se a administração oral. Sinvastatina Quimedical

pode ser administrado como uma dose única à noite.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração

concomitante

inibidores

potentes

CYP3A4

(fármacos

aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) (p. ex. itraconazol,

cetoconazol,

posaconazol,

voriconazol,

inibidores

protease

nelfinavir),

boceprevir,

telaprevir,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

nefazodona e medicamentos contendo cobicistato) (ver secções 4.4 e 4.5)

Administração concomitante de gemfibrozil, ciclosporina ou danazol (ver secções 4.4

e 4.5)

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Administração concomitante de lomitapida com doses > 40 mg de Sinvastatina

Quimedical, em doentes com HFHo (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca,

ocasionalmente, miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares com elevações de creatinaquinase (CK) acima de dez vezes o limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido

muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados

níveis de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA,

risco

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos,

com 41.413 doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24.747 (aproximadamente

60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi,

aproximadamente, de 0,03 %, 0,08 % e 0,61 % com 20, 40 e 80 mg/dia,

respetivamente. Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados,

tendo sido excluídos alguns medicamentos com interação.

Num ensaio clínico em que doentes com antecedentes de enfarte do miocárdio foram

tratados com 80 mg/dia de sinvastatina (tempo médio de acompanhamento 6,7

anos), a incidência de miopatia foi aproximadamente 1,0 % em comparação com

0,02 % de doentes a tomar 20 mg/dia. Aproximadamente metade desses casos de

miopatia ocorreram durante o primeiro ano de tratamento. A incidência de miopatia

durante cada ano subsequente de tratamento foi aproximadamente 0,1 %. (Ver

secções 4.8 e 5.1.)

O risco de miopatia é maior em doentes a tomar sinvastatina 80 mg, em comparação

com outras terapêuticas com base em estatinas com eficácia semelhante na redução

do C-LDL. Como tal, a dose de 80 mg de sinvastatina só deve ser utilizada em

doentes

hipercolesterolemia

grave

risco

elevado

complicações

cardiovasculares que não tenham atingido os seus objetivos terapêuticos com doses

inferiores e quando é esperado que os benefícios superem os potenciais riscos. Em

doentes

tomar

sinvastatina

necessitem

tratados

medicamento que tenha interação medicamentosa, deve ser utilizada uma dose mais

baixa de sinvastatina ou um regime alternativo com base em estatinas que tenha um

menor potencial de interações medicamentosas (ver abaixo Medidas para reduzir o

risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas e secções 4.2, 4.3 e

4.5).

Num ensaio clínico em que doentes com risco elevado de doença cardiovascular

foram tratados com sinvastatina 40 mg/dia (período de acompanhamento mediano

de 3,9 anos), a incidência de miopatia foi de aproximadamente 0,05% em doentes

de etnia não-chinesa (n= 7367) em comparação com 0,24% em doentes de etnia

chinesa (n= 5468). Apesar de a única população asiática avaliada neste ensaio

clínico ter sido de etnia chinesa, deve ter-se precaução quando se prescreve

sinvastatina a doentes de origem asiática e deve ser empregue a menor dose

necessária.

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Função reduzida de proteínas transportadoras

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição

sistémica

forma

ácida

sinvastatina

risco

miopatia

rabdomiólise. A função reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela

interação de medicamentos (p.ex., ciclosporina) ou em doentes que são portadores

do genótipo c.521T>C do SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica à forma ácida

da sinvastatina e um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é,

em geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do

estudo SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC)

tratados com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um

ano, enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%.

O risco correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT)

(ver secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve

ser considerada como parte da avaliação de risco-benefício antes de prescrever 80

mg de sinvastatina, e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do

genótipo CC. No entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não

possa ainda ocorrer miopatia.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez

que isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK

estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a

7 dias para confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja

aumentada,

devem

alertados

sobre

risco

miopatia

aconselhados

relatar

imediato

qualquer

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares que ocorram sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do

início do tratamento, para estabelecer um valor de referência inicial, nas seguintes

situações:

Idosos (idade ≥ 65 anos)

Sexo feminino

Compromisso renal

Hipotiroidismo não controlado

Antecedente pessoal ou familiar de afeções musculares hereditárias

Antecedentes prévios de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação

ao possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver

tido anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina,

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

o tratamento com um fármaco diferente dessa classe deverá ser iniciado com

precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento coma estatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá

ser interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto

diário, ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a

interrupção do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão,

o tratamento deve ser interrompido.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM –

immune-mediated

necrotizing

myopathy)

durante

após

tratamento

algumas estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular

proximal e elevação da creatinaquinase sérica, que persistem apesar da interrupção

do tratamento com estatinas (ver secção 4.8).

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser

considerada a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa,

na dosagem mais baixa e com uma monitorização cuidadosa.

Uma maior taxa de miopatia foi observada em doentes titulados para a dose de 80

mg (ver secção 5.1). São recomendadas medições periódicas da CK pois poderão ser

úteis para identificar casos subclínicos de miopatia. Contudo, não existe garantia de

que tal monitorização previna a miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante

alguns dias antes de uma grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos

ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas

(ver também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol,

cetoconazol,

posaconazol,

voriconazol,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir,

nefazodona, medicamentos contendo cobicistato), assim como com gemfibrozil,

ciclosporina e danazol. A toma destes medicamentos é contraindicada (ver secção

4.3).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante

amiodarona,

amlodipina,

verapamilo

diltiazem

certas

doses

sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.5). O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise,

pode

aumentado

pela

administração

concomitante

ácido

fusídico

estatinas (ver secção 4.5). Para doentes com HFHo, este risco pode estar aumentado

pela utilização concomitante de lomitapida com sinvastatina.

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol,

inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato está

contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com inibidores potentes do

CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida (e considerada a

utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Além disso, deve

existir precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos

potentes do CYP3A4: fluconazol, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve

ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada (ver secção 4.3). Devido ao

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise, a dose de sinvastatina não deve

exceder 10 mg por dia em doentes a tomar sinvastatina com outros fibratos, exceto

fenofibrato. (Ver secções 4.2 e 4.5). É recomendada precaução ao prescrever

fenofibrato com sinvastatina, uma vez que cada um destes fármacos pode causar

miopatia quando administrado isoladamente.

A sinvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações

sistémicas de ácido fusídico ou até 7 dias após terminar o tratamento com ácido

fusídico. Em doentes nos quais o uso sistémico de ácido fusídico seja considerado

essencial, o tratamento com estatinas deve ser interrompido durante o período de

duração do tratamento com ácido fusídico. Foram notificados casos de rabdomiólise

(incluindo alguns casos fatais) em doentes a fazer a associação de ácido fusídico e

estatinas

(ver

secção 4.5).

doente

deve

aconselhado

procurar

aconselhamento

médico

imediatamente

apresentar

quaisquer

sintomas

fraqueza dor ou sensibilidade muscular. A terapêutica com estatina pode ser

reintroduzida sete dias após a última dose de ácido fusídico. Em circunstâncias

excecionais, quando é necessário um tratamento prolongado de ácido fusídico

sistémico,

para

tratamento

infeções

graves,

necessidade

administração concomitante de sinvastatina e ácido fusídico só deve ser considerada

numa base caso a caso e sob supervisão médica rigorosa.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20

mg por dia com amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem. Em doentes com

HFHo, o uso combinado de sinvastatina em doses superiores a 40 mg por dia com

lomitapida tem de ser evitado. (Ver secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com doses altas de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia. Quando a sinvastatina é

administrada concomitantemente com um inibidor moderado do CYP3A4 (fármacos

que aumentam a AUC em aproximadamente 2-5 vezes), poderá ser necessário um

ajuste posológico. Para alguns inibidores moderados do CYP3A4, p. ex. diltiazem,

recomenda-se uma dose máxima de sinvastatina de 20 mg (ver secção 4.2).

A sinvastatina é um substrato do transportador de efluxo da Proteína Resistente ao

Cancro da Mama (BCRP). A administração concomitante de medicamentos inibidores

da BCRP (ex.: elbasvir e grazoprevir) pode levar ao aumento das concentrações

plasmáticas de sinvastatina e a risco aumentado de miopatia, por isso, dependendo

da dose prescrita, deve ser considerado um ajuste de dose de sinvastatina. A

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

administração concomitante de elbasvir e grazoprevir com sinvastatina não foi

estudada, no entanto, a dose de sinvastatina não deve exceder os 20 mg por dia em

doentes a fazer tratamento concomitante com medicamentos que contêm elbasvir ou

grazoprevir (ver secção 4.5).

Foram

associados

casos

raros

miopatia/rabdomiólise

administração

concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA e doses modificadoras de

lípidos (≥1g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Qualquer um destes medicamentos

pode causar miopatia quando administrado isoladamente.

Num ensaio clínico (período de acompanhamento mediano de 3,9 anos) envolvendo

doentes com risco elevado de doença cardiovascular e com níveis de C-LDL bem

controlado com sinvastatina 40 mg/dia com ou sem ezetimiba 10 mg, não houve um

benefício

incremental

nos resultados cardiovasculares

adição

doses

modificadoras de lípidos (≥ 1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Como tal, os

médicos que considerem a utilização da associação terapêutica de sinvastatina com

doses

modificadoras

lípidos

(≥

1g/dia)

niacina

(ácido

nicotínico),

medicamentos contendo niacina, devem ponderar cuidadosamente os potenciais

benefícios e riscos e proceder a uma cuidadosa monitorização dos doentes para

despiste

quaisquer

sinais

sintomas

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares, em particular durante os primeiros meses após início da terapêutica e

ao aumentar a dose de cada um dos medicamentos.

Adicionalmente, neste ensaio, a incidência de miopatia foi de aproximadamente

0,24%

para

doentes

etnia

chinesa

tomar

sinvastatina

40 mg

ezetimiba/sinvastatina 10/40 mg em comparação com 1,24% para doentes de etnia

chinesa

tomar

sinvastatina

40 mg

ezetimiba/sinvastatina

10/40 mg

administrada concomitantemente com ácido nicotínico /laropiprant 2000 mg/40 mg

de libertação modificada. Embora a única população asiática avaliada neste ensaio

clínico tenha sido de etnia chinesa, uma vez que a incidência de miopatia é superior

em doentes de etnia chinesa do que em não-chinesa, a administração concomitante

de sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (≥ 1 g/dia) de niacina (ácido

nicotínico) não é recomendada em doentes de origem asiática.

O acipimox é estruturalmente relacionado com a niacina. Apesar de o acipimox não

ter sido estudado, o risco de efeitos tóxicos musculares poderá ser semelhante ao da

niacina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados

com sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases

séricas. Quando a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes

doentes, os níveis de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para

os níveis anteriores ao tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com

uma dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3

meses

após

titulação

para

dose

periodicamente

semestralmente) no primeiro ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial

aos doentes que registem aumentos dos níveis das transaminases séricas, e, nestes

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

doentes, os doseamentos deverão ser repetidos de imediato, e depois realizados

mais frequentemente. Se os níveis das transaminases séricas mostrarem aumentos

progressivos,

especialmente

aumentarem

para

mais

de 3

forem

persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa. Note-se que a ALT pode ter origem

muscular. Portanto, uma elevação da ALT e da CK pode indicar miopatia (ver acima

Miopatia/Rabdomiólise).

Foram notificados, em pós-comercialização, casos raros de insuficiência hepática

fatal e não fatal em doentes a tomar estatinas, incluindo a sinvastatina. Se durante o

tratamento com o sinvastatina ocorrerem lesões graves no fígado com sintomas

clínicos

e/ou

hiperbilirrubinemia

icterícia,

interrompa

imediatamente

terapêutica.

não

identificada

etiologia

alternativa,

não

reinicie

Sinvastatina Quimedical.

medicamento

deve

usado

precaução

doentes

consumam

quantidades substanciais de álcool.

como

acontece

outros

fármacos

hipolipemiantes,

têm

sido

referidas

elevações moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do

tratamento com sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início

tratamento

sinvastatina,

foram

geralmente

transitórias,

não

foram

acompanhadas

quaisquer

sintomas

não

necessária

interrupção

tratamento.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular com estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica com estatinas. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9

mmol/l,

IMC>30

kg/m2,

triglicéridos

aumentados,

hipertensão)

devem

monitorizados tanto clínica como bioquimicamente, de acordo com as orientações

nacionais.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

incluindo sinvastatina, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção

4.8). Os sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração

do estado de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

População pediátrica

Foi avaliada a segurança e eficácia da sinvastatina, num ensaio clínico controlado,

doentes

entre

10-17

anos

idade

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica, rapazes adolescentes no estadio Tanner II e superior, assim como em

raparigas pelo menos com um ano pós-menarca. O perfil de acontecimentos

adversos foi, em geral, semelhante entre doentes tratados com sinvastatina e

doentes que receberam placebo. Não foram estudadas doses superiores a 40 mg

nesta população. Neste estudo controlado, limitado, não foi detetado qualquer efeito

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

no crescimento ou maturação sexual dos rapazes ou raparigas adolescentes, nem

qualquer efeito na duração do ciclo menstrual das raparigas. (Ver secções 4.2, 4.8 e

5.1). As adolescentes do sexo feminino devem ser aconselhadas sobre os métodos

contracetivos apropriados durante a terapêutica com sinvastatina (ver secções 4.3 e

4.6). Em doentes com idade <18 anos, a eficácia e segurança não foi estudada para

períodos de tratamento > 48 semanas de duração e os efeitos a longo prazo na

maturação física, intelectual e sexual são desconhecidos. A sinvastatina não foi

estudada em doentes menores de 10 anos de idade nem em crianças pré-puberdade

e raparigas pré-menarca.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, com deficiência na lactase ou com malabsorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações

fármacos

hipolipemiantes

podem causar miopatia

quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética com

gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina (ver a

seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.3 e 4.4). Quando sinvastatina e

fenofibrato são administrados concomitantemente, não há evidência de que o risco

de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada medicamento. Não estão

disponíveis dados adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros

fibratos.

Foram

associados

casos

raros

miopatia/rabdomiólise

administração

concomitante

sinvastatina

doses

modificadoras

lípidos

(≥1g/dia) de niacina (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidas no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também

as secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações

Medicamentosas

Associadas

Risco

Aumentado

Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Inibidores potentes do CYP3A4,

p. ex.:

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Voriconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH

(p. ex. nelfinavir)

Boceprevir

Telaprevir

Nefazodona

Cobicistato

Ciclosporina

Danazol

Gemfibrozil

Contraindicados com sinvastatina

Outros fibratos (exceto o

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina

Ácido fusídico

Não recomendado com sinvastatina

Niacina (ácido nicotínico)

(≥ 1 g/dia)

Não recomendado com sinvastatina,

em doentes de origem asiática

Amiodarona

Amlodipina

Verapamilo

Diltiazem

Elbasvir

Grazoprevir

Não exceder 20 mg de sinvastatina

Lomitapida

Não exceder 40 mg de sinvastatina

por dia em doentes com HFHo

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeitos de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem inibidores do CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade plasmática inibitória da redutase da HMG-CoA

durante

terapêutica

sinvastatina.

Estes

inibidores

incluem

itraconazol,

cetoconazol,

posaconazol,

voriconazol,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

inibidores da protease do VIH (p. ex. nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona e

medicamentos contendo cobicistato. A administração concomitante de itraconazol

resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição à forma ácida da

sinvastatina

metabolito

beta-hidroxiácido ativo). A

telitromicina

causou

aumento de 11 vezes na exposição à forma ácida de sinvastatina.

Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol,

cetoconazol,

posaconazol,

voriconazol,

inibidores

protease

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

nelfinavir),

boceprevir,

telaprevir,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

nefazodona e medicamentos contendo cobicistato, assim como com gemfibrozil,

ciclosporina e danazol (ver secção 4.3). Se o tratamento com inibidores potentes do

CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser interrompida (e considerada a

utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Deve usar-se de

precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes

do CYP3A4: fluconazol, verapamilo ou diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

Foram

notificados

casos

raros

rabdomiólise

associado

administração

concomitante de sinvastatina e fluconazol (ver secção 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de ciclosporina com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com

ciclosporina (ver secções 4.3 e 4.4). Apesar de o mecanismo não ser totalmente

compreendido,

ciclosporina

demonstrou

aumentar

inibidores

redutase da HMG-CoA. O aumento na AUC da forma ácida de sinvastatina deve-se

possivelmente, em parte, à inibição do CYP3A4 e/ou OATP1B1.

Danazol

risco

miopatia

rabdomiólise

está

aumentado

pela

administração

concomitante de danazol com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a

toma com danazol (ver secções 4.3 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC da forma ácida da sinvastatina em 1,9 vezes,

possivelmente devido à inibição da via metabólica de glucuronidação e/ou OATP1B1

(ver secções 4.3 e 4.4). É contraindicada a administração concomitante com

gemfibrozil.

Ácido fusídico

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante

ácido

fusídico

sistémico

estatinas.

mecanismo

desta

interação (seja farmacodinâmico, farmacocinético ou ambos) é ainda desconhecido.

Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes

medicados com esta associação. A administração concomitante desta associação

pode originar o aumento das concentrações plasmáticas de ambos os fármacos. Se

for necessário o tratamento com ácido fusídico, o tratamento com sinvastatina

deverá ser suspenso durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico.

Ver também a secção 4.4.

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de amiodarona com sinvastatina (ver secção 4.4). Num ensaio clínico, foi notificada

miopatia

doentes

tomar

sinvastatina

amiodarona.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente amiodarona.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Verapamilo

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de verapamilo com 40 mg ou 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo

farmacocinético, a administração concomitante de sinvastatina com verapamilo

resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição à forma ácida da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose

sinvastatina

não

deve

exceder

20 mg

doentes

tomar

concomitantemente verapamilo.

Diltiazem

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

diltiazem

sinvastatina

(ver

secção 4.4).

estudo

farmacocinético, a administração concomitante de diltiazem com sinvastatina causou

um aumento de 2,7 vezes na exposição à forma ácida de sinvastatina, possivelmente

devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem.

Amlodipina

Os doentes tratados com amlodipina concomitantemente com sinvastatina têm um

risco

aumentado

miopatia.

estudo

farmacocinético,

administração

concomitante de amlodipina com sinvastatina causou um aumento de 1,6 vezes na

exposição à forma ácida de sinvastatina. Consequentemente, a dose de sinvastatina

não

deve

exceder

20 mg

doentes

tomar

concomitantemente

amlodipina.

Lomitapida

risco

miopatia

rabdomiólise

pode

aumentado

pela

administração

concomitante de lomitapida com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.4). Assim, em

doentes com HFHo, a dose de sinvastatina não pode exceder 40 mg por dia em

doentes a receber terapêutica concomitante com lomitapida.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com altas doses de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia (ver secção 4.4).

Inibidores da proteína transportadora OATP1B1

A sinvastatina na sua forma ácida é um substrato da proteína transportadora

OATP1B1. A administração concomitante de medicamentos que são inibidores da

proteína

transportadora

OATP1B1

pode

levar

concentrações

plasmáticas

aumentadas da forma ácida da sinvastatina e a um risco aumentado de miopatia

(ver secções 4.3 e 4.4).

Inibidores da Proteína Resistente ao Cancro da Mama (BCRP)

A administração concomitante de medicamentos inibidores da BCRP, incluindo

medicamentos que contenham elbasvir ou grazoprevir, pode levar ao aumento das

concentrações plasmáticas de sinvastatina e a risco aumentado de miopatia (ver

secções 4.2 e 4.4).

Niacina (ácido nicotínico)

Casos

raros

miopatia/rabdomiólise

têm

sido

associados

administração

concomitante de sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (≥ 1g/dia) de

niacina

(ácido

nicotínico).

estudo

farmacocinético,

administração

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

concomitante de uma dose única de 2 g de ácido nicotínico de libertação prolongada

com 20 mg de sinvastatina resultou num aumento moderado da AUC da sinvastatina

e da sua forma ácida assim como na Cmax das concentrações plasmáticas da forma

ácida de sinvastatina.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição à forma ácida da sinvastatina. A ingestão de 240

ml de sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num

aumento de 1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja

durante o tratamento com sinvastatina.

Colquicina

Existem notificações de miopatia e rabdomiólise com a administração concomitante

de colquicina e sinvastatina, em doentes com compromisso renal. É recomendada a

monitorização clínica diligente dos doentes que tomem esta associação.

Rifampicina

Sendo a rifampicina um potente indutor do CYP3A4, os doentes a fazer terapêutica

prolongada com rifampicina (p. ex: tratamento da tuberculose) podem apresentar

perda de eficácia da sinvastatina. Num estudo farmacocinético em voluntários

saudáveis, a área sob a curva da concentração plasmática (AUC) para a forma ácida

de sinvastatina diminuiu em cerca de 93% com a administração concomitante de

rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se

espera que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em

doentes

hipercolesterolémicos,

20-40

mg/dia

sinvastatina,

potenciaram

ligeiramente o efeito dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina

registado como Quociente Normalizado Internacional (INR) aumentou de um valor

inicial de 1,7 para 1,8 no estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no

estudo efetuado nos doentes. Foram notificados casos muito raros de aumento do

INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina

deverá

determinado

antes

iniciar

sinvastatina,

frequência

necessária durante a fase inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá

alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que se registar um tempo de

protrombina

estável,

este

poderá

monitorizado

intervalos

geralmente

recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere

a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo

procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a

alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Sinvastatina Quimedical está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados

ensaios

clínicos

controlados

sinvastatina

mulheres

grávidas.

Foram

recebidas notificações raras de anomalias congénitas após exposição intrauterina a

inibidores da redutase da HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente

200 gestações, seguidas prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a

sinvastatina ou a outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da

redutase da HMG-CoA, a incidência de anomalias congénitas foi comparável à

observada na população em geral. Este número de gestações foi estatisticamente

suficiente para excluir um aumento igual ou superior a 2,5 vezes de anomalias

congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos

recém-nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na

população em geral, o tratamento materno com sinvastatina pode reduzir os níveis

fetais

mevalonato,

precursor

biossíntese

colesterol.

aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos

hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo

prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina

Quimedical não deve ser usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com

suspeita de estarem grávidas. O tratamento com sinvastatina deve ser suspenso

durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está

grávida. (Ver secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, são excretados no

leite humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e

devido

potencial

reações

adversas

graves,

mulheres

tomam

Sinvastatina Quimedical não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

Fertilidade

Não há dados de ensaios clínicos disponíveis sobre os efeitos de sinvastatina na

fertilidade humana. Sinvastatina não teve efeitos sobre a fertilidade de ratos fêmea e

macho (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Quimedical sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente

tonturas na experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências das seguintes reações adversas, que foram notificadas durante os

estudos clínicos e/ou em fase pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a

longo

prazo,

controlados

placebo,

incluem

estudos

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

respetivamente com 20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, apenas

foram registados eventos adversos graves assim como mialgia, aumentos das

transaminases séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os eventos

adversos abaixo mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram

menores ou semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve eventos

semelhantes com razoável nexo de causalidade notificados espontaneamente, estes

eventos adversos são classificados como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança

foram comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes

tratados

placebo

durante

anos

duração

média

estudo.

percentagens de interrupção devidas a efeitos indesejáveis foram comparáveis (4,8

% nos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos

doentes que receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina. O aumento das transaminases (> 3 x LSN,

confirmada por repetição do teste) ocorreu em 0,21 % (n = 21) dos doentes

tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 0,09 % (n = 9) dos

doentes que receberam placebo.

As frequências das reações adversas são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (> 1/10), Frequentes (≥ 1/100, < 1/10), Pouco frequentes (≥ 1/1.000, <

1/100), Raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000), Muito raros (< 1/10.000), desconhecido

(não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do foro psiquiátrico:

Muito raros: insónia

Desconhecido: depressão

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Muito raros: defeito de memória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Desconhecido: doença pulmonar intersticial (ver secção 4.4)

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Muito raros: insuficiência hepática fatal e não fatal

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopecia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Raros: miopatia* (incluindo miosite), rabdomiólise com ou sem insuficiência renal

aguda (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

*Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com

sinvastatina 80 mg/dia quando comparado com doentes tratados com 20 mg/dia

(1,0% vs. 0,02%, respetivamente) (ver secções 4.4 e 4.5).

Desconhecido: tendinopatia, por vezes complicada por rutura; miopatia necrosante

imunomediada (IMNM)**

** Foram notificados casos muito raros de uma miopatia necrosante imunomediada

(IMNM - imune-mediated necrotizing myopathy), uma miopatia autoimune, durante

ou após o tratamento com algumas estatinas. A IMNM caracteriza-se por: fraqueza

muscular proximal e elevação da creatinaquinase sérica, que persistem apesar da

interrupção

tratamento

estatinas;

biópsia

muscular

demonstrativa

miopatia

necrosante

inflamação

significativa;

melhoria

fármacos

imunossupressores (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Desconhecido: disfunção eréctil

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas

seguintes

manifestações:

angiedema,

síndrome

tipo

lúpus,

polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopenia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação

aumentada,

artrite

artralgia,

urticária,

fotossensibilidade, febre, afrontamento, dispneia e mal-estar geral.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, γ-glutamil transpeptidase)

(ver secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos

níveis séricos de CK (ver secção 4.4).

Foram notificados aumentos nos valores de HbA1c e na glicemia em jejum com

estatinas, incluindo a sinvastatina.

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência cognitiva (p.

ex., perda de memória, esquecimento, amnésia, defeito de memória, confusão)

associados à utilização de estatinas. Estes efeitos cognitivos foram notificados em

todas as estatinas, incluindo a sinvastatina. As notificações são geralmente não

graves e reversíveis após a interrupção da estatina, com tempos variáveis de

aparecimento de sintomas (de 1 dia a anos) e resolução dos sintomas (média de 3

semanas).

Adicionalmente,

foram

notificados

os seguintes

efeitos

adversos

algumas

estatinas:

Distúrbios do sono, incluindo pesadelos

Disfunção sexual

Diabetes mellitus: a frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de

risco (glicemia em jejum ≥ 5,6 mmol/l [100,8 mg/dl], IMC > 30 kg/m2, triglicéridos

aumentados, antecedentes de hipertensão).

População pediátrica

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Num estudo de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes entre os 10-17 anos

de idade (rapazes no estadio Tanner II ou superior e raparigas pelo menos com um

ano pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n = 175), o perfil

de segurança e tolerabilidade do grupo tratado com sinvastatina foi em geral

semelhante ao do grupo que recebeu placebo. Os efeitos a longo prazo na maturação

física, intelectual

sexual

são

desconhecidos.

Não

existem

dados

disponíveis

suficientes após um ano de tratamento. (Ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED I.P.

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Fax:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima

tomada foi de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe

tratamento específico em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar

medidas genéricas sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7- Aparelho Cardiovascular. Antidislipidémicos. Inibidor

da redutase da HMG-CoA

Código ATC: C10A A01

Mecanismo de ação

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no

fígado na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa

inibição

redutase

HMG-CoA

(redutase

3-hidroxi

metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato,

um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL.

As LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolizadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os

TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de

C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Eficácia e segurança clínicas

Risco Elevado de Doença Cardíaca Coronária (DCC) ou Doença Cardíaca Coronária

existente

No estudo HPS (Heart Protection Study), os efeitos da terapêutica com sinvastatina

foram avaliados em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença cardíaca coronária, outra doença arterial oclusiva ou

diabetes mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina e 10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5

anos. No início do estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL

inferiores a 116 mg/dl; 5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116

mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680 doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135

mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo,

reduziu significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9

%] para os doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes

que receberam placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % da taxa de

morte por doença cardíaca coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005;

redução do risco absoluto de 1,2 %). A redução das mortes por causas não-

vasculares não foi estatisticamente significativa. A sinvastatina reduziu também em

cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de acontecimentos coronários major (engloba o

parâmetro de avaliação final composto por enfarte do miocárdio não fatal ou morte

por doença cardíaca coronária). A sinvastatina reduziu em cerca de 30 % (p <

0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização coronária (incluindo

bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária transluminosa percutânea) e

em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de revascularização periféricos e outros não

coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p < 0,0001) o risco de AVC,

atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso, no

subgrupo de doentes com diabetes, sinvastatina reduziu em cerca de 21 % (p =

0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo

procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações

dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de

acontecimentos foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo

os que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou

arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de

entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos

que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

cardíaca coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l).

Neste

estudo

multicêntrico,

distribuição

aleatória,

dupla

ocultação

controlado por placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio

foram tratados com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de

sinvastatina (n = 2.221) ou com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

5,4 anos reduziu o risco de morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O

risco de morte por doença cardíaca coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco

absoluto de 3,5 %). A sinvastatina reduziu também em 34 % o risco de ocorrência

de acontecimentos coronários major (morte por doença coronária com EM silencioso

não

fatal

confirmado

hospital).

Além

disso,

sinvastatina

reduziu

significativamente o risco de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais

(acidente vascular cerebral e acidente isquémico transitório) em 28 %. Em relação à

mortalidade não cardiovascular, não houve diferença estatisticamente significativa

entre os grupos.

Study

Effectiveness

Additional

Reductions

Cholesterol

Homocysteine (SEARCH) avaliou o efeito do tratamento com sinvastatina 80 mg

versus 20 mg (acompanhamento mediano de 6,7 anos) relativamente aos Eventos

Vasculares Major (EVM; definidos como Doença Cardíaca Coronária fatal, Enfarte do

Miocárdio não-fatal, procedimento de revascularização coronário, acidente vascular

cerebral fatal ou não-fatal ou procedimento de revascularização periférico) em

12.064 doentes com antecedentes de enfarte de miocárdio. Não houve diferença

significativa na incidência de eventos vasculares major entre os dois grupos;

sinvastatina 20 mg (n=1553; 25,7%) vs. sinvastatina 80 mg (n=1477; 24,5%); RR

0,94; IC 95%: 0,88 a 1,01. A diferença absoluta no C-LDL entre os dois grupos

durante o decurso do estudo foi de 0,35 ±0,01 mmol/l. Os perfis de segurança foram

idênticos entre os dois grupos de tratamento exceto a incidência de miopatia que foi

de cerca de 1,0% para os doentes a tomar sinvastatina 80 mg em comparação com

0,02% nos doentes a tomar sinvastatina 20 mg. Aproximadamente metade destes

casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano do tratamento. A incidência da

miopatia durante cada ano de tratamento subsequente foi de aproximadamente

0,1%.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-

LDC foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em

doentes com hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as

reduções médias nos triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2

%) e os aumentos médios do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo:

3 %).

População pediátrica

Num estudo controlado com placebo, em dupla ocultação, 175 doentes (99 rapazes

em estadio Tanner II e superior e 76 raparigas com pelo menos um ano pós-

menarca),

anos

idade

(idade

média

14,1

anos)

hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HFHe), foram distribuídos aleatoriamente

para braços de tratamento com sinvastatina ou placebo durante 24 semanas (estudo

basal). A inclusão no estudo teve como critérios um valor inicial de C-LDL entre 160

e 400 mg/dl e pelo menos um familiar com o nível de C-LDL > 189 mg/dl. A

posologia de sinvastatina (uma vez por dia à noite) foi de 10 mg durante as

primeiras 8 semanas, 20 mg nas 8 semanas seguintes e 40 mg a partir daí. Numa

extensão do estudo de 24 semanas, 144 doentes foram selecionados a continuar a

terapêutica e receberem sinvastatina 40 mg ou placebo.

A sinvastatina reduziu significativamente os níveis plasmáticos de C-LDL, TG e Apo

B. Os resultados obtidos na extensão às 48 semanas foram comparáveis aos

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

observados no estudo basal. Após 24 semanas de tratamento, o valor médio atingido

de C-LDL foi de 124,9 mg/dl (intervalo: 64,0-289,0 mg/dl) no grupo de sinvastatina

> 40 mg comparado com 207,8 mg/dl (intervalo: 128,0-334,0 mg/dl) no grupo

placebo.

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com doses crescentes desde 10,

20 até 40 mg diários em intervalos de 8 semanas), a sinvastatina diminuiu a média

de C-LDL em 36,8% (placebo: 1,1 % de aumento sobre o valor inicial), Apo B em

32,4 % (placebo: 0,5 %) e os níveis médios de TG em 7,9 % (placebo: 3,2 %) e

aumentou os níveis médios de C-HDL em 8,3 % (placebo: 3,6 %). Não são

conhecidos os benefícios a longo prazo de sinvastatina em eventos cardiovasculares

em crianças com HFHe.

A segurança e eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em

crianças com hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo da

terapêutica com sinvastatina desde a infância para a redução da morbilidade e

mortalidade na idade adulta não foi estabelecida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-

CoA. A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é

muito baixa.

As propriedades farmacocinéticas foram avaliadas em adultos. Não estão disponíveis

dados farmacocinéticos em crianças e adolescentes.

Absorção

No ser humano, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração

de primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral

de sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não

ocorreu acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao ser humano, 13 % da radioatividade foi excretada na urina

e 60 % nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes

representa os equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim

como medicamento não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito

beta-hidroxiácido, a sua semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada

uma média de apenas 0,3 % da dose IV, como inibidores.

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

A sinvastatina na sua forma ácida é absorvida ativamente para os hepatócitos pelo

transportador OATP1B1.

A sinvastatina é um substrato do transportador de efluxo da BCRP.

Populações Especiais

Polimorfismo SLCO1B1

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina na

sua forma ácida, é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221%

em portadores homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o

genótipo mais comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população

europeia. Em doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição

aumentada à forma ácida da sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco

de rabdomiólise (ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo

estudos

convencionais

realizados

animais

relativamente

farmacodinamia, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade,

não existem outros riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em

consideração o mecanismo farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no

coelho, a sinvastatina não produziu malformações fetais e não teve efeitos na

fertilidade, na função reprodutora ou no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose mono-hidratada

Butil-hidroxianisol (E320)

Ácido ascórbico

Ácido cítrico mono-hidratado

Celulose microcristalina

Amido pré-gelificado (1500)

Estearato de magnésio

Revestimento dos comprimidos de 10 mg:

Hipromelose

Hidroxipropilcelulose

Dióxido de titânio (E171)

Talco

Óxido de ferro vermelho (E172)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Revestimento dos comprimidos de 20 mg:

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

Hipromelose

Hidroxipropilcelulose

Dióxido de titânio (E171)

Talco

Óxido de ferro amarelo (E172)

Revestimento dos comprimidos de 40 mg:

Hipromelose

Hidroxipropilcelulose

Dióxido de titânio (E171)

Talco

Óxido de ferro vermelho (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25°C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PVDC-Alu em embalagens de 20, 30, 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Quimedical - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Estrada Nacional 117-2 - Edifícios Azevedos - Alfragide

2724-503 Amadora

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Quimedical 10 mg comprimidos revestidos por película:

N.º de registo: 5427356 – 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

APROVADO EM

16-03-2018

INFARMED

PVC/PVDC-Alu

N.º de registo: 5427364 – 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Sinvastatina Quimedical 20 mg comprimidos revestidos por película:

N.º de registo: 5427372 – 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

N.º de registo: 5427406 – 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

N.º de registo: 5427414 – 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

Sinvastatina Quimedical 40 mg comprimidos revestidos por película:

N.º de registo: 5427422 – 20 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

N.º de registo: 5427430 – 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PVDC-Alu

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 30 de novembro de 2011

Data da última renovação: 04 de agosto de 2017

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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