Sinvastatina Pharmakern 40 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Pharmakern Portugal - Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 40 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 30 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
4962189 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Temporariamente indisponível - 10017140 - 50018477
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
03/H/0541/003
Data de autorização:
2004-01-29

APROVADO EM

08-06-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Sinvastatina Pharmakern 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Pharmakern 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Pharmakern 40 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Pharmakern e para é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Pharmakern

3. Como tomar Sinvastatina Pharmakern

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Pharmakern

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Pharmakern e para que é utilizado

Sinvastatina Pharmakern contém a substância ativa sinvastatina. Sinvastatina

Pharmakern é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol total,

colesterol “mau” (colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas triglicéridos no

sangue.

Adicionalmente, Sinvastatina Pharmakern aumenta os valores de colesterol “bom”

(colesterol das HDL). Sinvastatina Pharmakern é um membro de uma classe de

medicamentos denominados estatinas.

O colesterol é uma das várias substâncias gordas encontradas na corrente sanguínea. O

seu colesterol total é constituído principalmente pelo colesterol das LDL e HDL.

O colesterol das LDL é frequentemente chamado de colesterol “mau” porque se pode

acumular nas paredes das suas artérias formando placas. Eventualmente esta formação

de placas pode levar a um estreitamento das artérias. Este estreitamento pode diminuir

ou bloquear o fluxo de sangue para órgãos vitais tais como o coração e o cérebro. Este

bloqueio de fluxo de sangue pode resultar num ataque cardíaco ou num acidente

vascular cerebral (AVC).

O colesterol das HDL é frequentemente chamado de colesterol “bom” porque ajuda a

que o colesterol “mau” não se acumule nas artérias e protege contra doenças cardíacas.

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INFARMED

Os triglicéridos são outra forma de gordura no seu sangue que podem aumentar o risco

de doença cardíaca.

Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter uma dieta recomendada para

redução de colesterol.

Sinvastatina Pharmakern é indicado, adicionalmente à dieta recomendada para a

redução de colesterol, se tiver:

Um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou

valores elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista).

Uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

Doença cardíaca coronária ou em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, historial

de acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina

Pharmakern pode prolongar a sua vida através da redução do risco de problemas

cardiovasculares, independentemente do nível de colesterol no seu sangue.

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-lhe a

melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Pharmakern

Não tome Sinvastatina Pharmakern

Se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

Se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado.

Se está grávida ou a amamentar.

Se está a tomar medicamentos com uma ou mais das seguintes substâncias ativas:

- itraconazol, cetoconazol, posaconazol ou voriconazol (utilizados para tratar infeções

fúngicas)

- eritromicina, claritromicina ou telitromicina (utilizados para tratar infeções)

- indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (inibidores da protease do VIH utilizados

para tratar as infeções por VIH)

- boceprevir ou telaprevir (utilizados para tratar infeções pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (utilizado para tratar a depressão)

- cobicistato

- gemfibrozil (utilizado para baixar o colesterol)

- ciclosporina (utilizado em doentes submetidos a transplante de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose, uma situação na

qual o revestimento do útero cresce fora do útero).

Se está a tomar ou, nos últimos 7 dias tiver tomado ou lhe tenha sido dado um

medicamento chamado ácido fusídico (usado para tratar uma infeção bacteriana).

Não tome mais de 40 mg de sinvastatina se estiver a tomar lomitapida (utilizado para

tratar uma doença genética grave e rara relacionada com o colesterol).

Pergunte ao seu médico se não tem a certeza se o seu medicamento está referido na lista

anterior.

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Advertências e precauções

Fale com o seu médico:

sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter ou já tenha tido e sobre as suas

alergias;

se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas;

se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Pharmakern pode não ser indicado

para si;

se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar parar de tomar os comprimidos de

Sinvastatina Pharmakern por um curto período de tempo;

se for de origem asiática, uma vez que se pode aplicar a si uma dose diferente.

Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Pharmakern, e se tiver quaisquer

sintomas de problemas de fígado enquanto estiver a tomar Sinvastatina Pharmakern, o

seu médico deve fazer análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a

funcionar adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Pharmakern.

Enquanto estiver a tomar este medicamento, o seu médico irá acompanhá-lo de modo a

verificar se tem diabetes ou está em risco de desenvolver diabetes. É provável que esteja

em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no

sangue, tiver excesso de peso e pressão arterial elevada.

Informe o seu médico se tiver uma doença pulmonar grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares.

Isto deve-se ao facto de em raras situações, os problemas musculares poderem ser

graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins; e

em muito raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Pharmakern, particularmente com a dose de 80 mg. O risco de destruição muscular

também é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes

situações se aplicar a si:

consome grandes quantidades de álcool

tem problemas nos rins

tem problemas na tiroide

tem 65 anos de idade ou mais

é do sexo feminino

alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos para

baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos

tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário.

Crianças e adolescentes

A segurança e eficácia de sinvastatina foram estudadas em rapazes com idade entre os

10 e 17 anos e em raparigas que iniciaram o seu período menstrual (menstruação) pelo

menos um ano antes (ver secção 3: Como tomar Sinvastatina Pharmakern). Sinvastatina

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não foi estudada em crianças com idade inferior a 10 anos. Para mais informações fale

com o seu médico.

Outros medicamentos e Sinvastatina Pharmakern

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar

outros medicamentos com alguma das seguintes substâncias ativas. Tomar Sinvastatina

Pharmakern com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá aumentar o risco de

problemas musculares (alguns destes foram já referidos na secção anterior “Não tome

Sinvastatina Pharmakern”):

ciclosporina (frequentemente utilizado em doentes com transplante de órgãos);

danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose uma situação na qual

o revestimento do útero cresce fora do útero);

medicamentos com uma substância ativa como o itraconazol, o cetoconazol, o

fluconazol, o posaconazol ou o voriconazol (utilizados para tratar infeções fúngicas);

fibratos com uma substância ativa como o gemfibrozil e bezafibrato (utilizados para

baixar o colesterol);

eritromicina, claritromicina, telitromicina ou ácido fusídico (utilizados para tratar

infeções bacterianas). Não tome ácido fusídico enquanto estiver a tomar este

medicamento. Ver também a secção 4 deste folheto;

inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(utilizados para tratar a SIDA);

boceprevir ou telaprevir (utilizados para tratar infeções pelo vírus da hepatite C)

nefazodona (utilizado para tratar a depressão);

medicamentos com a substância ativa cobicistato;

amiodarona (utilizada para tratar o batimento irregular do coração);

verapamilo, diltiazem ou amlodipina (utilizados para tratar a pressão arterial elevada, a

angina de peito ou outras doenças do coração);

lomitapida (utilizado para tratar uma condição genética grave e rara relacionada com o

colesterol);

colchicina (utilizado para tratar a gota).

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico se

estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar medicamentos com alguma das

seguintes substâncias ativas:

medicamentos com uma substância ativa que previna os coágulos no sangue, como por

exemplo a varfarina, fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes);

fenofibrato (também utilizado para baixar o colesterol);

niacina (também utilizado para baixar o colesterol);

rifampicina (utilizado para tratar a tuberculose).

Também deverá informar qualquer médico que lhe prescreva um medicamento novo,

que já se encontra a tomar Sinvastatina Pharmakern.

Sinvastatina Pharmakern com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Pharmakern. O consumo

de sumo de toranja deverá ser evitado.

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Gravidez e amamentação

Não tome Sinvastatina Pharmakern se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que

está grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Pharmakern, pare

imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina

Pharmakern se está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento passa

para o leite materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Pharmakern interfira com a sua capacidade de conduzir

ou utilizar máquinas. No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas

pessoas sentem tonturas após tomarem Sinvastatina Pharmakern.

Sinvastatina Pharmakern contém lactose

Os comprimidos de Sinvastatina Pharmakern contêm um açúcar chamado lactose. Se foi

informado pelo seu médico que tem alguma intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Pharmakern

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com a sua situação, o

seu tratamento atual e o seu risco individual.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Pharmakern, deverá fazer uma dieta para reduzir

o colesterol.

Posologia

A dose recomendada é Sinvastatina Pharmakern 20 mg ou 40 g, tomado por via oral,

uma vez por dia.

Adultos:

A dose inicial habitual é de 10 mg, 20 mg ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu

médico poderá ajustar a sua dose após, no mínimo, 4 semanas, até um máximo de 80

mg por dia. Não tome mais de 80 mg por dia.

O seu médico poderá prescrever-lhe doses mais baixas, em particular se estiver a tomar

alguns dos medicamentos acima mencionados ou se tiver determinados problemas nos

rins.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes adultos com níveis de colesterol

muito elevados e com elevado risco de complicações cardiovasculares, os quais não

atingiram o objetivo de colesterol com doses mais baixas.

Utilização em crianças e adolescentes:

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Para crianças (10-17 anos de idade), a dose inicial recomendada é de 10 mg por dia à

noite. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.

Modo de administração:

Tome Sinvastatina Pharmakern à noite.

Sinvastatina Pharmakern pode ser tomado com ou sem alimentos.

Tome Sinvastatina Pharmakern até o seu médico mandar parar.

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Pharmakern juntamente com outro

medicamento para baixar o colesterol, o qual contenha um sequestrante dos ácidos

biliares, deve tomar Sinvastatina Pharmakern pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas

depois de tomar o sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Pharmakern do que deveria

Por favor contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Pharmakern

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Pharmakern dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Pharmakern

Fale com o seu médico ou farmacêutico porque o seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

É utilizada a seguinte terminologia para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido comunicados:

Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo:

dor, sensibilidade ou fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes

problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise)

que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes

reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

- inchaço da face, língua e garganta, que podem causar dificuldade em respirar

(angiedema)

- dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca

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- erupção da pele com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

- dor ou inflamação das articulações (polimialgia reumática)

- inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite)

- nódoas negras pouco comuns, erupções e inchaço na pele (dermatomiosite), erupção

na pele com comichão, sensibilidade da pele ao sol, febre, rubor facial

- dificuldade em respirar (dispneia) e mal-estar

- quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção da pele, distúrbios nas articulações e

efeitos nas células do sangue)

inflamação do fígado com os seguintes sintomas: amarelecimento da pele e dos olhos,

comichão, urina escura ou fezes descoradas, sensação de cansaço ou fraqueza, perda de

apetite; insuficiência hepática (muito rara)

inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foi notificado o seguinte efeito secundário grave muito raro:

- uma reação alérgica grave que pode causar dificuldade em respirar ou tonturas

(anafilaxia).

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

número baixo de glóbulos vermelhos (anemia)

dormência ou fraqueza nos braços e pernas

dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

perturbações digestivas (dor abdominal, prisão de ventre, gases intestinais, indigestão,

diarreia, náuseas, vómitos)

erupção na pele, comichão, perda de cabelo

fraqueza

perturbação do sono (muito raro)

memória fraca (muito raro), perda de memória, confusão.

Os seguintes efeitos secundários foram também comunicados mas a frequência não

pode ser calculada a partir da informação disponível (frequência desconhecida):

disfunção eréctil

depressão

inflamação dos pulmões originando problemas respiratórios incluindo tosse persistente

e/ou dispneia (dificuldade em respirar) ou febre

problemas nos tendões, por vezes complicados por rutura do tendão.

Possíveis efeitos secundários adicionais comunicados com algumas estatinas:

distúrbios do sono, incluindo pesadelos

disfunção sexual

diabetes. Tal é mais provável se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no

sangue, tiver excesso de peso e pressão arterial elevada. O seu médico irá acompanhá-lo

enquanto estiver a tomar este medicamento

dor, sensibilidade ou fraqueza muscular constante e que em casos muito raros pode

não desaparecer após parar de tomar Sinvastatina Pharmakern.

Valores laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatina quinase).

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Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também

poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos

contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sinvastatina Pharmakern

Não conservar acima de 25ºC.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem, após

"VAL.". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Pharmakern

A substância ativa é a sinvastatina. Cada comprimido revestido por película contém 10

mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

Os outros componentes são:

Núcleo: lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, amido pré-gelificado, butil-

hidroxianisol (E320), ácido ascórbico, ácido cítrico, sílica coloidal anidra, talco,

estearato de magnésio. Revestimento: hipromelose, talco, óxido de ferro vermelho

(E172), óxido de ferro amarelo (E172), citrato de trietilo, dióxido de titânio (E171),

povidona K30.

Qual o aspeto de Sinvastatina Pharmakern e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Pharmakern é um medicamento sob a forma de comprimidos revestidos por

película que contém, cada um 10 mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

Sinvastatina Pharmakern 10 mg comprimidos revestidos por película, são comprimidos

revestidos por película com forma oval, biconvexos, de cor rosa pálido, com marca

linear numa das faces.

Sinvastatina Pharmakern 20 mg comprimidos revestidos por película, são comprimidos

revestidos por película, com forma oval, biconvexos, de cor laranja.

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INFARMED

Sinvastatina Pharmakern 40 mg comprimidos revestidos por película, são comprimidos

revestidos por película com forma oval, biconvexos, de cor rosa intenso.

Os comprimidos de Sinvastatina Pharmakern são acondicionados em blister de PVC-

PVDC/Alumínio.

A Sinvastatina Pharmakern encontra-se disponível nas seguintes embalagens:

10 mg – 20, 30 e 60 comprimidos

20 mg – 20, 30 e 60 comprimidos

40 mg – 30 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

PharmaKERN Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.

Av. do Forte, n.º 3, Edif. Suécia I, Piso 0, salas 1.04 e 1.29

2794-038 Carnaxide

Portugal

Fabricante

Kern Pharma, S.L.

Venus 72, Polígono Ind. Colón II

08228 Terrassa (Barcelona)

Espanha

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Pharmakern 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Pharmakern 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Pharmakern 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Sinvastatina Pharmakern 10 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém 10 mg de sinvastatina, como substância ativa.

Excipiente com efeito conhecido:

lactose - 65,73 mg (sob a forma de lactose mono-hidratada).

Sinvastatina Pharmakern 20 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém 20 mg de sinvastatina, como substância ativa.

Excipiente com efeito conhecido:

lactose - 131,46 mg (sob a forma de lactose mono-hidratada).

Sinvastatina Pharmakern 40 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido contém 40 mg de sinvastatina, como substância ativa.

Excipiente com efeito conhecido:

lactose - 262,92 mg (sob a forma de lactose mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Sinvastatina Pharmakern a 10 mg são comprimidos revestidos por película com forma

oval, biconvexos, de cor rosa pálido, com marca linear numa das faces.

Sinvastatina Pharmakern a 20 mg são comprimidos revestidos por película, com forma

oval, biconvexos, de cor laranja.

Sinvastatina Pharmakern a 40 mg são comprimidos revestidos por película com forma

oval, biconvexos, de cor rosa intenso.

4. INFORMAÇÔES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia:

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Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo) como adjuvante da

dieta e outros tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos

não forem apropriados.

Prevenção cardiovascular:

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

O intervalo posológico é de 5 – 80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única, à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares que não atingiram os seus

objetivos de tratamento com doses mais baixas e quando é esperado que os benefícios

ultrapassem os riscos potenciais (ver secção 4.4).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Pharmakern. A

dose inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes

que necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia inicial

recomendada é de 40 mg/dia de Sinvastatina Pharmakern tomado à noite. Sinvastatina

Pharmakern deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.

ex., LDL-aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem

disponíveis tais terapêuticas.

Em doentes a tomar lomitapida concomitantemente com Sinvastatina Pharmakern, a

dose de Sinvastatina Pharmakern não pode exceder 40 mg/dia (ver secções 4.3, 4.4 e

4.5).

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Pharmakern é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite,

nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária

com ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em

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simultâneo com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários,

devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Pharmakern é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar Sinvastatina Pharmakern concomitantemente com fibratos, exceto

o gemfibrozil (ver secção 4.3) ou o fenofibrato, a dose de Sinvastatina Pharmakern não

deve exceder 10 mg/dia. Em doentes a tomar amiodarona, amlodipina, verapamilo ou

diltiazem concomitantemente com Sinvastatina Pharmakern, a dose de Sinvastatina

Pharmakern não deverá exceder 20 mg/dia. (ver secções 4.4 e 4.5)

Doentes com compromisso renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com compromisso

renal moderado. Nos doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina <

30 ml/ min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

Para crianças e adolescentes (rapazes em estadio Tanner II ou superior e raparigas com

pelo menos um ano pós-menarca, 10-17 anos de idade) com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica, a dose inicial habitualmente recomendada é de 10 mg, uma vez

por dia, à noite. Antes do início do tratamento com a sinvastatina as crianças e

adolescentes deverão iniciar uma dieta padronizada para a redução do colesterol; esta

dieta deverá ser mantida durante o tratamento com a sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é de 10-40 mg/dia; a dose máxima recomendada é

40 mg/dia. As doses devem ser individualizadas de acordo com o objetivo terapêutico

recomendado de acordo com as recomendações para o tratamento pediátrico (ver

secções 4.4 e 5.1). Os ajustes deverão ser feitos em intervalos de pelo menos 4 semanas.

A experiência de Sinvastatina Pharmakern em crianças na pré-puberdade é limitada.

Modo de administração

Sinvastatina Pharmakern destina-se a administração oral. Sinvastatina Pharmakern pode

ser administrado como uma dose única à noite.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas

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Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (fármacos que

aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) (p. ex. itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex:

nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina,

nefazodona e medicamentos contendo cobicistato) (ver secções 4.4 e 4.5).

Administração concomitante de gemfibrozil, ciclosporina ou danazol (ver secções 4.4 e

4.5).

Administração concomitante de lomitapida com doses > 40 mg de sinvastatina em

doentes com HFHo (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA provoca

ocasionalmente miopatia, que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares com elevações de creatinaquinase (CK) acima de dez vezes o limite superior

da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem

insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente

casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de atividade

inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, com

41 413 doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24.747 (aproximadamente 60 %)

foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi,

aproximadamente, de 0,03 %, 0,08 % e 0,61 % com 20, 40 e 80 mg/dia, respetivamente.

Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo sido excluídos

alguns medicamentos com interação.

Num ensaio clínico em que doentes com antecedentes de enfarte do miocárdio foram

tratados com 80 mg/dia de sinvastatina (tempo médio de acompanhamento 6,7 anos), a

incidência de miopatia foi aproximadamente 1,0 % em comparação com 0,02 % de

doentes a tomar 20 mg/dia. Aproximadamente metade desses casos de miopatia

ocorreram durante o primeiro ano de tratamento. A incidência de miopatia durante cada

ano subsequente de tratamento foi aproximadamente 0,1 %. (Ver secções 4.8 e 5.1)

O risco de miopatia é maior em doentes a tomar sinvastatina 80 mg, em comparação

com outras terapêuticas com base em estatinas com eficácia semelhante na redução do

C-LDL. Como tal, a dose de 80 mg de sinvastatina só deve ser utilizada em doentes

com hipercolesterolemia grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares

que não tenham atingido os seus objetivos terapêuticos com as doses inferiores e

quando é esperado que os benefícios superem os potenciais riscos. Em doentes a tomar

sinvastatina 80 mg que necessitem ser tratados com um medicamento que tenha

interação medicamentosa, deve ser utilizada uma dose mais baixa de sinvastatina ou um

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regime alternativo com base em estatinas que tenha um menor potencial de interações

medicamentosas (ver abaixo Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas

interações medicamentosas e secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Num ensaio clínico em que doentes com risco elevado de doença cardiovascular foram

tratados com sinvastatina 40 mg/dia (período de acompanhamento mediano de 3,9

anos), a incidência de miopatia foi de aproximadamente 0,05% em doentes de etnia não-

chinesa (n= 7367) em comparação com 0,24% em doentes de etnia chinesa (n= 5468).

Apesar de a única população asiática avaliada neste ensaio clínico ter sido de etnia

chinesa, deve ter-se precaução quando se prescreve sinvastatina a doentes de origem

asiática e deve ser empregue a menor dose necessária.

Função reduzida de proteínas transportadoras

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica ao ácido da sinvastatina e aumentar o risco de miopatia e

rabdomiólise. A função reduzida pode ocorrer como resultado da inibição por

medicamentos que interagem (p.ex., ciclosporina) ou em doentes que são

transportadores do genótipo SLCO1B1 c.521T>C.

Os doentes portadores do gene SLCO1B1 alelo (c.521T> C) o qual codifica uma

proteína OATP1B1 menos ativa, têm um aumento da exposição sistémica ao ácido da

sinvastatina e um risco aumentado de miopatia. O risco de miopatia com uma dose

elevada (80 mg) de sinvastatina é, em geral, cerca de 1%, sem o teste genético. Com

base nos resultados do estudo SEARCH, os portadores do alelo C homozigótico

(também designados de CC) tratados com 80 mg de sinvastatina têm um risco de 15%

de ter miopatia, no intervalo de um ano; enquanto que o risco em portadores do alelo C

heterozigótico (CT) é de 1,5%. O risco correspondente em doentes com o genótipo mais

comum (TT) é de 0,3% (Ver secção 5.2). Quando disponível, a genotipagem para a

presença do alelo C deve ser considerada como parte da avaliação do risco-benefício,

antes da prescrição de 80 mg de sinvastatina em doentes individuais e as doses elevadas

devem ser evitadas nos portadores do genótipo CC. No entanto, a ausência deste gene

após genotipagem não exclui que a miopatia possa ainda assim ocorrer.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

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A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência inicial, nas

seguintes situações:

- Idosos (idade

65 anos)

- Sexo feminino

- Insuficiência renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a interrupção do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve

ser interrompido (ver secção 4.8).

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

Uma maior taxa de miopatia foi observada em doentes titulados para a dose de 80 mg

(ver secção 5.1). São recomendadas medições periódicas da CK pois poderão ser úteis

para identificar casos subclínicos de miopatia. Contudo, não existe garantia de que tal

monitorização previna a miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina,

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telitromicina, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir,

nefazodona, medicamentos contendo cobicistato), assim como com gemfibrozil,

ciclosporina e danazol. A toma destes medicamentos é contraindicada (ver secção 4.3).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem com certas doses sinvastatina (ver

secções 4.2 e 4.5). O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado

pela administração concomitante de ácido fusídico com estatinas (ver secção 4.5). Para

doentes com HFHo, este risco pode estar aumentado pela utilização concomitante de

lomitapida com sinvastatina.

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol,

inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina,

claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato está

contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com inibidores potentes do

CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida (e considerada a

utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de

precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do

CYP3A4: fluconazol, verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a

ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada (ver secção 4.3). Devido ao

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise, a dose de sinvastatina não deve exceder 10

mg por dia em doentes a tomar sinvastatina com outros fibratos, exceto fenofibrato (ver

secções 4.2 e 4.5). É recomendada precaução ao prescrever fenofibrato com

sinvastatina, uma vez que cada um destes medicamentos podem causar miopatia quando

administrados isoladamente.

A sinvastatina não deve ser administrada concomitantemente com ácido fusídico. Foram

notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a fazer esta

associação (ver secção 4.5). Nos doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémico

é considerada essencial, o tratamento com estatinas deverá ser suspenso durante o

período de duração do tratamento com ácido fusídico. O doente deve ser aconselhado a

procurar aconselhamento médico imediatamente se apresentar quaisquer sintomas de

fraqueza muscular, dor ou sensibilidade dolorosa.

A terapêutica com estatina pode ser reintroduzida sete dias após a última dose de ácido

fusídico. Em circunstâncias excecionais, quando é necessário um tratamento prolongado

de ácido fusídico sistémico, p. ex. para o tratamento de infeções graves, a necessidade

de administração concomitante de sinvastatina e ácido fusídico só deve ser considerada

numa base caso a caso e sob supervisão médica rigorosa.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona, amlodipina, verapamilo ou diltiazem. Em doentes com HFHo,

o uso combinado de sinvastatina em doses superiores a 40 mg por dia com lomitapida

tem de ser evitado (ver secções 4.2, 4.3 e 4.5).

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Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com doses altas de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia. Quando a sinvastatina é

administrada concomitantemente com um inibidor moderado do CYP3A4 (fármacos

que aumentam a AUC em aproximadamente 2-5 vezes), poderá ser necessário um ajuste

da dose. Para alguns inibidores moderados do CYP3A4, p. ex. diltiazem, recomenda-se

uma dose máxima de sinvastatina de 20 mg (ver secção 4.2).

Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração

concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA e doses modificadoras dos lípidos

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Qualquer um destes medicamentos pode causar

miopatia quando administrado isoladamente.

Num ensaio clínico (período de acompanhamento mediano de 3,9 anos) envolvendo

doentes com risco elevado de doença cardiovascular e com níveis de C-LDL bem

controlado com sinvastatina 40 mg/dia com ou sem ezetimiba 10 mg, não houve um

benefício incremental nos resultados cardiovasculares com a adição de doses

modificadoras dos lípidos (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Como tal, os

médicos que considerem a utilização da associação terapêutica de sinvastatina com

doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico), ou

medicamentos contendo niacina, devem ponderar cuidadosamente os potenciais

benefícios e riscos e proceder a uma cuidadosa monitorização dos doentes para despiste

de quaisquer sinais e sintomas de dor, sensibilidade ou fraqueza musculares, em

particular durante os primeiros meses após início da terapêutica e ao aumentar a dose de

cada um dos medicamentos.

Adicionalmente, neste ensaio, a incidência de miopatia foi de aproximadamente 0,24%

para doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina 40 mg ou ezetimiba/sinvastatina

10/40 mg em comparação com 1,24% para doentes de etnia chinesa a tomar sinvastatina

40 mg ou ezetimiba/sinvastatina 10/40 mg administrada concomitantemente com ácido

nicotínico/laropiprant 2000 mg/40 mg de libertação modificada. Embora a única

população asiática avaliada neste ensaio clínico tenha sido de etnia chinesa, uma vez

que a incidência de miopatia é superior em doentes de etnia chinesa do que em não

chinesa, a administração concomitante de sinvastatina com doses modificadoras dos

lípidos (

1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico) não é recomendada em doentes de

origem asiática.

O acipimox é estruturalmente relacionado com a niacina. Apesar de o acipimox não ter

sido estudado, o risco de efeitos tóxicos musculares poderá ser semelhante ao da

niacina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis

de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

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Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (p. ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa. Note-se

que a ALT pode ter origem muscular. Portanto, uma elevação da ALT e da CK pode

indicar miopatia (ver acima Miopatia/Rabdomiólise).

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência hepática fatal e

não fatal em doentes a tomar estatinas, incluindo a sinvastatina. Se durante o tratamento

com Sinvastatina Pharmakern ocorrerem lesões graves no fígado com sintomas clínicos

e/ou hiperbilirrubinemia ou icterícia, interrompa imediatamente a terapêutica. Se não for

identificada uma etiologia alternativa, não reinicie Sinvastatina Pharmakern.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Diabetes Mellitus

Alguma evidência sugere que as estatinas como classe aumentam a glicemia e, em

alguns doentes com risco elevado de desenvolvimento de diabetes, podem originar

níveis de hiperglicemia, cujo tratamento convencional da diabetes seja apropriado. No

entanto, este risco é compensado pela redução do risco vascular verificado com as

estatinas e como tal não deve ser motivo para interrupção do tratamento. Os doentes em

risco (glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L [100,8 e 124,2 mg/dl], IMC > 30

kg/m2, trigliceridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados quer clínica

quer laboratorialmente, de acordo com as normas de orientação terapêutica.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

incluindo sinvastatina, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção

4.8). Os sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do

estado de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com sinvastatina deve

ser interrompida.

População pediátrica

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Foi avaliada a segurança e eficácia da sinvastatina, num estudo clínico controlado, em

doentes entre 10-17 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica,

rapazes adolescentes no estadio Tanner II e superior, assim como em raparigas pelo

menos com um ano pós-menarca. O perfil de acontecimentos adversos foi, em geral,

semelhante entre doentes tratados com sinvastatina e doentes que receberam placebo.

Não foram estudadas doses superiores a 40 mg nesta população. Neste estudo

controlado, limitado, não foi detetado qualquer efeito no crescimento ou maturação

sexual dos rapazes ou raparigas adolescentes, nem qualquer efeito na duração do ciclo

menstrual das raparigas. (Ver secções 4.2, 4.8 e 5.1) As adolescentes do sexo feminino

devem ser aconselhadas sobre os métodos contracetivos apropriados durante a

terapêutica com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.6). Em doentes com idade < 18 anos, a

eficácia e segurança não foi estudada para períodos de tratamento > 48 semanas de

duração e os efeitos a longo prazo na maturação física, intelectual e sexual são

desconhecidos. A sinvastatina não foi estudada em doentes menores de 10 anos de idade

nem em crianças pré-puberdade e raparigas pré-menarca.

Este medicamento contém lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente.

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética com

gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina (ver a

seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.3 e 4.4). Quando sinvastatina e

fenofibrato são administrados concomitantemente, não há evidência de que o risco de

miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada medicamento. Não estão

disponíveis dados adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros

fibratos. Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração

concomitante de sinvastatina e doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina

(ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidas no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as

secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações Medicamentosas Associadas com o Risco Aumentado de

Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4:

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Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Voriconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir)

Boceprevir

Telaprevir

Nefazodona

Cobicistato

Ciclosporina

Danazol

Gemfibrozil

Contraindicados com sinvastatina

Outros fibratos (exceto o fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por dia

Ácido fusídico

Não recomendado com sinvastatina

Niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia)

Não recomendado com sinvastatina, em

doentes de origem asiática

Amiodarona

Amlodipina

Verapamilo

Diltiazem

Não exceder 20 mg de sinvastatina por dia

Lomitapida

Não exceder 40 mg de sinvastatina por dia

em doentes com HFHo

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeitos de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem inibidores do CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina,

inibidores da protease do VIH (p. ex. nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona e

medicamentos contendo cobicistato. A administração concomitante de itraconazol

resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o

metabolito beta-hidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina.

Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex.

nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina,

nefazodona e medicamentos contendo cobicistato, assim como com gemfibrozil,

ciclosporina e danazol (ver secção 4.3). Se o tratamento com inibidores potentes do

CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser interrompida (e considerada a

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utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Deve usar-se de precaução

quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

fluconazol, verapamilo ou diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

Foram notificados casos raros de rabdiomiólise associado à administração concomitante

de sinvastatina e fluconazol (ver secção 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com

ciclosporina (ver secções 4.3 e 4.4). Apesar de o mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da redutase

da HMG-CoA. O aumento na AUC do ácido da sinvastatina deve-se possivelmente, em

parte, à inibição do CYP3A4 e/ou OATP1B1.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com danazol

(ver secções 4.3 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucuronidação e/ou OATP1B1 (ver secções 4.3

e 4.4). É contraindicada a administração concomitante com gemfibrozil.

Ácido fusídico

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. A administração concomitante

desta associação pode originar o aumento das concentrações plasmáticas de ambos os

fármacos. O mecanismo desta interação (se é farmacodinâmico, farmacocinético ou

ambos) ainda é desconhecido. Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo

alguns casos fatais) em doentes medicados com esta associação. Se for necessário o

tratamento com ácido fusídico, o tratamento com sinvastatina deverá ser suspenso

durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico. (Ver secção 4.4.)

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona com sinvastatina (ver secção 4.4). Num ensaio clínico, foi notificada

miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e amiodarona.

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a

tomar concomitantemente amiodarona.

Bloqueadores dos canais de cálcio

- Verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

verapamilo com 40 mg ou 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo de

farmacocinética, a administração concomitante de sinvastatina com verapamilo resultou

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num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido,

em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente verapamilo.

- Diltiazem

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

diltiazem com 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a

administração concomitante de diltiazem com sinvastatina causou um aumento 2,7

vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à inibição do

CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia

em doentes a tomar concomitantemente diltiazem.

- Amlodipina

Os doentes tratados com amlodipina concomitantemente com sinvastatina têm

um risco aumentado de miopatia. Num estudo de farmacocinética, a administração

concomitante de amlodipina com sinvastatina causou um aumento 1,6 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amlodipina.

Lomitapida

O risco de miopatia e rabdomiólise pode ser aumentado pela administração

concomitante de lomitapida com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.4). Assim, em doentes

com HFHo, a dose de sinvastatina não pode exceder 40 mg por dia em doentes a receber

terapêutica concomitante com lomitapida.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com altas doses de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia (ver secção 4.4).

Inibidores da proteína transportadora OATP1B1

O ácido da sinvastatina é um substrato da proteína transportadora OATP1B1. A

administração concomitante de medicamentos que são inibidores da proteína

transportadora OATP1B1 pode levar a concentrações plasmáticas aumentadas do ácido

da sinvastatina e a um risco aumentado de miopatia (ver secções 4.3 e 4.4).

Niacina (ácido nicotínico)

Casos raros de miopatia/rabdiomiólise têm sido associados à administração

concomitante de sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina

(ácido nicotínico). Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de uma

dose única de 2 g de ácido nicotínico de libertação prolongada com 20 mg de

sinvastatina resultou num aumento moderado da AUC da sinvastatina e do ácido da

sinvastatina assim como na Cmax das concentrações plasmáticas do ácido da

sinvastatina.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

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sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

Colquicina

Existem notificações de miopatia e rabdiomiólise com a administração concomitante de

colquicina e sinvastatina, em doentes com compromisso renal. É recomendada a

monitorização clínica diligente dos doentes que tomem esta associação.

Rifampicina

Sendo a rifampicina um potente indutor do CYP3A4, os doentes a fazer terapêutica

prolongada com rifampicina (p. ex: tratamento da tuberculose) podem apresentar perda

de eficácia da sinvastatina. Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, a

área sob a curva da concentração plasmática (AUC) para o ácido da sinvastatina

diminuiu em cerca de 93% com a administração concomitante de rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciram ligeiramente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Quociente

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes.

Foram notificados casos muito raros de aumento do INR. Nos doentes a tomar

anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de

iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento,

para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim

que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a

intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes

cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina,

dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi

associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que não

tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Pharmakern está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3)

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidas

notificações raras de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da

redutase da HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações,

seguidas prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a Sinvastatina

Pharmakern ou a outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase

APROVADO EM

08-06-2018

INFARMED

da HMG-CoA, a incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na

população em geral. Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para

excluir um aumento igual ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à

incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar Sinvastatina Pharmakern ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na

população em geral, o tratamento materno com Sinvastatina Pharmakern pode reduzir

os níveis fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A

aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos

hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo

prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina

Pharmakern não deve ser usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com

suspeita de estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina Pharmakern deve ser

suspenso durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está

grávida (ver secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, são excretados no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina

Pharmakern não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

Fertilidade

Não há dados clínicos disponíveis sobre os efeitos de sinvastatina na fertilidade

humana. Sinvastatina não teve efeitos sobre a fertilidade de ratos fêmea e macho (ver

secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Pharmakern sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na

experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram notificados durante

os estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com,

20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, apenas foram registados

acontecimentos adversos graves assim como mialgia, aumentos das transaminases

séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo

mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou

semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com

razoável nexo de causalidade notificados espontaneamente, estes acontecimentos

adversos são classificados como “raros”.

APROVADO EM

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INFARMED

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n = 10.269) ou com placebo (n=10.267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos indesejáveis foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40

mg de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi < 0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21% (n= 21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo:

Muito frequentes (

1/10)

Frequentes (

1/100, < 1/10)

Pouco frequentes (

1/1.000, < 1/100)

Raros (

1/10.000, < 1/1.000)

Muito raros (< 1/10.000)

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do sistema imunitário:

Muito raros: anafilaxia

Perturbações do foro psiquiátrico:

Muito raros: insónia

Desconhecido: depressão

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica.

Muito raros: compromisso da memória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Desconhecido: doença pulmonar intersticial (ver secção 4.4)

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia.

Muito raros: insuficiência hepática fatal e não fatal

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopecia.

Afeções musculosqueléticas, dos tecidos conjuntivos e dos ossos:

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Raros: miopatia* (incluindo miosite), rabdomiólise com ou sem insuficiência renal

aguda (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares.

*Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com

sinvastatina 80 mg/dia quando comparado com doentes tratados com 20 mg/dia (1,0%

vs 0,02%, respetivamente). (ver secções 4.4 e 4.5)

Desconhecido: tendinopatia, por vezes complicada por rutura; miopatia necrosante

imunomediada (MNIM)**.

** Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada

(MNIM), uma miopatia autoimune, associados à utilização de estatinas. A MNIM

caracteriza-se por: fraqueza dos músculos proximais e elevação da creatina cinase

sérica, que persiste, apesar da interrupção da terapêutica com estatina; biópsia muscular

demonstrativa de miopatia necrosante sem inflamação significativa; melhoria com

fármacos imunossupressores (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Desconhecido: disfunção eréctil

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndrome do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal- estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4)

Foram notificados aumentos nos valores de HbA1c e na glicemia em jejum com

estatinas, incluindo sinvastatina.

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência cognitiva (p.

ex., perda de memória, esquecimento, amnésia, comprometimento da memória,

confusão) associados à utilização de estatinas. Estes efeitos cognitivos foram

notificados em todas as estatinas, incluindo a sinvastatina. As notificações são

geralmente não graves e reversíveis após a interrupção da estatina, com tempos

variáveis de aparecimento de sintomas (de 1 dia a anos) e resolução dos sintomas

(média de 3 semanas).

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos adicionais com algumas

estatinas:

- Distúrbios do sono, incluindo pesadelos

- Disfunção sexual

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- Diabetes mellitus: a frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de

risco (glicemia em jejum

5,6 mmol/L [100,8 mg/dl],, IMC > 30 kg/m2, trigliceridos

aumentados, histórico de hipertensão).

População pediátrica

Num estudo de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes entre os 10-17 anos de

idade (rapazes no estadio Tanner II ou superior e raparigas pelo menos com um ano

pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n = 175), o perfil de

segurança e tolerabilidade do grupo tratado com sinvastatina foi em geral semelhante ao

do grupo que recebeu placebo. Os efeitos a longo prazo na maturação física, intelectual

e sexual são desconhecidos. Não existem dados disponíveis suficientes após um ano de

tratamento. (Ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 – Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos. Inibidor

da redutase da HMG-CoA, código ATC: C10AA01

Mecanismo de ação

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi3-

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metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um

passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

Sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolisadas

predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de

redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da concentração do

colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL, conduzindo a uma

diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A apolipoproteína B

também diminui substancialmente durante o tratamento com sinvastatina. Além disso a

sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG plasmáticos. Como

resultado destas alterações, os rácios de C-total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão

reduzidos.

Eficácia e segurança clínicas

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença cardíaca coronária, outra doença arterial oclusiva ou

diabetes mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina e 10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos.

No início do estudo, 6.793 doentes (33%) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a

116 mg/dl; 5.063 doentes (25%) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e

8.680 doentes (42%) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9%] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7%] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18% das mortes por doença coronária

(587 [5,7%] versus 707 [6,9%]; p= 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2%). A

redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente significativa. A

sinvastatina reduziu também em cerca de 27% (p < 0,0001) o risco de acontecimentos

coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por enfarte do

miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). Sinvastatina reduziu em cerca de

30% (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização coronária

(incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária transluminosa

percutânea) e em 16% (p = 0,006) os procedimentos de revascularização periféricos e

outros não coronários sinvastatina reduziu em cerca de 25% (p < 0,0001), o risco de

AVC, atribuível a uma redução de 30% do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso,

no subgrupo de doentes com diabetes, sinvastatina reduziu em cerca de 21% (p =

0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo

procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos

membros inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de

acontecimentos, foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os

que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial

periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no

estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis

iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

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INFARMED

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5 - 8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20 – 40 mg/dia de sinvastatina (n = 2.221)

ou com placebo (n= 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos, reduziu o risco de

morte em 30% (redução do risco absoluto de 3,3%). O risco de morte por doença

coronária foi reduzido em 42% (redução do risco absoluto de 3,5%). Sinvastatina

reduziu também em 34% o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major

(morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital).

Além disso, sinvastatina reduziu significativamente o risco de acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28%. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve diferença

estatisticamente significativa entre os grupos.

O Study of the Effectiveness of Additional Reductions in Cholesterol and

Homocysteine (SEARCH) avaliou o efeito do tratamento com sinvastatina 80 mg versus

20 mg (acompanhamento mediano de 6,7 anos) relativamente aos Eventos Vasculares

Major (EVM; definidos como Doença Coronária fatal, Enfarte do Miocárdio não-fatal,

procedimento de revascularização coronário, acidente vascular cerebral fatal ou não

fatal ou procedimento de revascularização periférico) em 12.064 doentes com

antecedentes de enfarte de miocárdio. Não houve diferença significativa na incidência

de eventos vasculares major entre os dois grupos; sinvastatina 20 mg (n=1553; 25,7%)

vs. sinvastatina 80 mg (n=1477; 24,5%); RR 0,94; IC 95%: 0,88 a 1,01. A diferença

absoluta no C-LDL entre os dois grupos durante o decurso do estudo foi de 0,35 ±0,01

mmol/l.

Os perfis de segurança foram idênticos entre os dois grupos de tratamento exceto a

incidência de miopatia que foi de cerca de 1,0% para os doentes a tomar sinvastatina 80

mg em comparação com 0,02% nos doentes a tomar sinvastatina 20 mg.

Aproximadamente metade destes casos de miopatia ocorreu durante o primeiro ano do

tratamento. A incidência da miopatia durante cada ano de tratamento subsequente foi de

aproximadamente 0,1%.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg de

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC

foram respetivamente, de 30, 38, 41 e 47%. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33% (placebo: 2%) e os aumentos médios

do C-HDL foram respetivamente, de 13 e 16% (placebo: 3%).

População pediátrica

Num estudo controlado com placebo, em dupla ocultação, 175 doentes (99 rapazes em

estadio Tanner II e superior e 76 raparigas com pelo menos um ano pós-menarca), dos

10 aos 17 anos de idade (idade média 14,1 anos) com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica (HFHe), foram distribuídos aleatoriamente para braços de tratamento

com sinvastatina ou placebo durante 24 semanas (estudo basal). A inclusão no estudo

APROVADO EM

08-06-2018

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teve como critérios um valor inicial de C-LDL entre 160 e 400 mg/dl e pelo menos um

familiar com o nível de C-LDL > 189 mg/dl. A posologia de sinvastatina (uma vez por

dia à noite) foi de 10 mg durante as primeiras 8 semanas, 20 mg nas 8 semanas

seguintes e 40 mg a partir daí. Numa extensão do estudo de 24 semanas, 144 doentes

foram selecionados a continuar a terapêutica e receberem sinvastatina 40 mg ou

placebo.

Sinvastatina reduziu significativamente os níveis plasmáticos de C-LDL, TG e Apo B.

Os resultados obtidos na extensão às 48 semanas foram comparáveis aos observados no

estudo basal. Após 24 semanas de tratamento, o valor médio atingido de C-LDL foi de

124,9 mg/dl (intervalo: 64,0-289,0 mg/dl) no grupo de sinvastatina > 40 mg comparado

com 207,8 mg/dl (intervalo; 128,0-334,0 mg/dl) no grupo placebo.

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com doses crescentes desde 10, 20

até 40 mg diários em intervalos de 8 semanas), sinvastatina diminuiu a média de C-LDL

em 36,8% (placebo: 1,1 % de aumento sobre o valor inicial), Apo B em 32,4 %

(placebo: 0,5 %) e os níveis médios de TG em 7,9 % (placebo: 3,2 %) e aumentou os

níveis médios de C-HDL em 8,3 % (placebo: 3,6 %). Não são conhecidos os benefícios

a longo prazo de sinvastatina em eventos cardiovasculares em crianças com HFHe.

A segurança e eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em

crianças com hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo da

terapêutica com sinvastatina desde a infância para a redução da morbilidade e

mortalidade na idade adulta não foi estabelecida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito

baixa.

As propriedades farmacocinéticas foram avaliadas em adultos. Não estão disponíveis

dados farmacocinéticos em crianças e adolescentes.

Absorção

No ser humano, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático.

O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do beta-

hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5% da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1 – 2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95%.

Eliminação

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A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao ser humano, 13% da radioatividade foi excretada na urina e

60% nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento

não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua

semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3% da

dose IV, como inibidores.

O ácido da sinvastatina é absorvido ativamente para os hepatócitos pelo transportador

OATP1B1.

Populações Especiais

Polimorfismo SLOC1B1

Os portadores do gene SLCO1B1 alelo c.521T>C têm uma menor atividade de

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, o ácido da

sinsvastatina, é 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em

portadores homozigóticos (CC), em relação aos doentes que têm o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população Europeia. Em

doentes com o polimorfismo SLCOB1 existe um risco de exposição aumentada do

ácido da sinvastatina, o que poderá originar um risco aumentado de rabdomiólise (ver

secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Lactose mono-hidratada,

Celulose microcristalina,

Amido pré-gelificado,

Butil-hidroxianisol (E320),

Ácido ascórbico,

Ácido cítrico,

Sílica coloidal anidra,

Talco,

Estearato de magnésio.

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Revestimento:

Hipromelose,

Talco,

Óxido de ferro vermelho (E172),

Óxido de ferro amarelo (E172),

Citrato de trietilo,

Dióxido de titânio (E171),

Povidona K-30.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Sinvastatina Pharmakern 10 mg - Embalagens de 20, 30, 60 comprimidos blister de

PVC-PVDC/Alumínio

Sinvastatina Pharmakern 20 mg - Embalagens de 20, 30, 60 comprimidos blister de

PVC-PVDC/Alumínio

Sinvastatina Pharmakern 40 mg - Embalagens de 30 comprimidos blister de PVC-

PVDC/Alumínio

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais para eliminação.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PharmaKERN Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda.

Av. do Forte, n.º 3, Edif. Suécia I, Piso 0, salas 1.04 e 1.29

2794-038 Carnaxide

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

08-06-2018

INFARMED

Nº de registo: 4961686 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4961785 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4961884 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 5843180 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4961983 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4962080 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

Nº de registo: 4962189 - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

PVC-PVDC/Alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA INTRODUÇÃO NO

MERCADO

Data da primeira autorização: 29 de janeiro de 2004

Data da última renovação: 03 de agosto de 2009

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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