Sinvastatina Inventis 80 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Inventis Farmacêutica e Biotecnologia, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
80 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 80 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
5789185 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10041060 - ; 5789284 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10041060 - ; 5789383 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10041060 -
Status de autorização:
Revogado (06 de Março de 2008)
Número de autorização:
05/H/0014/001
Data de autorização:
2006-04-24

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Sinvastatina APS 80 mg Comprimidos

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

- Caso ainda tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Sinvastatina APS e para que é utilizada.

2. Antes de tomar Sinvastatina APS.

3. Como tomar Sinvastatina APS.

4. Efeitos secundários possíveis.

5. Como conservar Sinvastatina APS.

6.Outras informações

1. O QUE É Sinvastatina APS E PARA QUE É UTILIZADA

A sinvastatina pertence ao grupo das estatinas. Esta molécula actua inibindo a HMG

Coa redutase, enzima responsável pela conversão de ácido mevelânico em colesterol,

aumentando os receptores e reduzindo a síntese endógena de colesterol. É possível obter

redução de até 60% dos níveis de LDL, mau colesterol, através deste processo. A

sinvastatina aumenta o colesterol-HDL, bom colesterol, importante na prevenção

cardiovascular.

Classificação farmacoterapêutica

3.7. Antidislipidémicos.

Indicações terapêuticas

A Sinvastatina APS está indicada nas seguintes situações:

- Tratamento hipercolesterolemia (aumento do colesterol no sangue);

- Prevenção cardiovascular.

2. ANTES DE TOMAR

Sinvastatina APS

Não tome Sinvastatina APS

- Se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento;

- Se sofre de doença hepática activa ou elevações persistentes e sem explicação das

transaminases;

- Se está grávida ou a amamentar;

- Se toma inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol, cetoconazol, eritromicina

claritromicina, inibidores da protease do VIH, etc.).

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Tome especial cuidado com Sinvastatina APS

- Se sofre miopatia (alteração, em especial degenerativa, do sistema muscular) ou

rabdomiólise (ruptura das células musculares), ou se tem factores predisponentes para

estas situações;

- Se sofre de insuficiência renal;

- Se sofre de hipotiroidismo (conjunto de perturbações devidas à insuficiência da

secreção hormonal da glândula tiroideia) não controlado;

- Se tem antecedentes, pessoais ou familiares, de alterações musculares hereditárias;

- Se tem antecedentes de toxicidade muscular devido ao uso de estatinas ou fibratos;

- Se tem hábitos de alcoolismo;

- Se for submetido a uma cirurgia;

- Se é idoso.

Tomar Sinvastatina APS com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.

Administração simultânea com fármacos hipolipemiantes (medicamentos que diminuem

a concentração dos lípidos no sangue; ex. fibratos, niacina):

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado durante a administração simultânea

destes fármacos com a sinvastatina. A dose de sinvastatina não deve exceder os 10

mg/dia.

Administração simultânea com fármacos sequestrantes de ácidos biliares:

A administração de sinvastatina deve ocorrer duas horas antes ou quatro horas após a

administração do fármaco sequestrante de ácidos biliares.

Administração simultânea com fármacos inibidores potentes do CYP 3A4 (ex.

itraconazol, cetoconazol, claritromicina, eritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH e nefazodona):

Durante a administração simultânea deste tipo de fármacos com sinvastatina, existe um

risco aumentado de miopatia e rabdimiólise. Esta coadministração está contra-indicada.

Administração simultânea com ciclosporina (fármaco imunossupressor):

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado. A dose de sinvastatina não deve

exceder os 10 mg/dia.

Administração simultânea com danazol:

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado.

Administração simultânea com genfibrozil (medicamento usado no tratamento das

dislipidémias):

Esta coadministração potencia o efeito da sinvastatina. A dose de sinvastatina não deve

exceder os 10 mg/dia.

Administração simultânea com fibratos (medicamento usado no tratamento das

dislipidémias):

A dose de sinvastatina não deve exceder os 10 mg/dia.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Administração simultânea com amiodarona (medicamento usado no tratamento do

batimento irregular do coração):

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado. A dose de sinvastatina não deve

exceder os 20 mg/dia.

Administração simultânea com verapamil (medicamento usado no tratamento da

hipertensão, angina de peito ou outras doenças do coração):

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado. A dose de sinvastatina não deve

exceder os 20 mg/dia.

Administração simultânea com diltiazem (medicamento usado no tratamento da

hipertensão, angina de peito ou outras doenças do coração):

O risco de miopatia/rabdomiólise pode estar aumentado. A dose de sinvastatina não

deve exceder 40 mg/dia.

Administração simultânea com anticoagulantes (medicamentos usados para prevenir os

coágulos no sangue):

A sinvastatina pode potenciar ligeiramente o efeito de alguns anticoagulantes. O tempo

de protrombina encontra-se ligeiramente aumentado quando a sinvastatina é

administrada concomitantemente com esta classe de fármacos.

Deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com sinvastatina.

Gravidez e Aleitamento

Se está grávida ou tenciona engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de

tomar qualquer medicamento.

Não tome este medicamento se estiver grávida. Se engravidar durante o tratamento,

interrompa a toma deste medicamento e contacte o seu médico.

Não tome Sinvastatina APS se estiver a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sinvastatina não interfere com actividades que requeiram atenção como condução de

veículos e utilização de máquinas. No entanto, foram relatados casos raros de tonturas

que devem ser tidos em consideração.

Informações importantes sobre alguns componentes de Sinvastatina APS

Este medicamento contém lactose. Se o seu médico o informou que possui intolerância

a alguns açúcares, contacte com o seu médico antes de tomar este medicamento.

3. COMO TOMAR Sinvastatina APS

Tome sempre Sinvastatina APS de acordo com as indicações do seu médico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

A Sinvastatina APS foi-lhe prescrita apenas para a sua situação actual.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que a Sinvastatina APS

é demasiado forte ou demasiado fraca.

Modo de administração e Posologia

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia, administrados por via oral, numa dose única à

noite. A terapia com Sinvastatina APS deve ser acompanhada de dieta e exercício físico.

Os ajustes posológicos, quando necessários, devem ser realizados em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até uma máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite.

Hipercolesterolemia:

A dose inicial recomendada é de 10-20 mg/dia de sinvastatina. Alguns doentes podem

necessitar de uma dose inicial de 20-40 mg/dia de sinvastatina.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica:

A dose diária recomendada é de 40 mg de sinvastatina ou de 80 mg dividida em três

tomas (duas tomas diurnas de 20 mg e uma toma de 40 mg à noite).

Prevenção cardiovascular:

Recomenda-se uma dose diária de 20 a 40 mg de sinvastatina.

Doentes com insuficiência renal:

Nos doentes com insuficiência renal grave, as posologias acima de 10 mg/dia de

sinvastatina deverão ser cuidadosamente controladas.

Duração do tratamento

O seu médico indicar-lhe-á a duração do seu tratamento com Sinvastatina APS. Não

suspenda o tratamento antes, uma vez que o tratamento poderá não ser eficaz.

Se tomar mais Sinvastatina APS do que deveria

Se tomar acidentalmente demasiado Sinvastatina APS, ou se outra pessoa ou criança

tomar o seu medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Devem ser tomadas medidas genéricas sintomáticas e de suporte.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina APS

Tente tomar diariamente o medicamento conforme indicado pelo seu médico. No

entanto, se se esqueceu de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que se lembrar.

Contudo, se faltar pouco tempo para a próxima toma, não tome a dose esquecida. Não

tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como os demais medicamentos, a Sinvastatina APS pode ter efeitos secundários.

De um modo geral, a Sinvastatina APS é bem tolerada. Os efeitos secundários

reportados e classificados de raros incluem: anemia, cefaleias, parestesias (sensação

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

anormal de picadas, formigueiro, impressão de pele emperganhada), tonturas,

neuropatia periférica (alteração do sistema nervoso periférico), obstipação, dor

abdominal, flatulência (gases), dispepsia (perturbação da digestão, digestão difícil e

dolorosa), diarreia, náuseas, vómitos, pancreatite (inflamação do pâncreas), hepatite,

icterícia, exantema (manifestações cutâneas), prurido (sensação da comichão cutânea),

alopécia (queda temporária, parcial ou geral, dos pêlos ou dos cabelos), miopatia

(alteração, especialmente degenerativa, do sistema muscular, com diversas

localizações), rabdomiólise (ruptura das células musculares), mialgia (dor muscular),

cãibras musculares, astenia (enfraquecimento do estado geral) e reacções de

hipersensibilidade como angioedema (forma de urticária que aparece nas partes mais

profundas da pele), síndrome do tipo lúpus, vasculite (inflamação dos vasos

sanguíneos), fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia (dificuldade em respirar

acompanhada por uma sensação de opressão e de mal-estar), mal-estar.

Verificou-se também raramente algumas alterações a nível dos exames

complementares: aumento das transaminases séricas, aumento da fosfatase alcalina,

aumento dos níveis sérico de CK.

5. COMO CONSERVAR Sinvastatina APS

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar acima de 25ºC.

Medicamento sujeito a receita médica.

Não utilize Sinvastatina APS após expirar o prazo de validade indicado na embalagem.

O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Sinvastatina APS

A substância activa deste medicamento é a sinvastatina. Cada comprimido de

Sinvastatina APS contém 80 mg de sinvastatina.

Os excipientes do núcleo são lactose mono-hidratada, amido de milho pré-gelatinizado,

celulose microcristalina, butilhidroxianisol (E320), estearato de magnésio, ácido

ascórbico, ácido cítrico mono-hidratado; os excipientes do revestimento são:

hipromelose, dióxido de titânio (E171), propilenoglicol, hidroxipropilcelulose, óxido de

ferro vermelho (E172) e talco.

Qual o aspecto de Sinvastatina APS e conteúdo a embalagem

A Sinvastatina APS apresenta-se em embalagens contendo 20, 30 ou 60 comprimidos.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

INVENTIS Farmacêutica e Biotecnologia, Lda.

Office Park da Beloura, Edifício 4

2710-444 Sintra

Este folheto foi aprovado pela última vez em

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Sinvastatina APS 80 mg Comprimidos.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 80 mg de sinvastatina.

Lista completa dos excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Hipercolesterolémia

Tratamento da hipercolesterolémia primária ou da dislipidémia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolémia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e outros

tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correcção de outros factores de risco

e de outras terapêuticas cardioprotectoras (ver secção 5.1 “Propriedades

farmacodinâmicas”).

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite.

Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não inferiores a 4

semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à noite. A dose de 80

mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia grave e em risco elevado de

complicações cardiovasculares.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e deverá

continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina APS. A dose inicial

habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que necessitem

de uma grande redução do C-LDL (mais de 45 %) podem iniciar a terapêutica com 20-40

mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem

ser efectuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é de 40

mg/dia de Sinvastatina APS tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina APS deve ser

usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-aferese) neste

grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina APS é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com ou

sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo com a

dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efectuados da

forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina APS é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos ácidos

biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a administração de um

sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, genfibrozil, outros fibratos (excepto o fenofibrato) ou

doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina concomitantemente com Sinvastatina APS, a

dose de Sinvastatina APS não deve exceder 10 mg/dia. Em doentes a tomar amiodarona ou

verapamil concomitantemente com Sinvastatina APS, a dose de Sinvastatina APS não

deverá exceder 20 mg/dia (ver secções 4.4 “Advertências e Precauções especiais de

utilização” e 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”).

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30

ml/min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e, se

necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Uso nas crianças e nos adolescentes

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

A eficácia e segurança da utilização em crianças não foram estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina APS não é recomendado para uso pediátrico.

4.3 Contra-indicações

- Hipersensibilidade à sinvastatina ou a qualquer dos excipientes;

- Doença hepática activa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas;

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6 “Gravidez e aleitamento”);

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona) (ver secção 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza musculares,

elevações de creatinaquinase (CK) mais de dez vezes superiores ao limite superior da

normalidade (LSN).

Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda

secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente casos de morte. O risco de

miopatia é aumentado pelos elevados níveis de actividade inibidora da redutase da HMG-

CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos que

interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03 % com 20 mg, 0,08 % com 40 mg e

de 0,4 % com 80 mg.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que isto

torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina esteja

a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a relatar de

imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com factores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início da

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas seguintes

situações:

- Idosos (idade > 70 anos);

- Disfunção renal;

- Hipotiroidismo não controlado;

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias;

- História previa de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos;

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução. Se os

níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o tratamento não

deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina, os

níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados (>

5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser interrompido.

Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário, ainda que os níveis

de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do tratamento. Se houver

suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada a

reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais baixa

desde que seja efectuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns dias

antes de grande cirurgia electiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interacções medicamentosas (ver

também secção 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH,

nefazodona), assim como com genfibrozil e ciclosporina (ver secção 4.2 “Posologia e modo

de administração”).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (= 1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

“Posologia e modo de administração” e 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas

de interacção”). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado

com sinvastatina 80 mg.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH,

eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contra-indicada (ver secções

4.3 “Contra-indicações “ e 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas de

interacção”). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou

telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida durante

o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a sinvastatina com

alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver

secções 4.2 “Posologia e modo de administração” e 4.5 “Interacções medicamentosas e

outras formas de interacção”). Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja

e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, genfibrozil ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de

niacina. A utilização de sinvastatina em associação com genfibrozil deve ser evitada,

excepto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados desta

associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina por dia a

outros fibratos (excepto o fenofibrato), niacina ou ciclosporina devem ser cuidadosamente

ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver secções 4.2 “Posologia

e modo de administração” e 4.5 “Interacções medicamentosas e outras formas de

interacção”).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg por

dia com amiodarona ou verapamil, excepto se for provável que o benefício clínico supere o

risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 “Posologia e modo de administração” e 4.5

“Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”).

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda–se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após a

titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro ano

de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos dos

níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser repetidos de

imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das transaminases séricas

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem para mais de 3 x LSN e

forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina.

Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi

necessária a interrupção do tratamento.

Este medicamento contém lactose. Doentes com raros problemas hereditários de

intolerância à galactose, deficiência da Lapp lactase ou má absorção da glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Interacções farmacodinâmicas

Interacções com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (= 1 g/dia). Além disso, existe uma

interacção farmacocinética com genfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interacções farmacocinéticas e secções 4.2

“Posologia de modo de administração” e 4.4 “Advertências e precauções especiais de

utilização”). Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não

há evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

Interacções farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interacções que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do citocromo

P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do aumento da

concentração de actividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA durante a

terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol, cetoconazol,

eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e nefazodona. A

administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido activo). A telitromicina

causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contra-indicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil,

diltiazem (ver secções 4.2 “Posologia e modo de administração” e 4.4 “Advertências e

precauções especiais de utilização”).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

“Posologia e modo de administração” e 4.4 “Advertências e precauções especiais de

utilização”).

Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a

tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da redutase da

HMG-CoA. O aumento da AUC do ácido da sinvastatina, possivelmente devido, em parte,

à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

danazol com doses mais elevadas de sinvastatina.

Genfibrozil

O genfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente devido

à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 “Posologia e modo de

administração” e 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização”).

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4

“Advertências e precauções especiais de utilização”). Num ensaio clínico em curso, foi

relatada miopatia em 6 % dos doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1 % em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e verapamil.

Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com verapamil resultou

num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido, em

parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder

20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amiodarona ou verapamil, excepto

se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de 1 %

em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em doentes a

tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de diltiazem (ver

secção 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização”).

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante de diltiazem causou um

aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à inibição

do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente diltiazem, excepto se for provável que o benefício

clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de sumo

de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de 1,9 vezes.

Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento com

sinvastatina.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito dos

anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Razão Normalizada

Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo efectuado em

voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efectuado nos doentes. Foram relatados casos muito

raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de

protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência

necessária durante a fase inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração

significativa no tempo de protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina

estável, este poderá ser monitorizado a intervalos geralmente recomendados para doentes

que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o

tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com

sinvastatina não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em

doentes que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que

a sinvastatina afecte as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas pelo

citocromo P450 3A4.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina APS é contra-indicada (ver secção 4.3 “Contra-indicações”) durante a

gravidez.

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efectuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos raros

de anomalias congénitas após exposição intra-uterina a inibidores da redutase da HMG-

CoA.

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas prospectivamente,

expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a incidência de anomalias

congénitas foi comparável à observada na população em geral. Este número de gestações

foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual ou superior a 2,5 vezes de

anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado com

um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral, o

tratamento materno com sinvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, que é um

precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e uma

suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito

pouco impacto no risco a longo prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas

razões, a Sinvastatina APS não deve ser usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou

com suspeita de estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina APS deve ser suspenso

durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver

secção 4.3 “Contra-indicações”).

Aleitamento

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite humano.

Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido ao potencial

de reacções adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina APS não deverão

amamentar os seus filhos (ver secção 4.3 “Contra-indicações”).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina APS sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são

nulos ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve ser

tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação

das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respectivamente com, 20.536 e

4.444 doentes (ver secção 5.1 “Propriedades farmacodinâmicas). Para o HPS, os únicos

acontecimentos adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases

séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo

mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes

às do placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como "raros".

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

No estudo HPS (ver secção 5.1 “Propriedades farmacodinâmicas”), que envolveu 20.536

tratados com 40 mg/dia de sinvastatina (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis

de segurança foram comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e

doentes tratados com placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As

percentagens de interrupção devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos

doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos doentes que

receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina. O aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por repetição do

teste) ocorreu em 0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em

comparação com 0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (> 1/10), Frequentes (> 1/100, < 1/10), Pouco frequentes (> 1/1000, < 1/100),

Raros (> 1/10.000, < 1/1000), Muito raros (< 1/10.000) incluindo comunicações isoladas.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite

Afecções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas:

Raros: exantema, prurido, alopécia

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos e dos ossos:

Raros: miopatia, rabdomiólise (ver secção 4.4 “Advertências e precauções especiais de

utilização”), mialgia, cãibras musculares

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu algumas

das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia reumática,

dermatomiosite, vasculite, trombocitopénia, eosinofilia, velocidade de sedimentação

aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor, dispneia e mal-

estar.

Exames complementares de diagnóstico:

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização: Efeitos hepáticos”), aumento

da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK (ver secção 4.4 “Advertências e

precauções especiais de utilização”).

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi de

3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico em

caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adoptar medidas genéricas sintomáticas e

de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7. Antidislipidémicos

Código ATC: C10AA01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inactiva, é hidrolisada no fígado na

forma de beta–hidroxiácido activo correspondente, que tem uma actividade significativa na

inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3–hidroxi–3–metilglutaril–CoA). Esta

enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e limitante da

velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolisadas

predominantemente pelo receptor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de redução

das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da concentração do colesterol das

VLDL (VLDL-C) e a indução do receptor das LDL, conduzindo a uma diminuição da

produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A apolipoproteína B também diminui

substancialmente durante o tratamento com sinvastatina. Além disso, a sinvastatina

aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG plasmáticos. Como resultado destas

alterações, os rácios de C- total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem hiperlipidemia e

com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes mellitus. Neste estudo,

10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e 10.267 doentes receberam

placebo durante um período médio de 5 anos. No início do estudo, 6.793 doentes (33 %)

apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl; 5.063 doentes (25 %) apresentavam

valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680 doentes (42 %) apresentavam valores

superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença coronária

(587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2 %). A

redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente significativa. A

sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de acontecimentos

coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por enfarte do

miocárdio não fatal ou morte por doença coronária).

A sinvastatina reduziu em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de

revascularização coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia

coronária transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de

revascularização periféricos e outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25

% (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico (p <

0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu em cerca

de 21 % (p = 0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações macrovasculares,

incluindo procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia),

amputações dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa

de acontecimentos, foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os

que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial

periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no

estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis

iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na mortalidade

total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença coronária e com um

colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste estudo multicêntrico, de

distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por placebo, os doentes com angina

ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados com dieta, com o tratamento habitual e

com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n = 2.221) ou com placebo (n = 2.223) durante um

tempo médio de 5,4 anos, reduziu o risco de morte em 30 % (redução do risco absoluto de

3,3 %). O risco de morte por doença coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco

absoluto de 3,5 %). A sinvastatina reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de

acontecimentos coronários major (morte por doença coronária com EM silencioso e não

fatal confirmado em hospital). Além disso, a sinvastatina reduziu significativamente o risco

de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e

acidente isquémico transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não

houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg de sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram,

respectivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respectivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos médios do

C-HDL foram, respectivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

A sinvastatina é uma lactona inactiva que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta–hidroxi–ácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG–CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extracção de primeira

passagem hepática. A extracção no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático. O fígado é

o principal local de acção da forma activa. A disponibilização do beta-hidroxiácido para a

circulação sistémica após a administração de uma dose oral de sinvastatina foi inferior a 5

% da dose. A concentração plasmática máxima dos inibidores activos é atingida

aproximadamente 1-2 horas após a administração da sinvastatina. A ingestão concomitante

de alimentos não afecta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito activo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 “Contra-indicações” e 4.5

“Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”). Os principais metabolitos da

sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e quatro metabolitos

activos adicionais. Após a administração oral de uma dose de sinvastatina radioactiva ao

Homem, 13 % da radioactividade foi excretada na urina e 60 % nas fezes, no período de 96

horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os equivalentes de medicamento

absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento não absorvido. Após uma

injecção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua semi-vida média foi de 1,9

horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3 % da dose IV, como inibidores.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros riscos

para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou no

desenvolvimento neonatal.

6 INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

APROVADO EM

06-12-2007

INFARMED

Núcleo: Lactose mono-hidratada, amido de milho pré-gelatinizado, celulose

microcristalina, butilhidroxianisol (E320), estearato de magnésio, ácido ascórbico, ácido

cítrico mono-hidratado.

Revestimento: hipromelose, dióxido de titânio (E171), propilenoglicol,

hidroxipropilcelulose, óxido de ferro vermelho (E172) e talco.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25 °C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC/PVDC/alu. Embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

INVENTIS Farmacêutica e Biotecnologia, Lda.

Office Park da Beloura, Edifício 4

2710-444 Sintra

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina APS 80 mg Comprimidos - embalagem de 20 comprimidos - *******

Sinvastatina APS 80 mg Comprimidos - embalagem de 30 comprimidos - *******

Sinvastatina APS 80 mg Comprimidos - embalagem de 60 comprimidos - *******

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10.DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação