Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Laboratorios Hubber, S.L.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 20 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
3967080 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - ; 5685581 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - ; 3967189 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 -
Status de autorização:
Caducado (05 de Junho de 2007)
Número de autorização:
02/H/0036/002
Data de autorização:
2002-06-05

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

Leia todo este Folheto Informativo com atenção antes de começar a tomar o

medicamento.

Conserve este Folheto Informativo. Pode ser necessário voltar a lê-lo.

Se tiver alguma dúvida, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi-lhe receitado a si e não deve dá-lo a outras pessoas;

pode prejudicá-las, mesmo que os sintomas sejam os mesmos que os seus.

Neste Folheto Informativo

1.

O que é Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por película e

para que se utiliza

2.

Antes de tomar Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por

película

3.

Como tomar Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por

película

4.

Efeitos Secundários Possíveis

5.

Conservação de Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por

película

Denominação do medicamento

Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película de Sinvastatina Hubber 20 mg contém 20 mg

de Sinvastatina.

Os excipientes são: Hidroxianisol butilado (E 320), ácido ascórbico, ácido cítrico,

celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, lactose, crospovidona, estearato de

magnésio, metilhidroxipropilcelulose, dióxido de titânio (E171), triacetina.

Nome e morada do Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratorios Hubber, S.L.

C/ Casanova, 27-31; 08757-Corbera de Llobregat (Barcelona)

Espanha

1. O QUE É Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por película e

PARA QUE SE UTILIZA

Sinvastatina Hubber 20 mg diminui o nível sanguíneo de colesterol e substâncias

gordas chamadas triglicéridos. É um membro da classe de fármacos denominados

inibidores da hidroximetilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase.

Apresenta-se em embalagens com 20 ou 60 comprimidos revestidos.

Sinvastatina Hubber 20 mg está indicada no tratamento da hipercolesterolemia primária

ou da dislipidemia mista, como adjuvante da dieta, sempre que a resposta à dieta e a

outros

tratamentos

não

farmacológicos

(ex.

exercício

físico,

perda

peso)

inadequada.

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06-12-2005

INFARMED

Está também indicada no tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica,

como adjuvante da dieta e outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se

tais tratamentos não forem apropriados.

Na prevenção cardiovascular, Sinvastatina Hubber 20 mg é utilizada para redução da

mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença cardiovascular

aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de colesterol

normais ou aumentados, como adjuvante da correcção de outros factores de risco e de

outras terapêuticas cardioprotectoras.

2. ANTES DE USAR Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por

película

Não use Sinvastatina Hubber 20 mg se:

Tem hipersensibilidade à Sinvastatina ou a qualquer dos excipientes.

Sofre de doença hepática activa ou tem aumentos persistentes e inexplicáveis

das transaminases séricas.

Está grávida ou em aleitamento.

Esta sob administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex.

itraconazol,

cetoconazol,

inibidores

protease

VIH,

eritromicina,

claritromicina, telitromicina e nefazodona).

Cuidados especiais a ter com Sinvastatina Hubber 20 mg:

Informe o seu médico dos seus problemas de saúde actuais e passados, e de

qualquer alergia que sofra.

Informe o seu médico se consome quantidades importantes de bebidas alcoólicas ou

se tem antecedentes de doença hepática.

Miopatia/Rabdomiólise

Sinvastatina,

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA,

provoca

ocasionalmente

miopatia

manifesta

como

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de dez vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

actividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos

que interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03% com 20 mg, 0,08% com 40

mg e de 0,4% com 80 mg.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

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06-12-2005

INFARMED

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com Sinvastatina, ou cuja dose de Sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

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06-12-2005

INFARMED

A prescrição de Sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com factores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com Sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

Idosos (idade > 70 anos).

Disfunção renal.

Hipotiroidismo não controlado.

História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias.

História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos.

Abuso de álcool.

Nestas situações, deverá ter-se em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com Sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação

do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento

deve ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efectuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com Sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia electiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interacções medicamentosas

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante

Sinvastatina

inibidores

potentes

CYP3A4

(tais

como

itraconazol,

cetoconazol,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

inibidores

protease do VIH, nefazodona), assim como com genfibrozil e ciclosporina.

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante

de amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de Sinvastatina. Ocorre também

um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com doses de 80 mg de

Sinvastatina.

Consequentemente,

respeito

inibidores

CYP3A4,

utilização

concomitante de Sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contra-indicada. Se o

tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina

for inevitável, a terapêutica com Sinvastatina tem que ser interrompida durante o

tratamento. Além disso, deve ter-se precaução quando se associa a Sinvastatina com

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alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil, diltiazem. Deve

ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de Sinvastatina.

dose

Sinvastatina

não

deve

exceder

doentes

tomar

concomitantemente ciclosporina, genfibrozil ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de

niacina. A utilização de Sinvastatina em associação com genfibrozil deve ser evitada,

excepto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados desta

associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de Sinvastatina por

outros

fibratos

(excepto

fenofibrato),

niacina

ciclosporina

devem

cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações.

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com Sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de Sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamil, excepto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

Sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de Sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis

de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de

função hepática antes do

início da

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a Sinvastatina deverá ser suspensa.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

Sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

Sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Uso de Sinvastatina Hubber 20 mg com os alimentos e bebidas:

Não se conhecem interacções com alimentos, mas deve ser usada com precaução em

doentes que consumam quantidades substanciais de álcool.

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e Sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da Sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de Sinvastatina à noite, resultou também num aumento

de 1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o

tratamento com Sinvastatina.

Gravidez:

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar um medicamento.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos

recém-nascidos de doentes a tomar Sinvastatina ou outro fármaco estreitamente

relacionado

inibidor da

redutase da

HMG-CoA

difira da

observada

população em geral, o tratamento materno com Sinvastatina pode reduzir os níveis

fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose

é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes

durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina Hubber não deve ser

usada

mulheres

grávidas, a

tentar engravidar ou

suspeita de

estarem

grávidas. O tratamento com Sinvastatina Hubber deve ser suspenso durante o período

da gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida.

Aleitamento:

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar um medicamento.

Não se sabe se a Sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e

devido

potencial

reacções

adversas

graves,

mulheres

tomam

Sinvastatina Hubber não deverão amamentar os seus filhos.

Condução e uso de máquinas:

Os efeitos de Sinvastatina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos

ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve ser

tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

Informação importante sobre alguns dos componentes de Sinvastatina Hubber

20 mg:

Por conter hidroxianisol butilado como excipiente, pode ocorrer irritação dos olhos,

pele e mucosas.

Uso de outros medicamentos:

Tenha

consideração

estas

instruções

podem

também

aplicar-se

medicamentos que tenha tomado antes ou que possa vir a tomar.

Informe o seu médico ou farmacêutico se está a tomar ou tomou recentemente

qualquer outro medicamento, incluindo os que não necessitam de receita médica.

Interacções

com

fármacos

hipolipemiantes

que

podem

causar

miopatia

quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia). Além disso, existe

uma interacção farmacocinética com genfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de Sinvastatina. Quando se administra concomitantemente Sinvastatina e

fenofibrato, não há evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos

individuais

cada

medicamento.

Não

estão

disponíveis

dados

adequados

farmacovigilância e farmacocinética para outros fibratos.

Efeito de outros medicamentos na Sinvastatina

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06-12-2005

INFARMED

Interacções que envolvem o CYP3A4: A Sinvastatina é um substrato do citocromo P450

3A4. Os inibidores potentes do citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de

rabdomiólise através do aumento da concentração de actividade inibidora plasmática da

redutase da HMG-CoA durante a terapêutica com Sinvastatina. Estes inibidores incluem

itraconazol,

cetoconazol,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

inibidores

protease do VIH e nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou

num aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da Sinvastatina (o metabolito

beta-hidroxiácido activo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição

ao ácido da Sinvastatina.

Consequentemente, está contra-indicada a utilização concomitante de Sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com Sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

Sinvastatina

alguns

inibidores

menos

potentes

CYP3A4:

ciclosporina,

verapamil, diltiazem.

Ciclosporina: O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração

concomitante de ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de Sinvastatina.

Consequentemente, a dose de Sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes

a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da Sinvastatina, possivelmente

devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Genfibrozil: O genfibrozil aumenta a AUC do ácido da Sinvastatina em 1,9 vezes,

possivelmente devido à inibição da via metabólica de glucoronidação.

Amiodarona e verapamil: O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela

administração concomitante de amiodarona ou verapamil com doses superiores de

Sinvastatina. Consequentemente, a dose de Sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia

em doentes a tomar concomitantemente amiodarona ou verapamil, excepto se for

provável

benefício

clínico

ultrapasse

risco

aumentado

miopatia

rabdomiólise.

Diltiazem: Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de

miopatia de 1% em doentes a tomar 80 mg de Sinvastatina e diltiazem. O risco de

miopatia em doentes a tomar 40 mg de Sinvastatina não foi aumentado pelo uso

concomitante de diltiazem. Consequentemente, a dose de Sinvastatina não deve exceder

mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, excepto se for

provável

benefício

clínico

ultrapasse

risco

aumentado

miopatia

rabdomiólise.

Anticoagulantes orais: Em dois estudos clínicos verificou-se que 20-40 mg/dia de

Sinvastatina potenciaram modestamente o efeito dos anticoagulantes cumarínicos. Nos

doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser

determinado antes de iniciar a Sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo

de protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser

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06-12-2005

INFARMED

monitorizado

intervalos

geralmente

recomendados

para

doentes

tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

Sinvastatina, deverá repetir-se o mesmo procedimento. A terapêutica com Sinvastatina

não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes

que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da Sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A Sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

Sinvastatina

afecte

concentrações

plasmáticas

outras

substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

3.

COMO

TOMAR

Sinvastatina

Hubber

20

mg

Comprimidos

revestidos

por

película

Siga estas instruções, a menos que o seu médico lhe tenha dado outras indicações

diferentes.

Não se esqueça de tomar o seu medicamento.

O seu médico indicar-lhe-á a duração do seu tratamento com Sinvastatina Hubber 20

mg.

Não

suspenda

tratamento

antes,

pois

colesterol

pode

novamente

aumentar.

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Hubber. A dose

inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem

grande

redução

C-LDL

(mais

45%)

podem

iniciar

terapêutica

20-40

mg/dia

dose

única

administrada

noite.

ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efectuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de Sinvastatina Hubber tomada à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina Hubber

deve ser usada como um adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (por ex. LDL-

aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

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06-12-2005

INFARMED

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Hubber é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com

ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo

com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efectuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Hubber é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos

biliares.

administração

deve

ocorrer

horas

antes

horas

após

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, genfibrozil, outros fibratos (excepto o fenofibrato) ou

doses

hipolipemiantes

g/dia)

niacina

concomitantemente

Sinvastatina

Hubber, a dose de Sinvastatina Hubber não deve exceder 10 mg/dia. Em doentes a

tomar amiodarona ou verapamil concomitantemente com Sinvastatina Hubber, a dose

de Sinvastatina Hubber não deverá exceder 20 mg/dia.

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <

30 ml/min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas

e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Uso nas crianças e nos adolescentes

eficácia

segurança

utilização

crianças

não

foram

estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Hubber não é recomendada para uso pediátrico.

A maioria dos doentes tomam Sinvastatina Hubber 20 mg com um copo de água.

Se pensa que a acção de Sinvastatina Hubber 20 mg é demasiado forte ou fraca,

comunique o facto ao seu médico ou farmacêutico.

Se tomou mais Sinvastatina Hubber 20 mg do que devia:

Se tomou mais Sinvastatina Hubber 20 mg do que devia, avise o seu médico com a

maior brevidade possível.

Não existe tratamento específico em caso de sobredosagem. Neste caso, deverão

adoptar-se medidas genéricas sintomáticas e de suporte.

Se se esqueceu de tomar Sinvastatina Hubber 20 mg:

Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida. Limite-se a tomar a

dose seguinte como de costume.

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

Efeitos

que

ocorrem

quando

se

interrompe

o

tratamento

com

Sinvastatina

Hubber 20 mg:

Os níveis de colesterol voltam aos valores iniciais.

4. POSSÍVEIS EFEITOS INDESEJÁVEIS

Como

todos

medicamentos,

Sinvastatina

Hubber

20

mg

pode

efeitos

indesejáveis.

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos

clínicos

e/ou

pós-comercialização,

são

classificados

base

numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respectivamente

com 20.536 e 4.444 doentes. Para o HPS, os únicos acontecimentos adversos graves

registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK. Para o 4S,

foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados.

Se as taxas de incidência sobre a Sinvastatina foram menores ou semelhantes às do

placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como “raros”.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo:

Muito frequentes (> 1/10), Frequentes (

1/100, < 1/10), Pouco frequentes (

1/1000,

<1/100), Raros (

1/10.000, < 1/1000), Muito raros (< 1/10.000) incluindo relatos

isolados.

Perturbações do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Perturbações do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica.

Perturbações gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afecções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: exantema, prurido, alopecia.

Afecções músculo-esqueléticas, dos tecidos conjuntivos e dos ossos:

Raros: miopatia, rabdomiólise, mialgia, cãibras musculares.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia.

Registou-se,

raramente,

aparente

síndroma

hipersensibilidade

incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopenia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase),

aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK.

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

Se observar qualquer outra reacção não descrita neste folheto informativo, consulte o

seu médico ou farmacêutico.

5. CONSERVAÇÃO DE Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por

película

Mantenha Sinvastatina Hubber 20 mg fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar a temperaturas superiores a 30º C.

Evitar as temperaturas transitórias superiores a 50º C.

Validade:

Não utilizar este medicamento depois da data de validade marcada na embalagem.

Data de revisão deste Folheto Informativo:

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06-12-2005

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RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1.

DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Hubber 10 mg comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Hubber 20 mg comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Hubber 40 mg comprimidos revestidos por película.

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 10 mg de sinvastatina.

Cada comprimido contém 20 mg de sinvastatina.

Cada comprimido contém 40 mg de sinvastatina.

Excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Hipercolesterolémia

Tratamento da hipercolesterolémia primária ou da dislipidémia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolémia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução

mortalidade

morbilidade

cardiovasculares

doentes

doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correcção de outros factores de

risco e de outras terapêuticas cardioprotectoras (ver secção 5.1).

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4.2

Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite.

Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolémia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolémia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Hubber . A dose

inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45 %) podem iniciar a terapêutica

com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes posológicos, se

necessários, devem ser efectuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolémia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é de

40 mg/dia de Sinvastatina Hubber tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina Hubber

deve ser usado como um adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-

aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Hubber é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com

ou sem hiperlipidémia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo

com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efectuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Hubber é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos

biliares.

administração

deve

ocorrer

horas

antes

horas

após

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, genfibrozil, outros fibratos (excepto o fenofibrato) ou

doses

hipolipemiantes

g/dia)

niacina

concomitantemente

Sinvastatina

Hubber, a dose de Sinvastatina Hubber não deve exceder 10 mg/dia. Em doentes a

tomar amiodarona ou verapamil concomitantemente com Sinvastatina Hubber , a dose de

Sinvastatina Hubber não deverá exceder 20 mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30

ml/min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e,

se necessário, instituídas com precaução.

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Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Uso nas crianças e nos adolescentes

eficácia

segurança

utilização

crianças

não

foram

estabelecidas.

Consequentemente, Sinvastatina Hubber não é recomendado para uso pediátrico.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à sinvastatina ou a qualquer dos excipientes

Doença

hepática

activa

elevações

persistentes

explicação

transaminases séricas.

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração

concomitante

inibidores

potentes

CYP3A4

(ex.

itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

sinvastatina,

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA,

provoca

ocasionalmente

miopatia

manifesta

como

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de dez vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com

ou sem

insuficiência

renal aguda secundária a mioglobinúria,

tendo

ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

actividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

O risco de miopatia/rabdomiólise depende da dose. Em estudos clínicos, nos quais os

doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos alguns dos fármacos que

interagem, a incidência foi de aproximadamente 0,03 % com 20 mg, 0,08 % com 40 mg e

de 0,4 % com 80 mg.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com factores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

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da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

Idosos (idade > 70 anos)

Disfunção renal

Hipotiroidismo não controlado

História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente

perturbação

muscular

fibrato

estatina,

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução. Se

os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o tratamento

não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina, os

níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados

(>

LSN),

ausência

exercício

físico

vigoroso,

tratamento

deverá

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve

ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efectuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia electiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interacções medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante

sinvastatina

inibidores

potentes

CYP3A4

(tais

como

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease

do VIH, nefazodona), assim como com genfibrozil e ciclosporina (ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (= 1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e

4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com

sinvastatina 80 mg.

Consequentemente,

respeito

inibidores

CYP3A4,

utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH,

eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contra-indicada (ver secções

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4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou

telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida

durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil,

diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de

toranja e de sinvastatina.

dose

sinvastatina

não

deve

exceder

doentes

tomar

concomitantemente ciclosporina, genfibrozil ou doses hipolipemiantes (= 1 g/dia) de

niacina. A utilização de sinvastatina em associação com genfibrozil deve ser evitada,

excepto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados desta

associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina por

outros

fibratos

(excepto

fenofibrato),

niacina

ciclosporina

devem

cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver

secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

qualquer um destes medicamentos administrados isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg por

dia com amiodarona ou verapamil, excepto se for provável que o benefício clínico supere

o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam

realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

tratamento.

Deverá

dada

atenção

especial

doentes

registem

aumentos dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos

deverão ser repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis

transaminases

séricas

mostrarem

aumentos

progressivos,

especialmente

aumentarem para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser

suspensa.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

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sinvastatina,

foram

geralmente

transitórias,

não

foram

acompanhadas

quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Interacções farmacodinâmicas

Interacções

com

fármacos

hipolipemiantes

que

podem

causar

miopatia

quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (= 1 g/dia). Além disso, existe uma

interacção

farmacocinética

genfibrozil

resulta

aumento

níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interacções farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4). Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância

e farmacocinética para outros fibratos.

Interacções farmacocinéticas

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interacções que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina

é um

substrato do

citocromo

P450 3A4.

inibidores

potentes

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do aumento

da concentração de actividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA durante a

terapêutica

sinvastatina.

Estes

inibidores

incluem

itraconazol,

cetoconazol,

eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e nefazodona. A

administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidróxiácido activo). A telitromicina

causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contra-indicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol,

cetoconazol,

inibidores

protease

VIH,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil,

diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

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Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e

4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes

tomar

concomitantemente

ciclosporina.

Apesar

mecanismo

não

totalmente compreendido, a ciclosporina aumenta a AUC do ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.

Genfibrozil

O genfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4)

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6 % dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1 % em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e verapamil.

Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com verapamil resultou

num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido,

em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente amiodarona ou verapamil,

excepto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia

e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de 1 %

em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em doentes a

tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de diltiazem (ver

secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante de diltiazem

causou um aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente

devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, excepto se for

provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise.

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

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1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito

anticoagulantes

cumarínicos:

tempo

protrombina

registado

como

Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo

efectuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efectuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos,

tempo

protrombina

deverá

determinado

antes

iniciar

sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o

mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias ou

a alterações do tempo de protrombina em doentes

que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da simvastatna na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

sinvastatina

afecte

concentrações

plasmáticas

outras

substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Hubber está contra-indicado durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efectuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA.

Contudo,

numa

análise

aproximadamente

gestações,

seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre a Sinvastatina Hubber ou a

outro fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar Sinvastatina Hubber ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população

em geral, o tratamento materno com Sinvastatina Hubber pode reduzir os níveis fetais de

mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez

deverá

muito

pouco

impacto

risco

longo

prazo

associado

hipercolesterolémia primária. Por estas razões, o Sinvastatina Hubber não deve ser

usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O

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tratamento com Sinvastatina Hubber deve ser suspenso durante o período da gravidez

ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

Aleitamento

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reacções adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Hubber

não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Hubber sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas,

deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência

pós -comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação

das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respectivamente com,

20.536 e 4.444 doentes

(ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos

adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK.

Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se

as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo

nestes

ensaios,

houve

acontecimentos

semelhantes

razoável

nexo

causalidade

relatados

espontaneamente,

estes

acontecimentos

adversos

são

classificados como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

Sinvastatina Hubber (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança

foram comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina Hubber e doentes

tratados com placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens

de interrupção devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos doentes

tratados com 40 mg de Sinvastatina Hubber , em comparação com 5,1 % nos doentes

que receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com

40 mg de Sinvastatina Hubber . O aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada por

repetição do teste) ocorreu em 0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de

Sinvastatina Hubber , em comparação com 0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam

placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (> 1/10), Frequentes (> 1/100, < 1/10), Pouco frequentes (> 1/1000, < 1/100),

Raros (> 1/10.000,< 1/1000), Muito raros (< 1/10.000) incluindo relatos isolados.

Perturbações do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

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Perturbações do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Perturbações gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor

abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia,

náuseas, vómitos,

pancreatite

Afecções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: exantema, prurido, alopécia

Afecções musculosqueléticas, dos tecidos conjuntivos e dos ossos:

Raros: miopatia, rabdomiólise (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se,

raramente,

aparente

síndrome

hipersensibilidade

incluíu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopénia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, ã-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4).

4.9

Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g.

Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico em caso

de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adoptar medidas genéricas sintomáticas e de

suporte.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Inibidor da redutase da HMG-CoA

CÓDIGO ATC: C10A A01

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Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inactiva, é hidrolisada no fígado na

forma do beta-hidroxiácido activo correspondente, que tem uma actividade significativa na

inibição

redutase

HMG-CoA

(redutase

3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA).

Esta

enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e limitante da

velocidade de biossíntese do colesterol.

Sinvastatina Hubber demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-

LDL. As LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolisadas

predominantemente

pelo

receptor

elevada

afinidade

LDL.

mecanismo de redução das LDL pelo Sinvastatina Hubber pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do receptor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína

também

diminui

substanciamente

durante

tratamento

Sinvastatina Hubber . Além disso, o Sinvastatina Hubber aumenta moderadamente o C-

LDL e reduz os TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C-

total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

Sinvastatina Hubber em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidémia

doença

coronária,

outra

doença

arterial

oclusiva

diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de Sinvastatina

Hubber e 10.267 doentes receberam placebo durante um perído médio de 5 anos. No

início do estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116

mg/dl; 5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680

doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de Sinvastatina Hubber , em comparação com o placebo,

reduziu significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para

doentes

tratados com

sinvastatina

versus 1507

[14,7

para

doentes

receberam placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença

coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2

redução

mortes

causas

não-vasculares

não

estatisticamente

significativa. Sinvastatina Hubber reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco

de acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto

por enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). Sinvastatina Hubber

reduziu

cerca

<

0,0001)

necessidade

procedimentos

revascularização

coronária

(incluindo

bypass

artérias

coronárias

angioplastia

coronária transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de

revascularização periféricos e outros não coronários. Sinvastatina Hubber reduziu em

cerca de 25 % (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC

isquémico (p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, Sinvastatina

Hubber

reduziu em cerca de 21

% (p = 0,0293) o risco de

desenvolvimento de

complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização periférica

(cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

redução proporcional da taxa de acontecimentos, foi semelhante em cada subgrupo de

doentes estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham

doença vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou

mais de 70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão,

e de salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

estudo

(Scandinavian

Simvastatin

Survival

Study)

avaliou-se

efeito,

mortalidade total, da terapêutica com Sinvastatina Hubber em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste estudo

multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por placebo, os

doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados com dieta, com o

tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de Sinvastatina Hubber (n = 2.221) ou com

placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos. reduziu o risco de morte em

30% (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença coronária foi

reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). Sinvastatina Hubber reduziu

também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major (morte por

doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital). Além disso,

Sinvastatina

Hubber

reduziu

significativamente

risco

acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve diferença

estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolémia Primária e Hiperlipidémia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolémia, as reduções médias do C-LDC foram,

respectivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidémia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respectivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos médios

do C-HDL foram, respectivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

5.2

Propriedades farmacocinéticas

sinvastatina

lactona

inactiva

rapidamente

hidrolizada

in

vivo

correspondente beta-hidroxi-ácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA. A

hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extracção de

primeira passagem hepática. A extracção no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático.

O fígado é o principal local de acção da forma activa. A disponibilização do beta-

hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos inibidores

activos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da sinvastatina. A

ingestão concomitante de alimentos não afecta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito activo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

sinvastatina

substrato

CYP3A4

(ver

secções

4.5).

principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e quatro

metabolitos activos adicionais. Após a administração oral de uma dose de sinvastatina

radioactiva ao Homem, 13 % da radioactividade foi excretada na urina e 60 % nas fezes,

no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os equivalentes

de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento não absorvido.

Após uma injecção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua semi-vida média foi

de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3 % da dose IV, como

inibidores.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Hidroxianisol butilado (E320)

Acido ascórbico

Acido cítrico

Celulose microcristalina

Amido pré-gelatinizado

Lactose

Crospovidona

Estearato de magnesio

Metilhidroxipropilcelulose

Dióxido de titânio (E171)

Triacetina

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

Dois anos.

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

6.4

Precauções especiais de conservação

Conservar a temperaturas inferiores a 30ºC na embalagem comercial.

Evitar as temperaturas transitórias superiores a 50ºC.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Blisteres de PVC-PVDC/Al.

Sinvastatina Hubber 10 mg Comprimidos revestidos por película: Emb. de 20 e 60.

Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por película: Emb. de 20 e 60

Sinvastatina Hubber 40 mg Comprimidos revestidos por película: Emb. de 20 e 60.

6.6

Instruções de utilização e manipulação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratorios Hubber, S.L.

C/ Casanova, 27-31; 08757-Corbera de Llobregat (Barcelona)

Espanha

APROVADO EM

06-12-2005

INFARMED

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Hubber 10 mg Comprimidos revestidos por película

20 comprimidos

3966884

60 comprimidos

5685482

Sinvastatina Hubber 20 mg Comprimidos revestidos por película

20 comprimidos

3967080

60 comprimidos

5685482

Sinvastatina Hubber 40 mg Comprimidos revestidos por película

20 comprimidos

3967288

60 comprimidos

5685482

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Junho 2002

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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