Sinvastatina Germed 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Germed Farmacêutica, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
4986196 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018426 ; 4986295 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018400 ; 4986394 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Temporariamente indisponível - 10017628 - 50018418
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
03/H/0189/001
Data de autorização:
2004-02-20

APROVADO EM

17-09-2015

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Sinvastatina Germed 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Germed 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Germed 40 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Germed e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Germed

3. Como tomar Sinvastatina Germed

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Germed

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Germed e para que é utilizado

Sinvastatina Germed é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol

total, colesterol “mau” (colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas

triglicéridos no sangue.

Adicionalmente, Sinvastatina Germed aumenta os valores de colesterol “bom”

(colesterol das HDL).

Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter uma dieta recomendada para

redução de colesterol. Sinvastatina Germed é um membro de uma classe de fármacos

denominados estatinas.

Sinvastatina Germed é indicado, adicionalmente à dieta, em caso de ter:

- um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou valores

elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista).

- uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

- doença coronária ou estiver em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, história de

acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina Germed

pode prolongar a sua vida através da redução do risco de ataque cardíaco ou de outras

complicações cardiovasculares, independentemente do nível de colesterol no seu

sangue.

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A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-lhe a

melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Germed

Não tome Sinvastatina Germed:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

- se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado.

- está grávida ou a amamentar.

- está a tomar:

itraconazol ou cetoconazol (medicamentos antifúngicos);

eritromicina, claritromicina ou telitromicina (antibióticos);

indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (inibidores da protease do VIH usados

para as infeções por VIH);

nefazodona (antidepressivo).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Sinvastatina Germed

- Fale com o seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter ou já tenha

tido, e sobre as suas alergias.

- Informe o seu médico se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

- Informe o seu médico se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Germed pode

não ser indicado para si.

- Informe o seu médico se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar parar de

tomar os comprimidos de Sinvastatina Germed por um curto período de tempo.

- Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Germed, o seu médico deve fazer

análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar adequadamente.

- O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Germed.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sinvastatina Germed:

- se tem insuficiência respiratória grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares. Isto deve-se ao facto de em raras situações, os problemas musculares

poderem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões

nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar e

tratar este problema.

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Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Germed e esta é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das

seguintes situações se aplicar a si:

- consome grandes quantidades de álcool;

- problemas nos rins;

- problemas na tiroide;

- tem mais de 70 anos de idade;

- alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos para

baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos, ou algum familiar próximo tem,

um distúrbio muscular hereditário.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes ou

está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem níveis

elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada.

Crianças

A utilização de Sinvastatina Germed não é recomendada em crianças.

Outros medicamentos e Sinvastatina Germed

Tomar Sinvastatina Germed com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá

aumentar o risco de problemas musculares (alguns destes foram já referidos na secção

anterior “Não tome Sinvastatina Germed”), por isso é particularmente importante que

informe o seu médico se estiver a tomar:

- ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante

de órgãos);

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose);

- medicamentos como o itraconazol ou cetoconazol (antifúngicos);

- fibratos como o gemfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol) ;

- eritromicina, claritromicina, telitromicina ou ácido fusídico (antibióticos);

- inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e

saquinavir(medicamentos para a SIDA);

- nefazodona (antidepressivo);

- amiodarona (um medicamento usado para tratar o batimento irregular do coração);

- verapamilo ou diltiazem (medicamentos usados para tratar a pressão arterial elevada, a

angina de peito ou outras doenças do coração).

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar

outros medicamentos.

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes

medicamentos:

- medicamentos que previnem os coágulos no sangue, como por exemplo varfarina,

fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes);

- fenofibrato (outro medicamento para baixar o colesterol);

- niacina (outro medicamento para baixar o colesterol).

Sinvastatina Germed com alimentos e bebidas

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O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Germed. O consumo de

sumo de toranja deverá ser evitado.

Gravidez e amamentação

Não tome Sinvastatina Germed se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que está

grávida.

Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Germed, pare imediatamente o

tratamento e fale com o seu médico.

Não tome Sinvastatina Germed se está a amamentar, uma vez que se desconhece se o

medicamento passa para o leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Germed interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas. No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas

sentem tonturas após tomarem Sinvastatina Germed.

Sinvastatina Germed contêm lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Germed

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Germed, deverá fazer uma dieta para reduzir o

colesterol.

A dose é de 1 comprimido de Sinvastatina Germed 10 mg, 20 mg, 40 mg, tomado por

via oral, uma vez por dia.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com níveis de colesterol muito

elevado e com elevado risco de complicações cardiovasculares.

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com o seu tratamento

atual e a sua situação de risco.

Tome Sinvastatina Germed à noite. Sinvastatina Germed pode ser tomado com ou sem

alimentos. A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu

médico poderá ajustar a dose de Sinvastatina Germed após, no mínimo, 4 semanas até

um máximo de 80 mg por dia. Não tome mais que 80 mg por dia. O seu médico poderá

receitar doses mais baixas, sobretudo, se estiver a tomar alguns dos medicamentos atrás

mencionados ou tiver determinados problemas renais.

Tome Sinvastatina Germed até o seu médico mandar parar.

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Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Germed juntamente com um medicamento

sequestrante dos ácidos biliares (medicamentos para baixar o colesterol), deve tomar

Sinvastatina Germed pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas depois de tomar o

sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Germed do que deveria

Por favor contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Germed

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Germed dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Germed

O seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode ter efeitos secundários, embora

estes não se manifestem em todas as pessoas.

É utilizada a seguinte terminologia para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido relatados:

Raros (ocorrem em 1 ou mais doentes de cada 10.000 mas em menos de 1 de cada 1.000

doentes tratados)

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo.

dor, sensibilidade ou fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes

problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise)

que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

-inchaço da face, língua e garganta, que podem causar dificuldade em respirar;

-dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca;

-erupção cutânea com fraqueza muscular dos membros e do pescoço;

-dor ou inflamação das articulações;

-inflamação dos vasos sanguíneos;

-nódoas negras pouco comuns, erupções e inchaço na pele, urticária, sensibilidade da

pele ao sol, febre, rubor facial;

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-dificuldade em respirar e mal-estar;

-quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção cutânea, distúrbios nas articulações e

efeitos nas células do sangue);

-inflamação do fígado com amarelecimento da pele e dos olhos, comichão, urina escura

ou fezes descoradas, insuficiência hepática (muito rara);

-inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

- número baixo de glóbulos vermelhos (anemia);

- dormência ou fraqueza nos braços e pernas;

- dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas;

- perturbações digestivas (dor abdominal, prisão de ventre, gases intestinais, indigestão,

diarreia, náuseas, vómitos);

- erupção cutânea, comichão, perda de cabelo;

- fraqueza.

Efeitos secundários de frequência desconhecida: Fraqueza muscular constante.

Foram notificados os seguintes efeitos adversos com algumas estatinas:

- Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos;

- Perda de memória;

- Disfunção sexual;

- Depressão;

- Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre.

- Diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatina quinase).

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Sinvastatina Germed

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 30º C.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

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6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Germed

- A substância ativa é a sinvastatina. Cada comprimido revestido por película contém

10 mg, 20 mg ou 40 mg de sinvastatina.

- Os outros componentes são: lactose mono-hidratada; celulose microcristalina 101;

amido pré-gelificado; butil-hidroxianisol (E 320); ácido ascórbico; ácido cítrico; sílica

coloidal anidra; talco; estearato de magnésio; hipromelose; óxido de ferro vermelho (E

172); óxido de ferro amarelo (E 172); citrato de trietilo; dióxido de titânio (E 171);

povidona.

Qual o aspeto de Sinvastatina Germed e conteúdo da embalagem.

Sinvastatina Germed é um medicamento sob a forma de comprimidos revestidos por

película, em embalagens de 20, 30 e de 60 comprimidos para as dosagens de 10 mg e

20 mg, e em embalagens de 30 e de 60 comprimidos para a dosagem de 40 mg.

Os comprimidos de 10 mg são ovais e biconvexos, de cor pêssego.

Os comprimidos de 20 mg são ovais e biconvexos, de cor “tan”

Os comprimidos de 40 mg são ovais e biconvexos, de cor vermelho tijolo.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Germed Farmacêutica, Lda.

Rua Alto do Montijo, nº 13-1º Dto

2790-012 Portela de Carnaxide

Portugal

Tel: 351 21 416 90 60

Fax 351 21 416 90 69

Fabricantes:

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.

Lagedo - 3465 -157 Campo de Besteiros

Portugal

MonteResearch, S.r.l.

Via IV November n.º 92

20021 Bollate, Milão

Itália

Sofarimex – Indústria Química e Farmacêutica, S.A.

Av. das Indústrias – Alto do Colaride, Agualva

2735-213 Cacém

Portugal

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Teva Pharma, S.L.U.Polígono Industrial Malpica, c/C nº4

E 50016- Zaragoza

Espanha

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua Comandante Carvalho Araújo

Sete Casas, 2670-540 Loures

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. Nome do Medicamento

Sinvastatina Germed 10 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Germed 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Germed 40 mg comprimidos revestidos por película

2. Composição Qualitativa e Quantitativa

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de sinvastatina, como substância

ativa.

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de sinvastatina, como substância

ativa.

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de sinvastatina, como substância

ativa.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

65,73 mg de lactose mono-hidratada por comprimido de 10 mg

131,46 mg de lactose mono-hidratada por comprimido de 20 mg

262,92 mg de lactose mono-hidratada por comprimido de 40 mg

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. Forma Farmacêutica

Comprimido revestido por película.

10 mg: comprimidos revestidos, ovais e biconvexos, de cor pêssego.

20 mg: comprimidos revestidos, ovais e biconvexos, de cor “tan”

40 mg: comprimidos revestidos, ovais e biconvexos, de cor vermelho tijolo.

4. Informações Clínicas

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista, como adjuvante da

dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex

exercício físico, perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

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Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1)

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral, numa dose única, à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Germed. A dose

inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes à

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de Sinvastatina Germed tomada à noite, ou de 80 mg/dia dividido por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. A Sinvastatina Germed

deve ser usada como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (por ex., LDL-

aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Germed é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com

ou sem hiperlipidemia). A terapia farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo com

a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efetuados

da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

A Sinvastatina Germed é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, outros fibratos (exceto fenofibrato) ou

doses hipolipemiantes (= 1g/dia) de niacina concomitantemente com Sinvastatina

Germed, a dose de Sinvastatina Germed não deve exceder os 10 mg/dia. Em doentes a

tomar amiodarona ou verapamilo concomitantemente com Sinvastatina Germed, a dose

de Sinvastatina Germed não deverá exceder 20 mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

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Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada.

Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min), as

posologias acima das 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e, se

necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

A experiência em crianças é limitada. Sinvastatina Germed não é recomendada para uso

pediátrico.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

- Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas.

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6).

- Administração concomitante de inibidores potentes da CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

Função reduzida das proteínas de transporte

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função

reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos (por

exemplo ciclosporina) ou em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C do

SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica da sinvastatina e

um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é, em

geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do estudo

SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC) tratados

com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um ano,

enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%. O risco

correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT) (ver secção

5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve ser considerada

como parte da avaliação de risco-benefício, antes de prescrever 80 mg de sinvastatina e

doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do genótipo CC. No entanto,

a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não possa ainda ocorrer miopatia.

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17-09-2015

INFARMED

A sinvastatina, tal como os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia, que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) acima de dez vezes o limite superior da

normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem

insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente

casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de atividade

inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de miopatia/

rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, com 41.050

doentes tratados com sinvastatina, dos quais 24.747 (aproximadamente 60 %) foram

tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi, aproximadamente, de

0,02 %, 0,08 % e 0,53 % com 20, 40 e 80 mg/dia, respetivamente. Nestes ensaios, os

doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo sido excluídos alguns

medicamentos com interação.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM -

imune-mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e

elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento

com estatinas.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (>5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram sem

explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

Idoso (idade > 70 anos)

Disfunção renal;

Hipotiroidismo não controlado;

História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias,

História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos;

Abuso de álcool;

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco de tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

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17-09-2015

INFARMED

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estanina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes estiverem significativamente elevados (>

5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação

do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento

deve ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol

(ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos ou pelo uso concomitante de amiodarona ou verapamilo com doses mais

elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do

risco quando o diltiazem é usado com sinvastatina 80 mg. O risco de miopatia,

incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas (ver secção 4.5).

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver

secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem de ser

interrompida durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se

associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina,

verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante

de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol ou gemfibrozil. A utilização de sinvastatina

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17-09-2015

INFARMED

em associação com gemfibrozil deve ser evitada, exceto quando for provável que os

benefícios superem os riscos aumentados desta associação medicamentosa. Os

benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina por dia a outros fibratos (exceto o

fenofibrato), niacina ou ciclosporina ou danazol devem ser cuidadosamente ponderados

em relação aos riscos potenciais destas associações (ver secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato ou niacina (

1 g/dia) com

sinvastatina, uma vez que qualquer um destes medicamentos administrados

isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Se a associação medicamentosa revelar essa necessidade, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.5). Pode

ser considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos medicados

com sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 LSN) das transaminases séricas.

Quando a administração de sinvastatina for interrompida ou suspensa nestes doentes, os

níveis de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis

anteriores ao tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex.: semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consomem quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

Sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

Sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em

geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

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Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem elevar

a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes,

podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é

adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco vascular das

estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a terapêutica. Os

doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/L, IMC>30Kg/m2,

triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto clínica como

bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Excipientes

Este medicamento contém lactose mono-hidratada. Os doentes com problemas

hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de

glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (> 1g/dia). Além disso, existe

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver a seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e

4.4).

Quando sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidas no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as

secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações medicamentosas associadas com o risco aumentado de

Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4

Itraconazol

Cetoconazol

Eritromicina

Claritromicina

Contraindicados com sinvastatina

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Telitromicina

Inibidores da protease do VIH

Nefazodona

Gemfibrozil

Evitar, mas se necessário, não exceder

10 mg de sinvastatina por dia

Ciclosporina

Danazol

Outros fibratos (exceto o

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por dia

Amiodarona

Verapamilo

Não exceder 20 mg de sinvastatina por dia

Diltiazem

Não exceder 40 mg de sinvastatina por dia

Ácido fusídico

Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados. Pode ser considerada a

suspensão temporária do tratamento com

sinvastatina.

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo CYP3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e

nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de

mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido

ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes CYP3A4: ciclosporina, verapamilo,

diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar de o mecanismo não ser

totalmente compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da

redutase da HMG-CoA. O aumento na AUC do ácido da sinvastatina deve-se

possivelmente, em parte, à inibição do CYP3A4.

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Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4)

Amiodarona ou Verapamilo

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamilo. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4.Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1% em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a administração

concomitante de diltiazem causou um aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

diltiazem, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado

de miopatia e rabdomiólise.

Ácido fusídico

O risco de miopatia pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas, incluindo a sinvastatina. Foram notificados casos isolados de

rabdomiólise com sinvastatina. Pode ser considerada a suspensão temporária do

tratamento com sinvastatina. Se se revelar necessário, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.4).

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

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17-09-2015

INFARMED

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou moderadamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos; o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial 1,7 para 1,8, no estudo

efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento da INR.

Nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser

determinado antes de iniciar a sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase

inicial do tratamento, para assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo

de protrombina. Assim que se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser

monitorizado a intervalos geralmente recomendados para doentes que tomam

anticoagulantes cumarínicos. Caso se altere a dose ou se interrompa o tratamento com

sinvastatina, dever-se-á repetir o mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina

não foi associada a hemorragias ou a alterações do tempo de protrombina em doentes

que não tomam anticoagulantes.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

A sinvastatina está contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados estudos

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado

com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral,

o tratamento materno com sinvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, que

é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e

uma episódica suspensão dos fármacos hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter

muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a hipercolesterolemia primária.

Por estas razões, sinvastatina não deverá ser usado em mulheres grávidas, a tentar

engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O tratamento com sinvastatina deve ser

suspenso durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está

grávida (ver secção 4.3 e 5.3).

APROVADO EM

17-09-2015

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Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam sinvastatina não

deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Germed sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezáveis.

No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve ser tomado em

consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com,

20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos

adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK.

Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se

as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo

nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como "raros".

No estudo HPS (ver secção 5.1) que envolveu 20.536 doentes com 40 mg/dia de

sinvastatina (n=10.269) ou com placebo (n=10.267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi de <0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento das transaminases (> 3x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21% (n=21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10), Pouco frequentes (

1/1000, <1/100),

Raros (

1/10000, <1/1000), Muito raros (<1/10000) incluindo relatos isolados.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia, periférica

APROVADO EM

17-09-2015

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Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispneia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Muito raros: insuficiência hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopécia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

Frequência desconhecida: miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4)

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndrome do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite, artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4).

Efeitos de classe:

- Distúrbios do sono, incluindo insónia e pesadelos;

- Perda de memória;

- Disfunção sexual;

- Depressão;

- Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa

duração (ver secção 4.4);

- Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicemia em jejum

5,6 mmol/L, IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, história de

hipertensão).

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

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17-09-2015

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5. Propriedades Farmacológicas

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos., código

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi-3-

metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um

passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas a partir de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolisadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o C-HDL e reduz os

TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C-total/C-HDL e de C-

LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco elevado de doença coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6.793 doentes (33%) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl;

5.063 doentes (25%) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680

doentes (42%) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9%] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7%] para os doentes que receberam

placebo; p=0,0003) devido a uma diminuição de 18% das mortes por doença coronária

(587 [5,7%] versus 707 [6,9%]; p=0,0005; redução do risco absoluto de 1,2%). A

redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente significativa. A

sinvastatina reduziu também em cerca de 27% (p<0,0001) o risco de acontecimentos

coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por enfarte do

miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). Sinvastatina reduziu em cerca de

30% (p< 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização coronária

(incluindo bypass das artérias coronárias a angioplastia coronária transluminosa

percutânea) e em cerca de 16% (p=0,006) os procedimentos de revascularização

periféricos e outros não coronários. Sinvastatina reduziu em cerca de 25% (p<0,0001), o

risco de AVC, atribuível a uma redução de 30% do AVC isquémico (p<0,00001).

APROVADO EM

17-09-2015

INFARMED

Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, sinvastatina reduziu em cerca de

21% (p= 0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações macrovasculares,

incluindo procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia),

amputações dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da

taxa de acontecimentos, foi semelhante em cada subgrupo de doentes estudados,

incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral

ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de

entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que

tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Study) avaliou-se o efeito, na mortalidade

total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença coronária e com um

colesterol total basal de 212 - 309 mg/dl (5,5 - 8 mmol/l). Neste estudo multicêntrico, de

distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por placebo, os doentes com

angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados com dieta, com o tratamento

habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n=2,221) ou com placebo (n=2,223)

durante um tempo médio de 5,4 anos reduziu o risco de morte em 30% (redução do

risco absoluto de 3,3%). O risco de morte por doença coronária foi reduzido em 42%

(redução do risco absoluto de 3,5%). A sinvastatina reduziu também em 34% o risco de

ocorrência de acontecimentos coronários major (morte por doença coronária com EM

silencioso e não fatal confirmado em hospital). Além disso, a sinvastatina reduziu

significativamente o risco de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais

(acidente vascular cerebral e acidente isquémico transitório) em 28%. Em relação à

mortalidade não cardiovascular, não houve diferença estatisticamente significativa entre

os grupos.

Hipercolesterolemia primária e hiperlipidemia mista

Em estudos que compararam a eficácia e segurança de 10, 20, 40 e 80 mg de

sinvastatina diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC

foram, respetivamente, de 30, 38, 41 e 47%. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33% (placebo: 2%) e os aumentos médios

do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16% (placebo: 3%).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito

baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo hepático.

O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do beta-

hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5% da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

APROVADO EM

17-09-2015

INFARMED

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95%.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13% da radioatividade foi excretada na urina e 60%

nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento

não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua

semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3% da

dose de IV, como inibidores.

A sinvastatina é captada activamente para os hepatócitos pelo transportador OATP1B1.

Populações especiais

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina ácida,

é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores

homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população europeia. Em doentes

com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição aumentada à

sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente à farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6. Informações Farmacêuticas

6.1 Lista dos excipientes

- Lactose mono-hidratada;

- Celulose microcristalina 101;

- Amido pré-gelificado;

- Butil-hidroxianisol (E 320);

- Ácido ascórbico;

APROVADO EM

17-09-2015

INFARMED

- Ácido cítrico anidro;

- Sílica coloidal anidra;

- Talco;

- Estearato de magnésio;

- Hipromelose;

- Óxido de ferro vermelho (E 172);

- Óxido de ferro amarelo (E 172);

- Citrato de trietilo;

- Dióxido de titânio (E 171);

- Povidona.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos, doseados a 10 mg de sinvastatina, em blisters

de PVC/PVDC e Alumínio.

Embalagens de 20, 30 e 60 comprimidos, doseados a 20 mg de sinvastatina, em blisters

de PVC/PVDC e Alumínio.

Embalagens de 30 e 60 comprimidos, doseados a 40 mg de sinvastatina, em blisters de

PVC/PVDC e Alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Germed Farmacêutica, Lda.

Rua Alto do Montijo, 13 – 1º Dto

2790-012 Portela de Carnaxide - Portugal

8. Número (s) de Autorização de Introdução no Mercado

Sinvastatina Germed 10 mg comprimidos revestidos por película

APROVADO EM

17-09-2015

INFARMED

Nº de registo: 4986196 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 4986295 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 4986394 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Sinvastatina Germed 20 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4986493 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 4986592 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 4986691 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Sinvastatina Germed 40 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4986790 - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

Nº de registo: 4986899 - 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blister

PVC/PVDC/Alu

9. Data da Primeira Autorização/Renovação da Autorização de Introdução no Mercado

Data da primeira autorização: 20 de fevereiro de 2004

Data da última renovação: 03 de agosto de 2009

10. Data da Revisão do Texto

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