Sinvastatina Frosst 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Merck Sharp & Dohme, Lda.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 20 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 60 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
9784132 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - 50018442 ; 9784124 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10006699 - 50018450
Status de autorização:
Revogado (20 de Janeiro de 2016)
Número de autorização:
1/98/88
Data de autorização:
1991-05-20

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Sinvastatina Frosst 20 mg comprimidos revestidos por película

Sinvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Frosst e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Frosst

3. Como tomar Sinvastatina Frosst

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Frosst

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Frosst e para que é utilizado

Sinvastatina Frosst é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol

total, colesterol “mau” (colesterol das LDL), e substâncias gordas chamadas

triglicéridos no sangue. Adicionalmente, Sinvastatina Frosst aumenta os valores de

colesterol “bom” (colesterol das HDL). Enquanto estiver a tomar este medicamento

deve manter uma dieta recomendada para redução de colesterol. Sinvastatina Frosst é

um membro de uma classe de fármacos denominados estatinas.

Sinvastatina Frosst é indicado, adicionalmente à dieta, se tiver:

- um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou valores

elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista)

- uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

- doença coronária ou estiver em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, historial

de acidente vascular cerebral, ou outra doença dos vasos sanguíneos). Sinvastatina

Frosst pode prolongar a sua vida através da redução do risco de problemas

cardiovasculares, independentemente do nível de colesterol no sangue.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

poderá mandar determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao

sangue. Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-

lhe a melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Frosst

Não tome Sinvastatina Frosst:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa, sinvastatina, ou a qualquer outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6)

- se lhe foi diagnosticada uma doença de fígado

- se estiver grávida ou a amamentar

- se estiver a tomar um ou mais do que um dos seguintes medicamentos ao mesmo

tempo:

Itraconazol, cetoconazol ou posaconazol (medicamentos para infeções fúngicas)

eritromicina, claritromicina ou telitromicina (antibióticos para infeções)

indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (inibidores da protease do VIH usados para

as infeções por VIH)

boceprevir ou telaprevir (medicamentos para a infeção pelo vírus da hepatite C)

nefazodona (um medicamento para a depressão)

gemfibrozil (um medicamento para baixar o colesterol)

ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes submetidos a

transplante de órgãos)

danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose)

Pergunte ao seu médico se não tem a certeza se o seu medicamento está referido na lista

anterior.

Advertências e precauções

- Fale com o seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter ou já tenha

tido, e sobre as suas alergias.

- Informe o seu médico se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

- Informe o seu médico se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Frosst pode

não ser indicado para si.

- Informe o seu médico se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar de parar de

tomar os comprimidos de Sinvastatina Frosst por um curto período de tempo.

- Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Frosst, e se tiver quaisquer sintomas de

problemas de fígado enquanto estiver a tomar Sinvastatina Frosst, o seu médico poderá

mandar fazer análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar

adequadamente.

- O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Frosst.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

- Enquanto estiver a tomar este medicamento, o seu médico irá avaliar se tem diabetes.

Estará em risco de vir a ter diabetes se tem níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada.

- Informe o seu médico se tiver uma doença pulmonar grave.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares. Isto deve-se ao fato de em raras situações, os problemas musculares

poderem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões

nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Frosst, particularmente com a dose de 80 mg. O risco de destruição muscular também é

maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se

aplicar a si:

- consome grandes quantidades de álcool

- tem problemas nos rins

- tem problemas na tiroide

- tem 65 anos de idade ou mais

- é do sexo feminino

- alguma vez teve problemas musculares durante o tratamento com medicamentos para

baixar o colesterol chamados “estatinas” ou fibratos

- tem, ou algum familiar próximo tem, um distúrbio muscular hereditário

Outros medicamentos e Sinvastatina Frosst:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

É particularmente importante que informe o seu médico se estiver a tomar algum dos

seguintes medicamentos. Tomar Sinvastatina Frosst com qualquer um desses

medicamentos poderá aumentar o risco de problemas musculares (alguns destes foram

já referidos na secção anterior “Não tome Sinvastatina Frosst”):

- ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante

de órgãos)

- danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose)

- medicamentos como o itraconazol, cetoconazol, fluconazol ou posaconazol

(antifúngicos)

- fibratos como o gemfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol)

- eritromicina, claritromicina, telitromicina ou ácido fusídico (antibióticos)

- inibidores da protease do VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(medicamentos para a SIDA)

- boceprevir ou telaprevir (medicamentos para a infeção pelo vírus da hepatite C)

- nefazodona (antidepressivo)

- amiodarona (um medicamento usado para tratar o batimento irregular do coração)

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

- verapamil, diltiazem ou amlodipina (medicamentos usados para tratar a pressão

arterial elevada, a angina de peito ou outras doenças do coração)

- colchicina (um medicamento usado para tratar a gota)

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes

medicamentos:

- medicamentos que previnem os coágulos no sangue, como por exemplo a varfarina,

fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes)

- niacina (outro medicamento para baixar o colesterol)

- fenofibrato (outro medicamento para baixar o colesterol).

- rifampicina (um medicamento para tratar a tuberculose).

Deverá também informar o seu médico se for de etnia chinesa e se estiver a tomar

niacina (ácido nicotínico) ou um medicamento que contenha niacina.

Também deverá informar o médico que lhe prescreva um novo medicamento que está a

tomar Sinvastatina frosst.

Sinvastatina Frosst com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Frosst. O consumo de

sumo de toranja deverá ser evitado.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Sinvastatina Frosst se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que está

grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Frosst, pare

imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina Frosst se

está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento passa para o leite

materno.

Crianças e adolescentes

Foi estudada a segurança e eficácia em rapazes dos 10 aos 17 anos de idade e em

raparigas que iniciaram o seu período menstrual pelo menos um ano antes (ver Como

tomar Sinvastatina Frosst). Sinvastatina Frosst não foi estudado em crianças com idade

inferior a 10 anos. Para mais informações fale com o seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Não se prevê que Sinvastatina Frosst interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas. No entanto, deve ser tomado em consideração que foram relatadas

tonturas em algumas pessoas após tomarem Sinvastatina Frosst.

Sinvastatina Frosst contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Frosst

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Frosst, deverá fazer uma dieta para reduzir o

colesterol.

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com o seu tratamento

atual e a sua situação de risco.

A dose de Sinvastatina Frosst de 10 mg, de 20 mg, de 40 mg ou de 80 mg deve ser

tomada por via oral, uma vez por dia.

Para crianças (10-17 anos de idade), a dose inicial recomendada é 10 mg por dia à noite.

A dose máxima recomendada é 40 mg por dia.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes adultos com níveis de colesterol

muito elevado e com elevado risco de complicações cardiovasculares, os quais não

atingiram o objetivo de colesterol com doses mais baixas.

Tome Sinvastatina Frosst à noite. Sinvastatina Frosst pode ser tomado com ou sem

alimentos. A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu

médico poderá ajustar a dose de Sinvastatina Frosst após, no mínimo, 4 semanas até um

máximo de 80 mg por dia. Não tome mais que 80 mg por dia. O seu médico poderá

receitar doses mais baixas, sobretudo, se estiver a tomar alguns dos medicamentos atrás

mencionados ou tiver determinados problemas renais. Tome Sinvastatina Frosst até o

seu médico mandar parar.

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Frosst juntamente com um medicamento

sequestrante dos ácidos biliares (medicamentos para baixar o colesterol), deve tomar

Sinvastatina Frosst pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas depois de tomar o sequestrante

dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Frosst do que deveria:

Por favor contacte o seu médico ou farmacêutico.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Frosst:

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Frosst dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Se parar de tomar Sinvastatina Frosst

O seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A seguinte terminologia é utilizada para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido relatados:

Raros (ocorrem em 1 ou mais doentes de cada 10.000 mas em menos de 1 de cada 1000

doentes tratados)

Muito raros (ocorrem em 1 ou menos doentes de cada 10.000 doentes tratados incluindo

relatos isolados).

Desconhecido

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros:

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo.

- dor, sensibilidade, fraqueza ou cãibras musculares. Em raras situações, estes

problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise)

que resulta em lesões nos rins; e em muito raras situações ocorreram mortes.

- reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

inchaço da face, língua e garganta, que podem causar dificuldade em respirar

dor muscular grave, habitualmente nos ombros e anca

erupção cutânea com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

dor ou inflamação das articulações

inflamação dos vasos sanguíneos

nódoas negras pouco comuns, erupções e inchaço na pele, urticária, sensibilidade da

pele ao sol, febre, rubor facial

dificuldade em respirar e mal-estar

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

quadro de doença tipo lúpus (incluindo erupção cutânea, distúrbios nas articulações e

efeitos nas células do sangue)

inflamação do fígado com os seguintes sintomas: amarelecimento da pele e dos olhos,

comichão, urina escura ou fezes descoradas, sensação de cansaço ou fraqueza, perda de

apetite; insuficiência hepática (muito rara)

inflamação do pâncreas, frequentemente com dor abdominal grave.

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários:

- número baixo de glóbulos vermelhos (anemia)

- dormência ou fraqueza nos braços e pernas

- dor de cabeça, sensação de formigueiro, tonturas

- perturbações digestivas (dor abdominal, prisão de ventre, gases intestinais, indigestão,

diarreia, náuseas, vómitos)

- erupção cutânea, comichão, perda de cabelo

- fraqueza

- perturbação do sono (muito raro)

- memória fraca (muito raro), perda de memória, confusão

Os seguintes efeitos secundários foram também reportados mas a frequência não pode

ser calculada a partir da informação disponível (frequência desconhecida):

- disfunção sexual

- depressão

- inflamação dos pulmões originando problemas respiratórios incluindo tosse

persistente e/ou falta de ar ou febre

- problemas nos tendões, por vezes complicados por rutura do tendão.

Possíveis efeitos secundários adicionais comunicados com algumas estatinas:

- distúrbios do sono, incluindo pesadelos

- disfunção sexual

- Diabetes. É mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue,

tiver excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observadas elevações em alguns valores da função

hepática e uma enzima muscular (creatina quinase).

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar Sinvastatina Frosst

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Não tome este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Frosst

- A substância ativa é a sinvastatina.

- Os outros componentes são: ácido ascórbico (E300), butil-hidroxianisol (E320), ácido

cítrico mono-hidratado (E330), hidroxipropilcelulose (E463), lactose mono-hidratada,

estearato de magnésio (E572), celulose microcristalina (E460), amido de milho pré-

gelificado, talco (E553b), dióxido de titânio (E171), hipromelose (E464), óxido de ferro

vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo (E172).

Qual o aspeto de Sinvastatina Frosst e conteúdo da embalagem

Sinvastatina Frosst 20 mg comprimidos revestidos por película encontra-se disponível

em embalagens de 20 e 60 unidades.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Merck Sharp & Dohme, Lda.

Quinta da Fonte, 19

Edifício Vasco da Gama

2770-192 Paço de Arcos

Portugal

Tel: 800 202 520

Fabricante:

Merck Sharp & Dohme, Ltd

Shotton Lane, Cramlington

Northumberland NE23 3JU

Reino Unido

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Frosst 20 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido Sinvastatina Frosst 20 mg comprimidos revestidos por película

contém 20 mg de sinvastatina.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

Cada comprimido Sinvastatina Frosst 20 mg comprimidos revestidos por película

contém 141,5 mg de lactose

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante

da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex.

exercício físico, perda de peso) seja inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não

forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e de outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares que não atingiram os seus

objetivos de tratamento com doses mais baixas e quando é esperado que os benefícios

ultrapassem os riscos potenciais (ver secções 4.4 e 5.1).

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Frosst. A dose

inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do C-LDL (mais de 45 %) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/dia em dose única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia inicial

recomendada é de 40 mg/dia de Sinvastatina Frosst tomado à noite. Sinvastatina Frosst

deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-

aférese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Frosst é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite, nos

doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária com

ou sem hiperlipidemia). A terapêutica farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo

com a dieta e o exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

Sinvastatina Frosst é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar Sinvastatina Frosst concomitantemente com fibratos, exceto o

gemfibrozil (ver secção 4.3) ou o fenofibrato, a dose de Sinvastatina Frosst não deve

exceder 10 mg/dia. Em doentes a tomar amiodarona, amlodipina, verapamil ou

diltiazem concomitantemente com Sinvastatina Frosst, a dose de Sinvastatina Frosst

não deverá exceder 20 mg/dia. (Ver secções 4.4 e 4.5).

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina

< 30 ml/min), as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Uso nas crianças e nos adolescentes (10-17 anos de idade)

Para crianças e adolescentes (rapazes em estadio Tanner II ou superior e raparigas com

pelo menos um ano pós-menarca, 10-17 anos de idade) com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica, a dose inicial habitualmente recomendada é de 10 mg, uma vez

por dia, à noite. Antes do início do tratamento com a sinvastatina as crianças e

adolescentes deverão iniciar uma dieta padronizada para a redução do colesterol; esta

dieta deverá ser mantida durante o tratamento com a sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é de 10-40 mg/dia; a dose máxima recomendada é

40 mg/dia. As doses devem ser individualizadas de acordo com o objetivo terapêutico

recomendado de acordo com as recomendações para o tratamento pediátrico (ver

secções 4.4 e 5.1). Os ajustes deverão ser feitos em intervalos de pelo menos 4 semanas.

A experiência de Sinvastatina Frosst em crianças na pré-puberdade é limitada.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa, sinvastatina, ou a qualquer dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

- Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas.

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex. itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir,

telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona) (ver secções 4.4 e

4.5).

- Administração concomitante de gemfibrozil, ciclosporina ou danazol (ver secções 4.4

e 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca,

ocasionalmente, miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) acima de dez vezes o limite superior da

normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise, com ou sem

insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito raramente

casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de atividade

inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, com

41.413 doentes tratados com Sinvastatina Frosst, dos quais 24.747 (aproximadamente

60 %) foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi,

aproximadamente, de 0,03 %, 0,08 % e 0,61 % com 20, 40 e 80 mg/dia, respetivamente.

Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados, tendo sido excluídos

alguns medicamentos com interação.

Num ensaio clínico em que doentes com antecedentes de enfarte do miocárdio foram

tratados com 80 mg/dia Sinvastatina Frosst (tempo médio de acompanhamento 6,7

anos), a incidência de miopatia foi aproximadamente 1,0 % em comparação com 0,02

% de doentes a tomar 20 mg/dia. Aproximadamente metade desses casos de miopatia

ocorreram durante o primeiro ano de tratamento. A incidência de miopatia durante cada

ano subsequente de tratamento foi aproximadamente 0,1 %. (Ver secções 4.8 e 5.1.)

O risco de miopatia é maior em doentes a tomar sinvastatina 80 mg, em comparação

com outras terapêuticas com base em estatinas com eficácia semelhante na redução do

C-LDL. Como tal, a dose de 80 mg de Sinvastatina Frosst só deve ser utilizada em

doentes com hipercolesterolemia grave e em risco elevado de complicações

cardiovasculares que não tenham atingido os seus objetivos terapêuticos com as doses

inferiores e quando é esperado que os benefícios superem os potenciais riscos. Em

doentes a tomar sinvastatina 80 mg que necessitem ser tratados com um medicamento

que tenha interação medicamentosa, deve ser utilizada uma dose mais baixa de

sinvastatina ou um regime alternativo com base em estatinas que tenha um menor

potencial de interações medicamentosas (ver abaixo Medidas para reduzir o risco de

miopatia causado pelas interações medicamentosas e secções 4.2, 4.3 e 4.5).

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

- Idosos (idade

65 anos)

- Sexo feminino

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (> 5 x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação

do tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento

deve ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa, na dosagem mais

baixa desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

Uma maior taxa de miopatia foi observada em doentes titulados para a dose de 80 mg

(ver secção 5.1). São recomendadas medições periódicas da CK pois poderão ser úteis

para identificar casos subclínicos de miopatia. Contudo, não existe garantia de que tal

monitorização previna a miopatia.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante alguns

dias antes de grande cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos

graves.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como o

itraconazol, cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina,

inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona),

assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol. A toma destes medicamentos é

contraindicada (ver secção 4.3).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

amiodarona, amlodipina, verapamil ou diltiazem com certas doses de sinvastatina (ver

secções 4.2 e 4.5). O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado

pela administração concomitante de ácido fusídico com sinvastatina (ver secção 4.5).

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, inibidores da

protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento

com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina

for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser interrompida durante o

tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a sinvastatina com

alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: fluconazol, verapamil, diltiazem (ver

secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de

sinvastatina.

A toma de sinvastatina com gemfibrozil é contraindicada (ver secção 4.3). Devido ao

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise, a dose de sinvastatina não deve exceder

10 mg por dia em doentes a tomar sinvastatina com outros fibratos, exceto fenofibrato.

(Ver secções 4.2 e 4.5).

É recomendada precaução ao prescrever fenofibrato com sinvastatina, uma vez que

cada um destes medicamentos podem causar miopatia quando administrados

isoladamente.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona, amlodipina, verapamil ou diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5).

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com doses altas de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia.

Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração

concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA e doses modificadoras dos

lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Qualquer um destes medicamentos pode

causar miopatia quando administrado isoladamente.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Os médicos que considerem a utilização da associação terapêutica de sinvastatina com

doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico), ou

medicamentos contendo niacina, devem ponderar cuidadosamente os potenciais

benefícios e riscos e proceder a uma cuidadosa monitorização dos doentes para despiste

de quaisquer sinais e sintomas de dor, sensibilidade ou fraqueza musculares, em

particular durante os primeiros meses após início da terapêutica e ao aumentar a dose de

cada um dos medicamentos.

Numa análise interina dos resultados de um estudo clínico a decorrer, uma comissão

independente de monitorização da segurança identificou uma incidência de miopatia

superior ao esperado em doentes de etnia chinesa a tomarem sinvastatina 40 mg e a

associação de ácido nicotínico/laropiprant 2000 mg/40 mg. Por conseguinte, deve ter-se

precaução ao tratar doentes de etnia chinesa com sinvastatina (especialmente com doses

de 40 mg ou superiores) coadministradas com doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico) ou medicamentos contendo niacina. Devido ao

risco aumentado de miopatia associado às estatinas ser dependente da dose, não é

recomendada a utilização de sinvastatina 80 mg com doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico) ou medicamentos contendo niacina em doentes de

etnia chinesa. Desconhece-se se existe um risco aumentado de miopatia noutros doentes

Asiáticos tratados com sinvastatina em coadministração com doses modificadoras dos

lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido nicotínico) ou medicamentos contendo niacina.

Se a associação medicamentosa revelar essa necessidade, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.5). Pode

ser considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

Efeitos hepáticos

Nos estudos clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis

de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início da

terapêutica, e posteriormente quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (p. ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumentos

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato, e depois realizados mais frequentemente. Se os níveis das

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3 x LSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa. Note-se

que a ALT pode ter origem muscular. Portanto, uma elevação da ALT e da CK pode

indicar miopatia (ver acima Miopatia/Rabdomiólise).

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência hepática fatal e

não fatal em doentes a tomar estatinas, incluindo a sinvastatina. Se durante o tratamento

com a Sinvastatina Frosst ocorrerem lesões graves no fígado com sintomas clínicos e/ou

hiperbilirrubinemia ou icterícia, interrompa imediatamente a terapêutica. Se não for

identificada uma etiologia alternativa, não reinicie a Sinvastatina Frosst.

O medicamento deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades

substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com

sinvastatina. Estas alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com

sinvastatina, foram geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer

sintomas e não foi necessária a interrupção do tratamento.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e, em alguns doentes com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco vascular

verificado das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L, IMC >

30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto clinica

como bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

incluindo sinvastatina, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção

4.8). Os sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do

estado de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com sinvastatina deve

ser interrompida.

Uso em crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

Foi avaliada a segurança e eficácia da sinvastatina, num estudo clínico controlado, em

doentes entre 10-17 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica,

rapazes adolescentes no estadio Tanner II e superior, assim como em raparigas pelo

menos com um ano pós-menarca. O perfil de eventos adversos foi, em geral,

semelhante entre doentes tratados com sinvastatina e doentes que receberam placebo.

Não foram estudadas doses superiores a 40 mg nesta população. Neste estudo

controlado, limitado, não foi detetado qualquer efeito no crescimento ou maturação

sexual dos rapazes ou raparigas adolescentes, nem qualquer efeito na duração do ciclo

menstrual das raparigas. (Ver secções 4.2, 4.8 e 5.1) As adolescentes do sexo feminino

devem ser aconselhadas sobre os métodos contracetivos apropriados durante a

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

terapêutica com sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.6). Em doentes com idade < 18 anos, a

eficácia e segurança não foi estudada para períodos de tratamento > 48 semanas de

duração e os efeitos a longo prazo na maturação física, intelectual e sexual são

desconhecidos. A sinvastatina não foi estudada em doentes menores de 10 anos de

idade nem em crianças pré-puberdade e raparigas pré-menarca.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, com deficiência na lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética com

gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina (ver a

seguir Interações farmacocinéticas e secções 4.3 e 4.4). Quando sinvastatina e

fenofibrato são administrados concomitantemente, não há evidência de que o risco de

miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada medicamento. Não estão

disponíveis dados adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros

fibratos. Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a coadministração

de sinvastatina e doses modificadoras dos lípidos (

1g/dia) de niacina (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidas no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as

secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações Medicamentosas Associadas com o

Risco Aumentado de Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Inibidores potentes do CYP3A4, p.

ex.:

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH (p.

ex: nelfinavir)

Boceprevir

Telaprevir

Nefazodona

Ciclosporina

Danazol

Gemfibrozil

Contraindicados com sinvastatina

Outros fibratos (exceto o

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por

Amiodarona

Amlodipina

Verapamil

Diltiazem

Não exceder 20 mg de sinvastatina por

Ácido fusídico

Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados. Pode ser considerada a

suspensão temporária do tratamento

com sinvastatina.

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir e nefazodona. A

administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes

na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidróxiácido ativo). A

telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina.

Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol,

cetoconazol, posaconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir,

telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona, assim como com

gemfibrozil, ciclosporina e danazol (ver secção 4.3). Se o tratamento com itraconazol,

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

cetoconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for inevitável, a

terapêutica com sinvastatina deverá ser interrompida durante o tratamento. Deve usar-se

de precaução quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do

CYP3A4: fluconazol, verapamil ou diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Fluconazol

Foram notificados casos raros de rabdiomiólise associado à administração concomitante

de sinvastatina e fluconazol (ver secção 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com

ciclosporina (ver secções 4.3 e 4.4). Apesar de o mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da redutase

da HMG-CoA. O aumento na AUC do ácido da sinvastatina deve-se possivelmente, em

parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com sinvastatina; consequentemente, é contraindicada a toma com danazol

(ver secções 4.3 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.3 e 4.4). É

contraindicada a administração concomitante com gemfibrozil.

Amiodarona

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona com sinvastatina (ver secção 4.4). Num ensaio clínico, foi relatada miopatia

em 6 % dos doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e amiodarona. Consequentemente, a

dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente amiodarona.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

verapamil com 40 mg ou 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo de

farmacocinética, a administração concomitante de sinvastatina com verapamil resultou

num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, possivelmente devido,

em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente verapamil.

Diltiazem

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

diltiazem com 80 mg de sinvastatina (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética,

a administração concomitante de diltiazem com sinvastatina causou um aumento 2,7

vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente devido à inibição do

CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia

em doentes a tomar concomitantemente diltiazem.

Amlodipina

Os doentes tratados com amlodipina concomitantemente com sinvastatina têm um risco

aumentado de miopatia. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante

de amlodipina com sinvastatina causou um aumento 1,6 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia

em doentes a tomar concomitantemente amlodipina.

Inibidores moderados do CYP3A4

Os doentes que tomam outros medicamentos com efeito inibitório moderado no

CYP3A4 concomitantemente com sinvastatina, particularmente com altas doses de

sinvastatina, podem ter um risco aumentado de miopatia.

Niacina (ácido nicotínico)

Casos raros de miopatia/rabdiomiólise têm sido associados à coadministração de

sinvastatina com doses modificadoras de lípidos (

1g/dia) de niacina (ácido

nicotínico). Num estudo farmacocinético, a coadministração de uma dose única de 2 g

de ácido nicotínico de libertação prolongada com 20 mg de sinvastatina resultou num

aumento moderado da AUC da sinvastatina e do ácido da sinvastatina assim como na

Cmax das concentrações plasmáticas do ácido da sinvastatina.

Ácido fusídico

O risco de miopatia pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas, incluindo a sinvastatina. Foram notificados casos isolados de

rabdomiólise com sinvastatina. Pode ser considerada a suspensão temporária do

tratamento com sinvastatina. Se se revelar necessário, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.4).

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

Colquicina

Existem notificações de miopatia e rabdiomiólise com a administração concomitante de

colquicina e sinvastatina, em doentes com insuficiência renal. É recomendada a

monitorização clínica diligente dos doentes que tomem esta associação.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Rifampicina

Sendo a rifampicina um potente indutor do CYP3A4, os doentes a fazer terapêutica

prolongada com rifampicina (p. ex: tratamento da tuberculose) podem apresentar perda

de eficácia da sinvastatina. Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, a

área sob a curva da concentração plasmática (AUC) para o ácido da sinvastatina

diminuiu em cerca de 93% com a administração concomitante de rifampicina.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

que a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciaram modestamente o

efeito dos anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

notificados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a

sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o

mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias

ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Frosst está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a Sinvastatina Frosst ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação à incidência de base.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar Sinvastatina Frosst ou outro fármaco estreitamente

relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na

população em geral, o tratamento materno com Sinvastatina Frosst pode reduzir os

níveis fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A

aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos

hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo

prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas razões, a Sinvastatina Frosst

não deve ser usado em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de

estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina Frosst deve ser suspenso durante o

período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver

secções 4.3 e 5.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, são excretados no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Frosst

não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Frosst sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são

nulos ou desprezíveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas, deve

ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na experiência pós-

comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram relatados durante os

estudos clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa

avaliação das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo

prazo, controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com

20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, apenas foram registados

acontecimentos adversos graves assim como mialgia, aumentos das transaminases

séricas e da CK. Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo

mencionados. Se as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou

semelhantes às do placebo nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com

razoável nexo de causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos

adversos são classificados como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

Sinvastatina Frosst (n = 10.269) ou com placebo (n = 10.267), os perfis de segurança

foram comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de Sinvastatina Frosst e doentes

tratados com placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens

de interrupção devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos doentes

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

tratados com 40 mg de Sinvastatina Frosst, em comparação com 5,1 % nos doentes que

receberam placebo). A incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com

40 mg de Sinvastatina Frosst. O aumento das transaminases (> 3 x LSN, confirmada

por repetição do teste) ocorreu em 0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de

Sinvastatina Frosst, em comparação com 0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam

placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, < 1/10), Pouco frequentes (

1/1.000,

< 1/100), Raros (

1/10.000, < 1/1000), Muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não

pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia

Doenças do foro psiquiátrico:

Muito raros: insónia

Desconhecido: depressão

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesias, tonturas, neuropatia periférica

Muito raros: compromisso da memória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Desconhecido: doença pulmonar intersticial (ver secção 4.4)

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite/icterícia

Muito raros: insuficiência hepática fatal e não fatal

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopécia

Afeções musculosqueléticas, dos tecidos conjuntivos e dos ossos:

Raros: miopatia* (incluindo miosite), rabdomiólise com ou sem insuficiência renal

aguda (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares

*Num ensaio clínico, a miopatia ocorreu frequentemente em doentes tratados com

Sinvastatina Frosst 80 mg/dia quando comparado com doentes tratados com 20 mg/dia

(1,0% vs 0,02%, respetivamente). (ver secções 4.4 e 4.5).

Desconhecido: tendinopatia, por vezes complicada por rutura

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Desconhecido: disfunção eréctil

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST,

-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 Efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4).

Foram notificados aumentos nos valores de HbA1c e na glicemia em jejum com

estatinas, incluindo a Sinvastatina Frosst.

Foram notificados, na pós-comercialização, casos raros de insuficiência cognitiva (p.

ex., perda de memória, esquecimento, amnésia, comprometimento da memória,

confusão) associados à utilização de estatinas. Estes efeitos cognitivos foram

notificados em todas as estatinas, As notificações são geralmente não graves e

reversíveis após a interrupção da estatina, com tempos variáveis de aparecimento de

sintomas (de 1 dia a anos) e resolução dos sintomas (média de 3 semanas).

Foram notificados os seguintes efeitos adversos adicionais com algumas estatinas:

- Distúrbios do sono, incluindo pesadelos

Perda de memória- Disfunção sexual

- Diabetes mellitus: a frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de

risco (glicemia em jejum

5,6 mmol/L, IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados,

histórico de hipertensão).

Crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

Num estudo de 48 semanas envolvendo crianças e adolescentes entre os 10-17 anos de

idade (rapazes no estadio Tanner II ou superior e raparigas pelo menos com um ano

pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (n = 175), o perfil de

segurança e tolerabilidade do grupo tratado com Sinvastatina Frosst foi em geral

semelhante ao do grupo que recebeu placebo. Os efeitos a longo prazo na maturação

física, intelectual e sexual são desconhecidos. Não existem dados disponíveis

suficientes após um ano de tratamento. (Ver secções 4.2, 4.4 e 5.1).

4.9 Sobredosagem

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7. Aparelho cardiovascular. AntidislipidémicosCódigo

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da

3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em

mevalonato, um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

Sinvastatina Frosst demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-

LDL. As LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são

catabolizadas predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O

mecanismo de redução das LDL pela Sinvastatina Frosst pode envolver a diminuição da

concentração do colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A

apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

Sinvastatina Frosst. Além disso, a Sinvastatina Frosst aumenta moderadamente o C-

HDL e reduz os TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, os rácios de C-

total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

Sinvastatina Frosst em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de Sinvastatina

Frosst e 10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No

início do estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a

116 mg/dl; 5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e

8.680 doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de Sinvastatina Frosst, em comparação com o placebo,

reduziu significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %]

para os doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que

receberam placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por

doença coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

absoluto de 1,2 %). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi

estatisticamente significativa. Sinvastatina Frosst reduziu também em cerca de 27 %

(p < 0,0001) o risco de acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de

avaliação final composto por enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença

coronária). Sinvastatina Frosst reduziu em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de

procedimentos de revascularização coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e

angioplastia coronária transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os

procedimentos de revascularização periféricos e outros não coronários. Sinvastatina

Frosst reduziu em cerca de 25 % (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma

redução de 30 % do AVC isquémico (p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes

com diabetes, Sinvastatina Frosst reduziu em cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de

desenvolvimento de complicações macrovasculares, incluindo procedimentos de

revascularização periférica (cirurgia ou angioplastia), amputações dos membros

inferiores, ou úlceras da perna. A redução proporcional da taxa de acontecimentos, foi

semelhante em cada subgrupo de doentes estudados, incluindo os que não tinham

doença coronária mas que tinham doença vascular cerebral ou arterial periférica, em

homens e mulheres com menos ou mais de 70 anos à data de entrada no estudo, com

presença ou ausência de hipertensão, e de salientar, nos que tinham níveis iniciais de

colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com Sinvastatina Frosst em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de Sinvastatina Frosst

(n = 2.221) ou com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos reduziu o

risco de morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por

doença coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %).

Sinvastatina Frosst reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos

coronários major (morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal

confirmado em hospital). Além disso, Sinvastatina Frosst reduziu significativamente o

risco de acontecimentos cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral

e acidente isquémico transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não

cardiovascular, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

O Study of the Effectiveness of Additional Reductions in Cholesterol and

Homocysteine (SEARCH) avaliou o efeito do tratamento com Sinvastatina Frosst 80

mg versus 20 mg (acompanhamento mediano de 6,7 anos) relativamente aos Eventos

Vasculares Major (EVM; definidos como Doença Coronária fatal, Enfarte do Miocárdio

não-fatal, procedimento de revascularização coronário, acidente vascular cerebral fatal

ou não-fatal ou procedimento de revascularização periférico) em 12.064 doentes com

antecedentes de enfarte de miocárdio. Não houve diferença significativa na incidência

de eventos vasculares major entre os dois grupos; Sinvastatina Frosst 20 mg (n=1553;

25,7%) vs. Sinvastatina Frosst 80 mg (n=1477; 24,5%); RR 0,94; IC 95%: 0,88 a 1,01.

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

A diferença absoluta no C-LDL entre os dois grupos durante o decurso do estudo foi de

0,35 ±0,01 mmol/l. Os perfis de segurança foram idênticos entre os dois grupos de

tratamento exceto a incidência de miopatia que foi de cerca de 1,0% para os doentes a

tomar Sinvastatina Frosst 80 mg em comparação com 0,02% nos doentes a tomar

sinvastatina 20 mg. Aproximadamente metade destes casos de miopatia ocorreu durante

o primeiro ano do tratamento. A incidência da miopatia durante cada ano de tratamento

subsequente foi de aproximadamente 0,1%.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram,

respetivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos médios

do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

Estudos clínicos em crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

Num estudo controlado com placebo, em dupla ocultação, 175 doentes (99 rapazes em

estadio Tanner II e superior e 76 raparigas com pelo menos um ano pós-menarca), dos

10 aos 17 anos de idade (idade média 14,1 anos) com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica (HFHe), foram distribuídos aleatoriamente para braços de tratamento

com sinvastatina ou placebo durante 24 semanas (estudo basal). A inclusão no estudo

teve como critérios um valor inicial de C-LDL entre 160 e 400 mg/dl e pelo menos um

familiar com o nível de C-LDL > 189 mg/dl. A dose de sinvastatina (uma vez por dia à

noite) foi de 10 mg durante as primeiras 8 semanas, 20 mg nas 8 semanas seguintes e 40

mg a partir daí. Numa extensão do estudo de 24 semanas, 144 doentes foram

selecionados a continuar a terapêutica e receberem sinvastatina 40 mg ou placebo.

Sinvastatina Frosst reduziu significativamente os níveis plasmáticos de C-LDL, TG e

Apo B. Os resultados obtidos na extensão às 48 semanas foram comparáveis aos

observados no estudo basal. Após 24 semanas de tratamento, o valor médio atingido de

C-LDL foi de 124,9 mg/dl (intervalo: 64,0-289,0 mg/dl) no grupo de Sinvastatina

Frosst > 40 mg comparado com 207,8 mg/dl (intervalo; 128,0-334,0 mg/dl) no grupo

placebo.

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com doses crescentes desde 10, 20

até 40 mg diários em intervalos de 8 semanas), Sinvastatina Frosst diminuiu a média de

C-LDL em 36,8% (placebo: 1,1 % de aumento sobre o valor inicial), Apo B em 32,4 %

(placebo: 0,5 %) e os níveis médios de TG em 7,9 % (placebo: 3,2 %) e aumentou os

níveis médios de C-HDL em 8,3 % (placebo: 3,6 %). Não são conhecidos os benefícios

a longo prazo de Sinvastatina Frosst em eventos cardiovasculares em crianças com

HFHe.

A segurança e eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em

crianças com hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo da

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

terapêutica com sinvastatina desde a infância para a redução da morbilidade e

mortalidade na idade adulta não foi estabelecida.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxi-ácido, que é um potente inibidor da redutase da

HMG-CoA. A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano

é muito baixa.

As propriedades farmacocinéticas foram avaliadas em adultos. Não estão disponíveis

dados farmacocinéticos em crianças e adolescentes.

Absorção

No ser humano, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao ser humano, 13 % da radioatividade foi excretada na urina e

60 % nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa

os equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como

medicamento não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-

hidroxiácido, a sua semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média

de apenas 0,3 % da dose IV, como inibidores.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

-butil-hidroxianisol (E320)

-ácido ascórbico (E300)

-ácido cítrico mono-hidratado (E330)

-celulose microcristalina (E460)

-amido de milho pré-gelificado

-estearato de magnésio (E572)

-lactose

Revestimento do comprimido

-hipromelose (E464)

-hidroxipropilcelulose (E463)

-dióxido de titânio (E171)

-talco (E553b)

-óxido de ferro vermelho (E172)

-óxido de ferro amarelo (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30°C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 20 e 60 comprimidos, doseados a 20 mg de sinvastatina, em placas de

alvéolos de PVC/PE/PVDC com folha de alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

APROVADO EM

18-12-2012

INFARMED

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Merck Sharp & Dohme, Lda.

Quinta da Fonte, 19

Edifício Vasco da Gama

2770-192 Paço de Arcos

Portugal

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 9784124 - 20 comprimidos, 20 mg, blister PVC/PE/PVDC/Alu

Nº de registo: 9784132 - 60 comprimidos, 20 mg, blister PVC/PE/PVDC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 20 maio 1991

Data da última renovação: 01 outubro 2004

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação