Sinvastatina Farmoz 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Farmoz - Sociedade Técnico Medicinal, S.A.
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
4934782 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10017628 - 50018426 ; 4934881 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10017628 - 50018400 ; 5472287 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Comercializado - 10017628 - 50018418
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
03/H/0252/001
Data de autorização:
2004-01-29

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Sinvastatina Farmoz 10 mg comprimidos revestidos por película

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Sinvastatina Farmoz e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Farmoz

3. Como tomar Sinvastatina Farmoz

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sinvastatina Farmoz

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sinvastatina Farmoz e para que é utilizado

Sinvastatina Farmoz é um medicamento utilizado para baixar os valores de colesterol

total, colesterol “mau” (colesterol das LDL) e substâncias gordas chamadas triglicéridos

no sangue. Adicionalmente, Sinvastatina Farmoz aumenta os valores de colesterol

“bom” (colesterol das HDL). Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter

uma dieta recomendada para redução de colesterol. Sinvastatina Farmoz é um membro

de uma classe de fármacos denominados estatinas.

Sinvastatina Farmoz é indicado, adicionalmente à dieta, em caso de ter:

- um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou valores

elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista)

- uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo

aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

- doença coronária ou se estiver em risco de a desenvolver (caso tenha diabetes, história

de acidente vascular cerebral ou outra doença dos vasos sanguíneos).

Sinvastatina Farmoz pode prolongar a sua vida através da redução do risco de ataque

cardíaco ou de outras complicações cardiovasculares, independentemente do nível de

colesterol no seu sangue.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

poderá determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, para que ele possa indicar-lhe a

melhor maneira de controlar o seu colesterol.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sinvastatina Farmoz

Não tome Sinvastatina Farmoz:

- se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

- se tem doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das

transaminases séricas.

- se está grávida ou a amamentar.

- se está a tomar: itraconazol ou cetoconazol (medicamentos antifúngicos) eritromicina,

claritromicina ou telitromicina (antibióticos) indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir

(inibidores da protease do VIH usados para as infeções por VIH) nefazodona

(antidepressivo).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Sinvastatina

Farmoz.

Tome especial cuidado com Sinvastatina Farmoz

Fale com o seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter ou já tenha

tido, e sobre as suas alergias.

Informe o seu médico se bebe grandes quantidades de bebidas alcoólicas.

Informe o seu médico se já teve alguma doença de fígado. Sinvastatina Farmoz pode

não ser indicado para si.

Informe o seu médico se for fazer uma operação cirúrgica. Pode necessitar de parar de

tomar os comprimidos de Sinvastatina Farmoz por um curto período de tempo.

Antes de iniciar o tratamento com Sinvastatina Farmoz, o seu médico deve fazer

análises ao seu sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar adequadamente.

O seu médico pode também requisitar análises ao sangue para verificar como está a

funcionar o seu fígado após ter iniciado o tratamento com Sinvastatina Farmoz.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar e

tratar este problema.

Consulte o seu médico imediatamente se sentir dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares. Isto deve-se ao facto de, em raras situações, os problemas musculares

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

poderem ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões

nos rins; em muito raras situações ocorreram mortes.

Há maior risco de destruição muscular com as doses mais elevadas de Sinvastatina

Farmoz e esta é maior em certos doentes. Informe o seu médico se alguma das seguintes

situações se aplicar a si: consome grandes quantidades de álcool, problemas nos rins,

problemas na tiroide, tem mais de 70 anos de idade, alguma vez teve problemas

musculares durante o tratamento com medicamentos para baixar o colesterol chamados

“estatinas” ou fibratos tem, ou algum familiar próximo tem um distúrbio muscular

hereditário.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sinvastatina Farmoz:

- se tem insuficiência respiratória grave.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes ou

está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem níveis

elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada.

Crianças

A utilização de Sinvastatina Farmoz não é recomendada em crianças.

Outros medicamentos e Sinvastatina Farmoz

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Tomar Sinvastatina Farmoz com qualquer um dos seguintes medicamentos poderá

aumentar o risco de problemas musculares (alguns destes foram já referidos na secção

anterior “Não tome Sinvastatina Farmoz”), por isso é particularmente importante que

informe o seu médico se estiver a tomar:

ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante de

órgãos) danazol (uma hormona sintética usada para tratar a endometriose)

medicamentos como o itraconazol ou cetoconazol (antifúngicos) fibratos como o

gemfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol) eritromicina,

claritromicina, telitromicina ou ácido fusídico (antibióticos) inibidores da protease do

VIH como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir (medicamentos para a SIDA)

nefazodona (antidepressivo) amiodarona (um medicamento usado para tratar o

batimento irregular do coração) verapamilo ou diltiazem (medicamentos usados para

tratar a pressão arterial elevada, a angina de peito ou outras doenças do coração).

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes

medicamentos: medicamentos que previnem os coágulos no sangue, como por exemplo

a varfarina, fenprocumona ou acenocumarol (anticoagulantes) fenofibrato (outro

medicamento para baixar o colesterol) niacina (outro medicamento para baixar o

colesterol).

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Sinvastatina Farmoz com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais componentes que alteram o modo como o

organismo utiliza certos medicamentos, incluindo Sinvastatina Farmoz. O consumo de

sumo de toranja deverá ser evitado.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte

o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Sinvastatina Farmoz se está grávida, planeia engravidar ou suspeita que está

grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Farmoz, pare

imediatamente o tratamento e fale com o seu médico. Não tome Sinvastatina Farmoz se

está a amamentar, uma vez que se desconhece se o medicamento passa para o leite

materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Sinvastatina Farmoz interfira com a sua capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas. No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas

sentem tonturas após tomarem Sinvastatina Farmoz.

Sinvastatina Farmoz contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Sinvastatina Farmoz

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Enquanto estiver a tomar Sinvastatina Farmoz, deverá fazer uma dieta para reduzir o

colesterol.

A dose é de 1 comprimido de Sinvastatina Farmoz 10 mg, 20 mg ou 40 mg tomado por

via oral, uma vez por dia.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com níveis de colesterol muito

elevado e com elevado risco de complicações cardiovasculares.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

O seu médico decidirá qual a dose apropriada para si, de acordo com o seu tratamento

atual e a sua situação de risco.

Tome Sinvastatina Farmoz à noite. Sinvastatina Farmoz pode ser tomado com ou sem

alimentos. A dose inicial habitual é de 10, 20 ou, em alguns casos, 40 mg por dia. O seu

médico poderá ajustar a dose de Sinvastatina Farmoz após, no mínimo, 4 semanas até

um máximo de 80 mg por dia. Não tome mais que 80 mg por dia. O seu médico poderá

receitar doses mais baixas, sobretudo, se estiver a tomar alguns dos medicamentos atrás

mencionados ou tiver determinados problemas renais. Tome Sinvastatina Farmoz até o

seu médico mandar parar.

Se o seu médico lhe receitou Sinvastatina Farmoz juntamente com um medicamento

sequestrante dos ácidos biliares (medicamentos para baixar o colesterol), deve tomar

Sinvastatina Farmoz pelo menos 2 horas antes, ou 4 horas depois de tomar o

sequestrante dos ácidos biliares.

Se tomar mais Sinvastatina Farmoz do que deveria

Por favor contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Farmoz

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte

a tomar os comprimidos de Sinvastatina Farmoz dentro do horário previsto no dia

seguinte.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

É utilizada a seguinte terminologia para descrever a frequência com que os efeitos

secundários têm sido relatados:

Raros (ocorrem em 1 ou mais doentes de cada 10.000 mas em menos de 1 de cada

1.000 doentes tratados).

Foram comunicados os seguintes efeitos secundários raros: dor, sensibilidade ou

fraqueza musculares ou cãibras. Em raras situações, estes problemas musculares podem

ser graves, incluindo destruição muscular (rabdomiólise) que resulta em lesões nos rins;

e em muito raras situações ocorreram mortes.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Reações de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo: inchaço da face, língua e garganta,

que podem causar dificuldade em respirar, dor muscular grave, habitualmente nos

ombros e anca; erupção cutânea com fraqueza muscular dos membros e do pescoço

dor ou inflamação das articulações inflamação dos vasos sanguíneos nódoas negras

pouco comuns, erupções e inchaço na pele, urticária, sensibilidade da pele ao sol, febre,

rubor facial dificuldade em respirar e mal-estar, quadro de doença tipo lúpus (incluindo

erupção cutânea, distúrbios nas articulações e efeitos nas células do sangue) inflamação

do fígado com amarelecimento da pele e dos olhos, comichão, urina escura ou fezes

descoradas, insuficiência hepática (muito rara) inflamação do pâncreas, frequentemente

com dor abdominal grave.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo.

Foram também raramente comunicados os seguintes efeitos secundários: número baixo

de glóbulos vermelhos (anemia), dormência ou fraqueza nos braços e pernas, dor de

cabeça, sensação de formigueiro, tonturas perturbações digestivas (dor abdominal,

prisão de ventre, gases intestinais, indigestão, diarreia, náuseas, vómitos), erupção

cutânea, comichão, perda de cabelo, fraqueza.

Efeitos secundários de frequência desconhecida: Fraqueza muscular constante.

Valores Laboratoriais

Nas análises ao sangue foram observados aumentos de alguns valores da função

hepática e de uma enzima muscular (creatina quinase).

Outros efeitos secundários possíveis:

Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

Perda de memória

Disfunção sexual

Depressão

Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

Diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no

sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se tem

diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

5. Como conservar Sinvastatina Farmoz

Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após "VAL". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte

ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas

medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sinvastatina Farmoz

A substância ativa é a sinvastatina.

Os outros componentes são:

Núcleo: Ácido ascórbico, ácido cítrico anidro, amido pré-gelificado, butil-hidroxianisol

(E320), celulose microcristalina, estearato de magnésio, lactose mono-hidratada, sílica

coloidal anidra e talco.

Revestimento: Citrato de trietilo, dióxido de titânio (E171), hipromelose, óxido de ferro

amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172), povidona K 30 e talco.

Qual o aspeto de Sinvastatina Farmoz e conteúdo da embalagem

Sinvastina Farmoz apresenta-se na forma de comprimidos revestidos doseados a 10 mg

de sinvastatina que são de cor de pêssego, ovais e biconvexos. Encontra-se disponível

em embalagens de 20, 30 ou 60 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

FARMOZ - Sociedade Técnico Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Fabricante:

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A.

Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700-486 Amadora

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em:

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Farmoz 10 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 10 mg de sinvastatina.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Lactose mono-hidratada - 65,73 mg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Cor de pêssego, oval e biconvexo.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante

da dieta, sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) for inadequada.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex. LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção cardiovascular

Redução da mortalidade e morbilidade cardiovasculares em doentes com doença

cardiovascular aterosclerótica evidente ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de

colesterol normais ou aumentados, como adjuvante da correção de outros fatores de

risco e outras terapêuticas cardioprotetoras (ver secção 5.1).

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

4.2 Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e em risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve estar a fazer uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e

deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Farmoz. A dose

habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução de C-LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica com 20-40 mg/dia em toma única administrada à noite. Os ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efetuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada é

de 40 mg/dia de Sinvastatina Farmoz tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações, duas diurnas de 20 mg e uma de 40 mg à noite. Sinvastatina Farmoz

deve ser usado como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex., LDL-

aferese) neste grupo de doentes, ou só por si, quando não estiverem disponíveis tais

terapêuticas.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Farmoz é de 20 mg a 40 mg/dia, em toma única à noite,

nos doentes em elevado risco de doença cardíaca coronária (doença cardíaca coronária

com ou sem hiperlipidemia). A terapia farmacológica poderá ser iniciada em simultâneo

com dieta e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser

efetuados da forma anteriormente especificada.

Terapêutica Concomitante

Sinvastatina Farmoz é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes dos

ácidos biliares. A administração deve ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a

administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Nos doentes a tomar ciclosporina, gemfibrozil, danazol ou outros fibratos (exceto

fenofibrato) ou doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina concomitantemente com

Sinvastatina Farmoz, a dose de Sinvastatina Farmoz não deve exceder os 10 mg/dia.

Em doentes a tomar amiodarona ou verapamilo concomitantemente com Sinvastatina

Farmoz, a dose de Sinvastatina Farmoz não deverá exceder 20 mg/dia (ver secções 4.4 e

4.5).

Posologia na insuficiência renal

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Não deverá ser necessária uma modificação da posologia em doentes com insuficiência

renal moderada. Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina

<

30 ml/min.) as posologias acima de 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente

consideradas e, se necessário, instituídas com precaução.

Uso nos idosos

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

População pediátrica

A eficácia e segurança da utilização de sinvastatina em crianças não foram

estabelecidas. Consequentemente, Sinvastatina Farmoz não é recomendada para uso

pediátrico.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações persistentes e sem explicação das transaminases

séricas

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e

nefazodona) (ver secção 4.5).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

A sinvastatina, tal como outros inibidores da redutase da HMG-CoA, provoca

ocasionalmente miopatia que se manifesta como dor, sensibilidade ou fraqueza

musculares, elevações de creatinaquinase (CK) mais de 10 vezes superiores ao limite

superior da normalidade (LSN). Por vezes a miopatia toma a forma de rabdomiólise,

com ou sem insuficiência renal aguda secundária a mioglobinúria, tendo ocorrido muito

raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado pelos elevados níveis de

atividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o risco de

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos com

41.050 doentes tratados com sinvastatina dos quais 24.747 (aproximadamente 60 %)

foram tratados pelo menos durante 4 anos, a incidência de miopatia foi de,

aproximadamente, 0,02 %, 0,08 % e 0,53 % com 20, 40 e 80 mg/dia, respetivamente.

Nestes ensaios, os doentes foram cuidadosamente monitorizados e foram excluídos

alguns dos fármacos com interação.

Função reduzida das proteínas de transporte

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

A função reduzida das proteínas transportadoras hepáticas OATP pode aumentar a

exposição sistémica da sinvastatina e o risco de miopatia e rabdomiólise. A função

reduzida pode ocorrer como resultado da inibição pela interação de medicamentos (por

exemplo ciclosporina) ou em doentes que são portadores do genótipo c.521T>C do

SLCO1B1.

Os doentes portadores do alelo genético do SLCO1B1 (c.521T> C), que codifica a

proteína OATP1B1 menos ativa, têm uma maior exposição sistémica da sinvastatina e

um aumento do risco de miopatia.

O risco de uma miopatia relacionada com a dose elevada (80 mg) de sinvastatina é, em

geral, de cerca de 1% sem avaliação genética. Com base nos resultados do estudo

SEARCH, os portadores homozigóticos do alelo C (também chamados de CC) tratados

com 80 mg de sinvastatina têm um risco de miopatia de 15% dentro de um ano,

enquanto que o risco nos portadores heterozigóticos do alelo C (TC) é de 1,5%. O risco

correspondente é de 0,3% nos doentes com o genótipo mais comum (TT) (ver secção

5.2). Quando disponível, a genotipagem para a presença do alelo C deve ser

considerada como parte da avaliação de risco-benefício, antes de prescrever 80 mg de

sinvastatina e doses elevadas devem ser evitadas nos doentes portadores do genótipo

CC. No entanto, a ausência deste gene na genotipagem não exclui que não possa ainda

ocorrer miopatia.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM -

imune-mediated necrotizing myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal e

elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento

com estatinas.

Medição da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na

presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que

isto torna difícil a interpretação daqueles valores. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (

>

5xLSN), deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

relatar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

A prescrição de sinvastatina deve ser feita com precaução em doentes com fatores

predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CK devem ser avaliados antes do início

da terapêutica com sinvastatina, para estabelecer um valor de referência basal, nas

seguintes situações:

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

- Idosos (idade > 70 anos)

- Disfunção renal

- Hipotiroidismo não controlado

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias

- História prévia de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente uma perturbação muscular com um fibrato ou com uma estatina, o

tratamento com um produto diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução.

Se os níveis basais de CK estiverem significativamente elevados (>5x LSN), o

tratamento não deverá ser iniciado.

Durante o tratamento

Se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares durante o tratamento com sinvastatina,

os níveis de CK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (

>

5x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam

5x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento

deverá ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da sinvastatina ou a introdução de uma outra estatina alternativa, na

dosagem mais baixa, desde que seja efetuada uma monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida durante uns dias

antes de cirurgia eletiva e quando surjam estados médicos ou cirúrgicos graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interações medicamentosas (ver

também secção 4.5)

O risco de miopatia e rabdomiólise está significativamente aumentado pela utilização

concomitante de sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4 (tais como

itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da

protease do VIH, nefazodona), assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol

(ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos, doses hipolipemiantes (

1 g/dia) de niacina ou pelo uso concomitante

de amiodarona ou verapamilo com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do risco quando o diltiazem é usado com

sinvastatina 80 mg. O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado

pela administração concomitante de ácido fusídico com estatinas (ver secção 4.5).

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, a utilização

concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do

VIH, eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona está contraindicada (ver

secções 4.3 e 4.5). Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina tem que ser

interrompida durante o tratamento. Além disso, deve usar-se de precaução quando se

associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina,

verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.5). Deve ser evitada a ingestão concomitante

de sumo de toranja e de sinvastatina.

A dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em doentes a tomar

concomitantemente ciclosporina, danazol, gemfibrozil ou doses hipolipemiantes (

g/dia) de niacina. A utilização de sinvastatina em associação com gemfibrozil deve ser

evitada, exceto quando for provável que os benefícios superem os riscos aumentados

desta associação medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg de sinvastatina

por dia a outros fibratos (exceto fenofibrato), niacina ou ciclosporina devem ser

cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver

secções 4.2 e 4.5).

Deve usar-se de precaução ao prescrever fenofibrato ou niacina (

1g/dia) com

sinvastatina, uma vez que qualquer um destes medicamentos administrados

isoladamente pode causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20 mg

por dia com amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Se a associação medicamentosa revelar essa necessidade, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.5). Pode

ser considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

Efeitos Hepáticos

Nos estudos clínicos ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes (para >3 x LSN) das transaminases séricas. Quando

a administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis

de transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda-se que sejam efetuados testes de função hepática antes do início da

terapêutica e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início da titulação, 3 meses após

a titulação para a dose de 80 mg e periodicamente (por ex. semestralmente) no primeiro

ano de tratamento. Deverá ser dada atenção especial aos doentes que registem aumento

dos níveis das transaminases séricas, e, nestes doentes, os doseamentos deverão ser

repetidos de imediato e, depois, realizados mais frequentemente. Se os níveis das

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

transaminases séricas mostrarem aumentos progressivos, especialmente se aumentarem

para mais de 3xLSN e forem persistentes, a sinvastatina deverá ser suspensa.

O medicamento deverá ser usado com precaução em doentes que consumam

quantidades substanciais de álcool.

Tal como com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações moderadas

das transaminases séricas (<3xLSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi

necessária a interrupção do tratamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em

geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

Diabetes mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem elevar

a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes,

podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é

adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco vascular das

estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a terapêutica. Os

doentes em risco (glicemia em jejum ente 5,6 a 6,9 mmol/L, IMC>30Kg/m2,

triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto clínica como

bioquimicamente, de acordo com as orientações nacionais.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose não

devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

Interações farmacodinâmicas

Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (

1 g/dia). Além disso, existe

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

uma interação farmacocinética com gemfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (ver abaixo Interações farmacocinéticas e secções 4.2 e 4.4).

Quando a sinvastatina e fenofibrato são administrados concomitantemente, não há

evidência de que o risco de miopatia exceda a soma dos riscos individuais de cada

medicamento. Não estão disponíveis dados adequados de farmacovigilância e

farmacocinética para outros fibratos.

Interações farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interação são

resumidas no quadro seguinte (o texto fornece informações adicionais; ver também as

secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interações Medicamentosas Associadas com o

Risco Aumentado de Miopatia/Rabdomiólise

Medicamentos com interação

Recomendações de prescrição

Inibidores potentes do CYP3A4

Itraconazol

Cetoconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores da protease do VIH

Nefazodona

Contraindicados com sinvastatina

Gemfibrozil

Evitar, mas se necessário, não exceder

10 mg de sinvastatina por dia

Ciclosporina

Danazol

Outros fibratos (exceto o

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por

Amiodarona

Verapamilo

Não exceder 20 mg de sinvastatina por

Diltiazem

Não exceder 40 mg de sinvastatina por

Ácido fusídico

Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados. Pode ser considerada a

suspensão temporária do tratamento

com sinvastatina.

Sumo de toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a

sinvastatina estiver a ser tomada

Efeito de outros medicamentos na sinvastatina

Interações que envolvem o CYP 3A4

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do

aumento da concentração de atividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA

durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem o itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH e

nefazodona. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de

mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito beta-hidroxiácido

ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina.

Consequentemente, está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com

itraconazol, cetoconazol, inibidores da protease do VIH, eritromicina, claritromicina,

telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol, cetoconazol, eritromicina,

claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com sinvastatina deverá ser

interrompida durante o tratamento. Deve usar-se de precaução quando se associa a

sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP 3A4: ciclosporina,

verapamilo, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2

e 4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg/dia em

doentes a tomar concomitante ciclosporina. Apesar do mecanismo não ser totalmente

compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da redutase

da HMG-CoA. O aumento na AUC do ácido da sinvastatina, possivelmente devido, em

parte, à inibição do CYP3A4.

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.4).

Gemfibrozil

O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente

devido à inibição da via metabólica de glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4).

Amiodarona e verapamilo

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamilo com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6% dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e

verapamilo. Num estudo de farmacocinética, a administração concomitante com

verapamilo resultou num aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina,

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

possivelmente devido, em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 20 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

amiodarona ou verapamilo, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o

risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

1% em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em

doentes a tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de

diltiazem (ver secção 4.4). Num estudo de farmacocinética, a administração

concomitante de diltiazem causou um aumento de 2,7 vezes na exposição ao ácido da

sinvastatina possivelmente devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de

sinvastatina não deve exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente

diltiazem, exceto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado

de miopatia e rabdomiólise.

Ácido fusídico

O risco de miopatia pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido

fusídico com estatinas, incluindo a sinvastatina. Foram notificados casos isolados de

rabdomiólise com sinvastatina. Pode ser considerada a suspensão temporária do

tratamento com sinvastatina. Se se revelar necessário, os doentes tratados com ácido

fusídico e sinvastatina devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.4).

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 ml de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

Anticoagulantes orais

Em dois estudos clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina potenciou modestamente o efeito

dos anticoagulantes cumarínicos; o tempo de protrombina registado como Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no

estudo efetuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efetuado nos doentes. Foram

relatados casos muito raros de aumento de INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a

sinvastatina, e com a frequência necessária durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias

ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera que

a sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de outras substâncias metabolizadas

pelo citocromo P450 3A4.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Sinvastatina Farmoz está contraindicado na gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efetuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram recebidos relatos

raros de anomalias congénitas após exposição intrauterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA. Contudo, numa análise de aproximadamente 200 gestações, seguidas

prospetivamente, expostas durante o primeiro trimestre a sinvastatina ou a outro

fármaco estreitamente relacionado com um inibidor da redutase da HMG-CoA, a

incidência de anomalias congénitas foi comparável à observada na população em geral.

Este número de gestações foi estatisticamente suficiente para excluir um aumento igual

ou superior a 2,5 vezes de anomalias congénitas em relação incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro fármaco estreitamente relacionado

com um inibidor da redutase da HMG-CoA difira da observada na população em geral,

o tratamento materno com Sinvastatina Farmoz pode reduzir os níveis fetais de

mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um

processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a

gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a

hipercolesterolemia primária. Por estas razões, Sinvastatina Farmoz não deve ser usado

em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de estarem grávidas. O

tratamento com Sinvastatina Farmoz deve ser suspenso durante o período da gravidez

ou até que se determine que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

Amamentação

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, é excretada no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reações adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Farmoz

não deverão amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sinvastatina Farmoz sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de máquinas,

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

deve ser tomado em consideração que foram relatadas raramente tonturas na

experiência pós-comercialização.

4.8 Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes efeitos adversos, que foram relatados durante os estudos

clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificadas com base numa avaliação das

suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos HPS e 4S, respetivamente com

20.536 e 4.444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, os únicos acontecimentos

adversos graves registados foram mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK.

Para o 4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se

as taxas de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo

nestes ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de

causalidade relatados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados

como “raros”.

No estudo HPS (ver secção 5.1) que envolveu 20.536 tratados com 40 mg/dia de

sinvastatina (n=10.269) ou com placebo (n=10.267) os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8% nos doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina, em comparação com 5,1% nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi < 0,1% em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento de transaminases (>3xLSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21% (n=21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09% (n=9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo: Muito

frequentes (

1/10), Frequentes (

1/100, <1/10), Pouco frequentes (

1/1000, <1/100),

Raros (

1/10.000, <1/1000), Muito raros (<1/10.000) e desconhecido (não pode ser

calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso:

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica.

Doenças gastrointestinais:

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afeções hepatobiliares:

Raros: hepatite / icterícia.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Muito raros: insuficiência hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Raros: erupção cutânea, prurido, alopecia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Raros: miopatia, rabdomiólise (ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares.

Frequência desconhecida: miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4).

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Raros: astenia.

Registou-se, raramente, uma aparente síndrome de hipersensibilidade que incluiu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, velocidade de

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico:

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, gama-glutamil transpeptidase)

(ver secção 4.4), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos de CK (ver

secção 4.4).

Efeitos de classe:

Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

Perda de memória

Disfunção sexual

Depressão

Casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de

longa duração (ver secção 4.4)

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicemia em jejum

5,6 mmol/L, IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, história de

hipertensão).

4.9 Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima tomada foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

em caso de sobredosagem. Neste caso, dever-se-ão adotar medidas genéricas

sintomáticas e de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos, código

ATC: C10A A01

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisada no fígado

na forma do beta-hidroxiácido ativo correspondente, que tem uma atividade

significativa na inibição da redutase da HMG-CoA (redutase da 3-hidroxi-3-

metilglutaril-CoA). Esta enzima catalisa a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um

passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de C-LDL. As

LDL são formadas por proteínas de muito baixa densidade (VLDL) e são catabolisadas

predominantemente pelo recetor de elevada afinidade das LDL. O mecanismo de

redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a diminuição da concentração do

colesterol das VLDL (VLDL-C) e a indução do recetor das LDL, conduzindo a uma

diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do C-LDL. A apolipoproteína B

também diminui substancialmente durante o tratamento com sinvastatina. Além disso, a

sinvastatina aumenta moderadamente o C-LDL e reduz os TG plasmáticos. Como

resultado destas alterações, os rácios de C-total/C-HDL e de C-LDL/C-HDL estão

reduzidos.

Risco Elevado de Doença Coronária (DC) ou Doença Coronária

No estudo HPS (Heart Protection Study), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina em 20.536 doentes (entre 40 e 80 anos de idade), com ou sem

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10.269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10.267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6.793 doentes (33 %) apresentavam níveis de C-LDL inferiores a 116 mg/dl;

5.063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dl e 135 mg/dl; e 8.680

doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dl.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença

coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de 1,2

%). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente

significativa. A sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de

acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por

enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença coronária). A sinvastatina reduziu

em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos de revascularização

coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia coronária

transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de revascularização

periféricos e outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de 25 % (p <

0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico (p <

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu em

cerca de 21 % (p = 0,0293) o risco de desenvolvimento de complicações

macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou

angioplastia), amputações dos membros inferiores, ou úlceras da perna. A redução

proporcional da taxa de acontecimentos, foi semelhante em cada subgrupo de doentes

estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham doença

vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de

70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de

salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/l.

No estudo 4S (Scandinavian Simvastatin Survival Study) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212-309 mg/dl (5,5-8 mmol/l). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados

com dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n = 2.221) ou

com placebo (n = 2.223) durante um tempo médio de 5,4 anos. Reduziu o risco de

morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença

coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). A sinvastatina

reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major

(morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital).

Além disso, a sinvastatina reduziu significativamente o risco de acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve

diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram,

respetivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respetivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos médios

do C-HDL foram, respetivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sinvastatina é uma lactona inativa que é rapidamente hidrolisada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG-CoA.

A hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito

baixa.

Absorção

No Homem, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável extração de

primeira passagem hepática. A extração no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de ação da forma ativa. A disponibilização do

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos

inibidores ativos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da

sinvastatina. A ingestão concomitante de alimentos não afeta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito ativo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos ativos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioativa ao Homem, 13 % da radioatividade foi excretada na urina e 60

% nas fezes, no período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa os

equivalentes de medicamento absorvido e excretado na bílis, assim como medicamento

não absorvido. Após uma injeção intravenosa do metabolito beta-hidroxiácido, a sua

semivida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média de apenas 0,3 % da

dose IV, como inibidores.

A sinvastatina é captada ativamente para os hepatócitos pelo transportador OATP1B1.

Populações especiais

Portadores do alelo c.521T > C do gene SLCO1B1 têm menor atividade da proteína

OATP1B1. A exposição média (AUC) do principal metabolito ativo, sinvastatina ácida,

é de 120% em portadores heterozigóticos (CT) do alelo C e 221% em portadores

homozigóticos (CC) do alelo C em comparação com os doentes com o genótipo mais

comum (TT). O alelo C tem uma frequência de 18% na população europeia. Em

doentes com o polimorfismo SLCO1B1 existe o risco de uma exposição aumentada à

sinvastatina, o que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4).

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo:

Ácido ascórbico

Ácido cítrico mono-hidratado

Amido pré-gelificado

Butil-hidroxianisol (E320)

Celulose microcristalina

Estearato de magnésio

Lactose mono-hidratada

Sílica coloidal anidra

Talco.

Revestimento:

Citrato de trietilo

Dióxido de titânio (E171)

Hipromelose

Óxido de ferro amarelo (E172)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Povidona K 30

Talco.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos são acondicionados em blister de PVC/PVDC/Alumínio. Cada

embalagem contém 20, 30 ou 60 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

APROVADO EM

24-04-2015

INFARMED

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com

as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

FARMOZ - Sociedade Técnico Medicinal, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sinvastatina Farmoz 10 mg comprimidos revestidos por película

Nº de registo: 4934782 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alumínio.

Nº de registo: 4934881 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alumínio

Nº de registo: 5472287 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PVC/PVDC/Alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 29 de janeiro de 2004

Data da última renovação: 22 de dezembro de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação