Sinvastatina Amneal 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sinvastatina
Disponível em:
Amneal Pharma Europe Limited
Código ATC:
C10AA01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Simvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sinvastatina 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
simvastatin
Resumo do produto:
5282942 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017628 - 50018426 ; 5282959 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10017628 - 50018418
Status de autorização:
Revogado (15 de Maio de 2015)
Número de autorização:
NL/H/1869/002/MR
Data de autorização:
2010-04-05

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg, comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Parke-Davis 20 mg, comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Parke-Davis 40 mg, comprimidos revestidos por película

(Sinvastatina)

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

O que é Sinvastatina Parke-Davis e para que é utilizado

Antes de tomar Sinvastatina Parke-Davis

Como tomar Sinvastatina Parke-Davis

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Sinvastatina Parke-Davis

Outras informações

O QUE É SINVASTATINA PARKE-DAVIS E PARA QUE É UTILIZADO

A Sinvastatina Parke-Davis é um medicamento usado para baixar os níveis sanguíneos

de colesterol, o “mau colesterol” (LDL-C) e as substâncias gordas chamadas triglicéridos.

Além disso a Sinvastatina Parke-Davis aumenta os níveis do “bom” colesterol (HDL-C).

Enquanto toma este medicamento deve fazer uma dieta para reduzir o colesterol.

A Sinvastatina Parke-Davis é utilizada juntamente com dieta se você tem:

- níveis elevados de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária) ou níveis

elevados de substâncias gordas (dislipidemia mista)

- uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) que aumenta os

níveis de colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos.

- doença cardíaca coronária ou apresenta risco elevado de desenvolver doença cardíaca

coronária (por ter diabetes, ter tido um acidente vascular cerebral ou outra doença dos

vasos sanguíneos). A Sinvastatina Parke-Davis pode prolongar a sua vida ao reduzir o

risco de doença cardíaca, independentemente dos níveis de colesterol no sangue.

A maioria das pessoas não tem sintomas imediatos de colesterol elevado. O seu médico

pode determinar o seu nível de colesterol através de uma simples análise ao sangue.

Mantenha as consultas regulares com o seu médico, meça regularmente o seu colesterol

e discuta o seu objectivo com o seu médico.

ANTES DE TOMAR SINVASTATINA PARKE-DAVIS

NÃO tome Sinvastatina Parke-Davis

Se tem alergia (hipersensibilidade) à sinvastatina ou a qualquer um dos outros

componentes de Sinvastatina Parke-Davis.

Se tem doença do fígado.

Se está grávida ou a amamentar.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Se está a tomar, simultaneamente, um ou mais do que um dos seguintes

medicamentos que inibem fortemente uma enzima específica do fígado (CYP3A4):

os medicamentos antifúngicos itraconazol e cetoconazol

a eritromicina, claritromicina ou telitromicina, que são usados para

prevenir/combater certas infecções

medicamentos para o VIH (ver “Ao tomar Sinvastatina Parke-Davis com outros

medicamentos”)

o medicamento que trata a depressão, nefazodona.

Tome especial cuidado com Sinvastatina Parke-Davis

- se tem insuficiência respiratória grave

- se tem problemas de rins

- se tem problemas da tiróide não controlados (hipotiroidismo)

- se tem ou alguma vez teve dores, sensibilidade ou fraqueza musculares durante o

tratamento com estatinas (um grupo de medicamentos usados para reduzir o colesterol)

ou durante o tratamento com fibratos (medicamentos que diminuem o conteúdo lipídico

do sangue)

- se você, ou algum familiar próximo, tem uma doença muscular hereditária ou se

alguma vez sofreu de problemas musculares

- se consome ou já consumiu grandes quantidades de álcool (abuso de álcool)

- informe o seu médico se tiver uma operação marcada. Pode ter que interromper o

tratamento com Sinvastatina Parke-Davis por um curto período de tempo.

- se alguma vez teve uma doença de fígado

- se tem mais de 70 anos.

Antes ou durante o tratamento com sinvastatina, o seu médico poderá mandar fazer

análises ao sangue para verificar se o seu fígado está a funcionar adequadamente.

A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com níveis muito elevados de

colesterol

sangue

(hipercolesterolemia)

elevado

risco

complicações

cardiovasculares.

sentir

dor,

sensibilidade

aumentada,

fraqueza

cãibras

musculares

inexplicáveis, contacte o seu médico imediatamente. Raramente, com o uso da

sinvastatina,

pode

ocorrer

definhamento

tecido

musculares

(rabdomiólise)

acompanhado por dor, sensibilidade ou cãibras dos músculos, febre e urina castanha

avermelhada (ver “Efeitos secundários possíveis”). O risco de problemas musculares

pode

aumentar

simultâneo

certos

medicamentos

(Ver

“Ao

tomar

Sinvastatina Parke-Davis com outros medicamentos”).

Crianças

A segurança e a efectividade foram estudadas em rapazes de 10-17 anos de idade e

raparigas que tinham iniciado o seu período menstrual, pelo menos, um ano antes (ver

“Como tomar Sinvastatina Parke-Davis”). A sinvastatina não foi estudada em crianças

com idade inferior a 10 anos. Para obter mais informações, fale com seu médico.

Consulte o seu médico se algum dos avisos acima descritos é aplicável a si ou se já foi

aplicável no passado.

Ao tomar Sinvastatina Parke Davis com outros medicamentos

particularmente

importante

informar

médico

estiver

tomar

algum

medicamentos

seguintes.

Tomar

Sinvastatina

Parke-Davis

algum

desses

medicamentos pode aumentar o risco de problemas musculares (alguns deste já foram

listados na secção anterior “NÃO tome Sinvastatina Parke-Davis”).

- ciclosporina (medicamento frequentemente usado em casos de transplante de órgãos)

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

danazol

medicamento

anti-hormonal

usado

tratamento

desenvolvimento da membrana mucosa uterina fora do útero (endometriose) e no

tratamento da sensibilidade e do mamária)

- medicamentos como o itraconazol ou o cetoconazol (medicamentos para infecções

fúngicas)

- fibratos como o genfibrozil ou bezafibrato (medicamentos para diminuem os níveis de

colesterol)

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina

ácido

fusídico

(medicamentos

para

infecções bacterianas)

- inibidores da protease do VIH tais como indinavir, nelfinavir, ritonavir ou saquinavir

(medicamentos para SIDA)

- nefazodona (um medicamento para a depressão)

- amlodipina (um medicamento para pressão arterial elevada)

- amiodarona (um medicamento usado para o batimento irregular do coração)

- verapamil ou diltiazem (medicamentos usados para a pressão arterial – tensão arterial

- elevada, dores de peito associada a doenças do coração ou outras doenças do coração)

- colquicina (um medicamento usado para o tratamento da gota)

- rifampicina (um medicamento para a tuberculose ou lepra)

Assim como os medicamentos descritos anteriormente, informe o seu médico ou

farmacêutico se

estiver

tomar

tiver

tomado

recentemente

quaisquer

outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Particularmente,

informe o seu médico se estiver a tomar os seguintes:

- medicamentos para evitar coágulos de sangue, como varfarina, fenprocumon ou

acenocumarol (anticoagulantes)

- fenofibrato (outro medicamento que diminui os níveis de colesterol no sangue)

- doses elevadas (pelo menos 1 g por dia) de niacina ou ácido nicotínico (medicamento

que reduz os níveis de colesterol).

Ao tomar Sinvastatina Parke-Davis com alimentos e bebidas

O sumo de toranja contém um ou mais substâncias que podem alterar a metabolização

de outros medicamentos como a Sinvastatina Parke-Davis. Deve evitar beber sumo de

toranja durante o tratamento.

Gravidez e aleitamento

Não tome Sinvastatina Parke-Davis se está grávida, a tentar engravidar, ou se suspeita

que pode estar grávida. Se engravidar durante o tratamento com Sinvastatina Parke-

Davis, pare imediatamente o tratamento e contacte o seu médico.

Não tome Sinvastatina Parke-Davis se estiver a amamentar porque se desconhece se o

medicamento passa para o leite materno.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que a utilização de Sinvastatina Parke-Davis afecte a sua capacidade de

conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, ao conduzir veículos ou usar máquinas,

deverá ter-se em consideração que raramente foram comunicadas tonturas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Sinvastatina Parke-

Davis

A Sinvastatina Parke-Davis contém lactose mono-hidratada (acuçar do leite). Se foi

informado pelo seu médico de que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes

de tomar este medicamento.

COMO TOMAR SINVASTATINA PARKE-DAVIS

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Tomar Sinvastatina Parke-Davis sempre de acordo com as indicações do médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Modo de administração:

Os comprimidos de Sinvastatina Parke-Davis devem ser tomados com água. Este

medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

Posologia

A dose habitual é de 5 a 80 mg de sinvastatina por dia, administrados em toma única à

noite. O seu médico pode ajustar a sua dose até um máximo de 80 mg por dia,

administrados numa toma única à noite durante pelo menos 4 semanas. A dose de 80

mg está apenas recomendada para doentes com níveis de colesterol muito elevados

(hipercolesterolemia) e um elevado risco de complicações cardiovasculares.

Posologia

para

níveis

colesterol

muito

elevados

sangue

(Hipercolesterolemia):

Deve seguir uma dieta padronizada para a redução do colesterol antes de iniciar o

tratamento e deverá continuar com esta dieta durante o tratamento com sinvastatina.

A dose inicial habitual é de 10 ou 20 mg de sinvastatina por dia administrada em dose

única à noite. O seu médico poderá iniciar a terapêutica com 20 ou 40 mg por dia em

dose única administrada à noite se necessitar de uma grande diminuição do colesterol.

Se necessário, o seu médico irá ajustar a dose da forma descrita na secção “Posologia”.

Posologia para Hipercolesterolemia familiar homozigótica (elevados níveis de

colesterol no sangue hereditário):

A dose recomendada é de 40 mg/dia, tomado à noite, ou de 80 mg/dia (divididos por 3

administrações, 20 mg, 20 mg e 40 mg à noite). Os comprimidos de Sinvastatina Parke-

Davis devem ser usados como adjuvantes de outros tratamentos hipolipemiantes (p.ex.,

LDL-aferese) ou quando tais tratamentos não estiverem disponíveis.

Posologia para prevenção de doença cardiovascular:

A dose habitual é de 20 ou 40 mg/dia, em toma única à noite, nos doentes em elevado

risco de doença cardíaca coronária (com ou sem níveis elevados de gordura no sangue).

O tratamento poderá ser iniciado em simultâneo com dieta e exercício físico. Se

necessário, o seu médico irá ajustar a dose da forma descrita na secção “Posologia”.

Posologia para tratamento simultâneo com outros medicamentos:

Se a Sinvastatina Parke-Davis é tomada em associação com outros medicamentos

(colestipol e colestiramina) para reduzir os níveis de colesterol, a administração deve

ocorrer 2 horas antes ou 4 horas após a administração desses medicamentos.

Se está a tomar ciclosporina (medicamento que inibe as defesas do organismo) ou certos

medicamentos para baixar os níveis de colesterol (genfibrozil, outros fibratos (excepto o

fenofibrato)) ou niacina (em doses superiores a 1 g/dia) com sinvastatina, a dose de

Sinvastatina não deve exceder 10 mg/dia. Se está a tomar amiodarona ou verapamil

(medicamentos para doenças do coração) juntamente com Sinvastatina, a dose de

Sinvastatina

não

deverá

exceder

mg/dia

(ver

“Tome

especial

cuidado

Sinvastatina Parke-Davis”).

Posologia para doentes com função renal diminuida:

Se a função dos seus rins tiver gravemente diminuida, o seu médico poderá iniciar o

tratamento com uma dose inicial mais baixa.

Posologia para crianças e adolescentes (10-17 anos de idade):

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Para

crianças

anos)

doença

hereditária

denomidada

hipercolesterolemia familiar, a dose inicial habitualmente recomendada é 10 mg por dia,

à noite. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.

Posologia para idosos:

Não é necessário qualquer ajuste na dose.

Duração do tratamento

Vai ter de tomar sinvastatina por um longo período de tempo. O seu médico irá dizer-lhe

por quanto tempo terá de tomar a sinvastatina.

Se tomar mais Sinvastatina Parke-Davis do que deveria

Se tomar mais comprimidos de Sinvastatina Parke-Davis do que deveria, informe o seu

médico ou farmacêutico ou contacte o hospital mais próximo.

Caso se tenha esquecido de tomar Sinvastatina Parke-Davis

Se se esqueceu de tomar Sinvastatina Parke-Davis, simplesmente continue com a sua

dose normal. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu

de tomar. Simplesmente continue o tratamento como usual no próximo dia.

Se parar de tomar Sinvastatina Parke-Davis

Continue a tomar Sinvastatina Parke-Davis até o seu médico lhe dizer que deve parar. Se

parar de tomar Sinvastatina Parke-Davis os seus níveis de colesterol podem subir

novamente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, Sinvastatina Parke-Davis pode causar efeitos secundários,

no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os seguintes termos foram usados para descrever a frequência com que os efeitos

secundários foram comunicados:

Pouco frequentes: afectando mais do que 1 em 1000 doentes mas menos que 1 em 100

doentes tratados

Raros: afectando mais do que 1 em 10000 doentes mas menos do que 1 em 1000

doentes tratados

Muito raros: afectando menos do que 1 em 10000 doentes

Os seguintes raros efeitos secundários graves foram comunicados:

Se algum destes efeitos secundários graves acontecerem, pare de tomar o

medicamento e informe o seu médico imediatamente ou dirija-se às urgências

do hospital mais próximo.

reacções de hipersensibilidade (alérgicas) incluindo:

inchaço da face, língua e garganta que podem causar dificuldade em respirar

dor muscular intensa geralmente ao nível dos ombros e ancas

erupção cutânea com enfraquecimento dos músculos dos membros e do pescoço

dor ou inflamação das articulações

Inflamação dos vasos sanguíneos

nódoas negras pouco comuns, erupções e inchaço na pele, urticária, sensibilidade

da pele ao sol, febre, rubor facial

dificuldade em respirar e mal estar

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

quadro de doença tipo Lúpus (incluindo urticária, perturbações das articulações e

alterações nas células do sangue)

inflamação do fígado com amarelecimento da pele e dos olhos, comichão, cor escura

da urina, fezes de coloração pálida, insuficiência hepática (muito raro)

inflamação no pâncreas frequentemente com dor abdominal intensa

dor muscular (incluindo inflamação ou inchaço dos músculos), sensibilidade, fraqueza

ou cãibras. Em ocasiões raras, estes problemas musculares podem ser graves,

incluindo destruição muscular, originando lesões nos rins; e, muito raramente,

ocorreram mortes

problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre (muito

raro)

Os seguintes efeitos secundários pouco frequentes foram comunicados:

perturbações do sono, inclusive insónia e pesadelos

depressão

perda de memória

dificuldades sexuais

Os seguintes efeitos secundários também foram reportados raramente:

redução do número de glóbulos vermelhos (anemia)

dormência ou perda de sensação nos braços e pernas

cefaleias, sensação de picadas ou entorpecimento, tonturas

perturbações a nível do estômago (dor abdominal, obstipação, flatulência, indigestão,

diarreia, nauseas, vómitos)

irritação na pele; comichão; perda de cabelo

fraqueza

Valores laboratoriais:

Foram observadas aumentos de alguns testes sanguíneos laboratoriais da função do

fígado e de uma enzima muscular (Creatina cinase).

algum

efeitos

secundários

agravar

detectar

quaisquer

efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

COMO CONSERVAR SINVASTATINA PARKE-DAVIS

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize Sinvastatina Parke-Davis após o prazo de validade impresso no blister e na

embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Sinvastatina Parke-Davis comprimidos

A substância activa é sinvastatina

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg comprimido revestido por película contém 10 mg de sinvastatina.

Sinvastatina Parke-Davis 20 mg comprimido revestido por película contém 20 mg de sinvastatina.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Sinvastatina Parke-Davis 40 mg comprimido revestido por película contém 40 mg de sinvastatina.

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido:

Butilhidroxianisol (E 320)

Ácido ascórbico (E 300)

Ácido cítrico monohidratado (E 330)

Celulose microcristalina (E 460a)

Amido de milho pré-gelificado

Lactose monohidratada

Estearato de magnésio (E 470B)

Revestimento:

Hipromelose

Hidroxipropilcelulose (E 464)

Dióxido de titânio (E 171)

Talco (E 553b).

Óxido de ferro amarelo (E 172) – Para 10/20 mg

Óxido de ferro vermelho (E 172) – Para 10/20/40 mg

Qual o aspecto de Sinvastatina Parke-Davis e conteúdo da embalagem

Comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg comprimidos revestidos por película:

Cor-de-rosa claros, redondos e biconvexos gravados com 'A' numa das faces e com '01'

na outra face.

Sinvastatina Parke-Davis 20 mg comprimidos revestidos por película:

Cor-de-rosa claros, redondos e biconvexos gravados com 'A' numa das faces e com '02'

na outra face.

Sinvastatina Parke-Davis 40 mg comprimidos revestidos por película:

Cor-de-rosa, redondos e biconvexos gravados com 'A' numa das faces e com '03' na

outra face.

Os comprimidos revestidos por película de Sinvastatina Parke-Davis 10, 20 e 40 mg

estão disponíveis em embalagens blister contendo 10, 14, 28, 30, 50, 56, 84, 98 e 100

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Parke-Davis, Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

Fabricante

Pfizer PGM, Zone Industrielle, 29 Route des Industries, 37530 Poce Sur Cisse, França.

Pfizer Service Company, 10 Hoge Wei, B-1930 Zaventem, Bélgica.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg filmtabletten

Alemanha

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg Filmtabletten

Bélgica

Simvastatine Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg comprimés pelliculés

Dinamarca

Simvastatin Pfizer 20 mg & 40 mg filmovertrukne tabletter

Espanha

Simvastatina

Pfizer

&

comprimidos

recubiertos

película

Estónia

Simvastatin Pfizer

Finlândia

Simvastatine Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg kalvopäällysteinen

tabletti

França

ASENSINE 10mg, 20mg & 40 mg, comprimé pelliculé

Holanda

Simvastatine Pfizer 5mg, 10 mg, 20 mg& 40 mg filmomhulde

tabletten

Hungria

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg filmtabletta

Irlanda

Simvastatin Pfizer 10mg , 20mg, 40mg and 80mg film-coated tablets

Itália

Simvastatina Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg compresse rivestite con

film

Luxemburgo

Simvastatine Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg comprimés pelliculés

Noruega

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg tabletter, filmdrasjerte

Portugal

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg, 20 mg e 40 mg comprimidos

revestidos por película

Polónia

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg tabletki powlekane

Reino Unido

Simvastatin 10mg , 20mg, 40mg & 80mg film-coated tablets

Roménia

Simvastatin Pfizer 10 mg, 20 mg & 40 mg comprimate filmate

Suécia

Simvastatin Pfizer

Este folheto foi aprovado pela última vez em {MM/AAAA}

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg, comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Parke-Davis 20 mg, comprimidos revestidos por película

Sinvastatina Parke-Davis 40 mg, comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de sinvastatina.

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de sinvastatina.

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de sinvastatina.

Excipiente: Lactose monohidratada

Um comprimido revestido por película contém 70 mg de lactose mono-hidratada.

Um comprimido revestido por película contém 140 mg de lactose mono-hidratada.

Um comprimido revestido por película contém 280 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Sinvastatina Parke-Davis 10 mg comprimidos:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa claros, redondos e biconvexos gravados

com 'A' numa das faces e com '01' na outra face.

Sinvastatina Parke-Davis 20 mg comprimidos:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa claros, redondos e biconvexos gravados

com 'A' numa das faces e com '02' na outra face.

Sinvastatina Parke-Davis 40 mg comprimidos:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, redondos e biconvexos gravados com

'A' numa das faces e com '03' na outra face.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Tratamento da hipercolesterolemia primária ou da dislipidemia mista, como adjuvante da

dieta, quando a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (ex.

exercício físico, perda de peso) seja insuficiente.

Tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e

outros tratamentos hipolipemiantes (ex: aférese das LDL) ou se tais tratamentos não

forem apropriados.

Prevenção cardiovascular

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Redução

mortalidade

morbilidade

cardiovasculares

doentes

doença

cardiovascular

aterosclerótica manifesta ou com diabetes mellitus, quer tenham níveis de colesterol

normais ou aumentados, como adjuvante da correcção de outros factores de risco e de

outras terapêuticas cardioprotectoras (ver secção 5.1).

Posologia e modo de administração

O intervalo posológico é de 5-80 mg/dia administrados por via oral numa dose única à

noite. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos em intervalos não

inferiores a 4 semanas, até um máximo de 80 mg/dia administrados em dose única à

noite. A dose de 80 mg é apenas recomendada em doentes com hipercolesterolemia

grave e risco elevado de complicações cardiovasculares.

Hipercolesterolemia

O doente deve iniciar uma dieta padronizada para a redução do colesterol, e deverá

continuar com esta dieta durante o tratamento com Sinvastatina Parke-Davis. A dose

inicial habitual é de 10-20 mg/dia administrados em dose única à noite. Os doentes que

necessitem de uma grande redução do colesterol LDL (mais de 45%) podem iniciar a

terapêutica

20-40

mg/dia

dose

única

administrada

noite.

ajustes

posológicos, se necessários, devem ser efectuados da forma anteriormente especificada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Com base nos resultados de um estudo clínico controlado, a posologia recomendada de

sinvastatina é de 40 mg/dia tomado à noite, ou de 80 mg/dia, divididos por 3

administrações de 20 mg, 20 mg e uma dose de 40 mg à noite. A sinvastatina Parke-

Davis deve ser usada como adjuvante de outros tratamentos hipolipemiantes (ex:

aférese das LDL) neste grupo de doentes, ou se tais tratamentos não estiverem

disponíveis.

Prevenção cardiovascular

A dose habitual de Sinvastatina Parke-Davis é de 20 a 40 mg/dia, em toma única à noite,

em doentes com elevado risco de doença cardíaca coronária (DCC) com ou sem

hiperlipidemia. A terapêutica farmacológica pode ser iniciada simultaneamente com dieta

e exercício físico. Os ajustes posológicos, se necessários, devem ser efectuados da forma

anteriormente especificada.

Terapêutica concomitante

A Sinvastatina Parke-Davis é eficaz isoladamente ou em associação com sequestrantes

dos ácidos biliares. A administração deve ocorrer ou mais de 2 horas antes ou mais de 4

horas após a administração de um sequestrante dos ácidos biliares.

Em doentes a tomar ciclosporina, danazol, genfibrozil ou outros fibratos (excepto o

fenofibrato)

concomitantemente

Sinvastatina

Parke-Davis,

dose

SinvastatinaParke-Davis

não

deve

exceder

mg/dia.

doentes

tomar

amiodarona ou verapamil concomitantemente com Sinvastatina Parke-Davis, a dose de

Sinvastatina Parke-Davis não deve exceder os 20 mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Posologia na insuficiência renal

Não deverá ser necessária alteração da posologia em doentes com insuficiência renal

moderada.

Nos doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), doses

superiores a 10 mg/dia deverão ser cuidadosamente consideradas e, se necessário,

instituídas com precaução.

Utilização em idosos

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Não é necessário qualquer ajuste posológico.

Utilização em crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

Para crianças e adolescentes (rapazes no estádio de Tanner II e superior e raparigas que

em que tenha passado, pelo menos, um ano após a menarca, 10-17 anos de idade) com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose inicial habitualmente recomendada é

10 mg uma vez ao dia, à noite. As crianças e adolescentes devem ser sujeitos a uma

dieta padrão para diminuição do colesterol antes do tratamento com a sinvastatina; esta

dieta deve ser mantida durante o tratamento com sinvastatina.

O intervalo posológico recomendado é 10-40 mg/dia, a dose máxima recomendada é 40

mg/dia.

As doses devem ser individualizadas de acordo com o objectivo recomendado do

tratamento conforme preconizado no tratamento pediátrico (ver secções 4.4 e 5.1).

Devem ser feitos ajustes em intervalos de 4 ou mais semanas.

A experiência da sinvastatina em crianças na pré-puberdade é limitada.

Contra-indicações

- Hipersensibilidade à sinvastatina ou a qualquer um dos excipientes;

- Doença hepática activa ou elevações persistentes inexplicáveis das transaminases

séricas;

- Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6);

- Administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (ex. itraconazol,

cetoconazol,

fluconazol,

posaconazol,

inibidores

protease

(ex.

nelfinavir), eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona) (ver secção

4.5).

Advertências e precauções especiais de utilização

Miopatia/Rabdomiólise

sinvastatina,

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA,

provoca

ocasionalmente

miopatia

manifesta

como

dor,

sensibilidade

fraqueza

musculares

elevações

mais

vezes

superiores

limite

superior

normalidade (LSN) da creatina cinase (CK). Por vezes a miopatia toma a forma de

rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária à mioglobinúria, tendo

ocorrido muito raramente casos de morte. O risco de miopatia é aumentado por elevados

níveis de actividade inibidora da redutase da HMG-CoA plasmática.

como

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA,

risco

miopatia/rabdomiólise depende da dose. Numa base de dados de ensaios clínicos, 41050

doentes foram tratados com sinvastatina dos quais 24747 (aproximadamente 60 %)

foram

tratados

durante

pelo

menos

anos.

incidência

miopatia

foi,

aproximadamente,

0,02

0,08

0,53

mg/dia,

respectivamente.

Durante

estes

estudos,

doentes

foram

cuidadosamente

monitorizados, tendo sido excluídos alguns medicamentos com interacção.

Medição da creatina quinase

A CK não deverá ser medida após o exercício físico vigoroso ou na presença de qualquer

outra causa passível de aumentar os níveis de CK, uma vez que isto torna difícil a

interpretação dos valores. Se os níveis basais de CK estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), estes deverão ser reavaliados no prazo de 5 a 7 dias para

confirmar os resultados.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Antes do tratamento

Todos os doentes a iniciar terapêutica com sinvastatina, ou cuja dose de sinvastatina

esteja a ser aumentada, devem ser avisados sobre o risco de miopatia e aconselhados a

notificar de imediato qualquer dor, sensibilidade ou fraqueza musculares que ocorram

sem explicação.

Deve-se ter precaução em doentes com factores predisponentes para rabdomiólise. Os

níveis de CK devem ser avaliados antes do início da terapêutica, para estabelecer um

valor de referência basal, nas seguintes situações:

- Idosos (idade > 70 anos);

- Insuficiência renal;

- Hipotiroidismo não controlado;

- História pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias;

- História prévia de toxicidade muscular com estatinas ou fibratos;

- Abuso de álcool.

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao

possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica. Se um doente já tiver tido

anteriormente

alteração

muscular

fibrato

estatina,

tratamento com um membro diferente dessa classe deverá ser iniciado com precaução. O

tratamento

não

deverá

iniciado

níveis

basais

estiverem

significativamente elevados (> 5 x LSN),.

Durante o tratamento

Os níveis de CK devem ser medidos se ocorrer dor, fraqueza ou cãibras musculares

durante o tratamento com uma estatina. Se estes níveis estiverem significativamente

elevados (> 5 x LSN), na ausência de exercício físico vigoroso, o tratamento deverá ser

interrompido. Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário,

ainda que os níveis de CK sejam < 5 x LSN, deverá ser considerada a descontinuação do

tratamento. Se houver suspeita de miopatia por qualquer outra razão, o tratamento deve

ser descontinuado.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK normalizarem, poderá ser considerada

a reintrodução da estatina ou a introdução de uma estatina alternativa na dosagem mais

baixa e com monitorização cuidadosa.

A terapêutica com sinvastatina deve ser temporariamente interrompida alguns dias antes

de uma cirurgia electiva grande e quando surjam problemas médicos ou cirúrgicos

graves.

Medidas para reduzir o risco de miopatia causado pelas interacções medicamentosas (ver

também secção 4.5)

risco

miopatia

rabdomiólise

está

significativamente

aumentado

pelo

concomitante

sinvastatina

inibidores

potentes

CYP3A4

(tais

como

itraconazol,

cetoconazol,

fluconazol,

posaconazol,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina, inibidores da protease do VIH (ex. nelfinavir), nefazodona), assim como

com genfibrozil, ciclosporina e danazol (ver secção 4.2).

O risco de miopatia e rabdomiólise está também aumentado pelo uso concomitante de

outros fibratos ou pelo uso concomitante de amiodarona ou verapamil com doses mais

elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.5). Ocorre também um ligeiro aumento do

risco quando o diltiazem é usado com sinvastatina 80 mg. O risco de miopatia, incluindo

rabdomiólise, pode estar aumentado pela administração concomitante de ácido fusídico

com estatinas (ver secção 4.5).

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Consequentemente, no que diz respeito aos inibidores do CYP3A4, o uso concomitante de

sinvastatina

itraconazol,

cetoconazol,

fluconazol,

posaconazol,

inibidores

protease do VIH (ex. nelfinavir), eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona

está

contra-indicada

(ver

secções

4.5).

tratamento

itraconazol,

cetoconazol, fluconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for

inevitável, a terapêutica com sinvastatina deve ser interrompida durante o tratamento.

Além disso, deve usar-se de precaução quando se associa a sinvastatina com certos

inibidores menos potentes do CYP3A4: ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções

4.2 e 4.5).

Deve ser evitada a ingestão concomitante de sumo de toranja e de sinvastatina.

dose

sinvastatina

não

deve

exceder

por dia

doentes

tomar

concomitantemente medicação com ciclosporina, danazol ou genfibrozil. A utilização de

sinvastatina em associação com genfibrozil deve ser evitada, excepto quando for

provável

benefícios

superem

riscos

aumentados

desta

associação

medicamentosa. Os benefícios da associação de 10 mg/dia de sinvastatina a outros

fibratos

(excepto

fenofibrato),

niacina,

ciclosporina

danazol

devem

cuidadosamente ponderados em relação aos riscos potenciais destas associações (ver

secções 4.2 e 4.5).

Deve-se ter precaução ao prescrever fenofibrato ou niacina (≥ 1g/dia) com sinvastatina,

qualquer

destes

medicamentos

pode,

quando

administrados

isoladamente, causar miopatia.

Deve ser evitada a utilização combinada de sinvastatina em doses superiores a 20

mg/dia com amiodarona ou verapamil, excepto se for provável que o benefício clínico

supere o risco aumentado de miopatia (ver secções 4.2 e 4.5).

Caso se prove ser necessária a associação, doentes em associação de ácido fusídico e

sinvastatina, devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.5). Deve ser

considerada a suspensão temporária do tratamento com sinvastatina.

Efeitos hepáticos

Em ensaios clínicos, ocorreram, num número reduzido de doentes adultos tratados com

sinvastatina, aumentos persistentes ( > 3 x LSN) das transaminases séricas. Quando a

administração de sinvastatina foi interrompida ou suspensa nestes doentes, os níveis de

transaminases baixaram lentamente, de um modo geral, para os níveis anteriores ao

tratamento.

Recomenda–se que sejam realizados testes de função hepática antes do início do

tratamento e, posteriormente, quando indicado clinicamente. Doentes tratados com uma

dose de 80 mg devem fazer um teste adicional antes do início do ajuste de dose, 3

meses após o ajuste para a dose de 80 mg e posteriormente de forma periódica (ex:

semestralmente) no primeiro ano de tratamento. Deverá ser dada especial atenção aos

doentes que registem aumentos dos níveis das transaminases séricas e, nestes doentes,

doseamentos

deverão

repetidos

imediato,

depois

realizados

mais

frequentemente.

níveis

transaminases

séricas

mostrarem

aumentos

progressivos, especialmente se aumentarem para mais de 3 x LSN e forem persistentes,

a sinvastatina deverá ser suspensa.

Este

medicamento

deve

usado

precaução

doentes

consumam

quantidades substanciais de álcool.

Tal como acontece com outros agentes hipolipemiantes, têm sido referidas elevações

moderadas das

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

transaminases séricas (< 3 x LSN) na sequência do tratamento com sinvastatina. Estas

alterações surgiram pouco tempo após o início do tratamento com sinvastatina, foram

geralmente transitórias, não foram acompanhadas de quaisquer sintomas e não foi

necessária a interrupção do tratamento.

Doença intersticial do pulmão

Foram notificados casos excepcionais de doença intersticial do pulmão com algumas

estatinas, sobretudo com tratamento prolongado (ver secção 4.8). As características

apresentadas podem incluir dispneia, tosse não produtiva e deterioração geral da saúde

(fadiga, perda de peso e febre). Caso se suspeite que um doente desenvolveu doença

intersticial do pulmão, o tratamento com estatinas deve ser descontinuado.

Utilização em crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

A segurança e efectividade da sinvastatina em doentes com 10-17 anos de idade com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica foram avaliados num ensaio clínico controlado

com rapazes adolescentes no estádio II de Tanner e superior e em raparigas em que

tenha passado, pelo menos um

ano após

menarca. Os doentes tratados com

sinvastatina tiveram um perfil de reacções adversas similar de um modo geral ao dos

doentes tratados com placebo. As doses superiores a 40 mg não foram estudadas nesta

população. Neste estudo controlado limitado, não foi detectado efeito no crescimento ou

maturação sexual em rapazes ou raparigas adolescentes, ou qualquer efeito na duração

do ciclo menstrual em raparigas. (Ver secções 4.2, 4.8 e 5.1). As adolescentes devem

ser aconselhadas a utilizar métodos contraceptivos adequados durante o tratamento com

sinvastatina (ver secções 4.3 e 4.6). Em doentes com idade <18 anos, a eficácia e

segurança não foram estudadas para períodos de tratamento com duração > 48 semanas

e os efeitos a longo termo na maturação física, intelectual e sexual são desconhecidos. A

sinvastatina não foi estudada em doentes com menos de 10 anos de idade, nem em

crianças na pré-puberdade e raparigas na pré-menarca.

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-

galactose não deverão tomar este medicamento.

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Só foram realizados estudos de interacção em adultos.

Interacções farmacodinâmicas

Interacções com medicamentos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando

administrados isoladamente

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração

concomitante com fibratos e niacina (ácido nicotínico) (≥ 1 g/dia). Além disso, existe

uma interacção farmacocinética com genfibrozil que resulta num aumento dos níveis

plasmáticos de sinvastatina (secções 4.2 e 4.4). Quando a sinvastatina e o fenofibrato

são administrados concomitantemente, não há evidência de que o risco de miopatia

exceda a soma dos riscos individuais de cada medicamento. Não estão disponíveis dados

adequados de farmacovigilância e farmacocinética para outros fibratos.

Interacções farmacocinéticas

As recomendações relativas a prescrição para os medicamentos com interacção estão

resumidas no quadro seguinte (são incluídas informações adicionais no texto; ver

também secções 4.2, 4.3 e 4.4).

Interacções medicamentosas associadas a um risco aumentado de miopatia e

rabdomiólise

Medicamento

Recomendações de prescrição

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Inibidores potentes do CYP3A4:

Itraconazol

Cetoconazol

Posaconazol

Fluconazol

Eritromicina

Claritromicina

Telitromicina

Inibidores

protease

(ex. nelfinavir)

Nefazodona

Contra-indicados com sinvastatina

Gemfibrozil

Evitar, mas se necessário, não exceder 10 mg de

sinvastatina por dia.

Ciclosporina

Danazol

Outros

fibratos

(excepto

fenofibrato)

Não exceder 10 mg de sinvastatina por dia.

Amiodarona

Verapamil

Não exceder 20 mg de sinvastatina por dia.

Diltiazem

Não exceder 40 mg de sinvastatina por dia.

Ácido Fusídico

doentes

devem

cuidadosamente

monitorizados. Pode ser considerada a suspensão

temporária do tratamento com sinvastatina.

Sumo de Toranja

Evitar o sumo de toranja enquanto a sinvastatina

estiver a ser tomada

Efeitos de outros medicamentos na sinvastatina

Interacções que envolvem inibidores do CYP3A4

A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do

citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise por aumento da

concentração de actividade inibidora plasmática da redutase da HMG-CoA durante a

terapêutica

sinvastatina.

Estes

inibidores

incluem

itraconazol,

cetoconazol,

fluconazol, posaconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease

do VIH (ex. nelfinavir) e nefazodona. A administração concomitante de itraconazol

resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o

metabolito beta-hidróxiácido activo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na

exposição ao ácido da sinvastatina.

Consequentemente, está contra-indicada a associação de sinvastatina com itraconazol,

cetoconazol, fluconazol, posaconazol, inibidores da protease do VIH (ex. nelfinavir),

eritromicina, claritromicina, telitromicina e nefazodona. Se o tratamento com itraconazol,

cetoconazol, eritromicina, claritromicina ou telitromicina for inevitável, a terapêutica com

sinvastatina deverá ser interrompida durante o tratamento. Deve-se ter precaução

quando se associa a sinvastatina com alguns inibidores menos potentes do CYP3A4:

ciclosporina, verapamil, diltiazem (ver secções 4.2 e 4.4).

Ciclosporina

O risco de miopatia/rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

ciclosporina, particularmente com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e

4.4). Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve exceder 10 mg por dia em

doentes a tomar concomitantemente ciclosporina. Apesar de o mecanismo não ser

totalmente compreendido, a ciclosporina demonstrou aumentar a AUC dos inibidores da

redutase

HMG-CoA.

aumento

ácido

sinvastatina

deve-se,

presumivelmente, em parte, à inibição do CYP3A4.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Danazol

O risco de miopatia e de rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante

de danazol com doses mais elevadas de sinvastatina (ver secções 4.2 e 4.4).

Genfibrozil

O genfibrozil aumenta a a área sob a curva de concentração plasmática (AUC) do ácido

da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente devido à inibição da via metabólica de

glucoronidação (ver secções 4.2 e 4.4).

Amlodipina

Num estudo farmacocinético, a administração concomitante com amlodipina resultou

num aumento de 1,4 vezes na concentração pico (Cmáx) e de 1,3 na exposição total

(área sob a curva concentração-tempo (AUC) do metabolito activo da sinvastatina sem

afectar o seu efeito na diminuição do colesterol. A relevância clínica desta interacção é

desconhecida.

Amiodarona e verapamil

O risco de miopatia e rabdomiólise está aumentado pela administração concomitante de

amiodarona ou verapamil com doses superiores de sinvastatina (ver secção 4.4). Num

ensaio clínico em curso, foi relatada miopatia em 6 % dos doentes a tomar 80 mg de

sinvastatina e amiodarona.

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de

aproximadamente 1% em doentes a tomar 40 mg ou 80 mg de sinvastatina e verapamil.

Num estudo farmacocinético, a administração concomitante com verapamil resultou num

aumento de 2,3 vezes da exposição ao ácido da sinvastatina, presumivelmente devido,

em parte, à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 20 mg por dia em doentes

a tomar concomitantemente

amiodarona ou

verapamil, excepto se for provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado

de miopatia e rabdomiólise.

Diltiazem

Uma análise dos ensaios clínicos disponíveis mostrou uma incidência de miopatia de 1%

em doentes a tomar 80 mg de sinvastatina e diltiazem. O risco de miopatia em doentes a

tomar 40 mg de sinvastatina não foi aumentado pelo uso concomitante de diltiazem (ver

secção 4.4). Num estudo farmacocinético, a administração concomitante de diltiazem

causou um aumento 2,7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina possivelmente

devido à inibição do CYP3A4. Consequentemente, a dose de sinvastatina não deve

exceder 40 mg por dia em doentes a tomar concomitantemente diltiazem, excepto se for

provável que o benefício clínico ultrapasse o risco aumentado de miopatia e rabdomiólise.

Ácido Fusídico

O risco de miopatia pode aumentar com a administração concomitante de ácido fusídico

e estatinas, incluindo sinvastatina. Têm sido notificados casos isolados de rabdomiólise

com sinvastatina. Deve ser considerada a suspensão temporária do tratamento com

sinvastatina. Se se provar necessário, os doentes a tomar ácido fusídico e sinvastatina

devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção 4.4).

Sumo de toranja

O sumo de toranja inibe o citocromo P450 3A4. A ingestão concomitante de grandes

quantidades (mais de 1 litro por dia) de sumo de toranja e sinvastatina resultou num

aumento de 7 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. A ingestão de 240 mL de

sumo de toranja de manhã e de sinvastatina à noite, resultou também num aumento de

1,9 vezes. Logo, deve ser evitada a ingestão de sumo de toranja durante o tratamento

com sinvastatina.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Colquicina

Têm sido notificados casos de miopatia com a administração concomitante de colquicina

e sinvastatina, contudo os dados são limitados.

Rifampicina

Como a rifampicina é um indutor do P450 3A4, os doentes em tratamento prolongado

com rifampicina (ex. tratamento da tuberculose) concomitantemente com sinvastatina

devem ter os níveis de colesterol plasmático monitorizado. O ajuste posológico adequado

da sinvastatina pode ser garantido para assegurar uma redução satisfatória nos níveis

lipídicos. Num estudo farmacocinético em voluntários saudáveis, a AUC para o ácido

sinvastatínico diminuiu em 93% com a administração concomitante da rifampicina.

Anticoagulantes orais

Em dois ensaios clínicos, um realizado em voluntários saudáveis e o outro em doentes

hipercolesterolémicos, 20-40 mg/dia de sinvastatina, potenciou modestamente o efeito

anticoagulantes

cumarínicos:

tempo

protrombina

registado

como

Razão

Normalizada Internacional (INR) aumentou de um valor inicial de 1,7 para 1,8 no estudo

efectuado em voluntários e de 2,6 para 3,4 no estudo efectuado nos doentes. Foram

notificados casos muito raros de aumento da INR. Nos doentes a tomar anticoagulantes

cumarínicos, o tempo de protrombina deverá ser determinado antes de iniciar a

sinvastatina, e com a frequência necessária, durante a fase inicial do tratamento, para

assegurar que não ocorrerá alteração significativa no tempo de protrombina. Assim que

se registar um tempo de protrombina estável, este poderá ser monitorizado a intervalos

geralmente recomendados para doentes que tomam anticoagulantes cumarínicos. Caso

se altere a dose ou se interrompa o tratamento com sinvastatina, dever-se-á repetir o

mesmo procedimento. A terapêutica com sinvastatina não foi associada a hemorragias

ou a alterações do tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

Efeitos da sinvastatina na farmacocinética de outros medicamentos

A sinvastatina não tem um efeito inibidor no citocromo P450 3A4. Logo, não se espera

sinvastatina

afecte

concentrações

plasmáticas

outras

substâncias

metabolizadas pelo citocromo P450 3A4.

Gravidez e aleitamento

Gravidez

A sinvastatina está contra–indicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

Não foi estabelecida a segurança em mulheres grávidas. Não foram efectuados ensaios

clínicos controlados com sinvastatina em mulheres grávidas. Foram notificados casos

raros de anomalias congénitas após exposição intra-uterina a inibidores da redutase da

HMG-CoA.

Contudo,

numa

análise

aproximadamente

gestações,

seguidas

prospectivamente, expostas durante o primeiro trimestre à sinvastatina ou a outro

inibidor da redutase da HMG-CoA, a incidência de anomalias congénitas foi comparável à

observada na população em geral. Este número de gestações foi estatisticamente

suficiente para

excluir um aumento igual ou superior a 2,5 vezes de

anomalias

congénitas em relação à incidência de base.

Apesar de não haver evidência de que a incidência de anomalias congénitas nos recém-

nascidos de doentes a tomar sinvastatina ou outro inibidor da redutase da HMGCoA difira

da observada na população em geral, o tratamento materno com sinvastatina pode

reduzir os níveis fetais de mevalonato, que é um precursor da biossíntese do colesterol.

A aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos

hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo

prazo associado a hipercolesterolemia primária. Por estas razões, a Sinvastatina Parke-

Davis não pode ser usada em mulheres grávidas, a tentar engravidar ou com suspeita de

estarem grávidas. O tratamento com Sinvastatina Parke-Davis tem de ser suspenso

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

durante o período da gravidez ou até que se determine que a mulher não está grávida

(ver secção 4.3 e 5.3).

Aleitamento

Não se sabe se a sinvastatina, ou algum dos seus metabolitos, são excretados no leite

humano. Uma vez que muitos medicamentos são excretados no leite humano, e devido

ao potencial de reacções adversas graves, as mulheres que tomam Sinvastatina Parke-

Davis não podem amamentar os seus filhos (ver secção 4.3).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos da Sinvastatina Parke-Davis sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, durante a condução e utilização de

máquinas, deve ser tomado em consideração que foram notificadas, raramente, tonturas

na experiência pós-comercialização.

Efeitos indesejáveis

As frequências dos seguintes acontecimentos adversos, que foram notificados durante os

ensaios clínicos e/ou na pós-comercialização, são classificados com base numa avaliação

das suas taxas de incidência em ensaios clínicos de grande dimensão, a longo prazo,

controlados com placebo, que incluem os estudos denominados “Heart Protection Study”

(HPS) e “Scandinavian Simvastatin Survival Study” (4S), respectivamente, com 20536 e

4444 doentes (ver secção 5.1). Para o HPS, apenas foram registados os acontecimentos

adversos graves bem como mialgia, aumentos das transaminases séricas e da CK. Para o

4S, foram registados todos os acontecimentos adversos abaixo mencionados. Se as taxas

de incidência sobre a sinvastatina foram menores ou semelhantes às do placebo nestes

ensaios, e se houve acontecimentos semelhantes com razoável nexo de causalidade

notificados espontaneamente, estes acontecimentos adversos são classificados como

"raros".

No estudo HPS (ver secção 5.1), que envolveu 20536 doentes tratados com 40 mg/dia

de sinvastatina (n = 10269) ou com placebo (n = 10267), os perfis de segurança foram

comparáveis entre doentes tratados com 40 mg de sinvastatina e doentes tratados com

placebo durante os 5 anos de duração média do estudo. As percentagens de interrupção

devidas a efeitos colaterais foram comparáveis (4,8 % nos doentes tratados com 40 mg

de sinvastatina, em comparação com 5,1 % nos doentes que receberam placebo). A

incidência de miopatia foi < 0,1 % em doentes tratados com 40 mg de sinvastatina. O

aumento das transaminases (> 3x LSN, confirmada por repetição do teste) ocorreu em

0,21 % (n = 21) dos doentes tratados com 40 mg de sinvastatina, em comparação com

0,09 % (n = 9) dos doentes que receberam placebo.

As frequências de acontecimentos adversos são classificadas do seguinte modo:

Muito frequentes (≥ 1/10),

Frequentes (≥ 1/100; < 1/10),

Pouco frequentes (≥ 1/1000; < 1/100),

Raros (≥ 1/10000; < 1/1000),

Muito raros (< 1/10000), não conhecidos (não se podem fazer estimativas a partir dos

dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: anemia.

Doenças do sistema nervoso

Raros: cefaleias, parestesia, tonturas, neuropatia periférica, polineuropatia periférica.

Pouco frequentes: perturbações do sono incluindo insónia, pesadelos, depressão perda

de memória.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Muito raros: doença intersticial do pulmão.

Doenças gastrointestinais

Raros: obstipação, dor abdominal, flatulência, dispepsia, diarreia, náuseas, vómitos,

pancreatite.

Afecções hepatobiliares

Raros: hepatite/icterícia.

Muito raros: insuficiência hepática

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Raros: erupção cutânea, prurido, alopécia.

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raros: miopatia (incluindo miosite), rabdomiólise com ou sem insuficiência renal aguda

(ver secção 4.4), mialgia, cãibras musculares, miosite, polimiosite.

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Pouco frequentes: disfunção sexual.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raros: astenia.

Foi notificada, raramente, um aparente síndroma de hipersensibilidade que envolveu

algumas das seguintes manifestações: angioedema, síndroma do tipo lúpus, polimialgia

reumática,

dermatomiosite,

vasculite,

trombocitopénia,

eosinofilia,

velocidade

sedimentação aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor,

dispneia e mal-estar.

Exames complementares de diagnóstico

Raros: aumentos das transaminases séricas (ALT, AST, γ-glutamil transpeptidase) (ver

secção 4.4 efeitos hepáticos), aumento da fosfatase alcalina; aumento dos níveis séricos

de CK (ver secção 4.4).

Crianças e adolescentes (10-17 anos de idade)

Num estudo de 48 semanas que envolveu crianças e adolescentes (rapazes no estádio

Tanner II e superior e raparigas em que tenha passado, pelo menos, um ano após a

menarca) entre os 10-17 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica

(n=175), o perfil de segurança e tolerabilidade do grupo tratado com Sinvastatina Parke-

Davis foi, de um modo geral, similar ao do grupo tratado com placebo. Os efeitos a longo

termo

maturação

física,

intelectual

sexual

são

desconhecidos.

Não

estão

actualmente disponíveis dados suficientes após um ano de tratamento. (Ver secções 4.2,

4.4, e 5.1).

Sobredosagem

Até à data, foram notificados alguns casos de sobredosagem; a dose máxima ingerida foi

de 3,6 g. Todos os doentes recuperaram sem sequelas. Não existe tratamento específico

caso

sobredosagem.

Neste

caso,

dever-se-ão

adoptar

medidas

genéricas

sintomáticas e de suporte.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho Cardiovascular. Antidislipidémicos.

Código ATC: C10AA01.

Após a administração oral, a sinvastatina, uma lactona inactiva, é hidrolisada no fígado

forma

beta–hidroxiácido

activo

correspondente,

actividade

significativa na inibição da redutase da HMGCoA (redutase da 3–hidroxi–3–metilglutaril–

CoA). Esta enzima cataliza a conversão de HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e

limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.

A sinvastatina demonstrou reduzir as concentrações normais ou elevadas de lipoproteína

de baixa densidade de colesterol (LDL). A LDL é formada por proteínas de muito baixa

densidade (VLDL) e são catabolisadas predominantemente pelo receptor de elevada

afinidade das LDL. O mecanismo de redução das LDL pela sinvastatina pode envolver a

diminuição da concentração do colesterol das VLDL e a indução do receptor das LDL,

conduzindo a uma diminuição da produção e ao aumento do catabolismo do colesterol

LDL. A apolipoproteína B também diminui substancialmente durante o tratamento com

sinvastatina. Além disso, a sinvastatina aumenta moderadamente o colesterol HDL e

reduz os TG plasmáticos. Como resultado destas alterações, a proporção de colesterol

total/colesterol HDL e de colesterol LDL/colesterol HDL está reduzida.

Risco Elevado de Doença Coronária ou Doença Coronária existente

No estudo “Heart Protection Study” (HPS), avaliaram-se os efeitos da terapêutica com

sinvastatina

20536

doentes

(entre

anos

idade),

hiperlipidemia e com doença coronária, outra doença arterial oclusiva ou diabetes

mellitus. Neste estudo, 10269 doentes foram tratados com 40 mg/dia de sinvastatina e

10267 doentes receberam placebo durante um período médio de 5 anos. No início do

estudo, 6793 doentes (33 %) apresentavam níveis de colesterol LDL inferiores a

116 mg/dL; 5063 doentes (25 %) apresentavam valores entre 116 mg/dL e 135 mg/dL;

e 8680 doentes (42 %) apresentavam valores superiores a 135 mg/dL.

O tratamento com 40 mg/dia de sinvastatina, em comparação com o placebo, reduziu

significativamente o risco de mortalidade por todas as causas (1328 [12,9 %] para os

doentes tratados com sinvastatina versus 1507 [14,7 %] para os doentes que receberam

placebo; p = 0,0003) devido a uma diminuição de 18 % das mortes por doença

coronária (587 [5,7 %] versus 707 [6,9 %]; p = 0,0005; redução do risco absoluto de

1,2 %). A redução das mortes por causas não-vasculares não foi estatisticamente

significativa. A sinvastatina reduziu também em cerca de 27 % (p < 0,0001) o risco de

acontecimentos coronários major (engloba o parâmetro de avaliação final composto por

enfarte do miocárdio não fatal ou morte por doença coronária).

A sinvastatina reduziu em cerca de 30 % (p < 0,0001) a necessidade de procedimentos

de revascularização coronária (incluindo bypass das artérias coronárias e angioplastia

coronária transluminosa percutânea) e em 16 % (p = 0,006) os procedimentos de

revascularização periféricos e outros não coronários. A sinvastatina reduziu em cerca de

25 % (p < 0,0001), o risco de AVC, atribuível a uma redução de 30 % do AVC isquémico

(p < 0,0001). Além disso, no subgrupo de doentes com diabetes, a sinvastatina reduziu

cerca

0,0293) o

risco

desenvolvimento

complicações

macrovasculares, incluindo procedimentos de revascularização periférica (cirurgia ou

angioplastia), amputações dos membros inferiores ou úlceras da perna. A redução

proporcional da taxa de acontecimentos foi semelhante em cada subgrupo de doentes

estudados, incluindo os que não tinham doença coronária mas que tinham doença

vascular cerebral ou arterial periférica, em homens e mulheres com menos ou mais de

70 anos à data de entrada no estudo, com presença ou ausência de hipertensão, e de

salientar, nos que tinham níveis iniciais de colesterol das LDL inferiores a 3,0 mmol/L

aquando da inclusão.

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

No estudo 4S (“Scandinavian Simvastatin Survival Study”) avaliou-se o efeito, na

mortalidade total, da terapêutica com sinvastatina em 4.444 doentes com doença

coronária e com um colesterol total basal de 212- 309 mg/dL (5,5-8 mmol/L). Neste

estudo multicêntrico, de distribuição aleatória, em dupla ocultação e controlado por

placebo, os doentes com angina ou enfarte do miocárdio (EM) prévio foram tratados com

dieta, com o tratamento habitual e com 20-40 mg/dia de sinvastatina (n = 2221) ou com

placebo (n =2223) durante um tempo médio de 5,4 anos. A sinvastatina reduziu o risco

de morte em 30 % (redução do risco absoluto de 3,3 %). O risco de morte por doença

coronária foi reduzido em 42 % (redução do risco absoluto de 3,5 %). A sinvastatina

reduziu também em 34 % o risco de ocorrência de acontecimentos coronários major

(morte por doença coronária com EM silencioso e não fatal confirmado em hospital).

Além

disso,

sinvastatina

reduziu

significativamente

risco

acontecimentos

cerebrovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral e acidente isquémico

transitório) em 28 %. Em relação à mortalidade não cardiovascular, não houve diferença

estatisticamente significativa entre os grupos.

Hipercolesterolemia Primária e Hiperlipidemia Mista

Em estudos que compararam a eficácia e a segurança de 10, 20, 40 e 80 mg sinvastatina

diários em doentes com hipercolesterolemia, as reduções médias do C-LDC foram,

respectivamente, de 30, 38, 41 e 47 %. Nos estudos realizados em doentes com

hiperlipidemia mista a tomar 40 mg e 80 mg de sinvastatina, as reduções médias nos

triglicéridos foram, respectivamente, de 28 e 33 % (placebo: 2 %) e os aumentos

médios do C-HDL foram, respectivamente, de 13 e 16 % (placebo: 3 %).

Ensaios

Clínicos

Crianças

Adolescentes

(10-17

anos

idade)

Num estudo em dupla ocultação, controlado por placebo, 175 doentes (99 rapazes no

estádio II de Tanner e superior de e 76 raparigas em que tivesse passado, pelo menos,

um ano após a menarca) 10-17 anos de idade (idade média de 14,1 anos) com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica foram aleatorizados para sinvastatina ou

placebo durante 24 semanas (estudo de base). A inclusão no estudo requeria um LDL-C

na linha de base entre 160 e 400 mg/dL e pelo menos um dos pais com um nível de LDL-

C >189 mg/dL. A dose de sinvastatina (uma vez por dia, à noite) foi de 10 mg para as

primeiras 8 semanas, 20 mg para as 8 semanas seguintes, e 40 mg em seguida. Numa

extensão de 24 semanas, 144 doentes foram elegíveis para continuar o tratamento e

receberam

sinvastatina

placebo.

A sinvastatina reduziu significativamente os níveis plasmáticos de LDL-C, TG e Apo B. Os

resultados da extensão às 48 semanas foram comparáveis às observadas no estudo de

base.

Após 24 semanas de tratamento, a média alcançada do valor de LDL-C foi de 124,9

mg/dL (intervalo: 64,0-289,0 mg/dL) no grupo de sinvastatina 40 mg em comparação

com 207,8 mg/dL (intervalo: 128,0-334,0 mg/dL) no grupo placebo.

Após 24 semanas de tratamento com sinvastatina (com doses crescentes de 10, 20 e até 40 mg por dia

em intervalos de 8 semanas), a sinvastatina reduziu a média de LDL-C em 36,8% (placebo: 1,1% de

aumento desde a linha de base), Apo B em 32,4% (placebo: 0,5%), e os níveis medianos de TG em

7,9% (placebo: 3,2%)

e aumentou

níveis

médios de HDL-C em 8,3% (placebo: 3,6%). Os

benefícios a longo prazo da sinvastatina sobre acontecimentos cardiovasculares em crianças com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica são desconhecidos.

A segurança e a eficácia de doses superiores a 40 mg por dia não foram estudadas em crianças com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica. A eficácia a longo prazo do tratamento com sinvastatina

na infância para reduzir a morbilidade e mortalidade na idade adulta não foi estabelecida

Propriedades farmacocinéticas

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

A sinvastatina é uma lactona inactiva que é rapidamente hidrolizada in vivo no

correspondente beta-hidroxiácido, que é um potente inibidor da redutase da HMG–CoA. A

hidrólise ocorre principalmente no fígado; a hidrólise no plasma humano é muito baixa.

propriedades

farmacocinéticas

foram

avaliadas

adultos.

dados

farmacocinética em crianças e adolescentes não estão disponíveis

Absorção

No ser humano, a sinvastatina é bem absorvida e sofre uma considerável efeito de

primeira passagem hepática. A metabolização no fígado depende do fluxo sanguíneo

hepático. O fígado é o principal local de acção da forma activa. A disponibilização do

beta-hidroxiácido para a circulação sistémica após a administração de uma dose oral de

sinvastatina foi inferior a 5 % da dose. A concentração plasmática máxima dos inibidores

activos é atingida aproximadamente 1-2 horas após a administração da sinvastatina. A

ingestão concomitante de alimentos não afecta a absorção.

A farmacocinética das doses únicas e múltiplas de sinvastatina revelou que não ocorreu

acumulação do medicamento após a administração de doses múltiplas.

Distribuição

A ligação da sinvastatina e do seu metabolito activo às proteínas é > 95 %.

Eliminação

A sinvastatina é um substrato do CYP3A4 (ver secções 4.3 e 4.5). Os principais

metabolitos da sinvastatina presentes no plasma humano são o beta-hidroxiácido e

quatro metabolitos activos adicionais. Após a administração oral de uma dose de

sinvastatina radioactiva no ser humano, 13 % da radioactividade foi excretada na urina e

60 % nas fezes, num período de 96 horas. A quantidade recuperada nas fezes representa

equivalentes

medicamento

absorvido

excretado

bílis,

assim

como

medicamento

não

absorvido. Após

injecção

intravenosa

metabolito

beta-

hidroxiácido, a sua semi-vida média foi de 1,9 horas. Na urina, foi excretada uma média

de apenas 0,3 % da dose IV, como inibidores.

Dados de segurança pré-clínica

Segundo estudos convencionais realizados em animais relativamente a farmacodinamia,

toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade, não existem outros

riscos para o doente para além daqueles esperados tendo em consideração o mecanismo

farmacológico. Nas doses máximas toleradas no rato e no coelho, a sinvastatina não

produziu malformações fetais e não teve efeitos na fertilidade, na função reprodutora ou

no desenvolvimento neonatal.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Butilhidroxianisol (E 320)

Ácido ascórbico (E 300)

Ácido cítrico monohidratado (E 330)

Celulose microcristalina (E 460a)

Amido de milho pré-gelificado

Lactose monohidratada

Estearato de magnésio (E 470B)

Revestimento:

Hipromelose

APROVADO EM

05-04-2010

INFARMED

Hidroxipropilcelulose (E 464)

Dióxido de titânio (E 171)

Talco (E 553b).

Óxido de ferro amarelo (E 172) – (Para 10/20 mg)

Óxido de ferro vermelho (E 172) – (Para 10/20/40 mg)

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

3 anos

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos são acondicionados em blisters de PVC/PE/PVDC/Al com 10, 14, 28, 30,

50, 56, 84, 98 and 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Parke-Davis, Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 10

2740-271 Porto Salvo

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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