Sibutramina Teva 10 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sibutramina
Disponível em:
Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
A08AA10
DCI (Denominação Comum Internacional):
Sibutramine
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Sibutramina, cloridrato mono-hidratado 10 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.8 Estimulantes inespecíficos do sistema nervoso central
Área terapêutica:
sibutramine
Resumo do produto:
5094545 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10020802 - ; 5094552 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10020802 - ; 5093067 - Blister 7 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10020802 -
Status de autorização:
Revogado (24 de Novembro de 2011)
Número de autorização:
CZ/H/0142/001/DC
Data de autorização:
2008-03-07

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

SIBUTRAMINA TEVA 10mg CÁPSULAS

SIBUTRAMINA TEVA 15mg CÁPSULAS

Sibutramina, cloridrato monohidratado

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

-Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

NESTE FOLHETO:

1.O que é Sibutramina Teva e para que é utilizado

2.Antes de tomar Sibutramina Teva

3.Como tomar Sibutramina Teva

4.Efeitos secundários possíveis

5.Como conservar Sibutramina Teva

6.Outras informações

1.O QUE É SIBUTRAMINA TEVA E PARA QUE É UTILIZADO

A Sibutramina Teva 10mg e 15mg Cápsulas são medicamentos anti-obesidade. Ajudam-

no a perder peso. A sua função é deixá-lo satisfeito com uma menor quantidade de

alimentos. Ajudam-no a controlar a quantidade de alimentos que ingere. Comendo menos

deve ser mais fácil perder peso mesmo que não o tenha conseguido anteriormente. Perder

peso significa alterar os seus hábitos alimentares e alterá-los definitivamente. O seu

médico e a sua equipa estão presentes para o ajudar e far-lhe-ão check-ups regulares.

2.ANTES DE TOMAR SIBUTRAMINA TEVA

Não tome Sibutramina Teva:

Se é alérgico (hipersensível) ao cloridrato monohidratado de sibutramina ou a qualquer

outro componente deste medicamento

Se tem uma doença que está a provocar o seu problema de peso

Se alguma vez sofreu de perturbações major do comportamento alimentar

Se tem uma doença psiquiátrica, ou tiver tomado outros medicamentos para tratar a

depressão ou a doença psiquiátrica nas últimas 2 semanas

Se sofre de síndrome de Tourette, o qual provoca movimentos e sons descontrolados

Se tomou triptofano devido a um sono perturbado, ou fentermina ou dietilpropiona

(anfepramona) para a redução do peso nas últimas duas semanas

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07-03-2008

INFARMED

Se tem a pressão arterial alta (mais do que 145/90), ou história de problemas de coração,

endurecimento das artérias ou de acidente vascular cerebral

Se tem problemas graves de fígado ou rins

Se tem problemas da próstata ou da tiróide,

ou um tumor da

medula

supra-renal

(feocromocitoma)

Se tem a doença do olho, ‘glaucoma de ângulo estreito’ (aumento da pressão no olho).

Fale com o seu médico ou oftalmologista se pensa que tem glaucoma, mas não tem a

certeza de que tipo (ver também “Tome especial cuidado”)

Se tem antecedentes de uso de drogas ilícitas, consumo abusivo de medicamentos ou de

álcool

Se está grávida, se puder engravidar ou se estiver a amamentar

Se tem menos de 18 anos ou mais de 65 anos

Tome especial cuidado com Sibutramina Teva

Fale com o seu médico antes de tomar este medicamento se:

epilepsia.

sibutramina

pode

piorar

situação

não

deve

tomada

combinação com alguns medicamentos para a epilepsia. Ver ’Tomar Sibutramina Teva

com outros medicamentos’

tem pressão arterial elevada

sofre de uma doença chamada apneia do sono, na qual a respiração é interrompida

durante o sono

tem uma história familiar de tiques-movimentos ou discurso que não consegue controlar

tem a doença do olho ‘glaucoma de ângulo aberto’ (aumento da pressão no olho) ou se

está em risco de ter esta doença (p.e. se outros membros da sua família tiveram esta

doença). Fale com o seu médico ou oftalmologista se pensa que tem glaucoma, mas não

tem a certeza de que tipo (ver também “Não tome Sibutramina Teva”)

tem uma doença que lhe confere predisposição para sangrar

é uma mulher que pode engravidar, devendo assegurar-se de que toma precauções

contraceptivas, não deve tomar sibutramina se está grávida ou a amamentar

foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, por exemplo

lactose, contacte-o antes de tomar este medicamento.

apresenta sintomas de depressão

tem algum problema de fígado ou rins

Tomar Sibutramina Teva com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Alguns antibióticos, tais como a rifampicina, a eritromicina, a troleandomicina e a

claritromicina

Determinados

medicamentos

para

tratamento

tosse,

constipação,

alergias

descongestionantes:

alguns

quais

contêm

componentes

podem

aumentar

pressão arterial – tais como a efedrina, a pseudoefedrina ou a xilometazolina.

Medicamentos para a epilepsia: carbamazepina, fenobarbital (fenobarbitona), fenitoína

A sibutramina não afecta a eficácia dos contraceptivos orais

Os medicamentos antifúngicos: cetoconazol ou itraconazol

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Medicamentos para prevenir a coagulação sanguínea tais como a varfarina, a aspirina ou

o clopidogrel

Certos medicamentos para o tratamento da enxaqueca: tais como o sumatriptano, a

dihidroergotamina.

Certos opiáceos para o alívio da dor: como o fentanil, a pentazocina, a petidina, o

dextrometorfano.

Alguns medicamentos esteróides e medicamentos que afectem o sistema imunitário:

ciclosporina, dexametasona.

Se estiver a tomar antidepressivos, ou os tomou nas últimas duas semanas, fale com um

médico ou farmacêutico antes de tomar sibutramina. Em particular, informe o seu médico

ou farmacêutico se estiver a tomar os medicamentos seguintes:

Inibidores da Monoaminoxidase ou IMAOs: estes incluem a isocarboxazida, a fenelzina e

a tranilcipromina

Inibidores Selectivos de Recaptação da Serotonina ou ISRSs: estes incluem a fluoxetina e

a paroxetina

Antidepressivos tricíclicos: estes incluem a amitriptilina, a dotiepina e a lofepramina

Tomar Sibutramina Teva com alimentos e bebidas

É melhor não beber álcool durante o seu programa de perda de peso. As bebidas

alcoólicas (como cerveja, cidra, vinho ou bebidas espirituosas) são uma razão muito

frequente para o aumento de peso. Por isso se beber torna-se mais difícil atingir o seu

objectivo.

A sibutramina pode ser tomada com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Não tome sibutramina se está grávida, puder estar grávida ou se estiver a amamentar.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sibutramina pode afectar a sua consciência e as suas capacidades de julgamento e

motoras. Se for afectado, não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

Controlo da sua pressão arterial

Estará em contacto directo com a equipa do seu médico enquanto estiver em tratamento

com sibutramina. Eles quererão avaliar o seu progresso regularmente, pesando-o e

medindo a pressão arterial e a frequência cardíaca. Poucas pessoas (menos de 1 em cada

10) sofrem de um aumento da pressão arterial quando tomam sibutramina. Se a sua

pressão

arterial

aumentar

muito,

médico

suspenderá

administração

medicamento.

Informações importantes sobre alguns componentes de Sibutramina Teva

Os doentes que sejam intolerantes à lactose devem ter em atenção que sibutramina

contém uma pequena quantidade de lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

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3.COMO TOMAR SIBUTRAMINA TEVA

Tome a sibutramina sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose habitual é:

Adultos com idade compreendida entre os 18 e os 65 anos

A dose inicial é de uma cápsula de 10 mg todas as manhãs. Se esta não o ajudar a perder

peso, a dose deve ser aumentada para uma cápsula de 15 mg diariamente durante 4

semanas depois do seu médico confirmar que as cápsulas de 10 mg foram bem toleradas.

Engula a cápsula inteira com um copo de água. Mantenha a dose, a não ser que o seu

médico a altere. A sibutramina pode ser tomada com ou sem alimentos.

Este medicamento não deve ser utilizado por doentes com idade superior a 65 anos.

Não dê Sibutramina Teva a crianças

Durante quanto tempo deve tomar os seus medicamentos

Só deve tomar sibutramina na sequência do seu programa de perda de peso. A equipa do

seu médico observá-lo-á regularmente para ver como se encontra. Se não perder peso nos

primeiros três meses, ou se ganhar peso, o seu médico pode parar de lhe receitar

sibutramina. Em qualquer caso, a sibutramina não deve ser prescrita habitualmente

durante mais de um ano.

Se tomar mais cápsulas do que deveria: É importante que não tome demasiadas cápsulas.

Se engoliu (ou qualquer outra pessoa) várias cápsulas ao mesmo tempo ou se pensa que

uma criança engoliu qualquer cápsula, contacte imediatamente o serviço de urgência do

hospital mais próximo ou o seu médico.

Uma sobredosagem é provável que provoque um aumento do batimento cardíaco, pressão

arterial elevada, dores de cabeça e tonturas.

Por favor leve consigo este folheto, quaisquer cápsulas restantes e a embalagem exterior

para o hospital ou para o médico, para que saibam quais os comprimidos que foram

ingeridos.

Caso se tenha esquecido de tomar Sibutramina Teva: Não tome uma dose a dobrar para

compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Continue com a dose seguinte como

habitualmente.

Quando

parar

tomar

Sibutramina

Teva:

Não

habitual

surgirem

sintomas

abstinência. Em raras ocasiões, algumas pessoas podem ter dores de cabeça ou um

aumento do apetite assim que param de tomar as cápsulas.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4.EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

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INFARMED

Como todos os medicamentos, a sibutramina pode causar efeitos secundários, no entanto

estes não se manifestam em todas as pessoas. A maioria das pessoas que sentem efeitos

secundários, sentem-nos no início (nas primeiras quatro semanas) e apercebem-se que

vão diminuindo ao longo do tempo. Geralmente os efeitos secundários são de tal forma

ligeiros que as pessoas decidem continuar a tomar o seu medicamento.

Os efeitos secundários mais frequentes

Estes podem afectar 10 em cada 100 pessoas ou mais

Aparelho digestivo Obstipação

Outros: problemas de sono, boca seca

Se estes efeitos o incomodarem, fale com um médico ou farmacêutico.

Outros efeitos secundários frequentes

Estes podem afectar entre 1 e 10 em cada 100 pessoas

Coração

circulação

Batimentos

cardíacos

acelerados;

palpitações;

ritmo

cardíaco

irregular; pressão arterial elevada; vermelhidão.

Aparelho digestivo Mal-estar; agravamento das hemorróidas.

Pele Transpiração.

Sentidos Paladar estranho.

Outros Tonturas; sensação de formigueiro; dores de cabeça; ansiedade.

Se a sua frequência cardíaca aumentar o suficiente para o fazer sentir-se desconfortável,

ou se qualquer um dos outros efeitos o preocupa, fale com um médico ou farmacêutico

assim que possível.

Os efeitos secundários seguintes podem ocorrer

Fígado e rins Problemas de rins; níveis aumentados das enzimas hepáticas nos testes

laboratoriais.

Pele Exantema púrpura nas pernas; nódoas negras.

Aparelho digestivo Diarreia, vómitos, hemorragia no aparelho digestivo

Outros Convulsões; visão turva, depressão, pensamentos suicidas, impaciência, queda de

cabelo e perda de memória de curta duração.

Alterações da função sexual Impotência e perturbações menstruais.

Se sentir algum destes efeitos pouco frequentes, pare de tomar a sibutramina e fale com

um médico assim que possível

Outros sinais para ter em atenção

Se sentir dificuldades respiratórias, dores no peito ou os tornozelos inchados enquanto

estiver

tomar

cápsulas,

pare

tomar

sibutramina

fale

médico

imediatamente.

Foram relatadas reacções alérgicas, incluindo exantemas. Em casos muito raros podem

ocorrer dificuldades respiratórias, desmaios e inchaço da cara e da garganta, que poderão

necessitar de tratamento de emergência. Estes sintomas podem ser acompanhados por

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náuseas, dor de cabeça e febre. Se sentir algum destes sintomas, pare de tomar a

sibutramina e fale imediatamente com o seu médico.

Em caso de depressão e pensamentos suicidas pare de tomar a sibutramina e informe

imediatamente o seu médico.

Síndrome de Serotonina: Podem ser sentidos uma série de sintomas que podem incluir

sensação de confusão, transpiração, agitação, náuseas, alucinações, contracção muscular

repentina

batimento

cardíaco

acelerado,

quando

administrado

outros

medicamentos

afectam

libertação

serotonina

como

sumatriptano,

pentazocina, a petidina, o fentanil, o dextrometorfano e antidepressivos.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5.COMO CONSERVAR SIBUTRAMINA TEVA

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize a sibutramina após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e na

embalagem blister. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 25°C. Manter o blister dentro da embalagem exterior para

proteger da humidade.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6.OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Sibutramina Teva:

A substância activa é o cloridrato monohidratado de sibutramina .

Cada

cápsula

10mg

contém

Sibutramina

(equivalente

10mg

cloridrato

monohidratado de sibutramina)

Cada

cápsula

15mg

contém

Sibutramina

(equivalente

15mg

cloridrato

monohidratado de sibutramina)

Os outros componentes são:

Conteúdo

cápsula:

Celulose

Microcristalina,

Sílica

Coloidal

Anidra,

Lactose

monohidratada e Estearato de magnésio.

Revestimento da cápsula: Gelatina e Dióxido de Titânio

O revestimento da cápsula de 10mg também contém Carmim Índigo E132 & Óxido de

Ferro Vermelho E172 e o revestimento da cápsula de 15mg contém Óxido de Ferro

Amarelo E172.

Tintas de impressão:

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Opacode Preto (S-1-17822)

Esmalte Shellac 45%

(20% esterificado) em etanol

Óxido de Ferro Preto (E172)

Opacode Preto (S-1-17823)

Esmalte Shellac 45%

(20% esterificado) em etanol

Óxido de Ferro Preto (E172)

Qual o aspecto de Sibutramina Teva e conteúdo da embalagem:

Sibutramina Teva 10mg Cápsulas são cápsulas duras de gelatina com a cabeça azul

impressa com um “S” e o corpo de cor branca impressa com “10”.

Sibutramina Teva 15mg Cápsulas são cápsulas duras de gelatina com a cabeça amarela

impressa com um “N” e o corpo de cor branca impressa com “15”.

Sibutramina Teva 10mg e 15mg Cápsulas estão disponíveis em embalagens de 7, 28, 30,

56, 60, 98, 100 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 1, Piso 3

2740-264 Porto Salvo

Fabricante

Teva UK Limited, Brampton Road, Hampden Park, Eastbourne, East Sussex, BN22 9AG

Pharmachemie, B.V., Swensweg 5, 2031 GA Haarlem, Holanda

Teva Pharmaceuticals Works Private Limited Company, 4042 Debrecen, Pallagiut 13,

Hungria

Teva Pharmaceuticals Works Private Limited Company, H-2100H Godollo Tancsics

Milaly ut 82, Hungria

Teva Sante, Rue Bellocier, 89107 Sens, França

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sibutramina Teva 10 mg Cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Uma cápsula de Sibutramina Teva contém 10

mg de cloridrato monohidratado de

sibutramina (equivalente a 8,37 mg de sibutramina)

Excipientes: Lactose monohidratada a 112,26 mg/comprimido

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

Sibutramina Teva 10 mg Cápsulas são cápsulas duras de gelatina com a cabeça azul com

um “S” impresso e com o corpo de cor branca com a impressão “10”.

As cápsulas contêm um pó granulado de cor branca ou quase branca.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

A sibutramina está indicada como terapêutica adjuvante de um programa de controlo do

peso corporal em:

Doentes obesos com um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m

Doentes com excesso de peso com um IMC igual ou superior a 27 kg/m

que apresentam

outros factores de risco relacionados com a obesidade, tais como diabetes tipo 2 ou

dislipidémia.

Nota:

A sibutramina só deve ser prescrita a doentes que não responderam adequadamente a um

regime de emagrecimento devidamente concebido, i.e. a doentes que tiveram dificuldades

em atingir ou manter uma perda de peso >5% num período de 3 meses.

O tratamento com sibutramina só deve ser administrado como parte integrante de uma

abordagem terapêutica de redução de peso a longo prazo, sob a vigilância de um médico

com experiência no tratamento da obesidade. Uma abordagem adequada do tratamento da

obesidade deverá incluir modificações dietéticas e comportamentais para além de um

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

aumento da actividade física. Esta abordagem integrada é essencial a uma alteração

persistente dos hábitos e comportamentos alimentares, fundamental para manter a longo

prazo o

nível

redução

peso

atingido,

após

suspensão

do tratamento

sibutramina. Os doentes devem alterar o seu estilo de vida no decurso do tratamento com

sibutramina, de modo a manterem o seu peso após a suspensão do tratamento com o

fármaco. Os doentes deverão ser informados de que poderão recuperar o peso se não

cumprirem estas recomendações. Recomenda-se que o doente seja mantido sob vigilância

médica mesmo após a suspensão do tratamento com Sibutramina.

4.2Posologia e modo de administração

Adultos: A dose inicial é de uma cápsula de 10 mg engolida inteira, uma vez por dia, de

manhã, com líquido (por ex. um copo de água). A cápsula pode ser tomada com ou sem

alimentos.

Nos doentes em que a resposta a sibutramina 10 mg é insuficiente (definida por uma

perda de peso inferior a 2 kg após quatro (4) semanas de tratamento), a dose pode ser

aumentada para uma cápsula de 15 mg uma vez por dia, desde que sibutramina 10 mg

seja bem tolerada.

tratamento

deve

suspenso

doentes

responderam

inadequadamente

sibutramina 15 mg (definido por uma redução ponderal inferior a 2 kg após quatro (4)

semanas de tratamento). Os doentes que não responderam à terapêutica têm um risco

superior de efeitos indesejáveis (ver secção 4.8).

Duração do tratamento: O tratamento deve ser suspenso em doentes que não responderam

adequadamente, i.e. cuja redução ponderal tenha estabilizado em menos de 5% do seu

peso inicial ou cuja perda ponderal no período de três (3) meses após o início da

terapêutica tenha sido inferior a 5% do seu peso inicial. O tratamento não deve ser

mantido em doentes que tenham readquirido 3 kg ou mais após terem registado uma

redução ponderal prévia.

Nos doentes com patologias concomitantes, o tratamento com Sibutramina só deverá

prosseguir se for demonstrado que a perda de peso induzida está associada a outros

benefícios

clínicos,

nomeadamente

melhoria

perfil

lipídico

doentes

dislipidémia ou o controlo glicémico na diabetes tipo 2.

Sibutramina só deverá ser administrada até um período máximo de um ano. Os dados

disponíveis relativamente à utilização por um período superior a um ano são limitados.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade conhecida ao cloridrato de sibutramina monohidratado ou a qualquer

um dos excipientes

Obesidade de causas orgânicas

Antecedentes de perturbações major do comportamento alimentar

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Doença psiquiátrica. A sibutramina demonstrou potencial actividade antidepressiva em

estudos

experimentação

animal,

pelo

não

poderá

excluir

hipótese

sibutramina induzir um episódio de mania em doentes com patologia bipolar

Síndrome de Gilles de la Tourette

Utilização concomitante, ou utilização durante as últimas duas semanas, de inibidores da

monoaminoxidase ou de outros fármacos com acção sobre o sistema nervoso central,

utilizados no tratamento de doenças do foro psiquiátrico (tais como antidepressivos,

antipsicóticos)

redução

ponderal,

triptofano

para

tratamento

perturbações do sono

Antecedentes de doença coronária, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, doença

arterial

oclusiva

periférica,

arritmias

doença

cerebrovascular

(acidente

vascular

cerebral ou AIT)

Hipertensão inadequadamente controlada >145/90 mmHg; ver secção 4.4

Hipertiroidismo

Insuficiência hepática grave

Insuficiência renal grave e em doentes em diálise com doença renal em fase terminal

Hiperplasia benigna da próstata com retenção urinária

Feocromocitoma

Glaucoma de ângulo fechado

Antecedentes de uso de drogas ilícitas, consumo abusivo de medicamentos ou de álcool

Gravidez e aleitamento (ver secção 4.6)

Crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade, devido a dados insuficientes

Doentes com idade superior a 65 anos, devido a dados insuficientes

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Deve proceder-se à monitorização da pressão arterial e da frequência cardíaca em todos

os doentes submetidos a um tratamento com Sibutramina, visto que a sibutramina tem

provocado aumentos clinicamente relevantes da pressão arterial em alguns doentes. Nos

primeiros três meses de tratamento estes parâmetros devem ser verificados em intervalos

de 2 semanas; entre o 4º e o 6º mês estes parâmetros devem ser verificados uma vez por

mês

posteriormente

intervalos

regulares,

até

máximo

três

meses.

tratamento deve ser suspenso nos doentes para os quais, em duas consultas consecutivas,

seja detectado um aumento da frequência cardíaca em repouso

10 bpm ou da pressão

arterial sistólica/diastólica

10 mmHg. O tratamento também deve ser suspenso em

doentes hipertensos, anteriormente bem controlados, se a pressão arterial for superior a

145/90

mmHg

em duas

medições consecutivas (ver

secção 4.8). Em doentes com

síndrome de apneia do sono devem ser tomados cuidados especiais na monitorização da

pressão arterial.

Na utilização concomitante da sibutramina com simpaticomiméticos, consulte a secção

4.5.

Embora a sibutramina não tenha sido associada à ocorrência de hipertensão pulmonar

primária, é importante vigiar, devido às preocupações gerais com os fármacos anti-

obesidade, no decurso de check-ups de rotina, o aparecimento de sintomas tais como

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

dispneia progressiva, dor torácica e edema no tornozelo. O doente deve ser aconselhado a

consultar imediatamente um médico caso se manifestem estes sintomas.

A sibutramina deve ser administrada com precaução em doentes com epilepsia.

Têm sido observados aumentos dos níveis plasmáticos de sibutramina em doentes com

insuficiência hepática ligeira a moderada. Embora não tenham sido referidos efeitos

adversos, a sibutramina deve ser usada com precaução nestes doentes.

Apesar de apenas os metabolitos inactivos serem excretados por via renal, a sibutramina

deve ser utilizada com precaução em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada.

sibutramina

deve

administrada

precaução

doentes

antecedentes

familiares de alterações motoras ou verbais.

As mulheres em idade fértil devem utilizar medidas contraceptivas adequadas durante o

tratamento com a sibutramina.

Existe a possibilidade de consumo abusivo de fármacos com acção ao nível do SNC. No

entanto, os

dados

clínicos

disponíveis

não

revelaram

quaisquer

sinais

consumo

abusivo com a sibutramina.

Existem

preocupações

gerais

determinados

fármacos

anti-obesidade

estão

associados a um aumento do risco de valvulopatias cardíacas. No entanto, os dados

clínicos com a sibutramina não revelam quaisquer sinais de um aumento desta incidência.

Doentes com antecedentes de perturbações major do comportamento alimentar, tais como

anorexia

nervosa

bulimia

nervosa,

estão

contra-indicados.

Não

existem

dados

disponíveis sobre a sibutramina no tratamento de doentes com perturbação alimentar

compulsiva.

A sibutramina deve ser administrada com precaução em doentes com glaucoma de ângulo

aberto com história familiar de risco de pressão intra-ocular elevada.

Tal como com outros agentes que inibem a recaptação da serotonina, há um potencial

aumento do risco de hemorragia (incluindo hemorragia ginecológica, gastrointestinal e

outras hemorragias cutâneas ou mucosas) em doentes sob tratamento com sibutramina.

Assim,

sibutramina

deverá

administrada

precaução

doentes

predisposição para hemorragias e que tomem concomitantemente outros medicamentos

que afectem a hemostase ou a função plaquetária.

Foram reportados casos raros de depressão, ideação suicida e suicídio em doentes sob

tratamento com sibutramina. Recomenda-se pois, especial atenção em doentes com

história de depressão. No caso de ocorrerem durante o tratamento com sibutramina sinais

ou sintomas de depressão, deverá considerar-se a suspensão da sibutramina e iniciar

tratamento apropriado.

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Sibutramina contém lactose e portanto não deve ser utilizada em doentes com problemas

hereditários

raros

intolerância

galactose,

deficiência

lactase

Lapp

malabsorção de glucose-galactose.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

A sibutramina e os seus metabolitos activos são eliminados por metabolismo hepático; a

principal enzima envolvida é a CYP3A4 e poderão igualmente contribuir a CYP2C9 e a

CYP1A2.

Deve

ter-se

especial

cuidado

durante

administração

concomitante

Sibutramina com fármacos que afectam a actividade da enzima CYP3A4 (ver secção

5.2). Entre os inibidores da CYP3A4 incluem-se o cetoconazol, itraconazol, eritromicina,

claritromicina,

troleandomicina

ciclosporina.

estudo

sobre

interacção

medicamentosa revelou que a administração concomitante de cetoconazol ou eritromicina

sibutramina

induziu

aumento

concentrações

plasmáticas

(AUC)

metabolitos

activos

sibutramina

(23%

respectivamente).

Verificaram-se

aumentos médios da frequência cardíaca até 2,5 batimentos por minuto em relação à

administração isolada de sibutramina.

A rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e a dexametasona são indutores da

enzima CYP3A4 e podem acelerar o metabolismo da sibutramina, embora este facto não

tenha sido objecto de estudos experimentais.

A utilização simultânea de vários fármacos, que aumentam os níveis de serotonina no

cérebro, pode originar interacções graves. Este fenómeno é designado por síndrome da

serotonina e poderá ocorrer, em casos raros, em associação com o uso simultâneo de um

inibidor selectivo de recaptação da serotonina [ISRS] com certos fármacos utilizados no

tratamento da enxaqueca (como o sumatriptano e a dihidroergotamina), ou conjuntamente

com certos opiáceos (como a pentazocina, petidina, fentanil, dextrometorfano), ou no

caso de utilização simultânea de dois ISRS.

Dado

sibutramina

inibe

recaptação

serotonina

(entre

outros

efeitos),

sibutramina não deve ser utilizada concomitantemente com outros fármacos que também

elevem os níveis cerebrais de serotonina.

Não

avaliado

sistematicamente

concomitante

sibutramina

outros

fármacos que sejam susceptíveis de aumentarem a pressão arterial ou a frequência

cardíaca

(por

simpaticomiméticos).

Entre

fármacos

deste

tipo

incluem-se

determinados medicamentos para o tratamento da tosse, constipação e alergias (por ex.

efedrina, pseudoefedrina) e certos descongestionantes (por ex. xilometazolina).

Recomenda-se precaução ao prescrever sibutramina a doentes que estejam a utilizar estes

medicamentos.

A sibutramina não afecta a eficácia dos contraceptivos orais.

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Em doses únicas, a sibutramina não afectou adicionalmente o rendimento cognitivo ou

psicomotor quando administrada concomitantemente com álcool. Contudo, regra geral, o

consumo de álcool não é compatível com as medidas dietéticas recomendadas.

Não existem dados disponíveis sobre a utilização concomitante de sibutramina com

orlistat.

Devem decorrer duas semanas entre a suspensão do tratamento com sibutramina e o

início do tratamento com inibidores da monoaminoxidase.

4.6 Gravidez e aleitamento

Utilização na gravidez: A sibutramina não deverá ser utilizada durante a gravidez.

Considera-se

geralmente

inadequado

fármacos

anti-obesidade

durante

gravidez, pelo que as mulheres em idade fértil devem utilizar um método contraceptivo

apropriado durante o tratamento com sibutramina e informar o seu médico se ficarem

grávidas ou pretenderem engravidar durante a terapêutica. Não foram realizados estudos

controlados com sibutramina em mulheres grávidas. Os estudos efectuados em coelhas

prenhas demonstraram efeitos sobre a reprodução para níveis de doses tóxicas maternas

(ver secção 5.3). Desconhece-se a relevância destes resultados para o ser humano.

Utilização no aleitamento: Desconhece-se se a sibutramina é excretada no leite humano

pelo que a administração da sibutramina está contra-indicada durante o aleitamento.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Embora a sibutramina não tenha afectado o rendimento psicomotor ou cognitivo em

voluntários saudáveis, qualquer fármaco que actue ao nível do SNC poderá provocar

alterações da consciência e das capacidades cognitivas ou motoras. Assim, os doentes

devem ser advertidos de que a sua capacidade de conduzir um veículo, utilizar máquinas

ou trabalhar num ambiente perigoso poderá ser afectada durante o tratamento com

sibutramina.

4.8 Efeitos indesejáveis

A maioria dos efeitos adversos notificados com sibutramina ocorreu na fase inicial do

tratamento (durante as primeiras 4 semanas). A sua intensidade e frequência diminuíram

no decurso do tempo. Regra geral, estes efeitos não foram graves, não justificaram a

interrupção do tratamento e foram reversíveis. Os efeitos adversos observados nos

ensaios clínicos de fase II/III encontram-se especificados na tabela seguinte, por sistema

orgânico (muito frequentes (

1/10), frequentes (

1/100 a <1/10)):

Sistema de órgãos

Frequência

Efeitos indesejáveis

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Sistema nervoso central

Muito frequentes

Boca seca

Insónias

Frequentes

Tonturas

Parestesia

Cefaleias

Ansiedade

Sistema

cardiovascular

(ver

informação

detalhada abaixo)

Frequentes

Taquicardia

Palpitações

Aumento

pressão

arterial/hipertensão

Vasodilatação (hot flush)

Sistema gastrointestinal

Muito frequentes

Obstipação

Frequentes

Náuseas

Agravamento de hemorróidas

Pele

Frequentes

Sudorese

Funções sensoriais

Frequentes

Disgeusia

Sistema cardiovascular

Foram observados aumentos médios da pressão arterial sistólica e diastólica em repouso

de 2-3 mmHg e aumentos médios da frequência cardíaca de 3-7 batimentos por minuto.

Não poderá excluir-se a hipótese de se registarem, em casos isolados, aumentos mais

acentuados da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Qualquer aumento clinicamente significativo da pressão arterial e da frequência cardíaca

tende a ocorrer na fase inicial do tratamento (primeiras 4-12 semanas). Nestes casos, a

terapêutica deve ser interrompida (ver secção 4.4).

Relativamente à utilização de sibutramina em doentes hipertensos, ver secções 4.3 e 4.4.

Os efeitos adversos clinicamente significativos observados em estudos clínicos e após

comercialização são descritos de seguida, por sistema de órgãos:

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Trombocitopenia, púrpura de Henoch-Schonlein

Doenças do sistema imunitário:

Foram notificados casos de reacções de hipersensibilidade alérgica que vão desde ligeiras

erupções cutâneas e urticária até angioedema e anafilaxia

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Perturbações do foro psiquiátrico:

Agitação

Depressão em doentes com e sem antecedentes de história de depressão (ver secção 4.4).

Doenças do sistema nervoso:

Convulsões, síndrome de serotonina em combinação com outros agentes que afectem a

libertação de serotonina (ver secção 4.5).

Perturbação transitória da memória de curta duração

Afecções oculares:

Visão turva

Cardiopatias e vasculopatias:

Fibrilhação auricular, taquicardia paroxística supraventricular

Doenças gastrointestinais:

Diarreia, vómitos, hemorragia gastrointestinal

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas:

Alopécia, rash, urticária, reacções cutâneas hemorrágicas (equimose, petéquia)

Doenças renais e urinárias:

Nefrite intersticial aguda, glomerulonefrite mesangio-capilar, retenção urinária

Doenças dos órgãos genitais e da mama:

Alteração

ejaculação/orgasmo,

impotência,

irregularidades

ciclo

menstrual,

metrorragia

Exames complementares de diagnóstico:

Aumentos reversíveis das enzimas hepáticas

Outros:

Foram observados casos raros de sintomas de abstinência, nomeadamente cefaleias e

aumento do apetite.

4.9 Sobredosagem

A experiência relativa à sobredosagem com sibutramina é limitada. Os efeitos adversos

associados à sobredosagem mais frequentemente observados são taquicardia, hipertensão,

cefaleias

tonturas.

tratamento

deve

consistir

medidas

gerais

utilizadas

tratamento de casos de sobredosagem, tais como manutenção da permeabilidade das vias

aéreas, monitorização das funções cardiovasculares e medidas gerais sintomáticas e de

suporte.

administração

precoce

carvão

activado

pode

atrasar

absorção

sibutramina. A lavagem gástrica pode também ser benéfica. Poderá estar indicada a

administração

cuidadosa

bloqueadores-beta

doentes

hipertensão

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

taquicardia. Os resultados de um estudo em doentes com doença renal em fase terminal,

submetidos

diálise,

demonstraram

metabolitos

sibutramina

não

eram

eliminados de forma significativa com a hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Classificação farmacoterapêutica: 2.8 Estimulantes inespecíficos do Sistema Nervoso

Central

Grupo farmacoterapêutico: medicamento anti-obesidade, código ATC A08A A10.

A sibutramina exerce os seus efeitos terapêuticos predominantemente através dos seus

metabolitos activos amina secundários e primários (metabolito 1 e metabolito 2) os quais

são inibidores da recaptação da noradrenalina, serotonina (5-hidroxitriptamina; 5–HT) e

dopamina. No tecido cerebral humano, o metabolito 1 e o metabolito 2 são

3 vezes

mais potentes como inibidores in vitro da recaptação da noradrenalina e da serotonina do

que da recaptação da dopamina. As amostras de plasma colhidas de voluntários tratados

sibutramina

induziram

inibição

significativa

tanto

recaptação

noradrenalina

(73%)

como

recaptação

serotonina

(54%)

inibir

significativamente a recaptação da dopamina (16%). A sibutramina e os seus metabolitos

não são agentes libertadores das monoaminas nem inibidores da monoaminoxidase. Não

possuem

afinidade

para

grande

número

receptores

neurotransmissores,

incluindo

receptores

serotoninérgicos

(5-HT

5-HT

5-HT

5-HT

adrenérgicos

dopaminérgicos

-like,

-like),

muscarínicos,

histaminérgicos (H

), benzodiazepínicos e NMDA.

Em modelos animais em que foram utilizados ratos magros em fase de crescimento e

ratos obesos, foi comprovado que a sibutramina provoca uma redução do ganho ponderal.

Pensa-se que esta redução resulta do seu impacto sobre a ingestão de alimentos, i.e. de

um aumento da saciedade, embora a potenciação da termogénese contribua igualmente

para a perda de peso. Foi demonstrado que estes efeitos são mediados pela inibição da

recaptação da serotonina e noradrenalina.

Em ensaios clínicos realizados no ser humano, a sibutramina demonstrou induzir perda

ponderal pelo aumento da saciedade. Dispõe-se igualmente de dados comprovativos do

efeito

termogénico

sibutramina

atenuação

declínio

adaptativo

taxa

metabólica em repouso no decurso da perda de peso. A redução ponderal induzida pela

Sibutramina é acompanhada de alterações benéficas dos níveis lipídicos e controlo da

glicémia em doentes com dislipidémia e diabetes tipo 2, respectivamente.

Em doentes obesos com diabetes mellitus tipo 2, a perda de peso com sibutramina foi

associada a uma redução média de 0,6% (unidade) de HbA

. Da mesma forma, em

doentes obesos com dislipidemia, a perda de peso foi associada a um aumento de 12-22%

de colesterol HDL e a uma redução de 9-21% de triglicéridos.

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A sibutramina é bem absorvida e sofre um extenso metabolismo de primeira passagem.

Os níveis plasmáticos máximos (C

) foram atingidos 1,2 horas após uma dose oral

única de 20 mg de cloridrato de sibutramina monohidratado. A semi-vida do composto

original é de 1,1 horas. Os metabolitos 1 e 2 farmacologicamente activos atingem a C

em três horas, registando-se semi-vidas de eliminação de 14 e 16 horas, respectivamente.

Foi demonstrada uma cinética linear nos intervalos de dosagens de 10 a 30 mg, não se

observando alterações relacionadas com a dose em termos das semi-vidas de eliminação,

registando-se

aumentos

concentrações

plasmáticas

proporcionais

doses

administradas. Após a administração de doses repetidas, são atingidas concentrações em

estado de equilíbrio dos metabolitos 1 e 2 decorridos 4 dias, com uma acumulação

aproximadamente dupla.

farmacocinética

sibutramina

seus

metabolitos

indivíduos

obesos

semelhante à dos indivíduos com peso corporal normal. Os dados relativamente limitados

disponíveis

até à data não revelam

sinais de diferenças clinicamente relevantes na

farmacocinética de ambos os sexos. O perfil farmacocinético observado em indivíduos

idosos saudáveis (média etária 70 anos) foi semelhante ao registado em indivíduos jovens

saudáveis.

Insuficiência renal

A disposição dos metabolitos 1, 2, 5 e 6 da sibutramina foi estudada em doentes com

vários graus de função renal. A sibutramina por si só não foi mensurável.

As AUCs dos metabolitos activos 1 e 2 não são geralmente afectadas pela insuficiência

renal, com excepção da AUC do metabolito 2 em doentes submetidos a diálise com

doença renal de fase terminal nos quais foi aproximadamente igual a metade do valor

medido em indivíduos normais (CL

80 mL/min). As AUCs dos metabolitos inactivos 5

e 6 aumentaram 2-3 vezes em doentes com insuficiência moderada (30 mL/min < CL

mL/min), 8-11 vezes em doentes com insuficiência grave (CL

30 mL/min) e 22-33

vezes em doentes submetidos a diálise com doença renal de fase terminal em comparação

com os

indivíduos normais.

Aproximadamente 1% da dose oral

foi recuperada

dialisado durante o processo de hemodiálise, como uma combinação dos metabolitos 5 e

6, enquanto os metabolitos 1 e 2 não se encontravam no dialisado em quantidades

mensuráveis.

A sibutramina não deve ser utilizada em doentes com insuficiência renal grave, incluindo

os doentes em diálise com doença renal em fase terminal.

Insuficiência hepática

indivíduos

insuficiência

hepática

moderada,

biodisponibilidade

metabolitos activos foi 24% superior após uma dose única de sibutramina. A ligação às

proteínas plasmáticas da sibutramina e dos seus metabolitos 1 e 2 corresponde a cerca de

97%, 94% e 94%, respectivamente. O metabolismo hepático constitui a principal via de

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

eliminação da sibutramina e dos seus metabolitos activos 1 e 2. Os restantes metabolitos

(inactivos) são excretados principalmente na urina, com uma relação urina: fezes de 10:1.

Os estudos in vitro realizados em microssomas hepáticos indicaram que a CYP3A4 é a

principal isoenzima do citocromo P450 responsável pelo metabolismo da sibutramina. Os

dados in vitro não revelam a existência de uma afinidade para a CYP2D6, uma enzima de

capacidade reduzida envolvida nas interacções farmacocinéticas com vários fármacos.

Estudos adicionais in vitro têm demonstrado que a sibutramina não exerce um efeito

significativo sobre a actividade das principais isoenzimas P450, incluindo a CYP3A4. Foi

comprovado que as CYP450s envolvidas no metabolismo subsequente do metabolito 2

(in vitro) são a CYP3A4 e a CYP2C9. Embora não existam presentemente dados

comprovativos, é provável que a CYP3A4 esteja igualmente envolvida no metabolismo

subsequente do metabolito 1.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade da sibutramina após a administração de doses únicas em animais de

experimentação

resultou

geralmente

efeitos

farmacodinâmicos

exagerados.

tratamento durante um prazo mais longo esteve associado a alterações patológicas de

natureza apenas ligeira e a resultados secundários ou relacionados com as espécies.

Conclui-se, portanto, ser improvável que estas suscitem preocupações se a sibutramina

utilizada

acordo

recomendações

clínicas.

Realizaram-se

estudos

reprodução no rato e no coelho. Um estudo efectuado no coelho revelou uma incidência

ligeiramente superior de malformações cardiovasculares fetais nos grupos de tratamento

do que no grupo de controlo, enquanto noutro estudo foi demonstrada uma incidência

inferior à dos controlos. Além disso, neste último estudo mas não no primeiro, o grupo de

tratamento apresentou um número ligeiramente superior de fetos com duas malformações

minor (uma pequena ligação ossificada em forma de rosca entre os ossos da maxila e os

malares, e diferenças muito ligeiras no espaçamento das raízes de algumas pequenas

artérias do arco aórtico). Desconhece-se qual a relevância destes resultados para o ser

humano. Não foi investigado o uso de sibutramina na gravidez humana. Os ensaios de

toxicidade

genética

grande

extensão

não

revelaram

quaisquer

sinais

mutagenicidade induzida pela sibutramina. Os estudos em roedores demonstraram que a

sibutramina não possui potencial carcinogénico relevante para o ser humano.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula

Celulose microcristalina

Sílica coloidal anidra

Lactose monohidratada

Estearato de magnésio.

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

Revestimento da cápsula

Gelatina

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Carmim índigo (E132)

Tintas de impressão (mistura de Opacode Preto (S-1-17822) & Opacode Preto (S-1-

17823)

Opacode Preto (S-1-17822):

Esmalte Shellac 45% (20% Esterificado) em Etanol

Óxido de Ferro Preto (E172)

Opacode Preto (S-1-17823):

Esmalte Shellac 45% (20% Esterificado) em Etanol

Óxido de Ferro Preto (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável

6.3Prazo de validade

2 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25°C.

Manter o blister dentro da embalagem exterior para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens blister de PVC/PE/PVDC/Alumínio contendo 7, 28, 30, 56, 60, 98 ou 100

cápsulas. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações

6.6 Instruções de utilização, manipulação e eliminação

Não existem requisitos especiais

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Lagoas Park, Edifício 1, Piso 3

2740-264 Porto Salvo

APROVADO EM

07-03-2008

INFARMED

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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