Sertralina Ranbaxy 50 mg Comprimidos 50 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Sertralina
Disponível em:
Ranbaxy Portugal - Comércio e Des. de Produtos Farmacêuticos, Unip., Lda.
Código ATC:
N06AB06
DCI (Denominação Comum Internacional):
Sertraline
Dosagem:
50 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Sertralina, cloridrato 55.96 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.3 Antidepressores
Área terapêutica:
sertraline
Resumo do produto:
5279583 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10025781 - 50018540 ; 5407085 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10025781 - 50018540 ; 5424387 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10025781 - 50018558 ; 5424981 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10025781 - 50018566
Status de autorização:
Revogado (12 de Maio de 2014)
Número de autorização:
AT/H/0493/001
Data de autorização:
2004-12-16

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO

Sertralina Ranbaxy 50 / 100 mg Comprimidos

Leia atentamente este folheto antes de tomar o medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-

lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Neste folheto:

1. O que é Sertralina Ranbaxy e para que é utilizado

2. Antes de tomar Sertralina Ranbaxy

3. Como tomar Sertralina Ranbaxy

4. Efeitos secundários possíveis

5. Conservação de Sertralina Ranbaxy

A substância activa da Sertralina Ranbaxy 50 mg e 100 mg Comprimidos, é a sertralina.

Os comprimidos revestidos por película contêm 50 mg ou 100 mg de sertralina sob a forma

de cloridrato de sertralina.

Os outros ingredientes são a celulose microcristalina, hidrogenofosfato de cálcio dihidratado,

amido glicolato de sódio, hidroxipropilcelulose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido

de titânio (E 171), macrogol, talco.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Ranbaxy Portugal

Comércio e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, Unipessoal Lda.

Rua do Campo Alegre, 1306, 3º Andar, Sala 301/302

4150-174 Porto

1. O que é Sertralina Ranbaxy e para que é utilizado

As embalagens de comprimidos de Sertralina Ranbaxy contêm 20, 28, 30, 50, 60, 98 ou 100

comprimidos revestidos por película.

embalagem

hospitalar

constituída

embalagens

contendo

comprimidos

revestidos por película.

Podem não ser comercializadas todas as apresentações.

Sertralina Ranbaxy está indicado para o tratamento de episódios depressivos major.

Sabe-se que as perturbações depressivas estão associadas a um distúrbio do metabolismo

da serotonina no cérebro e a sertralina é um inibidor potente e selectivo da recaptação

neuronal da serotonina.

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06-10-2005

INFARMED

2. Antes de tomar Sertralina Ranbaxy

Não tome Sertralina Ranbaxy se tem hipersensibilidade (alergia) à sertralina ou a qualquer

outro ingrediente de Sertralina Ranbaxy.

Informe o seu médico se:

- tiver epilepsia instável ou epilepsia estável controlada;

- tiver uma insuficiência hepática.

Tomar Sertralina Ranbaxy com alimentos e bebidas

Os comprimidos podem ser tomados durante ou fora das refeições.

Evite tomar álcool durante o tratamento com sertralina.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

A sertralina só deve ser utilizada durante a gravidez e aleitamento se o médico o indicar.

segurança

eficácia

sertralina

crianças

não

foram

ainda

totalmente

estabelecidas.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A Sertralina Ranbaxy pode alterar as reacções de tal forma que pode diminuir a capacidade

de conduzir e utilizar máquinas, ou de trabalhar em situações potencialmente perigosas.

Tomar Sertralina Ranbaxy com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica.

Informe o seu médico se estiver a tomar:

fármacos

psicotrópicos,

tais

como

inibidores

MAO,

incluindo

selegilina

moclobemida

- substâncias serotoninérgicas, tais como o triptofano, a fenfluramina e os agonistas da

serotonina

- diazepam

- tolbutamida

- varfarina

- cimetidina

- desipramina

- lítio ou outras substâncias com modo de acção serotoninérgico

- fenitoína

- sumatriptano

- fluoxetina

- antipirina

- pimozida

Deve haver um período de pelo menos 14 dias entre a utilização de Sertralina Ranbaxy e os

inibidores da MAO.

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

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06-10-2005

INFARMED

Sertralina Ranbaxy não deve normalmente ser utilizado em crianças e adolescentes com

idade inferior a 18 anos. Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior a

18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos secundários tais como, tentativas de

suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento

de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe. Apesar disso, o médico

poderá prescrever Sertralina Ranbaxy para doentes com idade inferior a 18 anos quando

decida que tal é necessário. Se o seu médico prescreveu Sertralina Ranbaxy para um

doente com idade inferior a 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira voltar a

contactá-lo. Deverá informar o seu médico se algum dos sintomas acima mencionados se

desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Sertralina

Ranbaxy.

Assinala-se

igualmente

não

foram

ainda

demonstrados

efeitos

segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, maturação e ao desenvolvimento

cognitivo e comportamental de Sertralina Rabaxy neste grupo etário.

3. Como tomar Sertralina Ranbaxy

Tomar Sertralina Ranbaxy sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose diária habitual é de 50 mg de sertralina.

Os comprimidos devem ser tomados uma vez ao dia, de manhã ou à noite, com líquido

suficiente e podem ser tomados durante ou fora das refeições.

Estas recomendações posológicas são aplicáveis tanto a doentes jovens como a idosos.

Se necessário o seu médico poderá ajustar-lhe a dose diária de Sertralina Ranbaxy.

A dose diária máxima é de 200 mg de sertralina.

Durante a interrupção da terapêutica a dose deve ser reduzida gradualmente para se

evitarem os sintomas de abstinência.

Se tiver insuficiência hepática o seu médico poderá diminui a dose ou aumentar o intervalo

entre as doses de Sertralina Ranbaxy.

O início dos efeitos antidepressivos pode ocorrer ao fim de 7 dias. No entanto, o efeito

máximo é normalmente atingido após 2 a 4 semanas de tratamento.

A duração do tratamento depende da natureza e da gravidade da perturbação.

Se tomar mais Sertralina Ranbaxy do que deveria

Por favor contacte o seu médico.

Efeitos da interrupção do tratamento com Sertralina Ranbaxy

Após descontinuação do tratamento com sertralina, foram reportados casos isolados de

sintomas de abstinência sob a forma de agitação, ansiedade, tonturas, dores de cabeça,

náuseas e parestesias.

4. Efeitos secundários possíveis

Como os demais medicamentos, a Sertralina Ranbaxy pode ter efeitos secundários.

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INFARMED

Efeitos

secundários

frequentes:

náuseas,

diarreia/

fezes

moles,

boca

seca,

tremores,

tonturas, insónia, sonolência, anorexia, perturbações sexuais (principalmente ejaculação

retardada nos homens), vermelhidão cutânea, dor no peito, palpitações, obstipação, dor

abdominal, vómitos, tinitus, dores de cabeça, perturbações motoras (incluindo sintomas

extrapiramidais, tais como hipercinésia, aumento do tónus muscular, ranger dos dentes e

marcha dificultada), parestesias, hipestesia, bocejos, agitação, ansiedade, irregularidades

menstruais, visão diminuída.

Efeitos

secundários

pouco

frequentes

dispepsia,

hipersudorese,

astenia,

cansaço,

afrontamentos, prurido, alopécia, eritema multiforme, distúrbios hepáticos graves (incluindo

hepatite, icterícia e insuficiência hepática), aumento assintomático das transminases séricas

(SGOT e SGPT), edema periférico, hipertensão, edema periorbital, síncope, taquicardia,

alteração dos valores laboratoriais, aumento de apetite, pancreatite, midríase, enxaquecas,

euforia,

sintomas

depressivos,

alucinações,

mania,

hipomania,

artralgia,

incontinência

urinária.

Efeitos secundários raros: indisposição, aumento de peso corporal, perda de peso corporal,

febre, púrpura, alteração da função plaquetária, alteração da diatese hemorrágica (como por

ex. epistaxe, hemorragia gastrointestinal ou hematúria), ginecomastia, hiperprolactinémia,

galactorreia, hipotiroidismo, síndrome de secreção inapropriada de ADH, fotossensibilidade

da pele, urticária, edema de Quincke, exfoliação dérmica grave (ex. síndrome Stevens-

Johnson e necrose epidérmica), priapismo, contracções musculares involuntárias, coma,

convulsões, sinais e sintomas associados ao síndroma serotoninérgico: confusão, diaforese,

rigidez, perda da líbido (em mulheres e homens), pesadelos, reacções agressivas, psicose,

broncospasmos, hiponatrémia (recorreu após descontinuação do tratamento), níveis séricos

elevados de colesterol, edema facial, retenção urinária.

Efeitos

secundários

muito

raros

reacção

anafilactóide,

reacções

alérgicas,

alergias,

leucopénia, trombocitopenia.

Os tipos e a frequência de efeitos indesejáveis nos idosos foram idênticos aos dos doentes

mais jovens.

Caso detecte efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou

farmacêutico.

5. Conservação de Sertralina Ranbaxy

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não guardar acima de 25º C. Conservar na embalagem original.

Não utilizar após expirar o prazo de validade indicado na embalagem.

Este folheto foi revisto em Outubro de 2005

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Um comprimido revestido por película de Sertralina Ranbaxy 50 mg contém 50 mg

de sertralina sob a forma de cloridrato de sertralina.

Excipientes, ver 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimido revestido por película branco gravado num lado com “50” e ranhurado

no outro lado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Episódios depressivos major.

4.2 Posologia e modo de administração

Adultos:

A dose diária habitual é de 50 mg de sertralina (equivalente a 1 comprimido

revestido por película Sertralina Ranbaxy 50 mg).

necessário,

dose

pode ser

aumentada

até

sertralina/dia

comprimidos revestidos por película de Sertralina Ranbaxy 50 mg ).

A dose diária máxima é de 200 mg de sertralina.

Se forem necessários aumentos de dose, estes devem ser de 50 mg em intervalos

mínimos de 1 semana. Não devem ser efectuadas alterações da dose mais do que

uma vez por semana devido à semi-vida de eliminação da sertralina ser superior a

24 horas.

Durante o tratamento prolongado, o objectivo é administrar a dose mais baixa

possível que obtenha uma eficácia terapêutica adequada.

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INFARMED

Crianças e Adolescentes:

Não

recomendada

utilização

sertralina

tratamento

episódios

depressivos major em crianças e adolescentes com menos de 18 anos, devido à

segurança e eficácia não estar estabelecida nesta população.

Idosos:

Uma vez que a semi-vida de eliminação pode estar prolongada nestes doentes,

aconselha-se que a dose deve ser o mais baixa possível nos idosos.

Doentes com insuficiência hepática:

Em doentes com insuficiência hepática, a Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos

deve ser utilizada com precaução. Apesar de não ser claro, se forem necessários

ajustes na dose no caso de insuficiência hepática, recomenda-se diminuir a dose ou

aumentar o intervalo entre as doses. A sertralina não deve ser utilizada em casos de

insuficiência hepática grave, uma vez que não existem dados clínicos disponíveis.

Doentes com insuficiência renal:

A insuficiência renal não necessita de ajuste de dose (ver também 4.4 “Advertências

e precauções especiais de utilização”).

Modo e duração da administração:

Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos deve ser tomada uma vez ao dia, de manhã

ou à noite, com líquido suficiente. Os comprimidos podem ser tomados durante as

refeições ou fora destas.

O início dos efeitos antidepressivos pode ocorrer ao fim de 7 dias; no entanto, o

efeito

máximo

normalmente

atingido

após

semanas

tratamento;

aconselha-se a informar os doentes deste facto.

A duração do tratamento depende da natureza e da gravidade da perturbação. Após

remissão

sintomas

depressão,

pode

necessário

tratamento

prolongado para o seu controlo (pelo menos 6 meses).

Durante a interrupção da terapêutica a dose deve ser reduzida gradualmente para

evitar os sintomas de abstinência (ver 4.8 “ Efeitos indesejáveis”).

4.3 Contra-indicações

Conhecida hipersensibilidade à sertralina ou a qualquer dos excipientes.

Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos não deve ser utilizada concomitantemente

com inibidores da MAO, incluindo a selegilina e a moclobemida (ver 4.5 “Interacções

medicamentosas e outras formas de interacção”).

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INFARMED

Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos não deve ser utilizada concomitantemente

pimozida

(ver

“Interacções

medicamentosas

outras

formas

interacção”).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos

Sertralina Ranbaxy não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes

idade

inferior

anos.

Foram

observados

maior

frequência

comportamentos

relacionados

suicídio

(tentativa

suicídio

ideação

suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e

cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a

tomar

antidepressivos

comparação

encontravam

tomar

placebo.

não

obstante,

base

necessidade

clínica,

decisão

tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao

aparecimento de sintomas suicidas. Não estão disponíveis dados de segurança a

longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à

maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental.

Síndrome serotoninérgico:

Foram relatados casos graves e, por vezes, fatais de síndrome serotoninérgico em doentes

tratados com sertralina em combinação com um inibidor da MAO. Assim, os comprimidos de

sertralina não devem ser utilizados concomitantemente com inibidores da MAO, incluindo o

inibidor selectivo da MAO selegilina e o inibidor reversível da MAO moclobemida, ou com

outras

substâncias

serotoninérgicas

tais

triptofano,

fenfluramina

agonistas

serotonina devido ao risco de reacção adversa grave (ver 4.3 “Contra-indicações” e 4.5

“Interacções medicamentosas e outras formas de interacção”).

mesmo

modo,

alteração

inibidores

selectivos

recaptação

serotonina ou outros antidepressores deve ser efectuada com precaução de modo a evitar

possíveis interacções farmacodinâmica (ver 4.5 “Interacções medicamentosas e outras

formas de interacção”). A vigilância clínica reveste-se de especial importância quando se

inicia o tratamento com sertralina após descontinuação de um antidepressivo com um tempo

semi-vida

longo,

como,

exemplo,

fluoxetina.

Não

existe

evidência

documentada da duração do intervalo de tempo sem tratamento necessário durante a

substituição de um antidepressivo por outro.

Suicídio:

Dado o risco de suicídio ser inerente na depressão e poder persistir até haver

remissão significativa dos sintomas, os doentes devem ser cuidadosamente vigiados

no início do tratamento e até ao início do efeito antidepressivo.

Activação de mania/hipomania:

Em estudos clínicos foram relatados casos de hipomania e mania em cerca de 0,4%

dos doentes tratados com sertralina. Assim, a sertralina deve ser utilizada com

precaução em doentes com história de mania/hipomania. É necessária vigilância

médica apertada. A sertralina deve ser descontinuada se o doente entrar em fase

maníaca.

Perturbações convulsivas:

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INFARMED

Em estudos sobre a depressão, foram observadas convulsões epilépticas em cerca

de 0,08 % dos doentes tratados com sertralina.

Como a Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos não foi estudada em doentes com

doença convulsiva, a utilização deste medicamento deve ser evitada em doentes

com epilepsia instável e deve ser administrada a doentes com epilepsia estável

controlada apenas sob cuidadosa vigilância. Caso ocorra uma convulsão epiléptica,

o tratamento com sertralina deve ser descontinuado.

Terapia electroconvulsiva (TEC):

Aconselha-se precaução na administração concomitante de sertralina e TEC, uma

vez que existe pouca experiência clínica.

Diabetes:

O tratamento com um ISRS pode alterar o controlo da glicémia em doentes com

diabetes. Os níveis de glucose sanguínea devem ser monitorizados regularmente.

Pode ser necessário reajustar a dose de insulina e/ou antidiabéticos orais.

Descontinuação de ISRSs:

Não

existe

evidência

ISRSs

causem

dependência.

Contudo,

descontinuação abrupta pode causar tonturas, parestesia, insónia, cefaleia, náusea,

ansiedade, sudação e stress, que são moderadas e passageiras. A descontinuação

deve ser gradual e sob vigilância médica apertada.

Hemoragias:

Existem relatos de hemorragia cutânea anormal, tais como equimoses e púrpura,

ISRSs.

Recomenda-se

precaução

doentes

tratados

ISRSs,

principalmente em uso concomitante com anticoagulantes, medicamentos que se

conhece

afectarem

função

plaquetária

(por

antipsicóticos

atípicos

fenotiazidas,

maioria

antidepressores

tricíclicos,

ácido

acetilsalicílico

medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs)), bem como em doentes

com historial de perturbações hemorrágicas (ver 4.5 “Interacções medicamentosas e

outras formas de interacção”).

Doença cardíaca:

A segurança da sertralina não foi estabelecida em doentes que sofreram um ataque

cardíaco recente ou com doença cardíaca instável. Foram excluídos de estudos

clínicos os doentes a quem foi diagnosticado este tipo de distúrbio. Em estudos

clínicos

duplamente

cegos,

electrocardiogramas

doentes

quem

administrada

sertralina

indicam

sertralina

não

está

associada

alterações significativas do ECG.

Idosos:

O padrão e incidência de efeitos indesejáveis em idosos é comparável aos efeitos

em doentes mais jovens. Contudo, os idosos podem ser frequentemente mais

sensíveis aos efeitos indesejáveis dos antidepressivos.

Esquizofrenia:

Os sintomas psicóticos podem ser agravados em doentes com esquizofrenia.

Insuficiência hepática:

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INFARMED

A sertralina é extensamente metabolizada no fígado. Um estudo de farmacocinética

de doses repetidas em doentes com cirrose ligeira e estabilizada demonstrou um

prolongamento da semi-vida de eliminação e uma AUC e concentração plasmática

máxima (C

) cerca de três vezes maior em comparação com doentes com função

hepática

normal.

Não

observada uma

diferença significativa

ligação

proteínas plasmáticas entre os grupos. A sertralina não deve ser usada em doentes

com insuficiência hepática grave (sobre sertralina em doentes com insuficiência

hepática ver 4.2 “Posologia e modo de administração”).

Insuficiência renal:

Devido ao extenso metabolismo hepático, apenas uma parte negligenciável da

sertralina é eliminada sob a forma

inalterada por via renal. Em doentes com

insuficiência renal ligeira a moderada (depuração da creatinina de 30 a 60 ml/min)

ou moderada a grave (depuração da creatinina de 10 a 29 ml/min), os parâmetros

farmacocinéticos (AUC

0-24

e C

), após doses repetidas não diferiram de forma

significativa dos de doentes com função renal normal. As semi-vidas foram idênticas

e não houve diferenças na ligação às proteínas plasmáticas entre os

grupos

estudados. Este estudo demonstra que, como seria de esperar tendo em conta a

baixa taxa de eliminação renal, não é necessário ajustar a posologia de sertralina

em caso de insuficiência renal.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Contra-indicados:

Inibidores da MAO:

Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos não deve ser utilizada concomitantemente

com IMAOs, incluindo o inibidor selectivo da MAO selegilina e o inibidor reversível da

MAO moclobemida. Foram reportados efeitos indesejáveis graves, em alguns casos

com desfecho fatal, em doentes que estavam a utilizar sertralina concomitantemente

com um IMAO. Em alguns casos, os sintomas foram idênticos aos verificados no

chamado síndroma serotoninérgico. Deve haver um intervalo de pelo menos 14 dias

entre o final do tratamento com IMAOs e o início do tratamento com Sertralina

Ranbaxy 50 mg comprimidos. A administração de um IMAO deve ser iniciada pelo

menos 14 dias após descontinuação da utilização de Sertralina Ranbaxy 50 mg

comprimidos (ver também 4.3 “Contra-indicações” e 4.4 “Advertências e precauções

especiais de utilização”).

Os sintomas característicos de interacção entre um inibidor selectivo da recaptação

da serotonina e um IMAO são: hipertermia, rigidez, mioclonia, distúrbios autónomos

que podem envolver alterações rápidas das funções vitais, alterações psicológicas

tais como confusão, irritabilidade e agitação extrema, com delírio e coma em casos

extremos.

Pimozida:

Num ensaio clínico verificou-se um aumento dos níveis plasmáticos de pimozida

após a administração concomitante de sertralina e uma

dose única baixa de

pimozida (2 mg). Estes níveis aumentados não foram associados a alterações no

ECG. Não se conhece o mecanismo desta interacção. A administração concomitante

de sertralina e pimozida está contra-indicada, porque da co-administração resulta

aumento

níveis

plasmáticos

pimozida

consequentemente,

pode

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

aumentar o risco de arritmias e prolongamento do intervalo QT associado ao

tratamento com pimozida (ver também 4.3 Contra-indicações).

A administração concomitante de sertralina não é recomendada:

Substâncias serotoninérgicas:

Uma vez que não existem dados suficientes, as substâncias serotoninérgicas, tais

como o triptofano, a fenfluramina e os agonistas da serotonina, não devem ser

utilizados concomitantemente com Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos (ver 4.4

“Advertências e precauções especiais de utilização”).

Hypericum perforatum:

Deve-se evitar a utilização concomitante de preparações à base de

extractos

vegetais Erva de São João (Hypericum perforatum) em doentes sob tratamento com

ISRS s, uma vez que existe possibilidade de potenciação serotoninérgica.

Precauções:

Outros medicamentos:

Medicamentos que se ligam às proteínas plasmáticas:

Devido a elevada ligação da sertralina às proteínas plasmáticas, são possíveis

interacções com outras substâncias altamente ligadas às proteínas plasmáticas. No

entanto, em três estudos de interacção, a sertralina não exerceu efeitos significativos

sobre a ligação às proteínas plasmáticas do diazepam, tolbutamida e varfarina.

Outras interacções observadas em estudos:

Administração concomitante

sertralina e

diazepam

tolbutamida,

originou

alterações

ligeiras,

estatisticamente

significativas,

vários

parâmetros

farmacocinéticos. A cimetidina diminuiu a velocidade de eliminação da sertralina

administrada concomitantemente. A relevância clínica destes efeitos não é clara.

A sertralina não influenciou a eficácia do atenolol; não houve interacções com a

glibenclamida nem com a digoxina. Os efeitos da carbamazepina, haloperidol,

fenitoína e álcool não foram potenciados após administração concomitante de

sertralina: no entanto, não se recomenda o consumo de álcool durante o tratamento

com sertralina.

Substâncias hipoglicémicas:

Ver 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização”.

Anticoagulantes orais, derivados do ácido salicílico e AINEs:

Com a administração concomitante de sertralina e varfarina houve um aumento

ligeiro, mas estatisticamente significativo, do tempo de protrombina; recomenda-se

monitorização

cuidadosa

tempo

protrombina

quando

inicia

interrompe

tratamento

Sertralina

Ranbaxy

comprimidos

(ver

“Medicamentos que se ligam às proteínas plasmáticas

” e “Interacções citocromo

P450/2C9”).

Pode existir um risco aumentado de hemorragia quando ISRSs são combinados com

outros

anticoagulantes

orais

derivados

ácido

salicílico

AINEs

(ver

“Advertências e precauções especiais de utilização”).

Medicamentos metabolizados pelas enzimas do citocromo P450:

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- CYP 2D6: Em estudos de interacção, houve apenas um aumento mínimo das

concentrações

plasmáticas

desipramina

equilíbrio

(23–37%

média)

durante a utilização prolongada de sertralina em doses de 50 mg/dia. A desipramina

é um marcador da actividade da isoenzima citocromo P450 (CYP) 2D6.

- CYP 3A3/4: Estudos de interacção in vivo demonstraram que a administração

crónica de uma dose diária de 200 mg de sertralina não inibe a 6-

-hidroxilação do

cortisol endógeno mediada pelo CYP 3A3/4, nem o metabolismo da carbamazepina

ou da terfenadina. Não houve inibição do metabolismo do alprazolam mediado pelo

CYP 3A3/4 durante a utilização prolongada de 50 mg/dia de sertralina. Os resultados

destes estudos indicam que não existe uma inibição clinicamente relevante da

actividade do CYP 3A3/4 pela sertralina.

-

CYP

2C9:

ausência

quaisquer

efeitos

clinicamente

significativos

administração

crónica

sertralina/dia

sobre

concentrações

plasmáticas de tolbutamida, fenitoína e varfarina mostra que a sertralina não inibe o

CYP 2C9 de forma clinicamente relevante.

-

CYP

2C19:

ausência

quaisquer

efeitos

clinicamente

significativos

administração

crónica

sertralina/dia

sobre

concentrações

plasmáticas de diazepam permite concluir que a sertralina não inibe a CYP 2C19 de

forma clinicamente relevante.

- CYP 1A2: Estudos in vitro demonstraram que a sertralina possui pouca ou

nenhuma capacidade para inibir o CYP 1A2.

Lítio:

Em estudos controlados com placebo em indivíduos saudáveis, a administração

concomitante de lítio e sertralina não alterou a farmacocinética do lítio, apesar de ter

havido um aumento da incidência de tremores em comparação com os doentes que

estavam

receber

placebo,

indica

pode

haver

influência

farmacodinâmica. Os doentes que estavam a receber lítio e sertralina ou outras

substâncias com modo de acção serotoninérgico devem ser vigiados de forma

adequada.

Diuréticos:

O risco de hiponatrémia está aumentado (principalmente em idosos) quando há

administração concomitante de diuréticos, tal como o risco de secreção inapropriada

de hormona diurética.

Fenitoína:

Apesar de num estudo controlado com placebo em indivíduos saudáveis não se ter

observado uma inibição clinicamente significativa do metabolismo da fenitoína, é

aconselhável monitorizar as concentrações plasmáticas de fenitoína no início do

tratamento com sertralina e ajustar a dose de fenitoína de forma apropriada. A

administração concomitante de fenitoína pode reduzir os níveis plasmáticos de

sertralina.

Sumatriptano:

Em casos raros, foi reportada fraqueza, hiperreflexia, descoordenação, confusão,

ansiedade e agitação relacionadas com a utilização concomitante de sertralina e

sumatriptano.

doentes

quais

seja

clinicamente

necessário

administrar

concomitantemente

sertralina

sumatriptano

devem

vigiados

forma

apropriada.

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

Mudança

inibidor

selectivo

recaptação

serotonina

outro

antidepressivo:

Ver 4.4 “Advertências e precauções especiais de utilização”.

Antipirina:

A semi-vida da antipirina diminui com a administração concomitante de sertralina, o

que indica que ocorre uma indução das enzimas hepáticas não significativa a nível

clínico.

4.6 Gravidez e aleitamento

Os dados de um número limitado (n=147) de mulheres grávidas expostas não indicaram

efeitos adversos da sertralina sobre a gravidez nem sobre a saúde dos fetos/recém-

nascidos. Estudos em animais não forneceram qualquer evidência de efeitos teratogénicos

da sertralina, no entanto, verificou-se embriotoxicidade (ver 5.3 “Dados de segurança pré-

clínica”). A sertralina só deve ser utilizada na gravidez se os benefícios potenciais do

tratamento para a mãe superarem os riscos possíveis para o feto em desenvolvimento.

Sabe-se que a sertralina é excretada no leite humano (razão leite/plasma aprox. 1.8). Foram

detectadas concentrações plasmáticas muito baixas ou não detectáveis de sertralina em

crianças lactantes. A sertralina só deve ser utilizada durante o aleitamento se os benefícios

esperados superarem os riscos potenciais para a criança.

Foram reportados sintomas de abstinência nos recém-nascidos após descontinuação da

terapêutica com sertralina, se esta for administrada no fim da gravidez e/ou lactação

(excitação, agitação, insónia, debilidade na sucção).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Quando utilizada conforme recomendado, a Sertralina Ranbaxy 50 mg comprimidos

pode, em casos isolados, alterar as reacções de tal forma que pode diminuir a

capacidade

conduzir

utilizar

máquinas,

trabalhar

situações

potencialmente perigosas.

Isto aplica-se principalmente ao início do tratamento, quando se altera a medicação

e quando se ingere concomitante álcool ou medicamentos que influenciam a função

do sistema nervoso central.

O doente deve ser advertido de que são conhecidos potenciais riscos de conduzir ou

utilizar máquinas até se conhecerem os efeitos individuais da sertralina.

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

Avaliação das frequências:

Muitos frequentes: > 1/10

Frequentes: > 1/100, < 1/10

Pouco frequentes: > 1/1,000, < 1/100

Raros: >1/10,000, < 1/1,000 incluindo casos individuais

Foram reportados os seguintes efeitos indesejáveis em ensaios clínicos nos quais se

administraram doses múltiplas:

Perturbações gastrointestinais:

Frequentes: náuseas, diarreia/fezes moles

Pouco frequentes: dispepsia

Perturbações do sistema nervoso vegetativo:

Frequentes: boca seca

Pouco frequentes: hipersudorese

Perturbações do sistema nervoso central:

Frequentes: tremores, tonturas

Perturbações do foro psiquiático:

Frequentes: insónia, sonolência, anorexia

Perturbações renais e urinárias:

Frequentes:

perturbações

sexuais

(principalmente

ejaculação

retardada

homens)

Foram recebidas notificações espontâneas com os seguintes efeitos indesejáveis

durante a fase de pós-comercialização:

Perturbações gerais:

Pouco frequentes: astenia, cansaço, afrontamentos

Raros: indisposição, aumento de peso corporal, perda de peso corporal, febre

Muito raros: reacção anafilactóide, reacções alérgicas, alergia

Perturbações do sistema sanguíneo e linfático:

Raros: púrpura, alteração da função plaquetária, alteração da diatese hemorrágica

(como por ex. epistaxe, hemorragia gastrointestinal ou hematúria)

Muito raros: leucopenia, trombocitopenia

Perturbações endócrinas:

Raros: ginecomastia, hiperprolactinémia, galactorreia, hipotiroidismo, síndrome de

secreção inapropriada de ADH.

Perturbações na pele e tecido subcutâneo:

Frequentes: exantema

Pouco frequentes: prurido, alopécia, eritema multiforme

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

Raros: fotosensibilidade da pele, urticária, edema de Quincke, exfoliação dérmica

grave ex. síndrome Stevens-Johnson e necrose epidérmica.

Perturbações hepatobiliares:

Pouco

frequentes:

distúrbios

hepáticos

graves

(incluindo

hepatite,

icterícia

insuficiência hepática), aumento assintomático das transminases séricas (SGOT e

SGPT). As alterações dos níveis de transaminases ocorreram principalmente nas

primeiras

semanas

tratamento

desapareceram

rapidamente

após

descontinuação do tratamento.

Perturbações cardiovasculares:

Frequentes: dor no peito, palpitações

Pouco

frequentes:

edema

periférico,

hipertensão,

edema

periorbital,

síncope,

taquicardia

Investigação:

Pouco frequentes: alteração dos valores laboratoriais

Perturbações gastrointestinais:

Frequentes: obstipação, dor abdominal, vómitos

Pouco frequentes: aumento de apetite, pancreatite

Perturbações no ouvido e labirinto:

Frequentes: tinitus

Perturbações do sistema nervoso vegetativo:

Pouco frequentes: midríase

Raros: priapismo

Perturbações do sistema nervoso central:

Frequentes: cefaleias, perturbações motoras (incluindo sintomas extrapiramidais,

tais como hipercinésia, aumento do tónus muscular, ranger dos dentes e marcha

dificultada), parestesias, hipestesia

Pouco frequentes: enxaquecas

Raros: contracções musculares involuntárias, coma, convulsões, sinais e sintomas

associados ao síndroma serotoninérgico: agitação, confusão, diaforese, diarreia,

febre,

hipertensão,

rigidez

taquicardia.

alguns

casos,

estes

sintomas

ocorreram com a utilização concomitante de fármacos serotoninérgicos.

Perturbações do foro psiquiático:

Frequentes: bocejo, agitação, ansiedade

Pouco frequentes: euforia, sintomas depressivos, alucinações, mania, hipomania

Raros: perda da libido (em mulheres e homens), pesadelos, reacções agressivas,

psicose

Perturbações respiratórias, toráxicas e mediastínicas:

Raros: broncospasmo

Distúrbios do metabolismo e nutricionais:

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

Raros: hiponatrémia: esta recorreu após descontinuação do tratamento. Casos

isolados podem ter sido devidos ao síndroma de secreção inapropriada de ADH.

Estes

efeitos

indesejáveis

ocorreram

principalmente

doentes

idosos

doentes que estavam a utilizar diuréticos ou outros medicamentos. Níveis séricos

elevados de colesterol.

Perturbações musculares, do tecido conectivo e ósseas:

Pouco frequentes: artralgia

Distúrbios renais e urinários:

Frequentes: irregularidares menstruais

Pouco frequentes: incontinência urinária

Raros: edema facial, retenção urinária

Função visual:

Frequentes: visão diminuída

Após descontinuação do tratamento com sertralina, foram reportados casos isolados

de sintomas de abstinência sob a forma de agitação, ansiedade, tonturas, cefaleias,

náuseas e parestesias.

Mais de 700 doentes idosos (com idades >65 anos) participaram num ensaio clínico

para demonstrar a eficácia da sertralina nesta população de doentes. Os tipos e a

frequência de efeitos indesejáveis nos idosos foram idênticos aos dos doentes mais

jovens.

4.9 Sobredosagem

Os sintomas de uma sobredosagem com sertralina tomam a forma de efeitos

secundários

mediados

pela

serotonina

tais

como

embriaguez,

distúrbios

gastrointestinais (por ex. náuseas e vómitos), taquicardia, tremores, agitação e

tonturas. Foi reportado coma em casos raros.

Os dados disponíveis demonstram que a sertralina possui um largo índice de

segurança na sobredosagem. Existem registos de ingestão de até 13,5 g de

sertralina

isolada.

mortes

após

intoxicação

sertralina

ocorreram

principalmente quando se ingeriram concomitantemente outros medicamentos e/ou

álcool. Assim, aconselha-se tratar a sobredosagem de forma agressiva.

Não existe um antídoto específico para a sertralina. Recomendam-se as seguintes

medidas: garantir que as vias respiratórias estão livres e que existe ventilação

adequada e terapia com O

. A administração de carvão activado em associação a

solução de sorbitol ou outro purgativo, se necessário, é pelo menos tão eficaz

quanto a lavagem gástrica. A indução do vómito não é aconselhável. Aconselha-se a

monitorização geral da função cardiovascular e devem ser providenciadas medidas

de suporte geral.

É improvável que a diurese forçada, a diálise, a hemoperfusão e a transfusão de

substituição sejam eficazes, tendo em conta o grande volume de distribuição da

sertralina.

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Grupo farmacoterapêutico: Inibidor selectivo da recaptação da serotonina

Código ATC: N06AB06

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Sabe-se que as perturbações depressivas estão associadas a um distúrbio do

metabolismo da 5-hidroxitriptamina (serotonina) no cérebro. Foi demonstrado in vitro

que a sertralina é um inibidor potente e selectivo da recaptação neuronal da

serotonina: isto origina uma potenciação dos efeitos fisiológicos da substância em

modelos animais. A sertralina possui apenas efeitos muito fracos sobre a captação

neuronal da norepinefrina e da dopamina. Em doses clínicas, a sertralina inibe a

captação da serotonina pelas plaquetas humanas.

Em estudos com animais, a sertralina demonstrou não possuir efeitos estimulantes,

sedativos ou anticolinérgicos/cardiotóxicos. Em estudos realizados em indivíduos

saudáveis,

sertralina

não

apresentou

potencial

sedativo

não

afectou

desempenho psicomotor.

Devido à inibição selectiva da recaptação da serotonina, a sertralina não influencia a

actividade catecolaminérgica. Além disso, a sertralina não possui afinidade para os

receptores

muscarínicos,

serotoninérgicos,

dopaminérgicos,

histaminérgicos,

benzodiazepínicos, GABAérgicos ou adrenérgicos. Tal como no caso de outros

antidepressivos

clinicamente

eficazes,

houve

hiporegulação

resposta

receptores cerebrais da norepinefrina com a utilização crónica de sertralina.

Em estudos realizados em seres humanos e em animais, não foi reportado potencial

de má utilização ou de abuso da sertralina.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

O perfil farmacocinético da sertralina é proporcional à dose no intervalo de 50–200

Após administração oral única diária de 50–200 mg de sertralina durante 14 dias, as

concentrações plasmáticas máximas foram atingidas após 4,5–8,4 horas.

Tendo como base as taxas de recuperação na urina e nas fezes, pode-se estimar

que a absorção após administração oral é de pelo menos 70%. A biodisponibilidade

diminuiu pelo efeito de primeira passagem.

O consumo

concomitante de

alimentos não influencia de forma

significativa a

biodisponibilidade dos comprimidos de sertralina.

Distribuição:

A ligação às proteínas plasmáticas da sertralina é de cerca de 98%. Os dados de

estudos em animais indicam que a sertralina tem um grande volume de distribuição.

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

administração

diária,

concentrações

equilíbrio

são

atingidas

aproximadamente após 1 semana e as concentrações são duplamente comparáveis

aos níveis plasmáticos após a dose inicial.

Metabolismo:

A sertralina e o seu metabolito principal, N-desmetilsertralina são sujeitos a um

extenso

metabolismo

hepático.

In

vitro,

N-desmetilsertralina,

apresenta

actividade consideravelmente mais baixa (cerca de 20 vezes) do que a substância

original. O metabolito não exerceu efeitos em modelos de depressão in vivo.

estudos

in

vitro,

demonstrou-se

metabolismo

sertralina

principalmente

mediado pela enzima CYP 3A4,

apenas com um envolvimento

limitado do CYP 2D6. Com a dose habitual de 50 mg, a sertralina possui apenas

efeitos limitados sobre o metabolismo de outras substâncias mediado pelo CYP 2D6

e pelo CYP 3A4.

Excreção:

A semi-vida de eliminação média da sertralina é de cerca de 26 horas. A semi-vida

eliminação

N-desmetilsertralina

62–104

horas,

pelo

concentrações plasmáticas do metabolito atingem o mesmo nível que a substância

original.

Os metabolitos da sertralina e N-desmetilsertralina são eliminados em partes iguais

nas fezes e na urina. Apenas uma pequena percentagem (inferior a 0,2%) de

sertralina inalterada é recuperada na urina.

Idosos:

O perfil farmacocinético da sertralina em doentes idosos é idêntico ao do de doentes

mais jovens.

Insuficiência hepática:

Sobre

farmacocinética da sertralina

doentes com

cirrose

hepática ver 4.2

“Posologia e modo de administração” e 4.4 “Advertências e precauções especiais de

utilização”.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos convencionais com a sertralina não demonstraram mutagenicidade nem

carcinogenicidade.

Não

observaram

efeitos

teratogénicos

estudos

toxicidade reprodutiva em ratos e coelhos. No entanto, ocorreu atraso na ossificação

em fetos de ratos e coelhos

com doses excedendo 2,5 a

10 vezes a dose

terapêutica máxima para humanos. Em ratos, a administração de doses de sertralina

excedendo em 5 vezes a dose terapêutica máxima em humanos, durante o último

trimestre de gestação e até ao final da lactação, originou um número aumentado de

natimortos, assim como uma redução da taxa de sobrevivência e redução do peso

corporal das crias. Pode ser demonstrado que a baixa taxa de sobrevivência dos

descendentes está relacionada com a exposição intra-uterina.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

6.1 Lista de excipientes

Núcleo do comprimido:

celulose microcristalina,

hidrogenofosfato de cálcio dihidratado,

amido glicolato de sódio (tipo A),

hidroxipropilcelulose,

estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido:

hipromelose,

dióxido de titânio (E 171),

macrogol,

talco.

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Não guardar acima de 25°C.

Conservar na embalagem original.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos são acondicionados em blisters constituídos por uma película de

PVC branca opaca revestida, na superfície interna, com PVdC, com um fundo de

folha de alumínio revestido com laca termo-selada.

Embalagem contendo 20, 28, 30, 50, 60, 98 ou 100 comprimidos revestidos por

película.

Embalagem hospitalar: 10 embalagens contendo 30 comprimidos revestidos por

película.

Podem não ser comercializadas todas as apresentações.

6.6 Instruções de utilização e manipulação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

06-10-2005

INFARMED

Ranbaxy Portugal

Comércio e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, Unipessoal Lda.

Rua do Campo Alegre, 1306, 3º Andar, Sala 301/302

4150-174 Porto

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Blister de 20 unidades – 5424387

Blister de 28 unidades – 5279583

Blister de 30 unidades – 5407085

Blister de 60 unidades – 5425981

Blister de 30, 50, 98, 100 unidades.

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

Dezembro de 2004.

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Outubro de 2005

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