Sandrena 1 mg Gel

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

Compre agora

Ingredientes ativos:
Estradiol
Disponível em:
Organon Portuguesa - Produtos Químicos e Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
G03CA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Estradiol
Dosagem:
1 mg
Forma farmacêutica:
Gel
Composição:
Estradiol 1 mg
Via de administração:
Uso cutâneo
Unidades em pacote:
Saqueta - 28 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
8.5.1.1 Tratamento de substituição
Área terapêutica:
estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol estradiol
Resumo do produto:
2693786 - Saqueta 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - - ; 2693885 - Saqueta 91 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - - ; 3964285 - Saqueta 91 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - - ; 3964186 - Saqueta 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - -
Status de autorização:
Revogado (19 de Janeiro de 2006)
Número de autorização:
DK/H/105/02
Data de autorização:
1998-03-06

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO

Leia

atentamente

este

folheto

antes

utilizar

medicamento.

Conserve

este

folheto.

Pode

necessidade

reler.

Caso

tenha

dúvidas,

consulte

médico

farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Neste folheto:

O que é Sandrena e para que é utilizado

Antes de utilizar Sandrena

Como utilizar Sandrena

Efeitos secundários possíveis

Conservação de Sandrena

Outras informações

SANDRENA 0,1% gele

0,5 mg

1,0 mg

Sandrena é um gele suave de estradiol que tem como base um álcool, usada para terapêutica hormonal de

substituição.

A substância activa é o estradiol sob a forma semi-hidratada que correspondente a 0,5mg/saqueta ou 1,0

mg/saqueta.

Os outros componentes de Sandrena são: carbómero 974P, trolamina, propilenoglicol, álcool e água purificada.

Sandrena é acondicionado em saquetas, em embalagens de 28 ou 91 saquetas. Cada embalagem contém uma

pequena caixa de plástico com capacidade para sete saquetas (uma dose diária durante sete dias). Esta caixa

ajudá-la-á a armazenar Sandrena para o tratamento de uma semana.

Titular da A. I. M.

ORGANON PORTUGUESA, LDA.

Av. Conde de Valbom, 30 - 2º 1069-037

LISBOA

O QUE É SANDRENA E PARA QUE É UTILIZADO

Sandrena é um gele suave embalado em saquetas de dose unitária. Sandrena apresenta-se em embalagens de 28

ou 91 saquetas para tratamentos de um mês ou três meses, respectivamente. Cada saqueta contém 0,5 g ou 1,0 g

de gele.

Indicações terapêuticas de Sandrena:

A substância activa é o estradiol, uma hormona feminina natural. Sandrena é usado para o tratamento dos

sintomas de carência de estrogénios (tais como afrontamentos, suores nocturnos, secura vaginal, etc.) associados

à menopausa natural ou artificial.

ANTES DE UTILIZAR SANDRENA

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

Não utilize Sandrena se:

1

tem ou teve carcinoma da mama

2

tem ou teve outros tumores relacionados com estrogénios, p.ex. carcinoma do endométrio (parede do

útero)

tem ou teve recentemente uma hemorragia vaginal inesperada que não foi averiguada pelo seu médico

tem ou teve um coágulo numa veia da perna ou noutro lugar (p.ex. trombose venosa profunda ou

embolia pulmonar)

tem ou teve angina de peito ou um ataque cardíaco

tem doença aguda do fígado (ou antecedentes de doença hepática e os resultados dos testes de função

hepática ainda não são normais)

tem hipersensibilidade (alergia) a algum dos componentes de Sandrena (ver detalhes abaixo)

porfíria

Em caso de dúvida consulte o seu médico ou farmacêutico.

Precauções a ter em conta com a Terapêutica Hormonal de Substituição (THS)

Exame médico/acompanhamento clínico

As mulheres que são tratadas com THS a longo termo devem ser submetidas a exames ginecológicos

regulares, incluindo o exame da mama.

Situações que requerem acompanhamento clínico rigoroso durante a THS

O seu médico pode querer supervisioná-la com maior regularidade no caso de alguma das seguintes

situações existirem ou lhe tiverem ocorrido anteriormente. Estas situações podem recorrer ou

ser

agravadas durante a THS. Informe o seu médico antes de iniciar o tratamento ou se tem ou teve qualquer

uma das situações abaixo descritas:

1

Fibroides uterinos

3

Endometriose

4

Carcinoma da mama ou factores de risco para tumores estrogéneo-dependentes (ex. um

parente próximo teve carcinoma da mama)

5

Tensão arterial elevada

6

Doença do fígado (ex. adenoma hepático)

7

Diabetes mellitus

8

Pedras na vesícula biliar

9

Enxaqueca ou fortes dores de cabeça

10

LES (lúpus eritematoso sistémico)

11

Crescimento precoce anormal do epitélio do útero (hiperplasia endometrial)

12

Epilepsia

13

Asma

14

Otoesclerose (perda de audição devido a crescimento ósseo no ouvido)

Situações que requerem a interrupção da THS

Existe um número de situações nas quais você terá que para o tratamento com THS. Consulte o seu

médico antes de parar o tratamento com Sandrena se teve alguma das seguintes situações durante o

tratamento com Sandrena:

15

Icterícia ou insuficiência hepática

16

Aumento significativo na pressão arterial

17

Ocorrência nova de dores de cabeça do tipo enxaqueca

18

Gravidez

Outros riscos associados com a THS

Hiperplasia endometrial

O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma é aumentado quando são administrados estrogénios não

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

combinados por períodos de tempo prolongados. De forma a reduzir, mas não a eliminar este risco é, portanto,

essencial combinar a terapêutica estrogénica com um progestagénio durante, pelo menos, 12 dias por ciclo em

mulheres não histerectomizadas.

Durante os primeiros meses do tratamento podem ocorrer hemorragias vaginais e perda de sangue inesperada ou

intracíclica. Se ocorrerem hemorragias vaginais e perda de sangue inesperada ou intracíclica após algum tempo

de tratamento, ou continuarem após a medicação ter sido descontinuada, dever-se-á investigar a razão.

A estimulação estrogénica sem oposição pode resultar em transformação pré-maligna ou maligna no foco

residual da endometriose. Por este motivo, recomenda-se a adição de progestagénios à THS com estrogénios,

em mulheres que foram histerectomizadas devido a endometriose, especialmente se for conhecido que sofrem de

endometriose residual.

Cancro da mama

Estudos epidemiológicos mostraram haver um risco aumentado de diagnóstico de cancro da mama em mulheres

a tomar estrogénios ou THS de combinação estro-progestativa durante vários anos. O aumento de risco ocorreu

principalmente em mulheres de constituição corporal magra ou normal. Embora as mulheres obesas tenham um

risco aumentado de terem cancro da mama, a THS não aumentou mais este risco. O excesso de risco aumenta

com a duração do tratamento e retorna a valores normais ao fim de 5 anos após a interrupção da terapêutica. As

mulheres que fizeram THS de combinação estro-progestativa tiveram um risco igual ou possivelmente superior

quando comparadas com mulheres que fizeram tratamento unicamente com estrogénios. Os casos de cancro da

mama diagnosticados em mulheres que actual ou recentemente se submeteram a THS pareceram ter menor

tendência para se disseminar para fora da mama do que aqueles detectados em não utilizadoras de THS. Os casos

de cancro da mama nas mulheres submetidas a THS tenderam a ter características do tumor menos agressivas e,

possivelmente, melhor sobrevivência do que os casos de cancro da mama em mulheres que não foram

submetidas a THS. As associações reportadas entre a exposição a THS de longa duração e um aumento de risco

de cancro da mama podem ser devidas a um diagnóstico mais precoce, a um efeito devido à THS ou a uma

combinação de ambos os factores.

Se tiver preocupações em relação ao cancro da mama, fale com o seu médico acerca da relação entre os riscos e

os benefícios da THS. Contacte o seu médico se detectar alguma alteração ao nível da mama.

Trombose (formação de coágulos de sangue)

A THS pode aumentar o risco de formação de coágulos de sangue, especialmente se na sua família alguém sofre

ou sofreu desta doença ou se você tem um excesso significativo de peso. O risco de desenvolver um coágulo de

sangue é superior no primeiro ano de tratamento.

Contacte o seu médico imediatamente, se tiver sintomas que podem ser sinais da existência de um coágulo de

sangue, ex. dor súbita e inchaço na perna, dor súbita no peito ou falta de ar.

Fale com o seu médico se estiver previsto ser submetida a uma cirurgia em que necessite de ficar imobilizada no

recobro, ie. sem andar durante algum tempo, uma vez que a utilização de Sandrena poderá ser interrompida, de

preferência 4 a 6 semanas antes da operação.

Doenças das artérias coronárias (DAC)

Os estudos efectuados mostraram que alguns medicamentos de THS [que contêm estrogénios conjugados e

acetato de medroxiprogesterona (MPA)] não preveniram a doença cardíaca, podendo fazer com que seja mais

provável ter uma doença cardíaca no primeiro ano de toma e não tendo nenhum benefício a este nível a partir de

então. Para os outros tipos de THS (como Sandrena) a situação é ainda pouco clara mas não existem dados que

sugiram que o seu efeito no coração seja diferente.

Deverá parar de tomar THS e procurar com urgência ajuda médica se começar a sentir dor no peito,

possivelmente relacionada com exercício físico, com ou sem suores, falta de ar e tonturas.

Acidente vascular cerebral (AVC)

Estudos recentes sugerem que a THS aumenta o risco de ter um AVC. Tendo em consideração um grupo de

mulheres com cerca de 50 anos de idade que não usa THS, espera-se que em 3 por 1000 ocorra um AVC num

período de tempo de 5 anos. O número esperado de ocorrência de AVCs para mulheres com a mesma idade que

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

usam THS durante 5 anos é de 4 por 1000 mulheres. O risco de AVC aumenta à medida que a mulher fica mais

velha e por isso, tendo em consideração um grupo de mulheres com cerca de 60 anos de idade que não usa THS,

espera-se que em 11 por 1000 ocorra um AVC, num período de tempo de 5 anos. Comparativamente, para

mulheres da mesma idade que usem THS durante 5 anos, espera-se em 15 por 1000 mulheres ocorra um AVC.

Não se sabe se este risco aumentado também se aplica a outros medicamentos de THS, nomeadamente Sandrena.

Deverá parar de tomar THS e procurar com urgência ajuda médica se começar a sentir uma dor de cabeça do tipo

enxaqueca pouco comum, tonturas ou falta de força nas pernas ou braços.

Cancro do ovário

A toma de medicamentos de THS contendo apenas estrogénio por mais de 5 anos pode aumentar ligeiramente o

risco deste tipo de cancro, que embora raro é grave. Deverá consultar o seu médico se começar a sentir inchaço

abdominal e desconforto, perda de peso e/ou hemorragias vaginais anormais, possivelmente associadas a um

intumescimento abdominal.

Outras situações

A THS pode alterar os resultados de alguns testes laboratoriais (tal como testes de função hepática e da tiróide).

Informe o seu médico que está a tomar Sandrena caso tenha marcado testes laboratoriais.

Se sabe que tem valores de triglicéridos elevados informe o seu médico. Foi reportado que em casos muito raros

valores elevados de triglicéridos em mulheres a tomar estrogénios podem levar a pancreatite.

Uso durante a gravidez e aleitamento

Sandrena não deve ser usado durante a gravidez ou durante o aleitamento. Se pensa que poderá estar grávida

interrompa o tratamento com Sandrena e contacte o seu médico.

Capacidade de condução ou utilização de máquinas.

Não foram observados quaisquer efeitos sobre a capacidade de conduzir ou utilização de máquinas.

Utilizar Sandrena com outros medicamentos

Informe

o

seu

médico

ou

farmacêutico

se

estiver

a

tomar

ou

tiver

tomado

recentemente

outros

medicamentos, incluindo medicamentos sem receita médica e medicamentos que usou há algum tempo.

O efeito de certos medicamentos, quando usados simultaneamente com Sandrena pode diminuir o efeito

de

Sandrena.

Estes

medicamentos

incluem

medicamentos

antiepilépticos,

(ex.

fenobarbital,

carbamazepina,

fenitoína),

antibióticos

(ex.

rifampicina,

rifabutina,

nevirapina,

efavirenze)

e

medicamentos para HIV (nelfinavir e ritonavir). Os produtos à base de ervas contendo erva de S. João

(Hypericum perforatum) podem diminuir o efeito de Sandrena.

Se tiver dúvidas acerca da utilização de Sandrena com outros medicamentos deve consultar o seu médico

ou farmacêutico.

COMO UTILIZAR SANDRENA

Use este medicamento de acordo com as instruções do seu médico.

Deve também ler as instruções referidas na cartonagem.

Se não tiver a certeza de como usar Sandrena pergunte ao seu médico ou farmacêutico

Como e quando usar Sandrena:

Use a dose recomendada pelo seu médico (que é 0,5 g, 1,0 ou 1,5 g). Aplicar o gele uma vez por dia, à mesma

hora, no abdómen inferior ou nas coxas direita e esquerda em dias alternados. Espalhe o gele sobre uma área

cerca de 1-2 vezes o tamanho da palma da sua mão. Sandrena não deve ser aplicado nos seios, no rosto, em pele

irritada ou na zona vaginal.

Deixe secar o gele por alguns minutos. Deve evitar-se o contacto acidental com os olhos (o gele pode ser

irritante para os olhos). As mãos devem ser lavadas após a aplicação do gele.

Sandrena é usado em doses individuais, de forma contínua mas também pode ser usado em intervalos cíclicos. A

maioria das doentes pode iniciar o tratamento com uma dose de 1,0 mg de estradiol diariamente. Se ainda tiver o

seu útero intacto o seu médico também lhe irá prescrever um progestagénio. Após cada toma do progestagénio é

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

normal que ocorra uma hemorragia de privação semelhante a uma menstruação normal.

A embalagem contém uma saqueta de plástico onde deverá colocar a medicação a aplicar durante uma semana.

Com a ajuda desta saqueta será mais fácil verificar se tem aplicado o gele todos os dias. Encha a saqueta com 7

doses individuais. Marque lateralmente na cartonagem o dia e data em que começar a embalagem. Este dia será o

dia 1. Este tipo de marcação irá também ajudá-la a verificar o dia em que deverá iniciar a toma dos comprimidos

de progestagénio, mas só no caso do seu médico lhos prescrever.

O que fazer se se esquecer de uma dose:

Se se esquecer de aplicar uma dose à hora habitual, faça-o logo que se lembrar, a não ser que tenham passado

mais de 12 horas. Neste caso ignore esta dose e aplique normalmente a seguinte.

O esquecimento de doses pode levar à ocorrência de hemorragias vaginais.

O que fazer se alguém engolir gele acidentalmente:

Se alguém engoliu gele não existe motivo para preocupação. Contudo, deve consultar um médico. Os sintomas

que podem ocorrer são náuseas e vómitos; em mulheres pode ocorrer uma hemorragia vaginal após alguns dias.

Se necessário o tratamento é sintomático.

Efeitos da interrupção do tratamento com Sandrena:

Se interromper a utilização de Sandrena os sintomas de carência de estrogénios reaparecerão após algum tempo.

Sobredosagem

Se aplicou demasiado Sandrena, fale com o seu médico ou farmacêutico. Uma dose excessiva de estrogénios

pode causar náuseas, cefaleias e hemorragia vaginal.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Sandrena pode causar reacções adversas em algumas pessoas. As reacções adversas de Sandrena mais comuns

são geralmente ligeiras e desaparecem com a continuação do tratamento. As hemorragias vaginais irregulares

podem ocorrer principalmente durante os primeiros meses do tratamento. As reacções adversas comuns (>1/100,

<1/10) são retenção de água nos tecidos, que se manifesta por tornozelos e pés inchados, aumento de peso,

cefaleias, náuseas, vómitos, espasmos no estômago, hemorragia vaginal ou perda de sangue inesperada ou

intracíclica inesperados, irritação da pele e tensão mamária. As reacções adversas pouco comuns (>1/1000,

<1/100) são alterações no desejo sexual e humor, enxaquecas e cancro da mama*. As reacções adversas raras

(>1/10.000, <1/1000) são tensão arterial elevada, tromboembolismo venoso (formação de coágulos de sangue),

alterações na função hepática, doença biliar e/ou pedras na vesícula biliar e rash (aparecimento de manchas

vermelhas na pele).

* O risco de cancro da mama aumenta com o número de anos de utilização de THS. Em mulheres com idades

compreendidas entre os 50 e os 70 anos de idade estima-se que em cerca de 45 por 1000 mulheres seja esperado

o diagnóstico de cancro da mama e que entre as mulheres que tomam ou recentemente tomaram THS, o número

adicional de casos de cancro da mama se situe entre 5 e 15 por 1000 mulheres a tomarem THS durante 5-15

anos.

Contacte o seu médico se algum dos efeitos secundários se tornar incómodo ou permanente. É também

importante comunicar ao seu médico ou farmacêutico se sentir qualquer sintoma não habitual ou não esperado

durante o tratamento com Sandrena e que não conste do folheto informativo.

CONSERVAÇÃO DE SANDRENA

Não conservar acima de 25°C.

Não utilize Sandrena após expirar o prazo de validade indicado na embalagem ou na saqueta.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Qualquer produto não utilizado deve ser entregue ao seu farmacêutico para uma destruição segura.

Se tiver mais alguma dúvida contacte por favor o seu médico ou farmacêutico.

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

Este folheto foi aprovado pela última vez em Fevereiro 2005.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do titular da

autorização de introdução no mercado.

Organon Portuguesa, Lda

Av. Conde de Valbom, nº30 , 2º andar

1069-037 Lisboa

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Sandrena gele 0,5mg

Sandrena gele 1mg.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Estradiol semi-hidratado correspondente a 0,5 mg de estradiol por saquetas de dose única.

Estradiol semi-hidratado correspondente a 1,0 mg de estradiol por saquetas de dose única.

Excipientes, ver 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Gele, saquetas de dose única.

Gele suave e opalescente.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento hormonal de substituição (THS) dos sintomas da deficiência de estrogénios em mulheres pós-

menopáusicas.

A experiência no tratamento em mulheres com mais de 65 anos é limitada.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Sandrena é um gele destinado à aplicação por via transdérmica. Sandrena poderá ser usado de forma

contínua ou como tratamento cíclico. A dose diária inicial habitual é de 1,0 mg de estradiol (1,0 g de gele),

mas a escolha desta dose inicial pode ser baseada na gravidade dos sintomas da doente. Dependendo da

resposta clínica, a dose pode no entanto, ser ajustadaindividualmente após 2 a 3 ciclos de tratamento, entre

0,5 gramas a 1,5 gramas por dia, correspondendo a 0,5 a 1,5 mg de estradiol por dia.

Para a iniciação e a continuação do tratamento dos sintomas pós-menopáusicos, deverá ser usada a dose

mais baixa eficaz durante o menor período de tempo possível (ver também secção 4.4.).

Em doentes com útero intacto, é recomendada a associação de Sandrena com uma dose adequada de um

progestagénio por um período de tempo considerado adequado, pelo menos 12-14 dias consecutivos por

mêspara contrariar a hiperplasia do endométrio estimulada pelos estrogénios (ver também secção 4.4).

Não se recomenda a adição de um progestagénio ao tratamento em mulheres histerectomizadas, excepto se

houver um diagnóstico prévio de endometriose.

O tratamento com Sandrena pode ser iniciado em qualquer dia em mulheres que não se encontrem a utilizar

terapêutica hormonal de substituição (THS), ou em mulheres que anteriormente utilizavam um produto de

THS combinada contínua. As mulheres que anteriormente utilizavam um produto de THS sequencial podem

iniciar o tratamento com Sandrena no dia a seguir a terem completado o tratamento anterior.

Se a mulher se esquecer de aplicar uma dose, deverá aplicá-la logo que se lembre, a não ser que o atraso na

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

aplicação seja superior a 12 horas. Se isto acontecer, a dose esquecida deverá ser ignorada e a próxima dose

deverá ser aplicada como normalmente. O esquecimento de uma dose pode aumentar a probabilidade de

ocorrência de hemorragia vaginal ou perda de sangue inesperada ou intracíclica .

Método de administração

A dose de Sandrena é aplicada diariamente no baixo abdómen, ou em dias alternados na anca direita ou

esquerda. A superfície da aplicação deve ser 1-2 vezes a área da palma da mão. Sandrena não deve ser aplicado

nos seios, no rosto ou sobre a pele irritada. Após aplicação, deve deixar-se secar o gele por alguns minutos e o

local da aplicação não deve ser lavado antes de uma hora. Deve evitar-se o contacto do gele com os olhos.

Devem lavar-se as mãos após cada aplicação.

4.3. Contra-indicações

Presença, antecedentes ou suspeita de cancro da mama

Presença ou suspeita de tumores malignos estrogeno-dependentes (por ex. cancro do endométrio)

Hemorragia genital de etiologia desconhecida

Hiperplasia endometrial não tratada

1

Tromboembolismo venoso prévio ou actual de origem idiopática (trombose venosa profunda,

embolismo pulmonar);

2

Doença tromboembólica arterial activa ou recente (ex. angina, enfarte do miocárdio);

3

Doença hepática aguda ou antecedentes de doença hepática, até que os valores da função hepática

retornem aos valores normais;

4

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes;

5

Porfíria.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Para o tratamento dos sintomas da menopausa, a THS deverá ser iniciada apenas para os sintomas que

afectam adversamente a qualidade de vida. Em todos os casos deverá ser efectuada uma análise

cuidadosa dos riscos e benefícios pelo menos, uma vez por ano. A THS deve ser continuada apenas

quando o benefício é superior ao risco.

Exame médico/acompanhamento clínico

Antes de iniciar ou reinstituir a Terapêutica Hormonal de Substituição (THS), deverá ser recolhida a

história clínica pessoal e familiar completa, conjuntamente com uma observação geral e ginecológica

orientada pelas contra-indicações e precauções de utilização. Durante o tratamento, é recomendada

realização de um exame periódico, cuja frequência e características deverão ser adaptadas a cada

mulher. A mulher deve ser advertida acerca de quais as alterações ao nível da mama que devem ser

reportadas ao seu médico ou enfermeira (ver abaixo secção "Cancro da mama"). O exame da mama

e/ou mamografia devem ser realizados de acordo com a prática clínica corrente e de acordo com as

necessidades clínicas individuais.

Situações que necessitam de vigilância médica

Se alguma das situações abaixo descritas estiver presente, tiver ocorrido previamente e/ou se tiver

agravado durante a gravidez ou tratamento hormonal anterior, a doente deverá ser intensivamente

vigiada. Deverá ser tido em conta o facto de poder ocorrer, recorrência ou agravamento das seguintes

situações durante a terapêutica com Sandrena:

Leiomioma (fibróides uterinos) ou endometriose

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

Antecedentes de alterações tromboembólicas ou presença de factores de risco

(ver abaixo)

Factores de riscos para tumores dependentes de estrogénios, ex. hereditariedade em 1º

grau para cancro da mama

Hipertensão

Perturbações hepáticas (ex. adenoma hepático)

Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular

Colelitíase

Enxaqueca ou cefaleias (graves)

Lúpus eritematoso sistémico

Antecedentes de hiperplasia endometrial (ver abaixo)

Epilepsia

Asma

Otosclerose

Razões para a descontinuação imediata do tratamento:

O tratamento deve ser descontinuado caso seja detectada uma contra-indicação e nas seguintes situações abaixo

enumeradas:

Icterícia ou deterioração da função hepática

Aumento significativo da pressão arterial

Ocorrência de um novo tipo de enxaquecas

Gravidez

Hiperplasia endometrial

O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma encontra-se aumentado quando são administrados

estrogénios não combinados por períodos de tempo prolongados (ver secção 4.8). A adição de um

progestagénio

durante,

pelo

menos,

dias

ciclo

mulheres

não

histerectomizadas

reduz

grandemente este risco (ver secção 4.8).

Durante

primeiros

meses

tratamento

podem

ocorrer hemorragias

vaginais

spotting.

ocorrerem hemorragias vaginais e perda de sangue inesperada ou intracíclica após algum tempo de

tratamento, ou continuarem após a medicação ter sido descontinuada, dever-se-á investigar a razão,

podendo-se realizar biópsia do endométrio, de forma a excluir a hipótese de malignidade endometrial.

A estimulação estrogénica sem oposição pode levar a uma transformação pré-maligna ou maligna no

foco residual da endometriose. Assim, deve ser considerada a adição de progestagénios à terapêutica de

substituição com estrogénios em mulheres histerectomizadas devido uma situação de endometriose, em que

se sabe que existe endometriose residual.

Cancro da mama

1

Um ensaio clínico randomizado e controlado com placebo, o estudo da Women's Health Initiative (WHI) e

estudos epidemiológicos, incluindo o Million Women Study (MWS) reportaram um risco aumentado de

cancro da mama em mulheres a tomar estrogénios, combinações estro-progestativas ou tibolona para THS,

durante vários anos (ver secção 4.8).

Para toda a THS, o excesso de risco torna-se aparente após alguns anos de utilização e aumenta com a duração

do tratamento, mas retorna aos valores basais alguns anos (no máximo 5) após a descontinuação do tratamento.

No MWS o risco relativo de cancro da mama com estrogénios equinos conjugados (EEC) ou estradiol (E2) foi

maior quando se adicionou um progestagénio, quer sequencial quer continuamente, e independentemente do tipo

de progestagénio. Não foi mostrada diferença no risco entre diferentes vias de administração.

No estudo WHI, o tratamento contínuo com estrogénios equinos conjugados combinados com acetato de

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

medroxiprogesterona (ECC+MPA) foi associado a cancros da mama que, comparativamente com o grupo

placebo,

apresentaram

dimensões

ligeiramente

maiores

metástases

nódulos

linfáticos

maior

frequência.

THS,

especialmente

tratamento

estro-progestativo

combinado,

aumenta

densidade

imagens

mamográficas, o que pode afectar adversamente a detecção radiológica de cancro da mama.

Tromboembolismo venoso

2

A THS está associada ao aumento do risco relativo de desenvolvimento de tromboembolismo venoso

(TEV),

i.e.

trombose

venosa

profunda

embolismo

pulmonar.

ensaio

clínico

controlado

randomizado e estudos epidemiológicos mostraram um risco 2 a 3 vezes superior para as utilizadoras

relativamente às não utilizadoras. Para as não-utilizadoras estima-se que a ocorrência do número de casos de

TEV num período de tempo de 5 anos seja de cerca de 3 por 1000 mulheres com idades compreendidas

entre 50-59 anos e de 8 por 1000 mulheres entre os 60-69 anos de idade. Estima-se que, em mulheres

saudáveis que utilizem THS durante um período de tempo de 5 anos, o número de casos adicionais de TEV

durante esse período de tempo seja de 2 a 6 (melhor estimativa = 4) por 1000 mulheres com 50-59 anos de

idade e entre 5 e 15 (melhor estimativa = 9) por 1000 mulheres com 60-69 anos de idade. A ocorrência deste

evento é mais provável no primeiro ano de THS do que nos anos seguintes.

3

Os factores de risco de ocorrência de TEV geralmente reconhecidos incluem antecedentes pessoais ou

familiares, obesidade (Índice de Massa Corporal > 30 kg/m

) e Lúpus Eritematoso Sistémico (LES).

Não existe consenso quanto ao papel de veias varicosas no TEV.

4

Os doentes com de antecedentes pessoais de TEV ou estados trombofílicos conhecidos têm um

risco aumentado de ocorrência de TEV. A THS pode aumentar este risco. A presença de

antecedentes

pessoais

familiares

relevantes

tromboembolismo

recorrente

aborto

espontâneo deve ser investigada, de modo a excluir uma predisposição trombofílica. Até ser

realizado um diagnóstico definitivo ou ser iniciada terapêutica anticoagulante, a THS deve ser

considerada como contra-indicada nestas doentes. Nas mulheres já submetidas a tratamento com

anticoagulantes, o uso de THS deverá ser cuidadosamente avaliado tendo em conta a relação

benefício-risco.

5

O risco de TEV pode aumentar temporariamente com a imobilização prolongada, trauma

significativo ou cirurgia major. Tal como em todos os doentes no pós-operatório, deve ser prestada

particular atenção às medidas profiláticas para prevenção do TEV pós-cirúrgico. Nos casos em que

a imobilização prolongada seja necessária após cirurgia electiva, particularmente na cirurgia

abdominal ou ortopédica dos membros inferiores, deverá ser considerada a suspensão temporária

da THS nas quatro a seis semanas anteriores, se possível. O tratamento não deverá ser retomado

até que a doente recupere completamente a sua mobilidade.

6

Se ocorrer TEV após o início da terapêutica, a medicação deverá ser descontinuada. As doentes

deverão

advertidas

necessidade

contactar

imediatamente

seus

médicos

aperceberem de algum potencial sintoma tromboembólico (como, por exemplo, inchaço doloroso

da perna, dor torácica súbita, dispneia).

Doenças das artérias coronárias (DAC)

1

Os estudos randomizados e controlados acerca do benefício cardiovascular com estrogénios

conjugados

combinados

toma

contínua

acetato

medroxiprogesterona

(MPA)

não

mostraram evidência de benefício cardiovascular. Dois ensaios clínicos alargados (WHI e HERS

i.e. Estudo de coração e substituição estrogénica/progestagénica) mostraram um possível aumento

do risco de morbilidade cardiovascular no primeiro ano de utilização e nenhum benefício nos anos

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

seguintes. Para outros produtos de THS existem apenas dados muito limitados provenientes de

estudos randomizados e controlados que analisem os efeitos na morbilidade ou mortalidade

cardiovascular. Por este motivo, é incerto que estas descobertas sejam também aplicáveis a outros

produtos de THS.

Acidente vascular cerebral (AVC)

2

Um ensaio clínico randomizado alargado (estudo WHI) mostrou como outcome secundário um

risco aumentado de AVC isquémico em mulheres saudáveis, durante o tratamento com estrogénios

conjugados combinados de toma contínua e MPA. Para mulheres que não usam THS, estima-se

que o número de casos de AVC que ocorrerão num período de 5 anos seja cerca de 3 por 1000

mulheres com 50-59 anos de idade e de 11 por 1000 mulheres com 60-69 anos de idade. Estima-se

que para as mulheres que usam estrogénios conjugados combinados de toma contínua e MPA

durante 5 anos, o número adicional de casos se situe entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1) por 1000

utilizadoras com 50-59 anos de idade e entre 1 e 9 (melhor estimativa = 4) por 1000 utilizadoras

com 60-69 anos de idade. Não se sabe se o aumento de risco também ocorre para outros produtos

de THS.

Cancro do ovário

3

Em alguns estudos epidemiológicos, a utilização de produtos de THS contendo apenas estrogénio

por períodos de tempo prolongados (pelo menos 5-10 anos) em mulheres histerectomizadas tem

sido associada a um aumento de risco do cancro dos ovários. Não se sabe se a utilização por

períodos de tempo prolongados de THS combinada confere um risco diferente do risco associado

aos produtos contendo apenas estrogénio.

Outras situações

4

Os estrogénios podem causar retenção de líquidos, pelo que as doentes com disfunção cardíaca ou

renal deverão ser cuidadosamente monitorizadas. As doentes com insuficiência renal terminal

devem ser cuidadosamente monitorizadas, uma vez que é de esperar o aumento da concentração

circulante da substância activa de Sandrena.

5

As mulheres com hipertrigliceridémia pré-existente devem ser monitorizadas com particular

atenção durante o uso de THS uma vez que, nesta situação, foram reportados casos raros de

grande aumento dos triglicéridos plasmáticos que conduziram a pancreatite.

6

Os estrogénios aumentam a quantidade de globulina de ligação à tiroxina (TBG) o que conduz a

um aumento tiroxina circulante total, tal como medido pelo iodo ligado às proteínas (PBI), pela

concentração de T4 (por coluna ou rádio-imunoensaio) ou pela concentração de T3 (por rádio-

imunoensaio). A quantidade de T3 retida na resina é diminuída, reflectindo a elevação da TBG. As

concentrações de T4 e T3 no estado livre mantêm-se inalteradas. Podem estar elevadas outras

proteínas de ligação no plasma, i.e., globulina de ligação aos corticóides (CBG), globulina de

ligação às hormonas sexuais (SHBG), o que conduz a um aumento dos corticosteróides

esteróides

sexuais

circulantes,

respectivamente.

concentrações

hormona

livre

biologicamente

activa

mantêm-se

inalteradas.

Podem

estar

aumentadas

outras

proteínas

plasmáticas (substrato angiotensinogénio/renina, alfa-1-antitripsina, ceruplasmina).

7

Não existe evidência conclusiva relativa à melhoria da função cognitiva. Existe alguma evidência,

proveniente do ensaio WHI, de risco aumentado de demência provável em mulheres que começam

a usar EEC e MPA depois dos 65 anos de idade. Não é conhecido se esta evidência se aplica a

mulheres pós-menopáusicas mais novas ou a outros produtos de THS..

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

O metabolismo dos estrogénios (e progestagénios) pode aumentar com a utilização concomitante de substâncias

conhecidas por induzirem as enzimas metabolizadoras de fármacos, especificamente as enzimas do citocromo

P450,

tais

como

anticonvulsivantes

(ex.

fenobarbital,

fenitoína,

carbamazepina)

anti-infecciosos

(ex.

rifampicina, rifabutina, nevirapina e efavirenze).

Embora o ritonavir e o nelfinavir sejam conhecidos como inibidores potentes, quando usados concomitantemente

com hormonas esteróides possuem, pelo contrário, propriedades indutoras. As preparações à base de ervas

contendo erva de S. João (Hypericum perforatum) podem induzir o metabolismo dos estrogénios e dos

progestagénios. Através da administração transdérmica evita-se o efeito de primeira passagem no fígado, pelo

que os estrogénios (e progestagénios) aplicados por via transdérmica poderão ser menos afectados pelos

indutores enzimáticos do que as hormonas tomadas por via oral.

Clinicamente, o aumento do metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode conduzir a uma diminuição do

efeito e a alterações do perfil de hemorragias uterinas.

4.6. Gravidez e aleitamento

Gravidez

Sandrena não está indicado durante a gravidez. Se ocorrer gravidez durante a medicação com Sandrena o

tratamento

deve

ser

descontinuado

imediatamente.Os

resultados

clínicos

da

maioria

dos

estudos

epidemiológicos realizados até à data sobre aaexposição fetal inadvertida aos estrogénios indicam não existir

efeito teratogénico ou fetotóxico.

Aleitamento

Sandrena não está indicado durante o aleitamento.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram observados efeitos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

reacções

adversas

mais

comuns,

tais

como

cefaleias

tensão

mamária,

ocorrem

mais

frequentemente durante os primeiros meses de tratamento, no entanto desaparecem normalmente com

a continuação do tratamento.

A reacção adversa mais frequente do tratamento com Sandrena é a dor / tensão mamária, que ocorre

em 4,7% das utilizadoras.

Classe de sistema de orgãos

Frequentes

(> 1/100, < 1/10)

Pouco

frequentes

(> 1/.1000, < 1/100)

Raros

(>1/10.000, <1/1.000)

Perturbações

metabolismo

nutrição

edema,

aumento

peso

Perturbações do foro psiquiátrico

alterações da líbido

e do humor

Perturbações

sistema

nervoso

central e periférico

cefaleias

enxaquecas

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

Perturbações

cardiovasculares

gerais

hipertensão,

tromboembolismo

venoso

Perturbações

intestinais

Perturbações gastrointestinais

nnáuseas,

vómitos,

cólicas

Perturbações hepatobiliares

Alterações

função

hepática

fluxo

biliar

Perturbações dos tecidos cutâneos e

subcutâneas

rash

Perturbações do aparelho reprodutor

feminino

hemorragia

vaginal

irregular ou perda de

sangue inesperada ou

intracíclica

Alterações no local de aplicação

Irritação cutânea

Diversos

Tensão/ dor mamária

Cancro da mama

De acordo com a evidência proveniente de vários estudos epidemiológicos e de um ensaio clínico randomizado e

controlado por placebo – Women's Health Initiative (WHI) – o risco de cancro da mama aumenta com o

aumento do número de anos de utilização da THS em utilizadoras actuais ou recentes de THS.

Para a THS contendo apenas estrogénios, as estimativas de risco efectuadas com base na reanálise nos dados de

51 estudo epidemiológicos (nos quais mais de 80% da utilização de THS era THS contendo apenas estrogénios)

e com base no estudo epidemiológico Million Women Study (MWS) são semelhantes, nomeadamente 1,35 (95%

IC 1,21-1,49) e 1,30 (95% IC 1,21-1,40), respectivamente.

Vários estudos epidemiológicos reportaram um risco de cancro da mama mais elevado para a THS estro-

progestativa combinada do que para a THS contendo apenas estrogénios.

O MWS reportou que, em comparação com mulheres que nunca usaram THS, o uso de vários tipos de THS

estro-progestativa combinada estava associado a um risco de cancro da mama maior (RR= 2,00, 95% IC:1,88-

2,12) do que a THS contendo apenas estrogénios (RR= 1,45, 95% IC:1,25-1,68).

O ensaio WHI reportou um risco estimado de 1,24 (95% IC:1,01-1,54) após 5,6 anos de utilização de THS estro-

progestativa combinada (EEC+MPA) em todas as utilizadoras quando comparado com o placebo.

Os riscos absolutos calculados a partir do MWS e do ensaio WHI são apresentados a seguir:

O MWS estimou que a partir da incidência média conhecida de cancro da mama nos países desenvolvidos que:

Para mulheres que não usam THS, estima-se que cerca de 32 em cada 1000 tenham diagnóstico de

cancro da mama entre os 50 e os 64 anos de idade.

Em cada 1000 mulheres que actual ou recentemente usaram THS, estima-se que o número adicional de

casos durante o período correspondente seja

Para utilizadoras de terapêutica de substituição contendo apenas estrogénio

Entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1,5) durante 5 anos de utilização

Entre 3 e 7 (melhor estimativa = 5) durante 10 anos de utilização

Para utilizadoras de THS contendo estrogénio e progestagénio combinados

Entre 5 e 7 (melhor estimativa = 6) durante 5 anos de utilização

Entre 18 e 20 (melhor estimativa = 19) durante 10 anos de utilização

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

O ensaio WHI estimou que após 5,6 anos de acompanhamento clínico das mulheres com idades compreendidas

entre 50 e 79 anos, cerca de 8 casos adicionais de cancro da mama invasivo por 10.000 mulheres-ano são

devidos à THS estro-progestativa combinada (EEC+MPA).

De acordo com os cálculos a partir dos dados do ensaio estima-se que:

1

Para 1000 mulheres no grupo placebo,

sejam diagnosticados cerca de 16 casos de cancro da mama invasivo em 5 anos

2

Para 1000 mulheres no grupo THS combinada estrogénio +progestagénio (ECC+MPA), o número de

casos adicionais seja

entre 0 e 9 (melhor estimativa = 4) durante 5 anos de utilização.

O número de casos adicionais de cancro da mama em mulheres que usam THS é geralmente semelhante para as

mulheres que começam a usar THS, independentemente da idade com que começam o tratamento (entre 45-65

anos) (ver secção 4.4)

Cancro do endométrio

Em mulheres com o útero intacto, o risco de hiperplasia endometrial e de cancro do endométrio aumenta com o

aumento da duração de utilização de estrogénios sem oposição por progestagénios. De acordo com os dados de

estudos epidemiológicos, a melhor estimativa de risco é a verificada para as mulheres não utilizadoras de THS,

estimando-se que seja diagnosticado cancro do endométrio a cerca de 5 em cada 1000 mulheres com idades

compreendidas entre 50 e 65 anos. Dependendo da duração do tratamento e da dose de estrogénio, o aumento do

risco de cancro de endométrio reportado para as utilizadoras de THS contendo apenas estrogénio é cerca de 2 a

12 vezes superior ao risco verificado para as não utilizadoras. A adição de um progestagénio a uma terapêutica

contendo apenas estrogénio reduz muito significativamente este risco aumentado.

Foram relatadas outras reacções adversas associadas ao tratamento com estrogénios/progestagénios.

Neoplasmas benignos e malignos dependentes de estrogénios, ex. cancro do endométrio

Tromboembolismo venoso, i.e. trombose

venosa profunda dos membros inferiores ou pélvica e

embolismo pulmonar, é mais frequente entre utilizadoras de THS do que entre não-utilizadoras. Para mais

informações ver as secções "4.3 Contra-indicações" e "4.4 Advertências e precauções especiais de utilização"

Enfarte do miocárdio e AVC

Patologia da vesícula biliar

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: cloasma, eritema multiforme, eritema nodosum, púrpura

vascular.

Provável demência (ver secção 4.4)

4.9. Sobredosagem

Geralmente,

estrogénios

são

tolerados

mesmo

doses

elevadas.Os

efeitos

sobredosagem são, de um modo geral, tensão mamária, intumescimento abdominal ou pélvico,

ansiedade, irritabilidade. Estes sintomas desaparecem quando se descontinua o tratamento ouse reduz

a dose.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1.

Propriedades farmacodinâmicas

Classificação ATC: G03 CA03 - Estrogénios naturais e semi-sintéticos.

A substância activa de Sandrena, o 17

-estradiol, é química e biologicamente idêntica ao estradiol humano

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

endógeno. Este fármaco substitui a perda de produção de estrogénio nas mulheres menopáusicas e alivia os

sintomas menopáusicos.

Informação dos ensaios clínicos

A farmacodinâmica de Sandrena é similar à dos estrogénios administrados por via oral, verificando-se, no

entanto, uma grande diferença no perfil farmacocinético.

A eficácia clínica de Sandrena no tratamento dos sintomas da menopausa é comparável à dos estrogénios por via

oral.

Alívio dos sintomas associados à deficiência estrogénica e padrão hemorrágico

O alívio dos sintomas da menopausa foi alcançado durante as primeiras semanas de tratamento.

5.2.

Propriedades farmacocinéticas

Sandrena é um gele de estradiol que tem como base um álcool. Quando aplicado na pele, o álcool evapora-se

rapidamente e o estradiol é absorvido para a circulação através da pele. A aplicação de Sandrena numa superfície

de 200-400 cm

(1 a 2 vezes a área da palma da mão) não afecta a quantidade de estrogénio absorvida.

No entanto, se a aplicação for feita numa área superior, a sua absorção sofre uma redução significativa.

O estradiol, até certo ponto, é retido no tecido subcutâneo, donde é gradualmente libertado para a

circulação. A administração percutânea evita o efeito de primeira passagem no fígado. Por este

motivo,

variações

concentrações

plasmáticas

estrogénio

Sandrena

são

menos

pronunciadas do que com os estrogénios administrados por via oral.

Doses percutâneas de 0,5, 1,0 e 1,5 mg de estradiol (0,5, 1,0 e 1,5 g de Sandrena) resultam em

concentrações plasmáticas C

cerca de 143143,247 e 582 pmol/l, respectivamente. As concentrações

médias (C

) correspondentes ao longo deste intervalo de doses são de 75, 124 e 210 pmol/l. As

concentrações

plasmáticas

mínimas

correspondentes

foram

pmol/l,

respectivamente.

Durante o tratamento com Sandrena a relação estradiol/estrona mantém-se entre 0,4 e 0,7, enquanto

que durante o tratamento com estrogénios por via oral esta relação baixa para valores inferiores a 0,2.

A biodisponibilidade de Sandrena no estado de equilíbrio é de 82%, quando comparada com uma dose

oral equivalente de valerato de estradiol.

Por outro lado, o metabolismo e excreção do estradiol transdérmico segue a via dos estrogénios

naturais.

5.3.

Dados de segurança pré-clínica

O estradiol é uma hormona natural feminina com um uso clínico bem estabelecido, pelo que não foram

realizados estudos toxicológicos com Sandrena. Os estudos necessários para uma análise da possível irritação

cutânea provocada pelo gele foram realizados em coelhos e os testes de sensibilização cutânea foram realizados

em cobaias. Baseados nos resultados destes estudos, pode-se concluir que só muito raramente Sandrena causou

uma leve irritação da pele. A irritação dérmica pode ser reduzida pela mudança diária do local da aplicação.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista de excipientes

Carbómero 974P, trolamina, propilenoglicol, álcool etílico a 96% e água purificada.

6.2.

Incompatibilidades

Não aplicável.

APROVADO EM

12-02-2005

INFARMED

1010

6.3.

Prazo de validade

2 anos.

6.4.

Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de25ºC.

6.5.

Natureza e conteúdo do recipiente

Saquetas de dose única em folha de alumínio PET/Alumínio/PE, em embalagens contendo 28 ou 91

saquetas. Nem todas as doses ou tamanhos de embalagens poderão estar disponíveis em todos os

países.

6.6.

Instruções de uso e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

TITULAR

DA

AUTORIZAÇÃO

DE

INTRODUÇÃO

NO

MERCADO

ORGANON PORTUGUESA, Lda.

Av. Conde de Valbom, 30 –2º andar

1069-037 LISBOA

NÚMERO(S) DE REGISTO

3964384 – 0,5 mg/saq. – 28 saquetas

3964483 – 0,5 mg/saq. – 91 saquetas

3964186 – 1 mg/saq. – 28 saquetas

3964285 – 1 mg/saq. – 91 saquetas

DATA DA RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO

NO MERCADO

29 de Dezembro de 2000.

DATA DA REVISÃO (PARCIAL) DO TEXTO

Fevereiro 2005

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação