Sandostatina 0.5 mg/1 ml Solução injetável ou concentrado para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Octreotido
Disponível em:
Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.
Código ATC:
H01CB02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Octreotido
Dosagem:
0.5 mg/1 ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável ou concentrado para solução para perfusão
Composição:
Octreotido, acetato 0.5 mg/ml
Via de administração:
Via intravenosa; Via subcutânea
Unidades em pacote:
Ampola - 5 unidade(s) - 1 ml
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
8.1.3 Antagonistas hipofisários
Área terapêutica:
octreotide
Resumo do produto:
8705129 - Ampola 5 unidade(s) 1 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Semana(s)Temperatura: inferior a 30°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Conservar ao abrigo da luz, não congelar - Não comercializado - 10012410 - 50015290
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/5095/003
Data de autorização:
1992-06-22

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina frasco multidose 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou

concentrado para solução para perfusão (perfusão i.v.)

Octreotido

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento

pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, ou farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico,ou farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Sandostatina e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Sandostatina

3. Como utilizar Sandostatina

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Sandostatina

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sandostatina e para que é utilizado

Sandostatina é um composto sintético derivado da somatostatina,uma substância

que se encontra no corpo humano que inibe os efeitos de certas hormonas tais como

a hormona do crescimento. As vantagens de Sandostatina sobre a somatostatina são

um efeito mais intenso e de maior duração.

Utiliza-se a Sandostatina

na acromegalia, uma doença em que o organismo produz um excesso de hormona

do crescimento. Normalmente, a hormona do crescimento controla o crescimento

dos tecidos, órgãos e ossos. Demasiada hormona de crescimento provoca um

aumento da dimensão dos ossos e dos tecidos, especialmente das mãos e dos pés.

Sandostatina reduz significativamente os sintomas da acromegalia, que incluem dor

de cabeça, transpiração excessiva, falta de sensibilidade nas mãos e nos pés,

cansaço e dores articulares.

para aliviar os sintomas associados com alguns tumores do trato gastrointestinal (p.

tumores

carcinóides,

VIPomas,

glucagonomas,

gastrinomas,

insulinomas,).

Nestas doenças, existe produção excessiva de algumas hormonas específicas e

outras substâncias pelo estômago, intestinos ou pâncreas. Esta produção excessiva

altera o equilíbrio hormonal natural do organismo e resulta numa variedade de

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03-12-2014

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sintomas tais como rubores, diarreia, pressão arterial baixa, eritema e perda de

peso. O tratamento com Sandostatina ajuda a controlar estes sintomas.

Para

prevenir

complicações

após

cirurgia

pancreática.

tratamento

Sandostatina ajuda a reduzir a probabilidade de complicações (p. ex: abcesso no

abdómen, inflamação do pâncreas) após a cirurgia.

para parar hemorragia e prevenir recidivas de hemorragias devidas a ruturas de

varizes gastro esofágicas em doentes com cirrose (unma doença crónica do fígado).

tratamento

com Sandostatina

ajuda

controlar

a hemorragia e

reduzir

necessidade de transfusão.

para tratar tumores hipofisários que produzem demasiada hormona estimulante da

tiroide

(TSH).

Demasiada

hormona

estimulante

tiroide

(TSH)

provoca

hipertiroidismo.

Sandostatina é utilizada no tratamento de pessoas com tumores hipofisários que

produzem demasiada hormona estimulante da tiroide (TSH).

quando outros tipos de tratamento (cirurgia ou radioterapia) não são adequados ou

não funcionaram;

após radioterapia, para cobrir o período até a radioterapia se tornar completamente

eficaz.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Sandostatina

Não utilize Sandostatina:

se tem alergia (hipersensibilidade) a octreotido ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Sandostatina:

informe o seu médico se sofre ou já sofreu de cálculos (pedras) na vesícula, pois o

uso prolongado de Sandostatina pode resultar na sua formação. O seu médico pode

querer avaliar a sua vesícula periodicamente.

Se tiver problemas com os seus níveis de açúcar no sangue, quer sejam demasiado

altos (diabetes) ou demasiado baixos (hipoglicemia). Quando Sandostatina é usada

no tratamento de varizes esofágicas é obrigatória a monitorização do nível de açúcar

no sangue.

se tem uma história de privação de vitamina B12, o seu médico pode querer

monitorizar os seus níveis de vitamina B12 periodicamente.

Análises ou exames

Se está em tratamento prolongado com Sandostatina, o seu médico poderá querer

monitorizar a função da sua tiroide periodicamente.

O seu médico irá monitorizar a função do seu fígado.

Crianças

A experiência de utilização de Sandostatina em crianças é limitada.

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03-12-2014

INFARMED

Outros medicamentos e Sandostatina

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, ou tiver utilizado

recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.

Geralmente pode continuar a tomar outros medicamentos durante o tratamento com

Sandostatina. Contudo, existem casos descritos de certos medicamentos que foram

afetados

pela

toma

simultânea

Sandostatina

como

sejam:

cimetidina,

ciclosporina,bromocriptina, quinidina e terfenadina.

estiver

tomar

outros

medicamentos

para

controlar

pressão

arterial

(bloqueadores beta ou bloqueadores dos canais de cálcio) ou agentes para controlar

o equilíbrio de fluidos e eletrólitos, o seu médico pode considerar necessários ajustes

de dose.

Se é diabético, o seu médico pode necessitar de ajustar a dose de insulina.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

Sandostatina só deve ser usada durante a gravidez se for realmente indispensável.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar um método contracetivo

efetivo durante o tratamento.

Não deve amamentar enquanto está a utilizar Sandostatina. Não se sabe se

Sandostatina passa para o leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

O efeito de Sandostatina sobre a capacidade de condução de veículos ou utilização

máquinas

inexistente

negligenciável.

Contudo,

alguns

efeitos

secundários que pode sentir enquanto utiliza Sandostatina, tais com dor de cabeça e

cansaço, podem reduzir a sua capacidade de conduzir e utilizar máquinas com

segurança.

3. Como utilizar Sandostatina

Utilize

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Dependendo da condição a tratar, a Sandostatina é administrada por:

injecção subcutânea (sob a pele) ou

por perfusão intravenosa (numa veia).

Se sofrer de cirrose hepática (doença hepática crónica), o seu médico pode

necessitar de lhe ajustar a dose de manutenção.

O seu médico ou enfermeiro explicar-lhe-á como injetar Sandostatina sob a pele,

mas a perfusão intravenosa deve ser sempre efetuada por um profissional de saúde.

Injeção subcutânea

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INFARMED

As melhores áreas para injecção são a parte superior dos braços, coxas e abdómen.

Escolha um local diferente para cada injecção de modo a não irritar uma área

particular.

Doentes que efectuem auto-administração das injeções subcutâneas deverão receber

instruções precisas do médico ou do enfermeiro.

Se guardar o medicamento no frigorífico, recomenda-se que a solução atinja a

temperatura ambiente antes de ser administrada. Isto vai reduzir a dor no local da

injeção. Pode aquecê-la nas mãos mas não aquecer de outro modo.

Algumas pessoas sentem dor no local da injeção subcutânea. Esta dor dura

geralmente um pequeno período de tempo. Se isto lhe acontecer, pode alivir a dor

esfregando suavemente o local da injeção durante alguns segundos.

Antes de utilizar Sandostatina observe a solução e verifique se existem partículas ou

alterações da cor. Não utilizar se observar alguma coisa anormal.

Para prevenir a possibilidade de contaminação recomenda-se que a tampa de

borracha do frasco multidose não seja perfurada mais que 10 vezes.

Se utilizar mais Sandostatina do que deveria

Não

foram

notificadas

reações

adversas

graves

após

sobredosagem

Sandostatina.

Os sintomas de sobredosagem são: batimento cardíaco irregular, baixa pressão

arterial, paragem cardíaca, hipóxia cerebral, dor epigástrica forte, amarelecimento

da pele e olhos, náuseas, perda de apetite, diarreia, fraqueza, cansaço, falta de

energia, perda de peso, inchaço abdominal, desconforto e acidose láctica.

Se pensa que pode ter sofrido uma sobredosagem e caso sinta estes sintomas,

informe imediatamente o seu médico.

Caso se tenha esquecido de utilizar Sandostatina

Caso seja esquecida uma injeção, recomenda-se que seja administrada logo que se

lembre, continuando-se o tratamento como normalmente. Não haverá problema se

se atrasar uma dose uns dias mas poderão reaparecer alguns sintomas até entrar de

novo no esquema de tratamento.

Não administre uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de

tomar.

Se parar de utilizar Sandostatina

Se interromper o tratamento com Sandostatina os sintomas podem reaparecer. Por

esse motivo, não pare de utilizar Sandostatina a menos que o seu médico lhe diga

para o fazer.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, ou farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

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INFARMED

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns efeitos secundários podem ser graves. Informe o seu médico imediatamente

se sentir algum dos seguintes:

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

Cálculos biliares, causando dor de costas súbita.

Níveis elevados de açúcar no sangue.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Redução da atividade da tiroide (hipotiroidismo) provocando alterações no batimento

cardíaco, no apetite ou no peso; cansaço, sensação de frio ou inchaço na parte da

frente do pescoço.

Alterações nos testes de avaliação da função da tiroide.

Inflamação da vesicular biliar (colecistite); os sintomas podem incluir dor na parte

superior direita do abdomen, febre, náuseas, amarelecimento da pele e dos olhos

(ictrícia).

Níveis reduzidos de açúcar no sangue.

Intolerância à glucose.

Batimento cardíaco lento.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Sede, diminuição da quantidade de urina, urina escura e pele seca com vermelhidão.

Batimento cardíaco acelerado.

Outros efeitos secundários graves

Reações de hipersensibilidade (alergia) incluindo eritema cutâneo.

Um tipo de reação alérgica (anafilaxia) que causa dificuldades em respirar ou

tonturas.

Uma inflamação da glândula pancreática (pancreatite); os sintomas podem incluir

dor súbita na parte superior do abdomen, náuseas, vómitos, diarreia.

Inflamação do fígado (hepatite); os sintomas podem incluir amarelecimento da pele

e dos olhos (icterícia), náuseas, vómitos, perda de apetite, sensação geral de mal-

estar, prurido, coloração ligeira da urina.

Batimento cardíaco irregular.

Informe o seu médico imediatamente se sentir algum dos efeitos secundários

mencionados acima.

Outros efeitos secundários:

Informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se sentir algum dos efeitos

secundários mencionados abaixo. São geralmente ligeiros e tendem a desaparecer

com a continuação do tratamento.

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

Diarreia.

Dor abdominal.

Náuseas.

Obstipação.

Flatulência (gases).

Dor de cabeça.

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INFARMED

Dor no local da injeção.

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Desconforto gástrico após as refeições (dispepsia).

Vómitos.

Sensação de enfartamento no estômago.

Fezes gordurosas.

Fezes moles.

Descoloração das fezes.

Tonturas.

Falta de apetite.

Alteração dos testes de função hepática.

Queda de cabelo.

Falta de ar.

Fraqueza.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, fale com o seu médico, ou farmacêutico ou

enfermeiro.

Algumas pessoas sentem dor no local da injeção subcutânea. Esta dor dura

geralmente um pequeno período de tempo. Se isto lhe acontecer, pode alivir a dor

esfregando suavemente o local da injeção durante alguns segundos.

Se administrar Sandostatina através de injeção subcutânea, o risco de efeitos

secundários gastrointestinais pode ser reduzido se evitar refeições próximas da

administração.

Recomenda-se

portanto

injetar

Sandostatina

intervalo

refeições ou ao deitar.

Comunicação de efeitos secundários

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Sandostatina

Conservar no frigorífico (2ºC – 8ºC).

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

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03-12-2014

INFARMED

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Para

armazenagem

prolongada

ampolas

frascos

multidose

Sandostatina deverão ser guardados a temperaturas entre 2 e 8ºC, dentro da

embalagem exterior de cartão, de modo a proteger da luz.

Não congelar

Para uso diário as ampolas podem ser conservadas a temperatura inferior a 30ºC e

os frascos a temperatura inferior a 25ºC, num máximo de 2 semanas.

As ampolas não contêm qualquer conservante, por isso quando se abrem devem ser

imediatamente utilizadas; qualquer resto de produto deve ser desperdiçado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sandostatina

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

- A substância ativa é o octreotido.

Os outros componentes são ácido láctico, manitol, bicarbonato de sódio e água para

injetáveis. A forma frasco-ampola multidose contém ainda fenol

Sandostatina frasco multidose 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou

concentrado para solução para perfusão (perfusão i.v.)

- A substância ativa é o octreotido.

- Os outros componentes são ácido láctico, manitol, bicarbonato de sódio e água

para injetáveis e fenol.

Qual o aspeto de Sandostatina e conteúdo da embalagem

A Sandostatina apresenta-se em embalagens de 5 ampolas de 1 ml contendo 0,05

mg, de 0,1 mg ou de 0,5 mg de octreotido, e em embalagens de 1 frasco ampola

multidose de 5 ml contendo 1 mg de octreotido.

Sandostatina é uma solução injetável que dependendo da condição a tratar é

administrada por via subcutânea (s.c.) ou por perfusão intravenosa (i.v.).

A solução é transparente e incolor.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, SA

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Fabricante:

Novartis Farmacéutica, S.A.

Ronda de Santa Maria, 158

E-08210 Barberá del Vallés - Barcelona

Espanha

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.

Av. Professor Doutor Cavaco Silva, 10 E, Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes denominações:

Austria,

Bulgaria,

Cyprus,

Czech

Republic,

Denmark,

Estonia, Finland, Germany, Greece, Hungary, Iceland,

Ireland,

Latvia,

Lithuania,

Malta,

Norway,

Poland,

Romania,

Slovak

Republic,

Slovenia,

Spain,

Sweden,

United Kingdom

Sandostatin

Belgium, France

Sandostatine

Luxembourg

Sandostatin

Sandostatine

The Netherlands

Sandostatine

Italy, Portugal

Sandostatina

Este folheto foi revisto pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Perfusão intravenosa (para profissionais de saúde)

A Sandostatina (acetato de octreotido) é física e químicamente estável durante

24 horas em soluções de soro fisiológico estéril ou soluções de dextrose (glucose) a

5% em água, estéreis. Contudo, dado que a Sandostatina pode afetar a homeostase

glucose,

recomenda-se

sejam

usadas

soluções

soro

fisiológico

preferencialmente às soluções de dextrose. As soluções diluídas são química e

fisicamente estáveis durante, no mínimo, 24 horas a temperatura inferior a 25ºC. De

ponto

vista

microbiológico,

seria

preferível

usar

solução

diluida

imediatamente. Se a solução não for usada imediatamente, a armazenagem anterior

à sua administração é da responsabilidade do utilizador e deve ser efetuada entre

2 e 8ºC. Antes da administração a solução deve atingir novamente a temperatura

ambiente

O tempo acumulado entre a reconstituição, diluição com solvente de perfusão,

armazenagem no frigorífico e fim da administração não deve exceder as 24 horas.

Nos casos em que a Sandostatina se destina a administração por perfusão i.v., o

conteúdo de uma ampola de 0,5 mg deve ser normalmente dissolvido em 60 ml de

soro fisiológico salino, e a solução resultante deve ser perfundida por meio de uma

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

bomba de perfusão. Este procedimento deve ser repetido tantas vezes quantas as

necessárias até que a duração prescrita para o tratamento seja alcançada.

Antes

utilizar

ampola

Sandostatina,

inspecione-a

visualmente

para

verificação de eventual alteração de côr ou existência de partículas. Não utilize se

notar algo estranho.

Para prevenir a possibilidade de contaminação recomenda-se que a tampa de

borracha do frasco multidose não seja perfurada mais de 10 vezes.

A dose de Sandostatina depende da condição a tratar.

Como utilizar Sandostatina

A dose de Sandostatina depende da condição a tratar.

Acromegalia

O tratamento inicia-se geralmente com 0,05 a 0,1 mg de 8 em 8 horas ou de 12 em

12 horas por injeção subcutânea. Os ajustes devem ser efetuados em função do

efeito e alívio dos sintomas (tais como cansaço, suores e dor de cabeça). Na maioria

doentes

dose

ótima

diária

será

0,1 mg

3 vezes/dia.

Não

deverá

ultrapassada a dose máxima de 1,5 mg/dia.

Tumores do trato gastrointestinal

O tratamento inicia-se geralmente com 0,05 mg uma ou duas vezes por dia por

injeção subcutânea. Dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade, pode

aumentar-se a dose gradualmente para 0,1 a 0,2 mg, 3 vezes/dia. Nos tumores

carcinoides, a terapêutica deve ser descontinuada se não se verificarem melhorias

após 1 semana de tratamento com a dose máxima tolerada.

Complicações após cirurgia pancreática

A dose habitual é de 0,1 mg 3 vezes/dia por injeção subcutânea durante1 semana,

começando pelo menos 1 hora antes da cirurgia.

Varizes gastro-esofágicas hemorrágicas

A dose recomendada é 25 micrograms/hora durante 5 dias por perfusão intravenosa.

Durante o tratamento é necessária a monitorização do nível de açúcar no sangue.

Adenomas hipofisários secretores de TSH

A dose geralmente mais eficaz é 100 microgramas três vezes por dia por injeção

subcutânea. A dose pode ser ajustada de acordo com as respostas das hormonas

TSH e tiroide. São necessários pelo menos 5 dias de tratamento para avaliar a

eficácia.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina frasco multidose 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou

concentrado para solução para perfusão (perfusão i.v.)

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

A substância ativa é acetato de octreotido

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)Cada ampola de 1 ml de solução injetável

contém acetato de octreotido correspondendo a 0,05 mg de octreotido.

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Cada

ampola

solução

injetável

contém

acetato

octreotido

correspondendo a 0,1 mg de octreotido.

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Cada ampola de 1 ml de solução injetável contém de acetato de octreotido

correspondendo a 0,5 mg de octreotido.

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Cada frasco multidose de 5 ml de solução injetável contém acetato de octreotido

correspondendo a 0,2 mg/ml de octreotido.

Excipientes com efeito conhecido:

Sódio - 1,15 mg (sob a forma de bicarbonato de sódio)

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável.

Solução transparente e incolor.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Para o controlo sintomático e redução dos níveis plasmáticos da hormona do

crescimento

(GH)

IGF-1

doentes

acromegália

não

estão

adequadamente controlados pela cirurgia ou radioterapia. Sandostatina também está

indicada em doentes acromegálicos que não podem ou não querem recorrer à

cirurgia ou no período intermédio até que a radioterapia mostre total eficácia.

Para o alívio dos sintomas associados com tumores endócrinos gastro-entero-

pancreáticos (GEP) funcionais, p. ex. tumores carcinoides com características de

síndrome carcinoide (ver secção 5.1).

A Sandostatina não é uma terapêutica antitumoral, não sendo por isso curativa

nestes doentes.

Prevenção de complicações após cirurgia pancreática.

Tratamento de emergência das hemorragias devidas a varizes esofágicas e proteção

das suas recidivas, em doentes com cirrose. A Sandostatina deve ser usada em

associação com tratamento específico, tal como escleroterapia endoscópica.

Tratamento de adenomas hipofisários secretores de TSH:

quando a secreção não normalizou após cirurgia e/ou radioterapia;

em doentes para quem a cirurgia não é adequada;

em doentes irradiados até a radioterapia ser eficaz.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Acromegalia

No início recomendam-se doses de 0,05 a 0,1 mg por injeção subcutânea (s.c.) de 8

em 8 horas ou de 12 em 12 horas. Os ajustes da dose deverão ser baseados nas

avaliações mensais dos níveis de GH e IGF-1 circulantes (objetivo: GH < 2,5 ng/ml;

IGF-1

dentro

parâmetros normais), nos

sintomas

clínicos,

como

tolerabilidade. Na maioria dos doentes a dose ótima diária é de 0,3 mg. Não deverá

ser ultrapassada a dose máxima de 1,5 mg por dia. Para doentes com uma dose

estável de Sandostatina, a avaliação da GH deve ser efetuada de 6 em 6 meses.

Se ao fim de 3 meses de tratamento com Sandostatina não se observarem reduções

significativas nos níveis de GH e se não se verificarem melhorias dos sintomas

clínicos, a terapêutica deverá ser interrompida.

Tumores endócrinos gastro-entero-pancreático

Inicialmente

0,05

duas

vezes

através

injeção

s.c..

Dependendo da resposta clínica, do efeito nos níveis das hormonas produzidas por

tumores, (em caso de tumores carcinoides, dependendo também da excreção

urinária de ácido 5-hidroxi-indol-acético) e da tolerabilidade, a posologia poderá

gradualmente ser aumentada para 0,1 a 0,2 mg, 3 vezes por dia. Em condições

excecionais podem ser necessárias doses mais elevadas. As doses de manutenção

devem ser ajustadas individualmente.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Em tumores carcinoides, se não ocorrer uma resposta benéfica com o tratamento de

Sandostatina na dose máxima tolerada, no intervalo de 1 semana, a terapêutica

deve ser descontinuada.

Complicações após cirurgia pancreática

0,1 mg 3 vezes por dia por injeção s.c. durante 7 dias consecutivos, com início no

dia da cirurgia e pelo menos 1 hora antes da laparotomia.

Varizes gastro-esofágicas hemorrágicas

25 microgramas/hora, durante 5 dias, por perfusão I.V. contínua. A Sandostatina

pode ser administrada diluída em soro fisiológico.

Em doentes cirróticos com varizes esofágicas, a Sandostatina tem sido bem tolerada

quando administrada em perfusão I.V. contínua, em doses até 50 microgramas/hora,

durante 5 dias.

Tratamento de adenomas hipofisários secretores de TSH

A dose geralmente mais eficaz é 100 microgramas três vezes por dia, por injeção

s.c. A dose pode ser ajustada de acordo com a resposta de TSH e a tiroide. Serão

necessários pelo menos 5 dias de tratamento para avaliar a eficácia.

Utilização em idosos

Não

existe

evidência

redução

tolerabilidade

necessidade

ajuste

posológico em doentes idosos tratados com Sandostatina.

Utilização em crianças

A experiência da utilização de Sandostatina em crianças é limitada.

Utilização em doentes com afeção hepática

Em doentes com cirrose hepática, a semivida do fármaco pode estar aumentada,

necessitando de um ajuste na dose de manutenção.

Utilização em doentes com compromisso renal

O compromisso renal não afetou a exposição total (AUC) a octreotido quando

administrado por via subcutânea, como Sandostatina. Por esse motivo, não é

necessário ajustar a posologia de Sandostatina.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Geral

Atendendo a que os tumores hipofisários secretores da GH podem por vezes

expandir-se, produzindo complicações graves (p.ex. alterações do campo visual), é

essencial que todos os doentes sejam cuidadosamente monitorizados. Se existir

evidência

expansão

tumor,

devem

considerar-se

procedimentos

alternativos.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Os benefícios terapêuticos na redução dos níveis de hormona de crescimento (GH) e

normalização

concentração

fator 1

análogo

insulina

(IGF-1)

mulheres acromegálicas podem potencialmente restaurar a fertilidade. Assim, as

mulheres com potencial para conceber devem ser aconselhadas a usar métodos

contracetivos adequados, se necessário, durante o tratamento com octreotido (ver

secção 4.6).

função

tiroideia

deve

monitorizada

doentes

receber

tratamento

prolongado com octreotido.

A função hepática deve ser monitorizada durante o tratamento com octreotido.

Acontecimentos cardiovasculares

Foram notificados casos pouco frequentes de bradicardia. Podem ser necessários

ajustes de dose de alguns fármacos, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos

canais de cálcio ou agentes que controlam o equilíbrio de fluidos e eletrólitos (ver

secção 4.5).

Acontecimentos biliares e relacionados

octreotido

inibe

secreção

colecistoquinina,

resultando

reduzida

contractilidade da vesicula biliar e num aumento do risco de formação de sedimentos

e cálculos biliares. Foi notificado o desenvolvimento de cálculos biliares em 15 a 30%

dos doentes submetidos a tratamento prolongado com Sandostatina. A prevalência

na população em geral é de cerca de 5 a 20%. Consequentemente recomenda-se o

exame ecográfico da vesícula antes e durante (com intervalos de cerca de 6 a 12

meses) o tratamento com Sandostatina. Se surgirem cálculos, estes são geralmente

assintomáticos; os cálculos sintomáticos devem ser tratados por terapêutica de

dissolução com ácidos biliares ou através de cirurgia.

Tumores endócrinos gastro entero pancreáticos (GEP)

Durante o tratamento de tumores endócrinos GEP, podem existir ocasiões raras de

fuga repentina de controlo sintomático pela Sandostatina, com rápida recorrência de

sintomas graves. Se o tratamento for interrompido os sintomas podem piorar ou

recorrer.

Metabolismo da glucose

Devido à sua ação inibitória sobre a hormona do crescimento e sobre a libertação de

glucagom e de insulina, Sandostatina pode afetar a regulação de glucose. A

tolerância pós-prandial à glucose pode ser reduzida e em casos esporádicos e como

resultado

administração

crónica,

poderá

haver

indução

estado

hiperglicemia persistente. Também se tem observado hipoglicemia.

Em doentes com insulinomas, o octreotido, devido à sua maior potência relativa em

inibir a secreção de GH e de glucagom do que a de insulina, e devido à menor

duração da sua ação inibitória na insulina, pode aumentar a intensidade e prolongar

a duração da hipoglicemia. Estes doentes devem ser atentamente monitorizados

durante o início do tratamento com Sandostatina e em cada alteração de dosagem.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Flutuações acentuadas da glicemia, poderão ser reduzidas com a administração de

doses menores mas mais frequentes.

As necessidades de insulina em doentes com terapêutica para a diabetes mellitus

tipo I podem estar reduzidas devido à administração de Sandostatina. Em doentes

não diabéticos e diabéticos tipo II com reservas de insulina parcialmente intactas, a

administração de Sandostatina poderá resultar num aumento da glicemia pós-

prandial.

Recomenda-se

isso

monitorização

tolerância

glucose

tratamento antidiabético.

Varizes esofágicas

Dado que, após os episódios hemorrágicos de varizes esofágicas, existe um risco

aumentado

para

desenvolver

diabetes

insulino-dependente

para

haver

alterações nas necessidades de insulina em doentes com diabetes pré-existente,

torna-se obrigatória uma monitorização adequada da glicemia.

Reações no local de administração

Num estudo toxicológico efetuado em ratos predominantemente machos, com a

duração de 52 semanas foram observados sarcomas no local da injeção s.c., mas

apenas com a dose mais elevada (cerca de 8 vezes a dose máxima empregue no ser

humano com base na área de superfície corporal). Num estudo toxicológico de 52

semanas, efetuado em cães, não ocorreram lesões hiperplásicas ou neoplásicas no

local da injeção s.c.. Não foi relatado nenhum caso de formação tumoral nos locais

de injeção em doentes tratados com Sandostatina por períodos até 15 anos. Todas

as informações disponíveis até ao presente indicam que os resultados obtidos em

ratos são específicos da espécie não tendo significado para a utilização do fármaco

no ser humano (ver secção 5.3).

Nutrição

O octreotido pode alterar a absorção de dietas ricas em gorduras em alguns doentes.

Foram observadas diminuições dos níveis de vitamina B12 e testes de Schilling

anormais nalguns doentes tratados com octreotido. Em doentes com história de

privação de vitamina B12, recomenda-se monitorização dos níveis de vitamina B12

durante o tratamento com Sandostatina.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Podem ser necessários ajustes de dose de alguns fármacos, tais como bloqueadores

beta, bloqueadores dos canais de cálcio ou agentes que controlam o equilíbrio de

fluídos e eletrólitos aquando da administração concomitante de Sandostatina (ver

secção 4.4).

Podem ser necessários ajustes de dose de insulina e medicamentos antidiabéticos

aquando co-administração de Sandostatina (ver secção 4.4).

Verificou-se que a octreotido reduz a absorção intestinal de ciclosporina e atrasa a

absorção da cimetidina.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

administração

concomitante

octreotido

bromocriptina

aumenta

biodisponibilidade da bromocriptina.

Os poucos dados publicados indicam que os análogos da somatostatina podem

reduzir a depuração metabólica de compostos que se sabe serem metabolizados

pelas enzimas do citocromo P450,o que pode ser atribuído à supressão da hormona

de crescimento. Como não se pode excluir que a octreotido tenha este efeito,

recomenda-se

precaução

utilização

outros

fármacos

metabolizados

principalmente pela CYP3A4 e que poderão ter um baixo índice terapêutico (por ex.

quinidina, terfenadina).

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de octreotido em mulheres grávidas, é

limitada (menos de 300 gravidezes expostas), e em aproximadamente um terço dos

casos os resultados da gravidez são desconhecidos. A maioria dos relatórios foram

recebidos na experiência pós-comercialização de octreotido e mais de 50% dos

relatados foram casos de doentes com acromegalia. A maioria das mulheres

estiveram expostas a octreotido durante o primeiro trimestre da gravidez e as doses

variaram de 100-1200 microgramas/dia de Sandostatina s.c. ou 10-40 mg/mês de

Sandostatina LAR. Foram notificadas anomalias congénitas em cerca de 4% dos

casos de gravidez dos quais não se conhecem os resultados. Não existe suspeita de

relação causal com octreotido nestes casos.

Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que

respeita a toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Sandostatina durante

a gravidez (ver secção 4.4).

Amamentação

Desconhece-se se octreotido é excretado no leite humano. Estudos em animais

mostraram excreção de octreotido no leite. As doentes não devem amamentar

durante o tratamento com Sandostatina.

Fertilidade

Desconhece-se se o octreotido tem efeito sobre a fertilidade humana. Observou-se

atraso na descida dos testículos nos machos de ninhadas de fêmeas tratadas durante

a gravidez e a lactação. O octreotido, contudo, não afetou a fertilidade em ratos

machos e fêmeas com doses até 1 mg/kg peso corporal por dia (ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sandostatina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são

nulos ou desprezáveis. Os doentes devem ser aconselhados a ter cautela a conduzir

ou utilizar máquinas se sentirem tonturas, astenia/fadiga ou dor de cabeça durante o

tratamento com Sandostatina.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com

octreotido incluem distúrbios gastrointestinais, do sistema nervoso, hepatobiliares,

do metabolismo e nutricionais.

As reações adversas mais frequentemente relatadas nos ensaios clínicos com

octreotido foram diarreia, dor abdominal, náuseas, flatulência, dor de cabeça,

colelitíase, hiperglicemia e obstipação. Outras reações adversas frequentemente

relatadas foram tonturas, dor localizada, sedimento biliar, disfunções da tiroide (p.

ex. diminuição da hormona estimulante da tiroide [TSH], diminuição da T4 total, e

diminuição da T4 livre), fezes moles, intolerância à glucose, vómitos, astenia e

hipoglicemia.

Lista tabulada de reações adversas

seguintes

reações

adversas

medicamentosas,

listadas

Tabela 1,

foram

acumuladas de ensaios clínicos com octreotido:

As reacões adversas medicamentosas (Tabela 1) são apresentadas por ordem de

frequência, as mais frequentes em primeiro lugar, de acordo com a seguinte

convenção:

Muito

frequentes

(≥1/10);

Frequentes

(≥1/100,

<1/10);

Pouco

frequentes

(≥1/1.000,

<1/100);

Raros

(≥1/10.000,

<1/1.000)

Muito

raros

(<1/10.000), incluindo notificações isoladas. Dentro de cada grupo de frequência as

reações adversas são listadas por ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1

Reações adversas medicamentosas relatadas em ensaios clínicos

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes:

Diarreia,

abdominal,

náuseas,

obstipação,

flatulência.

Frequentes:

Dispepsia, vómitos, distensão abdominal, esteatorreia,

fezes moles, descoloração das fezes.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes:

Cefaleias.

Frequentes:

Tonturas.

Doenças endócrinas

Frequentes:

Hipotiroidismo, alterações tiróideias (ex. diminuição da

TSH, diminuição da T4 Total e diminuição da T4 Livre).

Afeções hepatobiliares

Muito frequentes:

Colelitíase.

Frequentes:

Colecistite, sedimento biliar, hiperbilirubinemia.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Muito frequentes:

Hiperglicemia.

Frequentes:

Hipoglicemia, intolerância à glucose, anorexia.

Pouco frequentes:

Desidratação.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes:

Reações no local da injeção.

Frequentes:

Astenia.

Exames complementares de diagnóstico s

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Frequentes:

Elevação dos níveis das transaminases.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes:

Prurido, eritema cutâneo, alopecia.

Doenças respiratórias

Frequentes:

Dispneia.

Cardiopatias

Frequentes:

Bradicardia

Pouco frequentes:

Taquicardia.

Pós - comercialização

reações

adversas espontâneas

apresentadas

na Tabela 2 foram notificadas

voluntariamente e nem sempre é possível estabelecer a frequência ou uma relação

causal com a exposição ao medicamento.

Tabela 2

Reações adversas medicamentosas de notificação espontânea

Doenças do sistema imunitário

Anafilaxia, alergia/reações de hipersensibilidade.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Urticária

Afeções hepatobiliares

Pancreatite aguda, hepatite aguda sem colestase, hepatite colestática, colestase,

icterícia, icterícia colestática.

Cardiopatias

Arritmias.

Exames complementares de diagnóstico

Elevação dos níveis de fosfatase alcalina e gama glutamil transferase.

Descrição de reações adversas selecionadas

Doenças gastrointestinais

Em raras circunstâncias, os efeitos secundários gastrointestinais podem assemelhar-

se a obstrução intestinal, com distensão abdominal progressiva, dor epigástrica

grave, sensibilidade abdominal e defesa.

Sabe-se que a frequência dos acontecimentos adversos gastrointestinais diminui ao

longo do tempo com a continuação do tratamento.

A ocorrência de efeitos secundários gastrointestinais pode ser reduzida evitando

tomar refeições na altura da administração de Sandostatina s.c., ou seja, efetuando

a administração entre refeições ou à hora de deitar.

Alterações no local de administração

Dor ou sensação de picada, formigueiro ou queimadura no local de administração

s.c., com vermelhidão e inchaço, raramente durando mais de 15 minutos. O

desconforto local pode ser reduzido deixando a solução atingir a temperatura

ambiente antes de ser administrada ou injetando um volume menor utilizando uma

solução mais concentrada.

Doenças do metabolismo e da nutrição

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Ainda que possa aumentar a excreção de gordura nas fezes não há evidência até à

data de que o tratamento prolongado com octreotido tenha conduzido a deficiência

nutricional devida a mal absorção.

Enzimas pancreáticas

Em circunstâncias muito raras, foi descrita pancreatite aguda nas primeiras horas ou

dias de tratamento com Sandostatina s.c. que reverteu com a descontinuação do

medicamento. Adicionalmente, a pancreatite induzida por colelitíase foi relatada em

doentes em tratamento prolongado com Sandostatina s.c.

Cardiopatias

Tanto nos doentes com síndrome acromegálico como carcinoide, foram observadas

alterações no ECG, como prolongamento do intervalo QT, alterações dos eixos,

repolarização precoce, baixa voltagem, transição R/S, progressão precoce da onda R

e alterações não específicas do traçado ST-T. A relação destes eventos com o acetato

octreotido

não

foi,

entanto,

estabelecida,

pois

muitos

destes

doentes

apresentavam doenças cardíacas subjacentes (ver secção 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Apenas

relatado

número

limitado

sobredosagens

acidentais

Sandostatina em adultos e crianças. Em adultos, as doses variaram entre 2.400 e

6.000 microgramas/dia

administradas

perfusão

contínua

(100-250

microgramas/hora) ou por via subcutânea (1.500 microgramas três vezes por dia).

acontecimentos

adversos

relatados

foram:

arritmias,

hipotensão,

paragem

cardíaca,

hipoxia

cerebral,

pancreatite,

esteatose

hepática,

diarreia,

fraqueza,

letargia, perda de peso, hepatomegália e acidose láctica.

Em crianças, as doses variaram entre 50 -3.000 microgramas/dia administradas por

perfusão

contínua

(2,1-500 microgramas/hora)

subcutânea

(50-

100 microgramas). O único acontecimento adverso relatado foi hiperglicemia ligeira.

Não foram relatados acontecimentos adversos inesperados em doentes com cancro a

receber

Sandostatina

doses

3.000-30.000 microgramas/dia

doses

divididas, por via subcutânea.

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

O tratamento da sobredosagem é sintomático.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Somastatina e análogos, código ATC: H01CB02

O octreotido é um octapéptido sintético análogo à somatostatina natural com efeitos

farmacológicos semelhantes, mas com uma duração de ação consideravelmente mais

prolongada.

Inibe

secreção

patologicamente

aumentada

hormona

crescimento

(GH)

péptidos

serotonina

sistema

endócrino

gastroenteropancreático (GEP).

Em animais, o octreotido é mais potente do que a somatostatina natural na inibição

da libertação da hormona do crescimento, glucagom e insulina com uma maior

seletividade para a supressão da hormona de crescimento e de glucagom.

Em voluntários saudáveis a Sandostatina provou inibir:

a libertação da GH estimulada pela arginina, pelo exercício e pela hipoglicemia

induzida pela insulina,

a libertação pós-prandial de insulina, glucagom, gastrina, outros péptidos do sistema

endócrino GEP e a libertação da insulina e do glucagom estimulados pela arginina,

a libertação de hormona estimulante da tiróide (TSH) estimulada pela hormona

libertadora da tireotropina (TRH).

Ao contrário da somatostatina, o octreotido inibe a GH preferencialmente à insulina e

a sua administração não é seguida de uma recidiva da hipersecreção hormonal (i.e.

GH em doentes com acromegália).

Em doentes acromegálicos, a Sandostatina reduz os níveis plasmáticos da GH e do

IGF-1. Em mais de 90% dos doentes ocorre uma redução dos níveis de GH em cerca

de 50% ou superior e a redução da GH no plasma para valores <5 ng/ml) poderá ser

alcançada em cerca de metade dos casos. Em muitos doentes, a Sandostatina reduz

acentuadamente os sintomas da doença, tais como cefaleias, tumefação da pele e

tecidos moles, hiperhidrose, artralgia e parestesias. Em doentes com adenomas da

hipófise de grande volume, a Sandostatina pode originar uma redução da massa

tumoral.

doentes

tumores

funcionais

sistema

endócrino

gastro-entero-

pancreático, a Sandostatina, devido aos seus diversos efeitos endócrinos, modifica

diferentes fatores clínicos. A melhoria clínica e os benefícios sintomáticos ocorrem

em doentes que mantêm sintomas relacionados com os seus tumores apesar de

terapêuticas anteriores que podem incluir cirurgia, embolização arterial hepática e

várias quimioterapias, p. ex. estreptozocina e 5-fluoruracilo.

Os efeitos da Sandostatina em diferentes tipos de tumores são

Tumores carcinoides

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

administração

Sandostatina

pode

resultar

melhoria

sintomas,

particularmente rubor e diarreia. Em muitos casos isto é acompanhado por uma

descida da serotonina plasmática e uma diminuição da excreção urinária de ácido 5-

hidroxiindolacético.

VIPomas

A característica bioquímica destes tumores baseia-se na sobreprodução de péptido

intestinal vasoativo (VIP). Na maioria dos casos a administração de Sandostatina

resulta no

alívio

diarreia secretória

grave

típica

destas

condições,

consequente melhoria de qualidade de vida. Isto é acompanhado por uma melhoria

das perturbações eletrolíticas associadas, por exemplo hipocaliemia, permitindo a

retirada de fluidos entéricos e parentéricos e da suplementação eletrolítica. Em

alguns doentes a tomografia computorizada revela um atraso ou paragem na

progressão do tumor ou mesmo redução do volume, particularmente no caso de

metástases hepáticas. As melhorias clínicas são habitualmente acompanhadas por

uma redução dos níveis plasmáticos de VIP, os quais passam a situar-se dentro dos

intervalos normais de referência.

Glucagonomas

A administração de Sandostatina resulta, na maioria dos casos, numa melhoria

substancial, de erupção cutânea migratória necrolítica que é característico desta

patologia. O efeito da Sandostatina na diabetes mellitus moderada, que ocorre

frequentemente, não é marcante, e em geral não resulta numa diminuição das

necessidades de insulina ou de hipoglicemiantes orais. A Sandostatina provoca uma

melhoria da diarreia nos doentes afetados e consequentemente um aumento de

peso. Embora a administração de Sandostatina conduza frequentemente a uma

redução imediata dos níveis plasmáticos de glucagon, esta redução não é geralmente

mantida durante um longo período de administração apesar da continuação da

melhoria sintomática.

Gastrinomas / Síndrome de Zollinger-Ellison

A terapêutica com inibidores da bomba de protões ou agentes bloqueadores dos

recetores H2 geralmente controla a hipersecreção de ácido gástrico. Contudo, a

diarreia, que é também um sintoma proeminente, pode não ser adequadamente

aliviada com inibidores da bomba de protões ou agentes bloqueadores dos recetores

H2. Sandostatina pode ajudar a reduzir a hipersecreção de ácido gástrico e melhorar

os sintomas, incluindo a diarreia, uma vez que inibe os níveis elevados de gastrina

em alguns doentes.

Insulinomas

A administração de Sandostatina provoca uma descida da insulina imunoreativa

circulante que pode, no entanto, ser de curta duração (cerca de 2 horas). Em

doentes com tumores operáveis a Sandostatina pode ajudar a restaurar e manter a

normoglicemia no pré-operatório. Em doentes com tumores benignos ou malignos

inoperáveis pode ser melhorado o controlo glicémico sem a redução prolongada

concomitante dos níveis circulantes de insulina.

Complicações após cirurgia pancreática

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

No caso de doentes submetidos a cirurgia pancreática, a administração peri e pós-

operatória de Sandostatina reduz a incidência de complicações pós-operatórias

típicas (ex: fístulas pancreáticas, abcessos e sepsis subsequente, pancreatite aguda

pós-operatória).

Varizes gastro-esofágicas hemorrágicas

Em doentes com varizes esofágicas hemorrágicas devidas a cirrose subjacente, a

administração de Sandostatina em combinação com tratamento específico (p.ex.

escleroterapia) está associada a um melhor controlo da hemorragia e da recidiva

precoce, diminuição da necessidade de transfusões e melhoria da sobrevivência aos

5 dias. Enquanto o modo de ação exato da Sandostatina não está completamente

elucidado reclama-se que a Sandostatina reduz o fluxo sanguíneo esplénico através

da inibição das hormonas vaso-ativas (p. ex. VIP, glucagom).

Tratamento de adenomas hipofisários secretores de TSH

Os efeitos do tratamento de Sandostatina foram observados prospetivamente em 21

doentes e agrupados com grupos de 37 casos publicados. De 42 doentes com dados

bioquímicos avaliáveis, 81% dos doentes (n=34) tiveram resultados satisfatórios

(redução de pelo menos 50% de TSH e redução substancial de hormonas da tiróide),

enquanto 67% (n = 28) tiveram normalizações de TSH e hormonas da tiróide.

Nesses doentes, a resposta foi mantida durante toda a duração do tratamento (até

61 meses, média, 15,7 meses).

Quanto

sintomas

clínicos,

notificada

clara

melhoria

32 doentes com hipertiroidismo clínico. Observou-se uma redução do volume do

tumor superior a 20% em 11 casos (41%) com uma redução superior a 50% em

4 casos (15%). A primeira redução foi notificada após 14 dias de tratamento.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após injeção s.c. a Sandostatina é rápida e completamente absorvida. O pico das

concentrações plasmáticas atinge-se ao fim de 30 min.

Distribuição

O volume de distribuição é de 0,27 l/kg e a depuração total do organismo é de

160 ml/min. A ligação às proteínas plasmáticas é cerca de 65%. A quantidade de

Sandostatina ligada às células sanguíneas é insignificante.

Eliminação

A semivida de eliminação após administração s.c. é de 100 minutos. Após injeção

i.v., a eliminação é bifásica, com semividas de 10 e 90 minutos. A maioria do péptido

é eliminada pelas fezes, enquanto aproximadamente 32% são excretados inalterados

pela urina.

Populações especiais

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

O compromisso renal não afetou a exposição total (AUC) ao octreotido administrado

na forma de injeção.

A capacidade de eliminação pode estar reduzida em doentes com cirrose hepática,

mas não em doentes com fígado gordo.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de toxicidade aguda e crónica, genotoxicidade, carcinogenecidade e

toxicológicos em animais não revelaram questões de segurança específicas para os

seres humanos.

Os estudos de reprodução em animais não revelaram evidência de teratogenicidade,

efeitos embrio/fetais ou outros efeitos sobre a reprodução causados por octreotido

com doses de até 1 mg/kg/dia. Observou-se algum atraso no crescimento fisiológico

das crias, o qual foi transitório e atribuível à inibição da GH provocada pela excessiva

atividade farmacodinâmica (ver secção 4.6).

Não

foram

realizados

estudos

específicos

ratos

jovens.

estudos

desenvolvimento

pré

pós-natal

observou-se

diminuição

crescimento

amadurecimento na ninhada F1 de fêmeas que receberam octreotido durante toda a

gravidez e período de lactação. Observou-se atraso na descida dos testículos nos

machos das ninhadas F1, mas a fertilidade dos machos afetados manteve-se normal.

Assim,

observações

acima

mencionadas

foram

transitórias

consideradas

consequências da inibição de GH.

Carcinogenicidade/toxicidade crónica

Em ratos que receberam acetato de octreotido em doses diárias até 1,25 mg/kg de

peso corporal, observaram-se fibrossarcomas, predominantemente num número de

animais machos, no local da injeção s.c. após 52, 104 e 113/116 semanas. Também

se verificaram tumores locais nos ratos de controlo, contudo o desenvolvimento

destes tumores foi atribuído à fibroplasia desordenada produzida pelos efeitos

irritantes

repetidos

locais

injeção,

aumentados

pelo

veículo

ácido

láctico/manitol. Esta reação não especifica dos tecidos pareceu ser específica dos

ratos.

Não

observaram

lesões

neoplásicas

ratinhos

receberam

diariamente injeções subcutâneas de octreotido em doses até 2 mg/kg durante 98

semanas, nem em cães tratados com doses diárias do fármaco durante 52 semanas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Ampolas:

Ácido láctico

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Manitol

Bicarbonato de sódio

Água para preparações injetáveis.

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Frasco Multidose:

Ácido láctico

Fenol

Manitol

Bicarbonato de sódio

Água para preparações injetáveis

6.2 Incompatibilidades

O acetato de octreotido não é estável em soluções de Alimentação Parentérica Total

(APT).

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Ampolas

Conservar a ampola dentro da embalagem exterior de cartão, para proteger da luz.

Para uma armazenagem prolongada conservar no frigorífico (2 a 8ºC).

Não congelar.

Para uso diário conservar a temperatura inferior a 30ºC num máximo de 2 semanas.

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Frascos multidose

Conservar o frasco dentro da embalagem exterior de cartão, para proteger da luz.

Para uma armazenagem prolongada conservar no frigorífico (2 a 8ºC).

Não congelar.

Para uso diário conservar a temperatura inferior a 25ºC num máximo de 2 semanas.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Ampolas de vidro tipo I contendo 0,05 mg de acetato de octreotido (1 ml) -

embalagem de 5 ampolas

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Ampolas de vidro tipo I contendo 0,1 mg de acetato de octreotido (1 ml) -

embalagem de 5 ampolas

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Ampolas de vidro tipo I contendo 0,5 mg de acetato de octreotido (1 ml) -

embalagem de 5 ampolas

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Frasco multidose de vidro tipo I contendo 1 mg de acetato de octreotido (5 ml) -

embalagem individual

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Administração subcutânea

Doentes que efetuem autoadministração das injeções subcutâneas deverão receber

instruções precisas do médico ou da enfermeira.

Para reduzir o desconforto local, recomenda-se que a solução atinja a temperatura

ambiente antes de ser administrada. Devem ser evitadas injeções múltiplas, num

curto espaço de tempo, no mesmo local.

As ampolas devem ser abertas imediatamente antes da administração, e qualquer

porção não utilizada deve ser rejeitada.

Para prevenir a possibilidade de contaminação recomenda-se que a tampa de

borracha do frasco multidose não seja perfurada mais de 10 vezes.

Perfusão intravenosa

Os medicamentos para uso parentérico devem ser inspecionados visualmente para

verificação

eventual

descoloração

existência

partículas,

antes

administração.

A Sandostatina (acetato de octreotido) é física e quimicamente estável durante 24

horas em soluções de soro fisiológico estéril ou soluções de dextrose (glucose) a 5%

em água, estéreis. Contudo, dado que a Sandostatina pode afetar a homeostase da

glucose,

recomenda-se

sejam

usadas

soluções

soro

fisiológico

preferencialmente às soluções de dextrose. As soluções diluídas são química e

fisicamente estáveis durante, no mínimo, 24 horas a temperatura inferior a 25ºC. De

ponto

vista

microbiológico,

seria

preferível

usar

solução

diluída

imediatamente. Se a solução não for usada imediatamente, a armazenagem anterior

à sua administração é da responsabilidade do utilizador e deve ser efetuada a 2 a

8ºC. Antes da administração a solução deve atingir novamente a temperatura

ambiente.

O tempo acumulado entre a reconstituição, diluição com solvente de perfusão,

armazenagem no frigorífico e fim da administração não deve exceder as 24 horas.

Nos casos em que a Sandostatina se destina a administração por perfusão i.v., o

conteúdo de uma ampola de 0,5 mg deve ser normalmente dissolvido em 60 ml de

soro fisiológico salino, e a solução resultante deve ser perfundida por meio de uma

bomba de perfusão. Este procedimento deve ser repetido tantas vezes quantas as

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

necessárias até que a duração prescrita para o tratamento seja alcançada. A

Sandostatina também tem sido perfundida em concentrações inferiores.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.

Av. Professor Doutor Cavaco Silva, 10 E,

Taguspark

2740-255 Porto Salvo

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Nº de registo: 8705103 - 1 ml de solução injetável, 0,05 mg/ml, 5 ampolas de vidro

tipo I

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Nº de registo: 8705111 - 1 ml de solução injetável, 0,1 mg/ml, 5 ampolas de vidro

tipo I

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Nº de registo: 8705129 - 1 ml de solução injetável, 0,5 mg/ml, 5 ampolas de vidro

tipo I

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Nº de registo: 8705137 – 5 ml de solução injetável, 0.2 mg/ml, frasco multidose de

vidro tipo I

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sandostatina 0,05 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 0,1 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Data da primeira autorização: 20 março 1989

Data da última renovação: 23 fevereiro 2011

APROVADO EM

03-12-2014

INFARMED

Sandostatina 0,5 mg/1 ml ampolas, solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Sandostatina 1 mg/5 ml (0,2 mg/ml), solução injetável (s.c.) ou concentrado para

solução para perfusão (perfusão i.v.)

Data da primeira autorização: 22 junho 1992

Data da última renovação: 23 fevereiro 2011

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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