Rosuvastatina Ratiopharm 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
Ratiopharm - Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 20.83 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 14 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
rosuvastatin
Resumo do produto:
5425905 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037110 ; 5425913 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037129 ; 5425921 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037145 ; 5425939 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037110 ; 5425947 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037129 ; 5425954 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037145 ; 5473749 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037145 ; 5470679 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037110 ; 5470711 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037129 ; 5470737 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037145 ; 5470703 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037110 ; 5470729 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Comercializado - 10068882 - 50037129
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
AT/H/1049/003
Data de autorização:
2011-11-21

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Rosuvastatina ratiopharm, 5 mg, comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 10 mg, comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 20 mg, comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 40 mg, comprimidos revestidos por película

rosuvastatina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento pois contém informação

importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rosuvastatina ratiopharm e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina ratiopharm

3. Como tomar Rosuvastatina ratiopharm

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rosuvastatina ratiopharm

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O QUE É ROSUVASTATINA RATIOPHARM E PARA QUE É UTILIZADO

Rosuvastatina ratiopharm pertence a um grupo de medicamentos chamados inibidores da HMG-

CoA redutase ou estatinas. Estes atuam reduzindo a quantidade de colesterol e de substâncias

gordas chamadas triglicéridos no seu sangue. Existem diferentes tipos de colesterol encontrados

no sangue – o «mau» colesterol (Colesterol LDL) e o «bom» colesterol (Colesterol HDL).

Foi-lhe prescrito Rosuvastatina ratiopharm como complemento ao regime alimentar e ao

exercício porque tem risco de ter um ataque cardíaco ou um AVC.

a rosuvastatina pode reduzir esse risco reduzindo a quantidade de «mau» colesterol e aumentando

a quantidade de «bom» colesterol no sangue.

A rosuvastatina demonstrou reduzir o risco de ataques cardíacos e de AVCs em adultos mais

velhos (homens com idade superior a 50 anos e mulheres com idade superior a 60 anos) sem

doença cardíaca conhecida.

Por que motivo é importante continuar a tomar Rosuvastatina ratiopharm?

Necessita de continuar a tomar Rosuvastatina ratiopharm, mesmo que os comprimidos já tenham

colocado o seu colesterol num nível correto, dado que impede que os seus níveis de colesterol

voltem a subir novamente.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

No entanto, deve parar se o seu médico assim o indicar, ou se engravidar.

Deve continuar com o seu regime alimentar e exercício para reduzir o colesterol enquanto tomar

Rosuvastatina ratiopharm.

Para a maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta a forma como se sentem porque não

origina sintomas. No entanto, se não for tratado, os depósitos de gordura podem acumular-se nas

paredes dos seus vasos sanguíneos, provocando o respetivo estreitamento.

Por vezes, esses vasos sanguíneos apertados podem ficar bloqueados cortando o fornecimento de

sangue ao coração ou ao cérebro levando a um ataque cardíaco ou a um AVC. Se corrigir os seus

níveis de colesterol, pode reduzir o risco de ter um ataque cardíaco ou um AVC.

2.

O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR ROSUVASTATINA RATIOPHARM

Não tome Rosuvastatina ratiopharm

Se tem alergia (hipersensibilidade) à Rosuvastatina, ou a qualquer outro componente deste

medicamento (listados na secção 6).

Se está grávida ou a amamentar. Se ficar grávida enquanto estiver a tomar Rosuvastatina

ratiopharm, pare imediatamente de o tomar e informe o seu médico. As mulheres devem evitar

engravidar enquanto estiverem a tomar Rosuvastatina ratiopharm utilizando métodos

contracetivos adequados.

Se tem uma doença hepática.

Se tem uma doença renal grave.

Se tem dores musculares repetidas ou sem justificação.

Se toma um medicamento que contém uma substância chamada ciclosporina (utilizada, por

exemplo, após transplantes de órgãos).

Se alguma das situações anteriores se aplicar a si, volte a consultar o seu médico.

Além disso, não tome Rosuvastatina 40 mg comprimidos revestidos por película (a dose mais

elevada do medicamento):

Se tem uma doença renal moderada (se tiver dúvidas, fale com o seu médico).

Se a sua glândula tiroide não funciona corretamente.

Se teve dores musculares repetidas ou sem justificação, antecedentes pessoais ou familiares de

problemas musculares ou antecedentes de problemas musculares quando tomou outros

medicamentos para a redução do colesterol.

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

Se tem origem asiática (japonesa, chinesa, filipina, vietnamita, coreana e indiana).

Se toma outros medicamentos chamados fibratos para reduzir o seu colesterol.

Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se ainda tiver dúvidas), volte a consultar o

seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rosuvastatina comprimidos revestidos

Se tem problemas de rins.

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17-10-2016

INFARMED

Se tem problemas do fígado.

Se teve dores musculares repetidas ou sem justificação, antecedentes pessoais ou familiares de

problemas musculares ou antecedentes de problemas musculares quando tomou outros

medicamentos para a redução do colesterol. Informe imediatamente o seu médico se tiver

dores musculares repetidas ou sem justificação, especialmente se se sentir indisposto ou

apresentar febre. Informe igualmente o seu medico ou farmacêutico se sofre de fraqueza

muscular constante.

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

Se a sua glândula tiroide não funciona corretamente.

Se toma outros medicamentos chamados fibratos para reduzir o seu colesterol. Leia este folheto

cuidadosamente, mesmo se já tomou anteriormente outros medicamentos para o colesterol

elevado.

Se toma medicamentos utilizados para combater as infeções por VIH, por exemplo ritonavir com

lopinavir e/ou atazanavir, ver Outros medicamentos e Rosuvastatina ratiopharm.

Se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias um medicamento chamado ácido fusídico

(um medicamento para infecções bacterianas) por via oral ou por injeção. A combinação de

ácido fusídico e Rosuvastatina ratiopharm pode originar problemas musculares graves

(rabdomiólise).

Se tem mais de 70 anos de idade (o seu médico necessita de determinar a dose inicial correta de

Rosuvastatina ratiopharm que mais se adequa ao seu caso).

Se tem origem asiática - ou seja, japonesa, chinesa, filipina, vietnamita, coreana e indiana. O seu

médico necessita de determinar a dose inicial correta de Rosuvastatina ratiopharm que mais se

adequa ao seu caso.

Se alguma das situações anteriores se aplicam a si (ou se ainda tem dúvidas):

Não tome Rosuvastatina 40 mg (a dosagem mais elevada do medicamento) e fale com o seu

médico ou farmacêutico antes de começar realmente a tomar qualquer dosagem de

Rosuvastatina ratiopharm.

Num pequeno número de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação é

identificada por um simples teste que procura aumentos dos níveis das enzimas do fígado no

sangue. Por este motivo, o seu médico irá realizar habitualmente realizar análises ao sangue

(teste da função hepática) antes e durante o tratamento com Rosuvastatina ratiopharm.

Se detetar problemas respiratórios, especialmente se surgirem juntamente com tosse constante e

não produtiva e/ou falta de ar ou febre, pare de tomar Rosuvastatina ratiopharm e informe o

seu médico.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes ou está em

risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem níveis elevados de

açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada.

Crianças e adolescentes

Rosuvastatina ratiopharm não deve ser administrado a crianças com idade inferior a 10 anos.

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg comprimidos revestidos por película não deve ser utilizado

por crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Outros medicamentos e Rosuvastatina ratiopharm

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se

vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

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INFARMED

ciclosporina (utilizada, por exemplo, após transplantes de órgãos)

varfarina ou clopidogrel (ou qualquer outro fármaco utilizado para diluir o sangue)

fibratos (tais como gemfibrozil, fenofibrato) ou qualquer outro medicamento utilizado para

reduzir o colesterol (tal como ezetimiba)

medicamentos para a má digestão (utilizados para neutralizar o ácido no estômago)

eritromicina (um antibiótico)

ácido fusídico (um antibiótico). Se precisar de tomar ácido fusídico oral para o tratamento de uma

infecção bacteriana terá que temporariamente parar de tomar este medicamento. O seu médico irá

dizer-lhe quando é seguro para reiniciar Rosuvastatina ratiopharm. Tomar Rosuvastatina

ratiopharm com ácido fusídico raramente pode levar a fraqueza muscular, sensibilidade ou dor

(rabdomiólise). Ver mais informações sobre rabdomiólise no ponto 4.

um contracetivo oral (a pílula)

terapêutica de substituição hormonal.

medicamentos anti virais tais como ritonavir com lopinavir e/ou / atazanavir ou simeprevir

(utilizados para tratar infecções, incluindo VIH ou infecção por hepatite C– ver Advertências e

precauções).

Os efeitos destes medicamentos podem ser alterados por Rosuvastatina ratiopharm ou estes

medicamentos podem alterar os efeitos de Rosuvastatina ratiopharm.

Ao tomar Rosuvastatina ratiopharm com alimentos e bebidas

Pode tomar Rosuvastatina ratiopharm com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Não tome Rosuvastatina ratiopharm se está grávida ou a amamentar. Se ficar grávida enquanto

estiver a tomar Rosuvastatina ratiopharm, pare imediatamente de o tomar e informe o seu médico.

As mulheres devem evitar engravidar enquanto estiverem a tomar Rosuvastatina ratiopharm

utilizando métodos contracetivos adequados.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Algumas

pessoas

sentem-se

tontas

durante

tratamento

Rosuvastatina

ratiopharm. Caso se sinta tonto, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou

utilizar máquinas. No entanto, a maioria das pessoas pode conduzir um veículo e

utilizar máquinas enquanto estão a tomar Rosuvastatina ratiopharm – não afeta a

sua capacidade.

Rosuvastatina ratiopharm contem lactose

Os comprimidos contêm lactose. Se foi informado pelo seu médico de que possui uma

intolerância a alguns açúcares, consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

3.

COMO TOMAR ROSUVASTATINA RATIOPHARM

Tomar sempre Rosuvastatina ratiopharm sempre de acordo com as indicações do médico. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Dose inicial

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17-10-2016

INFARMED

O seu tratamento com Rosuvastatina ratiopharm deve ser iniciado com a dose de 5 mg ou de 10

mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose superior de um outro medicamento para

reduzir o colesterol. A escolha da sua dose inicial irá depender:

Do seu nível de colesterol.

Do nível de risco que possui para ter um ataque cardíaco ou um AVC.

De ter ou não um fator de risco que o pode tornar mais sensível a possíveis efeitos secundários.

Fale com o seu médico ou farmacêutico para saber qual a dose inicial de Rosuvastatina

ratiopharm que melhor se adapta a si.

O seu médico pode decidir prescrever-lhe a dose mais reduzida (5 mg) se:

tem origem asiática (japonesa, chinesa, filipina, vietnamita, coreana e indiana).

tem idade superior a 70 anos.

tem uma doença renal moderada.

tem risco de ter dores musculares (miopatia).

Aumento da dose e dose diária máxima

O seu médico pode decidir aumentar a sua dose. Isto para que tome sempre a quantidade de

Rosuvastatina ratiopharm indicada para si. Se iniciou o tratamento com uma dose de 5 mg, o seu

médico pode decidir duplicar a dose para 10 mg, em seguida para 20 mg e depois para 40 mg se

necessário. Se iniciou o tratamento com uma dose de 10 mg, o seu médico pode decidir duplicar a

dose para 20 mg e em seguida para 40 mg se necessário. Haverá um intervalo de quatro semanas

entre cada ajuste posológico.

A dose diária máxima de Rosuvastatina ratiopharm é de 40 mg. Destina-se apenas a doentes com

níveis de colesterol elevados e com risco elevado para ataque cardíaco ou AVC cujos níveis de

colesterol não são suficientemente reduzidos com 20 mg.

Se está a tomar Rosuvastatina comprimidos revestidos por película para reduzir o risco de ataques

cardíacos e de AVCs ou outros problemas de saúde relacionados

A dose recomendada é de 20mg por dia. Contudo, o seu médico pode decidir reduzir a dose se

tiver algum dos fatores acima referidos.

Utilização em crianças e adolescentes com idades entre os 10 e 17 anos

A dose habitual inicial é de 5 mg. O seu médico poderá aumentar a dose para

determinar a quantidade de Rosuvastatina Teva adequada para si. A dose diária

máxima é de 20 mg. Tome a sua dose uma vez por dia. Rosuvastatina Teva 40 mg

não deve ser utilizado em crianças.

Tomar os seus comprimidos

Engula cada comprimido com um copo de água.

Tome Rosuvastatina ratiopharm uma vez por dia. Pode tomá-lo a qualquer hora do dia.

Tente tomar o seu comprimido todos os dias sempre à mesma hora para o ajudar a recordar.

Exames regulares ao colesterol

É importante consultar o seu médico regularmente para realizar exames ao colesterol para

garantir que o seu colesterol alcançou e se mantém no nível correto.

O seu médico pode decidir aumentar a sua dose para que tome sempre a quantidade de

Rosuvastatina ratiopharm indicada para si.

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17-10-2016

INFARMED

Se tomar mais Rosuvastatina ratiopharm do que deveria

Contacte o seu médico ou o hospital mais próximo para aconselhamento e leve o medicamento

consigo.

Se for internado ou se receber tratamento para outra doença, informe o pessoal médico de que

está a tomar Rosuvastatina ratiopharm.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina ratiopharm

Não se preocupe. Basta tomar a sua dose seguinte agendada à hora correta. Não tome uma dose a

dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar a dose esquecida.

Se parar de tomar Rosuvastatina ratiopharm

Fale com o seu médico se quiser parar de tomar Rosuvastatina ratiopharm. Os seus níveis de

colesterol podem aumentar novamente se parar de tomar Rosuvastatina ratiopharm.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, no entanto

estes não se manifestam em todas as pessoas.

É importante que tenha consciência de quais podem ser esses efeitos secundários. São usualmente

ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.

Pare de tomar Rosuvastatina ratiopharm e procure imediatamente ajuda médica se apresentar

alguma das seguintes reações alérgicas:

Dificuldades em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta

Inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, que podem causar dificuldade em engolir

Comichão intensa na pele (com inchaço).

Pare igualmente de tomar Rosuvastatina ratiopharm e contacte imediatamente o seu médico se

apresentar dores não habituais nos músculos que se prolongam por mais tempo do que esperaria.

Tal como com outros medicamentos para reduzir o colesterol, um número muito pequeno de

pessoas sentiram efeitos musculares desagradáveis e, raramente, estes evoluíram para se tornar

numa lesão muscular potencialmente fatal conhecida como rabdomiólise.

Possíveis efeitos secundários possíveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

Dores de cabeça

Dores de estômago

Prisão de ventre

Sensação de enjoo

Dores musculares

Sensação de fraqueza

Tonturas

Diabetes. Esta condição é mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue,

tiver excesso de peso e tiver tensão arterial elevada. O seu médico vai monitorizá-lo enquanto

estiver a tomar este medicamento.

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Um aumento da quantidade de proteínas na urina – habitualmente esta situação volta ao normal

por si só sem ter de parar de tomar Rosuvastatina ratiopharm (apenas aplicável para a dose de 40

mg de Rosuvastatina ratiopharm).

Efeitos secundários possíveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

Erupções cutâneas, comichão e urticária

Um aumento da quantidade de proteínas na urina – habitualmente esta situação volta ao normal

por si só sem ter de parar de tomar Rosuvastatina ratiopharm (apenas aplicável para as doses de 5

mg, 10 mg e 20 mg de Rosuvastatina ratiopharm).

Efeitos secundários possíveis raros (podem afetar até 1 a 1.000 pessoas):

Reação alérgica grave – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta,

dificuldade em respirar ou engolir, comichão intensa na pele (com inchaço). Se pensa que está a

ter uma reação alérgica, pare de tomar Rosuvastatina ratiopharm e procure imediatamente ajuda

médica

Lesões musculares – por precaução, pare de tomar Rosuvastatina ratiopharm e contacte

imediatamente o seu médico se apresentar dores não habituais nos músculos que se prolongam

por mais tempo do que esperaria

Uma dor de estômago intensa (causada por uma inflamação do pâncreas)

Aumento das enzimas hepáticas no sangue.

Sangramento mais fácil que o usual (sinal de contagem de plaquetas baixa)

Efeitos secundários possíveis muito raros (podem afetar até 1 a 10.000 pessoas):

Icterícia (amarelecimento da pele e da zona branca dos olhos)

Hepatite (uma inflamação do fígado)

Vestígios de sangue na urina

Lesões nos nervos dos seus braços e pernas (tais como dormência)

Dor nas articulações

Perda de memória

Ginecomastia (aumento do peito nos homens)

Os efeitos secundários de frequência desconhecida podem incluir:

Diarreia (fezes moles)

Síndroma de Stevens-Johnson (problema grave com formação de bolhas na pele, boca, olhos e

órgãos genitais)

Tosse

Falta de ar

Edema (inchaço)

Depressão

Distúrbios de sono incluindo insónia e pesadelos

Fraqueza muscular que seja constante

Lesões nos tendões

Efeitos secundários possíveis notificados com algumas estatinas

Dificuldades sexuais

Problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

comunicar

efeitos

secundários

diretamente

através

sistema

nacional

notificação mencionado abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5.

COMO CONSERVAR ROSUVASTATINA RATIOPHARM

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão

ajudar a proteger o ambiente.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Rosuvastatina ratiopharm

A substância ativa é a Rosuvastatina.

Rosuvastatina 5, 10, 20, 40 mg comprimidos revestidos por película contêm Rosuvastatina

cálcica equivalente a 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de Rosuvastatina.

Os outros componentes são

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Lactose monohidratada

Crospovidona (tipo B)

Hidroxipropilcelulose

Bicarbonato de sódio

Estearato de magnésio

Película de revestimento:

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INFARMED

Lactose monohidratada

Hipromelose

Dióxido de titânio (E 171)

Triacetina

Óxido de ferro amarelo (E 172) em Rosuvastatina ratiopharm 5 mg

Óxido de ferro vermelho (E 172) em Rosuvastatina ratiopharm 10 mg, 20 mg e 40 mg

Qual o aspeto de Rosuvastatina ratiopharm e conteúdo da embalagem

Rosuvastatina ratiopharm 5 mg: comprimidos amarelos, redondos, biconvexos.

Rosuvastatina ratiopharm 10 mg: comprimidos cor-de-rosa, redondos, biconvexos

com uma ranhura.

Rosuvastatina ratiopharm 20 mg: comprimidos cor-de-rosa, redondos, biconvexos

com uma ranhura.

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg: comprimidos cor-de-rosa, ovais, biconvexos com

uma ranhura.

Rosuvastatina ratiopharm 10, 20, 40 mg:

Os comprimidos podem ser divididos em metades iguais.

Rosuvastatina ratiopharm está disponível em embalagens «blister» que contêm 7,

14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos revestidos por

película e em frascos que contêm 30 e 100 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

ratiopharm, Comércio e Industria de Produtos Farmacêuticos, Lda

Lagoas Parque, Edifício 5-A, Piso 2

2740 – 245 Porto Salvo

Portugal

Fabricante

Merckle GmbH

Ludwig-Merckle-Strasse 3

89143 Blaubeuren

Alemanha

HBM Pharma s.r.o.

036 80 Martin,

Sklabinská 30

Eslovénia

PLIVA Hrvatska d.o.o. (PLIVA Croatia Ltd.)

Prilaz baruna Filipovica 25, Zagreb

10000

Croácia

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Teva Pharma B.V.

Swensweg 5, Haarlem

2031GA

Holanda

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob os seguintes nomes:

Dinamarca:

Rosuvastatin ratiopharm

Áustria: Rosuvastatina ratiopharm 5 mg Filmtabletten

Rosuvastatina ratiopharm 10 mg Filmtabletten

Rosuvastatina ratiopharm 20 mg Filmtabletten

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg Filmtabletten

República Checa:

Rosuvastatin-Teva Pharma 10 mg

Rosuvastatin-Teva Pharma 20 mg

Espanha:

Rosuvastatina ratiopharm 5 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Rosuvastatina ratiopharm 10 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Rosuvastatina ratiopharm 20 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Finlândia:

Rosuvastatina ratiopharm 5 mg tabletti, kalvopäällysteinen

Rosuvastatina ratiopharm 10 mg tabletti, kalvopäällysteinen

Rosuvastatina ratiopharm 20 mg tabletti, kalvopäällysteinen

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg tabletti, kalvopäällysteinen

Portugal:

Rosuvastatina ratiopharm

Roménia:

Rosuvastatinaă ratiopharm 10 mg comprimate filmate

Rosuvastatinaă ratiopharm 20 mg comprimate filmate

Este folheto foi revisto pela última vez em outubro de 2016.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina ratiopharm, 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina ratiopharm, 40 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de rosuvastatina (sob a

forma de rosuvastatina cálcica).

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película de 5 mg contém 48 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 10 mg contém 95 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 20 mg contém 190 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 40 mg contém 171 mg de lactose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Rosuvastatina ratiopharm 5 mg: Comprimidos amarelos, redondos, biconvexos

Rosuvastatina ratiopharm 10 mg: Comprimidos cor-de-rosa, redondos, biconvexos,

com uma ranhura numa das faces, diâmetro: 7 mm.

Rosuvastatina ratiopharm 20 mg: Comprimidos cor-de-rosa, redondos, biconvexos,

com uma ranhura numa das faces, diâmetro: 9 mm.

Rosuvastatina ratiopharm 40 mg: Comprimidos cor-de-rosa, ovais, biconvexos, com

uma ranhura numa das faces.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolemia

Adultos,

adolescentes

crianças

idade

entre

mais

anos

hipercolesterolemia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica) ou dislipidemia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta quando a

resposta à dieta ea outros tratamentos não farmacológicos (eg exercício, redução do

peso) é inadequada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante ao regime alimentar e a

outros tratamentos hipolipemiantes (por exemplo, aférese LDL) ou quando esses

tratamentos não são adequados.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Prevenção de acontecimentos cardiovasculares major em doentes nos quais se pensa

existir

risco

elevado

para

ocorrência

primeiro

acontecimentos

cardiovascular (ver Secção 5.1), como adjuvante para a correção de outros fatores

de risco.

4.2

Posologia e modo de administração

Antes do início do tratamento, o doente deve iniciar um regime alimentar padrão de

redução do colesterol que deve continuar durante o tratamento. A dose deve ser

personalizada de acordo com o objetivo da terapêutica e a resposta do doente,

utilizando as atuais normas orientadoras consensuais.

Rosuvastatina ratiopharm pode ser administrada a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

Tratamento da hipercolesterolemia

A dose inicial recomendada é de 5 mg ou 10 mg administrados por via oral, uma vez

por dia, tanto em doentes que utilizam estatinas pela primeira vez como em doentes

que tomavam anteriormente outro inibidor da HMG CoA redutase. A escolha da dose

inicial deve ter em consideração o nível de colesterol de cada doente e o futuro risco

cardiovascular, bem como o potencial risco para reações adversas (ver a seguir).

Pode ser realizado um ajuste posológico para o nível de dose seguinte após 4

semanas, se necessário (ver secção 5.1). Tendo em consideração a crescente taxa

de notificação de reações adversas com a dose de 40 mg comparativamente a doses

inferiores (ver secção 4.8), apenas deve ser ponderada uma titulação final para a

dose

máxima

doentes

hipercolesterolemia

grave

risco

cardiovascular elevado (em especial nos que têm hipercolesterolemia familiar), que

não alcançaram o objetivo do tratamento com 20 mg e para os quais seja realizado

um seguimento de rotina (ver secção 4.4). É recomendada a supervisão por um

especialista quando se inicia a dose de 40 mg.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

No estudo de redução do risco de eventos cardiovasculares, a dose utilizada foi de 20

mg diários (ver secção 5.1).

População pediátrica

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

Crianças e adolescentes entre os 10 e os 17 anos de idade (rapazes no Estadio

Tanner II a V)

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolémia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg dia.

Em crianças de 6 a 9 anos de idade com hipercolesterolemia familiar heterozigótica,

o intervalo de dose habitual é de 5-10 mg por via oral uma vez ao dia. A segurança e

a eficácia com doses superiores a 10 mg não foram estudadas nesta população.

crianças

anos

idade

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica, o intervalo de dose habitual é de 5-20 mg por via oral uma vez ao

dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 20 mg não foram estudadas

nesta população.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta individual e tolerabilidade nos

doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de tratamento em

pediatria (ver Secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser colocados numa dieta

padrão para redução dos níveis de colesterol antes do início do tratamento com

rosuvastatina;

esta

dieta

deve

continuada

durante

tratamento

rosuvastatina.

A experiência em crianças com hipercolesterolemia familiar homozigótica é limitada a

um pequeno número de crianças com idade entre 8 e 17 anos.

O comprimido de 40 mg não é adequado para utilização na população pediátrica.

Crianças de idade inferior a 6 anos

A segurança e a eficácia da utilização em crianças com idade inferior a 6 anos não foi

estudada. Por isso, não é recomendada a utilização de rosuvastatina em crianças

com idade inferior a 6 anos.

Utilização nos idosos

É recomendada uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade > 70 anos (ver

secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajuste posológico relativamente à

idade.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Não é necessário qualquer ajuste posológico em doentes com insuficiência renal

ligeira ou moderada. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com

insuficiência renal moderado (depuração da creatinina < 60 mL/min). A dose de 40

mg está contraindicada em doentes com compromisso renal moderado. A utilização

de rosuvastatina em doentes com insuficiência renal grave está contraindicada para

todas as doses (ver secção 4.3 e secção 5.2).

Posologia em doentes com insuficiência hepática

Não se observaram aumentos na exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com classificações iguais ou inferiores a 7 na escala de Child-Pugh. No entanto, foi

observado um aumento da exposição sistémica em indivíduos com classificações de

escala

Child-Pugh

(ver

secção

5.2).

Nestes

doentes,

deve

considerada uma avaliação da função renal (ver secção 4.4). Não existe experiência

em indivíduos com classificação superior a 9 na escala de Child-Pugh. Rosuvastatina

está contraindicada em doentes com doença hepática ativa (ver secção 4.3).

Raça

Foi observado um aumento da exposição sistémica em indivíduos asiáticos (ver

secção 4.3; secção 4.4 e secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg em

doentes com ascendência asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes

doentes.

Polimorfismos genéticos

Tipos específicos de polimorfismos genético são conhecidos como podendo originar

aumento da exposição à rosuvastatina (ver secção 5.2). Em doentes conhecidos por

terem estes tipos específicos de polimorfismos, é recomendada uma dose diária

inferior de rosuvastatina.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia (ver secção 4.4). A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes

doentes (ver secção 4.3).

Terapêutica concomitante

A rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (p. ex OATP1B1

BCRP).

risco

miopatia

(incluindo

rabdomiólise)

aumenta

quando

rosuvastatina é administrada concomitantemente com determinados medicamentos

podem

aumentar

concentração

plasmática

rosuvastatina

devido

interações com essas proteínas transportadoras (por exemplo, ciclosporina e certos

inibidores de protease, incluindo combinações de atazanavir com ritonavir, lopinavir,

e / ou tipranavir; ver secções 4.4 e 4.5). Sempre que possível, devem ser

consideradas medicações alternativas, e, se necessário, considerar a interrupção

temporária

tratamento

rosuvastatina.

situações

administração destes medicamentos com rosuvastatina é inevitável, o benefício e o

risco do tratamento concomitante e ajustes de dosagem rosuvastatina devem ser

cuidadosamente considerados (ver secção 4.5).

4.3

Contraindicações

Rosuvastatina ratiopharm está contraindicada:

em doentes com hipersensibilidade à rosuvastatina ou a qualquer um dos

excipientes listados na secção 6.1.

em doentes com doença hepática ativa, incluindo aumentos persistentes e

sem justificação das transaminases séricas e qualquer aumento das transaminases

séricas que ultrapasse 3 x o limite superior normal (LSN).

em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30

mL/min).

em doentes com miopatia.

em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina.

durante

gravidez

aleitamento

mulheres

potencial

para

engravidar que não utilizam medidas contracetivas adequadas.

A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Esses fatores incluem:

insuficiência renal moderada (depuração da creatinina < 60 mL/min)

hipotiroidismo

antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

antecedentes

toxicidade

muscular

outro

inibidor

HMG-CoA

redutase ou fibratos

abuso de álcool

situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos

doentes asiáticos

utilização concomitante de fibratos

(ver secções 4.4, 4.5, e 5.2)

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Foi observada proteinúria principalmente de origem tubular, detetada por métodos

de fita (testes «dipstick»), em doentes tratados com doses mais elevadas de

rosuvastatina, em especial a dose de 40 mg, que foi transitória ou intermitente na

maioria dos casos. A proteinúria não demonstrou constituir prognóstico para doença

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

renal aguda ou progressiva (ver secção 4.8). A taxa de notificação de eventos renais

graves na utilização após introdução no mercado é superior para a dose de 40 mg.

Deve ser considerada uma avaliação da função renal durante a monitorização de

rotina de doentes tratados com uma dose de 40 mg.

Efeitos musculoesqueléticos

efeitos

musculoesqueléticos,

exemplo,

mialgia,

miopatia

raramente,

rabdomiólise, foram notificados em doentes tratados com Rosuvastatina ratiopharm

para todas as doses e especialmente com doses > 20 mg. Foram notificados casos

muito raros de rabdomiólise com a utilização de ezetimiba em associação com

inibidores

HMG-CoA

redutase.

Não

pode

excluída

interação

farmacodinâmica (ver secção 4.5) e deve ser tida precaução durante a utilização

concomitante.

Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a taxa de notificação de

rabdomiólise associada a Rosuvastatina ratiopharm na utilização após introdução no

mercado é superior para a dose de 40 mg.

Determinação da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deve ser determinada após exercício vigoroso ou na

presença de alguma causa alternativa plausível para o aumento da CK que possam

confundir a interpretação do resultado. Se os níveis dos valores basais de CK

estiverem significativamente aumentados (> 5 x LSN), deve ser realizada uma

análise confirmatória no período de 5 - 7 dias. Se a repetição da análise confirmar

valores basais de CK > 5 x LSN, o tratamento não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

Rosuvastatina, tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, deve ser

prescrita

precaução

doentes

fatores

predisponentes

para

miopatia/rabdomiólise. Esses fatores incluem:

insuficiência renal

hipotiroidismo

antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

antecedentes

toxicidade

muscular

outro

inibidor

HMG-CoA

redutase ou fibratos

abuso de álcool

idade > 70 anos

situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver

secções 4.2, 4.5 e 5.2)

utilização concomitante de fibratos

Nestes doentes, o risco do tratamento deve ser ponderado relativamente ao possível

benefício e é recomendada a monitorização clínica. Se os níveis dos valores basais de

CK estiverem significativamente aumentados (> 5 x LSN) o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Deve ser pedido aos doentes para notificarem imediatamente dores musculares,

fraqueza ou cãibras sem justificação, especialmente se associadas a indisposição ou

febre. Os níveis de CK devem ser determinados nestes doentes.A terapêutica deve

ser descontinuada se os níveis de CK foram acentuadamente elevados (<_ 5 x LSN)

ou se os sintomas musculares forem intensos e provocarem desconforto diário

(mesmo se os níveis de CK forem iguais a 5 x LSN). Caso os sintomas desapareçam

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

e os níveis de CK voltem ao normal, deve então ser tida em consideração a

reintrodução de rosuvastatina ou de um inibidor alternativo da HMG-CoA redutase na

dose

mais

reduzida

monitorização

cuidada.

Não

necessária

monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos. Houve relatos

muito raros de uma miopatia necrotizante imunomediada (IMNM) durante ou após o

tratamento

estatinas,

incluindo

rosuvastatina.

IMNM

caracterizada

clinicamente por fraqueza muscular proximal e elevação da creatina quinase sérica,

que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatina.

ensaios

clínicos

não

verificaram

indícios

aumento

efeitos

musculoesqueléticos no pequeno número de doentes a receber rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Contudo, foi observado um aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes a receber outros inibidores da HMG-CoA redutase

juntamente com derivados do ácido fíbrico incluindo gemfibrozil, ciclosporina, ácido

nicotínico, antifúngicos azoicos, inibidores da protease e antibióticos macrólidos. O

gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando administrado concomitantemente

com alguns inibidores da HMG-CoA redutase. Consequentemente, a associação de

rosuvastatina

gemfibrozil

não

recomendada.

benefícios

alterações

adicionais nos níveis lipídicos devidos à utilização combinada de rosuvastatina com

fibratos

niacina

devem

rigorosamente

ponderados

relativamente

potenciais riscos destas associações. A dose de 40 mg está contraindicada na

utilização concomitante de um fibrato (ver secções 4.5 e 4.8).

Rosuvastatina não deve ser utilizada em qualquer doente com uma doença grave

aguda

sugestiva

miopatia

predisponente

para

desenvolvimento

insuficiência renal devida a rabdomiólise (por exemplo, sepsis, hipotensão, cirurgia

major, trauma, perturbações metabólicas, endócrinas e eletrolíticas graves; ou

convulsões não controladas).

Efeitos hepáticos

Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, rosuvastatina deve ser

utilizado com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas de

álcool e/ou que tenham antecedentes de doença hepática.

É recomendado que os testes da função hepática sejam realizados antes do início do

tratamento

3 meses

após

início

tratamento.

Rosuvastatina

deve

descontinuado ou a dose deve ser reduzida se o nível de transaminases séricas for

superior a 3 vezes o limite superior normal.

taxa

notificação

acontecimentos

hepáticos

graves

(consistindo

principalmente

aumento

transaminases

hepáticas)

utilização

após

introdução no mercado é superior para a dose de 40 mg.

Em doentes com hipercolesterolémia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndrome nefrótico, a doença subjacente deve ser tratada antes do início da

terapêutica com rosuvastatina.

Raça

Os estudos farmacocinéticos indicam um aumento da exposição em indivíduos

asiáticos comparativamente a caucasianos (ver secção 4.2, secção 4.3 e secção 5.2).

Inibidores das proteases

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Tem sido observado aumento da exposição sistémica à rosuvastatina, em indivíduos

tratados com rosuvastatina concomitantemente com vários inibidores da protease

em combinação com ritonavir. Deve-se considerar, tanto para o benefício de

hipolipemiantes pelo uso da rosuvastatina em doentes com VIH tratados com

inibidores da protease e o potencial para aumento das concentrações plasmáticas de

rosuvastatina quando se inicia e se titula doses de rosuvastatina em doentes

tratados com inibidores da protease. A utilização concomitante com alguns inibidores

das proteases não é recomendada a não ser que a dose de rosuvastatina seja

ajustada (ver secções 4.2 e 4.5).

Ácido fusídico

Rosuvastatina ratiopharm não deve ser co-administrado com formulações sistémicas

contendo ácido fusídico ou até 7 dias após a interrupção do tratamento ácido

fusídico. Em doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémica é considerada

essencial, o tratamento com estatinas deverá ser descontinuado durante toda a

duração do tratamento com o ácido fusídico. Ocorreram relatos de rabdomiólise

(incluindo alguns casos fatais) em doentes que receberam ácido fusídico em

combinação com estatinas (ver secção 4.5). Os doentes devem ser aconselhados a

consultar imediatamente o médico se ocorreram sintomas de fraqueza muscular, dor

ou sensibilidade.

A terapia com estatinas pode ser re-introduzida sete dias após a última dose de

ácido fusídico.

Em circunstâncias excepcionais, em que é necessário ácido fusídico sistémico

prolongado, por exemplo, para o tratamento de infecções graves, a necessidade de

co-administração

Rosuvastatina

ratiopharm

ácido

fusídico

deve

considerada caso a caso e sob rigorosa supervisão médica.

Doença intersticial do pulmão

Foram notificados casos excecionais de doença pulmonar intersticial com algumas

estatinas, especialmente no

tratamento

de longo

prazo

(ver

secção

4.8).

sintomas podem incluir dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado geral

de saúde (fadiga, perda de peso e febre). Caso se suspeite de que um doente tenha

desenvolvido doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatinas deve ser

descontinuada.

Intolerância à lactose

doentes

problemas

hereditários

graves

intolerância

galactose,

deficiência de lactase de Lapp ou má absorção da glucose galactose não devem

tomar este medicamento.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/L,

IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados

tanto clínica como bioquimicamente de acordo com as orientações nacionais.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

No estudo JUPITER, a frequência geral de notificação de casos de diabetes mellitus

foi de 2,8% com a rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com

glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L.

População pediátrica

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idade compreendida entre os 10 e os 17 anos tratados com

rosuvastatina, é limitada ao período de um ano. Após 52 semanas de estudo com

este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou

maturação sexual (ver Secção 5.1). A experiência clínica em crianças e doentes

adolescentes é limitada e os efeitos a longo prazo de rosuvastatina (>1 ano) na

puberdade são desconhecidos.

Em estudos clínicos em crianças e adolescentes tratados com rosuvastatina durante

52 semanas, foram observadas com maior frequência, elevações da CK >10xLSN e

sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação

com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver Secção 4.8).

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeito da co-administração de medicamentos com rosuvastatina

Inibidores da proteína transportadora: Rosuvastatina é um substrato para certas

proteínas transportadoras incluindo o transportador da recaptação hepática OATP1B1

e o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de rosuvastatina

medicamentos

são

inibidores

destas

proteínas

transportadoras

pode

resultar em aumento das concentrações plasmáticas de rosuvastatina e um risco

aumentado de miopatia (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1).

Ciclosporina: Durante o tratamento concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

valores

rosuvastatina

foram,

média,

vezes

superiores

observados em voluntários saudáveis (ver Tabela 1). A rosuvastina está contra-

indicada em doentes a receber concomitantemente ciclosporina (ver secção 4.3) A

administração

concomitante

não

afetou

concentrações

plasmáticas

ciclosporina.

Inibidores

protease:

Apesar

mecanismo

exato

interacção

desconhecido,

concomitante

inibidores

protease

pode

aumentar

fortemente a exposição rosuvastatina (ver Tabela 1). Por exemplo, num estudo de

farmacocinética, a co-administração de farmacocinética de 10 mg de rosuvastatina e

um medicamento de combinação de dois inibidores da protease (300 mg de

atazanavir / 100 mg de ritonavir) em voluntários saudáveis foi associado com um

aumento

aproximadamente

três

vezes

sete

vezes

estado

estacionário da rosuvastatina e da Cmáx respectivamente. O uso concomitante de

rosuvastatina e algumas associações de inibidores da protease pode ser considerada

após cuidadosa consideração de ajustes de dose de rosuvastatina com base no

aumento esperado da exposição à rosuvastatina (ver secções 4.2, 4.4, 4.5 e Tabela

Gemfibrozil

outros

agentes

hipolipemiantes:

utilização

concomitante

rosuvastatina e gemfibrozil provocou um aumento de 2 vezes na Cmax e na AUC da

rosuvastatina (ver secção 4.4).

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Com base nos dados de estudos específicos de interação, não são esperadas

interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, embora possa ocorrer uma

interação

farmacodinâmica.

Gemfibrozil,

fenofibrato,

outros

fibratos

doses

hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico) aumentam o risco

de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA

redutase, possivelmente porque podem provocar miopatia quando administrados

isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada na utilização concomitante com

um fibrato (ver secção 4.3 e secção 4.4). Estes doentes também devem iniciar o

tratamento com a dose de 5 mg.

Ezetimiba: A utilização concomitante de 10mg de rosuvastatina e 10mg de ezetimiba

resultou

aumento

rosuvastatina

doentes

hipercolesterolémia (Tabela 1). No entanto, não pode ser excluída uma interação

farmacodinâmica,

termos

efeitos

adversos,

entre

rosuvastatina

ezetimiba (ver secção 4.4).

Antiácidos:

administração

simultânea

rosuvastatina

suspensão

antiácida contendo alumínio e hidróxido de magnésio provocou uma diminuição na

concentração plasmática da rosuvastatina de aproximadamente 50 %. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após a rosuvastatina. A

relevância clínica desta interação não foi estudada.

Eritromicina: A utilização concomitante de Rosuvastatina e eritromicina provocou

uma diminuição de 20 % na AUC(0-t) e uma diminuição de 30 % na Cmax da

Rosuvastatina.

Esta

interação

pode

causada

pelo

aumento

motilidade

intestinal provocada pela eritromicina.

Ácido fusídico: O risco de miopatia incluindo rabdomiólise pode ser aumentado pela

administração

concomitante

ácido

fusídico

estatinas

sistémicas.

mecanismo desta interacção (se é farmacodinâmico e farmacocinético, ou ambos) é

ainda desconhecido. Existiram relatos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais)

em doentes que recebem esta associação.

necessário

tratamento

ácido

fusídico

sistémico,

tratamento

rosuvastatina deve ser descontinuado durante toda a duração do tratamento com

ácido fusídico. Ver também a secção 4.4.

Enzimas do citocromo P450: Resultados de estudos in vitro e in vivo demonstram

que a rosuvastatina não é um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato fraco para essas isoenzimas.

Consequentemente, não são expectáveisas interacções medicamentosas resultantes

do metabolismo mediado pelo citocromo P450. Não foram bservadas interações

clinicamente relevantes entre a rosuvastatina e o fluconazol (um inibidor da CYP2C9

e da CYP3A4) ou o cetoconazol (um inibidor da CYP2A6 e da CYP3A4).

Interacções que requerem ajustamento de dose (ver também Tabela 1): Quando é

necessário co-administrar a rosuvastatina com outros medicamentos conhecidos por

aumentar a exposição à rosuvastatina, as doses de rosuvastatina devem ser

ajustadas. Deve iniciar-se com uma dose de rosuvastatina de 5mg uma vez por dia

se for esperado uma exposição (AUC) de aproximadamente 2vezes ou superior. A

dose máxima diária de rosuvastatina deve ser ajustada para que a exposição

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

esperada de rosuvastatina não exceda as 40mg de dose diária de rosuvastatina

administrada sem interacção medicamentosa, por exemplo uma dose de 20mg de

rosuvastatina com gemfibrozil (aumento de 1,9 vezes), e uma dose de 10mg de

rosuvastatina com a associação atazanavir/ritonavir (aumento de 3,1 vezes).

Tabela 1. Efeito da co-administração de medicamentos com exposição à rosuvastatina

(AUC; em ordem de grandeza decrescente, a partir de ensaios clínicos publicados

Regime

posológico

interacção

medicamentosa

Regime

posológico

Rosuvastatina

Alteração

da Rosuvastatina

Ciclosporina 75 mg BID a 200 mg

BID, 6 meses

10 mg OD, 10 dias

7,1 vezes

Atazanavir

mg/ritonavir

100 mg OD, 8 dias

10 mg, dose única

3.1 vezes

Simeprevir 150 mg OD, 7 days

10 mg, dose única

2.8-vezes

Lopinavir 400 mg/ritonavir 100 mg

BID, 17 dias

20 mg OD, 7 dias

2.1 vezes

Dose

Clopidogrel

seguida de 75 mg às 24 hours

20 mg, dose única

2-vezes

Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

1.9 vezes

Eltrombopag 75 mg OD, 5 dias

10 mg, dose única

1.6 vezes

Darunavir 600 mg/ritonavir 100 mg

BID, 7 dias

10 mg OD, 7 dias

1.5 vezes

Tipranavir

mg/ritonavir

mg BID, 11 dias

10 mg, dose única

1.4 vezes

Dronedarone 400 mg BID

Não disponível

1.4 vezes

Itraconazole 200 mg OD, 5 dias

10 mg, dose única

** 1.4 vezes

Ezetimibe 10 mg OD, 14 dias

10 mg, OD, 14 dias

** 1.2 vezes

Fosamprenavir

mg/ritonavir

100 mg BID, 8 dias

10 mg, dose única

Aleglitazar 0.3 mg, 7 dias

40 mg, 7 dias

Silimarina 140 mg TID, 5 dias

10 mg, dose única

Fenofibrate 67 mg TID, 7 dias

10 mg, 7 dias

Rifampina 450 mg OD, 7 dias

20 mg, dose única

Cetoconazole 200 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

Fluconazole 200 mg OD, 11 dias

80 mg, dose única

Eritromicina 500 mg QID, 7 dias

80 mg, dose única

Baicalina 50 mg TID, 14 dias

20 mg, dose única

* Dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma relação simples

entre a co-administração e rosuvastatina isolada. Dados apresentados como % a % da

alteração representa a diferença relativa à rosuvastatina isolada. Aumento indicado

como ( “

”, sem alteração como “

”, diminuição como “

”)

** Foram efectuados vários estudos de interação como diferentes regimes posológicos

de rosuvastatina, a tabela mostra as relações mais significativas

OD = uma vez dia; BID = duas vezes dia; TID = três vezes dia; QID = quatro vezes dia

Efeito da rosuvastatina na co-administração de medicamentos

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Antagonistas da vitamina K: Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, o

início do tratamento ou a titulação crescente da posologia de rosuvastatina em

doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (por exemplo,

varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode provocar um aumento da

International

Normalised

Ratio

Razão

Normalizada

Internacional

(INR).

descontinuação ou a diminuição da posologia de rosuvastatina pode provocar uma

diminuição da INR. Nessas situações, é aconselhada uma monitorização adequada da

INR.

Contracetivos orais/terapêutica de substituição hormonal (TSH):

A utilização concomitante de rosuvastatina e de um contracetivo oral teve como

consequência um aumento da AUC do etinilestradiol e do norgestrel de 26 % e 34 %,

respetivamente. Este aumento dos níveis plasmáticos deve ser tido em consideração

na seleção das doses do contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos

disponíveis em indivíduos que tomam rosuvastatina concomitantemente com TSH e,

por isso, não é possível excluir um efeito semelhante.

Contudo, a associação tem sido largamente utilizada em mulheres em ensaios

clínicos e tem sido bem tolerada.

Outros medicamentos:

Digoxina: Com base em dados de estudos de interação específicos, não é esperada

qualquer interação clinicamente relevante com digoxina.

População pediátrica

Estudos

interacção

apenas

foram

efectuados

adultos. A

extensão

interacções na população pediátrica não é conhecida.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Rosuvastatina está contraindicada na gravidez e no aleitamento.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos

adequados.

Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais

para o desenvolvimento do feto, o potencial risco da inibição da HMG-CoA redutase

sobrepõe-se às vantagens do tratamento durante a gravidez. Os estudos em animais

revelaram poucos indícios de toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Se uma doente

ficar

grávida

durante

utilização

deste

produto,

tratamento

deve

imediatamente descontinuado.

A rosuvastatina é excretada no leite de ratos. Não existem dados relativos à

excreção de leite no ser humano (ver secção 4.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudados para determinar os efeitos de rosuvastatina sobre a

capacidade de conduzir e de utilizar máquinas. Contudo, com base nas suas

propriedades farmacodinâmicas, é pouco provável que Rosuvastatina ratiopharm

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

afete essa capacidade. Durante a condução de veículos ou a utilização de máquinas,

deve ser tido em consideração que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

4.8

Efeitos indesejáveis

efeitos

adversos

observados

rosuvastatina

são

geralmente

ligeiros

transitórios. Em ensaios clínicos controlados, menos de 4 % dos doentes tratados

com rosuvastatina abandonaram os ensaios devido a acontecimentos adversos.

Lista tabelar de efeitos adversos

acordo

dados

ensaios

clínicos

extensa

experiência

pós-

comercialização, a tabela seguinte apresenta o perfil de reações adversas para a

rosuvastatina. Os efeitos adversos são classificados de acordo com a frequência e

classes de sistemas de órgãos.

As frequências dos efeitos adversos são classificadas de acordo com a seguinte

convenção:

Frequentes

(≥

1/100

< 1/10);

Pouco

frequentes

(≥

1/1000

< 1/100); Raros (≥ 1/10000 a < 1/1000); Muito raros (<1/10000); Desconhecido

(não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 2. Efeitos adversos de acordo com estudos clínicos e experiência pós-

comercialização

Sistema de classes

de órgãos

Frequentes Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Desconhecido

Doenças

sangue

sistema linfático

Trombocitopénia

Doenças

sistema imunitário

Reações

hipersensibilidade,

incluindo

angioedema

Doenças

endócrinas

Diabetes

mellitus1

Perturbações

foro psiquiátrico

Depressão

Doenças

sistema nervoso

Cefaleias

Tonturas

Polineuropatia

Perda

memória

Neuropatia

periférica

Alterações

sono (incluindo

insónias

pesadelos)

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Tosse

Dispneia

Doenças

gastrointestinais

Obstipação

Náusea

abdominal

Pancreatite

Diarreia

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Sistema de classes

de órgãos

Frequentes Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Desconhecido

Afeções

hepatobiliares

Aumento

transaminases

hepáticas

Icterícia

Hepatite

Afeções

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Prurido

Erupção

cutânea

Urticária

Síndrome

Stevens-

Johnson

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

Mialgia

Miopatia

(incluindo

miosite)

Rabdomiólise

Artralgia

miopatia

necrotizante

imunomediada,

problemas nos

tendões,

vezes

agravados

ruturas.

Doenças

renais

urinárias

Hematúria

Doenças

órgãos

genitais

da mama

Ginecomastia

Perturbações

gerais e alterações

local

administração

Astenia

Edema

1Frequência depende da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia em jejum 5,6-6,9

mmol/L, IMC > 30kg/m2, triglicéridos elevados, história de hipertensão)

como

outros

inibidores

HMG-CoA

redutase

incidência

acontecimentos adversos é dose-dependente.

Efeitos

renais:

observada

proteinúria

maioritáriamente

origem

tubular,

detetada

métodos

fita

(testes

«dipstick»),

doentes

tratados

rosuvastatina. Foram observadas variações nas proteínas urinárias desde ausência

ou vestígios até ++ ou superior em < 1 % dos doentes em algum momento durante

o tratamento com 10 e 20 mg, e em aproximadamente 3 % dos doentes tratados

com 40 mg. Foi observado um pequeno aumento da variação de ausência ou

vestígios para + com a dose de 20 mg. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui

ou desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica.

A análise de dados de ensaios clínicos e da experiência após introdução no mercado

até à data não identificou uma associação causal entre a proteinúria e a doença renal

aguda ou progressiva.

Foi observada hematúria em doentes tratados com rosuvastatina e os dados de

ensaios clínicos indicam que a ocorrência é reduzida.

Efeitos musculoesqueléticos: Os efeitos musculoesqueléticos, por exemplo, mialgia,

miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise, com e sem insuficiência

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

renal aguda, foram notificados em doentes tratados com rosuvastatina para todas as

doses e especialmente com doses > 20 mg.

Foi observado um aumento dos níveis de CK, relacionado com a dose, em doentes a

tomar rosuvastatina; a maioria dos casos foi ligeira, assintomática e transitória. Se

os níveis de CK estiverem aumentados (> 5 x LSN), o tratamento deve ser

descontinuado (ver secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, foi

observado um aumento das transaminases, relacionado com a dose, num pequeno

número

doentes

tomar

rosuvastatina;

maioria

casos

ligeira,

assintomática e transitória.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

- Disfunção sexual

- Casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica

de longa duração (ver secção 4.4).

A taxa de notificação de rabdomiólise, eventos renais graves e eventos hepáticos

graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) é

maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica:

As elevações da creatina fosfoquinase >10xLSN e os sintomas musculares após

exercício ou aumento da atividade física foram observados mais frequentemente em

ensaios clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com os

adultos (ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina foi

semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9

Sobredosagem

Não

existe

tratamento

específico

caso

sobredosagem.

caso

sobredosagem, o doente deve ser tratado de forma sintomática e devem ser

iniciadas medidas de suporte, consoante necessário. A função hepática e os níveis de

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

CK devem ser monitorizados. É pouco provável que a hemodiálise tenha algum

benefício.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 – Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos

Código ATC: C10A A07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da HMG-CoA redutase, a enzima

limitante

taxa

conversão

3-hidroxi3-metilglutaril

coenzima

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão-alvo para a redução do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibe a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desse modo, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol LDL (C LDL), de colesterol

total (C Total) e de triglicéridos (TG) e aumenta o colesterol HDL (C HDL). Reduz

igualmente a Apoproteína B (ApoB), o Colesterol não HDL (C não HDL), o Colesterol

VLDL (C VLDL), os Triglicéridos VLDL (TG VLDL) e aumenta a Apoproteína A-I (ApoA-

I) (ver Tabela 1).

A rosuvastatina reduz igualmente as razões C LDL/C HDL, C Total/C HDL e C não

HDL/C HDL e ApoB/ApoA-I.

Tabela 1 Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipo IIa e IIb)

(ajustada à variação percentual média relativa aos valores basais)

Dose

C LDL

C Total

C HDL

C não HDL ApoB

ApoA-I

Placebo

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

É obtido um efeito terapêutico no período de 1 semana após o início do tratamento e

90 % da resposta máxima são atingidos em 2 semanas.

A resposta máxima é habitualmente atingida em 4 semanas e é mantida a partir

desse momento.

Eficácia clínica e segurança

rosuvastatina

eficaz

adultos

hipercolesterolemia,

hipertrigliceridemia, independentemente da raça, sexo ou idade, e em populações

especiais, tais como diabéticos, ou em doentes com hipercolesterolemia familiar.

Com base em dados agrupados de fase III, a rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolemia de tipo IIa e IIb (valores

basais médios de Colesterol LDL cerca de 4,8 mmol/L) para os valores-alvo indicados

nas orientações da Sociedade Europeia de Aterosclerose (EAS; 1998); cerca de 80 %

dos doentes tratados com 10 mg alcançaram as metas da EAS para os níveis de

Colesterol LDL (< 3 mmol/L).

Num estudo de grandes dimensões, com um protocolo de titulação forçada, foram

administradas doses de rosuvastatina de 20 mg a 80 mg a 435 doentes com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica. Todas as doses demonstraram um efeito

benéfico quanto aos parâmetros lipídicos e aos objetivos traçados para o tratamento.

Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de tratamento), o

Colesterol LDL foi reduzido em 53 %. 33 % dos doentes alcançaram as diretrizes da

EAS para os níveis de Colesterol LDL (< 3 mmol/L).

ensaio

ocultação,

titulação

forçada,

doentes

hipercolesterolemia

familiar

homozigótica

foram

avaliados

relativamente

resposta à rosuvastatina 20 - 40 mg. Na população global, a redução média de

Colesterol LDL foi de 22 %.

estudos

clínicos

número

reduzido

doentes,

rosuvastatina

demonstrou possuir uma eficácia cumulativa na redução de triglicéridos quando

utilizada em associação com fenofibrato e no aumento dos níveis Colesterol HDL

quando utilizada em associação com niacina (ver secção 4.4).

estudo

clínico

multicêntrico,

controlado

placebo,

dupla

ocultação

(METEOR), 984 doentes, com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com risco

reduzido para doença cardíaca coronária (definido como risco de Framingham < 10

% ao longo de 10 anos), com um Colesterol LDL médio de 4,0 mmol/L (154,5

mg/dL) mas com aterosclerose subclínica (detetada pela Espessura Íntima-Média da

Carótida), foram aleatorizados para 40 mg de rosuvastatina, uma vez por dia, ou

para placebo durante 2 anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de

progressão

EIMC

máxima

para

locais

artérias

carótidas

comparativamente ao placebo em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança de 95 %:

-0,0196, -0,0093; p < 0,0001]. A variação relativamente aos valores basais foi de -

0,0014

mm/ano

(-0,12

%/ano

(não

significativa))

para

rosuvastatina

comparativamente a uma progressão de +0,0131 mm/ano (1,12 %/ano (p <

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

0,0001) para o placebo. Ainda não foi demonstrada qualquer correlação direta entre

a diminuição da EIMC e a redução do risco para eventos cardiovasculares. A

população estudada no METEOR tem risco reduzido para doença cardíaca coronária e

não representam a população alvo da rosuvastatina 40 mg. A dose de 40 mg apenas

deve ser prescrita a doentes com hipercolesterolemia grave com risco cardiovascular

elevado (ver secção 4.2).

No estudo JUPITER (Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An

Intervention Trial Evaluating Rosuvastatina – Justificação para a Utilização de

estatinas

Prevenção

Primária:

Ensaio

Interventivo

Avaliação

rosuvastatina), o efeito da rosuvastatina na ocorrência de eventos major de doença

cardiovascular aterosclerótica foi avaliado em 17.802 homens (≥ 50 anos) e

mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes no estudo foram aleatoriamente destinados para placebo (n = 8901)

ou para rosuvastatina 20 mg, uma vez por dia, (n = 8901), e foram seguidos

durante um período médio de 2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45 % (p < 0,001) no grupo da

rosuvastatina comparativamente ao grupo do placebo.

Numa análise post-hoc de um subgrupo de indivíduos de risco elevado, com valores

basais na escala de risco de Framingham > 20 % (1558 indivíduos), verificou-se

redução

significativa

para

critério

avaliação

combinado

morte

cardiovascular, AVC e enfarte do miocárdio (p = 0,028) no tratamento com

rosuvastatina comparativamente ao placebo. A redução absoluta do risco na taxa de

eventos por 1000 doentes-ano foi de 8,8. A mortalidade total permaneceu inalterada

neste grupo de risco elevado (p = 0,193). Numa análise post-hoc de um subgrupo de

indivíduos de risco elevado (9302 indivíduos no total), com valores basais de risco na

SCORE ≥ 5 % (extrapolados para incluir indivíduos com idade superior a 65 anos),

verificou-se uma redução significativa para o critério de avaliação combinado de

morte cardiovascular, AVC e enfarte do miocárdio (p = 0,0003) no tratamento com

rosuvastatina comparativamente ao placebo. A redução absoluta do risco na taxa de

eventos por 1000 doentes-ano foi de 5,1. A mortalidade total permaneceu inalterada

neste grupo de risco elevado (p = 0,076).

No ensaio JUPITER, 6,6 % dos indivíduos no grupo da rosuvastatina e 6,2 % no

grupo do placebo descontinuaram a utilização do medicamento em estudo devido a

evento

adverso.

eventos

adversos

mais

frequentes

levaram

descontinuação do tratamento foram: mialgia (0,3 % rosuvastatina, 0,2 % placebo),

dor abdominal (0,03 % rosuvastatina, 0,02 % placebo) e exantema (0,02 %

rosuvastatina, 0,03 % placebo). Os eventos adversos mais frequentes com uma taxa

igual ou superior à do placebo foram infeção do trato urinário (8,7 % rosuvastatina,

8,6 % placebo), nasofaringite (7,6 % Rosuvastatina, 7,2 % placebo), dor nas costas

(7,6 % rosuvastatina, 6,9 % placebo) e mialgia (7,6 % rosuvastatina, 6,6 %

placebo).

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, randomizado,

em dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido

de uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de ajuste da dose de rosuvastatina, doentes entre os 10 e 17 anos de idade

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

(estadio de Tanner II-V, sexo feminino com pelo menos um ano pós-menarca) com

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas, e todos receberam

posteriormente

rosuvastatina

diariamente

durante

semanas.

início

recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10 e

os 13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio Tanner

II, III, IV e V, respetivamente.

A C-LDL foi reduzida em 38,3%, 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5, 10 e 20 mg

respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de ajuste da dose para o objetivo, doseado

até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%) tinham

atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/l.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 4.4). A experiência clínica

em crianças e doentes adolescentes é limitada e os efeitos a longo prazo de

rosuvastatina (>1 ano) na puberdade são desconhecidos. Este estudo (n=176) não

foi adequado para comparação de reações adversas medicamentosas graves.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção: As concentrações plasmáticas máximas da rosuvastatina são atingidas

aproximadamente 5 horas após administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

de aproximadamente 20 %.

Distribuição: A rosuvastatina é extensamente captada pelo fígado que constitui o

principal local de síntese do colesterol e de depuração do Colesterol LDL. O volume

de distribuição da rosuvastatina é de aproximadamente 134 L. Aproximadamente 90

% da rosuvastatina encontra-se ligada às proteínas plasmáticas, principalmente à

albumina.

Metabolismo:

rosuvastatina

submetida

metabolismo

reduzido

(aproximadamente 10 %). Os estudos metabólicos in vitro utilizando hepatócitos

humanos indicam que a rosuvastatina é um substrato fraco para o metabolismo

baseado no citocromo P450. A CYP 2C9 foi a principal isoenzima envolvida, com a

2C19,

envolvidas

menor

extensão.

principais

metabolitos

identificados são os metabolitos N-desmetil e a lactona. O metabolito N-desmetil é

aproximadamente 50 % menos ativo do que a rosuvastatina enquanto a lactona é

considerada clinicamente inativa. A rosuvastatina representa mais de 90 % da

atividade inibidora da HMG-CoA redutase circulante.

Excreção:

Aproximadamente

dose

rosuvastatina

são

excretados

inalterados nas fezes (compostos por substância ativa absorvida e não absorvida) e

a parte remanescente é excretada na urina. Aproximadamente 5 % são excretados

inalterados na urina. A semivida de eliminação plasmática é de aproximadamente 19

horas. A semivida de eliminação não aumenta para doses mais elevadas. A média

geométrica

depuração

plasmática

aproximadamente

litros/hora

(coeficiente de variação de 21,7 %). Tal como com outros inibidores da HMG-CoA

redutase,

captação

hepática

rosuvastatina

envolve

transportador

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade: A exposição sistémica à rosuvastatina aumenta proporcionalmente à

dose. Não existem alterações nos parâmetros farmacocinéticos após administração

de doses múltiplas diárias.

Populações especiais:

Idade e sexo: Não se observou qualquer efeito clinicamente relevante da idade ou do

sexo sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A exposição em crianças

adolescentes

hipercolesterolemia

heterozigótica

familiar

parece

semelhante ou menor do que em doentes adultos com dislipidemia. (Consulte

"População pediátrica" abaixo).

Raça: Os estudos farmacocinéticos indicam um aumento de cerca de 2 vezes nas

AUC e Cmax medianas em indivíduos asiáticos (japoneses, chineses, filipinos,

vietnamitas

coreanos)

comparativamente

caucasianos;

indo-asiáticos

apresentam aproximadamente um aumento de 1,3 vezes nas AUC e Cmax medianas.

análise

farmacocinética

populacional

não

revelou

diferenças

clinicamente

relevantes na farmacocinética entre grupos de caucasianos e de negroides.

Insuficiência renal: Num estudo em indivíduos com diversos graus de insuficiência

renal, a doença renal ligeira a moderada não teve qualquer influência sobre a

concentração

plasmática

rosuvastatina

metabolito

N-desmetil.

indivíduos com insuficiência grave (CrCl < 30 mL/min) apresentaram um aumento de

3 vezes na concentração plasmática e um aumento de 9 vezes na concentração do

metabolito N-desmetil comparativamente a voluntários saudáveis. As concentrações

plasmáticas em equilíbrio dinâmico da rosuvastatina em indivíduos submetidos a

hemodiálise

foram

aproximadamente

superiores

comparativamente

voluntários saudáveis.

Insuficiência

hepática:

estudo

indivíduos

diversos

graus

insuficiência hepática, não se observaram indícios de aumentos na exposição à

Rosuvastatina em indivíduos com classificações iguais ou inferiores a 7 na escala de

Child-Pugh. Contudo, dois indivíduos com classificações de 8 e 9 na escala de Child-

Pugh apresentaram um aumento da exposição sistémica de pelo menos 2 vezes

comparativamente a indivíduos com classificações inferiores na escala de Child-Pugh.

Não existe experiência em indivíduos com classificações superiores a 9 na escala de

Child-Pugh.

Polimorfismos genéticos: A disposição de inibidores da HMG-CoA redutase, incluindo

rosuvastatina, envolve proteínas OATP1B1 e transportadores BCRP. Em doentes com

) polimorfismos genéticos SLCO1B1 (OATP1B1) e / ou ABCG2 (BCRP) existe o risco

de um aumento da exposição à rosuvastatina. Os polimorfismos individuais de

SLCO1B1 c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados a uma maior exposição à

rosuvastatina (AUC) em comparação com os genótipos SLCO1B1 c.521TT ou ABCG2

c.421CC. Esta genotipagem específica não está estabelecido na prática clínica, mas

para

doentes

são

conhecidos

esses

tipos

polimorfismos,

recomenda-se uma dose diária inferior da rosuvastatina.

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

População

pediátrica:

Dois

estudos

farmacocinéticos

rosuvastatina

(administrada como comprimidos) em doentes pediátricos com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica

10-17

ou 6-17

anos

idade

(total

doentes)

demonstrou que a exposição em doentes pediátricos parece comparável ou menor do

que em doentes adultos. A exposição da rosuvastatina era previsível no que diz

respeito à dose e tempo ao longo de um período de 2 anos.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e potencial

carcinogénico. Não foram avaliados testes específicos para os efeitos sobre hERG. As

reacções adversas não observadas em estudos clínicos, mas sim em animais com

níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica, foram as seguintes:

Em estudos de toxicidade de dose repetida alterações hepáticas histopatológicos

provavelmente devido à ação farmacológica da rosuvastatina foram observadas no

rato, e em menor escala, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em

macacos. Adicionalmente, a toxicidade dos testículos foi observada em macacos e

cães com doses superiores. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos com

redução dos tamanhos das ninhadas, do peso das ninhadas e da sobrevivência das

crias,

observados

doses

toxicidade materna

para

níveis

exposição

sistémica várias vezes superior ao nível de exposição terapêutica.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista de excipientes

Núcleo do comprimido:

Celulose microcristalina

Lactose mono-hidratada

Crospovidona (tipo B)

Hidroxipropilcelulose

Bicarbonato de sódio

Estearato de magnésio

Revestimento:

Lactose mono-hidratada

Hipromelose 6 cP

Dióxido de titânio (E 171)

Triacetina

Óxido de ferro amarelo (E 172) em Rosuvastatina 5 mg

Óxido de ferro vermelho (E 172) em Rosuvastatina 10 mg, 20 mg e 40 mg

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

Embalagens «blister»:

3 anos

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Frascos de HDPE:

Rosuvastatina 5, 10, 20 mg

3 anos

Rosuvastatina 40 mg

18 meses

Prazo de validade após a primeira abertura do frasco: 6 meses

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens «blister» de OPA/Al/PVC-Alumínio ou de PVC/PVDC-Alumínio:

7, 14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98, 100 comprimidos

Frasco de HDPE com um fecho com rosca de polipropileno e um dessecante:

30, 100 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação <e manuseamento>

Não existem requisitos especiais

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ratiopharm, Comércio e Industria de Produtos Farmacêuticos, Lda

Lagoas Parque, Edifício 5-A, Piso 2

2740 – 245 Porto Salvo

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Rosuvastatina ratiopharm, 5 mg, comprimidos

Registo n.º 5425749 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425772 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470539 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470547 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425756 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425806 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470554 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470562 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425764 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425814 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, PVC/PVDC-Alu

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

Registo n.º 5470570 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470604 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, PVC/PVDC-Alu

Rosuvastatina ratiopharm, 10 mg, comprimidos

Registo n.º 5425855 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425822 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5473665 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5473673 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425863 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425830 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5473707 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5473715 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425871 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425848 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5473723 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5473731 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, PVC/PVDC-Alu

Rosuvastatina ratiopharm, 20 mg, comprimidos

Registo n.º 5425939 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425905 no INFARMED – embalagem de 14 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470679 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470703 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425947no INFARMED – embalagem de 28 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425913 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470711 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470729 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425954 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5425921 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470737 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5473749 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, PVC/PVDC-Alu

Rosuvastatina ratiopharm,40 mg, comprimidos

Registo n.º 5425962 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5426010 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470752 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470760 no INFARMED – embalagem de 20 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5425970 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5426028 no INFARMED – embalagem de 28 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470778 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470802 no INFARMED – embalagem de 30 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5426002 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5426036 no INFARMED – embalagem de 56 unidades, PVC/PVDC-Alu

Registo n.º 5470810 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, OPA/Alu/PVC-Alu

Registo n.º 5470828 no INFARMED – embalagem de 60 unidades, PVC/PVDC-Alu

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

21 de novembro de 2011

APROVADO EM

17-10-2016

INFARMED

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Outubro 2016

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