Rosuvastatina Krka 30 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
KRKA d.d., Novo mesto
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
30 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 31.25 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
3.7 - Antidislipidémicos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
N/A
Área terapêutica:
rosuvastatin
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5712161 CNPEM: 50156756 CHNM: 10119736 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DK/H/2583/005/DC
Data de autorização:
2017-04-03

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APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Rosuvastatina Krka 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 15 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 30 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 40 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rosuvastatina Krka e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Krka

3. Como tomar Rosuvastatina Krka

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rosuvastatina Krka

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rosuvastatina Krka e para que é utilizado

Rosuvastatina Krka pertence a um grupo de medicamentos denominados estatinas.

O seu médico receitou-lhe Rosuvastatina Krka porque:

Tem valores de colesterol elevados. Isto significa, que está em risco de ter um

ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Rosuvastatina Krka é utilizado em

adultos, adolescentes e crianças com 6 ou mais anos de idade para tratar o

colesterol elevado.

Foi aconselhado a tomar uma estatina, porque a alteração na sua dieta e fazer mais

exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de colesterol.

Enquanto estiver a tomar Rosuvastatina Krka, deve continuar com a sua dieta para

baixar o colesterol e a prática de exercício físico.

Tem outros fatores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde.

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O ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde

podem

causados

pela

aterosclerose.

aterosclerose

provocada

pela

acumulação de depósitos de gordura nas suas artérias.

Porque é que é importante continuar a tomar Rosuvastatina Krka?

Rosuvastatina Krka é utilizado para corrigir os níveis de substâncias gordas no

sangue chamadas lípidos, sendo o colesterol o mais comum.

Há diferentes tipos de colesterol no sangue – o colesterol “mau” (C-LDL) e o

colesterol “bom” (C-HDL).

Rosuvastatina Krka pode reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol “bom”.

Atua bloqueando a produção de colesterol “mau” no seu corpo. Também melhora a

capacidade que o seu corpo tem de o retirar do seu sangue.

Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não

produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer

depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu

estreitamento.

Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados, o que pode

impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo a um

ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Ao diminuir os seus valores de

colesterol, pode reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco, um acidente vascular

cerebral ou problemas de saúde associados.

É necessário que continue a tomar Rosuvastatina Krka, mesmo que tenha atingido os

valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus

valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura.

No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Krka

Não tome Rosuvastatina Krka:

alergia

rosuvastatina

qualquer

outro

componente

deste

medicamento (indicados na secção 6).

estiver

grávida

amamentar.

engravidar

enquanto

está

tomar

Rosuvastatina Krka pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As

mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina Krka utilizando

um método contracetivo adequado.

Se tiver uma doença do fígado.

Se tiver problemas renais graves.

Se sentir dores musculares invulgares ou frequentes.

Se estiver a tomar um medicamento chamado ciclosporina (usado, por exemplo,

após o transplante de órgãos).

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Adicionalmente, não tome Rosuvastatina Krka 30 mg ou 40 mg (a dose mais

elevada):

Se tiver problemas renais moderados (caso tenha dúvidas, fale com o médico).

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Se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente.

Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol.

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

Se é de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana).

Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rosuvastatina Krka

Se tiver problemas com os seus rins.

Se tiver problemas com o seu fígado.

Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. Contacte o seu

médico

imediatamente

sentir

dores

musculares

invulgares

frequentes,

especialmente se não se sentir bem ou se tiver febre. Informe igualmente o seu

médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular constante.

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

Se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente.

Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol. Leia atentamente este folheto, mesmo que já tenha tomado outros

medicamentos para tratar o colesterol elevado.

estiver

tomar

medicamentos

para

tratar

infeção

pelo

Vírus

Imunodeficiência

Humana

(VIH),

exemplo,

ritonavir

lopinavir

e/ou

atazanavir, ver secção Outros medicamentos e Rosuvastatina Krka.

Se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias um medicamento chamado

ácido fusídico (um medicamento para infeções bacterianas) por via oral ou por

injeção.

combinação

ácido

fusídico

Rosuvastatina

Krka

pode

originar

problemas musculares graves (rabdomiólise).

Se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico

escolha a dose inicial de Rosuvastatina Krka mais adequada para si).

Se tem insuficiência respiratória grave.

Se é de ascendência asiática - ou seja, Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita,

Coreana e Indiana. É necessário que o seu médico escolha a dose inicial de

Rosuvastatina Krka mais adequada para si.

Crianças e adolescentes

Se o doente tiver menos do que 6 anos: Rosuvastatina Krka não deve ser

administrado a crianças com idade inferior a 6 anos.

Se o doente tiver menos do que 18 anos de idade: Os comprimidos de Rosuvastatina

Krka 30 mg e 40 mg não são adequados para utilização em crianças e adolescentes

com idade inferior a 18 anos.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas):

Não tome Rosuvastatina Krka 30 mg e 40 mg (a dose mais elevada) e confirme com

o seu médico ou farmacêutico antes de começar a tomar qualquer dose de

Rosuvastatina Krka.

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Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação

é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos

níveis das enzimas hepáticas no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta

análise ao sangue (provas de função hepática) antes e durante o tratamento com

Rosuvastatina Krka.

Enquanto

estiver

tomar

este

medicamento

médico

far-lhe-á

acompanhamento

cuidadoso

caso

sofra

diabetes

estiver

risco

desenvolver diabetes. Estará em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis

elevados de açúcar e gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial

elevada.

Outros medicamentos e Rosuvastatina Krka

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

ciclosporina (usado, por exemplo, após o transplante de órgãos),

varfarina ou clopidogrel (ou quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir

a viscosidade sanguínea),

fibratos (tais como gemfibrozil, fenofibrato) ou qualquer outro medicamento usado

para baixar o colesterol (tal como ezetimiba),

medicamentos usados para tratar problemas digestivos (para neutralizar a acidez no

seu estômago),

eritromicina (um antibiótico),

contracetivos orais (a pílula),

terapêutica de substituição hormonal,

- Se precisar de tomar ácido fusídico oral para o tratamento de uma infeção

bacteriana terá que temporariamente parar de tomar este medicamento. O seu

médico irá dizer-lhe quando é seguro para reiniciar Rosuvastatina Krka. Tomar

Rosuvastatina Krka com ácido fusídico pode levar, raramente, a fraqueza muscular,

sensibilidade ou dor (rabdomiólise). Ver mais informações sobre rabdomiólise na

secção 4

- regorafenib (utilizado para tratar o cancro),

qualquer

seguintes

medicamentos

utilizados,

isoladamente

combinação, para tratar infeções virais, incluindo infeção por VIH ou hepatite C (ver

Advertências e precauções): ritonavir, lopinavir, atazanavir, simeprevir, ombitasvir,

paritaprevir, dasabuvir, velpatasvir, grazoprevir, elbasvir, glecaprevir, pibrentasvir.

Os efeitos destes medicamentos podem ser alterados por Rosuvastatina Krka ou

estes podem alterar o efeito de Rosuvastatina Krka.

Rosuvastatina Krka com alimentos e bebidas

Pode tomar Rosuvastatina Krka com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Não tome Rosuvastatina Krka se está grávida ou a amamentar. Se engravidar

enquanto está a tomar Rosuvastatina Krka pare imediatamente de o tomar e informe

o seu médico. As mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina

Krka utilizando um método contracetivo adequado.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

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A maioria das pessoas pode conduzir um carro e utilizar máquinas enquanto toma

Rosuvastatina Krka – não afetará a sua capacidade. No entanto, algumas pessoas

poderão sentir tonturas durante o tratamento com Rosuvastatina Krka. Se sentir

tonturas, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.

Rosuvastatina Krka contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem uma intolerância a alguns açúcares

(lactose ou açúcar do leite), contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Rosuvastatina Krka

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Doses habituais em adultos

Se estiver a tomar Rosuvastatina Krka para o colesterol elevado:

Dose inicial

O seu tratamento com Rosuvastatina Krka deve ser iniciado com a dose de 5 mg ou

a dose de 10 mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose mais elevada

de uma outra estatina. A escolha da sua dose inicial irá depender:

Dos seus valores de colesterol.

Do seu nível de risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

Se tem ou não um fator que o torne mais sensível aos efeitos secundários possíveis.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Rosuvastatina

Krka mais adequada para si. O seu médico poderá decidir que deverá tomar a dose

mais baixa (5 mg) se:

É de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana).

Tem mais de 70 anos de idade.

Tem problemas renais moderados.

Está em risco de ter dores musculares (miopatia).

Aumento da dose e dose máxima diária

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Krka que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com a

dose

médico

poderá

decidir

duplicar

dose

para

posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário. Se iniciou o

tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para

20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose será feito

em intervalos de 4 semanas.

A dose máxima diária de Rosuvastatina Krka é de 40 mg. Esta dose destina-se

apenas a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataque

cardíaco e acidente vascular cerebral, cujos valores de colesterol não baixaram o

suficiente com 20 mg.

Se estiver a tomar Rosuvastatina Krka para reduzir o risco de ter um ataque

cardíaco, acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados:

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A dose recomendada é de 20 mg diários. Contudo, o seu médico pode decidir utilizar

uma dose mais baixa se tiver algum dos fatores acima mencionados.

Utilização em crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 - 17 anos

O intervalo posológico em crianças e adolescentes com idade compreendida entre s 6

e os 17 anos é de 5 a 20 mg uma vez por dia. A dose habitual inicial é de 5 mg por

dia e o seu médico poderá aumentar gradualmente a sua dose para encontrar a

quantidade de Rosuvastatina Krka adequada para si. A dose máxima diária de

Rosuvastatina Krka é de 10 mg ou 20 mg para crianças com idade compreendida

entre os 6 e os 17 anos dependendo da condição subjacente a ser tratada. Tome a

sua dose uma vez por dia. O comprimido de Rosuvastatina Krka 40 mg não deve ser

utilizado em crianças.

Tomar os seus comprimidos

Engula o comprimido inteiro com água.

Tome Rosuvastatina Krka uma vez por dia. Pode tomar o comprimido a qualquer

hora do dia com ou sem alimentos. Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora

do dia, para que se lembre mais facilmente de o tomar.

Controlo regular do colesterol

É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular

do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol

foram atingidos e se mantêm estáveis.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Krka que toma seja adequada para si.

Se tomar mais Rosuvastatina Krka do que deveria

Contacte o seu médico ou o hospital mais próximo para aconselhamento.

Se necessitar de cuidados hospitalares ou de fazer outros tratamentos, informe a

equipa médica sobre o seu tratamento com Rosuvastatina Krka.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina Krka

Não se preocupe, tome a próxima dose prevista de acordo com o seu esquema de

tratamento habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se

esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Rosuvastatina Krka

Fale com o seu médico se pretende parar de tomar Rosuvastatina Krka. Os seus

valores de colesterol poderão aumentar novamente se parar de tomar Rosuvastatina

Krka.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

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importante

saiba

quais

são

efeitos

secundários.

Estes

efeitos

são

geralmente ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.

Pare de tomar Rosuvastatina Krka e consulte imediatamente um médico se tiver

alguma das seguintes reações alérgicas:

Dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta.

Inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em

engolir.

Prurido intenso (comichão) na pele (com aumento dos gânglios).

Pare também de tomar Rosuvastatina Krka e fale imediatamente com o seu médico

se sentir dores musculares invulgares que se prolonguem mais do que o esperado.

Os sintomas musculares são mais frequentes nas crianças e adolescentes do que nos

adultos. Tal como com outras estatinas, um número muito reduzido de pessoas pode

sentir

efeitos

musculares

indesejáveis

raramente

estes

efeitos

resultam

destruição muscular potencialmente fatal, conhecida como rabdomiólise.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar entre 1 em cada 10 e 1 em cada 100

doentes):

Dor de cabeça

Dor de estômago

Prisão de ventre (obstipação)

Sensação de mal-estar

Dor muscular

Sensação de fraqueza

Tonturas

Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

que seja necessário parar o tratamento com Rosuvastatina Krka (apenas na dose de

40 mg)

Diabetes. Esta situação é mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras

no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial elevada. O seu médico irá vigiá-

lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar entre 1 em cada 100 e 1 em

cada 1.000 doentes):

Erupção na pele, prurido (comichão) e outras reações da pele

Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

que seja necessário parar o tratamento com Rosuvastatina Krka (apenas nas doses 5

mg e 10 mg)

Efeitos secundários raros (podem afetar entre 1 em cada 1.000 e 1 em cada 10.000

doentes):

Reações alérgicas graves – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou

garganta, dificuldade em engolir e respirar, prurido intenso (comichão) na pele (com

aumento dos gânglios). Caso ache que está a ter uma reação alérgica, pare de tomar

Rosuvastatina Krka e procure ajuda médica de imediato

Lesão muscular em adultos – como precaução, pare de tomar Rosuvastatina Krka e

fale imediatamente com o seu médico se sentir dores musculares invulgares que se

prolonguem mais do que o esperado

Dor de estômago intensa (inflamação do pâncreas)

Aumento das enzimas hepáticas no sangue

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Efeitos secundários muito raros (podem afetar menos de 1 em cada 10.000

doentes):

Icterícia (coloração amarela dos olhos e da pele)

Hepatite (uma inflamação do fígado)

Vestígios de sangue na sua urina

Lesão dos nervos nos braços e nas pernas (como dormência)

Dores nas articulações

Perda de memória

Aumento mamário nos homens (ginecomastia)

Efeitos secundários de frequência desconhecida podem incluir:

Diarreia (soltura)

Síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca, olhos

e órgãos genitais)

Tosse

Falta de ar

Edema (inchaço)

Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

Disfunção sexual

Depressão

Problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

Lesão nos tendões

Fraqueza muscular constante.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através de:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre

a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Rosuvastatina Krka

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem após

VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

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Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rosuvastatina Krka

A substância ativa é rosuvastatina.

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 15 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 30 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Os outros componentes são lactose, celulose microcristalina, crospovidona (tipo A),

estearato de magnésio e sílica coloidal anidra no núcleo do comprimido e álcool

polivinílico, dióxido de titânio (E171), macrogol 3350, talco, óxido de ferro vermelho

(E172) (apenas para os comprimidos de 5 mg e 15 mg) e óxido de ferro amarelo

(E172)

(apenas

para

comprimidos

película

revestimento.

Qual o aspeto de Rosuvastatina Krka e conteúdo da embalagem

Rosuvastatina Krka 5 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos

película

castanha

avermelhada,

redondos,

ligeiramente

biconvexos, com arestas biseladas e gravados com o número 5 numa das faces do

comprimido (diâmetro: 6 mm).

Rosuvastatina Krka 10 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos

película

amarela

acastanhada,

redondos,

ligeiramente

biconvexos, com arestas biseladas e gravados com o número 10 numa das faces do

comprimido (diâmetro: 8 mm).

Rosuvastatina Krka 15 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película de cor rosa, redondos, biconvexos, com arestas biseladas e

gravados com o número 15 numa das faces do comprimido (diâmetro: 9 mm).

Rosuvastatina Krka 20 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película de cor branca ou quase branca, redondos, ligeiramente

biconvexos, com arestas biseladas e gravados com o número 20 numa das faces do

comprimido (diâmetro: 10 mm).

Rosuvastatina Krka 30 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película de cor branca ou quase branca, biconvexos, em forma de

cápsula e gravados com o número 30 numa das faces do comprimido (dimensões:

15 mm x 8 mm).

Rosuvastatina Krka 40 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos

revestidos por película de cor amarela acastanhada, biconvexos, em forma de

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cápsula e gravados com o número 40 numa das faces do comprimido (dimensões:

16 mm x 9 mm).

Rosuvastatina Krka está disponível em caixas com 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60,

90, 98 e 100 comprimidos revestidos por película em blister.

Rosuvastatina Krka está disponível em caixas com 10x1, 14x1, 15x1, 20x1, 28x1,

30x1, 56x1, 60x1, 90x1, 98x1 e 100x1 comprimidos revestidos por película em

blister perfurado unidose.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Krka, d.d., Novo mesto

Šmarješka cesta 6

8501 Novo mesto

Eslovénia

Fabricantes

Krka, d.d., Novo mesto

Šmarješka cesta 6

8501 Novo mesto

Eslovénia

TAD Pharma GmbH

Heinz-Lohmann-Straße 5

27472 Cuxhaven

Alemanha

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Nome

estado

membro

Nome do medicamento

Alemanha

Rosuvador 5 mg Filmtabletten

Rosuvador 10 mg Filmtabletten

Rosuvador 15 mg Filmtabletten

Rosuvador 20 mg Filmtabletten

Rosuvador 30 mg Filmtabletten

Rosuvador 40 mg Filmtabletten

Áustria

Rosuvastatin HCS 5 mg Filmtabletten

Rosuvastatin HCS 10 mg Filmtabletten

Rosuvastatin HCS 15 mg Filmtabletten

Rosuvastatin HCS 20 mg Filmtabletten

Rosuvastatin HCS 30 mg Filmtabletten

Rosuvastatin HCS 40 mg Filmtabletten

Bélgica

Rosuvastatin Krka 5 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatin Krka 10 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatin Krka 15 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatin Krka 20 mg, filmomhulde tabletten

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Rosuvastatin Krka 30 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatin Krka 40 mg, filmomhulde tabletten

Chipre

Rosuvador 5 mg film-coated tablets

Rosuvador 10 mg film-coated tablets

Rosuvador 20 mg film-coated tablets

Rosuvador 40 mg film-coated tablets

Dinamarca

Rosuvastatin Krka d.d. 5 mg filmovertrukne tabletter

Rosuvastatin Krka d.d. 10 mg filmovertrukne tabletter

Rosuvastatin Krka d.d. 15 mg filmovertrukne tabletter

Rosuvastatin Krka d.d. 20 mg filmovertrukne tabletter

Rosuvastatin Krka d.d. 30 mg filmovertrukne tabletter

Rosuvastatin Krka d.d. 40 mg filmovertrukne tabletter

Espanha

Rosuvastatina Krka 5 mg comprimidos recubiertos con

película

Rosuvastatina Krka 10 mg comprimidos recubiertos con

película

Rosuvastatina Krka 15 mg comprimidos recubiertos con

película

Rosuvastatina Krka 20 mg comprimidos recubiertos con

película

Rosuvastatina Krka 30 mg comprimidos recubiertos con

película

Rosuvastatina Krka 40 mg comprimidos recubiertos con

película

Finlândia

Rosuvastatin Krka 15 mg tabletti, kalvopäällysteinen

Rosuvastatin Krka 30 mg tabletti, kalvopäällysteinen

França

Rosuvastatine Krka 5 mg comprimé pelliculé

Rosuvastatine Krka 10 mg comprimé pelliculé

Rosuvastatine Krka 15 mg comprimé pelliculé

Rosuvastatine Krka 20 mg comprimé pelliculé

Grécia

Rosuvador

Holanda

Rosuvastatine Krka 5 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatine Krka 10 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatine Krka 20 mg, filmomhulde tabletten

Rosuvastatine Krka 40 mg, filmomhulde tabletten

Noruega

Rosuvastatin Krka d.d.

Portugal

Rosuvastatina Krka

Reino Unido

Rosuvastatin 5 mg film-coated tablets

Rosuvastatin 10 mg film-coated tablets

Rosuvastatin 20 mg film-coated tablets

Rosuvastatin 40 mg film-coated tablets

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06-12-2018

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Suécia

Rosuvastatin Krka d.d. 5 mg filmdragerade tablett

Rosuvastatin Krka d.d. 10 mg filmdragerade tablett

Rosuvastatin Krka d.d. 20 mg filmdragerade tablett

Rosuvastatin Krka d.d. 40 mg filmdragerade tablet

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina Krka 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 15 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 30 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Krka 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 15 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 30 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película de 5 mg contém 20 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 10 mg contém 40 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 15 mg contém 60 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 20 mg contém 80 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 30 mg contém 120 mg de lactose.

Cada comprimido revestido por película de 40 mg contém 160 mg de lactose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos revestidos por película de 5 mg: Comprimidos revestidos por película

de cor castanha avermelhada, redondos, ligeiramente biconvexos, com arestas

biseladas e gravados com o número 5 numa das faces do comprimido (diâmetro:

6 mm).

Comprimidos revestidos por película de 10 mg: Comprimidos revestidos por película

amarela

acastanhada,

redondos, ligeiramente

biconvexos,

arestas

biseladas e gravados com o número 10 numa das faces do comprimido (diâmetro:

8 mm).

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Comprimidos revestidos por película de 15 mg: Comprimidos revestidos por película

de cor rosa, redondos, biconvexos, com arestas biseladas e gravados com o número

15 numa das faces do comprimido (diâmetro: 9 mm).

Comprimidos revestidos por película de 20 mg: Comprimidos revestidos por película

de cor branca ou quase branca, redondos, ligeiramente biconvexos, com arestas

biseladas e gravados com o número 20 numa das faces do comprimido (diâmetro:

10 mm).

Comprimidos revestidos por película de 30 mg: Comprimidos revestidos por película

de cor branca ou quase branca, biconvexos, em forma de cápsula e gravados com o

número 30 numa das faces do comprimido (dimensões: 15 mm x 8 mm).

Comprimidos revestidos por película de 40 mg: Comprimidos revestidos por película

de cor amarela acastanhada, biconvexos, em forma de cápsula e gravados com o

número 40 numa das faces do comprimido (dimensões: 16 mm x 9 mm).

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolemia

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com

hipercolesterolemia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica) ou dislipidemia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que

a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex. exercício físico,

perda de peso) seja inadequada.

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com

hipercolesterolemia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

Prevenção de acontecimentos cardiovasculares major em doentes nos quais se

estima existir um risco elevado de ocorrência de um primeiro acontecimento

cardiovascular (ver secção 5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de

risco.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta

padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante

o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da

terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de

consenso atuais.

Rosuvastatina Krka pode ser administrado a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

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É possível que não estejam disponíveis todas as dosagens de Rosuvastatina Krka.

Tratamento da hipercolesterolemia

A dose inicial recomendada é de 5 ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto

para doentes não tratados como para doentes a quem previamente tenham sido

prescritos outros inibidores da redutase da HMG-CoA. A escolha da dose inicial

deverá ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco

cardiovascular, bem como o potencial risco para reações adversas (ver abaixo). Após

4 semanas, pode ser feito um ajuste posológico para a dose seguinte, se necessário

(ver secção 5.1).

Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose de 40 mg

comparativamente às doses mais baixas (ver secção 4.8), a titulação para a dose de

30 mg ou para a dose máxima de 40 mg deverá ser somente considerada em

doentes

hipercolesterolemia

grave

elevado

risco

cardiovascular

particular os doentes com hipercolesterolemia familiar), que não atinjam os objetivos

terapêuticos com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver

secção 4.4).

Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 30 mg ou 40 mg seja

efetuado sob supervisão de um especialista.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

No estudo de redução de risco de acontecimentos cardiovasculares, a dose utilizada

foi de 20 mg por dia (ver secção 5.1).

Doentes idosos

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade > 70 anos (ver

secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajuste posológico em relação à idade.

Doentes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a

moderado.

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com compromisso renal moderado

(depuração

creatinina

<

ml/min).

dose

está

contraindicada

doentes

compromisso

renal

moderado.

Rosuvastatina Krka em doentes com compromisso renal grave está contraindicado

em todas as doses (ver secção 4.3 e secção 5.2).

Posologia em doentes com compromisso hepático

Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido

observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na

classificação de Child-Pugh (ver secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a

avaliação da função renal (ver secção 4.4). Não existe experiência em indivíduos

com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9. Rosuvastatina Krka está

contraindicado em doentes com doença hepática ativa (ver secção 4.3).

População pediátrica

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

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Crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos (Estadio

Tanner < II-V)

Hipercolesterolemia familiar heterozigótica

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia.

- Em

crianças

idade

compreendida

entre

anos

hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-10 mg

por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 10 mg

não foram estudadas nesta população.

- Em

crianças

idade

compreendida

entre

anos

hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-20 mg

por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 20 mg

não foram estudadas nesta população.

A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta individual e tolerabilidade nos

doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de tratamento em

pediatria (ver secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser submetidos à dieta

padrão para redução do colesterol antes de iniciar o tratamento com rosuvastatina;

esta dieta deve ser continuada durante o tratamento com a rosuvastatina.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

crianças

idade

compreendida

entre

anos

hipercolesterolemia familiar homozigótica, a dose máxima recomendada é de 20 mg

uma vez por dia.

É aconselhável uma dose inicial de 5 a 10 mg uma vez por dia, dependendo da

idade, peso e utilização prévia de estatinas. A dose deve ser ajustada até à dose

máxima de 20 mg uma vez por dia de acordo com a resposta individual e

tolerabilidade nos doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de

tratamento em pediatria (ver secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser

submetidos à dieta padrão para redução do colesterol antes de iniciar o tratamento

com rosuvastatina; esta dieta deve ser continuada durante o tratamento com a

rosuvastatina.

A experiência com doses que não a dose de 20 mg nesta população é limitada.

Os comprimidos de 30 mg e 40 mg não são adequados para utilização na população

pediátrica.

Crianças de idade inferior a 6 anos

A segurança e a eficácia de utilização em crianças de idade inferior a 6 anos não

foram estudadas. Por conseguinte, não se recomenda a utilização de Rosuvastatina

Krka em crianças de idade inferior a 6 anos.

Raça

Tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos Asiáticos (ver

secção 4.3, secção 4.4 e secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para

doentes de ascendência Asiática. A dose de 30 mg e 40 mg está contraindicada

nestes doentes.

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Polimorfismos genéticos

São conhecidos tipos específicos de polimorfismos genéticos que podem levar a

aumento da exposição à rosuvastatina (ver secção 5.2). Para os doentes em que são

conhecidos tais tipos específicos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária

inferior de rosuvastatina.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia (ver secção 4.4).

A dose de 30 mg e 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver secção

4.3).

Terapêutica concomitante

A rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (p. ex. OATP1B1

BCRP).

risco

miopatia

(incluindo

rabdomiólise)

aumenta

quando

rosuvastatina é administrada concomitantemente com determinados medicamentos

podem

aumentar

concentração

plasmática

rosuvastatina

devido

interações

essas

proteínas

transportadoras

ciclosporina

certos

inibidores da protease incluindo combinações de ritonavir com atazanavir, lopinavir,

e/ou

tipranavir;

secções

4.5).

Sempre

possível,

devem

considerados

medicamentos

alternativos,

necessário,

considerar

temporariamente a interrupção da terapêutica com rosuvastatina. Em situações em

que a administração conjunta destes medicamentos com rosuvastatina é inevitável,

o benefício e o risco do tratamento concomitante e ajustes na dose de rosuvastatina

devem ser cuidadosamente considerados (ver secção 4.5).

Modo de administração

Via oral.

4.3 Contraindicações

Rosuvastatina Krka está contraindicado:

em doentes com hipersensibilidade à rosuvastatina ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

doentes

doença

hepática

ativa

incluindo

elevações

persistentes

inexplicáveis das transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases

séricas excedendo 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN).

em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min).

em doentes com miopatia.

em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina.

durante a gravidez e aleitamento e em mulheres em idade fértil que não adotam

medidas contracetivas apropriadas.

dose

está

contraindicada

doentes

fatores

predisponentes para miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min)

hipotiroidismo

antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase da

HMG-CoA ou fibrato

alcoolismo

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situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos de rosuvastatina

doentes Asiáticos

uso concomitante de fibratos.

(Ver secções 4.4, 4.5 e 5.2)

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Em doentes tratados com doses elevadas de rosuvastatina, em particular 40 mg, foi

observada proteinúria, detetada por tiras de teste e maioritariamente de origem

tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A proteinúria

não demonstrou prognosticar doença renal aguda ou crónica (ver secção 4.8). A taxa

de notificação de acontecimentos renais graves na experiência pós-comercialização é

maior com a dose de 40 mg. Deve ser considerada a avaliação da função renal

durante a monitorização de rotina de doentes tratados com uma dose de 30 mg e 40

Efeitos musculosqueléticos

Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia, miopatia e, raramente, rabdomiólise

têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas as doses e em

particular com doses > 20 mg. Foram notificados casos muito raros de rabdomiólise

com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da redutase da

HMG-CoA. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver secção 4.5) e

a sua combinação deve ser utilizada com precaução. Tal como com outros inibidores

da redutase da HMG-CoA, a taxa de notificação de rabdomiólise associada a

rosuvastatina na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Doseamento da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na presença

de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir a

interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente

elevados (> 5xLSN) deverá ser efetuado um teste de confirmação dentro de 5-7

dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK> 5xLSN, o tratamento

não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

Rosuvastatina Krka, tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA,

deverá ser prescrito com precaução em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

compromisso renal

hipotiroidismo

antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase da

HMG-CoA ou fibrato

alcoolismo

idade > 70 anos

situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver secções

4.2, 4.5 e 5.2)

uso concomitante de fibratos

Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos

possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis

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basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN), o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, astenia ou

cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar ou febre. Deve

determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida

se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas

musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo com níveis de CK ≤

5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao normal,

deverá

considerar-se

reintrodução

Rosuvastatina

Krka

inibidor

alternativo da redutase da HMG-CoA na dose mais baixa e com uma monitorização

apertada. A monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não

justifica.

Foram

notificados

casos

muito

raros

miopatia

necrosante

imunomediada (IMNM) durante ou após o tratamento com estatinas, incluindo a

rosuvastatina. A IMNM é clinicamente caracterizada por fraqueza muscular proximal

e elevação da creatinina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do

tratamento com estatinas.

Os ensaios clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o

músculo esquelético no reduzido número de doentes tratados com rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da redutase da

HMG-CoA

associação

derivados

ácido

fíbrico,

incluindo

gemfibrozil,

ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease

e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando

administrado concomitantemente com alguns inibidores da redutase da HMG-CoA.

conseguinte,

associação

Rosuvastatina

Krka

gemfibrozil não

recomendada. O benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da

combinação

Rosuvastatina

Krka

fibratos

niacina,

deverá

cuidadosamente considerado em relação aos potenciais riscos de tais associações.

Com a dose de 30 mg e 40 mg está contraindicado o uso concomitante de fibratos.

(Ver secção 4.5 e secção 4.8).

Rosuvastatina Krka não deve ser administrado concomitantemente com formulações

sistémicas

ácido

fusídico

primeiros

dias

após

interrupção

tratamento com ácido ácido fusídico. Nos doentes em que a administração sistémica

de ácido fusídico é considerada essencial, o tratamento com estatinas deverá ser

suspenso durante toda a duração do tratamento com o ácido fusídico. Foram

notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes que

receberam ácido fusídico e estatinas em associação (ver secção 4.5). Os doentes

devem ser aconselhados a consultar imediatamente o médico se experimentarem

sintomas de fraqueza, dor ou sensibilidade muscular.

A terapêutica com estatina pode ser reintroduzida 7 dias após a toma da última dose

de ácido fusídico.

Em circunstâncias excecionais, quando é necessária um tratamento prolongado de

ácido fusídico sistémico, por exemplo, para o tratamento de infeções graves, a

necessidade de administração concomitante de Rosuvastatina Krka e ácido fusídico

só deve ser considerada numa base caso a caso e sob vigilância médica rigorosa.

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Rosuvastatina Krka não deve ser usado em doentes com uma situação aguda grave,

sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência renal

secundária a rabdomiólise (p. ex. sépsis, hipotensão, grande cirurgia, trauma,

disfunções

metabólicas

graves,

endócrinas

eletrolíticas

convulsões

não

controladas).

Efeitos hepáticos

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, Rosuvastatina Krka

deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas

de álcool e/ou tenham história de doença hepática.

Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do

tratamento e 3 meses após o início do tratamento. Se o nível das transaminases

séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade, Rosuvastatina Krka deve

ser interrompido ou reduzir-se a dose. A taxa de notificação de acontecimentos

hepáticos

graves

(consistindo

principalmente

aumento

transaminases

hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Em doentes com hipercolesterolemia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndrome nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a

terapêutica com Rosuvastatina Krka.

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos

Asiáticos, comparativamente aos indivíduos Caucasianos (ver secção 4.2, secção 4.3

e secção 5.2).

Inibidores da protease

Um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina tem sido observado em

indivíduos tratados com rosuvastatina concomitantemente com vários inibidores da

protease em combinação com ritonavir. Deve ser considerado, quer o benefício de

redução

lipídica

pelo

rosuvastatina

doentes

Vírus

Imunodeficiência Humana (VIH) tratados com inibidores da protease quer o potencial

para o aumento das concentrações plasmáticas de rosuvastatina quando se inicia e

se titulam doses de rosuvastatina em doentes tratados com inibidores da protease. O

uso concomitante com determinados inibidores da protease não é recomendado a

menos que a dose de rosuvastatina seja ajustada (ver Secções 4.2 e 4.5).

Doença pulmonar intersticial

Foram

notificados

casos

raros

doença

pulmonar

intersticial

algumas

estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

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terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/l, IMC

(Índice de Massa Corporal) > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão)

devem ser monitorizados tanto clínica como bioquimicamente de acordo com as

orientações nacionais.

No estudo JUPITER, a frequência geral de notificação de casos de diabetes mellitus

foi de 2,8% com rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com

glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l.

População pediátrica

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos tratados com

rosuvastatina, é limitada ao período de dois anos. Após dois anos de estudo com

este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou

maturação sexual (ver secção 5.1).

Em ensaios clínicos em crianças e adolescentes tratados com rosuvastatina durante

52 semanas, foram observadas com maior frequência, elevações da CK > 10xLSN e

sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação

com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver secção 4.8).

Intolerância à lactose

Rosuvastatina Krka comprimidos revestidos por película contém lactose. Doentes

com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de

lactase ou málabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina

Inibidores das proteínas transportadoras: A rosuvastatina é um substrato para certas

proteínas transportadoras incluindo o transportador de captação hepático OATP1B1 e

o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de rosuvastatina com

medicamentos que são inibidores destes transportadores de proteínas pode resultar

num aumento das concentrações plasmáticas da rosuvastatina e num aumento do

risco de miopatia (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1).

Ciclosporina: Durante a terapêutica concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados,

relativamente

observados

voluntários

saudáveis

(ver

Tabela

rosuvastatina

contraindicada

doentes

receber

concomitantemente

ciclosporina (ver secção 4.3). A administração concomitante não provocou alteração

da concentração plasmática da ciclosporina.

Inibidores da protease: Apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação

exato, o uso concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a

exposição à rosuvastatina (ver Tabela 1). Por exemplo, num estudo farmacocinético,

a administração concomitante de 10 mg de rosuvastatina e a combinação de dois

inibidores da protease (300 mg atazanavir/ 100 mg de ritonavir) em voluntários

saudáveis foi associada a um aumento da AUC e da Cmax da rosuvastatina em

aproximadamente três-vezes e sete-vezes, respetivamente. O uso concomitante de

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rosuvastatina

algumas

combinações

inibidores

protease

pode

considerado

após

cuidadosa

avaliação

ajustes

dose

rosuvastatina

baseados no aumento expectável da exposição à rosuvastatina (ver secções 4.2, 4.4

e 4.5 Tabela 1).

Gemfibrozil

outros

medicamentos

hipolipemiantes:

concomitante

rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da

rosuvastatina (ver secção 4.4). Com base em dados de estudos de interação

específicos,

não

são

esperar

interações

farmacocinéticas

relevantes

fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil,

fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (>

igual

g/dia)

aumentam

risco

miopatia

quando

administrados

concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque

podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 30 mg e

40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos (ver secções 4.3 e 4.4).

Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Ezetimiba: O uso concomitante de 10 mg de rosuvastatina e 10 mg de ezetimiba

resultou num aumento na AUC da rosuvastatina de 1,2 vezes em indivíduos

hipercolesterolémicos (Tabela 1). No entanto, não pode ser excluída uma interação

farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre o Rosuvastatina Krka e a

ezetimiba (ver secção 4.4).

Antiácidos: A administração simultânea de rosuvastatina com uma suspensão de

antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de

aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após rosuvastatina. Não foi

investigada a importância clínica desta interação.

Eritromicina: O uso concomitante de rosuvastatina e eritromicina resultou num

decréscimo de 20% na AUC e um decréscimo de 30% na Cmax de rosuvastatina.

Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade intestinal causada

pela eritromicina.

Enzimas do citocromo P450: Os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que

a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Por

conseguinte, não são esperadas interações com fármacos cujo metabolismo é

mediado

pelo

citocromo

P450.

Não

verificaram

interações

clinicamente

importantes entre a rosuvastatina quer com o fluconazol (inibidor do CYP2C9 e

CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do CYP2A6 e CYP3A4).

Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina (ver também Tabela 1):

Quando for necessário administrar concomitantemente rosuvastatina com outros

medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as doses de

rosuvastatina devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5 mg de

rosuvastatina se o aumento expectável na exposição (AUC) é de aproximadamente 2

vezes ou superior. A dose máxima diária de rosuvastatina deve ser ajustada para

que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40 mg diários de

rosuvastatina tomados sem interações medicamentosas, por exemplo uma dose de

20 mg de rosuvastatina com gemfibrozil (aumenta 1,9 vezes), e uma dose de 10 mg

de rosuvastatina com a combinação atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Tabela 1. Efeitos da administração concomitante de medicamentos na exposição à

rosuvastatina (AUC; por ordem decrescente de magnitude) de ensaios clínicos

publicados

Fármaco a interagir, dose, regime

Regime posológico de

rosuvastatina

Alteração na AUC

da rosuvastatina*

Ciclosporina 75 mg BID para 200 mg

BID, 6 meses

10 mg OD, 10 dias

7,1-vezes ↑

Atazanavir 300 mg/ritonavir 100 mg

OD, 8 dias

10 mg, dose única

3,1-vezes ↑

Simeprevir 150 mg OD, 7 dias

10 mg, dose única

2,8-vezes ↑

Lopinavir 400 mg/ritonavir 100 mg

BID, 17 dias

20 mg OD, 7 dias

2,1-vezes ↑

Clopidogrel

dose

carga,

seguida de 75 mg às 24 horas

20 mg, dose única

2-vezes ↑

Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

1,9-vezes ↑

Eltrombopag 75 mg OD, 5 dias

10 mg, dose única

1,6-vezes ↑

Darunavir 600 mg/ritonavir 100 mg

BID, 7 dias

10 mg OD, 7 dias

1,5-vezes ↑

Tipranavir 500 mg/ritonavir 200 mg

BID, 11 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes ↑

Dronedarona 400 mg BID

Não disponível

1,4-vezes ↑

Itraconazol 200 mg OD, 5 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes ↑**

Ezetimiba 10 mg OD, 14 dias

10 mg OD, 14 dias

1,2-vezes ↑**

Fosamprenavir 700 mg/ritonavir 100

mg BID, 8 dias

10 mg, dose única

Aleglitazar 0,3 mg, 7 dias

40 mg, 7 dias

Silimarina 140 mg TID, 5 dias

10 mg, dose única

Fenofibrato 67 mg TID, 7 dias

10 mg, 7 dias

Rifampin 450 mg OD, 7 dias

20 mg, dose única

Cetoconazol 200 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

Fluconazol 200 mg OD, 11 dias

80 mg, dose única

Eritromicina 500 mg QID, 7 dias

80 mg, dose única

20 % ↓

Baicalin 50 mg TID, 14 dias

Regorafenib 160 mg, OD, 14 dias

Velpatasvir 100 mg OD

Ombitasvir

mg/Paritaprevir

Ritonavir 100 mg OD/Dasabuvir 400

mg BID, 14 dias

Grazoprevir 200 mg/Elbasvir 50 mg

OD, 11 dias

Glecaprevir 400 mg/Pibrentasvir 120

mg OD, 7 dias

20 mg, dose única

5 mg, unidose

10 mg, unidose

5 mg, unidose

10 mg, unidose

5 mg OD, 7 dias

47 % ↓

3,8-vezes ൹

2,7-vezes

2,6-vezes ൹

2,3-vezes ൹

2,2-vezes ൹

*Os dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma simples

“razão”

entre

rosuvastatina

administrada

concomitantemente

rosuvastatina

isoladamente. Os dados apresentados como alteração na % representam a % de

diferença relativamente à rosuvastatina isoladamente.

O aumento é indicado por “↑”, sem alterações por “↔”, diminuição por “↓”.

**Vários estudos de interação foram realizados com diferentes dosagens de

rosuvastatina, a tabela mostra as razões mais significativas.

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Tabela 1. Efeitos da administração concomitante de medicamentos na exposição à

rosuvastatina (AUC; por ordem decrescente de magnitude) de ensaios clínicos

publicados

Fármaco a interagir, dose, regime

Regime posológico de

rosuvastatina

Alteração na AUC

da rosuvastatina*

OD = uma vez dia; BID = duas vezes dia; TID = três vezes dia; QID = quatro

vezes dia

Efeitos da rosuvastatina em medicamentos administrados concomitantemente

Antagonistas da Vitamina K: À semelhança dos outros inibidores da redutase da

HMG-CoA, o início da terapêutica ou o aumento da dose de Rosuvastatina Krka em

doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (p. ex.

varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode originar um aumento da Razão

Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de Rosuvastatina

Krka pode resultar num decréscimo da INR. Nestas situações, é desejável a

monitorização apropriada da INR.

Contracetivo oral/terapêutica hormonal de substituição (THS): O uso concomitante

rosuvastatina

contracetivo

oral

resultou

aumento

etinilestradiol

norgestrel

34%,

respetivamente.

Deve

ter-se

consideração

este

aumento

níveis

plasmáticos

escolha

dose

contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a

tomar concomitantemente rosuvastatina e THS mas um efeito similar não pode ser

excluído. Contudo, em estudos clínicos, esta associação foi extensamente utilizada

em mulheres e foi bem tolerada.

Outros medicamentos

Digoxina: Com base em dados de estudos de interação específicos, não são

esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina.

Ácido fusídico: O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela

administração concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo

desta

interação

farmacodinâmico,

farmacocinético

ambos)

ainda

desconhecido. Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos

fatais) em doentes medicados com esta associação.

Se for necessário o tratamento com ácido fusídico, o tratamento com rosuvastatina

deverá ser interrompido durante o período de duração do tratamento com ácido

fusídico. Ver também secção 4.4.

População pediátrica: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A

extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Rosuvastatina Krka está contraindicado na gravidez e aleitamento.

Gravidez

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados.

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais

para o desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da redutase da HMG-

CoA supera a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais

fornecem dados limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva (ver secção

5.3). Em caso de gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.

Amamentação

No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção

de rosuvastatina no leite humano (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos para determinar o efeito da rosuvastatina sobre a

capacidade

conduzir

utilizar

máquinas.

Contudo,

base

suas

propriedades farmacodinâmicas não é provável que a rosuvastatina afete esta

capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em

conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas observadas com rosuvastatina são geralmente de caráter ligeiro

e transitório. Em ensaios clínicos controlados, menos de 4% dos doentes tratados

com rosuvastatina abandonou os estudos devido a reações adversas.

Lista tabelada de reações adversas

Com base em dados de ensaios clínicos e extensa experiência pós-comercialização, a

seguinte tabela apresenta o perfil de reações adversas para a rosuvastatina. As

reações adversas listadas abaixo estão classificadas de acordo com a frequência e

classe de sistema de órgãos (SOC).

A frequência de reações adversas é listada de acordo com a seguinte convenção:

Frequentes (≥ 1/100, < 1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100); Raros (≥

1/10.000, < 1/1.000); Muito raros (< 1/10.000); Desconhecido (não pode ser

calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 2. Reações adversas baseadas em dados de estudos clínicos e experiência

pós-comercialização

Classes

sistemas de órgãos

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Desconhecido

Doenças

sangue

sistema linfático

Trombocitopenia

Doenças

sistema imunitário

Reações

hipersensibilidade

incluindo

angioedema

Doenças

endócrinas

Diabetes

melitus1

Perturbações

foro psiquiátrico

Depressão

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Doenças

sistema nervoso

Cefaleias

Tonturas,

Polineuropatia

Perda

memória

Neuropatia

periférica

Alterações

sono

(incluindo

insónia

pesadelos)

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Tosse

Dispneia

Doenças

gastrointestinais

Obstipação

Náuseas

abdominal

Pancreatite

Diarreia

Afeções

hepatobiliares

Transaminases

hepáticas

aumentadas

Icterícia

Hepatite

Afeções

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Prurido

Erupção

cutânea

Urticária

Síndrome

Stevens-

Johnson

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

Mialgia

Miopatia

(incluindo

miosite)

Rabdomiólise

Artralgia

Miopatia

necrosante

imunomediada

Afeções

tendões,

vezes

complicadas

devido

rutura

Doenças

renais

urinárias

Hematúria

Doenças

órgãos

genitais

da mama

Ginecomastia

Perturbações

gerais e alterações

local

Astenia

Edema

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

administração

1 A frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia

em jejum ≥ 5,6 mmol/l, IMC > 30 kg/m2, trigliceridos elevados, história de

hipertensão).

Tal como se verifica com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a incidência de

reações adversas medicamentosas tende a ser dose-dependente.

Descrição de reações adversas selecionadas

Efeitos renais: Em doentes tratados com rosuvastatina foi observada proteinúria,

detetada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. Variação dos

valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou superior,

foi observado em < 1% dos doentes em determinada altura durante o tratamento

com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados com 40 mg.

Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde ausência ou

vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou

desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao momento, a

análise

dados

provenientes

ensaios

clínicos

experiência

pós-

comercialização não identificou uma associação causal entre a proteinúria e doença

renal aguda ou progressiva.

A hematúria tem sido observada em doentes tratados com rosuvastatina e os dados

de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.

Efeitos no músculo esquelético: Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia,

miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência

renal aguda têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas

as doses, em particular, com doses > 20 mg.

Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK

relacionado

dose;

maioria

casos

essa

elevação

ligeira,

assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (> 5xLNS), o

tratamento deve ser interrompido (ver secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, um

aumento das transaminases, relacionado com a dose, foi observado num pequeno

número de doentes tratados com rosuvastatina; na maioria destes casos, o aumento

foi ligeiro, assintomático e transitório.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

- Disfunção sexual

- Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de

longa duração (ver secção 4.4)

taxa

notificação

rabdomiólise,

acontecimentos

renais

graves

acontecimentos

hepáticos

graves

(consistindo

principalmente

aumento

transaminases hepáticas) é maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

As elevações da creatinaquinase > 10xLSN e os sintomas musculares após exercício

ou aumento da atividade física foram observados mais frequentemente em ensaios

clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com os adultos

(ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina foi

semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas através de:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem com

rosuvastatina. Em caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um

tratamento sintomático e as medidas de suporte instituídas, conforme necessário. A

função hepática e os níveis de CK deverão ser monitorizados. Não é provável que a

hemodiálise proporcione quaisquer benefícios.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

3.7.

Aparelho

cardiovascular.

Antidislipidémicos.

Inibidores da redutase da HMG-CoA, Código ATC: C10A A07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da redutase da HMG-CoA, a

enzima limitante da taxa de conversão da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A em

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol-LDL, colesterol total e

triglicéridos e aumenta o nível de colesterol-HDL. Reduz ainda a ApoB, colesterol

não-HDL, C-VLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver Tabela 2). A rosuvastatina

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

reduz também as razões de C-LDL/C-HDL, C Total/C-HDL e colesterol não-HDL/C-

HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.

Tabela 3 Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipo IIa e IIb)

(alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais)

Dose

C-LDL

C Total

C-HDL

não-C-

ApoB

ApoA-I

Placebo

O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se

90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente

obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente.

Eficácia e segurança clínicas

rosuvastatina

eficaz

adultos

hipercolesterolemia,

hipertrigliceridemia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em

populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolemia

familiar.

Com base nos dados agrupados de fase III, a rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolemia tipo IIa e IIb (C-LDL

média basal cerca de 4,8 mmol/l), levando-os a atingir os valores alvo preconizados

nas normas orientadoras da European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de

80% dos doentes tratados com 10 mg atingiram os valores alvo EAS preconizados

para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).

Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina

entre

80 mg,

segundo um

protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito

benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em

tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de

tratamento), o C-LDL foi reduzido em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores

alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).

estudo

clínico

aberto,

titulação

forçada,

avaliada

resposta

rosuvastatina 20-40 mg em 42 doentes (incluindo 8 doentes pediátricos) com

hipercolesterolemia familiar homozigótica. Na população global, foi obtida uma

redução média do C-LDL de 22%.

Em estudos clínicos com um número limitado de doentes, a rosuvastatina tem

demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos trigliceridos quando

utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando

usado em combinação com niacina (ver secção 4.4).

Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico

(METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo

risco de doença coronária (definido como risco de Framingham < 10% em 10 anos),

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/l (154,5 mg/dl), porém com aterosclerose

subclínica

(detetada

Espessura

carótida

Íntima–Média

(EIMC)),

foram

aleatorizados para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou

placebo durante 2 anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de

progressão na EIMC máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas,

comparativamente com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95%

-0,0196; -0,0093; p<0,0001]. A alteração relativamente aos valores iniciais foi de -

0,0014

mm/ano

(-0,12%/ano

(não

significativa))

para

rosuvastatina,

comparativamente

progressão

+0,0131

mm/ano

(1,12%/ano

(p<0,0001)) para o placebo. Não foi ainda demonstrada uma correlação direta entre

a diminuição da EIMC e a redução do risco de acontecimentos cardiovasculares. A

população estudada no METEOR é de baixo risco de doença coronária e não

representa a população alvo de rosuvastatina 40 mg. A dose de 40 mg deverá ser

prescrita apenas em doentes com hipercolesterolemia grave com elevado risco

cardiovascular (ver secção 4.2).

No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention

Trial

Evaluating

Rosuvastatin”

(JUPITER),

efeito

rosuvastatina

sobre

ocorrência de acontecimentos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi

avaliado em 17.802 homens (≥ 50 anos) e mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes do estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo

(n=8.901) ou rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n=8.901) e foram seguidos

durante um período médio de 2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p<0,001) no grupo da

rosuvastatina em comparação com o grupo do placebo.

Numa análise post-hoc a um subgrupo de indivíduos com elevado risco, com um

risco de Framingham inicial > 20% (1.558 indivíduos) verificou-se uma redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente

vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,028) no tratamento com rosuvastatina

versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de acontecimentos por 1.000

doentes-ano foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de

doentes com elevado risco (p=0,193). Numa análise post-hoc de um subgrupo de

indivíduos com elevado risco (total de 9.302 indivíduos) com um risco SCORE inicial

≥ 5% (extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se uma

redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,0003) no tratamento com

rosuvastatina

versus

placebo.

redução

risco

absoluto

taxa

acontecimentos foi de 5,1 por 1.000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se

inalterada neste grupo de doentes com elevado risco (p=0,076).

No estudo JUPITER, 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos

com placebo suspenderam a medicação do estudo devido a acontecimento adverso.

Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à interrupção do

tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor

abdominal (0,03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea

(0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais

frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram

infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite

(7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), dor lombar (7,6% com rosuvastatina,

6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, aleatorizado, em

dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido de

uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de titulação da dose de rosuvastatina, doentes com idade compreendida

entre os 10 e 17 anos (estadio Tanner II-V, sexo feminino com pelo menos um ano

pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, receberam 5, 10 ou

20 mg de rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas, e todos

receberam posteriormente rosuvastatina diariamente durante 40 semanas. No início

do recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10

e os 13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio

Tanner II, III, IV e V, respetivamente.

O C-LDL foi reduzido em 38,3%; 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5, 10 e 20 mg

respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de titulação da dose para o objetivo,

doseado até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%)

tinham atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/l.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver Secção 4.4). Este ensaio (n=176)

não foi adequado para comparação de acontecimentos adversos raros ao fármaco.

A rosuvastatina foi também estudada num estudo aberto de 2 anos, de titulação da

dose

para

objetivo,

crianças

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica com idade compreendida entre os 6 e 17 anos (88 do sexo masculino

e 110 do sexo feminino, estadio Tanner < II-V). A dose inicial de rosuvastatina para

todos os doentes foi 5 mg, uma vez por dia. Os doentes com idade compreendida

entre os 6 e 9 anos (n=64) podiam titular até à dose máxima de 10 mg uma vez por

dia e doentes com idade compreendida entre os 10 e 17 anos (n=134) até à dose

máxima de 20 mg uma vez por dia.

Após 24 meses de tratamento com rosuvastatina, a percentagem de redução pela

média dos mínimos quadrados (LS) a partir do valor inicial de C-LDL foi -43%

(Inicial: 236 mg/dl, Mês 24: 133 mg/dl). Para cada grupo de idade, as percentagens

de redução pela média dos mínimos quadrados a partir dos valores iniciais do C-LDL

foram -43% (Inicial: 234 mg/dl, Mês 24: 124 mg/dl), -45% (Inicial: 234 mg/dl, Mês

24: 124 mg/dl), e -35% (Inicial: 241 mg/dl, Mês 24: 153 mg/dl) nos grupos de 6 a

< 10, 10 a < 14, e 14 a < 18 anos, respetivamente.

Para a rosuvastatina 5 mg, 10 mg, e 20 mg também foram atingidas variações

médias estatisticamente significativas a partir do valor inicial para as seguintes

variáveis secundárias lipídicas e lipoproteínas: C-HDL, CT, não-C-HDL, C-LDL/C-HDL,

CT/C-HDL, TG/C-HDL, não-C-HDL/C-HDL, ApoB, ApoB/ApoA-1. Estas alterações

foram no sentido de melhoria da resposta lipídica e foram sustentadas ao longo dos

2 anos.

Após 24 meses de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver Secção 4.4).

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

rosuvastatina

estudada

estudo

aleatorizado,

dupla

ocultação,

controlado com placebo, multicêntrico, cruzado com 20 mg uma vez por dia versus

placebo em 14 crianças e adolescentes (com idades compreendidas entre os 6 e os

17 anos) com hipercolesterolemia familiar homozigótica. O estudo incluiu uma fase

introdutória de 4 semanas de dieta ativa durante a qual os doentes foram tratados

com 10 mg de rosuvastatina, uma fase de cruzamento que consistiu num período de

tratamento de 6 semanas com 20 mg de rosuvastatina precedida ou seguida por um

período de tratamento de 6 semanas com placebo e uma fase de manutenção de 12

semanas

durante

qual

todos

doentes

foram

tratados

rosuvastatina. Os doentes que entraram no estudo com terapêutica com ezetimiba

ou aférese continuaram o tratamento ao longo de todo o estudo.

Foi observada uma redução estatisticamente significativa (p=0,005) no C-LDL

(22,3%, 85,4 mg/dl ou 2,2 mmol/l) após 6 semanas de tratamento com 20 mg de

rosuvastatina

versus

placebo.

Foram

observadas

reduções

estatisticamente

significativas no CT (20,1%, p=0,003), não-C-HDL (22,9%, p=0,003) e ApoB

(17,1%, p=0,024).

Foram também vistas reduções em TG, C-LDL/C-HDL, CT/C-HDL, não-C-HDL/CHDL e

ApoB/ApoA-1 após 6 semanas de tratamento com 20 mg de rosuvastatina versus

placebo. A redução no C-LDL após 6 semanas de tratamento com 20 mg de

rosuvastatina seguidas de 6 semanas de tratamento com placebo manteve-se ao

logo das 12 semanas de terapêutica continuada.

Nos 7 doentes crianças e adolescentes avaliáveis (com idades entre os 8 e os 17

anos)

estudo

aberto

de titulação

forçada

hipercolesterolemia familiar

homozigótica (ver acima), a redução percentual no C-LDL (21,0%), CT (19,2%) e

não-C-HDL (21,0%) desde o início após 6 semanas de tratamento com 20 mg de

rosuvastatina

consistente

aquela

observada

estudo

anteriormente

mencionado

crianças

adolescentes

hipercolesterolemia

familiar

homozigótica.

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com rosuvastatina em todos os subgrupos da população

pediátrica no tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica, dislipidemia

combinada (mista) primária e na prevenção de acontecimentos cardiovasculares (ver

secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

São

atingidas

concentrações

plasmáticas

máximas

rosuvastatina

aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

aproximadamente de 20%.

Distribuição

A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local de síntese do

colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da rosuvastatina é de

aproximadamente

rosuvastatina

apresenta

ligação

aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Biotransformação

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

rosuvastatina

sofre um

metabolismo

limitado

(cerca

10%).

Estudos

metabolismo in vitro utilizando hepatócitos humanos indicam que a rosuvastatina é

um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo P450. O CYP2C9 foi

a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6 envolvidas em menor

extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-desmetil e a lactona. O

metabolito N-desmetil é aproximadamente 50% menos ativo do que a rosuvastatina,

enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A rosuvastatina é responsável

por mais de 90% da atividade inibidora da redutase da HMG-CoA circulante.

Eliminação

Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a forma inalterada

fezes

(consistindo

substância

ativa

absorvida

não

absorvida)

remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada sob a forma

inalterada na urina. A semivida de eliminação plasmática é cerca de 19 horas. A

semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas. A média

geométrica

depuração

plasmática

aproximadamente

litros/hora

(coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da redutase da

HMG-CoA,

captação

hepática

rosuvastatina

envolve

transportador

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade/não linearidade

A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose. Não existem

alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses diárias.

Populações especiais:

Idade e sexo

A idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente relevantes sobre a

farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A exposição a crianças e adolescentes

com hipercolesterolemia familiar heterozigótica parece ser semelhante ou inferior à

de doentes adultos com dislipidemia (ver "População pediátrica" abaixo).

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da AUC mediana e Cmax, em

aproximadamente

duas

vezes,

indivíduos

Asiáticos

(Japoneses,

Chineses,

Filipinos, Vietnamitas e Coreanos) comparativamente a indivíduos Caucasianos; os

Indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e Cmax, em aproximadamente

vezes.

análise

farmacocinética

populacional

não

revelou

diferenças

clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos Caucasianos e Negros.

Insuficiência renal

Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de compromisso renal,

verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu qualquer influência

sobre a concentração plasmática da rosuvastatina ou do metabolito N-desmetil.

Indivíduos com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min)

apresentaram um aumento da concentração plasmática da rosuvastatina 3 vezes

superior e 9 vezes superior do metabolito N-desmetil, comparativamente à dos

voluntários saudáveis. Em indivíduos sujeitos a hemodiálise, as concentrações

plasmáticas da rosuvastatina no estado estacionário foram aproximadamente 50%

superiores comparativamente à dos voluntários saudáveis.

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Insuficiência hepática

Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de compromisso hepático não

se verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em indivíduos com pontuações 7

inferior

classificação

Child-Pugh.

Contudo,

dois

indivíduos

apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh observou-se um

aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes, comparativamente à dos

indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de Child-Pugh. Não existe

experiência em indivíduos com pontuações na classificação de Child-Pugh superiores

a 9.

Polimorfismos genéticos

A disposição dos inibidores da redutase da HMG-CoA, incluindo a rosuvastatina,

envolve

proteínas

transportadoras

OATP1B1

BCRP.

doentes

polimorfismos genéticos SLCO1B1 (OATP1B1) e/ou ABCG2 (BCRP) existe o risco de

um aumento da exposição à rosuvastatina. Polimorfismos individuais de SLCO1B1

c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados a uma maior exposição à rosuvastatina

(AUC) em comparação com os genótipos SLCO1B1 c.521TT ou ABCG2 c.421CC. Esta

genotipagem específica não está estabelecida na prática clínica, mas em doentes que

são conhecidos por terem estes tipos de polimorfismos, recomenda-se uma dose

diária de rosuvastatina mais baixa.

População pediátrica

Dois estudos farmacocinéticos com rosuvastatina (administrada em comprimidos)

em doentes pediátricos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, com idade

compreendida entre 10-17 ou 6-17 anos (total de 214 doentes) demonstraram que a

exposição em doentes pediátricos parece ser comparável ou inferior à exposição nos

doentes adultos. A exposição à rosuvastatina foi preditiva no que respeita à dose e

tempo durante o período de 2 anos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano,

segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e

potencial carcinogénico. Não foram avaliados testes específicos para efeitos sobre o

hERG. Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em

animais a níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as

seguintes: alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose

repetida em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da

rosuvastatina e de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não

em macacos. Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em

cães com doses mais elevadas. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos, pela

redução do tamanho da ninhada, do seu peso e da sobrevivência das crias, com

doses maternotóxicas, em que as exposições sistémicas foram muito acima do nível

de exposição terapêutica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

Celulose microcristalina

Crospovidona (tipo A)

Estearato de magnésio

Sílica coloidal anidra

Película de revestimento:

Álcool polivinílico

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 3350

Talco

Óxido de ferro vermelho (E172) - apenas para os comprimidos de 5 mg e 15 mg

Óxido de ferro amarelo (E172) - apenas para os comprimidos de 10 mg e 40 mg

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Caixas com 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60, 90, 98 e 100 comprimidos revestidos por

película embalados em blister (OPA/Alu/PVC – Alu).

Caixas com 10x1, 14x1, 15x1, 20x1, 28x1, 30x1, 56x1, 60x1, 90x1, 98x1 e 100x1

comprimidos

revestidos

película

embalados

blister

perfurado

unidose

(OPA/Alu/PVC – Alu).

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação <e manuseamento>

Não existem requisitos especiais para a eliminação.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Krka, d.d., Novo mesto

Šmarješka cesta 6

8501 Novo mesto

Eslovénia

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

06-12-2018

INFARMED

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 3 de abril de 2017.

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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