Rosuvastatina Hexal 5 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
Hexal A.G.
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 5.198 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
rosuvastatin
Resumo do produto:
5291430 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem origem, abrigo humidade - Não comercializado - 10069030 - 50042017 ; 5291448 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem origem, abrigo humidade - Não comercializado - 10069030 - 50042041
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0248/001/DC
Data de autorização:
2010-04-30

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rosuvastatina Hexal e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Hexal

3. Como tomar Rosuvastatina Hexal

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rosuvastatina Hexal

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rosuvastatina Hexal e para que é utilizado

Rosuvastatina Hexal pertence a um grupo de medicamentos denominados estatinas

(inibidores da HMG-CoA redutase).

O seu médico receitou-lhe Rosuvastatina Hexal porque:

Tem valores de colesterol elevados. Isto significa que está em risco de ter um ataque

cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Rosuvastatina Hexal é utilizado em

adultos, adolescentes e crianças com 6 anos ou mais para tratar o colesterol

elevado.

Foi aconselhado a tomar uma estatina, porque a alteração na sua dieta e fazer mais

exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de colesterol.

Enquanto estiver a tomar Rosuvastatina Hexal deve continuar com a sua dieta para

baixar o colesterol e a prática de exercício físico.

Tem outros fatores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde associados.

O ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral e outros problemas de saúde podem

ser causados por uma doença chamada aterosclerose. A aterosclerose é provocada

pela acumulação de depósitos de gordura nas suas artérias.

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Porque é importante que continue a tomar Rosuvastatina Hexal?

Rosuvastatina Hexal é utilizada para corrigir os níveis de substâncias gordas no

sangue, chamadas de lípidos, sendo o colesterol o mais comum.

Existem diferentes tipos de colesterol no sangue – o colesterol “mau” (colesterol das

lipoproteínas de baixa densidade ou C-LDL) e o colesterol “bom” (colesterol das

lipoproteínas de alta densidade ou C-HDL).

Rosuvastatina Hexal pode reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol “bom”.

Atua bloqueando a produção de colesterol “mau” e melhora a capacidade do seu

corpo de retirá-lo do seu sangue.

Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não

produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer

depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu

estreitamento.

Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados, o que pode

impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo a um

ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Se corrigir os seus valores de

colesterol, poderá reduzir o risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular

cerebral. Ao diminuir os seus valores de colesterol, pode reduzir o seu risco de ter

ataque

cardíaco,

acidente

vascular

cerebral

problemas

saúde

associados.

É necessário que continue a tomar Rosuvastatina Hexal, mesmo que tenha atingido

os valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus

valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura.

No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Hexal

Não tome Rosuvastatina Hexal

alergia

(hipersensibilidade)

rosuvastatina

qualquer

outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6)

se tiver uma doença do fígado

se tiver problemas renais graves

se sentir dores musculares repetidas ou invulgares (miopatia)

se estiver a tomar um medicamento chamado ciclosporina (usado, por ex. após o

transplante de órgãos)

se estiver grávida ou a amamentar Se engravidar enquanto está a tomar

Rosuvastatina Hexal pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As

mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina Hexal utilizando

um método contracetivo adequado.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas) fale

novamente com o seu médico.

Adicionalmente, não tome Rosuvastatina Hexal 40 mg (a dose mais elevada)

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se já sentiu dores musculares repetidas ou invulgares (miopatia), se tem história

familiar ou pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas

musculares quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol

se tiver problemas renais moderados (caso tenha dúvidas, fale com o médico)

se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente

se bebe regularmente grandes quantidades de álcool

se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol

se é de ascendência Asiática - (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana).

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas) fale

novamente com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rosuvastatina Hexal.

se tiver problemas com os seus rins

se tiver problemas com o seu fígado

se tiver insuficiência respiratória grave

se já sentiu dores musculares repetidas ou invulgares (miopatia), se tem história

familiar ou pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas

musculares

quando

tomou

outros

medicamentos

para

redução

colesterol.

Contacte o seu médico imediatamente se sentir dores musculares repetidas ou

invulgares, especialmente se não se sentir bem ou se tiver febre. Informe também o

seu médico ou farmacêutico se tiver fraqueza muscular que é constante.

se bebe regularmente grandes quantidades de álcool

se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente

se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol

se estiver a tomar medicamentos usados para tratar a infeção pelo VIH (por ex.

ritonavir

lopinovir,

atazanavir

e/ou

tipranavir),

seção

“Outros

medicamentos e Rosuvastatina”

- Se estiver a tomar antibióticos que contêm ácido fusídico, ver secção Outros

medicamentos e Rosuvastatina Hexal.

se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico

escolha a dose inicial de Rosuvastatina Hexal mais adequada para si)

se é de ascendência Asiática – isto é, Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita,

Coreana e Indiana. O seu médico decidirá qual a dose inicial de Rosuvastatina Hexal

é a mais adequada para si

Crianças e adolescentes

se o doente tiver menos de 6 anos de idade: Rosuvastatina Hexal não deve ser

administrado a crianças com idade inferior a 6 anos.

se o doente tiver menos de 18 anos de idade: o comprimido de Rosuvastatina

Hexal 40 mg não é adequado para utilização em crianças e adolescentes com idade

inferior a 18 anos.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas):

Não tome Rosuvastatina Hexal 40 mg (a dose mais elevada) e confirme com o seu

médico ou farmacêutico antes de começar a tomar qualquer dose de Rosuvastatina

Hexal.

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INFARMED

Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação

é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos

níveis das enzimas hepáticas no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta

análise ao sangue (provas de função hepática) antes e durante o tratamento com

Rosuvastatina Hexal.

Enquanto

estiver

tomar

este

medicamento

médico

far-lhe-á

acompanhamento

cuidadoso

caso

sofra

diabetes

estiver

risco

desenvolver diabetes. Estará em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis

elevados de açúcar e gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial

elevada.

Outros medicamentos e Rosuvastatina Hexal

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

ciclosporina (usado, por ex. após o transplante de órgãos)

varfarina ou clopidogrel ou quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir

a viscosidade sanguínea

fibratos e outros produtos hipolipemiantes (tais como gemfibrozil, fenofibrato)

qualquer outro medicamento usado para baixar o colesterol (tal como ezetimiba)

medicamentos para a indigestão (usados para neutralizar a acidez no seu

estômago)

eritromicina (um antibiótico)

ácido fusídico (um antibiótico - veja “Advertências e precauções”)

um contracetivo oral (a pílula) ou terapêutica de substituição hormonal

ritonavir com lopinavir, atazanavir e/ou tipranavir (utilizado para tratar a infeção

pelo VIH - Ver secção “Advertências e precauções”).

Os efeitos destes medicamentos podem ser alterados por Rosuvastatina Hexal ou

podem alterar os efeitos de Rosuvastatina Hexal.

Ao tomar Rosuvastatina Hexal com alimentos e bebidas

Pode tomar Rosuvastatina Hexal com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Rosuvastatina Hexal se estiver grávida ou a amamentar. Se engravidar

enquanto está a tomar Rosuvastatina Hexal pare imediatamente de o tomar e fale

médico.

mulheres

devem

evitar

engravidar

enquanto

tomam

Rosuvastatina Hexal utilizando um método contracetivo adequado.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A maioria das pessoas pode conduzir um carro e utilizar máquinas enquanto toma

Rosuvastatina Hexal – não afetará a sua capacidade. No entanto, algumas pessoas

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poderão sentir tonturas durante o tratamento com Rosuvastatina Hexal. Se sentir

tonturas, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.

Rosuvastatina Hexal contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares (lactose ou

açúcar do leite), contacte-o antes de tomar Rosuvastatina Hexal.

3. Como tomar Rosuvastatina Hexal

Tome sempre este medicamento exatamente de acordo com as indicações do seu

médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Doses habituais em adultos

Se estiver a tomar Rosuvastatina Hexal para o colesterol elevado:

Dose inicial

O seu tratamento com Rosuvastatina Hexal deve ser iniciado com a dose de 5 mg ou

10 mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose mais elevada de uma

outra estatina. A escolha da sua dose inicial irá depender:

dos seus valores de colesterol

do seu nível de risco de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral

se tem ou não um fator que poderá torná-lo mais sensível a possíveis efeitos

secundários.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Rosuvastatina

Hexal mais adequada para si.

O seu médico poderá decidir que deverá tomar a dose mais baixa (5 mg) se:

- é de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana)

- tem mais de 70 anos de idade

- tem problemas renais moderados

- está em risco de ter dores musculares (miopatia).

Aumento da dose e dose diária máxima

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Hexal que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com a

dose

5 mg,

médico

poderá

decidir

duplicar

dose

para

10 mg,

posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário. Se iniciou o

tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para

20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose será feito

em intervalos de 4 semanas.

A dose máxima diária de Rosuvastatina Hexal é de 40 mg. Esta dose destina-se

apenas a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataques

cardíacos ou acidente vascular cerebral cujos valores de colesterol não baixaram o

suficiente com 20 mg.

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Se está a tomar Rosuvastatina Hexal para reduzir o seu risco de ter um ataque

cardíaco, acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados:

A dose recomendada é de 20 mg por dia. No entanto, o seu médico pode decidir

utilizar uma dose mais baixa se tiver algum dos fatores acima mencionados.

Utilização em crianças e adolescentes com 6-17 anos de idade

A dose inicial habitual é de 5 mg. O seu médico poderá aumentar a sua dose para

encontrar a quantidade de Rosuvastatina Hexal adequada para si. A dose máxima

diária de Rosuvastatina Hexal é de 10 mg para crianças dos 6 aos 9 anos e 20 mg

para crianças dos 10 aos 17 anos. Tome a sua dose uma vez por dia. O comprimido

de Rosuvastatina Hexal 40 mg não deve ser usado em crianças.

Tomar os seus comprimidos

Engula o comprimido inteiro com água.

Tome Rosuvastatina Hexal uma vez por dia. Pode tomá-lo a qualquer hora do dia,

com ou sem alimentos.

Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora do dia para que se lembre mais

facilmente de o tomar.

Controlo regular do colesterol

É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular

do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol

foram atingidos e se mantêm estáveis.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Hexal que toma seja adequada para si.

Se tomar mais Rosuvastatina Hexal do que deveria

Contacte o seu médico ou o hospital mais próximo para aconselhamento.

Se necessitar de cuidados hospitalares ou de fazer outros tratamentos, informe a

equipa médica sobre o seu tratamento com Rosuvastatina Hexal.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina Hexal

Não se preocupe, tome a próxima dose prevista de acordo com o seu esquema de

tratamento habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se

esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Rosuvastatina Hexal

Fale com o seu médico se pretende parar de tomar Rosuvastatina Hexal. Os seus

valores de colesterol poderão aumentar novamente se parar de tomar Rosuvastatina

Hexal.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

importante

saiba

quais

são

efeitos

secundários.

Estes

efeitos

são

geralmente ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.

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06-06-2015

INFARMED

Pare de tomar Rosuvastatina Hexal e procure assistência médica imediatamente se

tiver alguma das seguintes reações alérgicas:

dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta

inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em

engolir

comichão intenso na pele (com aumento dos gânglios).

Pare também de tomar Rosuvastatina Hexal e fale com o seu médico imediatamente

se sentir quaisquer dores invulgares nos seus músculos que se prolongam por mais

tempo do que o esperado. Os sintomas musculares são mais comuns em crianças e

adolescentes do que em adultos.

Tal como com outras estatinas, um número muito reduzido de pessoas sentiu efeitos

musculares

indesejáveis

raramente

estes

efeitos

resultaram

destruição

muscular potencialmente fatal, conhecida como rabdomiólise.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

dor de cabeça

tonturas

obstipação (prisão de ventre)

sensação de mal-estar

dor de estômago

dor nos músculos

sensação de fraqueza

aumento da quantidade de proteínas na urina – isto habitualmente volta ao normal

sem que seja necessário parar de tomar os seus comprimidos de Rosuvastatina

Hexal (apenas Rosuvastatina Hexal 40 mg)

diabetes - esta situação é mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e

gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial elevada. O seu médico

irá vigiá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

erupção na pele, comichão (comichão) e outras reações na pele

aumento da quantidade de proteínas na urina (resultados anormais dos testes da

função renal) – que geralmente volta ao normal sem que seja necessário parar o

tratamento com Rosuvastatina Hexal (apenas Rosuvastatina Hexal 5 mg, 10 mg e 20

mg).

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):

reação alérgica grave – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou

garganta, dificuldade em engolir e respirar, comichão intenso (com aumento dos

gânglios). Se pensa que está a ter uma reação alérgica, pare de tomar Rosuvastatina

Hexal e procure ajuda médica de imediato.

distúrbios musculares em adultos – como precaução, pare de tomar Rosuvastatina

Hexal e fale com o seu médico imediatamente se sentir dores musculares invulgares

que se prolonguem por mais tempo do que o esperado

dor de estômago intensa (pâncreas inflamado)

aumento das enzimas hepáticas no sangue.

nódoas negras e hemorragias pouco frequentes devido ao baixo nível de plaquetas

no sangue.

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

icterícia (coloração amarela dos olhos e da pele)

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hepatite (uma inflamação do fígado)

vestígios de sangue na sua urina

lesão dos nervos nos braços e nas pernas (tal como dormência)

dores nas articulações

perda de memória.

ginecomastia (aumento mamário nos homens).

Efeitos secundários de frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada

a partir dos dados disponíveis):

diarreia (fezes moles)

Síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca,

olhos e órgãos genitais)

tosse

falta de ar

edema (inchaço)

distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

dificuldades sexuais

depressão

problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre.

afeções dos tendões, por vezes complicadas por rutura

fraqueza muscular que é constante.

Comunicação de efeitos secundários

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos

secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Também

poderá

comunicar

efeitos

secundários

diretamente

aoINFARMED

I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Rosuvastatina Hexal

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Rosuvastatina Hexal após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior e no blister após Val. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

O prazo de validade após a primeira abertura dos frascos de HDPE é de até 3 meses.

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INFARMED

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não

necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rosuvastatina Hexal

- A substância ativa é a rosuvastatina.

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

- Os outros componentes são:

Conteúdo do comprimido:

Lactose anidra, Sílica coloidal anidra, Celulose microcristalina siliciada, Amido de

milho, Talco, Fumarato sódico de estearilo.

Revestimento do comprimido:

Hipromelose, Manitol E421, Macrogol 6000, Talco, Dióxido de titânio E171, Óxido de

ferro amarelo E172, Óxido de ferro vermelho E172.

Qual o aspeto de Rosuvastatina Hexal e conteúdo da embalagem

Comprimidos revestidos por película.

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos claros, com a gravação

“RSV 5” numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 10”

numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 20”

numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película:

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06-06-2015

INFARMED

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 40”

numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 5/10/20/40 mg está disponível em:

Blister OPA-Alu-PVC/Alu: 20, 28, 60 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular de Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular de Autorização de Introdução no Mercado

Hexal AG

Industriestrasse 25

83607 Holzkirchen

Alemanha

Fabricantes

Lek Pharmaceuticals d.d.

Verovskova 57 1526 Ljubljana

Eslovénia

Lek Pharmaceuticals d.d

Trimlini 2D

9220 Lendava

Eslovénia

Lek S.A.

ul. Domaniewska 50 C

02-672 Warsaw

Polónia

Salutas Pharma GmbH

Otto-von-Guer·icke-Ailee I

39179 Barleben

Alemanha

Salutas Pharma GmbH

Dicselstrasse 5

70839 Gerlingen

Alemanha

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Portugal: Rosuvastatina Hexal

Irlanda: Rosuva 5 mg Film-Coated Tablets

Rosuva 10 mg Film-Coated Tablets

Rosuva 20 mg Film-Coated Tablets

Rosuva 40 mg Film-Coated Tablets

Este folheto foi aprovado pela última vez em Fevereiro de 2015

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

58,7 mg de lactose anidra.

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

53,7 mg de lactose anidra.

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

107,4 mg de lactose anidra.

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de rosuvastatina (sob a forma

de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém

214,8 mg de lactose anidra.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos claros, com a gravação

“RSV 5” numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 10”

numa das faces.

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 20”

numa das faces.

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película redondos, castanhos, com a gravação “RSV 40”

numa das faces.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolémia

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com

hipercolesterolémia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica) ou dislipidémia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que

a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (por ex. exercício

físico, perda de peso) seja inadequada.

Hipercolesterolémia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos hipolipemiantes (por ex., LDL-aferese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção de eventos cardiovasculares

Prevenção de eventos cardiovasculares major em doentes nos quais se estima existir

um risco elevado de ocorrência de um primeiro evento cardiovascular (ver secção

5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de risco.

4.2 Posologia e modo de administração

Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta

padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante

o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da

terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de

consenso atuais.

Rosuvastatina Hexal pode ser administrada a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

Tratamento da hipercolesterolémia

A dose inicial recomendada é de 5 ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto

para doentes não tratados como para doentes a quem previamente tenham sido

prescritos outros inibidores da HMG-CoA redutase. A escolha da dose inicial deverá

ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco cardiovascular,

bem como o potencial risco para reações adversas. Após 4 semanas, pode ser feito

um ajustamento posológico para a dose seguinte, se necessário (ver secção 5.1).

Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose de 40 mg

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

comparativamente às doses mais baixas (ver secção 4.8), a titulação final para a

dose

máxima

deverá

somente

considerada

doentes

hipercolesterolémia

grave

elevado

risco

cardiovascular

particular

doentes com hipercolesterolémia familiar), que não atinjam os objetivos terapêuticos

com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver secção 4.4).

Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 40 mg seja efetuado sob

supervisão de um especialista.

Prevenção de eventos cardiovasculares

No estudo de redução de risco de eventos cardiovasculares, a dose utilizada foi de 20

mg por dia (ver secção 5.1).

População pediátrica

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

Crianças e adolescentes entre os 6 e os 17 anos de idade (Estadio Tanner <II-V).

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia.

Em crianças de 6 a 9 anos de idade com hipercolesterolémia familiar heterozigótica,

o intervalo de dose habitual é de 5-10 mg por via oral uma vez por dia. A segurança

e eficácia de doses superiores a 10 mg não foram estudadas nesta população.

crianças

anos

idade

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica, o intervalo de dose habitual é de 5-20 mg por via oral uma vez por

dia. A segurança e eficácia de doses superiores a 20 mg não foram estudadas nesta

população.

A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta individual e tolerabilidade nos

doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de tratamento em

pediatria (ver secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser submetidos à dieta

padrãopara redução do colesterol antes de iniciar o tratamento com rosuvastatina;

esta dieta deve ser continuada durante o tratamento com a rosuvastatina.

A experiência em crianças com hipercolesterolémia familiar homozigótica é limitada a

um pequeno número de crianças com idades entre 8 e 17 anos.

O comprimido de 40 mg não é adequado para utilização na população pediátrica.

Crianças com idade inferior a 6 anos

A segurança e eficácia da utilização em crianças com idade inferior a 6 anos não

foram estudadas. Por conseguinte, não se recomenda a utilização de Rosuvastatina

Hexal em crianças com idade inferior a 6 anos.

Utilização na população idosa

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade >70 anos (ver

secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajuste posológico em relação à idade.

Posologia em doentes com insuficiência renal

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a

moderado. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com compromisso

renal moderado (depuração da creatinina <60 ml/min). A dose de 40 mg está

contraindicada

doentes

compromisso

renal

moderado.

Rosuvastatina Hexal em doentes com compromisso renal grave está contraindicado

em todas as doses (ver secções 4.3 e 5.2).

Posologia em doentes com compromisso hepático

Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido

observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na

classificação de Child-Pugh (ver secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a

avaliação da função renal (ver secção 4.4.). Não existe experiência em indivíduos

com pontuações na classificação de Child-Pugh superiores a 9. Rosuvastatina Hexal

está contraindicado em doentes com doença hepática ativa (ver secção 4.3).

Raça

Tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos Asiáticos (ver

secções 4.3, 4.4 e secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para doentes

de ascendência Asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes doentes.

Polimorfismos genéticos

São conhecidos tipos específicos de polimorfismos genéticos que podem levar a

aumento da exposição à rosuvastatina (ver secção 5.2). Para os doentes em que são

conhecidos tais tipos específicos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária

inferior de Rosuvastatina Hexal.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia (ver secção 4.4.).

A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver secção 4.3).

Terapêutica concomitante

A rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (p. ex. OATP1B1

BCRP).

risco

miopatia

(incluindo

rabdomiólise)

aumenta

quando

rosuvastatina é administrada concomitantemente com determinados medicamentos

podem

aumentar

concentração

plasmática

rosuvastatina

devido

interações

essas

proteínas

transportadoras

ciclosporina

certos

inibidores da protease incluindo combinações de ritonavir com atazanavir, lopinavir,

e/ou

tipranavir;

secções

4.5).

Sempre

possível,

devem

considerados

medicamentos

alternativos,

necessário,

considerar

temporariamente

interrupção

terapêutica

Rosuvastatina

Hexal.

situações

administração

concomitante

destes

medicamentos

Rosuvastatina Hexal é inevitável, o benefício e o risco do tratamento concomitante e

ajustes na dose de Rosuvastatina Hexal devem ser cuidadosamente considerados

(ver secção 4.5).

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

4.3 Contraindicações

Rosuvastatina Hexal está contraindicado:

doentes

hipersensibilidade

substância

ativa

qualquer

excipientes mencionados na secção 6.1;

doentes

doença

hepática

ativa

incluindo

elevações

persistentes

inexplicáveis das transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases

séricas excedendo 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN);

- em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min);

- em doentes com miopatia;

- em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina;

- durante a gravidez e aleitamento e em mulheres em idade fértil que não adotam

medidas contracetivas apropriadas.

A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

- compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min);

- hipotiroidismo;

- antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias;

- antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA

redutase ou fibrato;

- alcoolismo;

situações

possa

ocorrer

aumento

níveis

plasmáticos

rosuvastatina;

- doentes Asiáticos;

- uso concomitante de fibratos.

(Ver secções 4.4, 4.5 e 5.2).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Em doentes tratados com doses elevadas de rosuvastatina, em particular 40 mg, foi

observada proteinúria, detetada por tiras de teste e maioritariamente de origem

tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A proteinúria

não demonstrou prognosticar doença renal aguda ou crónica (ver secção 4.8). A taxa

de notificação de eventos renais graves na experiência pós-comercialização é maior

com a dose de 40 mg. Deve ser considerada a avaliação da função renal durante a

monitorização de rotina de doentes tratados com uma dose de 40 mg.

Efeitos musculosqueléticos

Efeitos no músculo-esquelético, por ex. mialgia, miopatia e, raramente, rabdomiólise

têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas as doses, em

particular com doses > 20 mg. Foram notificados casos muito raros de rabdomiólise

com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da HMG-CoA

redutase. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver secção 4.5) e a

sua combinação deve ser utilizada com precaução.

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a taxa de notificação de

rabdomiólise associada a rosuvastatina na experiência pós-comercialização é maior

com a dose de 40 mg.

Doseamento da creatinina quinase

A creatinina quinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na

presença de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir

a interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente

elevados (> 5xLSN) deverá ser efetuado um teste de confirmação dentro de 5-7

dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK > 5xLSN, o tratamento

não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

Rosuvastatina Hexal, tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase,

deverá ser prescrito com precaução em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

- compromisso renal

- hipotiroidismo

- antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

- antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA

redutase ou fibrato

- alcoolismo

- idade > 70 anos

- situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver secções

4.2, 4.5 e 5.2)

- uso concomitante de fibratos.

Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos

possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis

basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN), o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, astenia ou

cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar ou febre. Deve

determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida

se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas

musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo com níveis de CK ≤

5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao normal,

deverá

considerar-se

reintrodução

Rosuvastatina

Hexal

inibidor

alternativo da HMG-CoA redutase na dose mais baixa e com uma monitorização

apertada. A monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não

justifica.

Foram

notificados

casos

muito

raros

miopatia

necrosante

imunomediada (IMNM) durante ou após o tratamento com estatinas, incluindo a

rosuvastatina. A IMNM é clinicamente caracterizada por fraqueza muscular proximal

e elevação da creatinina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do

tratamento com estatinas.

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Os estudos clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o

músculo esquelético no reduzido número de doentes tratados com rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da HMG-CoA

redutase

associação

derivados

ácido

fíbrico,

incluindo

gemfibrozil,

ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease

e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando

administrado concomitantemente com alguns inibidores da HMG-CoA redutase. Por

conseguinte,

associação

Rosuvastatina

Hexal

gemfibrozil

não

recomendada. O benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da

combinação

Rosuvastatina

Hexal

fibratos

niacina,

deverá

cuidadosamente considerado em relação aos potenciais riscos de tais associações.

Com a dose de 40 mg está contraindicado o uso concomitante de fibratos (ver

secções 4.5 e 4.8).

Não se recomenda a associação de rosuvastatina e ácido fusídico. Em doentes a

receber esta associação houve notificações de rabdomiólise (incluindo algumas

mortes) (ver secção 4.5).

Rosuvastatina Hexal não deve ser usado em doentes com uma situação aguda grave,

sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência renal

secundária a rabdomiólise (por ex. sépsis, hipotensão, grande cirurgia, trauma,

disfunções

metabólicas

graves,

endócrinas

eletrolíticas

convulsões

não

controladas).

Efeitos hepáticos

Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, Rosuvastatina Hexal deve

ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas de

álcool e/ou tenham história de doença hepática.

Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do

tratamento com Rosuvastatina Hexal e 3 meses após o início do tratamento. Se o

nível das transaminases séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade,

Rosuvastatina

Hexal

deve

interrompido ou

reduzir-se

dose.

A taxa

notificação de eventos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das

transaminases hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de

40 mg.

Em doentes com hipercolesterolémia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndroma nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a

terapêutica com Rosuvastatina Hexal.

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos

Asiáticos, comparativamente aos indivíduos Caucasianos (ver secções 4.2, 4.3 e

5.2).

Inibidores da protease

Um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina tem sido observado em

indivíduos tratados concomitantemente com rosuvastatina e vários inibidores da

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

protease em combinação com ritonavir. Deve ser considerado, quer o benefício de

redução lipídica pelo uso de Rosuvastatina Hexal em doentes VIH tratados com

inibidores

protease

quer

potencial

para

aumento

concentrações

plasmáticas de rosuvastatina quando se inicia e se titulam doses de Rosuvastatina

Hexal em doentes tratados com inibidores da protease. O uso concomitante com

determinados inibidores da protease não é recomendado a menos que a dose de

Rosuvastatina Hexal seja ajustada (ver secções 4.2 e 4.5).

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos excecionais de doença pulmonar intersticial com algumas

estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita que um

doente desenvolveu doença pulmonar intersticial, a terapêutica com a estatina deve

ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado.

Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco vascular das estatinas e,

portanto, não deve ser uma condição para interromper a terapêutica. Os doentes em

risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/l, IMC (Índice de Massa Corporal)

> 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados tanto

clínica como bioquimicamente de acordo com as orientações nacionais.

No estudo JUPITER, a frequência global de notificação de casos de diabetes mellitus

foi de 2,8% com rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com

glicemia em jejum entre 5,6 e

6,9 mmol/L.

População pediátrica

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idades entre os 6 e 17 anos a tomar rosuvastatina é limitada ao

período de 2 anos. Após 2 anos de estudo com este tratamento, não foi detetado

qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 5.1).

Em estudos clínicos com crianças e adolescentes a receber rosuvastatina durante 52

semanas, foram observadas com maior frequência elevações da CK >10xLSN e

sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação

com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver secção 4.8).

Precauções especiais em relação aos excipientes

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Rosuvastatina Hexal contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má absorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina

Inibidores das proteínas transportadoras: A rosuvastatina é um substrato para certas

proteínas transportadoras incluindo o transportador de captação hepático OATP1B1 e

o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de Rosuvastatina

Hexal com medicamentos que são inibidores destes transportadores de proteínas

pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas da rosuvastatina e num

aumento do risco de miopatia (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1).

Ciclosporina: Durante a terapêutica concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados,

relativamente

observados

voluntários

saudáveis

(ver

Tabela

Rosuvastatina Hexal é contraindicado em doentes a receber concomitantemente

ciclosporina (ver secção 4.3).A administração concomitante não provocou alteração

da concentração plasmática da ciclosporina.

Inibidores da protease: Apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação

exato, o uso concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a

exposição à rosuvastatina (ver Tabela 1). Por exemplo, num estudo farmacocinético,

a administração concomitante de 10 mg de rosuvastatina e a combinação de dois

inibidores da protease (300 mg atazanavir/ 100 mg de ritonavir) em voluntários

saudáveis foi associada a um aumento da AUC e da Cmáx da rosuvastatina em

aproximadamente três-vezes e sete-vezes, respetivamente. O uso concomitante de

Rosuvastatina Hexal e algumas combinações de inibidores da protease pode ser

considerado após cuidadosa avaliação dos ajustes na dose de Rosuvastatina Hexal

baseados no aumento expectável da exposição à rosuvastatina (ver secções 4.2, 4.4

e 4.5 Tabela 1).

Gemfibrozil

outros

medicamentos

hipolipemiantes:

concomitante

rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmáx e AUC da

rosuvastatina (ver secção 4.4).

Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar

interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer

interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina

(ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1g/dia) aumentam o risco

de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA

redutase, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados

isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos

(ver secções 4.3 e 4.4). Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a

dose de 5 mg.

Ezetimiba: O uso concomitante de 10 mg de rosuvastatina e 10 mg de ezetimiba

resultou num aumento na AUC da rosuvastatina de 1,2 vezes em indivíduos

hipercolesterolémicos (Tabela 1).. No entanto, não pode ser excluída uma interação

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre Rosuvastatina Hexal e a

ezetimiba (ver secção 4.4).

Antiácidos: A administração simultânea de rosuvastatina com uma suspensão de

antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de

aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após rosuvastatina. Não foi

investigada a importância clínica desta interação.

Eritromicina: O uso concomitante de rosuvastatina e eritromicina resultou num

decréscimo de 20% na AUC e um decréscimo de 30% na Cmáx de rosuvastatina.

Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade intestinal causada

pela eritromicina.

Enzimas do citocromo P450: Os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que

a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Por

conseguinte, não são esperadas interações com fármacos cujo metabolismo é

mediado

pelo

citocromo

P450.Não

verificaram

interações

clinicamente

importantes entre a rosuvastatina quer com o fluconazol (inibidor do CYP2C9 e

CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do CYP2A6 e CYP3A4).

Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina (ver também Tabela 1):

Quando for necessário administrar concomitantemente Rosuvastatina Hexal com

outros medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as

doses de Rosuvastatina Hexal devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5

mg de Rosuvastatina Hexal se o aumento expectável na exposição (AUC) é de

aproximadamente 2 vezes ou superior. A dose máxima diária de Rosuvastatina Hexal

deve ser ajustada para que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40

mg diários de Rosuvastatina Hexal tomados sem interações medicamentosas, por

exemplo uma dose de 20 mg de Rosuvastatina Hexal com gemfibrozil (aumenta 1,9

vezes),

dose

Rosuvastatina

Hexal

combinação

atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).

Tabela 1. Efeitos da administração concomitante de medicamentos na exposição à

rosuvastatina (AUC; por ordem decrescente de magnitude) de ensaios clínicos

publicados

Fármaco

interagir,

dose,

regime

Regime

posológico

de rosuvastatina

Alteração

rosuvastatina*

Ciclosporina 75 mg BID para 200

mg BID, 6 meses

10 mg OD, 10 dias

7,1-vezes 

Atazanavir 300 mg/ritonavir 100

mg OD, 8 dias

10 mg, dose única

3,1-vezes 

Lopinavir 400 mg/ritonavir 100

mg BID, 17 dias

20 mg OD, 7 dias

2,1-vezes 

Clopidogrel 300 mg de dose de

carga, seguido de 75 mg às 24

horas

20 mg, dose única

2-vezes 

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

1,9-vezes 

Eltrombopag 75 mg OD, 10 dias

10 mg, dose única

1,6-vezes 

Darunavir 600 mg/ritonavir 100

mg BID, 7 dias

10 mg OD, 7 dias

1,5-vezes 

Tipranavir 500 mg/ritonavir 200

mg BID, 11 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes 

Dronedarona 400 mg BID

Não disponível

1,4-vezes 

Itraconazol 200 mg OD, 5 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes **

Ezetimiba 10 mg OD, 14 dias

10 mg, OD, 14 dias

1,2-vezes **

Fosamprenavir 700 mg/ritonavir

100 mg BID, 8 dias

10 mg, dose única

Aleglitazar 0,3 mg, 7 dias

40 mg, 7 dias

Silimarina 140 mg TID, 5 dias

10 mg, dose única

Fenofibrato 67 mg TID, 7 dias

10 mg, 7 dias

Rifampin 450 mg OD, 7 dias

20 mg, dose única

Cetoconazol 200 mg BID, 7 dias

80 mg, dose única

Fluconazol 200 mg OD, 11 dias

80 mg, dose única

Eritromicina 500 mg QID, 7 dias

80 mg, dose única

28% 

Baicalin 50 mg TID, 14 dias

20 mg, dose única

47% 

*Os dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma simples

“razão”

entre

rosuvastatina

administrada

concomitantemente

rosuvastatina

isoladamente. Os dados apresentados como alteração na % representam a % de

diferença relativamente à rosuvastatina isoladamente.

O aumento é indicado por “”, sem alterações por “”, diminuição por “”.

**Vários

estudos

interação

foram

realizados

diferentes

dosagens

rosuvastatina, a tabela mostra as razões mais significativas.

OD = uma vez dia; BID = duas vezes dia; TID = três vezes dia; QID = quatro vezes

Efeito da rosuvastatina sobre os medicamentos administrados concomitantemente

Antagonistas da Vitamina K: À semelhança dos outros inibidores da HMG-CoA

redutase, o início da terapêutica ou o aumento da dose de Rosuvastatina Hexal em

doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (p. ex.

varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode originar um aumento da Razão

Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de Rosuvastatina

Hexal pode resultar num decréscimo da INR. Nestas situações, é desejável a

monitorização apropriada da INR.

Contracetivo oral/terapêutica hormonal de substituição (THS): O uso concomitante

rosuvastatina

contracetivo

oral

resultou

aumento

etinilestradiol

norgestrel

34%,

respetivamente.

Deve

ter-se

consideração

este

aumento

níveis

plasmáticos

escolha

dose

contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a

tomar concomitantemente rosuvastatina e THS mas um efeito similar não pode ser

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

excluído. Contudo, em estudos clínicos, esta associação foi extensamente utilizada

em mulheres e foi bem tolerada.

Outros medicamentos:

Digoxina: Com base em dados de estudos de interação específicos, não são

esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina.

Ácido fusídico: Não foram realizados estudos de interação com rosuvastatina e ácido

fusídico. Na experiência pós-comercialização e à semelhança de outras estatinas

foram

notificados

acontecimentos

relacionados

músculos,

incluindo

rabdomiólise em doentes a fazer rosuvastatina e ácido fusídico concomitantemente.

Portanto, não se recomenda a associação de rosuvastatina e ácido fusídico. Se

possível, recomenda-se a interrupção temporária do tratamento com rosuvastatina.

Se inevitável, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados.

População pediátrica

Estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na

população pediátrica não é conhecida.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Rosuvastatina Hexal está contraindicado na gravidez e aleitamento.

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados.

Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais

para o desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da HMG-CoA redutase

supera a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais fornecem

dados limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva. (Ver secção 5.3). Em

caso de gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.

No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção

de rosuvastatina no leite do ser humano (ver secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos para determinar o efeito de Rosuvastatina Hexal sobre

capacidade

conduzir

utilizar

máquinas.

Contudo,

base nas

suas

propriedades farmacodinâmicas não é provável que Rosuvastatina Hexal afete esta

capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em

conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas observadas com rosuvastatina são geralmente ligeiras e

transitórias. Em estudos clínicos controlados, menos de 4% de doentes tratados com

rosuvastatina abandonou os estudos devido a reações adversas.

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

Lista tabelada de reações adversas

base

dados

ensaios

clínicos

extensa

experiência

pós-

comercialização, a lista seguinte apresenta o perfil de reações adversas para a

rosuvastatina. As reações adversas listadas abaixo estão classificadas de acordo com

a frequência e classe de sistema de órgãos (SOC).

As frequências das reações adversas são classificadas de acordo com a seguinte

convenção:

Muito Frequentes (≥1/10)

Frequentes (≥ 1/100 a <1/10);

Pouco frequentes (≥ 1/1.000 a <1/100);

Raros (≥ 1/10.000 e <1/1.000);

Muito raros (<1/10.000);

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 2. Reações adversas com base em dados de estudos clínicos e na experiência

pós-comercialização

Classes

sistemas

órgãos

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Desconhecid

Doenças

sangue

sistema

linfático

Trombocitopenia

Doenças

sistema

imunitário

Reações

hipersensibilidade

incluindo

angioedema

Doenças

endócrinas

Diabetes

mellitus1

Perturbações do

foro psiquiátrico

Depressão

Doenças

sistema

nervoso

Cefaleia

Tonturas

Polineuropatia

Perda

memória

Neuropatia

periférica

Distúrbios

sono

(incluindo

insónia

pesadelos)

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Tosse

Dispneia

Doenças

gastrointestinai

ObstipaçãoN

áuseas

abdominal

Pancreatite

Diarreia

Afeções

Transaminases

Icterícia

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

hepatobiliares

hepáticas

aumentadas

Hepatite

Afeções

tecidos

cutâneos

subcutâneos

Prurido

Erupção

cutânea

Urticária

Síndrome

de Stevens-

Johnson

Afeções

musculosqueléti

tecidos

conjuntivos

Mialgia

Miopatia

(incluindo

miosite)

Rabdomiólise

Artralgia

Miopatia

necrosante

imunomedia

Afeções nos

tendões, por

vezes,

complicadas

devido

rutura

Doenças

renais

e urinárias

Hematúria

Doenças

órgãos

genitais

e da mama

Ginecomastia

Perturbações

gerais

alterações

local

administração

Astenia

Edema

1 A frequência vai depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicose no sangue

em jejum ≥5,6 mmol/L, IMC> 30 kg/m2, triglicéridos elevados, antecedentes de hipertensão).

Tal como se verifica com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a incidência de

reações adversas medicamentosas tende a ser dose-dependente.

Efeitos renais: Em doentes tratados com rosuvastatina foi observada proteinúria,

detetada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. Variação dos

valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou superior,

foi observado em <1% dos doentes em determinada altura durante o tratamento

com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados com 40 mg.

Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde ausência ou

vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou

desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao momento, a

análise

dados

provenientes

ensaios

clínicos

experiência

pós-

comercialização não evidenciou uma associação causal entre a proteinúria e doença

renal aguda ou progressiva.

A hematúria tem sido observada em doentes tratados com rosuvastatina e os dados

de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.

Efeitos no músculo esquelético: Efeitos no músculo esquelético, por ex. mialgia,

miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

renal aguda têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas

as doses, em particular, com doses >20 mg.

Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK

relacionado

dose;

maioria

casos

essa

elevação

ligeira,

assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (>5xLNS), o

tratamento deve ser interrompido (ver secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, um

aumento das transaminases, relacionado com a dose, foi observado num pequeno

número de doentes tratados com rosuvastatina; na maioria destes casos, o aumento

foi ligeiro, assintomático e transitório.

Foram notificados os seguintes eventos adversos com algumas estatinas:

Disfunção sexual.

Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com tratamento de longa

duração (ver secção 4.4).

A taxa de notificação de rabdomiólise, eventos renais graves e eventos hepáticos

graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) é

maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica:

As elevações da creatina fosfoquinase >10xLSN e os sintomas musculares após

exercício ou aumento da ativade física foram observados mais frequentemente em

estudos clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com os

adultos (ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina foi

semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos,

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt.

4.9 Sobredosagem

Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem. Em

caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um tratamento sintomático e

as medidas de suporte instituídas, conforme necessário. A função hepática e os

níveis

deverão

monitorizados.

Não

provável

hemodiálise

proporcione quaisquer benefícios.

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Inibidores da HMG-CoA redutase

Código ATC: C10A A07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da HMG-CoA redutase, a enzima

limitante

taxa

conversão

3-hidroxi3-metilglutaril

coenzima

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol-LDL, colesterol total e

triglicéridos e aumenta o nível de colesterol-HDL. Reduz ainda a ApoB, colesterol

não-HDL, C-VLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver Tabela 3). A rosuvastatina

reduz também as razões de C-LDL/C-HDL, C total/C-HDL e colesterol não-HDL/C-

HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.

Tabela 3 - Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e

IIb) (alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais)

Dose

C- LDL

C-Total

C-HDL

não-

ApoB

ApoA-I

Placebo

O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se

90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente

obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente.

Eficácia clínica

rosuvastatina

eficaz

adultos

hipercolesterolémia,

hipertrigliceridémia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em

populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolémia

familiar.

Com base nos dados de fase III agrupados, a rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolémia tipo IIa e IIb (C-LDL

média basal cerca de 4,8 mmol/L), levando-os a atingir os valores alvo preconizados

nas normas orientadoras da European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

80% dos doentes tratados com 10 mg atingiram os valores alvo EAS preconizados

para os níveis de C-LDL (<3 mmol/L).

Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolémia familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina

entre

80 mg,

segundo um

protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito

benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em

tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de

tratamento), a C-LDL foi reduzida em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores

alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (<3 mmol/L).

estudo

clínico

aberto,

titulação

forçada,

avaliada

resposta

rosuvastatina

20-40

doentes

hipercolesterolémia

familiar

homozigótica. Na população global, foi obtida uma redução média da C-LDL de 22%.

Em estudos clínicos com um número limitado de doentes, rosuvastatina tem

demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos triglicéridos quando

utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando

usado em combinação com niacina (ver secção 4.4).

Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico

(METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo

risco de doença coronária (definido como risco de Framingham <10% em 10 anos),

com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/L (154,5 mg/dL), porém com aterosclerose

subclínica (detetada por Espessura /Íntima - Média Carotídea), foram aleatorizados

para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou placebo durante 2

anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de progressão na EIMC

máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas, comparativamente

com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95% -0,0196, -0,0093;

p<0,0001]. A alteração relativamente aos valores iniciais foi de -0,0014 mm/ano (-

0,12%/ano (não significativa)) para a rosuvastatina, comparativamente com uma

progressão de +0,0131 mm/ano (1,12%/ano (p<0,0001)) para o placebo. Não foi

ainda demonstrada uma correlação direta entre a diminuição da EIMC e a redução do

risco de eventos cardiovasculares. A população estudada no METEOR é de baixo risco

de doença coronária e não representa a população alvo de rosuvastatina 40 mg. A

dose de 40 mg deverá ser prescrita apenas em doentes com hipercolesterolemia

grave com elevado risco cardiovascular (ver secção 4.2).

No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention

Trial Evaluating Rosuvastatin” (JUPITER) o efeito de rosuvastatina sobre a ocorrência

de eventos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi avaliado em

17.802 homens (≥ 50 anos) e mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes no estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo

(n=8901) ou rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n=8901) e foram seguidos

durante um período médio de 2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p<0,001) no grupo de

rosuvastatina em comparação com o grupo placebo.

Numa análise subsequente a um subgrupo de indivíduos com risco elevado, com um

risco de Framingham inicial de 20% (1558 indivíduos) verificou-se uma redução

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente

vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,028) no tratamento com rosuvastatina

versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos por 1000 doentes-

anos foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de doentes

elevado

risco

(p=0,193).

Numa

análise

subsequentede

subgrupo

indivíduos com elevado risco (total de 9302 indivíduos) com um risco SCORE inicial ≥

5% (extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se uma

redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,0003) no tratamento com

rosuvastatina versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos foi de

5,1 por 1000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de

doentes com elevado risco (p=0,076).

No estudo JUPITER 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos

com placebo suspenderam a medicação do estudo devido a acontecimento adverso.

Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à suspensão do

tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor

abdominal (0.03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea

(0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais

frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram

infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite

(7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), dor lombar (7,6% com rosuvastatina,

6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, aleatorizado, em

dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido de

uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de ajuste da dose de rosuvastatina, doentes entre os 10 e 17 anos de idade

(estádio de Tanner II-IV, sexo feminino com pelo menos 1 ano pós-menarca) com

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas e todos receberam

posteriormente

rosuvastatina

diariamente

durante

semanas.

início

recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10 e

os 13 anos e aproximadamente 17%, 18% e 25% estavam no Estádio Tanner II, III,

IV e V, respetivamente.

A C-LDL foi reduzida em 38,3%, 44,6% e 50,0% com rosuvastatina, 5, 10 e 20 mg

respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de ajuste da dose para o objetivo, doseado

até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%) tinham

atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/L.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 4.4). Este estudo (n=176)

não foi adequado para comparação de reações adversas medicamentosas graves.

A rosuvastatina foi também estudada num estudo aberto de 2 anos, de ajuste da

dose para o objetivo em 198 crianças com hipercolesterolémia familiar heterozigótica

com idade entre 6 e 17 anos (88 do sexo masculino e 110 do sexo feminino, estágio

Tanner <II-V). A dose inicial para todos os doentes foi de 5 mg uma vez por dia de

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

rosuvastatina. Os doentes com idade entre 6 a 9 anos (n = 64) podiam fazer a

titulação para uma dose máxima de 10 mg uma vez por dia e doentes com idades

dos 10 a 17 anos (n = 134) para uma dose máxima de 20 mg uma vez por dia.

Após 24 meses de tratamento com rosuvastatina, a redução percentual de LS médio

em relação ao valor de referência nos níveis de LDL-C foi - 43% (base: 236 mg / dl,

Mês 24: 133 mg / dl). Para cada faixa etária, as reduções percentuais do LS médio

em relação aos valores basais de LDL-C foram -43% (base: 234 mg / dl, Mês 24:

124 mg / dl), 45% (base: 234 mg / dl, 124 mg / dl), e -35% (linha de base: 241 mg

/ dl, 24 meses: 153 mg / dl) nas faixas etárias de 6 até <10, 10 a <14, e de 14 a

<18, respetivamente.

A rosuvastatina 5 mg, 10 mg e 20 mg também alcançaram alterações médias

estatisticamente significativas da linha de base para as seguintes variáveis de lípidos

e lipoproteínas secundárias: HDL-C, TC, não-HDL-C, LDL-C / HDL-C, TC / HDL -C, TG

/ HDL-C, não HDL-C / HDL-C, apoB, ApoB / ApoA1. Estas mudanças foram todas na

direção da melhoria do comportamento dos lípidos e foram mantidas ao longo de 2

anos.

Não foi detetado nenhum efeito sobre o crescimento, peso, IMC ou maturação sexual

após 24 meses de tratamento (ver secção 4.4).

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com rosuvastatina em todos os subgrupos da população

pediátrica no tratamento da hipercolesterolémia familiar homozigótica, dislipidemias

primárias combinadas (mistas) e na prevenção de eventos cardiovasculares (ver

secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

São

atingidas

concentrações

plasmáticas

máximas

rosuvastatina

aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

aproximadamente de 20%.

Distribuição: A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local

de síntese do colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da

rosuvastatina é de aproximadamente 134 L. A rosuvastatina apresenta uma ligação

de aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Biotransformação: A rosuvastatina sofre um metabolismo limitado (cerca de 10%).

Estudos de metabolismo in vitro utilizando hepatócitos do ser humano indicam que a

rosuvastatina é um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo

P450. O CYP2C9 foi a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6

envolvidas em menor extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-

desmetil e a lactona. O metabolito N-desmetil é aproximadamente 50% menos ativo

do que a rosuvastatina, enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A

rosuvastatina é responsável por mais de 90% da atividade inibidora da HMG-CoA

redutase circulante.

Eliminação: Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a

forma inalterada nas fezes (consistindo em substância ativa absorvida e não

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

absorvida) e o remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada

sob a forma inalterada na urina. A semivida de eliminação plasmática é cerca de 19

horas. A semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas.

A média geométrica da depuração plasmática é de aproximadamente 50 litros/hora

(coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA

redutase,

captação

hepática

rosuvastatina

envolve

transportador

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade: A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose.

Não existem alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses

diárias.

Populações especiais:

Idade e sexo: A idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente

relevantes sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A farmacocinética

rosuvastatina

crianças

adolescentes

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica foi similar à dos adultos voluntários (ver “População pediátrica” em

baixo).

Raça: Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da AUC mediana e Cmáx,

em aproximadamente duas vezes, em indivíduos Asiáticos (Japoneses, Chineses,

Filipinos, Vietnamitas e Coreanos), comparativamente a indivíduos Caucasianos; os

Indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e Cmáx, em aproximadamente

vezes.

análise

farmacocinética

populacional

não

revelou

diferenças

clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos Caucasianos e Negros.

Insuficiência renal: Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de

compromisso renal, verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu

qualquer

influência

sobre

concentração

plasmática

rosuvastatina

metabolito N-desmetil. Indivíduos com compromisso renal grave (Depuração da

Creatinina <30 ml/min) apresentaram um aumento da concentração plasmática da

rosuvastatina

vezes

superior

vezes

superior

metabolito

Ndesmetil,

comparativamente

voluntários

saudáveis.

indivíduos

sujeitos

hemodiálise, as concentrações plasmáticas da rosuvastatina no estado estacionário

foram

aproximadamente

superiores

comparativamente

voluntários

saudáveis.

Insuficiência hepática: Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de

compromisso hepáticonão se verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em

indivíduos com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. Contudo, em

dois indivíduos que apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh

observou-se um aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes,

comparativamente à dos indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de

Child-Pugh. Não existe experiência em indivíduos com pontuações na classificação de

Child-Pugh superiores a 9.

Polimorfismos genéticos: A disposição dos inibidores da HMG-CoA redutase, incluindo

a rosuvastatina, envolve as proteínas transportadoras OATP1B1 e BCRP. Em doentes

com polimorfismos genéticos SLCO1B1 (OATP1B1) e/ou ABCG2 (BCRP) existe o risco

de um aumento da exposição à rosuvastatina. Polimorfismos individuais de SLCO1B1

c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados a uma maior exposição à rosuvastatina

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

(AUC) em comparação com os genótipos SLCO1B1 c.521TT ou ABCG2 c.421CC. Esta

genotipagem específica não está estabelecida na prática clínica mas em doentes que

são conhecidos estes tipos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária de

Rosuvastatina Hexal mais baixa.

População pediátrica: Dois estudos farmacocinéticos com rosuvastatina (dada como

comprimidos) em doentes pediátricos com hipercolesterolémia familiar heterozigótica

com idades entre os 10-17 ou 6-17 anos (total de 214 doentes) demonstrou que a

exposição em doentes pediátricos parece ser comparável ou inferior à exposição nos

doentes adultos. A exposição à rosuvastatina foi previsível com a dose e tempo ao

longo de um período de 2 anos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e potencial

carcinogénico. Não foram avaliados testes para efeitos sobre o hERG. Reações

adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em animais a níveis

de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as seguintes:

alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose repetida

em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da rosuvastatina e

de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em macacos.

Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em cães com

doses mais elevadas.

Em ratos, a toxicidade reprodutiva foi evidente pela redução do tamanho da ninhada,

do seu peso e da sobrevivência das crias, observados com doses maternotóxicas, em

que as exposições sistémicas foram muito acima do nível de exposição terapêutica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo do comprimido:

Lactose anidra

Sílica coloidal anidra

Celulose microcristalina siliciada

Amido de milho

Talco

Fumarato sódico de estearilo

Revestimento do comprimido:

Hipromelose

Manitol E421

Macrogol 6000

Talco

Dióxido de titânio E171

Óxido de ferro amarelo E172

Óxido de ferro vermelho E172

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de OPA-Alu-PVC/Alu: 20, 28 e 60 omprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Hexal AG

Industriestrasse 25

83607 Holzkirchen

Alemanha

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Rosuvastatina Hexal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Embalagem de 20 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291430

Embalagem de 60 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291448

Rosuvastatina Hexal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Embalagem de 20 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291455

Embalagem de 60 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291463

Rosuvastatina Hexal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Embalagem de 60 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291471

Rosuvastatina Hexal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Embalagem de 60 comprimidos revestidos por película (blister) - 5291505

APROVADO EM

06-06-2015

INFARMED

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

30 de abril de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

16/02/2015

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