Rosuvastatina GP 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
GP - Genéricos Portugueses, Lda.
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 10.417 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
3.7 - Antidislipidémicos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
rosuvastatin
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 20 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5705967 CNPEM: 50037030 CHNM: 10068423 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 30 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5705975 CNPEM: 50037056 CHNM: 10068423 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5706007 CNPEM: 50037072 CHNM: 10068423 Grupo Homogéneo: Rosuvastatina | A101 | Oral | 10 mg | [21-60] unidades
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
16/H/0091/002
Data de autorização:
2017-02-06

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APROVADO EM

11-01-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Rosuvastatina GP 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina GP 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina GP 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver

secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rosuvastatina GP e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina GP

3. Como tomar Rosuvastatina GP

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rosuvastatina GP

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rosuvastatina GP e para que é utilizado

Rosuvastatina GP pertence a um grupo de medicamentos denominados estatinas.

O seu médico receitou-lhe Rosuvastatina GP porque:

- Tem valores de colesterol elevados. Isto significa, que está em risco de ter um

ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Rosuvastatina GP é utilizado em

adultos, adolescentes e crianças com 6 ou mais anos de idade para tratar o

colesterol elevado.

Foi aconselhado a tomar uma estatina, porque a alteração na sua dieta e fazer mais

exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de colesterol.

Enquanto estiver a tomar Rosuvastatina GP, deve continuar com a sua dieta para

baixar o colesterol e a prática de exercício físico.

- Tem outros fatores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde.

O ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde

podem

causados

pela

aterosclerose.

aterosclerose

provocada

pela

acumulação de depósitos de gordura nas suas artérias.

Porque é que é importante continuar a tomar Rosuvastatina GP

Rosuvastatina GP é utilizado para corrigir os níveis de substâncias gordas no sangue

chamadas lípidos, sendo o colesterol o mais comum.

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INFARMED

Há diferentes tipos de colesterol no sangue – o colesterol “mau” (C-LDL) e o

colesterol “bom” (C-HDL).

- Rosuvastatina GP pode reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol “bom”.

- Atua bloqueando a produção de colesterol “mau” no seu corpo. Também melhora a

capacidade que o seu corpo tem de o retirar do seu sangue.

Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não

produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer

depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu

estreitamento.

Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados, o que pode

impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo a um

ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Ao diminuir os seus valores de

colesterol, pode reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco, um acidente vascular

cerebral ou problemas de saúde associados.

É necessário que continue a tomar Rosuvastatina GP, mesmo que tenha atingido os

valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus

valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura.

No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina GP

Não tome Rosuvastatina GP:

alergia

rosuvastatina

qualquer

outro

componente

deste

medicamento (indicados na secção 6).

- Se estiver grávida ou a amamentar. Se engravidar enquanto está a tomar

Rosuvastatina GP pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As

mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina GP utilizando um

método contracetivo adequado.

- Se tiver uma doença do fígado.

- Se tiver problemas renais graves.

- Se sentir dores musculares invulgares ou frequentes.

- Se estiver a tomar um medicamento chamado ciclosporina (usado, por exemplo,

após o transplante de órgãos).

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Rosuvastatina

- Se tiver problemas com os seus rins.

- Se tiver problemas com o seu fígado.

- Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. Contacte o seu

médico

imediatamente

sentir

dores

musculares

invulgares

frequentes,

especialmente se não se sentir bem ou se tiver febre. Informe igualmente o seu

médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular constante.

- Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

- Se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente.

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INFARMED

- Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol. Leia atentamente este folheto, mesmo que já tenha tomado outros

medicamentos para tratar o colesterol elevado.

estiver

tomar

medicamentos

para

tratar

infeção

pelo

Vírus

Imunodeficiência

Humana

(VIH),

exemplo,

ritonavir

lopinavir

e/ou

atazanavir, ver secção Outros medicamentos e Rosuvastatina GP.

- Se estiver a tomar antibióticos que contêm ácido fusídico, ver secção Outros

medicamentos e Rosuvastatina GP.

Crianças e adolescentes

- Se o doente tiver menos do que 6 anos: Rosuvastatina GP não deve ser

administrado a crianças com idade inferior a 6 anos.

- Se o doente tiver menos do que 18 anos de idade: A dose de 40 mg não é

adequada para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

- Se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico

escolha a dose inicial de Rosuvastatina GP mais adequada para si).

- Se tem insuficiência respiratória grave.

- Se é de ascendência Asiática -ou seja, Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita,

Coreana e Indiana. É necessário que o seu médico escolha a dose inicial de

Rosuvastatina GP mais adequada para si.

Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação

é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos

níveis das enzimas hepáticas no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta

análise ao sangue (provas de função hepática) antes e durante o tratamento com

Rosuvastatina GP.

Enquanto

estiver

tomar

este

medicamento

médico

far-lhe-á

acompanhamento

cuidadoso

caso

sofra

diabetes

estiver

risco

desenvolver diabetes. Estará em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis

elevados de açúcar e gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial

elevada.

Outros medicamentos e Rosuvastatina GP

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

ciclosporina (usado, por exemplo, após o transplante de órgãos), varfarina ou

clopidogrel (ou quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir a viscosidade

sanguínea),

fibratos

(tais

como

gemfibrozil,

fenofibrato)

qualquer

outro

medicamento usado para baixar o colesterol (tal como ezetimiba), medicamentos

usados

para

tratar

problemas

digestivos

(para

neutralizar

acidez

estômago), eritromicina (um antibiótico), ácido fusídico (um antibiótico - ver secção

Advertências

precauções),

contracetivos

orais

pílula),

terapêutica

substituição hormonal ou ritonavir com lopinavir e/ou atazanavir (utilizado para

tratar a infeção pelo VIH – ver secção Advertências e precauções). Os efeitos destes

medicamentos podem ser alterados por Rosuvastatina GP ou podem alterar o efeito

de Rosuvastatina GP.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Se

engravidar enquanto está a tomar Rosuvastatina GP pare imediatamente de o tomar

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e fale com o seu médico. As mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam

Rosuvastatina GP utilizando um método contracetivo adequado.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A maioria das pessoas pode conduzir um carro e utilizar máquinas enquanto toma

Rosuvastatina GP - não afetará a sua capacidade. No entanto, algumas pessoas

poderão sentir tonturas durante o tratamento com Rosuvastatina GP. Se sentir

tonturas, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.

Rosuvastatina GP contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem uma intolerância a alguns açúcares

(lactose ou açúcar do leite), contacte-o antes de tomar Rosuvastatina GP.

Para a lista completa de excipientes, ver abaixo a secção Conteúdo da embalagem e

outras informações.

3. Como tomar Rosuvastatina GP

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Doses habituais em adultos

Se estiver a tomar Rosuvastatina GP para o colesterol elevado:

Dose inicial

O seu tratamento com Rosuvastatina GP deve ser iniciado com a dose de 5 mg ou a

dose de 10 mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose mais elevada de

uma outra estatina. A escolha da sua dose inicial irá depender:

- Dos seus valores de colesterol.

- Do seu nível de risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

- Se tem ou não um fator que o torne mais sensível aos efeitos secundários

possíveis.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Rosuvastatina GP

mais adequada para si.

O seu médico poderá decidir que deverá tomar a dose mais baixa (5 mg) se:

- É de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana).

- Tem mais de 70 anos de idade.

- Tem problemas renais moderados.

- Está em risco de ter dores musculares (miopatia).

Aumento da dose e dose máxima diária

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina GP que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com a

dose

médico

poderá

decidir

duplicar

dose

para

posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário. Se iniciou o

tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para

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11-01-2019

INFARMED

20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose será feito

em intervalos de 4 semanas.

A dose máxima diária de Rosuvastatina GP é de 40 mg. Esta dose destina-se apenas

a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataque cardíaco

e acidente vascular cerebral, cujos valores de colesterol não baixaram o suficiente

com 20 mg.

Se estiver a tomar Rosuvastatina GP para reduzir o risco de ter um ataque cardíaco,

acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados:

A dose recomendada é de 20 mg diários. Contudo, o seu médico pode decidir utilizar

uma dose mais baixa se tiver algum dos fatores acima mencionados.

Utilização em crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 - 17 anos

A dose habitual inicial é de 5 mg. O seu médico poderá aumentar a sua dose para

encontrar a quantidade de Rosuvastatina GP adequada para si. A dose máxima diária

de Rosuvastatina GP é de 10 mg para crianças com idade compreendida entre os 6 a

9 anos e 20 mg para crianças com idade compreendida entre os 10 a 17 anos. Tome

a sua dose uma vez por dia.

Tomar os seus comprimidos

Engula o comprimido inteiro com água.

Tome Rosuvastatina GP uma vez por dia. Pode tomar o comprimido a qualquer hora

do dia com ou sem alimentos.

Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora do dia, para que se lembre mais

facilmente de o tomar.

Controlo regular do colesterol

É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular

do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol

foram atingidos e se mantêm estáveis.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina GP que toma seja adequada para si.

Se tomar mais Rosuvastatina GP do que deveria

Contacte

médico

hospital

mais

próximo

para

aconselhamento.

Se necessitar de cuidados hospitalares ou de fazer outros tratamentos, informe a

equipa médica sobre o seu tratamento com Rosuvastatina GP.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina GP

Não se preocupe, tome a próxima dose prevista de acordo com o seu esquema de

tratamento habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Rosuvastatina GP

Fale com o seu médico se pretende parar de tomar Rosuvastatina GP. Os seus

valores de colesterol poderão aumentar novamente se parar de tomar Rosuvastatina

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico, farmacêutico ou enfermeiro.

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11-01-2019

INFARMED

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

importante

saiba

quais

são

efeitos

secundários.

Estes

efeitos

são

geralmente ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.

Pare de tomar Rosuvastatina GP e consulte imediatamente um médico se tiver

alguma das seguintes reações alérgicas:

- Dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta.

- Inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em

engolir.

- Prurido intenso (comichão) na pele (com aumento dos gânglios).

Pare também de tomar Rosuvastatina GP e fale imediatamente com o seu médico se

sentir dores musculares invulgares que se prolonguem mais do que o esperado. Os

sintomas musculares são mais frequentes nas crianças e adolescentes do que nos

adultos. Tal como com outras estatinas, um número muito reduzido de pessoas pode

sentir

efeitos

musculares

indesejáveis

raramente

estes

efeitos

resultam

destruição muscular potencialmente fatal, conhecida como rabdomiólise.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar entre 1 em cada 10 e 1 em cada 100

doentes):

- Dor de cabeça

- Dor de estômago

- Prisão de ventre (obstipação)

- Sensação de mal-estar

- Dor muscular

- Sensação de fraqueza

- Tonturas

- Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal

sem que seja necessário parar o tratamento com Rosuvastatina GP (apenas para a

dose de 40 mg)

- Diabetes. Esta situação é mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e

gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial elevada. O seu médico

irá vigiá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar entre 1 em cada 100 e 1 em

cada

1.000 doentes):

- Erupção na pele, prurido (comichão) e outras reações da pele

- Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal

seja

necessário

parar

tratamento

Rosuvastatina GP

(apenas

Rosuvastatina GP 5 mg, 10 mg e 20 mg)

Efeitos secundários raros (podem afetar entre 1 em cada 1.000 e 1 em cada 10.000

doentes):

- Reações alérgicas graves – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou

garganta, dificuldade em engolir e respirar, prurido intenso (comichão) na pele (com

aumento dos gânglios). Caso ache que está a ter uma reação alérgica, pare de tomar

Rosuvastatina GP e procure ajuda médica de imediato

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11-01-2019

INFARMED

- Lesão muscular em adultos – como precaução, pare de tomar Rosuvastatina GP e

fale imediatamente com o seu médico se sentir dores musculares invulgares que se

prolonguem mais do que o esperado

- Dor de estômago intensa (inflamação do pâncreas)

- Aumento das enzimas hepáticas no sangue

Efeitos secundários muito raros (podem afetar menos de 1 em cada 10.000

doentes):

- Icterícia (coloração amarela dos olhos e da pele)

- Hepatite (uma inflamação do fígado)

- Vestígios de sangue na sua urina

- Lesão dos nervos nos braços e nas pernas (como dormência)

- Dores nas articulações

- Perda de memória

- Aumento mamário nos homens (ginecomastia)

Efeitos secundários de frequência desconhecida podem incluir:

- Diarreia (soltura)

- Síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca, olhos

e órgãos genitais)

- Tosse

- Falta de ar

- Edema (inchaço)

- Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

- Disfunção sexual

- Depressão

- Problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

- Lesão nos tendões

- Fraqueza muscular constante

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P.

através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Rosuvastatina GP

- O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

- Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

APROVADO EM

11-01-2019

INFARMED

- Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior/blisters/rótulo, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

- Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rosuvastatina GP

A substância ativa de Rosuvastatina GP é rosuvastatina. Os comprimidos revestidos

por película de Rosuvastatina GP contêm rosuvastatina cálcica, equivalente a 5 mg,

10 mg, 20 mg de rosuvastatina.

Os outros componentes são: lactose anidra, celulose microcristalina, crospovidona,

copovidona, talco, sílica coloidal anidra, esterato de fumarato sódico, lactose mono-

hidratada, hipromelose, dióxido de titânio (E171), triacetina.

Rosuvastatina GP 5 mg comprimidos revestidos por película contêm também óxido

de ferro amarelo (E172).

Rosuvastatina GP 10 mg comprimidos revestidos por película contêm também óxido

de ferro vermelho (E172).

Rosuvastatina GP 20 mg comprimidos revestidos por película contêm também óxido

de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Rosuvastatina GP e conteúdo da embalagem

Rosuvastatina GP 5 mg apresenta-se disponível em embalagens blisters de 7, 20,

30, 60 e 100 comprimidos.

Rosuvastatina GP 10 mg apresenta-se disponível em embalagens blisters de 7, 20,

30, 60 e 100 comprimidos.

Rosuvastatina GP 20 mg apresenta-se disponível em embalagens blisters de 7, 20,

30, 60 e 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Rosuvastatina GP apresenta-se disponível em três dosagens:

Rosuvastatina GP 5 mg comprimidos revestidos por película são amarelos, redondos

e convexos.

Rosuvastatina GP 10 mg comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa,

oblongos e convexos.

Rosuvastatina GP 20 mg comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa,

redondos e convexos.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

GP - Genéricos Portugueses, Lda.

Rua Henrique Paiva Couceiro, 29, Venda Nova

2700-451 Amadora

Portugal

APROVADO EM

11-01-2019

INFARMED

Fabricantes responsáveis pela libertação de lotes

Rosuvastatina GP 5 mg comprimidos revestidos por película

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

Farmalabor - Produtos Farmacêuticos, S.A.

Zona Industrial de Condeixa-a-Nova

3150-194 Condeixa-a-Nova

Portugal

Rosuvastatina GP 10 mg e 20 mg comprimidos revestidos por película

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A.

Rua da Tapada Grande, n.º 2

Abrunheira

2710-089 Sintra

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

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APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina GP 5 mg comprimidos revestidos por película.

Rosuvastatina GP 10 mg comprimidos revestidos por película.

Rosuvastatina GP 20 mg comprimidos revestidos por película.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Rosuvastatina GP 5 mg cada comprimido contém 5 mg de rosuvastatina (sob a

forma de rosuvastatina cálcica).

Rosuvastatina GP 10 mg cada comprimido contém 10 mg de rosuvastatina (sob a

forma de rosuvastatina cálcica).

Rosuvastatina GP 20 mg cada comprimido contém 20 mg de rosuvastatina (sob a

forma de rosuvastatina cálcica).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

5 mg: cada comprimido contém 43,716 mg de lactose anidra.

10 mg: cada comprimido contém 87,433 mg de lactose anidra.

20 mg: cada comprimido contém 174,866 mg de lactose anidra.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Rosuvastatina GP 5 mg: comprimido revestido por película. Comprimidos redondos,

convexos e amarelos.

Rosuvastatina GP 10 mg: comprimido revestido por película. Comprimidos oblongos,

convexos e cor-de-rosa.

Rosuvastatina GP 20 mg: comprimido revestido por película. Comprimidos redondos,

convexos e cor-de-rosa.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolemia

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com

hipercolesterolemia primária (tipo IIa incluindo hipercolesterolemia familiar

heterozigótica) ou dislipidemia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que

a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex. exercício físico,

perda de peso) seja inadequada.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Hipercolesterolemia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

Prevenção de acontecimentos cardiovasculares major em doentes nos quais se

estima existir um risco elevado de ocorrência de um primeiro acontecimento

cardiovascular (ver Secção 5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de

risco.

4.2 Posologia e modo de administração

Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta

padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante

o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da

terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de

consenso atuais.

Rosuvastatina GP pode ser administrado a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

Tratamento da hipercolesterolemia

A dose inicial recomendada é de 5 ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto

para doentes não tratados como para doentes a quem previamente tenham sido

prescritos outros inibidores da redutase da HMG-CoA. A escolha da dose inicial

deverá ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco

cardiovascular, bem como o potencial risco para reações adversas (ver abaixo). Após

4 semanas, pode ser feito um ajuste posológico para a dose seguinte, se necessário

(ver Secção 5.1). Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose

de 40 mg comparativamente às doses mais baixas (ver Secção 4.8), a titulação final

para a dose máxima de 40 mg deverá ser somente considerada em doentes com

hipercolesterolemia grave com elevado risco cardiovascular (em particular os

doentes com hipercolesterolemia familiar), que não atinjam os objetivos terapêuticos

com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver Secção 4.4).

Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 40 mg seja efetuado sob

supervisão de um especialista.

Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

No estudo de redução de risco de acontecimentos cardiovasculares, a dose utilizada

foi de 20 mg por dia (ver Secção 5.1).

População pediátrica

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

Crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos (Estadio

Tanner < II-V).

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

- Em crianças com idade compreendida entre os 6 e os 9 anos com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-10 mg

por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 10 mg

não foram estudadas nesta população.

- Em crianças com idade compreendida entre os 10 e os 17 anos com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-20 mg

por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 20 mg

não foram estudadas nesta população.

A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta individual e tolerabilidade nos

doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de tratamento em

pediatria (ver Secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser submetidos à dieta

padrão para redução do colesterol antes de iniciar o tratamento com Rosuvastatina

GP; esta dieta deve ser continuada durante o tratamento com a rosuvastatina.

A experiência em crianças com hipercolesterolemia familiar homozigótica é limitada a

um número reduzido de crianças com idade compreendida entre os 8 e os 17 anos.

A dose de 40 mg não é adequada para utilização na população pediátrica.

Crianças de idade inferior a 6 anos

A segurança e a eficácia de utilização em crianças de idade inferior a 6 anos não

foram estudadas. Por conseguinte, não se recomenda a utilização de Rosuvastatina

GP em crianças de idade inferior a 6 anos.

Utilização no idoso

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade > 70 anos (ver

Secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajuste posológico em relação à idade.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a

moderado. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com compromisso

renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min). A dose de 40 mg está

contraindicada em doentes com compromisso renal moderado. O uso de

Rosuvastatina GP em doentes com compromisso renal grave está contraindicado em

todas as doses (ver Secção 4.3 e Secção 5.2).

Posologia em doentes com compromisso hepático

Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido

observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na

classificação de Child-Pugh (ver Secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a

avaliação da função renal (ver Secção 4.4). Não existe experiência em indivíduos

com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9. Rosuvastatina GP está

contraindicado em doentes com doença hepática ativa (ver Secção 4.3).

Raça

Tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos Asiáticos (ver

Secção 4.3, Secção 4.4 e Secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para

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23-11-2018

INFARMED

doentes de ascendência Asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes

doentes.

Polimorfismos genéticos

São conhecidos tipos específicos de polimorfismos genéticos que podem levar a

aumento da exposição à rosuvastatina (ver Secção 5.2). Para os doentes em que são

conhecidos tais tipos específicos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária

inferior de Rosuvastatina GP.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia (ver Secção 4.4).

A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver Secção 4.3).

Terapêutica concomitante

A rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (p. ex. OATP1B1

e BCRP). O risco de miopatia (incluindo rabdomiólise) aumenta quando a

rosuvastatina é administrada concomitantemente com determinados medicamentos

que podem aumentar a concentração plasmática da rosuvastatina devido a

interações com essas proteínas transportadoras (p. ex. ciclosporina e certos

inibidores da protease incluindo combinações de ritonavir com atazanavir, lopinavir,

e/ou tipranavir; ver Secções 4.4 e 4.5). Sempre que possível, devem ser

considerados medicamentos alternativos, e se necessário, considerar

temporariamente a interrupção da terapêutica com rosuvastatina. Em situações em

que a administração conjunta destes medicamentos com rosuvastatina é inevitável,

o benefício e o risco do tratamento concomitante e ajustes na dose de rosuvastatina

devem ser cuidadosamente considerados (ver Secção 4.5).

4.3 Contraindicações

Rosuvastatina GP está contraindicado:

- em doentes com hipersensibilidade à rosuvastatina ou a qualquer um dos

excipientes mencionados na secção 6.1.

- em doentes com doença hepática ativa incluindo elevações persistentes e

inexplicáveis das transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases

séricas excedendo 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN).

- em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min).

- em doentes com miopatia.

- em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina.

- durante a gravidez e aleitamento e em mulheres em idade fértil que não adotam

medidas contracetivas apropriadas.

A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

- compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min)

- hipotiroidismo

- antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

- antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase da

HMG-CoA ou fibrato

- alcoolismo

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

- situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos de

rosuvastatina

- doentes Asiáticos

- uso concomitante de fibratos.

(Ver Secções 4.4, 4.5 e 5.2)

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Em doentes tratados com doses elevadas de rosuvastatina, em particular 40 mg, foi

observada proteinúria, detetada por tiras de teste e maioritariamente de origem

tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A proteinúria

não demonstrou prognosticar doença renal aguda ou crónica (ver Secção 4.8). A

taxa de notificação de acontecimentos renais graves na experiência pós-

comercialização é maior com a dose de 40 mg. Deve ser considerada a avaliação da

função renal durante a monitorização de rotina de doentes tratados com uma dose

de 40 mg.

Efeitos musculosqueléticos

Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia, miopatia e, raramente, rabdomiólise

têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas as doses e em

particular com doses > 20 mg. Foram notificados casos muito raros de rabdomiólise

com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da redutase da

HMG-CoA. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver Secção 4.5) e

a sua combinação deve ser utilizada com precaução. Tal como com outros inibidores

da redutase da HMG-CoA, a taxa de notificação de rabdomiólise associada a

rosuvastatina na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Doseamento da creatinaquinase

A creatinaquinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na presença

de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir a

interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente

elevados (> 5xLSN) deverá ser efetuado um teste de confirmação dentro de 5-7

dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK > 5xLSN, o tratamento

não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

A rosuvastatina, tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, deverá

ser prescrito com precaução em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

- compromisso renal

- hipotiroidismo

- antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

- antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase da

HMG-CoA ou fibrato

- alcoolismo

- idade > 70 anos

- situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver Secções

4.2, 4.5 e 5.2)

- uso concomitante de fibratos

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos

possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis

basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN), o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, astenia ou

cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar ou febre. Deve

determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida

se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas

musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo com níveis de CK ≤

5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao normal,

deverá considerar-se a reintrodução de rosuvastatina ou um inibidor alternativo da

redutase da HMG-CoA na dose mais baixa e com uma monitorização apertada. A

monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não se justifica.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM)

durante ou após o tratamento com estatinas, incluindo a rosuvastatina. A IMNM é

clinicamente caracterizada por fraqueza muscular proximal e elevação da creatinina

quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas.

Os ensaios clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o

músculo-esquelético no reduzido número de doentes tratados com rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da redutase da

HMG-CoA em associação a derivados do ácido fíbrico, incluindo gemfibrozil,

ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease

e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando

administrado concomitantemente com alguns inibidores da redutase da HMG-CoA.

Por conseguinte, a associação de rosuvastatina com gemfibrozil não é recomendada.

O benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da combinação

de rosuvastatina com fibratos ou niacina, deverá ser cuidadosamente considerado

em relação aos potenciais riscos de tais associações. Com a dose de 40 mg está

contraindicado o uso concomitante de fibratos. (Ver Secção 4.5 e Secção 4.8).

Não se recomenda a associação de rosuvastatina e ácido fusídico. Em doentes a

receber esta associação houve notificações de rabdomiólise (incluindo algumas

mortes) (ver secção 4.5).

A rosuvastatina não deve ser usada em doentes com uma situação aguda grave,

sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência renal

secundária a rabdomiólise (p. ex. sépsis, hipotensão, grande cirurgia, trauma,

disfunções metabólicas graves, endócrinas e eletrolíticas ou convulsões não

controladas).

Efeitos hepáticos

Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a rosuvastatina deve

ser utilizada com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas de

álcool e/ou tenham história de doença hepática.

Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do

tratamento com rosuvastatina e 3 meses após o início do tratamento. Se o nível das

transaminases séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade,

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

rosuvastatina deve ser interrompida ou reduzir-se a dose. A taxa de notificação de

acontecimentos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das

transaminases hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de

40 mg.

Em doentes com hipercolesterolemia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndrome nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a

terapêutica com rosuvastatina.

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos

Asiáticos, comparativamente aos indivíduos Caucasianos (ver Secção 4.2, Secção 4.3

e Secção 5.2).

Inibidores da protease

Um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina tem sido observado em

indivíduos tratados com rosuvastatina concomitantemente com vários inibidores da

protease em combinação com ritonavir. Deve ser considerado, quer o benefício de

redução lipídica pelo uso de rosuvastatina em doentes com o Vírus de

Imunodeficiência Humana (VIH) tratados com inibidores da protease quer o potencial

para o aumento das concentrações plasmáticas de rosuvastatina quando se inicia e

se titulam doses de rosuvastatina em doentes tratados com inibidores da protease. O

uso concomitante com determinados inibidores da protease não é recomendado a

menos que a dose de rosuvastatina seja ajustada (ver Secções 4.2 e 4.5).

Intolerância à lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase de Lapp ou má absorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas

estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver Secção 4.8). Os

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/l, IMC

(Índice de Massa Corporal) > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão)

devem ser monitorizados tanto clínica como bioquimicamente de acordo com as

orientações nacionais.

No estudo JUPITER, a frequência geral de notificação de casos de diabetes mellitus

foi de 2,8% com rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com

glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

População pediátrica

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos tratados com

rosuvastatina, é limitada ao período de dois anos. Após dois anos de estudo com

este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou

maturação sexual (ver Secção 5.1). Em ensaios clínicos em crianças e adolescentes

tratados com rosuvastatina durante 52 semanas, foram observadas com maior

frequência, elevações da CK > 10xLSN e sintomas musculares após exercício ou

aumento da atividade física em comparação com as observações nos ensaios clínicos

em adultos (ver Secção 4.8).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina

Inibidores das proteínas transportadoras: A rosuvastatina é um substrato para certas

proteínas transportadoras incluindo o transportador de captação hepático OATP1B1 e

o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de Rosuvastatina GP

com medicamentos que são inibidores destes transportadores de proteínas pode

resultar num aumento das concentrações plasmáticas da rosuvastatina e num

aumento do risco de miopatia (ver Secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1).

Ciclosporina: Durante a terapêutica concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados,

relativamente aos observados em voluntários saudáveis (ver Tabela 1). A

rosuvastatina é contraindicada em doentes a receber concomitantemente

ciclosporina (ver Secção 4.3). A administração concomitante não provocou alteração

da concentração plasmática da ciclosporina.

Inibidores da protease: Apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação

exato, o uso concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a

exposição à rosuvastatina (ver Tabela 1). Por exemplo, num estudo farmacocinético,

a administração concomitante de 10 mg de rosuvastatina e a combinação de dois

inibidores da protease (300 mg atazanavir/ 100 mg de ritonavir) em voluntários

saudáveis foi associada a um aumento da AUC e da Cmax da rosuvastatina em

aproximadamente três-vezes e sete-vezes, respetivamente. O uso concomitante de

rosuvastatina e algumas combinações de inibidores da protease pode ser

considerado após cuidadosa avaliação dos ajustes na dose de rosuvastatina

baseados no aumento expectável da exposição à rosuvastatina (ver Secções 4.2, 4.4

e 4.5 Tabela 1).

Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de

rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da

rosuvastatina (ver Secção 4.4).

Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar

interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer

interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina

(ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase

da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados

isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos

(ver Secções 4.3 e 4.4). Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a

dose de 5 mg.

Ezetimiba: O uso concomitante de 10 mg de rosuvastatina e 10 mg de ezetimiba

resultou num aumento na AUC da rosuvastatina de 1,2 vezes em indivíduos

hipercolesterolémicos (Tabela 1). No entanto, não pode ser excluída uma interação

farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre o rosuvastatina e a ezetimiba

(ver Secção 4.4).

Antiácidos: A administração simultânea de rosuvastatina com uma suspensão de

antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de

aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após a rosuvastatina. Não foi

investigada a importância clínica desta interação.

Eritromicina: O uso concomitante de rosuvastatina e eritromicina resultou num

decréscimo de 20% na AUC e um decréscimo de 30% na Cmax de rosuvastatina.

Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade intestinal causada

pela eritromicina.

Enzimas do citocromo P450: Os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que

a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Por

conseguinte, não são esperadas interações com fármacos cujo metabolismo é

mediado pelo citocromo P450. Não se verificaram interações clinicamente

importantes entre a rosuvastatina quer com o fluconazol (inibidor do CYP2C9 e

CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do CYP2A6 e CYP3A4).

Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina (ver também Tabela 1):

Quando for necessário administrar concomitantemente Rosuvastatina GP com outros

medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as doses de

Rosuvastatina GP devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5 mg de

Rosuvastatina GP se o aumento expectável na exposição (AUC) é de

aproximadamente 2 vezes ou superior. A dose máxima diária de Rosuvastatina GP

deve ser ajustada para que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40

mg diários de Rosuvastatina GP tomados sem interações medicamentosas, por

exemplo uma dose de 20 mg de Rosuvastatina GP com gemfibrozil (aumenta 1,9

vezes), e uma dose de 10 mg de Rosuvastatina GP com a combinação

atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).

Tabela 1. Efeitos da administração concomitante de medicamentos na exposição à

rosuvastatina (AUC; por ordem decrescente de magnitude) de ensaios clínicos

publicados

Fármaco a interagir, dose, regime

Regime posológico

rosuvastatina

Alteração na AUC

da rosuvastatina*

Regorafenib 160 mg, OD, 14 dias

5 mg, unidose

3,8-vezes

Velpatasvir 100 mg, OD

10 mg, unidose

2,7-vezes

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Ombitasvir 25 mg/Paritaprevir 150

mg/Ritonavir 100 mg OD/Dasabuvir

400 mg, BID, 14 dias

5 mg, unidose

2,6-vezes

Grazoprevir 200 mg/Elbasvir 50 mg

OD, 11 dias

10 mg, unidose

2,3-vezes

Glecaprevir 400 mg/Pibrentasvir 120

mg, OD, 7 dias

5 mg OD, 7 dias

2,2-vezes

Tipranavir 500 mg/ritonavir 200 mg,

BID, 11 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes

Dronedarona 400 mg, BID

Não disponível

1,4-vezes

Itraconazol 200 mg, OD, 5 dias

10 mg, dose única

1,4-vezes

Ezetimiba 10 mg, OD, 14 dias

10 mg, OD, 14

dias

1,2-vezes

Fosamprenavir 700 mg/ritonavir 100

mg, BID, 8 dias

10 mg, dose única

Aleglitazar 0,3 mg, 7 dias

40 mg, 7 dias

Silimarina 140 mg, TID, 5 dias

10 mg, dose única

Fenofibrato 67 mg, TID, 7 dias

10 mg, 7 dias

Rifampin 450 mg, OD, 7 dias

20 mg, dose única

Cetoconazol 200 mg, BID, 7 dias

80 mg, dose única

Fluconazol 200 mg, OD, 11 dias

80 mg, dose única

Eritromicina 500 mg, QID, 7 dias

80 mg, dose única

Baicalin 50 mg TID, 14 dias

20 mg, dose única

* Os dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma simples

“razão” entre rosuvastatina administrada concomitantemente e rosuvastatina

isoladamente. Os dados apresentados como alteração na % representam a % de

diferença relativamente à rosuvastatina isoladamente.

O aumento é indicado por “

”, sem alterações por “

”, diminuição por “

”.

** Vários estudos de interação foram realizados com diferentes dosagens de

Rosuvastatina GP, a tabela mostra as razões mais significativas.

OD = uma vez dia; BID = duas vezes dia; TID = três vezes dia; QID = quatro vezes

Efeitos da rosuvastatina em medicamentos administrados concomitantemente

Antagonistas da Vitamina K: À semelhança dos outros inibidores da redutase da

HMG-CoA, o início da terapêutica ou o aumento da dose de rosuvastatina em

doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (p. ex.

varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode originar um aumento da Razão

Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de rosuvastatina

pode resultar num decréscimo da INR. Nestas situações, é desejável a monitorização

apropriada da INR.

Contracetivo oral/terapêutica hormonal de substituição (THS): O uso concomitante

de rosuvastatina e um contracetivo oral resultou num aumento da AUC de

etinilestradiol e norgestrel de 26% e 34%, respetivamente. Deve ter-se em

consideração este aumento dos níveis plasmáticos na escolha da dose do

contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a

tomar concomitantemente rosuvastatina e THS mas um efeito similar não pode ser

excluído. Contudo, em estudos clínicos, esta associação foi extensamente utilizada

em mulheres e foi bem tolerada.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Outros medicamentos:

Digoxina: Com base em dados de estudos de interação específicos, não são

esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina.

Ácido fusídico: Não foram realizados estudos de interação com rosuvastatina e ácido

fusídico. Na experiência pós-comercialização e à semelhança de outras estatinas

foram notificados acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo

rabdomiólise em doentes a fazer rosuvastatina e ácido fusídico concomitantemente.

Portanto, não se recomenda a associação de rosuvastatina e ácido fusídico. Se

possível, recomenda-se a interrupção temporária do tratamento com rosuvastatina.

Se inevitável, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados.

População pediátrica

Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações

na população pediátrica não é conhecida.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

A Rosuvastatina GP é contraindicada na gravidez e amamentação.

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados.

Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais

para o desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da redutase da HMG-

CoA supera a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais

fornecem dados limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva (ver Secção

5.3). Em caso de gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.

No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção

de rosuvastatina no leite humano (ver Secção 4.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos para determinar o efeito de rosuvastatina sobre a

capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Contudo, com base nas suas

propriedades farmacodinâmicas não é provável que rosuvastatina afete esta

capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em

conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas observadas com rosuvastatina são geralmente de caráter ligeiro

e transitório. Em ensaios clínicos controlados, menos de 4% dos doentes tratados

com rosuvastatina abandonou os estudos devido a reações adversas.

Lista tabelada de reações adversas

Com base em dados de ensaios clínicos e extensa experiência pós-comercialização, a

seguinte tabela apresenta o perfil de reações adversas para a rosuvastatina. As

reações adversas listadas abaixo estão classificadas de acordo com a frequência e

classe de sistema de órgãos (SOC).

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

A frequência de reações adversas é listada de acordo com a seguinte convenção:

Frequentes (≥ 1/100, < 1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100); Raros (≥

1/10.000, < 1/1.000); Muito raros (< 1/10.000); Desconhecido (não pode ser

calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 2. Reações adversas baseadas em dados de estudos clínicos e experiência

pós-comercialização

Classes de

sistemas de

órgãos

Frequentes

Pouco

Frequente

Raros

Muito raros

Desconhecido

Doenças do

sangue e do

sistema

linfático

Trombocitopenia

Doenças do

sistema

imunitário

Reação de

hipersensibilidad

incluindo

angioedema

Doenças

Diabetes

endócrinas

mellitus(1)

Perturbações

do foro

psiquiátrico

Depressão

Doenças do

sistema

nervoso

Cefaleia

Tonturas

Polineuropatia

Perda de

memória

Neuropatia

periférica

Alterações do

sono

(incluindo

insónia e

pesadelos)

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Tosse

Dispneia

Obstipação

Pancreatite

Diarreia

Doenças

gastrointestinai

Náuseas

abdominal

Afeções

Icterícia

hepatobiliares

Transaminases

hepáticas

aumentadas

Hepatite

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Prurido

Erupção

cutânea

Síndrome

de Stevens

-Johnson

Afeções dos

tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Urticária

Afeções

musculosqu

eléticas e dos

tecidos

conjuntivos

Mialgia

Miopatia

(incluindo

miosite)

Rabdomiólise

Artralgia

Afeções dos

tendões, por

vezes

complicadas

devido a

rutura

Miopatia

necrosante

imunomediada

Doenças renais

e urinárias

Hematúria

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Ginecomastia

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Astenia

Edema

(1) A frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia

em jejum ≥ 5,6 mmol/l, IMC > 30 kg/m2, trigliceridos elevados, história de

hipertensão).

Tal como se verifica com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a incidência de

reações adversas medicamentosas tende a ser dose-dependente.

Efeitos renais: Em doentes tratados com rosuvastatina foi observada proteinúria,

detetada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. Variação dos

valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou superior,

foi observado em < 1% dos doentes em determinada altura durante o tratamento

com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados com 40 mg.

Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde ausência ou

vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou

desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao momento, a

análise de dados provenientes de ensaios clínicos e da experiência pós-

comercialização não identificou uma associação causal entre a proteinúria e doença

renal aguda ou progressiva.

A hematúria tem sido observada em doentes tratados com rosuvastatina e os dados

de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.

Efeitos no músculo esquelético: Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia,

miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

renal aguda têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas

as doses, em particular, com doses > 20 mg.

Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK

relacionado com a dose; na maioria dos casos essa elevação foi ligeira,

assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (> 5xLNS), o

tratamento deve ser interrompido (ver Secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, um

aumento das transaminases, relacionado com a dose, foi observado num pequeno

número de doentes tratados com rosuvastatina; na maioria destes casos, o aumento

foi ligeiro, assintomático e transitório.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

- disfunção sexual

- casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de

longa duração (ver Secção 4.4)

A taxa de notificação de rabdomiólise, acontecimentos renais graves e

acontecimentos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das

transaminases hepáticas) é maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica:

As elevações da creatinaquinase > 10xLSN e os sintomas musculares após exercício

ou aumento da atividade física foram observados mais frequentemente em ensaios

clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com os adultos

(ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina foi

semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem. Em

caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um tratamento sintomático e

as medidas de suporte instituídas, conforme necessário. A função hepática e os

níveis de CK deverão ser monitorizados. Não é provável que a hemodiálise

proporcione quaisquer benefícios.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7. Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos.

Inibidores da redutase da HMG-CoA, código ATC: C10A A07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da redutase da HMG-CoA, a

enzima limitante da taxa de conversão da 3-hidroxi3-metilglutaril coenzima A em

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol-LDL (C-LDL), colesterol total

(CT) e triglicéridos (TG) e aumenta o nível de colesterol-HDL (C-HDL). Reduz ainda a

ApoB, colesterol não-HDL (não-C-HDL), C-VLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver

Tabela 3). A rosuvastatina reduz também as razões de C-LDL/C-HDL, CT/C-HDL e

colesterol não-HDL/C-HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.

Tabela 3 Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e

IIb) (alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais)

Dose

C-LDL

C-HDL

não-C-HDL

ApoB

ApoA-

Placebo

O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se

90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente

obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente.

Eficácia e segurança clínicas

A rosuvastatina é eficaz em adultos com hipercolesterolemia, com e sem

hipertrigliceridemia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em

populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolemia

familiar.

Com base nos dados agrupados de fase III, a rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolemia tipo IIa e IIb (C-LDL

média basal cerca de 4,8 mmol/l), levando-os a atingir os valores alvo preconizados

nas normas orientadoras da European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de

80% dos doentes tratados com 10 mg atingiram os valores alvo EAS preconizados

para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica, receberam rosuvastatina entre 20 mg e 80 mg, segundo um

protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito

benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em

tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de

tratamento), o C-LDL foi reduzido em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores

alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).

Num estudo clínico aberto, de titulação forçada, foi avaliada a resposta a

rosuvastatina 20-40 mg em 42 doentes com hipercolesterolemia familiar

homozigótica. Na população global, foi obtida uma redução média do C-LDL de 22%.

Em estudos clínicos com um número limitado de doentes, a rosuvastatina tem

demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos trigliceridos quando

utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando

usado em combinação com niacina (ver Secção 4.4).

Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico

(METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo

risco de doença coronária (definido como risco de Framingham < 10% em 10 anos),

com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/l (154,5 mg/dl), porém com aterosclerose

subclínica (detetada por Espessura da carótida Íntima–Média (EIMC)), foram

aleatorizados para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou

placebo durante 2 anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de

progressão na EIMC máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas,

comparativamente com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95%

-0,0196; -0,0093; p<0,0001]. A alteração relativamente aos valores iniciais foi de -

0,0014 mm/ano (-0,12%/ano (não significativa)) para a rosuvastatina,

comparativamente com uma progressão de +0,0131 mm/ano (1,12%/ano

(p<0,0001)) para o placebo. Não foi ainda demonstrada uma correlação direta entre

a diminuição da EIMC e a redução do risco de acontecimentos cardiovasculares. A

população estudada no METEOR é de baixo risco de doença coronária e não

representa a população alvo de rosuvastatina 40 mg. A dose de 40 mg deverá ser

prescrita apenas em doentes com hipercolesterolemia grave com elevado risco

cardiovascular (ver Secção 4.2).

No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention

Trial Evaluating Rosuvastatin” (JUPITER), o efeito de rosuvastatina sobre a

ocorrência de acontecimentos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi

avaliado em 17.802 homens (≥ 50 anos) e mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes do estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo

(n=8.901) ou rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n=8.901) e foram seguidos

durante um período médio de 2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p<0,001) no grupo da

rosuvastatina em comparação com o grupo do placebo.

Numa análise post-hoc a um subgrupo de indivíduos com elevado risco, com um

risco de Framingham inicial > 20% (1.558 indivíduos) verificou-se uma redução

significativa no objetivo primário composto de morte cardiovascular, acidente

vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,028) no tratamento com rosuvastatina

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de acontecimentos por 1.000

doentes-ano foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de

doentes com elevado risco (p=0,193). Numa análise post-hoc de um subgrupo de

indivíduos com elevado risco (total de 9.302 indivíduos) com um risco SCORE inicial

≥ 5% (extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se uma

redução significativa do objetivo primário composto de morte cardiovascular,

acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,0003) no tratamento com

rosuvastatina versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de

acontecimentos foi de 5,1 por 1.000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se

inalterada neste grupo de doentes com elevado risco (p=0,076).

No estudo JUPITER, 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos

com placebo suspenderam a medicação do estudo devido a acontecimento adverso.

Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à interrupção do

tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor

abdominal (0,03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea

(0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais

frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram

infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite

(7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), dor lombar (7,6% com rosuvastatina,

6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, aleatorizado, em

dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido de

uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de titulação da dose de rosuvastatina, doentes com idade compreendida

entre os 10 e 17 anos (estadio Tanner II-V, sexo feminino com pelo menos um ano

pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, receberam 5, 10 ou

20 mg de rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas, e todos

receberam posteriormente rosuvastatina diariamente durante 40 semanas. No início

do recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10

e os 13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio

Tanner II, III, IV e V, respetivamente.

O C-LDL foi reduzido em 38,3%; 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5, 10 e 20 mg

respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de titulação da dose para o objetivo,

doseado até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%)

tinham atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/l.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver Secção 4.4). Este ensaio (n=176)

não foi adequado para comparação de acontecimentos adversos raros ao fármaco.

A rosuvastatina foi também estudada num estudo aberto de 2 anos, de titulação da

dose para o objetivo, em 198 crianças com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica com idade compreendida entre os 6 e 17 anos (88 do sexo masculino

e 110 do sexo feminino, estadio Tanner < II-V). A dose inicial de rosuvastatina para

todos os doentes foi 5 mg, uma vez por dia. Os doentes com idade compreendida

entre os 6 e 9 anos (n=64) podiam titular até à dose máxima de 10 mg uma vez por

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

dia e doentes com idade compreendida entre os 10 e 17 anos (n=134) até à dose

máxima de 20 mg uma vez por dia.

Após 24 meses de tratamento com rosuvastatina, a percentagem de redução pela

média dos mínimos quadrados (LS) a partir do valor inicial de C-LDL foi -43%

(Inicial: 236 mg/dl, Mês 24: 133 mg/dl). Para cada grupo de idade, as percentagens

de redução pela média dos mínimos quadrados a partir dos valores iniciais do C-LDL

foram -43% (Inicial: 234 mg/dl, Mês 24: 124 mg/dl), -45% (Inicial: 234 mg/dl, Mês

24: 124 mg/dl), e -35% (Inicial: 241 mg/dl, Mês 24: 153 mg/dl) nos grupos de 6 a

< 10, 10 a < 14, e 14 a < 18 anos, respetivamente.

Para a rosuvastatina 5 mg, 10 mg, e 20 mg também foram atingidas variações

médias estatisticamente significativas a partir do valor inicial para as seguintes

variáveis secundárias lipídicas e lipoproteínas: C-HDL, CT, não-C-HDL, C-LDL/C-HDL,

CT/C-HDL, TG/C-HDL, não-C-HDL/C-HDL, ApoB, ApoB/ApoA-1. Estas alterações

foram no sentido de melhoria da resposta lipídica e foram sustentadas ao longo dos

2 anos.

Após 24 meses de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver Secção 4.4).

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com rosuvastatina em todos os subgrupos da população

pediátrica no tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica, dislipidemia

combinada (mista) primária e na prevenção de acontecimentos cardiovasculares (ver

secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção: São atingidas concentrações plasmáticas máximas de rosuvastatina

aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

aproximadamente de 20%.

Distribuição: A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local

de síntese do colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da

rosuvastatina é de aproximadamente 134 l. A rosuvastatina apresenta uma ligação

de aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Biotransformação: A rosuvastatina sofre um metabolismo limitado (cerca de 10%).

Estudos de metabolismo in vitro utilizando hepatócitos humanos indicam que a

rosuvastatina é um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo

P450. O CYP2C9 foi a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6

envolvidas em menor extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-

desmetil e a lactona. O metabolito N-desmetil é aproximadamente 50% menos ativo

do que a rosuvastatina, enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A

rosuvastatina é responsável por mais de 90% da atividade inibidora da redutase da

HMG-CoA circulante.

Eliminação: Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a

forma inalterada nas fezes (consistindo em substância ativa absorvida e não

absorvida) e o remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada

sob a forma inalterada na urina. A semivida de eliminação plasmática é cerca de 19

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

horas. A semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas.

A média geométrica da depuração plasmática é de aproximadamente 50 litros/hora

(coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da redutase da

HMG-CoA, a captação hepática da rosuvastatina envolve o transportador de

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade: A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose.

Não existem alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses

diárias.

Populações especiais

Idade e sexo: A idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente

relevantes sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A farmacocinética

da rosuvastatina em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica foi semelhante à dos voluntários adultos (ver “População pediátrica”

abaixo).

Raça: Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da AUC mediana e Cmax,

em aproximadamente duas vezes, em indivíduos Asiáticos (Japoneses, Chineses,

Filipinos, Vietnamitas e Coreanos) comparativamente a indivíduos Caucasianos; os

Indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e Cmax, em aproximadamente

1,3 vezes. Uma análise farmacocinética populacional não revelou diferenças

clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos Caucasianos e Negros.

Insuficiência renal: Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de

compromisso renal, verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu

qualquer influência sobre a concentração plasmática da rosuvastatina ou do

metabolito N-desmetil. Indivíduos com compromisso renal grave (depuração da

creatinina < 30 ml/min) apresentaram um aumento da concentração plasmática da

rosuvastatina 3 vezes superior e 9 vezes superior do metabolito N-desmetil,

comparativamente à dos voluntários saudáveis. Em indivíduos sujeitos a

hemodiálise, as concentrações plasmáticas da rosuvastatina no estado estacionário

foram aproximadamente 50% superiores comparativamente à dos voluntários

saudáveis.

Insuficiência hepática: Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de

compromisso hepático não se verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em

indivíduos com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. Contudo, em

dois indivíduos que apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh

observou-se um aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes,

comparativamente à dos indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de

Child-Pugh. Não existe experiência em indivíduos com pontuações na classificação de

Child-Pugh superiores a 9.

Polimorfismos genéticos: A disposição dos inibidores da redutase da HMG-CoA,

incluindo a rosuvastatina, envolve as proteínas transportadoras OATP1B1 e BCRP.

Em doentes com polimorfismos genéticos SLCO1B1 (OATP1B1) e/ou ABCG2 (BCRP)

existe o risco de um aumento da exposição à rosuvastatina. Polimorfismos

individuais de SLCO1B1 c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados a uma maior

exposição à rosuvastatina (AUC) em comparação com os genótipos SLCO1B1

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

c.521TT ou ABCG2 c.421CC. Esta genotipagem específica não está estabelecida na

prática clínica, mas em doentes que são conhecidos por terem estes tipos de

polimorfismos, recomenda-se uma dose diária de rosuvastatina mais baixa.

População pediátrica: Dois estudos farmacocinéticos com rosuvastatina

(administrada em comprimidos) em doentes pediátricos com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica, com idade compreendida entre 10-17 ou 6-17 anos (total de

214 doentes) demonstraram que a exposição em doentes pediátricos parece ser

comparável ou inferior à exposição nos doentes adultos. A exposição à rosuvastatina

foi preditiva no que respeita à dose e tempo durante o período de 2 anos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano,

segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e

potencial carcinogénico. Não foram avaliados testes específicos para efeitos sobre o

hERG. Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em

animais a níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as

seguintes: alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose

repetida em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da

rosuvastatina e de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não

em macacos. Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em

cães com doses mais elevadas. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos, pela

redução do tamanho da ninhada, do seu peso e da sobrevivência das crias, com

doses maternotóxicas, em que as exposições sistémicas foram muito acima do nível

de exposição terapêutica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Lactose anidra

Celulose microcristalina

Crospovidona

Copovidona

Talco

Sílica coloidal anidra

Esterato de fumarato sódico

Revestimento do comprimido

Lactose mono-hidratada

Hipromelose

Dióxido de titânio (E171)

Triacetina

Óxido de ferro amarelo (E172) – apenas para os comprimidos de 5 mg

Óxido de ferro vermelho (E172) – apenas para os comprimidos de 10 mg e 20 mg

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens contendo 7, 20, 30, 60 e 100 comprimidos revestidos por película

acondicionados em blisters opacos de PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC + Alumínio.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

GP - Genéricos Portugueses, Lda.

Rua Henrique Paiva Couceiro, 29, Venda Nova

2700-451 Amadora

Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Rosuvastatina GP 5 mg

N.º de registo: xxxxxxx - 7 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5705934 - 20 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5705942 - 30 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5705959 - 60 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: xxxxxxx - 100 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

Rosuvastatina GP 10 mg

N.º de registo: xxxxxxx - 7 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5705967 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5705975 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5706007 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

APROVADO EM

23-11-2018

INFARMED

N.º de registo: xxxxxxx - 100 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

Rosuvastatina GP 20 mg

N.º de registo: xxxxxxx - 7 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5706015 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5706023 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: 5706031 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

N.º de registo: xxxxxxx - 100 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blister

PCTFE/PE.EVOH.PE/PVC+Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 6 de fevereiro de 2017

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Leia o documento completo

APROVADO EM

31-01-2018

INFARMED

Relatório Público de Avaliação

Discussão Científica

Rosuvastatina Krale

(rosuvastatina cálcica)

17/H/0042/001-003

APROVADO EM

31-01-2018

INFARMED

INTRODUÇÃO

A KRKA d.d., Novo mesto submeteu um pedido de Autorização de Introdução no

Mercado para o medicamento Rosuvastatina Krale 5 mg, 10 mg e 20 mg comprimido

revestido por película contendo rosuvastatina, estando indicado no:

-Tratamento da hipercolesterolemia:

Adultos,

adolescentes

crianças

idade

igual

superior

anos

hipercolesterolemia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica) ou dislipidemia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que a

resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex. exercício físico,

perda de peso) seja inadequada.

- Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com

hipercolesterolemia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

- Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares

Prevenção de acontecimentos cardiovasculares major em doentes nos quais se estima

existir um risco elevado de ocorrência de um primeiro acontecimento cardiovascular

(ver secção 5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de risco.

Este pedido de Autorização de Introdução no Mercado refere-se a um medicamento

que reclama ser essencialmente similar ao medicamento de referência Crestor 5 mg,

10 mg e 20 mg comprimido revestido por película, comercializado por AstraZeneca

Produtos Farmacêuticos, Lda. que está autorizado em Portugal desde 23-04-2003 (10

mg e 20 mg) e 14-09-2005 (5 mg).

A Autorização de Introdução no Mercado foi concedida a 31 de janeiro de 2018 com

base no artigo 19º do Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de agosto.

Este tipo de pedido de Autorização de Introdução no Mercado refere-se a informação

que se encontra nas partes farmacológica, toxicológica e clínica do dossier de pedido

Autorização

Introdução

Mercado

do medicamento

referência.

medicamento de referência é um medicamento autorizado e comercializado com base

num dossier completo, isto é, num dossier que incluí informação química, biológica,

farmacêutica, farmacológica, toxicológica e clínica completas. Esta informação não

está na sua totalidade disponível para o domínio público. Sendo assim, a autorização

de medicamentos genéricos só é possível quando finda o período de proteção de

dados do medicamento de referência. Para este tipo de pedido, tem que ser

demonstrado

perfil

farmacocinético

medicamento

similar

perfil

farmacocinético do medicamento de referência. Este medicamento genérico pode ser

usado em alternativa ao seu medicamento de referência.

A legibilidade do Folheto Informativo foi comprovada com base num relatório de

avaliação da legibilidade para um medicamento contendo rosuvastatina 5 mg, 10 mg e

20 mg com a forma farmacêutica comprimido revestido por película, através de um

relatório abreviado que foi considerado aceitável.

Aspetos de qualidade

APROVADO EM

31-01-2018

INFARMED

Introdução

Rosuvastatina Krale 5 mg, 10 mg e 20 mg comprimido revestido por película contém

como substância ativa 5.21 mg, 10.42 mg e 20.83 mg de rosuvastatina cálcica,

correspondendo a 5 mg, 10 mg e 20 mg de rosuvastatina, respetivamente.

Comprimidos revestidos por película de 5 mg: comprimidos revestidos por película de

cor castanha avermelhada, redondos, ligeiramente biconvexos, com arestas biseladas

e gravados com o número 5 numa das faces do comprimido (diâmetro: 6 mm).

Comprimidos revestidos por película de 10 mg: comprimidos revestidos por película de

cor amarela acastanhada, redondos, ligeiramente biconvexos, com arestas biseladas e

gravados com o número 10 numa das faces do comprimido (diâmetro: 8 mm).

Comprimidos revestidos por película de 20 mg: comprimidos revestidos por película de

cor branca ou quase branca, redondos, ligeiramente biconvexos, com arestas

biseladas e gravados com o número 20 numa das faces do comprimido (diâmetro: 10

mm).

O medicamento, cuja forma farmacêutica é comprimido revestido por película é

acondicionado em blister de OPA/Alu/PVC – Alu, perfurado e não perfurado, em

embalagens de 10, 14, 15, 20, 28, 30, 56, 60, 90, 98 e 100 unidades.

Os excipientes são:

Núcleo do comprimido:

Lactose anidra

Celulose microcristalina

Crospovidona (tipo A)

Estearato de magnésio

Sílica coloidal anidra

Película de revestimento:

Álcool polivinílico

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 3350

Talco

Óxido de ferro vermelho (E172) - apenas para os comprimidos de 5 mg

Óxido de ferro amarelo (E172) - apenas para os comprimidos de 10 mg

Substância Ativa

A substância

ativa rosuvastatina cálcica,

encontra-se

em conformidade com os

requisitos regulamentares europeus em vigor e é uma substância ativa conhecida que

está descrita na Farmacopeia Europeia (Ph. Eur.). A Ph. Eur é um livro oficial

(farmacopeia)

qual

métodos

análise

substâncias

respetivas

especificações se encontram descritos pelas autoridades da União Europeia.

A substância ativa apresenta-se como um pó higroscópico branco ou quase branco,

com forma molecular C

e massa molecular 1001.14 g/mol.

As especificações estabelecidas para a substância ativa são consideradas adequadas

para controlar a qualidade e cumprir os requisitos da monografia da Ph. Eur. Foi

APROVADO EM

31-01-2018

INFARMED

fornecida documentação relativa à análise de lotes que demonstra a conformidade

com as especificações para 4 lotes de escala de produção.

Medicamento

O desenvolvimento do medicamento foi descrito, a escolha dos excipientes foi

justificada e as suas funções devidamente explicadas. Os excipientes usados são bem

conhecidos e seguros nas concentrações propostas. Todos os excipientes estão de

acordo com os requerimentos presentes nas monografias da Ph.Eur. relevantes. Os

fornecedores

estearato

magnésio

apresentaram

declarações

relativas

minimização do risco de transmissão de encefalopatias espongiformes (BSE/TSE) que

foram consideradas aceitáveis.

especificações

medicamento

apresentadas

cobrem

apropriadamente

parâmetros

para

cada

dosagem

deste

medicamento.

Foram

apresentados

resultados de validação dos métodos analíticos. As análises de lote foram realizadas

em 2 lotes para cada uma das dosagens. Os resultados da análise dos lotes mostram

que o produto acabado cumpre as especificações propostas.

As condições utilizadas nos ensaios de estabilidade estão de acordo com a norma

orientadora internacional (ICH) relativa a estes estudos. Os testes de controlo e

especificações para o medicamento estão adequadamente preparados.

O prazo de validade de 2 anos e as condições de armazenamento (Conservar na

embalagem de origem para proteger da humidade) para a embalagem fechada, para o

medicamento são considerados aceitáveis.

aspetos PRÉ-CLÍNICOS

Este medicamento é uma formulação genérica do medicamento Crestor 5 mg, 10 mg e

20 mg comprimido revestido por película, que está disponível no mercado Europeu.

Não foi apresentada nova documentação pré-clínica pelo que não foi elaborada a

respetiva avaliação. Tal é considerado aceitável para este tipo de pedido.

aspetos clinicos

O requerente preparou dados de farmacocinética em estudos de bioequivalência como

suporte ao pedido de Autorização de Introdução no Mercado.

Para o pedido de Autorização de Introdução no Mercado para o medicamento

Rosuvastatina Krale 5 mg, 10 mg e 20 mg comprimido revestido por película foi

apresentado o seguinte estudo de bioequivalência:

Protocolo nº 14-441:

Comparative, single dose, 2-way cross-over bioavailability study of two rosuvastatin

40 mg film-coated tablet formulations in healthy volunteers under fasting conditions.

APROVADO EM

31-01-2018

INFARMED

Os resultados do estudo de bioequivalência efetuados com a dosagem de 40 mg são

extrapoláveis para a dosagem de 5 mg, 10 mg e 20 mg por se verificarem todas as

condições necessárias referidas pela norma europeia em vigor para a bioequivalência.

Plano de Farmacovigilância

O INFARMED, IP considera o Resumo do Sistema de Farmacovigilância fornecido no

pedido de Autorização de Introdução no Mercado aceitável de acordo com a nova

legislação para a farmacovigilância aplicada na União Europeia (UE), que substituiu

volume 9 das Regras que regem os medicamentos na União Europeia.

Plano de Gestão de Risco

O plano de Gestão de Risco foi apresentado pelo titular.

Conclusões, Avaliação da relação benefício/risco e recomendações

O processo avaliado apresenta dados de qualidade, segurança e eficácia adequados.

Assim, foi possível concluir que a relação benefício/risco para este medicamento é

comparável à relação benefício/risco atribuída ao medicamento de referência.

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