Rosuvastatina Generis Phar 20 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
Generis Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
20 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 20.84 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
rosuvastatin
Resumo do produto:
5417365 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037110 ; 5417373 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037129 ; 5417407 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037145 ; 5417415 - Blister 90 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10068882 - 50037161 ; 5417431 - Frasco 90 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais.Tipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 90 Dia(s)Temperatura: inferior a 25°C - Não comercializado - 10068882 - 50037161 ; 5417423 - Frasco 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 90 Dia(s)Temperatura: inferior a 25°CTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 1 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais. - Não comercializado - 10068882 - 50037129
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
10/H/0347/003
Data de autorização:
2011-11-30

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Rosuvastatina Generis 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 40 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Este

medicamento

receitado

apenas

para

Não

deve

dá-lo

outros.O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários, incluindo

possíveis

efeitos secundários

nãoincluídos neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que contém este folheto:

1. O que é Rosuvastatina Generis e para que é utilizado?

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Generis

3. Como tomar Rosuvastatina Generis

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rosuvastatina Generis

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rosuvastatina Generis e para que é utilizado?

Rosuvastatina Generis pertence a uma classe de medicamentos chamados estatinas,

utilizados para corrigir os níveis de substâncias gordas no sangue chamadas lípidos,

sendo o colesterol o mais comum. Há diferentes tipos de colesterol no sangue – o

colesterol “mau” (C-LDL) e o colesterol “bom” (C HDL). Rosuvastatina Generis pode

reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol “bom”. Atua bloqueando a

produção de colesterol “mau” no seu corpo. Também melhora a capacidade que o

seu corpo tem de o retirar do seu sangue.

Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não

produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer

depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu

estreitamento. Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados,

o que pode impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo

a um ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Ao diminuir os seus

valores de colesterol, pode reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados.

O seu médico receitou-lhe Rosuvastatina Generis porque:

Tem valores de colesterol elevados. Isto significa, que está em risco de ter um

ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

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Tem outros fatores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde. O ataque cardíaco, o

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde podem ser causados pela

aterosclerose (doença provocada pela acumulação de depósitos de gordura nas suas

artérias).

O seu médico receitou-lhe Rosuvastatina Generis, porque a alteração na sua dieta e

fazer mais exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de

colesterol.

É necessário que continue a tomar Rosuvastatina Generis, mesmo que tenha atingido

os valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus

valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura.

No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.

2. O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Generis

Não tome Rosuvastatina Generis:

Se tem alergia (hipersensibilidade) à rosuvastatina ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6);

estiver

grávida

amamentar.

engravidar

enquanto

está

tomar

Rosuvastatina Generis pare imediatamente de tomar e fale com o seu médico. As

mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina Generis utilizando

um método contracetivo adequado;

Se tiver uma doença do fígado;

Se tiver problemas de rins graves;

Se sentir dores musculares invulgares ou frequentes;

estiver

tomar

medicamento

chamado

ciclosporina

medicamento

frequentemente utilizado em doentes com transplante de órgãos).

Adicionalmente, não tome Rosuvastatina Generis 40 mg (a dose mais elevada):

Se tiver problemas de rins moderados (caso tenha dúvidas, fale com o médico);

Se a sua glândula tiróide não estiver a funcionar corretamente;

Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol;

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool;

Se é de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana);

Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos como o genfibrozil e

bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol).

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Rosuvastatina

Generis

Se tiver problemas com os seus rins;

Se tiver problemas com o seu fígado;

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INFARMED

Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. Contacte o seu

médico

imediatamente

sentir

dores

musculares

invulgares

frequentes,

especialmente se não se sentir bem ou se tiver febre;

Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool;

Se a sua glândula tiróide não estiver a funcionar corretamente;

Se estiver a tomar outros medicamentos, tais como:

Fibratos como o genfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol;

Medicamentos para controlar a infeção pelo VIH, por exemplo, lopinavir/ritonavir;

Se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico

escolha a dose inicial de Rosuvastatina Generis mais adequada para si);

Se tem insuficiência respiratória grave;

Se é de ascendência Asiática - ou seja, Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita,

Coreana e Indiana. É necessário que o seu médico escolha a dose inicial de

Rosuvastatina Generis mais adequada para si.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), não

tome Rosuvastatina Generis 40 mg (a dose mais elevada) e confirme com o seu

médico ou farmacêutico antes de começar a tomar qualquer dose de Rosuvastatina

Generis.

Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação

é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos

níveis das enzimas hepáticas no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta

análise ao sangue (provas de função hepática) antes e durante o tratamento com

Rosuvastatina Generis.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes

ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem

níveis elevados de açúcar e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão arterial

elevada.

Crianças

A utilização de Rosuvastatina Generis não é recomendada em crianças.

Outros medicamentos e Rosuvastatina Generis

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Como referido anteriormente, não tome Rosuvastatina Generis se está a tomar:

ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes com transplante

de órgãos).

Também é particularmente importante que informe o seu médico se estiver a tomar

Rosuvastatina Generis com qualquer um dos seguintes medicamentos:

Fibratos como o genfibrozil e bezafibrato (medicamentos para baixar o colesterol);

Medicamentos para controlar a infeção pelo VIH, por exemplo, lopinavir/ritonavir;

Para além dos medicamentos acima indicados, informe o seu médico ou farmacêutico

se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente quaisquer outros medicamentos,

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INFARMED

incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Em particular, informe o seu

médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

Varfarina (ou quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir a viscosidade

sanguínea);

Qualquer outro medicamento usado para baixar o colesterol (tal como ezetimiba);

Medicamentos usados para tratar problemas digestivos (para neutralizar a acidez no

seu estômago);

Eritromicina (um antibiótico);

Contracetivos orais (a pílula);

Terapêutica de substituição hormonal.

Rosuvastatina Generis com alimentos e bebidas

Pode tomar Rosuvastatina Generis com ou sem alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Não tome Rosuvastatina Generis se:

Está grávida;

Está a amamentar;

Planeia engravidar;

Suspeita que está grávida.

Deste

modo,

mulher

idade

fértil,

deve

tomar

medidas

contracetivas necessárias para evitar ficar grávida durante o tratamento com

Rosuvastatina Generis.

Se engravidar durante o tratamento com Rosuvastatina Generis, pare imediatamente

o tratamento e fale com o seu médico.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não se prevê que Rosuvastatina Generis interfira com a sua capacidade de conduzir

ou utilizar máquinas.

No entanto, deve ser tomado em consideração que algumas pessoas sentem

tonturas após tomarem Rosuvastatina Generis.

Rosuvastatina Generis contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Rosuvastatina Generis

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Antes do início do tratamento o seu médico irá colocá-lo numa dieta padrão para

redução do colesterol que deverá continuar durante o tratamento.

Tome Rosuvastatina Generis uma vez por dia. Pode tomar o comprimido a qualquer

hora do dia.

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Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora do dia, para que se lembre mais

facilmente de o tomar.

Dose inicial

O seu médico decidirá qual a dose inicial de Rosuvastatina Generis mais adequada

para si.

A dose irá depender:

Dos seus valores de colesterol;

Do grau de risco que tem de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral;

Se tiver um fator que poderá torná-lo mais sensível a possíveis efeitos secundários.

Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Rosuvastatina

Generis mais adequada para si, especialmente se:

É de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e

Indiana)

Tem mais de 70 anos de idade

Tem problemas de rins moderados

Já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol.

Aumento da dose e dose diária máxima.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Generis que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com

a dose de 5 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para 10 mg,

posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário. Se iniciou o

tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para

20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose será feito

em intervalos de 4 semanas.

A dose máxima diária de Rosuvastatina Generis é de 40 mg. Esta dose destina-se

apenas a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataques

cardíacos cujos valores de colesterol não baixaram o suficiente com 20 mg.

Controlo regular do colesterol

É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular

do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol

foram atingidos e se mantêm estáveis.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Generis que toma seja adequada para si.

Se tomar mais Rosuvastatina Generis do que deveria

Por favor contacte imediatamente o seu médico ou farmacêutico. Leve consigo a

embalagem e os restantes comprimidos.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina Generis

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Volte a tomar os comprimidos de Rosuvastatina Generis dentro do horário previsto

no dia seguinte.

Se parar de tomar Rosuvastatina Generis

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02-11-2016

INFARMED

Não pare de tomar Rosuvastitina Generis sem indicação do seu médico. Se parar de

tomar Rosuvastitina Labesfal o seu colesterol pode aumentar de novo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se ocorrer algum destes efeitos secundários graves, pare de tomar o medicamento,

consulte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgências do hospital

mais próximo. Estes efeitos secundários são raros:

Dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta;

Inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em

engolir;

Prurido intenso (comichão) na pele (com aumento dos gânglios);

Dores musculares invulgares que se prolonguem mais do que o esperado.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar entre 1 em cada 10 e 1 em cada 100

doentes):

Dor de cabeça;

Dor de estômago;

Prisão de ventre (obstipação);

Sensação de mal-estar;

Dor muscular;

Sensação de fraqueza;

Tonturas;

Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

seja

necessário

parar

tratamento

Rosuvastatina

Generis

(apenas

Rosuvastatina Generis 40 mg);

Diabetes. É mais provável ter diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras

no sangue, excesso de peso ou pressão arterial elevada. O seu médico irá avaliar se

tem diabetes enquanto estiver a tomar este medicamento.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar entre 1 em cada 100 e 1 em

cada 1.000 doentes):

Erupção cutânea, prurido (comichão) e outras reações cutâneas;

Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

seja

necessário

parar

tratamento

Rosuvastatina

Generis

(apenas

Rosuvastatina Generis 5 mg, 10 mg e 20 mg).

Efeitos secundários raros (podem afetar entre 1 em cada 1.000 e 1 em cada 10.000

doentes):

Dor de estômago intensa (inflamação do pâncreas);

Aumento das enzimas do fígado no sangue.

Efeitos secundários muito raros (podem afetar menos de 1 em cada 10.000

doentes):

Icterícia (coloração amarela dos olhos e da pele);

Hepatite (uma inflamação do fígado);

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Vestígios de sangue na sua urina;

Lesão dos nervos nos braços e nas pernas (ex. dormência);

Dores nas articulações;

Perda de memória.

Ginecomastia (aumento da mama no homem)

Efeitos secundários de frequência desconhecida podem incluir:

Diarreia (soltura);

Síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca, olhos

e órgãos genitais);

Tosse;

Falta de ar;

Edema (inchaço);

Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos;

Disfunção sexual;

Depressão:

Problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

5. Como conservar Rosuvastatina Generis

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize Rosuvastatina Generis após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior/blisters/rótulo após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Frasco de HDPE após primeira abertura: conservar a temperatura inferior a 25 °C.

Validade do frasco de HDPE após primeira abertura do frasco: 90 dias.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rosuvastatina Generis:

A substância ativa é a rosuvastatina. Os comprimidos revestidos por película contêm

rosuvastatina cálcica, equivalente a 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de rosuvastatina.

Os outros componentes são:

Núcleo

comprimido:

lactose

mono-hidratada,

celulose

microcristalina,

crospovidona, estearato de magnésio.

Revestimento

dos comprimidos

5mg: lactose mono-hidratada, hipromelose,

triacetina, dióxido de titânio (E171) e óxido de ferro amarelo (E172).

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Revestimento dos comprimidos de 10 mg, 20 mg e 40 mg: lactose mono-hidratada,

hipromelose, triacetina, dióxido de titânio (E171) e óxido de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Rosuvastatina Generis e conteúdo da embalagem

Rosuvastatina Generis apresenta-se disponível em embalagens blisters de 20, 30,60

e 90 comprimidos e em recipientes de plástico de 30 e 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Rosuvastatina Generis apresenta-se disponível em quatro dosagens:

Rosuvastatina Generis 5 mg comprimidos revestidos por película são amarelos,

redondos, biconvenxos e com a gravação “135” numa das faces e ”5” na outra face.

Rosuvastatina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa

claro, redondos, biconvexos, com ranhura de quebra em ambos os lados, e com

gravação “11” e “36” numa das faces e “10” na outra face,

Rosuvastatina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa

claro, redondos, biconvexos e com a gravação “11” e “37” numa das faces e “20” na

outra face.

Rosuvastatina Generis 40 mg comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa

claro, ovais, biconvexos, biselados e com ranhura em ambas as faces.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina Generis 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Generis 40 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de

rosuvastatina (sob a forma de rosuvastatina cálcica).

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película de Rosuvastatina Generis 5 mg, 10 mg, 20

mg e 40 mg contém 50,66 mg, 101,3 mg, 202,61 e 194,61 mg de lactose mono-

hidratada, respetivamente.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Rosuvastatina Generis 5 mg comprimidos revestidos por película

Os comprimidos revestidos por película são amarelos, redondos, biconvenxos e com

a gravação “135” numa das faces e ”5” na outra face.

Rosuvastatina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película

Os comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa claro, redondos, biconvexos,

com ranhura de quebra em ambos os lados, e com gravação “11” e “36” numa das

faces e “10” na outra face,

Rosuvastatina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película

Os comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa claro, redondos, biconvexos

e com a gravação “11” e “37” numa das faces e “20” na outra face.

Rosuvastatina Generis 40 mg comprimidos revestidos por película

Os comprimidos revestidos por película são cor-de-rosa claro, ovais, biconvexos,

biselados e com ranhura em ambas as faces.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolémia

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 10 anos com

hipercolesterolémia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica) ou dislipidémia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta, sempre que

a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (por ex. exercício

físico, perda de peso) seja inadequada.

Hipercolesterolémia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos hipolipemiantes (por ex., LDL-aférese) ou se tais tratamentos não forem

apropriados.

Prevenção de Eventos Cardiovasculares

Prevenção de eventos cardiovasculares major em doentes nos quais se estima existir

um risco elevado de ocorrência de um primeiro evento cardiovascular (ver Secção

5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de risco.

4.2 Posologia e modo de administração

Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta

padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante

o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da

terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de

consenso atuais.

Rosuvastatina Generis pode ser administrado a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

Tratamento da hipercolesterolémia

A dose inicial recomendada é de 5 ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto

para doentes não tratados como para doentes a quem previamente tenham sido

prescritos outros inibidores da HMG-CoA redutase. A escolha da dose inicial deverá

ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco cardiovascular,

bem como o potencial risco para reações adversas (ver abaixo). Após 4 semanas,

pode ser feito um ajustamento posológico para a dose seguinte, se necessário (ver

Secção 5.1).

Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose de 40 mg

comparativamente às doses mais baixas (ver Secção 4.8), a titulação final para a

dose

máxima

deverá

somente

considerada

doentes

hipercolesterolémia

grave

elevado

risco

cardiovascular

particular

doentes com hipercolesterolémia familiar), que não atinjam os objetivos terapêuticos

com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver Secção 4.4).

Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 40 mg seja efetuado sob

supervisão de um especialista.

Prevenção de Eventos Cardiovasculares

No estudo de redução de risco de eventos cardiovasculares, a dose utilizada foi de 20

mg por dia (ver Secção 5.1).

População pediátrica

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

Crianças e adolescentes entre os 10 e os 17 anos de idade (rapazes no Estadio

Tanner II e acima, e raparigas com pelo menos 1 ano após a menarca).

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolémia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia. O intervalo de dose habitual é de 5-20

mg, por via oral, uma vez por dia. A dose deve ser ajustada de acordo com a

resposta individual e tolerabilidade nos doentes pediátricos, conforme indicado pelas

recomendações

tratamento

pediatria

(ver

Secção

4.4).

Crianças

adolescentes devem ser submetidos à dieta standard para redução do colesterol

antes de iniciar o tratamento com rosuvastatina; esta dieta deve ser continuada

durante o tratamento com a rosuvastatina.

A segurança e eficácia de doses superiores a 20 mg não foram estudadas nesta

população.

O comprimido de 40 mg não é adequado para utilização na população pediátrica.

Crianças de idade inferior a 10 anos

A experiência em crianças de idade inferior a 10 anos é limitada a um número

reduzido

de crianças

(com

idade

compreendida

entre

os 8

e 10

anos) com

hipercolesterolémia familiar homozigótica. Por conseguinte, não se recomenda a

utilização de Rosuvastatina Generis em crianças de idade inferior a 10 anos.

Utilização no idoso

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade>70 anos (ver

Secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajustamento posológico em relação à

idade.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Não é necessário ajustamento posológico em doentes com insuficiência renal ligeira

a moderada. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com insuficiência

renal moderada (depuração da creatinina <60 ml/min). A dose de 40 mg está

contraindicada

doentes

insuficiência

renal

moderada.

Rosuvastatina Generis em doentes com insuficiência renal grave está contraindicado

em todas as doses (ver Secção 4.3 e Secção 5.2).

Posologia em doentes com insuficiência hepática

Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido

observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na

classificação de Child-Pugh (ver Secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a

avaliação da função renal (ver Secção 4.4). Não existe experiência em indivíduos

com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9. Rosuvastatina Generis

está contraindicado em doentes com doença hepática ativa (ver Secção 4.3).

Raça

Tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos Asiáticos (ver

Secção 4.4 e Secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para doentes de

ascendência Asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes doentes.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia (ver Secção 4.4. Advertências e precauções especiais de utilização).

A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver Secção 4.3

Contraindicações).

4.3 Contraindicações

Rosuvastatina Generis está contraindicado: em doentes com hipersensibilidade à

substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1 em

doentes com doença hepática ativa incluindo elevações persistentes e inexplicáveis

das transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases séricas excedendo

3 vezes o limite superior da normalidade (LSN) em doentes com insuficiência renal

grave (depuração da creatinina <30 ml/min) em doentes com miopatia em doentes

tratados concomitantemente com ciclosporina durante a gravidez e aleitamento e em

mulheres em idade fértil que não adoptam medidas contraceptivas apropriadas.

A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise.

Tais

fatores

incluem:

insuficiência

renal

moderada

(depuração da creatinina <60 ml/min) hipotiroidismo antecedentes pessoais ou

familiares

perturbações

musculares

hereditárias

antecedentes

pessoais

toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA redutase ou fibrato alcoolismo

situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos de rosuvastatina

doentes Asiáticos uso concomitante de fibratos

(Ver Secções 4.4, 4.5 e 5.2).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Em doentes tratados com doses elevadas de Rosuvastatina Generis, em particular 40

mg, foi observada proteinúria, detectada por tiras de teste e maioritariamente de

origem tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A

proteinúria não demonstrou prognosticar doença renal aguda ou crónica (ver Secção

4.8).

taxa

notificação

eventos

renais

graves

experiência

pós-

comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Deve ser considerada a avaliação da função renal durante a monitorização de rotina

de doentes tratados com uma dose de 40 mg.

Efeitos musculosqueléticos

Efeitos no músculo-esquelético, ex. mialgia, miopatia e, raramente, rabdomiólise

têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas as doses, em

particular com doses >20 mg. Foram notificados casos muito raros de rabdomiólise

com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da HMG-CoA

redutase. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver Secção 4.5) e

a sua combinação deve ser utilizada com precaução. Tal como com outros inibidores

HMG-CoA

redutase,

taxa

notificação

rabdomiólise

associada

rosuvastatina na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Doseamento da creatina fosfoquinase

A creatina fosfoquinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na

presença de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir

a interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

elevados (>5xLSN) deverá ser efetuado um teste para confirmação dentro de 5-7

dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK >5xLSN, o tratamento

não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

Rosuvastatina Generis, tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase,

deverá ser prescrito com precaução em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise.

Tais fatores incluem: insuficiência renal hipotiroidismo antecedentes pessoais ou

familiares

perturbações

musculares

hereditárias

antecedentes

pessoais

toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA redutase ou fibrato alcoolismo

idade >70 anos situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos

(ver Secção 5.2)

uso concomitante de fibratos.

Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos

possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis

basais de CK forem significativamente elevados (>5xLSN), o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, fraqueza

ou cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar ou febre. Deve

determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida

se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas

musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo com níveis de CK ≤

5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao normal,

deverá considerar-se a reintrodução de rosuvastatina ou um inibidor alternativo da

HMG-CoA redutase na dose mais baixa e com uma monitorização apertada. A

monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não se justifica.

Os estudos clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o

músculo-esquelético no reduzido número de doentes tratados com rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da HMG-CoA

redutase

associação

derivados

ácido

fíbrico,

incluindo

gemfibrozil,

ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease

e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando

administrado concomitantemente com alguns inibidores da HMG-CoA redutase. Por

conseguinte,

associação

Rosuvastatina

Generis

gemfibrozil

não

recomendada. O benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da

combinação

Rosuvastatina

Generis

fibratos

niacina,

deverá

cuidadosamente considerado em relação aos potenciais riscos de tais associações. A

dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos.

(Ver Secção 4.5 e Secção 4.8).

Rosuvastatina Generis não deve ser usado em doentes com uma situação aguda

grave, sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência

renal secundária a rabdomiólise (ex.: sépsis, hipotensão, grande cirurgia, trauma,

disfunções

metabólicas

graves,

endócrinas

eletrolíticas

convulsões

não

controladas).

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Efeitos hepáticos

Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, Rosuvastatina Generis

deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas

de álcool e/ou tenham história de doença hepática.

Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do

tratamento com Rosuvastatina Generis e 3 meses após o início do tratamento. Se o

nível das transaminases séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade,

Rosuvastatina Generis deve ser interrompido ou reduzir-se a dose. A taxa de

notificação de eventos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das

transaminases hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de

40 mg.

Em doentes com hipercolesterolémia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndroma nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a

terapêutica com Rosuvastatina Generis.

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos

Asiáticos, comparativamente aos indivíduos Caucasianos (ver Secção 4.2 e Secção

5.2).

Inibidores da protease

Não se recomenda o uso concomitante com inibidores da protease (ver Secção 4.5).

Intolerância à lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

Doença pulmonar intersticial

Foram

notificados

casos

raros

doença

pulmonar

intersticial

algumas

estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver Secção 4.8). Os

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe farmacológica podem

elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de

diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de

diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, suplantado pela redução do risco

vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para interromper a

terapêutica. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 a 6,9 mmol/L,

IMC>30Kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados

tanto clínica como bioquimicamente de acordo com as orientações nacionais.

No estudo JUPITER, a frequência geral de notificação de casos de diabetes mellitus

foi de 2,8% com a rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com

glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/L.

População pediátrica

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idade compreendida entre os 10 e os 17 anos tratados com

rosuvastatina, é limitada ao período de um ano. Após 52 semanas de estudo com

este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou

maturação sexual (ver Secção 5.1). A experiência clínica em crianças e doentes

adolescentes é limitada e os efeitos a longo prazo de rosuvastatina (>1 ano) na

puberdade são desconhecidos.

Em estudos clínicos em crianças e adolescentes tratados com rosuvastatina durante

52 semanas, foram observadas com maior frequência, elevações da CK >10xLSN e

sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação

com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver Secção 4.8).

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Ciclosporina: Durante a terapêutica concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados,

relativamente aos observados em voluntários saudáveis (ver Secção 4.3).

A administração concomitante não provocou alteração da concentração plasmática

da ciclosporina.

Antagonistas da Vitamina K: À semelhança dos outros inibidores da HMG-CoA

redutase, o início da terapêutica ou o aumento da dose de Rosuvastatina Generis em

doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (ex.: varfarina

outro

anticoagulante

cumarínico)

pode

originar

aumento

Relação

Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de Rosuvastatina

Generis pode resultar num decréscimo do INR. Nestas situações, é desejável a

monitorização apropriada do INR.

Gemfibrozil

outros

medicamentos

hipolipemiantes:

concomitante

rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmáx e AUC da

rosuvastatina (ver Secção 4.4).

Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar

interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer

interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina

(ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco

de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA

redutase, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados

isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos

(ver Secção 4.3 e Secção 4.4). Estes doentes devem também iniciar o tratamento

com a dose de 5 mg.

Ezetimiba: O uso concomitante de rosuvastatina e ezetimiba não mostrou alterar a

AUC ou a Cmáx em qualquer dos fármacos. No entanto, não pode ser excluída uma

interação farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre o Rosuvastatina

Generis e a ezetimiba (ver secção 4.4 Advertências e precauções especiais de

utilização).

Inibidores da protease: Apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação

exato, o uso concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a

exposição à rosuvastatina. Num estudo farmacocinético, a coadministração de 20 mg

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

de rosuvastatina e a combinação de dois inibidores da protease (400 mg de

lopinavir/ 100 mg de ritonavir) em voluntários saudáveis foi associada a um

aumento da AUC(0- 24) da rosuvastatina no estado estacionário e da Cmáx em

aproximadamente 2 vezes e 5 vezes, respetivamente. Assim, não se recomenda o

uso concomitante de rosuvastatina nos doentes infetados pelo VIH tratados com

inibidores da protease (ver também Secção 4.4).

Antiácidos: A administração simultânea de rosuvastatina com uma suspensão de

antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de

aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após Rosuvastatina Generis.

Não foi investigada a importância clínica desta interação.

Eritromicina: O uso concomitante de rosuvastatinal e eritromicina resultou num

decréscimo

(0-t)

decréscimo

Cmáx

rosuvastatina. Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade

intestinal causada pela eritromicina.

Contracetivo oral/terapêutica hormonal de substituição (THS): O uso concomitante

rosuvastatina

contracetivo

oral

resultou

aumento

etinilestradiol

norgestrel

34%,

respetivamente.

Deve

ter-se

consideração

este

aumento

níveis

plasmáticos

escolha

dose

contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a

tomar concomitantemente Rosuvastatina Generis e THS mas um efeito similar não

pode ser excluído. Contudo, em estudos clínicos, esta associação foi extensamente

utilizada em mulheres e foi bem tolerada.

Outros medicamentos: Com base em dados de estudos de interação específicos, não

são esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina.

Enzimas do citocromo P450: Os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que

a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Não se

verificaram interações clinicamente importantes entre a rosuvastatina quer com o

fluconazol (inibidor do CYP2C9 e CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do

CYP2A6 e CYP3A4). A administração concomitante do itraconazol (inibidor do

CYP3A4)

rosuvastatina

resultou

aumento

rosuvastatina. Este ligeiro aumento não é considerado clinicamente significativo. Por

conseguinte, não são esperadas interações com fármacos cujo metabolismo é

mediado pelo citocromo P450.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Rosuvastatina Generis está contraindicado na gravidez e aleitamento.

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados. Dado

que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais para o

desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da HMG-CoA redutase supera

a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais fornecem dados

limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva. (ver secção 5.3). Em caso de

gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.

No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção

de rosuvastatina no leite humano (ver secção 4.3).

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos para determinar o efeito de rosuvastatina Generis

sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Contudo, com base nas suas

propriedades farmacodinâmicas não é provável que Rosuvastatina Generis afete esta

capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em

conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

4.8 Efeitos indesejáveis

Como

todos

medicamentos,

Rosuvastatina

Generis

pode

causar

efeitos

secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

As reações adversas foram organizadas em classes de frequência utilizando a

seguinte convenção:

muito

frequentes

(≥1/10);

frequentes

(≥1/100,

<1/10);

pouco

frequentes

(≥1/1.000,

<1/100);

raros

(≥1/10.000,

<1/1.000);

muito

raros

(<1/10.000),

desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sistema imunitário

Raros: reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema

Doenças endócrinas

Frequentes: diabetes mellitus

(1) A frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia em

jejum

5,6 mmol/L,

IMC>30Kg/m2,

triglicéridos

aumentados,

história

hipertensão).

Doenças do sistema nervoso

Frequentes: cefaleias, tonturas

Doenças gastrointestinais

Frequentes: obstipação, náusea, dor abdominal

Raros: pancreatite

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Muito raros: ginecomastia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes: prurido, erupção cutânea e urticária

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes: mialgia

Raros: miopatia (incluindo miosite) e rabdomiólise

Perturbações gerais

Frequentes: astenia

Tal como se verifica com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a incidência de

reações adversas medicamentosas tende a ser dose-dependente.

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Efeitos renais: Em doentes tratados com rosuvastatina foi observada proteinúria,

detectada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. Variação dos

valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou superior,

foi observado em <1% dos doentes em determinada altura durante o tratamento

com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados com 40 mg.

Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde ausência ou

vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou

desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao momento, a

análise

dados

provenientes

ensaios

clínicos

experiência

pós-

comercialização não evidenciou uma associação causal entre a proteinúria e doença

renal aguda ou progressiva.

A hematúria tem sido observada em doentes tratados com rosuvastatina e os dados

de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.

Efeitos

músculo-esquelético:

Efeitos

músculo-esquelético,

mialgia,

miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência

renal aguda têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatinar em todas

as doses, em particular com doses >20 mg.

Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK

relacionado

dose;

maioria

casos

essa

elevação

ligeira,

assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (>5xLNS), o

tratamento deve ser interrompido (ver Secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, um

aumento das transaminases, relacionado com a dose, foi observado num pequeno

número de doentes tratados com rosuvastatina; na maioria destes casos, o aumento

foi ligeiro, assintomático e transitório.

Experiência pós-comercialização:

Além dos efeitos acima referidos, durante a experiência pós-comercialização, foram

notificados os seguintes acontecimentos adversos para rosuvastatina:

Doenças do sistema nervoso: Muito raros: polineuropatia, perda de memória.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Desconhecido: tosse, dispneia.

Doenças gastrointestinais: Desconhecido: diarreia.

Afeções

hepatobiliares:

Muito

raros:

icterícia,

hepatite;

Raros:

aumento

transaminases hepáticas.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Desconhecido: Síndrome de Stevens-

Johnson

Afeções musculosqueléticas: Muito raros: artralgia.

Doenças renais: Muito raros: hematúria.

Perturbações gerais e alterações no local de administração: Desconhecido: edema.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

Depressão

Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos

Disfunção sexual

Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa

duração (ver secção 4.4).

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

A taxa de notificação de rabdomiólise, eventos renais graves e eventos hepáticos

graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) é

maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica: As elevações da creatina fosfoquinase >10xLSN e os sintomas

musculares após exercício ou aumento da atividade física foram observados mais

frequentemente em ensaios clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em

comparação com os adultos (ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança

de rosuvastatina foi semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com

adultos.

4.9 Sobredosagem

Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem. Em

caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um tratamento sintomático e

as medidas de suporte instituídas, conforme necessário. A função hepática e os

níveis

deverão

monitorizados.

Não

provável

hemodiálise

proporcione quaisquer benefícios.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Inibidores da HMG-CoA redutase, código ATC: C10AA07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da HMG-CoA redutase, a enzima

limitante

taxa

conversão

3-hidroxi-3-metilglutaril

coenzima

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol-LDL, colesterol total e

triglicéridos e aumenta o nível de colesterol-HDL. Reduz ainda a ApoB, colesterol

não-HDL, CVLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver Tabela 1). A rosuvastatina

reduz também as razões de C-LDL/C-HDL, C total/C-HDL e colesterol não-HDL/C-

HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.

Tabela 1 Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e

IIb)

(alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais)

Dose

C-LDL

C-Total

C-HDL

não-

ApoB

ApoA-I

Placebo

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se

90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente

obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente.

Eficácia clínica

rosuvastatina

eficaz

adultos

hipercolesterolémia,

hipertrigliceridémia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em

populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolémia

familiar.

Com base nos dados agrupados de fase III, rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolémia tipo IIa e IIb (C-LDL

média basal cerca de 4,8 mmol/l), levando-os a atingir os valores alvo preconizados

nas normas orientadoras da European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de

80% dos doentes tratados com 10 mg atingiram os valores alvo EAS preconizados

para os níveis de C-LDL (<3 mmol/l).

Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolémia familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina

entre

80 mg,

segundo um

protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito

benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em

tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de

tratamento), a C-LDL foi reduzida em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores

alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (<3 mmol/l).

estudo

clínico

aberto,

titulação

forçada,

avaliada

resposta

rosuvastatina

20-40

doentes

hipercolesterolémia

familiar

homozigótica. Na população global, foi obtida uma redução média da C-LDL de 22%.

Em estudos clínicos com um número limitado de doentes, rosuvastatina tem

demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos triglicéridos quando

utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando

usado em combinação com niacina (ver Secção 4.4).

Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico

(METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo

risco de doença coronária (definido como risco de Framingham <10% em 10 anos),

com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/l (154,5 mg/dL), porém com aterosclerose

subclínica (detectada por Espessura /Íntima - Média Carotídea), foram aleatorizados

para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou placebo durante 2

anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de progressão na EIMC

máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas, comparativamente

com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95% -0,0196, -0,0093;

p<0,0001]. A alteração relativamente aos valores basais foi de -0,0014 mm/ano (-

0,12%/ano (não significativa)) para a rosuvastatina, comparativamente com uma

progressão de +0,0131 mm/ano (1,12%/ano (p<0,0001)) para o placebo. Não foi

ainda demonstrada uma correlação directa entre a diminuição da EIMC e a redução

do risco de eventos cardiovasculares. A população estudada no METEOR é de baixo

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

risco de doença coronária e não representa a população alvo de rosuvastatina 40

dose

deverá

prescrita

apenas

doentes

hipercolesterolemia grave com elevado risco cardiovascular (ver Secção 4.2).

No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention

Trial

Evaluating

Rosuvastatin”

(JUPITER),

efeito

rosuvastatina

sobre

ocorrência de eventos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi avaliado

em 17802 homens (≥ 50 anos) e mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes do estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo

(n=8901) ou rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n=8901) e foram seguidos

durante um período médio de 2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p<0,001) no grupo da

rosuvastatina em comparação com o grupo do placebo.

Numa análise post-hoc a um subgrupo de indivíduos com elevado risco, com um

risco de Framingham inicial >20% (1558 indivíduos) verificou-se uma redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente

vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,028) no tratamento com rosuvastativa

versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos por 1000 doentes-

ano foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de doentes

com elevado risco (p=0,193). Numa análise post-hoc de um subgrupo de indivíduos

com elevado risco (total de 9302 indivíduos) com um risco SCORE inicial ≥5%

(extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se uma redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente

vascular

cerebral

enfarte

miocárdio

(p=0,0003)

tratamento

rosuvastativa versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos foi de

5,1 por 1000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de

doentes com elevado risco (p=0,076).

No estudo JUPITER, 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos

com placebo suspenderam a medicação do estudo devido a acontecimento adverso.

Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à suspensão do

tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor

abdominal (0,03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea

(0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais

frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram

infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite

(7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), dor lombar (7,6% com rosuvastatina,

6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, randomizado,

em dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido

de uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de ajuste da dose de rosuvastatina, doentes entre os 10 e 17 anos de idade

(estadio de Tanner II-V, sexo feminino com pelo menos um ano pós-menarca) com

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas, e todos receberam

posteriormente

rosuvastatina

diariamente

durante

semanas.

início

recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10 e

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

os 13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio Tanner

II, III, IV e V, respetivamente.

A C-LDL foi reduzida em 38,3%, 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5, 10 e 20 mg

respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de ajuste da dose para o objetivo, doseado

até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%) tinham

atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/l.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver Secção 4.4). A experiência clínica

em crianças e doentes adolescentes é limitada e os efeitos a longo prazo de

rosuvastatina (>1 ano) na puberdade são desconhecidos. Este estudo (n=176) não

foi adequado para comparação de reações adversas medicamentosas graves.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

São

atingidas

concentrações

plasmáticas

máximas

rosuvastatina

aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

aproximadamente de 20%.

Distribuição: A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local

de síntese do colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da

rosuvastatina é de aproximadamente 134 L. A rosuvastatina apresenta uma ligação

de aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Biotransformação: A rosuvastatina sofre um metabolismo limitado (cerca de 10%).

Estudos de metabolismo in vitro utilizando hepatócitos humanos indicam que a

rosuvastatina é um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo

P450. O CYP2C9 foi a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6

envolvidas em menor extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-

desmetil e a lactona. O metabolito Ndesmetil é aproximadamente 50% menos ativo

do que a rosuvastatina, enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A

rosuvastatina é responsável por mais de 90% da atividade inibidora da HMG-CoA

redutase circulante.

Eliminação: Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a

forma inalterada nas fezes (consistindo em substância ativa absorvida e não

absorvida) e o remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada

sob a forma inalterada na urina. A semi-vida de eliminação plasmática é cerca de 19

horas. A semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas.

A média geométrica da depuração plasmática é de aproximadamente 50 litros/hora

(coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA

redutase,

captação

hepática

rosuvastatina

envolve

transportador

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade: A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose.

Não existem alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses

diárias.

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Populações especiais:

Idade e sexo: A idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente

relevantes sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A farmacocinética

rosuvastatina

crianças

adolescentes

hipercolesterolémia

familiar

heterozigótica foi semelhante à dos voluntários adultos (ver “População pediátrica”

abaixo).

Raça: Estudos farmacocinéticos revelaram um aumento da AUC mediana e Cmáx,

em aproximadamente duas vezes, em indivíduos Asiáticos (Japoneses, Chineses,

Filipinos, Vietnamitas e Coreanos) comparativamente a indivíduos Caucasianos; os

Indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e Cmáx, em aproximadamente

vezes.

análise

farmacocinética

populacional

não

revelou

diferenças

clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos Caucasianos e Negros.

Insuficiência renal: Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de

insuficiência renal, verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu

qualquer

influência

sobre

concentração

plasmática

rosuvastatina

metabolito N-desmetil. Indivíduos com insuficiência renal grave (Depuração da

Creatinina <30 ml/min) apresentaram um aumento da concentração plasmática da

rosuvastatina 3 vezes superior e 9 vezes superior do metabolito N-desmetil,

comparativamente

voluntários

saudáveis.

indivíduos

sujeitos

hemodiálise, as concentrações plasmáticas da rosuvastatina no estado estacionário

foram

aproximadamente

superiores

comparativamente

voluntários

saudáveis.

Insuficiência hepática: Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de

insuficiência hepática não se verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em

indivíduos com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. Contudo, em

dois indivíduos que apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh

observou-se um aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes,

comparativamente à dos indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de

Child-Pugh. Não existe experiência em indivíduos com pontuações na classificação de

Child-Pugh superiores a 9.

População pediátrica: Os parâmetros farmacocinéticos em doentes pediátricos com

hipercolesterolémia familiar heterozigótica, de idades compreendidas entre os 10 e

os 17 anos, não foram completamente caracterizados. Um pequeno estudo de

farmacocinética com a rosuvastatina (administrada em comprimidos) em 18 doentes

pediátricos

demonstrou

exposição

doentes

pediátricos

parece

comparável à exposição nos adultos. Adicionalmente, os resultados indicam que não

é de esperar um grande desvio da proporcionalidade da dose.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam risco especial para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e potencial

carcinogénico. Não foram avaliados testes específicos para efeitos sobre o hERG.

Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em animais a

níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as seguintes:

alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose repetida

em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da rosuvastatina e

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em macacos.

Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em cães com

doses mais elevadas. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos, pela redução do

tamanho da ninhada, do seu peso e da sobrevivência das crias, com doses

maternotóxicas, em que as exposições sistémicas foram muito acima do nível de

exposição terapêutica.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Lactose mono-hidratada

Celulose microcristalina 112

Crospovidona (tipo B)

Estearato de magnésio

Revestimento do comprimido

5 mg:

Lactose mono-hidratada

Hipromelose

Triacetina

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro amarelo (E172)

10 mg, 20 mg e 40 mg:

Lactose mono-hidratada

Hipromelose

Triacetina

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro vermelho (E172)

6.2 Incompatibilidades

Não se aplicável.

6.3 Prazo de validade

1 ano

Frasco de HDPE após primeira abertura: 90 dias.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Frasco de HDPE após primeira abertura: conservar a temperatura inferior a 25 °C.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Rosuvastatina Generis apresenta-se disponível em embalagens blisters de Alu/Alu de

20, 30, 60 e 90 comprimidos e em frascos de HDPE de 30 e 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 5417225 - 20 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417233 - 30 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417241 - 60 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417258 - 90 comprimidos revestidos por película, 5 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417266 - 30 comprimidos revestidos por película, 5 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417274 - 90 comprimidos revestidos por película, 5 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417308 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417316 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417324 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417332 - 90 comprimidos revestidos por película, 10 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417340 - 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417357 - 90 comprimidos revestidos por película, 10 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417365 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417373 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

Alu/Alu.

APROVADO EM

02-11-2016

INFARMED

Nº de registo: 5417407 - 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417415 - 90 comprimidos revestidos por película, 20 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417423 - 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417431 - 90 comprimidos revestidos por película, 20 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417449 - 20 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417456 - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417464 - 60 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417472 - 90 comprimidos revestidos por película, 40 mg, blisters de

Alu/Alu.

Nº de registo: 5417506 - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg, frasco de

HDPE.

Nº de registo: 5417514 - 90 comprimidos revestidos por película, 40 mg, frasco de

HDPE.

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 30 de novembro de 2011.

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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