Rosuvastatina Amneal 10 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rosuvastatina
Disponível em:
Amneal Pharma Europe Limited
Código ATC:
C10AA07
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rosuvastatin
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Rosuvastatina cálcica 10.395 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
rosuvastatin
Resumo do produto:
5469127 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10068423 - 50037030 ; 5469135 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar ao abrigo da luz - Não comercializado - 10068423 - 50037072
Status de autorização:
Revogado (15 de Maio de 2015)
Número de autorização:
PT/H/0671/002/DC
Data de autorização:
2012-07-31

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Rosuvastatina Amneal 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 40 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico

O que contém este folheto:

O que é Rosuvastatina Amneal e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Amneal

Como tomar Rosuvastatina Amneal

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Rosuvastatina Amneal

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Rosuvastatina Amneal e para que é utilizada

A Rosuvastatina Amneal pertence a um grupo de medicamentos chamados estatinas.

Foi-lhe prescrito Rosuvastatin Amneal, porque:

Tem valores de colesterol elevados. Isto significa, que está em risco de ter um

ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

Foi aconselhado a tomar uma estatina, porque a alteração na sua dieta e fazer mais

exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de colesterol.

Enquanto estiver a tomar Rosuvastatina Amneal, deve continuar com a sua dieta

para baixar o colesterol e a prática de exercício físico.

Tem outros factores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um

acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde.

O ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde

podem

causados

pela

aterosclerose.

aterosclerose

provocada

pela

acumulação de depósitos de gordura nas suas artérias.

Porque é importante continuar a tomar Rosuvastatina Amneal?

A Rosuvastatina Amneal é utilizada para corrigir os níveis de substâncias gordas no

sangue chamadas lípidos, sendo o colesterol o mais comum.

Há diferentes tipos de colesterol no sangue – o colesterol “mau” (C-LDL) e o

colesterol “bom” (C-HDL).

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04-08-2014

INFARMED

A Rosuvastatina Amneal pode reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol

“bom”.

Atua bloqueando a produção de colesterol “mau” no seu corpo. Também melhora a

capacidade que o seu corpo tem de o retirar do seu sangue.

Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não

produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer

depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu

estreitamento.

Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados, o que pode

impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo a um

ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Ao diminuir os seus valores de

colesterol, pode reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco, um acidente vascular

cerebral ou problemas de saúde associados.

É necessário que continue a tomar Rosuvastatina Amneal, mesmo que tenha atingido

os valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus

valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura.

No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.

O que precisa de saber antes de tomar Rosuvastatina Amneal

Não tome Rosuvastatina Amneal e informe com o seu médico:

se tem alergia (hipersensibilidade) à rosuvastatina ou a qualquer outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6);

se estiver grávida ou a amamentar. Se engravidar enquanto está a tomar

Rosuvastatina Amneal pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As

mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Rosuvastatina Amneal utilizando

um método contracetivo adequado;

se tiver uma doença do fígado;

se tiver problemas nos rins graves;

se sentir dores musculares invulgares ou repetidas;

se estiver a tomar um medicamento chamado ciclosporina (utilizado, por

exemplo, após o transplante de órgãos).

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Adicionalmente, não tome Rosuvastatina Amneal 40 mg (a dose mais elevada):

se tiver problemas moderados nos rins (caso tenha dúvidas, fale com o médico);

se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente;

se já sentiu dores musculares invulgares ou repetidas, se tem história familiar o

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol;

se bebe regularmente grandes quantidades de álcool;

se é de ascendência asiática (japonesa, chinesa, filipina, vietnamita, coreana e

indiana);

se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol.

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04-08-2014

INFARMED

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale

novamente com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rosuvastatina Amneal:

se tiver problemas com os seus rins;

se tiver problemas com o seu fígado;

se já sentiu dores musculares invulgares ou repetidas, se tem história familiar ou

pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares

quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. Contacte o seu

médico imediatamente se sentir dores musculares invulgares, especialmente se não

se sentir bem ou se tiver febre;

se bebe regularmente grandes quantidades de álcool;

se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente;

se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu

colesterol. Leia atentamente este folheto, mesmo que já tenha tomado outros

medicamentos para tratar o colesterol elevado;

se estiver a tomar medicamentos para controlar a infeção pelo VIH, por exemplo,

lopinavir/ritonavir, ver secção Outros medicamentos e Rosuvastatina Amneal;

se o doente tiver menos do que 10 anos: a Rosuvastatina Amneal não deve ser

administrada a crianças com idade inferior a 10 anos;

se o doente tiver menos do que 18 anos de idade: o comprimido de Rosuvastatina

Amneal 40 mg não é adequado para utilização em crianças e adolescentes com idade

inferior a 18 anos;

se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico

escolha a dose inicial de Rosuvastatina Amneal mais adequada para si);

se tem insuficiência respiratória grave;

se é de ascendência asiática - ou seja, japonesa, chinesa, filipina, vietnamita,

coreana e indiana. É necessário que o seu médico escolha a dose inicial de

Rosuvastatina Amneal mais adequada para si.

Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas):

não tome Rosuvastatina Amneal 40 mg (a dose mais elevada) e confirme com o seu

médico ou farmacêutico antes de começar a tomar qualquer dose de Rosuvastatina

Amneal.

Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação

é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos

níveis das enzimas do fígado no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta

análise ao sangue (análise da função do fígado) antes e durante o tratamento com

Rosuvastatina Amneal.

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá acompanhá-lo de perto

se tiver diabetes ou está em risco de desenvolver diabetes. É provável que esteja em

risco de desenvolver diabetes se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no

sangue, está com excesso de peso e tem pressão arterial elevada.

Outros medicamentos e Rosuvastatina Amneal

Informe

seu médico

farmacêutico se

estiver

tomar

ou tiver tomado

recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

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04-08-2014

INFARMED

Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:

ciclosporina (utilizado, por exemplo, após o transplante de órgãos), varfarina (ou

quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir a viscosidade sanguínea),

fibratos (tais como gemfibrozil, fenofibrato) ou qualquer outro medicamento utilizado

para baixar o colesterol (tal como ezetimiba), medicamentos utilizado para tratar

problemas digestivos (para neutralizar a acidez no seu estômago), eritromicina (um

antibiótico), contracetivos orais (a pílula), terapêutica de substituição hormonal ou

lopinavir/ritonavir

(utilizado

para

controlar

infeção

pelo

secção

Advertências e Precauções). Os efeitos destes medicamentos podem ser alterados

por Rosuvastatina Amneal ou podem alterar o efeito de Rosuvastatina Amneal.

Rosuvastatina Amneal com alimentos e bebidas

Pode tomar Rosuvastatina Amneal com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Não tome Rosuvastatina Amneal se estiver grávida ou a amamentar.

Se engravidar enquanto está a tomar Rosuvastatina Amneal pare imediatamente de

o tomar e fale com o seu médico. As mulheres devem evitar engravidar enquanto

tomam Rosuvastatina Amneal utilizando um método contracetivo adequado.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A maioria das pessoas pode conduzir um carro e utilizar máquinas enquanto toma

Rosuvastatina Amneal – não afetará a sua capacidade. No entanto, algumas pessoas

poderão sentir tonturas durante o tratamento com Rosuvastatina Amneal. Se sentir

tonturas, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.

Rosuvastatina Amneal contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem

uma intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

A Rosuvastatina Amneal contém laca de alumínio de vermelho-allura AC e laca de

alumínio de amarelo-sol FCF que podem causar reações alérgicas.

Como tomar Rosuvastatina Amneal

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Doses habituais em adultos

Se estiver a tomar Rosuvastatina Amneal para o colesterol elevado:

Dose inicial

O seu tratamento com Rosuvastatina Amneal deve ser iniciado com a dose de 5 mg

ou a dose de 10 mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose mais

elevada de uma outra estatina. A escolha da sua dose inicial irá depender:

dos seus valores de colesterol.

do seu nível de risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

se tem ou não um fator que o torne mais sensível aos efeitos secundários possíveis.

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04-08-2014

INFARMED

Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Rosuvastatina

Amneal mais adequada para si.

O seu médico poderá decidir que deverá tomar a dose mais baixa (5 mg) se:

é de ascendência asiática (japonesa, chinesa, filipina, vietnamita, coreana e indiana).

tem mais de 70 anos de idade.

tem problemas moderados nos rins.

está em risco de ter dores musculares (miopatia).

Aumento da dose e dose máxima diária

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Amneal que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com

a dose de 5 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para 10 mg,

posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário.

Se iniciou o tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a

dose para 20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose

será feito em intervalos de 4 semanas.

A dose máxima diária de Rosuvastatina Amneal é de 40 mg. Esta dose destina-se

apenas a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataque

cardíaco e acidente vascular cerebral, cujos valores de colesterol não baixaram o

suficiente com 20 mg.

Se estiver a tomar Rosuvastatina Amneal para reduzir o risco de ter um ataque

cardíaco, acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados:

A dose recomendada é de 20 mg diários. Contudo, o seu médico pode decidir utilizar

uma dose mais baixa se tiver algum dos factores acima mencionados.

Doses habituais em crianças com 10 - 17 anos de idade

A dose habitual inicial é de 5 mg. O seu médico poderá aumentar a sua dose para

encontrar a quantidade de Rosuvastatina Amneal adequada para si. A dose máxima

diária de Rosuvastatina Amneal é de 20 mg. Tome a sua dose uma vez por dia. O

comprimido de Rosuvastatina Amneal 40 mg não deve ser utilizado em crianças.

Tomar os seus comprimidos

Engula o comprimido inteiro com água.

Tome Rosuvastatina Amneal uma vez por dia. Pode tomar o comprimido a qualquer

hora do dia. Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora do dia, para que se

lembre mais facilmente de o tomar.

Controlo regular do colesterol

É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular

do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol

foram atingidos e se se mantêm estáveis.

O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de

Rosuvastatina Amneal que toma seja adequada para si.

Se tomar mais Rosuvastatina Amneal do que deveria

Contacte o seu médico ou o hospital mais próximo para aconselhamento.

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04-08-2014

INFARMED

Se necessitar de cuidados hospitalares ou de fazer outros tratamentos, informe a

equipa médica sobre o seu tratamento com Rosuvastatina Park-Davis.

Caso se tenha esquecido de tomar Rosuvastatina Amneal

Não se preocupe, tome a próxima dose prevista de acordo com o seu esquema de

tratamento habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se

esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Rosuvastatina Amneal

Fale com o seu médico se pretende parar de tomar Rosuvastatina Amneal. Os seus

valores de colesterol poderão aumentar novamente se parar de tomar Rosuvastatina

Amneal.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

importante

saiba

quais

são

efeitos

secundários.

Estes

efeitos

são

geralmente ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.

Pare de tomar Rosuvastatina Amneal e consulte imediatamente um médico se tiver

alguma das seguintes reações alérgicas:

dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta

inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em

engolir

comichão intensa na pele (com nódulos elevados).

Pare também de tomar Rosuvastatina Amneal e fale imediatamente com o seu

médico se sentir dores nos músculos invulgares que se prolonguem mais do que o

esperado. Os sintomas musculares são mais frequentes nas crianças e adolescentes

do que nos adultos. Tal como com outras estatinas, um número muito reduzido de

pessoas pode sentir efeitos musculares indesejáveis e raramente estes efeitos

resultam na destruição muscular potencialmente fatal, conhecida como rabdomiólise.

Possíveis efeitos secundários frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100):

dor de cabeça;

dor de estômago;

prisão de ventre (obstipação);

sentir-se doente;

dor no músculo;

sensação de fraqueza;

tonturas;

aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

seja

necessário

parar

tratamento

Rosuvastatina

Amneal

(apenas

Rosuvastatina Amneal 40 mg);

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INFARMED

diabetes. Esta doença é mais provável se tiver níveis elevados de açúcares e

gorduras no sangue, estiver com excesso de peso e tem pressão arterial elevada. O

seu médico irá acompanhá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Possíveis efeitos secundários pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada

1.000):

erupção na pele, comichão e outras reações na pele;

aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem

seja

necessário

parar

tratamento

Rosuvastatina

Amneal

(apenas

Rosuvastatina Amneal 5 mg, 10 mg e 20 mg).

Possíveis efeitos secundários raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000):

reações alérgicas graves – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou

garganta, dificuldade em engolir e respirar, comichão intensa na pele (com nódulos

elevados).

Caso

ache

está

reação

alérgica,

pare

tomar

Rosuvastatina Amneal e procure ajuda médica imediatamente;

lesão no músculo em adultos – como precaução, pare de tomar Rosuvastatina

Amneal e fale imediatamente com o seu médico se sentir dores nos músculos

invulgares que se prolonguem mais do que o esperado;

dor de estômago intensa (inflamação do pâncreas);

aumento das enzimas do fígado no sangue.

Possíveis efeitos secundários muito raros possíveis (afetam menos de 1 utilizador em

cada10.000):

icterícia (coloração amarela dos olhos e da pele);

hepatite (uma inflamação do fígado);

vestígios de sangue na sua urina;

lesão dos nervos nos braços e nas pernas (por exemplo, dormência);

dores nas articulações;

perda de memória;

ginecomastia (aumento das mamas no homem);

Efeitos secundários de frequência desconhecida podem incluir:

diarreia;

síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca, olhos e

órgãos genitais);

tosse;

falta de ar;

edema (inchaço);

distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos;

disfunção sexual;

depressão;

problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre;

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Como conservar Rosuvastatina Amneal

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

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04-08-2014

INFARMED

Este medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Conservar

embalagem

origem

para

proteger

luz.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister/frasco e

na embalagem após “VAL”.O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rosuvastatina Amneal

A substância ativa é a rosuvastatina. Cada comprimido revestido por película contém

5 mg, 10 mg, 20 mg e 40 mg de rosuvastatina (na forma de rosuvastatina cálcica).

Os outros componentes são:

Núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, hidrogenofostato de cálcio anidro,

celulose microcristalina, crospovidona (Tipo B), estearato de magnésio.

Revestimento do comprimido: hipromelose (15cP) (E464), lactose mono-hidratada,

dióxido de titânio (E171), , laca de alumínio de amarelo-sol FCF (E110), laca de

alumínio de vermelho- allura AC (E129), laca de alumínio de carmim indigo (E132),

triacetina.

Qual o aspeto de Rosuvastatina Pake-Davis e conteúdo da embalagem

Rosuvastatina Amneal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma oval e biconvexa e

marcados com um “J” numa das faces e “53“ na outra face.

Rosuvastatina Amneal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma redonda e biconvexa e

marcados com “J” numa das faces e “54“ na outra face.

Rosuvastatina Amneal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma redonda e biconvexa e

marcados com “J” numa das faces e “55“ na outra face.

Rosuvastatina Amneal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma oval e biconvexa e

marcados com um “J” numa das faces e “56“ na outra face.

comprimidos

Rosuvastatina

Amneal

estão

disponíveis

blisters

PA/Alu/PVC/Alu e em frascos de HDPE com tampa em polipropileno.

Embalgens:

Blister:

5 mg: 7, 14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos

10 mg: 10, 20, 28, 30, 60, 90, 98 e 100 comprimidos

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

20 mg: 10, 14, 28, 30, 60, 90, 91, 98 e 100 comprimidos

40 mg: 10, 14, 28, 30, 60, 90, 98 e 100 comprimidos

Frasco de HDPE:

5 mg: 30 e 100 comprimidos

10 mg: 30, 90 e 100 comprimidos

20 mg: 30, 90 e 100 comprimidos

40 mg: 30 e 100 comprimidos

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Amneal Pharma Europe Limited

70 Sir John Rogerson’s Quay

Dublin 2

Ireland

Fabricantes

Pfizer Service Company BVBA

Hoge Wei 10, 1930, Zaventem

Bélgica

Pfizer Italia s.r.l., Località Marino Del Tronto

63100 - Ascoli Piceno (AP)

Itália.

Pfizer PGM

Zone industrielle, 29, route des Industries, 37530 Pocé -Sur-Cisse

França

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Portugal:

Rosuvastatina Amneal

Espanha:

Rosuvastatina Amneal 5 mg/ 10 mg/ 20 mg/ 40 mg comprimidos

recubiertos con película EFG

Este folheto foi revisto pela última vez em 04/2014

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Rosuvastatina Amneal 5 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 10 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 20 mg comprimidos revestidos por película

Rosuvastatina Amneal 40 mg comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de rosuvastatina (sob a

forma de rosuvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido:

Cada comprimido de 5 mg contém 22,939 mg de lactose mono-hidratada, 0,007 mg

de laca de alumínio de vermelho-allura AC e 0,006 mg de laca de alumínio de

amarelo-sol FCF.

Cada comprimido de 10 mg contém 45,878 mg de lactose mono-hidratada, 0,015

mg de laca de alumínio de vermelho allura AC e 0,013 mg de laca de alumínio de

amarelo-sol FCF.

Cada comprimido de 20 mg contém 91,755 mg de lactose mono-hidratada, 0,029

mg de laca de alumínio de vermelho allura AC e 0,025 mg de laca de alumínio de

amarelo-sol FCF.

Cada comprimido de 40 mg contém 183,510 mg de lactose mono-hidratada, 0,059

mg de laca de alumínio de vermelho allura AC e 0,051 mg de laca de alumínio de

amarelo-sol FCF.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Rosuvastatina Amneal 5 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma oval e biconvexa e

marcados com um “J” numa das faces e “53“ na outra face. O tamanho é 5,8 mm X

3,8 mm.

Rosuvastatina Amneal 10 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma redonda (5,8 mm de

diâmetro) e biconvexa e marcados com um “J” numa das faces e “54“ na outra face.

Rosuvastatina Amneal 20 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma redonda (7,4 mm de

diâmetro) e biconvexa e marcados com um “J” numa das faces e “55“ na outra face.

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Rosuvastatina Amneal 40 mg comprimidos revestidos por película:

Comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, de forma oval e biconvexa e

marcados com um “J” numa das faces e “56“ na outra face. O tamanho é 12,5 mm X

7 mm.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Tratamento da hipercolesterolemia

Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 10 anos com

hipercolesterolemia

primária

(tipo

incluindo

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica) ou dislipidemia mista

(tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que a resposta à dieta e a outros

tratamentos não farmacológicos (por ex., exercício físico, perda de peso) seja

inadequada.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica, como adjuvante da dieta e de outros

tratamentos

hipolipemiantes

(por

ex.,

LDL-aférese)

tais

tratamentos

não

forem

apropriados.

Prevenção de Eventos Cardiovasculares

Prevenção de eventos cardiovasculares major em doentes nos quais se estima existir

um risco elevado de ocorrência de um primeiro evento cardiovascular (ver secção

5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de risco.

Posologia e modo de administração

Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta

padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante

o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da

terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de

consenso atuais.

A Rosuvastatina Amneal pode ser administrada a qualquer hora do dia, com ou sem

alimentos.

Tratamento da hipercolesterolemia

A dose inicial recomendada é de 5 mg ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto

para doentes não tratados com estatinas como para doentes a quem previamente

tenham sido prescritos outros inibidores da HMG-CoA redutase. A escolha da dose

inicial deverá ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco

cardiovascular, bem como o potencial risco para reações adversas (ver abaixo). Após

4 semanas, pode ser feito um ajuste posológico para a dose seguinte, se necessário

(ver secção 5.1). Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose

de 40 mg comparativamente às doses mais baixas (ver secção 4.8), a titulação final

para a dose máxima de 40 mg deverá ser somente considerada em doentes com

hipercolesterolemia

grave

elevado

risco

cardiovascular

particular

doentes com hipercolesterolemia familiar), que não atinjam os objetivos terapêuticos

com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver secção 4.4).

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 40 mg seja efetuado sob

supervisão de um especialista.

Prevenção de Eventos Cardiovasculares

No estudo de redução de risco de eventos cardiovasculares, a dose utilizada foi de 20

mg por dia (ver secção 5.1).

População pediátrica

A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.

Crianças e adolescentes entre os 10 e os 17 anos de idade (rapazes no Estadio

Tanner II e acima, e raparigas com pelo menos 1 ano após a menarca).

Em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose

inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia. O intervalo de dose habitual é de 5-20

mg, por via oral, uma vez por dia. A dose deve ser ajustada de acordo com a

resposta individual e tolerabilidade nos doentes pediátricos, conforme indicado pelas

recomendações

tratamento

pediatria

(ver

secção

4.4).

Crianças

adolescentes devem ser submetidos à dieta padrão para redução do colesterol antes

de iniciar o tratamento com rosuvastatina; esta dieta deve ser continuada durante o

tratamento com a rosuvastatina A segurança e eficácia de doses superiores a 20 mg

não foram estudadas nesta população.

O comprimido de 40 mg não é adequado para utilização na população pediátrica.

Crianças de idade inferior a 10 anos

A experiência em crianças de idade inferior a 10 anos é limitada a um número

reduzido de

crianças (com idade compreendida entre os 8 e 10 anos) com hipercolesterolemia

familiar

homozigótica. Por conseguinte, não se recomenda a utilização de Rosuvastatina

Amneal em crianças com idade inferior a 10 anos.

Utilização no idoso

Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade > 70 anos (ver

secção 4.4). Não

é necessário qualquer outro ajuste posológico em relação à idade.

Posologia em doentes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a

moderado. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com compromisso

renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min). A dose de 40 mg está

contraindicada

doentes

compromisso

renal

moderado.

Rosuvastatina Amneal em doentes com compromisso renal grave está contraindicado

em todas as doses (ver secções 4.3 e 5.2).

Posologia em doentes com afeção hepática

Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos

com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido

observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na

classificação de Child-Pugh (ver secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

avaliação da função renal (ver secção 4.4). Não existe experiência em indivíduos

com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9. A Rosuvastatina Amneal

está contraindicada em doentes com doença hepática ativa (ver secção 4.3).

Raça

Tem sido observado um aumento da exposição sistémica em indivíduos asiáticos (ver

seções 4.4 e 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para doentes de

ascendência asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes doentes.

Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia

A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para

miopatia

(ver secção 4.4).

A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver secção 4.3).

Contraindicações

A Rosuvastatina Amneal está contraindicada:

- em doentes com hipersensibilidade à rosuvastatina ou a qualquer dos excipientes

mencionados na secção 6.1;

doentes

doença

hepática

ativa

incluindo

elevações

persistentes

inexplicáveis das

transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases séricas excedendo 3

vezes o limite superior da normalidade (LSN);

- em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min);

- em doentes com miopatia;

- em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina;

- durante a gravidez e aleitamento e em mulheres em idade fértil que não adotam

medidas contracetivas apropriadas.

A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

- compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60 ml/min);

- hipotiroidismo;

- antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias;

- antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA

redutase ou fibrato;

- alcoolismo;

situações

possa

ocorrer

aumento

níveis

plasmáticos

rosuvastatina;

- doentes asiáticos;

- utilização concomitante de fibratos (ver secções 4.4, 4.5 e 5.2).

Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos renais

Em doentes tratados com doses elevadas de rosuvastatina, em particular 40 mg, foi

observado proteinúria, detetada por tiras de teste e maioritariamente de origem

tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A proteinúria

não demonstrou ser prognóstico de doença renal aguda ou crónica (ver secção 4.8).

A taxa de notificação de eventos renais graves na experiência pós-comercialização é

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

maior com a dose de 40 mg. Deve ser considerada a avaliação da função renal

durante a monitorização de rotina de doentes tratados com uma dose de 40 mg.

Efeitos musculosqueléticos

Efeitos no músculo esquelético, por exemplo, mialgia, miopatia e, raramente,

rabdomiólise, têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas

as doses, em particular com doses > 20 mg. Foram notificados casos muito raros de

rabdomiólise com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da

HMG-CoA redutase. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver

secção 4.5) e a sua associação deve ser utilizada com precaução.

Tal como com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a taxa de notificação de

rabdomiólise associada a rosuvastatina na experiência pós-comercialização é maior

com a dose de 40 mg.

Doseamento da creatina fosfoquinase

A creatina fosfoquinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na

presença de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir

a interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente

elevados (> 5xLSN) deverá ser efetuado um teste de confirmação dentro de 5-7

dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK > 5xLSN, o tratamento

não deverá ser iniciado.

Antes do tratamento

A rosuvastatina, tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, deverá ser

prescrito

precaução

doentes

fatores

predisponentes

para

miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:

compromisso renal;

hipotiroidismo;

antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias;

antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da HMG-CoA

redutase ou fibrato;

alcoolismo;

idade > 70 anos;

situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver secção

5.2);

utilização concomitante de fibratos.

Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos

possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis

basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN), o tratamento não deverá

ser iniciado.

Durante o tratamento

Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, astenia ou

cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar geral ou febre. Deve

determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida

se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas

musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo se os níveis de CK

são

5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao

normal,

deverá

considerar-se

a reintrodução

rosuvastatina

inibidor

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

alternativo da HMG-CoA redutase na dose mais baixa e com uma monitorização

apertada. A monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não

se justifica.

Os ensaios clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o

músculo esquelético no reduzido número de doentes tratados com rosuvastatina e

terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de

miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da HMG-CoA

redutase em associação com derivados do ácido fíbrico, incluindo gemfibrozil,

ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease

e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando

administrado concomitantemente com alguns inibidores da HMG-CoA redutase. Por

conseguinte, a associação de rosuvastatina com gemfibrozil não é recomendada. O

benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da combinação de

rosuvastatina com fibratos ou niacina, deverá ser cuidadosamente considerado em

relação aos potenciais riscos de tais associações. Com a dose de 40 mg está

contraindicada a utilização concomitante de fibratos. (ver secções 4.5 e 4.8).

A rosuvastatina não deve ser utilizada em doentes com uma situação aguda grave,

sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência renal

secundária

rabdomiólise

(por

exemplo,

sépsis,

hipotensão,

grande

cirurgia,

trauma, disfunções metabólicas graves, endócrinas e eletrolíticas ou convulsões não

controladas).

Efeitos hepáticos

Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, a rosuvastatina deve ser

utilizada com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas de

álcool e/ou tenham história de doença hepática.

Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do

tratamento e 3 meses após o início do tratamento. Se o nível das transaminases

séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade, a Rosuvastatina Amneal

deve ser interrompida ou reduzir-se a dose. A taxa de notificação de eventos

hepáticos

graves

(consistindo

principalmente

aumento

transaminases

hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.

Em doentes com hipercolesterolemia secundária causada por hipotiroidismo ou

síndrome nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a

terapêutica com rosuvastatina.

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos

Asiáticos, comparativamente aos indivíduos caucasianos (ver secções 4.2 e 5.2).

Inibidores da protease

Não se recomenda a utilização concomitante com inibidores da protease (ver secção

4.5).

Doença pulmonar intersticial

Foram

notificados

casos

raros

doença

pulmonar

intersticial

algumas

estatinas, especialmente em tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado

de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de

desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve

ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que a classe das estatinas aumenta a glicose sanguínea

e em alguns doentes com maior risco de desenvolvimento futuro de diabetes, podem

produzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento da diabetes formal é

apropriado. Este risco, no entanto, é compensado pela redução no risco vascular com

estatinas e, portanto, não deve ser uma razão para a interrupção do tratamento com

estatina. Os doentes em risco (glicemia de jejum 5,6-6,9 mmol/l, com IMC >

30kg/m2, triglicéridos elevados, hipertensão) devem ser monitorizados clínica e

laboratorialmente

acordo

diretrizes

nacionais.

No estudo JUPITER, a frequência global notificada de diabetes mellitus foi de 2,8%

para a rosuvastatina e 2,3% no grupo placebo, principalmente em doentes com

glicemia em jejum de 5,6-6,9 mmol/l.

População pediátrica

A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e

características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes

pediátricos com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos tratados com

rosuvastatina, é limitada ao período de um ano. Após 52 semanas de estudo com

este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou

maturação sexual (ver secção 5.1). A experiência clínica em crianças e adolescentes

é limitada e os efeitos a longo prazo de rosuvastatina (> 1 ano) na puberdade são

desconhecidos.

Num ensaio clínico em crianças e adolescentes tratados com rosuvastatina durante

52 semanas, foram observadas com maior frequência, elevações da CK > 10xLSN e

sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação

com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver secção 4.8).

Lactose: este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários

raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-

galactose não devem tomar este medicamento.

Agentes corantes do grupo AZO: este medicamento também contém corantes

azoicos, laca de alumínio de vermelho-allura AC (E129) e laca de alumínio de

amarelo-sol FCF (E110) que podem causar reações alérgicas.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Ciclosporina: durante a terapêutica concomitante com rosuvastatina e ciclosporina,

os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados,

relativamente aos observados em voluntários saudáveis (ver secção 4.3).

A administração concomitante não provocou alteração da concentração plasmática

da ciclosporina.

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Antagonistas da Vitamina K: à semelhança dos outros inibidores da HMG-CoA

redutase, o início da terapêutica ou o aumento da dose de rosuvastatina em doentes

tratados

concomitantemente

antagonistas

vitamina

(por

exemplo,

varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode originar um aumento da Relação

Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de rosuvastatina

pode resultar num decréscimo do INR. Nestas situações, é desejável a monitorização

apropriada do INR.

Ezetimiba: a utilização concomitante de rosuvastatina e ezetimiba não mostrou

alterar a AUC ou a Cmáx de qualquer um dos fármacos. No entanto, não pode ser

excluída uma interação farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre o

rosuvastatina e a ezetimiba (ver secção 4.4).

Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: a utilização concomitante de

rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmáx e AUC da

rosuvastatina (ver secção 4.4). Com base em dados de estudos de interação

específicos,

não

são

esperar

interações

farmacocinéticas

relevantes

fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil,

fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (>

igual

g/dia)

aumentam

risco

miopatia

quando

administrados

concomitantemente com inibidores da HMG-CoA redutase, provavelmente porque

podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg está

contra-indicada no uso concomitante de fibratos (ver secções 4.3 e 4.4). Estes

doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Inibidores da protease: apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação exato,

a utilização concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a

exposição à rosuvastatina. Num estudo farmacocinético, a coadministração de 20 mg

de rosuvastatina e a combinação de dois inibidores da protease (400 mg de

lopinavir/100 mg de ritonavir) em voluntários saudáveis foi associada a um aumento

AUC(0-24)

rosuvastatina

estado

estacionário

Cmáx

aproximadamente 2 vezes e 5 vezes, respetivamente. Assim, não se recomenda o

uso concomitante de rosuvastatina nos doentes infectados pelo VIH tratados com

inibidores da protease (ver também secção 4.4).

Antiácidos: a administração simultânea de rosuvastatina com uma suspensão de

antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de

aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi

atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após rosuvastatina. Não foi

investigada a importância clínica desta interação.

Eritromicina: o uso concomitante de rosuvastatina e eritromicina resultou num

decréscimo

(0-t)

decréscimo

Cmáx

rosuvastatina. Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade

intestinal causada pela eritromicina.

Contracetivo

oral/terapêutica

hormonal

substituição

(THS):

utilização

concomitante de rosuvastatina e um contracetivo oral resultou num aumento da AUC

de etinilestradiol e norgestrel de 26% e 34%, respetivamente. Deve ter-se em

consideração

este

aumento

níveis

plasmáticos

escolha

dose

contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a

tomar concomitantemente rosuvastatina e THS mas um efeito similar não pode ser

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

excluído. Contudo, em ensaios clínicos, esta associação foi extensamente utilizada

em mulheres e foi bem tolerada.

Outros medicamentos: com base em dados de estudos de interação específicos, não

são esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina.

Enzimas do citocromo P450: os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que

a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo

P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Não se

verificaram interações clinicamente importantes entre a rosuvastatina quer com o

fluconazol (inibidor do CYP2C9 e CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do

CYP2A6 e CYP3A4). A administração concomitante do itraconazol (inibidor do

CYP3A4)

rosuvastatina

resultou

aumento

rosuvastatina. Este ligeiro aumento não é considerado clinicamente significativo. Por

conseguinte, não são esperadas interacções com fármacos cujo metabolismo é

mediado pelo citocromo P450.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

A Rosuvastatina Amneal está contraindicada na gravidez e aleitamento.

As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados.

Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais

para o desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da HMG-CoA redutase

supera a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais fornecem

dados limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva. (ver secção 5.3). Em

caso de gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.

No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção

de rosuvastatina no leite humano (ver secção 4.3).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos para determinar o efeito de rosuvastatina sobre a

capacidade

conduzir

utilizar

máquinas.

Contudo,

base

suas

propriedades farmacodinâmicas não é provável que Rosuvastatina Amneal afete esta

capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em

conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.

Efeitos indesejáveis

Os acontecimentos adversos observados com rosuvastatina são geralmente de

carácter ligeiro e transitório. Em ensaios clínicos controlados, menos de 4% dos

doentes tratados com rosuvastatina abandonou os ensaios devido a acontecimentos

adversos.

A frequência de acontecimentos adversos é classificada de acordo com o seguinte:

Frequentes

(≥1/100,

<1/10);

Pouco

frequentes

(≥1/1.000,

<1/100);

Raros

(≥1/10.000, <1/1.000); Muito raros (<1/10.000); Desconhecido (não pode ser

calculado a partir dos dados disponíveis).

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Doenças do sistema imunitário

Raros:

reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema

Doenças endócrinas

Frequentes:

diabetes mellitus1

Doenças do sistema nervoso

Frequentes:

cefaleias, tonturas

Doenças gastrointestinais

Frequentes:

obstipação, náusea, dor abdominal

Raros:

pancreatite

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes:

prurido, erupção cutânea e urticária

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes:

mialgia

Raros:

miopatia (incluindo miosite) e rabdomiólise

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Frequentes:

astenia

1 A frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glucose no

sangue em jejum ≥ 5,6 mmol/l, o IMC > 30kg/m2, triglicéridos elevados, história de

hipertensão).

Tal como se verifica com outros inibidores da HMG-CoA redutase, a incidência de

reações adversas medicamentosas tende a ser dependente da dose.

Efeitos renais: foi observada proteinúria em doentes tratados com rosuvastatina,

detetada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. A variação

dos valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou

superior, foi observado em <1% dos doentes em determinada altura durante o

tratamento com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados

com 40 mg. Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde

ausência ou vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria

diminui ou desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao

momento, a análise de dados provenientes de ensaios clínicos e da experiência pós-

comercialização não evidenciou uma associação causal entre a proteinúria e doença

renal aguda ou progressiva.

A hematúria tem sido observada em doentes tratados com rosuvastatina e os dados

de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.

Efeitos no músculo-esquelético: efeitos no músculo esquelético, por exemploi,

mialgia, miopatia

(incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência renal aguda

têm sido notificados em doentes tratados com rosuvastatina em todas as doses, em

particular, com doses > 20 mg.

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK

relacionado

dose;

maioria

casos

essa

elevação

ligeira,

assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (> 5xLNS), o

tratamento deve ser interrompido (ver secção 4.4).

Efeitos hepáticos: Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA redutase, um

aumento das transaminases, relacionado com a dose, num pequeno número de

doentes tratados com rosuvastatina. Na maioria destes casos, o aumento foi ligeiro,

assintomático e transitório.

Experiência

pós-comercialização:

Além

efeitos

acima

referidos,

durante

experiência pós-comercialização, foram notificados os seguintes acontecimentos

adversos para a rosuvastatina:

Doenças do sistema nervoso:

Muito raros:

polineuropatia, perda de memória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:

Desconhecido:

tosse, dispneia.

Doenças gastrointestinais:

Desconhecido:

diarreia.

Afeções hepatobiliares:

Muito raros:

icterícia,

hepatite;

Raros:

aumento

transaminases

hepáticas.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Desconhecido:

síndrome de Stevens-Johnson

Afeções musculosqueléticas:

Muito raros:

artralgia.

Doenças renais e urinaras:

Muito raros:

hematúria.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Muito raros:

ginecomastia

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Desconhecido:

edema.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

depressão;

distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos;

disfunção sexual.

Casos raros de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa

duração

(ver secção 4.4).

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

A taxa de notificação de rabdomiólise, eventos renais graves e eventos hepáticos

graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) é

maior com a dose de 40 mg.

População pediátrica

As elevações da creatina fosfoquinase > 10xLSN e os sintomas musculares após

exercício ou aumento da atividade física foram observados mais frequentemente

num ensaios clínico de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com

os adultos (ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina

foi semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.

Sobredosagem

Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem. Em

caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um tratamento sintomático e

a medidas de suporte instituídas conforme necessário. A função hepática e os níveis

de CK deverão ser monitorizados. Não é provável que a hemodiálise proporcione

quaisquer benefícios.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 Aparelho cardiovascular, antidislipidémicos.

Código ATC: C10A A07

Mecanismo de ação

A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da HMG-CoA redutase, a enzima

limitante

taxa

conversão

3-hidroxi-3-metilglutaril

coenzima

mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é

o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.

A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície

celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática

das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.

Efeitos farmacodinâmicos

A rosuvastatina reduz os níveis elevados de colesterol-LDL, colesterol total e

triglicéridos e aumenta o nível de colesterol-HDL. Reduz ainda a ApoB, colesterol não

HDL, C-VLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver tabela 1). A rosuvastatina reduz

também as razões de C-LDL/C-HDL, colesterol total/C-HDL e colesterol não-HDL/C-

HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.

Tabela 1 Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e

IIb) (alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais)

Dose

C-LDL

C-Total

C-HDL

C não-

ApoB

ApoA-I

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Placebo

O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se

90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente

obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente.

Eficácia clínica

rosuvastatina

eficaz

adultos

hipercolesterolemia,

hipertrigliceridemia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em

populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolemia

familiar.

Com base nos dados agrupados de fase III, a rosuvastatina demonstrou ser eficaz no

tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolemia tipo IIa e IIb (C-LDL

média basal cerca de

mmol/l),

levando-os

atingir

valores

alvo

preconizados

normas

orientadoras da

European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de 80% dos doentes tratados

com 10 mg

atingiram os valores alvo EAS preconizados para os níveis de C-LDL (<3 mmol/l).

Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica,

receberam

rosuvastatina

entre

80 mg,

segundo um

protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito

benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em

tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de

tratamento), a C-LDL foi reduzida em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores

alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).

Num estudo clínico aberto, de titulação forçada, foi avaliada a resposta rosuvastatina

20-40

doentes

hipercolesterolemia

familiar

homozigótica.

população global, foi obtida uma redução média da C-LDL de 22%.

Em ensaio clínicos com um número limitado de doentes, a rosuvastatina tem

demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos triglicéridos quando

utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando

usado em combinação com niacina (ver secção 4.4).

Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico

(METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo

risco de doença coronária (definido como risco de Framingham < 10% em 10 anos),

com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/l (154,5 mg/dl), porém com aterosclerose

subclínica (detetada pela Espessura Íntima - Média Carotídea), foram aleatorizados

para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou placebo durante 2

anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de progressão na EIMC

máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas, comparativamente

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95% -0,0196, -0,0093;

p < 0,0001]. A alteração relativamente aos valores basais foi de -0,0014 mm/ano (-

0,12%/ano (não significativa)) para a rosuvastatina, comparativamente com uma

progressão de

+0,0131

mm/ano

(1,12%/ano

< 0,0001))

para

placebo.

Não

ainda

demonstrada uma correlação direta entre a diminuição da EIMC e a redução do risco

de eventos cardiovasculares. A população estudada no METEOR é de baixo risco de

doença coronária e não representa a população alvo de rosuvastatina 40 mg. A dose

de 40 mg deverá ser prescrita apenas em doentes com hipercolesterolemia grave

com elevado risco cardiovascular (ver secção 4.2).

No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention

Trial

Evaluating Rosuvastatin” (JUPITER), o efeito de rosuvastatina sobre a ocorrência de

eventos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi avaliado em 17802

homens (≥ 50 anos) e mulheres (≥ 60 anos).

Os participantes do estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo (n=

8901) ou

rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n= 8901) e foram seguidos durante um

período médio de

2 anos.

A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p < 0,001) no grupo da

rosuvastatina em comparação com o grupo do placebo.

Numa análise post-hoc a um subgrupo de indivíduos com elevado risco, com um

risco de Framingham inicial > 20% (1558 indivíduos) verificou-se uma redução

significativa

objetivo

primário

composto

morte

cardiovascular,

acidente

vascular

cerebral

enfarte

miocárdio

0,028)

tratamento

rosuvastativa versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos por

1000 doentes-ano foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo

de doentes com elevado risco (p= 0,193). Numa análise post-hoc de um subgrupo

de indivíduos com elevado risco (total de 9302 indivíduos) com um risco SCORE

inicial ≥ 5% (extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se

uma redução significativa do objetivo primário composto de morte cardiovascular,

acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p= 0,0003) no tratamento com

rosuvastativa versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de eventos foi de

5,1 por 1000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de

doentes com elevado risco (p= 0,076).

No estudo JUPITER, 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos

com placebo interromperam a medicação do ensaio devido a acontecimento adverso.

Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à interrupção do

tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor

abdominal (0,03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea

(0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais

frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram

infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite

(7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), lombalgia (7,6% com rosuvastatina,

6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

População pediátrica

Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, aleatorizado, em

dupla ocultação (n= 176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido de

uma fase de 40 semanas (n= 173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino)

aberta, de ajuste da dose de

rosuvastatina, doentes entre os 10 e 17 anos de idade (estadío de Tanner II-V, sexo

feminino com pelo menos um ano pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar

heterozigótica, receberam 5 mg, 10 mg ou 20 mg de rosuvastatina ou placebo

diariamente durante 12 semanas, e todos receberam posteriormente rosuvastatina

diariamente

durante

semanas.

início

recrutamento

estudo,

aproximadamente

doentes

tinham

entre

anos

aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio Tanner II, III, IV e V,

respetivamente.

O C-LDL foi reduzido em 38,3%, 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5 mg, 10 mg e

20 mg respetivamente, comparado a 0,7% com placebo.

No final da semana 40, do estudo aberto, de ajuste da dose para o objetivo, doseado

até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%) tinham

atingido o objetivo pretendido de valores de C-LDL inferiores a 2,8 mmol/l.

Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o

crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 4.4). A experiência clínica

em crianças e adolescentes é limitada e os efeitos a longo prazo da rosuvastatina (>

1 ano) na puberdade são desconhecidos. Este ensaio (n= 176) não foi adequado

para comparação de acontecimentos adversos medicamentosos raros.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

São

atingidas

concentrações

plasmáticas

máximas

rosuvastatina

aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é

aproximadamente de 20%.

Distribuição

A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local de síntese do

colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da rosuvastatina é de

aproximadamente

134 L.

rosuvastatina

apresenta

ligação

aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Biotransformação

rosuvastatina

sofre um

metabolismo

limitado

(cerca

10%).

Estudos

metabolismo in vitro utilizando hepatócitos humanos indicam que a rosuvastatina é

um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo P450. O CYP2C9 foi

a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6 envolvidas em menor

extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-desmetil e a lactona. O

metabolito N-desmetil é aproximadamente 50% menos ativo do que a rosuvastatina,

enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A rosuvastatina é responsável

por mais de 90% da atividade inibidora da HMG-CoA redutase circulante.

Eliminação

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a forma inalterada

fezes

(consistindo

substância

ativa

absorvida

não

absorvida)

remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada sob a forma

inalterada na urina. A semivida de eliminação plasmática é cerca de 19 horas. A

semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas. A média

geométrica

depuração

plasmática

aproximadamente

litros/hora

(coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da HMG-CoA

redutase,

captação

hepática

rosuvastatina

envolve

transportador

membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da

rosuvastatina.

Linearidade

A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose. Não existem

alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses diárias.

Populações especiais

Idade e sexo: a idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente

relevantes sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A farmacocinética

rosuvastatina

crianças

adolescentes

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica foi semelhante à dos voluntários adultos (ver “População pediátrica”

abaixo).

Raça

Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da AUC mediana e Cmáx, em

aproximadamente duas vezes, em indivíduos asiáticos (japoneses, chineses, filipinos,

vietnamitas

coreanos)

comparativamente

indivíduos

caucasianos;

indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e Cmáx, em aproximadamente

vezes.

análise

farmacocinética

populacional

não

revelou

diferenças

clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos caucasianos e negros.

Insuficiência renal

Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de compromisso renal,

verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu qualquer influência

sobre a concentração plasmática da rosuvastatina ou do metabolito N-desmetil.

Indivíduos com compromisso renal grave (ClCr < 30 ml/min) apresentaram um

aumento da concentração plasmática da rosuvastatina 3 vezes superior e 9 vezes

superior do metabolito N-desmetil, comparativamente à dos voluntários saudáveis.

Em indivíduos sujeitos a hemodiálise, as concentrações plasmáticas da rosuvastatina

no estado estacionário foram aproximadamente 50% superiores comparativamente à

dos voluntários saudáveis.

Insuficiência hepática

Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de afeção hepática não se

verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em indivíduos com pontuações 7 ou

inferior

classificação

Child-Pugh.

Contudo,

dois

indivíduos

apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh observou-se um

aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes, comparativamente à dos

indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de Child-Pugh. Não existe

experiência em indivíduos com pontuações na classificação de Child-Pugh superiores

a 9.

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

População pediátrica

Os parâmetros farmacocinéticos em doentes pediátricos com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica, de idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos, não

foram completamente caracterizados. Um pequeno estudo de farmacocinética com a

rosuvastatina

(administrada

comprimidos)

doentes

pediátricos

demonstrou que a exposição em doentes pediátricos parece ser comparável à

exposição nos adultos. Adicionalmente, os resultados indicam que não é de esperar

um grande desvio da proporcionalidade da dose.

Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano,

segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e

potencial carcinogénico. Não foram avaliados testes para efeitos sobre o hERG.

Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em animais a

níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as seguintes:

alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose repetida

em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da rosuvastatina e

de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em macacos.

Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em cães com

doses mais elevadas. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos, pela redução do

tamanho da ninhada, do seu peso e da sobrevivência das crias, com doses

maternotóxicas, em que as exposições sistémicas foram muito acima do nível de

exposição terapêutica.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Lactose mono-hidratada

Hidrogenofosfato de cálcio anidro

Celulose microcristalina

Crospovidona (Tipo B)

Estearato de magnésio

Revestimento do comprimido

Hipromelose (15cP) (E464)

Lactose mono-hidratada

Dióxido de titânio (E171)

Laca de alumínio de vermelho-allura AC (E129)

Laca de alumínio de amarelo-sol FCF (E110)

Laca de alumínio carmim indigo (E132)

Triacetina

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

2 anos

Precauções especiais de conservação

Este medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Natureza e conteúdo do recipiente

comprimidos

Rosuvastatina

Amneal

estão

disponíveis

blisters

PA/Alu/PVC/Alu e em frascos de HDPE com tampa em polipropileno.

Embalagens:

Blister:

5 mg: 7, 14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos

10 mg: 10, 20, 28, 30, 60, 90, 98 e100 comprimidos

20 mg: 10, 14, 28, 30, 60, 90, 91, 98 e 100 comprimidos

40 mg: 10, 14, 28, 30, 60, 90, 98 e 100 comprimidos

Frasco de HDPE:

5 mg: 30 e 100 comprimidos

10 mg: 30, 90 e 100 comprimidos

20 mg: 30, 90 e 100 comprimidos

40 mg: 30 e 100 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Amneal Pharma Europe Limited

70 Sir John Rogerson’s Quay

Dublin 2

Ireland

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

04/2014

APROVADO EM

04-08-2014

INFARMED

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