Ropivacaína Mylan 2 mg/ml Solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ropivacaína
Disponível em:
Mylan, Lda.
Código ATC:
N01BB09
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ropivacaína
Dosagem:
2 mg/ml
Forma farmacêutica:
Solução para perfusão
Composição:
Ropivacaína, cloridrato mono-hidratado 2 mg/ml
Via de administração:
Via epidural; Via perineural
Unidades em pacote:
Saco - 1 unidade(s) - 100 ml
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
2.2 Anestésicos locais
Área terapêutica:
ropivacaine
Resumo do produto:
5150610 - Saco 1 unidade(s) 100 ml - Tipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 24 Hora(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Em condições assépticas controladas e validadasTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não refrigerar ou congelar - Não comercializado - 10095356 - ; 5150628 - Saco 5 unidade(s) 100 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não refrigerar ou congelarTipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 24 Hora(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Em condições assépticas controladas e validadas - Não comercializado - 10095356 - ; 5150636 - Saco 1 unidade(s) 200 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não refrigerar ou congelarTipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 24 Hora(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Em condições assépticas controladas e validadas - Não comercializado - 10095363 - ; 5150644 - Saco 5 unidade(s) 200 ml - Tipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: 24 Hora(s)Temperatura: de 2 a 8°CCondições: Não refrigerar ou congelarTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Não refrigerar ou congelar - Não comercializado - 10095363 -
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/1260/002/DC
Data de autorização:
2008-11-12

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Ropivacaína Mylan 2 mg/ml solução para perfusão

Cloridrato de Ropivacaína

Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, consulte o seu médico. Este medicamento foi receitado para si.

Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem

os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico.

Neste folheto:

1. O que é Ropivacaína Mylan e para que é utilizado

2. Antes de utilizar Ropivacaína Mylan

3. Como utilizar Ropivacaína Mylan

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Ropivacaína Mylan

6. Outras informações

A Ropivacaína Mylan

solução injectável/para perfusão é administrado somente por

profissionais de saúde, os quais estão devidamente habilitados a responder a qualquer

questão que possa ter sobre este medicamento.

1. O QUE É ROPIVACAÍNA MYLAN E PARA QUE É UTILIZADO

Ropivacaína Mylan pertence a um grupo de medicamentos denominados anestésicos

locais. Estes medicamentos destinam-se a anestesiar uma zona do corpo.

Ropivacaína Mylan é utilizado para atenuar a dor (anestesiar) certas zonas do corpo, tanto

durante pequenas ou grandes cirurgias incluindo o parto por cesariana.

Ropivacaína Mylan é também utilizada para o alívio da dor, durante o parto ou após uma

cirurgia.

A Ropivacaína Mylan é também utilizada para aliviar a dor em crianças de idade

compreendida entre 0 e 12 anos ou após uma cirurgia.

2. ANTES DE UTILIZAR ROPIVACAÍNA MYLAN

Não utilize Ropivacaína Mylan:

teve

alergia

(hipersensibilidade)

ropivacaína

qualquer

outro

componente de Ropivacaína Mylan, ou a qualquer outro anestésico local (do tipo amida)

no passado.

Em associação com outros anestésicos administrados por via intravenosa.

Se tem hipovolémia (diminuição do volume de sangue). Esta situação deverá ser avaliada

por um profissional de saúde.

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12-11-2008

INFARMED

Tome especial cuidado com Ropivacaína Mylan:

Deve ser tido cuidado especial para evitar que a Ropivacaína Mylan seja administrada

directamente nas veias para evitar o aparecimento imediato de sinais de toxicidade.

A injecção não deve ser administrada numa zona inflamada.

Por favor informe o seu médico:

-Se tem um problema cardíaco (bloqueio parcial ou total da condução cardíaca).

-Se tem um problema hepático em estado avançado.

-Se tem problemas renais graves

-Se está sujeito a uma dieta controlada em sódio.

Ao utilizar Ropivacaína Mylan com outros medicamentos

Informe

médico

estiver

tomar

tiver

tomado

recentemente

outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Deve ser tida precaução especial se estiver a ser tratado com:

-Outros anestésicos locais (por exemplo a lidocaína), ou outros medicamentos anestésicos

análogos do ponto de vista estrutural do tipo amida como por exemplo medicamentos

utilizados para tratar o batimento cardíaco irregular (arritmia), tais como o mexiletino e a

amiodarona.

-Outros anestésicos gerais ou opióides.

-Medicamentos para tratar a depressão (por exemplo fluvoxamina).

-Certos antibióticos (por exemplo a enoxacina).

Gravidez e aleitamento

Antes de lhe administrarem Ropivacaína Mylan, informe o seu médico se está grávida,

pretende engravidar ou se está a amamentar.

A utilização de Ropivacaína Mylan é possível durante a gravidez em certas situações

relevantes (por exemplo administração epidural para uso obstétrico).

Em qualquer dos casos consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer

medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Dependendo da dose, os anestésicos locais podem temporariamente impedir a locomoção

e o estado de alerta, pelo que deve ser tida precaução especial se necessitar de conduzir

ou utilizar quaisquer máquinas ou ferramentas.

Discuta esta situação com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro no caso de ter

alguma dúvida.

Informações importantes sobre alguns componentes de Ropivacaína Mylan

Ropivacaína Mylan contém um máximo de 3,4 miligramas (mg) de sódio por cada

mililitro (ml) de solução. Se estiver a fazer uma dieta restritiva em sódio deverá ter este

facto em consideração.

3. COMO UTILIZAR ROPIVACAÍNA MYLAN

Ropivacaína Mylan ser-lhe-á administrado por um médico. A dose que o seu médico lhe

irá administrar depende do tipo de alívio de dor que necessita e também do seu peso,

idade e condição física. Deve ser sempre utilizada a menor dose capaz de produzir uma

anestesia efectiva (anestesia da área requerida).

A dose habitual para adultos varia entre 2 mg e 300 mg de ropivacaína, cloridrato. A dose

normal nas crianças é de 2 mg por cada Kg de peso corporal.

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12-11-2008

INFARMED

A administração de Ropivacaína Mylan demora em geral entre 2 e 10 horas em casos de

anestesia antes das cirurgias e pode ser prolongada durante um período de 72 horas em

caso de alívio da dor na fase após a operação.

Pode ser administrada tanto por injecção como por perfusão.

administrado

mais

Ropivacaína

Mylan

deveria

Os primeiros sintomas que surgem após lhe ter sido administrada uma dose superior de

Ropivacaína Mylan são de um modo geral problemas auditivos e problemas com a vista

(visão), dormência na zona à volta da boca, sensação de tontura ou de cabeça vazia,

zumbidos, disartria (alterações do discurso caracterizadas por fraca articulação), rigidez

muscular, tremores musculares, convulsões, pressão arterial baixa, batimentos cardíacos

baixos ou irregulares.

Estes sintomas podem preceder uma situação de paragem cardíaca, paragem respiratória

ou de convulsões graves.

Se observar a ocorrência de algum destes sintomas, ou se pensa que lhe foi administrada

uma dose exagerada de Ropivacaína Mylan, informe de imediato o seu médico.

Em caso de toxicidade aguda, devem ser adoptadas as medidas correctivas adequadas

pelos profissionais de saúde.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Ropivacaína Mylan pode causar efeitos secundários, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Muito frequentes

(ocorrem

mais

doentes)

Vasculopatias: hipotensão

(pressão arterial baixa)

Doenças gastrointestinais: náuseas

Frequentes

(ocorrem

mais

doentes)

Doenças do sistema nervoso: parastesia (formigueiro, dormência),

tonturas, cefaleias

Cardiopatias: bradicardia (baixa frequência cardíaca), taquicardia

(frequência cardíaca elevada)

Vasculopatias: hipertensão (pressão arterial elevada)

Doenças gastrointestinais: vómitos

Doenças renais e urinárias: retenção urinária (falta de capacidade

para urinar)

Perturbações

gerais

alterações

local

administração:

aumento da temperatura, rigor (tremores), dor nas costas

Pouco frequentes

(ocorrem

mais

do que 1 em 1.000

doentes)

Perturbações do foro psiquiátrico: ansiedade

Doenças do sistema nervoso: sintomas de toxicidade do sistema

nervosa central.

(convulsões, convulsões grande mal, dormência à volta da boca ou

dormência da língua, sensação de tontura ou de cabeça vazia,

formigueiro, problemas com a audição (ouvido com sensibilidade

aumentada ou zumbidos) e / ou visão, disartria (alterações do

discurso, caracterizadas por fraca articulação), rigidez muscular

tremor) *, hipoastesia (redução do sentido do tacto).

Vasculopatias:

síncope

(perda

temporária

consciência

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12-11-2008

INFARMED

postura)

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino:

dispneia

(dificuldade em respirar ou dor ao respirar)

Perturbações

gerais

alterações

local

administração:

hipotermia (redução da temperatura corporal)

Raros

(ocorrem

mais

do que 1 em 10.000

doentes)

Cardiopatias:

paragem

cardíaca,

arritmias

cardíacas

(batimento

cardíaco irregular)

Perturbações

gerais

alterações

local

administração:

reacções

alérgicas

(reacções

anafilácticas

(reacções

alérgicas

graves), edema angioneurótico (inchaço rápido do pescoço e da

face) e urticária ( rash)

Hipotensão é menos frequente nas crianças (>1/100)

Vómitos são mais frequentes nas crianças (>1/10)

Estes

sintomas

ocorrem

normalmente

após

injecção

intravascular

inadvertida,

sobredosagem ou absorção rápida (ver secção 4.9).

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico.

5. COMO CONSERVAR ROPIVACAÍNA MYLAN

Manter

fora

alcance

vista

crianças.

Não utilizar Ropivacaína Mylan após o prazo de validade impresso na embalagem.

Não conservar acima de 25ºC. Não refrigerar ou congelar.

Prazo de validade após a abertura da embalagem:

Estudos de estabilidade química e física em uso, foram realizados durante 24 horas entre

2-8 ºC e a 25 ºC

Do ponto de vista microbiológico, o produto deverá ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado de imediato, as condições de armazenamento após abertura são da inteira

responsabilidade do utilizador.

6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Ropivacaína Mylan

A substância activa é ropivacaína, cloridrato.

1 ml de solução

injectável de Ropivacaína Mylan 2

ml, contém 1,77 mg de

ropivacaína base equivalente a 2 mg de ropivacaína, cloridrato.

Os outros componentes são cloreto de sódio, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio, e

água para injectáveis.

Qual o aspecto de Ropivacaína Mylan e conteúdo da embalagem

Ropivacaína Mylan é uma solução injectável ou para perfusão, límpida e incolor.

Ropivacaína

Mylan

solução

injectável

mg/ml,

está

disponível

sacos

polipropileno de 100 ml e de 250 ml os quais são acondicionadas em blisters estéreis de 1

ou 5 sacos.

È possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante:

Mylan Lda.

Rua Dr. António Loureiro Borges, Edifício Arquiparque 1, r/c esq.

1499-016 Algés.

Fabricante

Merck Génériques

34 Rue Saint Romain 69359 Lyon Cedex 08

França

Para qualquer informação relativo a este medicamento, contacte o Titular da Autorização

de Introdução no Mercado.

Este folheto informativo foi aprovado em:

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

--------

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais de saúde:

Modo de administração

Para administração perineural e epidural por injecção intravenosa ou perfusão.

Este medicamento não deve ser administrado como uma anestesia regional intravenosa

ou como anestesia paracervical obstétrica.

Recomenda-se uma aspiração cuidadosa antes e durante a injecção/ perfusão, para evitar

injecção

intravascular.

funções

vitais

doente

devem

cuidadosamente

monitorizadas durante a injecção. Se ocorrerem sintomas tóxicos, a injecção/ perfusão

deve ser interrompida de imediato.

Recomenda-se o fraccionamento da dose total de anestésico calculada, qualquer que seja

a via de administração recomendada.

A embalagem intacta não deve ser re-autoclavada. Sempre que se pretenda o exterior

estéril, deve escolher-se uma embalagem blister.

Posologia

Consultar o Resumo das características do Medicamento, para informações sobre a

posologia.

Preparação das soluções de perfusão (só para sacos de perfusão)

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12-11-2008

INFARMED

Ropivacaína

Mylan

solução

para

perfusão

sacos

plástico

para

perfusão

quimicamente e fisicamente compatível com as seguintes substâncias:

Concentração de Ropivacaína: 1-2 mg/ml

Substâncias

Concentração *

Citrato de Fentanilo

1.0 - 10.0 microgram/ml

Citrato de Sufentanilo

0.4 – 4.0 microgram/ml

Sulfato de Morfina

20.0 - 100.0 microgram/ml

Cloridrato de Clonidina

5.0 - 50.0 microgram/ml

* Os intervalos de concentração referidos na tabela são mais estreitos do que aqueles que

regularmente são utilizados na prática clínica.

A perfusões epidurais de ropivacaína / citrato de fentanilo, ropivacaína / sulfato de

morfina e ropivacaina/ cloridrato de clonidina não foram avaliadas na prática clínica.

Tratamento da toxicidade aguda

Devem

disponibilizados

imediato

medicamentos

equipamento

para

monitorização e ressuscitação de emergência.

Se se observarem sinais e sintomas de toxicidade aguda, a administração do anestésico

local deve ser interrompida de imediato.

No caso de aparecimento de convulsões

é requerido tratamento. Os objectivos do

tratamento são manter a oxigenação, parar as convulsões e controlar a circulação.

Deve ser aplicado oxigénio e ventilação assistida, quando tal for necessário (máscara e

saco). Deve ser administrado um anticovulsivante por via intravenosa se as convulsões

não pararem espontaneamente ao fim de 15 – 20 segundos.

A administração intravenosa de tiopental sódico na dosagem de 1 – 3 mg / KG vai para as

convulsões rapidamente. Alternativamente pode ser utilizado o diazepam na dose de 0,1

mg/ kg por via intravenosa embora a sua acção seja mais lenta.

O suxametónio pára rapidamente as convulsões, mas o doente necessita de ventilação

controlada e entubação traqueal.

evidente

depressão

cardiovascular

(hipotensão

bradicárdia),

deve

administrada 5 – 10 mg de epinefrina por via intravenosa, e repetir a administração se

necessário ao fim de 2 – 3 minutos. As crianças devem ser tratadas com doses de efedrina

adequadas ao seu peso e idade.

No caso de ocorrer paragem circulatória, deve ser instituída de imediato ressuscitação

cardiopulmonar. Uma oxigenação óptima bem como ventilação e suporte circulatório

adequados e o tratamento da acidose são de vital importância.

Se ocorrer paragem cardíaca, um resultado final positivo pode requerer a aplicação de

medidas de ressuscitação prolongadas.

Estabilidade e condições de armazenamento

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12-11-2008

INFARMED

Os produtos Ropivacaína Mylan não contêm conservantes e destinam-se exclusivamente

a uma única administração. Deve rejeitar-se toda a solução que não tenha sido utilizada.

Só para a solução para perfusão: Do ponto de vista microbiológico, as misturas devem

utilizadas

imediato.

não

forem

utilizadas

imediato,

condições

armazenamento após abertura são da inteira responsabilidade do utilizador e não devem

normalmente ser superiores a 24 horas entre 2 °C – 8 °C.

Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

Em soluções alcalinas pode ocorrer precipitação dado que a ropivacaína tem uma fraca

solubilidade a pH > 6,0.

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12-11-2008

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Ropivacaína Mylan 2 mg/ml solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Ropivacaína 2 mg/ml:

1 ml de solução para perfusão contém 1,77 de ropivacaína base equivalente a 2 mg de

ropivacaína, cloridrato mono-hidratado.

Cada saco de 100 ml de solução para perfusão contém 200 mg de ropivacaína, cloridrato

mono-hidratado.

Cada saco de 200 ml de solução para perfusão contém 400 mg de ropivacaína, cloridrato

mono-hidratado.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução para perfusão

Solução límpida, incolor com um pH de 4,0 a 6,0 e uma osmolalidade entre 267-310

mOsm/Kg.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Ropivacaína Mylan está indicado para:

1. Anestesia cirúrgica:

Bloqueio epidural para cirurgia, incluindo cesariana

Bloqueio de nervos “major”

Bloqueio de campo

2. Controlo da dor aguda:

Perfusão epidural contínua ou administração em bólus intermitente durante a dor pós-

operatória ou dor de parto

Bloqueio de campo

Bloqueio nervoso periférico contínuo por perfusão ou injecção bólus intermitente, por ex.

no controlo da dor pós-operatória

3 Controlo da dor aguda em pediatria:

(peri e pós operatório)

Bloqueio

epidural

caudal

recém-nascidos

crianças

idade

até

anos

(inclusive).

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INFARMED

Infusão

epidural

contínua

recém-nascidos

crianças

idade

até

anos

(inclusive).

4.2 Posologia e modo de administração

Ropivacaína Mylan deve ser administrado apenas por médicos com experiência em

anestesia loco-regional, ou sob a sua supervisão.

Posologia

Adultos e crianças com idade superior a 12 anos:

A tabela que se segue constitui um guia da dosagem para os bloqueios usados com maior

frequência. Para obter um bloqueio eficaz dever-se-á utilizar a dose mínima necessária. A

experiência do clínico e o conhecimento do estado físico do doente são importantes para

decidir a dose.

ANESTESIA CIRÚRGICA

Conc.

mg/ml

Volume

Dose

Início

acção

minutos

Duração

horas

ANESTESIA

CIRÚRGICA

Administração

Epidural

Lombar

Cirurgia

15-25

113-188

10-20

10.0

15-20

150-200

10-20

Cesariana

15-20

113-150

10-20

Administração Epidural

Torácica

Para

estabelecer

bloqueio para o alívio da

5-15

38-113

10-20

dor pós-operatória

(Dependendo

do nível

de injecção)

Bloqueio

Nervos

“Major” *

Bloqueio do plexo braquial

30-40

225-300

10-25

6-10

Bloqueio de Campo

1-30

7.5-225

1-15

(por

ex.,

bloqueios

nervos minor e infiltração

CONTROLO DA DOR

AGUDA

Administração

Epidural

Lombar

Bólus

10-20

20-40

10-15

0,5-1,5

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12-11-2008

INFARMED

Injecções

intermitentes

(top-up) (por ex. controlo

da dor de parto)

10-15

(intervalo

mínimo:30

min.)

20-30

Perfusão contínua , por ex.

Dor de parto

6-10 ml/h

20mg/h

Controlo

pós-

operatória

6-14 ml/h

28mg/h

Administração Epidural

Torácica

Perfusão

contínua

(controlo

pós-

operatória)

6-14 ml/h

12-28

mg/h

Bloqueio de Campo

(por

bloqueio

nervos minor e infiltração)

1-100

2.0-200

Bloqueio

Nervoso

Periférico

(Bloqueio

femural ou interescaleno)

Perfusão

contínua

injecções

intermitentes

(por

controlo

pósoperatória)

5-10 ml/h

20mg/h

As doses na tabela são as consideradas necessárias para produzir um bloqueio bem

sucedido e devem ser entendidas como linhas de orientação para utilização em adultos.

Ocorrem variações individuais no início de acção e na duração. Os números na coluna

“dose” reflectem o intervalo das doses médias que se prevêem ser necessárias. Deve ser

consultada literatura de referência, tanto em relação aos factores que afectam as técnicas

de bloqueio específicas como aos requisitos individuais dos doentes.

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

* Em relação ao bloqueio de nervos “major”, só pode ser recomendada uma dosagem para

bloqueio

plexo

braquial.

Para

outros

bloqueios

nervos

“major”

podem

necessárias

dosagens

mais

baixas.

entanto,

não

existe

experiência

dosagens

específicas recomendadas para outros bloqueios.

1) Dever-se-á aplicar uma dosagem gradual, com uma dose inicial de aproximadamente

100 mg (97,5mg = 13ml; 105mg = 14 ml) para ser administrado durante 3 - 5 minutos. Se

necessário, poder-se-á administrar em simultâneo 2 doses extras num total de 50 mg.

2) n/a = não aplicável

3) A dose para bloqueio de nervos major deverá ser ajustada de acordo com o local de

administração e de acordo com o estado do doente. Os bloqueios do plexo braquial

interescaleno e supraclavicular podem estar associados a elevadas frequências de reacções

adversas

graves,

relacionadas

anestésico

local

utilizado

(ver

secção

4.4,

Advertências e precauções especiais de utilização).

Em geral, a anestesia cirúrgica (por exemplo, administração epidural) requer o uso de

concentrações e doses mais elevadas. Na cirurgia quando for necessário um bloqueio

motor profundo, recomenda-se Ropivacaína Mylan 10 mg/ml para a anestesia epidural.

Para

analgesia

(por

exemplo,

administração

epidural

para

controlo

aguda)

recomendam-se as concentrações e doses mais baixas.

Modo de administração:

Administração perineural e epidural por injecção ou perfusão.

Recomenda-se uma aspiração cuidadosa antes e durante a injecção, para evitar a injecção

intravascular. Quando se pretender injectar uma dose elevada, recomenda-se uma dose de

teste de 3-5 ml de lidocaína (lignocaína) com adrenalina (epinefrina) (Xylocaína® a 2%

com adrenalina (epinefrina) 1:200.000). Uma injecção intravascular inadvertida pode ser

reconhecida pela taquicardia transitória, e uma injecção intratecal acidental por sinais de

bloqueio espinhal.

Deve repetir-se a aspiração antes e durante a administração da dose principal, a qual deve

ser injectada lentamente ou em doses crescentes, à velocidade de 25-50 mg/min, ao

mesmo

tempo

monitorizam

cuidadosamente

funções

vitais

doente,

mantendo

contacto

verbal.

ocorrerem

sintomas

tóxicos,

injecção

deve

interrompida de imediato.

bloqueio

epidural

para

cirurgia,

foram

utilizadas

doses

únicas

até

ropivacaína, tendo-se constatado que as mesmas são bem toleradas.

No bloqueio do plexo braquial foi administrada uma dose única de 300 mg num número

limitado de pacientes, tendo sido bem tolerada.

Quando se utilizam bloqueios prolongados, tanto por perfusão epidural contínua como

por administração repetida em bólus, os riscos de se atingirem concentrações plasmáticas

tóxicas ou de indução de lesão nervosa local devem ser tidos em consideração. Doses

cumulativas até 675 mg de ropivacaína administradas em 24 horas na cirurgia e na

analgesia pós-operatória foram bem toleradas em adultos, bem como a perfusão epidural

contínua pós-operatória até 28 mg/hora durante 72 horas. Doses superiores até 800

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

mg/dia têm sido administradas num número limitado de pacientes com relativamente

poucos efeitos adversos.

Para o tratamento da dor pós-operatória, pode recomendar-se a seguinte técnica: a menos

que instituído pré-operatoriamente, um bloqueio epidural com Ropivacaína Mylan 7,5

mg/ml é induzido através de um catéter epidural. A analgesia mantém-se com uma

perfusão de Ropivacaína Mylan 2 mg/ml. Taxas de perfusão de 6-14 ml (12-28 mg) por

hora proporcionam uma analgesia adequada com um bloqueio motor apenas ligeiro e não

progressivo na maior parte dos casos de dor pós-operatória moderada a grave. A duração

máxima do bloqueio epidural é de 3 dias. No entanto, o efeito analgésico deve ser

cuidadosamente monitorizado de forma a que o cateter seja removido assim que a

condição dolorosa o permitir. Com esta técnica observou-se uma redução significativa na

necessidade de opiáceos.

Em ensaios clínicos, foi administrada uma perfusão epidural de Ropivacaína Mylan 2

mg/ml, isoladamente ou em associação com fentanil 1-4 mcg/ml, para o controlo da dor

pós-operatória até às 72 horas. A combinação de Ropivacaína Mylan com fentanilo

proporcionou um alívio da dor mais acentuado mas provocou os efeitos indesejáveis dos

opiáceos. A combinação de Ropivacaína Mylan com fentanilo foi investigada apenas para

Ropivacaína Mylan 2 mg/ml.

Quando se aplicam bloqueios prolongados, tanto por perfusão epidural contínua como

por injecções repetidas, os riscos de se atingirem concentrações plasmáticas tóxicas ou de

indução de lesão nervosa local devem ser tidos em consideração. Em ensaios clínicos, o

bloqueio femural foi estabelecido com 300 mg de Ropivacaína Mylan 7.5 mg/ml e o

bloqueio interescaleno com 225 mg de Ropivacaína Mylan 7.5 mg/ml, respectivamente,

antes da cirurgia. A analgesia foi mantida com Ropivacaína Mylan 2 mg/ml. Taxas de

perfusão ou injecções intermitentes de 10-20 mg por hora, durante um período de 48h,

proporcionaram uma analgesia adequada e foram bem toleradas.

Concentrações superiores a 7,5 mg/ml de Ropivacaína Mylan não foram documentadas

na cesariana.

Tabela 2 Doentes pediátricos com idades 0 até 12 anos (inclusive):

Conc.

Volume

Dose

mg/ml

ml/kg

mg/kg

CONTROLO DA DOR AGUDA

(peri- e pós-operatória)

Bloqueio Epidural Caudal Única

Bloqueios abaixo de T12, em crianças com peso

corporal máximo de 25 kg

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

Infusão epidural contínua

Em crianças com peso corporal superior a 25kg

0 a 6 meses

Dose em bólus

Infusão superior a 72 horas

0.5-1

0.1 ml / kg / h

0.2 mg / kg / h

6 a 12 meses

Dose em bólus

Infusão superior a 72 horas

0.5-1

0.2 ml / kg / h

0.4 mg / kg / h

1 a 12 anos

Dose em bólus

Infusão superior a 72 horas

0,5-1

0.2 ml / kg / h

0.4 mg/ kg / h

São recomendadas doses

limite

inferior

do intervalo doságico para bloqueios

epidurais toráxicos, enquanto que é recomendado doses no limite superior do intervalo

doságico para bloqueios epidurais caudais e lombares.

Recomendada para bloqueios epidurais lombares. É boa prática reduzir as doses em

bólus para analgesia epidural torácica.

As doses na tabela devem ser consideradas como linhas de orientação para a utilização

em pediatria. Ocorrem variações individuais. Em crianças com um peso corporal elevado

é muitas vezes necessário efectuar uma redução gradual da dosagem, que deverá ser

baseada no peso corporal ideal. O volume do bloqueio epidural caudal único e do volume

das doses de bólus epidural não deve exceder os 25 ml em nenhum doente. Deve ser

consultada literatura de referência, tanto em relação aos factores que afectam as técnicas

de bloqueio específicas como aos requisitos individuais dos doentes.

A utilização da Ropivacaína em crianças prematuras não está documentado, qualquer que

seja a via de administração utilizada.

Modo de administração

Recomenda-se uma aspiração cuidadosa antes e durante a injecção para evitar a injecção

intravascular. As funções vitais do doente devem ser cuidadosamente monitorizadas

durante a injecção. Se ocorrerem sintomas tóxicos, a injecção deve ser interrompida de

imediato.

Uma única injecção epidural caudal de ropivacaína 2 mg/ml produz uma analgesia pós-

operatória adequada abaixo de T12 na maioria dos doentes, quando se utiliza uma dose

de 2 mg/kg num volume de 1 ml/kg. O volume da injecção epidural caudal poderá ser

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

ajustado para se atingir uma distribuição diferente do bloqueio sensorial de acordo com

as recomendações da literatura de referência. Foram estudadas doses até 3 mg/kg de uma

concentração de ropivacaína a 3 mg/ml, em crianças com idade superior a 4 anos de

idade. Contudo, esta concentração está associada a uma incidência mais elevada do

bloqueio motor.

Recomenda-se

fraccionamento

dose

calculada

anestésico

local,

independentemente da via de administração.

No caso em que esteja recomendada a infusão de ropivacaína, deve ser utilizada a

solução para infusão.

4.3 Contra-indicações

Hipersensibilidade à ropivacaína ou a outros anestésicos locais do tipo amida.

As contra-indicações gerais da anestesia epidural, independentemente do anestésico local

usado, deverão ser tidas em consideração.

Anestesia loco-regional intravenosa.

Anestesia paracervical obstétrica.

Hipovolémia.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

métodos

anestesia

loco-regional

devem

sempre

efectuados

locais

adequadamente equipados e com pessoal competente para o efeito. O equipamento e os

medicamentos

necessários

monitorização

reanimação

emergência

devem

encontrar-se em situação de disponibilidade imediata. Os doentes a receber bloqueios

“major” devem ter uma condição óptima e uma via endovenosa permeável antes de se

proceder ao bloqueio. O médico responsável deve tomar as precauções necessárias para

evitar uma injecção intravascular (ver secção 4.2 Posologia e método de administração) e

deve estar devidamente treinado e familiarizado com o diagnóstico e tratamento dos

efeitos indesejáveis, toxicidade sistémica e outras complicações (ver secção 4.8 e 4.9 )

tanto com uma injecção subaracnoideia inadvertida que pode originar um bloqueio

espinhal elevado com apneia e hipotensão.

Ocorreram convulsões com mais frequência após o bloqueio do plexo braquial e epidural.

É provável que seja o resultado de uma injecção intravascular acidental ou de uma rápida

absorção no local da injecção.

O bloqueio do nervo periférico major pode implicar administração de um grande volume

de anestésico local em regiões altamente vascularizadas, normalmente próximas dos

grandes vasos, onde existe um risco aumentado de injecção intravascular e/ou absorção

sistémica rápida, o que pode originar elevadas concentrações plasmáticas.

Certas técnicas para anestesia local, como injecções na região cervico-cefálica, podem

estar

associadas

frequência

mais

elevada

reacções

adversas

graves,

independentemente do anestésico local utilizado. Dever-se-ão tomar precauções para

evitar injecções em áreas infectadas.

Os doentes com mau estado geral devido ao envelhecimento ou a outros factores de risco,

designadamente bloqueio parcial ou completo da condução cardíaca, doença hepática

grave ou insuficiência renal grave, exigem uma atenção especial, apesar da anestesia

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

loco-regional

estar

frequentemente

indicada

nestes

doentes.

Doentes

tratados

medicamentos

anti-arrítmicos

classe

(por

exemplo

amiodarona),

devem

cuidadosamente vigiados e monitorizados por electrocardiograma, devido ao facto dos

efeitos cardíacos poderem ser aditivos).

Raramente, foram reportados, casos de paragem cardio-respiratória com a utilização de

Ropivacaína

Mylan

anestesia

epidural

bloqueio

nervoso

periférico,

especialmente após a administração intravascular não intencional em doentes idosos e em

doentes com doença cardíaca concomitante. Em algumas situações, a reanimação foi

difícil.

Caso

ocorra

paragem

cardiodio-respiratória,

pode

tornar-se

necessário

prolongar

tempo

manobras

reanimação

para

aumentar

eficácia

deste

procedimento.

A ropivacaína é metabolizada no fígado e deve por isso ser usada com precaução em

doentes com doença hepática grave. Devido à eliminação lenta, poderá ser necessário

reduzir doses repetidas. Normalmente não há necessidade de modificar a posologia em

doentes com compromisso da função renal quando se administram doses únicas ou no

tratamento de curta duração. A acidose e uma redução da concentração das proteínas

plasmáticas, frequentemente encontrada em doentes com insuficiência renal crónica,

podem aumentar o risco de toxicidade sistémica.

Doentes

hipovolémia

qualquer

etiologia,

podem

desenvolver

brusca

repentinamente hipotensão durante a anestesia epidural, independentemente do anestésico

local usado.

administração

prolongada

ropivacaína

deve

evitada

doentes

tratados

concomitantemente

potentes

inibidores

CYP1A2,

como

fluvoxamina

enoxacina (ver secção 4.5).

Deve ser tida em consideração a possibilidade duma hipersensibilidade cruzada com

outros anestésicos locais tipo amida.

Este medicamento contém no máximo 3,4 mg de sódio por ml. Esta informação deve ser

tomada em conta em doentes com dieta controlada em sódio.

Doentes Pediátricos

Os recém-nascidos podem necessitar de atenção especial devido à imaturidade das vias

metabólicas.

grandes

variações

concentrações

plasmáticas

ropivacaína,

observadas em ensaios clínicos realizados em recém-nascidos, sugerem que pode existir

um risco aumentado de toxicidade sistémica neste grupo etário, especialmente durante a

infusão epidural contínua. As doses recomendadas nos recém-nascidos são baseadas em

dados clínicos limitados. Quando a ropivacaína é utilizada neste grupo de doentes, é

necessário a monitorização regular da toxicidade sistémica (por exemplo, por sinais de

toxicidade

Sistema

Nervoso

Central,

ECG,

SpO2)

neurotoxicidade

local

(por

exemplo, recuperação prolongada), e que deverá ser mantida após o fim da perfusão,

devido a uma eliminação lenta nos recém-nascidos.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Ropivacaína Mylan deve ser usado com precaução em doentes em tratamento com outros

anestésicos locais ou agentes estruturalmente relacionados com os anestésicos locais do

tipo amida, por exemplo alguns anti-arrítmicos, tais como a lidocaína e mexiletina, uma

vez que os efeitos tóxicos sistémicos são aditivos. O uso simultâneo de Ropivacaína

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

Mylan com anestésicos gerais ou opiáceos pode potenciar os seus efeitos (adversos). Não

foram

efectuados

estudos

interacção

entre

ropivacaína

medicamentos

anti-

arrítmicos de classe III (por exemplo amiodarona), mas é aconselhável precaução (ver

também secção 4.4).

O citocromo P450 (CYP) 1A2 está envolvido na formação da 3-hidroxi-ropivacaína, o

metabolito “major”. In vivo a depuração plasmática da ropivacaína foi reduzida em 77%

com a co-administração de fluvoxamina, um potente inibidor selectivo do CYP1A2.

Assim,

inibidores

potentes

CYP1A2,

tais

como

fluvoxamina

enoxacina,

administrados

concomitantemente

durante

administração

prolongada

Ropivacaína

Mylan, podem interagir com este. A administração prolongada de ropivacaína deve ser

evitada em doentes em tratamento concomitante com potentes inibidores do CYP1A2,

(ver também 4.4.)

vivo

depuração

plasmática

ropivacaína

reduzida

administração de cetoconazole, um potente inibidor selectivo do CYP3A4. No entanto,

não é provável que a inibição desta isozima tenha relevância clínica.

Num estudo in vivo no qual a debrisoquina foi utilizada como marcador para a actividade

do CYP2D6, uma infusão epidural contínua de ropivacaína evidenciou inibir a actividade

do CYP2D6 em doentes que são fortes metabolizadores numa extensão moderada.

efeito

sobre

metabolismo

outros

fármacos

metabolizados

pelo

CYP2D6

evidenciou não possuir efeito clínico significativo.

4.6 Gravidez e aleitamento

Gravidez

Com excepção da administração epidural no uso obstétrico, não há informação adequada

quanto à utilização da ropivacaína na gravidez humana. Os estudos em animais não

indicam quaisquer efeitos nefastos directos ou indirectos no que respeita a gravidez,

desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal (Ver secção 5.3).

Aleitamento

Não existem dados disponíveis quanto à excreção da ropivacaína no leite materno.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não existem dados disponíveis. Dependendo da dose, os anestésicos locais podem ter um

efeito muito ligeiro sobre a função mental e a coordenação, mesmo na ausência de

toxicidade evidente sobre o SNC, podendo afectar temporariamente a locomoção e o

estado de alerta.

4.8 Efeitos indesejáveis

Geral

perfil

reacções

adversas

Ropivacaína

Mylan

semelhante

outros

anestésicos

locais

acção

prolongada

tipo

amida.

reacções

adversas

farmacológicas devem ser distinguidas dos efeitos fisiológicos do próprio bloqueio dos

nervos, por ex., redução da pressão arterial e bradicardia observadas durante o bloqueio

espinhal/epidural.

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

A percentagem de doentes susceptíveis de apresentar reacções adversas varia em função

da via de administração de Ropivacaína Mylan. As reacções adversas sistémicas e

localizadas de Ropivacaína Mylan ocorrem geralmente devido a sobredosagem, absorção

rápida ou injecção inadvertida por via intravascular. As reacções adversas referidas com

maior frequência, náuseas e hipotensão, são muito frequentes durante a anestesia e a

cirurgia em geral não permitindo distinguir as que são provocadas pela situação clínica

das provocadas pelo fármaco ou pelo bloqueio.

Tabela de reacções farmacológicas adversas

No âmbito de cada classe de sistemas orgânicos, as reacções adversas foram classificadas

de acordo com a sua frequência, sendo as mais frequentes referidas em primeiro lugar.

Muito frequentes

Vasculopatias: Hipotensãoa

(>1/10)

Doenças Gastrointestinais: Náuseas

Frequentes

Doenças do Sistema Nervoso: Cefaleias, Parestesias,

(>1/100)

Tonturas

Cardiopatias: Bradicardia, Taquicardia

Vasculopatias: Hipertensão arterial

Doenças Gastrointestinais: Vómitosb

Doenças Renais e Urinárias: Retenção urinária

Perturbações gerais e Alterações no Local de Administração:

Elevação da Temperatura, Calafrios, dor de costas

Pouco Frequentes

Perturbações do foro psiquiátrico: Ansiedade

(>1/1,000)

Doenças do Sistema Nervoso: Sintomas de toxicidade do

Sistema Nervoso Central (Convulsões, Convulsões Grand

mal, ataques repentinos, sensação de cabeça vazia, parestesia

circumoral, dormência da língua, hiperacusia, zumbido nos

ouvidos, distúrbios visuais, disartria, contracções

musculares, tremores)*, Hipostesia

Vasculopatias: Síncope

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Dispneia

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Hipotermia

Raras

Cardiopatias: Ataque de coração, arrítmias cardíacas

(>1/10,000)

Perturbações gerais e Alterações no Local de Administração:

Reacções alérgicas (reacções anafiláticas, edema

angioneurótico e urticária).

Hipotensão é menos frequente nas crianças (>1/100)

Vómitos são mais frequentes nas crianças (>1/10)

Estes

sintomas

ocorrem

normalmente

após

injecção

intravascular

inadvertida,

sobredosagem ou absorção rápida (ver secção 4.9).

Reacções adversas farmacológicas relacionadas com a classe

Complicações neurológicas

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

A ocorrência de neuropatia e disfunção da medula espinhal (por ex., síndrome da artéria

espinhal anterior, aracnoidite, cauda equina), que poderá dar origem, em casos raros, a

sequelas permanentes, tem sido associada à anestesia loco-regional, independentemente

do anestésico local utilizado.

Bloqueio espinhal total

bloqueio

espinhal

total

pode

ocorrer

dose

epidural

administrada

inadvertidamente por via intratecal.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Toxicidade sistémica aguda

reacções

tóxicas

sistémicas

podem

envolver

primariamente

Sistema

Nervoso

Central (SNC) e o sistema cardiovascular. Tais reacções são provocadas por uma elevada

concentração do anestésico local no sangue, que pode ser originada (de forma acidental)

injecção

intravascular,

sobredosagem

absorção

excepcionalmente

rápida

regiões altamente vascularizadas (ver também secção 4.4). As reacções associadas ao

SNC são semelhantes para todos os anestésicos locais do tipo amida, enquanto que as

reacções

cardíacas

são

mais

dependentes

medicamento

causa,

tanto

qualitativamente como quantitativamente.

Injecções

intravasculares

acidentais

anestésicos

locais

podem

causar

reacções

sistémicas tóxicas imediatas (de segundos a poucos minutos). No caso de sobredosagem,

é possível que as concentrações plasmáticas máximas não ocorram senão ao fim de uma

ou duas horas, dependendo do local de injecção, pelo que os sinais de toxicidade podem

assim ser retardados.

Em crianças, poderá ser difícil detectar sinais precoces de toxicidade dos anestésicos

locais tendo em conta que estas poderão não o conseguir exprimir verbalmente. Ver

também secção 4.4.

Sistema nervoso central

A toxicidade sobre o sistema nervoso central

apresenta uma resposta gradual com

sintomas e sinais de gravidade progressivamente mais acentuados. Inicialmente surgem

sintomas como perturbações visuais ou auditivas, entorpecimento perioral, tonturas,

sensação de cabeça leve, tinidos e parestesias. A disartria, rigidez muscular e contracções

musculares

são

mais

graves

podem

preceder

aparecimento

convulsões

generalizadas.

Estes

sinais

não

devem

confundidos

comportamento

neurótico. Subsequentemente pode ocorrer perda da consciência e convulsões de tipo

grande mal epiléptico, que podem durar poucos segundos ou manter-se por vários

minutos. Durante as convulsões ocorrem rapidamente hipoxia e hipercapnia devido ao

aumento da actividade muscular, juntamente com a interferência com a respiração. Em

casos graves pode mesmo surgir apneia. A acidose respiratória e metabólica aumenta e

prolonga os efeitos tóxicos dos anestésicos locais.

A recuperação segue-se à redistribuição do anestésico local a partir do sistema nervoso

central, e subsequente metabolismo e excreção. A recuperação pode ser rápida, salvo se

tiverem sido injectadas grandes quantidades do fármaco.

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

Toxicidade cardiovascular

A toxicidade cardiovascular indicia uma situação mais grave. Podem ocorrer hipotensão,

bradicardia, arritmia e mesmo paragem cardíaca em resultado de elevadas concentrações

sistémicas de anestésicos locais. Em voluntários, a perfusão intravenosa de ropivacaína

desencadeou sinais de depressão da condução e contractilidade cardíaca.

Os efeitos tóxicos cardiovasculares são geralmente precedidos por sinais de toxicidade no

sistema nervoso central, a não ser que o doente esteja a receber um anestésico geral ou se

encontre sob intensa sedação causada por fármacos como as benzodiazepinas ou os

barbitúricos.

Tratamento da toxicidade aguda

Os equipamentos e fármacos para a monitorização e reanimação de emergência, deverão

estar sempre disponíveis. Se surgirem sinais de toxicidade sistémica aguda, deve-se

interromper imediatamente a injecção do anestésico local.

Se ocorrerem convulsões,

impõe-se a

necessidade de tratamento. Os objectivos do

tratamento consistem em manter a oxigenação, parar as convulsões e manter a circulação.

Deve-se administrar oxigénio e assistir a ventilação (máscara e ambu). Se as convulsões

não cessarem espontaneamente em 15 - 20 segundos, deve-se administrar um anti-

convulsivante

i.v.

dose

i.v.

mg/kg

tiopental

sódico

cessa

rapidamente as convulsões.

Em alternativa pode-se administrar 0.1 mg/kg de diazepam por via i.v., apesar da sua

acção ser mais lenta. O suxametónio cessa rapidamente as convulsões musculares, mas o

doente irá necessitar de ventilação assistida e intubação traqueal.

caso

evidente

depressão

cardiovascular

(hipotensão,

bradicardia),

deve-se

administrar 5 - 10 mg de efedrina i.v., repetindo a injecção, se necessário, decorridos 2 3

minutos. As crianças devem ser tratadas com doses de efedrina proporcionais à sua idade

e peso.

ocorrer

paragem

cardiocirculatória,

deve-se

instituir

imediato

ressuscitação

cardiopulmonar. Reveste-se de vital importância manter uma oxigenação óptima e assistir

a ventilação e circulação, bem como proceder ao tratamento da acidose.

Caso ocorra uma paragem cardio-respiratória, pode tornar-se necessário prolongar o

tempo de manobras de reanimação para aumentar a eficácia deste procedimento.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.2 Sistema Nervoso Central. Anestésicos locais

Código ATC: N01B B09

A ropivacaína é um anestésico local de longa acção do tipo amida que exerce efeitos

tanto anestésicos como analgésicos. Em altas doses Ropivacaína Mylan produz anestesia

cirúrgica, ao passo que em doses mais baixas produz bloqueio sensorial com bloqueio

motor limitado e não progressivo.

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

O mecanismo consiste numa redução reversível da permeabilidade da membrana da fibra

nervosa aos iões sódio. Consequentemente a velocidade de despolarização é diminuída e

o limiar excitável aumentado, resultando num bloqueio local dos impulsos nervosos.

A principal característica da ropivacaína é a sua longa duração de acção. O início e a

duração da eficácia do anestésico local são dependentes do local de administração e da

dose, mas não são influenciadas pela presença de um vasoconstritor (por exemplo,

adrenalina (epinefrina)). Para

mais

informações sobre o início e duração da acção

consultar a tabela na secção “Posologia e modo de administração”.

Voluntários saudáveis expostos a perfusões intravenosas toleraram bem a ropivacaína em

doses baixas, apresentando sintomas previsíveis ao nível do SNC com a dose máxima

tolerada. A experiência clínica com este fármaco indica uma boa margem de segurança

quando utilizado de forma adequada nas doses recomendadas.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

ropivacaína

possui

centro

quiral

existe

disponível

forma

S-(-)-

enantiómero puro. É altamente lipossolúvel. Todos os metabolitos exercem um efeito

anestésico local mas a sua potência é consideravelmente menor e a sua duração mais

curta do que a da ropivacaína.

A concentração plasmática de ropivacaína depende da dose, da via de administração e da

vascularização

local

injecção.

ropivacaína

segue

cinética

linear

concentração plasmática máxima é proporcional à dose.

A ropivacaína mostra uma absorção completa e bifásica a partir do espaço epidural,

sendo as semi-vidas das duas fases da ordem dos 14 minutos e das 4 horas em adultos. A

absorção lenta é o factor limitativo da velocidade/factor limitante na eliminação da

ropivacaína, o que explica o motivo pelo qual a semi-vida aparente de eliminação é mais

prolongada após a administração epidural do que após a administração intravenosa. A

ropivacaína apresenta absorção bifásica a partir do espaço epidural caudal também em

crianças.

A ropivacaína apresenta uma depuração plasmática total média na ordem de 440 ml/min,

uma depuração renal de 1 ml/min, um volume de distribuição no estado de equilíbrio de

47 litros, e uma semi-vida terminal de 1,8 h após uma administração i.v.. A ropivacaína

apresenta uma taxa de cerca de 0,4 para a extracção hepática

intermédia. Liga-se

predominantemente à glicoproteína

1-ácida no plasma, sendo a fracção não ligada de

aproximadamente 6%. Observou-se uma subida das concentrações plasmáticas totais

durante a perfusão epidural contínua, relacionada com o aumento pós-operatório da

glicoproteína

1-ácida.

As variações na concentração do fármaco não ligado, ou seja, farmacologicamente activo,

foram muito inferiores comparativamente à concentração plasmática total.

Considerando que a ropivacaína possui um quociente de extracção hepático intermédio

baixo, a sua taxa de eliminação deverá depender da concentração plasmática da fracção

livre (não ligada). Um aumento nas AAG irá diminuir a fracção livre devido a um

aumento da ligação às proteínas, o que origina uma diminuição da depuração total e

resulta num aumento das concentrações plasmáticas totais, como observado tanto em

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

estudos pediátricos como em adultos. A depuração da fracção livre da ropivacaína

permanece inalterada como ilustrado pela estabilidade das concentrações da fracção não

ligada durante a infusão pós operatória. É a concentração plasmática da fracção livre que

está relacionada com os efeitos farmacodinâmicos sistémicos e toxicidade.

A ropivacaína atravessa rapidamente a placenta, atingindo-se rapidamente o equilíbrio

relativamente à concentração da forma não ligada. O grau de ligação às proteínas

plasmáticas é mais baixo no feto do que na mãe, pelo que as concentrações plasmáticas

totais são menores no feto do que na mãe.

ropivacaína

extensamente

metabolizada,

predominantemente

hidroxilação

aromática.

todo,

dose

são

excretados

urina

após

administração

intravenosa, dos quais somente cerca de 1% dizem respeito ao fármaco inalterado. O

metabolito principal é a 3-hidroxi-ropivacaína, do qual cerca de 37% são excretados na

urina,

essencialmente

forma

conjugada.

excreção

urinária

4-hidroxi-

ropivacaína, o metabolito N-desalquilado (PPX) e o metabolito 4-hidroxi-desalquilado é

de 1-3%. A 3-hidroxi-ropivacaína nas formas conjugada e não conjugada revela apenas

concentrações detectáveis no plasma.

Um padrão idêntico de metabolitos foi detectado em crianças de idade superior a 1 ano.

Não há indícios de racemização in vivo da ropivacaína.

Pediatria

farmacocinética

ropivacaína

caracterizada

base

análise

farmacocinética deste fármaco numa população seleccionada de 192 crianças com idades

compreendidas entre os 0 e os 12 anos de idade. Tanto a ropivacaína não ligada como a

depuração do PPX e o volume de distribuição da ropivacaína dependem tanto do peso

corporal como da idade até à maturidade da função hepática, dependendo a partir desse

momento principalmente do peso corporal. A maturação da depuração da ropivacaína não

ligada parece ficar completa com a idade de três anos, enquanto que o PPX com 1 ano de

idade e o volume de distribuição da ropivacaína não ligada com a idade de 2 anos. O

volume

distribuição

não

ligado

depende

apenas

peso

corporal.

Considerando que o PPX possui um tempo de semi-vida superior e uma eliminação

menor, pode ocorrer acumulação durante a perfusão epidural.

A depuração da fracção livre da ropivacaína em idades superiores a 6 meses atinge

valores na ordem dos valores atingidos pelos adultos. Os valores da depuração total da

ropivacaína reflectidos na Tabela 4 são os não afectados pelo aumento pós operatório da

AAG.

Parâmetros

farmacocinéticos

estimados

partir

análise

farmacocinética

numa

população pediátrica.

Grupo

1/2ppx

etário

(L/h/kg)

(L/kg)

(L/h/kg)

Recém-

nascido

3.27

2.40

21.86

0.096

43.3

4.29

3.60

25.94

0.143

25.7

7.85

8.03

41.71

0.320

14.5

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

1 ano

10.15

11.32

52.60

0.451

13.6

4 anos

16.69

15.91

65.24

0.633

15.1

10 anos

32.19

13.94

65.57

0.555

17.8

-Peso corporal médio para a respectiva idade, baseado na base de dados da OMS.

-Depuração da fracção livre de ropivacaína.

-Volume de distribuição da fracção livre de ropivacaína.

-Depuração total da ropivacaína.

-Tempo de semi vida terminal da ropivacaína.

-Tempo de semi vida terminal aproximado de PPX.

A simulação da média da concentração plasmática máxima da fracção livre (Cu

) após

um bloqueio caudal único é tendencialmente superior em recém nascidos e o tempo para

se atingir a Cu

) diminui com o aumento da idade.

A simulação da média da concentração plasmática máxima da fracção livre no final das

infusão

epidural

continua,

doses

recomendadas,

mostra

também

níveis

superiores em recém nascidos comparativamente aos valores em crianças. Ver também

secção 4.4.

Simulação da

média e

intervalo observado da concentração plasmática

máxima da

fracção livre (Cu

) após um bloqueio caudal único

Grupo etário

Dose

(mg/kg)

(mg/L)

(mg/L))

0-1 m

2.00

0.0582

2.00

0.05-0.08 (n=5)

1-6 m

2.00

0.0375

1.50

0.02-0.09 (n=18)

6-12 m

2.00

0.0283

1.00

0.01-0.05 (n=9)

1-10 anos

2.00

0.0221

0.50

0.01-0.05 (n=60)

-Concentração plasmática máxima da fracção livre.

-Tempo para se atingir a concentração plasmática máxima da fracção livre

-Concentração plasmática máxima da fracção livre observada e dose-normalizada

Aos seis

meses de

idade, no ponto de quebra para alteração da taxa de dosagem

recomendada para a infusão epidural contínua, a depuração da ropivacaína não ligada

atingiu os 34% e do PPX não ligado atingiu os 71% dos seus valores maduros. A

exposição sistémica é superior em recém-nascidos e também por vezes elevada em

crianças com idades compreendias entre 1 e 6 meses comparativamente a outras crianças,

está

relacionado

imaturidade

função

hepática.

Mas,

tudo

isto,

parcialmente compensado pela recomendação de redução em 50% da taxa de dosagem da

infusão contínua em crianças com idade inferior a 6 meses.

Simulações da soma das concentrações plasmáticas tanto de ropivacaína como de PPX

não ligados, baseados nos parâmetros de farmacocinética e a respectiva variação na

análise populacional, indicam que para um bloqueio caudal único a dose recomendada

deverá aumentar por um factor de 2,7 no grupo mais jovem e por um factor de 7,4 no

grupo entre 1 e 10 anos de idade, de forma a que a predição superior do limite do

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

intervalo de confiança de 90% atinja o limiar da toxicidade sistémica. Os factores para a

infusão epidural contínua são respectivamente 1.8 e 3,8.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Com base em estudos convencionais de farmacologia a nível da segurança, toxicidade de

dose única e dose repetida, toxicidade reprodutiva, potencial mutagénico e toxicidade

local, não foram identificados outros riscos para os humanos, para além dos que seriam

de esperar com base na acção farmacodinâmica de altas doses de ropivacaína (ex: sinais a

nível do SNC, incluindo convulsões e cardiotoxicidade).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista de excipientes

Cloreto de sódio

Ácido clorídrico (E507)

Hidróxido de sódio (E524)

Água para injectáveis.

6.2 Incompatibilidades

Não foi investigada a compatibilidade com outras soluções para além das referidas na

secção 6.6. Pode ocorrer precipitação em soluções alcalinas, dado que a ropivacaína

mostra fraca solubilidade a pH > 6.0.

6.3 Prazo de validade

18 meses

Prazo de validade após abertura:

Estudos de estabilidade química e física em uso, foram realizados durante 24 horas entre

2-8 ºC e a 25 ºC

Do ponto de vista microbiológico, o produto deverá ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado de imediato, as condições de armazenamento após abertura são da inteira

responsabilidade do utilizador.

Prazo de validade das misturas

Do ponto de vista microbiológico, o produto deverá ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado de imediato, as condições de armazenamento após abertura são da inteira

responsabilidade

utilizador,

não

deverá

normalmente

ultrapassar

horas

temperaturas

entre

menos

reconstituição

tenha

sido

efectuada

condições assépticas controlados.

Para instruções relativas à associação com outros medicamentos ver a secção 6.6.

6.4 Precauções especiais de conservação

APROVADO EM

12-11-2008

INFARMED

Não conservar acima de 25ºC. Não refrigerar ou congelar.

Para armazenamento após abertura, ver secção 6.3

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Ropivacaína Mylan 2 mg/ml solução para perfusão:

Sacos

polipropileno

contendo

solução

para

perfusão

acondicionados em blisters estéreis. Embalagens de 1 ou 5 sacos.

Sacos

polipropileno

contendo

solução

para

perfusão

acondicionados em blisters estéreis. Embalagens de 1 ou 5 sacos.

6.6 Instruções de utilização, manipulação e eliminação

Os produtos Ropivacaína Mylan não contêm conservantes e destinam-se exclusivamente

a uma única administração. Deve rejeitar-se toda a solução que não tenha sido utilizada

dum recipiente aberto.

A embalagem intacta não deve ser re-autoclavada. Sempre que se pretenda o exterior

estéril, deve escolher-se uma embalagem blister.

Ropivacaína solução para perfusão em sacos de plástico para perfusão é quimicamente e

fisicamente compatível com as seguintes substâncias:

Concentração de Ropivacaína Mylan: 1-2 mg/ml

Substâncias

Concentração

Citrato de Fentanilo

1.0 - 10.0 microgram/ml

Citrato de Sufentanilo

0.4 – 4.0 microgram/ml

Sulfato de Morfina

20.0 - 100.0 microgram/ml

Cloridrato de Clonidina

5.0 - 50.0 microgram/ml

7.TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Mylan Lda.

Rua Dr. António Loureiro Borges, Edifício Arquiparque 1, r/c esq.

1499-016 Algés.

8. NÚMERO (S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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