Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml Solução injetável

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ropivacaína
Disponível em:
B. Braun Melsungen A.G.
Código ATC:
N01BB09
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ropivacaína
Dosagem:
10 mg/ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável
Composição:
Ropivacaína, cloridrato mono-hidratado 10.58 mg
Via de administração:
Via epidural; Via perineural
Unidades em pacote:
Ampola - 20 unidade(s) - 10 ml
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a)
Grupo terapêutico:
2.2 Anestésicos locais
Área terapêutica:
ropivacaine
Resumo do produto:
5341458 - Ampola 20 unidade(s) 10 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Condições: Não congelarTipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: Condições: Uso imediato - Comercializado - 10031147 - ; 5341466 - Ampola 20 unidade(s) 20 ml - Tipo de embalagem: AbertaPrazo de validade: Condições: Uso imediatoTipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 30 Mese(s)Condições: Não congelar - Não comercializado - 10029324 -
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
DE/H/2536/04/DC
Data de autorização:
2010-10-27

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml solução injetável

Cloridrato de ropivacaína

Leia atentamente este folheto antes de receber este medicamento.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários indicados, incluindo efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.4.

O que contém este folheto:

1. O que é Ropivacaína B. Braun e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de receber Ropivacaína B. Braun

3. Como Ropivacaína B. Braun lhe vai ser administrado

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Ropivacaína B. Braun

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Ropivacaína B. Braun e para que é utilizado

A substância ativa é o cloridrato de ropivacaína.

Ropivacaína B. Braun pertence a um grupo de medicamentos denominados por

anestésicos

locais

(medicamento

para

adormecimento).

Ropivacaína

Braun

solução injetável é utilizado em adultos e adolescentes (com mais de 12 anos de

idade) para adormecer (anestesiar) partes do corpo. É utilizado para impedir que

haja dor ou para proporcionar o alívio da dor. Pode ser utilizado para:

- adormecer partes do seu corpo durante uma cirurgia, incluindo uma cesariana.

- aliviar a dor durante o parto, após uma cirurgia ou após um acidente.

2. O que precisa de saber antes de receber Ropivacaína B. Braun

Não lhe pode ser administrado Ropivacaína B. Braun

- Se tem alergia (hipersensibilidade) a cloridrato de ropivacaína ou a qualquer outro

componente (ver lista de componentes na secção 6). Uma reação alérgica pode

incluir erupção, comichão, dificuldades na respiração, inchaço da face, lábios,

garganta ou da língua.

- Se for alérgico a qualquer outro anestésico local da mesma classe (por exemplo

lidocaína ou bupivacaína).

- Para injeção num vaso sanguíneo para anestesiar uma área específica do seu

corpo, ou no colo do útero para alívio da dor durante o parto.

- Se lhe tiver sido dito que tem um volume reduzido de sangue (hipovolemia).

Se não está seguro de que qualquer das situações acima se aplica a si, fale com o

seu médico antes de lhe ser administrado Ropivacaína B. Braun.

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07-07-2018

INFARMED

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de receber Ropivacaína B. Braun. Informe o seu

médico:

- se tem problemas no coração, fígado ou rins. O seu médico pode necessitar de

ajustar a dose de Ropivacaína B. Braun.

- se já alguma vez lhe disseram que tem uma doença rara dos pigmentos do sangue

denominada por “porfiria” ou se alguém na sua família o tem. O seu médico pode

necessitar de lhe administrar um medicamento anestésico diferente.

- se tem mau estado geral de saúde devido à idade avançada ou a outras razões.

- sobre quaisquer doenças ou condição médica que tem ou que teve no passado.

Crianças

Em crianças com idade até e incluindo 12 anos, poderá ser apropriado utilizar outras

dosagens (2 mg/ml, 5 mg/ml).

Outros medicamentos e Ropivacaína B. Braun

Informe

seu médico

farmacêutico se

estiver

tomar

ou tiver tomado

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica.

Isto é especialmente importante para os seguintes medicamentos, que podem

potenciar os efeitos de Ropivacaína B. Braun:

- Outros anestésicos locais (por exemplo lidocaína)

- Medicamentos fortes para o alívio da dor (por exemplo, morfina)

- Medicamentos utilizados no tratamento do batimento cardíaco irregular (por

exemplo amiodarona, mexiletina).

O uso prolongado de ropivacaina deve ser evitado se estiver a receber:

- medicamentos utilizados no tratamento da depressão (por exemplo fluvoxamina)

- antibióticos utilizados no tratamento de infeções causadas por bactérias (por

exemplo enoxacina).

Pode de igual modo manter-se indicado que lhe seja administrado Ropivacaína B.

Braun. O seu médico necessita de ter informação sobre estes medicamentos para

poder decidir sobre o que é que lhe é mais adequado.

Gravidez e aleitamento

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte

médico

farmacêutico

antes

este

medicamento

administrado. Desconhece-se se a ropivacaína passa para o leite materno ou se pode

prejudicar o lactente.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Ropivacaína B. Braun pode fazê-lo sentir-se sonolento e afetar a velocidade das suas

reações. Após lhe ter sido administrado este medicamento, não deve conduzir,

operar máquinas ou trabalhar em situações perigosas, até ao dia seguinte.

Ropivacaína B. Braun contém sódio

Este

medicamento

contém

2,7 mg

sódio

(principal

componente

cozinha/sal de mesa) em cada ml. Isto é equivalente a 0,14% da ingestão diária

máxima de sódio recomendada na dieta para um adulto.

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3. Como Ropivacaína B. Braun lhe vai ser administrado

Este medicamento ser-lhe-á administrado mediante a supervisão de um médico

experiente.

Ropivacaína B. Braun ser-lhe-á administrado na forma de uma injeção. A parte do

corpo em que irá ser utilizado depende do motivo porque está a receber este

medicamento.

O seu médico irá administrar-lhe este medicamento num dos seguintes locais:

- no local do corpo que necessita de ser anestesiada.

- Próximo da parte do corpo que necessita de ser anestesiada.

- Numa área longe do local do corpo que necessita de ser anestesiada. Este é o caso

de lhe ser administrada uma injeção ou uma perfusão epidural na zona média ou

inferior das costas, próxima da sua medula espinhal.

Enquanto estiver a receber Ropivacaína B. Braun será monitorizado de perto pelos

profissionais de saúde. Este medicamento interrompe a capacidade dos nervos

passarem mensagens de dor para o cérebro. Isto irá fazer com que pare de sentir

dor, frio ou calor, na região onde está a ser utilizado, podendo, no entanto, continuar

a ter outras sensações como pressão e sensibilidade ao toque.

Dosagem

O seu médico irá decidir sobre a dose de Ropivacaína B. Braun que lhe será

administrada. A dosagem depende do tipo de alívio de dor que necessita e de outros

fatores como o tamanho do organismo, idade e condição física.

Se receber mais Ropivacaína B. Braun do que deveria

Dado que este medicamento ser-lhe-á administrado por um médico sob condições

cuidadosamente controladas, é pouco provável que lhe seja administrada uma dose

em excesso ou que falhe uma dose.

Os efeitos adversos de uma dose excessiva de Ropivacaína B. Braun necessitam de

um tratamento especial e o médico que o está a tratar está formado para lidar com

este tipo de situações.

primeiro

sinais

dose

excesso

Ropivacaína

Braun

são

normalmente os seguintes:

- sentir-se tonto ou com a sensação de cabeça leve

- dormência dos lábios e na zona em redor da boca

- dormência da língua

- problemas auditivos

- problemas com a visão

O seu médico irá interromper a administração deste medicamento logo que estes

sinais apareçam, para reduzir o risco de aparecimento de efeitos adversos graves.

Isto significa que se algum destes lhe acontecer a si, ou se pensa que recebeu uma

dose em excesso de Ropivacaína B. Braun, informe o seu médico imediatamente.

Outros efeitos adversos mais graves que ocorrem após administração de uma dose

em excesso deste medicamento incluem problemas com o seu discurso, contração

dos músculos, tremores, arrepios, espasmos (convulsões), e perda de consciência.

Em caso de toxicidade aguda, serão imediatamente tomadas mediadas corretivas

adequadas pelos profissionais de saúde.

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INFARMED

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

Ropivacaína

Braun

pode

causar

efeitos

secundários, no entanto, estes não se manifestam em todas as pessoas que o

recebem.

Todos os medicamentos, incluindo Ropivacaína B. Braun podem raramente causar

reações alérgicas que põem a vida em risco (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas).

Deve informar o seu médico imediatamente se sentir algum dos seguintes sintomas

após lhe ser administrado este medicamento:

- início súbito de erupções cutâneas, comichão ou urticária;

- inchaço das pálpebras, lábios, língua, garganta ou de outras partes do corpo;

- dificuldades na respiração, repentina respiração ruidosa, tonturas.

Outros efeitos secundários possíveis:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)

- Diminuição da pressão sanguínea (hipotensão) (pode sentir-se tonto ou com

sensação de cabeça leve)

- mal-estar (náuseas).

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

- formigueiro (sensação de alfinetes e agulhas)

- tonturas

- sensação de má disposição (vómitos)

- aumento ou redução da frequência cardíaca (bradicardia, taquicardia)

- aumento da pressão sanguínea(hipertensão)

- elevação da temperatura corporal (febre) ou arrepios

- dores nas costas

- dores de cabeça

- dificuldades em urinar

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

- ansiedade,

- cansaço,

- dificuldade na respiração,

- redução da temperatura do corpo (hipotermia),

- alguns sintomas podem ocorrer se a injeção for acidentalmente administrada num

vaso sanguíneo ou se for administrada uma dose excessiva de Ropivacaína B. Braun

(ver também “Se utilizar mais Ropivacaína B. Braun do que deveria”). Estes incluem

convulsões, espasmos (convulsões), sensação de tonturas ou de cabeça leve,

dormência dos lábios e da zona em volta da boca, dormência da língua, problemas

auditivos, problemas na vista (visão), problemas com o seu discurso, músculos

rígidos, redução da sensibilidade ou da sensação ao toque na pele e tremor.

Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

- Ataque cardíaco (Paragem cardíaca).

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- Batimento cardíaco irregular (arritmia).

Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

- Movimentos bruscos (discinesia)

Efeitos secundários possíveis observados com outros anestésicos locais que podem

também ser causados por Ropivacaína B. Braun:

- Lesões nos nervos. Raramente isto pode causar problemas permanentes.

- A totalidade do corpo fica dormente (anestesiado), se Ropivacaína B. Braun for

administrada em demasia no fluido espinal.

Crianças

Em bebés e crianças, os efeitos secundários são os mesmos que nos adultos, com

exceção da diminuição da pressão sanguínea, que ocorre com menor frequência nos

bebés e nas crianças (afetando até 1 em cada 10 crianças) e dos vómitos que

ocorrem com maior frequência nas crianças (afetando mais do que 1 em cada

10 crianças).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através do INFARMED, I.P.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos,

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53,

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 43,

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre

a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Ropivacaína B. Braun

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo da caixa e

da ampola após “VAL.:”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês

indicado.

Não congelar.

O seu médico ou farmacêutico é responsável pela conservação deste medicamento.

São igualmente responsáveis pela eliminação correta de qualquer medicamento não

utilizado.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

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Qual a composição de Ropivacaína B. Braun

A substância ativa é o cloridrato de ropivacaína.

1 ml de Ropivacaína B. Braun contém 10 mg de cloridrato de ropivacaína (sob a

forma de cloridrato de ropivacaína mono-hidratada).

1 ampola de 10 ml de solução injetável contém 100 mg de cloridrato de ropivacaína

(sob a forma de cloridrato de ropivacaína mono-hidratada).

1 ampola de 20 ml de solução injetável contém 200 mg de cloridrato de ropivacaína

(sob a forma de cloridrato de ropivacaína mono-hidratada).

Os outros componentes são cloreto de sódio, ácido clorídrico 0,36% (para ajuste de

pH) e hidróxido de sódio 0,4% (para ajuste de pH), e água para preparações

injetáveis.

Qual o aspeto de Ropivacaína B. Braun e conteúdo da embalagem

Ropivacaína B. Braun é uma solução injetável, límpida e incolor disponível nas

seguintes apresentações:

10 ml ampolas de polietileno em embalagens de 20 unidades

20 ml ampolas de polietileno em embalagens de 20 unidades

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

B. Braun Melsungen AG

Carl-Braun-Strasse 1,

Endereço postal:

34212 Melsungen, Alemanha

34209 Melsungen, Alemanha

Telefone: + 49/5661/71-0

Fax: + 49/5661/71-4567

Fabricante

B. Braun Melsungen AG, Carl-Braun-Strasse 1

34212 Melsungen, Alemanha

B. Braun Medical, S.A., Carretera de Terrassa, 121

08191 Rubí (Barcelona), Espanha

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Ropivacaína HCl B. Braun 10 mg/ml solução injetável

Áustria,

Alemanha,

Luxemburgo:

Ropivacain-HCl

Braun

mg/ml

Injektionslösung

Bélgica:

Ropivacain HCl B. Braun 10 mg/ml oplossing voor injectie

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Dinamarca:

Ropivacain B. Braun 10 mg/ml

Finlândia:

Ropivacaine B. Braun 10 mg/ml injektioneste, liuos

França:

Ropivacaine B Braun 10 mg/ml, solution injectable en ampoule

Grécia:

Ropivacain HCl B. Braun 10 mg/ml solution for injection

Espanha:

Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml solución inyectable

Países Baixos:

Ropivacain 10 mg/ml

Portugal:

Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml solução injetável

Itália:

Ropivacaina B. Braun 10 mg/ml soluzione iniettabile

Suécia:

Ropivacain 10 mg/ml injektionsvätska, lösning

Este folheto foi revisto pela última vez em 06/2018

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Modo de administração

Recomenda-se a aspiração cuidadosa antes e durante a injeção para prevenir injeção

intravascular. Quando se pretende injetar uma dose grande, recomenda-se uma dose de

teste de lidocaína com adrenalina (epinefrina). Uma injeção intravascular inadvertida

poderá ser reconhecida por um aumento temporário da frequência cardíaca e uma injeção

intratecal acidental através de sinais de um bloqueio espinhal.

O cloridrato de ropivacaína deve ser lentamente injetado ou então em doses incrementais,

a uma taxa de 25-50 mg/min, observando cuidadosamente as funções vitais do doente e

mantendo contacto verbal. Se ocorrerem sintomas tóxicos, a injeção deve ser

imediatamente parada.

Advertências

Os procedimentos anestésicos regionais devem ser sempre efetuados num local

adequadamente equipado e com profissionais especializados. O equipamento e

medicamentos necessários para monitorização e ressuscitação de emergência deverão

estar prontamente disponíveis.

Os doentes que recebam bloqueios significativos devem estar em condições ótimas e ter

uma linha intravenosa inserida antes do procedimento de bloqueio.

O médico responsável deverá tomar as precauções necessárias para evitar uma injeção

intravascular (ver RCM secção 4.2) e ter a formação adequada e estar familiarizado com

o diagnóstico e tratamento de efeitos indesejáveis, toxicidade sistémica e outras

complicações (ver RCM, secções 4.8 e 4.9), tais como uma injeção subaracnoide

inadvertida que poderá produzir um bloqueio espinhal alto com apneia e hipotensão.

Ocorreram convulsões principalmente após bloqueio do plexo braquial e bloqueio

epidural. É possível que isto seja o resultado de uma injeção intravascular acidental ou de

uma absorção rápida a partir do local de injeção.

O bloqueio significativo de nervos periféricos poderá implicar a administração de

grandes volumes de um anestésico local em zonas altamente vascularizadas,

geralmente próximo de grandes vasos onde existe um aumento do risco de injeção

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intravascular acidental e/ou de absorção sistémica rápida, que poderão levar a

elevadas concentrações plasmáticas.

Os doentes com hipovolemia devido a qualquer causa podem desenvolver hipotensão

súbita e grave durante a anestesia epidural, independentemente do anestésico local

utilizado.

Manuseamento

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com os requisitos locais. Apenas para utilização única.

Após a utilização, eliminar o recipiente assim como qualquer conteúdo não usado.

O medicamento deve ser inspecionado visualmente antes de utilizar.

Só deverá ser utilizado se a solução estiver límpida e incolor, e o recipiente e o fecho

não estiverem danificados.

Prazo de validade após a primeira abertura do recipiente

De um ponto de vista microbiológico, a menos que o método de abertura exclua o

risco

contaminação

microbiana,

medicamento

deverá

utilizado

imediatamente.

Caso não seja utilizado de imediato, os tempos e condições de conservação durante

o uso são da responsabilidade do utilizador.

Queira consultar o Resumo das Características do Medicamento para indicações

sobre incompatibilidades e informação de prescrição completa.

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07-07-2018

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml solução injetável.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

1 ml solução injetável contém 10 mg de cloridrato de ropivacaína (sob a forma de

cloridrato de ropivacaína mono-hidratada).

1 ampola de 10 ml de solução injetável contém 100 mg de cloridrato de ropivacaína sob

a forma de cloridrato de ropivacaina mono-hidratado.

1 ampola de 20 ml de solução injetável contém 200 mg de cloridrato de ropivacaína sob a

forma de cloridrato de ropivacaina mono-hidratado.

Excipientes com efeito conhecido:

Ropivacaína B. Braun 10 mg/ml solução injetável contém 2,7 mg/ml de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável.

Límpida, solução incolor com um pH de 4 – 6 e uma osmolalidade de 270 – 320

mOsmol/kg.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

O medicamento é indicado em adultos e crianças com idade superior a 12 anos, para:

Anestesia cirúrgica:

- Bloqueio epidural para cirurgia, incluindo cesariana

- Bloqueio de nervos ”major”

- Bloqueios de campo

4.2 Posologia e modo de administração

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

O cloridrato de ropivacaína deve apenas ser utilizado mediante supervisão clínica de

profissionais experientes em anestesia regional.

Em geral, a anestesia cirúrgica (por exemplo por administração epidural) requer a

utilização de concentrações e doses mais elevadas. Recomenda-se uma concentração de

10 mg/ml de cloridrato de ropivacaína para a anestesia epidural, nos casos em que um

bloqueio motor completo seja essencial para a cirurgia,. Para analgesia (por exemplo

administração epidural no controlo da dor aguda), são recomendadas menores

concentrações e doses.

Posologia

Adultos e adolescentes com idade superior a 12 anos

A tabela seguinte é um guia para a dosagem para os bloqueios utilizados com maior

frequência no adulto médio. Deve consultar-se a literatura padrão para fatores que afetam

técnicas de bloqueio específicas e para requisitos individuais do doente. Deve ser

utilizada a menor dose necessária para produzir um bloqueio efetivo. A experiência do

clínico e o conhecimento do estado físico do doente são importantes na decisão da

posologia.

Concentração

de cloridrato

ropivacaína

Volume

Dose

de cloridrato

de ropivacaína

Início

de ação

Duração

mg/ml

minutos

horas

ANALGESIA CIRURGICA

Administração Epidural Lombar

Cirurgia

10,0

15-25

15-20

113-188

150-200

10-20

10-20

Cesariana

15-20

113-1501)

10-20

Administração Epidural Torácica

Para estabelecer um

bloqueio para alívio

da dor pós-operatória

5-15

(dependen

te do nível

injeção)

38-113

10-20

n/a2)

Bloqueio do Nervo “Major” *

Bloqueio do plexo

braquial

30-40

225-3003)

10-25

6-10

Bloqueio de Campo

(por exemplo,

bloqueio do nervo

“minor” e infiltração)

1-30

7,5-225

1-15

(1) Dose inicial de aproximadamente 100 mg (13 ml - 14 ml) de cloridrato de ropivacaína

deve ser administrada durante 3–5 minutos. Duas doses extra, no total adicional de 50 mg,

podem ser administradas, se necessário.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

(2) n/a = não aplicável

(3) Apenas é possível fazer uma recomendação posológica para o bloqueio do plexo

braquial. Para outros bloqueios do nervos “major”, são necessárias doses menores.

A dose para o bloqueio do nervo “major” deve ser ajustada de acordo com o local

de administração e o estado do doente. Os bloqueios do plexo braquial interescaleno e

supraclavicular podem estar associados a maior frequência de reações adversas graves,

independentemente do anestésico local utilizado, ver secção 4.4)

No bloqueio epidural para cirurgia, foram utilizadas doses únicas até 250 mg de

cloridrato de ropivacaína e foram bem toleradas.

A utilização de concentrações acima de 7,5 mg/ml de cloridrato de ropivacaína não foram

documentadas para cesariana.

Após a utilização de 40 ml de cloridrato de ropivacaína 7,5 mg/ml para o bloqueio do

plexo braquial, a máxima concentração plasmática de ropivacaína, nalguns doentes,

atingiu o nível de moderada toxicidade do SNC. Doses acima de 40 ml de Cloridrato de

ropivacaína 7,5 mg/ml (300 mg de ropivacaína) não são, por este motivo, recomendadas.

Quando se utilizam bloqueios mais prolongados, tanto por perfusão contínua com através

de administrações repetidas de bólus, deve ser considerado o risco de atingir uma

concentração plasmática tóxica ou de indução da lesão neural local. Doses cumulativas

até 675 mg de cloridrato de ropivacaína, administradas durante 24 horas, na cirurgia e na

analgesia pós-operatória foram bem toleradas em adultos, bem como perfusões epidurais

contínuas pós-operatórias, nas velocidades de perfusão até 28 mg/hora de cloridrato de

ropivacaína durante 72 horas. Num número limitado de doentes, doses superiores até 800

mg/dia têm sido administradas com relativamente poucas reações adversas.

A duração máxima do bloqueio epidural é de 3 dias.

Combinação com opioides:

Nos estudos clínicos foi administrada uma perfusão epidural de cloridrato de ropivacaína

de 2 mg/ml misturada com fentanil 1-4

g/ml para o controlo da dor pós-operatória de até

72 horas. A combinação de ropivacaína e fentanil administrada melhorou o alívio da dor

mas causou efeitos indesejáveis opioides. A combinação de ropivacaína e de fentanil foi

investigada apenas para cloridrato de ropivacaína 2 mg/ml.

População pediátrica

A utilização de ropivacaína 7,5 mg/ml e 10 mg/ml poderá estar associada a

acontecimentos tóxicos sistémicos e centrais. As dosagens mais baixas (2 mg/ml,

5 mg/ml) são mais apropriadas para administração nesta população.

Modo de administração

Para uso perineural e epidural.

É recomendada a aspiração antes e depois da injeção, para prevenir a injeção

intravascular.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Quando se pretende administrar uma dose elevada, é recomendada uma dose teste de

lidocaína com adrenalina (epinefrina)). Uma injeção intravascular inadvertida pode ser

reconhecida por um aumento temporário da frequência cardíaca e uma injeção intratecal

acidental por de sinais de bloqueio espinal.

Cloridrato de ropivacaína deve ser injetado lentamente ou em doses incrementais, a uma

taxa de 25-50 mg/min, enquanto se monitoriza rigorosamente as funções vitais do doente

e se mantém o contacto verbal.

Se ocorrerem sinais tóxicos, a injeção deve ser imediatamente interrompida.

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à ropivacaína, a outros anestésicos locais do tipo amida ou a

qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1.

- As contraindicações gerais relacionadas com anestesia regional, incluindo anestesia

neuraxial, devem ser tidas em consideração

- Anestesia regional intravenosa (bloqueio de Bier)

- Anestesia paracervical obstétrica

- Hipovolemia

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Os procedimentos anestésicos regionais devem ser sempre ser realizados em locais

adequadamente equipados, munidos de pessoal especializado. Devem encontrar-se

imediatamente disponíveis equipamentos e medicamentos necessários à monitorização e

ressuscitação de emergência.

Doentes a receber bloqueios “major” devem encontrar-se numa condição ótima e devem

possuir uma via intravenosa inserida antes do se proceder ao bloqueio.

O clínico responsável deve tomar as precauções necessárias para evitar uma injeção

intravascular (ver secção 4.2) e deve estar adequadamente formado e familiarizado com o

diagnóstico e tratamento dos efeitos secundários, toxicidade sistémica e outras

complicações (ver secções 4.8 e 4.9) tais como injeção subaracnóidea inadvertida que

pode produzir um bloqueio espinal elevado com apneia e hipotensão. Ocorreram

convulsões mais frequentemente após bloqueio do plexo braquial e bloqueio epidural.

Isto é provável que seja o resultado de uma injeção intravascular acidental ou de uma

rápida absorção do local de injeção.

Devem ser tomadas precauções para evitar a injeção em áreas inflamadas.

Risco Cardiovascular

Doentes tratados com medicamentos antiarrítmicos da classe III (por ex. amiodarona)

devem ser submetidos a monitorização rigorosa e deve ser considerada a monitorização

por ECG, dado que os efeitos cardíacos podem ser aditivos.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Raramente foram reportados casos de paragem cardíaca durante o uso de cloridrato de

ropivacaína na anestesia epidural ou bloqueio nervoso periférico, especialmente após

administração intravascular acidental em doentes idosos e em doentes com patologia

cardíaca concomitante. Nalguns casos, foi difícil a ressuscitação. Se ocorrer paragem

cardíaca, podem ser necessários esforços mais prolongados para a manobra de

ressuscitação, de forma a aumentar a possibilidade eficácia deste processo.

Bloqueio dos nervos da região da cabeça e do pescoço

Certos procedimentos anestésicos locais, tais como injeções nas regiões da cabeça e do

pescoço, podem ser associados a uma maior frequência de reações adversas graves,

independentemente do anestésico local utilizado.

Bloqueios dos nervos periféricos “major”

O bloqueio dos nervos periféricos “major” pode implicar a administração de elevados

volumes de anestésico local em áreas altamente vascularizadas, frequentemente próximas

de vasos sanguíneos de elevado calibre, onde existe um risco acrescido de injeção

intravascular e/ou absorção sistémica rápida, o que pode originar elevadas concentrações

plasmáticas.

Hipovolemia

Doentes com hipovolemia devido a qualquer etiologia podem desenvolver hipotensão

repentina e grave, durante a anestesia epidural, independentemente do anestésico local

utilizado.

Doentes em mau estado geral

Doentes em mau estado geral, devido a idade avançada ou outros fatores

comprometedores, tais como, bloqueio parcial ou total da condução cardíaca, doença

hepática avançada ou insuficiência renal grave, exigem precaução especial, apesar dos

anestésicos regionais serem frequentemente indicados nestes doentes.

Doentes com compromisso hepático e renal

A ropivacaína é metabolizada no fígado e deve, por isso, ser utilizada com precaução nos

doentes com doença hepática grave; doses repetidas podem ter que ser reduzidas devido

ao atraso na eliminação. Normalmente não é necessário modificar a posologia em doentes

com insuficiência renal quando administrados em dose única ou em tratamentos de curta

duração.

Acidose e redução da concentração proteica plasmática, efeitos frequentemente

observados nos doentes com insuficiência renal crónica, podem aumentar o risco de

toxicidade sistémica.

Porfiria aguda

A ropivacaína é possivelmente porfirinogénica e deve apenas ser prescrita a doentes com

porfiria aguda em situações em que não está disponível alternativa mais segura. Devem

ser tomadas precauções apropriadas no caso de doentes vulneráveis, de acordo com a

literatura de referência e/ou por consulta de peritos da área na patologia.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Condrólise

Houve comunicações pós-comercialização de condrólise em doentes a receberem

perfusão contínua intra-articular pós-operatória de anestésicos locais. A maioria dos

casos comunicados de condrólise envolveram a articulação do ombro. A perfusão

contínua intra-articular não é uma indicação aprovada para Ropivacaína B. Braun. A

perfusão contínua intra-articular com Ropivacaína B. Braun deve ser evitada, uma vez

que a segurança e eficácia não foram estabelecidas.

Administração prolongada

A administração prolongada de ropivacaína deve ser evitada em doentes

concomitantemente tratados com potentes inibidores da CYP1A2, tais como fluvoxamina

e enoxacina (ver secção 4.5).

Advertências e precauções especiais relacionadas com os excipientes

Este medicamento contém 2,7 mg de sódio por ml, equivalente a 0,14% da ingestão

diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.

População pediátrica

A segurança e eficácia de ropivacaína 10 mg/ml não foi estabelecida para crianças com

menos de 12 anos.

Os recém-nascidos podem necessitar de atenção especial devido à imaturidade dos

processos metabólicos. As grandes variações nas concentrações plasmáticas de

ropivacaína, observadas nos ensaios clínicos realizados em recém-nascidos, sugerem que

pode existir um risco aumentado de toxicidade sistémica neste grupo etário.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

O cloridrato de ropivacaína deve ser utilizado com precaução em doentes em tratamento

com outros anestésicos ou agentes estruturalmente relacionados com os anestésicos locais

do tipo amida, por exemplo, certos anti-arrítmicos, tais como lidocaína e mexiletina, dado

que os efeitos tóxicos sistémicos são aditivos. O uso simultâneo de cloridrato de

ropivacaína com anestésicos gerais ou opioides podem-se potenciar os efeitos adversos

de cada um. Não foram efetuados estudos de interação específicos com a ropivacaína e os

medicamentos anti-arrítmicos de classe II (por ex. amiodarona), mas é aconselhável

precaução (ver também secção 4.4).

O Citocromo P450 (CYP) 1A2 está envolvido na formação de 3-hidroxi -ropivacaína, o

maior metabolito. In vivo a depuração plasmática de ropivacaína foi reduzida até 77%

durante a coadministração de fluvoxamina, um potente inibidor seletivo do CYP1A2. A

administração prolongada de ropivacaína deve ser evitada em doentes tratados

concomitantemente com potentes inibidores do CYP1A2, tais como a fluvoxamina e a

enoxacina, uma vez que podem interagir com o cloridrato de ropivacaína (ver secção

4.4).

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

In vivo, a depuração plasmática de ropivacaína foi reduzida cerca de 51% durante a

coadministração com cetoconazol, um potente e seletivo inibidor do CYP3A4. Contido,

não é provável que a inibição desta isoenzima tenha relevância clínica.

In vitro, ropivacaína é um inibidor competitivo do CYP2D6 mas não parece inibir esta

isoenzima nas concentrações plasmáticas obtidas clinicamente

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Com exceção da administração epidural na indicação obstétrica, não existem dados

adequados sobre a utilização de ropivacaína na gravidez humana. Estudos experimentais

em animais não indicam haver efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que respeita a

toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3)

Amamentação

Não existe informação suficiente quanto à excreção da ropivacaína no leite materno.

Fertilidade

Não existem dados clínicos disponíveis.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de condução e utilização de

máquinas. Dependendo da dose, os anestésicos locais podem ter menor influência sobre a

função mental e a coordenação, mesmo na ausência de toxicidade evidente sobre o SNC,

podendo afetar temporariamente a locomoção e o estado de alerta.

4.8 Efeitos indesejáveis

O perfil de reações para o cloridrato de ropivacaína é similar ao de outros anestésicos

locais do tipo amida de longa duração de ação.

As reações adversas devem ser distinguidas dos efeitos fisiológicos do próprio bloqueio

nervoso, por exemplo, uma hipotensão e bradicardia observadas durante o bloqueio

espinal / epidural

A percentagem de doentes em que pode ser expectável desenvolverem reações adversas

varia com a via de administração de cloridrato de ropivacaína. As reações adversas de

cloridrato de ropivacaína, sistémicas e localizadas, geralmente ocorrem devido a

sobredosagem, uma rápida absorção ou uma injeção intravascular inadvertida.

As reações adversas mais frequentemente reportadas, náuseas e hipotensão, são muito

frequentes durante a anestesia e a cirurgia no geral e não é possível distinguir as que são

causadas pela situação clínica das que são causadas pelo medicamento ou pelo tipo de

bloqueio.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Tabela de reações adversas

Muito frequentes

1/10)

Frequentes

1/100 to <1/10)

Pouco frequentes

1/1 000 to < 1/100)

Raros

1/10 000 to < 1/1 000)

Muito raros

(< 1/10 000)

Desconhecido

(não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)

Dentro de cada classe de sistemas de órgãos, as reações adversas foram classificadas por

frequências, as reações mais frequentes são referidas em primeiro lugar.

Classe de sistemas de

órgãos

Doenças do sistema

imunitário

Raros

reações alérgicas (urticária, edema angioneurótico e reação

anafilática até choque anafilático)

Perturbações do foro

psiquiátrico

Pouco frequentes

ansiedade

Doenças do sistema

nervoso

Frequentes

parestesia, tonturas, cefaleias

Pouco frequentes

sintomas de toxicidade do SNC (convulsões, convulsões de

grande mal, tonturas, ataques repentinos, sensação de cabeça

vazia, parestesia circumoral, dormência da língua, hiperacusia,

acufeno, alterações na visão, contrações musculares, disartria,

tremor, hipoestesia)*

Desconhecidos

Discinesia

Cardiopatias

Frequentes

bradicardia, taquicardia

Raros

paragem cardíaca, arritmias

Vasculopatias

Muito frequentes

hipotensão

Frequentes

hipotensão (crianças), hipertensão

Pouco frequentes

síncope

Doenças respiratórias,

torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

dispneia

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

náuseas, vómitos (crianças)

Frequentes

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

vómitos

Afeções

musculosqueléticas e dos

tecidos conjuntivos

Frequentes

Dor de costas

Doenças renais e urinárias

Frequentes

retenção urinária

Perturbações gerais e

alterações no local de

administração

Frequentes

elevação da temperatura, arrepios

Pouco frequentes

hipotermia

* Estes sintomas normalmente ocorrem devido à injeção intravascular inadvertida,

sobredosagem ou absorção rápida (ver secção 4.9).

Reações adversas relacionadas com a classe

Complicações neurológicas

Neuropatia e disfunções do cordão espinal (por exemplo síndroma da artéria espinal

anterior, aracnoidite, síndroma da cauda equina), que podem resultar em casos raros de

sequelas permanentes, têm sido associadas a anestesia regional, independentemente do

anestésico local utilizado.

Bloqueio espinal total

O bloqueio espinal total pode ocorrer se uma dose epidural for inadvertidamente

administrada por via intratecal.

População pediátrica:

Espera-se que a frequência, tipo e gravidade das reações adversas em crianças sejam

iguais às dos adultos, com a exceção da hipotensão, que ocorre menos frequentemente em

crianças (<1 em cada 10) e vómitos, que ocorrem mais frequentemente em crianças (>1

em cada 10).

Em crianças, os sinais precoces de toxicidade por anestésicos locais podem ser difíceis de

detetar, uma vez que podem ser incapazes de os expressar verbalmente (ver também

secção 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos,

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 43

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97,

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage,

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Sintomas

Toxicidade sistémica aguda

As reações tóxicas sistémicas envolvem primariamente o Sistema Nervoso Central (SNC)

e o Sistema Cardiovascular. Tais reações são provocadas por elevadas concentrações

sanguíneas de um anestésico local, que pode ocorrer (de forma acidental) devido a

injeção intravascular, sobredosagem ou absorção excecionalmente rápida por áreas

altamente vascularizadas (ver secção 4.4) As reações associadas ao SNC são similares

para todos os anestésicos locais do tipo amida, enquanto que as reações cardíacas são

mais dependentes do medicamento, tanto quantitativa como qualitativamente.

A injeção intravascular acidental de anestésicos locais pode causar reações tóxicas

sistémicas imediatas (em poucos segundos a alguns minutos). No caso de ocorrer uma

sobredosagem, as concentrações plasmáticas máximas não devem ser alcançadas ao fim

de uma ou duas horas, dependendo do local de injeção, pelo que os sinais de toxicidade

podem assim ser retardados.

Pode ser difícil de detetar os sinais precoces de toxicidade provocada pelos anestésicos

locais pode se o bloqueio ocorrer durante a anestesia geral.

Sistema Nervoso Central

A toxicidade sobre o Sistema Nervoso Central é uma resposta graduada com sinais e

sintomas de gravidade progressivamente mais acentuada. Inicialmente surgem sintomas

como perturbações visuais ou auditivas, entorpecimento perioral, tonturas, sensação de

cabeça leve, zumbidos e parestesias. A disartria, rigidez muscular e contrações

musculares são mais graves e podem preceder o aparecimento de convulsões

generalizadas. Estes sinais não devem ser confundidos com uma patologia neurológica de

base. Subsequentemente pode ocorrer perda da consciência e convulsões tónico-clónicas

(do tipo grande mal), que podem durar por poucos segundos até vários minutos. Durante

as convulsões ocorrem rapidamente hipoxia e hipercapnia devido ao aumento da

atividade muscular, juntamente com a interferência com a respiração. Em casos graves

pode mesmo surgir apneia. A acidose respiratória e metabólica aumenta e prolonga os

efeitos tóxicos dos anestésicos locais.

A recuperação segue-se à redistribuição do medicamento anestésico local a partir do

Sistema Nervoso Central, e subsequente metabolismo e excreção. A recuperação pode ser

rápida, salvo se tiverem sido injetadas grandes quantidades do fármaco.

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Toxicidade cardiovascular

A toxicidade cardiovascular indicia uma situação mais grave. Podem ocorrer hipotensão,

bradicardia, arritmia e mesmo paragem cardíaca como resultado de elevadas

concentrações sistémicas de anestésicos locais. Em voluntários, a perfusão intravenosa de

ropivacaína desencadeou sinais de depressão da condução e contractilidade cardíaca.

Os efeitos tóxicos cardiovasculares são geralmente precedidos por sinais de toxicidade no

Sistema Nervoso Central, a não ser que o doente esteja a receber um anestésico geral ou

se encontre sob intensa sedação com medicamentos como as benzodiazepinas ou os

barbitúricos.

Tratamento

Os equipamentos e medicamentos necessários para a monitorização e reanimação de

emergência devem estar imediatamente disponíveis.

Se surgirem sinais de toxicidade sistémica aguda, a injeção do anestésico local deve ser

imediatamente interrompida e os sintomas do SNC (convulsões, depressão do SNC) têm

de ser prontamente tratados com o suporte respiratório apropriado e com a administração

de medicamentos anticonvulsivantes.

Se ocorrer paragem circulatória, deve instituir-se de imediato ressuscitação

cardiopulmonar. Reveste-se de vital importância manter uma oxigenação ótima e assistir

a ventilação e circulação, bem como proceder ao tratamento da acidose.

Se ocorrer depressão cardiovascular (hipotensão, bradicardia), deve ser considerado o

tratamento adequado com fluidos intravenosos, vasopressores e/ou agentes inotrópicos.

Caso ocorra paragem cardíaca, pode ser necessário prolongar o tempo de manobras de

reanimação para um resultado bem sucedido.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.2 Sistema Nervoso Central, Anestésicos locais

Código ATC: N01BB09

A ropivacaína é um anestésico local de longa ação do tipo amida que exerce efeitos tanto

anestésicos como analgésicos. Em doses elevadas, a ropivacaína produz anestesia

cirúrgica, enquanto que em doses mais baixas produz bloqueio sensorial com bloqueio

motor limitado e não progressivo.

O mecanismo consiste numa redução reversível da permeabilidade da membrana da fibra

nervosa aos iões sódio. Consequentemente, a velocidade de despolarização é diminuída e

o limiar excitável aumentado, resultando num bloqueio local dos impulsos nervosos.

A principal característica da ropivacaína é a sua longa duração de ação. O início e a

duração da eficácia do anestésico local são dependentes do local de administração e da

dose, mas não são influenciadas pela presença de um vasoconstritor (por exemplo,

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

adrenalina). Para mais informações sobre o início e duração da ação da ropivacaína, ver

secção 4.2.

Voluntários saudáveis expostos a perfusões intravenosas toleraram bem a ropivacaína em

doses baixas, apresentando sintomas previsíveis ao nível do SNC com a dose máxima

tolerada. A experiência clínica com este fármaco indica uma boa margem de segurança

quando adequadamente utilizado nas doses recomendadas.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A ropivacaína possui um centro quiral e está disponível sob a forma de S-(-)-enantiómero

puro. É altamente lipossolúvel. Todos os metabolitos exercem um efeito anestésico local

mas a sua potência é consideravelmente menor e a sua duração mais curta do que a da

ropivacaína.

Absorção

A concentração plasmática de ropivacaína depende da dose, da via de administração e da

vascularização do local de injeção. A ropivacaína, quando administrada por via

intravenosa, segue uma cinética linear e a concentração plasmática máxima Cmax é

proporcional à dose até 80 mg.

A ropivacaína mostra uma absorção completa e bifásica a partir do espaço epidural,

sendo as semividas das duas fases da ordem dos 14 minutos e das 4 horas, no adulto. A

absorção lenta é o fator limitativo da velocidade na eliminação da ropivacaína, o que

explica o motivo pelo qual a semivida aparente de eliminação é mais prolongada após a

administração epidural do que após a administração intravenosa.

Observou-se um aumento das concentrações plasmáticas totais durante a perfusão

epidural contínua e perfusão interescalena relacionada com o aumento pós-operatório da

1-glicoproteína ácida.

As variações na concentração do fármaco não ligado, ou seja, farmacologicamente ativo,

foram muito inferiores à concentração plasmática total.

Considerando que a ropivacaína possui uma taxa de extração hepática intermédia a baixa,

a sua taxa de eliminação deverá depender da concentração plasmática da fração não

ligada. Um aumento pós-operativo nas AAG irá diminuir a fração não ligada devido a um

aumento da ligação às proteínas, o que originará uma diminuição da depuração total e

resulta num aumento das concentrações plasmáticas totais, como observado tanto em

estudos pediátricos como em estudos com adultos. A depuração da fração não ligada de

ropivacaína permanece inalterada como ilustrado pela estabilidade das concentrações da

fração não ligada durante a perfusão pós-operatória. É a concentração plasmática da

fração não ligada que está relacionada com os efeitos farmacodinâmicos sistémicos e

toxicidade.

Distribuição

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

A ropivacaína apresenta uma depuração plasmática total média na ordem de 440 ml/min,

uma depuração renal de 1 ml/min, um volume de distribuição no estado de equilíbrio de

47 litros, e uma semivida terminal de 1,8 h após administração IV. A ropivacaína

apresenta uma razão de extração hepática intermédia de cerca de 0,4. Está

predominantemente ligada no plasma à

1-glicoproteína ácida, sendo a fração não ligada

de aproximadamente 6%.

A ropivacaína atravessa prontamente a placenta, atingindo-se rapidamente o equilíbrio

relativamente à concentração da fração não ligada. O grau de ligação às proteínas

plasmáticas é menor no feto comparativamente à mãe, o que resulta numa menor

concentração plasmática total no feto do que na mãe.

Biotransformação e eliminação

A ropivacaína é extensamente metabolizada, predominantemente por hidroxilação

aromática. No total, 86% da dose é excretada na urina após administração intravenosa,

dos quais somente cerca de 1% dizem respeito ao fármaco inalterado. O metabolito

principal é a 3-hidroxi-ropivacaína, do qual cerca de 37% é excretado na urina,

maioritariamente sob a forma conjugada. A excreção urinária da 4-hidroxi-ropivacaína, o

metabolito N-desalquilado (PPX) e o metabolito 4-hidroxi-desalquilado é de 1-3%. A 3-

hidroxi-ropivacaína nas formas conjugada e não conjugada revela apenas concentrações

detetáveis no plasma.

Foi encontrado um padrão similar de metabolitos nas crianças com idade superior a um

ano.

A insuficiência renal tem pouca ou nenhuma influência na farmacocinética da

ropivacaína. A depuração renal do PPX está significativamente correlacionada com a

depuração da creatinina. A falta de correlação entre a exposição total, expressa como

AUC, com depuração da creatinina indica que a depuração total do PPX inclui uma

eliminação não renal para além da excreção renal. Alguns doentes com insuficiência

renal podem apresentar um aumento da exposição ao PPX, resultante de uma depuração

não renal baixa. Devido à toxicidade reduzida do PPX sobre o SNC comparativamente

com a ropivacaína, as consequências clínicas são consideradas desprezáveis no

tratamento a curto prazo. Os doentes com doença renal em fase terminal submetidos a

diálise não foram estudados.

Não há evidência de racemização in vivo da ropivacaína.

Idosos

A depuração plasmática da ropivacaína é reduzida e a semivida de eliminação é

prolongada nesta população. Por isso, quando injetada continuamente, a dose deve ser

individualizada (eventualmente reduzida) para evitar a acumulação da ropivacaína.

População pediátrica

A farmacocinética da ropivacaína foi caracterizada numa população selecionada de 192

crianças, com idades compreendidas entre os 0 e os 12 anos, com base na análise dos

dados da farmacocinética. A taxa de depuração da ropivacaína não-ligada e do PPX e o

volume de distribuição da ropivacaína não-ligada, dependem tanto do peso corporal como

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

da idade, até à maturidade da função hepática, passando a depender largamente, a partir

desse momento, do peso corporal. A maturação da depuração da ropivacaína não-ligada

parece ficar completa perto dos 3 anos de idade, enquanto que do PPX, perto de 1 ano de

idade e o volume de distribuição da ropivacaína não-ligada perto dos 2 anos de idade. O

volume de distribuição do PPX não-ligado depende apenas do peso corporal.

Considerando que o PPX possui um tempo de semivida superior e uma taxa de depuração

menor, pode ocorrer acumulação durante a perfusão epidural.

Para idades superiores a 6 meses, a depuração da fração não-ligada da ropivacaína atinge

valores na ordem dos valores atingidos pelos adultos. Os valores da taxa de depuração

total (CL) de ropivacaína, dispostos na tabela seguinte, são os não afetados pelo aumento

pós-operatório da AAG.

Parâmetros farmacocinéticos estimados derivados a partir da análise PK da população

pediátrica selecionada.

Club

CL d

t 1/2e

t 1/2ppx f

Grupo

etário

(l/h/kg)

(l/kg)

(l/h/kg)

Recém-

nascidos

3,27

2,40

21,86

0,096

43,3

1 mês

4,29

3,60

25,94

0,143

25,7

6 meses

7,85

8,03

41,71

0,320

14,5

1 ano

10,15

11,32

52,60

0,451

13,6

4 anos

16,69

15,91

65,24

0,633

15,1

10 anos

32,19

13,94

65,57

0,555

17,8

a peso corporal médio para a idade respetiva proveniente da base de dados da OMS.

b depuração da ropivacaína não-ligada

c Volume de distribuição da ropivacaína não-ligada

d Depuração da ropivacaína total

e Semivida terminal da ropivacaína

f Semivida terminal da PPX

A simulação da média da concentração plasmática máxima da fração não-ligada (Cumax)

após um bloqueio caudal único é tendencialmente superior em recém-nascidos e o tempo

para se atingir a Cumax (tmax) diminui com o aumento da idade.

A simulação da média da concentração plasmática máxima da fração livre, no final das

72 h de perfusão epidural contínua, nas doses recomendadas, mostrou também níveis

superiores em recém-nascidos comparativamente aos valores em bebés e crianças (ver

secção 4.4).

Médias simuladas e intervalos observados de Concentração Plasmática máxima da fração

não-ligada CuMax, após bloqueio caudal único

Grupo etário

Dose

Cumaxa

tmaxb

Cumaxc

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

(mg/kg)

(mg/l)

(mg/l)

0-1 mês

2,00

0,0582

2.00

0,05-0,08 (n=5)

1-6 meses

2,00

0,0375

1.50

0,02-0,09 (n=18)

6-12 meses

2,00

0,0283

1.00

0,01-0,05 (n=9)

1-10 anos

2,00

0,0221

0.50

0,01-0,05 (n=60)

a Concentração plasmática máxima da fração não-ligada.

b Tempo para atingir a concentração plasmática máxima da fração não-ligada.

c Concentração plasmática máxima da fração não-ligada observada e dose-normalizada.

Aos 6 meses, que é o limite para a mudança na taxa de dose recomendada para a perfusão

epidural contínua, a depuração do cloridrato de ropivacaína não-ligado atingiu 34% e o

PPX não-ligado atingiu 71% do seu valor após maturação. A exposição sistémica é

superior em recém-nascidos e é também um pouco elevada em bebés entre 1 mês e 6

meses de idade, quando comparados com crianças mais velhas, sendo que tal está

relacionado com a imaturidade da sua função hepática.

No entanto, tal é parcialmente compensado pela taxa de dose recomendada ser reduzida

em 50% para a perfusão contínua em bebés com menos de 6 meses de idade.

Simulações da soma das concentração plasmáticas da forma não-ligada de ropivacaína e

PPX, baseadas nos parâmetros farmacocinéticos e na sua variância na análise

populacional, indicam que para um bloqueio caudal único a dose recomendada deve ser

aumentada num fator de 2,7 no grupo mais jovem e num fator de 7,4 no grupo dos 1-10

anos, de forma a que a previsão do limite superior do intervalo de confiança 90% atinja o

limiar da toxicidade sistémica. Os fatores correspondentes para a perfusão epidural

contínua são 1,8 e 3,8, respetivamente.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade

e toxicidade reprodutiva e desenvolvimento para além dos que seriam de esperar com

base na ação farmacodinâmica de doses elevadas de ropivacaína (por ex. sinais a nível do

SNC, incluindo convulsões e cardiotoxicidade).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Cloreto de sódio

Ácido clorídrico 0,36% (para ajuste de pH)

Hidróxido de sódio 0,4% (para ajuste de pH)

Água para preparações injetáveis

6.2 Incompatibilidades

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado

com outros medicamentos.

6.3 Prazo de validade

30 meses.

- Após primeira abertura do recipiente:

De um ponto de vista microbiológico, a menos que o método de abertura exclua o risco

de contaminação microbiana, o medicamento deve ser imediatamente utilizado. Caso não

seja imediatamente utilizado, o tempo e condições de conservação durante o uso são da

responsabilidade do utilizador.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não congelar.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Ampolas de polietileno (LDPE) de 10 ml e 20 ml em caixas de 20 unidades.

As ampolas de polietileno de baixa densidade (LDPE) são especialmente desenhadas para

se adaptarem a fechos Luer e seringas com adaptador Luer.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Qualquer medicamento não utilizado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com

as exigências locais.

Para utilização única.

O medicamento deve ser inspecionado visualmente antes de utilizar.

Utilizar apenas se a solução estiver límpida e incolor e o recipiente e o fecho não

estiverem danificados.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

B. Braun Melsungen AG

Carl-Braun-Strasse 1,

34212 Melsungen

Alemanha

Endereço postal:

34209 Melsungen

Alemanha

APROVADO EM

07-07-2018

INFARMED

Telefone: + 49/5661/71-0

Fax: + 49/5661/71-4567

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo no INFARMED I.P. n.º 5341458 - Ampolas de polietileno 10 ml – 20 unidades

Registo no INFARMED I.P. n.º 5341466 - Ampolas de polietileno 20 ml – 20 unidades

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 27 de outubro de 2010

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

04/2018

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