Rivoder 4.5 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Rivastigmina
Disponível em:
Welding GmbH & Co. KG
Código ATC:
N06DA03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Rivastigmine
Dosagem:
4.5 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Rivastigmina, hidrogenotartarato 7.2 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 250 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea b)
Grupo terapêutico:
2.13.1 Medicamentos utilizados no tratamento sintomático das alterações das funções cognitivas
Área terapêutica:
rivastigmine rivastigmine
Resumo do produto:
5340062 - Blister 250 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007904 ; 5340054 - Blister 112 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007882 ; 5340070 - Frasco 250 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007904 ; 5340039 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007874 ; 5340047 - Blister 100 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50058118 ; 5340021 - Blister 50 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007874 ; 5340013 - Blister 30 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007890 ; 5340005 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado - 10009670 - 50007890
Status de autorização:
Revogado (29 de Janeiro de 2015)
Número de autorização:
DE/H/2213/003/DC
Data de autorização:
2011-08-09

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Rivoder 4,5 mg cápsulas

Rivastigmina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

-Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

-Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

-Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários

não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto:

1. O que é Rivoder e para que é utilizado

2. Antes de tomar Rivoder

3. Como tomar Rivoder

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rivoder

6. Outras informações

1. O QUE É RIVODER E PARA QUE É UTILIZADO

O Rivoder pertence a uma classe de substâncias denominada inibidores da colinesterase.

O Rivoder utiliza-se para o tratamento de perturbações da memória em doentes com

doença de Alzheimer.

Rivoder

utiliza-se

para

tratamento

demência

doentes

doença

Parkinson.

2. ANTES DE TOMAR RIVODER

Antes de tomar Rivoder é importante que leia a secção seguinte e que esclareça quaisquer

dúvidas que possa ter com o seu médico.

Não tome Rivoder

-se tem alergia (hipersensibilidade) à Rivastigmina, outros derivados do carbamato, ou a

qualquer outro componente de Rivoder.

-se tem problemas hepáticos graves.

Tome especial cuidado com Rivoder

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09-08-2011

INFARMED

-se tem, ou se alguma vez teve, alteração da função renal ou do fígado, ritmo cardíaco

irregular, uma úlcera de estômago activa, asma ou doença respiratória grave, dificuldades

em urinar ou convulsões (ataques ou tremores).

-se não tomou Rivoder durante vários dias, não tome a próxima dose até ter consultado o

seu médico.

-se sentir reacções gastrointestinais como náuseas e vómitos.

-se tiver um peso corporal baixo.

-se sofrer de tremores.

Se alguma destas situações se aplicar a si, o seu médico pode necessitar de o acompanhar

mais regularmente enquanto está a tomar este medicamento.

A utilização de RIVODER em crianças e adolescentes (idade inferior a 18 anos) não é

recomendada.

Ao tomar Rivoder com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Em caso de ter de se submeter a cirurgia enquanto estiver a tomar Rivoder, deve informar

médico

antes

serem

administrados

anestésicos,

porque

Rivoder

pode

potenciar os efeitos de alguns relaxantes musculares durante a anestesia.

O Rivoder não deve ser administrado ao mesmo tempo que outros medicamentos com

efeito

semelhante

Rivoder.

Rivoder

pode

interferir

medicamentos

anticolinérgicos (medicamentos utilizados para o alívio de cãibras ou espasmos do

estômago, para tratar a doença de Parkinson ou para prevenção do enjoo em viagem).

Gravidez e aleitamento

É preferível evitar tomar Rivoder durante a gravidez, a não ser que seja claramente

necessário. Comunique ao seu médico se ficar grávida durante o tratamento. As mulheres

que estejam a tomar o Rivoder não devem amamentar. Consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sua doença pode prejudicar a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas e não

deverá realizar tais actividades a não ser que o seu médico lhe diga que é seguro fazê-lo.

O Rivoder pode causar tonturas e sonolência, principalmente no início do tratamento ou

quando se aumenta a dose. Se sentir estes efeitos, não deverá conduzir nem utilizar

máquinas.

3. COMO TOMAR RIVODER

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Tomar Rivoder sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico

ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Engula as cápsulas inteiras com uma bebida, sem as abrir ou esmagar.

Deve tomar Rivoder duas vezes por dia com a comida (de manhã e à noite).

O seu médico irá dizer-lhe qual a posologia de Rivoder a tomar, começando com uma

dose baixa e aumentando gradualmente, dependendo da forma como reage ao tratamento.

A dose mais elevada que pode ser tomada é de 6,0 mg, duas vezes por dia. Se não tomou

Rivoder durante vários dias, não tome a próxima dose até ter consultado o seu médico.

Para beneficiar do seu medicamento, deve tomá-lo todos os dias.

Comunique a quem estiver a cuidar de si que está a tomar Rivoder.

Este medicamento deverá somente ser prescrito por um especialista e o seu médico

deverá regularmente avaliar se o tratamento está a ter o efeito desejado. O seu médico irá

vigiar o seu peso enquanto estiver a tomar este medicamento.

Se tomar mais Rivoder do que deveria

Comunique ao seu médico se verificar que acidentalmente tomou mais Rivoder do que

lhe foi receitado. Pode necessitar de assistência médica. Algumas pessoas que tomaram

acidentalmente uma quantidade excessiva de Rivastigmina tiveram náuseas, vómitos,

diarreia, pressão arterial elevada e alucinações. Podem também ocorrer ritmo cardíaco

lento e desmaio.

Caso se tenha esquecido de tomar Rivoder

Se verificar que se esqueceu de tomar uma dose de Rivoder aguarde e tome a próxima

dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se

esqueceu de tomar.

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Rivoder pode causar efeitos secundários, no entanto estes

não se manifestam em todas as pessoas.

A tendência para

sentir efeitos

indesejáveis é

maior quando inicia a toma do seu

medicamento

aumenta

para

dose

superior.

efeitos

indesejáveis

irão

provavelmente desaparecer gradualmente, assim que o seu organismo se habituar ao

medicamento.

Os efeitos secundários muito frequentes (afectam mais de 1 doente em 10) são tonturas,

náuseas, vómitos, diarreia e perda de apetite.

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INFARMED

Os efeitos secundários frequentes (afectam 1 a 10 doentes em 100) são: azia, dores de

estômago,

cabeça,

agitação,

confusão,

fraqueza,

fadiga,

transpiração,

sensação geral de mal-estar, perda de peso e tremores.

Pouco frequentemente (afectam 1 a 10 doentes em 1.000), os doentes queixaram-se de

depressão, dificuldade em dormir, alterações da função hepática, desmaio ou quedas

acidentais.

Raramente (afectam 1 a 10 doentes em 10.000), os doentes tiveram dor no peito, crises

epilépticas (ataques ou convulsões), erupções cutâneas, úlceras gástricas e intestinais.

Muito raramente (afectam menos de 1 doente em 10.000), os doentes tiveram hemorragia

gastrointestinal (sangue nas fezes ou ao vomitar), infecções do tracto urinário, inflamação

do pâncreas (dor forte na parte superior do estômago, frequentemente acompanhada de

náuseas e vómitos), problemas com o ritmo cardíaco (ritmo cardíaco rápido ou lento),

pressão

arterial

elevada,

alucinações,

agravamento

doença

Parkinson

desenvolvimento de sintomas semelhantes (rigidez muscular, dificuldade em efectuar

movimentos).

Desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis):

vómitos graves que podem levar a ruptura do esófago (o tubo que liga a boca ao

estômago).

Os doentes com demência associada à doença de Parkinson podem sentir alguns efeitos

secundários

mais

frequentemente

podem

também

alguns

efeitos

secundários

adicionais: tremores (muito frequentes), dificuldade em dormir, ansiedade, agitação,

agravamento da doença de Parkinson ou desenvolvimento de sintomas similares (rigidez

muscular, dificuldade em efectuar determinados movimentos), movimentos muito lentos

ou involuntários, ritmo cardíaco lento, aumento da secreção de saliva e desidratação

(frequentes),

ritmo

cardíaco

irregular

fraco

controlo

movimentos

(pouco

frequentes).

Efeitos

secundários

adicionais

foram

notificados

Rivastigmina

sistemas

transdérmicos: confusão grave, ansiedade, febre (frequentes).

Se tais sintomas ocorrerem, contacte o seu médico pois pode necessitar de assistência. Se

algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. COMO CONSERVAR RIVODER

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Rivoder após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, “após

EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

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6. OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Rivoder

substância

activa

hidrogenotartarato

Rivastigmina.

Cada cápsula contém hidrogenotartarato de Rivastigmina correspondente a 4,5 mg de

Rivastigmina.

-Os outros componentes são:

Conteúdo da cápsula:

Hipromelose

Sílica coloidal anidra

Celulose microcristalina

Estearato de magnésio

Revestimento da cápsula:

Gelatina

Laurilsulfato de sódio

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Tinta de impressão branca:

Verniz shellac, dióxido de titânio (E171)

Qual o aspecto de Rivoder e conteúdo da embalagem

RIVODER 4,5 mg contém um pó branco a esbranquiçado e possui cabeça e corpo

vermelhos, com a marcação “R4.5” impressa no corpo com tinta branca.

cápsulas

estão

acondicionadas

blister,

disponíveis

nove

tamanhos

embalagem diferentes (28, 30, 50, 56, 60, 100, 112, 120 ou 250 cápsulas) e em frascos

plástico

cápsulas.

possível

não

sejam

comercializadas

todas

apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Welding GmbH & Co.KG

Esplanade 39

20354 Hamburg

Alemanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Alemanha: Rivoder

Áustria: Rivoder

Grécia: Rivoder

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Finlândia: Rivoder

Poland. Rivoder

Portugal: Rivoder

Este folheto foi aprovado pela última vez em:

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09-08-2011

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rivoder 4,5 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém hidrogenotartarato de rivastigmina correspondente a 4,5 mg de

rivastigmina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

branco

esbranquiçado

numa

cápsula

cabeça

corpo

vermelhos,

marcação “R4.5” impressa no corpo da cápsula com tinta branca.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento sintomático da demência de Alzheimer ligeira a moderadamente grave.

Tratamento sintomático da demência ligeira a moderadamente grave em doentes com

doença de Parkinson idiopática.

4.2 Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no

diagnóstico e tratamento da demência de Alzheimer ou da demência associada à doença

de Parkinson. O diagnóstico deve ser feito de acordo com as linhas de orientação actuais.

A terapêutica com rivastigmina só deve ser iniciada se estiver disponível um prestador de

cuidados para vigiar regularmente a ingestão do medicamento pelo doente.

A rivastigmina deve ser administrada duas vezes por dia, com as refeições da manhã e da

noite. As cápsulas devem ser engolidas inteiras.

Dose inicial: 1,5 mg, duas vezes por dia.

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09-08-2011

INFARMED

Titulação da dose: A dose inicial é de 1,5 mg, duas vezes por dia. Se esta dose for bem

tolerada após um mínimo de duas semanas de tratamento, a dose pode ser aumentada

para 3 mg, duas vezes por dia. Aumentos subsequentes para 4,5 mg e mais tarde para 6

mg, duas vezes por dia, devem ser também baseados na boa tolerância da dose em curso,

e podem ser considerados após um mínimo de duas semanas de tratamento naquele nível

de dose.

Se forem observadas reacções adversas (ex.: náuseas, vómitos, dor abdominal ou perda

de apetite), diminuição do peso ou agravamento dos sintomas extrapiramidais (ex.:

tremor) em doentes com demência associada à doença de Parkinson durante o tratamento,

estes podem responder à omissão de uma ou mais tomas. Se as reacções adversas

persistirem, a dose diária deve ser temporariamente reduzida para a dose anterior bem

tolerada ou o tratamento poderá ser interrompido.

Dose de manutenção: A dose eficaz é de 3 a 6 mg, duas vezes por dia; para alcançar o

máximo benefício terapêutico os doentes devem ser mantidos na dose mais elevada bem

tolerada. A dose diária máxima recomendada é de 6 mg, duas vezes por dia.

tratamento

manutenção

pode

continuado

enquanto

existir

benefício

terapêutico para o doente. Por esta razão, o benefício clínico da rivastigmina deve ser

reavaliado numa base regular, especialmente em doentes tratados com doses inferiores a

3 mg, duas vezes por dia. Se após 3 meses de tratamento em dose de manutenção o

doente não apresentar uma mudança favorável na sua taxa de declínio nos sintomas de

demência, o tratamento deverá ser

interrompido. A

interrupção deverá também

considerada quando o efeito terapêutico deixar de ser evidente.

A resposta individual à rivastigmina não pode ser prevista. Contudo, um maior efeito

terapêutico foi verificado em doentes com demência moderada associada à doença de

Parkinson. Do mesmo modo, um efeito terapêutico superior foi observado em doentes

com doença de Parkinson com alucinações visuais (ver secção 5.1).

Os efeitos do tratamento não foram estudados em ensaios controlados com placebo além

de 6 meses.

Reinício da terapêutica: Se o tratamento for interrompido durante mais do que vários

dias, deve ser reiniciado com uma dose de 1,5 mg, duas vezes por dia. A titulação da dose

deve então ser realizada como acima descrito.

Insuficiência renal e hepática: Devido ao aumento da exposição no caso de insuficiência

renal moderada e hepática ligeira a moderada, devem ser cuidadosamente seguidas as

recomendações da posologia para titulação, de acordo com a tolerabilidade individual

(ver secção 5.2).

Os doentes com insuficiência hepática grave não foram estudados (ver secção 4.3).

Crianças: A rivastigmina não é recomendada em crianças.

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4.3 Contra-indicações

O uso deste medicamento está contra-indicado em doentes com:

-hipersensibilidade à substância activa, a outros derivados do carbamato ou a qualquer

um dos excipientes utilizados na formulação;

-insuficiência hepática grave, já que não foi estudado nesta população.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

A incidência e gravidade das reacções adversas geralmente aumentam com as doses mais

elevadas. Se o tratamento for interrompido durante mais do que vários dias, deve ser

reiniciado

dose

duas

vezes

dia,

modo

reduzir

possibilidade de reacções adversas (ex.: vómitos).

Titulação de dose: Foram observadas reacções adversas (ex: hipertensão e alucinações

em doentes com demência de Alzheimer, e agravamento dos sintomas extrapiramidais,

em particular tremor, em doentes com demência associada à doença de Parkinson) pouco

depois de um aumento de dose. Estes podem responder a uma redução da dose. Noutros

casos, a Rivastigmina foi interrompida (ver secção 4.8).

Podem

ocorrer

perturbações

gastrointestinais

tais

como

náuseas

vómitos,

particularmente quando se inicia o tratamento e/ou se aumenta a dose. Estas reacções

adversas ocorrem mais vulgarmente nas mulheres. Os doentes com doença de Alzheimer

podem perder peso. Os inibidores da colinesterase, incluindo a rivastigmina, têm sido

associados a perda de peso nestes doentes. Durante a terapêutica, o peso dos doentes deve

ser vigiado.

Em caso de vómitos graves associados ao tratamento com rivastigmina, deverá ser feito

um ajuste de dose apropriado, tal como recomendado na secção 4.2. Alguns casos de

vómitos

graves

estavam

associados

ruptura

esofágica

(ver

secção

4.8).

Estes

acontecimentos

ocorreram

particularmente

após

incrementos

dose

após

administração de doses elevadas de rivastigmina.

Deve tomar-se cuidado quando se utiliza rivastigmina em doentes com síndrome do

nódulo

sinusal

defeitos

condução

(bloqueio

sinoauricular,

bloqueio

auriculoventricular) (ver secção 4.8).

A rivastigmina pode causar aumento das secreções ácidas gástricas. Deve tomar-se

cuidado

tratar

doentes

úlceras

gástricas

duodenais

activas

doentes

predispostos a estas condições.

Os inibidores da colinesterase devem ser prescritos com cuidado em doentes com história

clínica de asma ou doença pulmonar obstrutiva.

colinomiméticos

podem

induzir

exacerbar

obstrução

urinária

convulsões.

Recomenda-se precaução ao tratar doentes predispostos a tais doenças.

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INFARMED

O uso de rivastigmina não foi investigado em doentes com demência da doença de

Alzheimer grave ou associada à doença de Parkinson, outros tipos de demência ou outros

tipos de alteração da memória (ex.: declínio cognitivo relacionado com a idade). Logo, a

utilização nesta população de doentes não é recomendada.

Tal como outros colinomiméticos, a rivastigmina pode exacerbar ou induzir sintomas

extrapiramidais.

observado

agravamento

(incluindo

bradicinesia,

discinesia,

alterações da marcha) e um aumento na incidência ou gravidade do tremor em doentes

com demência associada à doença de Parkinson (ver secção 4.8). Estes acontecimentos

levaram à interrupção da rivastigmina em alguns casos (ex.: interrupções devidas ao

tremor

1,7%

rivastigmina

placebo).

monitorização

clínica

recomendada para estas reacções adversas.

4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Sendo

inibidor

colinesterase,

rivastigmina

pode

potenciar

efeitos

relaxantes musculares do tipo da succinilcolina durante a anestesia. É recomendada

precaução

aquando

selecção

agentes

anestésicos.

necessário,

podem

considerados ajustes de dose ou interrupção temporária do tratamento.

Atendendo aos seus efeitos farmacodinâmicos, a rivastigmina não deve ser administrada

concomitantemente com outras substâncias colinomiméticas e pode interferir com a

actividade de medicamentos anticolinérgicos.

Não se observou qualquer interacção farmacocinética da rivastigmina com digoxina,

varfarina, diazepam ou fluoxetina nos estudos em voluntários saudáveis. O aumento do

tempo de protrombina induzido pela varfarina não é afectado pela administração de

rivastigmina.

Não

observaram

quaisquer

efeitos

indesejáveis

sobre

condução

cardíaca após a administração concomitante de digoxina e rivastigmina.

De acordo com o seu metabolismo, parecem improváveis interacções metabólicas com

outros medicamentos, apesar da rivastigmina poder inibir o metabolismo, mediado pela

butirilcolinesterase, de outras substâncias.

4.6 Gravidez e aleitamento

No que respeita à rivastigmina, não existem dados clínicos sobre as gravidezes a ela

expostas.

Não

observaram

quaisquer

efeitos

sobre

fertilidade

sobre

desenvolvimento embriofetal em ratos e coelhos, excepto em doses relacionadas com

toxicidade materna. Nos estudos peri/pós-natais em ratos, observou-se um tempo de

gestação aumentado. A rivastigmina não deverá ser utilizada durante a gravidez, a menos

que tal seja claramente necessário.

Em animais, a rivastigmina é excretada no leite. Não se sabe se a rivastigmina é

excretada no leite humano. Assim, as mulheres que estiverem a tomar rivastigmina não

devem amamentar.

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A doença de Alzheimer pode causar uma diminuição gradual da capacidade de conduzir

ou comprometer a capacidade para utilizar máquinas. Além disso, a rivastigmina pode

induzir

tonturas

sonolência,

principalmente

quando

inicia

tratamento ou

aumenta

dose.

Como

consequência,

rivastigmina

influência

reduzida

moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Por esse motivo, a capacidade

dos doentes com demência, que tomam rivastigmina, continuarem a conduzir ou utilizar

máquinas complexas deve ser regularmente avaliada pelo médico assistente.

4.8 Efeitos indesejáveis

reacções

adversas

mais

comummente

reportadas

foram

efeitos

gastrointestinais,

incluindo náuseas (38%) e vómitos (23%), especialmente durante a titulação de dose. Em

ensaios clínicos, verificou-se que as doentes do sexo feminino são mais susceptíveis que

os doentes do sexo masculino a reacções adversas gastrointestinais e perda de peso.

As reacções adversas, listadas abaixo na Tabela 1, são cumulativas em doentes com

demência de Alzheimer tratados com Rivastigmin.

As reacções adversas estão agrupadas por classe de frequência, as mais frequentes

primeiro, usando a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100,

<1/10); pouco frequentes (

1/1.000, <1/100); raros (

1/10.000, <1/1.000); muito raros

(<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1

Infecções e infestações

Muito raros

Infecções urinárias

Perturbações

foro

psiquiátrico

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Muito raros

Agitação

Confusão

Insónia

Depressão

Alucinações

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Muito raros

Tonturas

Cefaleias

Sonolência

Tremor

Síncope

Convulsões

Sintomas extrapiramidais (incluindo agravamento da

doença de Parkinson)

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Cardiopatias

Raros

Muito raros

Angina pectoris

Arritmia

cardíaca

(ex:

bradicardia,

bloqueio

auriculoventricular, fibrilhação auricular e taquicardia)

Vasculopatias

Muito raros

Hipertensão

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Muito frequentes

Muito frequentes

Frequentes

Raros

Muito raros

Muito raros

Desconhecido

Náuseas

Vómitos

Diarreia

Dor abdominal e dispepsia

Úlceras gástricas e duodenais

Hemorragia gastrointestinal

Pancreatite

Alguns casos de vómitos graves estavam associados

ruptura esofágica (ver secção 4.4).

Doenças

metabolismo

nutrição

Muito frequentes

Anorexia

Afecções hepatobiliares

Pouco frequentes

Testes de função hepática elevados

Afecções dos tecidos cutâneos e

subcutâneas

Frequentes

Raros

Aumento da sudorese

Erupções cutâneas

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Fadiga e astenia

Mal-estar

Traumatismo acidental

Exames complementares de

diagnóstico

Frequentes

Perda de peso

As seguintes reacções adversas adicionais foram observadas com Rivastigmin sistemas

transdérmicos: ansiedade, delírio, pirexia (frequentes).

A Tabela 2 indica quais as reacções adversas notificadas em doentes com demência

associada à doença de Parkinson tratados com Rivastigmin.

Tabela 2

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Insónia

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Frequentes

Frequentes

Ansiedade

Agitação

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Tremor

Tonturas

Sonolência

Cefaleias

Agravamento da doença de Parkinson

Bradicinesia

Discinesia

Distonia

Cardiopatias

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Bradicardia

Fibrilhação auricular

Bloqueio auriculoventricular

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Muito frequentes

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Náuseas

Vómitos

Diarreia

Dor abdominal e dispepsia

Hipersecreção salivar

Doenças

tecidos

cutâneos

subcutâneas

Frequentes

Aumento da sudorese

Afecções musculosqueléticas e dos

tecidos conjuntivos

Frequentes

Rigidez muscular

Doenças

metabolismo

nutrição

Frequentes

Frequentes

Anorexia

Desidratação

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Frequentes

Frequentes

Fadiga e astenia

Alterações da marcha

A Tabela 3 lista o número e a percentagem de doentes de um ensaio clínico específico de

24 semanas conduzido com Rivastigmin em doentes com demência associada à doença

Parkinson

acontecimentos

adversos

pré-definidos

podem

reflectir

agravamento dos sintomas Parkinsonianos.

Tabela 3

Acontecimentos

adversos

pré-definidos

podem

reflectir o agravamento dos sintomas Parkinsonianos em

doentes com demência associada à doença de Parkinson

Rivastigmin

n (%)

Placebo

n (%)

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Total dos doentes estudados

Total dos doentes com AA(s) pré-definidos

362 (100)

99 (27,3)

179 (100)

28 (15,6)

Tremor

Queda

Doença de Parkinson (agravamento)

Hipersecreção salivar

Discinesia

Parkinsonismo

Hipocinesia

Perturbação do movimento

Bradicinesia

Distonia

Alterações da marcha

Rigidez muscular

Distúrbio do equilíbrio

Rigidez do sistema musculosquelético

Rigidez

Disfunção motora

37 (10,2)

21 (5,8)

12 (3,3)

5 (1,4)

5 (1,4)

8 (2,2)

1 (0,3)

1 (0,3)

9 (2,5)

3 (0,8)

5 (1,4)

1 (0,3)

3 (0,8)

3 (0,8)

1 (0,3)

1 (0,3)

7 (3,9)

11 (6,1)

2 (1,1)

1 (0,6)

1 (0,6)

3 (1,7)

1 (0,6)

2 (1,1)

4.9 Sobredosagem

Sintomas

A maioria dos casos de sobredosagem acidental não estiveram associados a nenhuns

sinais ou sintomas clínicos e quase todos os doentes envolvidos continuaram o tratamento

rivastigmina.

Quando

ocorreram

sintomas,

estes

incluíram

náuseas,

vómitos

diarreia,

hipertensão

alucinações.

Devido

conhecido

efeito

vagotónico

inibidores da colinesterase sobre o ritmo cardíaco, podem também ocorrer bradicardia

e/ou síncope. Num caso ocorreu a ingestão de 46 mg; no seguimento da terapêutica de

suporte, o doente recuperou completamente no intervalo de 24 horas.

Tratamento

Como a rivastigmina tem uma semi-vida plasmática de cerca de 1 hora e tem uma

duração da inibição da acetilcolinesterase de cerca de 9 horas, recomenda-se que em caso

de sobredosagem assintomática não se administre mais nenhuma dose de rivastigmina

nas 24 horas seguintes. Em sobredosagens acompanhadas de náuseas e vómitos graves,

deve ser considerada a utilização de antieméticos. Deve ser proporcionado tratamento

sintomático para outras reacções adversas, de acordo com as necessidades.

Em sobredosagens maciças, pode ser usada atropina. Recomenda-se uma dose inicial

intravenosa de 0,03 mg/kg de sulfato de atropina, com doses subsequentes baseadas na

resposta clínica. A utilização da escopolamina como antídoto não é recomendada.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.13.1 Medicamentos utilizados no tratamento sintomático

das alterações das funções cognitivas

Código ATC: N06DA03

rivastigmina

inibidor

acetil-

butirilcolinesterase

tipo

carbamato,

admitindo-se que facilita a neurotransmissão colinérgica pelo atraso na degradação da

acetilcolina

libertada

neurónios

colinérgicos

funcionalmente

intactos.

Assim,

rivastigmina pode ter um efeito benéfico nos défices cognitivos, mediados pelo sistema

colinérgico, na demência associada à doença de Alzheimer e à doença de Parkinson.

A rivastigmina interage com as suas enzimas alvo, pela formação de um complexo ligado

covalentemente que inactiva as enzimas temporariamente. Em homens adultos jovens

saudáveis, uma dose oral de 3 mg diminui a actividade da acetilcolinesterase (AChE) no

líquido céfalorraquidiano (LCR) em aproximadamente 40% na primeira 1,5 hora após a

administração. A actividade da enzima retorna aos níveis basais cerca de 9 horas após a

obtenção do efeito inibitório máximo. Em doentes com doença de Alzheimer, a inibição

da AChE no LCR pela rivastigmina foi dependente da dose até 6 mg administrados duas

vezes

dia,

dose

mais

elevada

testada.

inibição

actividade

butirilcolinesterase no LCR de 14 doentes com doença de Alzheimer, tratados com

rivastigmina, foi semelhante à inibição da AChE.

Estudos Clínicos na Demência de Alzheimer

A eficácia da rivastigmina foi demonstrada através da utilização de três instrumentos de

avaliação independentes, específicos para esta área, e que foram avaliados em intervalos

periódicos durante períodos de tratamento de 6 meses. Estes incluem a ADAS-Cog (uma

medida de cognição baseada no desempenho), a CIBIC-Plus (uma avaliação global e

abrangente do doente pelo médico incorporando a participação do prestador de cuidados)

e a PDS (uma avaliação, quantificada pelo prestador de cuidados, das actividades da vida

diária incluindo higiene pessoal, alimentação, vestuário, tarefas domésticas tais como

fazer compras, conservação da capacidade de orientação de si próprio em relação ao meio

circundante assim como envolvimento em actividades relacionadas com finanças, etc.).

Os doentes estudados tinham uma pontuação de 10–24 na escala MMSE (Mini-Mental

State Examination).

Na Tabela 4 são apresentados os resultados nos doentes com resposta clinicamente

relevante compilados a partir de dois estudos de dose flexível de entre os três estudos

principais, multicêntricos, com a duração de 26 semanas em doentes com Demência de

Alzheimer ligeira a moderadamente grave. Nestes estudos, a melhoria clinicamente

relevante foi definida a priori como a melhoria de pelo menos 4 pontos na ADAS-Cog,

melhoria na CIBIC-Plus ou melhoria de pelo menos 10% na PDS.

Além disso, na mesma tabela é apresentada uma definição posterior de resposta. A

definição secundária de resposta requereu uma melhoria de 4 pontos ou maior na ADAS-

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Cog, ausência de agravamento na CIBIC-Plus e ausência de agravamento na PDS. A dose

diária média real para resposta clínica no grupo de 6–12 mg, correspondente a esta

definição, foi de 9,3 mg. É importante notar que as escalas utilizadas nesta indicação

variam e comparações directas dos resultados para diferentes agentes terapêuticos não

são válidas.

Tabela 4

Doentes com Resposta Clinicamente Relevante (%)

Intenção de Tratar

Última

Observação

Realizada

Medição de Resposta

Rivastigmina

6–12

N=473

Placebo

N=472

Rivastigmina

6–12

N=379

Placebo

N=444

ADAS-Cog:

melhoria

pelo

menos 4 pontos

21***

25***

CIBIC-Plus: melhoria

29***

32***

PDS: melhoria de pelo menos

26***

30***

Melhoria

pelo

menos

pontos

ADAS-Cog

ausência

agravamento

CIBIC-Plus e na PDS

12**

*p<0,05; **p<0,01; ***p<0,001

Ensaios clínicos na demência associada à doença de Parkinson

A eficácia da rivastigmina na demência associada à doença de Parkinson foi demonstrada

num ensaio principal de 24 semanas, multicêntrico, com dupla ocultação, controlado por

placebo e na sua extensão de 24 semanas de fase aberta. Os doentes envolvidos neste

estudo

obtiveram

pontuação

10–24

escala

MMSE

(Mini-Mental

State

Examination). A eficácia foi estabelecida pelo uso de duas escalas independentes que

foram avaliadas em intervalos regulares durante um período de 6 meses de tratamento,

como é demonstrado em baixo na Tabela 5: a ADAS-Cog, uma medida de cognição, e a

medida global ADCS-CGIC (Alzheimer Disease Cooperative Study-Clinician´s Global

Impression of Change).

Tabela 5

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Demência associada à

doença de Parkinson

ADAS-Cog

Rivastigmin

ADAS-Cog

Placebo

ADCS-CGIC

Rivastigmin

ADCS-

CGIC

Placebo

ITT + população RDO

(n = 329)

(n = 161)

(n = 329)

(n = 165)

Valor basal médio ± DP

23,8 ± 10,2

24,3 ± 10,5

Média da diferença às

2,1 ± 8,2

-0,7 ± 7,5

3,8 ± 1,4

4,3 ± 1,5

24 semanas ± DP

Diferença no tratamento

ajustada

2,88

Valor

versus

placebo

<0,001

0,007

ITT – população LOCF

(n = 287)

(n = 154)

(n = 289)

(n = 158)

Valor basal médio ± PD

24,0 ± 10,3

24,5 ± 10,6

Média da diferença às

2,5 ± 8,4

-0,8 ± 7,5

3,7 ± 1,4

4,3 ± 1,5

24 semanas ± PD

Diferença no tratamento

ajustada

Valor

versus

placebo

3,54

<0,001

<0,001

Baseado na análise ANCOVA com o tratamento e o país como factores e o valor base

de ADAS-Cog

como covariável. Uma variação positiva indica melhoria.

Valores médios mostrados por conveniência, análise categórica efectuada com base no

teste de van Elteren ITT: intenção de tratar, RDO: desistências recuperadas; LOCF:

última observação realizada

Apesar do efeito terapêutico ter sido demonstrado na maioria dos doentes do ensaio, os

dados sugerem que se verificou um maior efeito terapêutico no subgrupo de doentes com

demência moderada associada à doença de Parkinson em comparação com o placebo. Do

mesmo modo, um efeito terapêutico superior foi observado nos doentes com alucinações

visuais (ver Tabela 6).

Tabela 6

Demência

associada

doença

Parkinson

ADAS-

Rivastigm

ADAS-Cog

Placebo

ADAS-Cog

Rivastigmin

ADAS-Cog

Placebo

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

Doentes

alucinações

visuais

Doentes

alucinações

visuais

ITT + população RDO

Valor basal médio ± DP

Média

diferença

semanas ± DP

Diferença

tratamento

ajustada

Valor de p versus placebo

(n = 107)

25,4 ± 9,9

1,0 ± 9,2

4,27

0,002

(n = 60)

27,4

10,4

-2,1 ± 8,3

(n = 220)

23,1 ± 10,4

2,6 ± 7,6

2,09

0,015

(n = 101)

22,5 ± 10,1

0,1 ± 6,9

Doentes com demência

moderada (MMSE 10-17)

Doentes com demência ligeira

(MMSE 18-24)

ITT – população RDO

Valor basal médio ± PD

Média da diferença às

24 semanas ± PD

Diferença no tratamento

ajustada

Valor de p versus placebo

(n = 87)

32,6 ± 10,4

2,6 ± 9,4

4,73

0,002

(n = 44)

33,7 ± 10,3

-1,8 ± 7,2

(n = 237)

20,6 ± 7,9

1,9 ± 7,7

2,14

0,010

(n = 115)

20,7 ± 7,9

-0,2 ± 7,5

Baseado na análise ANCOVA com o tratamento e o país como factores e o valor base

de ADAS-Cog como covariável. Uma variação positiva indica melhoria.

ITT: intenção de tratar, RDO: desistências recuperadas

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

rivastigmina

rápida

completamente

absorvida.

pico

concentrações

plasmáticas é alcançado em aproximadamente 1 hora. Como consequência da interacção

da rivastigmina com a sua enzima alvo, o aumento da biodisponibilidade é cerca de 1,5

vezes maior do que o esperado com o aumento da dose. A biodisponibilidade absoluta

após uma dose de 3 mg é cerca de 36%±13%. A administração de rivastigmina com

alimentos retarda a absorção (tmáx) em 90 min., diminui a Cmáx e aumenta a AUC (área

sob a curva) em aproximadamente 30%.

Distribuição

ligação

rivastigmina

proteínas

plasmáticas

aproximadamente

40%.

Atravessa

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

rapidamente a barreira hematoencefálica e tem um volume aparente de distribuição da

ordem de 1,8–2,7 l/kg.

Metabolismo

rivastigmina

rápida

extensivamente

metabolizada

(semi-vida

plasmática

aproximadamente 1 hora), primariamente via hidrólise mediada pela colinesterase, no

metabolito descarbamilado. In vitro, este metabolito revela uma inibição mínima da

acetilcolinesterase (<10%). Com base em resultados de estudos em animais e in vitro, as

principais isoenzimas do citocromo P450 estão minimamente envolvidas no metabolismo

da rivastigmina. A depuração plasmática total da rivastigmina foi aproximadamente 130

l/h após uma dose intravenosa de 0,2 mg e diminuiu para 70 l/h após uma dose

intravenosa de 2,7 mg.

Excreção

A rivastigmina inalterada não se encontra na urina; a excreção renal dos metabolitos é a

principal via de eliminação. Após a administração de

C-rivastigmina, a eliminação renal

foi rápida e essencialmente completa (>90%) em 24 horas. Menos de 1% da dose

administrada é excretada nas fezes. Não há acumulação de rivastigmina ou do metabolito

descarbamilado em doentes com doença de Alzheimer.

Idosos

Enquanto a biodisponibilidade da rivastigmina é maior nos voluntários saudáveis idosos

do que em jovens, os estudos em doentes com Alzheimer entre os 50 e os 92 anos não

demonstraram nenhuma alteração na biodisponibilidade com a idade.

Indivíduos com insuficiência hepática

Cmáx

rivastigmina

aproximadamente

mais

elevada

rivastigmina

mais do dobro em

indivíduos com

insuficiência hepática

ligeira a

moderada, do que em indivíduos saudáveis.

Indivíduos com insuficiência renal A Cmáx e a AUC da rivastigmina foram mais do

dobro em indivíduos com insuficiência renal moderada, em comparação com indivíduos

saudáveis; no entanto, não se verificaram alterações na Cmáx e AUC da rivastigmina em

indivíduos com insuficiência renal grave.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade por administração repetida em ratos, ratinhos e cães apenas

revelaram efeitos associados a uma acção farmacológica potenciada. Não foi observada

toxicidade

órgãos

alvo.

Não

foram

atingidas

margens

segurança

para

exposição humana nos estudos em animais devido à sensibilidade dos modelos animais

utilizados.

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

A rivastigmina não foi mutagénica numa bateria padrão de testes in vitro e in vivo,

excepto num teste de aberração cromossómica em linfócitos periféricos humanos numa

dose 104 vezes a exposição clínica máxima. O teste do micronúcleo in vivo foi negativo.

Não se encontrou qualquer indício de carcinogenicidade nos estudos em ratinhos e ratos

na dose máxima tolerada, embora a exposição à rivastigmina e seus metabolitos tenha

sido inferior à exposição humana. Quando normalizada para a área de superfície corporal,

a exposição à rivastigmina e seus metabolitos foi aproximadamente equivalente à dose

diária humana máxima recomendada de 12 mg/dia; contudo, quando comparada com a

dose humana máxima, obteve-se nos animais uma dose aproximadamente 6 vezes maior.

Em animais, a rivastigmina atravessa a placenta e é excretada no leite. Estudos de

administração oral em fêmeas grávidas de ratos e coelhos não deram indicação de

potencial teratogénico por parte da rivastigmina.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula:

Hipromelose

Sílica coloidal anidra

Celulose microcristalina

Estearato de magnésio

Revestimento da cápsula:

Gelatina

Laurilsulfato de sódio

Dióxido de titânio (E171)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Óxido de ferro vermelho (E172)

Tinta de impressão branca:

Verniz shellac, dióxido de titânio (E171)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

APROVADO EM

09-08-2011

INFARMED

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

- Blister de PVC-Alu. Cada embalagem contém 28, 30, 50, 56, 60, 100, 112, 120 ou 250

cápsulas

- Frasco de HDPE com tampa de polipropileno. Cada frasco contém 250 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Welding GmbH & Co.KG

Esplanade 39

20354 Hamburg

Alemanha

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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